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Universidade Norte do Paraná
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA: PEDAGOGIA DA GINÁSTICA RÍTMICA - 4º SEM. LIC. 
 
DOCENTES: LUCIANE M. O. BERNARDI e MARCIA AVERSANI LOURENÇO 
 
CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
 
 
 
Universidade Norte do Paraná
 
 
PEDAGOGIA DA GR – 4º LICENCIATURA 
 
 
• EMENTA 
 
- Histórico 
- Fundamentos 
- Elementos Corporais 
- Aparelhos alternativos ou não 
 
• CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
 
1- HISTÓRICO (Conceito, Evolução, GR no Brasil, Categorias, Órgãos 
Responsáveis, Principais eventos nacionais e internacionais.) 
 
2- GENERALIDADES (Área de competição, Aparelhos, Duração das séries, 
Composição das bancas de arbitragem, Modalidades de julgamento etc.) 
 
3- ELEMENTOS CORPORAIS (Importância, Generalidades, Dificuldades 
Corporais, Elementos no solo.) 
 
4- APARELHOS ALTERNATIVOS OU NÃO (Confecção, utilização) 
 
• AVALIAÇÃO 
 
- Participação nas aulas / Avaliações práticas e teóricas. 
- O uniforme é obrigatório (azul marinho) 
- Camisetas somente da Unopar 
- No carpet somente descalços ou de sapatilhas. 
 
• BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
 
 FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE GINÁSTICA. Código de pontuação de 
 ginástica rítmica – 11º ciclo. 
 
 GAIO, R. Ginástica Rítmica “popular”. São Paulo: Fontoura, 2007 
 
 HERNÁNDEZ. A. BOUZA, A. Gimnasia rítmica deportiva. Buenos Aires: 
 Stadium, 1982. 
 
 
 
 
 
 
Universidade Norte do Paraná
 
 
EVOLUÇÃO DA GINÁSTICA RÍTMICA 
 
1962 – Reconhecimento como esporte independente pela federação 
internacional de ginástica durante o 41º congresso de Praga; 
 
1963 – 1º Campeonato Mundial, em Budapest/Hungria, com nome 
“Ginástica Moderna”. 
 
1967 – Competições em conjunto pela 1ª vez 
 
1970 – Publicação do 1º código de pontuação de Ginástica Moderna; 
 
1972 – Denominação de “Ginástica Rítmica Moderna”; 
 
1975 – 1º comitê técnico independente e mudança do nome para 
“Ginástica Rítmica Desportiva”; 
 
1984 – 1ª participação em olimpíadas, em Los Angeles/EUA, somente 
individual. Participação da ginasta brasileira Rosane Favilla do Rio de 
Janeiro, que se classificou em 24º lugar; 
 
1992 – Participação da brasileira Marta Cristina Schonhorts, de São 
Paulo, nos jogos olímpicos de Barcelona (não se classificou para as 
finais) 
 
1996 – Incluíram-se as competições de conjunto nas olimpíadas em 
Atlanta/EUA; 
 
1998 – A FIG resolveu mudar a denominação para apenas “Ginástica 
Rítmica”; 
 
1999 – Pela 1ª vez uma equipe de ginástica rítmica sagrou-se campeã 
pan-americana, em Winnipeg/Canadá. 
 
2000 – Participação brasileira nas olimpíadas de Sydney/Austrália, em 
conjunto, sendo 4 ginastas de Londrina, 1 de Brasília e 1 do Rio 
Grande do Sul. Conquistaram a 8ª colocação; 
 
2001 – Pela 1ª vez uma equipe brasileira de Ginástica Rítmica 
conquistou o 1º lugar na Copa Quatro Continentes em conjunto; 
 
2002 – A seleção brasileira conquistou sua melhor classificação em 
campeonatos mundiais, classificando-se em 8º lugar / Campeãs Pan-
americanas juvenil de conjuntos (equipe Unopar); 
 
2003 – A seleção brasileira sagrou-se bicampeã dos Jogos Pan-
americanos realizado em Santo Domingo/República Dominicana; e no 
campeonato mundial a seleção classifica-se em 9º lugar, conquistando 
a vaga para as olimpíadas de Athenas 2004. 
 
