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DISCIPLINA: TUTORIA PROFESSOR (A): KARINA 
ALUNA: FRANCIELLE RATIS DE FREITAS TEIXEIRA 
 RA: 80124000321 
PROBLEMA 11- PERDI O PRAZER DE COMER! 
 
 INTRODUÇÃO 
A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa crônica, progressiva, 
caracterizada principalmente por distúrbios motores e, em muitos casos, por sintomas não 
motores, como alterações cognitivas e sensoriais. Um desses sintomas precoces é a 
hiposmia, cuja ocorrência pode preceder os sintomas motores em até uma década. O 
presente estudo se debruça sobre um caso clínico de um paciente com hiposmia e perda 
do prazer de comer, correlacionando esses achados com a fisiopatologia da Doença de 
Parkinson. 
 
CASO CLÍNICO 
Paciente masculino, 68 anos, coreano, aposentado, comparece ao serviço médico 
acompanhado de sua esposa. Ela relata percepção de "redução do olfato" há cerca de dois 
anos, além de dificuldade em sentir cheiros do dia a dia (café, perfume), e alteração no 
gosto dos alimentos. Também refere que o esposo está mais lento para realizar atividades 
rotineiras como escovar os dentes ou abotoar camisas. Durante a anamnese, o paciente 
não apresenta tremores, alterações de humor significativas ou queixas cognitivas 
importantes. Ao exame físico, observa-se hiposmia com teste de identificação de odores 
e bradicinesia discreta nos movimentos das mãos. Não há rigidez ou tremores em repouso. 
 
 DIAGNÓSTICO PROVÁVEL 
O quadro é sugestivo de Doença de Parkinson em estágio inicial, na forma clínica 
bradicinética não tremorosa. Os principais elementos que sustentam esse diagnóstico são: 
Hiposmia confirmada por teste olfatório. 
Lentidão nas atividades da vida diária (bradicinesia funcional). 
Bradicinesia discreta detectada em exame físico. 
Ausência de tremor e rigidez (comum na forma não tremorosa). 
Queixas cognitivas leves, sem comprometimento funcional. 
A doença de Parkinson é uma condição progressiva do sistema nervoso central que atinge 
1 a 2% da população mundial acima dos 65 anos e aumenta com a idade segundo a 
Organização mundial da Saúde (OMS). No Brasil existem ao redor de 200 mil pessoas 
com o diagnóstico de doença de Parkinson de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar 
de ser mais comum após os 65 anos, existem sim pessoas diagnosticadas com a doença 
em faixa etárias mais jovens. Estima-se que 4% dos parkinsonianos são diagnosticados 
antes do 50 anos. 
A doença de Parkinson é uma doença neurológica crônica e lentamente progressiva, 
associada à perda de células cerebrais (neurônios) produtoras de um neurotransmissor 
chamado dopamina. Assim ocorre a consequente diminuição da produção de dopamina 
(um neurotransmissor que atua no controle das mensagens entre regiões do cérebro que, 
em conjunto controlam os movimentos e a coordenação no corpo). Segundo a OMS 
(Organização Mundial de Saúde), cerca de 1 a 2% da população mundial acima dos 65 
anos sofre com a doença. A sua prevalência (porcentagem de pessoas que apresentam a 
doença na população). No Brasil, o Ministério da Saúde estima que existem mais de 200 
mil casos de Parkinson e mais de 1,5 milhão de profissionais, amigos e familiares que 
convivem com a dura rotina dos pacientes acometidos pela doença. 
Diversos estudos mostram que o número de pessoas com Parkinson deve crescer 
significativamente nos próximos anos, no Brasil e no mundo. A principal causa se 
concentra no substancial aumento da expectativa de vida e consequente envelhecimento 
geral da população. Com cada vez mais pessoas com mais idade na população, aumenta 
o número de pessoas que pode desenvolver a doença. No entanto, estudos e especialistas 
chamam a atenção para o fato de que houve, nos últimos anos, significativa melhora na 
qualidade de vida e na longevidade das pessoas que sofrem com a doença. Ou seja, os 
parkinsonianos vivam mais e bem melhor que antes, consequente ao avanço dos 
diferentes tratamentos em diferentes modalidades de combate aos sintomas da doença. 
Em geral, o Parkinson é duas vezes mais frequente em homens do que as mulheres. 
O Diagnóstico do Parkinson 
O diagnóstico do mal de Parkinson, principalmente em seu início, pode ser um 
desafio em alguns casos até mesmo para os especialistas na área, e frequentemente 
costumam exigir mais de uma consulta ao neurologista. 
Até os dias de hoje não existe um exame único capaz de diagnosticar sozinho o 
Parkinson, fazendo com que muitos pacientes passem meses e até anos sem receber o 
devido diagnóstico e, por isso, seguem com os sintomas, porém, sem o tratamento 
adequado. Por isso é importante procurar um especialista em Parkinson em caso de 
dúvida. 
O diagnóstico da doença de Parkinson se inicia com avaliação neurológica feita em 
consultório, quando se destaca pelo menos três de quatro sinais: presença de tremores, 
rigidez nas pernas, braços e tronco, lentidão e diminuição dos movimentos e instabilidade 
na postura. 
Nem todos os sintomas precisam ser constatados para se suspeitar do Parkinson. Mesmo 
sintomas leves podem ser evidentes aos olhos de um especialista em Parkinson. Além 
disso, o neurologista prescreve a medicação específica e havendo melhora significativa o 
diagnóstico é reafirmado. Mesmo assim para a confirmação final do diagnóstico de 
Parkinson pode levar até alguns anos e admite-se que após toda a constatação dos 
sintomas ainda assim se espera até 5 anos desde o início dos sintomas para finalizar o 
diagnóstico. 
Em geral, a confirmação ocorre na grande maioria dos casos, e por isso o diagnóstico é 
refirmado logo nas primeiras visitas ao médico. A preocupação existe, pois, há diversas 
doenças que parecem a doença de Parkinson mas exibem sintomas um pouco diferentes. 
Tais doenças são chamados de Parkinsonismos ou síndrome parkinsoniana. 
 
