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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAS LICENCIATURA EM ANÁLISES CLINICA E SAÚDE PÚBLICA ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA LUANDA - 2025 DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAS LICENCIATURA EM ANÁLISES CLINICA E SAÚDE PÚBLICA ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Integrantes do Grupo Nº 4 Nº de Estudante Nome Completo Nota do Trabalho 58850 Delvânia Dias Garcia 58605 Edelmira Bonito Segundo 58288 Edvânia Nair Veloso 51122 Eliana De Carvalho Máquina 59143 Eliane Patrícia de Lemos Adão 59081 Evita Cláudia Ricardo Trabalho referente a disciplina de Análise e Tratamento das Águas, com o tema Esquistossomose Mansônica, Turma A, Turno Manhã, Sala 04 Edifício Isaac, 3º ano de Análises Clinica e Saúde Pública. Docente Natália Fernandes. ÍNDICE INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 4 PROBLEMA DE PESQUISA .......................................................................................... 5 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................. 6 OBJECTIVO .................................................................................................................... 7 Objectivo Geral ............................................................................................................. 7 Objectivos Específicos .................................................................................................. 7 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................... 8 Aspectos epidemiológicos da Esquistossomose Mansônica ......................................... 8 Etiologia ........................................................................................................................ 9 Fisiologia do Schistosoma mansoni ............................................................................ 12 Transmissão do Schistosoma mansoni ....................................................................... 13 Sintomas da Esquistossomose Mansônica .................................................................. 14 Diagnóstico Esquistossomose Mansônica .................................................................. 15 Tratamento Esquistossomose Mansônica ................................................................... 16 Prevenção e Controle da Esquistossomose Mansônica .............................................. 17 METODOLOGIA ........................................................................................................... 19 Variáveis da Pesquisa ................................................................................................. 20 CONCLUSÃO ................................................................................................................ 21 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ................................................................................ 22 ANEXOS ........................................................................................................................ 24 ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 4 INTRODUÇÃO A Esquistossomose Mansoni (EM) é uma das principais doenças parasitárias de veiculação hídrica no mundo, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, que tem o homem como hospedeiro definitivo e caramujos do género Biomphalaria como hospedeiro intermediário, sendo estes infectados pelos ovos do parasito (PRATA, 2009). Este agravo é considerado como problema de saúde pública, pois se trata de uma infecção parasitária com ampla distribuição geográfica e que consequentemente causa importante impacto económico onde atinge taxas de média e alta endemicidade. A qualidade de vida humana apresenta características de limitações que se associam a tais consequências, sobretudo nos países de regiões tropicais e subtropicais. (COURA, 1995). ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 5 PROBLEMA DE PESQUISA Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento da esquistossomose mansônica, a doença continua sendo um grave problema de saúde pública em várias regiões endémicas, especialmente em áreas com condições sanitárias precárias. Diante disso, surge a seguinte questão: Porquê a esquistossomose mansônica, causada pelo Schistosoma mansoni, ainda persiste como uma endemia relevante em determinadas regiões, mesmo com a existência de métodos eficazes de prevenção, controle e tratamento? ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 6 JUSTIFICATIVA A esquistossomose mansônica continua sendo uma das principais doenças parasitárias de relevância médica e social em países tropicais e subtropicais, afectando milhões de pessoas, especialmente em regiões com infra-estrutura sanitária deficiente. Mesmo com a disponibilidade de medicamentos eficazes, como o praziquantel e a oxamniquina, a doença persiste devido à falta de políticas públicas eficazes de saneamento básico, controle do vector e educação sanitária da população. Estudar o Schistosoma mansoni, seu ciclo de vida, fisiologia, modos de transmissão e estratégias de prevenção, é fundamental para compreender os factores que perpetuam sua incidência e dificultam sua erradicação. A compreensão detalhada desses elementos contribui para o desenvolvimento de acções de controle mais eficazes, campanhas educativas e estratégias integradas de saúde pública. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 7 OBJECTIVO Objectivo Geral Analisar a esquistossomose como um problema de saúde pública, destacando sua transmissão, sintomas, diagnóstico, prevenção e controle. Objectivos Específicos Explicar o ciclo de vida do Schistosoma mansoni, agente causador da esquistossomose. Identificar os principais sintomas e complicações causadas pela doença. Investigar os métodos de diagnóstico e tratamento disponíveis. Apontar estratégias de prevenção e combate à doença, principalmente em áreas endêmicas. Reflectir sobre a importância da educação em saúde na redução dos casos de esquistossomose. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 8 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A schistosomíase é uma das parasitoses mais prevalentes no mundo, sendo endémica em 76 países. Estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas se encontram infectadas, enquanto outras centenas de milhões vivem em áreas endémicas, expostas à infecção. Cerca de 20.000 pessoas morrem anualmente devido a doenças associadas, como o cancro urogenital e a fibrose (Simonsen, 2009). Aspectos epidemiológicos da Esquistossomose Mansônica A esquistossomose é caracterizada uma doença de milênios em humanos, foram encontrados ovos do parasito em múmias egípcias de pessoas que viveram por volta do ano de 3.500 a. C.. Porém, dados científicos só tiveram ênfase apenas na metade do século XIX de forma independente. Os primeiros foram pesquisadores japoneses que relataram a síndrome aguda de Katayama que tem como sinais clínicos febre, erupção cutânea semelhante a uma urticária, tosse dor abdominal e inflamação do fígado e baço. No decorrer do século um cientista patologista alemão chamado Theodor Bilharz em 1852 evidenciou vermes nos vasos urogenitais durante necropsia de camponeses egípcios, para qual deu o nome de Distomumhaematobium. Em seguida, Weinland em 1958 denominou o género deste helminto de Schistosoma (schisto = fenda, soma = corpo), uma vez que o macho apresenta corpo fendido, sendo uma designação aceita até hoje. No entanto antes era denominado por Diesing, de canal genecófaro. Este nome permaneceu na literaturainfectam novos caramujos e cada miracídio se transforma em esporocisto I. Cada esporocisto I, por poliembrionia, origina 150 a 200 esporocistos II, que migram para as glândulas digestivas e ovoteste do caramujo, originando as cercárias que serão liberadas na água (SIMÕES, 2005). Fisiologia do Schistosoma mansoni O Schistosoma mansoni possui uma fisiologia adaptada ao parasitismo no sistema circulatório do hospedeiro humano. Diferente de outros platelmintos de vida livre, este trematódeo apresenta adaptações específicas que lhe permitem sobreviver, alimentar-se e reproduzir-se no ambiente interno do hospedeiro. 1. Sistema digestivo O parasita possui um tubo digestivo incompleto. A boca se abre em uma ventosa oral, conectada a um esófago curto que se ramifica em dois cecos intestinais, os quais se estendem paralelamente ao longo do corpo. A digestão é extracelular e intracelular, e os resíduos não digeridos são expelidos pela mesma abertura bucal, pois o animal não possui ânus. 2. Nutrição O S. mansoni se alimenta principalmente de sangue, especialmente das células sanguíneas e do plasma. A hematofagia (ingestão de sangue) é facilitada por enzimas proteolíticas que digerem proteínas plasmáticas e hemoglobina. 3. Sistema tegumentar O tegumento do S. mansoni é altamente especializado. Trata-se de uma camada sincitial que protege o parasita do sistema imunológico do hospedeiro. Além disso, esse tegumento absorve nutrientes directamente do sangue, o que complementa a nutrição via tubo digestivo. 