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Suplementação 
nutricional e 
fitoterapia
Unidade 1
SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL 
E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
CEO 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Gerente Editorial 
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
ANA PAULA GOMES DO ESPÍRITO SANTO
4 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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A
U
TO
RI
A
Ana Paula Gomes do Espírito Santo
Sou formada em Nutrição, com uma experiência técnico-
profissional na área de Administração Hospitalar, Nutrição 
Clínica, Geriatria e Gerontologia e Administração, Planejamento e 
Organização de S.A; com experiência de 27 anos de atuação. Passei 
por empresas onde atuei como Nutricionista de Alimentação, 
Chefe de S.N.D, Supervisora de Unidade de Alimentação e Nutrição 
e Nutricionista Responsável Técnica. Sou apaixonada pelo que faço 
e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão 
iniciando em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 
Estou muito feliz e à disposição para ajudá-los a aumentar 
os seus conhecimentos na área de Nutrição; em especial em 
Suplementação Nutricional e Fitoterapia nas Doenças.
Conte comigo para que possamos aprender e trocar 
experiências! Bons estudos!
5SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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ÍC
O
N
ES
OBJETIVO
 
 
 
DEFINIÇÃO
 
 
NOTA
 
 
 
 IMPORTANTE
 
 
 
EXPLICANDO 
MELHOR
 
 
VOCÊ SABIA?
 
 
 
 
SAIBA MAIS
 
 
 
 ACESSE
 
 
 
 
REFLITA
 
 
 
 
 RESUMINDO
 
 
 
ATIVIDADES
 
 
 
TESTANDO
 
 
 
6 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Diferença entre Suplementação Nutricional e Fitoterapia .. 9
Definições - Suplementação Nutricional e Fitoterápicos ............................. 9
Plantas medicinais, droga vegetal, chá medicinal, forma farmacêutica .. 13
Cultivo, preparo do solo e medidas de controle de pragas e doenças das 
plantas medicinais .............................................................................................14
Xaropes, tinturas, uso tópico, extratos, chás, emulsões e sucos ............. 14
Maceração, decocção, destilação e infusão ..................................................15
Aplicações e eficácia: quando e como utilizar .............................................. 16
Prática diária do trabalho do nutricionista .......................... 21
Conceitos em Fitoterapia .................................................................................21
Metabolismo das plantas .................................................................................22
Fundamentos da avaliação nutricional: ferramentas e métodos ............. 24
Planejamento dietético e prescrição nutricional: estratégias e 
considerações ....................................................................................................27
Intervenção nutricional e acompanhamentos: desafios e soluções ........ 29
Suplementos nutricionais e fitoterápicos ............................ 34
Legislações importantes para atuação do Nutricionista na prática 
clínica ...................................................................................................................34
Classificação das plantas medicinais ................................... 56
Classificação das plantas ..................................................................................56
Vantagens e aquisição da utilização das plantas medicinais .................... 57
Fundamentos da botânica medicinal: entendendo as plantas 
medicinais ...........................................................................................................58
Principais categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos ... 62
Critérios de qualidade e segurança no uso de plantas medicinais .......... 66
SU
M
Á
RI
O
7SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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A
PR
ES
EN
TA
ÇÃ
ODesde os tempos mais antigos, as plantas medicinais são 
empregadas como fonte de alimento ou de medicamento. Há mais 
de 3000 anos foram descobertos os seus fins através de pesquisas 
de Arqueologia. A Fitoterapia é o tratamento das doenças por 
meio de plantas com suas propriedades medicinais. Essas plantas 
podem ser utilizadas desde sua forma natural (in natura) como 
as folhas, raízes, caules, cascas ou, até mesmo, flores. É muito 
comum elas serem utilizadas na melhoria da imunidade, no 
tratamento das doenças, assim como no alívio da dor. Nos dias 
atuais, o uso da Fitoterapia tem se difundido com mais força entre 
as grandes populações, aqui no Brasil, principalmente, tornou-se 
cultural. Permite também um maior contato do indivíduo com o 
meio ambiente.
Tratando-se de suplementação nutricional, podemos 
dizer que são alimentos ricos em determinados nutrientes e 
inseridos na dieta diária de indivíduos sadios, preenchendo 
lacunas nutricionais que não são adequadamente atendidas pela 
alimentação convencional. Além disso, esses suplementos podem 
desempenhar um papel auxiliar na terapia nutricional de certas 
condições patológicas.
Nesta unidade, abordaremos conceitos dessas terapias, a 
fim de nos aprofundarmos no tema da nossa disciplina. 
8 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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O
BJ
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IV
O
S Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem 
até o término desta etapa de estudos:
1. Definir a diferença entre Suplementação Nutricional e 
Fitoterapia.
2. Conhecer os principais conceitos utilizados pelos 
profissionais na prática diária do trabalho do 
nutricionista.
3. Conhecer as legislações que determinam a atuação do 
nutricionista na prescrição e orientação de Suplementos 
Nutricionais e Fitoterápicos.
4. Obter conhecimentos através da classificação das 
plantas medicinais.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho! 
9SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Diferença entre Suplementação 
Nutricional e Fitoterapia
OBJETIVO
Ao final deste capítulo, você estará apto a 
utilizar conceitos, definições e leis pertinentes à 
Fitoterapia. Isso oferecerá segurança no exercício 
diário da sua atuação profissional. Leia com 
atenção principalmente o que se relaciona com 
a legislação vigente, pois o não cumprimento 
desta, causa transtornos graves ao profissional 
nutricionista. Seguindo!
 
