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Suplementação nutricional e fitoterapia Unidade 1 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS Diretora Editorial ALESSANDRA FERREIRA Gerente Editorial LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria ANA PAULA GOMES DO ESPÍRITO SANTO 4 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 A U TO RI A Ana Paula Gomes do Espírito Santo Sou formada em Nutrição, com uma experiência técnico- profissional na área de Administração Hospitalar, Nutrição Clínica, Geriatria e Gerontologia e Administração, Planejamento e Organização de S.A; com experiência de 27 anos de atuação. Passei por empresas onde atuei como Nutricionista de Alimentação, Chefe de S.N.D, Supervisora de Unidade de Alimentação e Nutrição e Nutricionista Responsável Técnica. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz e à disposição para ajudá-los a aumentar os seus conhecimentos na área de Nutrição; em especial em Suplementação Nutricional e Fitoterapia nas Doenças. Conte comigo para que possamos aprender e trocar experiências! Bons estudos! 5SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 ÍC O N ES OBJETIVO DEFINIÇÃO NOTA IMPORTANTE EXPLICANDO MELHOR VOCÊ SABIA? SAIBA MAIS ACESSE REFLITA RESUMINDO ATIVIDADES TESTANDO 6 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Diferença entre Suplementação Nutricional e Fitoterapia .. 9 Definições - Suplementação Nutricional e Fitoterápicos ............................. 9 Plantas medicinais, droga vegetal, chá medicinal, forma farmacêutica .. 13 Cultivo, preparo do solo e medidas de controle de pragas e doenças das plantas medicinais .............................................................................................14 Xaropes, tinturas, uso tópico, extratos, chás, emulsões e sucos ............. 14 Maceração, decocção, destilação e infusão ..................................................15 Aplicações e eficácia: quando e como utilizar .............................................. 16 Prática diária do trabalho do nutricionista .......................... 21 Conceitos em Fitoterapia .................................................................................21 Metabolismo das plantas .................................................................................22 Fundamentos da avaliação nutricional: ferramentas e métodos ............. 24 Planejamento dietético e prescrição nutricional: estratégias e considerações ....................................................................................................27 Intervenção nutricional e acompanhamentos: desafios e soluções ........ 29 Suplementos nutricionais e fitoterápicos ............................ 34 Legislações importantes para atuação do Nutricionista na prática clínica ...................................................................................................................34 Classificação das plantas medicinais ................................... 56 Classificação das plantas ..................................................................................56 Vantagens e aquisição da utilização das plantas medicinais .................... 57 Fundamentos da botânica medicinal: entendendo as plantas medicinais ...........................................................................................................58 Principais categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos ... 62 Critérios de qualidade e segurança no uso de plantas medicinais .......... 66 SU M Á RI O 7SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 A PR ES EN TA ÇÃ ODesde os tempos mais antigos, as plantas medicinais são empregadas como fonte de alimento ou de medicamento. Há mais de 3000 anos foram descobertos os seus fins através de pesquisas de Arqueologia. A Fitoterapia é o tratamento das doenças por meio de plantas com suas propriedades medicinais. Essas plantas podem ser utilizadas desde sua forma natural (in natura) como as folhas, raízes, caules, cascas ou, até mesmo, flores. É muito comum elas serem utilizadas na melhoria da imunidade, no tratamento das doenças, assim como no alívio da dor. Nos dias atuais, o uso da Fitoterapia tem se difundido com mais força entre as grandes populações, aqui no Brasil, principalmente, tornou-se cultural. Permite também um maior contato do indivíduo com o meio ambiente. Tratando-se de suplementação nutricional, podemos dizer que são alimentos ricos em determinados nutrientes e inseridos na dieta diária de indivíduos sadios, preenchendo lacunas nutricionais que não são adequadamente atendidas pela alimentação convencional. Além disso, esses suplementos podem desempenhar um papel auxiliar na terapia nutricional de certas condições patológicas. Nesta unidade, abordaremos conceitos dessas terapias, a fim de nos aprofundarmos no tema da nossa disciplina. 8 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 O BJ ET IV O S Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos: 1. Definir a diferença entre Suplementação Nutricional e Fitoterapia. 2. Conhecer os principais conceitos utilizados pelos profissionais na prática diária do trabalho do nutricionista. 3. Conhecer as legislações que determinam a atuação do nutricionista na prescrição e orientação de Suplementos Nutricionais e Fitoterápicos. 4. Obter conhecimentos através da classificação das plantas medicinais. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! 9SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Diferença entre Suplementação Nutricional e Fitoterapia OBJETIVO Ao final deste capítulo, você estará apto a utilizar conceitos, definições e leis pertinentes à Fitoterapia. Isso oferecerá segurança no exercício diário da sua atuação profissional. Leia com atenção principalmente o que se relaciona com a legislação vigente, pois o não cumprimento desta, causa transtornos graves ao profissional nutricionista. Seguindo! Definições - Suplementação Nutricional e Fitoterápicos A suplementação nutricional se refere ao uso de produtos que complementam a dieta regular, fornecendo nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos ou aminoácidos, que podem não estar sendo consumidos em quantidades suficientes na alimentação diária. Essa definição enfatiza a importância dos suplementos na correção de deficiências nutricionais específicas. Os suplementos nutricionais são particularmente úteis em populações com necessidades nutricionais elevadas, como atletas, idosos ou indivíduos com restrições dietéticas específicas. Estes autores destacam que, enquanto os suplementos podem ser benéficos em situações de deficiências nutricionais, eles não substituem uma dieta equilibrada e saudável. Além disso, é crucial considerar as recomendações de dosagem e segurança. A suplementação excessiva ou inadequada pode levar a efeitos adversos, enfatizando a necessidade de orientação profissional na escolha e utilização destes produtos. 10 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 É importante ressaltar que a eficácia de um suplemento depende de vários fatores, incluindo a biodisponibilidade dos nutrientes, a qualidade do produto e as necessidades individuais de cada pessoa. Assim, a abordagem personalizada no uso de suplementos é fundamental para maximizar seus benefícios. • Fitoterapia: tratamento que caracteriza-se pela utilização de plantas medicinais,como raízes, folhas e flores, é essencial, pois diferentes partes da mesma planta podem ter usos medicinais variados. Outro aspecto importante abordado na botânica medicinal é o estudo dos princípios ativos das plantas. Esses compostos são responsáveis pelos efeitos terapêuticos das plantas e podem variar significativamente de uma espécie para outra. Prosseguindo com a discussão sobre a classificação botânica das plantas medicinais, essa área é essencial para o entendimento e uso correto de ervas e plantas em práticas terapêuticas. A classificação botânica, que inclui a identificação da família, gênero e espécie das plantas, é crucial para garantir a correta identificação e, consequentemente, o uso seguro e eficaz das plantas medicinais. A taxonomia das plantas medicinais é complexa e detalhada. Cada planta tem características únicas que a definem e diferenciam de outras espécies. Essas características podem incluir a morfologia da planta, o formato das folhas, a cor das flores e a estrutura das raízes, que são indicadores chave para a sua correta identificação. 60 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 IMPORTANTE Além disso, a classificação botânica é fundamental para entender as variações dentro de uma mesma espécie. Diferentes variedades de uma mesma planta podem ter composições químicas distintas e, portanto, propriedades medicinais variáveis. Este conhecimento é essencial para selecionar a variedade mais adequada para um determinado propósito terapêutico. Sobre a morfologia e anatomia das plantas medicinais, é importante compreender que cada parte de uma planta - seja a raiz, o caule, a folha, a flor ou o fruto - pode conter componentes bioativos distintos com propriedades terapêuticas específicas. A compreensão da morfologia (forma externa) e da anatomia (estrutura interna) das plantas é crucial para identificar corretamente as espécies e entender suas potencialidades medicinais. As raízes, por exemplo, frequentemente armazenam uma grande quantidade de compostos ativos. Plantas como a valeriana e a ginseng são conhecidas por suas raízes, que possuem propriedades calmantes e adaptogênicas, respectivamente. Da mesma forma, as folhas de plantas como a camomila e a menta são amplamente utilizadas por suas propriedades relaxantes e digestivas. Além disso, a estrutura das flores e frutos também pode desempenhar um papel importante na fitoterapia. Flores como a de Calendula officinalis são usadas por suas propriedades anti- inflamatórias e cicatrizantes, enquanto frutos como os da Saw palmetto são valorizados por seu potencial terapêutico na saúde da próstata. No que se refere aos princípios ativos e suas propriedades terapêuticas nas plantas medicinais, é crucial entender que as 61SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 propriedades curativas de uma planta são atribuídas aos seus componentes bioativos. Os princípios ativos são substâncias químicas naturais encontradas nas plantas que exercem efeitos farmacológicos específicos no corpo humano. IMPORTANTE Os tipos de princípios ativos variam amplamente entre as diferentes espécies de plantas e podem incluir alcaloides, flavonoides, terpenos, entre outros. Os alcaloides, encontrados em plantas como a beladona e a papoula, têm poderosos efeitos sobre o sistema nervoso central, enquanto os flavonoides, presentes em plantas como o Ginkgo biloba, são conhecidos por suas propriedades antioxidantes e vasodilatadoras. Além disso, a compreensão da sinergia entre diferentes princípios ativos em uma mesma planta é fundamental. A combinação de vários componentes bioativos pode potencializar ou modificar os efeitos terapêuticos da planta, tornando o estudo de suas interações um aspecto importante na fitoterapia. Quanto as considerações éticas e ambientais na coleta de plantas medicinais é essencial reconhecer a importância de práticas sustentáveis e éticas na obtenção de plantas medicinais. A coleta irresponsável pode levar à degradação ambiental e à perda de biodiversidade, além de impactar negativamente as comunidades locais que dependem desses recursos. É fundamental adotar práticas que respeitem o meio ambiente e garantam a sustentabilidade a longo prazo das plantas medicinais. Além dos aspectos ambientais, as considerações éticas também são primordiais. Muitas vezes, o conhecimento sobre as propriedades das plantas medicinais é resultado de séculos de observação e uso pelas comunidades indígenas e locais. Portanto, é crucial que esse conhecimento seja utilizado de maneira ética, com consentimento e compartilhamento justo dos benefícios. 