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AULA 4 FERRAMENTAS DA INFORMAÇÃO PARA O GERENCIAMENTO DE PROCESSOS Prof. André Ricardo Antunes Ribeiro TEMA 1 – PLANEJAMENTO NO E-COMMERCE Para compreendermos um pouco mais sobre esse tema, abordaremos alguns conceitos de marketing, uma das áreas que mais interagem com a logística, quando existem sistemas de informação envolvidos. Mas o que é e- commerce? De modo resumido, o “comércio eletrônico (CE, e-commerce) entende-se como o processo de compra, venda e troca de produtos, serviços e informações por redes de computadores ou pela Internet” (Turban; King, 2004, p. 3). No que tange às atividades do e-commerce, torna-se necessário compreendê-lo como um modelo desenvolvido de acordo com as possibilidades de interação e de interatividade criados no ciberespaço, desde o advento da internet. Para que o site de uma empresa seja construído dentro dessa proposta, existe um planejamento específico que deve ser considerado como essencial. Durante o planejamento de websites do e-commerce é preciso muito cuidado e atenção na hora de configurar os computadores servidores, ou seja, sua arquitetura. No início do e-commerce, os websites eram somente coleções de páginas individuais sobre a oferta de produtos ou serviços. Hoje, esses websites produzem páginas em resposta às necessidades específicas dos clientes, podendo usar duas, três, ou n camadas na sua arquitetura para dividir o trabalho de servir as páginas da web, administrar bancos de dados e processar transações. Alguns websites do e-commerce são tão grandes (possuem milhões de páginas web e processam milhares de transações de clientes e fornecedores a cada dia), que é necessário mais de um computador para cada camada. (Stefano; Zattar, 2016, p. 41) 1.1 Arquitetura de hardware Manzoor (2010), citado por Stefano e Zattar (2016, p. 41), explica que existem duas abordagens para a arquitetura dos servidores que abrangem websites de e-commerce: • Centralizada: na qual são utilizados poucos computadores, de grandes dimensões e com características velozes, conforme verificado na Figura 1: Figura 1 – Arquitetura centralizada Fonte: Stefano; Zattar, 2016, p. 41. 3 • Descentralizada: na qual é utilizado um número maior de computadores, de menor potência, porém colaborativos, ou seja, dividindo tarefas entre si, conforme apresentado na Figura 2: Figura 2 – Arquitetura descentralizada Fonte: Stefano; Zattar, 2016. 4 Quanto às vantagens ou desvantagens, Stefano e Zattar (2016) consideram que, no caso da arquitetura centralizada, os computadores são caros e possuem uma sensibilidade maior em relação a problemas técnicos. Nesse caso, fazem-se necessárias atividades de backup periódicas, pois, se um dos servidores desativar e ocorrerem problemas de perda de dados do website, esse problema estará resolvido com a recomposição desses dados diretamente no servidor. No caso da arquitetura descentralizada, caso um servidor esteja desativado, a capacidade do website não ficará totalmente comprometida, pois os demais servidores continuarão a operação para mantê-lo em funcionamento. Além disso, “o custo total de 100 servidores pequenos é geralmente menor que o custo de um servidor grande com a mesma capacidade que os 100 pequenos servidores” (Stefano; Zattar, 2016, p. 42). Outros fatores nesse modelo devem ser integrados, como a adição de hubs e comutadores de conexão entre os servidores e com a internet. 