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São Paulo, 7 e 8 de Abril de 2005. II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil TECNOLOGIA LONWORKS NOS PRODUTOS PARA AUTOMAÇÃO PREDIAL E SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE EDIFÍCIOS INTELIGENTES ALVES FILHO, MIGUEL DOS SANTOS (1); CUGNASCA, CARLOS EDUARDO (2) 1. Doutorando Escola Politécnica da USP. Departamento de Enga. de Computação e Sistemas Digitais Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, n. 158 – 05508-900 – São Paulo - SP miguel.alves@poli.usp.br 2. Doutor / Professor Associado Escola Politécnica da USP. Departamento de Enga. de Computação e Sistemas Digitais Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, n. 158 – 05508-900 – São Paulo - SP carlos.cugnasca@poli.usp.br RESUMO Os avanços da tecnologia possibilitaram o surgimento de serviços para implementar Automação Predial e criar os chamados Edifícios Inteligentes. Eles proporcionaram também melhorias nos sistemas automatizados através da tecnologia tradicional, em função do incremento do gerenciamento dos sistemas por controle de demanda nos sistemas de gerenciamento predial, ou Building Management System (BMS), facilitando a otimização da relação benefício/custo. Esse conceito surgiu devido à necessidade de economia de energia e tem evoluído de maneira contínua, fazendo com que diversas tecnologias de automação pudessem ser utilizadas concomitantemente. Dentre estas tecnologias, pode-se citar BACnet e LonWorks como produtos adequados para atuação na infra-estrutura dos Sistemas de Automação Predial (SAPs). A tecnologia BACnet tem como principal função garantir a interoperabilidade entre os SAPs, permitindo que serviços de diferentes fabricantes possam interagir, podendo assim ser administrados por sistemas BMS. A tecnologia LonWorks utiliza o conceito de gerenciamento distribuído das informações através de três componentes básicos, o protocolo LonTalk, o Neuron Chip e os tranceivers, de forma a constituir produtos baseados em sensores e atuadores com inteligencia distribuída para automação predial. Como resultado tem-se a interoperabilidade desde os circuitos atuadores e sensores até o sistema de supervisão único facilitando ainda mais os processos de BMS. Palavras-chave: automação predial, edifícios inteligentes, BACnet, LonWorks. Alves Filho, Miguel dos Santos, Cugnasca, Carlos Eduardo 2 II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil 1. INTRODUÇÃO O Controle automatizado de sistemas prediais surgiu na década de 70, tendo como principal finalidade a economia de energia. Com a evolução tecnológica nos campos da microeletrônica e informática, esses sistemas passaram a incorporar outras funções, dentre elas, conforto e comodidade. Neste contexto foram desenvolvidas diversas tecnologias para automação predial, que inicialmente eram proprietárias, não permitindo a interação entre os diferentes sistemas de automação existentes. Os diferentes sistemas de automação predial presentes em um único edifício tornam difícil o gerenciamento da estrutura de automação como um todo. Dentre as soluções convencionais utilizadas para contornar o problema destacam-se os sistemas centralizados que supervisionavam os diversos Sistemas de Automação Predial (SAPs). Em outra solução mais elaborada, utiliza-se controle distribuído para tomada de decisões e gerenciamento. As tecnologias que mais se destacam nessas funções são BACnet (BACnet, 2005) e LonWorks (ECHELON, 2005b). Este trabalho discute como encontrar uma melhor metodologia para se obter um SAP com as reais possibilidades de BMS e está organizado da seguinte forma: no item 2 são mostrados os conceitos de SAP e BMS bem como uma breve descrição de sua evolução. No item 3 são descritas algumas tecnologias que podem ser utilizadas na criação de Building Management System (BMS), citando suas principais vantagens e funcionamento. Já o item 4 aborda brevemente um estudo de caso utilizando a tecnologia LonWorks. Por fim no item 5 encontram-se discussões e considerações finais, com algumas propostas de utilização de tecnologias de BMS para construção de ambientes pervasivos. 