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Trabalho e Medo: Uma Análise Psicopatológica
O medo constitui uma das dimensões da vivência dos trabalhadores quase sempre ignorada pelos estudos em psicopatologia do trabalho. Diferente da angústia, que resulta de um conflito intrapsíquico, o medo responde a um aspecto concreto da realidade e exige sistemas defensivos específicos, ainda pouco conhecidos.
A psicopatologia do trabalho encontra-se bem posicionada para ressaltar esta problemática, na medida em que constitui uma abordagem específica da relação do homem com a realidade laboral. O medo está presente em todos os tipos de ocupações profissionais, inclusive nas tarefas repetitivas e nos trabalhos de escritório, onde aparentemente ocuparia um papel modesto.
by Deise Agne Souza Leal Mohr
1
Riscos à Integridade Física
Setores de Alto Risco
Construção civil, pesca em alto-mar, trabalhos em profundidade e indústrias de preparação de produtos tóxicos estão entre as categorias profissionais mais expostas a riscos físicos.
Natureza dos Riscos
Asfixia, queimadura, fratura, ferimento, morte violenta, afogamento e acidentes diversos ameaçam constantemente a integridade física dos trabalhadores.
Causas Materiais
Incêndios, explosões, escapamentos de gás tóxico, acidentes de descompressão, circunstâncias atmosféricas e irregularidades no funcionamento de instrumentos ou máquinas são as principais causas de danos físicos.
2
Características dos Riscos Ocupacionais
Exterioridade
O risco é exterior e, na maioria das vezes, inerente ao trabalho, independente da vontade do trabalhador.
Coletividade
Frequentemente o risco é coletivo: um escapamento de gás pode provocar a intoxicação ou morte de vários trabalhadores simultaneamente.
Prevenção Incompleta
Mesmo combatido por medidas e regras de segurança, o risco quase sempre conta com uma prevenção incompleta pela organização do trabalho.
Responsabilidade Individual
O risco residual que não é completamente eliminado pela organização do trabalho deve ser assumido individualmente pelo trabalhador.
3
O Problema do Medo no Trabalho
Impacto Psicológico
Carga mental elevada devido à constante vigilância
Natureza Coletiva do Risco
Perigos que afetam grupos inteiros de trabalhadores
Prevenção Individual
Responsabilidade pessoal de evitar acidentes
O problema do medo no trabalho surge da oposição entre a natureza coletiva e material do risco residual e a natureza individual e psicológica da prevenção a cada instante de trabalho. Esta contradição fundamental gera uma ansiedade específica que é inteiramente assumida pelo trabalhador.
4
Riscos Conhecidos e Desconhecidos
Risco Real
Presente em todos os ambientes de trabalho, em diferentes graus, o risco real gera um estado de medo quase permanente que todos os trabalhadores manifestam durante discussões sobre o tema.
Independentemente de sua amplitude estatística, o risco real existe em todo lugar e produz efeitos psicológicos significativos nos trabalhadores.
Risco Suposto
Mal conhecido em seus detalhes, do risco suposto temos somente um quadro difuso. Esta incerteza amplifica o medo e aumenta a carga mental do trabalho.
O desconhecimento dos limites do risco ou a ignorância dos métodos de prevenção eficazes funcionam como um coeficiente de multiplicação do medo.
5
Sinais Diretos do Medo na Indústria Química
Ambiente Intimidante
Fábricas que se estendem por quilômetros, cuspindo fogo e vapores, mergulhadas no barulho das máquinas e iluminadas sombriamente, banhadas por uma atmosfera poluída de cheiros horríveis e sufocantes.
Lembretes Constantes
Cartazes, sinais luminosos, alarmes sonoros e visuais, presença de capacetes, máscaras e luvas destinadas principalmente a estimular a atenção - provocando medo - mais do que constituir uma verdadeira proteção.
Tensão Permanente
"Enquanto estamos na fábrica, mesmo quando não estamos trabalhando, nunca ficamos descontraídos." A tensão nervosa permanece mesmo durante períodos de baixa atividade.
6
Representações do Medo no Discurso Operário
"A fábrica é um vulcão"
"A fábrica é um vulcão em cujas encostas nós batalhamos, sem saber em que momento ele pode entrar em erupção." Esta metáfora revela o sentimento de trabalhar sobre forças incontroláveis e potencialmente destrutivas.
"A fábrica é como um animal enorme"
"A fábrica é como um animal enorme que a gente, bem ou mal, faz andar, sem saber o que se passa no interior de seu corpo, e que pode a qualquer momento ficar furioso e destruir tudo."
"Um barril de pólvora"
"Todo mundo sabe que trabalhamos sobre um barril de pólvora." Esta representação enfatiza a consciência coletiva do perigo iminente e a tensão constante que isso gera.
