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UNINASSAU TRIANON
FARMÁCIA 
CLAYTON PEREIRA BEZERRA ARAÚJO
RENÊ PEREIRA FAUSTINO DA SILVA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
USO FARMACOLÓGICO DOS METALOFÁRMACOS E SEUS DESAFIOS CLÍNICOS
Recife
2025
CLAYTON PEREIRA BEZERRA ARAÚJO
RENÊ PEREIRA FAUSTINO DA SILVA
USO FARMACOLÓGICO DOS METALOFÁRMACOS E SEUS DESAFIOS CLÍNICOS
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como
requisito parcial para conclusão do curso de FARMÁCIA da
UNINASSAU TRIANON
Recife
2025
Ficha catalográfica gerada pelo Sistema de Bibliotecas do REPOSITORIVM do Grupo SER EDUCACIONAL
S586u
Silva, Renê Pereira Faustino da. 
 Uso Farmacológico dos Metalofármacos e Seus Desafios
Clínicos / Renê Pereira Faustino da Silva, Clayton Pereira
Bezerra Araújo. - UNINASSAU: Recife - 2025
 16 f. : il
 TCC (Curso de Farmácia ) - Uninassau Trianon -
Orientador(es): Dr(a) Juliana Prado Gonçales
 1. Complexos de Rutênio,. 2. Farmacocinética. 3.
Metalofármacos. 4. Terapia Contra o Câncer. 5. Toxicidade
e Resistência.. 6. Cancer Therapy. 7.
Metallopharmaceuticals. 8. Pharmacokinetics. 9. Ruthenium
Complexes. 10. Toxicity And Resistance.. 
I.Título 
II.Dr(a) Juliana Prado Gonçales
UNINASSAU - REC CDU - 615
USO FARMACOLÓGICO DOS METALOFÁRMACOS E SEUS DESAFIOS 
CLÍNICOS 
PHARMACOLOGICAL USO OF METALLODRUGS AND ITS CLINICAL 
CHALLENGES 
Clayton Pereira Bezerra de Araújo¹, Rene Pereira Faustino da Silva² 
Juliana Prado Gonçales¹ 
¹ - Discente do curso de Farmácia da (UNINASSAU – CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU) 
² - Docente do curso de Farmácia da (UNINASSAU – CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU) 
E-mail: claytonbezerra9@gmail.com ¹, renepereira16@hotmail.com ² 
 
RESUMO 
Introdução: O uso farmacológico dos metalofármacos evidenciados uma área de crescente interesse 
dentro da medicina moderna devido ao potencial desses complexos metálicos para tratar diversas 
condições, incluindo câncer, doenças infecciosas e processos inflamatórios. Os complexos de rutênio, 
platina e cobre desempenham papéis específicos nessas aplicações. Objetivo: explorar o uso dos 
metalofármacos, com ênfase em complexos de rutênio, platina e cobre, bem como analisar os principais 
desafios clínicos associados ao seu desenvolvimento, incluindo toxicidade, resistência e limitações 
farmacocinéticas, como absorção, distribuição e excreção no organismo. Método: A presente pesquisa 
trata-se de um estudo revisão sistemática da literatura, cujas buscas foram realizadas nas bases de 
dados: a ScienceDirect, Scientific Eletronic Library Online (ScIELO), e US National Institute of Health 
(PubMed), os descritores: metalofármacos, complexos de rutênio, farmacocinética, terapia contra o 
câncer, toxicidade e resistência. A busca limitou-se a estudos em indivíduos, escritos em português, 
inglês e espanhol, e que tenham sido publicados artigo acadêmico nos últimos 20 anos. Resultados 
principais: Os desafios clínicos metalofármacos e alta toxicidade sistêmica, resistência adquirida em 
tratamentos de longo prazo e obstáculos no controle da biodisponibilidade, absorção, excreção, e 
aplicação clínica, e Considerações Finais: O potencial terapêutico dos metalofármacos e seus 
desafios ao tratamento de doenças complexas para garantir a segurança e eficácia na prática clínica 
do composto metálico cisplatina. 
 
Palavras-chave: metalofármacos, complexos de rutênio, farmacocinética, terapia contra o câncer, 
toxicidade e resistência. 