4. Sistema excretor O sistema excretor é protonefridial, composto por células-flama que removem resíduos nitrogenados e excesso de água. A excreção ocorre por poros excretores localizados na extremidade posterior do corpo. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 13 5. Sistema nervoso Possui um sistema nervoso ganglionar simples, com gânglios cerebrais e cordões longitudinais. Apesar de primitivo, é suficiente para coordenar os movimentos e respostas a estímulos químicos e mecânicos no ambiente interno do hospedeiro. 6. Sistema reprodutor A fisiologia reprodutiva é bastante desenvolvida. O macho possui testículos e canais deferentes que se unem em um ducto ejaculatória. A fêmea, mais longa e fina, possui ovários, oviduto e útero. A fecundação é interna, e a fêmea deposita ovos que atravessam os tecidos do hospedeiro até serem eliminados com as fezes. Transmissão do Schistosoma mansoni A transmissão do Schistosoma mansoni ocorre por meio do contacto directo da pele humana com água doce contaminada com cercárias, a forma larval infectante do parasita. Esse processo depende de um ciclo de vida complexo que envolve dois hospedeiros: o caramujo do género Biomphalaria (hospedeiro intermediário) e o ser humano (hospedeiro definitivo). O ciclo de transmissão ocorre da seguinte forma: Liberação dos ovos nas fezes humanas: Indivíduos infectados eliminam os ovos do S. mansoni nas fezes. Em áreas com saneamento precário, essas fezes contaminam rios, lagos, represas ou valas. Eclosão dos ovos na água: Em contato com a água, os ovos liberam miracídios, que são larvas ciliadas móveis. Infecção do caramujo vector: Os miracídios penetram nos caramujos do género Biomphalaria (como B. glabrata, B. tenagophila e B. straminea), onde se desenvolvem e se multiplicam, passando por várias fases larvais (esporocisto primário e secundário). Liberação de cercárias: Após cerca de 4 a 6 semanas, os caramujos liberam milhares de cercárias, que nadam livremente na água. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 14 Penetração na pele humana: Ao entrarem em contacto com a pele de pessoas que nadam, lavam roupas, pescam ou trabalham em água contaminada, as cercárias penetram activamente, iniciando a infecção. Ciclo no corpo humano: Após a penetração, as cercárias perdem suas caudas e se transformam em esquistossômulos, que migram pela corrente sanguínea até o fígado, onde amadurecem. Os vermes adultos depois migram para os vasos do intestino, onde acasalam e produzem ovos, reiniciando o ciclo. A transmissão é, portanto, fortemente associada à falta de saneamento básico, presença de caramujos vectores e contacto frequente da população com águas contaminadas. Sintomas da Esquistossomose Mansônica A esquistossomose mansônica apresenta um quadro clínico que varia de acordo com o estágio da infecção, a carga parasitária e a resposta imunológica do hospedeiro. A doença pode evoluir de forma assintomática, especialmente em infecções leves, até formas graves e crónicas, com sérias complicações hepáticas e intestinais. Os sintomas podem ser classificados conforme as fases da doença: 1. Fase aguda (esquistossomose aguda ou febre de Katayama) Ocorre geralmente de 2 a 8 semanas após a infecção primária, sendo mais comum em pessoas que entram pela primeira vez em contacto com o parasita. Febre alta Calafrios Mal-estar geral Tosse seca Dores musculares e articulares Diarreia, às vezes com sangue Aumento do fígado e do baço (hepatosplenomegalia) Eosinofilia acentuada (aumento de eosinófilos no sangue) Em casos graves, pode ocorrer reacção inflamatória sistémica. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 15 2. Fase crônica Desenvolve-se meses ou anos após a infecção inicial, quando os vermes adultos já estão estabelecidos e os ovos se acumulam nos tecidos, especialmente no fígado e intestino. Dor abdominal constante Diarreia crónica ou prisão de ventre Presença de sangue nas fezes Fadiga e perda de peso Aumento progressivo do fígado e do baço Distensão abdominal Hipertensão portal (aumento da pressão nas veias do fígado) Ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal) Em casos graves, pode haver varizes esofágicas e hemorragias digestivas. Formas graves (hepatointestinal ou hepatosplênica) Em indivíduos com infecção prolongada e intensa, pode ocorrer fibrose hepática severa (fibrose de