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UNINASSAU TRIANON FARMÁCIA CLAYTON PEREIRA BEZERRA ARAÚJO RENÊ PEREIRA FAUSTINO DA SILVA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO USO FARMACOLÓGICO DOS METALOFÁRMACOS E SEUS DESAFIOS CLÍNICOS Recife 2025 CLAYTON PEREIRA BEZERRA ARAÚJO RENÊ PEREIRA FAUSTINO DA SILVA USO FARMACOLÓGICO DOS METALOFÁRMACOS E SEUS DESAFIOS CLÍNICOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para conclusão do curso de FARMÁCIA da UNINASSAU TRIANON Recife 2025 Ficha catalográfica gerada pelo Sistema de Bibliotecas do REPOSITORIVM do Grupo SER EDUCACIONAL S586u Silva, Renê Pereira Faustino da. Uso Farmacológico dos Metalofármacos e Seus Desafios Clínicos / Renê Pereira Faustino da Silva, Clayton Pereira Bezerra Araújo. - UNINASSAU: Recife - 2025 16 f. : il TCC (Curso de Farmácia ) - Uninassau Trianon - Orientador(es): Dr(a) Juliana Prado Gonçales 1. Complexos de Rutênio,. 2. Farmacocinética. 3. Metalofármacos. 4. Terapia Contra o Câncer. 5. Toxicidade e Resistência.. 6. Cancer Therapy. 7. Metallopharmaceuticals. 8. Pharmacokinetics. 9. Ruthenium Complexes. 10. Toxicity And Resistance.. I.Título II.Dr(a) Juliana Prado Gonçales UNINASSAU - REC CDU - 615 USO FARMACOLÓGICO DOS METALOFÁRMACOS E SEUS DESAFIOS CLÍNICOS PHARMACOLOGICAL USO OF METALLODRUGS AND ITS CLINICAL CHALLENGES Clayton Pereira Bezerra de Araújo¹, Rene Pereira Faustino da Silva² Juliana Prado Gonçales¹ ¹ - Discente do curso de Farmácia da (UNINASSAU – CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU) ² - Docente do curso de Farmácia da (UNINASSAU – CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU) E-mail: claytonbezerra9@gmail.com ¹, renepereira16@hotmail.com ² RESUMO Introdução: O uso farmacológico dos metalofármacos evidenciados uma área de crescente interesse dentro da medicina moderna devido ao potencial desses complexos metálicos para tratar diversas condições, incluindo câncer, doenças infecciosas e processos inflamatórios. Os complexos de rutênio, platina e cobre desempenham papéis específicos nessas aplicações. Objetivo: explorar o uso dos metalofármacos, com ênfase em complexos de rutênio, platina e cobre, bem como analisar os principais desafios clínicos associados ao seu desenvolvimento, incluindo toxicidade, resistência e limitações farmacocinéticas, como absorção, distribuição e excreção no organismo. Método: A presente pesquisa trata-se de um estudo revisão sistemática da literatura, cujas buscas foram realizadas nas bases de dados: a ScienceDirect, Scientific Eletronic Library Online (ScIELO), e US National Institute of Health (PubMed), os descritores: metalofármacos, complexos de rutênio, farmacocinética, terapia contra o câncer, toxicidade e resistência. A busca limitou-se a estudos em indivíduos, escritos em português, inglês e espanhol, e que tenham sido publicados artigo acadêmico nos últimos 20 anos. Resultados principais: Os desafios clínicos metalofármacos e alta toxicidade sistêmica, resistência adquirida em tratamentos de longo prazo e obstáculos no controle da biodisponibilidade, absorção, excreção, e aplicação clínica, e Considerações Finais: O potencial terapêutico dos metalofármacos e seus desafios ao tratamento de doenças complexas para garantir a segurança e eficácia na prática clínica do composto metálico cisplatina. Palavras-chave: metalofármacos, complexos de rutênio, farmacocinética, terapia contra o câncer, toxicidade e resistência. SUMMARY Introduction: The pharmacological use of metallopharmaceuticals is an area of growing interest within modern medicine due to the potential of these metal complexes to treat various conditions, including cancer, infectious diseases and inflammatory processes. Ruthenium, platinum and copper complexes play specific roles in these applications. Objective: explore the use of metallopharmaceuticals, with an emphasis on ruthenium, platinum and copper complexes, as well as analyze the main clinical challenges associated with their development, including toxicity, resistance and pharmacokinetic limitations, such as absorption, distribution and excretion in the body. Method: This research is a systematic literature review study, whose searches were carried out in the following databases: ScienceDirect, Scientific Electronic Library Online (ScIELO), and US National Institute of Health (PubMed), the descriptors: metallopharmaceuticals, complexes of ruthenium, pharmacokinetics, cancer therapy, toxicity and resistance. The search was limited to studies on individuals, written in Portuguese, English and Spanish, and which had been published in an academic article in the last 20 years. Main results: The clinical challenges of metallopharmaceuticals and high systemic toxicity, acquired resistance in long-term treatments and obstacles in controlling bioavailability, absorption, excretion, and clinical application, and Final Considerations : The therapeutic potential of metallopharmaceuticals and their challenges in the treatment of complex diseases to ensure the safety and efficacy of the metallic compound cisplatin in clinical practice. Key words: metallopharmaceuticals, ruthenium complexes, pharmacokinetics, cancer therapy, toxicity and resistance. INTRODUÇÃO O uso farmacológico dos metalofármacos exposto uma área de crescente interesse na medicina moderna devido ao atributo desses complexos metálicos para tratar diversas condições especificas como câncer, doenças infecciosas e processos inflamatórios. Esses complexos metálicos, que estabelecem metais com ligantes orgânicos, têm mostrado um potencial terapêutico significativo em várias patologias, ressaltando especialmente no tratamento do câncer, doenças infecciosas e processos inflamatórios. A utilização de metais em terapias, independentemente, obteve de fato um novo impulso com o advento dos metalofármacos modernos. Esses compostos, que alcança metais em suas estruturas, oferecem uma série de vantagens em comparação com os fármacos orgânicos convencionais (Nikolau; Silva,2018). Diante disso, a capacidade dos metais de formar ligações coordenadas e interagir com biomoléculas de maneiras únicas permite o desenvolvimento de terapias direcionadas e mais eficazes. Os recentes avanços na pesquisa de metalofármacos, especialmente os complexos de rutênio e paládio, destacam a relevância crescente desses metais na terapêutica contemporânea (Almeida, et al., 2022). A utilização de metais na medicina remonta a práticas antigas, onde metais como ouro e prata eram empregados por suas propriedades antimicrobianas e também medicinais. Contudo, o que distingue os metalofármacos modernos é a sua elaboração cuidadosa e a compreensão das interações químicas que permitem terapias eficazes e sinalizadas. Os complexos de platina, notavelmente a cisplatina, têm desempenhado um papel principal ao tratamento diversos tipos de câncer, especialmente em neoplasias sólidas como as testículo e ovário. Os metalofármacos, a cisplatina, revolucionaram o tratamento oncológico, oferecendo escolhas terapêuticas que muitas vezes superam as limitações dos agentes quimioterápicos tradicionais (Borges, 2022). Essa classe de compostos pode atuar por mecanismos diversificados, incluindo a formação de ligações com o DNA, interferindo na replicação celular e, consequentemente, inibindo o crescimento tumoral. Entretanto, apesar de sua eficácia comprovada, o uso de cisplatina e seus análogos, como carboplatina e oxaliplatina, é limitado por efeitos adversos significativos, como toxicidade sistêmica e desenvolvimento de constância por localização das células tumorais (Belian, et al., 2016). Os complexos de rutênio realmente emergem como uma alternativa promissora no campo da terapia oncológica, especialmente à sua baixa toxicidade e à capacidade de atuar em tumores metastáticos (Andrade, et al., 2022). Além de novas formulações e estratégias que visam maximizar os benefícios dos complexos de rutênio, assimcomo seus mecanismos de ação em contextos clínicos. Os compostos NAMI-A e KP1019, por exemplo, não apenas demonstraram eficácia em estudos pré-clínicos, bem como em ensaios clínicos, oferece opções de tratamento menos agressivas em comparação com os métodos tradicionais. Assim, as investigações nessa área podem resultar em avanços significativos na luta contra o câncer, dispondo o rutênio em uma posição de destaque entre os agentes terapêuticos vigente. Os metalofármacos, especialmente os complexos de cobre, têm se destacado não apenas na oncologia, assim como no tratamento de condições inflamatórias e infecciosas, mostrando um potencial significativo no desenvolvimento de terapias mais seguras e eficazes. O estudo de Barros et al. (2021) destaca