SUMMARY 
 
Introduction: The pharmacological use of metallopharmaceuticals is an area of growing interest within 
modern medicine due to the potential of these metal complexes to treat various conditions, including 
cancer, infectious diseases and inflammatory processes. Ruthenium, platinum and copper complexes 
play specific roles in these applications. Objective: explore the use of metallopharmaceuticals, with an 
emphasis on ruthenium, platinum and copper complexes, as well as analyze the main clinical challenges 
associated with their development, including toxicity, resistance and pharmacokinetic limitations, such 
as absorption, distribution and excretion in the body. Method: This research is a systematic literature 
review study, whose searches were carried out in the following databases: ScienceDirect, Scientific 
Electronic Library Online (ScIELO), and US National Institute of Health (PubMed), the descriptors: 
metallopharmaceuticals, complexes of ruthenium, pharmacokinetics, cancer therapy, toxicity and 
resistance. The search was limited to studies on individuals, written in Portuguese, English and Spanish, 
and which had been published in an academic article in the last 20 years. Main results: The clinical 
challenges of metallopharmaceuticals and high systemic toxicity, acquired resistance in long-term 
treatments and obstacles in controlling bioavailability, absorption, excretion, and clinical application, and 
Final Considerations : The therapeutic potential of metallopharmaceuticals and their challenges in 
the treatment of complex diseases to ensure the safety and efficacy of the metallic compound cisplatin 
in clinical practice. 
Key words: metallopharmaceuticals, ruthenium complexes, pharmacokinetics, cancer therapy, toxicity 
and resistance. 
INTRODUÇÃO 
 
 
O uso farmacológico dos metalofármacos exposto uma área de crescente 
interesse na medicina moderna devido ao atributo desses complexos metálicos para 
tratar diversas condições especificas como câncer, doenças infecciosas e processos 
inflamatórios. Esses complexos metálicos, que estabelecem metais com ligantes 
orgânicos, têm mostrado um potencial terapêutico significativo em várias patologias, 
ressaltando especialmente no tratamento do câncer, doenças infecciosas e processos 
inflamatórios. A utilização de metais em terapias, independentemente, obteve de fato 
um novo impulso com o advento dos metalofármacos modernos. Esses compostos, 
que alcança metais em suas estruturas, oferecem uma série de vantagens em 
comparação com os fármacos orgânicos convencionais (Nikolau; Silva,2018). 
Diante disso, a capacidade dos metais de formar ligações coordenadas e 
interagir com biomoléculas de maneiras únicas permite o desenvolvimento de terapias 
direcionadas e mais eficazes. Os recentes avanços na pesquisa de metalofármacos, 
especialmente os complexos de rutênio e paládio, destacam a relevância crescente 
desses metais na terapêutica contemporânea (Almeida, et al., 2022). A utilização de 
metais na medicina remonta a práticas antigas, onde metais como ouro e prata eram 
empregados por suas propriedades antimicrobianas e também medicinais. Contudo, 
o que distingue os metalofármacos modernos é a sua elaboração cuidadosa e a 
compreensão das interações químicas que permitem terapias eficazes e sinalizadas. 
Os complexos de platina, notavelmente a cisplatina, têm desempenhado um 
papel principal ao tratamento diversos tipos de câncer, especialmente em neoplasias 
sólidas como as testículo e ovário. Os metalofármacos, a cisplatina, revolucionaram o 
tratamento oncológico, oferecendo escolhas terapêuticas que muitas vezes superam 
as limitações dos agentes quimioterápicos tradicionais (Borges, 2022). Essa classe 
de compostos pode atuar por mecanismos diversificados, incluindo a formação de 
ligações com o DNA, interferindo na replicação celular e, consequentemente, inibindo 
o crescimento tumoral. Entretanto, apesar de sua eficácia comprovada, o uso de 
cisplatina e seus análogos, como carboplatina e oxaliplatina, é limitado por efeitos 
adversos significativos, como toxicidade sistêmica e desenvolvimento de constância 
por localização das células tumorais (Belian, et al., 2016). 
Os complexos de rutênio realmente emergem como uma alternativa promissora 
no campo da terapia oncológica, especialmente à sua baixa toxicidade e à capacidade 
de atuar em tumores metastáticos (Andrade, et al., 2022). Além de novas formulações 
e estratégias que visam maximizar os benefícios dos complexos de rutênio, assimcomo seus mecanismos de ação em contextos clínicos. Os compostos NAMI-A e 
KP1019, por exemplo, não apenas demonstraram eficácia em estudos pré-clínicos, 
bem como em ensaios clínicos, oferece opções de tratamento menos agressivas em 
comparação com os métodos tradicionais. Assim, as investigações nessa área podem 
resultar em avanços significativos na luta contra o câncer, dispondo o rutênio em uma 
posição de destaque entre os agentes terapêuticos vigente. 
