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BIOMECÂNICA
Conceitos básicos relacionados a cinética 
•Massa: quantidade de matéria que compõe um corpo.
•Inercia: tendência de um corpo de resistir a qualquer mudança em seu estado de movimento.
•Força: impulso ou tração agindo sobre um corpo. 
•Centro de gravidade: ponto ao redor do qual o peso e a massa de um corpo estão equilibrados igualmente em todas as direções
•Peso: força de atração que a terra exerce sobre um corpo
•Pressão: força distribuída por uma determinada área.
•Volume: espaço ocupado por um corpo.
Cargas mecânicas agindo sobre o corpo
•Compressão: força de pressão ou de esmagamento dirigida axialmente através de um corpo.
•Tensão: Força de tração ou de estiramento dirigida axialmente através de um corpo. 
•Cisalhamento: Força dirigida paralelamente a uma superfície
Estresse Mecânico é a força que age sobre um material quando ele é comprimido, esticado ou deformado de alguma forma. Ele ocorre quando uma força é aplicada a um objeto e essa força tenta mudar a forma do material. O estresse mede a intensidade dessa força dentro do material.
Cargas de torção, de inclinação e combinadas
•Inclinação: carga assimétrica que produz tensão em um dos lados do eixo longitudinal de um corpo e compressão no outro lado.
•Torção: carga que produz rotação de um corpo ao redor do seu eixo longitudinal 
Efeitos das cargas
Quando uma força age sobre um objeto ocorre 2 efeitos:
1 –Aceleração:
2 –Deformação:
Quando objeto é deformado ele responde de duas formas:
1-Limite elástico: ponto na curva carga-deformação além do qual a deformação se torna permanente; até esse ponto, a deformação é temporária e o material pode voltar à sua forma original quando a força for removida.
2-Falencia: perda da continuidade mecânica; quando a deformação ultrapassa o limite elástico, o material pode se romper ou falhar.
Cargas 
Cargas repetitivas: aplicação repetida de uma carga subaguda que, em geral, é de magnitude relativamente baixa.
Carga aguda: aplicação de uma única força de magnitude suficiente para causar lesão de um tecido biológico.
Composição vetorial
•Vetor: quantidade física que possui magnitude e direção;
•Composição vetorial: processo para determinar um único vetor a partir de dois ou mais vetores pela soma vetorial;
•Resultante: vetor único que resulta da composição vetorial
CONVENÇÕES DE FORÇA DE FORÇA
As forças são grandezas vetoriais, as quais possuem ao mesmo tempo magnitude, direção e sentido
Vetor é um símbolo em forma de seta para representar quantidades que tenham magnitude, direção e sentido. 
VETOR DE FORÇA
MAGNITUDE:
Representada pelo comprimento da haste vetorial.
DIREÇÃO:
Representada pelo posicionamento da haste vetorial.
SENTIDO:
Representada pela ponta da seta da haste vetorial.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
- As setas indicam o ponto de aplicação da força, a magnitude e a direção; 
- Em biomecânica, o comprimento de um vetor indica a quantidade de tração de um músculo; 
- Os vetores que representam a ação muscular têm sempre a direção das fibras musculares. 
COMPOSIÇÃO VETORIAL
É A OPERAÇÃO DE VETORES. O VETOR QUE RESULTA DESTA COMPOSIÇÃO É CHAMADO DE VETOR RESULTANTE 
Regra do Polígono:
A origem de um módulo coincide com a extremidade do outro. O vetor resultante é uma seta cuja origem coincide com a origem do primeiro e a ponta coincide a ponto do outro vetor.
Regra do Paralelogramo:
As origens dos módulos se coincidem. A seguir, traçamos segmentos paralelos aos vetores, partindo das extremidades. O vetor resultante será uma seta que coincide com a origem dos vetores e aponta com o cruzamento dos segmentos paralelos.
Método das Componentes:
Vetores representado sem sistema de coordenadas e descritos como a soma das projeções nas direções x e y. O vetor resultante será um vetor cuja componente x é a soma das componentes x de cada vetor, e a componente y é a soma das componentes y de cada vetor.
Apresenta, em muitos casos, sentidos, direções e magnitudes diferentes. 
Estabilidade e equilíbrio 
•Estabilidade: resistência a ruptura do equilíbrio;
•Equilíbrio: Capacidade de controlar a estabilidade;
•Base de sustentação: área delimitada pelas regiões mais extremas do contato entre o corpo e a superfície de apoio.
