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Contabilidade Geral
ALEXANDRA NICK MASCARENHAS
1ª Edição
Brasília/DF - 2022
Autores
Alexandra Nick Mascarenhas
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e 
Editoração
Sumário
Organização do Livro Didático....................................................................................................................................... 4
Introdução ............................................................................................................................................................................. 6
Capítulo 1
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS ............................................................................................................. 9
Capítulo 2
REGIME DE COMPETÊNCIA .....................................................................................................................................33
Capítulo 3
CONTROLE DO ESTOQUE INVENTÁRIO PERÍODICO ......................................................................................39
Capítulo 4
IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA .......................................................46
Capítulo 5
OPERAÇÕES FINANCEIRAS ......................................................................................................................................52
Capítulo 6
FOLHA DE PAGAMENTO ...........................................................................................................................................62
REFERÊNCIAS .....................................................................................................................................................................72
4
Organização do Livro Didático
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em capítulos, de forma didática, objetiva e 
coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, entre outros 
recursos editoriais que visam tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, 
fontes de consulta para aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização do Livro Didático.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
Cuidado
Importante para diferenciar ideias e/ou conceitos, assim como ressaltar para o 
aluno noções que usualmente são objeto de dúvida ou entendimento equivocado.
Importante
Indicado para ressaltar trechos importantes do texto.
Observe a Lei
Conjunto de normas que dispõem sobre determinada matéria, ou seja, ela é origem, 
a fonte primária sobre um determinado assunto.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa 
e reflita sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. 
É importante que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus 
sentimentos. As reflexões são o ponto de partida para a construção de suas 
conclusões.
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ORGANIzAÇãO DO LIVRO DIDÁTICO
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Posicionamento do autor
Importante para diferenciar ideias e/ou conceitos, assim como ressaltar para o 
aluno noções que usualmente são objeto de dúvida ou entendimento equivocado.
6
Introdução
Olá pessoal! Meu nome é Alexandra Nick Mascarenhas, sou professora conteudista da disciplina 
contabilidade geral. Sejam bem-vindos a mais uma disciplina do nosso curso de ciência contábeis. 
Estaremos juntos durante todo esse estudo e vamos aprofundar um pouco mais o estudo dessa 
ciência chamada contabildade.
Tenho experiência em docência superior nos cursos de ciências contábeis e administração há 
doze anos, profissional no mercado há vinte e cinco anos, graduada em ciências contábeis e 
pós-graduada em controladoria e finanças corporativas.
Venho apresentar o contéudo dessa disciplina dando continuidade aos conceitos abordados 
até o momento. No decorrer do nosso estudo, veremos a importância do perfeito entendimento 
do mecanismo do débito e do crédito para que consigamos registrar o fato contábil e entender 
como as informações chegam até as demonstrações contábeis, que representam o produto final 
da contabilidiade, obedecendo às normas brasileiras às quais devemos nos reportar.
Continuando nosso estudo, apresentaremos o regime de competência e o regime de caixa, 
aprendendo a diferença entre os dois e a importância de conseguir entender a ocorrências dos 
fatos geradores da receita e da despesa.
Em seguida, vamos estudar uma outra forma de controle dos estoques de mercadorias, o chamado 
controle periódico de estoques, utilizando a fórmula para cálculo do Custo das Mercadorias 
Vendidas e contabilizando em partidas de diário e em razontes, chamados de “conta T” que é a 
representação gráfica do lançamento contábil, facilitando a compreensão da variação do saldo 
da da cada conta. Iremos também fazer o cálculo do resultado com mercadorias utilizando o 
custo de mercadorias apurado nesse controle. 
Dando continuidade ao nosso estudo, vamos entender como são contabilizados os impostos 
incidentes sobre compra e venda, qual o impacto desses impostos nos estoques. Abordaremos 
nesta disciplina o ICMS, PIS e COFINS pelo método cumulativo e não cumulativo, e os fatores 
que alteram as operações de compra e de vendas de mercadorias.
Indo para o final da disciplina, temos as operações financeiras e sua contabilização, como também 
a abordagem da folha de pagamento, provisão de férias e provisão para o 13o Salário. 
BONS ESTUDOS!
7
INTRODUÇãO
Objetivos
 » Realizar os registros contábeis obedecendo ao mecanismo do débito e crédito.
 » Entender e aplicar o conceito da ocorrência do FATO GERADOR para o regime de 
competência e identificar a diferença entre este e o regime de caixa.
 » Controlar, mensurar e contabilizar o custo das mercadorias vendidas e o resultado com 
mercadorias pelo controle de período de estoques.
 » Contabilizar os impostos e fatores incidentes sobre compras e vendas de mercadorias.
 » Contabilizar operações financeiras respeitando a ocorrência do fato gerador das receitas 
e despesas financeiras.
 » Calcular e contabilizar os eventos da folha de pagamento, como também as provisões 
de férias e 13o Salário.
8
9
Introdução ao capítulo
Neste primeiro capítulo, faz-se necessário apreender a contabilizar, pois, para que as informações 
cheguem de forma correta e clara às demonstrações contábeis, precisamos saber primeiro como 
essa informação deve ser contabilizada, utilizando o método das partidas dobradas, respeitando 
a natureza das contas e sua classificação
Objetivos do capítulo
 » Entender a evolução patrimonial por meio de balanços sucessivos.
 » Entender a importância do mecanismo: débito e crédito.
 » Conhecer o passo a passo para fazer os registros contábeis.
 » Contabilizar em razonetes as operações contábeis.
1
CAPÍTULO
MECANISMO DAS PARTIDAS 
DOBRADAS
10
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
CONCEITO DE CONTABILIDADE
“Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de 
controle, de registros relativos à administração econômica.”
(I Congresso de Contabilistas 1924, Conceito Oficial)
CAMPO DE APLICAÇãO
A contabilidade aplica-se a qualquer entidade que tenha um patrimônio que possa ser expresso 
em termos monetários, seja público ou particular, com fins lucrativos ou não.as aplicações financeiras de renda fixa são remuneradas pelos juros (pré ou pós-fixados), 
a remuneração das aplicações em fundos de investimento em ações decorre da performance 
alcançada pelas ações integrantes do fundo, podendo, inclusive, ser negativa, ou seja, trata-se 
de uma aplicação de risco.
Essas aplicações financeiras são classificadas:
a. no ativo circulante, caso sejam resgatáveis a qualquer momento, sem vinculação a 
prazo predeterminado ou, se resgatáveis em prazo determinado, caso este ocorra até o 
término do exercício social seguinte; ou
b. no ativo não circulante (no subgrupo do ativo realizável a longo prazo), caso sejam 
resgatáveis em prazo determinado, caso este ocorra após o término do exercício social 
seguinte.
Exemplo:
Consideremos que determinada empresa tenha efetuado uma aplicação financeira em fundo de 
investimento em ações no valor de R$ 500.000,00 e que, por ocasião do resgate, tenha auferido 
um ganho de R$ 17.500,00.
Nesse caso, teríamos os seguintes lançamentos:
56
CAPÍTULO 5 • OPERAÇÕES FINANCEIRAS
1. Pela aplicação no fundo:
 Aplicações financeiras em fundos de investimento em ações (AC ou ANC)
 a Bancos conta movimento (AC).......................500.000,00
2. Pelo resgate da aplicação no fundo:
Diversos
a Diversos
Bancos conta movimento (AC).........................514.875,00
IR fonte a recuperar (AC)*.............................. 2.625,00
a Aplic. financeiras em fundos de investimento em ações (AC)........500.000,00
a Rendimentos de aplicações financeiras em FIA. (CR)..................... 17.500,00
(*) R$ 17.500,00 x 15% (alíquota aplicável aos rendimentos decorrentes de aplicações em fundos 
de investimento em ações – Lei nº 11.033/2004, art. 1º, § 3º, inciso I).
EMPRÉSTIMOS
Empréstimo é o ato de confiar a alguém, durante tempo determinado, certa quantia em dinheiro, 
que será restituída posteriormente ao dono, com ou sem acréscimo de juros e correção monetária.
Esse empréstimo, geralmente é realizado em instituições financeiras, podendo variar quanto à 
forma e ao prazo de pagamento e em relação aos cálculos de correção monetária prefixada ou 
pós-fixada etc.
Empréstimo com correção monetária prefixada 
Exemplo:
A empresa Blue Life Ltda efetuou empréstimo no valor de $ 6.000 no Banco Delta S/A, em 25 de 
maio, para vencimento em 23/06. O banco cobrou $ 940 de correção monetária e $ 60 de juros, 
liberando para a empresa a importância de $ 5.000. A empresa emitiu uma nota promissória no 
valor total da dívida.
Contabilização
No dia do empréstimo:
Diversos
a Empréstimos
Banco conta movimento..........................................................5.000
Variações monetárias passivas a vencer................................ 940
57
OPERAÇÕES FINANCEIRAS • CAPÍTULO 5
Juros passivos a vencer.......................................................... 60 ............ 6.000
No dia do pagamento:
Empréstimo
a Banco....................................................................................6.000
Variações monetárias passivas
a Variações monetárias passivas a vencer.............................. 940
Juros passivos
a Juros passivos a vencer........................................................ 60
Empréstimo com correção monetária pós-fixada: 
Exemplo:
Uma determinada empresa efetuou empréstimo no Banco Beta S/A no valor de $ 50.000 em 1º 
de setembro, para pagamento no dia 10 de novembro, com correção monetária pós-fixada mais 
juros de 12% a.a., também calculados no vencimento sobre o valor do empréstimo, atualizado 
pela taxa do dia.
Contabilização
No dia do empréstimo:
Banco conta movimento
a Empréstimos................................................................50.000
No dia do pagamento:
Em 10 de novembro, data do vencimento do empréstimo, o banco cobrou $ 10.000 referentes à 
correção monetária do período mais $ 800 de juros. Assim, a empresa liquida a dívida no valor 
de $ 60.800.
Diversos
a Empréstimos
Variações monetárias passivas.......................................10.000
Juros passivos......................................................................800 10.800
Empréstimo
a Banco conta movimento...............................................60.800
Empréstimos ou financiamentos em moeda estrangeira: 
58
CAPÍTULO 5 • OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Neste caso, a contabilização é semelhante ao caso dos empréstimos com correção pós-fixada, 
pois havendo perda cambial, tal perda será registrada na conta variações monetárias passivas, 
e os juros serão calculados sobre o saldo devedor, ao final de cada mês, e registrados na conta 
juros passivos.
DESCONTO DE DUPLICATAS
É uma operação financeira de curto prazo, na qual a empresa obtém recursos nos bancos. Para 
realizar essa operação, é preciso ter feito vendas a prazo, obtendo as duplicatas de venda mercantil. 
A instituição financeira aplica uma taxa de desconto sobre o valor nominal do título, cobrando, 
também, tarifas e IOF, creditando à empresa tomadora o valor líquido (valor nominal dos títulos 
menos os encargos financeiros).
A empresa que desconta duplicatas é responsável pelo seu pagamento ao banco, portanto, se a 
duplicata for liquidada em dia, o banco fica com o valor pago pelo sacado. Caso o pagamento 
não ocorra no vencimento, dois ou três dias depois, o banco debita o valor da duplicata na conta 
da empresa que fez o desconto.
Quando uma empresa desconta duplicatas de sua emissão nos bancos, deve contabilizar o seu 
valor em conta específica (duplicatas descontadas), retificadora do saldo da conta de duplicatas 
a receber no ativo circulante.
Os valores cobrados pelo banco representam despesas antecipadas, que devem ser registradas 
em conta própria, também no ativo circulante, e apropriadas em contas de resultado à medida 
que forem sendo incorridos, conforme o regime de competência.
A legislação do imposto de renda impõe que as despesas financeiras, decorrentes de títulos cujo 
vencimento ultrapasse a data de encerramento do exercício, devem ser apropriadas pro rata 
tempore, nos períodos-base a que competem (art. 374, inciso I, do RIR/99).
Contabilização
Suponha que o gestor de uma empresa esteja com uma carteira de duplicatas no valor de R$ 
50.000 emitida contra seus clientes e com vencimento em 45 dias. Fazendo uma análise de sua 
projeção de caixa, verifica que terá necessidade de recursos durante o próximo mês. Sua projeção 
também indica que será uma necessidade passageira devido a um declínio sazonal das vendas.
Assim o gestor resolve descontar essas duplicatas em um banco, no dia 1o de dezembro de 2017, 
a uma taxa de juros de 3% ao mês e o banco aplica o desconto sobre as duplicatas.
D = VF x i x n
D = 50.000 x 0,03 x 45 
 30
59
OPERAÇÕES FINANCEIRAS • CAPÍTULO 5
D = 50.000 x 0,03 x 1,5
D = 2.250
VP = VF – D 
VP = 50.000 – 2.250
VP = 47.750
Onde:
D = desconto
VF = valor nominal da duplicata
i = taxa de desconto
n = prazo da duplicata
VP = valor presente (líquido creditado para a empresa) 
Na data do desconto do título (01/12/2017) 
Bancos c/ movimento 
a Duplicatas descontadas .....................R$ 47.750,00 
Histórico: desconto de duplicatas conforme doc. anexo. 
Gastos financeiros a apropriar 
a Duplicatas descontadas...................... R$ 2.250,00
Histórico: juros incidentes sobre desconto de duplicatas. 
No dia 31 de dezembro, para apurar o resultado, parte dos encargos será lançada como despesa 
do exercício de 2017: 
Despesas financeiras 
a Gastos financeiros a apropriar......... R$ 1.500,00
Histórico: apropriação de encargos financeiros referentes ao exercício. 
No dia 15 de janeiro, pela liquidação do título: 
Duplicatas descontadas 
a Duplicatas a receber .........................R$ 50.000,00
Histórico: pela liquidação das duplicatas no ........ 
Despesas financeiras 
a Gastos financeiros a apropriar............. R$ 750,00 
Histórico: juros e IOF sobre desconto de duplicatas referente a Jan/2018. 
60
CAPÍTULO5 • OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Caso os clientes não efetuem os pagamentos no vencimento, o banco debitará a conta da empresa 
e o lançamento em sua contabilidade 
Duplicatas descontadas 
a Banco c/ movimento..............................$ 50.000,00
CONTABILIzAÇãO DE OUTROS EVENTOS COM JUROS 
E DESCONTOS
 » Recebimento de duplicatas com juros.
 Caixa 
 a Diversos 
 a Duplicatas a receber..................... XXX 
 a Receita de juros............................ XXX....................XXX
 Sendo: 
 D – caixa
 C – duplicatas a receber
 C – receitas de juros 
 » Pagamento de uma duplicata com juros:
 Diversos
 a Caixa ........................................XXX 
 Duplicatas a pagar ..................................... XXX 
 Despesa c/ juros ...................................... XXX
 » Pagamento de uma duplicata com desconto:
 Duplicatas a pagar 
 a Diversos 
 a Descontos obtidos......................XXX
 a Caixa .......................................XXX ......................XXX 
 » Recebimento de duplicatas com desconto:
 Diversos 
 a Duplicatas a receber............................XXX
 Caixa .......................................................................XXX 
 Descontos concedidos .........................................XXX
Relembrando...
61
OPERAÇÕES FINANCEIRAS • CAPÍTULO 5
Obs: 
1. Nas partidas de diário, as contas creditadas são precedidas da vogal “a” minúscula.
2. O termo diversos é utilizado quando o lançamento a débito ou a crédito possuir mais 
de uma conta.
Sintetizando
Vimos até aqui: 
 » A contabilização das operações financeiras mais comuns.
 » O reconhecimento das receitas e despesas financeiras.
62
Introdução ao capítulo
Neste último capítulo, trataremos do assunto folha de pagamento, em que faremos a 
contabilização dos principais tópicos desta, como também as provisões para férias, 13º 
salário e encargos sociais incidentes.
Objetivos do capítulo
 » Calcular e contabilizar os principais tópicos da folha de pagamento.
 » Calcular e contabilizar a provisão para férias e encargos sociais.
 » Calcular e contabilizar a provisão para 13º salário e encargos sociais.
A folha de pagamento de salários é o documento no qual são relacionados os nomes dos 
empregados com cargo, função ou serviço prestado, o valor bruto dos salários, os descontos e 
o valor das cotas referentes ao salário família, resultando no valor líquido que cada funcionário 
tem a receber.
Sua emissão é obrigatória para efeito de fiscalização trabalhista e previdenciária.
Principais ocorrências da folha de pagamento 
Figura 2. Rendimentos e descontos na folha de pagamento.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/business-people-comparing-investments-returns-on-1567621111.
6CAPÍTULO
FOLHA DE PAGAMENTO
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/business-people-comparing-investments-returns-on-1567621111
63
FOLHA DE PAGAMENTO • CAPÍTULO 6
 » Rendimentos: os rendimentos mensais de um trabalhador podem ser compostos de 
salário fixo, comissões, horas extras, trabalho noturno, adicional de insalubridade, 
adicional de periculosidade, entre outros. Os empregados têm direito, ainda, a receber 
férias e 13º salário.
 » Descontos: são aqueles procedidos antes de se determinar o valor bruto do salário do 
empregado, como as faltas e atrasos, por exemplo. Os valores descontados dos salários 
dos empregados, os quais a empresa fica obrigada a repassar para outras entidades, são 
chamados de retenções.
Figura 3. Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.
Fonte: https://www.gov.br/inss/pt-br/media/logo-inss-30.svg/view.
 › Contribuições de previdência: em obediência à legislação trabalhista e previdenciária 
atual, o trabalhador assalariado, regido pela CLT, está obrigado a contribuir com a 
previdência social. Essa contribuição varia de acordo com a faixa salarial de cada 
empregado, sendo calculada mediante uma alíquota sobre o salário de contribuição.
Figura 4. Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.
Fonte: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2021/fevereiro/consulta-ao-lote-residual-de-restituicao-
do-irpf-de-fev-2021-sera-aberta-nesta-terca-feira-23-02.
 › Imposto de renda: o imposto de renda, regulado e controlado pela Receita Federal 
do Brasil – RFB, a ser descontado na fonte sobre os rendimentos do trabalhador 
assalariado, deve ser calculado com base na atual tabela em vigor. 
 › Adiantamentos de salários: as empresas geralmente concedem, uma vez por mês, 
aos seus empregados um adiantamento de salário, quando isso ocorre, na própria 
folha de pagamento constará o valor do adiantamento como dedução dos salários 
dos empregados.
https://www.gov.br/inss/pt-br/media/logo-inss-30.svg/view
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2021/fevereiro/consulta-ao-lote-residual-de-restituicao-do-irpf-de-fev-2021-sera-aberta-nesta-terca-feira-23-02
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2021/fevereiro/consulta-ao-lote-residual-de-restituicao-do-irpf-de-fev-2021-sera-aberta-nesta-terca-feira-23-02
64
CAPÍTULO 6 • FOLHA DE PAGAMENTO
Figura 5. Vale-transporte.
Fonte: https://beneficiofacil.com.br/beneficios/vale-transporte/.
 › Vale-transporte: de acordo com a Lei n. 7.418/1985, o empregador é obrigado a fornecer 
o vale-transporte, que será utilizado pelo empregado efetivamente em despesas de 
deslocamento de sua residência até o local de trabalho, e vice-versa. Uma parte do 
vale-transporte fica por conta do empregado (6% do salário básico) e, o restante, por 
conta da empresa.
Figura 6. Salário-família.
Fonte: https://tabeladoinss2021.com.br/salario-familia-2021/.
 › Salário-família: o salário-família é um auxílio da previdência social aos trabalhadores 
