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Sistema de Confinamento Free Stall
Universidade Federal de Mato Grosso
Campus Universitário de Cuiabá
Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal
Discente: M.V. Letícia C. G. de Souza
Docente: Dr. André Soares de Oliveira
ROTEIRO
Introdução
Objetivo
Histórico
O Sistema 
Planejamento para implantação
Planejamento do Rebanho
Avaliação Econômica
Considerações Finais
2
3
INTRODUÇÃO
(Faria e Corsi, 1983)
Fatores que Influenciaram a Produção Intensiva na Pecuária Leiteira
📉 Diminuição da disponibilidade de mão de obra;
💰 Aumento do custo da mão de obra;
🍽️ Maior demanda por alimentos para uma população urbana crescente;
📈 Aumento contínuo dos custos de produção;
🚜 Limitação na expansão das áreas agrícolas;
🔬 Disponibilidade de tecnologias aplicáveis ao setor leiteiro.
4
INTRODUÇÃO
Diversidade nos sistemas de produção leiteira
Há grande diversidade de sistemas de produção em todo o mundo.
Mesmo em regiões com pecuária leiteira desenvolvida, as fazendas não são idênticas.
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
5
INTRODUÇÃO
Diversidade nos sistemas de produção leiteira
6
INTRODUÇÃO
O confinamento de vacas leiteiras é uma das principais opções de manejo.
Caracteriza-se pelo fornecimento de dietas balanceadas no cocho. Possui alto custo de produção, exigindo:
Eficiência no uso dos recursos disponíveis;
Planejamento técnico e econômico rigoroso.
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
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INTRODUÇÃO
Objetivos de um confinamento leiteiro
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
Facilitar o manejo das vacas em produção, no que diz respeito à alimentação e reprodução;
Reduzir a infestação por ecto e endoparasitos;
Facilitar o trabalho da mão-deobra.
Explorar o potencial máximo de produção das matrizes leiteiras especializadas;
Economizar a energia dispendida pelas vacas durante a locomoção em pastagens;
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INTRODUÇÃO
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
Os sistemas de criação de vacas leiteiras em confinamento podem
ser divididos em três tipos principais:
Confinamento
Piquetes
Repouso coletivo
Repouso individual
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INTRODUÇÃO
Sistema de Confinamento com Área de Repouso Coletivo (Loose Housing)
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INTRODUÇÃO
Sistema de Confinamento com Área de Repouso Individual (Tie Stall)
Os animais repousam em baias individuais, presas por uma corrente ao pescoço.
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INTRODUÇÃO
Sistema de Confinamento com Área de Repouso Individual (Free Stall)
Os animais repousam em baias individuais, de livre acesso.
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
Descrever o sistema de confinamento Free Stall, destacando:
Características estruturais;
Funcionamento;
Vantagens;
Impactos na produtividade;
Bem-estar animal.
12
OBJETIVO
13
HISTÓRICO
Surgiu nos Estados Unidos na década de 1950.
Ficou conhecido nos EUA por sua maior economia de cama e redução de injúrias em cascos e tetos das vacas.
Apresentou vantagens em relação ao sistema Loose Housing, predominante na época.
Tornou-se popular no Brasil a partir dos anos 1980.
(Andrade et al., 2022)
13
HISTÓRICO
Histórico do Sistema Free Stall no Brasil
As primeiras tentativas de confinamento leiteiro no país ocorreram na década de 1960.
Essas experiências não tiveram sucesso, devido a problemas técnicos.
No início dos anos 1980, iniciativas particulares retomaram o uso do sistema Free Stall.
14
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
HISTÓRICO
Histórico do Sistema Free Stall no Brasil
Em 1982-1983, a Embrapa implantou em Brasília (DF) um sistema de confinamento total tipo Free Stall.
O objetivo foi demonstrar a viabilidade da criação de vacas de alto potencial produtivo (raça Holandesa P&B). 
Os bons resultados alcançados incentivaram outros produtores a adotar esse modelo.
15
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
Sua introdução transformou a pecuária leiteira, permitindo:
Aumento do número de vacas por propriedade;
Melhor manejo dos animais, organizados em grupos.
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HISTÓRICO
(Andrade et al., 2022)
17
Fatores Relacionados ao Uso do Sistema de Confinamento Freestall
18
(PennState Extesion, 2017)
No sistema Free Stall, as vacas:
Têm liberdade de entrada e saída das baias;
Não ficam presas;
Se alimentam e bebem água em áreas separadas.
