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Projeto
Odonto
@projeto.0donto
Apostila de
projetoodonto95@gmail.com
Instrumentais especializados
Os Instrumentos especializados para uso na
Endodontia estão didaticamente divididos em
instrumentos cortantes rotatórios brocas (para
uso no canal radicular) tipo Gates-Glidden e
Cpdrill e limas para preparo do canal radicular,
instrumentos manuais Limas tip Kerr “K”, limas
tipo Flexofile “F”e limas tipo Hedstroen “H” e as
limas rotatórias, sistemas Mtwo, que será
discutido posteriormente.
Introdução
Ferramentas metálicas;
Ação mecânica de limpeza e desgaste dentinário;
Características específicas de geometria.
CLASSIFICAÇÃO:
Acionamento: manuais e mecanizados;
Desenho da parte ativa: tipo K, tipo Hedstrom e
especiais;
Movimento executado: limas e alargadores
endodônticos;
Liga metálica - aço inoxidável;
Processo de fabricação - torcidas ou usinadas.
LIGAS METÁLICAS:
Fusão de 2 ou mais metais.
Aço Inoxidável:
- Liga de ferro com adição de cromo e níquel
- Cromo promove a proteção da liga
- Níquel aumenta resistência ao calor, corrosão e
tenacidade.
- Grande resistência a corrosão e fratura, bom
nível de dureza.
PROCESSO DE FABRICAÇÃO:
Usinados: fabricados a partir de fios metálicos
cilíndricos; usinados na forma da secção
transversal.
Limas manuais
Torção: fabricados a partir de fios metálicos
cilíndricos; usinados na forma da secção
transversal; torcidos.
COMPONENTES:
Componentes feitos em liga de aço inox.
Cabo: Indicações de diâmetro através da cor e
símbolo do tipo de instrumento.
Intermediário: união do cabo à parte ativa, onde
ocorre a variação de comprimento do
instrumento.
Parte Ativa: parte cortante do instrumento
sempre com 16mm de comprimento. 
Cursor/stop: borracha que se move e serve de
guia.
Guia de penetração: Sem corte na ponta tem a
função de manter o instrumento na luz do canal,
sem promover desvios anatômicos. Passiva.
PARÂMETROS PADRONIZADOS: 
Comprimentos 21, 25 e 31 mm.
DIÂMETROS E CORES DE CABO:
Série especial possui diâmetros 08 e 10
centésimos de milímetros ou 0,08 e 0,10
milímetros, indicadas pelas cores cinza e roxa
respectivamente; 
1a. série compreende os diâmetros 15, 20, 25, 30,
35 e 40 respectivamente indicados pelas cores do
cabo branca, amarela, vermelha, azul, verde e
preta; 
2a. série compreende os diâmetros 45, 50, 55, 60,
70 e 80 centésimos de milímetros e representados
respectivamente pelas cores de cabo branco,
amarelo, vermelho, azul, verde e preto; 
3a. série compreende os diâmetros 90, 100, 110,
120, 130 e 140 centésimos de milímetros e
representados respectivamente pelas pelas cores
branca, amarela, vermelha, azul, verde e preta.
Conicidade de 0,02mm ou 02 centésimos de
milímetros.
Usada para o preparo cervical. 
Apenas o terço cervical do conduto será
preparado por este instrumento. 
Ponta inativa sem corte, diâmetros variados.
7mm de ponta ativa. 
Fabricada por usinagem em liga de aço inox.
Apenas 1 instrumento substitui 6 brocas gates;
Liga aço inox;
Instrumento usinado;
Forma de chama;
Corte lateral;
Ponta inativa;
Ponto de fratura próximo ao cabo;
Preparo terço cervical e médio canais;
Remoção guta-percha interior canal;
Cinemática: rotação 360º avanço/retrocesso pelo
longo eixo do canal.
Diâmetros variados aproximados: 
Nº 1: 0,5
Nº 2: 0,7
Nº 3: 0,9
Nº 4: 1,1
Nº 5: 1,3
Nº 6: 1,5
Comprimento da parte ativa de 19mm.
Brocas Gates-Glidden
Brocas preparo cervical
Ferramentas metálicas de aço inox
Ação mecânica de desgaste dentinário na região
cervical;
Características específicas de geometria;
Classificação:
Acionamento - mecanizado;
Movimento de rotação;
Liga metálica - aço inoxidável;
Processo de fabricação:
Usinados.
Secção transversal quadrangular;
Guia de penetração inativa - sem corte;
Instrumento torcido;
Cinemática: alargamento e limagem.
Instrumento fabricado em liga de aço inox o
instrumento sofre torção para chegar ao aspecto
final de espiras.
Lima Tipo K - Kerr
Maior flexibilidade - 37% menos massa metálica;
Maior número de espirais;
Instrumento torcido;
Liga de aço inox
Secção transversal quadrangular ou triangular
dependendo do diâmetro seguindo as mesmas
padronizações de diâmetro, cor de cabo,
comprimentos e conicidade.
Lima Tipo F - Flexofile
Formato espiral;
Cones superpostos;
Excelente capacidade de corte;
Baixa flexibilidade;
Instrumento usinado;
Liga aço inox;
Secção transversal circular seguindo as mesmas
padronizações de diâmetro, cor de cabo,
comprimentos e conicidade;
Cinemática - limagem.
Lima Tipo H-headstroen
Brocas Cpdrill
Instrumentos branco 45/04, amarelo 50/04 e azul
60/04 para o preparo dos canais mais amplos
A evolução dos instrumentos endodônticos se deu
dos instrumentos manuais sem padronização de
tamanhos, comprimento, diâmetro e conicidade
para a padronização e uso das ligas de aço inox
nos instrumentos ISO manuais para os
instrumentos rotatórios, acionados a motores e
contra-ângulos com redução de velocidade,
manufaturados em ligas de níquel-titânio (NiTi) e
diferentes conicidades como o caso do
instrumento M-Two. 
A liga de NiTi apresenta elasticidade e
flexibilidade superiores à liga de aço inox,
promovendo maior segurança durante a fase de
preparo do canal. 
O preparo do sistema de canais se dará então pelo
sistema rotatório composto pelo instrumento em
si, a lima rotatória, acionado por contra ângulo
redutor e motor. 
Cabo: parte que se acopla ao contra ângulo.
Intermediário: ligação do cabo à parte ativa do
instrumento, de comprimento variável de acordo
com o fabricante.
Parte ativa: parte responsável pelo corte e
remoção da dentina excisionada, de
comprimento, geometria e conicidade variável de
acordo com o fabricante. 
Apresenta diferença na secção transversal de
acordo com a marca do fabricante e influencia
diretamente a flexibilidade, corte, remoção de
dentina e resistência do instrumento. 
Ponta: inativa, ou seja, sem corte, e arredondada
funciona com um guia direcionando a parte ativa
do instrumento a manter-se na luz do canal.
Para identificação do instrumento deveremos
visualizar o sistema de cores presente no cabo
das limas para definição do diâmetro do
instrumento e do número de sulcos
correspondente à conicidade, 
Instrumentos: roxo 10/04, branco 15/05, amarelo
20/06, vermelho 25/06, azul 30/05, verde 35/04,
preto 40/04 para preparos de canais mais
estreitos.
Sistema Mtwo
Além destas marcações de diâmetro e conicidade
presente nos cabos o instrumento apresenta
marcações no intermediário correspondente a
comprimentos.
21mm apresenta três marcas, a 18, 19 e 20 mm.
25mm apresenta 4 marcas a 18, 19, 20 e 22mm.
31mm apresenta duas marcas a 22 e 24mm. 
A conicidade do instrumento é representada por
um valor fixo, que determina o aumento
gradativo do diâmetro do instrumento em
intervalos de 1mm a partir da ponta inativa ao
término da parte ativa. Assim um instrumento de
diâmetro de ponta ativa (D0) 40 centésimos de
milímetro e conicidade 0,2 apresentará no
comprimento de 16mm (D16) um diâmetro de 72
centésimos de milímetro, isto porque de um a
cada milímetro é acrescido 0,2. 
Os instrumentos rotatórios apresentam
conicidades de 0,02, 0,04, 0,05, 0,06, 0,07, 0,08,
0,10 e 0,12 milímetros.
Anatomia interna dental
O estudo da anatomia interna dental é
fundamental, ao Cirurgião Dentista, para que não
haja iatrogenias (erros) na cirurgia de acesso
durante o tratamento endodôntico. 
Anatomia interna variável.
Anatomia interna reproduz a externa;
Tem-se alterações pela presença de ramificações
laterais e apicais;
Há uma diminuição progressiva da morfologia da
cavidade pulpar após a erupção dental.
Introdução
É constituída por tecido conjuntivo frouxo que
ocupa a cavidade interna do dente sendo
composta por células, vasos, nervos, fibras e
substâncias intercelulares.
A polpa dental está dividida (didaticamente
apenas) em polpa coronária e polpa radicular,
localizadas na cavidade pulpar.
A proteçãoirritantes “permanecendo sem
sintomatologia por longo tempo, até a necrose”. A
pulpite crônica ulcerativa está associada à cárie
profunda, possui a polpa ainda vital, e se não
tratada pode se tornar uma pulpite crônica
hiperplásica. Cabe esclarecer que não se pode
observar clinicamente o quadro de pulpite
crônica ulcerativa, por se tratar igualmente de
uma classificação histopatológica. 
Diagnóstico 
Diante das semiotécnicas endodônticas essa
inflamação pulpar tende a indicar dor durante a
palpação vertical e horizontal, e teste a frio,
apresentando normalidade na palpação e teste de
calor, no exame radiográfico nenhuma alteração
será observada. O paciente possivelmente
relatará dor provocada durante a mastigação,
intensa, de curta duração, intermitente e
localizada. 
Tratamento 
O tratamento (pulpotomia) deve ser feito após
avaliar o tecido radicular assim como em
situações de pulpite aguda.
Pulpite crônica ulcerativa
PROCESSO INFLAMATORIO DEGENERATIVO 
A Degeneração distrófica é assintomática, sendo
desconhecidos os fatores que alteram a estrutura
da polpa. Assim, as causas são detectadas
histologicamente. Não havendo alteração nos
testes térmicos, de palpação, de percussão
horizontal e vertical e no exame radiográfico. 
Degeneração distrófica
PROCESSO INFLAMATORIO DEGENERATIVO 
Reabsorção da Câmara pulpar (mancha rósea):
Ela é marcada pela reabsorção na área da
Câmara pulpar, o que causa alteração cromática
na coroa. Pode ser observada através do esmalte
como uma mancha rosada. Pode afetar a coroa e
a raíz do dente, podendo determinar com sua
evolução a perfuração da parede do canal
radicular. Havendo alteração no teste
radiográfico, por áreas radiolúcidas que sugerem
ampliações anormais. Não havendo alteração nos
testes térmicos, de palpação e de percussão
horizontal e vertical. A coroa fica com aparência
rósea. O tratamento é a Terapêutica endodôntica
radical.
Reabsorção
PROCESSO INFLAMATORIO DEGENERATIVO 
A reabsorção patológica inflamatória interna
ocorre na cavidade pulpar e no canal radicular e
pode não estar limitada a apenas um elemento
dentário. Portanto, a detecção dessa morbidade
nos dentes deve desencadear uma investigação
radiográfica completa dos demais elementos
dentários do paciente. Apesar de ser considerada
uma etiologia desconhecida, o relatório de
correlação é o seguinte: traumas importantes,
preparos cavitários iatrogênicos, pulpotomias.
A caracterização histológica se dá pelo que segue:
tecido pulpar inflamado, destruição da camada de
pré-dentina, destruição da camada de
odontoblastos, reabsorção da superfície
dentinária.
Reabsorção interna
A reabsorção patológica inflamatório interna ou
características clínicas dentro do canal radicular
são realizadas pela observação de áreas
radiolucidas no exame radiografico, que podem
progredir para o tecido periodontal ou esmalte,
indicando aumento anormal na cavidade pulpar e
canal radicular. 
Se a reabsorção interna ou intraductal for
detectada posteriormente. Do ponto de vista
clínico, a ocorrência é assintomática, sendo
geralmente detectado ao acaso em exames
radiográficos de rotina. 
Porem quando ocorre na câmara pulpar, a
descoloração da coroa com aparência rósea,
levemente avermelhada ou com sombras de
cinza na área afetada, chama a atenção do
paciente e do profissional, demandando assim o
exame radiográfico complementar para o
diagnóstico. 
As reabsorções internas se apresentam, como
ampliações anormais de bordas regulares e
uniformes.
Diagnóstico 
A técnica radiográfica de Clark pode indicar onde
a reabsorção se localiza, por vestibular, ou lingual,
ou palatina em relação ao canal radicular, outro
método que pode ser utilizado é a tomografia
computadorizada. 
