Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FACULDADE ANHANGUERA DE ANÁPOLIS
BACHARELADO EM MEDICINA VETERINÁRIA
DAIANE SOUSA LEITE
ESTHER VIDAL
 GABRIELA MENDES
KAILAINY GABRIELE
LAMINITE EM BOVINOS
ANÁPOLIS
2025
 
DAIANE SOUSA LEITE 
ESTHER VIDAL
GABRIELA MENDES
KAILAINY GABRIELE
LAMINITE EM BOVINOS
Trabalho do curso de Graduação em Medicina Veterinária apresentado no Hospital Veterinário São Francisco de Assis, como requisito para conclusão da matéria de Clínica de Grandes.
Orientador: Prof. Mirna Secchis Vieira
ANÁPOLIS
2025
2
RESUMO
As afecções podais representam uma significativa fonte de prejuízos econômicos na bovinocultura, tanto por gastos diretos com tratamentos quanto por perdas indiretas decorrentes da queda na produção leiteira, diminuição no ganho de peso e comprometimento da fertilidade dos animais. Dentre essas enfermidades, destaca-se a laminite – também denominada pododermatite asséptica difusa – considerada a principal causa de claudicação relacionada aos cascos. Essa condição pode se manifestar de maneira aguda, subclínica ou crônica, sendo a forma subclínica a mais frequente nos bovinos. Ainda que menos evidente clinicamente, essa apresentação acarreta alterações significativas na qualidade do estojo córneo, predispondo o casco a lesões secundárias, como hemorragias de sola, úlceras na linha branca, formação de sola dupla e estrias na parede do casco. Este trabalho tem por finalidade revisar a literatura científica existente sobre a laminite em bovinos, abordando seus aspectos clínicos, etiológicos e diagnósticos, além das possíveis estratégias terapêuticas. Também se pretende discutir as lesões podais frequentemente associadas à evolução da forma subclínica da doença e explorar os mecanismos metabólicos que, alterados por dietas intensivas, favorecem o desenvolvimento da laminite. Embora a etiologia da enfermidade seja reconhecidamente multifatorial, a acidose ruminal está entre os principais fatores desencadeantes, sendo amplamente citada na literatura como elemento-chave na fisiopatologia da laminite bovina. No entanto, diversos outros fatores ambientais, nutricionais e de manejo continuam sendo investigados quanto à sua real influência no surgimento da afecção.
Palavras - chave: cascos, acidose ruminal, pododermatite, claudicação.
 ABSTRACT
Foot diseases represent a significant source of economic losses in cattle farming, both due to direct costs with treatments and indirect losses resulting from the drop in milk production, decreased weight gain and impaired fertility of animals. Among these diseases, laminitis stands out – also called diffuse aseptic pododermatitis – considered the main cause of hoof-related lameness. This condition can manifest itself in an acute, subclinical or chronic manner, with the subclinical form being the most frequent in cattle. Although less evident clinically, this presentation causes significant changes in the quality of the horny sheath, predisposing the hoof to secondary lesions, such as sole hemorrhages, ulcers in the white line, formation of a double sole and grooves in the hoof wall.This study aims to review the existing scientific literature on laminitis in cattle, addressing its clinical, etiological and diagnostic aspects, in addition to possible therapeutic strategies. It also aims to discuss foot lesions frequently associated with the evolution of the subclinical form of the disease and to explore the metabolic mechanisms that, altered by intensive diets, favor the development of laminitis. Although the etiology of the disease is recognized as multifactorial, ruminal acidosis is among the main triggering factors, being widely cited in the literature as a key element in the pathophysiology of bovine laminitis. However, several other environmental, nutritional and management factors continue to be investigated for their real influence on the onset of the condition.
Keywords: hooves, ruminal acidosis, pododermatitis, lameness.
1
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------ 1
2. DESENVOLVIMENTO ------------------------------------------------------------------------- 3
 2.1 CONCEITO, EPIDEMIOLOGIA ----------------------------------------------------------- 3
 2.2 PATOGENIA ------------------------------------------------------------------------------------ 4
 2.2.1 Genética e Anatomia --------------------------------------------------------------------- 4
 2.2.2 Idade e Balanço Energético Negativo ---------------------------------------------- 4
 2.2.3 Nutrição e Acidose Ruminal ------------------------------------------------------------ 5
 2.2.4 Fatores Ambientais e de Manejo ----------------------------------------------------- 5
 2.2.5 Impacto das Afecções Podais /Comportamento e na Reprodução ------- 6
 2.2.6 Fatores Nutricionais ---------------------------------------------------------------------- 7
 2.2.7 Genética e Seleção de Plantéis ------------------------------------------------------- 7
 2.3 SINAIS CLÍNICOS ---------------------------------------------------------------------------- 8
 2.4 DIAGNÓSTICO --------------------------------------------------------------------------------- 9
 2.5 TRATAMENTO -------------------------------------------------------------------------------- 10
 2.6 PREVENÇÃO --------------------------------------------------------------------------------- 12
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ------------------------------------------------------------------- 13
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ------------------------------------------------------- 14 
 1 INTRODUÇÃO
 A claudicação em bovinos representa um desafio significativo para a pecuária mundial, afetando o bem-estar dos animais e comprometendo diretamente a produtividade e rentabilidade dos sistemas de produção. Em vacas leiteiras, essa condição é a terceira principal causa de perdas econômicas, ficando atrás apenas da mastite e dos problemas reprodutivos (GREENOUGH, 2007). Nos rebanhos de corte, as afecções podais também ocupam a terceira posição entre os principais problemas sanitários, precedidas pelo complexo respiratório bovino e pela acidose ruminal (BARBOSA et al., 2020a).