Definições - Suplementação 
Nutricional e Fitoterápicos
A suplementação nutricional se refere ao uso de produtos 
que complementam a dieta regular, fornecendo nutrientes, como 
vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos ou aminoácidos, que 
podem não estar sendo consumidos em quantidades suficientes 
na alimentação diária. Essa definição enfatiza a importância dos 
suplementos na correção de deficiências nutricionais específicas.
Os suplementos nutricionais são particularmente úteis 
em populações com necessidades nutricionais elevadas, como 
atletas, idosos ou indivíduos com restrições dietéticas específicas. 
Estes autores destacam que, enquanto os suplementos podem 
ser benéficos em situações de deficiências nutricionais, eles não 
substituem uma dieta equilibrada e saudável.
Além disso, é crucial considerar as recomendações de 
dosagem e segurança. A suplementação excessiva ou inadequada 
pode levar a efeitos adversos, enfatizando a necessidade de 
orientação profissional na escolha e utilização destes produtos.
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É importante ressaltar que a eficácia de um suplemento 
depende de vários fatores, incluindo a biodisponibilidade dos 
nutrientes, a qualidade do produto e as necessidades individuais 
de cada pessoa. Assim, a abordagem personalizada no uso de 
suplementos é fundamental para maximizar seus benefícios.
 • Fitoterapia: tratamento que caracteriza-se pela 
utilização de plantas medicinais,como raízes, 
folhas e flores, é essencial, pois diferentes partes da mesma planta 
podem ter usos medicinais variados.
Outro aspecto importante abordado na botânica medicinal 
é o estudo dos princípios ativos das plantas. Esses compostos 
são responsáveis pelos efeitos terapêuticos das plantas e podem 
variar significativamente de uma espécie para outra.
Prosseguindo com a discussão sobre a classificação 
botânica das plantas medicinais, essa área é essencial para 
o entendimento e uso correto de ervas e plantas em práticas 
terapêuticas. A classificação botânica, que inclui a identificação 
da família, gênero e espécie das plantas, é crucial para garantir a 
correta identificação e, consequentemente, o uso seguro e eficaz 
das plantas medicinais.
A taxonomia das plantas medicinais é complexa e 
detalhada. Cada planta tem características únicas que a definem 
e diferenciam de outras espécies. Essas características podem 
incluir a morfologia da planta, o formato das folhas, a cor das 
flores e a estrutura das raízes, que são indicadores chave para a 
sua correta identificação.
60 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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IMPORTANTE
Além disso, a classificação botânica é fundamental 
para entender as variações dentro de uma mesma 
espécie. Diferentes variedades de uma mesma 
planta podem ter composições químicas distintas 
e, portanto, propriedades medicinais variáveis. 
Este conhecimento é essencial para selecionar a 
variedade mais adequada para um determinado 
propósito terapêutico.
Sobre a morfologia e anatomia das plantas medicinais, 
é importante compreender que cada parte de uma planta 
- seja a raiz, o caule, a folha, a flor ou o fruto - pode conter 
componentes bioativos distintos com propriedades terapêuticas 
específicas. A compreensão da morfologia (forma externa) e da 
anatomia (estrutura interna) das plantas é crucial para identificar 
corretamente as espécies e entender suas potencialidades 
medicinais.
As raízes, por exemplo, frequentemente armazenam uma 
grande quantidade de compostos ativos. Plantas como a valeriana 
e a ginseng são conhecidas por suas raízes, que possuem 
propriedades calmantes e adaptogênicas, respectivamente. Da 
mesma forma, as folhas de plantas como a camomila e a menta 
são amplamente utilizadas por suas propriedades relaxantes e 
digestivas.
Além disso, a estrutura das flores e frutos também pode 
desempenhar um papel importante na fitoterapia. Flores como 
a de Calendula officinalis são usadas por suas propriedades anti-
inflamatórias e cicatrizantes, enquanto frutos como os da Saw 
palmetto são valorizados por seu potencial terapêutico na saúde 
da próstata.
No que se refere aos princípios ativos e suas propriedades 
terapêuticas nas plantas medicinais, é crucial entender que as 
61SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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propriedades curativas de uma planta são atribuídas aos seus 
componentes bioativos. Os princípios ativos são substâncias 
químicas naturais encontradas nas plantas que exercem efeitos 
farmacológicos específicos no corpo humano.
IMPORTANTE
Os tipos de princípios ativos variam amplamente 
entre as diferentes espécies de plantas e podem 
incluir alcaloides, flavonoides, terpenos, entre 
outros. Os alcaloides, encontrados em plantas 
como a beladona e a papoula, têm poderosos 
efeitos sobre o sistema nervoso central, enquanto 
os flavonoides, presentes em plantas como o Ginkgo 
biloba, são conhecidos por suas propriedades 
antioxidantes e vasodilatadoras.
Além disso, a compreensão da sinergia entre diferentes 
princípios ativos em uma mesma planta é fundamental. A 
combinação de vários componentes bioativos pode potencializar 
ou modificar os efeitos terapêuticos da planta, tornando o estudo 
de suas interações um aspecto importante na fitoterapia.
Quanto as considerações éticas e ambientais na coleta 
de plantas medicinais é essencial reconhecer a importância de 
práticas sustentáveis e éticas na obtenção de plantas medicinais. 
A coleta irresponsável pode levar à degradação ambiental e 
à perda de biodiversidade, além de impactar negativamente 
as comunidades locais que dependem desses recursos. É 
fundamental adotar práticas que respeitem o meio ambiente e 
garantam a sustentabilidade a longo prazo das plantas medicinais.
Além dos aspectos ambientais, as considerações éticas 
também são primordiais. Muitas vezes, o conhecimento sobre as 
propriedades das plantas medicinais é resultado de séculos de 
observação e uso pelas comunidades indígenas e locais. Portanto, 
é crucial que esse conhecimento seja utilizado de maneira ética, 
com consentimento e compartilhamento justo dos benefícios.
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Outro ponto importante é a necessidade de se garantir que 
a coleta de plantas medicinais não prejudique a sobrevivência das 
espécies no ambiente natural. Isso inclui evitar a coleta excessiva 
e assegurar que as práticas de coleta sejam sustentáveis.
Principais categorias de 
plantas medicinais e seus usos 
terapêuticos
As plantas medicinais, desde tempos imemoriais, têm 
sido uma fonte vital de tratamento e prevenção de doenças. 
Uma compreensão aprofundada das várias categorias de plantas 
medicinais e seus usos terapêuticos é essencial para qualquer 
profissional que deseje incorporar a fitoterapia em sua prática. 
Ao categorizar as plantas medicinais, é possível identificar mais 
facilmente suas aplicações e maximizar sua eficácia terapêutica.
Cada categoria de planta medicinal é definida pelas 
propriedades predominantes de seus componentes ativos e 
pelos efeitos terapêuticos que produz. Por exemplo, plantas 
adaptogênicas, como ginseng e ashwagandha, são conhecidas por 
aumentar a resistência do corpo ao estresse. Em contraste, plantas 
com propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, como cúrcuma 
e salgueiro-branco, são usadas para aliviar a dor e a inflamação.
Avançando na discussão sobre plantas adaptogênicas, 
estas são um grupo especial de plantas medicinais conhecidas por 
sua capacidade de aumentar a resistência do corpo ao estresse 
físico, químico e biológico. As adaptogênicas ajudam a equilibrar, 
restaurar e proteger o corpo, agindo não apenas em um único 
órgão ou sistema, mas de maneira holística.
EXEMPLO
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Um dos exemplos mais conhecidos de planta adaptogênica 
é o ginseng (Panax ginseng), amplamente estudado por 
suas propriedades de melhorar a resistência ao estresse e 
aumentar o desempenho físico e mental. O ginseng contém 
ginsenosídeos, compostos ativos que são considerados 
responsáveis por seus efeitos adaptogênicos.
Outra planta adaptogênica popular é a ashwagandha 
(Withania somnifera), usada na medicina Ayurveda. A ashwagandha 
ajuda a combater o estresse, a ansiedade e a fadiga, além de 
promover uma sensação geral de bem-estar.
Estas plantas funcionam ajustando a resposta do corpo ao 
estresse, ajudando a modular os níveis de cortisol e a influenciar os 
sistemas endócrino e imunológico. Os adaptógenos não eliminam 
o estresse, mas melhoram a capacidade do corpo de lidar com ele, 
o que pode ser benéfico em um estilo de vida moderno agitado e 
estressante.
As plantas anti-inflamatórias e analgésicas têm sido 
tradicionalmente usadas para aliviar a dor e reduzir inflamações 
em diversas condições de saúde. Elas têm compostos bioativos 
que agem no corpo reduzindo os processos inflamatórios e 
proporcionando alívio da dor.
EXEMPLO
A cúrcuma (Curcuma longa) é conhecida por seu composto 
ativo, a curcumina. É eficaz no tratamento de condições 
inflamatórias crônicas como artrite, devido às suas 
potentes propriedades anti-inflamatórias. Além disso, a 
cúrcuma tem sido objeto de estudos que demonstram seu 
potencial analgésico.
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Outra planta significativa nesta categoria é o salgueiro-
branco (Salix alba), que contémsalicina, um precursor do ácido 
salicílico, componente ativo da aspirina. O salgueiro-branco tem 
sido utilizado historicamente para aliviar a dor, especialmente 
dores de cabeça e dores nas costas, e como seu uso continua 
relevante na medicina moderna.
Essas plantas atuam de maneiras diferentes para reduzir a 
inflamação e a dor, interferindo em vários mecanismos fisiológicos. 
A compreensão dos mecanismos de ação dessas plantas é crucial 
para seu uso eficaz e seguro, especialmente quando consideramos 
possíveis interações com medicamentos convencionais.
Avançando na discussão sobre plantas digestivas, estas são 
amplamente reconhecidas por seu papel significativo no auxílio à 
digestão e no alívio de desconfortos gastrointestinais. As plantas 
digestivas contêm uma variedade de compostos que podem ajudar 
a estimular a digestão, aliviar gases, reduzir a inflamação no trato 
digestivo e promover a saúde geral do sistema gastrointestinal.
Uma das plantas mais conhecidas nesta categoria é a menta 
(Mentha piperita). Essa planta tem propriedades antiespasmódicas 
e relaxantes, que são eficazes no tratamento de sintomas como 
gases, inchaço e desconforto abdominal. Além disso, o óleo de 
menta tem sido usado no tratamento da síndrome do intestino 
irritável.
EXEMPLO 
Outro exemplo importante é o gengibre (Zingiber 
officinale), que é eficaz no alívio de náuseas e vômitos, 
particularmente em casos de enjoo matinal e enjoo 
causado por quimioterapia. O gengibre funciona tanto 
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como um antiemético quanto como um agente pró-
digestivo.
Essas plantas atuam por meio de diferentes mecanismos, 
como a melhoria da motilidade gastrointestinal e a modulação 
dos processos digestivos. A importância de entender esses 
mecanismos para maximizar os benefícios terapêuticos das 
plantas digestivas, ao mesmo tempo que se consideram possíveis 
interações com medicamentos ou condições de saúde existentes.
As plantas sedativas e calmantes desempenham um papel 
significativo no tratamento de distúrbios relacionados ao estresse, 
ansiedade e sono. São conhecidas por seus efeitos relaxantes no 
sistema nervoso, ajudando a promover o relaxamento, reduzir a 
ansiedade e melhorar a qualidade do sono.
Um dos exemplos mais representativos desta categoria é 
a valeriana (Valeriana officinalis). A valeriana, por seus compostos 
ativos, como os valepotriatos, é eficaz no tratamento de insônia 
e ansiedade, sem os efeitos colaterais comuns dos sedativos 
farmacêuticos.
Outra planta importante é a camomila (Matricaria 
chamomilla), frequentemente utilizada por suas propriedades 
calmantes. A camomila é eficaz no alívio da ansiedade leve e no 
tratamento de distúrbios do sono, além de ser usada para acalmar 
o estômago e aliviar os sintomas de indigestão.
Essas plantas funcionam de diversas maneiras para 
induzir a calma e o relaxamento, como a modulação dos 
neurotransmissores relacionados ao estresse, incluindo o GABA e 
a serotonina. Santos e Ferreira (2002) ressaltam a importância de 
entender os mecanismos de ação dessas plantas e de considerar 
qualquer interação potencial com medicamentos ou outras 
condições de saúde.
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Critérios de qualidade e segurança 
no uso de plantas medicinais
A qualidade e a segurança são aspectos fundamentais na 
prática da fitoterapia. Neste campo, a preocupação com a origem, 
o preparo e a administração das plantas medicinais é essencial 
para garantir que os tratamentos sejam não apenas eficazes, mas 
também seguros para os pacientes. A fitoterapia exige um rigoroso 
controle de qualidade, desde a coleta até o processamento e 
armazenamento das plantas, para assegurar a preservação de 
seus princípios ativos e a minimização de contaminações.
Além disso, a dosagem e a forma de preparo das plantas 
medicinais são cruciais para a segurança. Assim, uma dosagem 
inadequada ou um preparo incorreto podem não apenas reduzir 