1.2 Características do e-commerce O e-commerce, ou comércio eletrônico, é um modelo relativamente recente de transações comerciais, popularizado a partir dos anos 1990 nos Estados Unidos, no qual usuários de computadores nessa época e dispositivos como smartphones e tablets, nos dias de hoje, por exemplo, se utilizam desses recursos para efetuar procedimentos de compra e venda de produtos e serviços. Esse modelo cresceu significativamente durante o período da chamada Web 2.0, caracterizada pela colaboração e interação dos usuários, que passaram a se tornar mais ativos, possibilitando a tomada de decisões relativas ao consumo por meio das plataformas digitais, descaracterizando a passividade estática inerente ao período da Web 1.0. Podemos dizer que o e-commerce se expandiu mundialmente e que hoje também integra ações de marketing, levando em consideração o fato de que somos praticamente “bombardeados” com mensagens de produtos e serviços via SMS, e-mail ou mesmo a chamada publicidade display, na qual visualizamos banners com anúncios relacionados a diversas marcas, ao acessarmos determinado site na internet. Essas ações visam além de influenciar o consumidor a comprar em lojas físicas, a aderir a sistemas on-line de compras. 5 A maior controvérsia se dá quando você continua a visualizar banners relacionados a algum produto que você procurou há algum tempo, nas search engines (mecanismos de busca, como o Google), já encontrou e talvez até tenha comprado no site ou na loja física, no entanto anúncios de produtos da mesma marca ou de concorrentes persistem em aparecer na sua tela através de publicidade display. Mas por qual motivo isso acontece? Todos os navegadores atualmente disponíveis, e podemos citar como exemplos mais populares o Google Chrome, o Internet Explorer, o Mozilla Firefox (Windows e Android) e o Safari (Mac, Iphone e Ipad), são integrados com arquivos digitais denominados cookies. Eles têm o objetivo de proteção, porém “rastreiam” os hábitos de navegação dos usuários, registrando suas preferências e direcionando anúncios de produtos similares da mesma marca ou mesmo de concorrentes. Atualmente, conforme discutimos nas nossas aulas anteriores, o maior interesse dos consumidores é criar experiências positivas e um relacionamento duradouro com as marcas, deixando de lado questões relacionadas à qualidade e ao recebimento da mercadoria, que seria uma obrigação das empresas. E os sites e aplicativos de e-commerce abrangem possibilidades que envolvem modelos de negócios B2B e B2C: negócios voltados para negócios ou para o consumidor. A partir desse pressuposto, criou-se um contexto com o delineamento de um novo perfil de consumidores, “que consultam seus dispositivos móveis até o último minuto antes de realizarem suas compras – são os chamados showroomers”; além da existência de um novo conceito, com o surgimento do termo omnichannel, cujo significado diz respeito à integração de canais de atendimento e informação diversificados e orientados aos clientes, baseando-se nas múltiplas tentativas utilizadas nos períodos da pré-compra, do momento presente da compra e do pós-compra” (Turchi, 2019, p. 15). TEMA 2 – CENÁRIO DO E-COMMERCE NO BRASIL O comércio eletrônico no Brasil segue uma trajetória crescente e consolidada, independentemente dos percalços econômicos que o país tem atravessado no decorrer dos anos. Segundo dados de até 2018, o Brasil, como único representante latino-americano, figura no décimo lugar como melhor mercado de e-commerce no mundo, conforme demonstrado na Figura 3: 6 7 Figura 3 – Ranking mundial de e-commerce até 2018 Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. Além desse fato, os prognósticos são animadores, pois dados do primeiro semestre de 2019 apontaram um crescimento de 12% nas operações, igualando os números de 2018. Entretanto, segundo o site E-Commerce Brasil, o aumento nas compras online não está diretamente associado à recuperação da economia, e sim à migração de consumidores que passaram a experimentar esse novo modelo virtual de comércio (Chinaglia, 2019). Outro fator relevante é a quantidade de usuários de internet que o país possui atualmente: algo em torno de 140 milhões (segundo dados de 2018). Um site de compras online apresentaum grande benefício, tanto para as empresas como para os clientes, que é a automatização. Por meio dela, é possível conseguir resultados como rapidez e eficiência nas operações de rotina de uma loja: como solicitações e entregas, diminuindo consideravelmente falhas que possam ocorrer, com os dados dos consumidores registrados no sistema da empresa (Chapchap, 2019). 