62 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Outro ponto importante é a necessidade de se garantir que a coleta de plantas medicinais não prejudique a sobrevivência das espécies no ambiente natural. Isso inclui evitar a coleta excessiva e assegurar que as práticas de coleta sejam sustentáveis. Principais categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos As plantas medicinais, desde tempos imemoriais, têm sido uma fonte vital de tratamento e prevenção de doenças. Uma compreensão aprofundada das várias categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos é essencial para qualquer profissional que deseje incorporar a fitoterapia em sua prática. Ao categorizar as plantas medicinais, é possível identificar mais facilmente suas aplicações e maximizar sua eficácia terapêutica. Cada categoria de planta medicinal é definida pelas propriedades predominantes de seus componentes ativos e pelos efeitos terapêuticos que produz. Por exemplo, plantas adaptogênicas, como ginseng e ashwagandha, são conhecidas por aumentar a resistência do corpo ao estresse. Em contraste, plantas com propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, como cúrcuma e salgueiro-branco, são usadas para aliviar a dor e a inflamação. Avançando na discussão sobre plantas adaptogênicas, estas são um grupo especial de plantas medicinais conhecidas por sua capacidade de aumentar a resistência do corpo ao estresse físico, químico e biológico. As adaptogênicas ajudam a equilibrar, restaurar e proteger o corpo, agindo não apenas em um único órgão ou sistema, mas de maneira holística. EXEMPLO 63SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Um dos exemplos mais conhecidos de planta adaptogênica é o ginseng (Panax ginseng), amplamente estudado por suas propriedades de melhorar a resistência ao estresse e aumentar o desempenho físico e mental. O ginseng contém ginsenosídeos, compostos ativos que são considerados responsáveis por seus efeitos adaptogênicos. Outra planta adaptogênica popular é a ashwagandha (Withania somnifera), usada na medicina Ayurveda. A ashwagandha ajuda a combater o estresse, a ansiedade e a fadiga, além de promover uma sensação geral de bem-estar. Estas plantas funcionam ajustando a resposta do corpo ao estresse, ajudando a modular os níveis de cortisol e a influenciar os sistemas endócrino e imunológico. Os adaptógenos não eliminam o estresse, mas melhoram a capacidade do corpo de lidar com ele, o que pode ser benéfico em um estilo de vida moderno agitado e estressante. As plantas anti-inflamatórias e analgésicas têm sido tradicionalmente usadas para aliviar a dor e reduzir inflamações em diversas condições de saúde. Elas têm compostos bioativos que agem no corpo reduzindo os processos inflamatórios e proporcionando alívio da dor. EXEMPLO A cúrcuma (Curcuma longa) é conhecida por seu composto ativo, a curcumina. É eficaz no tratamento de condições inflamatórias crônicas como artrite, devido às suas potentes propriedades anti-inflamatórias. Além disso, a cúrcuma tem sido objeto de estudos que demonstram seu potencial analgésico. 64 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Outra planta significativa nesta categoria é o salgueiro- branco (Salix alba), que contémsalicina, um precursor do ácido salicílico, componente ativo da aspirina. O salgueiro-branco tem sido utilizado historicamente para aliviar a dor, especialmente dores de cabeça e dores nas costas, e como seu uso continua relevante na medicina moderna. Essas plantas atuam de maneiras diferentes para reduzir a inflamação e a dor, interferindo em vários mecanismos fisiológicos. A compreensão dos mecanismos de ação dessas plantas é crucial para seu uso eficaz e seguro, especialmente quando consideramos possíveis interações com medicamentos convencionais. Avançando na discussão sobre plantas digestivas, estas são amplamente reconhecidas por seu papel significativo no auxílio à digestão e no alívio de desconfortos gastrointestinais. As plantas digestivas contêm uma variedade de compostos que podem ajudar a estimular a digestão, aliviar gases, reduzir a inflamação no trato digestivo e promover a saúde geral do sistema gastrointestinal. Uma das plantas mais conhecidas nesta categoria é a menta (Mentha piperita). Essa planta tem propriedades antiespasmódicas e relaxantes, que são eficazes no tratamento de sintomas como gases, inchaço e desconforto abdominal. Além disso, o óleo de menta tem sido usado no tratamento da síndrome do intestino irritável. EXEMPLO Outro exemplo importante é o gengibre (Zingiber officinale), que é eficaz no alívio de náuseas e vômitos, particularmente em casos de enjoo matinal e enjoo causado por quimioterapia. O gengibre funciona tanto 65SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 como um antiemético quanto como um agente pró- digestivo. Essas plantas atuam por meio de diferentes mecanismos, como a melhoria da motilidade gastrointestinal e a modulação dos processos digestivos. A importância de entender esses mecanismos para maximizar os benefícios terapêuticos das plantas digestivas, ao mesmo tempo que se consideram possíveis interações com medicamentos ou condições de saúde existentes. As plantas sedativas e calmantes desempenham um papel significativo no tratamento de distúrbios relacionados ao estresse, ansiedade e sono. São conhecidas por seus efeitos relaxantes no sistema nervoso, ajudando a promover o relaxamento, reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono. Um dos exemplos mais representativos desta categoria é a valeriana (Valeriana officinalis). A valeriana, por seus compostos ativos, como os valepotriatos, é eficaz no tratamento de insônia e ansiedade, sem os efeitos colaterais comuns dos sedativos farmacêuticos. Outra planta importante é a camomila (Matricaria chamomilla), frequentemente utilizada por suas propriedades calmantes. A camomila é eficaz no alívio da ansiedade leve e no tratamento de distúrbios do sono, além de ser usada para acalmar o estômago e aliviar os sintomas de indigestão. Essas plantas funcionam de diversas maneiras para induzir a calma e o relaxamento, como a modulação dos neurotransmissores relacionados ao estresse, incluindo o GABA e a serotonina. Santos e Ferreira (2002) ressaltam a importância de entender os mecanismos de ação dessas plantas e de considerar qualquer interação potencial com medicamentos ou outras condições de saúde. 66 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Critérios de qualidade e segurança no uso de plantas medicinais A qualidade e a segurança são aspectos fundamentais na prática da fitoterapia. Neste campo, a preocupação com a origem, o preparo e a administração das plantas medicinais é essencial para garantir que os tratamentos sejam não apenas eficazes, mas também seguros para os pacientes. A fitoterapia exige um rigoroso controle de qualidade, desde a coleta até o processamento e armazenamento das plantas, para assegurar a preservação de seus princípios ativos e a minimização de contaminações. Além disso, a dosagem e a forma de preparo das plantas medicinais são cruciais para a segurança. Assim, uma dosagem inadequada ou um preparo incorreto podem não apenas reduzir a eficácia terapêutica, mas também aumentar o risco de efeitos adversos. Por isso, é fundamental que os profissionais que trabalham com fitoterapia tenham conhecimento aprofundado sobre estas práticas. Outro aspecto importante é a conscientização sobre possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas das plantas medicinais. Muitas vezes, os pacientes podem não estar cientes desses riscos, especialmente quando utilizam plantas medicinais juntamente com medicamentos convencionais. É fundamental reconhecer que a eficácia e segurança dessas plantas estão diretamente ligadas à qualidade do produto final. Os padrões de qualidade começam com a correta identificação botânica das espécies, seguida pela coleta das plantas no momento adequado para assegurar a máxima concentração de princípios ativos. 67SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Além da coleta, a forma como as plantas são processadas e armazenadas também desempenha um papel crucial na manutenção da qualidade. Técnicas inadequadas de secagem, armazenamento e processamento, podem levar à degradação dos componentes ativos, reduzindo a eficácia terapêutica das plantas. Eles também apontam a importância de evitar contaminação por pesticidas, fungos e bactérias durante esses processos. Outro aspecto importante na manutenção da qualidade das plantas medicinais é a rastreabilidade. A capacidade de rastrear a origem e o processamento das plantas é essencial para garantir a qualidade. Isso inclui ter informações detalhadas sobre a localização da coleta, as condições de cultivo (se aplicável), e os métodos de processamento e armazenamento. Continuando a exploração sobre o preparo e dosagem segura de plantas medicinais, é crucial entender que a eficácia e segurança no uso desses recursos dependem intrinsecamente de como são preparados e administrados. Diferentes métodos de preparo podem influenciar a concentração e a biodisponibilidade dos princípios ativos, sendo vital escolher o método mais adequado para cada planta. Por exemplo, algumas plantas medicinais podem requerer decocção - um processo de fervura prolongada - para liberar seus componentes ativos, enquanto outras podem ser mais eficazes quando utilizadas em infusões. O conhecimento detalhado sobre cada planta e seus princípios ativos é essencial para determinar o método de preparo mais eficaz. Além do preparo, a dosagem também é um fator crítico. Uma dosagem inadequada pode não apenas reduzir a eficácia terapêutica, mas também aumentar o risco de efeitos adversos. A importância de considerar fatores como o peso do paciente, 68 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 a condição tratada, a potência da planta e a frequência de administração ao determinar a dosagem adequada é discutida. As plantas medicinais, assim como os medicamentos sintéticos, contêm compostos que podem afetar vários sistemas do corpo. Alguns desses efeitos colaterais podem ser benéficos, mas outros podem ser prejudiciais, especialmente se a planta for usada em doses elevadas ou por um período prolongado. É preciso ciente das condições de saúde pré-existentes do paciente, que podem ser agravadas pelo uso de certas plantas. Outro aspecto crítico é o potencial de interação entre plantas medicinais e medicamentos prescritos. As interações podem variar desde a diminuição da eficácia de um medicamento até reações adversas graves. Por exemplo, plantas com efeito sedativo podem intensificar o efeito de medicamentos depressores do sistema nervoso central. Os profissionais de saúde devem questionar e registrar todas as formas de medicamentos e suplementos que os pacientes estão usando para evitar interações prejudiciais. 69SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 RESUMINDO E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu otema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a botânica medicinal é um campo complexo e fascinante, que requer uma compreensão profunda das diferentes espécies de plantas e de suas propriedades terapêuticas. Nos fundamentos da botânica medicinal, vimos como a identificação correta e a compreensão da morfologia e anatomia das plantas são essenciais para o uso adequado em terapias. Aprendemos sobre as várias partes das plantas e como cada uma delas pode ter diferentes aplicações medicinais. Em seguida, exploramos as principais categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos, em que discutimos como plantas adaptogênicas, anti- inflamatórias, digestivas, sedativas e muitas outras, desempenham papéis específicos na promoção da saúde e no tratamento de doenças. Conhecemos exemplos de plantas em cada categoria e como elas são aplicadas na prática clínica. Por fim, nos aprofundamos nos critérios de qualidade e segurança no uso de plantas medicinais, destacando a importância do preparo correto, da dosagem adequada, e da conscientização sobre os efeitos colaterais e interações medicamentosas. Esse conhecimento é crucial para garantir que o uso de plantas medicinais seja tanto eficaz quanto seguro. Este capítulo ofereceu uma visão abrangente sobre a classificação das plantas medicinais e destacou a importância de um conhecimento profundo e responsável para sua utilização terapêutica. Esperamos que estas informações enriqueçam sua prática e contribuam para uma abordagem mais holística e informada no cuidado à saúde. 70 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 ABE-MATSUMOTO, LT; SAMPAIO, GR; BASTOS, DHM. Suplementos vitamínicos e/ou minerais: regulamentação, consumo e implicações à saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 31, n. 7, p. 1371–1380, jul. 2015. ARENA, EP. Guia Prático de Fitoterapia em Nutrição. 1°. ed. Bauru, 2008. CARVALHO, JTC; ALMANÇA, CCJ. Formulário de Prescrição Fitoterápica. 1° Edição. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN n.º 556, de 11 de abril de 2015. Disponível em: https://www.cfn.org.br/wp- content/uploads/2015/06/Resol-CFN-556.pdf. LIMA, LC; GONZALEZ, MC. Nutrição clínica no Dia a Dia. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2013. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instrução Nomativa n.º 5, de 11 de dezembro de 2008. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em: https://bvsms.saude.gov. b r / b v s / s a u d e l e g i s / a n v i s a / 2 0 0 5 / i n t 0 0 0 5 _ 1 1 _ 1 2 _ 2 0 0 8 . html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20 da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20 DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Resolução CFN n.º 525, de 25 de junho de 2013. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/ legislacao/?id=255837. VAZ, EL; FIDELIX, MSP; NASCIMENTO, VMB. Programa de atualização Pró-Nutri. Nutrição clínica: Ciclo 2, v. 1. São Paulo: Artmed Editora, 2013. RE FE RÊ N CI A S https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Resol-CFN-556.pdf https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Resol-CFN-556.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/int0005_11_12_2008.html#:~:text=Determina%20a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20%22LISTA,MEDICAMENTOS%20FITOTER%C3%81PICOS%20DE%20REGISTRO%20SIMPLIFICADO%22 https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=255837 https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=255837 _GoBack Diferença entre Suplementação Nutricional e Fitoterapia Definições - Suplementação Nutricional e Fitoterápicos Plantas medicinais, droga vegetal, chá medicinal, forma farmacêutica Cultivo, preparo do solo e medidas de controle de pragas e doenças das plantas medicinais Xaropes, tinturas, uso tópico, extratos, chás, emulsões e sucos Maceração, decocção, destilação e infusão Aplicações e eficácia: quando e como utilizar Prática diária do trabalho do nutricionista Conceitos em Fitoterapia Metabolismo das plantas Fundamentos da avaliação nutricional: ferramentas e métodos Planejamento dietético e prescrição nutricional: estratégias e considerações Intervenção nutricional e acompanhamentos: desafios e soluções Suplementos nutricionais e fitoterápicos Legislações importantes para atuação do Nutricionista na prática clínica Classificação das plantas medicinais Classificação das plantas Vantagens e aquisição da utilização das plantas medicinais Fundamentos da botânica medicinal: entendendo as plantas medicinais Principais categorias de plantas medicinais e seus usos terapêuticos Critérios de qualidade e segurança no uso de plantas medicinaispor meio de diferentes tipos de preparações, sempre utilizando substâncias de origem vegetal. Não esquecendo que a prática deve ser prescrita e orientada por um profissional habilitada. • Fitoterápicos: são medicamentos de origem vegetal, ou seja, extraídos de plantas. Sua segurança e eficácia se dá por meio de estudos e pesquisas científicas ou de evidências clínicas. Na prática clínica do nutricionista, deve-se observar os estudos e pesquisas científicas que avaliam a segurança na administração da terapia e, consequentemente, a eficácia do tratamento. Nunca esquecer de considerar a toxicidade e interação outras plantas e com os alimentos da dieta do paciente, observando sempre possíveis efeitos colaterais e reações que podem ser desencadeadas. Antes de você adotar o tratamento fitoterápico ao seu paciente, tenha segurança no tratamento que você oferecerá. Essa terapia aproxima o indivíduo do meio ambiente, ou seja, seu contato com a natureza. Portanto, o paciente deverá receber orientação clara e precisa sobre o tratamento fitoterápico que receberá, excluindo qualquer dúvida que ele possa ter. Atualmente, no Brasil, a população está cada vez mais aderindo ao tratamento fitoterápico como auxiliar na prevenção e 11SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 no alívio dos sintomas de algumas patologias; por ser uma prática alternativa em saúde mais acessível financeiramente do que o tratamento medicamentoso exclusivo. Outro fator que têm contribuído bastante para a população aderir a este tipo de tratamento é a dificuldade ao acesso de um sistema de saúde gratuito e com atendimento satisfatório. Isso tem ajudado a expansão do tratamento fitoterápico. IMPORTANTE O nutricionista, ao aderir ao tratamento fitoterápico, não deverá esquecer: o estado nutricional do paciente, os exames laboratoriais, medicações em uso e a anamnese alimentar. Esta deve ser rigorosa, com todos os dados clínicos, hábitos alimentares, alergias e intolerâncias alimentares, e hábitos intestinais. A avaliação do paciente deve ser detalhada, quanto mais informações, melhor serão os parâmetros para determinar o tratamento e a conduta fitoterápica utilizada. De acordo com o nível sociocultural do paciente atendido, você deverá usar ferramentas de linguagem que facilitem a conversa com ele para que se possa obter essas informações. Nesse sentido, a fitoterapia é o estudo e uso de plantas medicinais para prevenção e tratamento de doenças. Este campo tem suas raízes na medicina tradicional e é cada vez mais validado pela pesquisa científica moderna para seu uso em diversas condições de saúde. A fitoterapia utiliza o potencial terapêutico de diferentes partes das plantas - como folhas, flores, raízes, e sementes - seja em sua forma natural ou como extratos. Eles enfatizam que, embora seja uma prática milenar, a fitoterapia continua relevante, 12 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 especialmente na busca por tratamentos mais naturais e menos invasivos. IMPORTANTE A fitoterapia difere da farmacologia convencional, pois não se baseia em ingredientes ativos isolados, mas sim no efeito sinérgico de vários componentes presentes nas plantas. Este aspecto é crucial para entender tanto a eficácia quanto os desafios relacionados à padronização e controle de qualidade na fitoterapia. Além disso, a importância da fitoterapia como uma opção terapêutica complementar, que pode ser integrada com práticas médicas convencionais, sempre com a devida orientação de um profissional de saúde qualificado. É importante notar que, embora muitas plantas medicinais sejam seguras quando usadas adequadamente, algumas podem causar efeitos colaterais ou interagir com medicamentos convencionais, realçando a necessidade de uma abordagem cuidadosa e informada na sua utilização. Em relação à suplementação nutricional, destaca-se que os suplementos são frequentemente utilizados para atender às necessidades nutricionais específicas de diferentes grupos, como atletas, gestantes, idosos e indivíduos com restrições alimentares. Eles destacam que, para atletas, a suplementação pode ser essencial para a recuperação muscular e melhoria do desempenho. Já para os idosos, suplementos como vitamina D e cálcio são fundamentais na prevenção de osteoporose e outras condições relacionadas à idade. No campo da fitoterapia, seu uso é eficaz no tratamento de condições crônicas, como diabetes e hipertensão, por meio do uso de plantas como a Gymnema sylvestre e o Hibiscus sabdariffa, 13SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 respectivamente. Além disso, a fitoterapia é frequentemente utilizada em contextos de saúde mental, como no tratamento de ansiedade e insônia, com plantas como a Valeriana officinalis e a Passiflora incarnata. É crucial ressaltar que o uso de suplementos nutricionais e fitoterápicos seja feito sob orientação de profissionais de saúde, principalmente para evitar interações medicamentosas e garantir a eficácia e segurança dos tratamentos. Plantas medicinais, droga vegetal, chá medicinal, forma farmacêutica Podemos definir os termos plantas medicinais, droga vegetal, chá medicinal e forma farmacêutica da seguinte maneira: • Planta medicinal: vegetal utilizado in natura para finalidade terapêutica, colhida para uso imediato. • Droga vegetal: plantas e suas partes que são utilizadas após processo de coleta e secagem, que possuem substâncias terapêuticas. • Chá medicinal: droga vegetal usada após maceração, infusão ou decocção com fins terapêuticos. • Forma farmacêutica: estado final em que os princípios ativos podem se apresentar, como gomas, chás, xaropes, comprimidos, pós, cápsulas etc. Portanto, mediante avaliação escolha da conduta terapêutica a ser adotada, a administração fitoterápica poderá ser definida com maior precisão. 