a eficácia terapêutica, mas também aumentar o risco de efeitos 
adversos. Por isso, é fundamental que os profissionais que 
trabalham com fitoterapia tenham conhecimento aprofundado 
sobre estas práticas.
Outro aspecto importante é a conscientização sobre 
possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas das 
plantas medicinais. Muitas vezes, os pacientes podem não estar 
cientes desses riscos, especialmente quando utilizam plantas 
medicinais juntamente com medicamentos convencionais.
É fundamental reconhecer que a eficácia e segurança 
dessas plantas estão diretamente ligadas à qualidade do 
produto final. Os padrões de qualidade começam com a correta 
identificação botânica das espécies, seguida pela coleta das plantas 
no momento adequado para assegurar a máxima concentração 
de princípios ativos.
67SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Além da coleta, a forma como as plantas são processadas 
e armazenadas também desempenha um papel crucial na 
manutenção da qualidade. Técnicas inadequadas de secagem, 
armazenamento e processamento, podem levar à degradação dos 
componentes ativos, reduzindo a eficácia terapêutica das plantas. 
Eles também apontam a importância de evitar contaminação por 
pesticidas, fungos e bactérias durante esses processos.
Outro aspecto importante na manutenção da qualidade 
das plantas medicinais é a rastreabilidade. A capacidade de 
rastrear a origem e o processamento das plantas é essencial para 
garantir a qualidade. Isso inclui ter informações detalhadas sobre 
a localização da coleta, as condições de cultivo (se aplicável), e os 
métodos de processamento e armazenamento.
Continuando a exploração sobre o preparo e dosagem 
segura de plantas medicinais, é crucial entender que a eficácia 
e segurança no uso desses recursos dependem intrinsecamente 
de como são preparados e administrados. Diferentes métodos de 
preparo podem influenciar a concentração e a biodisponibilidade 
dos princípios ativos, sendo vital escolher o método mais adequado 
para cada planta.
Por exemplo, algumas plantas medicinais podem requerer 
decocção - um processo de fervura prolongada - para liberar seus 
componentes ativos, enquanto outras podem ser mais eficazes 
quando utilizadas em infusões. O conhecimento detalhado sobre 
cada planta e seus princípios ativos é essencial para determinar o 
método de preparo mais eficaz.
Além do preparo, a dosagem também é um fator crítico. 
Uma dosagem inadequada pode não apenas reduzir a eficácia 
terapêutica, mas também aumentar o risco de efeitos adversos. 
A importância de considerar fatores como o peso do paciente, 
68 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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a condição tratada, a potência da planta e a frequência de 
administração ao determinar a dosagem adequada é discutida.
As plantas medicinais, assim como os medicamentos 
sintéticos, contêm compostos que podem afetar vários sistemas 
do corpo. Alguns desses efeitos colaterais podem ser benéficos, 
mas outros podem ser prejudiciais, especialmente se a planta 
for usada em doses elevadas ou por um período prolongado. É 
preciso ciente das condições de saúde pré-existentes do paciente, 
que podem ser agravadas pelo uso de certas plantas.
Outro aspecto crítico é o potencial de interação entre 
plantas medicinais e medicamentos prescritos. As interações 
podem variar desde a diminuição da eficácia de um medicamento 
até reações adversas graves. Por exemplo, plantas com efeito 
sedativo podem intensificar o efeito de medicamentos depressores 
do sistema nervoso central.
Os profissionais de saúde devem questionar e registrar 
todas as formas de medicamentos e suplementos que os pacientes 
estão usando para evitar interações prejudiciais.
69SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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RESUMINDO
E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu otema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que a botânica medicinal é 
um campo complexo e fascinante, que requer uma 
compreensão profunda das diferentes espécies 
de plantas e de suas propriedades terapêuticas. 
Nos fundamentos da botânica medicinal, vimos 
como a identificação correta e a compreensão da 
morfologia e anatomia das plantas são essenciais 
para o uso adequado em terapias. Aprendemos 
sobre as várias partes das plantas e como cada uma 
delas pode ter diferentes aplicações medicinais. 
Em seguida, exploramos as principais categorias 
de plantas medicinais e seus usos terapêuticos, em 
que discutimos como plantas adaptogênicas, anti-
inflamatórias, digestivas, sedativas e muitas outras, 
desempenham papéis específicos na promoção da 
saúde e no tratamento de doenças. Conhecemos 
exemplos de plantas em cada categoria e como 
elas são aplicadas na prática clínica. Por fim, 
nos aprofundamos nos critérios de qualidade 
e segurança no uso de plantas medicinais, 
destacando a importância do preparo correto, da 
dosagem adequada, e da conscientização sobre os 
efeitos colaterais e interações medicamentosas. 
Esse conhecimento é crucial para garantir que 
o uso de plantas medicinais seja tanto eficaz 
quanto seguro. Este capítulo ofereceu uma visão 
abrangente sobre a classificação das plantas 
medicinais e destacou a importância de um 
conhecimento profundo e responsável para 
sua utilização terapêutica. Esperamos que estas 
informações enriqueçam sua prática e contribuam 
para uma abordagem mais holística e informada 
no cuidado à saúde.
70 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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 1
ABE-MATSUMOTO, LT; SAMPAIO, GR; BASTOS, DHM. Suplementos 
vitamínicos e/ou minerais: regulamentação, consumo e implicações 
à saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 31, n. 7, p. 1371–1380, jul. 
2015.
ARENA, EP. Guia Prático de Fitoterapia em Nutrição. 1°. ed. 
Bauru, 2008.
CARVALHO, JTC; ALMANÇA, CCJ. Formulário de Prescrição 
Fitoterápica. 1° Edição. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN n.º 556, 
de 11 de abril de 2015. Disponível em: https://www.cfn.org.br/wp-
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LIMA, LC; GONZALEZ, MC. Nutrição clínica no Dia a Dia. Rio de 
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de dezembro de 2008. Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.
b r / b v s / s a u d e l e g i s / a n v i s a / 2 0 0 5 / i n t 0 0 0 5 _ 1 1 _ 1 2 _ 2 0 0 8 .
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da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20
DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Resolução CFN n.º 525, de 25 de 
junho de 2013. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=255837. 
VAZ, EL; FIDELIX, MSP; NASCIMENTO, VMB. Programa de 
atualização Pró-Nutri. Nutrição clínica: Ciclo 2, v. 1. São Paulo: 
Artmed Editora, 2013.
RE
FE
RÊ
N
CI
A
S
https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Resol-CFN-556.pdf
https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Resol-CFN-556.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=255837
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	Diferença entre Suplementação Nutricional e Fitoterapia
	Definições - Suplementação Nutricional e Fitoterápicos
	Plantas medicinais, droga vegetal, chá medicinal, forma farmacêutica
	Cultivo, preparo do solo e medidas de controle de pragas e doenças das plantas medicinais
	Xaropes, tinturas, uso tópico, extratos, chás, emulsões e sucos
	Maceração, decocção, destilação e infusão
	Aplicações e eficácia: quando e como utilizar
	Prática diária do trabalho do nutricionista
	Conceitos em Fitoterapia
	Metabolismo das plantas
	Fundamentos da avaliação nutricional: ferramentas e métodos
	Planejamento dietético e prescrição nutricional: estratégias e considerações
	Intervenção nutricional e acompanhamentos: desafios e soluções
	Suplementos nutricionais e fitoterápicos
	Legislações importantes para atuação do Nutricionista na prática clínica
	Classificação das plantas medicinais 
	Classificação das plantas
	Vantagens e aquisição da utilização das plantas medicinais
	Fundamentos da botânica medicinal: entendendo as plantas medicinais
	Principais categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos
	Critérios de qualidade e segurança no uso de plantas medicinaispor meio de diferentes 
tipos de preparações, sempre utilizando substâncias de 
origem vegetal. Não esquecendo que a prática deve ser 
prescrita e orientada por um profissional habilitada.
 • Fitoterápicos: são medicamentos de origem vegetal, ou 
seja, extraídos de plantas. Sua segurança e eficácia se 
dá por meio de estudos e pesquisas científicas ou de 
evidências clínicas.
Na prática clínica do nutricionista, deve-se observar 
os estudos e pesquisas científicas que avaliam a segurança 
na administração da terapia e, consequentemente, a eficácia 
do tratamento. Nunca esquecer de considerar a toxicidade e 
interação outras plantas e com os alimentos da dieta do paciente, 
observando sempre possíveis efeitos colaterais e reações que 
podem ser desencadeadas.
Antes de você adotar o tratamento fitoterápico ao seu 
paciente, tenha segurança no tratamento que você oferecerá.
Essa terapia aproxima o indivíduo do meio ambiente, ou 
seja, seu contato com a natureza. Portanto, o paciente deverá 
receber orientação clara e precisa sobre o tratamento fitoterápico 
que receberá, excluindo qualquer dúvida que ele possa ter. 
Atualmente, no Brasil, a população está cada vez mais 
aderindo ao tratamento fitoterápico como auxiliar na prevenção e 
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no alívio dos sintomas de algumas patologias; por ser uma prática 
alternativa em saúde mais acessível financeiramente do que o 
tratamento medicamentoso exclusivo. 
Outro fator que têm contribuído bastante para a população 
aderir a este tipo de tratamento é a dificuldade ao acesso de um 
sistema de saúde gratuito e com atendimento satisfatório. Isso 
tem ajudado a expansão do tratamento fitoterápico.
IMPORTANTE
O nutricionista, ao aderir ao tratamento 
fitoterápico, não deverá esquecer: o estado 
nutricional do paciente, os exames laboratoriais, 
medicações em uso e a anamnese alimentar. Esta 
deve ser rigorosa, com todos os dados clínicos, 
hábitos alimentares, alergias e intolerâncias 
alimentares, e hábitos intestinais. A avaliação 
do paciente deve ser detalhada, quanto mais 
informações, melhor serão os parâmetros para 
determinar o tratamento e a conduta fitoterápica 
utilizada. De acordo com o nível sociocultural do 
paciente atendido, você deverá usar ferramentas 
de linguagem que facilitem a conversa com ele 
para que se possa obter essas informações.
Nesse sentido, a fitoterapia é o estudo e uso de plantas 
medicinais para prevenção e tratamento de doenças. Este campo 
tem suas raízes na medicina tradicional e é cada vez mais validado 
pela pesquisa científica moderna para seu uso em diversas 
condições de saúde.
A fitoterapia utiliza o potencial terapêutico de diferentes 
partes das plantas - como folhas, flores, raízes, e sementes - seja 
em sua forma natural ou como extratos. Eles enfatizam que, 
embora seja uma prática milenar, a fitoterapia continua relevante, 
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especialmente na busca por tratamentos mais naturais e menos 
invasivos.
IMPORTANTE
A fitoterapia difere da farmacologia convencional, 
pois não se baseia em ingredientes ativos isolados, 
mas sim no efeito sinérgico de vários componentes 
presentes nas plantas. Este aspecto é crucial para 
entender tanto a eficácia quanto os desafios 
relacionados à padronização e controle de 
qualidade na fitoterapia.
Além disso, a importância da fitoterapia como uma opção 
terapêutica complementar, que pode ser integrada com práticas 
médicas convencionais, sempre com a devida orientação de um 
profissional de saúde qualificado.
É importante notar que, embora muitas plantas medicinais 
sejam seguras quando usadas adequadamente, algumas 
podem causar efeitos colaterais ou interagir com medicamentos 
convencionais, realçando a necessidade de uma abordagem 
cuidadosa e informada na sua utilização.
Em relação à suplementação nutricional, destaca-se que 
os suplementos são frequentemente utilizados para atender 
às necessidades nutricionais específicas de diferentes grupos, 
como atletas, gestantes, idosos e indivíduos com restrições 
alimentares. Eles destacam que, para atletas, a suplementação 
pode ser essencial para a recuperação muscular e melhoria do 
desempenho. Já para os idosos, suplementos como vitamina D e 
cálcio são fundamentais na prevenção de osteoporose e outras 
condições relacionadas à idade.
No campo da fitoterapia, seu uso é eficaz no tratamento 
de condições crônicas, como diabetes e hipertensão, por meio do 
uso de plantas como a Gymnema sylvestre e o Hibiscus sabdariffa, 
13SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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respectivamente. Além disso, a fitoterapia é frequentemente 
utilizada em contextos de saúde mental, como no tratamento de 
ansiedade e insônia, com plantas como a Valeriana officinalis e a 
Passiflora incarnata.
É crucial ressaltar que o uso de suplementos nutricionais 
e fitoterápicos seja feito sob orientação de profissionais de saúde, 
principalmente para evitar interações medicamentosas e garantir 
a eficácia e segurança dos tratamentos.
Plantas medicinais, droga 