A ocorrência da reabsorção no interior do canal
radicular pode levar à necrose pulpar associada à
periapicopatia crônica. 
No caso da necrose do tecido pulpar e reabsorção
confinada ao interior do dente, a atividade
clástica ou de reabsorção estará inativa. 
No entanto, nos casos de necrose pulpar
associada às reabsorções internas que avançaram
até o periodonto, a nutrição advinda do
periodonto poderá suprir a atividade clástica
celular e a reabsorção continuaria a evoluir, se
tirando ativa, influenciando o prognóstico
desfavoravelmente
PROCESSO INFLAMATORIO DEGENERATIVO 
Acontece com frequência, em dentes com necrose
pulpar associada à periapicopatia crônica. No
entanto, clinicamente a imagem radiográfica
geralmente revela uma área radiolúcida
periapical. Ela está normalmente associada à
lesão apical. Apresenta reabsorção do cemento e
da dentina na superfície radicular apical externa,
alteração da morfologia interna do ápice
radicular, forame apical, por alterações da junção
entre o cemento e a dentina, e por inflamações do
periodonto apical.
Reabsorção externa
PROCESSO INFLAMATORIO DEGENERATIVO 
Estão diretamente relacionadas com a idade, que
quanto mais avançada causa alterações na polpa.
Essas alterações são devido a mudança na polpa,
que quando jovem é pobre em fibras e rica em
células, e com a idade fica mais densa com
predominância de fibras. Segundo Neville (1995),
as calcificações pulpares não são incomuns, mas é
difícil aparecer; são mais observadas em dentes
com processos de carie e com traumatismo ou em
indivíduos senis.
A Degeneração Cálcica é dividida em Nódulo
pulpar e Calcificação Difusa:
São pequenas massas cálcicas localizadas no
tecido pulpar que podem ou não estarem
aderidas ás paredes dentinárias; geralmente
ocorre em todos os dentes, sendo mais frequente
naqueles que possui alguma alteração patológica.
Os nódulos pulpares podem ocorrer em
diferentes grupos etários. 
Elas estão mais relacionadas com sintomatologia
dolorosa de natureza crônica, simulando
nevralgias faciais atípicas. 
Seu diagnóstico não oferece maiores dificuldades
em função da clareza da imagem radiográfica. 
As calcificações difusas são chamadas
geralmente de esclerose pulpar.
Degeneração cálcica
Está nada mais é do que a aceleração do processo
de mineralização relacionada a pessoas de idade,
podendo ela ser de extensão total no tecido
pulpar ou limitada a coroa. Essa alteração não
apresenta sintomatologia clínica. 
Algumas vezes, ao examinarmos a imagem
radiográfica de pacientes jovens, notamos
modificações que sugerem alterações cálcicas
que ora assumem aspecto difuso ora de pequenas
agulhas ou nódulos.
A Pulpotomia é um procedimento utilizado na
tentativa de manter a vitalidade pulpar radicular.
É realizado em dentes decíduos com exposições
pulpares. 
A principal indicação da pulpotomia em dentes
permanentes está relacionada a rizogênese
incompleta. 
Nestes casos, o sucesso do procedimento
possibilita o crescimento radicular, formação de
dentina e o reforço das raízes. 
Para iniciar a pulpotomia devemos anestesiar e
isolar o dente e, então, acessar a cárie. Devemos
acessar a câmara pulpar e remover o seu teto,
assim então faremos a remoção da polpa
coronária. 
O controle de sangramento é feito irrigando a
câmara com hidróxido de cálcio e com bolinhas
de algodão umedecidos com ostoporim. 
Após o controle do sangramento, aplicamos sobre
a polpa exposta o hidróxido de cálcio PA, na
sequência aplicamos cimento de hidróxido de
cálcio sobre toda a camada de hidróxido de cálcio
PA. 
Após a aplicação do hidróxido de cálcio a
cavidade deve ser preenchida com cimento de
ionômero de vidro. Devemos aguardar alguns
dias após a pulpotomia. Não havendo
sintomatologia, rebaixamos a restauração de
ionômero de vidro e completamos com resina
composta.
Pulpotomia
Periapicopatias
As alterações periapicais podem ser causadas por
infecções da polpa por cárie, traumas e irritação
por agente químico, ocorrem no final do ápice, ou
seja, no terço final da raiz, podem ser divididas
em agudas e crônicas. 
Introdução
CEMENTO
A principal função do cemento é fornecer
superfície de contato para as fibras do ligamentoperiodontal, é um tecido conjuntivo que recobre a
raiz do dente. 
Pode ser celular (localizado no terço apical
radicular e região inter-radicular) ou acelular (se
forma juntamente com a dentina radicular e na
presença da bainha epitelial).
LIGAMENTO PERIODONTAL
É um tecido conjuntivo que tem como função
sustentar o dente no alvéolo, fazendo com que o
mesmo aguente cargas de compressão
decorrentes da mastigação. 
Também atua como receptor sensorial. Possui
vasta vascularização, com aproximadamente 20%
de volume vascular no tecido. 
OSSO ALVEOLAR
É a porção da maxila e mandíbula que contém os
alvéolos e os dentes, conhecido por processo
alveolar. 
É constituído por osso lâmina de compacto
(vestibular, lingual e palatina), com centro
esponjoso e o osso de revestimento do alvéolo.
Por meio do osso alveolar que há a fixação das
fibras do ligamento periodontal, ele é repleto de
orifícios que possibilitam a passagem de nervos e
de vasos.
Normalidade periápice
Pericementite primária é uma inflamação aguda
no ápice do elemento dental, com origem
infecciosa (bactérias no canal dentário),
traumática ou química. 
Ademais, é uma inflamação do pericemento pelo
espessamento do osso de suporte. 
Além disso, sinais e sintomas caracterizam-se da
seguinte forma: a dor é aguda, provocada, possui
curta duração, intermitente e localizada. Ainda
sobre a sensação dolorosa, no teste de palpação,
não há alteração; no teste de percussão vertical,
temos alteração; no teste de percussão horizontal,
não há alteração; no teste térmico a frio ou calor,
não há alteração; no quesito radiográfico, o
ligamento periapical apresenta ligeiro
espessamento. 
Não menos importante, o tratamento se dá pela
remoção do estímulo causador da periapicopatia.
Pericementite primária
A pericementite secundária é uma inflamação da
membrana periodontal apical e do osso de
suporte, caracterizada pela presença de bactérias,
localizadas nos canais do elemento dental. Na
pericementite secundária, as bactérias e seus
produtos metabólicos ultrapassam o forame
apical, atingindo os ligamentos periodontais,
gerando agressão. Ocorre em dentes vitais e não
vitais, sendo indispensável o teste térmico para
confirmar a necessidade de tratamento. Sua
sintomatologia consiste em dor localizada e
contínua, sensibilidade ao teste de percussão e
teste de palpação apical positivo e o relato de
“dente crescido” pelo paciente. No exame de raio-
X, ocorre um aumento no espaço do ligamento
periodontal radiolúcido e a descontinuidade na
imagem radiopaca da lâmina dura. 
Pericementite secundária
O cisto periapical, é conhecido também como
cisto radicular, ele se origina dos restos epiteliais
de Malassez no ligamento periodontal que
envolve o dente e está relacionado ao epitélio do
ápice do elemento dentário com necrose pulpar
podendo ser estimulado pela inflamação. 
Um Cisto Periapical pode dar origem ao Abscesso
Apical Crônico. 
Em um cisto periapical radicular podemos
observar uma exacerbação aguda do quadro
inflamatório, ou seja, ele acaba produzindo mais
abscesso (o chamado Abscesso Fênix). 
É um processo reabsortivo que cria espaço capaz
de comportar um maior número de células
imunocompetentes na região adjacente ao
forame apical.
Condicionado à ação de irritantes de baixa
intensidade, O granuloma tem início através de
hiperemia e edema do periodonto apical. A
contínua passagem de irritantes, do canal para o
periápice, acarreta a formação de infiltrado
inflamatório crônico, rico em linfócitos,
plasmócitos e histió-citos. A reabsorção óssea se
verifica, trazendo como consequência a formação
de tecido de granulação com acentuada
proliferação fibroblástica, aumento do número de
vasos e fibras. Vez por outra, no interior da
cápsula fibrosa existem as chamadas "células de
espuma" - macrófagos possuidores de matéria
lipoide, consequência da degeneração gordurosa
da região e que podem levar à formação de
cristais de colesterol.
Geralmente o granuloma é assintomático, o teste
pulpar é negativo, pois a polpa está necrosada, e
negativo também nos testes de percussão e
palpação. Na radiografia se apresenta uma área
radiolúcida associada ao ápice radicular, bem
demarcada e com perda da integridade da lâmina
dura. Devido a reabsorção óssea, e pela
substituição do osso por um tecido
granulomatoso.
Tratamento
Alívio oclusal, medicação anti-inflamatória e
analgésica. Tratamento endodôntico nos casos
dos dentes despolpados.
O Abcesso periapical agudo quando está em
evolução, tem a formação de uma grande
quantidade de pus nos tecidos periapicais;
podendo assim acompanhar dor e se estender a
mucosa bucal e ao tecido subcutâneo facial. 
Ele pode se desenvolver através de uma
pericementite apical aguda após uma pulpite
aguda irreversível seguida de necrose. 
Abbott (2004) classifica o abcesso agudo apical
em primário e secundário. O primário se
desenvolve através de uma periodontite apical
aguda primaria, que pode levar a extrusão
dentaria. 
O secundário evolui de uma periodontite apical
aguda, que ocorre com a exacerbação da
periodontite apical crônica. 
Na fase inicial apresenta dor aguda e espontânea,
de longa duração, teste de palpação é negativo e
o de percussão vertical é positivo, com dor muito
forte. 
A fase de evolução é o inicio do edema, dores
muito fortes, teste de palpação e percussão são
positivos e no exame radiográfico apresenta
aumento do espaço pericemental. 
Na fase evoluída apresenta um grande edema,
dor um pouco menor, testes de palpação e
percussão positivos. Na radiografia o espaço fica
aumentado e a lâmina dura aparece rompida.
Abcesso periapical agudo
Cisto periapical
O granuloma constitui inflamação crônica
proliferativa do ligamento, que se forma
geralmente em resposta a agentes irritantes de
baixa intensidade e localizados no conduto. É,
pois, uma típica reação defensiva, oposta à
invasão do organismo, quase sempre por germes
e toxinas.
Granuloma periapical
Histologicamente, o granuloma apical se forma
morfologicamente de fibroblastos, macrófagos,
capilares e fibras colágenas jovens e tecido
conjuntivo neo formado com inflamação crônica,
localizado ao redor do ápice.
Na maioria das vezes o cisto perricadicular é
assintomático, o dente pode apresentar cárie, ou
restauração extensa e o dente pode ficar
escurecido. E assim como no granuloma os testes
de vitalidade pulpar, percussão e palpação
apresentam como negativos. A radiografia é
semelhante ao do granuloma, e isso faz com que o
diagnostico por radiografia sem indistinguíveis, e
devem ser diferenciadas por outros testes
clínicos.
Abscesso periapical crônico ou abscesso apical
crônico é uma inflamação resultante de infecção
da polpa dental e necrose decorrente de trauma
ou outro quadro como por exemplo um quadro
de periodontite apical secundária (agravamento
agudo de uma periodontite apical crônica
preexistente). 
Caracterizada por um início gradual,
normalmente, não associado à dor, de evolução
lenta e, ocasionalmente, detectada pelo exame
radiográfico de rotina. e caracterizado pela
presença de fístula na mucosa ou na pele da face
com drenagem purulenta, muitas vezes, a
drenagem é consequência de pressão na região
apical. 
Uma forma de identificar o dente fonte é fazendo
a introdução de cone de guta-percha no trajeto
fistuloso, mas só é um recurso útil quando o canal
fistuloso está desobstruído no momento do
exame.
No exame radiográfico é denotado por uma área
circunscrita, o qual mostra uma área radiolúcida
no osso alveolar, pode variar desde uma pequena
lesão até uma grande perda óssea além de rádio
lucidez periapical e evidência de fator causal
como, por exemplo, cárie.
Abcesso periapical crônico
“O Abscesso Apical Crônico pode reverter para
Granuloma Periapical novamente caso não haja
mais produção de pus ou pode se transformar em
um Abscesso Apical Agudo se a drenagem
purulenta for inibida ou impedida. Até mesmoum
Cisto Periapical pode dar origem ao Abscesso
Apical Crônico quando infectado e o pus formado
é coletado na cavidade cística.”
