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ANATOMIA HUMANA Prezado(a) aluno(a), Facilitar e esclarecer o estudo da anatomia humana, planos e eixos com características anatômicas aplicadas aos movimentos, ajuda na compreensão de conceitos relacionados à formação geral do corpo humano. Logo, o corpo deve estar traçado por planos tangentes e cada parte do indivíduo deve ser imaginada como se estivesse dentro de uma caixa. Nesse contexto, posições anatômicas de referência facilitam a compreensão da análise e avaliação das ações. Portanto, cada "face" tem uma referência topográfica e direcional. Nesta aula, você conhecerá os detalhes de cada plano, eixos e conceitos sobre a construção geral do organismo humano. Além disso, definirá os planos e eixos a serem aplicados ao movimento humano e avaliar os movimentos realizados no diversos planos e eixos anatômicos. Bons estudos! AULA 3 – PLANOS, EIXOS E CONCEITOS GERAIS DO CORPO HUMANO. 3 PLANOS, EIXOS E CONCEITOS SOBRE A CONSTRUÇÃO GERAL DO CORPO HUMANO. Fonte: https://bit.ly/3A7Bd4L Para entender melhor os planos e eixos anatômicos, vamos primeiro dar uma olhada na posição anatômica sucinta e direcionais. Direções anatômicas indicam a posição de uma parte do corpo em relação a outra. Os movimentos articulares do corpo humano devem ser verificados e descritos consoante os respectivos planos de ação. Os planos anatômicos de movimento podem ser definidos como uma base imaginária bidimensional ao longo do qual ocorre o movimento de um segmento ou fração do corpo (FLOYD, 2016). As classificações de muitas ações comuns são determinadas por seus planos de movimento ou planos cardinais. Todos os planos de movimento dividem o corpo humano em duas partes. Suas nomeações são as seguintes: plano sagital, plano frontal, plano transverso e plano diagonal ou oblíquo (FLOYD, 2016; TORTORA; DERRIKSON, 2019). Em cada parte fracionada, um número infinito de planos paralelos podem ser identificados. Para compreender esse conceito, vamos começar observando os movimentos que ocorrem no plano sagital, também conhecido como plano sagital mediano ou plano mediano. As flexões da área abdominal, por exemplo, em relação à coluna, ocorre no plano sagital. Flexões dos cotovelos e extensões dos joelhos também ocorrem no plano sagital, mas podem ser especificamente classificados como ocorre no plano parassagital, isto é, paralelo ao plano sagital (FLOYD, 2016). 3.1 Detalhamento dos planos e eixos. Embora os movimentos articulares sejam classificados conforme os planos sagital, frontal ou transverso, nossas ações, geralmente, não acontecem inteiramente em um único plano, mas sim em uma combinação de planos. Nos planos combinados, os movimentos são executados na ação diagonal ou oblíquo (FLOYD, 2016, TORTORA; DERRIKSON). • Plano sagital, sagital mediano ou mediano, sentido anteroposterior (AP), divide o corpo da parte da frente (anterior) ou do abdômen para trás ou dorsal (posterior), dividida em seções laterais simétricas, direita e esquerda. Os movimentos de flexão e extensão ocorrem no plano sagital, estão presentes em diversas partes do corpo. Por exemplo, a flexão do pescoço, que é o movimento de inclinar a cabeça para frente, e a extensão dos dedos, que é o movimento de esticar os dedos completamente. Esses movimentos são essenciais para a funcionalidade e mobilidade do corpo humano. (FLOYD, 2016). Quando o plano sagital encontra-se exatamente no plano mediano e divide o corpo, ou uma fração ou órgão, em partes laterais à direita e à esquerda ou assimétricos, é denominado de plano paramediano ou parassagital (TORTORA; DERRIKSON, 2019). • Plano frontal, coronal ou lateral que segmenta o corpo humano, no sentido lateral, dividindo-o em seção anterior (ou ventral) e posterior (ou dorsal). Os movimentos de abdução e adução no plano frontal, como observado nos polichinelos, envolve o movimento dos ombros e quadris, bem como curvatura lateral da coluna vertebral e desvio radial e ulnar (FLOYD, 2016). • O plano transverso axial ou horizontal divide o corpo humano em partes superior (ou cefálica) e parte inferior (ou caudal). As rotações ocorrem em plano transverso, como pronação e supinação do antebraço e rotação da coluna vertebral (FLOYD, 2016). • Planos diagonal ou oblíquo combina mais de um plano de movimento. Basicamente, a maioria dos movimentos do corpo ocorrem nas práticas esportivas praticadas num ponto paralelo e/ou perpendicular aos planos sagital, frontal ou transversal, ocorrendo