 Estima-se que aproximadamente 90% dos casos de claudicação em bovinos estejam associados a lesões nos cascos, com predominância nos membros pélvicos (92%) em comparação aos membros torácicos (8%). Os 10% restantes correspondem a alterações em outras estruturas do sistema locomotor, como fraturas, luxações e artrites (FERREIRA, 2003; VERMUNT; GREENOUGH, 1994). Dentre as enfermidades podais, a laminite se destaca como a principal causa de claudicação, sendo responsável por cerca de 80% dos casos diagnosticados (FERREIRA, 2003; VERMUNT; GREENOUGH, 1994).
 A laminite, também conhecida como pododermatite asséptica difusa, é caracterizada pela inflamação das lâminas dérmicas internas do casco e pode se manifestar nas formas aguda, subclínica ou crônica, conforme o curso clínico da enfermidade (VERMUNT; GREENOUGH, 1994). Diversos fatores etiológicos têm sido associados à ocorrência da laminite em bovinos, embora nem todos possuam comprovação empírica robusta (GREENOUGH, 2007). Entre os fatores mais bem estabelecidos, destaca-se o consumo excessivo de carboidratos, o qual pode provocar acidose ruminal, condição amplamente reconhecida como desencadeadora da afecção (BARBOSA et al., 2020a). 
 Diante do impacto significativo da claudicação na produtividade e no bem-estar dos bovinos, especialmente em sistemas de produção intensiva, torna-se essencial compreender os mecanismos fisiopatológicos, os fatores predisponentes e as estratégias de prevenção e controle das doenças podais, com destaque para a laminite. Essa afecção, além de ser altamenteprevalente, compromete severamente a locomoção, o comportamento e o desempenho zootécnico dos animais, acarretando perdas econômicas substanciais aos produtores (BOOSMAN et al.; 1991). Além da dieta rica em carboidratos, outros fatores como as condições do piso, o manejo inadequado, predisposições genéticas, histórico de enfermidades e aspectos nutricionais também estão associados ao desenvolvimento da laminite. 
Esses elementos podem interferir na integridade da rede vascular dos cascos, especialmente nas anastomoses arteriovenosas, e comprometer a síntese adequada do estojo córneo. Como consequência, há redução na resistência e na força do tecido, tornando-o mais suscetível a lesões (DANSCHER et al.; 2010).
 A relevância do tema se justifica não apenas pelos prejuízos diretos, como redução na produção de leite ou ganho de peso, mas também pelos efeitos indiretos, como o aumento nos custos com tratamentos veterinários, descarte precoce de animais e diminuição da longevidade produtiva do rebanho. Além disso, o crescente enfoque em práticas de bem-estar animal tem exigido maior atenção às condições podais e ao manejo adequado dos bovinos. Nesse contexto, esta revisão bibliográfica tem como objetivo apresentar uma visão abrangente sobre a laminite em bovinos, abordando sua etiologia, fisiopatologia, formas clínicas, diagnóstico, bem como medidas preventivas e terapêuticas. 
2. DESENVOLVIMENTO
 2.1 CONCEITO, EPIDEMIOLOGIA 
 A laminite é uma inflamação asséptica difusa das lâminas, estruturas presentes na parte interna dos cascos dos bovinos, mais especificamente no córion (derme), que são estruturas vascularizadas responsáveis por conectar a parede interna do casco à falange distal (SILVA et al., 2009). Trata-se de uma patologia não infecciosa, que causa inflamação, degeneração e necrose na região afetada, resultando na desestabilização da união entre a epiderme e a derme, acarretando dor intensa e claudicação, o que impacta diretamente o bem-estar e a produtividade do animal (VERMUNT; GREENOUGH, 1994; NICOLETTI, 2004; LIMA SOARES et al., 2019).
 Segundo Campara (2011), é difícil compreender totalmente sua fisiopatologia devido ao seu caráter multifatorial, relacionado a distúrbios sistêmicos e metabólicos, sendo a acidose ruminal o fator mais frequentemente associado. Essa característica multifatorial dificulta o esclarecimento completo dos mecanismos patogênicos envolvidos (SOUZA; MOTA, 2010).