Os metalofármacos, especialmente os complexos de cobre, têm se destacado 
não apenas na oncologia, assim como no tratamento de condições inflamatórias e 
infecciosas, mostrando um potencial significativo no desenvolvimento de terapias mais 
seguras e eficazes. O estudo de Barros et al. (2021) destaca as consequências das 
interações moleculares entre metalofármacos e células tumorais prostáticas, pelo qual 
potencial promissor para o desenvolvimento de terapias avançadas e personalizadas. 
Essa abordagem é ainda mais potencializada pelo uso da nanotecnologia, que permite 
a engenharia de sistemas de liberação controlada, e também entrega direcionada de 
medicamentos. Em relação aos metalofármacos e suas aplicações na medicina é 
necessário para o avanço terapias inovadoras que atendam a múltiplas necessidades 
clínicas. O desenvolvimento e uso clínico dos metalofármacos realmente apresentam 
desafios complexos, como a alta toxicidade sistêmica, a resistência adquirida por 
mecanismos celulares e a dificuldade no controle da biodisponibilidade dos compostos 
são obstáculos críticos. Desta maneira, a farmacovigilância se destaca como uma 
ferramenta imprescindível, auxilia na compreensão dos padrões uso e nos possíveis 
efeitos colaterais, permitindo ajustes nos tratamentos e promovendo o uso racional 
dos metalofármacos (Lino, et al., 2022). A vigilância contínua dos efeitos adversos e 
a monitorização da segurança dos pacientes são fundamentais para a identificação 
precoce de reações indesejadas. 
Este trabalho tem como objetivo fornecer uma visão crítica e abrangente sobre 
uso farmacológico dos metalofármacos, com ênfase nos complexos de rutênio, platina 
e cobre, expõe aspectos como toxicidade, resistência, limitações farmacocinéticas, 
destacando não apenas seu potencial terapêutico, mas também os desafios clínicos 
e os cuidados necessários para sua implementação segura e eficaz na prática clínica. 
MATERIAIS E MÉTODOS 
 
 
A presente pesquisa respeitou as diretrizes de um estudo revisão da literatura 
sistemática. As buscas, alcançadas para seleção dos artigos científicos, sucederam 
por meio de consultas em bases de dados online, tais quais: a ScienceDirect, Scientific 
Eletronic Library Online (ScIELO), e US National Institute of Health (PubMed). Para 
isto foram aplicando os seguintes descritores segundo o vocabulário estruturado da 
base dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “metalofármacos”, “complexos 
de rutênio”, “farmacocinética”, “terapia contra o câncer”, “toxicidade”, “ e resistência” 
e seus equivalentes idiomas em português, inglês e espanhol. Para acrescentar a 
busca das publicações cientificas os descritores foram cruzados com o termo “AND”. 
Foram considerados os artigos científicos e originais disponíveis referente a 
temática em estudo, publicados dos últimos 20 anos (2003-2023), relacionados ao 
tema uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos, entretanto, 
independente do ano de publicação, disponíveis em língua portuguesa, inglesa e 
espanhola. Foram designados entre 20 e 25 artigos que acatarem aos critérios de 
inclusão e exclusão estabelecidos para o estudo. 
Os critérios de inclusão foram relevantes e de alta qualidade, por artigos 
originais e revisões de estudo sistemática abordando ao uso farmacológico dos 
metalofármacos e seus desafios clínicos, publicados em periódicos revisados por 
pares, ampla compreensão do tema dentro da literatura existente. No entanto, os 
critérios de exclusão consistiram em trabalhos científicos repetidos nas bases de 
dados, artigos de análise, editoriais, pesquisas que não abordavam de forma direta o 
tema em questão, literatura publicada fora do período anteriormente definido, 
inviabilidade de acesso ao artigo completo, e aqueles que estavam em outra língua 
que não a determinada para o estudo. 
Os resumos foram cautelosamente analisados para estabelecer a relevância 
dos estudos em questão. Aqueles que atenderam aos critérios de inclusão tiveram 
seus textos completos revisados detalhadamente. As informações coletadas foram 
organizadas em tabelas, que incluem os nomes dos autores, títulos dos artigos, 
objetivos das pesquisas e principais resultados encontrados. Para o processamento e 
análise dos dados, foram usufruídos os softwares Word e Excel, proporcionado uma 
melhor visualização e comparação dos resultados dos estudos selecionados. 