Torque
Torque: efeito rotatório de uma força ao redor de um eixo de rotação, medido como produto da força pela distância perpendicular entre a linha de ação da força e o eixo.
Alavancas 
•Alavanca: uma máquina simples que consiste em uma barra relativamente rígida que pode ser rodada ao redor de um eixo; Elas permitem que os músculos façam menos esforço para produzir grandes movimentos ou levantar cargas pesadas
•Fulcro: ponto de apoio ou eixo ao redor do qual uma alavanca pode ser rodada;
•Potencia: ponto fixo de força;
•Resistencia: ponto fixo de resistência;
ALAVANCAS
PRIMEIRA CLASSE – INTERFIXA
O PONTO FIXO ESTÁ NO MEIO DA ALAVANCA. SUA CARACTERÍSTICA MECÂNICA NÃO MUDA, A NÃO SER QUE SE DESLOQUE SEU PONTO FIXO
SEGUNDA CLASSE -INTERPOTENTE
GERA POUCA FORÇA (ESPAÇO PEQUENO ENTRE FORÇA E PONTO FIXO). NESSA ALAVANCA, A VELOCIDADE TANGENCIAL É MAIOR. A MAIORIA DAS ARTICULAÇÕES DE NOSSO CORPO SÃO DE 3ª CLASSE
TERCEIRA CLASSE – INER – RESISTENTE
É UMA ALAVANCA QUE POTENCIALIZA FORÇA. É USADA, POR EXEMPLO, NAS TROCAS DE PNEU, EM CARRINHOS DE MÃO, QUEBRADOR DE NOZES
Alavancas
Braço de alavanca: É a distância que influencia a eficiência do músculo para gerar torque. Varia conforme o ângulo da articulação.
Torque: É a força de rotação gerada pelo músculo, que depende tanto da tensão muscular quanto do braço de alavanca
CADEIAS CINEMÁTICAS
PODEM SER CLASSIFICADAS COMO: ABERTAS OU FECHADA.
EXERCÍCIOS EM CADEIA ABERTA
Nos exercícios em cadeia aberta, o segmento distal (como a mão ou o pé) está livre para se mover, sem resistência externa, o que permite o movimento de uma única articulação. O movimento é produzido principalmente pela contração do músculo agonista.
Características:
· O segmento distal está livre e não há resistência externa no final do movimento.
· O exercício resulta em um movimento que envolve apenas um plano de movimento.
· A compressão articular é reduzida, mas pode haver aumento do cisalhamento articular.
· Geralmente um músculo (o agonista) é mais envolvido.
· Diminui compressão articular;
EXERCICIOS EM CADEIA FECHADA
Nesses exercícios, o segmento distal está fixo ou encontra resistência ao movimento, resultando em movimento simultâneo de várias articulações. O movimento é gerado pela co-contração dos músculos.
Características:
· Simula atividades funcionais do dia a dia.
· Aumenta a compressão articular, o que melhora a estabilidade e facilita a co-contração muscular.
· Segmento distal fixo e movimento ocorre em múltiplos ângulos.
· Músculos antagonistas e agonistas são ambos envolvidos.
· Pode não resultar em estímulo ideal para ganho de força
· Sistema motor complexo formado por uma série de articulações em que a mais distal encontra suficiente resistência externa para impedir ou restringir movimentos livres;
· São formadas quando as extremidades dos membros estão fixas, sendo nelas o ponto de aplicação de força (como no agachamento, flexão de braços).
· Diminui cisalhamento articular;
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BIOMECANICA DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS OSSOS
Composição e estruturas do tecido ósseo 
•Formado por: Carbonato de cálcio, Fosfato de cálcio e colágeno 
•Esses materiais conferem ao osso uma rigidez 
•São determinantes primários para resistência compressiva.
•Magnésio, sódio e fluoretos desempenham papeis metabólicos vitais para o crescimento e o desenvolvimento do osso.
•O colágeno é a proteína que confere ao osso sua flexibilidade e que contribui para sua resistência tensiva.
Organização estrutural 
•Osso cortical = 5 –30% -porosidade baixa
•Osso trabecular= 30 –90% -porosidade alta
•Porosidade é importante, pois afeta diretamente as características mecânicas do tecido. 