vegetal, chá medicinal, forma 
farmacêutica
Podemos definir os termos plantas medicinais, droga 
vegetal, chá medicinal e forma farmacêutica da seguinte maneira:
 • Planta medicinal: vegetal utilizado in natura para 
finalidade terapêutica, colhida para uso imediato. 
 • Droga vegetal: plantas e suas partes que são utilizadas 
após processo de coleta e secagem, que possuem 
substâncias terapêuticas. 
 • Chá medicinal: droga vegetal usada após maceração, 
infusão ou decocção com fins terapêuticos. 
 • Forma farmacêutica: estado final em que os princípios 
ativos podem se apresentar, como gomas, chás, 
xaropes, comprimidos, pós, cápsulas etc.
Portanto, mediante avaliação escolha da conduta 
terapêutica a ser adotada, a administração fitoterápica poderá ser 
definida com maior precisão.
14 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Cultivo, preparo do solo e 
medidas de controle de pragas e 
doenças das plantas medicinais
O cultivo correto das plantas medicinais é de suma 
importância para a qualidade da colheita do produto final. O solo 
deve ter água em abundância, exposição ao sol e, normalmente, são 
usados compostos orgânicos ou esterco para adubação. As raízes 
devem ter espaço entre si para crescer e se fixar saudável. O solo 
deve estar limpo e arado para formar canteiros e serem plantadas 
com espaçamento entre si. A adubação equilibrada desse solo é 
fundamental para que as plantas medicinais não sejam afetadas 
por pragas e doenças. Normalmente, as plantas medicinais são 
resistentes a esses desequilíbrios. Quando plantas da mesma 
espécie ocupam uma grande área plantada, elas possibilitam uma 
grande chance de doenças e pragas na plantação. É interessante 
fazer a combinação de plantas que associadas são benéficas no 
combate das pragas, colocando-as em canteiros próximos.
Xaropes, tinturas, uso tópico, 
extratos, chás, emulsões e sucos
 • Xarope: aplica-se a planta ou a fruta em açúcar ou mel. 
Ferve-se a uma temperatura menor que 80º C. Depois, 
deve ser coado e armazenado em recipiente limpo. 
Deverá ser conservado em geladeira.
 • Tinturas: são extraídas de uma planta ou de uma 
mistura de plantas com a ação do álcool. Devem 
ser maceradas e colocadas com álcool 60º G.L. em 
recipiente limpo. Deixar armazenada em temperatura 
ambiente.
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 • Uso tópico: podem ser prescritas de três formas, 
de acordo com o objetivo: pomadas, gel e cremes. A 
concentração delas será determinada de acordo com a 
finalidade terapêutica.
 • Extratos: dependendo da finalidade terapêutica são 
extraídos do princípio ativo das plantas medicinais.
 • Chás: são extraídos a partir das folhas, flores, frutos, 
raízes ou cascas não tóxicas das plantas medicinais. 
É uma das bebidas mais consumidas mundialmente. 
Pode serconsiderado um alimento funcional.
 • Emulsões: são preparados para usar-se interna ou 
externamente. É variável na consistência.
 • Sucos: são utilizadas partes das plantas medicinais não 
tóxicas, adoçadas ou não, misturadas a algum líquido 
não alcoólico (normalmente água).
IMPORTANTE
Vale lembrar que os estudos científicos relacionados 
à Fitoterapia devem ser sempre acompanhados; 
buscando atualização e aperfeiçoamento frente às 
novas descobertas. Para isso, esteja sempre atento 
a materiais sérios e de credibilidade para que você 
possa ter condutas profissionais assertivas.
Maceração, decocção, destilação 
e infusão
 • Maceração: tipo de extração em que a planta fica em 
repouso em líquido (água destilada, álcool de cereais, 
óleos e vinhos). Como exemplo temos azeites e vinagres 
aromatizados.
 • Decocção: manter a planta por um período em contato 
com água em ebulição (na maioria das vezes), tendo 
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como produto final uma solução. Como exemplo temos 
os chás.
 • Destilação: é uma forma de separar duas ou mais 
substâncias poe meio do-vapor, como exemplos temos 
os óleos essenciais, muito utilizados na aromaterapia.
 • Infusão: consiste na técnica de extração, jogando água 
fervente sobre a planta medicinal. Como exemplo, 
temos os chás de infusão.
Aplicações e eficácia: quando e 
como utilizar
Ao discorrer sobre os critérios para a suplementação 
nutricional, é essencial reconhecer que a necessidade de 
suplementos varia significativamente entre indivíduos. A decisão 
de suplementar deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa 
das necessidades nutricionais individuais, levando em conta 
fatores como idade, sexo, estado de saúde, dieta habitual e estilo 
de vida.
EXEMPLO
As deficiências nutricionais específicas são um dos 
principais motivos para a suplementação. Por exemplo, a 
deficiência de ferro, comum em mulheres em idade fértil, 
pode necessitar de suplementação para prevenir anemia. 
Da mesma forma, a vitamina D, crucial para a saúde óssea, 
pode necessitar de suplementação em idosos ou em 
pessoas com exposição solar limitada.
Além disso, há situações especiais em que a suplementação 
nutricional se faz mais presente. Atletas podem requerer 
suplementos para otimizar o desempenho e a recuperação 
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muscular. Em contraste, gestantes podem precisar de suplementos 
como ácido fólico e ferro para garantir a saúde tanto da mãe 
quanto do bebê.
O profissional de saúde é importante no processo de 
suplementação, pois eles alertam que a automedicação e o uso 
inadequado de suplementos podem levar a efeitos adversos, 
como toxicidade ou interações medicamentosas.
Avançando na discussão sobre a eficácia da 
suplementação nutricional, é crucial entender que os benefícios 
dos suplementos dependem de vários fatores, incluindo a 
adequação à necessidade individual, a qualidade do suplemento e 
a adesão às recomendações de uso. Neste contexto, a eficácia da 
suplementação é maximizada quando direcionada a deficiências 
nutricionais específicas diagnosticadas, como a suplementação de 
ferro em casos de anemia ferropriva.
Os suplementos no contexto esportivo são eficientes, 
porque demonstram que a suplementação de proteínas, creatina 
e beta-alanina pode melhorar o desempenho e a recuperação 
muscular em atletas. Contudo, eles ressaltam a importância de 
uma abordagem individualizada, considerando as demandas 
específicas de cada esporte e as características individuais do 
atleta.
No que diz respeito à população geral, é importante 
destacar que suplementos como ômega-3, vitaminas do complexo 
B e antioxidantes podem desempenhar um papel significativo na 
manutenção da saúde e na prevenção de doenças crônicas. Eles, 
no entanto, enfatizam que a suplementação deve ser vista como 
um complemento a uma dieta saudável e balanceada, e não como 
um substituto para ela.
18 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Finalmente, a importância da qualidade e pureza dos 
suplementos para sua eficácia. Eles alertam sobre o mercado de 
suplementos não regulamentados, que pode levar a produtos de 
baixa qualidade ou com dosagens inapropriadas.
Ao abordar os critérios para a utilização da fitoterapia, 
é fundamental reconhecer a importância de uma abordagem 
baseada em conhecimento e prudência. A fitoterapia deve ser 
considerada quando existe uma indicação clara para o uso de 
plantas medicinais, baseada em evidências de sua eficácia e 
segurança. Eles apontam que, enquanto muitas plantas possuem 
propriedades terapêuticas comprovadas, a escolha deve ser 
guiada por um conhecimento profundo de suas indicações, doses 
e possíveis efeitos colaterais.
Além disso, a fitoterapia deve ser considerada levando-se 
em conta as preferências individuais e as práticas culturais. Eles 
apontam que muitas comunidades têm um longo histórico de uso 
de plantas medicinais, e este conhecimento tradicional pode ser 
uma fonte valiosa na escolha dos fitoterápicas.
Finalmente, a utilização de fitoterápicos deve sempre ser 
orientada por um profissional de saúde qualificado. Isso é crucial, 
não apenas para garantir a eficácia, mas também para prevenir 
interações medicamentosas e outros riscos associados ao uso 
inadequado de plantas medicinais.
Ao explorar a eficácia da fitoterapia, é essencial considerar 
a crescente base de evidências científicas que apoiam seu uso 
em diversas condições de saúde. A eficácia da fitoterapia é 
frequentemente atribuída aos compostos bioativos presentes 
nas plantas, que podem exercer efeitos terapêuticos específicos. 
Cita-se, por exemplo, a eficácia do ginkgo biloba na melhoria da 
cognição e da memória em idosos.
19SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Ademais, há eficácia de diversas plantas medicinais no 
tratamento de condições inflamatórias e dolorosas, como a artrite. 
A cúrcuma, com seu composto ativo curcumina, tem demonstrado 
resultados promissores como um anti-inflamatório natural.
Em relação às doenças crônicas, o uso de plantas 
medicinais no manejo da diabetes, pode reduzir os níveis de 
glicose no sangue. 
Contudo, é fundamental observar que a eficácia da 
fitoterapia também depende da qualidade e da padronização dos 
produtos fitoterápicos. Alerta-se que variações na concentração 
dos compostos ativos das plantas podem afetar significativamente 
os resultados terapêuticos.
20 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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RESUMINDO
E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que a suplementação nu-
tricional e a fitoterapia, embora possam parecer 
similares em sua intenção de promover saúde e 
bem-estar, são fundamentalmente distintas em 
suas abordagens e aplicações. Na suplementação 
nutricional, vimos como ela se concentra em com-
plementar a dieta com nutrientes específicos, como 
vitaminas, minerais e aminoácidos, especialmente 
em situações em que há deficiências nutricionais 
ou necessidades aumentadas, como em atletas ou 
idosos. Compreendemos a importância de uma 
abordagem individualizada, baseada em diagnós-
ticos específicos e orientação de profissionais de 
saúde, para maximizar os benefícios e evitar riscos, 
como a toxicidade ou interações medicamentosas. 
Por outro lado, na fitoterapia, exploramos seu uso 
de plantas e extratos naturais para tratar, prevenir 
ou aliviar condições de saúde. Aprendemos sobre 
a importância dos compostos bioativos das plantas 
e como eles podem oferecer benefícios terapêuti-
cos, destacando a necessidade de padronização e 
controle de qualidade dos produtos fitoterápicos. 
Vimos também como a fitoterapia pode ser inte-
grada a práticas médicas convencionais, sempre 
com a orientação de profissionaisqualificados. 
Assim, este capítulo proporcionou uma visão clara 
das diferenças entre suplementação nutricional e 
fitoterapia, tanto em termos de conceitos funda-
mentais quanto em suas aplicações e eficácia. Com 
essa compreensão, esperamos que você esteja 
agora mais preparado para abordar essas práticas 
de maneira informada e responsável em sua jorna-
da rumo a uma saúde otimizada.
21SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Prática diária do trabalho do 
nutricionista
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender como funciona o núcleo das práticas 
diárias de um nutricionista. Isto será fundamental 
para o exercício de sua profissão. As pessoas que 
tentaram aplicar estratégias de nutrição sem a 
devida instrução, tiveram problemas ao enfrentar 
desafios complexos de saúde e nutrição, como a 
inadequação de dietas e a falha em atender às 
necessidades nutricionais específicas de cada 
indivíduo. E, então, motivado para desenvolver 
esta competência? Vamos lá. Avante!
Conceitos em Fitoterapia
Você irá, a partir de agora, ter contato com alguns conceitos 
usados na prática clínica da Fitoterapia, utilizados com frequência:
 • Droga vegetal: planta medicinal, ou partes dela, 
utilizadas na preparação de medicamentos naturais, 
por meio de processos específicos.
 • Medicamento fitoterápico: medicamento extraído 
a partir de técnicas próprias com matéria-prima de 
origem vegetal.
 • Matéria-prima vegetal: planta fresca ou droga vegetal 
utilizadas no preparo de chás, sucos, tinturas, extratos 
etc.
 • Medicamento fitoterápico tradicional: feito por meio 
de técnicas tradicionais milenares e elaborado a partir 
de plantas medicinais.
22 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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 • Medicamento fitoterápico similar: plantas medicinais 
que contêm o mesmo princípio ativo; ambas podem 
ser utilizadas para o preparo medicamentoso com a 
mesma finalidade e eficácia.
 • Planta medicinal: plantas que têm substâncias 
terapêuticas, que podem ser utilizadas com finalidade 
medicamentosa.
Metabolismo das plantas
Metabolismo é o conjunto de reações químicas que ocorrem 
nas células de maneira constante. Essas reações enzimáticas 
podem ser de biotransformação, catabólicas e anabólicas.
O processo metabólico tem como objetivo adquirir os 
nutrientes essenciais para que as células obtenham energia 
(ATP), sintetizem compostos vitais para a sobrevivência (como 
carboidratos, lipídios e proteínas) e gerem poder redutor (NADPH).
Existem dois tipos de metabolismo das células vegetais: o 
primário e o secundário.
O metabolismo primário se refere no processo vital das 
plantas de forma direta. Corresponde às reações de respiração 
celular e fotossíntese. Esses processos têm como resultado as 
seguintes substâncias: celulose, lignina, carboidratos, proteínas e 