RESULTADOS 
 
 
Após uma análise criteriosa dos artigos disponíveis, foram selecionados 15 
estudos sobre uso farmacológico dos metalofármacos e seus desafios clínicos para 
esta revisão. A Tabela 1 apresenta uma visão geral dos textos selecionados, incluindo 
a distribuição dos mesmos de acordo com autor, ano de publicação, objetivo pesquisa 
de revista, título metodológico utilizado de cada estudo. 
Os artigos analisados abrangem uma variedade de temas dentro da área, 
destacando estudos metalofármacos e suas respectivas aplicações clínicas e de alta 
qualidade contendo as principais informações extraídas, que inclui estudos empírico, 
revisões sistemáticas, enriquece a compreensão do estado atual da fabricação e suas 
tendências emergentes. 
A Tabela 1 serve como um recurso valioso para pesquisadores e profissionais 
interessados em aprofundar seu conhecimento sobre resultados da busca de estudos 
referente tipos de metalofármacos e suas aplicações clinicas na área e identificar 
lacunas que podem ser abordadas em trabalhos futuros. 
Tabela 1 – Principais estudos sobre uso farmacológico dos metalofármacos e seus 
desafios clínicos. 
Autores Revista Ano Título 
Santos, et. al., Virtual química 2024 Complexos de Platina em 
Quimioterapia do Câncer 
Nikolau; Silva 
Cancer Research 2018 Desenvolvimento de Metalofármacos 
de Rutênio 
Santos, M. 
Amélia 
International 
Journal of 
Nanomedicine 
2014 Nanotecnologia aplicada a 
Metalofármacos 
Silva, et al., Medicinal Metals 
Review 
2017 Complexos de Rutênio Avançados: 
Aplicações e Baixa Toxicidade 
De Andrade 
Querino, et. al., 
Medicinal 
Nanotecnologia 
2023 Integração de metalofármacos com 
veículos de nanopartículas. 
Machado et. al., Pharmacovigilanc 
e Journal 
2024 Análise de omissão de doses de 
antimicrobianos em Unidades de 
Terapia Intensiva. 
Rodriguez et al. Med Microbiol 
Immunol 
2019 Association of NFκB and related- 
cytokines with the viral load in people 
living with HIV/AIDS. 
Barbosa, F.W.X Cardiovascular 
and Renal 
Journal 
2021 Efeitos cardiovasculares e renais de 
um composto de rutênio. 
Oliveira Neto Journal of 
Inorganic 
Chemistry 
2022 Síntese e caracterização de novos 
complexos de rutênio doadores do 
NO. 
Barros, et al., Journal of 
Molecular 
Interactions 
2021 Interações moleculares e efeitos 
celulares de complexos de cobre em 
células tumorais prostáticas. 
Ramos, et al., International 
Journal of 
Medicinal 
Chemistry 
2021 Síntese e a avaliação do potencial 
antitumoral dos complexos de cobre 
e níquel. 
Thomazella, N. 
A. 
Coordination 
Chemistry 
Reviews 
2020 Compostos N,S-quelantes de 
paládio: Síntese e citotoxicidade. 
Medina et al. 
PLoS Pathogens 2020 G-protein coupled receptor vGPCR 
oncogenic signaling upregulation 
Brown et al. 
Journal of 
Virology 
2003 
NF-κB inhibits gammaherpesvirus 
lytic replication 
Fonte: Autores 
 
A análise dos artigos sobre o uso farmacológico dos metalofármacos e seus 
desafios clínicos, destaca a complexidade e a natureza deste tema.Os avanços 
recentes na pesquisa de metalofármacos relatam um cenário benéfico ao tratamento 
do câncer e outras doenças. 
A cisplatina, embora continue a ser uma terapia padrão para diversos tipos de 
câncer, exibe desafios significativos, como toxicidade elevada e desenvolvimento de 
resistência. Essas limitações impulsionaram a busca por alternativas mais seguras e 
eficazes. 
DISCUSSÃO 
 
 
A afirmação de Nikolau e Silva (2018) salienta a relevância dos metalofármacos 
como uma classe inovadora de agentes terapêuticos no tratamento de diversas 
patologias, incluindo câncer, infecções e condições inflamatórias. Esses compostos, 
contêm metais em suas estruturas, têm demonstrado eficácia em modular processos 
biológicos essenciais e, em muitos casos, oferecem vantagens em relação a terapias 
tradicionais. Certamente, metalofármacos têm se mostrado promissores em pretexto 
à sua capacidade de interagir com biomoléculas, permitindo não apenas a destruição 
de células patológicas, mas a modulação de respostas biológicas. O desenvolvimento 
de metalofármacos de rutênio tem atraído a atenção da comunidade científica devido 
às propriedades únicas desse metal e potencial aplicação na medicina, especialmente 
no tratamento de câncer. 