8 Cabe conhecermos um pouco mais sobre as categorias de produtos mais buscados no sistema de e-commerce atualmente no Brasil, de acordo com a Figura 4: Figura 4 – Categorias de produtos mais procurados no e-commerce Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. “Não é por coincidência que cosméticos, perfumaria, moda e acessórios lideraram em 2018 o ranking das mais pedidas, além de serem as mais recorrentes e com pedidos de menor ticket médio, o qual representa a média de gastos dos seus clientes em determinado período. Para fazer o cálculo, basta dividir o faturamento pelo número de clientes da loja” (Chapchap, 2019). Outro fator interessante é o potencial de expansão que o e-commerce apresenta no Brasil, possibilitando a integração de novos consumidores, abrangendo classes sociais até então ausentes. Entre os fatores que contribuíram e continuam contribuindo para o crescimento e fortalecimento do e-commerce no Brasil inclui-se a contínua entrada de consumidores das classes chamadas de “baixa renda”. Isso se deve ao crescimento do poder aquisitivo dessas camadas da população e à retomada do crédito ao consumidor, estimulando a inclusão das classes C, D, e E, que passaram a adquirir produtos incentivadas pelos planos de financiamento de longo prazo, e a ter acesso à banda larga. Houve também aumento da confiança para realizar compras no ambiente on-line em consequência do aprimoramento das operações e do maior uso dos serviços financeiros; além da entrada de novos players, o que expandiu a oferta diária de produtos, bem como a consolidação dos que já estavam operantes e da fusão de grandes grupos do varejo. (Turchi, 2019, p. 18) 9 Saiba mais Leia o artigo Faturamento do setor de e-commerce tem alta de 16% no primeiro semestre de 2019, de outubro de 2019, no site da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, para descobrir um pouco mais sobre o potencial do e- commerce no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 1 jan. 2020. TEMA 3 – O E-COMMERCE E AS STARTUPS Atualmente o e-commerce já faz parte do cotidiano das pessoas conectadas à internet, por meio de computadores, notebooks e dispositivos móveis como smartphones e tablets. Sites de compra e vendas de produtos e serviços abrangem opções diversificadas que vão desde a comercialização de eletrodomésticos a produtos de gênero alimentício. Seguindo essa tendência de diversificação, modelos de negócios de diversos países, inclusive no Brasil, apresentam um número crescente de sites ou mesmo aplicativos de e-commerce disponíveis no mercado. Portanto, não é via de regra que somente as grandes empresas obtenham sucesso, pois temos vários exemplos das chamadas startups, que estão conseguindo um crescimento exponencial, oferecendo produtos de valor agregado que resultam em tendências inovadoras. O Brasil apresenta um número significativo de pessoas que exercem o empreendedorismo, seja de maneira formal ou informal, que em termos quantitativos se torna mais acentuado considerando-se as travas burocráticas, consequência do atual modelo tributário; no caso do modelo formal, com o desenvolvimento de pequenas e médias empresas e conforme citamos anteriormente, popularizam-se os modelos de startups. Mas o que é uma startup? Apesar de em algum momento o termo ter sido sinônimo de começar uma empresa nos Estados Unidos, hoje em dia está claro que nem toda empresa que simplesmente acaba de começar é uma startup. O critério é maleável e existem diversos conceitos focando em várias características: empresas de baixo custo de manutenção, empresas com escalabilidade, empresas emergentes, empresas de tecnologia, empresas com modelo de negócio inovador etc. (Miceli; Salvador, 2019, p. 18) 10 3.1 Liv Up: um breve estudo de caso Seguindo o modelo de negócio de uma startup, em 2016, Victor Santos, um ex-funcionário de um banco de investimentos, juntou forças com dois colegas, os irmãos Henrique e Felipe Castellani. Inicialmente, Santos percebeu um nicho