Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

INICIAÇÃO CIENTÍFICA 
NA EDUCAÇÃO BÁSICA
UMA FERRAMENTA DE ENSINO TRANSDISCIPLINAR
FRANÇOISE LIMA 
TIAGO OLIVEIRA 
RAPHAEL BENDER 
ALENA MELO
S c i A r t
Organização 
Françoise Lima 
Produção de conteúdo 
Françoise Lima 
Tiago Oliveira 
Raphael Bender 
Alena Melo 
Revisão Final 
Elizabeth Lima 
Projeto Gráfico e Diagramação 
Françoise Lima 
Apoio 
Secretaria da Educação da Ciência e Tecnologia - Paraíba 
Programa Gira Mundo 
Häme University of Applied Sciences - Hamk, Finland 
EEEFM Prof. Antônia Rangel de Farias - João Pessoa/PB 
ECI EFM Prefeito Williams de Sousa Arruda - Campina Grande/
PB 
EEEFM Professor José Baptista de Mello - João Pessoa/PB 
CEEP Prof. Lourdinha Guerra - Natal/RN 
SciArt
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
Iniciação científica na educação básica [livro eletrônico]: uma ferramenta 
de ensino transdisciplinar / Françoise Lima...[et al.]. -- Parnamirim, 
RN : Ed. dos Autores, 2022. 
PDF 
Outros autores: Tiago Oliveira, Raphael Bender, Alena Melo 
Bibliografia. 
ISBN 978-65-00-38888-6 
1. Abordagem interdisciplinar do conhecimento na educação 2. 
Educação - Brasil 3. Educação básica 
4. Pesquisa educacional I. Lima, Françoise. II. Oliveira, Tiago. III. Bender, 
Raphael. IV. Melo, Alena. 
22-105187 CDD-370.78 
Françoise Dantas de Lima é formada em 
Ciências Biológicas pela Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte (UFRN), mestre em 
Ecologia Aquática e doutora em Sistemática e 
Evolução também pela UFRN e James Cook 
University, Austrália. Atua como professora de 
Ciências e Biologia da educação básica pelo 
governo da Paraíba, na cidade de João Pessoa. 
Participa de projetos que visam a implementação 
da Iniciação Científica no ensino básico, como 
ferramenta de educação transdisciplinar.
QUEM SOMOS?
Tiago Oliveira é formado em Ciências 
Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba 
(UEPB), mestre em Genética e Biologia 
Molecular pela Universidade Estadual de 
Campinas (UNICAMP). Apaixonado pela 
pesquisa e ensino. Na primeira, com foco em 
biologia molecular vegetal e estudos da interação 
planta-patógeno. Na segunda, com foco em 
m e t o d o l o g i a s a t i v a s , e m e s p e c i a l , a 
Aprendizagem Baseada em Problemas e Projetos. 
Atualmente atua como professor de Ciências e 
Biologia do Estado da Paraíba. Também 
apaixonado pelo estudo de línguas nórdicas.
Raphael Bender Chagas Leite é graduado em 
Ciências Biológicas pela Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte (2007), mestre em 
Psicobiologia pela Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte (2011) e doutor em 
Neurociências pelo Instituto do Cérebro da 
UFRN. Tem experiência em eletrofisiologia, 
atuando principalmente nos seguintes temas: 
percepção musical, memória operacional e 
criatividade. Atualmente é professor da rede 
básica estadual de ensino (RN) e desenvolve um 
projeto de pós-doutorado no Programa de Pós-
graduação em Ensino de Ciências e Matemática.
Alena Sousa de Melo possui graduação em 
Ciências Biológicas pela Universidade Federal da 
Paraíba (UFPB), é especialista em Fundamentos 
d a E d u c a ç ã o - P r á t i c a s Pe d a g ó g i c a s 
Interdisciplinares pela Universidade Estadual da 
Paraíba (UEPB) e mestre em Ensino de Biologia 
pela UFPB. Atuou também como redatora do 
componente curricular de Biologia na Proposta 
Curricular do Ensino Médio do Estado da 
Paraíba (PCEM), área de Ciências da Natureza e 
suas Tecnologias. Atualmente é Professora 
efetiva de Biologia da Rede Estadual de Ensino 
da Paraíba desde 2013 até os dias atuais e 
professora colaboradora na TV Paraíba Educa.
Os fenômenos biológicos, físicos e sociais estão constante e 
simultaneamente ocorrendo no mundo em que vivemos. A 
segmentação disciplinar tradicional parece não mais ser eficiente 
para a compreensão desses fenômenos, pois promove a 
fragmentação do conhecimento e dificulta a interpretação dos 
processos de maneira hol íst ica e contextual izada. A 
transdisciplinaridade busca romper as fronteiras entre as disciplinas 
clássicas com o objetivo de compreender o mundo presente, para o 
qual um dos imperativos é a unidade do conhecimento. 
A aplicação de projetos de iniciação científica (IC) na Educação 
Básica através de temáticas de ordem transdisciplinar, além de 
auxiliar no desenvolvimento do pensamento crítico, investigativo e 
trabalho em equipe, ainda colabora com o processo de 
desenvolvimento de um conhecimento holístico que permite ao 
aluno avaliar o mundo que o cerca sob diferentes óticas. 