FREE STALL
A baia deve:
Oferecer conforto e prevenir lesões;
Permitir que até a maior vaca do rebanho consiga entrar, deitar, levantar e sair com facilidade.
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PLANEJAMENTO INSTALAÇÃO
(Rehagro, 2025)
Na grande maioria dos Free Stalls, as unidades compreendem três aspectos fundamentais: 
a área de alimentação, 
a área de repouso e,
a área de exercício.
É essencial considerar a capacidade de acomodação do sistema.
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ÁREA DE ALIMENTAÇÃO
(Rehagro, 2025)
Espaço recomendado de cocho por animal:
Vacas em lactação: 60 a 70 cm lineares;
Vacas no pré e pós-parto: 70 a 80 cm lineares;
Vacas e novilhas juntas (pós-parto): 80 cm a 1 m linear.
As medidas garantem:
Acesso simultâneo ao alimento para todos os animais;
Redução da competição e do estresse durante a alimentação;
Maior uniformidade no consumo e bem-estar do rebanho.
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ÁREA DE ALIMENTAÇÃO
(Naess et al., 2011)
A redução do espaço no cocho tem tido um efeito negativo no comportamento alimentar, especialmente em vacas de baixa hierarquia (Friend et al., 1977; DeVries et al., 2004; Huzzey et al., 2006 ).
Em diversas recomendações (CIGR, 1994 ; McFarland, 2000), destaca-se a importância de um suprimento adequado de água. Constatou-se que as vacas preferem e bebem mais em cochos maiores (Pinheiro Machado Filho et al., 2004 ; Teixeira et al., 2006 ). 
No entanto, há pouca documentação sobre os possíveis efeitos negativos da redução do espaço no cocho ou da quantidade de água disponível sobre a produção de leite.
22
ÁREA DE ALIMENTAÇÃO
(Seyfi, 2015)
23
CORREDORES
A largura dos corredores influencia o fluxo total dos animais.
Recomendações variam entre diferentes autores e diretrizes (CIGR, 1994; Bickert et al., 2000; Graves, 2000).
A boa organização dos corredores é essencial para otimizar o fluxo dos animais.
Corredores sem saída devem ser evitados, pois prejudicam o deslocamento do gado (Smith et al., 2000).
(Naess et al., 2011)
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CORREDORES
Recomendações sobre a largura e organização de corredores
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ÁREA DE REPOUSO
(Andrade et al., 2022)
Dimensionamento e Conforto no Sistema Free Stall
“Essencial para o conforto e bem-estar das vacas”
Baias mal dimensionadas causam:
Vacas deitando nos corredores;
Sujeira e umidade no corpo dos animais;
Lesões devido ao contato com o piso concretado;
Redução do espaço de circulação e alterações no comportamento social.
Definidas conforme a categoria e o peso vivo médio dos animais!
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ÁREA DE REPOUSO
Dimensionamento e Conforto no Sistema Free Stall
27
ÁREA DE REPOUSO
Dimensionamento e Conforto no Sistema Free Stall
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ÁREA DE REPOUSO
Área de repouso recomendada: 
Aproximadamente 2,8 m² por animal.
Comprimento das baias: entre 2,4 m e 2,7 m, permitindo que as vacas deitem e se levantem com facilidade.
Largura das baias: entre 1,1 m e 1,4 m, garantindo movimentação adequada e ambiente confortável.
O dimensionamento correto reduz o estresse, previne lesões e favorece o descanso natural das vacas.
(Rehagro, 2025)
VARIÁVEL!
29
DIMENSIONAMENTO
Tabela 1. Dimensões das baias ("stalls"), de acordo com a categoria animal e peso vivo médio.
	Categoria Animal	Comprimento x Largura (m)
	Bezerras	
	6 semanas a 4 meses	1,37 x 0,61
	5 a 7 meses	1,52 x 0,76
	Novilha	
	8 meses até a parição*	1,67 x 0,91
	Vacas (peso vivo médio do rebanho - kg)	
	450	2,08 x 1,07
	545	2,13 x 1,14
	635	2,13 x 1,22
	725	2,29 x 1,22
* Primeiro parto aos 24 meses de idade.
(EMBRAPA: Camargo, 1989)
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DIMENSIONAMENTO
Tabela 2. Dimensões recomendadas para as baias individuais do Free Stall, de acordo com a faixa de peso dos animais.
(Andrade et al., 2022)
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Espaço e Design Funcional 
O projeto das baias deve respeitar o comportamento natural da vaca:
Preferência por deitar-se levemente em aclive;
Mudar de posição durante o repouso;
Impulsionar o corpo para frente ao levantar.