no segmento de e-commerce, com base nas suas próprias necessidades. Na união de três fatores recorrentes no seu cotidiano: restrição de tempo; praticidade nas refeições; busca por alimentação saudável, surgiu uma ideia promissora de negócios (Fonseca, 2019). Segundo Fonseca (2019), a inspiração da empresa batizada de Liv Up surgiu de modelos consagrados no mercado norte-americano, como as empresas Hello Fresh e a Freshly, cuja proposta é incentivar as pessoas a consumirem alimentos congelados e saudáveis, sem conservantes e outros aditivos, além de cozinharem seus próprios alimentos de maneira prática e rápida em suas casas. Figura 5 – Site da Liv Up Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. A empresa foi fundada em 2016, após a montagem de um plano de negócios, resultando no aporte financeiro de todos os envolvidos na idealização do projeto, que contou com a colaboração de seus familiares, apostando no segmento da alimentação saudável, unindo o processo de inovação tecnológica com o ultracongelamento de produtos e investindo numa relação de proximidade com o consumidor. Surgiram, então, pratos variados com alimentos prioritariamente orgânicos e também para quem se utiliza de dietas como low-carb ou de restrição a lactose, 11 por exemplo. O cardápio online pode variar de snacks, carnes, peixes e frutos do mar, sopas, massas, itens veganos e até sobremesas. As embalagens dos produtos são biodegradáveis, em uma alusão clara às questões relacionadas ao meio ambiente, e o usuário tem a possibilidade de escolher os itens no próprio site ou no aplicativo, decidindo se pretende buscar a compra na loja física ou recebê-la via sistema de delivery. Os produtos congelados têm durabilidade de seis meses. “A Liv Up começou pequena, com uma cozinha de 50 m2 no bairro de Vila Madalena, em São Paulo. A capacidade de produção era de 1.500 refeições por dia” (Fonseca, 2019). Posteriormente surgiram interessados em investirem no negócio, provenientes de outras startups, como as marcas iFood e Rapiddo. É o chamado “investimento-anjo” de executivos vinculados a essas empresas, que viabilizaram um novo aporte financeiro. Dados de 2017 demonstram que a empresa faturou 6,5 milhões de reais, acumulando uma base de 4 mil clientes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. “O empreendimento também chamou a atenção do fundo de investimentos Kaszek Ventures, criado por fundadores da gigante Mercado Livre, que aportou 5,5 milhões de reais para o negócio expandir e refinar sua atuação” (Fonseca, 2019). Hoje a empresa expandiu nacionalmente, atuando em vários estados, como Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Goiás e Distrito Federal, numa demonstração evidente de sucesso no que se refere ao crescimento de um conceito inovador de startup no Brasil. Nesse modelo, é possível perceber que estruturas de lojas físicas suntuosas ficaram no passado, pois exemplos de startups como essa nem sempre se utilizam de estruturas físicas (quando as possuem). Nesse caso, como o cliente tem a opção de buscar sua compra, a Liv Up dispõe de pequenas, porém organizadas estruturas físicas que abrigam os pedidos devidamente embalados e conservados em uma temperatura adequada, já que são isentos de conservantes ou outrascombinações químicas. A tendência para as atuais startups é apostar no desenvolvimento bem planejado de lojas online, que disponibilize canais de comunicação eficientes com o consumidor, apresentando soluções rápidas, desde as solicitações de pedidos até o recebimento do produto pelo cliente. 