 
Causas da doença de Parkinson 
O Parkinson foi descrito pela primeira vez ainda em 1817, pelo médico e cirurgião inglês 
James Parkinson, ulteriormente a doença ficou conhecida como no meio médico 
neurológico da época, principalmente pela voz influente do então Neurologista Jean-
Martin Charcot que trabalhava em Paris atendendo pacientes com as mesmas 
características e chamou a doença como havia sido descrita por James Parkinson, como 
“Mal” ou doença de Parkinson. 
Assim a enfermidade ficou conhecida popularmente como “Mal de Parkinson”. No 
entanto, o termo “Mal” caiu em desuso e foi abandonado por médicos e pacientes com o 
objetivo de reduzir o estigma social e o preconceito contra os portadores da doença. Assim 
os termos mais utilizados atualmente é mesmo doença de Parkinson. Por ser uma doença 
considerada neurodegenerativa, tem progressão dos sintomas consequentes à perda 
antecipada de neurônios que produzem dopamina localizados em uma região profunda no 
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cérebro chamada de substancia negra. Por isso é considerada uma doença neurológica 
crônica e lentamente progressiva e por isso aumenta com a idade. 
Atualmente, se conhece muitos detalhes sobre a doença, como ela se desenvolve, seus 
sintomas e como tratá-los, mas não é possível saber entre as pessoas, quem realmente 
desenvolverá a doença. Por isso é difícil estabelecer uma só causa para o desenvolvimento 
da doença e assim, não é possível prevenir o aparecimento do Parkinson. A doença de 
Parkinson propriamente dita, no meio médico-científico é referida como Doença de 
Parkinson Idiopática, ou seja a doença a qual não sabemos a causa. 
No entanto, principalmente na última década avanços sobre o conhecimento da doença 
de Parkinson foram atingidos, principalmente quanto a genética da doença de Parkinson. 
Hoje se sabe que cerca de 15% doas pessoas com doença de Parkinson tem algum familiar 
de primeiro ou segundo grau com a doença e desses, cerca de um terço tem alteração 
genética relacionado a doença de Parkinson. Ou seja,por volta de 5% de todas as pessoas 
com doença de Parkinson tem alguma alteração genética. Consequentemente a grande 
maioria (95%) não tem alterações genéticas que sejam conhecidas nos dias de hoje. 
 