 A laminite afeta ruminantes de todas as idades e ocorre tanto em bovinos de corte quanto em bovinos leiteiros. Apresenta maior prevalência em criações de alta produção, sistemas de confinamento e propriedades com manejo sanitário e nutricional inadequado, sendo frequentemente identificada em rebanhos leiteiros sob sistemas como free stall, compost barn e linhas de cocho em terrenos abrasivos (BOND, 2010; SANTOS et al., 2022). A maior incidência está associada ao gado leiteiro, principalmente em virtude de dietas ricas em concentrados, que provocam desequilíbrios metabólicos e a consequente inflamação das lâminas (PASSOS, 2023).
 2.2 PATOGENIA 
 A patogenia da laminite bovina é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, metabólicos, nutricionais, inflamatórios e de manejo (PLAUTZ, 2013).
2.2.1 Genética e Anatomia
 A predisposição genética exerce um papel importante no desenvolvimento da laminite, pois características herdáveis como a resistência e elasticidade dos tecidos do casco, a conformação dos membros e o tamanho corporal influenciam a distribuição de cargas sobre as estruturas do casco (CRUZ, 2001; TÚLIO, 2006). 
 Animais com cascos de menor qualidade estrutural, membros posteriores mais retos ou desvios de aprumo apresentam maior concentração de pressão em áreas específicas, favorecendo microtraumas nas lâminas dérmicas internas e prejudicando a circulação local. Raças selecionadas para alta produção leiteira, como a Holandesa, possuem maior risco de laminite devido às elevadas exigências metabólicas e nutricionais que fragilizam a saúde dos cascos (BORGES et al., 2017).
2.2.2 Idade e Balanço Energético Negativo
 A idade também é um fator relevante, especialmente em vacas adultas no início da lactação, quando ocorre maior demanda energética. Frequentemente, essa demanda supera a capacidade de ingestão alimentar, levando a um balanço energético negativo. Como consequência, há mobilização intensa das reservas corporais de gordura e produção aumentada de corpos cetônicos no fígado, como ácido acetoacético, beta-hidroxibutirato e acetona (RIET-CORREA et al., 2001). 
 O acúmulo desses compostos gera cetose, uma das principais enfermidades metabólicas de vacas leiteiras de alta produção, causando prejuízos econômicos, aumento da mortalidade, descarte prematuro, redução da produção de leite e queda na fertilidade (SCHEIN, 2012). 
 A relação entre cetose e laminite ocorre principalmente através do comprometimento do metabolismo energético e da função imunológica. A escassez de glicose disponível para os tecidos periféricos, aliada ao estresse oxidativo promovido pelo excesso de corpos cetônicos, favorece processos inflamatórios sistêmicos e prejudica a microcirculação do casco, tornando as lâminas dérmicas mais suscetíveis a lesões (GUARD,1996; GOFF,2006).
2.2.3 Nutrição e Acidose Ruminal
 Dietas ricas em concentrados, com baixa quantidade de fibras, são frequentemente empregadas no pós-parto para atender às exigências nutricionais, mas podem provocar acidose ruminal (TÚLIO, 2006). A acidose resulta da ingestão excessiva de carboidratos rapidamente fermentáveis, levando à morte de bactérias gram-negativas no rúmen e consequente liberação de endotoxinas (lipopolissacarídeos) na corrente sanguínea (PAULINO, 2020).
 Estas endotoxinas desencadeiam a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), caracterizada pela liberação exacerbada de citocinas inflamatórias como TNF-α, IL-1 e IL-6, que causam: vasoconstrição periférica; aumento da permeabilidade vascular; formação de microtrombos. No casco, essas alterações resultam em hipoperfusão dos capilares laminares, hipóxia, edema intersticial e degeneração das lâminas, levando à separação da parede do casco da falange distal e ao surgimento da laminite clínica (PAULINO, 2020).
2.2.4 Fatores Ambientais e de Manejo
 A falta de higiene, com acúmulo de matéria orgânica e longo contato dos animais com fatores físicos e químicos (lama, fezes e urina, pisos ásperos), causa irritação na derme da região distal dos membros, levando a afecções como flegmão interdigital, pododermatites, erosão de talão e infecções sépticas (Dantas et al., 2020).
 Além disso, a sujeira enfraquece a estrutura da muralha e sola, tornando-as mais vulneráveis a objetos pontiagudos ou superfícies irregulares que lesionam os dígitos, causando doenças como coreose, doença da linha branca e fissura longitudinal de muralha. Condições inadequadas das instalações interferem no descanso dos animais, forçando-os a permanecerem em pé por mais tempo, o que aumenta o peso e a pressão sobre os cascos, resultando em afecções nos dígitos (Dantas et al., 2020). As condições insalubres de higiene e o espaço limitado prejudicam o repouso em decúbito dos animais, que colabora para a ruminação e também para circulação sanguínea nas extremidades distais dos membros, que contribui para a saúde dos digitos. O que pode desencadear problemas circulatórios nos cascos, agravando assim o risco de laminite (Mulling et al., 2006; Greenough, 2007).