A cisplatina, é um dos metalofármacos mais ilustres, revolucionou o tratamento 
do câncer ao demonstrar eficácia em uma variedade de tumores, como os de testículo 
e pulmão. No entanto, suas limitações, bem como a toxicidade aguda e crônica que 
pode afetar órgãos saudáveis, como os rins e o desenvolvimento de persistência pelas 
células tumorais, são desafios significativos. A resistência à cisplatina pode ocorrer 
por múltiplos mecanismos, integrando a excreção aumentada do fármaco, alterações 
na sinalização celular e reparo do DNA. Essas limitações têm impulsionado a pesquisa 
por novos metalofármacos que possam submeter vantagens terapêuticas, de que 
modo a redução da toxicidade e a superação da resistência. Moléculas alternativas, 
bem como o oxaliplatina e novos compostos de metais, pelo qual investigadas com o 
propósito de melhorar a eficácia do tratamento e reduzir aos efeitos colaterais. Assim, 
esta busca por novos agentes terapêuticos na forma de metalofármacos se mostra 
não apenas promissora, mas fundamental para o avanço das estratégias terapêuticas 
na oncologia e em outras áreas da medicina distintas. 
Os complexos de rutênio, como NAMI-A e KP1019, representam uma classe 
inovadora de agentes anticancerígenos no qual eminente na pesquisa oncológica 
(Silva, et. al., 2017). Sua capacidade de direcionar células metastáticas de maneira 
eficaz, combinada com um perfil de toxicidade mais favorável em comparação aos 
tradicionais complexos de platina, oferece uma nova esperança no tratamento do 
câncer. No entanto, a menor interação desses complexos com tecidos saudáveis é 
particularmente relevante, pois pode causar numa redução significativa dos efeitos 
colaterais frequentemente associados à quimioterapia convencional. À vista disso, a 
pesquisa contínua sobre esses compostos é fundamental para intencionar melhor 
seus mecanismos de ação e potencializar seus benefícios clínicos, o que pode levar 
a tratamentos mais seguros e eficazes para pacientes com câncer metastático. 
A integração de metalofármacos com veículos de nanopartículas, conforme por 
De Andrade Querino et al., (2023), representa abordagem promissora na medicina 
moderna, especialmente, em contexto de terapias anticâncer e na administração de 
medicamentos. A combinação desses dois elementos pode potencializar a eficácia 
dos tratamentos, aumentar a solubilidade e a biodisponibilidade dos metalofármacos, 
além de proporcionar uma liberação controlada, ou seja, o que melhora a distribuição 
do fármaco no organismo e diminuir efeitos colaterais. 
Os veículos de nanopartículas oferecem várias vantagens, como a liberação 
controlada do fármaco, a melhora na solubilidade e biodisponibilidade, e a capacidade 
de direcionamento específico para células-alvo, o que minimiza os efeitos colaterais. 
A combinação desses dois componentes pode resultar em sistemas de entrega mais 
eficazes, aumentando a eficácia dos tratamentos e diminuindo a toxicidade. Além 
disso, a pesquisa de De Andrade Querino et al. pode explorar diferentes tipos de 
nanopartículas, tal como lipossomas, nanopartículas de polímeros e nanopartículas 
inorgânicas, cada uma com propriedades que podem ser ajustadas a necessidade 
terapêutica. Diante do exposto, a funcionalização das nanopartículas com ligantes 
específicos que reconhecem células tumorais é uma estratégia deve ser considerada 
para aumentar a seletividade do tratamento. Nessa mesma lógica, a combinação de 
metalofármacos com nanopartículas pode potencializar a atividade terapêutica por 
meio de sinergias, possibilitando novas oportunidades na iminência de superação de 
resistência a medicamentos. 