12 Figura 6 – Seleção de compra no site da Liv Up Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. TEMA 4 – OPERAÇÕES LOGÍSTICAS EM EMPRESAS NO SEGMENTO DE E- COMMERCE Em modelos de negócios similares, como no caso da startup Liv Up, os procedimentos logísticos podem ser terceirizados por empresas ou mesmo startups especializadas em entregas. Esses casos podem variar na questão da mobilidade e no tipo de produto que deve ser entregue, como no caso dos gêneros alimentícios, que são mais sensíveis, por exemplo. Alguns deles utilizam os modais tradicionais, e outros inovam, como por exemplo em entregas realizadas por meio de bicicletas, incentivando o ciclista a adotar uma vida mais saudável, em consonância com as questões do meio ambiente, considerando que bicicletas não emitem gases poluentes, ao contrário de motos, carros etc. Os clientes dessas empresas podem ser particulares ou empresas. Traremos alguns exemplos a seguir. 4.1 Loggy A empresa Loggy possui parceria com várias empresas de diversos segmentos no mercado, casos do Mercado Livre, Google, Madero e da própria Liv Up. Sua estratégia de logística disponibiliza entregas particulares ou para empresas, por meio de vans, motoboys e carros, dependendo da estrutura do pedido. A interface do site pode ser verificada conforme a Figura 7: 13 Figura 7 – Site da Loggy Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. O solicitante acompanha o rastreamento em tempo real pelo app, e os valores variam se o cliente for prime, ou conforme a capital em que a empresa atua, conforme a Figura 8: Figura 8 – Tabela de preços Loggy Disponível em: . Acesso em: 20 nov. 2019. 4.2 James Delivery A James Delivery nasceu em Curitiba (PR) e possui estratégias logísticas similares às de outras empresas, no entanto seu diferencial vai além das entregas de produtos de diferentes segmentos. A empresa orgulha-se, entre outras características positivas, de ser a primeira no Brasil a realizar entregas de 14 produtos em mochilas ergonômicas adaptadas para ciclistas. Além de realizar entregas também nas tradicionais motos. O sistema de pedidos também compreende a realização via app ou site, com a possibilidade de rastreamento e, segundo dados do site da empresa, garantindo a entrega na média de 35 minutos, com no máximo 1 hora. Figura 9 – Site do James Delivery Disponível em: . Acesso em: 20 nov. 2019. Existem várias outras empresas no ramo logístico que atuam nessas condições, e o principal objetivo em apresentar esses exemplos está em demonstrar as novas possibilidades de parcerias que ocorrem entre empresas de distintas áreas, com a crescente popularização das compras online em aplicativos e sites. As estratégias de e-commerce, pelo menos até o momento, têm apresentado uma variedade impressionante, no que diz respeito às atividades que integram as empresas com o consumidor final. E sabemos que muito mais está por vir, considerando as pesquisas nos campos da inteligência artificial e da robótica, aplicados nessa área. TEMA 5 – CATEGORIZAÇÃO NOS NEGÓCIOS ELETRÔNICOS De acordo com Fernandes (2019), o desenvolvimento de um negócio eletrônico segue critérios de direcionamento para clientes específicos, que podem ser categorizados conforme a seguir: 15 • Comércio eletrônico empresa-empresa (B2B): conhecido pela nomenclatura business to business, caracteriza-se pela venda eletrônica de bens e serviços entre as empresas; • Comércio eletrônico empresa-consumidor (B2C): conhecido pela nomenclatura business to consumer, são negócios eletrônicos envolvendo varejo, nos segmentos de produtos e serviços direcionados para compradores individuais; • Comércio eletrônico consumidor-consumidor (C2C): conhecido pela nomenclatura consumer to consumer, essa categoria contempla transações eletrônicas de produtos e serviços, realizadas entre consumidores, ou seja, de um para outro. Atualmente, fala-se em novas categorias, possibilitadas pela expansão da internet, e consequentemente tornam-se mais direcionadas para o modelo específico de negócio, que um interessado pretende desenvolver. Podemos mencionar alguns deles: business to employee (B2E): empresas e funcionários; business to government (B2G): empresas e governos; business to business to consumer (B2B2C): junção dos modelos B2B e B2C, ou seja, transações entre empresas que objetivam alcançar o consumidor final; além do direct to consumer (D2C), no qual ocorrem transações entre indústrias, distribuidores e importadores diretamente com