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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: Fisioterapia DISCIPLINA: Cinesiologia NOME DO ALUNO: Fernanda Correia de Amorim R.A: 2312396 POLO: Ribeirão Preto Sp 1. Relatório – Aula 1:Roteiro 1 Membro Superior (Cinesiologia) •Introdução Este relatório tem por objetivo destacar os temas abordados nas aulas práticas da disciplina de Cinesiologia, realizadas ao longo do ano letivo. As aulas aconteceram no laboratório, onde foram explorados diversos temas: Membro Superior, Complexo Articular do Ombro, Complexo Articular do Cotovelo e do Antebraço, Complexo Articular do Punho e da Mão, Complexo Articular do Quadril, Complexo Articular do Joelho, Complexo Articular do Tornozelo e do Pé, Coluna Vertebral e Análise Cinesiológica de Exercícios. As atividades práticas tiveram como principal objetivo demonstrar a importância dos movimentos humanos, com base na cinesiologia, ciência que estuda o movimento humano. Através desse conhecimento, é possível compreender melhor a funcionalidade do corpo e promover uma vida mais saudável e funcional. Neste relatório, abordarei os principais pontos estudados, além de acrescentar informações complementares obtidas por meio de pesquisas e observações pessoais. O estudo da cinesiologia é essencial para compreender o funcionamento das articulações e músculos, especialmente no membro superior, onde há grande complexidade articular e ampla variedade de movimentos. A articulação do ombro, por exemplo, é uma das mais móveis do corpo humano, permitindo a realização de tarefas funcionais diversas (KENHUB, 2024). • Complexo Articular do Ombro O complexo do ombro é formado pelos ossos úmero, escápula, clavícula e esterno, sendo responsável por movimentos em três eixos: medial-lateral, anteroposterior e longitudinal. As articulações envolvidas são: glenoumeral, acromioclavicular, esternoclavicular, escapulotorácica e subdeltoideana, compondo uma estrutura triaxial com três graus de liberdade (NÚCLEO DO CONHECIMENTO, 2020). A articulação glenoumeral permite movimentos com amplas amplitudes: flexão de até 180°, extensão de aproximadamente 50°, abdução de 180°, adução de 30° (quando o braço está à frente do corpo) e rotação medial (95°) e lateral (80°), sendo essas fundamentais para atividades do dia a dia (KENHUB, 2024). •Complexo Articular do Cotovelo e Antebraço O cotovelo é formado por três ossos: úmero, rádio e ulna, formando duas articulações principais: umeroulnar e umerorradial. Ambas são uniaxiais, permitindo movimentos de flexão (até 145°) e extensão (0°), ocorrendo no plano sagital e ao redor do eixo medial-lateral (KENHUB, 2024). O antebraço, por sua vez, realiza os movimentos de pronação e supinação por meio das articulações radioulnar proximal e distal. Ambas possibilitam uma amplitude de aproximadamente 85° cada, permitindo a rotação do rádio sobre a ulna, importante para posicionar a mão em diferentes tarefas (KENHUB, 2024). •Complexo Articular do Punho e da Mão A articulação do punho é formada principalmente entre o rádio e os ossos da fileira proximal do carpo: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. As articulações principais são: radiocarpal, mediocarpal e intercarpal. A ulna não se articula diretamente com os ossos do carpo (KENHUB, 2024). A mão é formada por cinco metacarpos e falanges (proximais, médias e distais). Os movimentos do punho incluem: flexão (85°), extensão (85°), desvio radial (15°) e desvio ulnar (45°), que são essenciais para funções manuais e preensão (SLIDESHARE, 2024). • Conclusão O conhecimento anatômico e funcional do membro superior é essencial para a compreensão dos movimentos humanos, suas limitações e aplicações clínicas. A identificação de estruturas, a análise de eixos e planos, e a associação com os músculos envolvidos promovem uma base sólida para a prática profissional em áreas como fisioterapia, educação física e medicina (NÚCLEO DO CONHECIMENTO, 2020; KENHUB, 2024). Referências KENHUB. Anatomia do Membro Superior. Disponível em: https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-do-membro-superior. Acesso em: mai. 2025. KENHUB. Articulações e músculos do ombro. Disponível em: https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/articulacao-do-ombro-glenoumeral. Acesso em: mai. 2025. SLIDESHARE. Punho e mão: cinesiologia e biomecânica. Disponível em: https://pt.slideshare.net/slideshow/punho-e-mo-cinesiologia-e-biomecnica- umaanlise-conceitual. Acesso em: mai. 2025. NÚCLEO DO CONHECIMENTO. Anatomia e Cinesiologia do Complexo Articular do Ombro. 2020. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/anatomia-e-cinesiologia. Acesso em: mai. 2025. Os três planos anatômicos do corpo com o individuo em pé na posição anatômica Plano Sagital (ou Mediano) O plano sagital divide o corpo humano em metades direita e esquerda, passando verticalmente da frente para trás. Quando passa exatamente no meio do corpo, é chamado de plano mediano; quando passa lateralmente ao centro, é chamado de plano paramediano. Os movimentos típicos realizados nesse plano incluem a flexão e a extensão dos membros e do tronco. Referência: Neumann, D. A. (2010). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para Reabilitação Física. Elsevier. Plano Frontal (ou Coronal) O plano frontal divide o corpo em partes anterior (frontal) e posterior (dorsal), correndo verticalmente de um lado ao outro. Os principais movimentos associados a esse plano são a abdução e a adução, como o afastamento ou a aproximação dos braços em relação ao tronco. Referência: Platzer, W. (2014). Atlas de Anatomia Humana: Sobotta (23ª ed.). Elsevier. Plano Transversal (ou Horizontal) O plano transversal é horizontal e divide o corpo em porções superior (cranial) e inferior (caudal). Esse plano é fundamental para descrever movimentos de rotação, como a rotação do tronco, da cabeça ou dos membros. Referência: Kendall, F. P., McCreary, E. K., & Provance, P. G. (2007). Músculos: Funções, Testes e Posturas (5ª ed.). Manole Complexo Articular do Ombro Fonte: complexo-articular-do-ombro-8-638.jpg (638×479) (slidesharecdn.com) Complexo Articular do Ombro O complexo articular do ombro é composto por três articulações principais: a articulação glenoumeral, a articulação acromioclavicular e a articulação esternoclavicular. A glenoumeral é a articulação com maior amplitude de movimento do corpo humano e é a principal responsável pelos movimentos do braço, como flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e externa. Já as articulações acromioclavicular e esternoclavicular são fundamentais para os ajustes finos e a estabilidade da cintura escapular, permitindo que a escápula acompanhe e complemente os movimentos do úmero. Além das articulações, o complexo do ombro inclui estruturas importantes como a escápula e a clavícula, que participam da movimentação e estabilização do membro superior. Um grupo muscular essencial nesse complexo é o manguito rotador, formado pelos músculos supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular. Esses músculos atuam em conjunto para manter a cabeça do úmero centrada na cavidade glenoidal da escápula durante os movimentos do ombro, prevenindo luxações e proporcionando estabilidade dinâmica. Outros músculos de destaque incluem o deltóide, responsável por abduzir o braço; o trapézio, que atua na elevação, retração e rotação superior da escápula; e o serrátil anterior, que auxilia na protração e na rotação superior da escápula, especialmente durante movimentos de elevação do braço acima da cabeça. Referência: Neumann, D. A. (2023). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação Física. Elsevier. Complexo Articular do Cotovelo e do AntebraçoO complexo articular do cotovelo é composto por três ossos: úmero, rádio e ulna, que juntos formam duas articulações principais: a articulação umeroulnar e a articulação umerorradial. A articulação umeroulnar, do tipo gínglimo (dobradiça), permite os movimentos de flexão e extensão do antebraço em relação ao braço, sendo estabilizada pela conformação óssea e pelos ligamentos colaterais. A articulação umerorradial também participa desses movimentos, permitindo maior controle e estabilidade. Já o antebraço possui duas articulações entre o rádio e a ulna: a radioulnar proximal e a radioulnar distal. Ambas são articulações do tipo trocoide (pivot), e possibilitam os movimentos de pronação (rotação interna do antebraço, com a palma da mão voltada para baixo) e supinação (rotação externa, com a palma voltada para cima). Esses movimentos são fundamentais para diversas atividades manuais e dependem da integridade das articulações e dos músculos associados. A flexão do cotovelo tem uma amplitude média de até 145°, enquanto a extensão retorna o antebraço à posição anatômica, em 0°. A pronação e a supinação possuem amplitudes médias de 85° cada. Músculos como o bíceps braquial e o braquial atuam na flexão, enquanto o tríceps braquial é o principal extensor. Já os movimentos de pronação e supinação são realizados principalmente pelos músculos pronador redondo, pronador quadrado e supinador. Essas articulações funcionam de maneira integrada para permitir desde movimentos potentes, como levantar objetos, até ações finas, como girar uma chave ou manipular ferramentas. Referência: Neumann, D. A. (2023). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação Física. Elsevier. Fonte: cotovelo.jpg (562×467) (bp.blogspot.com) A articulação do cotovelo é formada pela união do úmero (osso do braço) com a ulna e o rádio (ossos do antebraço). Essa articulação é classificada como sinovial do tipo gínglimo, semelhante a uma dobradiça, permitindo principalmente os movimentos de flexão e extensão do antebraço em relação ao braço. Essa configuração estrutural possibilita movimentos eficazes com estabilidade, fundamentais para diversas atividades funcionais do membro superior (Facchini, 2021; Netter, 2019). Apesar de ser predominantemente uma articulação em dobradiça, o cotovelo também participa, de forma funcional, dos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Esses movimentos ocorrem graças à ação combinada das articulações rádio-ulnares proximal e distal, que permitem a rotação do rádio sobre a ulna, possibilitando que a palma da mão gire para cima ou para baixo (Kapandji, 2010). A estabilidade articular é mantida por estruturas ligamentares importantes, como o ligamento colateral ulnar, ligamento colateral radial e o ligamento anular do rádio, que envolve a cabeça do rádio e a mantém estável durante a rotação. Esses ligamentos, em