A hipercementose tem sua etiologia desconhecida
e é caracterizada pela proliferação não neoplásica
do acúmulo exagerado pela extensão radicular
do dente. Radiograficamente é possível observar
que as raízes sofrem alterações anatômicas, e as
estruturas de suporte permanecem normais, e
através deste exame é feito o diagnóstico da
anomalia.
Os maiores problemas causados pela
hipercementose é a dificuldade de analisar a
anatomia da raiz do dente, a adversidade de
movimentar o dente ortodonticamente, e
contratempos na extração do elemento, isso tudo
se dá ao grande volume de cemento acumulado
na raiz .
A hipercementose é facilmente confundida com
outras lesões radiopacas combinadas com as
raízes dos dentes como osteosclerose idiopática,
osteíte condensante, displasia óssea, fibroma
ossificante, osteoma central e osteoma osteoide.
Há também a possibilidade de se confundir com o
cementoblastoma, que é o desenvolvimento de
uma neoplasia odontogênica decorrente da
proliferação dos cementoblastos, e para evitar
essa situação deve-se levar em conta a idade do
paciente (sendo hipercementose mais comum em
pessoas mais velhas) e também fatores como
presença de dor e inchaço com o tempo.
Hipercementose
Questões de Endodontia
De modo geral, alguns parâmetros devem ser
considerados para o sucesso do tratamento:
remoção do estímulo agressor; controle da
hemorragia; correta assepsia e desinfecção;
escolha do material protetor capaz de promover
resposta reparadora da lesão; e o correto
procedimento restaurador final, eficaz e efetivo
que impeça a microinfiltração marginal à médio e
longo prazo.
Marque a alternativa CORRETA:
A) As duas afirmativas são verdadeiras.
B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
D) As duas afirmativas são falsas.
Odontologia - Endodontia - AMEOSC - 2021 - Prefeitura
de São José do Cedro - SC - Auxiliar Dentista
Qual especialidade odontológica é responsável
pelo tratamento de canal?
A) Prótese dental.
B) Cirurgia bucomaxilofacial.
C) Dentística restauradora.
D) Endodontia.
Questão 1
Odontologia - Endodontia - AMEOSC - 2021 - Prefeitura
de São José do Cedro - SC - Auxiliar de Dentista
Dentre os materiais a seguir, assinale aquele que
NÃO é utilizado em um tratamento endodôntico.
A) Cureta de Lucas.
B) Espaçadores digitais.
C) Lima endodôntica.
D) Gates Gliden.
Questão 2
Odontologia - Endodontia - ADM&TEC - 2020 -
Prefeitura de Gravatá - PE - Cirurgião Dentista - ESF
Analise as afirmativas a seguir: 
I. A polpa é um tecido nervoso rígido, que reage
de forma diversa de outros tecidos de mesma
constituição encontrados em outras regiões do
organismo em situações fisiológicas ou
patológicas. 
II. O capeamento pulpar direto é uma técnica
empregada em casos de microexposição
exposição acidental da polpa durante o preparo
cavitário (em área isenta de dentina
contaminada) ou decorrente de trauma (curto
tempo de exposição). Clinicamente, ocorre
sangramento controlável e de coloração
vermelho-vivo. 
Questão 3
Odontologia - Endodontia - FUNDEP (Gestão de
Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG
- Dentista - ESF/NASF
Considere que um paciente com quadro álgico
espontâneo lancinante constante, sem ponto de
flutuação nem coleção supurenta, dor aliviada ao
contato com extremos de temperatura fria e dor
acentuada ao contato com extremos de
temperatura quente apresenta quadro de:
A) Pulpite irreversível.
B) Periodontite.
C) Abcesso periapical.
D) GUNA.
Questão 4 
Odontologia - Endodontia - FUNDATEC - 2020 -
Prefeitura de Bagé - RS - Odontólogo
Uma emergência endodôntica é definida como a
dor e/ou tumefação causada por diversos
estágios de inflamação ou infecção dos tecidos
pulpares e/ou periapicais. Considere as assertivas
abaixo sobre as urgências endodônticas:
Questão 5 
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
I. A pulpite reversível pode ser induzida por
cáries, pela dentina exposta, por um tratamento
odontológico recente e por restaurações
defeituosas. II. A pulpite irreversível sintomática
designa dores espontâneas, em que a exposição a
temperaturas extremas, especialmente ao frio, vai
evocar episódios de dor intensa e prolongada,
cessando se o estímulo for removido. III. A pulpite
irreversível assintomática designa um dente que
não apresenta sintomas, mas que tem cáries
profundas ou perda de estrutura dentária, que se
não forem tratadas farão o dente se tornar
sintomático ou não vital.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) Apenas I e III. 
Odontologia - Endodontia - CPCON - 2020 - Prefeitura
de Tenório - PB - Cirurgião Dentista - ESF
Na proteção do complexo dentino-pulpar para
cavidades muito profundas e com exposição e
sangramento pulpar, o material de proteção de
melhor escolha é:
A) Sistema adesivo.
B) Solução de hidróxido de cálcio.
C) Suspensão de hidróxido de cálcio.
D) MTA (Agregado de Trióxido Mineral).
E) Pasta de hidróxido de cálcio.
Questão 6
Odontologia - Endodontia - CONTEMAX - 2020 -
Prefeitura de Alagoa Nova - PB - Cirurgião Dentista
A pulpite é reversível quando ocorre a inflamação
da polpa e ela pode ser tratada, devolvendo ao
dente sua vitalidade. Porém, o quadro se torna
irreversível apenas quando essa inflamação já
afetou tão gravemente a polpa de forma que o
único tratamento possível é a endodontia. As
pulpites irreversíveis representam grande
número de urgências no consultório odontológico.
São características de uma pulpite irreversível:
Questão 7
A) Prognóstico muito bom quando submetida a
tratamento conservador.
B) Caracteriza-se por uma ligeira resposta de dor
aos estímulos (geralmente térmico, mas,
possivelmente, ao morder, a pressão em um dente
quebrado também pode estimular a dor),
desaparecendo dentro de segundos após sua
remoção
C) O teste térmico de frio evoca uma dor aguda,
rápida, localizada, que passa logo ou aos poucos
segundos após a remoção da fonte estimuladora e
a estimulação dentinária por meio de brocas,
sonda exploradora ou colher de dentina evoca
dor, indicando presença de vitalidade pulpar
D) É caracterizada pela dor intermitente,
espontânea, aguda, difusa, localizada ou referida,
onde a rápida exposição a mudanças drásticas de
temperatura promoverá episódios de dor
prolongada e intensa mesmo depois da remoção
da fonte da dor.
E) dor provocada, especialmente durante os
testes de sensibilidade, que cessa após o estímulo.
Odontologia - Endodontia - CONTEMAX - 2020 -
Prefeitura de Alagoa Nova - PB - Cirurgião Dentista
Paciente de 34 anos queixando-se de dor aguda
localizada no dente 36, que ocorre após a
ingestão de água fria e que passa logo após a
remoção do estímulo. Após exame clínico e
radiográfico observou-se uma lesão cariosa sem
exposição pulpar e sem dor à percussão.
Qual o diagnóstico mais provável?
A) Pulpite reversível
B) Pulpite irreversível assintomática
C) Abscesso perirradicular agudo
D) Abscesso perirradicular crônico
E) Abscesso periapical agudo
Questão 8 
Odontologia - Endodontia - AV MOREIRA - 2020 -
Prefeitura de Nossa Senhora de Nazaré - PI -
Odontólogo
Conduta clínica mais indicada no caso de uma
hiperemia pulpar:
Questão 9 
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologiaA) Antibiótico terapia.
B) Proteção pulpar indireta.
C) Proteção pulpar direta.
D) Drenagem.
E) Pulpectomia.
Odontologia - Endodontia - FURB - 2020 - Prefeitura
de Massaranduba - SC - Cirurgião Dentista
O diagnóstico em Endodontia lança mão de uma
série de manobras como os testes pulpares,
conhecidos, classicamente, como testes de
vitalidade pulpar. Em relação a essas manobras,
analise as afirmativas abaixo e identifique a
correta:
A) Os testes térmicos e elétricos são escolhidos
porque não causam desconforto para o paciente.
B) No teste térmico, usando o gás refrigerante,
deve-se aplicá-lo por 5 minutos, e, se necessário
reaplicar, deve-se aguardar 5 segundos.
C) No teste elétrico, usa-se um pedaço de guta
percha aquecida para ser aplicada no dente.
D) O teste elétrico tem demonstrado eficácia
quando coadjuvante do teste térmico pelo frio.
E) No teste elétrico, o dente deverá estar úmido e
o isolamento relativo ou absoluto é opcional.
Questão 10
Odontologia - Endodontia - CONTEMAX - 2020 -
Prefeitura de Alagoa Nova - PB - Cirurgião Dentista
A pulpite é reversível quando ocorre a inflamação
da polpa e ela pode ser tratada, devolvendo ao
dente sua vitalidade. Porém, o quadro se torna
irreversível apenas quando essa inflamação já
afetou tão gravemente a polpa de forma que o
único tratamento possível é a endodontia. As
pulpites irreversíveis representam grande
número de urgências no consultório odontológico.
São características de uma pulpite irreversível:
Questão 7
A) Prognóstico muito bom quando submetida a
tratamento conservador.
B) Caracteriza-se por uma ligeira resposta de dor
aos estímulos (geralmente térmico, mas,
possivelmente, ao morder, a pressão em um dente
quebrado também pode estimular a dor),
desaparecendo dentro de segundos após sua
remoção
C) O teste térmico de frio evoca uma dor aguda,
rápida, localizada, que passa logo ou aos poucos
segundos após a remoção da fonte estimuladora e
a estimulação dentinária por meio de brocas,
sonda exploradora ou colher de dentina evoca
dor, indicando presença de vitalidade pulpar
D) É caracterizada pela dor intermitente,
espontânea, aguda, difusa, localizada ou referida,
onde a rápida exposição a mudanças drásticas de
temperatura promoverá episódios de dor
prolongada e intensa mesmo depois da remoção
da fonte da dor.
E) dor provocada, especialmente durante os
testes de sensibilidade, que cessa após o estímulo.
Odontologia - Endodontia - CONTEMAX - 2020 -
Prefeitura de Alagoa Nova - PB - Cirurgião Dentista
Paciente de 34 anos queixando-se de dor aguda
localizada no dente 36, que ocorre após a
ingestão de água fria e que passa logo após a
remoção do estímulo. Após exame clínico e
radiográfico observou-se uma lesão cariosa sem
exposição pulpar e sem dor à percussão.
Qual o diagnóstico mais provável?
A) Pulpite reversível
B) Pulpite irreversível assintomática
C) Abscesso perirradicular agudo
D) Abscesso perirradicular crônico
E) Abscesso periapical agudo
Questão 8 
Odontologia - Endodontia - AV MOREIRA - 2020 -
Prefeitura de Nossa Senhora de Nazaré - PI -
Odontólogo
Conduta clínica mais indicada no caso de uma
hiperemia pulpar:
Questão 9 
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
1. D
2. A
3. C
4. A
5. E
6. D
7. D
8. A
9. C
10. D
Gabarito
11. A
12. C
13. D
14. C
15. E
16. D
17. A
18. B
19. D
20. C
21. E
22. B
23. A
24. B
25. A
26. E
27. B
28. D
29. A
30. A
31. E 
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
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45.
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48.
49.
50.
1. C
2. A
3. C
4. D
5. A
6. A
7. A
8. A
9. C
10. D
11. A
12. C
13. D
14. C
15. E
16. D
17. A
18. B
19. D
20. C
21. E
22. B
23. A
24. B
25. A
26. E
27. B
28. D
29. A
30. A
31. E 
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49.
50.natural da polpa, na porção coronária,
são respectivamente o esmalte e a dentina e para
a polpa radicular, são respectivamente o cemento
e a dentina.
Cavidade pulpar é dividida em canal radicular e
câmara pulpar.
FUNÇÕES DA POLPA:
Formadora → dentina é um produto da polpa.
Sensorial → responder a agressões através da
dor por meio das terminações nervosas.
Nutritiva → Promover nutrientes e líquido
tecidual para a formação das estruturas dentais.
Defensiva → Responder às agressões através da
inflamação. 
Polpa dental
ESTRUTURAS CAVIDADE PULPAR:
As estruturas que compõe a cavidade pulpar dos
dentes anteriores e posteriores são as seguintes:
Teto, assoalho, parede mesial, parede distal,
parede vestibular, parede palatina ou lingual
(depende se o dente for superior ou inferior
respectivamente), divertículo (ou corno pulpar),
orifício (ou embocadura) e canal radicular.
A porção radicular é dividida em três terços,
chamado de terço cervical, terço médio e terço
apical. Anatomicamente o dente é composto por
dois canais, o canal dentinário e o canal
cementário.
