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TEORIA DA EMPRESA 
aula 1 
 
O que é o Direito Comercial? 
Conforme Reis e Reis (2005, pág:03): 
Direito comercial é o conjunto de regras jurídicas que regulam as atividades das 
empresas e empresários comerciais, bem como os atos considerados comerciais, 
mesmos que esses atos não se relacionem com as atividades das empresas. 
 
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO DIREITO COMERCIAL 
O mais influente código comercial foi o francês de 1808, pois instituiu a Teoria do 
Ato de Comércio. 
O que significa esta teoria? 
Que qualquer pessoa capaz de praticar os atos de comércio de forma habitual e 
profissional, poderia ser qualificada como comerciante, mesmo que não fosse 
previamente aceita como membro da corporação de comerciantes. 
 
 
1. COSTUMES: 
COMPORTAMENTOS PRATICADOS 
REITERADAMENTE PELA SOCIEDADE, QUE ACABA SE TORNANDO LEI. 
PARA APLICAÇÃO DOS COSTUMES COMERCIAIS DEVEMOS LEVAR EM 
CONSIDERAÇÃO: 
A)CONTINUIDADE; 
B)UNIFORMIDADE 
C)CONFORMIDADE GERAL 
D)ASSENTAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEORIA DO ATO DE COMÉRCIO: 
A teoria dos atos de comércio foi adotada pelo Código Comercial de 1850. Isso 
significa que as atividades comerciais estavam sujeitas a um regime jurídico próprio 
e diferenciado do aplicável para outras atividades econômicas. 
O comércio, seria a aquisição de bens para posterior revenda, com a finalidade de 
obtenção de lucro. Para exercer o comércio, não há a exigência de determinado 
grau de escolaridade ou mesmo de realização de prévio curso superior 
Se o comerciante adoecer ou ficar impossibilitado de trabalhar, outra pessoa 
poderá substituí-lo. Até mesmo o falecimento de um comerciante não implica 
a paralisação dos negócios, pois qualquer pessoa pode substituí-lo. 
 
O comerciante pode trazer consigo os bens que vende, ou mesmo montar uma 
pequena banca. O comércio pode também ser feito na própria residência do 
vendedor. Por exemplo, o vendedor ambulante precisa apenas de uma sacola, onde 
possa guardar o material. 
Estas características próprias do comércio, fizeram com que o direito 
comercial se ativesse ao ato praticado e não à pessoa. 
 
Rubens Requião, define: "o conjunto das atividades que, em determinado país e 
em dada conjuntura histórica, se aplica o direito comercial desse país, e muitas 
dessas atividades não se podem justamente definir como comerciais". Esta é uma 
distinção artificiosa do conceito jurídico do conceito econômico, pois não se pode 
definir o direito comercial como direito do comércio. 
 
Conforme Nerilo (2002), a principal lacuna da teoria dos atos de comércio consiste 
em não abranger atividades econômicas tão ou mais importantes que o comércio de 
bens, tais como a prestação de serviços, a agricultura, a pecuária e a negociação 
imobiliária, prestados de forma empresarial. 
 
 
1. A teoria da empresa é fruto da unificação dos direitos civil e comercial 
ocorrido na Itália, em 1942 com o surgimento do Códice Civile. 
 
2. Porque se refere a relações privadas, não há o interesse estatal nas 
negociações. 
 
3. O direito empresarial surge assim, com esta junção. O direito empresarial é 
um ramo do direito privado, por que? 
 
 
 
 
 
 
A teoria da empresa é uma novidade em relação aos aspectos jurídicos. 
Trata-se de uma pequena, porém consistente mudança na figura do 
empreendedor e da empresa. É uma caracterização pormenorizada do que é 
realmente uma relação estabelecida de comércio. 
 
O rol não é limitado à compra e venda, mas também a todos que praticarem atos de 
atividade econômica para produção e circulação de bens e serviços com 
atividade habitual, organizada e profissional para pessoa física ou jurídica. O 
registro na Junta Comercial não é condição para caracterização. 
 
1. Destacamos que o CC/02 revogou somente a primeira parte do Código 
Comercial (a parte de comércio terrestre), Restando em vigor até hoje a 
segunda parte, que trata do comércio marítimo (art.2045, CC). 
 
2. Esta teoria também abandona o conceito de comerciante e passa a usar o de 
empresário. 
 
3. Segundo a Teoria da Empresa,qualquer atividade pode ser considerada 
empresária. Tudo vai depender da forma como ela é exercida. Não há mais 
um rol de atividades consideradas comerciais ou não. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FASES HISTÓRICAS DO DIREITO EMPRESARIAL: 
 
 
PRIMITIVA: 
ANTIGUIDADE 
 - A TROCA ERA A VERSÃO ORIGINAL E 
EVOLUIU PARA A MODALIDADE DE COMPRA E 
VENDA; 
- CÓDIGO LEGAL (INSTITUÍDO POR UR NAMMU); 
CÓDIGO DE HAMURABI E O CORPUS JURIS 
CIVILIS EXEMPLIFICAM A ATIVIDADE ESTATAL 
SUBJETIVA -DIREITO COMERCIAL CRIADO POR 
CORPORAÇÕES DE OFÍCIO; 
- COMERCIANTE ERA QUEM ESTAVA 
MATRICULADO EM UMA CORPORAÇÃO DE 
OFÍCIO 
OBJETIVA - TRANSFORMOU-SE EM UM RAMO DO DIREITO 
APLICÁVEL A DETERMINADO ATOS 
SUBJETIVA 
MODERNA OU 
EMPRESARIAL 
 INCIDE EM ATIVIDADES TIDA COMO 
ECONÔMICA; INCIDE NOS REFLEXOS JURÍDICOS 
DA EMPRESA. 
} 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BASE CONSTITUCIONAL DO DIREITO 
EMPRESARIAL 
 
 
Art. 170. A ordem econômica, fundada na 
valorização do trabalho humano e na livre 
iniciativa, tem por fim assegurar a todos 
existência digna, conforme os ditames da justiça 
social, observados os seguintes princípios: 
I - soberania nacional; 
II - propriedade privada; 
III - função social da propriedade; 
IV - livre concorrência; 
V - defesa do consumidor; 
VI - defesa do meio ambiente; 
VI - defesa do meio ambiente, inclusive 
mediante tratamento diferenciado conforme o 
impacto ambiental dos produtos e serviços e 
de seus processos de elaboração e 
prestação; 
VII - redução das desigualdades regionais e 
sociais; 
VIII - busca do pleno emprego; 
IX - tratamento favorecido para as empresas 
brasileiras de capital nacional de pequeno 
porte. 
IX - tratamento favorecido para as empresas 
de pequeno porte constituídas sob as leis 
brasileiras e que tenham sua sede e 
administração no País. 
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre 
exercício de qualquer atividade econômica, 
independentemente de autorização de órgãos 
públicos, salvo nos casos previstos em lei.

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