2. EDIFÍCIOS INTELIGENTES E BMS A evolução da tecnologia, especialmente na área da computação e microeletrônica, tem viabilizado a implantação de serviços e operações de controle em praticamente todas as atividades presentes em edifícios, tornando essas edificações cada vez mais sofisticadas e “inteligentes”, visando a economia de energia sem sacrificar o conforto, segurança e a praticidade no cotidiano das pessoas. A idéia de incorporar sistemas de controle em edifícios data do final da década de 70 com os sistemas de automação Heating, Ventilation and Air Conditioning (HVAC) (TAC, 2005). Na década de 80 diversos sistemas prediais, a exemplo da iluminação e segurança, começaram a ser automatizados. Essa necessidade de automação de serviços prediais, aliada à queda no custo de equipamentos de informática e microeletrônica possibilitou o surgimento de outros sistemas de controle, como o Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI) (TAC, 2005). Ainda na década de 80 surgiu nos EUA o conceito de edifício inteligente, que pode ser compreendido como um conjunto de componentes individuais, passivos, tais como portas e janelas, ou “inteligentes”,com poder de processamento, comunicação e mobilidade. O Intelligent Buildings Institute (IBI) define edifício inteligente como um ambiente produtivo e econômico através da otimização de quatro elementos básicos: infra-estrutura, sistemas, serviços e gerenciamento; bem como das inter-relações entre eles. O objetivo dos edifícios inteligentes é reduzir custos operacionais, eliminar desperdícios e criar uma infra-estrutura adequada para aumentar a produtividade dos usuários. No início de seu desenvolvimento, os SAPs eram instalados de forma que o gerenciamento e controle dos sub-sistemas trabalhavam de forma individual, ou seja, não havia interação entre os diversos sistemas de automação presentes no edifício. Durante a evolução dos SAPs surgiu a necessidade de integração entre os sistemas presentes em edifícios. Diversos estudos sobre a integração desses sistemas definiram o conceito de BMS, Automação Predial com LonWorks em Edifícios Inteligentes 3 II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil permitindo a coleta de dados, compartilhamento de informações, controle e supervisão de sistemas prediais, com a organização das informações para tomada de decisões. Dessa forma, é possível gerenciar as informações dos diversos sistemas em conjunto, podendo-se obter uma economia maior. Os sistemas BMS atuais trabalham de forma distribuída, mas garantem a integração das informações dos diversos sub-sistemas. Nos sistemas BMS distribuídos, cada componente individual deve ser autônomo, porém o sistema deve ser gerenciado de maneira que os sub- sistemas possam trabalhar em conjunto. Os diversos sistemas de automação devem possuir as seguintes características: • Os sub-sistemas devem interoperar, mesmo que a tecnologia de diferentes fabricantes seja utilizada no BMS; • Uma falha em parte de um sistema não afeta o restante do conjunto. 3. TECNOLOGIAS PARA IMPLANTAÇÃO DE BMS. Para garantir a integração entre os sistemas é necessária a utilização de redes para a comunicação, que podem ser abertas ou proprietárias. Em geral, os protocolos proprietários impossibilitam que componentes dos SAPs, desenvolvidos por diferentes fabricantes possam interoperar. Os protocolos abertos garantem o desenvolvimento de um BMS, cuja manutenção possa ser realizada sem que equipamentos e componentes do mesmo fabricante precisem ser utilizados, permitindo o aumento da sinergia entre os componentes presentes (automação, segurança, incêndio, circuito fechado de televisão, transporte vertical) em um empreendimento. Isso é possível em função da garantia de interoperabilidade entre diversos produtos desenvolvidosutilizando o mesmo padrão. É importante lembrar que sistemas abertos também possibilitam o retrofit ou atualização dos sistemas e equipamentos nos empreendimentos de uma instalação, sem a necessidade de substituição completa de sistemas e equipamentos mais antigos. Dentre os padrões abertos de redes utilizadas em BMS destacam-se o BACnet e o LonWorks, que serão descritos mais detalhadamente nos itens 3.1 e 3.2, respectivamente. 