no plano diagonal ou oblíquo (FLOYD, 2016). Para descrever com mais precisão os movimentos que ocorrem no plano diagonal, é considerada uma ação no plano diagonal alto, ou elevado em planos oblíquos baixos, ou inferiores. O plano diagonal alto ou elevado aplica-se a movimentos das extremidades superiores realizados com as mãos elevadas acima da altura dos ombros. Já dois planos diagonais baixos ou inferiores se aplicam à distinção de movimentos dos membros superiores, realizados manualmente em um nível inferior ao ombro e movimento diagonal das extremidades inferiores (FLOYD, 2016). A interseção dos três planos padrão é o centro da gravidade do corpo (BEHNKE, 2014). Quando o movimento ocorre em um determinado plano, a articulação move ou gira em torno de um eixo e estabelece uma relação perpendicular ou de 90.º com este mesmo plano. Os eixos são especificados de acordo com sua direção. • Eixo frontal, coronal, lateral ou mediolateral é nomeado segundo o plano de ação frontal. Os movimentos são executados lateralmente. Por exemplo, o eixo mediolateral é definido na flexão e extensão do cotovelo, que ocorre no plano sagital, ou flexão do cotovelo quando o antebraço gira em torno de um eixo anterior, que passar de uma extremidade lateral a outra. O eixo frontal também é chamado de eixo bilateral (FLOYD, 2016). • O eixo sagital ou anteroposterior ocorre no plano frontal, coronal ou lateral, girando em torno do eixo sagital na mesma direção do plano de ação sagital. Trata-se de um movimento da parte anterior ou ventral em sentido posterior, ou dorsal, formando um ângulo de 90.º, ou perpendicular ao plano anterior do movimento. • Os eixos anterior e posterior são definidos, por exemplo, pela abdução e adução dos quadris e no movimento de polichinelo, em que o fêmur gira em torno de um eixo, se move para frente e para trás ao longo articulação do coxofemoral (FLOYD, 2016). • Eixo vertical, longitudinal ou longo projetado do cume da cabeça, forma um ângulo de 90.º, podendo também ser perpendicular ao plano de ação transverso. No movimento do “Não”, quando a cabeça “vira” da esquerda para a direita, tanto o crânio e as vértebras cervicais giram em torno de um eixo descendente e verticalizado pela coluna vertebral (FLOYD, 2016). • O eixo diagonal ou oblíquo se move em um ângulo de 90.º, ou perpendicular ao plano diagonal. Quando a articulação glenoumeral executar abdução diagonal para adução diagonal, como ocorre em lances de arremesso acima do nível da cabeça, seu eixo é perpendicular ao plano, mediante a cabeça do úmero (FLOYD, 2016). A maioria do movimento ocorre no organismo humano é angular, enquanto os movimentos em sentido externo do corpo tendem serem lineares. Grande parte dos movimentos que acontecem na parte interna do corpo são angulares, enquanto os movimentos externos costumam ser lineares. É bastante comum ver ambas as formas de movimento, angulares e lineares, ocorrendo simultaneamente, isto é, quando um objeto em movimento linear é considerado como um todo, suas partes se deslocam de forma angular em relação a um ponto de referência. Isso ocorre, por exemplo, quando um veículo faz uma curva. Enquanto o veículo se move em linha reta,suas rodas giram em torno de um eixo central, realizando um movimento angular para permitir a mudança de direção. Esse conceito de deslocamento angular é fundamental para compreender a cinemática dos objetos em movimento. Outra forma de movimentos combinados é marcha ou caminhada. Ao caminhar, todo o corpo realiza movimentos lineares, com exceção de quadris, joelhos e tornozelos, que realizam movimentos angulares. Um sujeito que arremessa uma bola produz movimentos angulares no membro superior, e a bola segue uma trajetória curva. No entanto, é importante enfatizar que a escápula realiza elevação/abaixamento e para protrusão/retração com formato linear do movimento. A clavícula, que une as omoplatas, cria movimento angulado a partir da articulação esternoclavicular (LIPPERT, 2018). 