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Comércio Exterior
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Esp. Carlos Magno Toledo 
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos 
Classificação Fiscal
v1.1
5
• Um breve histórico sobre a classificação fiscal de mercadorias
• Estrutura de Classificação Fiscal de Mercadorias no Brasil
• NALADI – Nomenclatura da Associação Latino-americana de Integração
• Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado
• Consulta sobre Classificação Fiscal de Mercadoria
• Multa por classificação indevida
 · O principal objetivo desta unidade é desenvolver o conhecimento sobre a 
importância da classificação fiscal e sua abrangência no contexto do comércio 
exterior, tanto nas análises tarifárias como nas estatísticas.
Nesta unidade, você encontrará uma abordagem de extrema relevância: a classificação 
fiscal de mercadorias.
Considerando que o comércio internacional é realizado basicamente de transações de bens 
e serviços, e as empresas tem de estar inseridas no mercado competitivo e abrangente, a 
correta adoção de uma classificação fiscal é essencial.
A classificação fiscal é baseada no Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de 
Mercadorias, ou simplesmente Sistema Harmonizado (SH), que é um método internacional de 
classificação de mercadorias, baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições.
A utilização da classificação fiscal é de extrema importância para o comércio globalizado. 
A empresa tem de classificar todos os bens comercializados utilizando a classificação fiscal 
codificada dentro do Sistema Harmonizado (SH). Ao classificar o produto a empresa 
passa a conhecer toda a carga tributária envolvida nas operações internas e externas, o 
tratamento administrativo na importação e exportação, proteções e restrições comerciais, 
dentre outras funções.
Com a leitura da unidade, você estará apto a conhecer a classificação fiscal de mercadorias, 
sua importância dentro das operações locais e internacionais e todo o mecanismo que envolve 
a correta adoção, pelas empresas, da classificação fiscal de mercadorias. 
Não se esqueça de acessar os links indicados, pois, neles, você encontrará um material 
complementar bastante interessante a seu estudo e aprendizagem.
Classificação Fiscal
6
Unidade: Classificação Fiscal
Contextualização
Vamos iniciar esta unidade refletindo sobre a Classificação Fiscal, sua importância e 
abrangência para o governo e as empresas. 
Abordaremos um breve histórico sobre o início da classificação fiscal, destacando os organismos 
que interferiram na adoção de um modelo codificado e harmonizado. Discutiremos, ainda, sobre 
a correta aplicação e identificação das mercadorias para o correto tratamento administrativo e 
fiscal do produto a ser importado, exportado, ou mesmo destinado ao mercado interno.
7
Um breve histórico sobre a classificação fiscal de mercadorias
Inicialmente, vamos traçar um paralelo entre nomenclatura de mercadorias e tarifas 
aduaneiras. Segundo Labatut (1989), a nomenclatura de mercadorias é uma relação nominal 
de mercadorias devidamente catalogadas. A tarifa aduaneira, por sua vez, é uma pauta de 
direito aduaneiros, situando cada item da nomenclatura à correspondente obrigação tributária.
Para que houvesse uma facilitação na prática comercial, isto é, para que as transações 
comerciais se desenvolvem e fluíssem de maneira uniforme, houve a necessidade de se criar 
um mecanismo em que as mercadorias pudessem ser identificadas.
Com a evolução do comércio surgiu, então, a criação de uma nomenclatura que fosse capaz 
de identificar as mercadorias e proporcionasse a facilitação no comércio e nas transações com 
as partes envolvidas: comprador, vendedor, transportador, segurador.
Entretanto, cada país começou a desenvolver uma codificação distinta e, no decorrer dos 
anos, com o crescimento do comércio internacional, os países perceberam que necessitavam 
de uma padronização na codificação de mercadorias.
Os estudos para a padronização, segundo Labatut (1989), foram iniciados em 1948 por 
um Grupo de Estudos para a União Aduaneira Europeia, com a finalidade de elaborar uma 
tarifa externa comum dos países membros, resultando na Nomenclatura de Bruxelas. Em 
1938, a Liga das Nações publicou uma Lista Mínima de Mercadorias para a Estatística de 
Comércio Exterior que, após sua revisão, passou a ser denominada Classificação Uniforme 
para o Comércio Internacional – CUCI.