7
Elementos Comuns nas Representações do Medo
Ignorância dolorosa
Desconhecimento do que se produz efetivamente nas "reações químicas"
Perda de controle
Sentimento penoso de que a fábrica pode, a qualquer momento, escapar ao controle dos operadores
Violência latente
Convicção de que a fábrica oculta uma violência própria, explosiva e mortal
Estas representações mostram a extensão do medo que responde, ao nível psicológico, a todos os riscos que não são controlados pela prevenção coletiva. Uma prova adicional da intensidade deste medo é fornecida pelos problemas de sono e pelo consumo de medicamentos psicotrópicos pela maioria do pessoal: ansiolíticos durante o dia, soníferos à noite e psicoestimulantes pela manhã.
8
Ideologia Ocupacional Defensiva
Mecanismo de Defesa
Sistema defensivo destinado a controlar o medo, manifestado como aparente inconsciência ou desprezo pelo perigo
Caráter Coletivo
Sistema partilhado por todos os membros de uma categoria profissional, exigindo participação unânime
Código de Conduta
Proibição implícita de falar sobre perigo, risco, acidente ou medo
Tradição Profissional
Sistema que se torna uma tradição da profissão, transmitida entre gerações de trabalhadores
9
O Caso da Construção Civil
50%
Acidentes Fatais
Proporção dos acidentes mortais da construção civil no conjunto geral de acidentes de trabalho fatais
1ª
Posição em Risco
Ranking da construção civil entre as profissões mais perigosas
100%
Participação
Necessidade de adesão total ao sistema defensivo para sua eficácia
Na construção civil, os perigos têm um peso real e uma importância incontestável. Entretanto, existe uma conhecida resistência dos trabalhadores às normas de segurança. Esta aparente inconsciência não deve ser tomada ao pé da letra - é apenas uma fachada que esconde uma ansiedade real e profunda.
10
A Fachada da Inconsciência
Negação do Perigo
Atitudes de desprezo e aparente inconsciência frente aos riscos como mecanismo de proteção psicológica
Competições de Risco
Concursos de habilidade e bravura que transformam o perigo passivo em desafio ativo
Pressão Coletiva
Exigência de conformidade com o código de conduta do grupo profissional
3
Exclusão dos "Medrosos"
Eliminação daqueles que não conseguem incorporar a ideologia defensiva
11
Funcionalidade da Ideologia Defensiva
Para os Trabalhadores
A ideologia defensiva permite que os trabalhadores continuem exercendo suas funções apesar dos riscos evidentes. Sem este mecanismo, a consciência aguda do perigo tornaria o trabalho impossível ou extremamente ineficaz do ponto de vista da produtividade.
O medo é uma causa importante da "inadaptação profissional" na construção civil, e os mecanismos defensivos coletivos ajudam a superá-lo.
Para a Produtividade
A ideologia defensiva tem um valor funcional em relação à produtividade, permitindo o que poderia ser chamado de "exploração da ansiedade". Os trabalhadores, ao suprimirem o medo, mantêm-se produtivos em condições que, de outra forma, seriam paralisantes.
Este sistema também realiza uma seleção natural, garantindo que apenas os indivíduos capazes de suportar psicologicamente o risco permaneçam na profissão.
12
O "Enquadramento" dos Novos Trabalhadores
Teste Inicial
Jovens trabalhadores recém-chegados são submetidos a provocações sobre sua virilidade e desafiados a realizar proezas físicas.o funcionário a falar de dificuldades familiares e pessoais, que serão depois usadas como meio de pressão.
Exposição Pública
Informações pessoais são tornadas públicas, ativando rivalidades entre empregados.
4
Sistema de Espionagem
Constitui-se uma trama de relações de suspeita e vigilância mútua entre os funcionários.
25
Por Que a Manipulação Psicológica no Terciário?
Dificuldade de Controle
Os tempos e os ritmos de trabalho são mais difíceis de se fazer respeitar no setor terciário do que numa linha de montagem, onde todos os trabalhadores estão ligados à mesma cadência pela velocidade da própria linha.
No trabalho de escritório não se consegue efetivar o controle mediado pelo cronômetro da fábrica. Então, a permanência do controle deve ser relembrada por outros meios: a rivalidade e a discriminação asseguram um grande poder à supervisão.
Técnicas de Controle
O chefe tenta que os empregados falem de seus colegas, e o que não consegue obter diretamente do interessado, acaba extorquindo dos colegas mal-intencionados.
Uma trama assim elaborada é bastante densa e coerente, tornando difícil a fuga ou até a não participação ao sistema. À falta de interesse pelo trabalho soma-se a ansiedade resultante das relações humanas profundamente impregnadas pela organização do trabalho.
26
Impacto nas Relações Interpessoais
A organização do trabalho não apenas afeta a relação individual do trabalhador com sua tarefa, mas também modifica profundamente as relações interpessoais no ambiente laboral. No trabalho taylorizado, a própria rede relacional fica dissolvida, como exemplificado por certas fábricas automobilísticas que posicionam estrategicamente trabalhadores de diferentes nacionalidades para impedir a comunicação.
Assim, a frustração e a ansiedade são vivenciadas no isolamento e na solidão afetiva, aumentando ainda mais o sofrimento psíquico dos trabalhadores.