A dopamina é um neurotransmissor responsável pelo envio de mensagens às partes do 
cérebro que fazem a coordenação dos movimentos. Sem ela, a informação necessária para 
o controle do movimento não atinge seu alvo, ou seja, há falha na comunicação. Assim 
ocorre o tremor e o controle motor fica comprometido. 
O tremor ainda é o sintoma mais reconhecido pelas pessoas na doença, mas nem todo 
parkinsoniano tem tremor e nem todo tremor indica doença de Parkinson. O Parkinson 
também pode afetar diferentes regiões do corpo, como os músculos responsáveis pela fala 
e deglutição, olfato e até trazer dificuldades para andar. Com o avanço da degeneração, 
pode inclusive alterar a capacidade de concentração e em fases muito avançadas até 
comprometer a memória. 
 
 
 
 
 
 
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Sintomas do Parkinson 
Os primeiros sintomas do Parkinson costumam ser sutis e surgem gradualmente, 
podendo passar despercebidos por muito tempo e até serem considerados traços 
característicos do envelhecimento, o que acaba por dificultar a identificação pelo paciente 
ou membros da família. 
 
Em geral, entes próximos que ficam mais tempo sem ver a pessoa, notam mais 
facilmente as alterações o diagnóstico assertivo da doença. 
Muitas pessoas acreditam que os sintomas da doença de Parkinson se limitam ao 
tremor, principalmente por ser uma característica marcante da doença. 
 
 Tremor: em geral inicia em uma das mãos e braço, mas depois progride para a perna e 
para o outro lado. Pode atingir até os lábios, queixo (mandíbula) e até a cabeça. Costuma 
ocorrer quando a pessoa está em repouso, andando ou mesmo distraída, mas o estresse e 
nervosismo podem piorar o tremor significativamente. 
Em muitos casos é possível notar um movimento típico provocado pelo tremor do 
Parkinson, quando o paciente passa a ponta do indicador sob a ponta do polegar, como se 
estivesse contando notas. 
É importante ressaltar que, embora o tremor ainda seja o sinal mais conhecido e evidente 
da doença de Parkinson, ele não afeta todos os parkinsonianos e não é o mais 
incapacitante dos sintomas. 
 
 Rosto pouco expressivo: o olhar fica parado, a expressão facial mais séria e os 
movimentos da face são menos notados, independentemente da vontade da pessoa. Até 
os olhos costumam piscar com menor frequência, e a pessoa deglute a saliva menos vezes 
e a saliva pode sobrar um pouco no canto da boca (Observação todos nós deglutimos 
continuamente a saliva produzida na boca). 
As vezes a menor expressão dificulta a interpretação das emoções e de seus movimentos 
e para quem convive com o parkinsoniano parece que tem muito menos rugas 
aparentando ser até mais jovem. Mas também é descrito como se a pessoa tivesse uma 
máscara sobre o rosto. 
É comum que, mesmo de bom humor, o paciente de Parkinson seja visto como uma 
pessoa séria, brava e até deprimida. 
 
 Micrografia: trata-se da dificuldade de escrever e a letra tende a ficar pequena. O 
movimento fica menos amplo e em consequência escrita e os espaços entre as letras 
tornam-se menores. 
Tarefas simples do dia a dia como elaborar uma lista de supermercado ou assinar o próprio 
nome tomam mais tempo e demandam mais atenção. Para enfrentar esse sintoma, os 
paciente costumam escrever mais lentamente, em papel pautado e com caneta mais larga 
para manter a legibilidade. As vezes a assinatura se modifica sem que o paciente perceba 
podendo até causar problemas de reconhecimento da assinatura. 
 
Má Postura: é possível notar, ainda no início da doença, uma inclinação do tronco e da 
cabeça para frente e tendência a olhar para o chão. Existe comprometimento do equilíbrio 
e agilidade como sintoma da doença, o que comumente é interpretado como tontura 
confundindo-se com labirintite. Isso leva os pacientes a procurar médicos que tratam da 
labirintite, e não raro são medicados para tontura e não apresentam melhora. 
Bom controle com medicamentos antiparkinsonianos acompanhados de atividade física 
são medidas primordiais para a melhora, sendo essa associação a recomendação número 
1 para combater os problemas de mobilidade. O uso de sapatos que garantam a firmeza 
dos pés também é fundamental no combate desse sintoma. 
 