14 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Cultivo, preparo do solo e medidas de controle de pragas e doenças das plantas medicinais O cultivo correto das plantas medicinais é de suma importância para a qualidade da colheita do produto final. O solo deve ter água em abundância, exposição ao sol e, normalmente, são usados compostos orgânicos ou esterco para adubação. As raízes devem ter espaço entre si para crescer e se fixar saudável. O solo deve estar limpo e arado para formar canteiros e serem plantadas com espaçamento entre si. A adubação equilibrada desse solo é fundamental para que as plantas medicinais não sejam afetadas por pragas e doenças. Normalmente, as plantas medicinais são resistentes a esses desequilíbrios. Quando plantas da mesma espécie ocupam uma grande área plantada, elas possibilitam uma grande chance de doenças e pragas na plantação. É interessante fazer a combinação de plantas que associadas são benéficas no combate das pragas, colocando-as em canteiros próximos. Xaropes, tinturas, uso tópico, extratos, chás, emulsões e sucos • Xarope: aplica-se a planta ou a fruta em açúcar ou mel. Ferve-se a uma temperatura menor que 80º C. Depois, deve ser coado e armazenado em recipiente limpo. Deverá ser conservado em geladeira. • Tinturas: são extraídas de uma planta ou de uma mistura de plantas com a ação do álcool. Devem ser maceradas e colocadas com álcool 60º G.L. em recipiente limpo. Deixar armazenada em temperatura ambiente. 15SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 • Uso tópico: podem ser prescritas de três formas, de acordo com o objetivo: pomadas, gel e cremes. A concentração delas será determinada de acordo com a finalidade terapêutica. • Extratos: dependendo da finalidade terapêutica são extraídos do princípio ativo das plantas medicinais. • Chás: são extraídos a partir das folhas, flores, frutos, raízes ou cascas não tóxicas das plantas medicinais. É uma das bebidas mais consumidas mundialmente. Pode serconsiderado um alimento funcional. • Emulsões: são preparados para usar-se interna ou externamente. É variável na consistência. • Sucos: são utilizadas partes das plantas medicinais não tóxicas, adoçadas ou não, misturadas a algum líquido não alcoólico (normalmente água). IMPORTANTE Vale lembrar que os estudos científicos relacionados à Fitoterapia devem ser sempre acompanhados; buscando atualização e aperfeiçoamento frente às novas descobertas. Para isso, esteja sempre atento a materiais sérios e de credibilidade para que você possa ter condutas profissionais assertivas. Maceração, decocção, destilação e infusão • Maceração: tipo de extração em que a planta fica em repouso em líquido (água destilada, álcool de cereais, óleos e vinhos). Como exemplo temos azeites e vinagres aromatizados. • Decocção: manter a planta por um período em contato com água em ebulição (na maioria das vezes), tendo 16 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 como produto final uma solução. Como exemplo temos os chás. • Destilação: é uma forma de separar duas ou mais substâncias poe meio do-vapor, como exemplos temos os óleos essenciais, muito utilizados na aromaterapia. • Infusão: consiste na técnica de extração, jogando água fervente sobre a planta medicinal. Como exemplo, temos os chás de infusão. Aplicações e eficácia: quando e como utilizar Ao discorrer sobre os critérios para a suplementação nutricional, é essencial reconhecer que a necessidade de suplementos varia significativamente entre indivíduos. A decisão de suplementar deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa das necessidades nutricionais individuais, levando em conta fatores como idade, sexo, estado de saúde, dieta habitual e estilo de vida. EXEMPLO As deficiências nutricionais específicas são um dos principais motivos para a suplementação. Por exemplo, a deficiência de ferro, comum em mulheres em idade fértil, pode necessitar de suplementação para prevenir anemia. Da mesma forma, a vitamina D, crucial para a saúde óssea, pode necessitar de suplementação em idosos ou em pessoas com exposição solar limitada. Além disso, há situações especiais em que a suplementação nutricional se faz mais presente. Atletas podem requerer suplementos para otimizar o desempenho e a recuperação 17SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 muscular. Em contraste, gestantes podem precisar de suplementos como ácido fólico e ferro para garantir a saúde tanto da mãe quanto do bebê. O profissional de saúde é importante no processo de suplementação, pois eles alertam que a automedicação e o uso inadequado de suplementos podem levar a efeitos adversos, como toxicidade ou interações medicamentosas. Avançando na discussão sobre a eficácia da suplementação nutricional, é crucial entender que os benefícios dos suplementos dependem de vários fatores, incluindo a adequação à necessidade individual, a qualidade do suplemento e a adesão às recomendações de uso. Neste contexto, a eficácia da suplementação é maximizada quando direcionada a deficiências nutricionais específicas diagnosticadas, como a suplementação de ferro em casos de anemia ferropriva. Os suplementos no contexto esportivo são eficientes, porque demonstram que a suplementação de proteínas, creatina e beta-alanina pode melhorar o desempenho e a recuperação muscular em atletas. Contudo, eles ressaltam a importância de uma abordagem individualizada, considerando as demandas específicas de cada esporte e as características individuais do atleta. No que diz respeito à população geral, é importante destacar que suplementos como ômega-3, vitaminas do complexo B e antioxidantes podem desempenhar um papel significativo na manutenção da saúde e na prevenção de doenças crônicas. Eles, no entanto, enfatizam que a suplementação deve ser vista como um complemento a uma dieta saudável e balanceada, e não como um substituto para ela. 18 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Finalmente, a importância da qualidade e pureza dos suplementos para sua eficácia. Eles alertam sobre o mercado de suplementos não regulamentados, que pode levar a produtos de baixa qualidade ou com dosagens inapropriadas. Ao abordar os critérios para a utilização da fitoterapia, é fundamental reconhecer a importância de uma abordagem baseada em conhecimento e prudência. A fitoterapia deve ser considerada quando existe uma indicação clara para o uso de plantas medicinais, baseada em evidências de sua eficácia e segurança. Eles apontam que, enquanto muitas plantas possuem propriedades terapêuticas comprovadas, a escolha deve ser guiada por um conhecimento profundo de suas indicações, doses e possíveis efeitos colaterais. Além disso, a fitoterapia deve ser considerada levando-se em conta as preferências individuais e as práticas culturais. Eles apontam que muitas comunidades têm um longo histórico de uso de plantas medicinais, e este conhecimento tradicional pode ser uma fonte valiosa na escolha dos fitoterápicas. Finalmente, a utilização de fitoterápicos deve sempre ser orientada por um profissional de saúde qualificado. Isso é crucial, não apenas para garantir a eficácia, mas também para prevenir interações medicamentosas e outros riscos associados ao uso inadequado de plantas medicinais. Ao explorar a eficácia da fitoterapia, é essencial considerar a crescente base de evidências científicas que apoiam seu uso em diversas condições de saúde. A eficácia da fitoterapia é frequentemente atribuída aos compostos bioativos presentes nas plantas, que podem exercer efeitos terapêuticos específicos. Cita-se, por exemplo, a eficácia do ginkgo biloba na melhoria da cognição e da memória em idosos. 19SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Ademais, há eficácia de diversas plantas medicinais no tratamento de condições inflamatórias e dolorosas, como a artrite. A cúrcuma, com seu composto ativo curcumina, tem demonstrado resultados promissores como um anti-inflamatório natural. Em relação às doenças crônicas, o uso de plantas medicinais no manejo da diabetes, pode reduzir os níveis de glicose no sangue. Contudo, é fundamental observar que a eficácia da fitoterapia também depende da qualidade e da padronização dos produtos fitoterápicos. Alerta-se que variações na concentração dos compostos ativos das plantas podem afetar significativamente os resultados terapêuticos. 20 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 RESUMINDO E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a suplementação nu- tricional e a fitoterapia, embora possam parecer similares em sua intenção de promover saúde e bem-estar, são fundamentalmente distintas em suas abordagens e aplicações. Na suplementação nutricional, vimos como ela se concentra em com- plementar a dieta com nutrientes específicos, como vitaminas, minerais e aminoácidos, especialmente em situações em que há deficiências nutricionais ou necessidades aumentadas, como em atletas ou idosos. Compreendemos a importância de uma abordagem individualizada, baseada em diagnós- ticos específicos e orientação de profissionais de saúde, para maximizar os benefícios e evitar riscos, como a toxicidade ou interações medicamentosas. Por outro lado, na fitoterapia, exploramos seu uso de plantas e extratos naturais para tratar, prevenir ou aliviar condições de saúde. Aprendemos sobre a importância dos compostos bioativos das plantas e como eles podem oferecer benefícios terapêuti- cos, destacando a necessidade de padronização e controle de qualidade dos produtos fitoterápicos. Vimos também como a fitoterapia pode ser inte- grada a práticas médicas convencionais, sempre com a orientação de profissionaisqualificados. Assim, este capítulo proporcionou uma visão clara das diferenças entre suplementação nutricional e fitoterapia, tanto em termos de conceitos funda- mentais quanto em suas aplicações e eficácia. Com essa compreensão, esperamos que você esteja agora mais preparado para abordar essas práticas de maneira informada e responsável em sua jorna- da rumo a uma saúde otimizada. 21SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Prática diária do trabalho do nutricionista OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona o núcleo das práticas diárias de um nutricionista. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram aplicar estratégias de nutrição sem a devida instrução, tiveram problemas ao enfrentar desafios complexos de saúde e nutrição, como a inadequação de dietas e a falha em atender às necessidades nutricionais específicas de cada indivíduo. E, então, motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! Conceitos em Fitoterapia Você irá, a partir de agora, ter contato com alguns conceitos usados na prática clínica da Fitoterapia, utilizados com frequência: • Droga vegetal: planta medicinal, ou partes dela, utilizadas na preparação de medicamentos naturais, por meio de processos específicos. • Medicamento fitoterápico: medicamento extraído a partir de técnicas próprias com matéria-prima de origem vegetal. • Matéria-prima vegetal: planta fresca ou droga vegetal utilizadas no preparo de chás, sucos, tinturas, extratos etc. • Medicamento fitoterápico tradicional: feito por meio de técnicas tradicionais milenares e elaborado a partir de plantas medicinais. 22 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 • Medicamento fitoterápico similar: plantas medicinais que contêm o mesmo princípio ativo; ambas podem ser utilizadas para o preparo medicamentoso com a mesma finalidade e eficácia. • Planta medicinal: plantas que têm substâncias terapêuticas, que podem ser utilizadas com finalidade medicamentosa. Metabolismo das plantas Metabolismo é o conjunto de reações químicas que ocorrem nas células de maneira constante. Essas reações enzimáticas podem ser de biotransformação, catabólicas e anabólicas. O processo metabólico tem como objetivo adquirir os nutrientes essenciais para que as células obtenham energia (ATP), sintetizem compostos vitais para a sobrevivência (como carboidratos, lipídios e proteínas) e gerem poder redutor (NADPH). Existem dois tipos de metabolismo das células vegetais: o primário e o secundário. O metabolismo primário se refere no processo vital das plantas de forma direta. Corresponde às reações de respiração celular e fotossíntese. Esses processos têm como resultado as seguintes substâncias: celulose, lignina, carboidratos, proteínas e lipídeos. Já o metabolismo secundário é caracterizado pela biossíntese de micromoléculas de complexidade estrutural. São produzidas substâncias específicas pela célula vegetal que têm propriedades utilizadas de forma específica na Fitoterapia e também na Nutrição Funcional. 23SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 O metabolismo secundário das células vegetais, produzem substâncias conhecidas como fitoquímicos que apresentam as seguintes ações: • Oxigenas – estimulam o apetite. • Diuréticas – aumentam o volume de urina, podendo ser com ou sem a eliminação de eletrólitos. • Eméticas – estimulam o vômito. • Expectorante – estimulam ao saída de secreções das vias aéreas. • Coleréticas – aumentam a eliminação da bile. • Calmantes – agem como ansiolíticos e diminuem o estresse mental. • Depurativas – aumentam a eliminação de toxinas. • Adstringente – anti-inflamatória e cicatrizante. • Emagogas – regulam o fluxo menstrual. • Carminativas – diminuem a formação de gases. • Laxativas – aceleram o peristaltismo intestinal. • Antidiarréicas – controlam a eliminação de água. • Antissépticas – diminuição da ação dos micro- organismos. • Antirreumáticas – diminui o ácido úrico, o reumatismo e a gota. 24 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Fundamentos da avaliação nutricional: ferramentas e métodos A avaliação nutricional é um pilar fundamental na prática do nutricionista, sendo a base sobre a qual todas as intervenções nutricionais são construídas. A avaliação nutricional é um processo abrangente que visa identificar o estado nutricional do indivíduo, utilizando uma variedade de ferramentas e métodos. Esta etapa inicial é crucial para o desenvolvimento de planos de tratamento personalizados e eficazes, adaptados às necessidades específicas de cada paciente. IMPORTANTE A avaliação nutricional inclui a coleta de dados detalhados sobre a ingestão alimentar, hábitos de vida, histórico de saúde, além de medidas físicas e exames bioquímicos. Essas informações fornecem uma visão completa não apenas das necessidades nutricionais do indivíduo, mas também dos possíveis desafios que ele pode enfrentar ao adotar mudanças dietéticas. Além disso, a avaliação nutricional não é um processo estático, mas sim dinâmico. Os nutricionistas devem estar preparados para adaptar continuamente seus planos de tratamento com base no progresso do paciente e em quaisquer mudanças em seu estado de saúde ou estilo de vida. Também é importante destacar o histórico alimentar e dietético na avaliação nutricional, é importante reconhecer este como um dos pilares fundamentais na prática do nutricionista. O histórico alimentar e dietético oferece uma visão detalhada sobre os padrões de consumo alimentar do indivíduo, sendo essencial 25SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 para identificar hábitos saudáveis e áreas que necessitam de melhoria. A coleta de histórico alimentar deve ser abrangente, incluindo a frequência, tipos e quantidades de alimentos consumidos. Eles ressaltam a importância de considerar fatores culturais, econômicos e sociais que influenciam as escolhas alimentares. Técnicas como o recordatório de 24 horas e diários alimentares são frequentemente empregadas para obter informações detalhadas sobre a ingestão alimentar do paciente. Além disso, é vital avaliar a qualidade da dieta, não apenas a quantidade. Isso inclui uma análise dos tipos de nutrientes consumidos, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, e sua adequação em relação às necessidades nutricionais do indivíduo. A avaliação do histórico dietético também deve incluir a compreensão das preferências alimentares, intolerâncias, alergias e quaisquer restrições. Essas informações são cruciais para o desenvolvimento de um plano nutricional que seja não apenas eficaz, mas também adaptado e aceitável para o paciente. Continuando a discussão sobre a avaliação nutricional, as medidas antropométricas representam um componente crucial dessa avaliação. Essas medidas são fundamentais para avaliar a composição corporal, o estado nutricional e o risco de doenças relacionadas à nutrição. A importância das medidas antropométricas, como peso, altura, índice de massa corporal (IMC), circunferências (como a circunferência da cintura e do quadril) e a relação cintura-quadril, na avaliação do risco de doenças crônicas não transmissíveis. Estas medidas fornecem informações valiosas sobre o equilíbrio energético e a distribuição de gordura corporal. 26 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Ademais, medidas específicas, como a espessura de dobras cutâneas, podem ser usadas para estimar a composição corporal, incluindo a quantidade de massa gorda e massa magra. Esta informação é particularmente útil na avaliação de atletas ou indivíduos em programas de perda de peso ou ganho de massa muscular. Outro aspecto importante é a avaliação antropométrica em populações especiais, como crianças, idosos e gestantes.Nesses casos, as medidas ajudam a monitorar o crescimento, o desenvolvimento e as necessidades nutricionais específicas desses grupos. A avaliação do estado de saúde e estilo de vida é um aspecto fundamental. Este componente da avaliação nutricional vai além da análise de dietas e medidas corporais, abrangendo a saúde geral e os hábitos de vida do indivíduo, que são essenciais para compreender o contexto completo de suas necessidades nutricionais. A avaliação do estado de saúde inclui a análise do histórico médico do paciente, incluindo quaisquer condições crônicas, medicamentos utilizados e histórico familiar de doenças. Esta avaliação ajuda a identificar fatores de risco nutricionais específicos e possíveis interações entre dieta, medicamentos e condições de saúde. Além disso, o estilo de vida do paciente, incluindo níveis de atividade física, hábitos de sono, estresse e comportamentos sociais, também desempenha um papel crucial na avaliação nutricional. Esses fatores podem afetar diretamente as necessidades nutricionais, as escolhas alimentares e a capacidade de aderir a recomendações dietéticas. 27SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 EXEMPLO Um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco de obesidade e doenças relacionadas, enquanto altos níveis de estresse podem afetar o apetite e o metabolismo. É importante que os nutricionistas integrem esta compreensão em seus planos de intervenção nutricional para abordar eficazmente os desafios individuais de saúde e estilo de vida. Planejamento dietético e prescrição nutricional: estratégias e considerações O planejamento dietético e a prescrição nutricional são etapas cruciais no processo de intervenção nutricional, em que o conhecimento técnico do nutricionista é aplicado para atender às necessidades individuais de cada paciente. O planejamento dietético envolve a criação de um regime alimentar personalizado que não só atende aos requisitos nutricionais do indivíduo, mas também considera suas preferências alimentares, estilo de vida, condições de saúde e metas pessoais. IMPORTANTE Um plano dietético eficaz deve ser equilibrado, variado e realista, promovendo a adesão a longo prazo e evitando restrições desnecessárias que podem levar a deficiências nutricionais ou desordens alimentares. O plano deve ser flexível o suficiente para se adaptar às mudanças nas necessidades e preferências do paciente ao longo do tempo. Ainda na temática da elaboração de planos dietéticos personalizados, é essencial reconhecer que cada indivíduo tem 28 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 necessidades nutricionais únicas que devem ser cuidadosamente consideradas. A personalização do plano dietético começa com uma compreensão detalhada do perfil nutricional do paciente, incluindo suas necessidades energéticas e de macro e micronutrientes. Esta abordagem assegura que o plano seja não apenas nutricionalmente adequado, mas também alinhado às metas de saúde específicas do paciente. A adesão ao plano dietético é significativamente maior quando as preferências individuais são respeitadas. Incluir alimentos que o paciente gosta e considerar seu estilo de vida cotidiano, como horários de trabalho e disponibilidade para cozinhar, são aspectos cruciais para o sucesso do plano. VOCÊ SABIA? A educação nutricional desempenha um papel fundamental na elaboração de planos dietéticos personalizados. Educar os pacientes sobre a importância de uma alimentação balanceada e como fazer escolhas alimentares saudáveis é essencial para promover mudanças duradouras nos hábitos alimentares. Quanto a prescrição nutricional e suplementação é ainda importante destacar que, em muitos casos, a dieta por si só pode não ser suficiente para atender a todas as necessidades nutricionais de um indivíduo. Aqui, a prescrição de suplementos nutricionais pode desempenhar um papel fundamental. A suplementação é frequentemente necessária em casos de deficiências