É fundamental saber que além da diminuição
progressiva da morfologia da cavidade pulpar
após a erupção dental, pela deposição de dentina
circumpulpar, há o aumento do canal cementário,
pela deposição de cemento na região apical.
Devido à nutrição sanguínea e nervosa, que
provem da região posterior para anterior, há uma
tendência de que os ápices dentais apresentem
curvatura apical para a região distal,
distovestibular ou disto-lingual/palatino (se for
inferior ou superior, respectivamente)
Porção radicular
Cavidade pulpar
Em direção ao longo eixo ou transversalmente ao longo eixo do dente os canais podem se apresentar com
forma: reta, curva, sinuosa e dilacerada; circular, elíptica ou oval e irregular. Quando há a perda de alguma
das camadas protetoras (esmalte, dentina e/ou cemento) o órgão dental está susceptível a alterações
pulpares. 
A etiologia dessas alterações podem ser: 
1-Microbiológica (a mais comum é a doença cárie); 
2-Física (as mais comuns são trauma dental e alterações térmicas); 
3-Química (a mais comum é a irritação causada pelo ácido fosfórico e pelo sistema adesivo, utilizados em
restaurações profundas ou muito profundas sem a correta proteção indireta da polpa (capeamento
indireto)).
Canais radiculares
Características incisivos
Incisivo central superior (ICS); Incisivo lateral superior (ILS); Incisivo central inferior (ICI) e Incisivo lateral
inferior (ILI).
Características caninos
Canino superior (CS) e Canino inferior (CI).
Características pré-molares
Primeiro pré-molar superior (1º PMS), Segundo pré-molar superior (2º PMS), Primeiro pré-molar inferior (1º
PMI) e Segundo pré-molar inferior (2º PMI).
Características molares superiores
Primeiro molar superior (1º MS) e Segundo molar superior (2º MS).
Características molares inferiores
Primeiro molar inferior (1º MI) e Segundo molar inferior (2º MI)
Isolamento absoluto
Isolamento absoluto é obrigatório na endodontia.
Se não é possível fazer isolamento, o dente está
condenado.
O Isolamento absoluto na endodontia é
obrigatório, e é feito em um só elemento dental e
visa impedir a contaminação do campo
operatório e do elemento dental, objeto da
intervenção. É indispensável na endodontia.
Introdução
Objetiva proteção ao paciente impedindo que ele
aspire ou degluta instrumentos (limas, brocas,
grampos fraturados, substâncias diversas,
remanescentes dentários, etc.); lesões nos tecidos
moles (por afastar os tecidos do dente tratado) e
lesões por fármacos ácidos ou cáusticos. Protege
o profissional das bactérias da microbiota bucal
(aerosol contaminante), melhora a visão do
campo operatório propiciando um campo limpo e
seco, impede a contaminação pela saliva,
respiração e tosse promovendo ainda uma
economia de tempo com ergonomia profissional.
Conveniência profissional: melhor visão (aumento
campo); campo operatório limpo e seco; proteção
profissional com manutenção cadeia asséptica
(aerosol contaminante); afastamento língua e
bochechas; não contaminam.
Objetivos
e perfurador de Ainsworth ou mesa perfurante
do lençol de borracha. Parte do material é
descartável (lençol de borracha, fita dental,
sugador, etc.) e o restante deve ser esterilizado na
autoclave (arco, pinça, grampos, perfuradores,
etc.).
O arco porta dique deve ser do tipo Ostby
dobrável (plástico e passível de ser esterilizado
em autoclave), o aluno deve ter um número de
grampos suficiente para o isolamento dos vários
grupos dentais; deve ter lençol de borracha de
qualidade (dentro do prazo de validade e bem
armazenado), pinça porta-grampo do tipo Palmer 
Materiais
Biofilme (placa bacteriana); cálculos salivares;
restaurações defeituosas; próteses mal adaptadas;
espaços interligados; FAZER isolamento relativo!
Associado ao relativo:
Diminuição do fluxo salivar;
Repouso muscular;
Afastamento dos tecidos moles.
Procedimentos prévios
Antecedendo o isolamento absoluto, pode-se
fazer isolamento relativo com roletes de algodão
ou de gaze e fazer seleção ou prova do grampo
de isolamento com fita ou fio dental preso no
grampo, para que no caso de fratura e deglutição,
possa ser removido.
Há três tipos de técnica para se realizar o
isolamento absoluto em endodontia, recomenda-
se a técnica de passo único onde leva-se todo o
conjunto para a boca do paciente.
Montar o lençol no arco (de maneira que o lençol
permaneça frouxo), levar à face do paciente,
marcar com caneta hidrográfica o local a ser
perfurado (sempre centralizado e levemente
desviado para o quadrante em que o dente a ser
isolado pertence), perfurar o lençol, montar o
grampo no lençol (preso nas aletas de maneira
que a alça do grampo fique voltada sempre para
a face distal do elemento dental a ser isolado) e
levar todo o conjunto com a pinça porta-grampo
para o dente. 
Técnicas
Apreende-se a cervical do dente a ser isolado e
acomodar o grampo. Soltar o lençol das aletas,
acomodando o lençol à face cervical do dente e
fazer a desinfecção de todo o lençol que está
dentro do arco e também do arco, com NaOCl 2,5
% (1ª opção), iodo povidine (2ª opção), álcool
iodado (3ª opção) ou solução de clorexidina 2%
(4ª opção). Observar se o paciente é alérgico e
seguir a ordem dos degermantes até encontrar
um que seja compatível.
POSSÍVEIS TÉCNICAS:
Inserção do conjunto: grampo, lençol de
borracha e arco de uma só vez.
Inserção inicial do grampo: seguido do lençol
preso no arco.
Inserção inicial do arco e lençol: seguido do
grampo.
O isolamento absoluto em endodontia deve ser
absoluto o que significa que não deve permitir a
saída ou entrada de nenhum tipo de material
(líquido ou sólido) caso haja a percepção de que o
isolamento não está absolutamente vedado o
profissional deverá obliterar a área com
TopConfort, TopDan ou com cimento de
metilmetacrilato (Superbonder) atingindo assim
um isolamento absoluto hermético.
Acesso Cirúrgico
É o procedimento executado com o objetivo de
criar um meio de acessar o sistema de canais
radiculares, para a realização do preparo
químico-cirúrgico. Todas as fases do tratamento
endodôntico dependem inicialmente do acesso e
localização dos canais radiculares.
Uma cirurgia de acesso bem executada, baseada
em um conhecimento apurado da anatomia da
cavidade pulpar, facilita a localização do correto
número de canais presentes nos diversos tipos de
dentes.
Luminosidade; visibilidade de toda câmara pulpar
e da entrada dos canais; facilitará a irrigação e
aspiração das substâncias auxiliares ao preparo;
facilitará a instrumentação; melhora na medição
entre sessões; melhora na obturação final.
Quando não houver câmara pulpar ou se ela
estiver alterada ou atresiada devido a
calcificações, deverá, com os instrumentos
cortantes rotatórios (brocas), criar a câmara
pulpar, semelhante à morfologia do grupo dental
ao que o dente pertence, fazendo a extensão de
conveniência e dando o devidocontorno
morfológico. 
Introdução 4. Prover formas de resistência para permanência
total do selamento provisória da cavidade de
acesso até a colocação da restauração final;
5. Obtenção de acesso reto e livre até a primeira
curvatura do canal.
1. Remoção de todo o teto da câmara pulpar para
a retirada dos remanescentes pulpares e
exposição dos orifícios de entrada dos canais;
2. Preservação do assoalho da câmara pulpar,
evitando perfurá-lo e facilitando a localização da
entrada dos canais, pois a sua integridade tende a
guiar o instrumento;
3. Conservação da estrutura dentária, prevenindo
a fratura e o enfraquecimento do esmalte e
dentina remanescentes;
Princípios do acesso
Exame clínico e radiográfico: 
Através deles observaremos as condições iniciais
dos dentes, grau de comprometimento pela cárie,
detalhe da coroa e raízes, como viabilidade para
realizar o isolamento, grau de comprometimento
do assoalho da câmara pulpar, observar
curvatura das raízes, se o dente é passível de
intervenção, ou necessidade de procedimento
adicional.
Angulação, posição de cúspides e anatomia
externa: 
Observar a angulação do dente na arcada para
que se possa seguir corretamente o longo eixo do
dente no acesso, posição das cúspides e anatomia
externa para servir de referência. A anatomia
interna tende a seguir o contorno da anatomia
externa dos dentes.
Mudança na anatomia externa ocasionada
por restaurações/coroas: 
Tratamentos restauradores podem corrigir
inclinações para conferir funcionalidade aos
dentes. Nestes casos, pode passar a falsa
impressão de que o longo eixo do dente segue a
direção observada na coroa. Comparar com o
exame radiográfico.
Palpação da gengiva inserida e mucosa
vestibular: 
O exame radiográfico nos fornece o grau de
inclinação no sentido mesio-distal. Para observar
a inclinação aproximada no sentido vestíbulo-
palatino/lingual, é importante fazer a palpação na
mucosa, na região correspondente à raiz.
Fatores a considerar
Nesta fase, as brocas que usam-se são: brocas
cônica invertida ou esférica diamantada para
desgastar o esmalte, após é usada a broca
Carbide esférica para cortarmos a dentina,
devendo estas serem compatíveis com os
tamanhos das câmaras pulpares (levemente
menor para que tenhamos a sensação de queda
no vazio ao acessar a câmara pulpar). 
Em um molar podemos usar uma broca Carbide
de número 3 ou 4, em um incisivo inferior,
número 1 ou 0,5. 
Trepanando (chegando) à câmara pulpar, deve
tirar parte do teto da câmara pulpar com a broca
esférica Carbide (oclusal nos posteriores e
palatino ou lingual nos anteriores), tirando o resto
e regularizando as paredes circundantes e dando
expulsividade ao preparo da câmara em direção
oclusal com as brocas Tronco-cônicas Endo-Z ou
troncocônica diamantada ambas sem corte na
ponta, estas brocas devem ser compatíveis com o
tamanho da câmara pulpar (Importante obs. Estas
brocas não devem ter corte na ponta para não
ferir o assoalho da câmara pulpar). Ponto de Eleição
→ É o local de escolha em que se inicia o acesso à
câmara pulpar. 
Nos dentes anteriores é a 2 ou 3 mm do cíngulo
em direção ao bordo incisal; nos dentes
posteriores é na fossa central (centro do sulco
principal), com exceção dos pré-molares
inferiores, que é na vertente mésio-lingual (ou
lingo-mesial) da cúspide vestibular ou na fosseta
mesial;
Em intervenções ou em tratamentos
previamente iniciados por outro profissional,
observar a situação do canal: 
Observar materiais obturadores utilizados,
presença de retentores intra radiculares, se há
algum tipo de perfuração, desvio, instrumento
obstruindo o canal etc.
Remoção de toda cárie: 
Não temos como trabalhar a desinfecção do
sistema de canais radiculares deixando a câmara
pulpar e coroa repletas de bactérias não
removidas mecanicamente.
Remoção total da restauração permanente: 
Ideal para que se tenha a garantia deque não há
presença de tecido cariado por baixo do
remanescente restaurador.
Em alguns casos, as paredes do dente podem ser
reconstruídas para facilitar o isolamento,
dificultando a penetração de saliva no campo de
trabalho, e permitir criar um reservatório de
hipoclorito durante a irrigação.
Direção de trepanação
→ É a inclinação imposta ao instrumento cortante
para atingir a câmara pulpar, a partir do ponto de
eleição.
→ Instrumento: broca esférica diamantada.
→ Ângulo: anteriores - 90º em relação ao longo
eixo; Posteriores - paralelo ao longo eixo do
dente.
À medida que vai caminhando em direção à
câmara pulpar já vamos dá-se (imprimindo) a
forma de contorno que o dente deve ter.
→ Ou extensão de conveniência;
Forma de contorno: Está relacionada com a
anatomia interna do dente. Para se obter o
preparo ideal, deve ser considerado o tamanho e
forma da câmara pulpar e o número de canais.
Forma de conveniência: Tem como objetivo
fornecer o livre acesso a embocadura dos canais.
São as formas morfológicas que devem
apresentar os diversos grupos dentais após o
término do acesso e preparo à câmara.
Os incisivos deverão apresentar a forma de
contorno de um triângulo irregular com a base do
triângulo voltada para o bordo incisal, os
superiores mais largos, os inferiores mais estreitos
respeitando os tamanhos das respectivas coroas.
Os caninos devem apresentar a forma lanceolada
ou chama de vela. A forma de contorno destes
dentes anteriores correspondem a faces linguais
ou palatinas em miniatura. 
Os pré-molares superiores devem ter a forma de
contorno elíptica ou ovalada, com o diâmetro
maior no sentido vestíbulo palatino (respeitando o
posicionamento dos canais radiculares). Os pré-
molares inferiores deverão ter a forma circular
ou levemente elíptica.