 Falhas no manejo, como alimentação inadequada, introdução abrupta de concentrados e redução brusca de fibras, aumentam o risco de acidose ruminal (PAULINO, 2020). Além disso, más condições de confinamento, como piso abrasivo, excesso de umidade, acúmulo de matéria orgânica e superlotação, comprometem a integridade do casco e favorecem infecções secundárias (SERRA et al., 2017). 
 Vacas estabuladas em ambientes úmidos apresentam cascos mais amolecidos e menosresistentes em comparação a animais mantidos a pasto (PALMER et al.,2015).
 O estresse térmico, por sua vez, induz os animais a permanecerem mais tempo em pé, o que aumenta o risco de lesões na sola e na linha branca dos cascos (ÁLVAREZ et al., 2017). A falta de movimentação compromete o retorno venoso das extremidades, elevando a pressão capilar e favorecendo o edema laminar, o que agrava ainda mais a predisposição à laminite. A ausência de práticas como o casqueamento preventivo também favorece o surgimento de lesões mecânicas (BARBOSA, 2019).
2.2.5 Impacto das Afecções Podais no Comportamento e na Reprodução
 As afecções podais são classificadas como primárias ou secundárias e afetam principalmente vacas confinadas em condições inadequadas de higiene. Animais acometidos apresentam alteração no comportamento, permanecendo mais tempo deitados, com redução no consumo de alimento e água, e menor participação em atividades reprodutivas (SOUZA et al., 2016). 
 Esses problemas elevam o número de dias em lactação (DEL) e aumentam o intervalo entre partos, resultando em queda na taxa de concepção. Além disso, vacas claudicantes têm maior risco de desenvolver mastite e metrite, o que atrasa ainda mais a retomada das atividades ovarianas (SERRA et al., 2017).
2.2.6 Fatores Nutricionais 
 A nutrição exerce papel crucial na saúde podal. Dietas balanceadas devem conter adequado teor de volumoso de alta qualidade, associado a concentrados bem equilibrados, fontes de proteína (metionina, cistina), fibras efetivas, minerais (zinco, cobre, selênio) e vitaminas (como biotina e vitamina E) (COSTA, 2015). 
 A ingestão abrupta de grandes quantidades de concentrados pode reduzir o pH ruminal abaixo de 5,0, favorecendo a proliferação de bactérias produtoras de ácido lático (Streptococcus bovis, Lactobacillus spp.) e causando acidificação extrema, destruição das bactérias celulolíticas, aumento da osmolaridade do rúmen, hemoconcentração, desidratação e diarreia — alterações que predispõem à laminite (LOPES, 2017).
2.2.7 Genética e Seleção de Plantéis
 Fatores genéticos relacionados às afecções podais também são relevantes. Animais de raças como Holandesa e Jersey apresentam maior suscetibilidade a problemas podais devido à conformação anatômica e ao peso corporal elevado (WILSON-WELDER et al., 2015). 
 A seleção genética focada exclusivamente em produção leiteira, sem considerar a conformação dos membros e dos cascos, contribuiu para a maior incidência de lesões mecânicas (RANDALL et al., 2016). Raças taurinas demonstram maior sensibilidade em comparação a zebuínas, e características hereditárias como má formação das unhas, bulbo e demais estruturas agravam a predisposição à laminite (VIANA et al., 2018).
 2.3 SINAIS CLÍNICOS 
 Os sinais clínicos mais comuns incluem claudicação, dor intensa, anorexia, febre, embora a febre não seja um sinal típico primário da laminite, pode ocorrer secundariamente em casos graves de infecção sistêmica ou inflamação exacerbada associada à Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). (Lombardi; 2019).
 Durante os episódios de laminite, observa-se aumento da temperatura nos cascos (devido à inflamação local), edema na região da coroa, e taquicardia e taquipneia como reflexo do estresse, dor e desconforto.depressão, marcha anormal e perda de peso. Esses sintomas levam a uma alimentação inadequada, afetando diretamente a saúde do animal. Em casos graves, o quadro pode evoluir para descarte do animal ou até mesmo óbito, caso não haja tratamento eficaz (Lombardi; 2019). 
 O início da laminite se da devida à excessiva fermentação ruminal, que ultrapassa a capacidade de absorção e tamponamento fazendo com que o pH ruminal fique abaixo de 5,6 por um longo tempo gerando uma grande produção de ácido lático, e ocasionando uma acidose ruminal (GUERRA,2020). Com o pH baixo ocorre a destruição de bactérias gram-negativas e a liberação de endotoxinas na corrente sanguínea, esta liberação estimula também a de diversos mediadores inflamatórios que altera a vascularização vascular periférica afetando a derme laminar.