3.1. BACnet O BACnet é um padrão de comunicação composto por protocolos abertos e desenvolvidos por um conjunto de construtores, usuários e fabricantes de tecnologias para edificação. Este padrão é adotado pela American National Standards Institute (ANSI) e American Society Of Heating Refrigeration and Air Conditioning Engineerings (ASHRAE), através do padrão ANSI/ASHRAE 135-1995 (Haaknstad, 1999). O BACnet consiste em um método através do qual os equipamentos de controle baseados em computadores de fabricantes diferentes possam trabalhar juntos, ou “interoperar”. Isso permite expandir, misturar e combinar equipamentos para melhor atender as necessidades de qualquer tipo de edifício no presente e no futuro. O BACnet é também um modelo sofisticado capaz de descrever SAPs de todos os tipos, tais como: ar condicionado, iluminação, segurança, alarme e detecção de incêncio, controle de acesso, manutenção e gerenciamento de insumos para evitar perdas. Este modelo está baseado no conceito de que deve haver consonância entre os vários aspectos da operação global e individual dos sistemas para que os sistemas sejam verdadeiramente interoperáveis. Para os equipamentos trabalharem juntos, componentes devem ser capazes de trocar e entender as Alves Filho, Miguel dos Santos, Cugnasca, Carlos Eduardo 4 II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil mensagens do BACnet. O conteúdo das mensagens, a linguagem BACnet são os componentes principais do padrão BACnet. O BACnet parte da convenção tradicional da indústria com sua nomenclatura orientada ao objeto. A indústria tem utilizado ao longo do tempo o termo “pontos” com propósito geral, referindo-se às entradas de sensores e saídas de controle, com diferentes características, dependendo do fabricante. O BACnet, por sua vez, define um conjunto padrão de “objetos”, cada qual tendo um conjunto padrão de “propriedades”, que descreve o objeto e o seu estado atual para outros dispositivos na rede. É através destas propriedades que o objeto pode ser controlado por outros dispositivos BACnet. O BACnet define 18 tipos padrões de objetos. O desejo final dos projetistas do BACnet é que a lista seja completa; cada elemento de um sistema de controle predial é representado por um ou mais objetos. Os objetos presentes em um dispositivo BACnet são conseqüência de suas capacidades e de suas funções. O padrão BACnet não obriga que os dispositivos BACnet possuam todos os objetos. Um dispositivo que controla uma caixa de Variable Air Ventilation (VAV) comumente tem vários objetos entradas e saídas analógicas enquanto uma estação de trabalho Windows não apresenta nem entradas de sensor e nem saídas de controle. Objetos proprietários são permitidos pelo padrão nos dispositivos, desde que não interfiram com os objetos padrões. Vale lembrar que esses objetos não são acessíveis ou compreendidos pelo equipamento de outros fabricantes. Essa liberalidade tem como objetivo não limitar a capacidade criativa de cada fabricante e permitir que vantagens competitivas possam ser oferecidas. Os objetos BACnet são caracterizados por suas propriedades, sendo 123 diferentes propriedades no total. Quando necessário as propriedades dos objetos apresentam subconjuntos para uma caracterização mais detalhada. Existem propriedades que são obrigatórias e outras que são opcionais. Algumas propriedades são passíveis de escrita, enquanto outras passíveis de leitura. O objeto do dispositivo é obrigatório em todo dispositivo BACnet. Esse objeto, através de suas propriedades, identifica completamente o dispositivo da rede. As informações e capacidades do dispositivo ficam disponíveis para outros dispositivos. 3.2. LonWorks O LonWorks é um padrão aberto, desenvolvido pela Echelon para ser utilizado em dispositivos de automação residencial, predial e industrial, incluindo sistemas de iluminação, segurança, comunicação, controle de energia, entre outros. Os componentes do padrão LonWorks são: o protocolo LonTalk, Neuron chips e os transceivers e as características mais importantes desta tecnologia são: inteligência distribuída, sistema autônomo, protocolo padronizado (ECHELON 2005a). O LonTalk é o protocolo de comunicação da tecnologia LonWorks e implementa todas as setes camadas do modelo OSI/ISO. Este protocolo pode prover interoperabilidade entre diversas aplicações, possuindo atividades de middleware e variáveis de rede denominadas Standard Network Variable Types (SNVTs). Além de protocolo de comunicação o LonTalk também pode ser considerado como um middleware, pois