A NCCA se tornou uma lista uniforme no campo aduaneiro e a CUCI no campo estatístico 
(LABATUT, 1989). 
Em 1950, com a finalidade de harmonizar e uniformizar os respectivos sistemas aduaneiros, 
criou-se o Conselho de Cooperação Aduaneiro, sendo o órgão da Nomenclatura do Conselho 
de Cooperação Aduaneira – NCCA –, tornando-se uma lista uniforme de mercadorias para o 
comercio mundial. Em 1988, o uso da NCCA era praticamente mundial e o Brasil fazia parte 
(LABATUT, 1989).
Embora a NCCA mantivesse o foco em mercadorias para fins aduaneiros e a CUCI para 
fins estatísticos, houve uma aproximação muito singular entre ambas, pois estavam ligadas ao 
Comércio Internacional.
Com o passar do tempo, a necessidade de uma correlação com as duas nomenclaturas 
tornou-se uma necessidade. O setor de estatísticas das Nações Unidas, o Conselho de 
Cooperação Aduaneira e outros organismos internacionais, por volta de 1970, começaram a 
desenvolver uma nova nomenclatura que atendesse ao interesse de todos os países.
No ano de 1983, foram finalizados os estudos e criou-se a versão do Sistema Harmonizado 
de Designação e Codificação de Mercadorias.
Tanto nas exportações como nas importações, a classificação correta das mercadorias é de 
fundamental importância para o bom andamento do processo de desembaraço alfandegário. 
8
Unidade: Classificação Fiscal
A classificação fiscal tem como finalidade primeira determinar, em cada classificação, sua 
alíquota de impostos correspondentes, para o levantamento estatístico e apuração dos volumes 
exportados e importados pelo país.
O Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias, ou simplesmente 
Sistema Harmonizado (SH), é um método internacional de classificação de mercadorias, 
baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições.
Esse Sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional, assim 
como aprimorar a coleta, a comparação e a análise das estatísticas, particularmente as do 
comércio exterior.
Além disso, o SH facilita as negociações comerciais internacionais, a elaboração das tarifas 
de fretes e das estatísticas relativas aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de 
outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional.
A composição dos códigos do SH, formado por seis dígitos, permite que sejam atendidas 
as especificidades dos produtos, tais como origem, matéria constitutiva e aplicação, em um 
ordenamento numérico lógico, crescente e de acordo com o nível de sofisticação das mercadorias.
Estrutura de Classificação Fiscal de Mercadorias no Brasil
Nomenclatura Brasileira de Mercadoria – NBM
O Brasil passou a adotar esta nomenclatura somente a partir de 1989, com seis anos de 
atraso, já que a mesma foi criada em 1983. Assim, a partir de 1989, o Brasil passou a adotar 
a NBM/SH – Nomenclatura Brasileira de Mercadorias no Sistema Harmonizado.
A Nomenclatura Brasileira de Mercadorias – NBM /SH – era composta de 10 dígitos, 
dividida em 21 seções, subdividida em 99 capítulos.
No Brasil, foram adotadas duas tabelas distintas: a Tabela de Incidência do Imposto sobre 
Produtos Industrializados – que trazem as alíquotas do imposto sobre produtos industrializados 
– o IPI e a segunda, que relaciona o imposto de importação que incide sobre as mercadorias 
importadas, denominada, na época de Tarifa Aduaneira do Brasil – TAB.
Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM
O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai adotam, desde janeiro de 1995, a Nomenclatura 
Comum do MERCOSUL(NCM), que tem por base o Sistema Harmonizado. Assim, dos oito 
dígitos que compõem a NCM, os seis primeiros são formados pelo Sistema Harmonizado, 
enquanto o sétimo e oitavo dígitos correspondem a desdobramentos específicos atribuídos no 
âmbito do MERCOSUL. 