Tipos de Osso
•Os 206 ossos do corpo humano são subdivididos em:
•Esqueleto axial: crânio, coluna vertebral, costelase esterno
•Esqueleto apendicular: membros superiores e inferiores
Tipos de Osso:
· Ossos Curtos:
São pequenas estruturas esqueléticas com formato cúbico, permitindo movimentos de deslizamento. Exemplos: Ossos do carpo (pulso) e do tarso (tornozelo).
· Ossos Planos:
Têm um formato essencialmente plano e funcionam principalmente como estruturas protetoras. Exemplos: Escápula (ombro) e ossos do crânio.
· Ossos Irregulares:
Possuem formatos irregulares e desempenham funções específicas e especiais no corpo. Exemplo: Vértebras.
· Ossos Longos:
São caracterizados por uma longa haste com extremidades dilatadas e são normalmente envolvidos em movimentos. Exemplo: Fêmur (coxa).
Crescimento e Desenvolvimento do Osso:
· Crescimento Longitudinal:
Acontece na epífise, que é o centro de crescimento do osso, onde o tecido ósseo é produzido até o fechamento da epífise, geralmente na adolescência ou início da fase adulta. Após isso, a epífise se funde ao osso, encerrando o crescimento longitudinal.
· Crescimento Circunferencial:
Relacionado à atividade dos osteoblastos e osteoclastos.
· Osteoblastos: Células responsáveis por formar novo tecido ósseo.
· Osteoclastos: Células responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo.
Resposta dos Ossos ao Estresse:
· A Lei de Wolff afirma que a resistência óssea aumenta ou diminui de acordo com as forças que atuam sobre o osso.
Modelagem e Remodelagem Óssea:
· Os ossos passam por modelagem (crescimento) e remodelagem (ganho ou perda de massa óssea), influenciados por fatores como exercício ou fraturas.
· Osteócitos mantêm a estrutura óssea, criando ramificações na matriz e garantindo o metabolismo ósseo.
Características Biomecânicas:
· Testes mecânicos in vitro são realizados com máquinas de solicitação mecânica universal, mas esses testes podem ser imprecisos por não considerarem a presença de músculos, cartilagem e outras estruturas.
1) Zona elástica: Nesta fase, o osso sofre grande deformação quando exposto a sobrecarga, mas ainda consegue absorver energia mecânica para evitar a falência. Ele se acomoda à carga aplicada, o que ajuda a evitar fraturas. A deformação ocorre na matriz orgânica do osso, e muita carga é necessária para provocar pouca deformação. Quando a carga é retirada, o osso volta às suas características iniciais, o que indica reversibilidade. Em ligamentos, a situação é diferente, já que eles sofrem grande deformação com pouca carga
2) Zona plástica: há grande deformação com pouca carga. O osso perde capacidade de suporte, com grandes microfraturas e perda de rigidez.
3) Ponto de fratura: O osso não volta mais à sua posição inicial na fase 2, por isso a fase é plástica, com prejuízo no funcionamento do osso.
Hipertrofia Óssea
•Aumento na massa óssea que resulta de uma certa predominância da atividade osteoblastica.
•Exercício físico aumenta a densidade óssea
Atrofia Óssea 
•Redução na massa que resulta de um predomínio da atividade osteo clástica
•Falta de tração ou compressão causa redução da massa óssea 
Osteoporose:
É um distúrbio caracterizado pela redução da massa e resistência dos ossos, aumentando o risco de fraturas. A osteoporose pode afetar indivíduos em diversas situações, como:
· Pacientes acamados, astronautas, mulheres atletas e indivíduos idosos.
· Início: A osteoporose geralmente começa com osteopenia, uma condição prévia, e evolui para osteoporose se não tratada.
Tipos:
Osteoporose Tipo I: Afeta cerca de 40% das mulheres após os 50 anos, com as primeiras lesões ocorrendo cerca de 15 anos após a menopausa.
Osteoporose Tipo II: Associada ao envelhecimento, ocorrendo com maior frequência em indivíduos mais velhos.
Locais mais comuns de fratura: Rádio, ulna, colo do fêmur e coluna vertebral.
Osteoporose e mulheres atletas:
· A tríade da mulher atleta é composta por alimentação desordenada, amenorreia (ausência de menstruação) e osteoporose.
