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Desenvolvimento Infantil Introdução ao Desenvolvimento Humano O estudo do desenvolvimento humano busca entender as mudanças físicas, cognitivas, emocionais e sociais ao longo da vida. Este processo é contínuo, dinâmico e influenciado por fatores biológicos, culturais e sociais. 1. Conceitos Fundamentais Desenvolvimento x Crescimento • Crescimento: Refere-se ao aumento quantitativo das dimensões corporais, como altura e peso. Ocorre até a maturidade biológica. • Desenvolvimento: Mudanças qualitativas nos aspectos cognitivos, emocionais, motores e sociais ao longo da vida. Maturação x Maturidade • Maturação: Processos biológicos que determinam a prontidão para certas habilidades, como caminhar ou falar. • Maturidade: Envolve aspectos emocionais e sociais, sendo influenciada pelo ambiente e experiências individuais. 2. O Desenvolvimento ao Longo da Vida (Perspectiva de Paul Baltes) O desenvolvimento humano segue o ciclo vital, caracterizado por: • Multicontextualidade: Influência de fatores históricos e sociais. • Multidirecionalidade: Ganhos e perdas ocorrem simultaneamente. • Multiculturalidade: A cultura molda o desenvolvimento. • Multidisciplinaridade: Envolve áreas como Psicologia, Biologia e Educação. • Plasticidade: Capacidade de adaptação ao longo da vida. Etapas do Ciclo de Vida 1. Período Pré-natal: Concepção ao nascimento. 2. Primeira Infância: 0 a 3 anos. 3. Segunda Infância: 3 a 6 anos. 4. Terceira Infância: 6 a 12 anos. 5. Adolescência: 12 a 20 anos. 6. Jovem Adulto: 20 a 40 anos. Vida Adulta Intermediária: 40 a 65 anos. 8. Vida Adulta Tardia: 65 anos em diante. 3. A Importância da Disciplina no Estudo do Desenvolvimento O conhecimento científico do desenvolvimento humano auxilia em: • Intervenção e Prevenção: Antecipação e solução de problemas. • Orientação: Apoio adequado às necessidades em cada fase da vida. • Compreensão: Identificação de padrões gerais e diferenças individuais. Idiossincrasia e Individualidade Cada pessoa tem uma trajetória única influenciada por experiências e características próprias. Respeitar essa diversidade é essencial para uma abordagem eficaz no estudo e na prática do desenvolvimento humano. 4. Prontidão e Influências no Desenvolvimento O desenvolvimento é resultado da interação entre fatores genéticos (natureza) e ambientais (criação). No contexto educacional, a ideia de “maturidade” pode ser usada para justificar dificuldades de aprendizado, mas deve ser analisada com cuidado para evitar explicações simplistas baseadas apenas na biologia. Conclusão O desenvolvimento humano é um processo complexo e multidimensional, influenciado por fatores biológicos, sociais e culturais. O estudo desse campo permite compreender melhor as mudanças ao longo da vida e oferecer suporte adequado em diferentes contextos. História da Psicologia do Desenvolvimento antes da Modernidade e o Conceito de Infância: Psicologia do Desenvolvimento: Definição e Objetivos • Estuda mudanças adaptativas, sistemáticas e organizadas no desenvolvimento humano. • Considera fatores internos (maturação genética) e externos (influências ambientais). • Tem como objetivo promover a saúde dentro de uma perspectiva biopsicossocial e histórica. A Infância na História Antes do século XVIII: Infância não era reconhecida como fase distinta • Idade Antiga (Grécia e Roma): • Crianças vistas como futuros cidadãos, sem tratamento especial. • Educação dependia da classe social e do gênero. • Alta mortalidade infantil e pouca proteção à infância. • Aristóteles via a criança como um “ser imperfeito” que precisava ser moldado pela razão. • Idade Média: • Crianças eram incorporadas cedo ao mundo adulto, trabalhando desde pequenas. • Igreja via a criança