nutricionais, restrições dietéticas severas, ou condições específicas que aumentam as demandas nutricionais. A escolha de suplementos deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa das necessidades individuais e da evidência científica disponível sobre a eficácia e segurança dos suplementos. Eles destacam a importância de considerar a biodisponibilidade 29SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 dos nutrientes nos suplementos e a possível interação com medicamentos que o paciente possa estar utilizando. Além disso, a prescrição nutricional deve ser constantemente avaliada e ajustada, conforme as necessidades do paciente evoluem. É fundamental monitorar a resposta do paciente à suplementação e fazer ajustes conforme necessário, seja para evitar excessos nutricionais ou para otimizar a eficácia do plano de tratamento. No que se refere as estratégias para promoção da adesão ao plano dietético, a adesão do paciente ao plano dietético proposto é um elemento chave para o sucesso de qualquer intervenção nutricional. A adesão é muitas vezes o maior desafio enfrentado pelos nutricionistas, pois envolve a mudança de hábitos alimentares de longa data e a adoção de novos comportamentos. Uma das estratégias cruciais para promovê-la é a educação nutricional. Fornecer aos pacientes informações claras sobre os benefícios de uma alimentação saudável, e como isso se relaciona com suas condições de saúde e objetivos, é fundamental para aumentar a motivação e o engajamento. Além disso, é fundamental a personalização do plano dietético, considerando as preferências e o estilo de vida do paciente. Planos dietéticos que são muito restritivos ou que não consideram as preferências alimentares do indivíduo são menos propensos a serem seguidos a longo prazo. Outra abordagem eficaz envolve técnicas de motivação e aconselhamento nutricional. Estabelecer metas realistas, fornecer feedback positivo e utilizar técnicas de mudança de comportamento pode significativamente melhorar a adesão ao plano dietético. 30 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Intervenção nutricional e acompanhamentos: desafios e soluções É crucial reconhecer e abordar os obstáculos que podem surgir no caminho para uma nutrição eficaz. Um dos principais desafios na implementação de planos nutricionais é a resistência à mudança por parte dos pacientes. Mudar hábitos alimentares estabelecidos pode ser difícil, especialmente quando estão profundamente enraizados na rotina diária ou na cultura do indivíduo. Para superar esse desafio, o uso de técnicas de aconselhamento motivacional, que envolvem trabalhar com o paciente para identificar motivações internas para a mudança e estabelecer metas realistas e alcançáveis podem aumentar significativamente a adesão e o comprometimento do paciente com o plano nutricional. Outro desafio comum é o enfrentamento de barreiras logísticas e de recursos. Pacientes podem enfrentar dificuldades, como acesso limitado a alimentos saudáveis ou falta de tempo para preparar refeições. Nesses casos, os nutricionistas devem ser criativos e adaptáveis, oferecendo soluções práticas que se encaixem na vida do paciente, como sugestões de refeições rápidas e saudáveis ou orientações para escolhas alimentares inteligentes em restaurantes. O monitoramento e acompanhamento do progresso do paciente são etapas fundamentais para garantir o sucesso do plano nutricional. O monitoramento contínuo permite que os nutricionistas avaliem a eficácia das recomendações dietéticas 31SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 e façam ajustes conforme necessário, garantindo que o plano permaneça alinhado com as necessidades e objetivos do paciente. A importância do acompanhamento regular está na capacidade de identificar e abordar precocemente quaisquer dificuldades ou obstáculos que o paciente possa enfrentar. Issonão só ajuda a manter o paciente no caminho certo, mas também fortalece a relação terapêutica e o apoio contínuo. Além disso, a tecnologia tem um papel crescente no monitoramento do progresso dos pacientes. O uso de aplicativos móveis e plataformas online para rastrear a ingestão alimentar, atividade física e outros indicadores de saúde. Essas ferramentas permitem uma comunicação mais frequente e detalhada entre o nutricionista e o paciente, facilitando ajustes mais rápidos e eficazes no plano nutricional. Enfrentar e gerenciar a não adesão ao plano dietético é um aspecto crítico na prática nutricional. A não adesão pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo falta de motivação, barreiras práticas, dificuldades emocionais ou falta de compreensão sobre a importância do plano nutricional. Para lidar com a não adesão, é essencial que os nutricionistas empreguem uma abordagem empática e individualizada. Isso envolve discutir abertamente as dificuldades enfrentadas pelo paciente e trabalhar em conjunto para encontrar soluções práticas. Além disso, a reavaliação contínua do plano nutricional é crucial. À medida que as circunstâncias e necessidades do paciente mudam, o plano nutricional deve ser adaptado para se manter relevante e eficaz. Isso inclui ajustar as recomendações dietéticas, redefinir metas e, se necessário, introduzir novas estratégias para melhorar a adesão. 32 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 O desenvolvimento de habilidades de comunicação é eficaz no contexto da nutrição, pois é fundamental reconhecer que a maneira como os nutricionistas se comunicam com seus pacientes tem um impacto significativo no sucesso das intervenções nutricionais. As habilidades de comunicação eficaz são essenciais para estabelecer uma relação de confiança com o paciente, essencial para facilitar a troca de informações e o engajamento do paciente no processo de mudança. A comunicação eficaz vai além de simplesmente transmitir informações; ela envolve escuta ativa, empatia e a habilidade de adaptar a mensagem às necessidades e compreensão do paciente. A clareza na comunicação é crucial. Os nutricionistas devem ser capazes de explicar conceitos nutricionais complexos de uma maneira que seja fácil de entender, evitando jargões técnicos que possam confundir ou intimidar os pacientes. Isso é particularmente importante quando se discute a necessidade de mudanças dietéticas ou a introdução de novos alimentos ou padrões alimentares. 33SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 RESUMINDO E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que os principais conceitos utilizados pelos profissionais na prática diária do trabalho do nutricionista são multifacetados e essenciais para o sucesso de qualquer intervenção nutricional. Sobre os fundamentos da avaliação nutricional: ferramentas e métodos, exploramos como uma avaliação nutricional eficaz é a base para entender as necessidades específicas de cada paciente. Aprendemos sobre a importância de coletar um histórico alimentar detalhado, realizar avaliações antropométricas precisas e entender o impacto do estilo de vida e do estado de saúde na nutrição. Em planejamento dietético e prescrição nutricional: estratégias e considerações, vimos como a criação de um plano dietético personalizado e a prescrição de suplementos, quando necessários, requerem um equilíbrio cuidadoso entre as necessidades, preferências e metas do paciente. Discutimos como a adaptabilidade e a personalização são fundamentais para a eficácia do plano nutricional. Por fim, quanto a intervenção nutricional e acompanhamento: desafios e soluções, abordamos os desafios comuns na implementação e no acompanhamento de planos nutricionais. Vimos a importância do monitoramento contínuo, a necessidade de abordagens empáticas para lidar com a não adesão e o papel crucial da comunicação eficaz para garantir uma intervenção bem- sucedida e sustentável. Ao compreender e aplicar esses conceitos na prática diária, você estará bem equipado para realizar intervenções nutricionais efetivas, adaptativas e sensíveis às necessidades individuais de cada paciente. 34 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Suplementos nutricionais e fitoterápicos OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funcionam as legislações que determinam a atuação do nutricionista na prescrição e orientação de suplementos nutricionais e fitoterápicos. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram prescrever ou aconselhar sobre estes produtos sem a devida instrução tiveram problemas ao enfrentar questões legais e éticas, além de possivelmente comprometer a segurança e o bem-estar dos pacientes. E, então, motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! Legislações importantes para atuação do Nutricionista na prática clínica • Resolução CFN n.º 525/2013 – regulamenta a prática da Fitoterapia pelo profissional Nutricionista, atribuindo competências para a prescrição de fitoterápicos como terapia complementar na prescrição dietética outras providências. • Resolução CFN n.º 556/2015 – altera a RDC n.º 525/2013, acrescentando disposições que regulamentam a prática da Fitoterapia para o nutricionista como terapia complementar na prescrição dietética. Dessas RDCs, ressaltamos a importância para o exercício profissional do nutricionista, enfocando dois artigos: 35SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Artigo 3º. É permitida a competência para a prescrição de drogas vegetais e plantas medicinais ao nutricionista sem especialização em Fitoterapia; sendo que, para prescrever fitoterápicos e fórmulas magistrais, somente a atribuição é permitida ao nutricionista com título de especialista ou certificado de pós- graduação lato sensu na área de Fitoterapia. O Bacharel em Nutrição está apto a prescrever plantas medicinais na sua forma natural, droga vegetal como chás medicinais (maceração, infusão e decocção). Já o nutricionista com certificado de especialista ou pós- graduado em Fitoterapia é permitido a atribuição de incluir nas prescrições fitoterápicos e fórmulas magistrais (preparadas em farmácias de manipulação com acompanhamento farmacêutico); juntamente com a prescrição de plantas medicinais in natura e chás com função medicinal. Artigo 5º. Todas as prescrições de plantas medicinais deverão ser feitas de forma legível, atentando-se para alguns itens fundamentais como: o nome do paciente, data do atendimento e da prescrição, identificação do profissional que prescreve, como nome, CRN, carimbo, endereço para contato, telefone ou e-mail para contato, assinatura. Quanto as informações dos suplementos prescritos, a receita deverá conter as seguintes especificações: parte da planta utilizada, forma de utilização e modo de preparo, nomenclatura botânica (pode-se utilizar o nome popular da planta) e, por último, acrescentar o modo de uso e a posologia (horário para administração, dose e tempo de uso do suplemento). 