Os molares superiores, a forma de um triângulo
irregular com a base voltada para a face
vestibular, cirurgia de acesso mais para mesial,
preservando a fosseta distal e parte da ponte de
esmalte que separa essa fosseta distal da fossa
central. Os molares inferiores apresentam a
forma de um trapézio com a face mais larga
(base) para mesial, onde normalmente temos a
presença de dois canais (ML e VL).
Forma de contorno
→ Ou desgaste do ângulo do esmalte.
É o desgaste do esmalte que fica no ângulo
oclusal sem suporte de dentina, visando ainda
melhor visão da câmara e a entrada das limas
com mais facilidade. Este desgaste é feito com
brocas diamantadas em forma de chama de vela
e só será realizado mediante solicitação de seu
professor orientador.
Ângulo cavo superficial
Odontometria Radiográfica
Odontometria compreende a mensuração do
elemento dental, tanto em comprimento como em
diâmetro na região do foram apical do canal
radicular.
Em todo procedimento endodôntico haverá uma
reação inflamatória, mas não devemos aumentá-
la agredindo os tecidos periapicais mecânica,
química e biologicamente. Para que isto não
ocorra a mensuração do comprimento onde o
instrumento endodôntico deverá atuar é de
fundamental importância.
Introdução
Obtenção do Comprimento Real de Trabalho
(CRT) quando iremos delimitar a área do canal a
ser instrumentada mantendo o forame em sua
forma e posição anatômica. O respeito aos tecidos
periapicais gera tranquilidade no pós-operatório
e facilita a obturação proporcionando condições
técnicas para retenção deste material no interior
do canal.
Delimitar a área do canal a ser instrumentada
Manutenção do forame em sua forma e posição
anatômica
Respeito aos tecidos periapicais
Tranquilidade no pós operatório
Condições técnicas facilitadoras para a obturação.
Mensuração do comprimento
A determinação do Diâmetro Anatômico (DA)
promoverá uma ampliação necessária o
suficiente para a limpeza, modelagem e
descontaminação deste espaço, diminuindo a
reação inflamatória apical.
 Diâmetro anatômico
Zona de maior constrição do canal.
Limite de trabalho na endodontia se dará na zona
de maior constrição apical que se localiza aquém
do ápice radicular radiográfico. Esse limite-se
distanciará do vérticeradiográfico com o avanço
da idade do paciente quando ocorrerá o aumento
na espessura de cemento bem como será
modificada por situações de polpa morta onde
ocorrerá a reabsorção do cemento apical.
O limite de instrumentação adequado terá
influencia direta na inflamação apical, assim, a
sobre instrumentação(além do forame apical)
promoverá um trauma mecânico e químico aos
tecidos periapicais nos casos de polpa vital ou o
carreamento de micro-organismos nos casos de
necrose pulpar.
Limite da odontometria
A sub-instrumentação (aquém do forame apical)
promoverá a manutenção de micro-organismos
na porção apical do canal e quando o limite
adequado é mantido a 1mm aquém do forame
apical promoveremos a limpeza adequada e uma
modelagem suficiente para um preenchimento
seguro.
Há situações em que a anatomia da raiz ou
mesmo do canal radicular impõem a necessidade
de recuo do instrumento aquém ao 1mm
recomendado, por uma condição anatômica
(direção do canal radicular), por exemplo nos
incisivos laterais superiores que apresentam um
desvio radicular para distal/palatino que muitas
vezes não é visível no raio x de diagnóstico.
Já o incisivo superior pode apresentar desvio para
vestibular o que não será visualizado no raio x de
diagnóstico nem no de odontometria, daí a
necessidade de conhecimento anatômico.
Instrumentação
Este comprimento será denominado “ajuste
apical” quando somado ou subtraído do CRI
definiremos o Comprimento Real do Dente ou
CRD. Ajuste apical (X) compreenderá três
possibilidades:
Aquém forame, valor de x será positivo, este
valor deverá ser somado ao CRI. Ao nível do
forame, valor de x será zero, ponta do
instrumento no forame, assim o CRI será igual ao
CRD. Além forame, valor de x será negativo, este
valor deverá ser subtraído do CRI. 
CRD - Comprimento Real do Dente:
É o comprimento real do dente desde o ponto de
referencia coronário até o ponto de referencia
apical.
CRD = CRI + ou - X
Quando o Ajuste Apical (“X”) for igual ou maior a
4mm a odontometria deverá ser confirmada
portanto deveremos realizar nova radiografia
com instrumento em posição dentro do canal
radicular no CRT - Comprimento Real de
Trabalho. Como o Comprimento Real (ideal) de
Trabalho ou CRT deverá ser a 1mm do forame
apical deveremos subtrair do CRD 1mm. Assim:
CRT = CRD – 1mm
Na técnica radiográfica de odontometria
deveremos deslocar o cone principal para a
região periapical que possibilitará uma menor
distorção radiográfica. Utilizaremos a técnica
radiografia periapical durante o processo de
odontometria além de algumas variações
técnicas.
Para uma correta determinação do comprimento
do canal radicular devemos manter um
conhecimento da anatomia do canal radicular
apical bem como de seu formato para que nos
casos de vitalidade pulpar haja preservação dos
tecidos periapicais e nos casos de necrose não
haja carreamento de micro- organismo ao
periápice e a limpeza aconteça no limite de
trabalho adequado, trabalhando desta maneira
em canal dentinário
Radiografia de diagnósticos, deverá ser feita com
posicionador e a análise do raio x deverá ser
realizado em negatoscópio com lupa.
CAD - Comprimento Aparente do Dente:
É o comprimento mensurado na radiografia de
diagnóstico. Para determinação deveremos
estabelecer pontos de referência coronário
(cúspides e bordo incisal) e apical (ponta de raiz
ou ápice radicular), mensurar o raio x de
diagnóstico do elemento dental a ser tratado com
compasso de ponta seca visualizando no
negatoscópio com lupa. A medida deverá ser
transportada para a régua milimetrada. 
Após a abertura coronária e irrigação da câmara
pulpar deveremos realizar a exploração do canal
com lima de fino calibre (10 ou 15) calibrado no
comprimento real do instrumento CRI.
CRI - Comprimento mensurado na
radiografia:
Compreende o comprimento mensurado na
radiografia de diagnóstico “CAD” reduzido em
três milímetros, que corresponde a uma redução
no comprimento aparente como segurança a não
ferir os tecidos periapicais, uma vez que, a
radiografia poderá apresentar uma distorção de
comprimento. Assim:
CRI = CAD - 3mm
Após a realização da radiografia de
odontometria, com o instrumento posicionado e
ajustado no CRI dentro do canal radicular, iremos
mensurar o comprimento (distância) da ponta do
instrumento ao forame apical.
Sequencia técnica
Utilizada para radiografar molares superiores
evitando a sobreposição do arco zigomático.
Técnica Le Master
Utilizada na dissociação de estruturas anatômicas,
raízes sobrepostas e identificação e localização de
estruturas através da alteração da angulação
horizontal do cabeçote. Utilizada em pré-molares
superiores, molares inferiores, dentes anteriores
com dois canais.
Técnica de Clark
A odontometria radiográfica além de possibilitar
a mensuração do comprimento e diâmetro
anatômico do canal radicular mapeia a anatomia
interna dos canais radiculares quando analisamos
a imagem radiográfico do elemento dental com o
instrumento endodôntico percorrendo o
comprimento do canal radicular.
Vantagens
Limitações da técnica de Odontometria
radiográfica podem ser apresentadas na forma
de distorções, uma vez que as imagens adquiridas
nestes exames são bidimensionais, além de
sobreposições das imagens das diversas
estruturas anatômicas presentes na região
investigada.
Desvangtagens
Preparo dos canais radiculares
Preparo dos canais radiculares compreende a
limpeza, a desinfecção e a modelagem do sistema
de canais radiculares. 
Preparo Adequado compreende conhecimento
teórico/planejamento com adequação de
instrumentos e adequação de técnica ao caso em
questão, anatomia, condição pulpar, condição dos
tecidos periapicais e a cinemática empregada.
Técnica Cervical Seriada (Canais amplos e retos) /
Instrumentação rotatória (Canais curvos e
atrésicos) são as técnicas preconizadas para o
preparo do sistema de canais radiculares.
Definição
Ação química e mecânica para a remoção do
conteúdo do sistema de canais dentre eles: tecido
pulpar; micro-organismos, restos necróticos,
substratos orgânicos (alimento/cárie), material
obturador e raspas de dentina.
Limpeza e desinfecção
Forma Tronco-cônica;
Limite – 1 mm do forame radicular;
Canal Cirúrgico conterá o canal anatômico;
Aumento de calibre;
Batente apical;
Manutenção do forame apical em sua posição
anatômica. 
Modelagem
A cinemática dos instrumentos corresponde ao
movimento imposto ao instrumento para que
exerça sua função de corte.
Cinemática
O cateterismo compreende o movimento de
exploração do canal onde o instrumento será
movimentado em ¼ de volta a direita e esquerda
alternadamente com leve pressão apical.
Cateterismo
A cinemática de limagem compreende o
movimento imposto ao instrumento para a
dilatação do canal ou limagem quando o
instrumento irá raspar as paredes internas de
dentina do canal radicular. Introdução do
instrumento até o CRT , pressão lateral contra a
parede a ser instrumentada e tração na direção
cervical. Este movimento deverá ser curto em
comprimento, no máximo 2mm de avanço e
retrocesso e deverá acontecer de forma
circunferencial em todas as paredes.
Limagem
Alargamento é a cinemática desenvolvida com o
instrumento utilizada para avançar o instrumento
em canais atrésicos até o comprimento desejado.
O movimento compreende ¼ de volta no sentido
horário quando o instrumento irá penetrar na
dentina e depois deverá ser tracionado. Esta
cinemática deverá ser repetida tantas vezes
forem necessária até atingir o comprimento
desejado.
Alargamento
A associação da cinemática de alargamento e
limagem objetiva o preparo de canais atrésicos
quando ao mesmo tempo que alargamos o canal
promoveremos a limagem. O movimento
contemplará ¼ de volta no sentido horário,
pressão contra a parede de dentina e tração em
direção cervical.
Associação de ambos
Acesso franco ao ápice radicular com melhor
desinfecção de todo sistema endodôntico pela
possibilidadede uma maior dilatação apical,
menores deformidades, significativa redução da
extrusão de debris para o periápice.
Após o preparo cervical e médio do canal
radicular prosseguiremos com o preparo do terço
apical do canal com limas manuais seguindo a
seriação das limas a partir do instrumento inicial
determinado durante a odontometria quando o
instrumento se ajustou no CRT oferecendo uma
resistência em sua retirada. 
O preparo do terço cervical deverá contemplar o
aumento do diâmetro do canal em pelo menos 4
instrumentos e não poderá ser menor que o
diâmetro de um instrumento #40. Assim o
preparo de um canal de lima inicial #15 deverá
seguir até o instrumento #35 mas como o
preparo mínimo deverá ser #40 seguiremos até
este instrumento. Ex: #15, #20, #25, #30, #35,
#40 sempre promovendo a troca da substancia
química auxiliar à instrumentação Hipoclorito
associado ao ENDO PTC através da irrigação e
aspiração.
Preparo do terço apicalVisando favorecer a livre movimentação dos
instrumentos dentro dos canais, o acesso
cirúrgico deverá favorecer este procedimento de
preparo e posteriormente de obturação.
Trabalhar o Canal com o mínimo de stress do
instrumento promovendo a dilatação e limpeza
do espaço mais oclusal, mais contaminado, para o
espaço apical, evitando o carreamento de micro-
organismos para a porção apical.
Preparo cervico-apical
As brocas de Gates-Glidden são utilizadas no
interior do canal radicular até o final do terço
médio. Deverá trabalhar com a cinemática de
rotação entrando acionada e saindo acionada do
canal. O instrumento possui ponta inativa e
apresenta ponto próximo ao cabo mais frágil
onde geralmente ocorre a fratura quando usada
incorretamente. O instrumento deverá ser
trabalhado no longo eixo do canal e não poderá
ser pressionado contra as paredes.
Para a determinação do comprimento de trabalho
das brocas Gates Glidden deveremos subtrair do
comprimento real de trabalho CRT o
comprimento da coroa e dividir o valor restante
(raiz) em 3 terços. 
Como a broca trabalhará nos dois terços iniciais
ou seja até o final do terço médio do canal
utilizaremos o comprimento da coroa somado aos
dois terços iniciais do canal radicular para
determinar o comprimento de trabalha da Gates-
Glidden mais fina, no caso a numero 1. 
