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Introdução e Contexto do SUS 
• O SUS é fundamentado em 
princípios e diretrizes que 
garantem direitos históricos do 
povo brasileiro. 
• A organização do SUS é 
influenciada por um contexto 
histórico e político, refletindo 
conceitos de saúde, direitos 
sociais e gestão. 
• Financiamento por impostos 
 
Base do SUS 
1. Constituição Federal de 1988: 
Define a saúde como parte da 
seguridade social. 
2. Lei 8.080/1990 ou lei orgânica da 
saúde: organização e regulação 
das ações e serviços de saúde 
em todo território. 
3. Lei 8.142/1990:estabelece o 
formato da participação popular 
no sus e dispõe sobre as 
transferências 
intergovernamentais de recursos 
financeiros na área da saúde 
Definições de Princípios e 
Diretrizes 
• Princípios são definidos como a 
base moral e estrutural do SUS, 
enquanto diretrizes são normas e 
estratégias para a organização 
do sistema. 
• A universalidade é um princípio 
fundamental, garantindo que 
todos os cidadãos tenham direito 
à saúde. 
 
Princípio da Universalidade 
• A saúde é um direito de todos e 
um dever do Estado, conforme o 
Art. 196 da Constituição. 
• A universalidade implica que a 
saúde não deve ser vista como 
um serviço pago, mas como um 
direito social garantido pelo 
Estado. 
➢ dois desafios colocados pelo 
princípio da universalidade: 
• A universalidade do acesso as 
ações e serviços de saúde; 
• A universalidade das condições 
de vida que possibilitem boas 
condições de saúde. 
 
Princípio da Equidade 
• A equidade aborda as 
desigualdades sociais e 
econômicas, propondo tratar 
desigualmente os desiguais. 
 
Princípio da Integralidade 
• A integralidade é uma crítica à 
dicotomia entre ações 
preventivas e curativas, 
promovendo um sistema único de 
saúde. 
• O atendimento deve ser integral, 
priorizando ações preventivas e 
considerando as diversas 
necessidades da população. 
Diretriz da Descentralização 
• A descentralização é uma 
estratégia para distribuir poder e 
responsabilidades entre as 
esferas federal, estadual e 
municipal. 
• A legislação define as atribuições 
de cada esfera de governo na 
organização do SUS. 
 
➢ Tipos de comissões 
intergestoras 
 
• Comissão Intergestores 
Bipartite (CIB) Composta por 
representantes dos municípios e 
do estado. 
• Estabelece pactos e coordena a 
gestão da saúde em nível 
estadual, promovendo a 
integração entre os serviços de 
saúde municipais e estaduais. 
• Comissão Intergestores 
Tripartite (CIT) 
• Inclui representantes do 
Ministério da Saúde, do Conselho 
Nacional de Secretários de 
Saúde (CONASS) e do Conselho 
Nacional de Secretarias 
Municipais de Saúde 
(CONASEMS). 
• Tem a função de discutir e 
pactuar políticas de saúde em 
nível nacional, promovendo a 
articulação entre as esferas 
federal, estadual e municipal. 
 
Diretriz da Regionalização e 
Hierarquização 
• A regionalização deve considerar 
perfis populacionais e condições 
de vida, permitindo uma gestão 
mais próxima da população. 
• A hierarquização organiza os 
serviços de saúde por níveis de 
complexidade, garantindo um 
fluxo adequado de atendimento. 
 
 Diretriz da Participação da 
Comunidade 
• A participação popular é um 
marco da Reforma Sanitária e é 
essencial para a organização do 
SUS. 
• Existem instâncias de 
participação, como conselhos e 
conferências de saúde, que 
permitem o controle social e a 
formulação de políticas. 
• Na VIII Conferência Nacional de 
Saúde, a participação popular 
aparece como um dos princípios 
que devem reger o “novo” 
sistema nacional de saúde: 
 
Considerações Finais 
• Apesar dos avanços, os 
princípios e diretrizes do SUS 
ainda estão distantes de serem 
plenamente implementados. 
• A luta pela saúde como direito 
continua enfrentando desafios 
políticos e sociais que afetam a 
efetividade do SUS. 
 
Normas Operacionais Básicas 
(NOBs) 
• Definição: As NOBs são 
diretrizes que estabelecem as 
condições e estratégias para a 
organização e funcionamento do 
Sistema Único de Saúde (SUS) 
em diferentes níveis de governo. 
• NOB-SUS 
• Especificam com mais detalhes o 
processo de descentralização do 
sus, estabelecendo as condições 
e estratégicas para que os 
estados e municípios possam 
assumir responsabilidades 
perante o processo de 
implantação e consolidação do 
sus 
• NOB-SUS 96: 
• estabelece as funções e 
responsabilidades de cada 
esfera de governo como também 
determina o desenho de 
reorientação do modelo 
assistencial brasileiro 
• Aponta para uma reordenação 
do modelo de atenção à saúde, 
redefinindo: 
• Os papéis de cada esfera de 
governo, especialmente em 
relação à direção única. 
• Os instrumentos gerenciais para 
que municípios e estados 
superem o papel exclusivo de 
prestadores de serviços e 
assumam suas funções como 
gestores do SUS. 
• Os mecanismos e fluxos de 
financiamento, promovendo a 
redução progressiva da 
remuneração por produção de 
serviços e ampliando as 
transferências de caráter global, 
fundo a fundo, com base em 
programações ascendentes, 
pactuadas e integradas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios- 
Universalidade: a saúde é direto de 
todos e dever do estado 
Integralidade: 
Equidade: assegura o atendimento 
sem preconceitos ou privilégios. é 
garantir mais a quem precisa, 
reconhecendo da desigualdade 
 
Diretrizes- 
Descentralização: permite que 
municípios gerenciem os serviços 
de saúde 
regionalização/hierarquia: organiza 
os serviços conforme níveis de 
complexidade e por região 
participação popular: atuação dos 
conselhos e conferências de saúde

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