Symmers), levando a complicações como: Cirrose hepática (sem envolvimento directo do vírus) Insuficiência hepática Hipertensão portal com risco de morte por hemorragia digestiva Diagnóstico Esquistossomose Mansônica Esta doença possui uma diversidade na forma de apresentação clínica, desde quadros assintomáticos, até os graves com manifestações hemorrágicas. Muitas das vezes sua forma de apresentação também se confunde com outros agravos, e por isso, deve ser feito o diagnóstico diferencial. Todos estes aspectos estão relacionados às formas evolutivas por quais passa o S. mansoni no seu ciclo evolutivo no interior do hospedeiro definitivo. O diagnóstico do S. mansoni é realizado por meio da investigação directa nas fezes e tecidos, como a biopsia rectal. Pode ser auxiliado pelas provas sorológicas, endoscopia digestiva alta e baixa, exames de imagem como ultra-sonografia do abdome, radiografia do tórax, esplenoportografia e outros (HUGGINS,1998). ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 16 Existem outros métodos de diagnóstico para a esquistossomose que incluem: métodos parasitológicos - sedimentação (qualitativo) e o Kato-Katz (quantitativo); métodos histopatológicos - material obtido por meio de biopsia, preferencialmente do recto e do fígado; métodos sorológicos – pela detecção de anticorpos; métodos moleculares - a detecção do ácido dexoxirribonucleico (DNA) do S. mansoni por reacção em cadeia da polimerase (PCR) pode ser usado, sobretudo nas fezes (BICHARA, 1997). O método Kato-Katz é o método mais recomendado para se diagnosticar essa doença, apresenta especificidade de 100%. Entretanto, a sensibilidade desta técnica diminui em áreas de baixa endemicidade, em situações de pós- tratamento, e no controle de transmissão. Um dos principais requisitos para diagnóstico de esquistossomose em áreas de baixa endemicidade é o desenvolvimento de um teste mais sensível. Uma alternativade diagnóstico é a Reacção de Cadeia de Polimerase (PCR), que consiste em uma técnica extremamente sensível e específica com uso generalizado no diagnóstico de doenças infecciosas. Tratamento Esquistossomose Mansônica O tratamento específico da EM pode ser feito com uma das duas drogas mais conhecidas, o paraziquantel e o oxaminiquine, ambos indicados para crianças e adultos. O uso de quimioterapia em larga escala é apontado como um dos fatores responsáveis pela redução das formas graves da doença (BARBOSA, 1996). O Praziquantel é o medicamento de escolha e actualmente é o único medicamento utilizado nos programas de controle da EM. Apresenta-se em comprimidos de 600 mg, sendo administrado de 50 a 60 mg/kg em dose única. È activo contra esquistossômulose vermes adultos, afectando principalmente a fêmea do parasita. Após este tempo, e por um período de aproximadamente quatro semanas, o PRZ não é mais efectivo e então os parasitas podem continuar seu desenvolvimento, progredindo a vermes adultos. Alcança cura parasitológica de 70 a 80% (SOUZA, 2008). Segundo a GAZZINELLI, Oxamniquine comercializada como Mansil, está disponível sob duas apresentações comerciais: cápsulas com 250mg e solução contendo 50 mg/ml, para uso pediátrico. A dose recomendada é de 20 mg/Kg para crianças e 15 mg/Kg para adultos, em dose única. Recomenda-se ainda que a pessoa permaneça em repouso por ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 17 pelo menos três horas após a ingestão da droga, prevenindo assim o aparecimento de náuseas e tonturas, que podem molestar o paciente. Ambas as drogas estão contra-indicadas nos seguintes casos: Gestação (contra- indicação absoluta até o 3° mês); Desnutrição ou anemia acentuada; Infecções agudas ou crónicas intercorrentes; Insuficiência hepática grave (fase descompensada da forma hepato- esplênica); Insuficiência renal ou cardíaca descompensada; Estados de hipersensibilidade e doenças do colagénio; História de epilepsia (convulsão) ou de doença mental (com uso de medicamentos anti- convulsivantes ou neurolépticos); Qualquer doença associada que seja mais grave ou incapacitante do que a própria esquistossomose. Prevenção e Controle da Esquistossomose Mansônica O controle da esquistossomose mansônica exige uma abordagem integrada, que combine acções de saúde pública, saneamento ambiental, educação sanitária e tratamento medicamentoso. Por ser uma doença intimamente ligada a factores socioambientais, sua erradicação depende da actuação conjunta de diferentes sectores da sociedade. 