· 62% das mulheres atletas apresentam algum tipo de alteração alimentar, o que contribui para o risco aumentado de osteoporose.
· Baixos níveis de estrogênio também estão diretamente relacionados ao desenvolvimento da osteoporose.
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LESOES E FRATURAS
Tipos de lesões 
•Lesões ósseas •Lesões articulares •Lesões musculares
Lesões agudas e crônicas 
Lesão Crônica: É quando os sintomas de uma lesão aguda persistem por mais de 90 dias, sem cura. Geralmente, é causada por esforços repetitivos. Nem todas as lesões crônicas começam com inflamação, como é o caso das lesões degenerativas. A característica principal é a dor constante, que limita a realização de atividades
Lesão aguda: ocorre imediatamente após um traumatismo, sendo ocasionais e geralmente acidentais.
Exemplos: torções, luxações e fraturas.
Nestes tipos de lesões vamos observar a presença de três fases, sendo elas:
Fase inflamatória
· Inicia imediatamente após a lesão.
· Sintomas: calor, rubor, dor, edema e hematomas. Podem causar uma limitação ou incapacidade funcional do membro lesionado.
· Função: remover tecidos danificados e permitir o crescimento de novos capilares.
· Tratamento inicial: aplicação de gelo para reduzir inchaço e dor.
Fase de proliferação 
· Se inicia quando há redução da fase inflamatória que começa cerca do 4º dia e vai até a segunda semana.
· Características: crescimento de novo tecido, dor ao movimento ativo e restrição da amplitude de movimento.
· O tecido ainda é imaturo e com pouca oxigenação
Fase de Maturação
· Inicia por volta do 7º dia e dura até o reparo completo.
· Características: dor quase inexistente, amplitude de movimento quase completa.
· A duração varia conforme o tipo de tecido lesionado e sua vascularização
· Tecidos mais vascularizados cicatrizam mais rapidamente
Fraturas ósseas 
•Fratura: Interrupção na continuidade de um osso;
•Fraturas por avulsão: Ocorre quando uma contração muscular forte puxa o tendão e separa uma parte do osso
•Fratura cominutiva: o osso se quebra em vários pedaços pequenos
•Fratura por compressão(esmagamento):geralmente ocorre nas vértebras, quando sofrem esmagamento como quedas ou impactos
•Fratura com luxação: a articulação se torna luxada (desgastada) e um dos ossos apresenta uma fratura;
•Fratura patológica: quando uma doença que afeta a estrutura óssea enfraquece os ossos e provoca a ruptura;
•Fratura em galho verde: o osso se deforma, mas não ocorre a fratura. Ocorre especialmente nas crianças e se caracteriza por ser dolorosa, mas estável;
•Fratura incompleta: O osso não se quebra completamente, mas é parcialmente fraturado de um lado, enquanto o outro lado permanece intacto. É mais frequente entre as crianças, que têm ossos mais elásticos;
•Fratura com separação óssea: quando o osso é fraturado e um fragmento se afasta do osso;
•Fratura longitudinal: ocorre ao longo do eixo do osso, geralmente de forma reta, dividindo o osso de cima para baixo
•Fratura espiral: é uma fratura em que um pedaço de osso é girado;
•Fratura por estresse: mais comum entre os atletas, que possuem ossos que se quebram devido ao estresse repetido;
•Fratura oblíqua: a fratura cresce na diagonal e vai quebrando o osso;
•Fratura transversa: o osso se fratura transversalmente em relação ao eixo.
Lesões e patologias articulares 
Entorse é uma lesão traumática em uma articulação, onde ocorre o alongamento, arrancamento ou ruptura de um ou mais ligamentos, sem que haja deslocamento das superfícies articulares. Pode ser entendida como a perda temporária da congruência articular, ou seja, quando a articulação perde momentaneamente sua estabilidade devido a danos nos ligamentos ou na cápsula articular.
A gravidade das lesões ligamentares é geralmente classificada em três graus:
· Entorse de grau I: Ocorre um estiramento ou pequena ruptura das fibras ligamentares, sem causar instabilidade articular significativa. Pode haver dor leve, pouco edema e mínima rigidez articular.
· Entorse de grau II: Há uma ruptura parcial das fibras ligamentares e instabilidade moderada da articulação. Espera-se dor moderada a forte, edema e rigidez muscular.