O Brasil adota como classificação de mercadorias as seguintes nomenclaturas:
 · TEC – Tarifa Externa Comum
 · T I P I – Tabela de Incidência do IPI
 · Tarifa Aduaneira do Brasil – TAB/Sistema Harmonizado
9
TEC – Tarifa Externa Comum
Com a constituição do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), os países-membros elaboraram 
a Nomenclatura Comum do MERCOSUL – NCM –, baseada no Sistema Harmonizado (SH). 
Posto isto, foram alteradas, a partir de 01 de janeiro de 1995, as alíquotas do imposto de 
importação, bem como a Nomenclatura Aduaneira do Brasil – TAB/ Sistema Harmonizado –, 
a qual passou a ser designada Tarifa Externa Comum.
As mercadorias estão distribuídas em 21 secções, divididas em 97 capítulos, que agrupam 
1.241 posições.
A estruturação das posições obedece ao critério geral de ordená-las segundo matérias 
construtivas dos produtos e grau de elaboração dos mesmos, partindo das matérias-primas, 
para se chegar aos produtos já manufaturados, e respeita-se, ainda, a ordem natural dos reinos 
animal, vegetal e mineral.
 Saiba Mais
No Sistema Harmonizado, as mercadorias estão ordenadas sistematicamente de 
forma progressiva, de acordo com o seu grau de elaboração.
Início: animais vivos
Meio: matérias- primas e produtos semiacabados.
Fim: obras de arte.
*O número do capítulo torna- se mais elevado à medida que aumenta a 
participação do homem.
Nesta ordem de ideias, acrescentamos que também foi destinada uma parte da Nomenclatura 
para incluir posições que envolvam produtos muito elaborados, visto que o aumento do grau 
de elaboração faz diminuir a importância da matéria construtiva, de acordo com a função 
própria dos artigos em si.
As quinze primeiras secções são dedicadas aos artigos em que a matéria construtiva desempenha 
um papel importante e característico, enquanto as seis restantes se dedicam aos artigos em que 
a função para a qual foram concebidas desempenhe um papel importante e característico.
Nas primeiras quinze secções, há uma ordem de classificação progressiva das mercadorias, 
desde as matérias-primas até os produtos manufaturados.
A partir da 16a. secção, a classificação se faz em função da mercadoria propriamente 
dita, independentemente da matéria construtiva. Mas, ainda aqui, a classificação é, de certa 
forma, progressiva, pois as secções XVI e XVII se reservam aos chamados bens de produção 
(máquinas e material de transporte), enquanto as secções seguintes aos bens de consumo.
10
Unidade: Classificação Fiscal
NALADI – Nomenclatura da Associação Latino-americana de Integração
A Nomenclatura, utilizada para operações de Comércio Exterior realizadas no âmbito da 
Associação Latino Americana de Integração – ALADI –, adaptou-se ao Sistema Harmonizado 
em 1990. Com a instituição do NALADI-SH, o sistema passou a ter uma relação direta com 
a classificação NCM-SH.
TIPI NCM-SH NALADI-SH
 Para pensar
Com o objetivo de melhor orientar sobre o processo de classificação de 
mercadorias, explicitamos a seguir o processo básico para enquadrar um produto 
na Nomenclatura Comum do Sul.
1. Verificar as Regras Gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado e a 
Regra Geral Complementar da NCM;
2. Identificar a secção e o capítulo desejados, dispostos no sumário da NCM;
3. Procurar, no capítulo selecionado, para visualizar na tabela de códigos e 
descrições das mercadorias na NCM;
4. Proceder ao enquadramento da mercadoria, seguindo o ordenamento de 
classificação dos códigos na NCM (posição, subposição, item e subitem), de 
acordo com as especificidades do produto, conforme demonstrado no item 5.2.
Observação importante: na classificação de mercadorias, é fundamental que sejam 
consideradas, quando houver, as Notas de Secção e de Capítulo. Nas Secções que 
constam Notas, verifique as Notas de Secção, ao final da descrição da Secção. As 
Notas de Capítulo antecedem os códigos e descrições de cada um deles.