as consequências das interações moleculares entre metalofármacos e células tumorais prostáticas, pelo qual potencial promissor para o desenvolvimento de terapias avançadas e personalizadas. Essa abordagem é ainda mais potencializada pelo uso da nanotecnologia, que permite a engenharia de sistemas de liberação controlada, e também entrega direcionada de medicamentos. Em relação aos metalofármacos e suas aplicações na medicina é necessário para o avanço terapias inovadoras que atendam a múltiplas necessidades clínicas. O desenvolvimento e uso clínico dos metalofármacos realmente apresentam desafios complexos, como a alta toxicidade sistêmica, a resistência adquirida por mecanismos celulares e a dificuldade no controle da biodisponibilidade dos compostos são obstáculos críticos. Desta maneira, a farmacovigilância se destaca como uma ferramenta imprescindível, auxilia na compreensão dos padrões uso e nos possíveis efeitos colaterais, permitindo ajustes nos tratamentos e promovendo o uso racional dos metalofármacos (Lino, et al., 2022). A vigilância contínua dos efeitos adversos e a monitorização da segurança dos pacientes são fundamentais para a identificação precoce de reações indesejadas. Este trabalho tem como objetivo fornecer uma visão crítica e abrangente sobre uso farmacológico dos metalofármacos, com ênfase nos complexos de rutênio, platina e cobre, expõe aspectos como toxicidade, resistência, limitações farmacocinéticas, destacando não apenas seu potencial terapêutico, mas também os desafios clínicos e os cuidados necessários para sua implementação segura e eficaz na prática clínica. MATERIAIS E MÉTODOS A presente pesquisa respeitou as diretrizes de um estudo revisão da literatura sistemática. As buscas, alcançadas para seleção dos artigos científicos, sucederam por meio de consultas em bases de dados online, tais quais: a ScienceDirect, Scientific Eletronic Library Online (ScIELO), e US National Institute of Health (PubMed). Para isto foram aplicando os seguintes descritores segundo o vocabulário estruturado da base dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “metalofármacos”, “complexos de rutênio”, “farmacocinética”, “terapia contra o câncer”, “toxicidade”, “ e resistência” e seus equivalentes idiomas em português, inglês e espanhol. Para acrescentar a busca das publicações cientificas os descritores foram cruzados com o termo “AND”. Foram considerados os artigos científicos e originais disponíveis referente a temática em estudo, publicados dos últimos 20 anos (2003-2023), relacionados ao tema uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos, entretanto, independente do ano de publicação, disponíveis em língua portuguesa, inglesa e espanhola. Foram designados entre 20 e 25 artigos que acatarem aos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos para o estudo. Os critérios de inclusão foram relevantes e de alta qualidade, por artigos originais e revisões de estudo sistemática abordando ao uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos, publicados em periódicos revisados por pares, ampla compreensão do tema dentro da literatura existente. No entanto, os critérios de exclusão consistiram em trabalhos científicos repetidos nas bases de dados, artigos de análise, editoriais, pesquisas que não abordavam de forma direta o tema em questão, literatura publicada fora do período anteriormente definido, inviabilidade de acesso ao artigo completo, e aqueles que estavam em outra língua que não a determinada para o estudo. Os resumos foram cautelosamente analisados para estabelecer a relevância dos estudos em questão. Aqueles que atenderam aos critérios de inclusão tiveram seus textos completos revisados detalhadamente. As informações coletadas foram organizadas em tabelas, que incluem os nomes dos autores, títulos dos artigos, objetivos das pesquisas e principais resultados encontrados. Para o processamento e análise dos dados, foram usufruídos os softwares Word e Excel, proporcionado uma melhor visualização e comparação dos resultados dos estudos selecionados. RESULTADOS Após uma análise criteriosa dos artigos disponíveis, foram selecionados 15 estudos sobre uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos para esta revisão. A Tabela 1 apresenta uma visão geral dos textos selecionados, incluindo a distribuição dos mesmos de