Esse material foi produzido pensando em auxiliar professores doa 
Educação Básica a aplicar a IC no processo de ensino-aprendizagem, 
visando aprimorar o letramento científico dos alunos e desenvolver 
o pensamento crítico e criativo. 
APRESENTAÇÃO
SUMÁRIO
➤ Multidisciplinaridade, 
Pluridisciplinaridade, Interdisciplinaridade 
e Transdisciplinaridade 
➤ O que é iniciação científica? 
➤ A importância da iniciação científica na 
educação básica 
➤ Como articular um projeto de pesquisa? 
➤ Metodologias ativas e a IC 
➤ Trabalhando a iniciação científica na 
comunidade escolar 
➤ Conclusões 
➤ Referências Bibliográficas
9
11
12
15
20
25
35
36
Multidisciplinaridade 
Estudo de um tema por várias disciplinas ao mesmo tempo. 
Entretanto, não há uma discussão integrada e cada professor 
articula sua própria metodologia de ensino.
MULTIDISCIPLINARIDADE, PLURIDISCIPLINARIDADE, 
INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSDISCIPLINARIDADE 
Pluridisciplinaridade 
O mesmo elemento também é estudado em várias disciplinas, 
com uma maior cooperação entre elas, mas ainda não há 
sobreposição de saberes, nem discussão integrada dos 
resultados.
Para entender como a IC pode ser aplicada nas escolas através 
de uma abordagem transdisciplinar, vamos primeiro entender 
as diferenças entre esses importantes conceitos.
9
DELL
Realce
DELL
Realce
DELL
Realce
Interdisciplinaridade 
Reduz a setorização do conhecimento através da interação de 
diversas disciplinas possibilitando uma compreensão mais 
unificada de um tema. Nesse processo há coordenação e 
reciprocidade, objetivando uma discussão geral do 
conhecimento.
Transdisciplinaridade 
Propõe uma integração global das várias disciplinas, na qual 
fica difícil delimitar em qual momento uma começa ou 
termina. É uma abordagem holística que promove a 
sobreposição dos saberes visando uma compreensão unitária 
da temática abordada.
É importante frisar que nenhum dos conceitos nega as 
disciplinas, ou seja, são complementares à abordagem 
disciplinar, pois nelas estão ancorados.10
DELL
Realce
DELL
Realce
O QUE É INICIAÇÃO 
CIENTÍFICA?
Essa modalidade de ensino busca 
despertar o interesse do aluno para 
metodologias científicas e técnicas 
utilizadas na geração de novos 
conhecimentos ou aprimoramento 
de conhecimentos prévios. Esse 
processo precisa seguir regras 
espec íficas e c r i t é r ios pré -
e s t a b e l e c i d o s p a r a q u e o 
conhecimento gerado seja confiável 
e aplicado de forma eficiente. Os 
projetos de IC são conduzidos por 
um orientador, geralmente o 
professor, que auxilia o aluno a 
realizar questionamentos, formular 
hipóteses, buscar metodologias 
para desenvolver sua ideia, 
executar e discutir os resultados. 
Esses projetos não precisam ser 
complexos nem dispendiosos. 
Utilizando a criatividade e vários 
fenômenos que nos rodeiam, 
podemos estimular a observação e 
experimentação científica como 
uma poderosa ferramenta na 
c o n s t r u ç ã o d o l e t r a m e n t o 
científico dos alunos, integração 
c o m o u t r o s s e t o r e s d o 
conhecimento, contribuindo para a 
formação de cidadãos autônomos e 
críticos. Sob o ponto de vista 
transdisciplinar, a IC científica 
pode promover uma visão e 
i n t e r p r e t a ç ã o h o l í s t i c a d e 
fenômenos naturais, tendo o poder 
de mobilizar diversas disciplinas 
em busca da compreensão integral 
do processo es tudado . Por 
exemplo, se consideramos um 
pequeno experimento sobre uma 
h o r t a e s c o l a r, a p l i c a r m o s 
d i f e r en tes métodos pa ra o 
crescimento de vegetais, podemos 
discutir não só a importância da 
ciência no processo, mas também 
o c a r á t e r e c o l ó g i c o , 
socioambiental, ético e econômico 
a partir da experiência realizada.
A Iniciação científica (IC) é a primeira experiência do aluno 
com a produção de conhecimento através do desenvolvimento 
de um projeto de pesquisa.
11
DELL
Realce
DELL
Realce
DELL
Realce
DELL
Realce
DELL
Realce
DELL
Realce
DELL
Realce
A IMPORTÂNCIA DA IC NA 
EDUCAÇÃO BÁSICA
A pesquisa científica associada ao ensino na educação básica traz 
muitos benefícios para o jovem aluno e ajuda no desenvolvimento 
de diversas competências e habilidades, como pensamento crítico, 
criatividade, colaboração e letramento científico. Vamos conferir 
mais algumas dessas vantagens.