Fonte: http://www.ciesp.com.br/pesquisas/page/2/?tipo=manuais-e-cartilhas
11
Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado
A Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM – possui um conjunto de 6 regras básicas 
balizam o processo de classificação fiscal e eliminam dúvidas eventualmente existentes.
Possui também as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado – NESH, que fornecem 
esclarecimentos e interpretam o Sistema Harmonizado estabelecendo detalhadamente o 
alcance e conteúdo da nomenclatura. 
As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado constituem elemento subsidiário de caráter 
fundamental para a correta interpretação do conteúdo das posições e subposições, bem como das 
notas de secção, capítulo, posições e subposições da Nomenclatura do Sistema Harmonizado.
O Sistema Harmonizado conta ainda com a ajuda das notas de secção. As notas de secção 
e de capítulo são delimitadoras da abrangência do capítulo ou secção, indicando quais os 
produtos que podem ou não se classificarem naquela secção ou capítulo.
Há três tipos básicos de notas: excludentes, inclusivas e conceituais.
Notas Excludentes:
As notas excludentes enumeram uma série de itens que não devem ser classificados naquela 
secção ou capítulo, mesmo que apresentem características que permitam tal classificação.
Exemplo: Nota 1 do capítulo 84, os itens a) a f) enumeram produtos que não devem ser 
classificados no capítulo 84. Dessa maneira, mesmo que o produto tenha suas características 
muito próximas das descrições da posição, as notas do capítulo as excluem e, por isso, é 
preciso encontrar as que melhor se enquadram. 
Notas Inclusivas: 
As notas inclusivas, em contrapartida, enumeram uma série de itens que podem ser 
classificados naquela secção ou capítulo, ou devem ser classificados naquela secção ou capítulo, 
em detrimento de outra, passível de abranger o mesmo produto.
Sempre será necessário estudar minuciosamente as características do produto e o que 
estabelece as secções do capítulo, observando se devem ou podem ser classificados. As 
próprias determinações das secções que elucidarão as dúvidas.
Notas Conceituais:
As notas conceituais esclarecem termos ou explicam assuntos que eventualmente possam 
causar dúvidas no momento da determinação da classificação fiscal de um determinado produto.
Exemplo: Nota 5 do capítulo 84, onde estão as características das máquinas que deverão 
ser consideradas automáticas para processamento de dados, na acepção da posição 8471. 
12
Unidade: Classificação Fiscal
De acordo com a Receita Federal do Brasil – RFB –, a Classificação Fiscal de mercadorias é 
importante não somente para determinar os tributos envolvidos nas operações de importação 
e exportação, e de saída de produtos industrializados, mas também, em especial, no comércio 
exterior, para fins de controle estatístico e determinação do tratamento administrativo requerido 
para determinado produto.
O referido órgão vai mais além e ressalta que o importador, exportador ou fabricante de 
certo produto, deve, em princípio, determinar ele próprio, ou por meio de um profissional 
por ele contratado, a respectiva classificação fiscal, o que requer que esteja familiarizado com 
o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadoria e as Regras Gerais para 
a Interpretação do Sistema Harmonizado, em pesquisa efetuada na TEC ou TIPI , nas Notas 
Explicativas do Sistema Harmonizado e em ementas de Pareceres e Soluções de Consulta 
publicadas no Diário Oficial da União – DOU. 
Afirma ainda que para casos complexos, que mesmo após um estudo exaustivo, persista dúvida 
razoável, pode-se formular consulta sobre a classificação fiscal nos termos da legislação vigente, 
prestando todas as informações técnicas necessárias ao perfeito entendimento do produto.
Consulta sobre Classificação Fiscal de Mercadoria
A consultasobre classificação fiscal de mercadorias, formulada por escrito, é o instrumento 
utilizado para dirimir dúvidas sobre a correta classificação fiscal de mercadorias.
A consulta deve ser formulada por escrito e protocolada na Receita Federal do Brasil – RFB.
Não pode se referir a mais de três produtos distintos por processo, nem mais de uma das 
tabelas: TIPI e TEC.
A petição pode ser realizada por pessoa jurídica, física e por representante legal.