de baixa renda que possuem filhos com até 14 anos de idade, ou inválidos/ portadores 
de deficiência. 
Figura 7. Encargos sociais patronais.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/public-finance-illustration-set-characters-receiving-2120038184.
 » Encargos Sociais: além das despesas com folha de pagamento, a empresa tem ainda 
outros encargos, como contribuição de previdência, FGTS, férias e 13º salário. Este 
montante equivale ao valor desembolsado pelo empregador como despesas de pessoal, 
mas que não vai para o empregado.
https://beneficiofacil.com.br/beneficios/vale-transporte/
https://tabeladoinss2021.com.br/salario-familia-2021/
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/public-finance-illustration-set-characters-receiving-2120038184
65
FOLHA DE PAGAMENTO • CAPÍTULO 6
 › Contribuição previdenciária (parte patronal): essa contribuição é devida pelas 
empresas com base no valor bruto da folha de pagamento e se destina à própria 
Previdência e a outras entidades (terceiros): 20% sobre o total das remunerações 
pagas ou devidas no decorrer do mês aos segurados empregados; 1%, 2% ou 3% 
do total das remunerações pagas ou devidas no decorrer do mês aos segurados 
empregados para o financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios 
concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrente 
de riscos ambientais do trabalho.
 › Contribuições para terceiros (Sistema S): A contribuição é recolhida pela Previdência 
Social sobre o montante da folha de pagamento, no intuito de financiar atividades 
de aperfeiçoamento profissional e melhoria do bem-estar social dos empregados, 
fortalecendo os pilares de educação, saúde e lazer, respectivamente. Os percentuais 
variam de 0,2% a 2,5% (conforme o tipo do contribuinte). 
Hoje, o sistema é composto por nove entidades, quais sejam: 
 » Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). 
 » Serviço Social do Comércio (SESC). 
 » Serviço Social da Indústria (SESI). 
 » Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (SENAC). 
 » Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). 
 » ServiçoNacional de Aprendizagem Rural (SENAR). 
 » Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP). 
 » Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT).
 » Serviço Social de Transporte (SEST). 
Figura 8. Sistema S.
Fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/44457/sistema-s-entenda-o-que-e-e-quem-deve-contribuir/.
https://www.contabeis.com.br/noticias/44457/sistema-s-entenda-o-que-e-e-quem-deve-contribuir/
66
CAPÍTULO 6 • FOLHA DE PAGAMENTO
 › Fundo de garantia de tempo de serviço (FGTS): o fundo de garantia de tempo de 
serviço é mais um encargo que a empresa tem em relação ao valor bruto da folha de 
pagamento, incidindo sobre esta 8%. 
Mensalmente e sempre nos primeiros dias do mês subsequente ao mês trabalhado pelos 
empregados, a empresa deposita em conta corrente bancária, vinculada à CEF – Caixa Econômica 
Federal, a importância de cada trabalhador.
 » Salário Educação: previsto no art. 212, da CF de 1988, tem por objetivo o financiamento 
de programas, projetos e ações voltados para a educação pública básica, a qual 
compreende o ensino fundamental. A alíquota definida está em 2,5% sobre o valor 
total do salário de contribuição parte empresa (FNDE, 2017).
 » Risco Ambiental do Trabalho (RAT): antes denominado de SAT - Seguro de 
Acidente de Trabalho, é uma contribuição obrigatória, conforme previsão legal, 
que incide sobre a folha de pagamento e destina-se à cobertura de lesões por 
acidente de trabalho. A alíquota aplicada pode variar de 1%, 2% a 3% (leve, médio 
e grave), dependendo do nível de risco que a atividade da empresa apresente, 
e será multiplicada pelo FAP - Fator Acidentário de Prevenção, que varia de 0,5 
a 2 pontos, criado em 2010, como forma de incentivo às empresas na melhoria 
das condições de trabalho e de saúde do trabalhador, e pode ser consultado em: 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/
saude-e-seguranca-do-trabalhador/fap/fator-acidentario-de-prevencao-fap.
Observe a Lei
A classificação do FAP está diretamente relacionada à atividade preponderante da empresa (CNAE 2.0), presente no anexo V 
do Decreto 6.957/2009, vide http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6957.htm.
O cálculo ocorre por: RAT x FAP, onde as empresas pagam conforme o volume de acidentes ou 
doenças ocupacionais no ano, com isso tem-se que:
 » Alto número de acidentes ou doenças ocupacionais >>> pagam mais. 
 » Baixo número de acidentes ou doenças ocupacionais >>> pagam menos.
Exemplo: Se a empresa não registrar nenhum caso de acidente de trabalho, pagará a metade da 
alíquota do RAT, pois o FAP será de 0,5 (metade). 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/saude-e-seguranca-do-trabalhador/fap/fator-acidentario-de-prevencao-fap
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/saude-e-seguranca-do-trabalhador/fap/fator-acidentario-de-prevencao-fap
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6957.htm
67
FOLHA DE PAGAMENTO • CAPÍTULO 6
CONTABILIzAÇãO DA FOLHA DE PAGAMENTO
A contabilização da folha de pagamento não é uma atividade complexa, vamos acompanhar 
com um exemplo.
Dadas as informações sobre as remunerações dos funcionários descritas abaixo, acompanhe os 
cálculos e contabilizações que representarão a folha de pagamento gerada pela empresa:
 » Funcionária: Maria – Salário: R$ 1.500,00
 » Funcionário: João – Salário: R$ 4.500,00
Obs.: Como forma de simplificação, ambos não possuem dependentes.
CÁLCULOS DA FOLHA DE PAGAMENTO DE ACORDO COM AS 
TABELAS ATUAIS VIGENTES
As tabelas atualizadas deverão ser sempre consultadas nos sites dos órgãos responsáveis pelas 
respectivas emissões, e estão disponíveis em:
 » Instituto Nacional do Seguro Social – INSS: https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-
mais/seus-direitos-e-deveres/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/tabela-de-
contribuicao-mensal.
 » Imposto de Renda Pessoa Física: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/
orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#calculo_mensal_
IRPF.
Tabela 4. Cálculo do INSS.
MARIA Salário bruto x alíquota progressiva: 7,5% de R$ 1.212,00 = R$ 90,90; 9% de R$ 287,99 (R$ 1.500,00 – R$ 
1.212,01) = R$ 25,92
Total de R$ 90,90 + R$ 25,92 = 116,82
JOÃO Salário bruto x alíquota progressiva: 7,5% de R$ 1.212,00 = R$ 90,90; 9% de R$ 1.215,34 (R$ 2.427,35 – 
R$ 1.212,01) = R$ 109,38; 12% sobre R$ 1.213,67 (R$ 3.641,03 – 2.427,36) = R$ 145,64; 14% sobre R$ 
858,99 (R$ 4.500,00 – 1.212,00 –1.215,34 – 1.213,67) = R$ 120,26
Total de R$ 90,90 + 109,38 + 145,64 + 120,26 = 466,18
Fonte: elaborado pela autora.
Tabela 5. Cálculo do IRRF.
MARIA Isenta de acordo com a tabela
JOÃO Salário bruto – INSS = base de cálculo
R$ 4.500 – 466,18 = R$ 4.033,82
Base de cálculo x alíquota pertinente – parcela a deduzir: 
R$ 4.033,82 X 22,5% = $ 907,61 – 636,13= $ 271,48
Fonte: elaborado pela autora.
https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-mais/seus-direitos-e-deveres/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/tabela-de-contribuicao-mensal
https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-mais/seus-direitos-e-deveres/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/tabela-de-contribuicao-mensal
https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-mais/seus-direitos-e-deveres/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/tabela-de-contribuicao-mensal
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#calculo_mensal_IRPF
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#calculo_mensal_IRPF
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#calculo_mensal_IRPF
68
CAPÍTULO 6 • FOLHA DE PAGAMENTO
Após os cálculos e identificação das parcelas referentes ao INSS e Retenção de IR, além de 
considerar a existência de um adiantamento de pagamento no 15º dia do mês aos funcionários, 
veremos como ficou a folha de pagamento: 
Tabela 6. Folha de Pagamento R$.
COLABORADOR(A) SAL. BRUTO INSS IRRF ADIANT 40% SAL. LIQ.
MARIA 1.500,00 116,82 - 600,00 783,18
JOãO 4.500,00 466,18 271,48 1.800,00 1.962,34
TOTAL 6.000,00 583,00 271,48 2.400,00 2.745,52
Fonte: a própria autora.
CONTABILIzAÇãO DA FOLHA DE PAGAMENTO NOS 
REGISTROS CONTÁBEIS 
Adiantamento salarial no dia 15
Adiantamento salarial
a Caixa..........................................................R$ 2.400,00
Hist.: Valor ref. adiantamento salarial no mês
Contabilização da folha de pagamento no final do mês
1. Apropriação da folha de pagamento:
Despesa com salários
a Salários a pagar..... R$ 6.000,00
2. Retenção do IRRF
Salários a pagar
a IRRF a recolher ......R$ 271,48
3. Registro das retenções sobre os salários dos empregados:
Salários a pagar
a INSS a recolher....... R$ 583,00
4. Registro do desconto ref. ao adiantamento salarial:
69
FOLHA DE PAGAMENTO • CAPÍTULO 6
Salários a pagar
a Adiantamento salarial...................... R$ 2.400,00
5. Contribuição da previdência por parte empresa (INSS + RAT = 26,8%):
Despesa com INSS
a INSS a recolher .......R$ 1.608,00
6. Apropriação do FGTS:
Despesa com FGTS
a FGTS a recolher........ R$ 480,00
No mês seguinte
1. Pagamentos aos empregados em dinheiro:
Salários a pagar
a Caixa.................... R$ 2.745,52
2. Recolhimento dos encargos:
Diversos
a Caixa........................................... R$ 2.088,00
INSS a recolher ........R$ 1.608,00
FGTS a recolher .....R$ 480,00
3. Recolhimento do IRRF:
IRRF a recolher 
a Caixa .....................R$ 271,48
Atenção
Os valores retidos dos colaborados como, por exemplo, INSS e IRRF em contracheque, não são despesas operacionais da 
empresa, pois são descontados do salário do colaborador, ficando a empresa responsável apenas pelo repasse desse valor aos 
cofres públicos. 
Mas, no que tange ao INSS patronal, esse, sim, representa uma despesa operacional da empresa, como também o FGTS.
70CAPÍTULO 6 • FOLHA DE PAGAMENTO
Provisão para 13º salário
É assegurado a todo trabalhador que esteve à disposição do empregador durante o ano o direito 
de receber o 13º salário, também conhecido por gratificação de Natal (inciso VIII, do art. 7º da 
Constituição Federal de 1988), podendo ser pago junto com as férias do empregado, nos meses de 
fevereiro a novembro, ou a primeira parcela, no máximo, até o dia 30 de novembro e, a segunda, 
no mês de dezembro, até o dia 20, no máximo.
A contabilização dos encargos com o 13º salário pode ser feita por ocasião dos pagamentos. 
Entretanto, tendo em vista que a cada mês trabalhado o trabalhador faz jus a 1/12 do seu salário 
a título de 13º salário, em decorrência do princípio da competência, tecnicamente, o mais correto 
será proceder mensalmente à apropriação desse encargo.
Para fins de cálculo do valor do 13º salário, considera-se mês integral a fração igual ou superior 
a 15 dias trabalhados.
Provisão mensal:
Cálculo da provisão para 13º salário:
1/12 do total bruto da folha: $ 72.000/12 = $ 6.000,00 
Cálculo da provisão para a previdência: 26,8% sobre $ 6.000 = $ 1.608,00
Cálculo da provisão para o FGTS: 8% de $ 6.000 = $ 480,00
Obs.: alíquota 26,8% ref. INSS patronal, considerando o RAT a 2%.
Contabilização:
Despesa com 13º salário
a Provisão de 13º salário.......................................................6.000,00
Despesa com previdência social
a Provisão para previdência s/ provisão de 13º salário........... 1.608,00
Despesa com FGTS
a Provisão para FGTS s/ provisão de 13º salário.................... 480,00
71
FOLHA DE PAGAMENTO • CAPÍTULO 6
Provisão para férias
Conforme estabelece a legislação trabalhista brasileira, todo empregado, após cada período de 
12 meses de trabalho, terá direito a um mês de férias regulamentares, observando-se o limite 
de faltas estabelecido na CLT.
Provisão mensal:
Cálculo da provisão para férias: 1/12 do total bruto da folha acrescido de 1/3:
$ 72.000 + $ 24.000 = $ 96.000 
1/12 de $ 96.000 = $ 8.000,00
Cálculo da provisão para a previdência: 26,8% sobre $ 8.000 = $ 2.144,00
Cálculo da provisão para o FGTS: 8% de $ 8.000 = $ 640,00
Contabilização:
Despesa com férias
a Provisão de férias....................................................... 8.000,00
Despesa com previdência social
a Provisão para previdência s/ provisão de férias........... 2.144,00
Despesa com FGTS
a Provisão para FGTS s/ provisão de férias.................... 640,00
Sintetizando
Vimos, até aqui:
 » O cálculo e a contabilização dos principais tópicos da folha de pagamento.
 » O controle e a contabilização da provisão para férias e encargos sociais.
 » O cálculo e a contabilização da provisão para 13º salário e encargos sociais.
72
REFERÊNCIAS
BRASIL. Casa Civil. Lei n. 7.418 de 16 de dezembro de 1985. Institui o “Vale-Transporte e dá outras providências”. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7418.htm. Acesso em: 15 abr. 2019.
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Resolução CFC n. 774 de 16/12/1994. Aprova o “Apêndice à 
Resolução sobre os Princípios Fundamentais da Contabilidade.” Disponível em: https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=95626. Acesso em: 15 abr. 2019.
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Resolução n. 1.374, de 8 de dezembro de 2011. Dá nova redação à 
“NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-
Financeiro”. Disponível em: http://www.normaslegais.com.br/legislacao/resolucao-cfc-1374-2011.htm. Acesso em: 
15 abr. 2019.
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Resolução n. 1282 de 28 de maio de 2010. Atualiza e consolida 
os “Dispositivos da Resolução CFC n. 750/1993, que dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade”. 
Disponível em: http://www.normaslegais.com.br/legislacao/respcaocfc1282_2010.htm. Acesso em: 15 abr. 2019.
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Resolução n. 685 de 14 de novembro de 1990. Aprova a “NBC T.2.7 
– Do Balancete”. Disponível em: http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/res685.htm. Acesso em: 15 abr. 2019.
BRASIL. Consolidação das leis do trabalho. Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a “Consolidação das 
leis do trabalho”. 104 ed. SP: Atlas, 2000. Coletânea de Legislação.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidente da República, [2016]. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 2 abr. 2022.
BRASIL. Decreto n. 6.957, de 9 de setembro de 2009. Altera o Regulamento da Previdência Social no tocante à aplicação, 
acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de Prevenção - FAP. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6957.htm. Acesso em: 2 abr. 2022.
HENDRIKSEN, Eldon S.; BREDA, Michel F. Van. Teoria da contabilidade. 5a. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
IUDÍCIBUS, Sergio. Contabilidade introdutória. 11a. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
NAKAGAWA, Masayuki. Introdução à controladoria. SP: Atlas 1993 – p.60.
Sites 
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https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-
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https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-mais/seus-direitos-e-deveres/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/
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https://www.gov.br/inss/pt-br/media/logo-inss-30.svg/view.
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do-irpf-de-fev-2021-sera-aberta-nesta-terca-feira-23-02.
https://beneficiofacil.com.br/beneficios/vale-transporte/.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6957.htm. Acesso em: 02 de abr. 2022
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https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-mais/seus-direitos-e-deveres/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/tabela-de-contribuicao-mensal
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73
REFERÊNCIAS
https://tabeladoinss2021.com.br/salario-familia-2021/.
https://www.contabeis.com.br/noticias/44457/sistema-s-entenda-o-que-e-e-quem-deve-contribuir/.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/business-people-comparing-investments-returns-on-1567621111.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/public-finance-illustration-set-characters-receiving-2120038184.
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/saude-e-seguranca-do-trabalhador/
fap/fator-acidentario-de-prevencao-fap.
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https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/saude-e-seguranca-do-trabalhador/fap/fator-acidentario-de-prevencao-fap
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	Organização do Livro Didático
	Introdução
	Capítulo
	MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
	Capítulo
	REGIME DE COMPETÊNCIA
	Capítulo
	CONTROLE DO ESTOQUE
INVENTÁRIO PERÍODICO
	Capítulo
	IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA
	Capítulo
	OPERAÇÕES FINANCEIRAS
	Capítulo
	FOLHA DE PAGAMENTO
	REFERÊNCIASTÉCNICAS CONTÁBEIS
Representam o conjunto de processos adotado em contabilidade para registrar ou levantar os 
fatos patrimoniais.
 » Escrituração (registro dos fatos contábeis).
 » Demonstrações contábeis (conjunto de relatórios contábeis).
 » Auditoria (exame e consistência das demonstrações contábeis).
 » Análise de balanço (diagnóstico sobre a situação econômica financeira).
DADO, INFORMAÇãO, COMUNICAÇãO E CONTABILIDADE
Estabelecendo a distinção necessária entre dado e informação na concepção de Hendriksen 
(1999, p. 62):
A contabilidade faz uma distinção geral relevante entre os dados e informações. 
Os dados podem ser definidos como mensurações ou descrições de objetos ou 
eventos. Se estes dados já são conhecidos ou não interessam à pessoa a quem são 
comunicados, não podem ser definidos como informação. A informação pode 
ser definida como um dado (ou conjunto de dados) que provoca o efeito surpresa 
na pessoa que recebe. Além disso, ela deve reduzir a incerteza, comunicar uma 
mensagem, ter um valor superior ao seu custo a ser capaz, potencialmente, de 
evocar uma resposta do tomador de decisão.
De acordo com Nakagawa (1993, p. 60):
Dado é o registro puro, ainda não interpretado, analisado e processado.
11
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
Informação é o dado que foi processado de uma forma compreensível para o seu 
receptor que apresenta um valor real ou percebido para suas decisões correntes 
ou prospectivas.
COMUNICAÇÃO: é o processo de transmissão de informação e de compreensão que somente 
se efetiva mediante uso de símbolos comuns.
O grande desafio para o profissional contábil está em produzir um sistema efetivo de comunicação 
capaz de disseminar, de forma mais transparente, os elementos constitutivos e distributivos da 
riqueza gerada para que qualquer cidadão tenha um mínimo de compreensão sobre gestão dos 
recursos públicos ou privados.
PATRIMÔNIO: representa o conjunto de bens, direitos e obrigações, apreciável economicamente, 
isto é, em valores monetários, pertencentes a uma pessoa natural ou jurídica do direito público 
ou privado.
De acordo com a Resolução CFC nº 774, de 16 de dezembro de 1994, “PATRIMÔNIO: Na sua 
condição de objeto da contabilidade é no mínimo aquele juridicamente formalizado como 
pertencente à entidade, com ajustes quantitativos e qualitativos em consonância com os princípios 
da própria contabilidade.”
Cabe ressaltar os aspectos de caráter econômico, jurídico e contábil que norteiam o conceito de 
patrimônio, entretanto suas características fundamentais são a autonomia e a independência 
em relação aos dos seus proprietários. Assim sendo temos os seguintes aspectos representados 
no Patrimônio:
Quantitativos: representa os valores monetários do bem, direito ou obrigação.
Qualitativos: representa a natureza dos elementos patrimoniais (caixa, banco, máquinas).
Estático: é o estudo do patrimônio considerado sem movimento em um dado momento na 
sua estrutura qualitativa e quantitativa, isto é, nos seus elementos e nos seus componentes 
ou valores.
Dinâmico: é o estudo do patrimônio considerando as transformações ocorridas na composição 
patrimonial, ou seja, pelos efeitos da gestão. 
Quadro 1. Representação do Patrimônio.
PATRIMÔNIO 
Bens Obrigações
Direitos
Fonte: elaborado pela autora.
12
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
A COMPOSIÇãO DO PATRIMÔNIO
Bens: De bem, do latim bene, é empregado na acepção de utilidade, riqueza, prosperidade, tudo 
aquilo capaz de suprir as necessidades humanas. Do ponto de vista contábil, significa o elemento 
de que dispõe uma empresa ou entidade para obtenção de seus fins.
Como podemos verificar, o balanço patrimonial é composto pelo patrimônio (ATIVO e PASSIVO).
Quadro 2. Qualificando o Patrimônio.
PATRIMÔNIO
BENS E DIREITOS OBRIGAÇÕES EXIGÍVEIS
Bens 1.830 Obrigações 4.500
Direitos 2.800