acordo com autor, ano de publicação, objetivo pesquisa de revista, título metodológico utilizado de cada estudo. Os artigos analisados abrangem uma variedade de temas dentro da área, destacando estudos metalofármacos e suas respectivas aplicações clínicas e de alta qualidade contendo as principais informações extraídas, que inclui estudos empírico, revisões sistemáticas, enriquece a compreensão do estado atual da fabricação e suas tendências emergentes. A Tabela 1 serve como um recurso valioso para pesquisadores e profissionais interessados em aprofundar seu conhecimento sobre resultados da busca de estudos referente tipos de metalofármacos e suas aplicações clinicas na área e identificar lacunas que podem ser abordadas em trabalhos futuros. Tabela 1 – Principais estudos sobre uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos. Autores Revista Ano Título Santos, et. al., Virtual química 2024 Complexos de Platina em Quimioterapia do Câncer Nikolau; Silva Cancer Research 2018 Desenvolvimento de Metalofármacos de Rutênio Santos, M. Amélia International Journal of Nanomedicine 2014 Nanotecnologia aplicada a Metalofármacos Silva, et al., Medicinal Metals Review 2017 Complexos de Rutênio Avançados: Aplicações e Baixa Toxicidade De Andrade Querino, et. al., Medicinal Nanotecnologia 2023 Integração de metalofármacos com veículos de nanopartículas. Machado et. al., Pharmacovigilanc e Journal 2024 Análise de omissão de doses de antimicrobianos em Unidades de Terapia Intensiva. Rodriguez et al. Med Microbiol Immunol 2019 Association of NFκB and related- cytokines with the viral load in people living with HIV/AIDS. Barbosa, F.W.X Cardiovascular and Renal Journal 2021 Efeitos cardiovasculares e renais de um composto de rutênio. Oliveira Neto Journal of Inorganic Chemistry 2022 Síntese e caracterização de novos complexos de rutênio doadores do NO. Barros, et al., Journal of Molecular Interactions 2021 Interações moleculares e efeitos celulares de complexos de cobre em células tumorais prostáticas. Ramos, et al., International Journal of Medicinal Chemistry 2021 Síntese e a avaliação do potencial antitumoral dos complexos de cobre e níquel. Thomazella, N. A. Coordination Chemistry Reviews 2020 Compostos N,S-quelantes de paládio: Síntese e citotoxicidade. Medina et al. PLoS Pathogens 2020 G-protein coupled receptor vGPCR oncogenic signaling upregulation Brown et al. Journal of Virology 2003 NF-κB inhibits gammaherpesvirus lytic replication Fonte: Autores A análise dos artigos sobre o uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos, destaca a complexidade e a natureza deste tema.Os avanços recentes na pesquisa de metalofármacos relatam um cenário benéfico ao tratamento do câncer e outras doenças. A cisplatina, embora continue a ser uma terapia padrão para diversos tipos de câncer, exibe desafios significativos, como toxicidade elevada e desenvolvimento de resistência. Essas limitações impulsionaram a busca por alternativas mais seguras e eficazes. DISCUSSÃO A afirmação de Nikolau e Silva (2018) salienta a relevância dos metalofármacos como uma classe inovadora de agentes terapêuticos no tratamento de diversas patologias, incluindo câncer, infecções e condições inflamatórias. Esses compostos, contêm metais em suas estruturas, têm demonstrado eficácia em modular processos biológicos essenciais e, em muitos casos, oferecem vantagens em relação a terapias tradicionais. Certamente, metalofármacos têm se mostrado promissores em pretexto à sua capacidade de interagir com biomoléculas, permitindo não apenas a destruição de células patológicas, mas a modulação de respostas biológicas. O desenvolvimento de metalofármacos de rutênio tem atraído a atenção da comunidade científica devido às propriedades únicas desse metal e potencial aplicação na medicina, especialmente no tratamento de câncer. A cisplatina, é um dos metalofármacos mais ilustres, revolucionou o tratamento do câncer ao demonstrar eficácia em uma variedade de tumores, como os de testículo e pulmão. No entanto, suas limitações, bem como a toxicidade aguda e crônica que pode afetar órgãos saudáveis, como os rins e o desenvolvimento de persistência pelas células tumorais, são desafios significativos. A resistência à cisplatina pode ocorrer por múltiplos mecanismos, integrando a excreção aumentada do fármaco, alterações