conjunto com a cápsula articular, são fundamentais para a manutenção da congruência articular durante o movimento (Facchini, 2021). Além das classificações básicas do movimento, é fundamental compreender os critérios contráteis do sistema musculoesquelético, que englobam os eventos ativos de contração muscular com ou sem movimento aparente. A contração muscular pode ocorrer de três formas principais: concêntrica, excêntrica e isométrica. • A contração concêntrica ocorre quando o músculo encurta ao gerar força, aproximando suas extremidades (origem e inserção), como na fase de subida de um exercício de flexão de braço, em que o bíceps braquial realiza trabalho ativo contra a gravidade. • A contração excêntrica acontece quando o músculo é alongado enquanto ainda está ativo, controlando o movimento de forma freada — por exemplo, na fase de descida do mesmo exercício, em que o bíceps ainda atua, mas cede ao peso. • Já a contração isométrica é caracterizada por tensionamento muscular sem alteração no comprimento do músculo, ou seja, sem movimento articular, como quando mantemos o braço em flexão estática, segurando um peso em posição fixa. Esses padrões contráteis são essenciais para a análise funcional dos movimentos humanos e aparecem de forma distinta nos exercícios. A Figura abaixo (caso seja utilizada) poderia ilustrar essa diferença, apresentando: • Na parte A, o braço executando contração concêntrica com o bíceps braquial. • Na parte B, o mesmo músculo realizando uma contração isométrica. • Na parte C, músculos do ombro em ação excêntrica durante o controle da descida do braço. Compreender essas formas de ativação é fundamental para a prescrição de exercícios e para o entendimento biomecânico das ações musculares (NEUMANN, 2011). Referência sugerida: NEUMANN, D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. PRONAÇÃO X SUPINAÇÃO • Umero • Ulna •Rádio • PRONAÇÃO Movimento do antebraço que utilizamos para "dar" algo SUPINAÇÃO Movimento do antebraço que utilizamos para "pedir" algo Os principais músculos que atuam no cotovelo são o bíceps braquial, responsável pela flexão e supinação; o braquial, que atua na flexão pura; e o tríceps braquial, que realiza a extensão do antebraço. Esses músculos, ao se inserirem nas estruturas ósseas do braço e antebraço, garantem a eficiência biomecânica da articulação em diferentes posições e resistências (Netter, 2019; Facchini, 2021). Fonte: Cotovelo | Anatomia e Funções | Articulações e Movimentos | Resumo (anatomiaemfoco.com.br) A união entre o braço e o antebraço, que forma a articulação do cotovelo, ocorre pela ligação entre o úmero (osso do braço) e os ossos do antebraço: o rádio e a ulna. Essa região é composta por três articulações distintas, todas classificadas como sinoviais, com funções específicas nos movimentos do membro superior (Facchini, 2021; Netter, 2019). • Articulação úmero-ulnar (troclear): é uma articulação do tipo gínglimo (dobradiça), formada pela união entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna. Ela é responsável pelos movimentos de flexão e extensão do antebraço sobre o braço (Kapandji, 2010). • Articulação úmero-radial: também do tipo sinovial, ocorre entre o capítulo do úmero e a cabeça do rádio. Participa dos movimentos de flexão/extensão, e contribui principalmente para os movimentos de pronação e supinação, em associação com a articulação rádio-ulnar proximal (Facchini, 2021). • Articulação rádio-ulnar proximal: é uma articulação do tipo trocoide (pivot), localizada entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna, permitindo os movimentos de rotação do antebraço, ou seja, pronação e supinação (Netter, 2019). Complexo Articular do Punho e da Mão Fonte: Anatomia...Fisiologia e Fisioterapia (anatomiaefisioterapia.blogspot.com) Complexo Articular do Punho e da Mão O complexo do punho é uma estrutura multiarticular, composta por duas articulações principais: a articulação radiocárpica e a articulação mediocárpica. Trata-se de uma articulação biaxial, permitindo movimentos de flexão, extensão, desvio radial e desvio ulnar (Neumann, 2011). Articulação Radiocárpica É a articulação entre o rádio (principalmente sua face distal) e os ossos do carpo da fileira proximal: escafoide, semilunar e parcialmente o piramidal. Ela está envolta por uma cápsula articular frouxa, porém resistente, reforçada por diversos ligamentos, muitos dos quais também sustentam a articulação mediocárpica (Kapandji, 2000). Articulação Mediocárpica Essa articulação se localiza entre as duas fileiras de ossos do carpo. É composta e possui uma cápsula contínua com as articulações intercárpicas. Apesar de apresentar pouca mobilidade isoladamente, contribuisignificativamente para a mobilidade total do punho (Palastanga et al., 2012). Pisiforme O pisiforme é considerado um osso do carpo, mas não participa diretamente da articulação do punho. Atua como um osso sesamoide dentro do tendão do músculo flexor ulnar do carpo, potencializando sua função contrátil (Drake et al., 2015). Ligamentos do Punho A estabilidade do punho depende de numerosos ligamentos extrínsecos e intrínsecos, entre os quais se destacam: • Ligamentos colaterais radial e ulnar • Ligamentos radiocárpicos dorsal e palmar • Ligamentos ulnocárpicos • Ligamentos intercárpicos