DIMENSIONAMENTO
(PennState Extesion,2017)
Para vacas de 590 a 680 kg, o espaço ideal é:
Largura: cerca de 1,20 m;
Comprimento total: cerca de 2,75 m.
O corpo da vaca deitada ocupa aproximadamente 1,70m do comprimento.
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O piso da baia deve ter uma leve inclinação (2,5–5 cm) no sentido da cabeça da vaca.
É necessário espaço livre à frente para permitir que a vaca:
Estenda a cabeça e o pescoço durante o repouso;
Projete o corpo para frente ao se levantar.
(PennState Extesion, 2017)
CONFORTO E BEM ESTAR
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As baias de pré-parto, devido toda a logística e conforto para o animal gestante, a área deve compreender um espaço maior, em média, entre 4,5 e 5,5 m² por vaca.
ANIMAL GESTANTE!
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Deve ser ampla o suficiente para permitir movimentação livre dos animais.
Evita congestionamentos e favorece a boa ventilação do ambiente.
Espaço recomendado: entre 1,2 e 2 m² por animal.
Garante bem-estar, redução de estresse e melhor circulação do ar dentro do sistema Free Stall.
ÁREA DE EXERCÍCIO
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Importância 
Oferecer uma área seca e confortável de descanso é essencial para a saúde, bem-estar e desempenho das vacas leiteiras.
As vacas descansam de 10 a 14 horas por dia, em vários períodos curtos (bouts).
Baias bem projetadas e manejadas proporcionam:
Redução do tempo excessivo em pé;
Melhor eficiência de ruminação;
Maior limpeza dos animais;
Menor risco de lesões.
CONFORTO E BEM ESTAR
(PennState Extesion, 2017)
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Tabela 3. Prevalência [nº (%)] de claudicação, lesões no jarrete e no joelho, e tempo médio de repouso em nível de vaca em fazendas com troca de baias livres (CHG), fazendas sem troca de baias livres (NC) e fazendas novas (NF).
(Morabito et al., 2017)
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Tabela 4. Modelo de regressão linear multivariável investigando as associações entre a produção média corrigida de leite (kg) e as práticas de manejo das fazendas e indicadores de bem-estar animal em 120 fazendas de confinamento em Alberta, Ontário e Quebec, Canadá.
(Robichaud et al., 2019)
Aumenta a produção de leite!
Reduz produção de leite!
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Planejamento Para Implantação
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A área deve oferecer acesso fácil a recursos e infraestruturas:
Sala de ordenha,
Energia elétrica e água,
Acesso para animais, tratores e pessoas.
A orientação do galpão é essencial para o bem-estar dos animais.
Preferencialmente, posicionar as fileiras no sentido leste-oeste.
A fachada voltada para o leste aproveita melhor a luz solar natural.
Essa orientação evita exposição excessiva ou insuficiente ao sol, reduzindo impactos fisiológicos nas vacas.
ESCOLHA E ORIENTAÇÃO
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(The Dairyland Initiative, 2015)
ESCOLHA E ORIENTAÇÃO
Posicionamento das paredes laterais do barracão, enfatizando a angulação dos raios solares dentro do galpão. 
41
(Rehagro, 2025)
A drenagem eficiente mantém o ambiente higiênico, saudável e confortável.
O piso deve ter declive de 1 a 2%, evitando poças e facilitando o escoamento dos resíduos.
O piso (seja concreto ou borracha) deve estar bem dimensionado e conservado, prevenindo acúmulo de água e fezes.
Instalar canais e calhas de drenagem ao longo das baias, dimensionados conforme o volume de dejetos esperado.
Conectar o sistema de drenagem a esgoto ou fossa séptica adequada, garantindo destino ambientalmente correto aos resíduos.
DRENAGEM DE RESÍDUOS
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DRENAGEM DE RESÍDUOS
43
(Rehagro, 2025)
O sistema de raspagem é essencial para manter a higiene do ambiente.
Pode ser realizado com lâminas, raspadores por cabo ou manualmente.
Remove resíduos mais grossos, otimizando a eficiência do sistema de lavagem (flushing).
Melhora a locomoção dos animais e reduz o contato com matéria orgânica.
Diminui a ocorrência de mastite e doenças infecciosas podais, promovendo saúde e bem-estar.
RASPAGEM E HIGIENIZAÇÃO
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Há diferentes tipos de estruturas: madeira, metal ou concreto.
A escolha do material influencia o custo e a durabilidade da instalação.
Planejamento estrutural deve considerar resistência, ventilação e conforto térmico.