27
Diferentes Formas de Ansiedade
Degradação Mental
Ansiedade relativa à desestruturação das relações psicoafetivas e ao comprometimento do equilíbrio mental
Degradação Física
Ansiedade relacionada aos riscos à saúde física, acidentes e doenças profissionais
2
Disciplina da Fome
Ansiedade econômica que força o trabalhador a suportar condições adversas para sobreviver
Contaminação Familiar
Transferência da tensão e agressividade para as relações fora do trabalho
28
Degradação do Funcionamento Mental
Desestruturação Afetiva
A desorganização das relações psicoafetivas espontâneas com os colegas, seu envenenamento pela discriminação e suspeita, ou sua implicação forçada nas relações de violência e agressividade com a hierarquia.
Descarga da Agressividade
A necessidade de descarregar a agressividade provoca a contaminação das relações fora da fábrica, particularmente das relações familiares. O recurso às bebidas alcoólicas e psicotrópicos surge como tentativa de atenuar a tensão interna.
Esclerose Mental
Sentimento de paralisia da imaginação, de regressão intelectual e de despersonalização resultante da auto-repressão do funcionamento mental exigida pela organização do trabalho.
29
Ansiedade e Saúde Física
Riscos Súbitos
As más condições de trabalho colocam o corpo em perigo de acidentes de caráter súbito e de grave amplitude, como queimaduras, ferimentos, fraturas e até morte.
Doenças Crônicas
Além dos acidentes, há o risco de doenças profissionais ou de caráter profissional, aumento do índice de morbidade e diminuição do período de vida.
Impacto Psicológico
A ansiedade é a sequela psíquica do risco que a nocividade das condições de trabalho impõe ao corpo. As más condições não apenas trazem prejuízos físicos, mas também afetam profundamente o espírito.
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Exposição Pública
Informações pessoais são tornadas públicas, ativando rivalidades entre empregados.
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Constitui-se uma trama de relações de suspeita e vigilância mútua entre os funcionários.
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Por Que a Manipulação Psicológica no Terciário?
Dificuldade de Controle
Os tempos e os ritmos de trabalho são mais difíceis de se fazer respeitar no setor terciário do que numa linha de montagem, onde todos os trabalhadores estão ligados à mesma cadência pela velocidade da própria linha.
No trabalho de escritório não se consegue efetivar o controle mediado pelo cronômetro da fábrica. Então, a permanência do controle deve ser relembrada por outros meios: a rivalidade e a discriminação asseguram um grande poder à supervisão.
Técnicas de Controle
O chefe tenta que os empregados falem de seus colegas, e o que não consegue obter diretamente do interessado, acaba extorquindo dos colegas mal-intencionados.
Uma trama assim elaborada é bastante densa e coerente, tornando difícil a fuga ou até a não participação ao sistema. À falta de interesse pelo trabalho soma-se a ansiedade resultante das relações humanas profundamente impregnadas pela organização do trabalho.
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Impacto nas Relações Interpessoais
A organização do trabalho não apenas afeta a relação individual do trabalhador com sua tarefa, mas também modifica profundamente as relações interpessoais no ambiente laboral. No trabalho taylorizado, a própria rede relacional fica dissolvida, como exemplificado por certas fábricas automobilísticas que posicionam estrategicamente trabalhadores de diferentes nacionalidades para impedir a comunicação.
Assim, a frustração e a ansiedade são vivenciadas no isolamento e na solidão afetiva, aumentando ainda mais o sofrimento psíquico dos trabalhadores.
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Diferentes Formas de Ansiedade
Degradação Mental
Ansiedade relativa à desestruturação das relações psicoafetivas e ao comprometimento do equilíbrio mental
Degradação Física
Ansiedade relacionada aos riscos à saúde física, acidentes e doenças profissionais
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Disciplina da Fome
Ansiedade econômica que força o trabalhador a suportar condições adversas para sobreviver
Contaminação Familiar
Transferência da tensão e agressividade para as relações fora do trabalho
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Degradação do Funcionamento Mental
Desestruturação Afetiva
A desorganização das relações psicoafetivas espontâneas com os colegas, seu envenenamento pela discriminação e suspeita, ou sua implicação forçada nas relações de violência e agressividade com a hierarquia.
Descarga da Agressividade
A necessidade de descarregar a agressividade provoca a contaminação das relações fora da fábrica, particularmente das relações familiares. O recurso às bebidas alcoólicas e psicotrópicos surge como tentativa de atenuar a tensão interna.
Esclerose Mental
Sentimento de paralisia da imaginação, de regressão intelectual e de despersonalização resultante da auto-repressão do funcionamento mental exigida pela organização do trabalho.
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Ansiedade e Saúde Física
Riscos Súbitos
As más condições de trabalho colocam o corpo em perigo de acidentes de caráter súbito e de grave amplitude, como queimaduras, ferimentos, fraturas e até morte.
Doenças Crônicas
Além dos acidentes, há o risco de doenças profissionais ou de caráter profissional, aumento do índice de morbidade e diminuição do período de vida.
Impacto Psicológico
A ansiedade é a sequela psíquica do risco que a nocividade das condições de trabalho impõe ao corpo. As más condições não apenas trazem prejuízos físicos, mas também afetam profundamente o espírito.
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