2004 – Participação brasileira nas olimpíadas de Atenas / Grécia, em 
conjunto, sendo 3 ginastas de Londrina, 1 de São Paulo, 1 de Aracaju, 
e 1 de Vitória. Conquistaram novamente a 8ª colocação na final 
olímpica. 
 
2005 – A seleção brasileira muda seu local de sede (treinamento), 
formando duas equipes: uma em Vitória - ES e a outra em Joinville – 
SC. A seleção participa do campeonato mundial em Baku - Azerbaijão 
classificando–se em 17º lugar (21 equipes) e também participa do Pré 
Pan em Vitória – ES, ficando com o 1º lugar. 
 
2006 - Campeãs dos Jogos Sul-americanos (ARG) e do desafio do 
Pan (BRA) e vice-campeãs juvenis (CAN) 
 
2007 – Tri Campeãs dos XV Jogos Pan Americanos no Rio de Janeiro 
(Brasil), repetindo Santo Domingo com 3 medalhas e 11º lugar no 
campeonato mundial. 
 
2008 – Participação nos Jogos Olímpicos de Pequim/ China, 
classificando-se em 12º lugar. 
 
2009 – 29º lugar no Campeonato mundial em Mie / Japão e 19º lugar 
na etapa Copa do Mundo em Minsk. 
 
2010 – 20º lugar no Campeonato Mundial na Rússia, perdendo a vaga 
para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, e 2º lugar no Pré Pan em 
Guadalajara, no México (participação de uma técnica da Unopar) 
 
2011 – Tetra Campeão Pan Americano em Guadalajara/ México 
 
2012 – Campeãs Sul americanas na Bolívia; 2ª colocadas no Meeting 
Brasil (Vitória) 
 
 
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 ORGÃOS RESPONSÁVEIS PELA GINÁSTICA 
 
FIG = Federação Internacional de Ginástica 
UPAG = União Pan-Americana de Ginástica 
CBG = Confederação Brasileira de Ginástica 
FPRG = Federação Paranaense de Ginástica 
 
 PRINCIPAIS EVENTOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS 
 
FIG = Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos 
UPAG = Campeonato Pan-Americano de Ginástica e Jogos Pan-
Americanos 
CBG = Campeonato Nacional e Seletiva Para Campeonatos da UPAG 
E FIG. 
FPRG = Campeonatos Estaduais, Jogos da Juventude do Paraná e 
Jogos Abertos do Paraná, Jogos Colegiais, Torneio Elisabeth 
Laffranchi e Campeonatos Nível II. 
 
CATEGORIAS DA GINÁSTICA RÍTMICA 
 
PRÉ-INFANTIL: 09 e 10 anos 
 INDIVIDUAL 
 CONJUNTO 
 ÓRGÃO: FPRG e CBG 
 
INFANTIL: 11 e 12 anos 
 INDIVIDUAL 
 CONJUNTO 
 ÓRGÃO: FPRG, CBG, UPAG. 
 
JUVENIL: 13 a 15 anos 
 INDIVIDUAL 
 CONJUNTO 
 ÓRGÃO: FPRG, CBG, UPAG, FIG. 
 
ADULTO: 16 anos em diante 
 INDIVIDUAL 
 CONJUNTO 
 ÓRGÃO: FPRG, CBG, UPAG, FIG. 
 
 
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GINÁSTICA RÍTMICA – CICLO 2013/2016 
 
 
GENERALIDADES 
 
1. APARELHOS (Ordem olímpica) 
- Corda, Arco, Bola, Maças e Fita. 
OBS: Todos os aparelhos devem seguir suas normas. Para o 
conjunto os aparelhos devem ser idênticos no que diz respeito a 
tamanho, peso e dimensão, ficando a cor livre. Cada ginasta tem 
direito a um aparelho reserva e o conjunto a dois aparelhos 
reservas. Todos os aparelhos deverão ser aferidos antes da 
competição, durante o treinamento oficial. 
 