O aluno com experiência em iniciação científica é 
condicionado a observar mais atentamente o mundo ao 
seu redor, as formas, fenômenos e comportamentos. A 
prática científica os levam a fazer do cotidiano uma 
constante provocação do saber. 
Provoca a curiosidade
Desenvolve o questionamento
A curiosidade começa a despertar o questionamento. 
Os alunos começam a imaginar as razões por trás de tal 
fenômeno ou o que faz os sistemas naturais 
funcionarem de forma harmônica. Assim, eles são 
levados a pensar ativamente em soluções e buscam 
respostas que levem a compreensão de si e do mundo. 
Obviamente o exercício de questionar transpassa as 
fronteiras científicas e os fazem observar e questionar 
seu próprio papel como cidadão na sociedade em que 
estão inseridos.
12
DELL
Realce
DELL
Realce
Quando você resolve um problema, muitas vezes se 
sente orgulhoso, confiante, não é mesmo? Então, os 
seus alunos também podem se sentir assim mais 
frequentemente. 
Durante o desenvolvimento de projetos de IC, os 
alunos irão se debruçar sobre possíveis resoluções de 
uma questão de ordem prática que faz parte do seu 
mundo cotidiano. Ao desenvolver a habilidade de 
solucionar problemas contextuais através da pesquisa 
científica, os alunos ganham autoconfiança e 
sistematização do pensamento. 
Considerando a adolescência, fase em que a 
personalidade e os comportamentos estão sendo 
moldados, a habi l idade de tomar decisões, 
proporcionada com o método científico, tem impacto 
positivo, pois confere ao adolescente sucesso nas 
escolhas futuras, como carreira, decisões pessoais e 
pertencimento social. 
Vale salientar que a aplicação da IC no ensino básico 
também prepara melhor os alunos para a universidade, 
pois além de lhes serem apresentados inúmeras áreas 
do conhecimento, eles já estarão familiarizados com o 
método científico, podendo se destacar durante a 
graduação.
Autonomia do pensamento e protagonismo
13
DELL
Realce
DELL
Realce
Estamos acostumados a estudar o mundo através de 
compartimentos disciplinares, o que dificulta a nossa 
percepção de que os fenômenos ambientais ocorrem 
de forma integrada. Não dá para apontar em qual 
momento termina a física e começa a química ou a 
biologia no processo de formação da chuva, por 
exemplo. A natureza é uma entidade unitária e 
devemos praticar a integração do conhecimento para 
uma melhor compreensão do universo. 
A pesquisa científica transdisciplinar proporciona ao 
aluno essa percepção de integridade dos fenômenos, 
pois nenhum conteúdo sozinho explicaria as causas de 
determinado evento. 
Compreensão holística de fenômenos 
A prática constante da IC no ensino básico contribui 
para uma formação cidadã adequada, gerando um 
fluxo de conhecimentos e mudanças comportamentais 
que penetram na sociedade, a qual passa a ser 
constituída de pessoas portadoras de um pensamento 
crítico e criativo. 
Dessa forma, a médio e longo prazo, essa prática tende 
a beneficiar a cooperação entre os novos cidadãos 
formados e o discernimento na tomada de decisões 
que afetam o coletivo.
Promove a responsabilidade social
14
Atualmente nos deparamos com um problema sério que pode 
afetar a sociedade como um todo, o negacionismo científico. É 
comum vermos pessoas negando a eficácia da vacina, falando 
que a Terra é plana ou que não existe aquecimento global. Essa 
onda de pensamento pode trazer consequências devastadoras 
para a humanidade, como a volta de doenças já controladas ou 
o colapso do clima no planeta. Essa condição é, dentre outros 
motivos, gerada pela inabilidade de relacionar fenômenos e 
concebê-los em sua integridade. 
A pessoa acredita que a Terra é plana porque diz não ver a 
curvatura da planeta, ou seja, não consegue sistematizar um 
pensamento além do alcance de sua visão. Dessa forma, 
precisamos do letramento científico para formar cidadãos 
capazes de desenvolver um raciocínio transdisciplinar que atue 
de forma assertiva em prol do desenvolvimento socioambiental 
sustentável.
Redução do negacionismo científico 
A pesquisa científica associada ao ensino também é uma ótima 
oportunidade para que o professor se aproprie de novos 
conhecimentos e se mantenha atualizado sobre o que está 
acontecendo no mundo. Ao longo de todo esse processo, o 
docente irá incrementar sistematicamente o seu repertório de 
habilidades profissionais de uma forma tão natural que ele 
nem perceberá. A criatividade, capacidade de resolução de 
conflito, espírito de liderança são dentre as características que 
surgirão nesse novo professor reinventado pela prática 
científica nas escolas. 
Ao final de tudo, o professor entenderá que aprendeu a ensinar 
a aprender. 
Vantagens também para os professores
15
COMO ARTICULAR UM 
PROJETO DE PESQUISA?