O solicitante da consulta não pode se encontrar sob procedimento fiscal, não estar intimado 
a cumprir obrigação fiscal relativo ao fato objeto da consulta (produto consultado); e mercadoria 
sob consulta não foi objeto de decisão anterior, ou seja, já tenha saído um parecer sobre o 
produto consultado.
A mercadoria deverá ser caracterizada detalhadamente, indicando todas as informações 
necessárias para a análise da classificação, como por exemplo: nome vulgar, científico e técnico, 
marca registrada, modelo, tipo e fabricante, descrição da mercadoria, forma de apresentação, 
peso, medida, tipo de embalagem, dentre outras informações.
13
Os efeitos da consulta:
A consulta formulada pela matriz, todos os demais estabelecimentos a ela ligados se 
beneficiarão do resultado.
Formulada por entidade representativa de categoria econômica ou profissional – entidades 
de classe – alcança seus associados ou filiados depois de cientificado o consulente da decisão.
 Saiba Mais
A consulta eficaz, formulada antes do prazo legal para recolhimento de tributo, 
impede a aplicação de multa de mora e de juros de mora, relativamente à 
mercadoria consultada, a partir da data de sua protocolização até o 30º (trigésimo) 
dia seguinte ao da ciência, pelo consulente, da Solução de Consulta. 
Quando a solução da consulta implicar pagamento, este deverá ser efetuado no 
prazo referido, ou no prazo normal de recolhimento do tributo, o que for mais 
favorável ao consulente.
A consulta não suspende o prazo para recolhimento de tributo, antes ou depois 
de sua apresentação, nem para entrega de declarações ou cumprimento de outras 
obrigações acessórias.
Ressalvado o disposto acima, nenhum procedimento fiscal será instaurado contra 
o sujeito passivo relativamente à mercadoria consultada, a partir da apresentação 
da consulta até o 30º (trigésimo) dia subsequente à data da ciência da Solução 
de Consulta.
Fonte: http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/classificacao-fiscal-de-mercadorias
14
Unidade: Classificação Fiscal
Exemplo de Classificação Aduaneira
Observe que a Secção XI contempla as matérias têxteis e suas obras, e ela vai do 
capítulo 50 ao 63.
Abaixo, você encontrará um exemplo de classificação fiscal de mercadoria.
Seção XI Matérias 
Têxteis e Suas Obras Capítulo Posição Subposição 
Simples Subposição Composta 
50 – Seda;
51 - Lã, pelos finos ou 
grosseiros, fios e tecidos 
de crina;
52 - Algodão;
53 - Outras fibras têxteis 
vegetais, fios de papel e 
tecidos de fios de papel;
54 - Filamentos sintéticos 
ou artificiais, lâminas 
e formas semelhantes 
de matérias têxteis 
sintéticas ou artificiais;
55 - Fibras sintéticas ou 
artificiais, descontínuas;
56 - Pastas (ouates), 
feltros e falsos tecidos, 
fios especiais; cordéis, 
cordas e cabos; artigos 
de cordoaria;
57 - Tapetes e outros 
revestimentos para 
pisos (pavimentos), de 
matérias têxteis;
58 - Tecidos especiais, 
tecidos tufados, 
rendas, tapeçarias, 
p a s s a m a n a r i a s , 
bordados;
59 - Tecidos impregnados, 
revestidos, recobertos 
ou estratificados, artigos 
para usos técnicos de 
matérias têxteis;
60 - Tecidos de malha;
15
61 - Vestuário e seus 
acessórios, de malha;
61 - 
Vestuário 
e seus 
61.15 - Meias-calças, 
meias acima do 
joelho, meias até 
o joelho e artigos 
s e m e l h a n t e s , 
incluindo as meias-
calças, meias 
acima do joelho e 
meias até o joelho, 
de compressão 
degressiva (as 
meias para varizes, 
por exemplo), de 
malha.
6115.1
6115.10 - Meias-
calças, meias 
acima do joelho e 
meias até o joelho, 
de compressão 
degressiva (as 
meias para varizes, 
por exemplo):
Item 6115.10.1 - 
Meias-calças.