o middleware é uma camada de software que tem a função de auxiliar no gerenciamento da complexidade e heterogeneidade típicas de Sistemas Distribuídos. Por definição ele está localizado sempre entre a camada do sistema operacional e da aplicação; middleware pode ser considerado “o software que torna os Sistemas Orientados a Objeto Distribuídos”. O LonTalk pode ser implantado em diversos meios físicos de comunicação, dentre os quais podemos citar os seguintes: par trançado, par trançado com alimentação, através da rede elétrica Automação Predial com LonWorks em Edifícios Inteligentes 5 II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil (powerline carrier), infravermelho, cabo coaxial, fibra ótica e rádio freqüência. Uma rede LonWorks pode ter até 255 sub-redes, sendo que cada sub-rede pode ter até 127 nós, perfazendo um total de 32.385 nós para um único domínio. O Neuron Chip é um microprocessador exclusivo da Echelon, dotado de software e hardware internos para executar de forma concorrente, aplicações genéricas utilizando sensores e atuadores, somados à capacidade de comunicação em rede desses dispositivos. Com esta arquitetura, o Neuron Chip conseguiu ser adequado a uma abrangente gama de aplicações e até hoje a quantidade de produtos é crescente no mundo todo. Logo depois que foi desenvolvido esse microprocessador, foi criada uma associação LonMark, quase na mesma época do início do Object Management Group (OMG ). Ambas as iniciativas de associação foram tomadas por fabricantes, usuários e integradores que se interessaram na possibilidade de definir a estrutura de mensagens e seu conteúdo, estabelecendo para essa plataforma, a semântica e formas de mensagens para serem transportados em um protocolo comum. A arquitetura LonMark objetiva reduzir a complexidade, diminuir os custos e acelerar a introdução de novas aplicações distribuídas, sem que para isso, seja preciso realizar grandes mudanças. Um modelo de referência LonMark foi então especificado, caracterizando os componentes, as interfaces e protocolos, resultados da tecnologia LonWorks. Essa plataforma faculta o desenvolvimento de sistemas orientados a objetos inteligentes distribuídos em rede LonWorks que está sendo usada principalmente em automação predial e residencial, onde cada um dos dispositivos ligados em rede trocam informações diretamente de um “nó” para o outro “nó” – comunicação “ponto a ponto”, sem necessidade de interação com outro “nó” ou computador central para executar a operação “mestre escravo”. LonMark define uma estrutura para que diferentes implementações do Middleware LonTalk possam prover serviços e interfaces comuns para suportar clientes e implementações de objetos portáveis. Dentre os aspectos relevantes para a caracterização da plataforma LonWorks, destacam-se os seguintes: semântica dos objetos, modelo de objetos, implementação de objetos, compartilhamentodos meios físicos. Para garantir essas características, o LonMark define especificações elétricas e mecânicas comuns, mecanismos comuns de acesso aos meios. Além disso, o LonMark provê o compartilhamento de informações definindo um mecanismo comum de mensagem (protocolo), um formato comum de dados (sintaxe), um significado comum nos dados (semântica) e procedimentos comuns para instalação e gerenciamento. Outras iniciativas do mercado já estão implementando a tecnologia LonWorks em novos microcontroladores desenvolvidos com tecnologia VHDL e incorporam todas as vantagens que se tem no Neuron Chip da Echelon. 4. ESTUDO DE CASO Neste item descreve-se uma implantação de BMS, utilizando a tecnologia LonWorks. A tecnologia LonWorks foi escolhida porque, além da interoperabilidade e controle distribuído, permite a construção de módulos e dispositivos homologados pela LonMark, tornando o sistema interoperável com demais sistemas pré-existentes no edifício. Este sistema, denominado de BuildingIT, incorpora todos os controles digitais diretos que são executados pelo módulos TAC XENTA (TAC, 2005), distribuídos na planta, e faz interface com o operador através do software supervisório TAC VISTA IV (TAC, 2005) que foi instalado em um microcomputador compatível com o PC (Estação de Trabalho do Operador). Na estação de trabalho, o operador tem a visão das seguintes partes funcionais da