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Página 1 de 15
Disciplina: Fontes Alternativas de Energia
Prof Robmilson
Data de entrega:
Conforme definido no
BB
Nome: RGM:
E11 – Resíduos, Cogeração e Novas Alternativas - Aln
INTRODUÇÃO
Ao dar destinação correta aos resíduos urbanos, industriais e agropecuários, minimizamos os
impactos ambientais que podem causar, como poluição do ar, da água e do solo, enchente,
erosão, deslizamento de encostas, transmissão de doenças com contaminantes, com efeitos
desastrosos à saúde e economia da população. Desperdício duplamente evitado se
aproveitarmos a perda do poder calorífico na geração térmica usando a tecnologia da
cogeração. Com outras alternativas, como a energia dos oceanos, do subsolo e do hidrogênio,
também contribuímos para a diminuição de gases nocivos e não afetamos o meio ambiente
com outros problemas à ecologia, como poluição e desequilíbrio de ecossistemas. Além disso,
são processos que podem contribuir para geração de riquezas e empregos devido à
necessidade de mais mão de obra que algumas outras formas de geração, a exemplo da hídrica.
(RSU) RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS COMO FONTE DE ENERGIA
Desde a organização da União Europeia, ganhou força a prática de implantar planos de gestão
de RSU no planeta que, apesar de realidades diferentes, têm como prioridade a diminuição e
compensação de impactos ambientais, promovendo a minimização da geração de resíduos, o
incentivo à reciclagem e às novas tecnologias, com a possibilidade de geração de energia.
Assim, temos a transformação de um passivo ambiental em um insumo para o
desenvolvimento econômico e social. Com o tratamento de resíduos sólidos urbanos podemos
reduzir o volume de transporte e armazenagem, e obter fontes para geração térmica e vapor,
em que vários produtos podem ser utilizados, como biomassa, carvão e gás.
Além dos resíduos domésticos após triagem, temos os oriundos de poda da arborização,
embalagens e pallets, restos de manufaturas, comércio e outros. Processos como secagem,
fracionamento, purificação, condensação, compactação e peletização aumentam o poder
calorífico e a eficiência energética. Além da queima dos sólidos, temos o aproveitamento nos
aterros dos resíduos úmidos e orgânicos que geram gases por biodigestão. Já se aplica
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tecnologia de gaseificação que permite utilizar praticamente todos os resíduos, restando no
final do processo algumas cinzas inertes de volume mínimo (cerca de 10%), que ainda podem
ser utilizadas por indústrias como a de cimento; mas pode haver necessidade de se tratarem
sólidos e lixiviados que possam permanecer, combinando com um sistema de remoção de
alcatrão e filtros secos para não gerar água nem gases poluentes. Na gaseificação, a matéria a
ser tratada é submetida a uma temperatura compreendida entre 700 e 900 °C em uma
pequena quantidade de oxigênio, geralmente em um reator cilíndrico horizontal rotativo.
Como resultado, obtém-se um gás combustível que pode ser usado para gerar energia elétrica
e vapor. As variáveis que determinam sua eficiência energética são: a composição, o poder
calorífico, a umidade e o teor inerte do material a ser tratado.
RESÍDUOS NÃO URBANOS, EFLUENTES E COGERAÇÃO
Além dos urbanos, outros resíduos também podem ser fontes para geração de energia: os de
florestas renováveis e da agropecuária; de agroindústrias e outras fábricas que utilizam
madeira, papéis, papelão; efluentes, etc. Caso selecionados, não contaminantes e viáveis
econômica e ecologicamente, podem alimentar termelétricas e, em alguns casos, ter a energia
calorífica que seria despendida, aproveitada como cogeração.
Fontes rurais, industriais e de efluentes
De origem rural ou do entorno de perímetros urbanos, vários outros resíduos não residenciais
também podem ser utilizados na geração de energia, inclusive de fontes renováveis, como os
oriundos de desbastes, galhadas, costaneiras e raízes de florestas de replantio de pinus e
eucalipto. Outros subprodutos da agropecuária também, como bagaço de cana, casca de coco,
palhas, capim, lenha, dejetos animais e ainda resíduos da agroindústria e de outras fábricas
como restos da movelaria, de beneficiamento de chapas e outras manufaturas, embalagens. E
inclusive de resíduos não sólidos: efluentes e chorume de algumas indústrias e de estações de
tratamento, que na forma de lodo após flotação e secagem servem para queima ou
potencializadores no processo de gaseificação, ao acelerar o processo de decomposição, como
vinhaça e chorumes.