 A doença é classificada em três formas clínicas: subclínica, aguda e crônica. A laminite subclínica é a forma mais comum e ocorre principalmente no período próximo ao parto. Nessa fase, observa-se a presença de úlceras de sola, hematomas, lesões discretas e descoloração da sola, que varia de amarelada a avermelhada, indicando possíveis hemorragias. Uma única úlcera também é uma característica comum dessa fase. (Paulino, 2020).
 Laminite aguda: Acomete mais a espécie equina mas seus sinais de inflamação são facilmente percebidos caracterizando: dor no local, perda de função pois o animal tem relutância ao andar, tremor muscular e sudorese (GUERRA,2020). 
 Laminite subclínica: É a mais importante pois é predominante em vacas leiteiras e normalmente está associada ao manejo. Possui uma evolução lenta e se torna aparente com tempo, dificultando sua visualização, pois quando se torna aparente normalmente outra afecção secundária já se apresenta também (GUERRA,2020). 
 Laminite crônica: É associada a casos suscetíveis de laminite aguda ou crônica em um mesmo animal nos quais os fatores predisponentes não foram descartados. O animal 14 apresenta deformação dos dígitos, crescimento anormal dos cascos, com sola amolecida e pinças cruzadas, dentre outras. (GUERRA,2020).
 2.4 DIAGNÓSTICO
 O diagnóstico de laminite, pode ser fechado envolvendo anamnese, histopatológico, exame clínico detalhado e, em alguns casos, exames complementares. A anamnese é fundamental para identificar fatores predisponentes, como erros alimentares, histórico de acidose ruminal, manejo inadequado ou alterações ambientais.
 Clinicamente, a avaliação da locomoção por meio de escore específico (locomotion score) é uma ferramenta essencial na identificação de alterações precoces, especialmente em rebanhos leiteiros. A inspeção dos cascos permite detectar sinais clássicos como aumento de temperatura, dor à palpação, sensibilidade à pressão com uso de provadores de casco, e alterações na linha branca, como fissuras e áreas hemorrágicas (ALBUQUERQUE, 2023).
A laminite aguda é diagnosticada, segundo REBHRUN, 2000: 
“através da observação da atitude e da andadura do paciente,apalpando-se os cascos quanto a um aquecimento, apalpando-se as artérias digitais , aparando-se os cascos e usando-se os provadores de casco para testar a sua sensibilidade quando se aplica uma pressão no dedo e na sola proximal.
 Embora a radiografia não seja decisiva para o diagnóstico da laminite aguda, ela pode ser útil para avaliar a extensão de alterações internas, como edema e hemorragias, associadas ao processo inflamatório nos cascos (Stashak, 2002). 
 No caso de laminite crônica , as radiografias podem ajudar no diagnóstico. e segundo (Rebhun, 2000),“ como o aumento da densidade da parede dorsal do casco. Esses casos também podem apresentar perda de peso progressiva, queda na produção e desconforto contínuo, sendo importante a diferenciação com outras afecções podais.”
 Além da claudicação devido a inflamações, os cascos apresentam crescimento excessivo, com muita sensibilidade, sendo esse um sintoma importante no fechamento do diagnóstico.No diagnóstico da laminite subclínica, utiliza-se muitas das técnicas para o diagnóstico da laminite aguda ou crônica, podendo também observar as alterações na linha branca , superaquecimento e rachaduras no casco.
 É preciso levar em conta a observação do paciente a nível individual ou do rebanho para compreender os sinais por ele apresentados para se fechar um diagnóstico de laminite, seja ela, crônica, aguda ou subclínica. Além de histórico, de cuidados individuais como os cuidados com o casco e nutrição.
 Novas ferramentas diagnósticas, como a termografia infravermelha, têm sido utilizadas com resultados promissores. Essa técnica permite a detecção de variações de temperatura nos cascos,contribuindo para a identificação precoce de processos inflamatórios (ALBUQUERQUE, 2023).
 2.5 TRATAMENTO
 O tratamento da laminite bovina deve ser direcionado conforme a fase clínica da enfermidade e o estado geral do animal, visando à redução da inflamação, alívio da dor e reabilitação do tecido afetado. A administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como a flunixina meglumina (0,55 a 1,1 mg/kg) e a fenilbutazona (4,4mg/kg), tem se mostrado eficaz no controle da dor e da inflamação (REBHUN, 2000).
 Em casos mais severos, podem ser utilizados corticoides ou o DMSO (dimetilsulfóxido) por via intravenosa, diluído em dextrose a 5%, a uma dose de 1 g/kg, administrado lentamente. A aspirina por via oral também pode ser utilizada como coadjuvante no controle da dor (Schade, J. et al,2021).