A pesquisa científica busca encontrar, discutir e dialogar sobre 
resultados de uma pergunta inicialmente proposta. Entretanto, é 
fundamental a sistematização desse processo, desde a concepção 
da ideia, coleta de dados até a conclusão final, pois raramente a 
pesquisa terá êxito se for conduzida sem planejamento e de 
forma aleatória. 
Para um norteamento teórico-metodológico de um projeto de 
pesquisa é necessário seguir o método científico, ou seja, regras 
básicas usadas na condução do projeto e produção do 
conhecimento. O método garante que o experimento possa ser 
entendido em sua completude, replicado se necessário e, por 
fim, gerar dados confiáveis. 
Os temas de pesquisa podem ser escolhidos numa parceria entre 
professores e alunos e podem incluir uma simples observação e 
explicação de fatos do cotidiano escolar, resolução de problemas 
no bairro ou cidade e até inovações tecnológicas.
16
Pesquisa científica 
Conjunto de atividades que visa à construção ou 
aprimoramento do conhecimento. Ela tem a finalidade 
de solucionar e esclarecer as perguntas inicialmente 
idealizadas e comprovar hipóteses a serem testadas ao 
decorrer de um projeto de pesquisa. 
Projeto de pesquisa 
Objetiva documentar e planejar sobre a investigação de 
um tema escolhido para pesquisar, ou seja, é 
sistematizar e colocar adiante um conjunto de ideias 
para execução de uma obra ou pesquisa. 
Relatório de pesquisa 
É o produto final de todo esse processo. Consiste em um 
documento que traz os fatos resultantes de um projeto 
de pesquisa. Nele deve conter todo o percurso até a 
obtenção dos resultados e uma discussão embasada, 
integrada e relevante. Também pode ser escrito em 
formato de artigo científico.
Muitas pessoas costumam confundir os conceitos de pesquisa 
científica, projeto de pesquisa e relatório de pesquisa. Vamos então 
entender cada um deles.
17
Um bom projeto de pesquisa deverá:
Planejar com critério, juntamente com uma equipe, 
todo o caminho a ser percorrido durante o processo de 
investigação científica.
Orientar, tirar dúvidas e estimular os alunos-
p e s q u i s a d o r e s a n t e s , d u r a n t e e a p ó s o 
desenvolvimento da pesquisa.
Discutir e dialogar sobre como os resultados 
alcançados podem viabilizar a construção denovos 
conhecimentos e integração dos saberes.
Comunicar/divulgar os propósitos e resultados obtidos 
para as diferentes comunidades científicas e/ou 
escolares.
Vamos então entender as diferentes etapas da elaboração e 
execução de um projeto de pesquisa.
18
É uma apresentação 
geral sobre o assun-
to que se pretende 
investigar. Uma 
primeira delimi-
tação dentro de 
uma área de 
pesquisa. INTRODUÇÃO
Levantamento de 
informações prévias 
sobre o tema para 
embasar a proposta 
da pesquisa. Leitura 
de artigos, livros, 
material da internet, 
etc.REFERENCIAL 
TEÓRICO
Respostas pro-
visórias às per-
gunta inicial-
mente formulada. 
Ao !nal do exper-
imento, as hipó-
teses serão nega-
das ou compro-
vadas. HIPÓTESES
PROJETO
DE PESQUISA
As lições cientí!cas, sociais e 
!losó!cas que foram aprendi-
das após análise e discussão 
dos resultados. Deve promover 
a re"exão e crítica acerca de 
determinado tema.
CONCLUSÕES 
JUSTIFICATIVA
OBJETIVOS
METODOLOGIA
CRONOGRAMA
BIBLIOGRAFIA
Exposição sucinta 
das razões de 
ordem teórica e 
prática que tornam 
importante a real-
ização da pesquisa.
Demonstram a 
!nalidade do 
trabalho de pesqui-
sa, o que se quer 
alcançar ao !nal do 
projeto. Há o objeti-
vo geral e os espe-
cí!cos.
Descreve o que 
será feito (métodos) 
e como será feito 
(técnica) para se 
obter os resultados 
esperados, ou seja, 
como os objetivos 
estabelecidos serão 
alcançados
Consiste na 
distribuição das 
diversas etapas da 
pesquisa ao longo 
do tempo. Geral-
mente é apresenta-
do em formato de 
tabela.
Lista de todas as 
fontes de pesqui-
sa usadas para 
embasar o que 
foi escrito e 
discutido. Devem 
ser listadas em 
ordem alfabética.
19
Diante das novas demandas 
educacionais, um conceito 
passa a ser recorrente no 
tocante aos processos de ensino 
e aprendizagem: metodologias 
ativas, definidas por Moran e 
Bacich (2018) como sendo 
aquelas que “dão ênfase ao 
papel protagonista do aluno, ao 
seu envolv imento direto , 
participativo e reflexivo em 
todas as etapas do processo, 
experimentando, desenhando, 
criando, com orientação do 
professor” e que oferecem 
situações de aprendizagens, nas 
quais o estudante conduz seu 
r i t m o d e a q u i s i ç ã o d o 
conhecimento. Sobretudo em 
uma sociedade que está a cada 
dia mais conectada em espaços 
v i r t u a i s , o s e s p a ç o s d e 
aprendizagem não se limitam 
mais à escolarização formal. 