As brocas subsequentes deverão ser escalonadas
em 2mm aquém do comprimento da anterior até
a Gates-Glidden numero 4. 
Assim o comprimento da GG2 será menor em
2mm que o comprimento da GG1, o comprimento
da GG3 será menor 2mm do comprimento da
GG2 e assim por diante. Ex: GG1 18mm, GG2
16mm, GG3 14mm GG4 12mm.
Brocas de Gates-glidden
Aspectos positivos
Raio x de Diagnóstico com odontometria prévia
para determinação do CAD e do CRI. Acesso a
câmara pulpar, irrigação da Câmara pulpar,
preparo cervical, exploração dos canais com
instrumentos de fino calibre, odontometria,
determinação do comprimento real de trabalho e
determinação do comprimento de trabalho das
Gates-Glidden. Trabalhar o terço cervical e médio
com as brocas GG e prosseguir o preparo do terço
apical com a seriação de instrumentos manuais.
Sequência técnica
Substâncias químicas
Complexidade anatômica;
Falta de acesso a canais mecânicos;
Santificação;
Permeabilidade;
Ação química + limpeza da cavidade pulpar.
São duas as substâncias químicas usadas durante
preparo do canal (PQM): 
Auxiliar à instrumentação: usada junto com os
instrumentos no preparo do canal; 
De irrigação durante PQM. 
Essas substâncias são utilizadas em conjunto com
os instrumentos (limas manuais e instrumentos
rotatórios) usadas durante o preparo do canal. 
As justificativas de uso são: complexidade
anatômica dos canais radiculares (canal principal,
suplementares e túbulos dentinários); falta de
acesso mecânico à alguns canais; promover a
desinfecção (antissepsia) em dentes infectados;
aumentar a permeabilidade dos canais
suplementares e dos túbulos dentinários; ação
química, transformando substâncias necróticas
em substâncias solúveis; lise de tecidos que se faz
necessária. Assim, as propriedades que as
substâncias auxiliares à instrumentação devem
apresentar são: humectante, bactericida,
tensoativa, lubrificante, biocompatível, solúvel em
água, englobar partículas e eliminar
contaminação proteica.
Introdução
Endo PTC: umectante, bactericida, lubrificante,
elimina contaminantes.
Hipoclorito de sódio: desnatura proteínas,
diminui tensão superficial, penetra no interior do
canal, deve espumar quando colocado em cima
do Endo PCT. Usado 20ml por dente.
Auxiliar à instrumentação
Associação Endo PCT + NaOCl 2,5%: todas do
hipoclorito, lubrificante, remoção de raspas de
dentina, proteção de dentina.
Endo PCT: é colocado apenas um pouco na
câmara pulpar.
Limite máximo de irrigação: 2 a 3mm aquém do
CRT.
Hipoclorito após o acesso: irrigação na câmara e
na entrada dos canais.
Hipoclorito entre troca de limas: na câmara e na
entrada dos canais.
Hipoclorito após o preparo do canal: antes do
EDTAT e depois do EDTAT.
EDTA-T uso associado de EDTA: detergente
aniônico para limpeza, 1ml por canal.
Quando aspirar:
EDTA-T após PQM → antes do medicamento intra
canal de 3mm aquém do CRT.
EDTA-T antes da obturação → 2 a 3mm aquém
do CRT.
Irrigação
Medicação Intracanal
As situações clínicas em que utilizamos a MIC são
após o preparo do canal (previamente a
obturação final), entre as sessões endodônticas,
em casos de reabsorções, traumatismo dental,
lesão endodôntico-periodontais (Endo-Pério),
rizogênese incompleta, pós clareamento dental e
lesões refratárias. As medicações são inseridas no
canal radicular e tem sua ação no canal principal,
nos túbulos dentinários, no forame apical, nos
tecidos periapicais e no periodonto.
Medica-se o canal radicular, nos casos de polpa
vital e polpa mortificada,.
Nos casos de polpa vital é anti-inflamatória,
antibiótica e analgésica tendo como principal
fármaco o OTOSPORIN (Hidrocortisona + Sulfato
de Neomicina + Sulfato de Polimixina B). 
Já para os casos de polpa mortificada espera-se
que a medicação intracanal tenha um efeito
bactericida sobre os microrganismos, com ação
de alcalinização do meio impedindo a
proliferação bacteriana, o fármaco que utilizamos
é o HIDRÓXIDO DE CÁLCIO PA VEICULADO AO
POLIETILENOGLICOL 400 (Formando uma pasta).
Nos casos de polpa mortificada existe duas
situações que devemos considerar sendo: polpa
mortificada sem rarefação apical (1) e com
rarefação apical (2). 
Introdução Deve-se então secar o canal com cânulas de
aspiração grossa, média e fina respectivamente
(White Mac, Capillary Tips Verde e Roxa) e com
cones de papel absorvente estéreis (Cell Pack -
Tanari) com calibre correspondente ao diâmetro
final do preparo.
Colocar dentro de uma seringa estéril com ponta
de irrigação (NaviTip amarela) em torno de 7
gotas de OTOSPORIN e irrigar o canal radicular à
2 mm (aquém) do CRT, aspirar o excesso
coronário mantendo o canal preenchido com a
solução e fazer o selamento triplo da cavidade
com mecha de algodão (C), bastão de guta-percha
(B) e coltosol (A).
O tempo de ideal para se manter a medicação
intracanal nos casos de polpa vital é de 3 a 5 dias
(no máximo 7 dias).
Mic em polpa vital
Para uma ação mais efetiva da MIC deve-se
realizar uma limpeza do canal radicular. Fazer
então a irrigação do canal com EDTA-T com
agulha fina à 2 mm (aquém) do CRT, aguardar de
3 a 5 minutos, irrigar novamente com NaOCl
(hipoclorito de sódio 2,5%) no mesmo
comprimento.
Para uma ação mais efetiva da MIC deve-se
realizar uma limpeza do canal radicular. Fazer
então a irrigação do canal com EDTA-T com
agulha fina à 2 mm (aquém) do CRT, aguardar de
3 a 5 minutos, irrigar novamente com NaOCl no
mesmo comprimento, secar o canal com cânulas
de aspiração grossa, média e fina
respectivamente (White Mac, Capillary Tips
Verde e Roxa) e com cones de papel absorvente
estéreis com calibre correspondente ao diâmetro
final do preparo. Sobre umaplaca de vidro estéril
devemos espatular uma porção de hidróxido de
cálcio PA com duas ou três gotas de
polietilenoglicol 400, obtendo uma pasta firme e
consistente. Após a manipulação deve-se inserir
a medicação até o comprimento de 2 mm do CRT
com o auxílio de uma lima manual ou com um
instrumento lentulo de diâmetro imediatamente
menor ao do preparo realizado.
Mic em polpa mortificada
Devemos sempre verificar a rotação do
instrumento lentulo para que o mesmo não
frature dentro do canal radicular. Com o auxílio
de uma mecha de algodão removemos o excesso
coronário, mantendo o canal preenchido com o
hidróxido de cálcio PA (A) e fazemos o selamento
simples da cavidade com coltosol (B). 
O tempo de ideal para mantermos a medicação
intra-canal nos casos de polpa mortificada sem
rarefação aparente é de 7 dias e nos casos de
polpa mortificada com rarefação aparente é de 14
dias.
Para uma ação mais efetiva da MIC deve-se
realizar uma limpeza do canal radicular. Fazer
então a irrigação do canal com EDTA-T com
agulha fina à 2 mm (aquém) do CRT, aguardar de
3 a 5 minutos, irrigar novamente com NaOCl
(hipoclorito de sódio 2,5%) no mesmo
comprimento, secar o canal com cânulas de
aspiração grossa, média e fina respectivamente
(White Mac, Capillary Tips Verde e Roxa) e com
cones de papel absorvente estéreis (Cell Pack -
Tanari) com calibre correspondente ao diâmetro
final do preparo. Colocar dentro de uma seringa
estéril com ponta de irrigação (NaviTip amarela
ou azul) em torno de 7 gotas de OTOSPORIN e
irrigar o canal radicular à 2 mm (aquém) do CT,
manter a MIC por 5 minutos, aspirar toda MIC
com cânulas de aspiração grossa, média e fina
respectivamente (White Mac, Capillary Tips
Verde e Roxa) e com cones de papel absorvente
estéreis (Cell Pack - Tanari) com calibre
correspondente ao diâmetro final do preparo, e
então proceder com a obturação do canal
radicular.
Mic polpa viva sessão única
Instrumentação Rotatória
O preparo rotatório requer alguns cuidados
clínicos prévios à utilização no interior dos canais,
um preparo de acesso cirúrgico adequado é
fundamental para um trabalho seguro, desta
maneira a forma de conveniência deverá
promover a liberação total da entrada dos
condutos possibilitando um acesso direto do
instrumento manual e rotatório. Juntamente com
o preparo do terço cervical e médio, possibilitará
um acesso sem interferências ao terço apical
facilitando seu preparo e induzindo menos stress
ao instrumento de fino calibre. 
A exploração do conduto com instrumento
manual de fino calibre, #15 , no “CRI” antes do uso
da lima rotatória garantirá um acesso livre à
porção apical do canal e representa uma
manobra obrigatória para o uso do instrumento
rotatório de maneira segura. 
O preparo com instrumentação rotatória acontece
de maneira fracionada quando preparamos
inicialmente o terço cervical do canal em seguida
o terço médio e finalmente o terço apical. Estas
etapas de preparo acontecerão automaticamente
com a seriação dos instrumentos Mtwo que
utilizaremos para o preparo destes espaços, desta
maneira reduzimos o stress sofrido pelo
instrumento e diminuímos a quantidade de
contaminantes à porção apical do canal.
Após o preparo para remoção de interferências e
exploração do canal com limas de fino calibre
faremos o preparo do terço cervical com brocas
específicas para este fim como Cpdrill. 
A seguir realizamos a Odontometria quando
determinaremos o comprimento real de trabalho.
Maior precisão na determinação do diâmetro
anatômico devido à eliminação das interferências
cervicais e visualização das curvaturas existentes
no sistema de canais. 
Técnica rotatória A cinemática impressa ao instrumento rotatório
deverá permitir que o instrumento avance no
interior do conduto de 0,5 em 0,5 mm nos canais
atrésicos e curvos e nos canais com leve atresia e
curvatura até 2,0 mm. Uma amplitude maior
levará o instrumento a entrar em contato com
uma extensão maior de paredes requerendo um
torque maior o que poderá levar o instrumento à
fadiga, torção ou flambagem e consequente
fratura. O instrumento entrará em contato com a
dentina em um primeiro momento para
inspecionar sua acomodação e analisar a
profundidade alcançada no interior do canal,
parado, ou seja, sem rotação e após esta inspeção
ocorrerá o recuo de 2 a 3 mm promovendo o
destravamento da dentina e posterior
acionamento para corte de dentina em
movimento, ou seja, já em rotação. Esta manobra
de inspeção e recuo do instrumento para inicio da
rotação para corte de dentina se faz necessário
pois o atrito estático requer maior torque que o
atrito dinâmico para cortar dentina, ou seja, para
iniciar a rotação do instrumento quando ele esta
justo no canal e parado requer maior força que se
ele estiver livre no interior do canal, desta
maneira diminuiremos a possibilidade de fratura.
As limas de NiTi atuam por alargamento,
promovendo um corte circular mantendo o
diâmetro do preparo com o mesmo diâmetro do
instrumento, e centralizado, ou seja o instrumento
não promove o desvio no canal com manutenção
do instrumento centrado no conduto radicular,
graças à sua ponta guia sem corte, promovendo
maior segurança em relação a canais curvos pela
preservação da anatomia interna do canal. A
extrusão de debris é reduzida significativamente,
não ocorrendo o bombeamento destes materiais
para a região periapical, uma vez que as raspaz
de dentina são trazidas para a região cervical do
canal para serem eliminadas
É possível a utilização do instrumento em canais
mais amplos e retos – 8 usos; canais com
curvaturas pequenas e médias – 4 usos; canais
com curvaturas acentuadas e pequena atresia – 2
usos; canais fortemente curvados, atrésicos e
calcificados – 1 uso. 
O instrumento também deverá ser descartado
quando a inspeção visual demonstrar desgastes,
deformação de espirais, curvaturas ou dobras e
sinais de corrosão. A quantidade de usos deverá
ser respeitada evitando acidentes como a fratura. 
Uma desvantagem deste processo de preparo do
conduto de maneira circular centrada está nos
condutos de anatomia achatada onde os istmos
podem ficar sem preparo. É importante o
conhecimento de anatomia interna radicular na
determinação de possíveis achatamentos para
que possamos trabalhar com o instrumento nos
istmos, nas extremidades do canal. 