 Além do tratamento farmacológico, é fundamental adotar medidas de manejo que favoreçam a recuperação do animal. O isolamento do indivíduo acometido é recomendado para evitar o agravamento da condição, permitir repouso adequado e facilitar a administração de cuidados individualizados (VILA VERDE el al.; 2023).
 O casqueamento terapêutico é uma prática essencial no tratamento da laminite em bovinos, pois permite a redistribuição do peso corporal sobre áreas menos comprometidas do casco, reduzindo a dor e o desconforto causados pela inflamação (Chapel N. M. et al. 2020). Essa técnica inclui a remoção cuidadosa de tecido necrosado e áreas lesionadas, favorecendo a cicatrização e evitando a progressão de danos ao casco. 
 Casqueamento preventivo é essencial para evitar a laminite em bovinos. Consiste no corte regular e adequado dos cascos, evitando o acúmulo, que pode levar a desequilíbrios e sobrecarga. Além de ajudar na prevenção do problema, isso contribui para a saúde geral dos cascos e a mobilidade do animal (Chapel N. M. et al. 2020).
 Casqueamento funcional é o casqueamento rotineiro de bovinos, também chamado casqueamento funcional, tem como objetivo restaurar a forma e proporções dos dígitos de maneira a distribuir uniformemente a superfície de contato com o solo e corrigir a posição dos membros (NICOLETTI, 2004) Os benefícios do casqueamento funcional são a prevenção de determinadas lesões digitais, por melhorar a conformação e função dos dígitos (MULLING et al., 2006) e o diagnóstico precoce de lesões digitais (SHEARER & VAN AMSTEL, 2001) Além disso, o casqueamento 39 funcional proporciona mais bem estar ao animal por lhe trazer mais conforto (GREENOUGH, 2007).
 Casqueamento corretivo Durante a avaliação clínica ou casqueamento funcional dos animais podem ser encontradas lesões secundárias à laminite subclínica, como úlceras e lesões de linha branca, as quais devem ser tratadas. Em linhas gerais, o casqueamento corretivo busca promover repouso, redução do apoio no solo, de áreas lesionadas ou mesmo do dígito inteiro transferindo maior apoio para o dígito sadio e remoção de tecido necrosado e focos de infecção (SHEARER & VAN AMSTEL, 2001). 
 Modificações na dieta são imprescindíveis, com o objetivo de corrigir distúrbios metabólicos, reduzir a ingestão excessiva de carboidratos fermentáveis e fornecer uma alimentação rica em fibras estruturais e tamponantes. Em animais jovens, a alimentação deve ser cuidadosamente ajustada, uma vez que há maior suscetibilidade à recorrência da afecção (BÄßLER et al., 2021).
2.6 PREVENÇÃO
 A prevenção da laminite bovina deve considerar uma abordagem multifatorial, com foco no manejo nutricional, ambiental e sanitário. A principal medida preventiva é o controle da alimentação, especialmente em rebanhos leiteiros submetidos a dietas ricas em concentrado. A inclusão de fibras efetivas e tamponantes (como bicarbonato de sódio) na dieta ajuda a manter o pH ruminal estável, prevenindo a acidose metabólica, condição diretamente associada à laminite (TÚLIO et al., 2006; PAULINO, 2020).
 Além disso, é essencial evitar mudanças bruscas na dieta, promovendo transições alimentares graduais e monitoradas. O fornecimento adequado de minerais e vitaminas, como zinco, biotina e cálcio, também contribui para a integridade e resistência do estojo córneo (CRUZ, 2001).
 O manejo do ambiente desempenha papel central na prevenção. Pisos confortáveis e com boa drenagem reduzem o risco de lesões traumáticas e infecções. O casqueamento preventivo regular deve ser realizado por profissionais capacitados, garantindo o equilíbrio do casco e prevenindo alterações na postura e na distribuição do peso (SANTOS et al., 2022).
Por fim, programas de monitoramento de escore de locomoção e bem-estar, aliados à capacitação da equipe de manejo, são fundamentais para a detecção precoce de sinais clínicos e subclínicos, evitando a progressão da doença e promovendo o bem-estar animal.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
 A laminite bovina representa uma importante enfermidade dentro da podologia veterinária, não apenas por seu impacto direto na locomoção e bem-estar dos animais, mas também pelas consequências econômicas significativas que acarreta à produção pecuária. Como condição multifatorial, sua abordagem exige uma visão ampla, que engloba desde fatores nutricionais e ambientais até práticas adequadas de manejo sanitário.
 O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento eficaz e à implementação de estratégias preventivas, é fundamental para minimizar os danos irreversíveis aos cascos e evitar a progressão para quadros crônicos. A compreensão da fisiopatologia da laminite e sua estreita relação com distúrbios metabólicos, especialmente a acidose ruminal, reforça a importância de protocolos alimentares bem estruturados e monitoramento constante dos rebanhos.