como pecadora, necessitando de disciplina (uso comum de castigos físicos). • Não havia um “sentimento de infância” (Ariès, 1981) – os laços afetivos entre pais e filhos eram frágeis, pois a mortalidade infantil era alta. • Renascimento e Iluminismo: • Renascimento: Começa a valorização da educação infantil, mas restrita às elites. • Novas teorias surgem: • Locke (Empirismo): A criança nasce como uma “tábula rasa”, sendo moldada pelas experiências. • Rousseau: A criança nasce boa e deve ser protegida da corrupção da sociedade. • Infância passa a ser vista como um período de formação, não apenas como preparação para a vida adulta. O Surgimento da Infância Moderna (século XIX) • Revolução Industrial trouxe mudanças significativas: • Crianças passaram a ser vistas como seres vulneráveis, necessitando de proteção. • Primeiras leis contra o trabalho infantil surgem na Europa e EUA. • A escolarização obrigatória começou a separar a infância da vida adulta. • No Brasil, o sistema de proteção à infância começou a ser estruturado no século XIX, mas crianças pobres ainda eram exploradas no trabalho. Avanços na Psicologia do Desenvolvimento • Século XIX e início do XX: • Primeiros estudos sobre desenvolvimento infantil com Darwin (biologia), Freud (psicanálise) e Piaget (cognição). • A infância passou a ser vista como uma fase essencial para o desenvolvimento. • O brincar começou a ser valorizado como fundamental para o aprendizado. Infância e Cultura • A concepção de infância varia conforme a cultura: • Ocidente moderno: Infância prolongada, proteção e escolarização obrigatória. • Sociedades indígenas e africanas: Crianças assumem responsabilidades cedo. • Brasil: Diferenças socioeconômicas geram infâncias distintas – elite protegida vs. crianças em situação de vulnerabilidade. Direitos da Criança e Proteção • Declaração dos Direitos da Criança (1959) e Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) garantem saúde, educação e proteção. • No Brasil: • Constituição de 1988, ECA (1990) e LDB (1996) asseguram direitos fundamentais às crianças. • Desafios persistem: Trabalho infantil, exploração sexual, violência doméstica. Impacto da Tecnologia e Adultização da Infância • Positivos: Maior acesso à educação e informação. • Negativos: • Exposição precoce às telas e redes sociais. • Cyberbullying, consumo excessivo e redução das brincadeiras ao ar livre. • Adultização: Pressão para amadurecimento precoce (ex: moda, maquiagem, redes sociais). Evolução dos Estudos sobre Psicologia do Desenvolvimento 1. 1ª Fase (1920-1939): • Foco no estudo da maturação e crescimento infantil. • Estudos longitudinais sobre desenvolvimento. 2. 2ª Fase (1940-1959): • Baixo investimento devido às guerras. • Estudos sobre a infância, mas métodos ainda não estabeleciam causa e efeito. 3. 3ª Fase (1960-1989): • Influência do Behaviorismo e da Teoria da Aprendizagem Social (Bandura). • Estudos sobre cognição e psicobiologia. 4. 4ª Fase (1990-atualidade): • Abordagem contextual e histórica do desenvolvimento humano. • Desenvolvimento estudado ao longo do ciclo vital. • Teoria Bioecológica de Bronfenbrenner considera múltiplos fatores na formação infantil. • Metodologias mais avançadas: Estudos longitudinais, transculturais e transgeracionais. Conclusão • O conceito de infância mudou ao longo da história e foi influenciado por fatores sociais, econômicos e políticos. • Hoje, a infância é reconhecida como uma fase essencial para o desenvolvimento humano, mas ainda há desafios, como desigualdade social e impactos da tecnologia. • A Psicologia do Desenvolvimento evoluiu para integrar diferentes áreas do conhecimento e compreender melhor os processos que influenciam o crescimento infantil. 