ESTRUTURA
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Tipos de separadores:
ESTRUTURA
(PennState Extesion, 2017)
Separadores
Frente aberta
Frente fechada
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Frente fechada: requer comprimento total de cerca de 2,75 m para o movimento natural;
Frente aberta: permite abertura de 80 cm para a vaca projetar a cabeça ao levantar.
ESTRUTURA
(PennState Extesion, 2017)
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(Rehagro, 2025)
VENTILAÇÃO E CONFORTO TÉRMICO
Vacas leiteiras possuem metabolismo elevado, gerando mais calor corporal.
No clima brasileiro, há maior dificuldade na dissipação do calor, o que causa estresse térmico.
O estresse térmico reduz:
A produção de leite,
Os índices reprodutivos.
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VENTILAÇÃO E CONFORTO TÉRMICO
Um sistema de ventilação eficiente é essencial para manter o equilíbrio térmico. Tipos de ventilação:
Natural,
Mecânica,
Aspersão (com ventiladores e água)
Sistemas combinados.
Deve-se manter um equilíbrio na velocidade do ar: Evitar correntes de ar fortes (desconforto).Evitar baixa ventilação (ineficaz na termorregulação).
Fonte: The Dairyland Initiative (2015)
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(Rehagro, 2025)
TIPOS DE CAMA
A cama adequada é essencial para o conforto e bem-estar das vacas.
O objetivo é que as vacas permaneçam deitadas por mais tempo, favorecendo descanso e produção.
Fatores a considerar na escolha:
Custo-benefício do material.
Disponibilidade e facilidade de manutenção.
Conforto proporcionado aos animais.
Descarte ou reutilização do material.
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(Rehagro, 2025)
TIPOS DE CAMA
Camas orgânicas (palha, maravalha, casca de arroz, bagaço de cana, etc.):
Econômicas e confortáveis.
Degradam-se rapidamente → exigem trocas frequentes.
Maior trabalho de manutenção.
Camas sintéticas (areia, borracha, EVA, etc.):
Custo inicial mais alto.
Maior durabilidade e fácil manutenção.
Areia é a mais utilizada → durável e de fácil limpeza.
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(Rehagro, 2025)
TIPOS DE CAMA
A escolha do tipo de cama deve considerar:
Condições específicas da fazenda;
Orçamento disponível;
Preferências do produtor.
Independente do material, a cama deve ser:
Limpa e seca → garante conforto e saúde das vacas;
Monitorada regularmente quanto à umidade e desgaste.
Trocas periódicas são essenciais para:
Manter o bem-estar animal.
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 Tabela 5. Documentação das estatísticas de casqueamento para vacas alojadas com 4 sistemas de cama: DBOS = sólidos orgânicos em camada profunda; MAT = sólidos orgânicos espalhados sobre colchões com núcleo de espuma; NSA = areia nova em camada profunda; e RSA = areia reciclada em camada profunda, recuperada do separador de areia tipo parafuso, de janeiro de 2014 a dezembro de 2016 em Stratford, Wisconsin.
(Esser et al., 2017)
Foi oque teve menor quantidade de problemas de casco!
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 Tabela 6. Resumo dos casos de mastite em vacas lactantes alojadas em baias livres com 4 sistemas de cama: DBOS = sólidos orgânicos em camada profunda; MAT = sólidos orgânicos espalhados sobre colchões com núcleo de espuma; NSA = areia nova em camada profunda; e RSA = areia reciclada em camada profunda, recuperada do separador de areia tipo parafuso, em Stratford, Wisconsin.
(Esser et al., 2017)
Foi oque teve menor quantidade de mastite!
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Planejamento do Rebanho
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(Rehagro, 2025)
REBANHO
Equilíbrio entre Produção e Custo
O aumento da produtividade pode parecer atrativo, mas deve-se buscar equilíbrio entre produção e custo.
Esse equilíbrio depende do perfil do rebanho, considerando:
Genética;
Média de produção por vaca.
O aumento de produção precisa acompanhar o investimento inicial e os custos de manutenção.
56
(Rehagro, 2025)
REBANHO
Planejamento e Organização do Rebanho
É fundamental planejar o crescimento do rebanho antes da implantação do sistema.
A organização do plantel é um dos maiores desafios na transição para sistemas avançados.
Dificuldades comuns em pequenas e médias propriedades:
Índices reprodutivos baixos;
Mão de obra menos qualificada;
Manejo inadequado para vacas de alta produção.
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(Rehagro, 2025)
REBANHO
Aprimoramento Genético e Descarte Seletivo
Para otimizar o sistema, é preciso avaliar criteriosamente o rebanho.