36 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Tendo conhecimento das leis vigentes em relação à atribuição profissional para a prescrição dos fitoterápicos, lembre- se de seguir as normas estabelecidas pelo conselho da profissão, atentando-se para possíveis alterações ou execução de novas diretrizes para evitar o descumprimento da legislação profissional e, posteriormente, punição pela falha na conduta do exercício profissional. Instrução Normativa n.º 5, de 11 de dezembro de 2008 As atualizações feitas na lista de fitoterápicos de registro simplificado permitem que as plantas sejam divididas entre aquelas quepossuem eficácia e segurança comprovada por meio de estudos clínicos, e as demais que são apenas popularmente conhecidas. A lista de fitoterápicos existe na ANVISA desde o ano de 2000, sendo essa sua 4ª atualização. Quadro 1.1 - Medicamentos fitoterápicos versus produtos fitoterápicos tradicionais Medicamentos Fitoterápicos Tradicionais Produtos Fitoterápicos Devem ser registrados pela ANVISA apresentando resultados de estudos clínicos que comprovem a segurança e a eficácia deles. São produtos usados pela população com comprovação de eficácia Fonte: Elaborado pela autoria (2023). 37SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Quadro 1.2 - Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado Nomenclatura botânica Aesculus hippocastanum L. 1 Nome popular Castanha da Índia Parte usada Sementes Padronização/Marcador Escina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Fragilidade capilar, insuficiência venosa Dose Diária 32 a 120 mg de escina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Allium sativum L. 2 Nome popular Alho Parte usada Bulbo Padronização/Marcador Alicina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura/óleo Indicações/ Ações terapêuticas Coadjuvante no tratamento da hiperlipide- mia e hipertensão arterial leve, auxiliar na prevenção da aterosclerose Dose Diária 2,7 a 4,1 mg de alicina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica 38 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Aloe vera (L.) Burm f. 3 Nome popular Babosa ou áloe Parte usada Gel mucilaginoso das folhas Padronização/Marcador Polissacarídeos totais Derivado de droga vegetal Extrato obtido do gel Indicações/ Ações terapêuticas Cicatrizante nas lesões provocadas por quei- maduras térmicas (1° e 2º graus) e radiação Concentração da forma farmacêutica 0,03 a 0,2 mg de polissacarídeos totais por 100 mg Via de Administração Tópica Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Arctostaphylos uva-ursi Spreng. 4 Nome popular Uva-ursi Parte usada Folha Padronização/Marcador Derivados de hidroquinonas expressos em arbutina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Infecções do trato urinário Dose Diária 400 a 840 mg de derivados de hidroquino- nas expressos em arbutina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica. Não utilizar continuamente por mais de uma semana nem por mais de cinco semanas/ano. Não usar em crianças com menos de 12 anos. 39SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Arnica montana L. 5 Nome popular Arnica Parte usada Capítulo floral Padronização/Marcador Lactonas sesquiterpênicas totais expressas em helenalina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Equimoses, hematomas e contusões Concentração da forma farmacêutica 0,16 a 0,20 mg de lactonas sesquiterpênicas totais expressas em helenalina por grama ou 0,08 mg de lactonas sesquiterpênicas totais expressas em he lenalina por ml Via de Administração Tópica Restrição de uso Venda sem prescrição médica. Não usar em ferimentos abertos Nomenclatura botânica Calendula officinalis L. 6 Nome popular Calêndula Parte usada Flores Padronização/Marcador Flavonóides totais expressos em hiperosí- deos; Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Cicatrizante, antiinflamatório Concentração da forma farmacêutica 1,6 a 5,0 mg de flavonóides totais expressos em hiperosídeos por 100 g ou 0,8 a 1,0 mg de flavonóides totais expressos em hipero- sídeos por ml Via de Administração Tópica Restrição de uso Venda sem prescrição médica 40 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Centella asiatica (L.) Urban, 7 Nome popular Centela, Centela-asiática Parte usada Partes aéreas Padronização/Marcador Derivados triterpênicos totais expressos em asiaticosídeo Derivado de droga vegetal Extratos Indicações/ Ações terapêuticas Insuficiência venosa dos membros inferiores Dose Diária 6,6 a 13,6 mg de derivados triterpênicos totais expressos em asiaticosídeo Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. 8 Nome popular Cimicífuga Parte usada Raiz ou rizoma Padronização/Marcador Glicosídeos triterpênicos expressos em 26-deoxiacteína Derivado de droga vegetal Extratos Indicações/ Ações terapêuticas Sintomas do climatério Dose Diária 2 a 7 mg de glicosídeos triterpênicos ex- pressos em 26-deoxiacteína Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica 41SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Cynara scolymus L. 9 Nome popular Alcachofra Parte usada Folhas Padronização/Marcador Derivados do ácido cafeoilquínico expressos em ácido clorogênico Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Colerético, colagogo Dose Diária 7,5 a 12,5 mg de derivados do ácido cafeoilquí- nico expressos em ácido clorogênico Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Echinacea purpurea Moench 10 Nome popular Equinácea Parte usada Partes aéreas floridas Padronização/Marcador Fenóis totais expressos em ácido caftárico, ácido chicórico, ácido clorogênico e equina- cosídeo Derivado de droga vegetal Extratos Indicações/ Ações terapêuticas Preventivo e coadjuvante na terapia de resfriados e infecções do trato respiratório e urinário Dose Diária 13 a 36 mg de fenóis totais expressos em ácido caftárico, ácido chicórico, ácido cloro- gênico e equinacosídeo Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica 42 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Eucalyptus globulus Labill. 11 Nome popular Eucalipto Parte usada Folhas Padronização/Marcador Cineol Derivado de droga vegetal Óleo essencial/extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Anti-séptico e antibacteriano das vias aé- reas superiores, expectorante Dose Diária 14 a 42,5 mg de cineol Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Ginkgo biloba L. 12 Nome popular Ginkgo Parte usada Folhas Padronização/Marcador Ginkgoflavonóides (22 a 27%), determinados como quercetina, kaempferol e isorhamneti- na; e terpenolactonas (5 a 7%), determinadas como ginkgolídeos A, B, C, J e bilobalídeos Derivado de droga vegetal Extratos Indicações/ Ações terapêuticas Vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes de distúrbios circulatórios; distúrbios circu- latórios periféricos (claudicação intermiten- te), insuficiência vascular cerebral Dose Diária 26,4 a 64,8 mg de ginkgoflavonóides e 6 a 16,8 mg de terpenolactonas Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica 43SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Glycyrrhiza glabra L. 13 Nome popular Alcaçuz Parte usada Raízes Padronização/Marcador Ácido glicirrizínico Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Expectorante, coadjuvante no tratamento de úlceras gástricas e duodenais Dose Diária 60 a 200 mg de ácido glicirrizínico (expec- torante); 200 a 600 mg de ácido glicirrizínico (úlceras gástricas e duodenais) Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica. Não utilizar continuamente por mais de seis semanas sem acompanhamento médico. Nomenclatura botânica Hamamelis virginiana L. 14 Nome popular Hamamélis Parte usada Folhas Padronização/Marcador Taninos Derivado de droga vegetal Extrato/tintura Indicações/Ações terapêuticas Uso interno: hemorróidas Uso tópico: he- morróidas externas, equimoses Concentração da forma farmacêutica 0,35 a 1,0 mg de taninos por 100 mg ou 3,5 a 10 mg de taninos por ml Via de Administração Tópica e interna Restrição de uso Venda sem prescrição médica 44 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Hypericum perforatum L. 15 Nome popular Hipérico Parte usada Partes aéreas Padronização/Marcador Hipericinas totais expressas em hipericina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Estados depressivos leves a moderados Dose Diária 0,9 a 2,7 mg hipericinas totais expressas em hipericina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica Nomenclatura botânica Matricaria recutita L. 16 Nome popular Camomila Parte usada Capítulos florais Padronização/Marcador Apigenina -7- glicosídeo Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Uso oral: antiespasmódico intestinal, dispepsias funcionais Uso tópico: antinnflamatório Dose Diária Uso oral: 4 a 24 mg de apigenina -7- glico- sídeo Concentração da forma farmacêutica Uso tópico: 0,009 a 0,03 mg de apigenina 7-glicosídeo por 100 mg ou 0,015 mg de apigenina 7-glicosídeo por ml Via de Administração Oral e tópica, tintura apenas tópica Restrição de uso Venda sem prescrição médica 45SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss. 17 Nome popular Espinheira-Santa Parte usada Folhas Padronização/Marcador Taninos totais Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Dispepsias, coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera gastroduodenal Dose Diária 60 a 90 mg taninos totais Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Melissa officinalis L. 18 Nome popular Melissa, Erva-cidreira Parte usada Folhas Padronização/Marcador Ácidos hidroxicinâmicos expressos em áci- do rosmarínico Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Carminativo, antiespasmódico, ansiolítico leve Dose Diária 60 a 180 mg de ácidos hidroxicinâmicos expressos em ácido rosmarínico Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica 46 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Mentha piperita L. 19 Nome popular Hortelã-pimenta Parte usada Folhas Padronização/Marcador 30% a 55% de mentol e 14% a 32% de men- tona Derivado de droga vegetal Óleo essencial Indicações/ Ações terapêuticas Carminativo, antiespasmódico intestinal, expectorante Dose Diária 60 a 440 mg de mentol e 28 a 256 mg de mentona. Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Mikania glomerata Sprengl. 20 Nome popular Guaco Parte usada Folhas Padronização/Marcador Cumarina Derivado de droga vegetal Extrato/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Expectorante, broncodilatador Dose Diária 0,5 a 5 mg de cumarina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica 47SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Panax ginseng C. A. Mey. 21 Nome popular Ginseng Parte usada Raiz Padronização/Marcador Ginsenosídeos totais (Rb1, Rg1) Derivado de droga vegetal Extratos, tintura Indicações/ Ações terapêuticas Estado de fadiga física e mental, adaptóge- no Dose Diária 5 a 30 mg de ginsenosídeos totais (Rb1, Rg1) Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica. Utilizar por no máximo três meses. Nomenclatura botânica Passiflora incarnata L. 22 Nome popular Maracujá, Passiflora Parte usada Partes aéreas Padronização/Marcador Flavonóides totais expressos em vitexina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Ansiolítico leve Dose Diária 20 a 64 mg de flavonóides totais expressos em vitexina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica 48 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Paullinia cupana H.B.