Voz Fraca: a doença de Parkinson afeta o movimento de diferentes partes do corpo, como 
os músculos da face, garganta e boca, assim como a musculatura respiratória do tórax e 
diafragma (principais músculos da respiração), todos importantes para a fala. 
A consequência dessa disfunção é a redução do tom e volume da voz, reduzindo a clareza 
das palavras e causando uma sensação de fala baixa, arrastada, dificultando o 
entendimento e fazendo com que muitos pacientes se isolem para evitar a exposição e 
constrangimento. 
O paciente tentam cada vez mais alto para ser compreendido, o que provoca um enorme 
cansaço. Para isso, evitar conversas em grandes grupos ou em lugares cheios e 
barulhentos pode ajudar na adaptação da nova dinâmica de comunicação. 
 
 Hipotensão Postural: trata-se da queda súbita de pressão arterial quando a pessoa tenta 
sentar ou se levantar rapidamente. A pessoa sente tontura repentina ou uma sensação de 
que vai desmaiar, comprometendo equilíbrio e aumentando os riscos de queda. 
Eventualmente pode ocorrer mal estar e suor frio até efetivamente desmaios, ou mesmo 
piora repentina dos sintomas como dificuldade para se movimentar e lentidão do 
pensamento. 
Cerca de 20% dos pacientes de Parkinson apresentam esse sintoma devido à redução dos 
neurotransmissores e com isso a vontade. Porém, existem outras causas que ajudam na 
evolução desse sintoma, como: desidratação, uso de antidepressivos, diuréticos e 
sedentarismo. 
 Perda Olfativa: é um dos sintomas iniciais mais comuns e atinge a maioria dos pacientes 
com doença de Parkinson. Estima-se que cerca de 90% dos parkinsonianos tenham o 
olfato reduzido incluindo alterações no paladar (uma vez que os dois sentidos se 
interligam). 
A perda olfativa pode surgir muitos anos antes dos tremores e da rigidez, quando em geral 
a doença de Parkinson é diagnosticada. Existem relatos de pacientes que notaram a 
redução no olfato até duas décadas antes dos sintomas motores se instalarem. 
 
Sono Inquieto: é comum para todos ter certa agitação durante o sono. Mas alterações 
durante o sono em paciente com Parkinson se manifestam como se a pessoa atuasse 
durante o sonho. 
Diferente de sonambulismo, esse sintoma, chamado de distúrbio comportamental do sono 
REM, faz parte da doença. Especialistas relatam que os movimentos são tão repentinos e 
intensos que chegam a incomodar quem dorme ao lado. Em geral, tais alterações do sono 
são descritas pelo companheiro, pois o paciente não percebe na maior parte das vezes. 
Tais alterações em geral apresentam períodos de melhora alternados com eventuais 
pioras. 
Estima-se que cerca de 60% dos parkinsonianos tem insônia. Eles dormem facilmente, 
mas perdem o sono e acordam de madrugada comprometendo a restauração necessária de 
uma noite bem dormida. 
 Dificuldade para caminhar: frequentemente se relaciona à quantidade de dopamina 
funcionante no cérebro. Quando há redução desse neurotransmissor, as alterações ao 
caminhar costumam ser bem significativas, mas por outro lado na maior parte das vezes, 
melhoram bastante com as medicações antiparkinsonianas. 
Observando o andar da pessoa, nota-se os braços mais rígidos e com menos movimento 
durante o andar, e tendem a ficar rente ao corpo o que compromete o equilíbrio e 
agilidade na marcha. 
Tais alterações da marcha no Parkinson podem chegar até o fenômeno de congelamentoda marcha, ou seja uma incapacidade súbita e momentânea de iniciar um movimento. 
Embora não atinja todos os pacientes, estima-se que cerca de 40% dos pacientes sofram 
com essa instabilidade. Os pacientes descrevem como se estivessem com os pés colados 
no chão. Uma das complicações desse sintoma é propiciar quedas que são de extrema 
preocupação, pois podem ocasionar 
 