na sinalização celular e reparo do DNA. Essas limitações têm impulsionado a pesquisa por novos metalofármacos que possam submeter vantagens terapêuticas, de que modo a redução da toxicidade e a superação da resistência. Moléculas alternativas, bem como o oxaliplatina e novos compostos de metais, pelo qual investigadas com o propósito de melhorar a eficácia do tratamento e reduzir aos efeitos colaterais. Assim, esta busca por novos agentes terapêuticos na forma de metalofármacos se mostra não apenas promissora, mas fundamental para o avanço das estratégias terapêuticas na oncologia e em outras áreas da medicina distintas. Os complexos de rutênio, como NAMI-A e KP1019, representam uma classe inovadora de agentes anticancerígenos no qual eminente na pesquisa oncológica (Silva, et. al., 2017). Sua capacidade de direcionar células metastáticas de maneira eficaz, combinada com um perfil de toxicidade mais favorável em comparação aos tradicionais complexos de platina, oferece uma nova esperança no tratamento do câncer. No entanto, a menor interação desses complexos com tecidos saudáveis é particularmente relevante, pois pode causar numa redução significativa dos efeitos colaterais frequentemente associados à quimioterapia convencional. À vista disso, a pesquisa contínua sobre esses compostos é fundamental para intencionar melhor seus mecanismos de ação e potencializar seus benefícios clínicos, o que pode levar a tratamentos mais seguros e eficazes para pacientes com câncer metastático. A integração de metalofármacos com veículos de nanopartículas, conforme por De Andrade Querino et al., (2023), representa abordagem promissora na medicina moderna, especialmente, em contexto de terapias anticâncer e na administração de medicamentos. A combinação desses dois elementos pode potencializar a eficácia dos tratamentos, aumentar a solubilidade e a biodisponibilidade dos metalofármacos, além de proporcionar uma liberação controlada, ou seja, o que melhora a distribuição do fármaco no organismo e diminuir efeitos colaterais. Os veículos de nanopartículas oferecem várias vantagens, como a liberação controlada do fármaco, a melhora na solubilidade e biodisponibilidade, e a capacidade de direcionamento específico para células-alvo, o que minimiza os efeitos colaterais. A combinação desses dois componentes pode resultar em sistemas de entrega mais eficazes, aumentando a eficácia dos tratamentos e diminuindo a toxicidade. Além disso, a pesquisa de De Andrade Querino et al. pode explorar diferentes tipos de nanopartículas, tal como lipossomas, nanopartículas de polímeros e nanopartículas inorgânicas, cada uma com propriedades que podem ser ajustadas a necessidade terapêutica. Diante do exposto, a funcionalização das nanopartículas com ligantes específicos que reconhecem células tumorais é uma estratégia deve ser considerada para aumentar a seletividade do tratamento. Nessa mesma lógica, a combinação de metalofármacos com nanopartículas pode potencializar a atividade terapêutica por meio de sinergias, possibilitando novas oportunidades na iminência de superação de resistência a medicamentos. Conforme ressaltado por Machado et al. (2024), a otimização das dosagens de metalofármacos é aspecto crucial na prática clínica. A variabilidade na metabolização e eliminação desses fármacos entre pacientes pode ser atribuída a uma série de fatores individuais, incluindo de fato como idade, peso, comorbidades e interações medicamentosas. Essa diversidade de resposta terapêutica exige uma abordagem personalizada, onde profissionais de saúde devem considerar as características específicas de cada paciente ao determinar a dosagem adequada. Além disso, a identificação de potenciais interações medicamentosas é fundamental, pode afetar não apenas a eficácia do tratamento, mas também a segurança do paciente. Pois, estratégias de monitoramento e ajuste de doses, assim como uma comunicação eficaz entre os membros da equipe de saúde, são essenciais para garantir que os pacientes recebam cuidado possível, maximizando os benefícios terapêuticos e minimizando riscos. Assim, a pesquisa contínua nessa área também é necessária para aprimorar as diretrizes de tratamento e promover uma utilização mais segura e eficaz dos metalofármacos. O estudo de Barbosa (2021) sobre os efeitos cardiovasculares e renais do composto de