lipídeos.
Já o metabolismo secundário é caracterizado pela 
biossíntese de micromoléculas de complexidade estrutural. São 
produzidas substâncias específicas pela célula vegetal que têm 
propriedades utilizadas de forma específica na Fitoterapia e 
também na Nutrição Funcional.
23SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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O metabolismo secundário das células vegetais, produzem 
substâncias conhecidas como fitoquímicos que apresentam as 
seguintes ações:
 • Oxigenas – estimulam o apetite.
 • Diuréticas – aumentam o volume de urina, podendo ser 
com ou sem a eliminação de eletrólitos.
 • Eméticas – estimulam o vômito.
 • Expectorante – estimulam ao saída de secreções das 
vias aéreas.
 • Coleréticas – aumentam a eliminação da bile.
 • Calmantes – agem como ansiolíticos e diminuem o 
estresse mental.
 • Depurativas – aumentam a eliminação de toxinas.
 • Adstringente – anti-inflamatória e cicatrizante.
 • Emagogas – regulam o fluxo menstrual.
 • Carminativas – diminuem a formação de gases.
 • Laxativas – aceleram o peristaltismo intestinal.
 • Antidiarréicas – controlam a eliminação de água.
 • Antissépticas – diminuição da ação dos micro-
organismos.
 • Antirreumáticas – diminui o ácido úrico, o reumatismo 
e a gota.
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Fundamentos da avaliação 
nutricional: ferramentas e 
métodos
A avaliação nutricional é um pilar fundamental na prática 
do nutricionista, sendo a base sobre a qual todas as intervenções 
nutricionais são construídas. A avaliação nutricional é um processo 
abrangente que visa identificar o estado nutricional do indivíduo, 
utilizando uma variedade de ferramentas e métodos. Esta etapa 
inicial é crucial para o desenvolvimento de planos de tratamento 
personalizados e eficazes, adaptados às necessidades específicas 
de cada paciente.
IMPORTANTE
A avaliação nutricional inclui a coleta de dados 
detalhados sobre a ingestão alimentar, hábitos de 
vida, histórico de saúde, além de medidas físicas e 
exames bioquímicos. Essas informações fornecem 
uma visão completa não apenas das necessidades 
nutricionais do indivíduo, mas também dos 
possíveis desafios que ele pode enfrentar ao 
adotar mudanças dietéticas.
Além disso, a avaliação nutricional não é um processo 
estático, mas sim dinâmico. Os nutricionistas devem estar 
preparados para adaptar continuamente seus planos de 
tratamento com base no progresso do paciente e em quaisquer 
mudanças em seu estado de saúde ou estilo de vida.
Também é importante destacar o histórico alimentar e 
dietético na avaliação nutricional, é importante reconhecer este 
como um dos pilares fundamentais na prática do nutricionista. O 
histórico alimentar e dietético oferece uma visão detalhada sobre 
os padrões de consumo alimentar do indivíduo, sendo essencial 
25SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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para identificar hábitos saudáveis e áreas que necessitam de 
melhoria.
A coleta de histórico alimentar deve ser abrangente, 
incluindo a frequência, tipos e quantidades de alimentos 
consumidos. Eles ressaltam a importância de considerar fatores 
culturais, econômicos e sociais que influenciam as escolhas 
alimentares. Técnicas como o recordatório de 24 horas e diários 
alimentares são frequentemente empregadas para obter 
informações detalhadas sobre a ingestão alimentar do paciente.
Além disso, é vital avaliar a qualidade da dieta, não apenas 
a quantidade. Isso inclui uma análise dos tipos de nutrientes 
consumidos, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e 
minerais, e sua adequação em relação às necessidades nutricionais 
do indivíduo.
A avaliação do histórico dietético também deve incluir a 
compreensão das preferências alimentares, intolerâncias, alergias 
e quaisquer restrições. Essas informações são cruciais para o 
desenvolvimento de um plano nutricional que seja não apenas 
eficaz, mas também adaptado e aceitável para o paciente.
Continuando a discussão sobre a avaliação nutricional, as 
medidas antropométricas representam um componente crucial 
dessa avaliação. Essas medidas são fundamentais para avaliar a 
composição corporal, o estado nutricional e o risco de doenças 
relacionadas à nutrição.
A importância das medidas antropométricas, como peso, 
altura, índice de massa corporal (IMC), circunferências (como a 
circunferência da cintura e do quadril) e a relação cintura-quadril, 
na avaliação do risco de doenças crônicas não transmissíveis. 
Estas medidas fornecem informações valiosas sobre o equilíbrio 
energético e a distribuição de gordura corporal.
26 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Ademais, medidas específicas, como a espessura de 
dobras cutâneas, podem ser usadas para estimar a composição 
corporal, incluindo a quantidade de massa gorda e massa magra. 
Esta informação é particularmente útil na avaliação de atletas ou 
indivíduos em programas de perda de peso ou ganho de massa 
muscular.
Outro aspecto importante é a avaliação antropométrica 
em populações especiais, como crianças, idosos e gestantes.Nesses casos, as medidas ajudam a monitorar o crescimento, 
o desenvolvimento e as necessidades nutricionais específicas 
desses grupos.
A avaliação do estado de saúde e estilo de vida é um 
aspecto fundamental. Este componente da avaliação nutricional 
vai além da análise de dietas e medidas corporais, abrangendo a 
saúde geral e os hábitos de vida do indivíduo, que são essenciais 
para compreender o contexto completo de suas necessidades 
nutricionais.
A avaliação do estado de saúde inclui a análise do histórico 
médico do paciente, incluindo quaisquer condições crônicas, 
medicamentos utilizados e histórico familiar de doenças. Esta 
avaliação ajuda a identificar fatores de risco nutricionais específicos 
e possíveis interações entre dieta, medicamentos e condições de 
saúde.
Além disso, o estilo de vida do paciente, incluindo níveis 
de atividade física, hábitos de sono, estresse e comportamentos 
sociais, também desempenha um papel crucial na avaliação 
nutricional. Esses fatores podem afetar diretamente as 
necessidades nutricionais, as escolhas alimentares e a capacidade 
de aderir a recomendações dietéticas.
27SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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EXEMPLO
Um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco de 
obesidade e doenças relacionadas, enquanto altos níveis 
de estresse podem afetar o apetite e o metabolismo. 
É importante que os nutricionistas integrem esta 
compreensão em seus planos de intervenção nutricional 
para abordar eficazmente os desafios individuais de saúde 
e estilo de vida.
Planejamento dietético 
e prescrição nutricional: 
estratégias e considerações
O planejamento dietético e a prescrição nutricional são 
etapas cruciais no processo de intervenção nutricional, em que 
o conhecimento técnico do nutricionista é aplicado para atender 
às necessidades individuais de cada paciente. O planejamento 
dietético envolve a criação de um regime alimentar personalizado 
que não só atende aos requisitos nutricionais do indivíduo, mas 
também considera suas preferências alimentares, estilo de vida, 
condições de saúde e metas pessoais.
IMPORTANTE
Um plano dietético eficaz deve ser equilibrado, 
variado e realista, promovendo a adesão a longo 
prazo e evitando restrições desnecessárias 
que podem levar a deficiências nutricionais ou 
desordens alimentares. O plano deve ser flexível 
o suficiente para se adaptar às mudanças nas 
necessidades e preferências do paciente ao longo 
do tempo.
Ainda na temática da elaboração de planos dietéticos 
personalizados, é essencial reconhecer que cada indivíduo tem 
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necessidades nutricionais únicas que devem ser cuidadosamente 
consideradas. A personalização do plano dietético começa 
com uma compreensão detalhada do perfil nutricional do 
paciente, incluindo suas necessidades energéticas e de macro e 
micronutrientes. Esta abordagem assegura que o plano seja não 
apenas nutricionalmente adequado, mas também alinhado às 
metas de saúde específicas do paciente.
A adesão ao plano dietético é significativamente maior 
quando as preferências individuais são respeitadas. Incluir 
alimentos que o paciente gosta e considerar seu estilo de vida 
cotidiano, como horários de trabalho e disponibilidade para 
cozinhar, são aspectos cruciais para o sucesso do plano.
VOCÊ SABIA?
A educação nutricional desempenha um papel 
fundamental na elaboração de planos dietéticos 
personalizados. Educar os pacientes sobre a 
importância de uma alimentação balanceada 
e como fazer escolhas alimentares saudáveis é 
essencial para promover mudanças duradouras 
nos hábitos alimentares.
Quanto a prescrição nutricional e suplementação é ainda 
importante destacar que, em muitos casos, a dieta por si só pode 
não ser suficiente para atender a todas as necessidades nutricionais 
de um indivíduo. Aqui, a prescrição de suplementos nutricionais 
pode desempenhar um papel fundamental. A suplementação é 
frequentemente necessária em casos de deficiências nutricionais, 
restrições dietéticas severas, ou condições específicas que 
aumentam as demandas nutricionais.
A escolha de suplementos deve ser baseada em uma 
avaliação cuidadosa das necessidades individuais e da evidência 
científica disponível sobre a eficácia e segurança dos suplementos. 
Eles destacam a importância de considerar a biodisponibilidade 
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dos nutrientes nos suplementos e a possível interação com 
medicamentos que o paciente possa estar utilizando.
Além disso, a prescrição nutricional deve ser 
constantemente avaliada e ajustada, conforme as necessidades 
do paciente evoluem. É fundamental monitorar a resposta do 
paciente à suplementação e fazer ajustes conforme necessário, 
seja para evitar excessos nutricionais ou para otimizar a eficácia 
do plano de tratamento.
No que se refere as estratégias para promoção da adesão 
ao plano dietético, a adesão do paciente ao plano dietético 
proposto é um elemento chave para o sucesso de qualquer 
intervenção nutricional. A adesão é muitas vezes o maior desafio 
enfrentado pelos nutricionistas, pois envolve a mudança de hábitos 
alimentares de longa data e a adoção de novos comportamentos.
Uma das estratégias cruciais para promovê-la é a educação 
nutricional. Fornecer aos pacientes informações claras sobre os 
benefícios de uma alimentação saudável, e como isso se relaciona 
com suas condições de saúde e objetivos, é fundamental para 
aumentar a motivação e o engajamento.
Além disso, é fundamental a personalização do plano 
dietético, considerando as preferências e o estilo de vida do 
paciente. Planos dietéticos que são muito restritivos ou que não 
consideram as preferências alimentares do indivíduo são menos 
propensos a serem seguidos a longo prazo.
Outra abordagem eficaz envolve técnicas de motivação e 
aconselhamento nutricional. Estabelecer metas realistas, fornecer 
feedback positivo e utilizar técnicas de mudança de comportamento 
pode significativamente melhorar a adesão ao plano dietético.
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Intervenção nutricional e 
acompanhamentos: desafios e 
soluções
É crucial reconhecer e abordar os obstáculos que podem 
surgir no caminho para uma nutrição eficaz. Um dos principais 
desafios na implementação de planos nutricionais é a resistência 
à mudança por parte dos pacientes. Mudar hábitos alimentares 
estabelecidos pode ser difícil, especialmente quando estão 
profundamente enraizados na rotina diária ou na cultura do 
indivíduo.
Para superar esse desafio, o uso de técnicas de 
aconselhamento motivacional, que envolvem trabalhar com o 
paciente para identificar motivações internas para a mudança 
e estabelecer metas realistas e alcançáveis podem aumentar 
significativamente a adesão e o comprometimento do paciente 
com o plano nutricional.
Outro desafio comum é o enfrentamento de barreiras 
logísticas e de recursos. Pacientes podem enfrentar dificuldades, 
como acesso limitado a alimentos saudáveis ou falta de tempo 
para preparar refeições. Nesses casos, os nutricionistas devem 
ser criativos e adaptáveis, oferecendo soluções práticas que 
se encaixem na vida do paciente, como sugestões de refeições 
rápidas e saudáveis ou orientações para escolhas alimentares 
inteligentes em restaurantes.
O monitoramento e acompanhamento do progresso do 
paciente são etapas fundamentais para garantir o sucesso do 
plano nutricional. O monitoramento contínuo permite que os 
nutricionistas avaliem a eficácia das recomendações dietéticas 
31SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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e façam ajustes conforme necessário, garantindo que o plano 
permaneça alinhado com as necessidades e objetivos do paciente.
A importância do acompanhamento regular está na 
capacidade de identificar e abordar precocemente quaisquer 
dificuldades ou obstáculos que o paciente possa enfrentar. Issonão só ajuda a manter o paciente no caminho certo, mas também 
fortalece a relação terapêutica e o apoio contínuo.
Além disso, a tecnologia tem um papel crescente no 
monitoramento do progresso dos pacientes. O uso de aplicativos 
móveis e plataformas online para rastrear a ingestão alimentar, 
atividade física e outros indicadores de saúde. Essas ferramentas 