1. O que é a Psicologia do Desenvolvimento? • Estuda as mudanças físicas, cognitivas, emocionais e sociais ao longo da vida. • Foca no desenvolvimento infantil para entender o ser humano. • Influenciado por fatores biológicos, psicológicos e socioculturais. 2. Perspectiva Integrativa • O desenvolvimento envolve o cérebro e o corpo, além das influências sociais e culturais.• Inclui crescimento físico, fatores genéticos, nutrição, saúde, habilidades sensoriais e motoras. 3. Domínios do Desenvolvimento • Biossocial: Crescimento corporal, saúde, genética, nutrição e habilidades motoras. • Cognitivo: Pensamento, percepção, linguagem, memória, aprendizado e instituições educacionais. • Psicossocial: Emoções, identidade, autoestima, desenvolvimento moral e relações interpessoais. 4. Estudo de Caso – Marcos • Criança de 5 anos com dificuldades cognitivas, sociais e motoras. • Fatores do desenvolvimento: • Biossocial: Problemas motores e dificuldades no sono. • Cognitivo: Déficits na comunicação e aprendizado. • Psicossocial: Isolamento social e dificuldades emocionais. 5. Diferenças Individuais • O desenvolvimento segue uma sequência geral, mas varia de pessoa para pessoa. • Inicialmente, a maturação biológica tem mais influência, depois as experiências de vida se tornam mais significativas. 6. Objetivos do Estudo do Desenvolvimento Humano • Descrever fenômenos do desenvolvimento. • Explicar como ocorrem as mudanças. • Prever possíveis padrões e tendências. • Modificar ou intervir em problemas. 7. Métodos de Pesquisa Amostragem • Um grupo menor é escolhido para representar uma população maior. • Pode ser aleatória (quantitativa) ou focalizada (qualitativa). Métodos de Coleta de Dados 1. Observação Naturalística (em ambiente real) • Vantagens: comportamento espontâneo, contexto realista. • Desvantagens: pouco controle de variáveis, difícil replicação. 2. Autorrelato (diários, entrevistas, questionários) • Vantagens: acesso direto à experiência pessoal, eficiente. • Desvantagens: viés de desejabilidade social, interpretação subjetiva. 3. Observação Laboratorial (ambiente controlado) • Vantagens: controle de variáveis, maior replicação. • Desvantagens: ambiente artificial pode influenciar o comportamento. 8. Modelos de Pesquisa • Longitudinal: acompanha um grupo ao longo do tempo. • Prós: mostra mudanças com a idade. • Contras: demorado e caro. • Transversal: compara grupos etários diferentes no mesmo momento. • Prós: rápido e econômico. • Contras: não acompanha mudanças ao longo do tempo. • Sequencial: mistura os dois modelos anteriores. • Prós: reduz desvantagens dos outros modelos. • Contras: complexo e exige mais tempo. 9. Outros Métodos • Estudo de Caso: análise aprofundada de um indivíduo. • Estudos Etnográficos: observação de culturas e costumes. • Estudos Correlacionais: examinam a relação entre variáveis. Teorias do Desenvolvimento Humano O material aborda diferentes teorias sobre o desenvolvimento humano, considerando abordagens psicanalíticas, cognitivas, da aprendizagem e sociointeracionistas. Teoria Bioecológica de Urie Bronfenbrenner • Desenvolvimento como interação entre pessoa e ambiente. • Modelo PPCT (Pessoa, Processo, Contexto e Tempo). • Níveis de influência ambiental: • Microssistema: ambiente imediato (família, escola). • Mesossistema: interação entre microssistemas. • Exossistema: ambientes que influenciam indiretamente (trabalho dos pais). • Macrossistema: cultura, economia, política. • Cronossistema: mudanças ao longo do tempo. Teoria Psicanalítica • Sigmund Freud: desenvolvimento psicossexual (fases oral, anal, fálica, latência e genital). • Erik Erikson: desenvolvimento psicossocial (crises em cada estágio da vida). Teoria da Aprendizagem • Watson e Skinner: comportamento moldado por reforços e contingências