1. Medidas de Prevenção As estratégias de prevenção buscam impedir tanto o contacto das pessoas com águas contaminadas quanto a proliferação do hospedeiro intermediário (caramujo do género Biomphalaria). As principais medidas incluem: Saneamento básico adequado: construção de redes de esgoto, tratamento de águas residuais e abastecimento de água potável. Educação em saúde: campanhas de conscientização sobre os riscos do contacto com águas contaminadas, incentivando hábitos de higiene e o uso de calçado ao caminhar em áreas alagadas. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 18 Evitar banhos e actividades recreativas em águas estagnadas onde há presença de caramujos vectores. Controle dos hospedeiros intermediários: uso de moluscicidas (com cuidado ambiental) e manejo ecológico de ambientes propícios à reprodução dos caramujos. Engajamento comunitário: promover acções participativas com a população local para o reconhecimento de áreas de risco e práticas preventivas. 2. Estratégias de Controlo O controlo da esquistossomose já demonstrou bons resultados em diversos países por meio de campanhas coordenadas. As principais estratégias de controlo são: Diagnóstico precoce e tratamento em massa: realização de exames parasitológicos (como o método de Kato-Katz) em áreas endémicas e administração de medicamentos antiparasitários, como o praziquantel ou a oxamniquina (Mansil), em larga escala. Vigilância epidemiológica: monitoramento constante das áreas de risco, com mapeamento dos focos da doença e controle dos índices de infecção humana e animal. Intervenções estruturais: obras públicas para drenagem de áreas alagadas, melhoria de infra-estrutura urbana e rural, redução de criadouros naturais de caramujos. Parcerias intersectoriais: colaboração entre sectores da saúde, meio ambiente, educação, saneamento e urbanismo. 3. Papel das Políticas Públicas A efectividade das acções de prevenção e controle depende da continuidade e abrangência das políticas públicas. Investimentos em saúde pública, programas educacionais, infra-estrutura e desenvolvimento comunitário são fundamentais para romper o ciclo de transmissão da esquistossomose. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 19 METODOLOGIA Este trabalho adopta uma abordagem qualitativa de carácter exploratório e descritivo, baseada em revisão bibliográfica. O estudo foi desenvolvido com o objectivo de reunir, analisar e sintetizar informações científicas relevantes sobre o Schistosoma mansoni e a esquistossomose mansônica, abordando aspectos biológicos, clínicos, epidemiológicos e sociais da doença. 1. Tipo de Pesquisa A pesquisa é de natureza bibliográfica e descritiva, com enfoque qualitativo. O método escolhido visa proporcionar uma compreensão aprofundada da temática, por meio da análise crítica de fontes secundárias previamente publicadas. 2. Fontes de Dados As informações foram obtidas por meio da análise de livros académicos, artigos científicos, dissertações, Monografias e documentos oficiais de órgãos de saúde como: Organização Mundial da Saúde (OMS) Ministério da Saúde de Angola e do Brasil Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) 3. Critérios de Inclusão e Exclusão Foram incluídos materiais publicados entre os anos de 2000 e 2024, com ênfase nos mais atuais, que abordam directamente o Schistosoma mansoni, a esquistossomose, suas formas de transmissão, fisiologia, tratamento e impacto na saúde pública. Foram excluídas fontes sem embasamento científico, artigos de opinião e documentos sem referência bibliográfica. 4. Procedimentos de Análise Os dados foram organizados em categorias temáticas: conceito e etiologia, morfologia e fisiologia do parasita, ciclo de vida e transmissão, manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento, prevenção, políticas públicas e impacto social. A análise consistiu na ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 20 interpretação crítica do conteúdo, buscando identificar padrões, lacunas e relações entre os diferentes fatores envolvidos na manutenção da doença como endemia. Variáveis da Pesquisa Em uma pesquisa científica, as variáveis são os elementos que podem ser observados, medidos ou analisados, e que se relacionam com o problema de pesquisa e os objectivos definidos. 1. Variável Independente Saneamento básico inadequado É considerada a principal variável independente, pois influencia directamente a incidência da esquistossomose. Regiões sem colecta e tratamento de esgoto favorecem a disseminação do parasita. 