Estes ligamentos limitam movimentos excessivos e estabilizam o alinhamento entre os ossos do carpo (Moore et al., 2019). Articulações da Mão As articulações da mão envolvem: • Carpometacárpicas (CMC) • Intermetacárpicas • Metacarpofalângicas (MCF) • Interfalângicas proximais (IFP) e distais (IFD) Estas articulações são responsáveis pelos movimentos finos e complexos da mão, com a colaboração de ligamentos volares e colaterais (Neumann, 2011). Articulação Carpometacárpica do Polegar É uma articulação do tipo selar (em sela) entre o trapézio e a base do primeiro metacarpo, permitindo os movimentos de flexão, extensão, abdução, adução e oposição, que são essenciais para a preensão. Apresenta cápsula frouxa e grande amplitude de movimento (Kapandji, 2000). Articulações Metacarpofalângicas (MCF) São articulações condilóides biaxiais, formadas pela cabeça convexa do metacarpo e a base côncava da falange proximal. Possuem ligamentos volares e dois ligamentos colaterais, que limitam a abdução/adução durante a flexão completa (Palastanga et al., 2012). Articulações Interfalângicas Os dedos do 2º ao 5º possuem duas articulações: proximal (IFP) e distal (IFD). O polegar tem apenas uma articulação interfalângica. Os movimentos permitidos são de flexão e extensão (Drake et al., 2015). Referências Bibliográficas • Drake, R. L., Vogl, W., & Mitchell, A. W. M. (2015). Gray’s Anatomia para Estudantes (3ª ed.). Elsevier. • Kapandji, I. A. (2000). Fisiologia Articular: Membros Superiores (5ª ed.). Manole. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2019). Anatomia Orientada para a Clínica (8ª ed.). Guanabara Koogan. • Neumann, D. A. (2011). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação (2ª ed.). Elsevier. • Palastanga, N., Field, D., & Soames, R. (2012). Anatomia e Movimento Humano: Estrutura e Função (6ª ed.). Elsevier. Relatório – Aula 2:Roteiro 1 Membro inferior (Cinesiologia) Complexo Articular do Quadril O complexo articular do quadril é uma das estruturas mais robustas e funcionais do sistema musculoesquelético humano, sendo essencial para a sustentação do peso corporal e a mobilidade dos membros inferiores (Neumann, 2011). Anatomicamente, o quadril é formado pelos ossos do quadril (ilíacos), sacro e fêmur, que se articulam para formar três articulações principais: a sínfise púbica, a articulação sacroilíaca e a articulação femoroacetabular (Moore et al., 2019). • Sínfise púbica: É uma articulação cartilaginosa do tipo anfiartrose, unindo as faces anteriores dos ossos púbicos através de um disco fibrocartilaginoso. Permite movimentos limitados, mas é crucial para a estabilidade pélvica (Palastanga et al., 2012). • Articulação sacroilíaca: Une o sacro aos ilíacos e é classificada como uma articulação sinovial com mobilidade restrita. Apesar de sua movimentação limitada, desempenha um papel vital na transferência de cargas entre o tronco e os membros inferiores (Drake et al., 2015). • Articulação femoroacetabular: É uma articulação sinovial do tipo esferoide (enartrose), formada pela cabeça do fêmur e o acetábulo do osso do quadril. Essa configuração permite uma ampla gama de movimentos, incluindo flexão, extensão, abdução, adução, rotação medial, rotação lateral e circundução (Neumann, 2011). A congruência entre a cabeça femoral e o acetábulo é aprimorada pela presença do labrum acetabular, uma estrutura fibrocartilaginosa que aumenta a profundidade da cavidade acetabular, proporcionando maior estabilidade à articulação (Kapandji, 2000). Além disso, a cartilagem hialina reveste as superfícies articulares, reduzindo o atrito e absorvendo impactos. A membrana sinovial secreta o líquido sinovial, que lubrifica a articulação e nutre a cartilagem (Moore et al., 2019). A amplitude de movimento do quadril é significativa: a flexão pode atingir até 120°, a extensão até 20°, a abdução até 45°, a adução cerca de 30°, e as rotações medial e lateral variam entre 35° a 45° (Neumann, 2011). No contexto esportivo, a articulação do quadril é frequentemente exigida em amplitudes máximas. Movimentos repetitivos ou além da amplitude fisiológica podem predispor a lesões, como labrum acetabular, tendinopatias ou síndromes de impacto femoroacetabular (Palastanga et al., 2012). Referências Bibliográficas • Drake, R. L., Vogl, A. W., & Mitchell, A. W. M. (2015). Gray’s Anatomia para Estudantes (3ª ed.). Elsevier. • Kapandji, I. A. (2000). Fisiologia Articular: Membros Inferiores (6ª ed.). Manole. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2019). Anatomia Orientada para a Clínica (8ª ed.). Guanabara Koogan. • Neumann, D. A. (2011). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação (2ª ed.). Elsevier. • Palastanga, N., Field, D., & Soames, R. (2012). Anatomia e Movimento Humano: Estrutura e Função (6ª ed.). Elsevier. Complexo Articular do Joelho A articulação do joelho é a maior e uma das mais complexas do corpo humano, sendo fundamental para a locomoção e sustentação do peso corporal. Classificada como uma articulação sinovial do tipo gínglimo (dobradiça), o joelho conecta três ossos principais: fêmur, tíbia e patela. Ele é composto por duas articulações distintas, mas funcionais: a tibiofemoral e a patelofemoral (Moore et al., 2014). A articulação tibiofemoral ocorre entre os côndilos medial e lateral do fêmur e os platôs tibiais, sendo responsáveis pela maior parte dos movimentos de flexão e extensão do joelho. Suas superfícies articulares são recobertas por cartilagem hialina, que reduz o atrito e melhora a congruência. Como essas superfícies não se encaixam perfeitamente, a congruência articular é proporcionada pelos meniscos medial e lateral, que são fibrocartilagens em formato de meia-lua que aumentam a estabilidade e distribuem melhor a carga sobre a tíbia (Dangelo & Fattini, 2011). A articulação patelofemoral, por sua vez, é formada pelo contato entre a superfície posterior da patela e a tróclea femoral. A patela, um osso sesamoide, está inserida no tendão do músculo quadríceps femoral e atua para aumentar o braço de alavanca do quadríceps durante a extensão do joelho, além de proteger a articulação (Platzer, 2018). Os movimentos do joelho ocorrem no plano sagital ao redor de um eixo transversal, permitindo flexão (cerca de 135°) e extensão (0°). Durante a flexão, também é possível uma rotação medial da tíbia, e na extensão final, uma leve rotação lateral ocorre para o travamento da articulação, fenômeno conhecido como “mecanismo de travamento do joelho” (Neumann, 2011). A estabilidade do joelho é garantida por diversos elementos passivos e ativos. Dentre os passivos, destacam-se os ligamentos colaterais (medial e lateral), que estabilizam medial e lateralmente; e os ligamentos cruzados (anterior e posterior), responsáveis pelo controle do deslizamento anteroposterior da tíbia em relação ao fêmur. Já a cápsula articular é reforçada pelos tendões dos músculos da coxa, como o quadríceps e o semimembranoso, configurando um reforço adicionalpara a articulação (Moore et al., 2014). A cápsula articular é relativamente frouxa para permitir a mobilidade e possui aberturas para a passagem de estruturas, como o tendão do músculo poplíteo, que atua na rotação e desbloqueio da articulação durante a marcha. A região posterior é reforçada pelo ligamento arqueado e oblíquo, enquanto a anterior conta com o reforço do ligamento patelar, que se insere na tuberosidade da tíbia e dá continuidade ao tendão do quadríceps femoral (Dangelo & Fattini, 2011). Além disso, a presença de bursas sinoviais ao redor do joelho, como a bursa suprapatelar, infrapatelar e pré-patelar, auxilia na redução do atrito entre estruturas ósseas e tendinosas durante o movimento. Referências: • Dangelo, J. G., & Fattini, C. A. (2011). Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar (3. ed.). São Paulo: Atheneu. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia Orientada para a Clínica (7. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. • Neumann, D. A. (2011). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação Física. Rio de Janeiro: Elsevier. • Platzer, W. (2018). Sobotta - Atlas de Anatomia Humana (24. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Fonte: complexo articular do joelho - Pesquisar Imagens (bing.com) Complexo Articular do Tornozelo e do Pé O complexo articular do tornozelo e do pé é essencial para a locomoção e estabilidade corporal. Ele permite a realização de movimentos fundamentais como dorsiflexão, flexão plantar, inversão, e eversão do pé, além de contribuir com o suporte do peso corporal em diferentes posturas e deslocamentos (Neumann, 2011). A articulação do tornozelo, também chamada de articulação talocrural, é uma articulação sinovial do tipo gínglimo (dobradiça) formada pela extremidade distal da tíbia, da fíbula e pelo tálus. Essa articulação permite principalmente dois movimentos: dorsiflexão, onde o dorso do pé se aproxima da tíbia, e flexão plantar, onde o pé aponta para baixo (Moore et al., 2014). Além da talocrural, o complexo articular do tornozelo envolve outras articulações que contribuem para os movimentos do retropé e do mediopé, denominadas coletivamente como articulação inferior do tornozelo: • Articulação subtalar (talocalcaneana): articulação sinovial entre o tálus e o calcâneo. Ela permite os movimentos de inversão e eversão do pé. • Articulação talocalcaneonavicular: articulação esferoide formada entre o tálus, calcâneo e navicular, que trabalha em conjunto com a subtalar para viabilizar os movimentos tridimensionais do pé. A estabilidade articular do tornozelo depende do encaixe ósseo e do suporte dos ligamentos colaterais. O ligamento colateral medial (deltoide) fornece resistência à eversão excessiva, enquanto o ligamento colateral lateral, formado pelos ligamentos talofibular anterior, talofibular posterior e calcaneofibular, limita a inversão exagerada do tornozelo, sendo frequentemente lesionado em entorses (Dangelo & Fattini, 2011). No pé, existem múltiplas articulações importantes para a adaptação ao solo e absorção de impacto: • Articulações tarsometatarsais: entre os ossos do tarso e os metatarsos. • Articulações metatarsofalângicas: entre os metatarsos e as falanges proximais. • Articulações interfalângicas: entre as falanges dos dedos, permitindo flexão e extensão. A disposição dos ossos do tarso e dos arcos plantares — longitudinal medial, longitudinal lateral e transverso — é fundamental para a distribuição do peso corporal e a eficiência da marcha. Os músculos extrínsecos e intrínsecos do pé, em conjunto com a fáscia plantar, mantêm a estrutura dos arcos e ajudam na propulsão durante a caminhada (Neumann, 2011; Moore et al., 2014). Referências: • Dangelo, J. G., & Fattini, C. A. (2011). Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar (3. ed.). São Paulo: Atheneu. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia Orientada para a Clínica (7. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. • Neumann, D. A. (2011). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação Física. Rio de Janeiro: Elsevier. Fonte: anatomia fácil anexos: Sinovial Plana (anatomiabymonitorthiagoanexos.blogspot.com) Articulação Superior do Tornozelo (Articulação Talocrural) A articulação superior do tornozelo, também chamada de articulação talocrural, é uma articulação sinovial do tipo gínglimo (dobradiça), formada pela extremidade distal da tíbia e da fíbula que, juntas, formam uma mortaise ou pinça que se articula com a tróclea do tálus. Essa configuração óssea proporciona estabilidade durante os movimentos principais da articulação: flexão plantar e dorsiflexão (Moore et al., 2014; Neumann, 2011). Diferente do que foi inicialmente descrito, o calcâneo e o osso navicular não participam da articulação talocrural. Eles fazem parte da articulação subtalar e da articulação talocalcaneonavicular, que integram o complexo da articulação inferior do tornozelo. A articulação talocrural é estabilizada por um conjunto de ligamentos fortes e organizados em dois principais grupos: • Ligamento colateral medial (ligamento deltoide): é um ligamento triangular e espesso, composto por quatro partes: tibionavicular, tibiocalcâneo, tibiotalar anterior e tibiotalar posterior. Ele resiste à eversão do pé e protege contra deslocamentos laterais excessivos. • Ligamento colateral lateral: formado por três ligamentos distintos — ligamento talofibular anterior, talofibular posterior e calcaneofibular — que proporcionam resistência à inversão excessiva do pé, sendo o talofibular anterior o mais frequentemente lesionado em entorses (Dangelo & Fattini, 2011). Esses ligamentos, juntamente com a forte configuração óssea da articulação, são essenciais para a manutenção da estabilidade funcional do tornozelo, especialmente durante atividades que envolvem corrida, salto e mudanças rápidas de direção. Referências: • Dangelo, J. G., & Fattini, C. A. (2011). Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar (3. ed.). São Paulo: Atheneu. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia Orientada para a Clínica (7. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. • Neumann, D. A. (2011). Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação Física. Rio de Janeiro: Elsevier. Conclusão – Membros Inferiores • • O estudo cinesiológico dos membros inferiores evidenciou a complexidade funcional das articulações do quadril, joelho, tornozelo e pé, demonstrando a importância da integração entre estabilidade, mobilidade e controle neuromuscular para a realização das atividades diárias e esportivas. Cada articulação desempenha um papel essencial na locomoção, sustentação de peso e absorção de impactos, sendo imprescindível compreender suas estruturas, movimentos e biomecânica para uma atuação clínica eficaz. • • Durante as aulas práticas, foi possível analisar como as articulações femoroacetabular, tibiofemoral, patelofemoral, tíbio-társica, subtalar e mediotársica se relacionam entre si, permitindo a execução de movimentos como marcha, corrida, salto e mudanças de direção. Além disso, observamos o papel dos ligamentos, meniscos e músculos no controle da estabilidade e no direcionamento do movimento. • • Conclui-se, portanto, que o conhecimento aprofundado da cinesiologia dos membros inferiores é fundamental para a prevenção e reabilitação de disfunções musculoesqueléticas, além de ser um pilar na avaliação funcional de pacientes e atletas. Relatório – Aula 3:Roteiro 1 Coluna vertebral (Cinesiologia) A coluna vertebral é uma estrutura fundamental do esqueleto axial, composta por 33 vértebras, dispostasem uma sequência longitudinal que sustenta o corpo, protege a medula espinal e permite mobilidade segmentar. Essas vértebras estão distribuídas em regiões específicas: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais (fusionadas formando o sacro) e 4 coccígeas (também fusionadas) (Moore et al., 2014). Além da função de sustentação e proteção da medula espinal, a coluna vertebral contribui para a postura ereta, absorção de impactos e realização de movimentos como flexão, extensão, inclinação lateral e rotação do tronco. As vértebras se articulam entre si por meio de discos intervertebrais e articulações sinoviais que conferem estabilidade e mobilidade à estrutura (Facchini, 2021; Netter, 2019). Referências: • Facchini, F. (2021). Cinesiologia Estrutural e Funcional. 3. ed. São Paulo: Manole. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia Orientada para a Clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. • Netter, F. H. (2019). Atlas de Anatomia Humana. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier. Fonte: Coluna vertebral: anatomia, funções e doenças - Brasil Escola (uol.com.br) A figura abaixo representa detalhadamente a divisão: Fonte: Coluna vertebral – Anatomia papel e caneta (anatomia-papel-e-caneta.com) – Coluna Vertebral A coluna vertebral é uma estrutura fundamental do esqueleto axial humano, composta por 33 vértebras distribuídas nas regiões cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea. Essa estrutura fornece suporte ao corpo, permite a movimentação do tronco e protege a medula espinal, que passa pelo canal vertebral formado pelos forames das vértebras. Todas as vértebras, exceto o atlas (C1), compartilham características anatômicas semelhantes: corpo vertebral, pedículos, lâminas, processo espinhoso, processos transversos, facetas articulares superiores e inferiores e o forame vertebral. Curvaturas da Coluna Vertebral Durante o desenvolvimento embrionário, a coluna vertebral apresenta uma única curvatura em forma de “C”. Após o nascimento, com o crescimento da cabeça e a adoção da postura ereta, desenvolvem-se quatro curvaturas sagitais normais: • Curvatura cervical – convexa para frente; • Curvatura torácica – côncava para frente; • Curvatura lombar – convexa para frente; • Curvatura sacrococcígea – côncava para frente. Além dessas, a coluna também apresenta curvaturas laterais, geralmente três: • Cervical – convexa para a esquerda; • Torácica – convexa para a direita; • Lombar – convexa para a esquerda. Desvios posturais ou traumas podem levar à hipercifose, hiperlordose ou escoliose. Referência: • Facchini, L. A. (2022). Anatomia Funcional do Aparelho Locomotor. Artmed. • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia Orientada para a Clínica. Guanabara Koogan. Relatório – Aula 4:Roteiro 1 Análise Cinesiológica de exercícios (Cinesiologia) .A cinesiologia, derivada do grego kinesis (movimento), é a ciência que estuda o movimento humano, com foco na análise das contrações musculares, das articulações e das forças que possibilitam o movimento corporal. Este campo estuda tanto os aspectos fisiológicos das contrações musculares quanto as relações biomecânicas envolvidas, contribuindo para a compreensão de como o corpo executa movimentos e responde às diversas forças internas e externas aplicadas sobre ele (Neumann, 2017). Movimentos Articulares Os movimentos articulares podem ser classificados com base na direção em que o segmento corporal se move, assim como o tipo de articulação envolvida. Tais movimentos são fundamentais para a execução de qualquer gesto humano, seja em atividades diárias ou em contextos esportivos. A flexão e a extensão, por exemplo, são essenciais para a realização de muitos movimentos funcionais e atléticos (Kisner & Colby, 2016). A seguir, estão alguns dos principais movimentos articulares e suas descrições: • Flexão: Movimento que diminui o ângulo entre os segmentos corporais, movendo um segmento para a região anterior do corpo (Hall, 2016). • Extensão: Aumento do ângulo entre os segmentos corporais, deslocando um segmento para a região posterior (Neumann, 2017). • Hiperextensão: Movimento além do limite normal de extensão, no qual o retorno à posição neutra é considerado uma flexão (Kisner & Colby, 2016). • Abdução: Movimento que afasta um segmento da linha média do corpo (Neumann, 2017). • Adução: Movimento que aproxima um segmento da linha média do corpo (Hall, 2016). • Rotação externa (ou lateral): Movimento de rotação que afasta o segmento da linha média do corpo (McGill, 2016). • Rotação interna (ou medial): Movimento de rotação que aproxima o segmento da linha média do corpo (Kisner & Colby, 2016). • Circundução: Movimento circular, formando um cone com a articulação como vértice e a extremidade distal do segmento como a base (Neumann, 2017). Movimentos Específicos por Articulação Cada articulação do corpo tem a capacidade de realizar uma série de movimentos específicos, dependendo de sua estrutura e função. Abaixo, detalho os movimentos possíveis em algumas articulações chave do corpo humano (McGill, 2016): • Cintura Escapular: A cintura escapular pode realizar movimentos como adução, abdução, elevação, depressão, rotação superior e rotação inferior, permitindo uma grande amplitude de movimento para os membros superiores (Neumann, 2017). • Ombro: O ombro é uma articulação de grande mobilidade, sendo capaz de realizar flexão, extensão, adução, abdução, flexão horizontal, extensão horizontal e circundução (Hall, 2016). • Cotovelo: O cotovelo realiza apenas movimentos de flexão e extensão, mas também pode realizar pequenas variações de adução e abdução, bem como circundução (McGill, 2016). • Rádio-ulnar: A articulação rádio-ulnar é responsável pelos movimentos de supinação e pronação do antebraço (Neumann, 2017). • Punho: O punho é capaz de flexão, extensão, adução, abdução e circundução (Kisner & Colby, 2016). • Cintura Pélvica: A cintura pélvica realiza movimentos de báscula anterior e posterior, além de lateralização direita e esquerda (McGill, 2016). • Tornozelo: O tornozelo realiza flexão dorsal, flexão plantar, inversão e eversão (Hall, 2016). • Coluna Vertebral: A coluna vertebral pode realizar flexão lateral, rotação à direita e à esquerda, além de flexão e extensão (Neumann, 2017). • Joelho: O joelho realiza flexão e extensão, além de movimentos limitados de rotação interna e externa (McGill, 2016). • Quadril: O quadril é capaz de realizar flexão, extensão, rotação externa e interna, além de abdução e adução (Kisner & Colby, 2016). Análise Cinesiológica de Exercícios A