planta: • Sistema de Controle de Instalações Elétricas; • Sistema de Controle de Iluminação; Alves Filho, Miguel dos Santos, Cugnasca, Carlos Eduardo 6 II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil • Sistema de Medição de Energia Elétrica; • Sistema de Controle de Demanda Elétrica; • Sistema de Controle de Instalações Hidráulicas; • Sistema de Medição de Água e Gás; • Sistema de Controle de Ar Condicionado. O BuildingIT executa o controle de demanda elétrica monitorando o consumo de energia elétrica. Com isso, prevê a demanda total durante cada intervalo, integrado com os medidores da companhia concessionária por intermédio de acopladores óticos ou interfaces que os medidores da concessionária requeira. Para essa possibilidade do SASP, utilizou-se um dispositivo conhecido como bridge. O SDAI já implantado na empresa foi desenvolvido com a tecnologia proprietária e será tratado pelo BuildingIT através de uma bridge da FieldServer que transfere, de um lado o protocolo proprietário e do outro lado apenas LonTalk da tecnologia LonWorks. Em casos de alarmes de incêndio, o BuildingIT tomará as medidas necessárias tais como: o desligamento de ar condicionado, acionamento de bombas e ventiladores de pressurização. 5. CONCLUSÃO Os SAPs são independentes e não tem vínculo com tomada de decisão para o todo da edificação. A primeira medida para tornar os edifícios mais inteligentes é coletar informações dos diversos SAPs e tratá-las num sistema à parte - o sistema Supervisório -, que recebe as informações de campo e organiza tais registros em banco de dados para disponibilizar relatórios de manutenção ou comportamento das atividades que controla. Tem-se neste caso, uma versão primitiva de BMS. Uma versão mais abrangente é quando um sistema de automação realmente for tomado como base de decisão de recursos e operação de uma edificação. A tecnologia LonWorks permite que essa decisão seja distribuída entre os diversos componentes de uma instalação. No presente caso, os componentes do sistema têm poder de processamento e são ditos inteligentes. Estima-se que o número de componentes (sensores e atuadores) embarcados em edificações crescerá muito. Isso possibilitará informações muito mais precisas sobre as instalações. Da mesma forma, o controle poderá ser voltado às necessidades individuais dos ocupantes destes ambientes. Sabe-se que é crescente a complexidade envolvida no gerenciamento de edifícios inteligentes, apresentando novos desafios aos desenvolvedores de sistemas de gestão de edifícios, os BMS. Dentre os principais desafios pode-se destacar: a sensibilidade no contexto da edificação, a localização dos seres vivos presentes e a comunicação entre dispositivos móveis com comunicação sem fio. Talvez o edifício inteligente torne-se o primeiro ambiente com computação pervasiva realmente viável, quando, no futuro, a interoperabilidade viabilizar a sua implantação e poder operar segundo o contexto do ocupante. A computação pervasiva tem a tarefa de contemplar casos extremos e vai exigir outras definições pertinentes no contexto da sua aplicação, podendo, se não aplicadas na forma correta, vir a servir de complicador. Em um extremo tem-se a automação simples existente em muitos edifícios. No intermediário a automação que aproveita recursos existentes na forma de melhor aproveitamento e apontando novas necessidades de controle, como já acontece em especificações de BMS. Na outra extremidade tem-se a automação pervasiva com foco no ocupante do ambiente. Contudo, deve-se considerar a implantação da computação pervasiva com os devidos cuidados, lembrando-se que no filme “2001, Uma Odisséia no Espaço”, o computador colocou o tripulante para o lado de fora da nave... Automação Predial com LonWorks em Edifícios Inteligentes 7 II Seminário de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção Civil AGRADECIMENTOS Agradecemos aos Srs. André Giuliese e Luciano Gonda pelas valiosas contribuições. REFERÊNCIAS BACnet. BACnet Overview. EUA, 2005. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2005. COTRONEO, D. et al. Object-oriented design of an intelligent building management system. Proceedings of the 4th World Multiconference on Systemics, Cybernetics and Informatics (SCI 2000), v. 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