BENS + DIREITOS OBRIGAÇÕES EXIGÍVES
Bens Obrigações
Dinheiro Empréstimos a pagar
Mercadorias em estoques Salários a pagar
Veículos Fornecedores
Imóveis Financiamentos
Máquinas Impostos a pagar
Ferramentas Encargos sociais
Móveis e utensílios Aluguéis a pagar
Marcas e patentes Títulos a pagar
Promissórias a pagar
Direitos Contas a pagar
Depósitos em bancos
Duplicatas a receber
Títulos a receber
Aluguéis a receber
Ações
Fonte: elaborado pela autora.
13
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
O patrimônio líquido é composto basicamente por:
CAPITAL: são os valores aportados pelos proprietários e os decorrentes de incorporação de 
reservas e lucros.
RESERVAS: são os valores decorrentes de retenção de lucros, de reavaliação de ativos e outras 
circunstâncias.
LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS: são os lucros retidos ou ainda não destinados e os 
prejuízos ainda não compensados, estes apresentados como parcela redutora do patrimônio 
líquido.
CONFIGURAÇÃO DO CAPITAL
CAPITAL: é a origem de recursos aplicados na entidade pelos proprietários. Assume as seguintes 
configurações:
Capital subscrito: é o valor do capital pelo qual os sócios se obrigam no ato da assinatura do 
contrato social;
Capital realizado/integralizado: é a totalidade ou a parcela do capital efetivamente integralizado 
(entregue) à entidade pelos sócios ou acionistas;
Capital a realizar/a integralizar: é o valor do capital que ainda não foi colocado à disposição 
da empresa.
EXEMPLIFICANDO:
1 – João e Maria resolvem constituir uma sociedade com o capital inicial de R$ 20.000 e apenas 
assinam o contrato social, ocorrendo apenas a subscrição do capital.
Quadro 3. Balanço Sucessivo 1.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Patrimônio líquido
Capital subscrito $ 20.000
Capital a integralizar $ ( 20.000)
TOTAL DO ATIVO --------- * -------- TOTAL DO PASSIVO --------- * ---------
Fonte: elaborado pela autora.
14
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
Quadro 4. Balanço Sucessivo 2.
2 – João e Maria resolvem constituir uma sociedade com capital inicial de R$ 20.000,00, apenas 
integralizando 50% do capital em dinheiro.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa $ 10.000 Patrimônio líquido
Capital subscrito $ 20.000
Capital a integralizar $ (10.000)
TOTAL DO ATIVO $ 10.000 TOTAL DO PASSIVO $ 10.000
Fonte: elaborado pela autora.
Quadro 5. Balanço Sucessivo 3.
3 – João e Maria resolvem constituir uma sociedade: capital social de R$ 20.000, sendo totalmente 
subscrito e integralizado neste ato em dinheiro.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa $ 20.000 Patrimônio líquido
Capital social $ 20.000
TOTAL DO ATIVO $ 20.000 TOTAL DO PASSIVO e PL $ 20.000 
Fonte: elaborado pela autora.
TERMINOLOGIAS APLICADAS
CAPITAL SOCIAL = CAPITAL NOMINAL = CAPITAL REGISTRADO: é o investimento inicial feito 
pelos sócios/acionistas.
CAPITAL PRÓPRIO: corresponde ao conceito de patrimônio líquido, abrange o capital inicial 
e suas variações.
CAPITAL DE TERCEIROS: representa os investimentos feitos na empresa com recursos de 
terceiros, que abrange o passivo exigível.
CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde ao capital à disposição da empresa 
em um dado momento (CAPITAL DE TERCEIROS + CAPITAL PRÓPRIO).
Quadro 6. Balanço Sucessivo 4.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Passivo exigível = Capital de terceiros
Patrimônio líquido = Capital próprio
15
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
Capital social
Reservas
Lucros ou prejuízos
TOTAL DO ATIVO ---- * ---- TOTAL DO PASSIVO e PL = Capital total à disposição da 
empresa (CT + CP) 
Fonte: elaborado pela autora.
CONTA
Instrumento de registro que tem por finalidade reunir fatos contábeis da mesma natureza, sendo 
aberta para encerraros valores de realização passada, presente ou futura, recebendo um título 
que a identifica. 
CONTA: é o meio utilizado para identificar o tipo de transação que está sendo realizada.
Ex1: Capital (conta utilizada para registrar o investimento dos sócios aplicado no negócio). 
Ex2: Caixa (conta utilizada para registrar as entradas e saídas de numerários da empresa)
Ex3: Os direitos (que a empresa tem a receber devem ser registrados nas contas: clientes, duplicatas 
a receber, títulos a receber, notas promissórias a receber etc.)
As contas estão classificadas:



      



    





Considera-se que um dos aspectos mais relevantes para o iniciante ao estudo da contabilidade é a 
compreensão das variações, modificações, transformações, mutações ocorridas nos elementos que 
compõem o patrimônio (ativo e passivo), patrimônio líquido e seus reflexos nas organizações, pois 
as tomadas de decisões da administração vão impactar e alterar suas características quantitativas 
16
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
e qualitativas, e a administração necessita do retorno de suas decisões, metas, planejamento, 
controle e se resultados foram atingidos, A contabilidade presta-se a medir a eficácia e eficiência 
das organizações em razão de sua complexidade e das exigências do mercado em conhecer 
melhor o desempenho das empresas.
AS VARIAÇÕES DOS COMPONENTES DO PATRIMÔNIO
As modificações no patrimônio ocorrem em razão das decisões da administração: quanto comprar, 
produzir, pagar, receber, investir, financiar etc.
1 – Exemplo: pagamento de uma dívida no valor de $ 10.000, com um cheque. Quais os 
componentes do patrimônio que se modificaram?
Dívida (passivo) → Diminuição (modificou)
Banco (ativo) → Diminuição (modificou)
Fonte: elaborado pela autora.
Quadro 7. Situação antes do pagamento:
ATIVO PASSIVO
Caixa $ 10.000, Duplicatas a pagar $30.000,
Banco $ 50.000, Patrimônio líquido
Capital social $ 30.000,
Total do ativo $ 60.000, Total do passivo $ 60.000,
Quadro 8. Situação depois do pagamento.
ATIVO PASSIVO
Caixa $ 10.000, Duplicatas a Pagar $ 20.000,
Banco $ 40.000, Patrimônio Líquido
Capital Social $ 30.000,
Total do Ativo $ 50.000, Total do Passivo $ 50.000,
Observe: diminuição do total da conta corrente de R$ 50.000, para 40.000, diminuição da dívida 
(duplicatas a pagar) $ 30.000, para $ 20.000. Não houve variação no patrimônio líquido.
À primeira vista, pode parecer simples, mas o entendimento deste raciocínio é fundamental para 
compreensão da lógica contábil.
Exemplos: aquisição de mercadorias no valor de $ 20.000, a prazo, com aceite de duplicatas.
 Mercadorias (ativo) $ 20.000, aumento
 Duplicatas a pagar (PE) $ 20.000, aumento
17
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
Não houve variação no patrimônio líquido.
Quadro 9. Situação depois da compra.
ATIVO PASSIVO
Caixa $ 10.000, Duplicatas a pagar $ 40.000,
Banco $ 40.000, Patrimônio líquido
Mercadorias $ 20.000, Capital social $ 30.000,
Total do ativo $ 70.000, Total do passivo $ 70.000,
Fonte: elaborado pela autora.
Exemplo:
Os sócios decidiram aumentar o capital da empresa em mais $ 30.000, com um terreno.
Capital (PL) aumento $ 30.000,
Terrenos (ativo) aumento $ 30.000,
Não houve variação no passivo exigível.
Quadro 10. Situação depois do aumento do capital.
ATIVO PASSIVO
Caixa 10.000, Duplicatas a pagar 40.000,
Banco 40.000,
Mercadorias 20.000, Patrimônio líquido
Terrenos 30.000, Capital social 60.000,
Total do ativo 100.000, Total do passivo 100.000,
Fonte: elaborado pela autora.
Atenção
As variações:













18
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
Provocação
Observe atentamente os balanços sucessivos das operações da Cia. Empreendedora, considerando a empresa em evolução:
1 – Investimento de capital $ 40.000, em dinheiro.
Quadro 11. Demonstração do Balanço sucessivo 1.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 40.000 PL
Capital social 40.000
Total ativo 40.000 Total PE e PL 40.000
Fonte: autora.
 2 – Compra de mercadorias, a prazo, mediante duplicatas $ 10.000.
Quadro 12. Demonstração do Balanço sucessivo 2.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 40.000 Duplicatas a pagar 10.000
Mercadorias 10.000 PL
Capital social 40.000
Total ativo 50.000 Total PE e PL 50.000
Fonte: elaborado pela autora.
3 – Aquisição de um veículo, à vista, $ 10.000.
Quadro 13. Demonstração do Balanço sucessivo 3.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 30.000 Duplicatas a pagar 10.000
Mercadorias 10.000 PL
Veículos 10.000 Capital social 40.000
Total ativo 50.000 Total PE e PL 50.000
Fonte: elaborado pela autora.
4 – Pagamento de $ 6.000, referente as duplicatas.
Quadro 14. Demonstração do Balanço sucessivo 4.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 24.000 Duplicatas a pagar 4.000
Mercadorias 10.000 PL
Veículos 10.000 Capital social 40.000
Total ativo 44.000 Total PE e PL 44.000
Fonte: elaborado pela autora.
19
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
5 – Venda de mercadorias, a preço de custo, por $ 5.000; a prazo, mediante duplicatas.
Quadro 15. Demonstração do Balanço sucessivo 5.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 24.000 Duplicatas a pagar 4.000
Mercadorias 5.000 PL
Veículos 10.000 Capital social 40.000
Duplicatas a receber 5.000
Total ativo 44.000 Total PE e PL 44.000
Fonte: elaborado pela autora.
6 – Recebimento de $ 3.000, referente às duplicatas.
Quadro 16. Demonstração do Balanço sucessivo 6.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 27.000 Duplicatas a pagar 4.000
Mercadorias 5.000 PL
Veículos 10.000 Capital social 40.000
Duplicatas a receber 2.000
Total ativo 44.000 Total PE e PL 44.000
Fonte: elaborado pela autora.
7 – Abertura deuma conta corrente (Banco) no valor $ 20.000.
Quadro 17. Demonstração do Balanço sucessivo 7.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 7.000 Duplicatas a pagar 4.000
Banco 20.000 PL
Mercadorias 5.000 Capital social 40.000
Veículos 10.000
Duplicatas a receber 2.000
Total ativo 44.000 Total PE e PL 44.000
Fonte: elaborado pela autora.
8 – Aumento de capital da empresa em mais $ 60.000, com imóvel.
Quadro 18. Demonstração do Balanço sucessivo 8.
BALANÇO
ATIVO PASSIVO
Caixa 7.000 Duplicatas a pagar 4.000
Banco 20.000 PL
Mercadorias 5.000 Capital social 100.000
Veículos 10.000
20
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
Duplicatas a receber 2.000
Imóvel 60.00
Total ativo 104.000 Total PE e PL 104.000
Fonte: elaborado pela autora.
9 – Com os dados do balanço acima, analise os valores de cada grupo:
Quadro 19. Informações quantitativas e qualitativas.
Bens $ 82.000 Direitos $ 22.000 Obrig. exigíveis $ 4.000
Ativo $ 104.000 Passivo exigível $ 4.000 Riqueza líq. $ 100.000
Patr. líquido $ 100.000 Capital de terceiros $ 4.000 Capital próprio $100.000
Capital nominal $ 100.000 Situação líquida $ 100.000 Origens $ 104.000
Aplicações $ 104.000 Investimentos $ 104.000 Financiamentos $ 104.000
Fonte: elaborado pela autora.
O DÉBITO E O CRÉDITO
A contabilidade como ciência possui linguagem própria, e os termos débito e crédito têm uma 
função específica de indicar as modificações ocorridas nos elementos patrimoniais, no ativo, 
passivo e no patrimônio líquido. 
Como você já domina o raciocínio das alterações ocorridas no patrimônio, veja como é a utilização 
do mecanismo Débito e Crédito.









O que vamos fazer é simplesmente substituir os termos aumento e diminuição por débito e 
crédito.
Quando usar?
21
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
Lembre-se que o ativo deve sua existência ao passivo, logo os ativos aumentam pelo débito e o 
passivo pelo crédito, para diminuir ambos, basta raciocinar ao contrário.
APLICAÇãO IMEDIATA
I - Investimento de capital: $ 20.000 em dinheiro. 


 




A entrada de um bem no ativo aumenta, portanto debita.
O investimento de capital aumenta o PL, portanto credita.
Relembrando: nas partidas de diário, as contas creditadas são precedidas da vogal “a” minúscula.
Então:
Diário:
Caixa
a Capital social....................................20.000,00
Histórico: xxxxxxxxxxxx
Razonete:
 
 
II – Compra de mercadorias, a prazo, $ 5.000, com duplicatas.
22
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS







A entrada de um bem no ativo aumenta, portanto debita.
Aquisição de uma dívida aumenta o PE, portanto credita.
Então:
Diário:
Estoque de mercadorias
a Duplicatas a pagar....................................5.000,00
Histórico: xxxxxxxxxxxx
Razonete:
 
 
SALDO DE UMA CONTA
É a diferença aritmética entre o valor do débito e do crédito.
 Saldo devedor = débito > crédito
 D - $ 200
 C - $ 100
 -------------
 Saldo devedor $ 100
23
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
 Saldo credor = ( débitoCapital social 7.000 7.000
TOTAL 10.000 10.000 3.000 3.000 8.000 8.000
Fonte: elaborado pela autora.
26
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
ERROS QUE O BALANCETE NãO DETECTA
TROCA DE CONTAS: se na operação de compra de máquinas, à vista, a conta debitada for a conta 
imóveis em vez de ser usada a conta máquinas e equipamentos, o balancete não detectará erro 
algum, pois a soma dos débitos e créditos será igual.
INVERSÃO DE LANÇAMENTO: se numa operação de compras de mercadorias, a prazo, inverter-se 
o lançamento, ou seja, débito da conta fornecedores e crédito da conta mercadorias, o balancete 
não detectará erro algum, pois da mesma forma, a soma dos débitos e créditos será igual.
PERÍODO CONTÁBIL
O período contábil é o lapso temporal para que a Contabilidade consiga demonstrar a situação 
patrimonial e financeira da empresa, informando a evolução ou involução da atividade econômica.
ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RECEITA E DESPESA
Todas as empresas, independentemente do seu porte, precisam apurar o seus resultados pelo 
menos uma vez por ano. Confrontando as receitas com as despesas, obteremos o resultado do 
exercício. Observe:
Quadro 23. Balancete de Verificação em 31.12.X1.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31.12.20X1
CONTAS
SALDOS
DEVEDORES CREDORES
Caixa 5.000
Duplicatas a receber 3.000
Imóveis 2.000
Duplicatas a pagar 2.500
Capital social 7.000
Receita de vendas* 2.100
Receita de juros* 200
Despesa com aluguel* 1.100
Despesa com salários* 300
Despesa de juros* 400
TOTAL 11.800 11.800
* - Contas de resultado que serão encerradas.
Fonte: elaborado pela autora.
27
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
APURAÇAO DO RESULTADO
  
     
  
     
 

 
  