3.2 Outros tipos de movimentos Em termos de posição anatômica, são relatadas as seguintes formas de movimentos no plano sagital, sagital mediano ou mediano: flexiona e expande. O movimento de flexão mostra que um osso se dobra em relação a outro, permitindo que duas superfícies se articulem mais próximo à medida que o ângulo da junta diminui. Em geral, isso ocorre devido à aproximação das superfícies articulares anteriores de ossos adjacentes. Por exemplo, na região cervical, a flexão é o movimento refere-se à inclinação anterior, de modo que a cabeça mova-se em direção ao abdômen, no sentido anterior ao tórax. Nos cotovelos, a flexão mostra a proximidade das partes anteriores do braço e antebraço; nos quadris, a flexão demonstra que as coxas estão se movendo no sentido anterior ao tronco. Nesta situação, o joelho é considerado uma exceção, pois a flexão ocorre quando se aproxima das superfícies posteriores das coxas e das pernas. A flexão do punho pode ser chamada de flexão da palma e flexão do tornozelo pode ser chamada de flexão plantar. O movimento estendido indica que o osso está se afastando um em relação ao outro, aumentando o ângulo articular. Em geral, este movimento acontece por meio da volta à posição anatômica após a flexão. Em extensão, as faces anteriores das superfícies que se articulam têm uma tendência a se deslocarem uma da outra. Ocorre uma extensão, por exemplo, quando a cabeça se mexe em direção superior deslocando da face anterior do peitoral, além disso, a coxa se afasta do tronco no sentido anterior para, posteriormente, retornar à posição anatômica original. O movimento de hiperextensão indica que acontece uma extensão além do sítio anatômico. Movimentos do ombro, quadril, punho, pescoço e tronco podem estar hiperestendidos. Dada a importância a posição anatômica, as seguintes formas de movimentos que ocorrem no plano anterior, coronal ou lateral. O movimento de abdução indica que um segmento ou parte do organismo se afastando da linha mediana do corpo, como os braços se movendo para o sentido lateral. Ombros e quadris realizam movimentos de adução, mas distinguem na amplitude sendo maior e menor, respectivamente. Na mão, o traço mediano é relatado como o dedo médio, ou terceiro dedo, e no pé, a linha média refere-se ao segundo dedo. Nos pés e nas mãos, são considerados uma adução quando ocorre um retorno da abdução. Movimentos de desvio radial e deslocamento ulnar se inserem a abdução e adução do pulso. Mobilidade lateral da mão iniciada pela posição anatômica em direção ao polegar é denominado desvio radial. Em contraste, quando a mão se move para o sentido medial, começando a partir da posição anatômica, isto é, na direção do dedo V, ele realiza um movimento conhecido como desvio ulnar. O movimento de elevação retrata o deslocamento superior da cintura ou cíngulo do membro superior, enquanto o movimento de depressão relata o deslocamento inferior do cíngulo ou cintura do membro superior. Uma flexão lateral ou movimento de inclinação é introduzido ao movimento lateral do tronco para ambos os lados. Se a parte superior do corpo se inclinar para a direita, o ombro também se inclinará para o sentido ao quadril direito. Então essa ação é chamada inclinação lateral direita. Dada a posição anatômica, são caracterizadas as seguintes formas de mobilidades que ocorrem no plano transverso, axial ou horizontal: No plano transverso, ocorrem duas principais formas de mobilidade: a rotação interna e a rotação externa. Esses movimentos estão relacionados à articulação entre ossos longos, como o fêmur e a tíbia no joelho, ou o úmero e o rádio no cotovelo. A rotação interna ocorre quando uma parte do corpo gira em direção à linha média do corpo. Por exemplo, ao virar a palma da mão para baixo a partir da posição de palma para cima, há uma rotação interna do antebraço. Já a rotação externa é o oposto da rotação interna. Nesse caso, uma parte do corpo gira para longe da linha média do corpo. Por exemplo, ao virar a palma da mão para cima a partir da posição de palma para baixo, ocorre uma rotação externa do antebraço. Esses movimentos de rotação interna e externa são importantes para a mobilidade e função de várias articulações do corpo, permitindo uma ampla variedade de movimentos nos planos transversos. O movimento de supinação e pronação aplicam-se ao antebraço. Dada a posição anatômica, a superfície da palma voltada superiormente indica supinação. Quando a superfície da palma fica voltada inferiormente, retrata pronação. O movimento de inversão representa o desvio medial da superfície plantar, enquanto o movimento de eversão retrata desvio lateral. O movimento de abdução horizontal e adução horizontal não ocorreu na posição de referência anatômica. Relata sobre os movimentos antecedidos por flexão ou abdução do ombro, com os braços posicionados no mesmo nível. A partir da última posição descrita, quando o ombro se movimenta em direção posterior, realiza uma abdução horizontal. Quando