Indústrias sucroalcooleiras, por exemplo, além de autossuficiência com a produção de energia
elétrica por meio da queima do bagaço de cana, ainda se conectam às redes de distribuição,
no sistema de Geração Distribuída, comercializando a energia excedente. Em meio às crises do
país, também as propriedades agrícolas familiares podem reduzir a dependência energética e
buscar um caminho para sua sustentabilidade.
Cogeração
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Considerando que, devido à eficiência parcial dos geradores termelétricos, grande parte da
energia contida na fonte ao ser transformada em calor é perdida para o meio ambiente, na
cogeração essa energia é utilizada. Cogeração é uma tecnologia de produção simultânea de
mais de uma forma de energia, sendo que em muitas atividades, geralmente industriais e
comerciais, utilizam a energia calorífica em forma de vapor ou água quente. Podemos assim
reduzir uma perda de energia, dependendo da fonte utilizada, de 70% para até 10%, com
aumento da eficiência energética que torna útil até cerca de 85% do combustível. Essa forma
de reutilização do calor pode ser aproveitada para aquecimento de ar, água, controlar a
temperatura de granjas, na secagem de produtos agropecuários como grãos e silagem; em
indústrias de alimentos e bebidas podem se reduzir custos com energia em até 10%. Pode ser
usada em hospitais, hotéis, lavanderias, condomínios multifinalitários e outros.
No Brasil, a cogeração por meio de biomassa e biogás é mais comum: apresenta baixo custo,
tem baixas emissões de poluentes, além de haver grande disponibilidade. Bons exemplos são
os dejetos de suínos com geração por meio de biodigestores anaeróbios, e o bagaço da cana,
incluindo a vinhaça, resíduos anteriormente desprezados por criadores e usinas
sucroalcooleiras. Rico em metano, o biogás é processado por motores e microturbinas,
gerando energia elétrica e calor, em forma de vapor ou água quente, usada no processo
produtivo ou nas atividades anteriormente citadas.
Alguns sistemas utilizam caldeiras, bombas de calor, motores, geradores e sistemas de
absorção e a associação entre esses equipamentos. Um sistema com motor a gás e cogeração
pode atingir uma economia de energia de até 40% se comparado a outro com equipamentos
separados de geração de eletricidade e calor. Com a cogeração podemos reduzir a emissão de
CO2, e diminuímos a necessidade de fornecimento de energia, consequentemente a
dependência da concessionária e utilização de combustíveis fósseis, principalmente em locais
mais distantes das redes, além da vantagem para o consumidor de economizar o combustível
que necessitaria para produzir o calor do processo.
ENERGIA OCEÂNICA DAS MARÉS E DAS ONDAS
Tecnologias novas e em evolução continuam buscando explorar a energia contida nos oceanos,
proveniente das marés, ondas, gradiente térmico, salinidade, correntes e biomassa marítima,
mas ainda pouco se pode aproveitar, além de que alguns locais geográficos são áreas distantes
de grandes centros de consumo.
Maremotriz
As marés são criadas pela atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, relacionadas
com a posição da Lua e do Sol e do movimento de rotação da Terra. A Energia Maremotriz é
gerada pelo potencial energético que o fluxo das marés possui, por isso também denominada
Energia das Marés. Apesar de pouco conhecida e ainda não haver no Brasil complexos
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maremotrizes para geração de energia elétrica, já na década de 60 a França havia construído
uma usina nesse sistema e hoje outros países a utilizam, como Japão, EUA, Coreia do Sul,Canadá, Austrália e Inglaterra.
A energia elétrica é produzida através de um sistema de geradores e conversão, com a
instalação de barragens aproveitando desníveis no solo abaixo da água dos oceanos. Mais
comumente nas proximidades do litoral, num reservatório dentro do oceano, em que na maré
alta a água enche o reservatório, passando através da turbina e produzindo energia elétrica. A
água é represada, sendo que no período de maré baixa ela extravasa, passando em sentido
contrário ao do enchimento e também movimentando as turbinas. Entre as vantagens, além
de ser fonte de energia alternativa, renovável e limpa, está a de não ocupar solo útil onshore,
aproveitando a costa marítima. Porém, apresenta baixo aproveitamento energético, sendo
necessário haver uma situação geográfica favorável, como um desnível no solo do oceano e
situação de litoral com marés constantes. Também a implantação é onerosa se comparada a
uma hidrelétrica, por exemplo, e também pode impactar ambientalmente o ecossistema
marinho e áreas de influência.