Após a situação do resultado, temos o seguinte balanço patrimonial:
Quadro 24. Balanço Patrimonial em 31.12.X1.
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31.12.20X1
ATIVO PASSIVO
Caixa 5.000 Duplicatas a pagar 2.500
Duplicatas a receber 3.000
Imóveis 2.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social 7.000
Lucros acumulados 500
Total 10.000 Total 10.000 
Fonte: elaborado pela autora.
28
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
RESULTADO
O mesmo que rédito, lucro ou prejuízo; efeito da gestão sobre o patrimônio das organizações.
Resultado: representa a diferença entre receitas e despesas em determinado período.
 Receita $ $ $
 (-) Despesas ($ $ $)
 -------------- 
 (=) Resultado $ $ $ ( lucro ou prejuízo)
Receita: ganho, entrada de numerários presentes ou futuros decorrentes da atividade empresarial.
Despesa: são gastos necessários para obtenção de receitas.
REGIME DE COMPETÊNCIA
De acordo com o Pronunciamento Conceitual Básico, CPC, parágrafo 22:
A fim de atingir seus objetivos, demonstrações contábeis são preparadas 
conforme o regime contábil de competência. Segundo esse regime, os efeitos 
das transações e outros eventos são reconhecidos quando ocorrem (e não 
quando caixa ou outros recursos financeiros são recebidos ou pagos) e são 
lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis 
dos períodos a que se referem. As demonstrações contábeis preparadas pelo 
regime de competência informam aos usuários não somente sobre transações 
passadas envolvendo o pagamento e recebimento de caixa ou outros recursos 
financeiros, mas também sobre obrigações de pagamento no futuro e sobre 
recursos que serão recebidos no futuro. Dessa forma, apresentam informações 
sobre transações passadas e outros eventos que sejam as mais úteis aos usuários 
na tomada de decisões econômicas. 
Observe:
1 – Receitas $ 700, 2 – Receitas $ 200,
(-) Despesas $ 300, (-) Despesas $ 100,
 ----------- -----------
Lucro $ 400, (PL) Prejuízo $ 100, (PL)
O lucro aumenta o PL, pois as receitas são maiores que as despesas.
O prejuízo diminui o PL, pois as despesas são maiores que as receitas.
29
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
Atenção
As receitas aumentam o PL, gerando lucro.
As despesas diminuem o PL, gerando prejuízo.
AS VARIAÇÕES DA SITUAÇãO LÍQUIDA
FATOS CONTÁBEIS PERMUTATIVOS E MODIFICATIVOS
FATOS PERMUTATIVOS: não provocam alterações no valor da situação líquida, mas podem 
modificar a composição dos demais elementos patrimoniais.
Exemplos: 
a. Compra de mercadorias para revenda à vista:
 D – Mercadorias para revenda + Ativo
 C – Caixa - Ativo
b. Compra de um imóvel a prazo:
 D – Imóvel + Ativo
 C – Títulos a pagar + Passivo
FATOS MODIFICATIVOS: são os que provocam alterações no valor da situação líquida. Podem 
ser aumentativos, quando provocam acréscimos no valor da situação líquida; ou diminutivos, 
quando provocam reduções no valor da situação líquida.
Exemplos:
a. Fato modificativo aumentativo:
 Recebimento de juros de mora por atraso proveniente de clientes
 D- Caixa + Ativo
 C- Clientes - Ativo
 C- Juros ativos + Receita (+ situação líquida)
b. Fato Modificativo Diminutivo:
 Pagamento de aluguel (despesa) de fevereiro em fevereiro: 
 D – Despesas c/ aluguel + Despesa (- situação líquida)
 C – Caixa - Ativo
30
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
OBSERVAÇÃO:
De uma forma geral, o PAGAMENTO de qualquer DESPESA sempre conduz a um FATO MODIFICATIVO 
DIMINUTIVO do tipo ( - ) PL / ( - ) A, desde que tal DESPESA seja relativa ao MESMO PERÍODO DO 
PAGAMENTO. Assim, se a empresa paga o aluguel de fevereiro no próprio mês de fevereiro, pelo 
REGIME DE COMPETÊNCIA, a DESPESA DE ALUGUEL ocorre em fevereiro. Porém, se o aluguel 
de fevereiro for pago somente em março, em fevereiro a empresa apropria o aluguel, gerando 
uma DESPESA DE ALUGUEL e, ao mesmo tempo, contabiliza a obrigação de pagar o aluguel, 
gerando ALUGUÉIS A PAGAR, ocorrendo, portanto, um FATO MODIFICATIVO DIMINUTIVO do 
tipo ( - ) P / ( - ) A, pois a saída da obrigação (aluguel a pagar de fevereiro = diminuição do passivo) 
será simultânea à saída do dinheiro (caixa ou banco = diminuição do ativo).
EXEMPLOS DE FATOS MODIFICATIVOS
AUMENTATIVOS
 » Receitas de aluguéis.
 » Receita de juros.
 » Aumento de capital com recursos provenientes dos proprietários.
 » Descontos obtidos.
DIMINUTIVOS
 » Despesas de salários.
 » Despesas financeiras.
 » Descontos concedidos.
 » Despesa c/ salários.
FATOS MISTOS OU COMPOSTOS
Combinam FATOS PERMUTATIVOS com FATOS MODIFICATIVOS, logo podem ser: 
AUMENTATIVOS ou DIMINUTIVOS.
FATOS MISTOS OU COMPOSTOS AUMENTATIVOS
Combinam FATOS PERMUTATIVOS com FATOS MODIFICATIVOS AUMENTATIVOS. Envolvem 
duas ou mais CONTAS PATRIMONIAIS e uma ou mais CONTAS DE RESULTADO (RECEITAS)
31
MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS • CAPÍTULO 1
Exemplo:
a. Recebimento de duplicatas com juros.
 D – Caixa + Ativo
 C – Clientes - Ativo
 C - Receita de juros + Receita ( + Situação Líquida)
b. Pagamento de uma duplicata com desconto:
 C – Caixa - Ativo
 D – Duplicatasa pagar - Passivo
 C – Descontos obtidos + Receita (+ situação líquida)
FATOS MISTOS OU COMPOSTOS DIMINUTIVOS
Combinam FATOS PERMUTATIVOS com FATOS MODIFICATIVOS DIMINUTIVOS. Envolvem 
duas ou mais CONTAS PATRIMONIAIS e uma ou mais CONTAS DE RESULTADO (DESPESAS)
Exemplos:
a. Recebimento de duplicatas com desconto.
 D – Caixa + Ativo
 C – Clientes - Ativo
 D- Desconto concedido + Despesa ( - situação líquida)
b. Pagamento de uma duplicata com juros:
 C – Caixa - Ativo
 D – Duplicatas a pagar - Passivo
 D – Despesa c/ juros + Despesa (- situação líquida)
Figura 1. Resumo.

 

 
Fonte: elaborado pela autora.
32
CAPÍTULO 1 • MECANISMO DAS PARTIDAS DOBRADAS
Sintetizando
Vimos até aqui: 
 » Evolução patrimonial por meio de balanços patrimoniais sucessivos.
 » O passo a passo do mecanismo do débito e crédito.
 » Elaboração do balancete de verificação em duas, quatro, seis e oito colunas.
 » Fatos contábeis: permutativos, modificativos aumentativos e diminutivos e misto.
33
Introdução ao capítulo
Nesse segundo capítulo, nós vamos trabalhar o conceito de regime de competência e regime 
de caixa. Este aprendizado se faz necessessário tendo em vista que a norma exige que se faça a 
contabilização dos fatos contábeis de acordo com o regime de competência.
Objetivos do capítulo
 » Entender o conceito de regime de competência e do regime de caixa e a diferença entre 
os dois regimes.
 » Conhecer a forma de utilização de cada regime.
 » Entender e aplicar o conceito de fato gerador.
2CAPÍTULO
REGIME DE COMPETÊNCIA
34
CAPÍTULO 2 • REGIME DE COMPETÊNCIA
REGIME DE COMPETÊNCIA
No regime de competência, anteriormente chamado de princípio da competência, os fatos 
contábeis são contabilizados na data em que ocorrem, sem estarem atrelados ao recebimento 
referente à receita ou pagamento referente à despesa. 
Basta, para isso, que ocorra o que chamamos em contabilidade de FATO GERADOR, ou seja, que 
a receita tenha sido realizada ou que a despesa tenha sido incorrida.
Se realizarmos uma venda, com recebimento de parte à vista e parte a prazo, o registro da receita 
deverá ser feito imediatamente, independentemente do valor a receber.
RECEITAS REALIzADAS
Para ajudar a entender melhor esse raciocínio, vou exemplificar de três formas:
 » RECEITAS REALIZADAS E RECEBIDAS PARCIALMENTE NO ATO.
 » RECEITAS REALIZADAS E NÃO RECEBIDAS.
 » RECEITAS REALIZADAS E RECEBIDAS.
Exemplo 1: receita realizada e recebida parcialmente no ato
Uma determinada empresa prestou serviços para um cliente no valor de R$ 10.000,00, sendo que 
recebeu 20% no ato, em dinheiro, o qual fora depositado no banco, e o restante receberá em 30 
dias. Como seria o lançamento contábil respeitando o regime de competência?
Receita de prestação de serviços: R$ 10.000,00
Recebimento: 20% à vista e o restante a prazo.
Contabilização: (partida de diário)
Diversos
a Receita de serviços............................10.000
Banco......................................................2.000
Clientes...................................................8.000
Exemplo 2: receita realizada e não recebida
Uma determinada empresa prestou serviços para um cliente no valor de R$ 10.000,00 que receberá 
integralmente em 30 dias. Como seria o lançamento contábil respeitando o regime de competência?
35
REGIME DE COMPETÊNCIA • CAPÍTULO 2
Receita de prestação de serviços: R$ 10.000,00
Recebimento: receberá m 30 dias integralmente.
Contabilização: (partida de diário)
Clientes
a Receita de serviços............................10.000
Exemplo 3: receita realizada e recebida
Uma determinada empresa prestou serviços para um cliente no valor de R$ 10.000,00 e recebeu, 
no ato, o valor integral. Como seria o lançamento contábil respeitando o regime de competência?
Receita de prestação de serviços: R$ 10.000,00
Recebimento: integralmente no ato e foi realizado depósito bancário.
Contabilização: (partida de diário)
Banco
a Receita de serviços............................10.000
Perceba que nos três eventos, independentemente de o pagamento ter sido feito de três formas 
diferentes, a contabilização da receita de prestação de serviços não foi alterada, respeitou-se o 
regime de competência diante da ocorrência do FATO GERADOR.
Há a necessidade de fazer a contabilização dessa forma para que a empresa possa ter uma posição 
financeira das vendas ou prestações de serviços realizadas. O fundamental é o controle, visto 
que é a finalidade da ciência contábil. Por meio da conta receita de serviços prestados, temos 
a posição das vendas que está sendo contabilizada em uma conta de resultado; e nas contas 
patrimoniais, caixa, banco clientes ou duplicatas a receber, teremos a posição financeira do que 
recebemos ou iremos receber.
Outro exemplo:
RECEITA RECEBIDA E NãO REALIzADA (não ocorreu o fato gerador)
Uma determinada empresa, que aluga um galpão a terceiros, recebeu aluguéis antecipados. 
Deveremos contabilizar imediatamente tudo como receita de aluguéis nesse momento?
A resposta é não! Porque a empresa está recebendo antecipadamente, ou seja, antes de ocorrer 
o fato gerador dessa receita. Então como ficaria a contabilização?
36
CAPÍTULO 2 • REGIME DE COMPETÊNCIA
Dados: 
Recebimento antecipado de receita de aluguéis no valor de $ 6.000, em dinheiro, referente ao 
aluguel de 10 meses, no valor de $ 600 mensais.
Contabilização:
No ato do recebimento:
Caixa (ativo circulante)
a Aluguéis recebidos antecipadamente (passivo circulante).........$6.000
A cada mês incorrido ATÉ DECORRER OS 10 MESES, será necessário realizar este registro:
Aluguéis recebidos antecipadamente (passivo circulante)
a Receita de aluguéis......................................................................$ 600
Em relação às DESPESAS, vejamos:
DESPESAS PAGAS E NãO INCORRIDAS
Da mesma forma que demonstramos nas receitas realizadas, ocorrerá com as despesas. O regime 
de competência deverá também ser respeitado. Veja os exemplos:
Exemplo 1:
Uma determinada empresa pagou seguros antecipadamente referentes a um período de 1 ano 
no valor de $ 12.000 com cheque.
Obs: nesse momento, não podemos contabilizar todo o valor em despesas com seguros, pois o 
fato gerador da despesa ainda não ocorreu.
Contabilização:
Seguros pagos antecipadamente (ativo circulante)
a Banco................................................................................$12.000
A cada mês será contabilizado para despesas com seguros o valor utilizado no período, a cada 
fato gerador incorrido. Vejamos abaixo:
Primeiramente iremos calcular o valor:
Seguro: 12.000
37
REGIME DE COMPETÊNCIA • CAPÍTULO 2
Período: 12 meses
12.000/12 = 1.000 ao mês
Portanto a cada mês será contabilizado $ 1.000 para despesa com seguros.
Contabilização: (a cada mês, durante os 12 meses)
Despesa com seguros
a Seguros pagos antecipadamente.................................... $ 1.000
Exemplo 2:
Uma determinada empresa pagou uma despesa com material de escritório no valor de $ 1.000, 
esse material será totalmente utilizado de imediato, ou seja, ele não será estocado.
Contabilização:
Despesa com material de escritório
a Banco........................................................... $1.000
Uma determinada empresa adquiriu material de escritório no valor de $ 5.000, esse material será 
estocado e, mediante requisições para utilização, será contabilizado em despesas:
Contabilização:
No momento da aquisição:
Estoque de material de escritório (ativo circulante)
a Banco (ativo circulante)...........................................................$ 5.000
No momento em que é realizada a requisição para o consumo do material no estoque, ocorre o 
FATO GERADOR da despesa, dessa forma, a despesa está sendo incorrida. Observe:
Requisição no valor de $ 500 em materiais:
Despesa com materialde escritório
a Estoque de material de escritório.................................... $ 500
REGIME DE CAIXA
Já no regime de caixa, os registros são realizados de acordo com a entrada e saída de dinheiro, 
ou seja, de acordo com a movimentação financeira.
38
CAPÍTULO 2 • REGIME DE COMPETÊNCIA
A finalidade desse regime é controlar o fluxo de caixa, isso permite que a empresa planeje melhor 
suas operações e seus prazos de pagamento e recebimento, pois esse controle permite que não 
seja gerado problema de liquidez no decorrer do período.
Portanto a diferença entre o regime de competência e o regime de caixa está na situação que dá 
origem ao lançamento contábil. No caso do regime de competência, essa origem é a ocorrência 
do FATO GERADOR, não importando nesse momento o pagamento ou recebimento; já no regime 
de caixa, a ocorrência do pagamento ou recebimento efetivamente é que gera a necessidade do 
registro contábil.
Sintetizando
Vimos até aqui: 
 » O conceito de regime de competência e regime de caixa.
 » A identificação da ocorrência do fato gerador.
 » Contabilização das despesas e receitas antecipadas, obedecendo ao regime de competência, contabilizando de acordo 
com as incorrências das despesas e realizações das receitas.
39
Introdução ao capítulo
Neste terceiro capítulo, abordaremos o estudo do controle periódico de estoques. Mais à frente, 
em outra discplina posterior, abordaremos o controle permanente de estoques, que utiliza 
outra técnica de controle das mercadorias. Nesse controle períodico, calcularemos o custo das 
mercadorias vendidas e também o resultado com mercadorias e suas respectivas contabilizações. 
Objetivos do capítulo
 » Entender cada parte da fórmula do controle periódico do estoque.
 » Contabilzar cada operação com mercadorias, utilizando conta desdobrada.
 » Calcular e contabilizar o resultado com mercadorias.
3
CAPÍTULO
CONTROLE DO ESTOQUE 
INVENTÁRIO PERÍODICO
40
CAPÍTULO 3 • CONTROLE DO ESTOQUEINVENTÁRIO PERÍODICO
CONTROLE PERÍODICO DO ESTOQUE – 
CONTA DESDOBRADA
Para que possamos apurar a posição, ou seja, saldo final do estoque de mercadorias, devemos 
levantar os saldos das contas em que são contabilizadas todas as operações com mercadorias 
durante o período.
Então vejamos: 