A velocidade de rotação do instrumento varia de
250 a 300 rpm já o torque de 0,2 a 4,5N. A
variação da conicidade do sistema Mtwo
possibilita a dilatação do terço cervical antes do
alargamento apical promovendo melhor limpeza
e mantendo a ponta dos instrumentos iniciais
sempre livre na maior parte do preparo. Nunca
deveremos forçar o instrumento em direção
apical no interior do conduto se este não se
deslocar suavemente, podendo ocorrer uma
flambagem ou sua ponta se prender e levar à
uma fratura. 
Os esforços de carregamento (aplicação de força)
na direção do longo eixo do instrumento
imprimem uma força capaz de flexiona-lo como
um arco de flecha, como se o instrumento
estivesse girando na curvatura podendo
aumentar o risco de fratura. (Blum et al 1999). 
Os esforços de carregamento provocam aumento
do passo da hélice do instrumento o que levará à
fratura se não houver a interrupção desta força. 
Fratura por cisalhamento com torção plástica à
esquerda / aspecto plano da superfície da fratura.
Ainda em relação à cinemática do instrumento
nunca deveremos manter o instrumento sem um
movimento de avanço e retrocesso de 1 a 2mm
durante a rotação dentro do canal. Se o
instrumento ficar estático no sentido vertical do
longo eixo do canal e em rotação regiões de
stress no mesmo ponto poderão levar a uma
fratura por fadiga cíclica. 
Após a utilização do instrumento localizar raspas
de dentina, promover a limpeza com gaze
embebida em substância anticética e visualizar a
qualidade do instrumento frente a distorções e
fraturas. 
A Obturação endodôntica consiste no selamento(preenchimento) tridimensional, permanente dos
canais radiculares após o preparo químico
mecânico, com o objetivo de garantir a reparação
biológica das alterações do orgão dental para que
retorne as funções e estética normais. 
A Obturação endodôntica previne a introdução
de exudato para o interior do canal, favorece
processo biológico da reparação dos tecidos
periapicais, impede a reinfecção do órgão dental
por processos anacoréticos e devolve aos tecidos
periapicais condições normais de pressão
osmótica fundamentais à reparação.
Introdução O pós operatório também deve ser avaliado, nos
casos de pós operatório ótimo e bom a obturação
endodôntica poderá ser realizada, quando houver
um pós operatório satisfatório devemos avaliar se
será possível ou não realizarmos a obturação na
sessão e em casos de um pós operatório ruim
(dor, presença de fístula e exudato) não
realizaremos a obturação. 
O limite da obturação endodôntica deve ser 1mm
aquém do ápice, ou seja, deve preencher toda
extensão do canal preparado. 
Na Uniararas utilizamos a técnica de cone único
para o preparo químico mecânico realizado com
instrumentos rotatórios, e a técnica de
condensação lateral passiva a frio para o preparo
quimico mecânico realizado com a técnica
servical seriada. 
A descrição das técnicas: Após a remoção da
restauração provisória, promove-se a irrigação e
aspiração com hipoclorito de sódio para remoção
da medicação intra canal, intruduzindo o último
instrumento utilizado no P.Q.M. até o
comprimento real de trabalho para auxiliar na
remoção da MIC, Irrigação final com EDTA-t por 3
a 5 minutos, após irriga-se com hipoclorito de
sódio para remoção do EDTA-t, secagem com
canulas grossa, média, fina e cones de papel
absorvente, em seguida, realiza-se a desinfecção
dos cones de guta percha (serão mergulhados em
hipoclorito de sódio a 5,25% por 1 minuto) e
seleção do cone de guta percha (mesmo diâmetro
do último instrumento), utilizando os testes visual
(cone de guta percha chegou ao C.R.T.), táctil
(cone de guta percha esta justo ao diâmetro do
canal no CRT) e radiográfico (confirmação
através de radiografia se o cone de guta percha
chegou no C.R.T.), espatulação do cimento
endodôntico (sealer 26) que deve estar liso,
brilhante, homogêneo e formar fio de 1,5 a 2,5 cm..
As propriedades físicas e biológicas que os
materiais utilizados na obturação endodôntica
devem possuir são: adesividade (cimentante),
biocompatibilidade, bom escoamento, insolúvel
aos fluídos orgânicos, não apresentar alteração
dimensional, ser bactericida e bacteriostático,
radiopaco, não apresentar alteração cromática,
fácil manipulação e introdução no interior do
canal com fácil remoção. 
Na uniararas utilizamos como materiais de
obturação a guta percha (considerado material
sólido ou semi sólido) e o cimento endodôntico
(Sealer 26).
Materiais
O momento ideal para a realização da obturação
endodôntica é quando o canal está preparado
(P.Q.M. realizado), assintomático, livre de
umidade, livre de contaminação e ter
permanecido o tempo necessário com a
medicação intra canal.
Técnica de obturação
Fundamentos da Obturação
Inserção do cimento e cones principal e
secundários (técnica cervical seriada) e cone
único com cimento (técnica com rotatórios),
rediografia de qualidade (avaliar se o cone
chegou no C.R.T., se não houve formação de
bolhas ou espaços sem preenchimento), corte do
cones com condensador de guta percha modelo
Uniararas, aquecido em movimento único até a
embocadura do canal, limpeza da câmara pulpar
com esponja e alccol 100%, restauração do acesso
endodontico e radiografia final sem isolamento
absoluto. 
 Esvaziamento do canal
O Preparo do sistema de canais esta baseado em
três pilares: Limpeza, desinfecção e Modelagem
do espaço do canal radicular. 
A Limpeza representa a ação mecânica para
remoção do conteúdo do sistema de canais tais
como Micro-organismos, Restos necróticos,
Substratos orgânicos (Alimento / Cárie), material
obturador, Raspas de dentina. 
A desinfecção se dá pela ação química das
substancias químicas auxiliares à instrumentação.
A Modelagem representa a ampliação e
retificação do espaço do canal radicular sem
prejuízos à posição anatômica. 
Introdução TÉCNICA:
Anestesia, isolamento absoluto, acesso à câmara,
remoção polpa coronária com brocas ou curetas e
irrigação com substância química auxiliar.
Introdução instrumento fino calibre para inspeção
radicular e desinserção do tecido pulpar para
remoção, irrigação e medicação intracanal. 
Nos canais amplos removemos a polpa com
instrumento Hedstroen e nos canais atrésicos essa
remoção ocorrerá durante o processo de preparo
do canal. 
Considerações anatômicas, nos casos de
rizogênese incompleta devem ser valorizadas no
intuito de promover a apicigênese que consiste na
remoção da polpa coronária, denominada
Pulpotomia e manutenção da vitalidade da polpa
radicular permitindo ao tecido a conclusão da
formação da raiz dental. 
A ação do hipoclorito de sódio sobre os tecidos e
proteínas promovendo a desnaturação proteica,
transformando-os em aminoácidos solúveis
possibilitando sua degradação e eliminação. 
A Reparação ocorrerá por etapas didaticamente
divididas em: 
1ª Etapa – Formação do coágulo fibrinoso (ferida
cirúrgica),;
2ª Etapa – Reação inflamatória Exudativa/celular
com duração de cerca de 48 horas;
3ª Etapa – Reação inflamatória proliferativa –
tecido de granulação com duração de
aproximadamente 5 dias;
4ª Etapa – Fase de reparação Formação de tecido
fibroso pelos fibroblastos e conclusão pelos
cementoblastos formando tecido mineralizado
cementóide.
Nos casos de inflamação do Tecido pulpar
realizamos a Pulpectomia: Tratamento
Endodôntico nos casos de polpa viva (vital) por
indicação protética, polpa vital, porém patológica,
por indicação periodontal ou processo
degenerativo.
O termo pulpectomia representa a ação da
remoção do órgão pulpar bem como o tratamento
endodôntico completo em casos de polpa viva. As
indicações para a Pulpectomia incluem os
processos inflamatórios, degenerativos e
indicações periodontais, bem como indicações
protéticas onde o órgão pulpar apresenta-se vital,
porém para a confecção de um trabalho protético
há necessidade do tratamento.
Polpa está com vitalidade:
No exame objetivo há Presença de dor, com testes
térmicos positivos já as características
observadas em nível da câmara pulpar são o
sangramento tipo arterial com hemostasia e
textura de tecido normal. 
Pulpectomia
Já a Desobturação é o esvaziamento do canal
radicular em casos de Retratamento Endodôntico,
nos casos parcialmente obturados ou totalmente
obturados que não evoluíram para reparação.
ompreende o processo de reintervenção
endodôntica em um elemento dental que já
passou por um tratamento. Neste tipo de
esvaziamento ocorrerá a desobturação do espaço
do canal radicular possibilitando a ação das
substancias químicas e dos instrumentos
endodônticos na promoção da limpeza,
descontaminação e modelagem.
Penetração Desinfetante – Reparo ocorre da
periferia para o centro da lesão quando Células
do Ligamento periodontal guiam o processo por
sua capacidade reparadora, em seguida ocorre a
Formação da Matriz glicoproteica pela Ação de
osteoblastos quando o fosfato de cálcio precipita
a matriz glicoproteica e inicia a formação das
Ilhas cálcicas até a conclusão da formação de
tecido ósseo.
Nos casos de necrose pulpar optamos pela
Penetração Desinfetante: Tratamento
Endodôntico nos casos de polpa morta (necrose).
O termo Penetração Desinfetante representa a
ação de descontaminação prévia do terço cervical
e médio do canal radicular ou o tratamento
completo do canal radicular com tecido pulpar
necrosado.
Polpa necrosada:
Ao exame objetivo apresenta ausência de dor
com testes térmicos negativos, Cor Coroa dental
alterada já nas características observadas em
nível da câmara pulpar a região se apresentará
em Sangramento,Tecido necrosado enegrecido
ou ausente com odor fétido. 
Considerações anatômicas deverão ser
valorizadas nos casos de rizogenese incompleta
onde a promoção da apicificação que consiste na
descontaminação da câmara pulpar e canal
radicular próximo ao forame apical com
manutenção da assepsia permitindo ao tecido
periapical a formação de uma barreira cálcica no
ápice radicular que permitirá uma obturação
mais adequada do espaço endodôntico. 
TÉCNICA: 
Cirurgia de acesso, irrigar a câmara com
hipoclorito 2,5%, Odontometria provisória CRI,
preencher a câmara com Hipoclorito de sódio a
2,5% e Endo-PTC e com uso de limas tipo “K” de
fino calibre (10 ou 15), introduzindo a lima com
movimentos de cateterismo no canal até CRI,
Irrigar/Aspirar com hipoclorito a câmara e a
entrada dos canais. 
Ação do hipoclorito de sódio nos micro-
organismos promove a bacteriólise pela remoção
de agua dos mesmos, além da capacidade de
baixar a tensoatividade da região permitindo a
penetração em locais de difícil acesso, tolerado
pelos tecidos periapicais em concentrações
compatíveis, capacidade molhante, lubrificante,
desodorizadora e juntamente com o Endo-PTC
promove a liberação de oxigênio. 
Penetração desinfetante
Retratamento endodôntico
Retratamento Endodôntico
Retratamento endodôntico compreende o
processo de reintervenção endodôntica em um
elemento dental que já passou por um tratamento
endodôntico que não atingiu os objetivos
necessários ao sucesso. 
Como primeira ação neste processo é necessário
a identificação do que é sucesso endodôntico,
insucesso endodôntico e uma fase de transição
entre estas duas condições que caracterizaremos
aqui como fase de transição. 
Posteriormente iremos promover o esvaziamento
do canal radicular denominado desobturação,
nesta etapa o profissional irá promover uma
desobstrução do sistema de canais visando a
descontaminação e a correção de possíveis falhas
identificadas durante o diagnóstico, que levaram
ao insucesso do tratamento. 
Este processo que se dará pela técnica de
penetração desinfetante executamos a limpeza da
porção cervical para a apical do canal radicular
possibilitando a ação das substâncias químicas e
dos instrumentos endodônticos na promoção da
limpeza, descontaminação e 
repreparo do canal radicular para receber uma
nova obturação.
Introdução
Sucesso endodôntico
Sucesso endodôntico é caracterizado por
determinados sinais ou sintomas, ou melhor pela
ausência deles, como por exemplo ausência de
dor e tumefação, ausência de trajetos fistulosos,
integridade tecidos moles e de sustentação e
restabelecimento da função dental estética e
mastigatória.
O insucesso endodôntico é caracterizado pela
continuidade dos sintomas que provavelmente
levaram o paciente a procurar tratamento. Assim,
há persistência de dor e tumefação, trajetos
fistulosos ativos, perda de tecidos moles e duros
onde os tecidos de sustentação dental muitas
vezes estão ausentes, ligamento periodontal
espeçado ou ausente com o rompimento do osso
alveolar, lâmina dura. Radiograficamente
poderemos visualizar falhas na obturação do
canal com espaços radiolúcidos na massa
obturadora.