 Assim, o conhecimento técnico aliado à aplicação prática de medidas de prevenção e controle são essenciais para promover a saúde podais dos bovinos, contribuindo para a sustentabilidade da atividade pecuária, o bem-estar animal e a melhoria dos índices zootécnicos das propriedades.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ALBUQUERQUE, Laísa Bastos. Laminite em bovinos: o que sabemos e que falta saber? Belo Horizonte, 2023.
BÄßLER, S. C. et al. Association between alterations in plasma metabolome profiles and laminitis in intensively finished Holstein bulls in a randomized controlled study. Scientific Reports, v. 11, n. 1, p. 12735, 2021.
BARBOSA, A. A. et al. Clinical, hematological and histopathological aspects of experimental induction of laminitis in cattle through lipopolysaccharide infusion. Ciência Rural, v. 50, 2020b.
BARBOSA, A. A. et al. Prepartum lameness on subsequent lactation in Holstein dairy cows. Ciência Rural, v. 50, 2020a.
BOOSMAN, R.; NEMETH, F.; GRUYS, E. Bovine laminitis: clinical aspects, pathology and pathogenesis with reference to acute equine laminitis. Veterinary Quarterly, v. 13, n. 3, p. 163-171, 1991.
BOND, G. B. Diagnóstico de bem-estar de bovinos leiteiros. 2010. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) – Universidade Federal do Paraná.
BORGES, J.R.J.; CÂMARA, A.C.L.; MOSCARDINI, A.R.C.; RODRIGUES, C.A.;PITOMBO, C.A.;GRAÇA, F.A.S. Doenças dos dígitos dos bovinos: nomenclatura padronizada para o Brasil.
Revista CFMV. 23(73):45-52, 2017
CAMPARA, L. L. Afecções podais em bovinos de leite. Santa Maria, RS, 2013.
COSTA, V.S. et al. Análise de custos a partir da cadeia do valor do leite e seus derivados na região Seridó do Rio Grande do Norte. Revista Ambiente Contábil, Natal, v.7, n.1, jan-jun., 2015
Chapel N. M. et al. (2020) The effects of flunixin meglumine and hoof trimming on lying behavior, locomotion, and milk production in lame and nonlame lactating dairy cows. J. Dairy Sci. 103:5422–5430;
CRUZ, C. E. F.; DRIEMEIER, D.; CERVA, C.; CORBELLINI, L. G. Clinical and epidemiological aspects of bovine digital lesions in Southern Brazil. Arquivos Brasileiros de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 53, n. 6, p. 654-658, 2001.
DA SILVA, L. A. F. et al. Extrato da casca do barbatimão (Stryphnodendron barbatiman Martius) associado ao tratamentocirúrgico e toalete dos cascos na recuperação de bovinos da raça Nelore com dermatite digital. Ciência Animal Brasileira, p. 373-378, 2009.
DANSCHER, A. M.; TOELBOELL, T. H.; WATTLE, O. Biomechanics and histology of bovine claw suspensory tissue in early acute laminitis. Journal of Dairy Science, v. 93, n. 1, p. 53-62, 2010.
DANTAS, J. B. G.; DADA, J. M. V.; PEREIRA, E. A.; TOLENTINO, M. L. D. L.; GONÇALVES, L. M. F.; SANTOS, J. F. N.; SOUSA, D. C. Amputação de dígito em bovino a campo: relato de caso. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 3, n. 2, p. 372-379, 2020.
DUFFIELD, T.F. Impact of hyperketonemia in early lactation dairy cows on health and production. J. Dairy Sci., v. 92, p. 571–580, 2009
FERREIRA, P. M. Enfermidades podais em rebanho leiteiro confinado. 2003. 79 f. Tese (Doutorado em Ciência Animal) – Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
GOFF, J. Principais síndromes que acometem as vacas leiteiras no período periparto. In: WORLD BUIATRICS CONGRESS, 24., 2006, França. Proceedings... França: World Buiatrics Congress, 2006.
GUARD, C. L. Fresh cow problems are costly: culling hurts the most.Hoard’s Dairyman v. 141, p. 8, 1996.
GUERRA, Leticia Piuzana et al. Laminite bovina: um perigo silencioso, Milkpoint, 2020
GREENOUGH, P. R. Bovine laminitis and lameness: a hands on approach. Elsevier Health Sciences, 2007.
Greenough, P. R., C. Bergsten, A. Brizzi, and C.-K. W. Mulling. 2007. The Laminitis Syndrome. Pages 36–54 in Bovine Laminitis and Lameness – A Hands on Approach. 1st ed. Saunders Elsevier, Philadelphia, PA
LIMA SOARES et al. Impacto das doenças podais na criação de vacas leiteiras – Revisão de literatura. Revista Brasileira de Higiene e Sanidade Animal, v. 13, n. 2, p. 304-319, abr./jun. 2019.
