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Prévia do material em texto

Choque
Suzana Costa
2024.2
Choque
● Definição
− Choque é a expressão clínica da hipoperfusão tecidual. É causado pela incapacidade
do sistema circulatório de suprir as demandas celulares de oxigênio, por oferta
inadequada, por demanda tecidual aumentada ou ambos.
● Meta do tratamento
− Prevenir a síndrome de disfunção de múltiplos órgãos e sistemas, e a morte.
Choque
● Importância
− Na Emergência:
● Incidência ► 1:220 pacientes, sendo o choque hipovolêmico o mais comum.
− Na UTI: o mais comum é o choque séptico, sendo seguido pelos choques
cardiogênico = hipovolêmico.
Choque
● Tipos segundo mecanismos
Tipos
Hipovolêmico Diminuição do volume sanguíneo por hemorragia ou saída de líquido
para o terceiro espaço
Distributivo Dilatação dos vasos sanguíneos
Cardiogênico Coração bombeando sangue inadequadamente
Obstrutivo Bloqueio físico do fluxo sanguíneo
Choque
● Etiologias segundo mecanismos
Tipos
Hipovolêmico GECA, queimaduras, hemoragias, ingestão insuficiente de líquidos, aumento de
perda de fluidos corporais, diurese osmótica
Distributivo Sepse, anafilaxia, lesão da medula espinhal, insuficiência adrenal
Cardiogênico Cardiopatias congênitas, miocardite, cardiomiopatia, arritmias
Obstrutivo
Pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, embolia pulmonar,
constricção do ducto arterioso em bebês com lesão de cardiopatia congênita
dependente do canal arterial (ex.: coarctação da aorta, ventriculo esquerdo
hipoplásico)
Choque
● Fisiopatologia
A utilização de oxigênio pelos tecidos
depende da:
Troca gasosa no pulmão;
Ligação de O2 à hemoglobina;
Fluxo sanguíneo apropriado (débito cardíaco);
Difusão do O2 à mitocôndria.
Choque
● Fisiopatologia
Choque
● Fisiopatologia
Fração de ejeção ventricular X FC = DC
Choque
● Fisiopatologia
Caso 1
Caso 1
Hipovolemia
1
2
 DC Ativação simpática
 FC e a força de contração do coração
3
Ativação simpática
Contração das arteríolas - RVP
Caso 1
Choque Hipovolêmico – é resultante da redução do volume intravascular
secundário a perda de sangue ou fluidos e eletrólitos, gerando assim uma
redução da pré-carga e, consequentemente, do débito cardíaco. A resistência
vascular sistêmica (RVS) aumenta para manter a perfusão de órgãos vitais.
Caso 2
Paciente de 11 anos, refere ter tido amigdalite há 20 dias, mas ficou bom com
chás caseiros. Vem ao hospital por causa de coração acelerado e hoje está
dispnéia após subir as escadas em casa. Segundo a mãe “ele cansa mais rápido
que as outras crianças”.
Vacinação atualizada.
Nega outras doenças, internações prévias e alergia a medicamentos.
Caso 2
Exame físico:
EGRegular, hipocorado (+/4+), hidratado, anictérico, acianótico, afebril, eupneico.
AR: MV fisiológico, com crepitantes, tiragens sub e intercostais (++/4+), FR: 27 irpm.
ACV: ictus normoimpulsivo, sem frêmito, RCR, 2 tempos, com sopro sistólico em
foco mitral (+++/6+) e diastólico em foco aórtico acessório (++/6+), sem irradiação.
Pulsos simétricos e celeres. PA: 94 x 54 mmHg, FC: 140bpm.
Abdome: flácido, indolor timpânico, sem visceromegalias, RHA normoativos.
Extremidades: perfundidas, com edema (+/4+).
Caso 2
Exames Complementares
Hemograma
Hb: 9,2, Ht: 27%
Leuc: 10000 (seg 66%, bast 1% e linf 25%)
Plaq: 361000
PCR: 12,8 mg/L (VR:

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