Devem ser considerados para descarte:Animais de baixa produção;
Problemas reprodutivos ou locomotores;
Histórico de mastite ou doenças crônicas.
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(Rehagro, 2025)
REBANHO
Investir em genética de alto potencial produtivo e longevidade é essencial.
Rebanhos geneticamente aprimorados garantem:
Maior eficiência produtiva no sistema Free Stall;
Compensação dos custos de implantação e manutenção;
Lucratividade sustentável ao longo do tempo.
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Avaliação Econômica
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61
Figura 1. Simulação do número de vacas leiteiras (A); produção de leite/área, L/ha/ano (B); produção de leite/vaca, L/dia (C); e mão de obra equivalente em tempo integral (D) de acordo com os níveis crescentes de produção equivalente de leite (kg/dia) em cama de composto, baias livres e confinamento.
Cama composta
Free stall
Confinamento monocultura
(Pinheiro et al., 2021)
Produção de leite equivalente à fazenda kg/dia
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Figura 2. Simulação de ativos/L (A), índice de rotatividade de ativos (B), retorno sobre ativos (C) e lucro operacional (D) de acordo com os níveis crescentes de produção equivalente de leite (kg/dia) de vacas leiteiras em cama de composto, confinamento livre e confinamento em piquete.
(Pinheiro et al., 2021)
Produção de leite equivalente à fazenda kg/dia
Cama composta
Free stall
Confinamento monocultura
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Figura 3. Simulação do lucro por fazenda, $/L (A), onde o lucro real é obtido da fazenda, considerando o preço pago pelo leite; risco, % (B); lucro por vaca, $/ano (C); e lucro esperado, $/L (D), que considera (em vez do preço real) o preço esperado do leite estimado com base na análise de Monte Carlo, de acordo com os níveis crescentes de produção equivalente de leite (kg/dia) em cama de composto, confinamento livre e confinamento em piquete.
(Pinheiro et al., 2021)
Produção de leite equivalente à fazenda kg/dia
Cama composta
Free stall
Confinamento monocultura
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Considerações Finais
Implantar um sistema de Free Stall exige mais do que conhecer sua estrutura, é preciso entender como integrá-lo ao manejo, nutrição e gestão da fazenda para atingir alta produtividade e bem-estar animal.
O free stall pode melhorar o conforto e a produtividade das vacas quando bem planejado e manejado.
Dimensões adequadas das baias, camas secas e boa organização são essenciais para o bem-estar.
A superlotação e problemas na estrutura reduzem o tempo de descanso e aumentam riscos de lesões.
Espaço suficiente e manutenção adequada das camas contribuem para melhor saúde e desempenho.
O sucesso do sistema depende do equilíbrio entre infraestrutura, manejo e cuidado com o comportamento animal.
65
Obrigada!
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REFERENCIAS
Esser, NM, Su, H., Coblentz, WK, Akins, MS, Kieke, BA, Martin, NP, ... & Jokela, WE (2019). Eficácia de areia reciclada ou sólidos orgânicos como fontes de cama para vacas lactantes alojadas em baias livres. Journal of Dairy Science , 102 (7), 6682-6698.
Andrade, R. R., Souza, C. F., & Baêta, F. C. (2022). Instalações para bovinocultura leiteira Free Stall, Tie Stall, Loose Housing e Compost Barn. Revista Brasileira de Buiatria, 3(2), 1-10.
Morabito, E., Barkema, HW, Pajor, EA, Solano, L., Pellerin, D., & Orsel, K. (2017). Efeitos da mudança da área do box livre na claudicação, tempo de repouso e lesões nas patas em fazendas leiteiras em Alberta, Canadá. Journal of dairy science , 100 (8), 6516-6526.
Robichaud, MV, Rushen, J., De Passillé, AM, Vasseur, E., Orsel, K., & Pellerin, D. (2019). Associações entre indicadores de bem-estar animal na fazenda e produtividade e lucratividade em laticínios canadenses: I. Em fazendas de confinamento livre. Journal of Dairy Science , 102 (5), 4341-4351.
Pinheiro, JS, De Vries, A., Rodrigues, JPP, & Marcondes, MI (2021). Custos de produção, viabilidade econômica e riscos associados aos sistemas de cama de composto, baias livres e confinamento em fazendas leiteiras. Animal , 15 (12), 100404.
Apostila Embrapa: CONFINAMENTO EM "FREE STALL“, Artur Chlnelato de Camargo‘’
Apostila PennState Extension, 2017.
https://rehagro.com.br/blog/free-stall/
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