Utilizando a conta desdobrada com inventário periódico, para calcularmos o resultado da conta 
mercadorias no final do período, além das contas acima, devemos apurar o valor das mercadorias 
em estoque no último dia do período. Dessa forma, faremos uma contagem física, que chamamos 
de inventário das mercadorias.


Digamos que o inventário físico realizado em 31 de dezembro do ano anterior seja de R$ 10.000,00, 
vamos analisar a apuração extracontábil e contábil.
APURAÇÃO EXTRACONTÁBIL
1ª fórmula: 
CMV = Ei + C - Ef
Descrição da fórmula:
CMV = Custo das mercadorias vendidas
Ei = Estoque inicial de mercadorias
C = Compras de mercadorias
Ef = Estoque final de mercadorias
41
CONTROLE DO ESTOQUEINVENTÁRIO PERÍODICO • CAPÍTULO 3
Apuração contábil
Para iniciarmos a contabilização para apurarmos o resultado da conta mercadorias, vamos 
realizar os devidos lançamentos no razonete, utilizando a ordem em que aparecem na fórmula.
Como a conta custo das mercadorias vendidas (CMV), teremos que abrir um razonete para 
fazermos o registro: 
Custo das mercadorias vendidas
De acordo com a fórmula: CMV = Ei .......
1ª Conta: Ei (Estoque inicial) 
O valor do estoque inicial de um período será o valor do estoque final do período anterior, e 
esse valor está registrado na conta estoque de mercadorias, que apresenta saldo devedor de R$ 
10.000,00, como exposto inicialmente. Agora vamos transferir do saldo dessa conta para a conta 
CMV, vejamos abaixo o seguinte lançamento:
Custo das mercadorias vendidas (CMV)
a Estoque de mercadorias...................................................10.000,00
Valor que se transfere para apuração do CMV, ref. ao estoque inicial 
Então temos os seguintes lançamentos em razonete para que a visualização fique mais 
clara:
 Estoque de Estoque de Estoque de Estoque de mmmmercadorias ercadorias ercadorias ercadorias CMVCMVCMVCMV 
 10.000 10.000 10.000 
Observe que depois do lançamento zeramos a conta de estoque de mercadorias, tendo em vista 
que transferimos o valor do saldo para a conta CMV.
Continuando a fórmula, temos:
CMV = Ei + C....
2ª Conta: C (Compras) 
Nesse momento, faremos a transferência do saldo da conta compras de mercadorias para a 
conta CMV. Vejamos o lançamento abaixo:
42
CAPÍTULO 3 • CONTROLE DO ESTOQUEINVENTÁRIO PERÍODICO
Custo das mercadorias vendidas (CMV)
a Compras de mercadorias .................................................................................................. 30.000
Transferência do valor das compras para a apuração do CMV 
Observe os razonetes das respectivas contas:
 
  

Observe que depois do lançamento zeramos a conta de compra de mercadorias, tendo em vista 
que transferimos o valor do saldo para a conta CMV.
Continuando...
CMV = Ei + C - Ef
3ª Conta: Ef (Estoque final) 
O valor do estoque final é apurado mediante levantamento físico efetuado no final do período, 
geralmente em 31 de dezembro. Vejamos abaixo a o seu registro nesse momento:
Estoque de mercadorias
a Custo das mercadorias vendidas (CMV) ..................................................................... 18.000
Hist.: registro do estoque final, conforme inventário físico realizado 
Observe os razonetes das respectivas contas:
 
   


Observe que a conta estoque de mercadorias, que teve seu saldo inicial de R$ 10.000,00 transferido 
para a conta CMV através do lançamento n.º 1, teve reabertura por meio do lançamento com o 
valor do estoque final.

 


43
CONTROLE DO ESTOQUEINVENTÁRIO PERÍODICO • CAPÍTULO 3
Desta forma, finalizamos a fórmula para apuração do CMV, em seguida, iremos apurar o saldo 
dessa conta, que deverá ser igual ao valor apurado extracontabilmente.
Vamos utilizar agora a segunda fórmula (RCM), a conta RCM não recebeu movimentação até o 
momento, por isso vamos abrir esse razonete agora:

Relembrando:
RCM: resultado com mercadorias
Analisando a fórmula, vejamos:
RCM = V - ...
A fórmula se inicia com a conta vendas de mercadorias, dessa forma, iremos transferir o saldo 
dessa conta para a conta RCM. Vejamos o lançamento: 
Vendas de mercadorias
a Resultado da conta de mercadorias (RCM) .............................................................. 80.000
Hist.: transferência do valor das vendas para apuração do RCM 
Observe os razonetes abaixo reproduzindo o lançamento acima para melhor visualização:
 
  
Observe que a conta vendas de mercadorias ficou com saldo zerado, pois teve seu valor transferido 
para a conta RCM. 
Continuando a fórmula, temos: 
RCM = V - CMV
A transferência do CMV para o RCM é feita por meio do seguinte lançamento: 
Resultado da conta mercadorias (RCM)
a Custo das mercadorias vendidas (CMV) ..................................................... 22.000
Hist.: transferência do CMV para apuração do RCM 
44
CAPÍTULO 3 • CONTROLE DO ESTOQUEINVENTÁRIO PERÍODICO
Vamos observar os razonetes:
 
   

 
Observe que zeramos o saldo da conta custo das mercadorias vendidas com esse lançamento 
(destaque em vermelho), pois seu saldo fora integralmente transferido para a conta resultado 
da conta mercadorias.
Apuração do saldo da conta RCM
Quando o saldo apurado for devedor, ele indicará PREJUÍZO BRUTO e se for credor, indicará 
LUCRO BRUTO. Observe:
 

Desta forma, concluímos a apuração do RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS.
Observe que, depois de todos esses lançamentos, alguns razonetes permaneceram com seus 
respectivos saldos, são eles:
Estoque de mercadorias: com débito de R$ 18.000,00, que representa o valor que foi inventariado, 
ou seja, mercadorias que ainda estão no estoque para venda. Esse saldo será representado na 
conta estoque de mercadorias no ativo circulante no balanço patrimonial.
Resultado da conta mercadorias (RCM): com saldo credor de R$ 58.000, cujo valor corresponde 
ao lucro bruto. Esse saldo será transferido para resultado do exercício no momento da apuração 
do resultado líquido do exercício, como no nosso exemplo foi apurado lucro, vamos realizar o 
seguinte registro:
Resultado da conta mercadorias (RCM)
a Lucro sobre vendas
Lucro bruto apurado no período......................................................................................... 58.000
45
CONTROLE DO ESTOQUEINVENTÁRIO PERÍODICO • CAPÍTULO 3
Sintetizando
Vimos até aqui: 
 » A importância do controle extracontábil e a contabillização das operações com mercadorias;
 » O cálculo do CMV de acordo com a formula do controle periódico;
 » O cálculo do RCM utilizando o CMV pelo controle periódico.
46
Introdução ao capítulo
Neste quarto capítulo, aprenderemos sobre os impostos que incidem sobre as compras e as 
vendas de empresas comerciais, como também os fatores que alteram as compras e as vendas. 
Veremos a contabilização do ICMS, PIS e COFINS, regime não cumulativo sobre as compras e 
vendas e abordaremos o conceito do PIS e COFINS pelo método cumulativo.
Objetivos do capítulo
 » Contabilizar o ICMS incidente sobre a compra e venda.
 » Contabilizar o PIS e a COFINS sobre a compra e a venda.
 » Contabilizar o resultado com mercadorias.
4
CAPÍTULO
IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE 
OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA
47
IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA • CAPÍTULO 4
ICMS
O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de 
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é um imposto 
de competência estadual, incidente sobre a circulação de mercadorias e sobre a prestação 
de alguns serviços, como o fornecimento de energia elétrica, transporte e comunicações.
 » Até agora, quando no referimos a compras e vendas de mercadorias, não nos preocupamos 
com o ICMS, mas esse imposto incide sobre a maioria dessas operações.
 » O valor do ICMS já vem incluído no valor das mercadorias constantes da nota fiscal.
ICMS INCIDENTE SOBRE COMPRAS
Vamos citar o exemplo de uma nota fiscal no valor de $ 2.000 de mercadorias, incluindo $ 360 
de ICMS (calculado com base em uma alíquota de 18 %), a prazo. 
Registro no livro diário: 
Diversos
a Fornecedores
Compra de mercadorias.................................. 1.640
ICMS a recuperar .............................................. 360 2.000
Histórico: Nota Fiscal n° xxxx....... 
  