2. Variável Dependente Prevalência da esquistossomose mansônica É o efeito observado na população em função das condições ambientais e sociais. A doença ocorre em maior ou menor grau dependendo do nível de exposição aos factores de risco. 3. Variáveis Intervenientes (ou de controle) Nível de educação sanitária da população Presença de caramujos do género Biomphalaria (hospedeiros intermediários) Disponibilidade de tratamento médico Acções de prevenção e controle epidemiológico Condições socioeconómicas da região Essas variáveis podem ser usadas para estruturar análises comparativas e interpretar os resultados de estudos de caso ou dados epidemiológicos. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 21 CONCLUSÃO A esquistossomosemansônica, causada pelo parasita Schistosoma mansoni, continua a ser uma das doenças parasitárias mais relevantes em termos de saúde pública em países tropicais e em desenvolvimento, como Angola e o Brasil. Sua persistência está fortemente associada às precárias condições de saneamento básico, à falta de acesso à água potável, à baixa escolaridade e à carência de políticas públicas sustentáveis de saúde e meio ambiente. Ao longo deste trabalho, foi possível compreender a complexidade do ciclo biológico do parasita, a sua fisiopatologia e os diversos mecanismos de transmissão da doença. Verificou-se que a manifestação clínica da esquistossomose pode variar desde formas assintomáticas até quadros graves com comprometimento hepatoesplênico, sendo fundamental o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar complicações irreversíveis. Ficou evidente que o combate à esquistossomose não pode ser baseado apenas em medidas terapêuticas individuais. É necessária uma abordagem multidisciplinar e integrada, que envolva: o controle do hospedeiro intermediário (Biomphalaria), a ampliação do saneamento ambiental, a educação sanitária da população, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e a distribuição equitativa de medicamentos como o praziquantel e a oxamniquina. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 22 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ABDALA, R. 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S. mansoni(miracídio) Fonte: Santos e Rodrigues (2006) http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni&source=images&cd&cad=rja&docid=zzFfPl63hRhKoM&tbnid=9JZgEQAdlOsBcM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esquistossomose/index.php&ei=fq7_UbSXNYK88ASpioCwDA&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGOr9OPXXcK0ZeQorapp4YAYGA0QA&ust=1375797238670565 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=miracidio do S. mansone pdf&source=images&cd&cad=rja&docid=iX2eCIoY_IBg7M&tbnid=_MgTO7XxKE9zTM:&ved=0CAUQjRw&url=http://parasitobiomed.blogspot.com/2007/10/ciclo-tania-solium.html&ei=sBL9UdmRCYe-9gS94YCoCQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGmALOX5_Q0_jpAIk7LVKDUF_6PLw&ust=1375626280404883 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni&source=images&cd&cad=rja&docid=zzFfPl63hRhKoM&tbnid=9JZgEQAdlOsBcM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esquistossomose/index.php&ei=fq7_UbSXNYK88ASpioCwDA&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGOr9OPXXcK0ZeQorapp4YAYGA0QA&ust=1375797238670565 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=miracidio do S. mansone pdf&source=images&cd&cad=rja&docid=iX2eCIoY_IBg7M&tbnid=_MgTO7XxKE9zTM:&ved=0CAUQjRw&url=http://parasitobiomed.blogspot.com/2007/10/ciclo-tania-solium.html&ei=sBL9UdmRCYe-9gS94YCoCQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGmALOX5_Q0_jpAIk7LVKDUF_6PLw&ust=1375626280404883 ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 25 Fig.: 4 - Ciclo de vida de Schistosoma spp . Fonte: CENTERS FOR DISEASE CONTROL (2004). Fig.:3: Forma infectante do hospedeiro definitivo. S. mansoni (cercária). Fonte: Blacket al (2009) http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni+cercaria+PDF&source=images&cd&cad=rja&docid=678dvREg9ZYTtM&tbnid=tligd_J86NoNiM:&ved&url=http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22711&ei=UrL_UYGVOZDQ8wTvxYGIBQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNFVHQXeVJXkb5eAzI2IqfbW6EBxIQ&ust=1375798227066416 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni+cercaria+PDF&source=images&cd&cad=rja&docid=678dvREg9ZYTtM&tbnid=tligd_J86NoNiM:&ved&url=http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22711&ei=UrL_UYGVOZDQ8wTvxYGIBQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNFVHQXeVJXkb5eAzI2IqfbW6EBxIQ&ust=1375798227066416mansônica, causada