&K. 23 Nome popular Guaraná Parte usada Sementes Padronização/Marcador Trimetilxantinas (cafeína) Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Psicoestimulante/astenia Dose Diária 15 a 70 mg de trimetilxantinas (cafeína) Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Peumus boldus Molina 24 Nome popular Boldo, Boldo-do-Chile Parte usada Folhas Padronização/Marcador Alcalóides totais expressos em boldina Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Colagogo, colerético, dispepsias funcionais, distúrbios gastrointestinais espásticos Dose Diária 2 a 5 mg alcalóides totais expressos em boldina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica 49SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Pimpinella anisum L. 25 Nome popular Erva-doce, Anis Parte usada Frutos Padronização/Marcador Trans-anetol Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Expectorante, antiespasmódico, carminati- vo, dispepsias funcionais Dose Diária 0-1 ano: 16 a 45 mg de trans-anetol; 1-4 anos: 32 a 90 mg de trans-anetol; adultos: 80 a 225 mg de trans-anetol Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica oficial Piper methysticum G. Forst. 26 Nome popular Kava-kava Parte usada Rizoma Padronização/Marcador Kavapironas Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Ansiolítico/ansiedade e insônia Dose Diária 60 a 210 mg de kavapironas Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica. Utilizar no máximo por dois meses. 50 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Polygala senega L. 27 Nome popular Polígala Parte usada Raízes Padronização/Marcador Saponinas triterpênicas Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Bronquite crônica, faringite Dose Diária 18 a 33 mg de saponinas triterpênicas Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Rhamnus purshiana DC. 28 Nome popular Cáscara Sagrada Parte usada Casca Padronização/Marcador Cascarosídeo A Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Constipação ocasional Dose Diária 20 a 30 mg de cascarosídeo A Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica. Não utilizar continuamente por mais de uma semana 51SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Salix alba L. 29 Nome popular Salgueiro branco Parte usada Casca Padronização/ Marcador Salicina Derivado de droga vegetal Extratos Indicações/ Ações terapêuticas Antitérmico, antiinflamatório, analgésico Dose Diária 60 a 120 mg de salicina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Sambucus nigra L. 30 Nome popular Sabugueiro Parte usada Flores Padronização/Marcador Flavonóides totais expressos em isoquerci- trina Formas de uso Extratos/tintura Indicações / Ações terapêuticas Mucolítico/expectorante, tratamento sintomático de gripe e resfriado Dose Diária 80 a 120 mg de flavonóides totais expressos em isoquercitrina Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica 52 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Senna alexandrina Mill., Cassia angus- tifólia Vahl ou Cássia senna L. 31 Nome popular Sene Parte usada Folhas e frutos Padronização/Marcador Derivados hidroxiantracênicos expressos em senosídeo BDerivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Laxativo Dose Diária 10 a 30 mg de derivados hidroxiantracênicos expressos em senosídeo B Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Serenoa repens (Bartram) J.K. Small 32 Nome popular Saw palmetto Parte usada Frutos Padronização/Marcador Ácidos graxos Derivado de droga vegetal Extrato Indicações/ Ações terapêuticas Hiperplasia benigna de próstata e sintomas associados Dose Diária 272 a 304 mg de ácidos graxos Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica 53SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Symphytum officinale L. 33 Nome popular Confrei Parte usada Raízes Padronização/Marcador Alantoína Derivado de droga vegetal Extrato Indicações/Ações tera- pêuticas Cicatrizante, equimoses, hematomas e contusões Concentração da forma farmacêutica 0,03 a 0,16 mg de alantoína por 100 mg. Via de Administração Tópica Restrição de uso Venda sem prescrição médica. Utilizar por no máximo 4-6 semanas/ano. Utilizar somente em lesões localizadas, quando abertas. Nomenclatura botânica Tanacetum parthenium Sch. Bip. 34 Nome popular Tanaceto Parte usada Folhas Padronização/Marcador Partenolídeos Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Profilaxia da enxaqueca Dose Diária 0,2 a 0,6 mg de partenolídeos Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica. Não usar de forma contínua. 54 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Nomenclatura botânica Valeriana officinalis L. 35 Nome popular Valeriana Parte usada Raízes Padronização/Marcador Ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico Derivado de droga vegetal Extratos/tintura Indicações/ Ações terapêuticas Sedativo moderado, hipnótico e no tratamento de distúrbios do sono associados à ansiedade Dose Diária 1,0 a 7,5 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica Nomenclatura botânica Zingiber officinale Rosc. 36 Nome popular Gengibre Parte usada Rizomas Padronização/Marcador Gingeróis (6-gingerol, 8-gingerol, 10-ginge- rol, 6-shogaol) Derivado de droga vegetal Extratos Indicações/ Ações terapêuticas Profilaxia de náuseas causada por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas Dose Diária Crianças acima de 6 anos: 4 a 16mg de gin- geróis; adulto: 16 a 32mg de gingeróis Via de Administração Oral Restrição de uso Venda sem prescrição médica Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2008, online) 55SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 RESUMINDO E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que o conhecimento das legislações importantes para a atuação do nutricionista na prática clínica, especialmente no que tange à prescrição e orientação de suplementos nutricionais e fitoterápicos, é fundamental para a prática responsável e ética da profissão. Compreendemos que a aderência às leis e regulamentos não apenas protege o profissional de possíveis implicações legais, mas também assegura que o cuidado prestado aos pacientes seja seguro, eficaz e baseado nas melhores práticas. Discutimos as leis e normativas específicas que orientam a prática do nutricionista, ressaltando a importância de estar sempre atualizado com as mudanças e atualizações na legislação. Além disso, enfatizamos como o conhecimento profundo dessas legislações impacta na qualidade do atendimento ao paciente, promovendo uma prática baseada em evidências e em conformidade com os padrões profissionais estabelecidos. Com essa base sólida de conhecimento legal e ético, você está mais preparado para enfrentar os desafios da prática clínica e contribuir positivamente para a saúde e bem-estar dos seus pacientes. 56 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Classificação das plantas medicinais OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona a classificação e o uso de plantas medicinais. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão, especialmente ao integrar a fitoterapia na prática nutricional. As pessoas que tentaram utilizar plantas medicinais sem a devida instrução tiveram problemas ao identificar espécies corretamente, escolher métodos de preparo adequados e entender suas interações e efeitos colaterais. E, então, motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! Classificação das plantas Para conhecer o que será prescrito como suplementação fitoterápica, é importante saber como as plantas se classificam. Essa classificação é tecnicamente chamada de taxas, de acordo com semelhanças que podem ser químicas, morfológicas ou, até mesmo, genéticas. De acordo com essas semelhanças, são classificadas por: espécie, família, ordem, gênero, classe, reino e divisão. O nome científico vem do latim e é composto por dois termos; sendo o primeiro referente ao gênero; e o segundo, refere-se à espécie. 57SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 Observe o exemplo abaixo: Imagem 1.2 - Exemplo de gênero e espécie BOLDO – DO – CHILE Peumus boldus Gênero Espécie Fonte: Elaborada pela autoria (2023) Vantagens e aquisição da utilização das plantas medicinais São inúmeras as vantagens do uso das plantas medicinais. Podemos enumerar alguns: 1. Fácil acesso da população às plantas. 2. Baixo custo. 3. Facilidade de preparo caseiro. 4. Estimula e valoriza a cultura popular. Ao adquirir ou prescrever plantas ou chás medicinais, é importante verificar o prazo de validade deles, rótulo com o nome científico da planta e registro na ANVISA. Além de se certificar da procedência do laboratório e do responsável técnico habilitado (nome e registro profissional). Não adquirir os produtos e informar ao paciente na prescrição, caso a embalagem estiver violada, no caso de aparência 58 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 mofada ou coloração alterada ou mesmo a entrada de insetos dentro da embalagem. Imagem 1.3 - Plantas Medicinais Fonte: Freepik Não se deve adquirir plantas que são secas ao sol, pois suas propriedades podem ser alteradas. Nunca colher essas plantas em qualquer lugar ou com indicações de pessoas que não conhece. Em alguns lugares, elas podem ser plantadas em meio a lixos, ou mesmo estar próximo de plantações onde foram usados agrotóxicos. Passe essas orientações aos pacientes na prescrição fitoterápica. Fundamentos da botânica medicinal: entendendo as plantas medicinais A botânica medicinal é um campo fascinante que une o estudo das plantas e suas aplicações terapêuticas. Essa área é https://www.google.com/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiCg4CXqtDkAhXYGLkGHSWTBH8QjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.cpt.com.br%2Fcursos-plantasmedicinais%2Fartigos%2Fbusca-qualidade-deve-ser-caminho-cultivo-comercial-plantas-medicinais&psi 59SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL E FITOTERAPIA NAS DOENÇAS U ni da de 1 essencial para compreender como diferentes espécies de plantas podem ser usadas para promover a saúde e tratar doenças. Este conhecimento é crucial não apenas para profissionais de saúde, mas também para aqueles interessados em alternativas naturais para cuidados de saúde. A botânica medicinal se aprofunda na taxonomia das plantas, identificando e classificando as espécies de acordo com suas características e propriedades. A correta identificação das plantas é fundamental para garantir sua eficácia terapêutica e segurança no uso. Além disso, a compreensão da morfologia e anatomia das plantas, incluindo suas partes distintas