Ondas
Energia das Ondas é a energia obtida do movimento das ondas dos oceanos, por meio da
variação do perfil da superfície e de variações de pressões abaixo da superfície, e do
movimento orbital de partículas fluidas abaixo da superfície. Algumas variáveis de influência
são a pressão, atividades sísmicas, temperatura e salinidade, e potencial proporcional à
densidade da água do mar, da gravidade e do período e amplitude total da onda.
Existem diversas tecnologias que exploram essa energia proveniente das ondas, e os
dispositivos podem ser categorizados de acordo com a localização e profundidade para as
quais estão designados, se na linha costeira, perto da costa ou em alto-mar; ou categorias de
acordo com o método de obtenção da energia, sendo os principais tipos a Coluna Oscilatória
de Água; o Dispositivo de Alagamento; as Hélices Subaquáticas; o Flutuadores Articulados; os
Atenuadores e outros. Como exemplo, em Portugal temos Atenuadores do tipo Pelamis, que
se constituem como aparelhos cilíndricos flutuantes com orientação paralela à do movimento
da onda e que são conectados uns aos outros por dobradiças. Com as ondas, dobram
sucessivamente nas juntas, movimentando aríetes hidráulicos nas seções conectadas, que
acionam um gerador elétrico. Esse sistema se conecta por cabos até o piso do alto-mar e
transmite eletricidade à terra firme, a 5 km da costa, e em 2010 já produzia energia para 1,5
mil residências da região de Aguçadoura.
Como impacto Ambiental da Utilização da Energia das Ondas, temos vantagens como não
emissão de CO2 ou de resíduos sólidos na atmosfera e equipamentos incentivadores do
aumento da vida marinha, e como desvantagens a extração da energia alterando o clima
marítimo da região; a difícil manutenção dos equipamentos pouco resistentes a tempestades e
ao mar revolto.
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ENERGIA GEOTÉRMICA
Energia Geotérmica, também denominada Geotermal, é a energia obtida do calor proveniente
de camadas do subsolo no interior da Terra para gerar energia elétrica. Quanto maior a
profundidade no interior da Terra, mais alta é sua temperatura (aproximadamente a cada 32
metros de profundidade da crosta terrestre, a temperatura aumenta cerca de 1 °C), mas há as
zonas de intrusões ou câmaras magmáticas, relacionadas com rochas derretidas profundas
(magmas), que são áreas nas quais a temperatura é muito maior. É nessas áreas que o
potencial da Energia Geotermal é mais elevado. Após a Terra reter o calor, este é transferido
por uma rede de tubos subterrâneos numa bomba de sucção. São abertos furos profundos no
solo até alcançar os reservatórios de água e vapor, e estes são drenados até a superfície
terrestre através dos tubos, podendo ter a água aquecida nos reservatórios.
A tubulação conduz o vapor até a central elétrica geotérmica e acionara turbina cuja energia é
transformada em Energia Elétrica por um gerador. Reutiliza-se a água por meio de um poço de
injeção para ser reaquecida, mantendo a pressão e a temperatura no reservatório. Além
dessas Centrais Geotérmicas, quando aproveitamos fluidos geotérmicos em centrais a altas
temperaturas (> 150 °C), para movimentar uma turbina e produzir energia elétrica, podemos
ter outros usos da energia geotérmica produzida: ou por Utilização Direta, quando
reservatórios geotérmicos de temperaturas baixas a moderadas (20 °C-150 °C) fornecem
diretamente calor para a indústria, aquecimento ambiente, termas e outros aproveitamentos
comerciais; ou por Bombas de Calor Geotérmicas (BCG) que aproveitam as diferenças de
temperatura entre o solo e o ambiente. fornecendo calor e frio, como visto anteriormente.
Esse uso para adequar a temperatura ambiente de edificações e estufas é o mais difundido no
Brasil, país em que ainda não há usinas de geração de eletricidade geotérmica, mas em países
como a Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão, Filipinas, Quênia e Islândia já existem
em pleno funcionamento. No caso, alguns cuidados são importantes no processo para evitar
problemas, como um adequado tratamento da água proveniente do interior da Terra, que
pode conter minerais prejudiciais à saúde, e que possíveis despejos não poluam recursos
hídricos.