Moran (2015) ressalta que a 
sociedade do conhecimento se 
base i a nas competênc ias 
cognitivas. Tais competências 
exigem plena interação com o 
objeto do estudo, de forma 
colaborativa, participativa e 
criativa. No ensino de Ciências, 
o engajamento de estudantes 
deve ser facilitado por meio de 
metodologias que dialogam 
com o modo com o qual os 
estudantes criam redes de 
interações, seja no ambiente 
f í s i co , presenc ia l , ou no 
ambiente virtual, online. A 
s i m p l e s d i s p o s i ç ã o d o s 
mobiliários de uma sala de aula 
pode favorecer ou dificultar o 
fluxo de colaboração entre os 
estudantes. 
METODOLOGIAS 
ATIVAS E A IC
20
DELL
Realce
DELL
Realce
Dentro do conceito de metodologias ativas, podem ser 
organizadas modalidades de ferramentas que trazemos 
aqui como sugestão: 
Gamificação 
Atividades que utilizem a dinâmica ou a linguagem dos 
jogos, com sistemas de desafios e recompensas são 
ferramentas que envolvem e motivam os estudantes. A 
utilização de jogos muitas vezes pode intimidar o 
professor que não tenha familiaridade com a ferramenta, 
ou que sintam-se desencorajados por acreditar que são 
atividades que demandam tempo e recursos. Contudo, o 
professor não precisa necessariamente produzir jogos. 
Lançar um desafio ou promover atividades que exijam a 
mecânica utilizada em algum jogo, ou estimular que 
estudantes confeccionem jogos relacionando cotidiano e 
ciência pode ser extremamente estimulante.
21
O Quizizz e o Kahoot são exemplos de plataformas online 
com jogos educacionais. Ao clicar na imagem você será 
redirecionado para a página oficial das plataformas de 
jogos. Fonte: Quizizz e Kahoot, respectivamente.
https://quizizz.com/
https://kahoot.com/
Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) 
e Aprendizagem Baseada em Problemas 
(ABPr) 
A Iniciação Cientifica necessita que os estudantes se 
identifiquem com a Ciência. Contudo, não basta ter o 
interesse se o estudante não compreendeu os processos que 
levam às soluções de problemas em Ciências. Dessa forma, 
o letramento científico pode ser promovido por meio de 
questões problematizadoras e da elaboração de projetos 
com vistas à solução de problemas encontrados no contexto 
escolar ou da comunidade, e que sistematizem todos os 
passos necessários para ser viabilizado. O estudante vai ter 
então que aprender na prática a metodologia científica e se 
perceber como atuante nas decisões e dilemas éticos no 
fazer científico. 
Nesse contexto, As ABP e ABPr são metodologias de ensino 
que promovem a construção do conhecimento através de 
um processo investigativo que visa responder uma 
pergunta, problema ou desafio.
22
Aula invertida 
A aula invertida, como o nome sugere, estabelece um 
modelo no qual a aula expositiva não deve preceder o 
aprendizado. Essa abordagem pode convergir com o 
ensino híbrido, no qual o estudante pode ter acesso 
prévio aos materiais (vídeos, infográficos, roteiros, 
textos, artigos, entre outros) que serão discutidos em 
aula. A ideia é que após a consulta, em sala os 
conhecimentos sejam colocados em prática e o professor 
ganha o papel de orientador na elaboração e condução de 
projetos e percursos de aprendizagem. 
23
Estudos de caso 
Estudos de caso são muito utilizados como ferramentas 
em cursos de graduação da área de saúde e ciências da 
natureza. Na educação básica, essa ferramenta também 
pode ser utilizada para promover o Letramento 
Científico. Como exemplo, pode-se utilizar problemas 
ambientais como temas geradores para iniciar uma 
situação investigativa, ao passo que os estudantes vão 
relacionando os problemas com fatores de ordem política 
e social. Dessa forma, os alunos podem aprofundar o 
conhecimento sobre o tema/problema e gerar 
embasamento para debater seus futuros projetos de 
pesquisa.
As categorias listadas são algumas das diversas modalidades 
que podem ser incluídas nos planos de aula que se pretendem 
alcançar a Iniciação Científica como um dos Eixos 
Estruturantes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). É 
relevante esclarecer que não existe fórmula pronta ou currículo 
pré-estabelecido que venham a assegurar a aprendizagem dos 
estudantes. A variedade de métodos e o acompanhamento do 
professor ao longo do processo serão determinantes para que o 
desenvolvimento integral dos estudantes corresponda com as 
aprendizagens essenciais que se deseja desenvolver. 
24
As ferramentas digitais têm sido importantes aliadas na 
aplicação de metodologias ativas, pois se traduz numa 
linguagem objetiva, dinâmica e familiarizada pelos alunos. 