permitem uma comunicação mais frequente e detalhada entre 
o nutricionista e o paciente, facilitando ajustes mais rápidos e 
eficazes no plano nutricional.
Enfrentar e gerenciar a não adesão ao plano dietético é 
um aspecto crítico na prática nutricional. A não adesão pode 
ser causada por uma variedade de fatores, incluindo falta de 
motivação, barreiras práticas, dificuldades emocionais ou falta de 
compreensão sobre a importância do plano nutricional.
Para lidar com a não adesão, é essencial que os 
nutricionistas empreguem uma abordagem empática e 
individualizada. Isso envolve discutir abertamente as dificuldades 
enfrentadas pelo paciente e trabalhar em conjunto para encontrar 
soluções práticas.
Além disso, a reavaliação contínua do plano nutricional é 
crucial. À medida que as circunstâncias e necessidades do paciente 
mudam, o plano nutricional deve ser adaptado para se manter 
relevante e eficaz. Isso inclui ajustar as recomendações dietéticas, 
redefinir metas e, se necessário, introduzir novas estratégias para 
melhorar a adesão.
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O desenvolvimento de habilidades de comunicação é 
eficaz no contexto da nutrição, pois é fundamental reconhecer 
que a maneira como os nutricionistas se comunicam com 
seus pacientes tem um impacto significativo no sucesso das 
intervenções nutricionais. As habilidades de comunicação eficaz 
são essenciais para estabelecer uma relação de confiança com 
o paciente, essencial para facilitar a troca de informações e o 
engajamento do paciente no processo de mudança.
A comunicação eficaz vai além de simplesmente transmitir 
informações; ela envolve escuta ativa, empatia e a habilidade de 
adaptar a mensagem às necessidades e compreensão do paciente. 
A clareza na comunicação é crucial. Os nutricionistas 
devem ser capazes de explicar conceitos nutricionais complexos 
de uma maneira que seja fácil de entender, evitando jargões 
técnicos que possam confundir ou intimidar os pacientes. Isso 
é particularmente importante quando se discute a necessidade 
de mudanças dietéticas ou a introdução de novos alimentos ou 
padrões alimentares.
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RESUMINDO
E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Você deve ter aprendido que os 
principais conceitos utilizados pelos profissionais 
na prática diária do trabalho do nutricionista 
são multifacetados e essenciais para o sucesso 
de qualquer intervenção nutricional. Sobre 
os fundamentos da avaliação nutricional: 
ferramentas e métodos, exploramos como uma 
avaliação nutricional eficaz é a base para entender 
as necessidades específicas de cada paciente. 
Aprendemos sobre a importância de coletar um 
histórico alimentar detalhado, realizar avaliações 
antropométricas precisas e entender o impacto do 
estilo de vida e do estado de saúde na nutrição. Em 
planejamento dietético e prescrição nutricional: 
estratégias e considerações, vimos como a criação 
de um plano dietético personalizado e a prescrição 
de suplementos, quando necessários, requerem 
um equilíbrio cuidadoso entre as necessidades, 
preferências e metas do paciente. Discutimos 
como a adaptabilidade e a personalização são 
fundamentais para a eficácia do plano nutricional. 
Por fim, quanto a intervenção nutricional 
e acompanhamento: desafios e soluções, 
abordamos os desafios comuns na implementação 
e no acompanhamento de planos nutricionais. 
Vimos a importância do monitoramento contínuo, 
a necessidade de abordagens empáticas para lidar 
com a não adesão e o papel crucial da comunicação 
eficaz para garantir uma intervenção bem-
sucedida e sustentável. Ao compreender e aplicar 
esses conceitos na prática diária, você estará bem 
equipado para realizar intervenções nutricionais 
efetivas, adaptativas e sensíveis às necessidades 
individuais de cada paciente.
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Suplementos nutricionais e 
fitoterápicos
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de entender como funcionam as legislações 
que determinam a atuação do nutricionista 
na prescrição e orientação de suplementos 
nutricionais e fitoterápicos. Isto será fundamental 
para o exercício de sua profissão. As pessoas 
que tentaram prescrever ou aconselhar sobre 
estes produtos sem a devida instrução tiveram 
problemas ao enfrentar questões legais e éticas, 
além de possivelmente comprometer a segurança 
e o bem-estar dos pacientes. E, então, motivado 
para desenvolver esta competência? Vamos lá. 
Avante!
Legislações importantes para 
atuação do Nutricionista na 
prática clínica
 • Resolução CFN n.º 525/2013 – regulamenta a prática da 
Fitoterapia pelo profissional Nutricionista, atribuindo 
competências para a prescrição de fitoterápicos como 
terapia complementar na prescrição dietética outras 
providências.
 • Resolução CFN n.º 556/2015 – altera a RDC n.º 525/2013, 
acrescentando disposições que regulamentam a 
prática da Fitoterapia para o nutricionista como terapia 
complementar na prescrição dietética.
Dessas RDCs, ressaltamos a importância para o exercício 
profissional do nutricionista, enfocando dois artigos:
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Artigo 3º. É permitida a competência para 
a prescrição de drogas vegetais e plantas 
medicinais ao nutricionista sem especialização 
em Fitoterapia; sendo que, para prescrever 
fitoterápicos e fórmulas magistrais, somente 
a atribuição é permitida ao nutricionista com 
título de especialista ou certificado de pós-
graduação lato sensu na área de Fitoterapia.
O Bacharel em Nutrição está apto a prescrever plantas 
medicinais na sua forma natural, droga vegetal como chás 
medicinais (maceração, infusão e decocção).
Já o nutricionista com certificado de especialista ou pós-
graduado em Fitoterapia é permitido a atribuição de incluir nas 
prescrições fitoterápicos e fórmulas magistrais (preparadas em 
farmácias de manipulação com acompanhamento farmacêutico); 
juntamente com a prescrição de plantas medicinais in natura e 
chás com função medicinal.
Artigo 5º. Todas as prescrições de plantas 
medicinais deverão ser feitas de forma legível, 
atentando-se para alguns itens fundamentais 
como: o nome do paciente, data do 
atendimento e da prescrição, identificação do 
profissional que prescreve, como nome, CRN, 
carimbo, endereço para contato, telefone ou 
e-mail para contato, assinatura.
Quanto as informações dos suplementos prescritos, a 
receita deverá conter as seguintes especificações: parte da planta 
utilizada, forma de utilização e modo de preparo, nomenclatura 
botânica (pode-se utilizar o nome popular da planta) e, por 
último, acrescentar o modo de uso e a posologia (horário para 
administração, dose e tempo de uso do suplemento).
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Tendo conhecimento das leis vigentes em relação à 
atribuição profissional para a prescrição dos fitoterápicos, lembre-
se de seguir as normas estabelecidas pelo conselho da profissão, 
atentando-se para possíveis alterações ou execução de novas 
diretrizes para evitar o descumprimento da legislação profissional 
e, posteriormente, punição pela falha na conduta do exercício 
profissional. 
Instrução Normativa n.º 5, de 11 de dezembro de 2008
As atualizações feitas na lista de fitoterápicos de registro 
simplificado permitem que as plantas sejam divididas entre 
aquelas quepossuem eficácia e segurança comprovada por meio 
de estudos clínicos, e as demais que são apenas popularmente 
conhecidas.
A lista de fitoterápicos existe na ANVISA desde o ano de 
2000, sendo essa sua 4ª atualização.
Quadro 1.1 - Medicamentos fitoterápicos versus produtos fitoterápicos tradicionais
Medicamentos Fitoterápicos 
Tradicionais
Produtos Fitoterápicos
Devem ser registrados pela ANVISA 
apresentando resultados de estudos 
clínicos que comprovem a segurança 
e a eficácia deles.
São produtos usados pela população 
com comprovação de eficácia
Fonte: Elaborado pela autoria (2023).
37SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Quadro 1.2 - Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado
Nomenclatura botânica Aesculus hippocastanum L. 1
Nome popular Castanha da Índia
Parte usada Sementes
Padronização/Marcador Escina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Fragilidade capilar, insuficiência venosa
Dose Diária 32 a 120 mg de escina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Allium sativum L. 2
Nome popular Alho
Parte usada Bulbo
Padronização/Marcador Alicina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura/óleo
Indicações/
Ações terapêuticas
Coadjuvante no tratamento da hiperlipide-
mia e hipertensão arterial leve, auxiliar na 
prevenção da aterosclerose
Dose Diária 2,7 a 4,1 mg de alicina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
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Nomenclatura botânica Aloe vera (L.) Burm f. 3
Nome popular Babosa ou áloe
Parte usada Gel mucilaginoso das folhas
Padronização/Marcador Polissacarídeos totais
Derivado de droga 
vegetal
Extrato obtido do gel
Indicações/
Ações terapêuticas
Cicatrizante nas lesões provocadas por quei-
maduras térmicas (1° e 2º graus) e radiação
Concentração da forma 
farmacêutica
0,03 a 0,2 mg de polissacarídeos totais por 
100 mg
Via de Administração Tópica
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Arctostaphylos uva-ursi Spreng. 4
Nome popular Uva-ursi
Parte usada Folha
Padronização/Marcador
Derivados de hidroquinonas expressos em 
arbutina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Infecções do trato urinário
Dose Diária
400 a 840 mg de derivados de hidroquino-
nas expressos em arbutina
Via de Administração Oral
Restrição de uso
Venda sob prescrição médica. Não utilizar 
continuamente por mais de uma semana 
nem por mais de cinco semanas/ano. Não 
usar em crianças com menos de 12 anos.
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Nomenclatura botânica Arnica montana L. 5
Nome popular Arnica
Parte usada Capítulo floral
Padronização/Marcador
Lactonas sesquiterpênicas totais expressas 
em helenalina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Equimoses, hematomas e contusões
Concentração da forma 
farmacêutica
0,16 a 0,20 mg de lactonas sesquiterpênicas 
totais expressas em helenalina por grama 
ou 0,08 mg de lactonas sesquiterpênicas 
totais expressas em he lenalina por ml
Via de Administração Tópica
Restrição de uso
Venda sem prescrição médica. Não usar em 
ferimentos abertos
Nomenclatura botânica Calendula officinalis L. 6
Nome popular Calêndula
Parte usada Flores
Padronização/Marcador
Flavonóides totais expressos em hiperosí-
deos;
Derivado de droga 
vegetal 
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Cicatrizante, antiinflamatório
Concentração da forma 
farmacêutica
1,6 a 5,0 mg de flavonóides totais expressos 
em hiperosídeos por 100 g ou 0,8 a 1,0 mg 
de flavonóides totais expressos em hipero-
sídeos por ml
Via de Administração Tópica
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
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Nomenclatura botânica Centella asiatica (L.) Urban, 7
Nome popular Centela, Centela-asiática
Parte usada Partes aéreas
Padronização/Marcador
Derivados triterpênicos totais expressos em 
asiaticosídeo
Derivado de droga 
vegetal
Extratos
Indicações/
Ações terapêuticas
Insuficiência venosa dos membros inferiores
Dose Diária
6,6 a 13,6 mg de derivados triterpênicos 
totais expressos em asiaticosídeo
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. 8
Nome popular Cimicífuga
Parte usada Raiz ou rizoma
Padronização/Marcador
Glicosídeos triterpênicos expressos em 
26-deoxiacteína
Derivado de droga 
vegetal
Extratos
Indicações/
Ações terapêuticas
Sintomas do climatério
Dose Diária
2 a 7 mg de glicosídeos triterpênicos ex-
pressos em 26-deoxiacteína
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
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Nomenclatura botânica Cynara scolymus L. 9
Nome popular Alcachofra
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador
Derivados do ácido cafeoilquínico expressos 
em ácido clorogênico
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Colerético, colagogo
Dose Diária
7,5 a 12,5 mg de derivados do ácido cafeoilquí-
nico expressos em ácido clorogênico
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Echinacea purpurea Moench 10
Nome popular Equinácea
Parte usada Partes aéreas floridas
Padronização/Marcador
Fenóis totais expressos em ácido caftárico, 
ácido chicórico, ácido clorogênico e equina-
cosídeo
Derivado de droga 
vegetal
Extratos
Indicações/
Ações terapêuticas
Preventivo e coadjuvante na terapia de 
resfriados e infecções do trato respiratório e 
urinário
Dose Diária
13 a 36 mg de fenóis totais expressos em 
ácido caftárico, ácido chicórico, ácido cloro-
gênico e equinacosídeo
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
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Nomenclatura botânica Eucalyptus globulus Labill. 11
Nome popular Eucalipto
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador Cineol
Derivado de droga 
vegetal
Óleo essencial/extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Anti-séptico e antibacteriano das vias aé-
reas superiores, expectorante
Dose Diária 14 a 42,5 mg de cineol
Via de Administração Oral
 Restrição de uso Venda 
sem prescrição médica
Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Ginkgo biloba L. 12
Nome popular Ginkgo