externas. • Desenvolvimento ocorre por modelagem e condicionamento ao longo da vida. Teoria Cognitiva (Piaget) • Desenvolvimento ocorre por interação entre indivíduo e meio. • Processos principais: • Assimilação: incorporar novas informações às estruturas existentes. • Acomodação: reorganizar estruturas cognitivas para integrar novas informações. • Adaptação: equilíbrio entre assimilação e acomodação. • Estágios do desenvolvimento: • Sensório-motor (0-2 anos): • O bebê explora o mundo através dos sentidos e dos movimentos. • Desenvolvimento de reflexos, como sugar e agarrar. • Surge a noção de permanência do objeto (entendimento de que algo existe mesmo fora do campo de visão). • Pré-operacional (2-7 anos): • Desenvolvimento da linguagem e pensamento simbólico. • Predomínio do egocentrismo (dificuldade de ver o ponto de vista dos outros). • Pensamento ainda não lógico, fortemente influenciado pela aparência dos objetos. • Operatório concreto (7-12 anos): • Desenvolvimento da lógica aplicada a objetos concretos. • Habilidade de compreender a conservação (quantidade de líquido é a mesma, mesmo em recipientes diferentes). • Capacidade de realizar operações matemáticas básicas e pensar de maneira menos egocêntrica. • Operatório formal (12+ anos): • Desenvolvimento do pensamento abstrato e hipotético. • Capacidade de formular hipóteses, testar possibilidades e raciocinar logicamente sobre conceitos não concretos. • Reflexão sobre moralidade, identidade e questões filosóficas. Teoria Sociointeracionista (Vygotsky) • Desenvolvimento ocorre por meio da interação social. • Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP): • Desenvolvimento real: o que a criança já domina. • Desenvolvimento potencial: o que pode aprender com ajuda. • Interação social é fundamental para o aprendizado. Teoria de Henri Wallon • Desenvolvimento como integração entre aspectos afetivo, motor e cognitivo. • Estágios do desenvolvimento: 1. Impulsivo-emocional (0-1 ano): • O bebê se comunica principalmente por meio de emoções e expressões faciais. • Dependência total dos cuidadores. • Formação do vínculo afetivo. 2. Sensório-motor e projetivo (1-3 anos): • Desenvolvimento motor acelerado (andar, segurar objetos). • Maior exploração do ambiente. • Início do uso da linguagem para expressar necessidades e desejos. 3. Personalismo (3-6 anos): • Fase do “eu”, onde a criança busca afirmar sua individualidade. • Surgimento do sentimento de vergonha e orgulho. • Maior interação social, mas ainda com traços egocêntricos. 4. Categorial (6-11 anos): • Desenvolvimento do pensamento lógico e categorização de informações. • Interesses mais voltados para o aprendizado escolar. • Capacidade de compreender regras e conceitos abstratos simples. 5. Adolescência (11+ anos): • Fase de crises de identidade e busca por autonomia. • Desenvolvimento do pensamento reflexivo e crítico. • Fortalecimento das relações sociais e construção de valores próprios. Gravidez e Vida Intrauterina – A Formação do Bebê 1. Desenvolvimento Pré-natal O período que vai da concepção até o nascimento é dividido em três estágios: • Estágio Germinativo (até 2 semanas): Após a fecundação, ocorre a divisão celular e a implantação do zigoto na parede do útero. • Estágio Embrionário (2ª a 8ª semana): Formação dos principais órgãos e sistemas do corpo, como respiratório, digestivo e nervoso. O embrião é altamente vulnerável a influências externas. • Estágio Fetal (8ª semana até o nascimento): O crescimento se intensifica, e órgãos e sistemas se tornam mais complexos. O feto começa a desenvolver unhas, pálpebras e características mais definidas. 