LOMBARDI, Mayara Campos. Influência da laminite na produtividade, fertilidade e longevidade em rebanhos leiteiros. 2019.
LOPES, A. D. Caracterização de unidades produtoras de leite na área de abrangência do escritório de desenvolvimento rural de Jaboticabal –SP. 2017. Dissertação –Departamento de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2017.
MULLING, C. K. W. et al. Risk factors associated with foot lameness in dairy cattle and a suggested approach for lameness reduction. In: WORLD BUIATRICS CONGRESS, 24., 2006, Nice. Proceedings […]. Nice: World Association for Buiatrics, 2006.
NICOLETTI, J. L. M. Manual de podologia bovina. Barueri: Manole, 2004. 126 p.
PASSOS, L. T. Alteração nos dígitos bovinos relacionadas à dieta e à própria anatomia. Lume Repositório Digital, Porto Alegre, p. 75, 2019. 
PASSOS, Lorena Teixeira et al. Revisão sistemática da relação entre acidose ruminal e laminite em bovinos. Pesquisa em Ciências Veterinárias , 2023
PALMER, Maeve; OCONNELL, Niamh. Digital Dermatitis in Dairy Cows: a review of risk factors and potential sources of between-animal variation in susceptibility. Animals, v. 5, n. 3, p. 512-535, 13 jul. 2015.
PAULINO, Lais Resende. Avaliação do desenvolvimento de acidose láctica ruminal e laminite em bovinos confinados recebendo grão de aveia branca integral em substituição da silagem de milho. 2020, p. 62.
PLAUTZ, Gustavo Roberto. Podologia bovina. 2013. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
RANDALL, L. V., GREEN, M. J., CHAGUNDA, M. G. G., MASON, C., GREEN, L. E., & HUXLEY, J. N. Lameness in dairy heifers; impacts of hoof lesions present around first calving on future lameness, milk yield and culling risk. Preventive veterinary medicine, v. 133, p. 52-63, 2016.
RIET-CORREA, Franklin et al. Doenças de Ruminantes e Equinos.Campo Grande: Varela, 2001.
REBHUN, William C. Doenças do gado leiteiro. São Paulo: Roca, 2000.
SANTOS, J. B. et al. Pododermatite de Paradígito em Bovinos: Revisão de literatura. Research, Society and Development, v. 11, n. 15, p. e201111537027, 2022.
SERRA, R.M.; DIAS, R.C.; CAVALCANTE, M.P.; ALZAMORA FILHO, F. Prevalência das afecções podais e morfometria do casco de vacas lactantes na bacia leiteira de Ilhéus-Itabuna, Bahia. INVESTIGAÇÃO, v. 16,n. 1, 2017
STASHAK, T.S. Adams' lameness in horses. 5.ed. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2002. 1179p. 
Shearer, K.; Van Amstel, S.R. Pathogenesis and Treatment of Sole Ulcers and White Line Disease. Vet Clin North Am Food Anim Pract. v.33(2), p.283-300. 2017.
SCHEIN, Ingrid HÖrlle. Cetose dos ruminantes. 2012.
Schade, J. et al. Controle da dor em bovinos: revisão bibliográfica. Caderno de Ciências Agrárias, v. 13, p. 01–09, 2021.
SOUZA, R. C.; MOTA, W. G. Considerações atuais sobre problemas de cascos em bovinos. Passo Fundo: Apostila, 2010.
TÚLIO, L. M. Estudo biométrico do casco bovino e bubalino: avaliação de características anátomo-fisiológicas do casco sadio. Curitiba: Gráfica da UFPR, 2006.
VERDE, Milena de Sena Cintra Vila; CAETANO, Vitória Souza; PEREIRA, Murilo Elias. Diagnóstico precoce e tratamento de laminite em vacas leiteiras. FACMAIS. Trabalho de Conclusão de Curso, dez. 2023.
VIANA, R. B., MONTEIRO, B. M., de OLIVEIRA MELO, W., de OLIVEIRA, D. R., DAHER, L. C. C., RIBEIRO FILHO, J. D.. Ocorrência de lesões podais em bovinos de corte criados em lotação contínua no estado do Pará. Revista Acadêmica: Ciência Animal, v. 16, p. 1-8, 2018.
VERMUNT, J. J.; GREENOUGH, P. R. Predisposing factors of laminitis in cattle. British Veterinary Journal, v. 150, n. 2, p. 151-164, 1994.
WILSON-WELDER, Jennifer H.; ALT, David P.; NALLY, Jarlath E. The etiology of digital dermatitis in ruminants: recent perspectives. Veterinary Medicine: Research and Reports, v. 6, p. 155-164, 2015
2