Conforme ressaltado por Machado et al. (2024), a otimização das dosagens de 
metalofármacos é aspecto crucial na prática clínica. A variabilidade na metabolização 
e eliminação desses fármacos entre pacientes pode ser atribuída a uma série de 
fatores individuais, incluindo de fato como idade, peso, comorbidades e interações 
medicamentosas. Essa diversidade de resposta terapêutica exige uma abordagem 
personalizada, onde profissionais de saúde devem considerar as características 
específicas de cada paciente ao determinar a dosagem adequada. Além disso, a 
identificação de potenciais interações medicamentosas é fundamental, pode afetar 
não apenas a eficácia do tratamento, mas também a segurança do paciente. Pois, 
estratégias de monitoramento e ajuste de doses, assim como uma comunicação eficaz 
entre os membros da equipe de saúde, são essenciais para garantir que os pacientes 
recebam cuidado possível, maximizando os benefícios terapêuticos e minimizando 
riscos. Assim, a pesquisa contínua nessa área também é necessária para aprimorar 
as diretrizes de tratamento e promover uma utilização mais segura e eficaz dos 
metalofármacos. 
O estudo de Barbosa (2021) sobre os efeitos cardiovasculares e renais do 
composto de rutênio aborda a importância desse metal em contextos terapêuticos, 
destacando suas propriedades farmacológicas e potenciais aplicações clínicas. O 
rutênio, um membro da família dos metais de transição, tem se mostrado promissor 
em diversas pesquisas devido às suas atividades biológicas únicas. No contexto 
cardiovascular, o estudo pode ter abordado como os compostos de rutênio influenciam 
a pressão arterial, a função cardíaca e a saúde vascular. Esses efeitos podem ser 
positivos ou negativos, dependendo da estrutura química do composto e da dose 
utilizada. Em relação aos efeitos renais, a pesquisa poderia ter analisado como esses 
compostos que afetam a função renal, incluindo a filtração glomerular, e a excreção 
de eletrólitos. O impacto da toxicidade renal e possíveis mecanismos de proteção 
também são aspectos relevantes que podem ter sido explorados. 
A farmacovigilância, contexto dos complexos de rutênio e cobre, desempenha 
um papel vital na garantia da segurança e eficácia dos metalofármacos utilizados em 
terapias. A pesquisa de Coêlho et al., (2023) destaca a importância de um sistema 
bem estruturado de farmacovigilância, que possibilita o monitoramento contínuo dos 
pacientes submetidos a esses tratamentos a longo prazo. Isso é particularmente 
crucial, considerando que os compostos de rutênio e cobre possuem propriedades 
farmacológicas inovadoras e promissoras, que podem contribuir significativamente no 
combate a diversas patologias. Entretanto, a utilização desses metalofármacos não 
está isenta de riscos. A diversidade de reações adversas potenciais, que podem variar 
desde desconfortos menores até efeitos colaterais sérios, requer uma vigilância 
proativa e sistemática. A implementação de protocolos de farmacovigilância permite adetecção precoce de eventos adversos e também a avaliação contínua da relação 
risco-benefício, assegurando que os pacientes recebam tratamentos que não apenas 
sejam eficazes, mas também seguros. 
Os complexos de platina, cisplatina, carboplatina e oxaliplatina, desempenham 
um papel fundamental na quimioterapia para diversos tipos de câncer, como câncer 
de testículo, pulmão, ovário e bexiga. Esses compostos atuam principalmente através 
da formação de ligações cruzadas no DNA, o que impede a replicação celular e induz 
a morte celular programada (apoptose). Esses complexos concretizam principalmente 
através da formação de ligações com o DNA, resultando na formação de adultos que 
interferem na replicação e transcrição celular do indivíduo. Portanto, essa interação 
induz danos ao DNA, levando à apoptose, ou morte celular programada, em células 
cancerígenas. Do mesmo modo, a resistência adquirida a esses agentes é um desafio 
significativo no tratamento oncológico, sendo outorgada a diversos mecanismos, 
como a ejeção do fármaco pelas células tumorais, reparo do DNA e alterações nas 
vias de sinalização celular. 
O trabalho de Santos et al. (2024) sublinha a relevância de conduzir pesquisas 
contínuas no desenvolvimento de novos complexos de platina, e as combinações 
terapêuticas. Portanto, essas investigações são cruciais não apenas para aumentar a 
eficácia dos tratamentos, mas também para minimizar os efeitos colaterais associados 
à toxicidade dos agentes quimioterápicos. Além disso, é essencial explorar estratégias 
inovadoras que possam superar a resistência dos tumores, um desafio significativo na 
oncologia. Nesse caso, a busca por alternativas mais eficazes e menos tóxicas pode 
levar a tratamentos mais personalizados e, consequentemente, a melhores resultados 
clínicos para os pacientes. A colaboração multidisciplinar e a utilização de técnicas 
avançadas de pesquisa são essenciais para impulsionar esse progresso. Diante 
contexto, a aplicabilidade de complexos de platina em esquemas de tratamento 
combinado tem mostrado resultados promissores, principalmente, em cânceres como 
testicular, ovário e pulmão. Desta maneira, os complexos de platina desempenham 
um papel crucial na quimioterapia do câncer, e a compreensão de seus mecanismos 
de ação e resistência é fundamental para as abordagens terapêuticas e os resultados 
clínicos para os pacientes oncológicos. 