rutênio aborda a importância desse metal em contextos terapêuticos, destacando suas propriedades farmacológicas e potenciais aplicações clínicas. O rutênio, um membro da família dos metais de transição, tem se mostrado promissor em diversas pesquisas devido às suas atividades biológicas únicas. No contexto cardiovascular, o estudo pode ter abordado como os compostos de rutênio influenciam a pressão arterial, a função cardíaca e a saúde vascular. Esses efeitos podem ser positivos ou negativos, dependendo da estrutura química do composto e da dose utilizada. Em relação aos efeitos renais, a pesquisa poderia ter analisado como esses compostos que afetam a função renal, incluindo a filtração glomerular, e a excreção de eletrólitos. O impacto da toxicidade renal e possíveis mecanismos de proteção também são aspectos relevantes que podem ter sido explorados. A farmacovigilância, contexto dos complexos de rutênio e cobre, desempenha um papel vital na garantia da segurança e eficácia dos metalofármacos utilizados em terapias. A pesquisa de Coêlho et al., (2023) destaca a importância de um sistema bem estruturado de farmacovigilância, que possibilita o monitoramento contínuo dos pacientes submetidos a esses tratamentos a longo prazo. Isso é particularmente crucial, considerando que os compostos de rutênio e cobre possuem propriedades farmacológicas inovadoras e promissoras, que podem contribuir significativamente no combate a diversas patologias. Entretanto, a utilização desses metalofármacos não está isenta de riscos. A diversidade de reações adversas potenciais, que podem variar desde desconfortos menores até efeitos colaterais sérios, requer uma vigilância proativa e sistemática. A implementação de protocolos de farmacovigilância permite adetecção precoce de eventos adversos e também a avaliação contínua da relação risco-benefício, assegurando que os pacientes recebam tratamentos que não apenas sejam eficazes, mas também seguros. Os complexos de platina, cisplatina, carboplatina e oxaliplatina, desempenham um papel fundamental na quimioterapia para diversos tipos de câncer, como câncer de testículo, pulmão, ovário e bexiga. Esses compostos atuam principalmente através da formação de ligações cruzadas no DNA, o que impede a replicação celular e induz a morte celular programada (apoptose). Esses complexos concretizam principalmente através da formação de ligações com o DNA, resultando na formação de adultos que interferem na replicação e transcrição celular do indivíduo. Portanto, essa interação induz danos ao DNA, levando à apoptose, ou morte celular programada, em células cancerígenas. Do mesmo modo, a resistência adquirida a esses agentes é um desafio significativo no tratamento oncológico, sendo outorgada a diversos mecanismos, como a ejeção do fármaco pelas células tumorais, reparo do DNA e alterações nas vias de sinalização celular. O trabalho de Santos et al. (2024) sublinha a relevância de conduzir pesquisas contínuas no desenvolvimento de novos complexos de platina, e as combinações terapêuticas. Portanto, essas investigações são cruciais não apenas para aumentar a eficácia dos tratamentos, mas também para minimizar os efeitos colaterais associados à toxicidade dos agentes quimioterápicos. Além disso, é essencial explorar estratégias inovadoras que possam superar a resistência dos tumores, um desafio significativo na oncologia. Nesse caso, a busca por alternativas mais eficazes e menos tóxicas pode levar a tratamentos mais personalizados e, consequentemente, a melhores resultados clínicos para os pacientes. A colaboração multidisciplinar e a utilização de técnicas avançadas de pesquisa são essenciais para impulsionar esse progresso. Diante contexto, a aplicabilidade de complexos de platina em esquemas de tratamento combinado tem mostrado resultados promissores, principalmente, em cânceres como testicular, ovário e pulmão. Desta maneira, os complexos de platina desempenham um papel crucial na quimioterapia do câncer, e a compreensão de seus mecanismos de ação e resistência é fundamental para as abordagens terapêuticas e os resultados clínicos para os pacientes oncológicos. A síntese e análise do potencial antitumoral dos complexos de cobre e níquel, conforme discutido no trabalho de Ramos et al. (2021), efetivamente disponibiliza uma contribuição importante para a