Subitem 6115.10.11 - 
De fibras sintéticas, 
de título inferior a 
67 decitex, por fio 
simples
62 - Vestuário e seus 
acessórios, exceto de 
malha;
63 - Outros artefatos 
têxteis confeccionados, 
sortidos, artefatos de 
matérias têxteis, calçados, 
chapéus e artefatos de 
uso semelhante, usados, 
trapos.
Para um melhor entendimento, podemos dizer:
Produto, meias-calças de fibras sintéticas, de título inferior a 67 decitex, por fio simples 
classifica na NCM/SH 6115.10.11, tendo uma alíquota de Imposto de Importação – I.I. de 
35%, observe abaixo um exemplo de como é a apresentação da TEC:
NCM Descrição TEC (%)
61.15 Meias-calças, meias acima do joelho, 
meias até o joelho e artigos semelhantes, 
incluindo as meias-calças, meias acima do 
joelho e meias até o joelho, de compressão 
degressiva (as meias para varizes, por 
exemplo), de malha.
 
6115.10 Meias-calças, meias acima do joelho 
e meias até o joelho, de compressão 
degressiva (as meias para varizes, por 
exemplo)
 
6115.10.1 Meias-calças 
De fibras sintéticas, de título inferior a 
67 decitex, por fio simples
35
16
Unidade: Classificação Fiscal
Diálogo com o Autor
Você poderá encontrar no site do Ministério do Desenvolvimento e 
Comércio Exterior a Tarifa Externa Comum – TEC – completa. 
Sugerimos que você vá ao site e navegue nas informações bastante 
interessantes sobre o assunto que estamos vendo juntos.
Fonte: http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=3361
Ex-Tarifário
O regime de Ex-Tarifário consiste na redução temporária da alíquota do imposto de 
importação de bens de capital (BK) e de informática (BIT) – assim marcados na TEC, quando 
não houver produção nacional equivalente.
Como não há produção local, condição esta imprescindível para a concessão do benefício, 
a adoção deste regime traz significativo incremento ao parque fabril.
Vale ressaltar que as empresas devem sempre estar alertas sobre sua necessidade de redução 
de imposto, mas também de olho na proteção de seu mercado local.
Um trabalho conjunto com a entidade setorial que cuida dos interesses da categoria é de 
primordial necessidade. Tanto para sua proteção de fabricação local, como também de sua 
aquisição no mercado externo de um bem que não há fabricação no país.
Após as empresas entrarem com o pleito de Ex-Tarifário e satisfeitos todos os requisitos 
para aprovação do benefício será efetuada Consulta Pública no site do MDIC, pelo prazo de 30 
dias para que haja a contestação do pleito pelas entidades de classe ou empresas fabricantes.
17
Alguns pontos merecem uma atenção mais destacada, uma vez que:
 · Possibilita aumento da inovação por parte de empresas de diferentes segmentos da 
economia, com a incorporação de novas tecnologias inexistentes no Brasil, com reflexos 
na produtividade e competitividade do setor produtivo.
 · Produz um efeito multiplicador de emprego e renda sobre segmentos diferenciados da 
economia nacional.
Com a intenção de que as empresas importadoras possam contribuir para o crescimento 
do país, mediante o aumento do seu parque fabril, o poder executivo autoriza a criação de 
um mecanismo de redução do imposto de importação em forma de destaque. Esse destaque 
denomina-se “Ex” tarifário.
O Ex- tarifário, visa incentivar a importação de determinadas mercadorias, com redução do 
imposto de importação.
A Câmara de Comércio Exterior – Camex – estabelece que o interessado pode, mediante 
comprovação de seus motivos, solicitar que seja permitida a importação de determinados 
produtos com a redução do imposto de importação. Esse é um propósito do ex, baseado no 
caráter de extrafiscalidade, que apresenta o Imposto de Importação.
A extrafiscalidade aparece clara quando o governo fixa em valor inferior ao da classificação 
usual, como no presente caso, o imposto de importação de determinado produto, desistindo 
de fazer entrarnumerário nos cofres públicos em busca de vantagem maior, qual seja, ampliar 
a produção industrial no País.