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador
Ginkgoflavonóides (22 a 27%), determinados 
como quercetina, kaempferol e isorhamneti-
na; e terpenolactonas (5 a 7%), determinadas 
como ginkgolídeos A, B, C, J e bilobalídeos
Derivado de droga 
vegetal
Extratos
Indicações/
Ações terapêuticas
Vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes 
de distúrbios circulatórios; distúrbios circu-
latórios periféricos (claudicação intermiten-
te), insuficiência vascular cerebral
Dose Diária
26,4 a 64,8 mg de ginkgoflavonóides e 6 a 
16,8 mg de terpenolactonas
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
43SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Glycyrrhiza glabra L. 13
Nome popular Alcaçuz
Parte usada Raízes
Padronização/Marcador Ácido glicirrizínico
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Expectorante, coadjuvante no tratamento 
de úlceras gástricas e duodenais
Dose Diária
60 a 200 mg de ácido glicirrizínico (expec-
torante); 200 a 600 mg de ácido glicirrizínico 
(úlceras gástricas e duodenais)
Via de Administração Oral
Restrição de uso
Venda sem prescrição médica. Não utilizar 
continuamente por mais de seis semanas 
sem acompanhamento médico.
Nomenclatura botânica Hamamelis virginiana L. 14
Nome popular Hamamélis
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador Taninos
Derivado de droga 
vegetal
Extrato/tintura
Indicações/Ações terapêuticas
Uso interno: hemorróidas Uso tópico: he-
morróidas externas, equimoses
Concentração da forma 
farmacêutica
0,35 a 1,0 mg de taninos por 100 mg ou 3,5 
a 10 mg de taninos por ml
Via de Administração Tópica e interna
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
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Nomenclatura botânica Hypericum perforatum L. 15
Nome popular Hipérico
Parte usada Partes aéreas
Padronização/Marcador Hipericinas totais expressas em hipericina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Estados depressivos leves a moderados
Dose Diária
0,9 a 2,7 mg hipericinas totais expressas em 
hipericina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
Nomenclatura botânica Matricaria recutita L. 16
Nome popular Camomila
Parte usada Capítulos florais
Padronização/Marcador Apigenina -7- glicosídeo
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Uso oral: antiespasmódico intestinal, dispepsias 
funcionais Uso tópico: antinnflamatório
Dose Diária
Uso oral: 4 a 24 mg de apigenina -7- glico-
sídeo
Concentração da forma 
farmacêutica
Uso tópico: 0,009 a 0,03 mg de apigenina 
7-glicosídeo por 100 mg ou 0,015 mg de 
apigenina 7-glicosídeo por ml
Via de Administração Oral e tópica, tintura apenas tópica
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
45SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss. 17
Nome popular Espinheira-Santa
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador Taninos totais
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Dispepsias, coadjuvante no tratamento de 
gastrite e úlcera gastroduodenal
Dose Diária 60 a 90 mg taninos totais
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Melissa officinalis L. 18
Nome popular Melissa, Erva-cidreira
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador
Ácidos hidroxicinâmicos expressos em áci-
do rosmarínico
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Carminativo, antiespasmódico, ansiolítico leve
Dose Diária
60 a 180 mg de ácidos hidroxicinâmicos 
expressos em ácido rosmarínico
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
46 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Mentha piperita L. 19
Nome popular Hortelã-pimenta
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador
30% a 55% de mentol e 14% a 32% de men-
tona
Derivado de droga 
vegetal
Óleo essencial
Indicações/
Ações terapêuticas
Carminativo, antiespasmódico intestinal, 
expectorante
Dose Diária
60 a 440 mg de mentol e 28 a 256 mg de 
mentona.
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Mikania glomerata Sprengl. 20
Nome popular Guaco
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador Cumarina
Derivado de droga 
vegetal
Extrato/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Expectorante, broncodilatador
Dose Diária 0,5 a 5 mg de cumarina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
47SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Panax ginseng C. A. Mey. 21
Nome popular Ginseng
Parte usada Raiz
Padronização/Marcador Ginsenosídeos totais (Rb1, Rg1)
Derivado de droga 
vegetal
Extratos, tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Estado de fadiga física e mental, adaptóge-
no
Dose Diária 5 a 30 mg de ginsenosídeos totais (Rb1, Rg1)
Via de Administração Oral
Restrição de uso
Venda sem prescrição médica. Utilizar por 
no máximo três meses.
Nomenclatura botânica Passiflora incarnata L. 22
Nome popular Maracujá, Passiflora
Parte usada Partes aéreas
Padronização/Marcador Flavonóides totais expressos em vitexina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Ansiolítico leve
Dose Diária
20 a 64 mg de flavonóides totais expressos 
em vitexina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
48 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Paullinia cupana H.B.&K. 23
Nome popular Guaraná
Parte usada Sementes
Padronização/Marcador Trimetilxantinas (cafeína)
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Psicoestimulante/astenia
Dose Diária 15 a 70 mg de trimetilxantinas (cafeína)
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Peumus boldus Molina 24
Nome popular Boldo, Boldo-do-Chile
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador Alcalóides totais expressos em boldina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Colagogo, colerético, dispepsias funcionais, 
distúrbios gastrointestinais espásticos
Dose Diária
2 a 5 mg alcalóides totais expressos em 
boldina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
49SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Pimpinella anisum L. 25
Nome popular Erva-doce, Anis
Parte usada Frutos
Padronização/Marcador Trans-anetol
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Expectorante, antiespasmódico, carminati-
vo, dispepsias funcionais
Dose Diária
0-1 ano: 16 a 45 mg de trans-anetol; 1-4 anos: 32 
a 90 mg de trans-anetol; adultos: 80 a 225 mg de 
trans-anetol
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica 
oficial
Piper methysticum G. Forst. 26
Nome popular Kava-kava
Parte usada Rizoma
Padronização/Marcador Kavapironas
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Ansiolítico/ansiedade e insônia
Dose Diária 60 a 210 mg de kavapironas
Via de Administração Oral
Restrição de uso
Venda sob prescrição médica. Utilizar no 
máximo por dois meses.
50 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Polygala senega L. 27
Nome popular Polígala
Parte usada Raízes
Padronização/Marcador Saponinas triterpênicas
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Bronquite crônica, faringite
Dose Diária 18 a 33 mg de saponinas triterpênicas
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Rhamnus purshiana DC. 28
Nome popular Cáscara Sagrada
Parte usada Casca
Padronização/Marcador Cascarosídeo A
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Constipação ocasional
Dose Diária 20 a 30 mg de cascarosídeo A
Via de Administração Oral
Restrição de uso
Venda sem prescrição médica. Não utilizar 
continuamente por mais de uma semana
51SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura 
botânica
Salix alba L. 29
Nome popular Salgueiro branco
Parte usada Casca
Padronização/
Marcador
Salicina
Derivado de droga 
vegetal
Extratos
Indicações/
Ações terapêuticas
Antitérmico, antiinflamatório, analgésico
Dose Diária 60 a 120 mg de salicina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Sambucus nigra L. 30
Nome popular Sabugueiro
Parte usada Flores
Padronização/Marcador
Flavonóides totais expressos em isoquerci-
trina
Formas de uso Extratos/tintura
Indicações / 
Ações terapêuticas
Mucolítico/expectorante, tratamento sintomático 
de gripe e resfriado
Dose Diária
80 a 120 mg de flavonóides totais expressos 
em isoquercitrina
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
52 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica
Senna alexandrina Mill., Cassia angus-
tifólia Vahl ou Cássia senna L.
31
Nome popular Sene
Parte usada Folhas e frutos
Padronização/Marcador
Derivados hidroxiantracênicos expressos em 
senosídeo BDerivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Laxativo
Dose Diária
10 a 30 mg de derivados hidroxiantracênicos 
expressos em senosídeo B
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Nomenclatura botânica Serenoa repens (Bartram) J.K. Small 32
Nome popular Saw palmetto
Parte usada Frutos
Padronização/Marcador Ácidos graxos
Derivado de droga 
vegetal
Extrato
Indicações/
Ações terapêuticas
Hiperplasia benigna de próstata e sintomas 
associados
Dose Diária 272 a 304 mg de ácidos graxos
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
53SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Symphytum officinale L. 33
Nome popular Confrei
Parte usada Raízes
Padronização/Marcador Alantoína
Derivado de droga 
vegetal
Extrato
Indicações/Ações tera-
pêuticas
Cicatrizante, equimoses, hematomas e 
contusões
Concentração da forma 
farmacêutica
0,03 a 0,16 mg de alantoína por 100 mg.
Via de Administração Tópica
Restrição de uso
Venda sem prescrição médica. Utilizar 
por no máximo 4-6 semanas/ano. Utilizar 
somente em lesões localizadas, quando 
abertas.
Nomenclatura botânica Tanacetum parthenium Sch. Bip. 34
Nome popular Tanaceto
Parte usada Folhas
Padronização/Marcador Partenolídeos
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Profilaxia da enxaqueca
Dose Diária 0,2 a 0,6 mg de partenolídeos
Via de Administração Oral
Restrição de uso
Venda sob prescrição médica. Não usar de 
forma contínua.
54 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Nomenclatura botânica Valeriana officinalis L. 35
Nome popular Valeriana
Parte usada Raízes
Padronização/Marcador
Ácidos sesquiterpênicos expressos em 
ácido valerênico
Derivado de droga 
vegetal
Extratos/tintura
Indicações/
Ações terapêuticas
Sedativo moderado, hipnótico e no tratamento 
de distúrbios do sono associados à ansiedade
Dose Diária
1,0 a 7,5 mg de ácidos sesquiterpênicos 
expressos em ácido valerênico
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
Nomenclatura botânica Zingiber officinale Rosc. 36
Nome popular Gengibre
Parte usada Rizomas
Padronização/Marcador
Gingeróis (6-gingerol, 8-gingerol, 10-ginge-
rol, 6-shogaol)
Derivado de droga 
vegetal
Extratos
Indicações/
Ações terapêuticas
Profilaxia de náuseas causada por movimento 
(cinetose) e pós-cirúrgicas
Dose Diária
Crianças acima de 6 anos: 4 a 16mg de gin-
geróis; adulto: 16 a 32mg de gingeróis
Via de Administração Oral
Restrição de uso Venda sem prescrição médica
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2008, online) 
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RESUMINDO
E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que o conhecimento 
das legislações importantes para a atuação do 
nutricionista na prática clínica, especialmente 
no que tange à prescrição e orientação de 
suplementos nutricionais e fitoterápicos, é 
fundamental para a prática responsável e ética da 
profissão. Compreendemos que a aderência às leis 
e regulamentos não apenas protege o profissional 
de possíveis implicações legais, mas também 
assegura que o cuidado prestado aos pacientes seja 
seguro, eficaz e baseado nas melhores práticas. 
Discutimos as leis e normativas específicas que 
orientam a prática do nutricionista, ressaltando 
a importância de estar sempre atualizado com as 
mudanças e atualizações na legislação. Além disso, 
enfatizamos como o conhecimento profundo 
dessas legislações impacta na qualidade do 
atendimento ao paciente, promovendo uma prática 
baseada em evidências e em conformidade com 
os padrões profissionais estabelecidos. Com essa 
base sólida de conhecimento legal e ético, você 
está mais preparado para enfrentar os desafios 
da prática clínica e contribuir positivamente para a 
saúde e bem-estar dos seus pacientes.
56 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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Classificação das plantas 
medicinais 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender como funciona a classificação e o uso 
de plantas medicinais. Isto será fundamental 
para o exercício de sua profissão, especialmente 
ao integrar a fitoterapia na prática nutricional. As 
pessoas que tentaram utilizar plantas medicinais 
sem a devida instrução tiveram problemas ao 
identificar espécies corretamente, escolher 
métodos de preparo adequados e entender suas 
interações e efeitos colaterais. E, então, motivado 
para desenvolver esta competência? Vamos lá. 
Avante!
Classificação das plantas
Para conhecer o que será prescrito como suplementação 
fitoterápica, é importante saber como as plantas se classificam.
Essa classificação é tecnicamente chamada de taxas, de 
acordo com semelhanças que podem ser químicas, morfológicas 
ou, até mesmo, genéticas. De acordo com essas semelhanças, são 
classificadas por: espécie, família, ordem, gênero, classe, reino e 
divisão.
O nome científico vem do latim e é composto por dois 
termos; sendo o primeiro referente ao gênero; e o segundo, 
refere-se à espécie.
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Observe o exemplo abaixo:
Imagem 1.2 - Exemplo de gênero e espécie
 