análise cinesiológica de exercícios envolve o estudo detalhado dos movimentos, levando em consideração as articulações envolvidas, a contração muscular e os efeitos das forças internas e externas. Para que uma descrição correta de um exercício seja feita, é importante identificar a posição inicial, as fases de execução e os tipos de contração muscular que ocorrem durante o movimento (Hall, 2016). A força da gravidade e a carga externa desempenham papéis cruciais na modulação do movimento, influenciando a ativação muscular. O conhecimento dessa interação é vital para entender quais músculos estão sendo ativados durante um exercício, bem como a forma como eles são recrutados para realizar o movimento. Isso ajuda tanto no desempenho físico quanto na prevenção de lesões (Kisner & Colby, 2016). Tipos de Contração Muscular • Ativação Concêntrica: A contração concêntrica ocorre quando o músculo se contrai, diminuindo seu comprimento. Durante esse tipo de contração, a musculatura vence a carga externa, sendo responsável pelo movimento ativo, comoao levantar um peso (Neumann, 2017). • Ativação Excêntrica: Na ativação excêntrica, o músculo se alonga enquanto exerce tensão, controlando a descida do peso ou resistência. Nesse caso, o músculo não vence a carga externa, mas exerce um controle fundamental para evitar lesões (Hall, 2016). • Ativação Isométrica: Na ativação isométrica, o músculo gera tensão sem alterar seu comprimento. Esse tipo de contração ocorre quando a força muscular gerada é igual à resistência oferecida pela carga externa ou pelo segmento, como no caso de manter uma posição estática, como uma prancha (McGill, 2016). Exemplo Prático: Flexão de Quadril Na flexão de quadril, a análise cinesiológica pode ser exemplificada da seguinte forma: • Posição inicial: Em decúbito dorsal, com o quadril em flexão a 45°. • Movimento concêntrico: Durante a flexão do quadril, os flexores do quadril (como o iliopsoas) se contraem concêntricamente para elevar a coxa em direção ao tronco. A carga da gravidade deve ser superada pelos músculos do quadril para realizar o movimento (Neumann, 2017). • Movimento excêntrico: Durante a fase de extensão, os flexores do quadril se contraem de maneira excêntrica para controlar a descida da coxa e retornar à posição inicial, resistindo à força da gravidade (Kisner & Colby, 2016). Essa análise demonstra como diferentes tipos de contração muscular são necessários em fases distintas do movimento para garantir uma execução eficaz e segura do exercício. Considerações Finais A análise cinesiológica é uma ferramenta essencial na avaliação e compreensão do movimento humano, especialmente quando aplicada ao contexto do exercício físico, reabilitação e desempenho funcional. Ela envolve o estudo detalhado dos planos e eixos de movimento, da cinemática articular, da ativação muscular e das forças envolvidas em cada gesto motor. A partir dessa abordagem, é possível identificar quais estruturas anatômicas são recrutadas, em que tipo de ação muscular estão envolvidas (concêntrica, excêntrica ou isométrica), e como fatores externos — como a força da gravidade ou a resistência aplicada — influenciam diretamente a execução do movimento. Compreender os padrões de ativação muscular permite distinguir funções primárias e secundárias dos músculos, analisar sinergias e antagonismos, bem como reconhecer compensações que podem surgir a partir de déficits estruturais ou funcionais. A aplicação correta desses conceitos exige conhecimento profundo das estruturas anatômicas envolvidas, suas inserções e trajetos, e da biomecânica das articulações em questão. A partir disso, pode-se determinar o controle motor adequado, otimizar gestos esportivos, prevenir lesões e elaborar estratégias eficazes de reabilitação. Além disso, a cinesiologia aplicada permite interpretar movimentos complexos por meio da decomposição das fases do movimento, da posição inicial, da trajetória articular e da resistência imposta. O conhecimento da fisiologia muscular e das variáveis biomecânicas é indispensável para prescrever exercícios com precisão e segurança, adaptando-os às necessidades específicas de cada indivíduo. Portanto, a análise cinesiológica transcende a simples observação do movimento, configurando-se como um processo investigativo técnico e científico que fundamenta a prática clínica e o treinamento físico com base em princípios de anatomia funcional, neurofisiologia e biomecânica. Referências complementares (ABNT): KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 6. ed. São Paulo: Manole, 2016. NEUMANN, Donald A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para a Reabilitação. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. HALL, Susan J. Biomecânica Básica. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016. McGILL, Stuart M. Low Back Disorders: Evidence-Based Prevention and Rehabilitation. 3. ed. Champaign: Human Kinetics, 2016. •Introdução • Complexo Articular do Ombro •Complexo Articular do Punho e da Mão • Conclusão Referências Pisiforme Ligamentos do Punho Articulações da Mão Articulação Carpometacárpica do Polegar Complexo Articular do Quadril Complexo Articular do Tornozelo e do Pé Articulação Superior do Tornozelo (Articulação Talocrural) – Coluna Vertebral Tipos de Contração Muscular