Dessa forma, diversos aplicativos e plataformas digitais vem 
sendo desenvolvidos para auxiliar professores no processo de 
ensino-aprendizagem. Alguns deles: 
Algumas dicas de aplicativos e plataformas que podem auxiliar os professores e alunos na 
construção do conhecimento. São jogos, quizzes, provas virtuais, banco de dados, etc. Ao 
clicar em qualquer imagem você será redirecionado para a página oficial das plataformas 
dos aplicativos.
https://answergarden.ch/
https://www.socrative.com/#login
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://www.canva.com/
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.comhttps://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://padlet.com
https://www.powtoon.com/home/
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
https://quizizz.com/admin
TRABALHANDO A 
INICIAÇÃO CIENTÍFICA 
NA COMUNIDADE ESCOLAR
Quando falamos em Iniciação Científica, tendemos a imaginar 
um estudante de jaleco branco em uma bancada usando 
elaborados equipamentos científicos. No entanto, essa é uma 
imagem idealizada e que muitas vezes nos distancia ainda mais 
das atividades científicas e acabamos por deixar esses assuntos 
para especialistas. Por outro lado, durante as aulas de ciências 
da natureza, muitos jovens no ensino básico tendem a repetir a 
pergunta “onde vou usar isso na minha vida?”. 
Vivemos numa sociedade cada vez mais dependente de ciência e 
da tecnologia e é fundamental desenvolvermos habilidades que 
nos possibilitem utilizar minimamente os conceitos do campo 
da ciência para não ficarmos perdidos em meio às informações 
complexas do progresso científico e tecnológico. Diminuir o 
distanciamento entre as pessoas e a ciência é necessário para 
construirmos uma sociedade em que seus cidadãos possam 
compreender minimamente os processos de produção de 
conhecimento e estejam conscientes a como novas tecnologias 
são geradas, entendendo seus impactos na sociedade e na 
natureza. Mas como diminuir esse distanciamento considerando 
nossas dificuldades sociais e econômicas? 
25
Saindo do convencional!!! 
Propostas como STEM - sigla em inglês para Ciência, 
Tecnologia, Engenharia e Matemática; STEAM – que incorporou 
as artes ao acrônimo; Ciência, Tecnologia, Sociedade, Ambiente 
(CTSA); e a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), como 
mencionado anteriormente, são algumas dessas tendências 
educacionais. No entanto, cada uma delas tem suas 
peculiaridades e, na maioria das vezes, pode ser necessária uma 
abordagem personalizada para cada contexto escolar. O mais 
importante é deixarmos claro que quando abordamos a ciência, 
em qualquer contexto que seja, não estamos tratando de um 
amontoado de fatos científicos divididos, guardados em gavetas, 
que precisam ser memorizados para uma prova. Por isso, 
devemos proporcionar aos estudantes a exploração de diversas 
situações, a identificação de problemas, formulação de hipóteses 
e a extração de dados, além de permitir que eles se expressem 
por meio das inúmeras formas disponíveis nos tempos atuais.
26
INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA PRÁTICA 
Além da motivação para atividades científicas, o segundo 
ponto de destaque é a idealização do cientista totalmente 
paramentado e com equipamentos de última geração. Na 
escola, podemos usar fita métrica, termômetros caseiros, 
balanças de cozinha ou até sucatas velhas para 
desenvolver atividades científicas completas e de boa 
qualidade. 
O microscópio de sucata 
Para ilustrar, apresentaremos aqui uma atividade 
realizada no CEEP Prof. Lourdinha Guerra em 
Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Em 2018, durante 
um componente eletivo chamado Sucata Científica, foi 
realizada uma atividade de construção de microscópios 
com sucatas. A atividade era realizada em grupos e usava 
leitores de DVD quebrados, pequenas caixas de madeira, 
tampas de garrafa PET, alguns parafusos e muita 
criatividade para transformar câmeras de telefones 
celulares em verdadeiros microscópios. Ao final das 
primeiras aulas de construção, cada grupo de 6 
estudantes tinha um equipamento investigativo portátil e 
podiam utilizar nas aulas da escola e levar para casa 
quando terminavam as atividades escolares.
27
O mundo microscópico aos alcance dos 
nossos olhos 
Atividades investigativas podem ser conduzidas como 
utilizar o equipamento criado para comparar os sistemas 
de cores de telas eletrônicas, o RGB (sistema de cores 
aditivas que utiliza o Vermelho, o Verde e o Azul), com 
os sistemas de impressão com pigmentos CMYK 
(sistema de cores subtrativas formado por Ciano, 
Magenta, Amarelo e Preto); atividades que buscam a 
visualização de estruturas microscópicas vegetais, como 
as células de uma cebola; além de uma série de atividades 
exploratórias para encontrar microrganismos em 
diferentes substratos, além da produção de meios de 
cultura para a proliferação e estudo de espécies de 
protozoários e metazoários.
28
Passo a passo para construção do microscópio de sucata.