2. Fatores Ambientais e Repercussões A saúde e o estilo de vida da mãe afetam diretamente o bebê. Fatores como desnutrição, uso de drogas, estresse materno, doenças e idade avançada podem influenciar o desenvolvimento fetal e aumentar riscos como partos prematuros e anomalias genéticas. 3. Aspectos Psicológicos da Gravidez A gravidez envolve mudanças físicas, emocionais e sociais. A gestante pode vivenciar sentimentos como ansiedade, medo, culpa e ambivalência (desejar o bebê e, ao mesmo tempo, temer a gestação). Estudos apontam que existe uma comunicação fisiológica entre mãe e feto, influenciando seu bem-estar. 4. Papel do Psicólogo na Gestação A Psicologia Perinatal busca oferecer suporte emocional e orientação às gestantes, auxiliandona redução da ansiedade e garantindo um suporte psicológico adequado, envolvendo também a rede de apoio familiar. 5. Trimestres da Gravidez • 1º Trimestre: Sintomas comuns incluem náuseas, fadiga, alterações de humor, desejos alimentares e insegurança. • 2º Trimestre: A gestante percebe os movimentos fetais, há maior estabilidade emocional, mas também persistem algumas inseguranças sobre o parto e a saúde do bebê. • 3º Trimestre: A ansiedade aumenta, e surgem preocupações com o parto e a maternidade. O Ministério da Saúde recomenda um parto humanizado, respeitando a privacidade da mulher e evitando procedimentos desnecessários. 6. O Puerpério (Pós-parto) O período pós-parto envolve profundas mudanças emocionais e hormonais. A mãe pode experienciar sentimentos ambivalentes entre a alegria pelo bebê e a saudade da gestação. Algumas desenvolvem depressão pós-parto, afetando a relação com o recém-nascido. Em casos mais graves, pode surgir a psicose puerperal, necessitando intervenção psiquiátrica. Desenvolvimento na 1ª, 2ª e 3ª Infância O desenvolvimento infantil ocorre em diferentes fases, cada uma com características específicas que envolvem aspectos físicos, cognitivos, emocionais e sociais. A seguir, um resumo detalhado dos principais tópicos abordados no material. 1ª Infância (0 a 2 anos) Desenvolvimento Físico e Motor • Rápido crescimento corporal e cerebral. • Desenvolvimento das habilidades motoras grossas (rolar, sentar, engatinhar, andar) e finas (pegar objetos, manipular brinquedos). • Reflexos primitivos como sucção e preensão desaparecem à medida que o controle motor melhora. Desenvolvimento Cognitivo • Estágio sensório-motor (segundo Piaget): a criança aprende pelo contato direto com o mundo. • Exploração dos objetos e descoberta da permanência do objeto (entendimento de que algo continua existindo mesmo fora do campo de visão). • Desenvolvimento gradual da linguagem: primeiro balbucios, depois palavras simples. Desenvolvimento Socioemocional • Forte vínculo afetivo com os cuidadores (teoria do apego de Bowlby). • Primeiras interações sociais baseadas na imitação e no afeto. • Começo da autorregulação emocional (por meio do consolo dos pais e da repetição de rotinas). 2ª Infância (2 a 6 anos) Desenvolvimento Físico e Motor • Crescimento desacelera, mas a criança ganha força e coordenação. • Habilidades motoras refinadas: correr, pular, subir escadas, desenhar, usar tesoura. • Melhor controle sobre os movimentos e maior independência nas tarefas do dia a dia. Desenvolvimento Cognitivo • Estágio pré-operacional (segundo Piaget): pensamento simbólico se desenvolve, permitindo o uso da linguagem e do faz de conta. • Pensamento ainda egocêntrico (dificuldade em ver a perspectiva do outro). • Dificuldade em compreender conceitos como conservação de quantidade e reversibilidade lógica. Desenvolvimento Socioemocional • Maior interação social, surgimento das primeiras amizades. • Desenvolvimento do autoconceito e da autoestima. • Começo da compreensão de regras e normas sociais, embora ainda haja egocentrismo nas relações. • Fase da teimosia e do desejo por autonomia, caracterizada pela famosa fase do “não”. 