pesquisa em quimioterapia. Os complexos metálicos, especialmente aqueles contendo cobre e níquel, têm sido investigados devido à sua capacidade de interagir com biomoléculas e induzir a morte celular em células cancerígenas. Segundo os autores investigam a síntese de complexos metálicos e suas interações com células tumorais, distingue assim a importância dos metais de transição, como cobre e níquel, respectivo às suas propriedades químicas únicas. A avaliação do potencial antitumoral é realizada por meio de ensaios in vitro, onde se observa capacidade de inibir a proliferação celular e induzir morte celular programada. No entanto, os resultados sobrevêm que esses complexos podem atuar como agentes promissores para o tratamento de diversos tipos de câncer, inclusive destacam a necessidade de estudos adicionais para entender melhor os mecanismos de ação e a toxicidade dos compostos. O estudo de Barros et al., (2021) investiga as interações moleculares e os efeitos celulares de complexos de cobre em células tumorais prostáticas, destacando a relevância desses compostos na busca por novas abordagens terapêuticas para o câncer de próstata. A pesquisa examina como esses complexos podem afetar as células tumorais, favorecendo aos efeitos citotóxicos e alterando processos celulares críticos, como a proliferação, a apoptose e a angiogênese. No entanto, a interação entre os complexos de cobre e componentes celulares, como proteínas e ácidos nucleicos, evidencia os mecanismos moleculares subjacentes que podem levar à morte celular. Os resultados sugerem que esses complexos conduzem estresse oxidativo nas células tumorais, sucedendo em danos ao DNA e ativação de vias de sinalização que favorecem a apoptose. De acordo com Oliveira Neto (2022), a síntese e caracterização de novos complexos de rutênio que atuam como doadores de óxido nítrico (NO) representam uma área de pesquisa inovadora e promissora tanto na química inorgânica quanto na farmacologia. Os complexos de rutênio têm mostrado potencial para liberar NO de forma controlada, o que é de grande interesse devido às diversas funções biológicas do óxido nítrico, como a regulação da pressão arterial, neurotransmissão e resposta imunológica. A capacidade desses complexos de atuar como doadores de NO pode abrir novas possibilidades ao desenvolvimento de terapias, doenças cardiovasculares, distúrbios neurológicos e outras condições onde o NO desempenha um papel crucial. Além disso, a caracterização desses complexos permite uma melhor compreensão de suas propriedades químicas e biológicas, contribuindo para a inovação na formulação de medicamentos. Em vista disso, a pesquisa nessa área não apenas avança o conhecimento fundamental sobre química de metais de transição, mas também promete impactar significativamente a prática clínica e a farmacologia, oferecendo novas estratégias terapêuticas e melhorias nos tratamentos existentes. A caracterização desses complexos, aplicando técnicas como espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN), espectroscopia UV-Vis e difração de raios X, é supremo para entender suas propriedades estruturais e comportamentais. Diante contexto, a discussão sobre a eficácia biológica desses complexos sugere que eles podem não apenas funcionar como doadores de NO, mas também atuar em vias metabólicas que modulam a atividade celular, ampliando suas possíveis aplicações em terapia medicamentosa assimiladas. Conforme mencionado por Thomazella (2020), os compostos N, S-quelantes de paládio têm realmente chamado a atenção na pesquisa farmacêutica, devido às suas propriedades citotóxicas que podem ser exploradas no desenvolvimento de novos agentes terapêuticos. Esses compostos têm mostrado potencial em alvo terapêutico, visto que a citotoxicidade é uma característica desejável para substâncias que visam combater células tumorais. Além disso, a versatilidade dos quelantes de paládio em formar complexos com diferentes biomoléculas abre novas possibilidades para a criação de fármacos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. A pesquisa contínua nessa área pode levar a avanços significativos no tratamento de diversas doenças, incluindo diferentes tipos de câncer. Os derivados de paládio, em particular, têm se destacado nessa busca devido à sua similaridade com a química de coordenação da platina. Essa