É preciso atentar também para os gases dissolvidos presentes nos fluxos de água geotérmicos
enviados para a central de geração de energia junto com vapor de água, pois são liberados na
atmosfera, até havendo o risco de exalarem odor desagradável ou apresentarem propriedade
corrosiva e nociva. Mas Energia Geotérmica apresenta muitas vantagens, por ser renovável e
inesgotável, causando menos poluição, sendo uma alternativa para substituir a queima de
combustíveis fósseis. Além da necessidade de apenas uma pequena quantidade de solo para
implantar uma central geotérmica, que pode ser utilizada 24 h/dia com baixos custos de
administração.
CÉLULAS DE HIDROGÊNIO
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O hidrogênio é um elemento químico abundante na natureza, mas não encontrado em sua
forma pura. Seu uso para a produção de energia depende de uma série de espécies químicas
que possui hidrogênio presente predominantemente em sua composição. O hidrogênio pode
ser obtido da gasolina, do metanol e do etanol, o álcool usado nos automóveis no Brasil, por
meio de um processo denominado reforma a vapor, com catalisadores, ou ainda da eletrólise
da água, quando por meio de descarga elétrica são separados o hidrogênio e o oxigênio.
Mesmo assim, das novas tecnologias que surgem em busca de um sistema energético não
poluente e de fontes limpas e renováveis, o hidrogênio é considerado promissor contribuinte
para a geração de energia sustentável, com impacto ambiental mínimo se comparado a outras
formas de produção de energia. Alimentada apenas com hidrogênio, uma célula combustível
tem poluição zero.
Para produzir energia com base no hidrogênio, são usadas células a combustível que
combinam hidrogênio com oxigênio, em um processo eletroquímico. Estas células
requerem alimentação contínua de hidrogênio pelo anodo e de oxigênio pelo catodo.
A conversão a partir da reação de átomos de hidrogênio com átomos de oxigênio,
formam eletricidade, calor e água. Sendo assim, o processo de obtenção de energia
por este meio não produz subprodutos nocivos à natureza. As células a combustível
são consideradas o melhor modo de aproveitamento da conversão de H2 em energia.
(Oliveira, 2004).
Diferentemente dos geradores que funcionam com diesel ou gasolina, o processo de geração
com as células a combustível é silencioso e não poluente: por não apresentar flutuação,
dispensa estabilizadores de voltagem e no breaks, sendo adequado para sistemas de
segurança e de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) equipamentos eletrônicos e
centros cirúrgicos. Com tais vantagens, as células a combustível estão em pesquisas e testes
para aprimoramento e certificações de uso, bem como manutenção, a exemplo dos eletrodos,
catalisadores e membranas, que, dependendo do tipo, devem ser trocados periodicamente; e
para diminuição de custo, pois tanto o custodos projetos para implementação como o preço
de uma célula a combustível ainda são superiores se comparados com os tradicionais
geradores de energia. E apesar de funcionarem baseadas nos mesmos fundamentos,
dependendo do tipo do eletrólito, dos catalisadores e da temperatura de operação, temos
diferentes células a combustível, em processo de pesquisas tecnológicas e estudos de
confiabilidade de componentes e módulos visando ao aperfeiçoamento de materiais
componentes para fabricação e utilização em larga escala.
Mesmo assim, vem sendo adotado o uso em meios de transporte, principalmente públicos,
como ônibus urbanos livres de emissão de poluentes, produzindo apenas vapor d'agua: além
do Brasil, já há em países como Estados Unidos, Canadá e Alemanha, circulando pelas ruas,
transportes coletivos que utilizam o hidrogênio como combustível. Também se amplia o uso
em eletrônicos portáteis e em unidades estacionárias de geração de energia.
NA PRÁTICA
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Um sistema híbrido está sendo experimentado e considerado viável para o Brasil, mesmo em
regiões distantes, que se trata de produzir hidrogênio usando a água, por meio da eletrólise,
com a eletricidade da energia solar gerada durante o dia e estocando o gás em cilindros; esse
hidrogênio é usado à noite para a geração da demanda momentânea, ou quando não houver
captação de energia solar suficiente no inverno ou nos dias muito nublados, evitando o
processo oneroso e temporário de armazenar a energia elétrica obtida, da energia solar ou
eólica, por exemplo, por meio do uso de baterias.