A síntese e análise do potencial antitumoral dos complexos de cobre e níquel, 
conforme discutido no trabalho de Ramos et al. (2021), efetivamente disponibiliza uma 
contribuição importante para a pesquisa em quimioterapia. Os complexos metálicos, 
especialmente aqueles contendo cobre e níquel, têm sido investigados devido à sua 
capacidade de interagir com biomoléculas e induzir a morte celular em células 
cancerígenas. Segundo os autores investigam a síntese de complexos metálicos e 
suas interações com células tumorais, distingue assim a importância dos metais de 
transição, como cobre e níquel, respectivo às suas propriedades químicas únicas. A 
avaliação do potencial antitumoral é realizada por meio de ensaios in vitro, onde se 
observa capacidade de inibir a proliferação celular e induzir morte celular programada. 
No entanto, os resultados sobrevêm que esses complexos podem atuar como agentes 
promissores para o tratamento de diversos tipos de câncer, inclusive destacam a 
necessidade de estudos adicionais para entender melhor os mecanismos de ação e a 
toxicidade dos compostos. 
O estudo de Barros et al., (2021) investiga as interações moleculares e os 
efeitos celulares de complexos de cobre em células tumorais prostáticas, destacando 
a relevância desses compostos na busca por novas abordagens terapêuticas para o 
câncer de próstata. A pesquisa examina como esses complexos podem afetar as 
células tumorais, favorecendo aos efeitos citotóxicos e alterando processos celulares 
críticos, como a proliferação, a apoptose e a angiogênese. No entanto, a interação 
entre os complexos de cobre e componentes celulares, como proteínas e ácidos 
nucleicos, evidencia os mecanismos moleculares subjacentes que podem levar à 
morte celular. Os resultados sugerem que esses complexos conduzem estresse 
oxidativo nas células tumorais, sucedendo em danos ao DNA e ativação de vias de 
sinalização que favorecem a apoptose. 
De acordo com Oliveira Neto (2022), a síntese e caracterização de novos 
complexos de rutênio que atuam como doadores de óxido nítrico (NO) representam 
uma área de pesquisa inovadora e promissora tanto na química inorgânica quanto na 
farmacologia. Os complexos de rutênio têm mostrado potencial para liberar NO de 
forma controlada, o que é de grande interesse devido às diversas funções biológicas 
do óxido nítrico, como a regulação da pressão arterial, neurotransmissão e resposta 
imunológica. A capacidade desses complexos de atuar como doadores de NO pode 
abrir novas possibilidades ao desenvolvimento de terapias, doenças cardiovasculares, 
distúrbios neurológicos e outras condições onde o NO desempenha um papel crucial. 
Além disso, a caracterização desses complexos permite uma melhor compreensão de 
suas propriedades químicas e biológicas, contribuindo para a inovação na formulação 
de medicamentos. Em vista disso, a pesquisa nessa área não apenas avança o 
conhecimento fundamental sobre química de metais de transição, mas também 
promete impactar significativamente a prática clínica e a farmacologia, oferecendo 
novas estratégias terapêuticas e melhorias nos tratamentos existentes. 
A caracterização desses complexos, aplicando técnicas como espectroscopia 
de ressonância magnética nuclear (RMN), espectroscopia UV-Vis e difração de raios 
X, é supremo para entender suas propriedades estruturais e comportamentais. Diante 
contexto, a discussão sobre a eficácia biológica desses complexos sugere que eles 
podem não apenas funcionar como doadores de NO, mas também atuar em vias 
metabólicas que modulam a atividade celular, ampliando suas possíveis aplicações 
em terapia medicamentosa assimiladas. 