29
Exemplos de imagens obtidas com microscópio de sucata. A – Células da 
planta aquática elódea (Elodea canadenses); B – Protozoários sésseis, 
encontrados ficados às folhas da elódea; C - Potozoário de vida livre, 
encontrado em água de aquário; D – Exoesqueleto de microcrustáceo 
encontrado em água de aquário; E – Células sanguíneas humanas; F – 
Neurônios do cérebro de um rato. Percebam que de A a D, o material foi 
coletado e visualizado sem muito preparo, porém E e F foram imagens 
obtidas a partir de lâminas histológicas preparadas em laboratório, com 
devida coloração artificial.
Ao final do projeto, cada grupo de estudantes poderá criar seu 
próprio portfólio do mundo microscópico. O registro das 
imagens é extremamente fácil, pois o microscópio é feito 
utilizando as câmeras dos telefones, podendo registrar fotos e 
vídeos. Alguns exemplos das imagens registradas estão 
apresentados na figura abaixo.
30
O envolvimento da família 
Um dos pontos importantes desse projeto é a interação 
com as famílias. Uma vez que os estudantes levam seus 
microscópios para casa, as famílias foram integradas 
aos projetos, muitas vezes sendo público de 
demonstrações feitas pelos estudantes, ou até mesmo 
participando ativamente das investigações em casa. A 
aproximação da família nas atividades proporcionadas 
pela escola é uma grande ajuda no processo educativo 
de maneira geral, uma vez que a educação não é um 
proced imento l im i t ado à e s co l a , mas s im 
responsabilidade de toda a comunidade.
Atividades como essa fortalecem o protagonismo científico dos 
estudantes, permitindo que eles transitem pelas suas próprias 
curiosidades e dúvidas. Outras tantas possibilidades existem, como 
atividades de fisiologia animal com termômetros caseiros, 
investigação sobre metabolismo vegetal com fitas métricas, 
construção de terrários, aquários, entre muitas outras maneiras de 
iniciar em ciência com poucos recursos financeiros e muita 
criatividade. 
A transdisciplinaridade trabalha a plenitude do conhecimento, 
permitindo que o aluno compreenda sua realidade de forma 
holística, dando sentido à sua realidadede modo a perpassar as 
diferentes disciplinas. 
Considerando a transdisciplinaridade como uma metodologia que 
vai além da colaboração entre disciplinas em um determinado 
programa de ensino, de que forma professores podem romper os 
limites da disciplina e trabalhar o conhecimento científico de 
forma integrada? 
A princípio, os professores precisam estar cientes de que cada vez 
mais habilidades sofisticadas são exigidas no mercado de 
trabalho, e que profissionais considerados eficientes devem 
possuir, além de diferentes competências técnicas e habilidades 
subjetivas, conhecimentos sobre áreas adjacentes a sua profissão. 
Professores que têm baixa habilidade como usuário de 
tecnologias, por exemplo, têm se deparado com crescente 
dificuldade em transformar sua prática de ensino e se adequar aos 
desafios dos novos paradigmas da educação. 
31
A transdisciplinaridade e a IC nas comunidades 
escolares
Uma possível estratégia que o professor poderia adotar em uma 
perspectiva transdisciplinar através da iniciação científica seria a 
abordagem dos objetivos de desenvolvimento sustentáveis 
(ODS) da Organização das Nações Unidas. Os 17 objetivos da 
ONU e suas 169 metas fazem parte da agenda 2030 e foram 
estabelecidas em 2015 visando estimular a proposição de 
soluções para questões que abrangem o desenvolvimento social, 
econômico e cuidados com meio ambiente. 
Nessa perspectiva, os ODS são interessantes objetos de estudos 
que além de possibilitarem a integração de conhecimentos, 
permite aplicar o modelo pedagógico da aprendizagem baseada 
em projetos e problemas (ABP), comentado no tópico anterior 
(Metodologias Ativas e a IC).
Os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU. Ao clicar na imagem 
você será redirecionado para a página oficial que explica cada um dos objetivos. 
Fonte: Nações Unidas Brasil. 
32
https://brasil.un.org/
A abordagem dos ODS como objeto de estudo tem sido aplicada 
em escolas do mundo inteiro. Ao utilizar os ODS como 
norteador, essas metodologias são capazes de despertar e 
desenvolver competências e habilidades nos alunos para a 
resolução de problemas do mundo real em escalas locais e 
globais. 
A exposição de “problemáticas abertas” estimula os alunos a 
identificar o problema de forma clara e autônoma e possibilita 
desenvolver seu raciocínio crítico na determinação de hipóteses 
e parâmetros para sua resolução, considerando múltiplas 
possibilidades de caminhos. 
“Problemáticas fechadas” e enviesadas, ou seja, que direcionam 
os alunos a únicas possibilidades de resolução podem ser menos 
motivadoras, pois limitam a criatividade e as habilidades 
individuais dos alunos, assim como a troca de experiências e o 
efetivo aprendizado. 
33
É de fundamental necessidade que o aluno amplie sua 
percepção de pertencimento ao mundo que o cerca e se 
enxergue como parte importante (e não apenas 
expectador) dos fenômenos científicos que ocorrem 
corriqueiramente onde ele está inserido. 
Para isso, o professor precisa dar espaço para as ideias dos 
seus estudantes e se portar como um tutor, ligando os 
estudantes às informações relevantes para os projetos, 
facilitando o processo de desenvolvimento, levando à 
reflexão e facilitando as ações dos estudantes rumo a suas 
metas.