2. AREA DE COMPETIÇÃO 
- 13X13 metros, sendo a delimitação interna. Pode-se utilizar 
carpet ou não. Deverá haver uma distância mínima de 2 metros 
entre a área de competição e qualquer outro material. O ginásio 
ou sala de competição deve ter uma altura mínima de 8 metros. 
 
3. DURAÇÃO DAS SÉRIES 
- Individual: 1’15” a 1’30” 
- Conjunto: 2’15” a 2’30” 
OBS: O cronômetro é acionado a partir do primeiro movimento 
da ginasta ou conjunto e parado no último movimento da ginasta 
ou conjunto. Para cada segundo a mais ou a menos, haverá uma 
despontuação pelo árbitro coordenador. 
 
4. ARBITRAGEM 
- A arbitragem é dividida em dois grupos: 
 
* EXECUÇÃO: 4 ou 5 árbitros: avaliam as faltas técnicas do 
corpo e do aparelho e também as falhas do artístico (por 
subtração) 
 
 * DIFICULDADE: 4 árbitros: avaliam as dificuldades corporais 
(D), passos de dança ( S → ), elementos dinâmicos com rotação 
e lançamento ( R ) e maestria (M). 
 
 
- O árbitro Coordenador tem a função de controlar a diferença 
entre as notas, a aplicar as penalizações concernentes á saída 
de área, duração da série, disciplina, aparelho, maiôs, etc. 
 
- Nas competições também deverá haver 02 árbitros de linha, 
responsáveis por anotar as saídas de aparelhos e/ou das 
ginastas e enviar ao arbitro coordenador. 
 
 
 
5. MODALIDADES DE JULGAMENTO 
5.1- Divisão das notas: 
 
 E – 0 á 10 pontos no máximo (os árbitros devem dar o total 
de penalizações) elimina-se as extremas e faz a média entre as 
notas centrais 
 
 D – 0 á 10 pontos no máximo (os árbitros devem analisar a 
ficha da ginasta ou do conjunto e aplicar a nota concernente) 
 
 
 
 Média Final = D + E= 20 pontos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Norte do ParanáELEMENTOS CORPORAIS 
 
 
• GRUPOS FUNDAMENTAIS 
- Saltos 
- Equilíbrios 
- Rotação 
 
 
• OUTROS GRUPOS 
- Deslocamentos 
- Saltitos 
- Balanceios 
- Circunduções 
- Giros 
- Ondas 
- Pré acrobáticos 
 
 
- Cada elemento corporal do grupo fundamental tem um valor de 
dificuldade, para que os árbitros de Dificuldade possam avaliar 
corretamente o nível das mesmas. Estas dificuldades são assim 
divididas: 
 
 
 A=0,10 
 B=0,20 
 C=0,30 
 D=0,40 
 E=0,50 
 
 
 
 
 
 
 
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SALTOS 
 
Características: 
 
1. Boa altura (elevação do centro de gravidade) 
2. Forma definida e fixa durante o vôo 
3. Boa amplitude durante a forma 
 
 
OBS: Uma boa altura é que permite realizar a forma do salto 
definida e fixa. 
 
Exemplos de dificuldades de saltos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 EQUILÍBRIOS 
 
Características: 
 
1. Ser visivelmente mantida 
2. Ter uma forma bem definida e fixa 
3. Pode ser executado na meia ponta, pé inteiro ou outras 
diferentes partes do corpo. 
 
 
OBS: Não está autorizado o ‘Tour Lent’ lento sobre os joelhos, 
braços e na posição de cossaco. 
 