Dessa forma, a concessão de um ex mais reflete um interesse extrafiscal do ente tributante 
competente do que um simples benefício fiscal.
A Resolução Camex 66/2014, estabelece os critérios para solicitar a redução da alíquota 
do Imposto de Importação de Bens de Capital, de Informática e de Telecomunicações, bem 
como de suas partes, peças e componentes, sem produção nacional equivalente, assinalados 
na Tarifa Externa Comum (TEC) como BK ou BIT, na condição de Ex-tarifário.
O pleito para a redução do imposto de importação deverá ser endereçado à Secretaria de 
Desenvolvimento da Produção – SDP – e deverá cumprir os requisitos:
 · Instruído por formulário preenchido com descritivo sobre as características do bem;
 · Ser apresentado por empresa ou entidade de classe;
 · Referir-se a um único código da TEC;
 · Estar acompanhado de catálogos originais.
18
Unidade: Classificação Fiscal
Um exemplo de como ocorre a publicação do Ex-Tarifário:
BRASIL 
LISTA DE EXCEÇÕES À TARIFA EXTERNA COMUM - SH -2012 
ATUALIZADA ATÉ A RESOLUÇÃO CAMEX Nº 13, de 05/03/2015 (DOU de 06/03/2015)
NCM Descrição Alíquota do 
I.I. (%)
8429.59.00
Outros 35BK
Ex 001 Qualquer produto classificado no código 
8429.59.00, exceto retroescavadeiras. 14BK
8502.31.00
De energia eólica. 14BK
Ex 001 - Qualquer grupo eletrogêneo de energia eólica 
classificado no código 8502.31.00, exceto os de potência 
inferior ou igual a 3.300 kVA.
0BK
8502.39.00
Outros 14BK
Ex 001 - Qualquer grupo eletrogêneo classificado no 
código 8502.39.00, exceto os acionados por turbina a 
vapor de potência inferior a 220.000kVA, ou os acionados 
por turbina hidráulica.
0BK
8705.10.10
Com haste telescópica de altura máxima superior ou igual 
a 42m, capacidade máxima de elevação superior ou igual 
a 60 toneladas, segundo a Norma DIN 15019, Parte 2, e 
com 2 ou mais eixos de rodas direcionáveis.
35BK
Ex 001 - Com haste telescópica de altura máxima superior 
ou igual a 42m, capacidade máxima de elevação superior 
ou igual a 60 toneladas, segundo a Norma DIN 15019, 
Parte 2, e com 4 ou mais eixos de rodas direcionáveis.
0BK
Fonte: http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=3361
19
Material Complementar
Vídeos:
Assista ao vídeo disponível no link abaixo. Trata-se de uma apresentação bem interessante 
sobre a classificação fiscal de mercadorias.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NbXcS5XPbZI
Sites:
FISCOSOFT
http://www.fiscosoft.com.br/
Câmera do Comércio Exterior
http://www.camex.gov.br/
Receita Federal do Brasil
http://www.receita.fazenda.gov.br/
Aduaneiras – Informação sem fronteiras
http://www.aduaneiras.com.br
20
Unidade: Classificação Fiscal
Referências
VAZQUEZ, José Lopes. Comércio Exterior Brasileiro. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
LABATUT, Enio Neves. Teoria e Prática de Comércio Exterior. 3. ed. São Paulo: 
Aduaneiras, 1989.
SILVA, Aristides. Economia Internacional. São Paulo: Atlas,1985.
KRUGMAN, Paul R.; OBSTFELD, Maurice. Economia Internacional Teoria e Política. 4. 
ed. São Paulo: Makron Books,1999.
BARBOSA, Paulo S. Competindo no Comércio Internacional. Uma Visão Geral do Processo 
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Sites pesquisados:
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http://www.desenvolvimento.gov.br
http://www.camex.gov.br/
http://www.comexbrasil.gov.br/
http://portal.siscomex.gov.br/informativos/noticias-orgaos/secex
http://www.receita.fazenda.gov.br/
http://www.mdic.gov.br
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