pelo parasita Schistosoma mansoni, continua a ser uma das doenças parasitárias mais relevantes em termos de saúde pública em países tropicais e em desenvolvimento, como Angola e o Brasil. Sua persistência está fortemente associada às precárias condições de saneamento básico, à falta de acesso à água potável, à baixa escolaridade e à carência de políticas públicas sustentáveis de saúde e meio ambiente. Ao longo deste trabalho, foi possível compreender a complexidade do ciclo biológico do parasita, a sua fisiopatologia e os diversos mecanismos de transmissão da doença. Verificou-se que a manifestação clínica da esquistossomose pode variar desde formas assintomáticas até quadros graves com comprometimento hepatoesplênico, sendo fundamental o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar complicações irreversíveis. Ficou evidente que o combate à esquistossomose não pode ser baseado apenas em medidas terapêuticas individuais. É necessária uma abordagem multidisciplinar e integrada, que envolva: o controle do hospedeiro intermediário (Biomphalaria), a ampliação do saneamento ambiental, a educação sanitária da população, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e a distribuição equitativa de medicamentos como o praziquantel e a oxamniquina. ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 22 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ABDALA, R. Caracterização da resposta imune celular de pacientes portadores da esquistossomose mansônica residentes em áreas endêmicas para doença. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde). Belo Horizonte, 2012. BARBOSA, C.S.; SILVA, C.B.; BARBOSA, F.S. Esquistossomose: reprodução e expansão da endemia no Estado de Pernambuco no Brasil. Rev. Saúde Pública 1996; 30(6): 609-16. BICHARA, C.N.C; SOARES, I.S.; RODRIGUES, I.R.C. Esquistossomose mansônica. In: Doenças infecciosas e parasitárias: enfoque amazônico. LEÃO, R.N.Q.L. (Coordenador). Belém: Cejup, 1997, 687-699. COURA, P. F.; FARAH M. W. 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S. mansoni(miracídio) Fonte: Santos e Rodrigues (2006) http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni&source=images&cd&cad=rja&docid=zzFfPl63hRhKoM&tbnid=9JZgEQAdlOsBcM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esquistossomose/index.php&ei=fq7_UbSXNYK88ASpioCwDA&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGOr9OPXXcK0ZeQorapp4YAYGA0QA&ust=1375797238670565 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=miracidio do S. mansone pdf&source=images&cd&cad=rja&docid=iX2eCIoY_IBg7M&tbnid=_MgTO7XxKE9zTM:&ved=0CAUQjRw&url=http://parasitobiomed.blogspot.com/2007/10/ciclo-tania-solium.html&ei=sBL9UdmRCYe-9gS94YCoCQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGmALOX5_Q0_jpAIk7LVKDUF_6PLw&ust=1375626280404883 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni&source=images&cd&cad=rja&docid=zzFfPl63hRhKoM&tbnid=9JZgEQAdlOsBcM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esquistossomose/index.php&ei=fq7_UbSXNYK88ASpioCwDA&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGOr9OPXXcK0ZeQorapp4YAYGA0QA&ust=1375797238670565 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=miracidio do S. mansone pdf&source=images&cd&cad=rja&docid=iX2eCIoY_IBg7M&tbnid=_MgTO7XxKE9zTM:&ved=0CAUQjRw&url=http://parasitobiomed.blogspot.com/2007/10/ciclo-tania-solium.html&ei=sBL9UdmRCYe-9gS94YCoCQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNGmALOX5_Q0_jpAIk7LVKDUF_6PLw&ust=1375626280404883 ANÁLISE E TRATAMENTO DAS ÁGUAS Página 25 Fig.: 4 - Ciclo de vida de Schistosoma spp . Fonte: CENTERS FOR DISEASE CONTROL (2004). Fig.:3: Forma infectante do hospedeiro definitivo. S. mansoni (cercária). Fonte: Blacket al (2009) http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni+cercaria+PDF&source=images&cd&cad=rja&docid=678dvREg9ZYTtM&tbnid=tligd_J86NoNiM:&ved&url=http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22711&ei=UrL_UYGVOZDQ8wTvxYGIBQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNFVHQXeVJXkb5eAzI2IqfbW6EBxIQ&ust=1375798227066416 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=s.+mansoni+cercaria+PDF&source=images&cd&cad=rja&docid=678dvREg9ZYTtM&tbnid=tligd_J86NoNiM:&ved&url=http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22711&ei=UrL_UYGVOZDQ8wTvxYGIBQ&bvm=bv.50165853,d.eWU&psig=AFQjCNFVHQXeVJXkb5eAzI2IqfbW6EBxIQ&ust=1375798227066416