 Constipação: Segundo recentes pesquisas, é seguro afirmar que a doença de Parkinson 
se iniciar em muitos casos pela degeneração nos neurônios intestinais (células nervosas 
que coordenam as contrações intestinais) muitos pacientes sofrem com esse sintomas. 
Com isso, o trato intestinal costuma se tornar mais lento preguiçoso resultando em 
desconforto no abdome e redução na frequência de evacuações comumente tratado 
como “intestino preso”. Algumas medicações podem ainda agravar essa situação, por 
isso deve ser sempre falado com o médico. 
É importante frisar que o funcionamento do intestino de um parkinsoniano não precisa 
ser diário, mas é importante que siga uma dieta equilibrada, com bastante líquido para 
que, assim, consiga garantir conforto e bem-estar. 
 
 
 
 
 
 FISIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA DE PARKINSON: 
RELAÇÃO COM OLFATO E PALADAR 
Sistema Olfatório 
O sistema olfatório compreende neurônios localizados no epitelio olfatório (cavidade 
nasal), que transmitem impulsos via nervo olfatório (par craniano I) para o bulbo olfatório 
e, posteriormente, para estruturas limbicas e o córtex orbitofrontal. Ele é essencial para a 
percepção de odores e participa da modulação emocional e alimentar. 
Na DP, ocorre a deposição de alfa-sinucleína no bulbo olfatório e trato olfatório, levando 
à hiposmia ou anosmia. 
Sistema Gustativo 
O paladar é mediado pelos nervos facial (VII), glossofaríngeo (IX) e vago (X), e leva 
informações ao núcleo do trato solitário e córtex insular. A integração do paladar com o 
olfato é essencial para a percepção completa dos sabores. 
Fisiopatologia da DP 
A DP é marcada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos da substância negra 
pars compacta, gerando um desequilíbrio entre dopamina e acetilcolina nos gânglios da 
base. Isso prejudica o controle motor, gerando bradicinesia, rigidez e tremores, além de 
sintomas não motores. 
 
 RELAÇÃO ENTRE SINAIS, SINTOMAS, CAUSAS E SINTOMAS PERTINENTES 
Sintoma Causa Significado clínico 
Hiposmia Degeneração do bulbo olfatório Sinal precoce de DP 
Perda do prazer de 
comer 
Hiposmia + perda de dopamina em 
vias mesolímbicas 
Apatia alimentar 
Lentidão nas tarefas Disfunção nos gânglios da base Bradicinesia funcional 
Bradicinesia discreta Queda de dopamina Critério essencial para DP 
Queixas de memória 
leve 
Alteração cortico-subcortical 
Comprometimento 
cognitivo leve 
Ausência de 
tremor/rigidez 
Forma clínica variante 
Compatível com DP não 
tremorosa 
 
EXAME FÍSICO: COMO É REALIZADO PARA HIPOSMIA E BRADICINESIA 
DISCRETA 
Teste de Hiposmia 
Objetivo: Avaliar a percepção de odores. 
Materiais: Frascos com cheiros comuns (café, baunilha, canela). 
Procedimento: 
Paciente fecha os olhos. 
Oclui-se uma narina. 
Aproxima-se o frasco com odor na outra narina. 
O paciente relata se sente e identifica o cheiro. 
Resultado esperado: Redução da percepção é compatível com hiposmia. 
Testes de Bradicinesia 
Finger Tapping: 
Tocar rápida e repetidamente polegar e indicador. 
Avaliar lentidão progressiva e interrupções. 
Pronossupinação das mãos: 
Alternar as palmas para cima e para baixo. 
Observar irregularidade e hesitação. 
Movimento de pinça (polegar e dedo): 
Executar movimento rápido com todos os dedos. 
Avaliar ritmo, velocidade e precisão. 
Critérios de bradicinesia: lentidão, diminuição de amplitude, interrupções e 
fatigabilidade. 
Exames e manobras terapêuticas utilizados para o auxílio diagnóstico do Parkinson 
Em alguns casos, quando necessário, o neurologista pode indicar o uso de levodopa 
(medicação utilizada como material prima para a fabricação da dopamina pelo cérebro). 
Quando os sintomas melhoram com o uso desse medicamento é quase certo o diagnóstico 
do Parkinson, pois outras doenças que também exibem esse efeito à levodopa são bem 
mais raras que a Doença de Parkinson. Caso ainda haja dúvidas se o paciente possui a 
doença de Parkinson ou algum outro tipo de parkinsonismo (doenças com sintomas 
semelhantes ao Parkinson, mas com evolução e tratamentos distintos), existem três 
exames de imagem que auxiliam no diagnóstico assertivo: 
 