· Entorse degrau III: Ocorre ruptura total das fibras ligamentares, causando grande instabilidade articular. O quadro inclui dor intensa, edema, hematoma e rigidez muscular
•Luxação A luxação é o deslocamento repentino e duradouro de um ou mais ossos de uma articulação, causando uma posição anormal. Ela ocorre quando uma força age diretamente ou indiretamente sobre a articulação. Pode ser confundida com entorse, mas se distingue pelo deslocamento ósseo. As articulações mais comuns afetadas são os ombros, dedos, joelhos, punhos, cotovelos e a articulação temporomandibular.
A tendinite é a inflamação de um tendão, geralmente causada por sobrecarga, resultando em dor e inchaço. As áreas mais comuns afetadas são ombro, cotovelo, punho, joelho e tornozelo. O tendão é mais vulnerável a lesões devido à sua menor resistência e elasticidade em comparação aos músculos e ossos.
Fatores de risco para tendinite:
· Postura inadequada, que gera atrito nos tendões.
· Movimentos repetitivos, como o uso excessivo de computadores e celulares.
· Envelhecimento, que reduz a circulação sanguínea nos tendões.
· Estresse, que provoca contraturas musculares e fadiga.
· Atividades esportivas intensas ou práticas com técnica/material inadequados.
· Doenças autoimunes, que podem atacar os tendões por engano.
Artrite: É uma condição caracterizada pela inflamação das articulações, causando dor, inchaço e rigidez. Comumente associada ao envelhecimento, existem mais de 100 tipos diferentes de artrite, variando em causas e sintomas, afetando a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas.
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BIOMECANICA DO TECIDO ARTICULAR
Resistência mecânica das articulações sinoviais
· Dependendo do tipo da articulação, há diferença na sua capacidade de movimentação;
· As articulações sinartroses são imóveis ou pouco móveis, evitando o deslocamento entre as peças ósseas conectadas por ela. Exemplo: suturas cranianas;
· As articulações anfiartroses permitem um pouco mais de mobilidade entre as peças ósseas conectadas do que as sinartroses. Exemplo: sínfise púbica;
· As articulações de grande mobilidade, chamadas de diartroses, são as mais móveis no corpo humano. Exemplo: joelho e tornozelo
Componentes articulares
· Seus componentes articulares são: membrana sinovial, líquido sinovial, cartilagem articular sinovial, fibrocartilagem.
· A membrana sinovial forma um tipo de bolsa entre as peças ósseas que se conectam em uma articulação. Essa bolsa fica repleta de líquido sinovial; A função da membrana sinovial é delimitar o espaço do líquido sinovial e produzir e renovar esse líquido, garantindo o bom funcionamento da articulação.
· A cavidade sinovial é o espaço interno limitado pela membrana sinovial e preenchido por líquido sinovial.
· O líquido sinovial é o lubrificante natural da articulação, situado entre as cartilagens articulares sinoviais dos ossos. Ele facilita o deslizamento entre as cartilagens durante o movimento, reduzindo o atrito.
· A cartilagem articular sinovial cobre a superfície óssea, funcionando como uma almofada que se deforma quando comprimida contra a cartilagem do osso adjacente na mesma articulação.
Componentes articulares
•Característica da cartilagem articular é que ela não possui inervações e nem vasos sanguíneos.
•Dessa forma, para as células articulares receberem os nutrientes, dependem do deslocamento do líquido sinovial da cavidade para cartilagem articular e da absorção do plasma sanguíneo pelo periósteo dos ossos 
•Assim, quando em repouso, parte do líquido sinovial da cavidade retorna para a cartilagem articular, nutrindo essa estrutura. Tal situação ocorre quando o peso aplicado sobre a articulação diminui –por exemplo, no joelho quando o sujeito está em pé e se deita por algum tempo.
Ações das cartilagens
· Para garantir que a deformação máxima da cartilagem ocorra antes da aplicação de uma força compressiva intensa, é importante realizar um aquecimento específico antes da sessão de treino
· As fibrocartilagens são mais rígidas e menos deformáveis que as cartilagens normais, podendo ser comparadas a borracha (fibrocartilagem) e silicone (cartilagem).
· A principal função das fibrocartilagens é garantir a estabilidade articular, agindo como um "calço" entre os ossos, além de aumentar a área de contato e distribuir melhor as forças compressivas. Exemplos de fibrocartilagens são o labrum no quadril e os meniscos no joelho.