Conforme mencionado por Thomazella (2020), os compostos N, S-quelantes 
de paládio têm realmente chamado a atenção na pesquisa farmacêutica, devido às 
suas propriedades citotóxicas que podem ser exploradas no desenvolvimento de 
novos agentes terapêuticos. Esses compostos têm mostrado potencial em alvo 
terapêutico, visto que a citotoxicidade é uma característica desejável para substâncias 
que visam combater células tumorais. Além disso, a versatilidade dos quelantes de 
paládio em formar complexos com diferentes biomoléculas abre novas possibilidades 
para a criação de fármacos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. A pesquisa 
contínua nessa área pode levar a avanços significativos no tratamento de diversas 
doenças, incluindo diferentes tipos de câncer. 
Os derivados de paládio, em particular, têm se destacado nessa busca devido 
à sua similaridade com a química de coordenação da platina. Essa semelhança 
permite que os compostos de paládio explorem mecanismos semelhantes de ação, 
mas com a possibilidade de oferecer perfis de segurança e eficácia diferenciados. A 
investigação de novos N, S-quelantes de paládio representa, uma promissora vertente 
no desenvolvimento de terapias anticâncer, abrindo caminho para novas abordagens 
no tratamento de diversas neoplasias, com a esperança de que possam superar as 
limitações encontradas nos tratamentos tradicionais. Desta maneira, a pesquisa 
também explora a relação entre a estrutura dos compostos e sua atividade biológica, 
no qual pode contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos mais eficazes. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
O estudo em questão ressalta a importância dos metalofármacos na medicina 
contemporânea, especialmente no contexto de condições clínicas desafiadoras. Os 
complexos de rutênio, platina e cobre têm se destacado como promissores agentesterapêuticos, com a cisplatina servindo como um marco histórico no tratamento do 
câncer. No entanto, a cisplatina, apesar de sua eficácia, apresenta desvantagens 
significativas, como também a toxicidade elevada e a resistência que os pacientes 
desenvolvem ao longo do tratamento. Os complexos de rutênio, como o NAMI-A e o 
KP1019, têm se sobressaído em pesquisas oncológicas, especialmente por suas 
características que oferecem uma alternativa aos tratamentos tradicionais. A menor 
toxicidade associada a esses compostos é um avanço significativo, pois permite um 
perfil de tratamento que minimiza danos aos tecidos saudáveis, ao mesmo tempo em 
que atua especificamente sobre as células tumorais, particularmente em casos de 
tumores metastáticos. Essa especificidade resulta em melhores resultados clínicos e 
uma qualidade de vida melhorada para ser humano. 
A aplicação da nanotecnologia aos metalofármacos surge como um avanço 
significativo, proporcionando assim maior controle sobre a liberação do fármaco, 
aumentando a especificidade e trazendo os efeitos colaterais nos tecidos saudáveis. 
Entretanto, abordagem proporciona a edificação de tratamentos mais personalizados 
e seguros, um aspecto crítico, especialmente em terapias no final das contas, a 
personalização das terapias leva em conta não apenas o perfil genético, mas também 
fatores ambientais e de estilo de vida, resultando em intervenções mais eficazes e 
com menos efeitos colaterais. Este estudo também evidenciou os desafios clínicos 
que ainda limitam a aplicação mais ampla dos metalofármacos. Questões como a 
toxicidade sistêmica, a resistência farmacológica e também a dificuldade de controle 
da biodisponibilidade são obstáculos que precisam ser superados para que esses 
compostos possam ser integrados de forma segura e eficaz na prática clínica. 
Diante do exposto, é evidente que os metalofármacos têm um papel crescente 
na medicina moderna, porém implementação clínica requer abordagens de pesquisa 
contínua e rigorosa. Futuras investigações devem focar em ensaios clínicos amplos 
para avaliar a segurança e eficácia de novos complexos de rutênio e cobre em 
humanos. Além disso, a ampliação de sistemas de liberação controlada e estratégias 
multialvo, otimiza a administração desses compostos e reduz os efeitos adversos 
associados. 
Os metalofármacos emergem como uma abordagem inovadora e promitente 
no combate a doenças complexas, destacando-se por sua capacidade de oferecer 
alternativas eficientes aos tratamentos tradicionais. À medida que a pesquisa avança 
e as tecnologias de administração se aprimoram, vislumbramos um futuro em que 
esses compostos possam transformar a prática clínica. Eles não apenas prometem 
tratamentos mais eficazes, como a possibilidade de segurança aprimorada, ampliando 
o potencial terapêutico disponíveis para uma variada gama de condições médicas. 
Desta forma, os metalofármacos têm o potencial de não apenas complementar, mas 
de revolucionar os paradigmas atuais de tratamento, contribuindo para uma medicina 
mais personalizada e eficaz na prática clínica. 
 
 
 
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