34
. 
Nesse sentido, o professor-mediador do processo de 
ensino-aprendizagem deve permitir que o aluno 
identifique problemáticas significativas de forma autônoma 
e que ele proponha possíveis soluções. Novamente, o 
professor nesse contexto deve ensinar as mais diversas 
formas de aprender.
Considerando a exploração e o 
desenvolvimento de múltiplas 
habilidades e competências dos 
alunos, a ABP através da IC 
pressupõe a integração de 
múltiplos conhecimentos ou 
disciplinas. A aplicação de 
m ú l t i p l a s p e r s p e c t i v a s d e 
conhecimento na solução de 
problemas possibilita uma melhor 
c o m p r e e n s ã o d o s d e s a fi o s 
apresentados aos alunos. O 
estudante, por exemplo, ao 
depreender sua responsabilidade 
s o b r e a s o l u ç ã o d e u m a 
problemática, poderá se sentir 
m a i s m o t i v a d o e n q u a n t o 
articulador de uma proposta 
desafiadora para o grupo do qual 
faz parte. Uma vez consciente de 
sua responsabilidade, o estudante 
assume a postura de aprendiz 
auto-orientado na realização de 
pesquisas e coleta de informações 
a serem utilizadas no processo de 
tomada de decisões que possam 
contribuir para a solução do 
problema. Uma vez encerrado o 
processo de pesquisa, os alunos 
debatem e analisam os caminhos 
que eles seguiram para chegar a 
uma conclusão, buscando validar 
s u a s h i p ó t e s e s i n i c i a i s e 
consolidar o que foi aprendido. 
Ao final desse processo, alguns 
resultados positivos poderão ser 
observados, como agregação de 
novos conhecimentos, reforço da 
prática autorreflexiva no processo 
de aprendizagem autodirigida, 
desenvolvimento de diversas 
habilidades socioemocionais, 
como a colaboração, além do 
pensamento crítico-científico e o 
aperfeiçoamento de habilidades 
de processamento metacognitivo. 
CONCLUSÕES
35
➤ BENDER, William N. Aprendizagem Baseada em Projetos: 
educação diferenciada para o século XXI. Porto Alegre: Penso, 
2014. 
➤ HECK, T. G.; MASLINKIEWICZ, A.; SANT’HELENA, M. G.; RIVA, L.; 
LAGRANHA, D. J.; SENNA, S. M.; DALLACORTE, V. L. C.; 
GRANDEIRO, M. E.; CURI, R.; BITTENCOURT, P. I. H. Iniciação 
científica no ensino médio: um modelo de aproximação da escola com 
a universidade por meio do método científico. Revista Brasileira de 
Pós-Graduação, Brasília, CAPES, v. 8, 447–465, mar, 2012. 
➤ HMELO-SILVER, C. E. Problem-Based Learning: What and How Do 
Students Learn? Educational Psychology Review, New York, 
Springer, v. 66, n. 3, 1–8, 2004. 
➤ MALHEIRO, J. M. S.; DINIZ, C. W. P. Aprendizagem baseada em 
problemas no ensino de ciências: Mudando atitudes de alunos e 
professores. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e 
Matemáticas, Belém, UFPA, v. 4, n. 8, jan/jun, 2008. 
➤ MORAN, J.; BACICHI, L. Metodologias ativas para uma educação 
inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 
2018. [e-PUB]
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS
36
➤ MORAN, J. Mudando a Educação com metodologias ativas. Coleção 
Mídias contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e 
Cidadania: aproximações jovens. Vol. II] Carlos Alberto de Souza e 
Ofelia Elisa Torres Morales (orgs.). PG: Foca Foto-PROEX/UEPG, 
2015. Disponível em: http://rh.unis.edu.br/wp-content/uploads/
sites/67/2016/06/Mudando-a-Educacao-com-Metodologias-
Ativas.pdf. Acesso em 19 dez. 2020. 
➤ NICOLESCU, B. O Manifesto da Transdisciplinaridade. São Paulo: 
Triom, 1999. 
➤ ONU. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o 
Desenvolvimento Sustentável. 2015. Disponível em: https://
nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/. Acesso em: 15 set. 2020. 
➤ PIRES, M. F. C. Multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e 
transdisciplinaridade no ensino. Interface - Comunicação, Saúde, 
Educação, Botucatu, Scielo, v. 2, n. 2, p. 173–182, fev. 1998. 
➤ THOMPSON, K. J. Prospects for transdisciplinarity. Futures, Elsevier, 
v. 36, n. 4, p. 515–526. 2004. 
➤ WORLDVIEW EDUCATION SERVICES. Sustainable Development 
G o a l s A c t i o n K i t . D i s p o n í v e l e m : h t t p : / /
cdn.worldslargestlesson.globalgoals.org/2018/09/SDG-Action-
Kit_Final.pdf. Acesso em: 15 set. 2020.
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS
37

Mais conteúdos dessa disciplina