o consumidor, sem atuação de intermediários (Ilhe, 2018). Entretanto, falaremos um pouco dos modelos B2B; B2C e C2C. De modo mais descritivo, Fernandes (2019) especifica quem são os envolvidos em cada uma dessas categorias, conforme a Tabela 1: Tabela 1 – Diferenças entre as categorias de negócios eletrônicos Modelo de comércio Como são feitas as transações Exemplo B2B Eletrônico, pela internet, extranet, intranets ou redes privadas. Entre empresas e membros da própria cadeia de suprimentos ou entre duas organizações distintas. Indústrias que compram materiais de escritório e equipamentos de informática. B2C Eletrônico, pela internet, de produtos e serviços, mediante cumprimento de prazos de entrega ou data de realização do serviço. Possuem lojas físicas e online. Entre empresas e consumidores. Supermercados, empresas de eletrodomésticos e companhias aéreas como a Gol e a Azul. Sites e lojas físicas. 16 C2C Eletrônico, pela internet, de produtos e serviços, mediante cumprimento de prazos de entrega ou data de realização do serviço. De consumidor para consumidor. Sites de classificados como OLX, Mercado Livre ou modelos que promovem escambo. Fonte: Adaptado de Fernandes, 2019. 5.1 Marketplaces Nesse cenário de profusão de possibilidades digitais, beneficiadas pela expansão do acesso à rede mundial, surge um conceito associado a negócios eletrônicos viabilizado principalmente em modelos de startups: os marketplaces. O termo está associado ao e-commerce, entretanto a diferença está no fato de que esse modelo possui uma proposta colaborativa. Os marketplaces se utilizam de plataformas coletivas online, sites que combinam lojas ou usuários, os quais têm como objetivo vender produtos ou serviços. Esse modelo se torna viável porque os participantes que se cadastram pagam uma taxa mensal, em troca de hospedagem, publicidade e manutenção da estrutura virtual, para a empresa que desenvolveu a plataforma. Hoje, os modelos mais populares que encontramos são sites como o Mercado Livre. 17 REFERÊNCIAS CHAPCHAP, G. O que o ticket médio pode indicar sobre a saúde do seu e- commerce?. E-Commerce Brasil, 29 ago. 2019. Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. _____________. Você sabe quais são os produtos mais vendidos na internet?. E- Commerce Brasil, 05 set. 2019. Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. CHINAGLIA, R. E-commerce cresce 12% no primeiro semestre de 2019, segundo 40º Webshoppers. E-Commerce Brasil, 21 ago. 2019. Disponível em: . Acesso em: 01 jan.2020. FERNANDES, M. E. Negócios eletrônicos. São Paulo: Pearson, 2019. FONSECA, M. Startup ganha aporte milionário para vender comida ultracongelada. Exame, 26 nov. 2017. Disponível em: . Acesso em: 01 jan. 2020. ILHE, G. Entenda as diferenças entre os modelos de negócios. E-Commerce Brasil, 26 nov. 2018. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2019. MICELI, A. L.; SALVADOR, D. O. Startups: nos mares dos dragões. Rio de Janeiro: Brasport, 2019. STEFANO, N.; ZATTAR, I. C. E-commerce: conceitos, implementação e gestão. Curitiba: InterSaberes, 2016. TURBAN, E.; KING, D. Comércio eletrônico: estratégia e gestão. São Paulo: Prentice Hall, 2004. TURCHI, S. R. Estratégias de marketing digital e e-commerce. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/ticket-medio-e-commerce/ https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/produtos-mais-vendidos-internet/ https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/e-commerce-cresce-12-por-cento-webshoppers-i-e-commerce-brasil/ https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/e-commerce-cresce-12-por-cento-webshoppers-i-e-commerce-brasil/ https://exame.abril.com.br/pme/como-eles-faturam-milhoes-ao-entregar-comida-ultracongelada/ https://exame.abril.com.br/pme/como-eles-faturam-milhoes-ao-entregar-comida-ultracongelada/ https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/diferencas-modelos-de-negocios/ https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/diferencas-modelos-de-negocios/