Insucesso endodôntico
No processo de planejamento e diagnóstico da
intervenção para desobturação do conduto
radicular é preciso avaliar determinadas
circunstâncias. 
A anatomia dental e radicular deverá ser
analisada e considerações a respeito de numero
de canais, giroverção dental e dilacerações
radiculares são importantes pois determinadas
situações podem inviabilizar o retratamento.
Considerações sobre a dificuldade na remoção da
obturação radicular existente, deverão passar
pela identificação radiográfica do material
obturador e do nível da obturação que
influenciará diretamente o processo de
desobstrução. 
A guta percha é o material de escolha para
obturação radicular, assim, focaremos na técnica
de desobturação e remoção deste material
obturador. 
Como é um material semissólido pode ser
removido por tração quando não compactado
corretamente, através de pinças ou limas, por
desgaste através de Brocas Gates-Glidden ou
Desobturação
A sequencia de tratamento seguirá os mesmos
preceitos que um tratamento inicial. Deverá
contemplar a Anamnese, exame físico clínico e
exames complementares principalmente o
radiográfico para determinação de diagnóstico,
planejamento da intervenção e estabelecimento
de um plano de tratamento eficaz. 
1ª Sessão:
Faremos o acesso à câmara pulpar e ao canal
radicular seguindo as mesmas orientações em um
tratamento inicial em relação a direção de
trepanação, ponto de eleição e forma da cavidade
de acesso para cada grupo dental. Em seguida
conduziremos o teste clinico do material
obturador através da sonda reta modificada e/ou
limas endodônticas e iniciaremos a desobturação
de acordo com a anatomia e densidade deste
material. A desobturação dos terços cervical e
médio com as brocas de Gates-Glidden deverão
seguir as mesmas orientações de cálculo de
comprimento quando no tratamento inicial,
porém, a sequencia de uso das limas deverá ser
invertida e começará da mais calibrosa no terço
cervical para a mais fina no final do terço médio
do canal, ou seja da numero 4 para a numero 1. Ao
atingir o CRI definido na odontometria inicial, pela
lima manual de fino calibre #15 será realizada a
radiografia de odontometria e determinação do
CRT (comprimento Real de Trabalho). O preparo
do terço apical com instrumentação manual ou
mecanizado com instrumentação rotatória com
substância química auxiliar ocorrerá após a
chegada de um instrumento manual no CRT
determinado pela odontometria. Em seguida ao
preparo e irrigação final com Edta-T faremos uso
de medicação intra canal com hidróxido de cálcio
e propileno glicol seguindo e respeitando os
mesmos preceitos de tempo de permanência da
MIC em um tratamento inicial. É conveniente
realizar uma radiografia para verificar a ausência
de material obturador e o preenchimento do
canal pela medicação intra canal.
Sequência de tratamentoCpDrill e limas, quando bem compactado muitas
vezes a solubilização através de solventes
específicos como óleo de extrato de laranjeira e
eucaliptol serão necessários visando o
amolecimento desta massa.
A desobturação deve levar em consideração a
densidade do material obturador e a anatomia
radicular. Antes do início da remoção e logo após
o acesso ao canal radicular o teste de densidade é
necessário pois determinará a maneira como a
remoção ocorrerá. Se a densidade do material for
mole suficiente para que a lima 15 de fino calibre
penetre em sua massa conduziremos a remoção
com substâncias químicas auxiliares à
instrumentação e limas endodônticas. Caso a
densidade seja dura iniciaremos a desobturação
nos casos de raízes retas com brocas Gates-
Glidden nos terços cervical e médio, e nos canais
curvos usaremos estas brocas no terço cervical
ou até o início da curvatura. Para a desobturação
do terço apical deveremos usar limas e solventes
caso necessário nos canais retos e nos casos de
raízes curvas o uso do solvente é obrigatório
nestes segmentos curvos. A avaliação da
extensão radicular da obturação influenciará no
método de remoção e nos materiais usados
permitindo a prevenção de riscos inesperados no
procedimento. Obturações aquém do ápice
(Curta) podem representar o risco de
calcificações ao longo do comprimento do
conduto, obturações ao nível do forame apical
necessitarão de tração sem dissolução pelo risco
de extrusão apical assim como a obturação além
ápice, nos casos de sobre obturação que deverão
ser tracionadas sem dissolução pelo risco de
manutenção apical da porção de obturação que já
se encontra na região periapical.
O esvaziamento do canal nos casos de
retratamento é a desobturação realizada pela
técnica de penetração desinfetante em que o
profissional promoverá uma desobturação
seguida de limpeza e descontaminação
progressiva do canal radicular desde a porçãocervical até a porção apical.
2ª Sessão:
A 2ª sessão de tratamento será conduzida a
obturação do canal seguindo todos os preceitos
referentes a esta fase do tratamento endodôntico,
seguido de selamento da cavidade de acesso, seja
ela, provisória ou definitiva com material
restaurador. Importante, assim como no primeiro
tratamento, seja feito um acompanhamento a
longo prazo, uma proservação, para
comprovação e acompanhamento do sucesso do
retratamento. No retratamento os princípios
básicos da endodontia em que se deve respeitar a
integridade radicular, manutenção da morfologia
do canal e da raiz dental, integridade dos tecidos
periapicais e a qualidade de selamento coronário
deverá ser priorizado, assim como no tratamento
inicial.
Pulpopatias
Pulpopatias é o nome dado às alterações pulpares
que podem ser gerados por agentes químicos,
físicos ou microbianos, frente a agressão, a polpa
se defende através da inflamação, que pode
variar de intensidade. A inflamação pode ser
aguda ou crônica e depende de uma série de
fatores e caso o agente agressor não seja
removido, o tecido poderá sofrer uma necrose,
podendo haver uma migração de bactérias para a
porção mais apical do canal. 
Introdução
A polpa dental é constituída por tecido conjuntivo
frouxo, composto por células, matriz, vasos e
nervos. O odontoblasto pertence ao complexo
dentinopulpar, localizado entre a dentina e a
polpa, possui prolongamentos que vão em direção
a dentina, sendo responsável pela formação da
dentina no processo de dentinogenese e na
produção de dentina secundaria e terciaria. A
vascularização da polpa é fornecida por vasos
sanguíneos que adentram o dente através do
forame apical e foraminas, se estendendo e
ramificando em sentido coronário. Tais vasos tem
origem da artéria infraorbital, da artéria alveolar
pósterosuperior e artéria alveolar inferior. A
polpa é um tecido excessivamente inervado,
podendo chegar, aproximadamente, 1500 feixes
de nervos por dente. Os nervos pulpares
normalmente seguem os vasos sanguíneos, que se
estendem em sentido a coroa. A inervação
sensorial da polpa e dos tecidos peri-radiculares é
originada dos nervos maxilar e mandibular,
segmentos do nervo trigêmeo. 
A polpa saudável se caracteriza pela não
presença de sintomas, respondendo normalmente
aos testes de vitalidade.
Polpa 
Uma polpa saudável resulta em uma resposta
leve ou transitória ao teste térmico frio. Dessa
forma, se a polpa é estimulada, a resposta a dor
durará não mais que um a dois segundos após a
remoção do estímulo. Para considerar uma polpa
saudável, deve-se considerar algumas
características, como a intensidade e o tempo de
resposta ao teste térmico (quente e frio), o tempo
de recuperação após cessar o estímulo, com
relação ao teste de percussão, não deve
apresentar dor ou desconforto, e, caso persista
duvidas, utilizar o exame de imagem (raios X)
para sana-las. 
É caracterizada por suas funções formativa, onde
há a formação de dentina através de estímulos
como alimentos quentes, mastigação; nutritiva,
promovendo nutrientes e liquido tecidual para a
formação das estruturas dentais; sensorial,
respondendo agressões por meio da dor,
funcionando como um sistema de alarme devido
à grande inervação sensorial de seu tecido,
evidenciando situações fora do padrão, e a função
defensiva, a polpa é quem estimula a produção da
dentina terciária defendendo o dente de ações
microbianas, também dentes sadios com alta
vascularização são mais resistentes as infecções
bacterianas e são menos propensos a desenvolver
lesões periradiculares.
Fatores microbianos: mais conhecido é a cárie,
começa com a contaminação no esmalte e
dentina e prolonga-se até a polpa e perapice. 
Fatores físicos: alterações térmicas, causado
principalmente pela falta de irrigação no preparo
cavitário. 
Fatores químicos: sistema adesivo e ácido
fosfórico usados de forma incorreta.
Condições patológicas
PROCESSO INFLAMATORIO AGUDO
A pulpite aguda é uma condição de inflamação na
polpa dental, muito dolorosa caracterizada por
dor espontânea, violenta e lascinante, que pode
ser exacerbada quando o paciente se deita e pelo
calor, é contínua sem ser constante e aparecem
em crises relativamente prolongadas. É um dos
principais motivos de procura para tratamentos
de emergência. 
Muitas vezes observa-se sensibilidade da região
periapical à percussão vertical. Dores
provenientes dos caninos e incisivos superiores
projetam-se para a zona infraorbitária e a dos
pré-molares e molares superiores irradiam-se,
respectivamente para o sinus e para a região
temporo-occipital. 
Como queixa principal tem-se dor espontânea
(leva a intensa), proveniente de origem
inflamatória. 
Diagnóstico 
Realizar teste de sensibilidade pulpar por
exemplo, em complemento com o exame
radiográfico. 
Tratamento 
Uma vez estabelecido o diagnóstico de pulpite
aguda é recomendado pulpectomia com anestesia
local. O prognóstico é favorável ao dente, porém
desfavorável à polpa.
Pulpite aguda
PROCESSO INFLAMATORIO AGUDO
É uma ligeira inflamação da polpa na tentativa de
se defender contra os agentes agressores, na
hiperemia tem a fase de inflamação fazendo com
que a polpa fique com uma excessiva quantidade
de sangue. 
Quando descoberta no início, remove o agente
agressor, que ocasionou o problema, pois com o
agente agressor isso pode continuar aumentando,
causando uma inflamação maior, podendo causar
uma reação de dor intensa até a moderada e
severa. 
Características histopatológicas
Em resposta a algumas lesões de cárie profunda,
sem exposição pulpar, os vasos sanguíneos da
polpa se dilatam, quando isso ocorre chamamos
de hiperemia. 
Quando localizada em alguma área da polpa pode
ser acompanhada de inflamação leve a moderada
de celular inflamatórias. 
Geralmente é reversível e assintomática, mas em
alguns casos ou situações o paciente pode sentir
dor aguda, rápida e localizada após alguns
estímulos, como teste térmico ao frio e quente. A
dor ao frio é a mais comum. 
A vasodilatação prolongada pode resultar em
extravasamento de fluidos para o compartimento
extravascular. 
A formação de edemas nessa fase é discreta já
que está na fase inicial do problema. 
Diagnóstico 
Exames visuais e radiográficos onde podemos
observar lesões de cárie e cáries extensas e
restaurações mal feitas e testes térmicos. 
Calor - guta percha aquecida ou fricção de taça
de borracha sobre a face vestibular do dente. 
Frio - bastões de gelo ou spray refrigerante
Tratamento Pulpectomia (polpa viva), remoção
das restaurações ou a cárie, aplicar o
medicamento que contém analgésico e anti-
inflamatório no local que foi removido a
restauração ou cárie, e após 7 dias o paciente
deve retornar ao consultório.
Hiperemia pulpar
PROCESSO INFLAMATORIO CRÔNICO
A inflamação crônica com a presença do pólipo
pulpar é conhecida como pulpite hiperplásica. 
É a proliferação de um tecido granuloso, com a
adsorção de células descamadas da mucosa oral,
ele se torna epiteliado, reduzindo a sensibilidade
local. 
Ademais, sinais e sintomas caracterizam-se da
seguinte forma: 
A dor é de baixa intensidade, é provocada ao
toque, possui curta duração, intermitente e
localizada. 
Pulpite crônica hiperplásica
Diagnóstico 
No teste de palpação, não há alteração; no teste
de percussão vertical, temos alteração; no teste de
percussão horizontal, não há alteração; no teste
térmico frio, pequena alteração; no teste térmico
quente, não há alteração; e por fim, no exame
radiográfico haverá perda parcial da coroa na
região do pólipo. 
Tratamento
Avaliar a formação radicular O uso de
analgésicos e anti-inflatórios promovem alívio do
desconforto.
PROCESSO INFLAMATORIO CRÔNICO
A pulpite crônica ulcerativa pode ser resultante
de uma hiperemia não tratada, apresenta como
característica a superfície da polpa se
transformando em uma úlcera devido à
exposição pulpar ao meio bucal acrescentado da
ação de