Exemplos de dificuldade de equilíbrios: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 ROTAÇÃO 
 
 
Características: 
 
 
1. Rotação mínima de 360º 
2. Ter uma forma bem definida e fixada durante e entre a 
rotação até o final 
3. Executado em meia ponta, pé inteiro ou diferentes partes do 
corpo. 
 
 
OBS: No caso de interrupção na rotação, o valor altera, sendo 
válido o que a ginasta realizou. 
 
 
Exemplos de dificuldades de pivots: 
 
360º 
 
360º 
 
 360º 
 
 360º 
 
 
 
 
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ELEMENTOS PRÉ ACROBÁTICOS 
 
 
 1.São dois os grupos autorizados: 
 1.1- Rolamentos para frente e para trás; 
 1.2-Reversões para frente, trás ou lateral, com uma ou duas mãos. 
 
2.Os elementos de reversão são considerados como tal independente da 
posição de saída ou chegada e também do apoio utilizado durante a execução 
dos mesmos (cotovelos, antebraços, mãos) 
 
3.As seguintes técnicas de se executar um acrobático NÃO estão autorizadas: 
3.1- Rolamentos com tempo de suspensão 
3.2- Reversões com parada na posição vertical ou com 
tempo de suspensão 
 
4.Todos os acrobáticos e os elementos autorizados poderão fazer parte da série 
desde que sejam executados passageiramente, sem parada na posição e sem a 
interrupção da continuidade da série e que sejam executados em ligação com 
um elemento técnico do aparelho. 
 
5.Cada composição poderá conter 01elemento de cada no máximo, isolados ou 
em série (03 elementos sucessivos diferentes ou iguais no máximo). Cada 
série conta como um elemento. 
 
6. Nas composições de conjunto, todas estas normas deverão ser seguidas. As 
particularidades são as seguintes: 
 
6.1- O mesmo elemento realizado simultaneamente pelas 05 ginastas 
será considerado como UM acrobático; 
6.2- O mesmo elemento realizado sucessivamente por cada uma das 
ginastas, será considerado como UM acrobático; 
6.3- O mesmo elemento por vários subgrupos em momentos diferentes 
da composição, são considerados como repetição e conseqüentemente 
CADA VEZ será acrobático 
6.4- Elementos diferentes realizados ao mesmo tempo pelas ginastas são 
considerados como UM acrobático. 
 
 
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 CONCURSOS 
 Os campeonatos de Ginástica Rítmica estão divididos em: 
 
 
a) Campeonatos de Individual (possui 03 concursos) 
 
Concurso I (qualificação) – participam ginastas individuais com 03 ou 
04 séries, utilizando 03 ou 04 aparelhos dos 04 obrigatórios no ano. Se a 
ginasta fizer parte de uma equipe, poderá realizar 01 ou 04 séries, sendo 
que no total a equipe deverá apresentar 12 séries (considera-se uma 
equipe 03 ou 04 ginastas do mesmo país). Sairá à equipe Campeã. 
 
Concurso II (múltiplo) – participam as 24 primeiras colocadas do 
concurso I, sendo no máximo 02 por equipe (a classificação é dada pela 
soma das 03 melhores apresentações). Neste concurso a ginasta deverá 
apresentar-se em 04 séries com os 04 aparelhos obrigatórios do ano. 
Sairá à ginasta campeã pela soma das 04 apresentações. 
 
Concurso III (final por aparelhos) – são as 08 melhores de cada 
aparelho do concurso I, sendo 02 por equipe. A ginasta se apresenta no 
aparelho que se classificou. Sairá à ginasta campeã por aparelho. 
 
 
 b) Campeonatos de Conjunto (possui 02 concursos) 
 
Concurso I (geral) – participam todas as equipes inscritas na 
competição, sendo que cada uma deve realizar duas séries. Sairá o 
campeão geral através da soma das apresentações nas duas séries. 
 
Concurso II (final) – os 08 melhores classificados em cada série 
participam da final. Sairá o campeão de cada série.

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