BOLDO – DO – CHILE
Peumus boldus
 Gênero Espécie 
Fonte: Elaborada pela autoria (2023)
Vantagens e aquisição da 
utilização das plantas medicinais
São inúmeras as vantagens do uso das plantas medicinais. 
Podemos enumerar alguns:
1. Fácil acesso da população às plantas.
2. Baixo custo.
3. Facilidade de preparo caseiro. 
4. Estimula e valoriza a cultura popular.
Ao adquirir ou prescrever plantas ou chás medicinais, é 
importante verificar o prazo de validade deles, rótulo com o nome 
científico da planta e registro na ANVISA. Além de se certificar da 
procedência do laboratório e do responsável técnico habilitado 
(nome e registro profissional).
Não adquirir os produtos e informar ao paciente na 
prescrição, caso a embalagem estiver violada, no caso de aparência 
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mofada ou coloração alterada ou mesmo a entrada de insetos 
dentro da embalagem.
Imagem 1.3 - Plantas Medicinais
 
Fonte: Freepik
Não se deve adquirir plantas que são secas ao sol, pois 
suas propriedades podem ser alteradas. Nunca colher essas 
plantas em qualquer lugar ou com indicações de pessoas que não 
conhece. Em alguns lugares, elas podem ser plantadas em meio a 
lixos, ou mesmo estar próximo de plantações onde foram usados 
agrotóxicos. Passe essas orientações aos pacientes na prescrição 
fitoterápica.
Fundamentos da botânica medicinal: 
entendendo as plantas medicinais
A botânica medicinal é um campo fascinante que une o 
estudo das plantas e suas aplicações terapêuticas. Essa área é 
https://www.google.com/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiCg4CXqtDkAhXYGLkGHSWTBH8QjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.cpt.com.br%2Fcursos-plantasmedicinais%2Fartigos%2Fbusca-qualidade-deve-ser-caminho-cultivo-comercial-plantas-medicinais&psi 
59SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS
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essencial para compreender como diferentes espécies de plantas 
podem ser usadas para promover a saúde e tratar doenças. Este 
conhecimento é crucial não apenas para profissionais de saúde, 
mas também para aqueles interessados em alternativas naturais 
para cuidados de saúde.
A botânica medicinal se aprofunda na taxonomia das 
plantas, identificando e classificando as espécies de acordo com 
suas características e propriedades. A correta identificação das 
plantas é fundamental para garantir sua eficácia terapêutica e 
segurança no uso. Além disso, a compreensão da morfologia e 
anatomia das plantas, incluindo suas partes distintas

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