Ações articulares
As fibrocartilagens ficam localizadas entre as cartilagens articulares nas articulações diartroses. Se a fibrocartilagem sofrer danos, seu processo de cicatrização a tornará mais rígida, reduzindo sua capacidade de se deformar. Como ela está próxima da cartilagem articular, as forças que deveriam ser absorvidas pela fibrocartilagem acabarão atingindo a cartilagem articular, o que pode levar à degeneração dessa cartilagem.
Biomecânica da coluna e do disco intervertebral
•O disco intervertebral localizado entre as vértebras da coluna vertebral é uma fibrocartilagem, ou seja, um tecido que se deforma pouco para distribuir as forças compressivas e que garante a estabilidade articular
•A deformação do disco para diminuir a pressão entre as vértebras é possível devido às duas estruturas que o compõem: o anel fibroso e o núcleo pulposo
Componentes
•O anel fibroso é um conjunto de cintas formado por fibras de colágeno que ficam ao redor do núcleo pulposo. Tem a importante função de resistir às forças de tração e impedir que o núcleo pulposo saia da área central do disco.
• O núcleo pulposo é formado por líquido e proteoglicanos, que são proteínas com a função crucial de resistir às forças compressivas. Quando as vértebras se comprimem, os proteoglicanos controlam a deformação e evitam o achatamento completo. Esse componente do núcleo pulposo permite aumentar a área de contato entre as vértebras, distribuir as forças de compressão de forma adequada e contribuir para a estabilização da coluna vertebral.
Biomecânica do ligamento e do tendão
• Outra estrutura articular importante são os ligamentos, que são formados principalmente por fibras de colágeno dispostas em paralelo, com poucas fibras transversais. Eles têm a função essencial de resistir às forças de tração. Essas forças são aplicadas durante o movimento articular, e os ligamentos fornecem a estabilidade necessária para que o movimento não ultrapasse sua amplitude normal, mantendo o plano e o eixo de ação articular.
Componentes
· Apesar de o tendão pertencer ao músculo e não à articulação, ele tem composição e comportamento muito semelhantes aos dos ligamentos. Por essa similaridade, o tendão é incluído neste tópico.
· O tendão está localizado nas extremidades dos músculos e tem a função de conectar o músculo ao osso, transferindo a força gerada pelo músculo para mover o segmento corporal. Ele é uma estrutura que resiste às forças de tração e contém um importante mecanorreceptor, o órgão tendinoso de Golgi, que ajuda no controle do estiramento.
· Devido à sua função de resistir às forças de tração, tanto o ligamento quanto o tendão apresentam comportamentos mecânicos muito semelhantes.
Estabilidade articular
•Capacidade de uma articulação resistir ao deslocamento ou lesões durante o movimento.
•Posição travada: orientação articular para a qual o contato entre as superfícies ósseas articulares é máximo
•Posição destravada: Qualquer orientação articular diferente da posição travada
Flexibilidade articular
Termo que representa a amplitude relativa de movimento permitida em uma articulação
Mensuração
Amplitude de movimento é medida direccionalmente por unidade de graus
Fatores de flexibilidade
•Superfície óssea
•Músculos
•Tecido adiposo
Técnicas para aumentar a flexibilidade
· Alongamento ativo: O alongamento é feito pelo próprio esforço do músculo. Nesse caso, você usa os músculos antagonistas (opostos ao que você está alongando) para gerar a tensão que vai alongar o músculo, tendão ou ligamento.
· Alongamento passivo: O alongamento é feito por forças externas, ou seja, algo ou alguémaplica a força de alongamento no músculo, tendão ou ligamento, sem o uso de tensão ativa nos músculos antagonistas.
· Alongamento balístico: Consiste em movimentos rápidos e repetitivos para alongar, normalmente sem manter a posição por muito tempo. É um tipo de alongamento que pode ser mais intenso.
· Alongamento estático: O alongamento é feito de forma lenta e controlada, mantendo a posição de alongamento por cerca de 30 segundos ou mais. Ele deve ser feito sem movimentos bruscos.
· Facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP): É um tipo de alongamento que combina contrações e relaxamento alternados dos músculos. O objetivo é melhorar a flexibilidade e o alongamento ao estimular os músculos de maneira controlada
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