FINALIZANDO
Para reverter em geração de renda o que era passivo ambiental, já temos tecnologias
comprovadas. Exemplo de caso exitoso em São Paulo é a usina termoelétrica do Aterro São
João, que recebeu 28 milhões de toneladas de RSU entre 1992 e 2007 e produz energia para
400 mil habitantes por meio do biogás gerado. A operação é composta por duas plantas
interligadas: a usina de captação de gás, composta por uma rede de poços e dutos de
polietileno instalados no aterro, e a usina de energia que succiona o metano dos poços até
trocadores de calor, onde é resfriado, desumidificado e purificado de algumas das toxinas,
depois elevado à pressão ideal para combustão em motores e geração de energia elétrica por
processo mecânico. A usina tem capacidade de geração de 200 GWh por ano. No caso de
substituir fontes convencionais não renováveis por outras mais adequadas, as novas
tecnologias podem ter alguma resistência, mas se demonstra que é só uma questão de tempo
para a necessidade de adotarmos as energias oceânicas, geotérmicas e químicas.
REFERÊNCIAS
BARBOSA, M de A. Tecnologias e fontes alternativas de energia. [recurso eletrônico]. Curitiba:
Contentus, 2020.
FRANCISCO, W. de C. e. Energia geotérmica. Brasil Escola. Disponível em:
. Acesso em: 31 mar. de
2019.
INSTITUTO ETHOS. Política Nacional de Resíduos Sólidos: desafios e oportunidades para as
empresas. São Paulo, 2012. Disponível em: . Acesso em: 31 mar. de 2019.
MOLINA Jr., W. F.; ROMANELLI, T. L. Recursos energéticos e ambiente. Curitiba: InterSaberes,
2015.
OLIVEIRA, J. et al. Energias alternativas e renováveis: energia do hidrogênio, das marés e das
ondas. Abr. 2010 Disponível em: . Acesso em: 31 mar. 2019. Mares
OLIVEIRA, M. de. Eletricidade do hidrogênio, Revista Pesquisa Fapesp, ed. 103, set. 2004.
Disponível em: . Acesso em: 31 mar. de 2019. SCHWANGART, D. R. Usina transforma lixo
em energia. Revista PINI, ed. 33.
Situação Desafiadora – E11 – Resíduos, Cogeração e Novas Alternativas
Atividade de fixação E11 – Resíduos, Cogeração e Novas Alternativas
1. Qual é um dos principais objetivos dos planos de gestão de resíduos sólidos urbanos?
a) Aumentar a geração de resíduos
b) Maximizar os impactos ambientais
c) Diminuir e compensar impactos ambientais
d) Incentivar a poluição do ar e da água
2. Quais são alguns dos produtos que podem ser utilizados na geração térmica a partir de
resíduos sólidos urbanos?
a) Plásticos e vidros
b) Biomassa, carvão e gás
c) Papéis e metais
d) Óleos e eletrônicos
3. Qual é um dos processos utilizados para aumentar o poder calorífico e a eficiência
energética dos resíduos sólidos?