semelhança permite que os compostos de paládio explorem mecanismos semelhantes de ação, mas com a possibilidade de oferecer perfis de segurança e eficácia diferenciados. A investigação de novos N, S-quelantes de paládio representa, uma promissora vertente no desenvolvimento de terapias anticâncer, abrindo caminho para novas abordagens no tratamento de diversas neoplasias, com a esperança de que possam superar as limitações encontradas nos tratamentos tradicionais. Desta maneira, a pesquisa também explora a relação entre a estrutura dos compostos e sua atividade biológica, no qual pode contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos mais eficazes. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo em questão ressalta a importância dos metalofármacos na medicina contemporânea, especialmente no contexto de condições clínicas desafiadoras. Os complexos de rutênio, platina e cobre têm se destacado como promissores agentesterapêuticos, com a cisplatina servindo como um marco histórico no tratamento do câncer. No entanto, a cisplatina, apesar de sua eficácia, apresenta desvantagens significativas, como também a toxicidade elevada e a resistência que os pacientes desenvolvem ao longo do tratamento. Os complexos de rutênio, como o NAMI-A e o KP1019, têm se sobressaído em pesquisas oncológicas, especialmente por suas características que oferecem uma alternativa aos tratamentos tradicionais. A menor toxicidade associada a esses compostos é um avanço significativo, pois permite um perfil de tratamento que minimiza danos aos tecidos saudáveis, ao mesmo tempo em que atua especificamente sobre as células tumorais, particularmente em casos de tumores metastáticos. Essa especificidade resulta em melhores resultados clínicos e uma qualidade de vida melhorada para ser humano. A aplicação da nanotecnologia aos metalofármacos surge como um avanço significativo, proporcionando assim maior controle sobre a liberação do fármaco, aumentando a especificidade e trazendo os efeitos colaterais nos tecidos saudáveis. Entretanto, abordagem proporciona a edificação de tratamentos mais personalizados e seguros, um aspecto crítico, especialmente em terapias no final das contas, a personalização das terapias leva em conta não apenas o perfil genético, mas também fatores ambientais e de estilo de vida, resultando em intervenções mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Este estudo também evidenciou os desafios clínicos que ainda limitam a aplicação mais ampla dos metalofármacos. Questões como a toxicidade sistêmica, a resistência farmacológica e também a dificuldade de controle da biodisponibilidade são obstáculos que precisam ser superados para que esses compostos possam ser integrados de forma segura e eficaz na prática clínica. Diante do exposto, é evidente que os metalofármacos têm um papel crescente na medicina moderna, porém implementação clínica requer abordagens de pesquisa contínua e rigorosa. Futuras investigações devem focar em ensaios clínicos amplos para avaliar a segurança e eficácia de novos complexos de rutênio e cobre em humanos. Além disso, a ampliação de sistemas de liberação controlada e estratégias multialvo, otimiza a administração desses compostos e reduz os efeitos adversos associados. Os metalofármacos emergem como uma abordagem inovadora e promitente no combate a doenças complexas, destacando-se por sua capacidade de oferecer alternativas eficientes aos tratamentos tradicionais. À medida que a pesquisa avança e as tecnologias de administração se aprimoram, vislumbramos um futuro em que esses compostos possam transformar a prática clínica. Eles não apenas prometem tratamentos mais eficazes, como a possibilidade de segurança aprimorada, ampliando o potencial terapêutico disponíveis para uma variada gama de condições médicas. Desta forma, os metalofármacos têm o potencial de não apenas complementar, mas de revolucionar os paradigmas atuais de tratamento, contribuindo para uma medicina mais personalizada e eficaz na prática clínica. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Jessica Cruz de Luca de et al. Síntese de compostos em coordenação por rutênio com ligantes bioativos: Busca por novos agentes antitumorais. 2022. Disponível em: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18949. 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