o ombro avança em direção anterior, faz-se uma adução horizontal. O mesmo movimento ocorre no quadril, mas com menor amplitude de movimento. O movimento de protração ou protusão representa um movimento linear o qual ocorre em um plano paralelo ao solo e em direção frontal, durante a retração ou retrusão, representando um movimento linear no mesmo plano, mas em direções opostas, em outras palavras, posterior. A protração vista no cíngulo ou na cintura dos membros superiores mostra o movimento da escápula em direção anterior, como a protusão da mandíbula. A retração nas duas situações citadas anteriormente denota retorno posterior, ou seja, em direção a uma posição de referência anatômica. O movimento de circundação é circular e compõe uma espécie de "cone" imaginário. É um movimento que combina flexão, abdução, extensão e adução. Na circundação do ombro, um círculo é criado, a partir de um modo que a mão forma um círculo ainda maior. Os membros superiores, considerados um todo, movem-se de forma sequencial, cônica, transição de flexão para abdução, extensão e adução e reposicionando a musculatura do braço da posição inicial. A análise e avaliação dos movimentos do corpo é feita com base em coordenadas tridimensionais, alinhadas anatomicamente ao longo dos eixos mediolaterais (plano sagital), eixo anteroposterior (plano frontal) e superior-inferior ou longitudinal (plano horizontal ou transverso). Às vezes, opções são feitas por uma análise bidimensional ou planar, considerando apenas, dois dos três eixos citados, devido à complexidade dos recursos para observação tridimensional (OATIS, 2014). 3.3 Descrição dos movimentos corporais Uma descrição do movimento humano que exibe características de ambos, posição real e movimento das partes do corpo, inserindo elementos articulares e suas relações espaciais e topográficas. A descrição pode referenciar a um segmento ou diversos segmentos reunidos, segundo, mostrando diferentes posições articulares e possíveis segmentos do organismo humano em atividadesfuncionais, tais como: a flexão dos ombros, cotovelos, quadris e joelhos, vistos no plano sagital; a abdução do ombro e do quadril ocorre no plano anterior; e as rotações do tronco, quadris e joelhos ocorrem no plano transverso. A marcha é a maneira como um mamífero terrestre se move ou se desloca de um lugar para outro, incluindo todas as possibilidades de mobilidade. Nos humanos, o ciclo da marcha apresenta a sequência seguinte (HOUGLUM; BERTOTI, 2014). Nos plano sagital e frontal, observam-se movimentos angulares de flexão e extensão ocorrem nos ombros, cotovelos, quadris, joelhos e tornozelos. No plano transversal, os movimentos rotacionais são definidos em torno de eixos verticais, nas vértebras, região pélvica, quadril, joelhos, tornozelos e pés. São movimentos que, em geral, são considerados "leves" e tanto são observados no tronco e nos membros. No plano transverso, as mobilidades do ombro e pelve são recíprocas, conforme o membro superior direito e membro inferior esquerdo, opostos, balançando para a frente. Ombros e vértebras superiores giram no sentido anti-horário, enquanto a perna esquerdo balança anteriormente. Logo reverte no sentido horário enquanto a perna direita balança anteriormente. Diz respeito a uma rotação, aliás, aumentar a velocidade de caminhada, posição de viragem mínima perto de até a sétima vértebra torácica (SMIDT, 1971). Tendo em vista o que foi retratado, o organismo possui uma variedade de planos e eixos, além de diversos movimentos que o copo é capaz de realizar, sendo importante estar demonstrado no plano para que possa contribuir na construção e constituição geral do mesmo. Nos próximos módulos iremos detalhar os principais sistemas do corpo humano (ósseo, articular, muscular, circulatório, urinário, reprodutor, respiratório e nervoso). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BEHNKE, R. S. Anatomia do movimento. 3. ed. São Paulo: Artmed, 2014. FLOYD, R. T. Manual de cinesiologia estrutural. 19. ed. Barueri: Manole, 2016. HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. ed. Barueri: Manole, 2014. LIPPERT, L. S. Cinesiologia clínica e anatomia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. OATIS, C. A. Cinesiologia: a mecânica e a patomecânica do movimento humano. 2. ed. Barueri: Manole, 2014. SMIDT, G. L. Hip motion and related factors in walking. Physical Therapy, v. 51, n. 1, p. 9–22, 1971 TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.