3ª Infância (6 a 12 anos) Desenvolvimento Físico e Motor • Crescimento contínuo, mas mais lento do que na primeira infância. • Aumento da força, resistência e coordenação motora fina (escrita melhora, habilidades esportivas se desenvolvem). • Maior domínio corporal e refinamento dos movimentos. Desenvolvimento Cognitivo • Estágio operatório concreto (segundo Piaget): capacidade de pensar logicamente sobre situações concretas. • Desenvolvimento da capacidade de conservação (entender que a quantidade de um líquido permanece a mesma, independentemente do recipiente). • Melhor organização mental e pensamento mais flexível. Desenvolvimento Socioemocional • Construção da identidade social: participação ativa em grupos e valorização da opinião dos colegas. • Desenvolvimento da empatia e compreensão das regras sociais. • Influência crescente da escola e dos amigos na formação dos valores. • Interesse em desafios intelectuais e aumento da autoconfiança. Conclusão O desenvolvimento infantil ocorre de forma progressiva e interligada entre os aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. Cada fase apresenta desafios e marcos fundamentais para a construção da identidade e da autonomia da criança Questões Objetivas - Desenvolvimento Infantil 1) O desenvolvimento infantil pode ser influenciado por diversos fatores. Qual das alternativas NÃO representa um fator influenciador do desenvolvimento infantil? a) Fatores genéticos b) Estímulos ambientais c) Presença de brinquedos caros d) Alimentação adequada 2) Qual é a principal teoria do desenvolvimento infantil de Jean Piaget? a) Teoria Sociocultural b) Teoria do Desenvolvimento Cognitivo c) Teoria da Maturação d) Teoria da Aprendizagem Social 3) Qual dos estágios do desenvolvimento cognitivo proposto por Piaget ocorre aproximadamente entre 2 e 7 anos e é caracterizado pelo pensamento simbólico e egocentrismo? a) Sensório-motor b) Pré-operacional c) Operatório concreto d) Operatório formal 4) Segundo Lev Vygotsky, a aprendizagem ocorre principalmente por meio de: a) Experiências individuais b) Condicionamento operante c) Interação social d) Desenvolvimento da linguagem escrita 5) A “zona de desenvolvimento proximal” é um conceito de qual teórico do desenvolvimento infantil? a) Erik Erikson b) Jean Piaget c) Lev Vygotsky d) Sigmund Freud 6) Qual dos seguintes aspectos NÃO é característico do desenvolvimento infantil na fase sensório-motora, segundo Piaget? a) Reflexos inatos b) Permanência do objeto c) Pensamento abstrato d) Coordenação entre sentidos e movimentos 7) Erik Erikson propôs uma teoria do desenvolvimento psicossocial baseada em estágios. Qual das crises está associada à primeira infância (0 a 1 ano)? a) Confiança x Desconfiança b) Autonomia x Vergonha e Dúvida c) Iniciativa x Culpa d) Identidade x Confusão de papéis 8) Sobre o desenvolvimento da linguagem, qual alternativa está correta? a) O desenvolvimento da fala depende exclusivamente da genética. b) A fala começa a se desenvolver apenas após os 2 anos. c) O ambiente e a interação social influenciam no aprendizado da linguagem. d) Crianças aprendem a falar primeiro frases completas antes de balbuciar. 9) Qual dos seguintes fatores é essencial para um desenvolvimento infantil saudável? a) Estímulo afetivo e social adequado b) Apenas alimentação equilibrada c) Uso exclusivo de tecnologia educacional d) Exposição limitada à linguagem falada 10) O desenvolvimento motor infantil é dividido em dois grandes tipos: grosso e fino. Qual das alternativas melhor exemplifica o desenvolvimento motor fino? a) Engatinhar e correr b) Chutar uma bola e subir escadas c) Manipular objetos pequenos e desenhar d) Pular e escalar móveis Gabarito 1. c 2. b 3. b 4. c 5. c 6. c 7. a 8. c 9. a 10. c