a) Incineração
b) Compressão
c) Condensação
d) Desidratação
4. O que é cogeração?
a) A produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis
b) A produção simultânea de mais de uma forma de energia
c) A queima de resíduos com aproveitamento energético
d) A geração de energia a partir de combustíveis fósseis
5. Qual é uma das formas de energia oceânica mencionadas no texto?
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a) Energia solar
b) Energia eólica
c) Energia das marés
d) Energia nuclear
6. Como é gerada a energia maremotriz?
a) Por meio de turbinas eólicas
b) Pela conversão do movimento das ondas em eletricidade
c) Através da captura do potencial energético do fluxo das marés
d) Pela queima de combustíveis fósseis
7. Quais são algumas das vantagens da energia das ondas?
a) Alto aproveitamento energético e baixo custo de implantação
b) Não emissão de CO2 e aumento da vida marinha
c) Fácil manutenção e resistência a tempestades
d) Baixo impacto ambiental e rápida implantação
8. O que é necessário para aproveitar a energia geotérmica?
a) Torres solares
b) Reservatórios de água
c) Tubos subterrâneos e bombas de sucção
d) Turbinas eólicas
9. Quais são alguns dos usos da energia geotérmica?
a) Aquecimento de ambientes e produção de eletricidade
b) Geração de ondas e produção de combustíveis fósseis
c) Refrigeração de edifícios e dessalinização da água do mar
d) Produção de biocombustíveis e tratamento de resíduos
10. Como é produzida a energia a partir de células de hidrogênio?
a) Por meio da queima de hidrogênio puro
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b) Através de reações químicas com oxigênio
c) Pela decomposição de resíduos orgânicos
d) Pelo aquecimento de água salgada
11. Quais são as principais vantagens das células de hidrogênio?
a) Poluição zero e baixo custo de implementação
b) Alta eficiência energética e baixa manutenção
c) Produção de eletricidade e aumento da vida útil dos equipamentos
d) Silenciosas e não poluentes, adequadas para diversos usos
12. Como é possível utilizar hidrogênio emmeios de transporte?
a) Através da queima direta do hidrogênio como combustível
b) Por meio da conversão do hidrogênio em eletricidade
c) Utilizando hidrogênio líquido como fonte de energia
d) Armazenando hidrogênio em baterias recarregáveis
13. Qual é um dos cuidados importantes na utilização da energia geotérmica?
a) Evitar a exposição prolongada ao calor gerado
b) Garantir a purificação adequada da água utilizada
c) Prevenir a contaminação do solo comminerais prejudiciais
d) Assegurar que os gases dissolvidos sejam liberados na atmosfera
14. Quais são algumas das formas de obtenção de hidrogênio mencionadas no texto?
a) Reação com ácido sulfúrico
b) Eletrólise da água e reforma a vapor
c) Queima de hidrocarbonetos
d) Separação magnética de substâncias químicas
15. Como é produzida a energia elétrica a partir das células a combustível?
a) Por meio da combustão direta do hidrogênio
b) Através da conversão de energia térmica em energia elétrica
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c) Pela interação eletroquímica do hidrogênio com o oxigênio
d) Utilizando turbinas movidas pelo vapor d'água produzido
16. Quais são os principais tipos de células de hidrogênio mencionados no texto?
a) Células solares e células eólicas
b) Células a vapor e células a oxigênio
c) Células de combustível e células fotovoltaicas
d) Células alcalinas e células de membrana de troca de prótons
17. Qual é a principal fonte de hidrogênio para produção de energia?
a) Combustíveis fósseis
b) Energia solar
c) Água
d) Atmosfera terrestre
18. Comoé possível utilizar hidrogênio na produção de energia em regiões distantes?
a) Armazenando a energia solar em baterias
b) Utilizando hidrogênio líquido como reserva energética
c) Gerando hidrogênio durante o dia com energia solar e estocando para uso noturno
d) Transportando energia geotérmica por meio de tubulações subterrâneas
19. Qual é um exemplo de aplicação prática das novas tecnologias de geração de energia
mencionado no texto?
a) Usina termoelétrica do Aterro São João
b) Central hidrelétrica de Itaipu
c) Parque eólico de Xangai
d) Planta de energia nuclear de Chernobyl
20. Qual é uma das vantagens das novas tecnologias de geração de energia em comparação
com fontes convencionais?
a) Maior dependência de combustíveis fósseis
b) Menor eficiência energética
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c) Redução da poluição e aproveitamento de resíduos
d) Aumento dos custos de produção
21. Como é definida a Energia Geotérmica?
a) Energia proveniente do vento.
b) Energia obtida do calor proveniente do subsolo terrestre.
c) Energia gerada a partir da radiação solar.
d) Energia derivada do movimento das marés.
22. O que determina o potencial da Energia Geotérmica?
a) A profundidade dos oceanos.
b) A temperatura do solo.
c) A altitude do local.
d) A incidência de raios solares.
23. Qual é um dos principais usos da Energia Geotérmica de temperaturas baixas a moderadas?
a) Geração de energia elétrica.
b) Aquecimento de ambientes.
c) Produção de biocombustíveis.
d) Refrigeração de equipamentos industriais.
24. O que são Bombas de Calor Geotérmicas (BCG)?
a) Dispositivos para extrair petróleo do subsolo.
b) Equipamentos para perfuração de poços geotérmicos.
c) Sistemas que aproveitam a diferença de temperatura entre o solo e o ambiente para
fornecer calor ou frio.
d) Centrais de geração de energia elétrica a partir de vapor de água.