  
Observações:
Na conta compras de mercadorias (AC), foi debitado o valor líquido da compra, ou seja, o valor 
pago menos o valor do ICMS. 
Na conta ICMS a recuperar (AC), foi debitado o valor do ICMS incidente sobre essa compra, 
que representa um direito para a empresa, que poderá compensá-lo no valor do ICMS que será 
devido nas vendas efetuadas no mesmo mês.
ICMS incidente nas vendas
Exemplo: nota fiscal, referente à venda de mercadorias à vista com n.° *** da empresa Luar do 
Sol S/A, no valor de $ 2.500 (alíquota do ICMS 18%), a prazo.
48
CAPÍTULO 4 • IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA
Registro no livro diário:
Clientes
a Receita de venda de mercadoria cf NF ****........................................................ 2.500
ICMS sobre vendas
a ICMS a recuperar
Valor do ICMS incidente sobre a venda supra .................................................... 450
Observe os razonetes:
 
 
 
 
Observações:
A conta receita de vendas de mercadorias foi creditada no segundo lançamento por R$ 2.500,00 
que corresponde ao valor da venda bruta. Como já vimos anteriormente, seu saldo será transferido 
para a conta resultado da conta mercadorias no momento da apuração do resultado bruto.
A conta ICMS sobre vendas foi debitada no terceiro lançamento por R$ 450,00, que representa o 
percentual de 18% sobre o valor da receita bruta. Essa conta é uma dedução da receita bruta de 
vendas e seu saldo será transferido para a conta resultado da conta mercadorias no momento 
da apuração do resultado bruto.
No primeiro lançamento, a conta ICMS a recuperar foi debitada pelo valor do ICMS que incidiu 
sobre a compra realizada, esse ICMS representa um direito para a empresa; já no terceiro 
lançamento, o ICMS foi creditado, pois nesse momento o ICMS representa uma obrigação da 
empresa, pois incidiu sobre a receita de vendas.
No final de cada mês, as empresas deverão apurar o saldo do ICMS a recolher, ou se se ainda 
haverá saldo de ICMS para compensar. De que forma fazemos isso?
Faremos o confronte entre as duas contas de ICMS (a recuperar e a recolher), desta forma:
49
IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA • CAPÍTULO 4
Vamos verificar qual conta possui o saldo menor, A RECUPERAR OU A RECOLHER?
Notamos que de acordo com os razonetes, o saldo da conta ICMS A RECUPERAR é de R$ 360,00, e 
o saldo da conta ICMS A RECOLHER é R$ 450,00, portanto o saldo da conta ICMS A RECUPERAR 
É MENOR, nesse caso, o saldo dessa conta será zerado.
Vejamos:
ICMS a recolher
a ICMS a recuperar.................................... R$ 360,00
Observe como ficam os lançamentos no razonete:
 
  

APURAÇãO DO ICMS NO MÊS 
Dessa forma, com o lançamento acima em vermelho, a conta ICMS a recuperar terá saldo zero, e 
a conta ICMS a recolher, com seu saldo credor, representa o valor que ainda deverá ser recolhido 
para fisco, ou seja, R$ 90,00.
Se num determinado mês o saldo da conta ICMS a recolher for o menor, o ajuste será feito 
usando como contrapartida a conta de ICMS a recuperar normalmente, essa conta ainda terá 
saldo para ser compensado no mês posterior e a conta ICMS a recolher apresentará saldo zero.
PIS E COFINS
Como vimos no assunto anterior, a contabilização do ICMS sobre as vendas é efetivamente igual 
à Contabilização do PIS e da COFINS, onde teremos o registro a débito de uma conta de despesa 
e um registro a crédito de uma conta no passivo, representando a obrigação do recolhimento 
do imposto.
O PIS e COFINS são tributos federais, ou seja, a arrecadação é direcionada para o Brasil inteiro, 
tecnicamente dizemos que é um imposto de competência da União (governo federal).
50
CAPÍTULO 4 • IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA
No PIS e COFINS PELO REGIME NÃO CUMULATIVO, quando o fornecedor lhe vende a 
mercadoria, ele paga X%, e quando quem comprou a mercadoria vender, não vai mais pagar os 
X%, vai pagar Y% - X% de impostos, o procedimento é idêntico à contabilização do ICMS, ou 
seja, nos apropriamos de créditos fiscais e ao final de um período de apuração, que geralmente 
é um mês, fazemos o ajuste.
A empresa pode optar (ou ser obrigada) a adotar qualquer um dos critérios, seja de apurar o 
imposto com base no regime cumulativo ou não cumulativo. No regime cumulativo, a empresa 
não vai ser apropriar dos créditos e no regime não cumulativo, a empresa vai se apropriar. 
A diferença entre ambos consiste na alíquota, enquanto que no regime cumulativo a empresa paga 
3% de COFINS e 0,65% no PIS, no regime não cumulativo a empresa vai pagar 7,6% de COFINS 
e 1,65% de PIS, em regra geral, pois existem alguns produtos que têm alíquotas diferenciadas, 
que podem ser maioresou menores. No regime não cumulativo, em que há apropriação de 
créditos de impostos, estes serão calculados na mesma alíquota, ou seja, 1,65% e 7,6%, para o 
PIS e a COFINS respectivamente, no entanto poderá se apropriar dos impostos de acordo com 
a mesma sistemática utilizada para o cálculo do ICMS.
FATORES QUE ALTERAM O VALOR DAS COMPRAS
DEVOLUÇÃO DE COMPRAS: esse registro representa a devolução total ou parcial das mercadorias 
adquiridas, tendo em vista fatos desconhecidos no momento da compra.
Obs: considera-se que o controle do estoque seja o periódico.
Registro no livro diário:
Devolução de compras no valor de 4.000, adquiridas à vista. 
Caixa
a Devolução de compras ...........................................4.000
Nossa devolução de parte das mercadorias adquiridas da empresa ****
DESCONTOS INCONDICIONAIS OBTIDOS E ABATIMENTOS: consistem nos descontos 
obtidos do fornecedor no momento da compra das mercadorias, os quais vêm destacados 
em nota fiscal. Nesse desconto, não há dependência de eventos posteriores à emissão da nota 
fiscal.
A contabilização desse tipo de desconto, do ponto de vista técnico, é desnecessária, sendo a 
compra registrada pelo seu valor líquido. Caso haja interesse, a contabilização poderá ser feita 
da seguinte maneira:
51
IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA • CAPÍTULO 4
Registro no livro diário:
Compras de mercadorias
a Diversos
a Caixa.............................................................. 3.600
a Descontos incondicionais obtidos........... 400 4.000
Hist.: nossa compra, conf. NF n.***** do fornecedor ******* 
FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS: correspondem à importância paga diretamente ao 
fornecedor ou a uma empresa transportadora, referente a despesas com seguros e transporte.
Registro no livro diário:
Fretes e seguros sobre compras
a Caixa........................................................ 1.000
Hist.: Fretes e seguros pagos à transportadora ******** conf. NF de serviço de transporte no **** 
FATORES QUE ALTERAM O VALOR DAS VENDAS
DEVOLUÇÃO DE VENDAS: é comum as empresas receberem de seus clientes mercadorias em 
devolução total ou parcial, por motivos também desconhecidos no momento da venda.
Registro no livro diário:
Devolução de vendas de mercadorias
a Caixa .......................................... 6.000
Hist.: devolução de vendas recebida do cliente ******* ref. parte de nossa NF no ****** 
DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS: independentemente de 
qualquer condição posterior à emissão da nota fiscal, nossa empresa também poderá oferecer 
descontos, destacando-os nas notas fiscais de venda.
Registro no livro diário:
Diversos
a Receita de vendas de mercadorias
Caixa ....................................................................................... 7.200
Descontos incondicionais concedidos ............................... 800 8.000 
Hist.: nossa NF no **** Empresa******
Sintetizando
Vimos até aqui: 
 » A contabilização dos impostos incidentes sobre compra e vendas: ICMS, PIS e COFINS;
 » A contabilização dos fatores que alteram as compras e as vendas;
 » A contabilização do ajuste do ICMS mensal. 
52
Introdução ao capítulo
Neste quinto capítulo, vamos abordar o estudo de algumas operações financeiras que fazem 
parte do dia a dia das empresas. Vamos aprender como contabilizar essas operações, fazendo o 
reconhecimento das receitas e despesas financeiras de acordo com a ocorrência do fato gerador.
Objetivos do capítulo
 » Conhecer as operações financeiras mais comuns no dia a dia da empresa.
 » Contabilizar cada operação financeira abordada no capítulo.
 » Realizar o reconhecimento das despesas e receitas e levar ao resultado.
5CAPÍTULO
OPERAÇÕES FINANCEIRAS
53
OPERAÇÕES FINANCEIRAS • CAPÍTULO 5
As operações financeiras são realizadas pelas empresas com o objetivo de gerar recursos financeiros, 
grande parte delas ocorre entre as empresas e os estabelecimentos bancários.
 Classificação:
 » Investimentos (operações financeiras ativas)
 » Empréstimos (operações financeiras passivas)
INVESTIMENTOS: os excessos de recursos financeiros que temporariamente permanecem 
compondo o saldo da conta caixa ou bancos conta movimento, enquanto não forem utilizados 
para atender a compromissos já assumidos ou para adquirir outros ativos, conforme o interesse 
da empresa, podem ser investidos, visando à obtenção de rendimentos, independentemente das 
reditas auferidas no desenvolvimento das suas atividades operacionais normais. 
Investimentos com rendimentos pós-fixados: nesse tipo de investimento, a empresa fica sabendo 
quanto ganhou com a aplicação somente no dia do resgate.
 » Aplicações de liquidez imediata: aplicação de curtíssimo prazo.
Exemplo: em 2 de setembro, a empresa Blue Life S/A aplicou a importância de $ 10.000, a curto 
prazo, no Banco Delta S/A, onde mantém sua conta corrente. No dia seguinte resgatou $ 10.200, 
sendo $ 10.000 correspondente ao capital investido e $ 200 ao rendimento. 
Contabilização
Dia da aplicação: 
Aplicação de liquidez imediata
a Banco ...................................................10.000
Dia do resgate:
Banco
a Diversos
a Aplicação de liquidez imediata...........................................10.000
a Rendimento de aplicações financeiras............................... 200 10.200
Investimentos com rendimentos prefixados: nesse tipo de operação financeira, a empresa fica 
sabendo, antecipadamente, no dia da aplicação, quanto vai ganhar. Os rendimentos correspondem 
à correção monetária mais juros
Exemplo: a empresa Delta S/A aplicou, no Banco Beta S/A, a importância de $ 4.000 em CDB, 
com rendimentos prefixados no valor de $ 600.
Data da Aplicação: 01/11/X1
54
CAPÍTULO 5 • OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Data de Resgate: 30/01/X2
Contabilização
Dia da aplicação: 01/11/X1
Aplicações financeiras
a Diversos
a Banco...............................................................4.000
a Rendimentos s/ aplicações a vencer............. 600..................4.600
Apropriação das receitas em 31/12/X1
Cálculos:
Período: 01/11/X1 a 31/01/X2 = 3 meses
Então,
Rendimentos financeiros: R$ 600,00 / 3 meses = R$ 200,00 a.m
Reconhecimento da receita financeira no exercício de X1: 200 x 2 meses: R$ 400,00
CONTABILIZAÇÃO:
Rendimentos s/ aplicações financeiras a vencer
a Rendimentos s/ aplicações financeiras...........................400
Data do resgate: (30/01/X2)
Banco conta movimento
a Aplicações financeiras ..................................4.600
Reconhecimento do restante da receita financeira referente ao período 
de X2: (1 mês)
Rendimentos s/ aplicações financeiras a vencer
a Rendimentos s/ aplicações financeiras...........................200
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OPERAÇÕES FINANCEIRAS • CAPÍTULO 5
Atenção
A conta Rendimentos s/ aplicações financeiras a vencer é uma conta patrimonial, pois como ainda não ocorreu o fato 
gerador, não é correto, nesse momento da aplicação com rendimentos prefixados, levar esse valor ao resultado. Portanto 
no balanço patrimonial, essa conta é apresentada logo abaixo da conta de aplicações financeiras no ativo circulante 
como redutora ou retificadora, porque como estudamos, o ativo circulante possui natureza devedora e, no momento da 
aplicação, nós creditamos nessa conta. Sendo apresentada logo abaixo da conta de aplicações financeiras, podemos, com 
isso, fornecer uma informação mais transparente no balanço.
Ocorrido o fato gerador, levaremos esse valor ao resultado do período pertinente, por isso é importante nos atermos ao prazo 
da aplicação e respeitarmos a divisão dos períodos, como foi realizado no exemplo acima, e dessa forma levarmos o valor da 
receita financeira ao resultado no momento correto.
Rendimentos s/ aplicações financeiras a vencer – Conta patrimonial AC redutora
a Rendimentos s/ aplicações financeiras – Conta de resultado grupo receita financeira
Aplicações em fundos de investimento em ações 
Enquanto

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