25. Quais são algumas das vantagens da Energia Geotérmica em comparação com outras
fontes de energia?
a) Poluição atmosférica e alto custo de instalação.
b) Dependência de condições climáticas e escassez de matéria-prima.
c) Renovabilidade, baixa poluição e disponibilidade contínua.
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d) Impacto ambiental significativo e necessidade de grandes áreas de instalação.
26. Como o hidrogênio é obtido para a produção de energia?
a) Através da combustão direta do elemento puro.
b) Pela eletrólise da água ou pela reforma a vapor de combustíveis como gasolina, metanol e
etanol.
c) A partir da queima de biomassa em processos termoquímicos.
d) Por meio da captação direta do gás natural subterrâneo.
27. O que é necessário para produzir energia através de células a combustível que utilizam
hidrogênio?
a) Apenas hidrogênio puro como combustível.
b) Hidrogênio e oxigênio puros como reagentes.
c) Um processo de reação química contínuo entre hidrogênio e oxigênio.
d) A alimentação contínua de hidrogênio pelo ânodo e de oxigênio pelo catodo.
28. Quais são as principais vantagens das células a combustível em comparação com geradores
tradicionais?
a) Baixo custo de implementação e manutenção.
b) Funcionamento silencioso, sem poluição e dispensa de estabilizadores de tensão.
c) Maior eficiência na conversão de combustível em energia elétrica.
d) Facilidade de obtenção de combustível e maior autonomia de funcionamento.
29. Por que as células a combustível são consideradas adequadas para sistemas de segurança e
de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)?
a) Porque produzem uma quantidade mínima de calor durante o processo de geração de
energia.
b) Devido à sua capacidade de funcionar sem interrupções e sem variações bruscas de
voltagem.
c) Porque consomem uma quantidade reduzida de hidrogênio em comparação com outros
geradores.
d) Devido à sua capacidade de operar em altas temperaturas sem risco de falha.
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30. Além do uso em meios de transporte, onde mais o hidrogênio está sendo aplicado como
fonte de energia?
a) Apenas em eletrodomésticos de alto consumo.
b) Principalmente em aplicações industriais de alta potência.
c) Em eletrônicos portáteis e em unidades estacionárias de geração de energia.
d) Exclusivamente em sistemas de climatização e refrigeração.
31. Pesquise e apresente a descrição do processo de produção de energia a partir da célula
combustível de hidrogênio
Processo de produção de energia a partir da célula combustível de hidrogênio:
As células a combustível de hidrogênio combinam hidrogênio e oxigênio em um
processo eletroquímico para gerar eletricidade. O hidrogênio é alimentado no ânodo,
enquanto o oxigênio é alimentado no cátodo. Neste processo, os átomos de
hidrogênio reagem com os átomos de oxigênio, formando água e liberando elétrons.
Esses elétrons fluem através de um circuito externo, gerando eletricidade. O processo
é silencioso, não emite poluentes e possui alta eficiência energética.
32. Pesquise e descreva a descrição do processo de produção de energia denominado
“hidrogênio verde”.
"Hidrogênio verde" é o hidrogênio produzido a partir de fontes renováveis, como a
eletrólise da água utilizando eletricidade gerada por fontes como solar, eólica ou
hidroelétrica. Esse processo evita a emissão de gases de efeito estufa, pois não utiliza
combustíveis fósseis. O hidrogênio verde é considerado uma alternativa promissora
para a transição para uma economia de baixo carbono, pois pode ser usado como
combustível em células a combustível, substituindo fontes de energia poluentes.
33. Assista o vídeo, pesquise e apresente um breve resumo da aplicação do Combustível
Derivado de Resíduos (CDR).
https://web.facebook.com/gruposalmeron/videos/1531581453643408/
O vídeo apresenta o processo de produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR)
a partir de resíduos sólidos urbanos. O CDR é um combustível sólido obtido por meio
de um tratamento mecânico-biológico dos resíduos, que separa os materiais
recicláveis e transforma a fração orgânica em um combustível com propriedades
semelhantes ao carvão. Esse combustível pode ser utilizado em substituição a
combustíveis fósseis em usinas termoelétricas, cimenteiras e outros processos
industriais, evitando o envio desses resíduos para aterros sanitários. O processo é uma
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alternativa sustentável para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos,
convertendo um passivo ambiental em um insumo energético.

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