A ultrassonografia transcraniana é um exame de ultrassom aplicado através do crânio, 
sem necessidade de contrastes, que mostra mudança de cor (ecogenicidade) de uma parte 
do cérebro chamada da substancia negra, a região do cérebro que mais produz dopamina. 
A modificação em sua ecogenicidade corresponde as alterações degenerativas nesta 
região, ou seja perda das células dopaminérgicas e consequentemente redução da 
dopamina cerebral, um dos mecanismos presentes na doença de Parkinson. Auxilia no 
diagnóstico, quando há dúvidas quanto a síndrome parkinsoniana. 
A cintilografia cerebral (com TRODAT), aponta a quantidade de dopamina no 
estriado, região do cérebro que recebe a dopamina que é fabricada na substância negra. 
Neste exame se injeta uma substancia radioativa (mínima radioatividade não prejudicial 
a saúde) para demarcar a quantidade de dopamina, ou seja, quando está diminuída o 
diagnóstico é mais provável. 
A ressonância magnética do encéfalo por muitos anos apenas auxiliava em detectar 
sinais de outras doenças que não a própria doença de Parkinson, ou seja, era utilizada para 
excluir outros diagnósticos. Com o desenvolvimento de novas técnicas e sequências de 
ressonância, atualmente podem ser evidenciadas alterações na substância negra descrita 
como perda do “sinal da cauda da andorinha. 
Outra alteração evidenciada em pacientes com Parkinson é a redução do sinal da 
neuromelanina na região do mesencéfalo. Embora não sejam suficientes para fazer o 
diagnóstico por si, pois podem estar presentes também em outras síndromes 
parkinsonianas com degeneração das vias dopaminérgicas, assistem no diagnóstico. Tais 
métodos auxiliam adicionando dados ao diagnóstico clinico, além de poder descartar 
outras alterações próprias de outras doenças na análise do restante do exame de 
ressonância magnética cerebral. 
Ou seja, juntamente com outros dados de história e exame neurológico assistem no 
diagnóstico final da doença. 
Ambos os exames estão disponíveis ainda em poucos centros em São Paulo, mas não são 
comuns mesmo em outras capitais pelo Brasil, pois exigem médicos especialistas e 
dedicados ao tema além de equipamentos de ressonância magnética de 3 Tesla 
plenamente funcionantes e com as sequencias corretas instaladas nos mesmos. 
 
Tratamento da doença de Parkinson 
Embora ainda não exista cura para a doença de Parkinson, com o uso de medicação e 
técnicas de reabilitação é possível controlar os sintomas e também retardar o seu 
progresso, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O uso de 
medicação pode controlar os sintomas por vários anos. Porém, com o avanço da doença, 
estes sintomas ficam mais fortes e respondem menos às drogas disponíveis, mesmo com 
dosagens maiores. 
Com isso, muitas vezes os efeitos colaterais, como movimentos involuntários, se tornam 
tão ou mais incapacitantes do que os sintomas primários da doença. 
Além das medicações, há uma série de terapias complementares fundamentais para 
controlar os avanços da doença e garantir a independência do paciente por mais tempo. 
A fisioterapia ajuda a conservar a força e a flexibilidade dos músculos, melhora a 
mobilidade e alivia eventuais dores no corpo. 
Tratamento da doença de Parkinson 
Embora ainda não exista cura para a doença de Parkinson, com o uso de medicação e 
técnicas de reabilitação é possível controlar os sintomas e também retardar o seuprogresso, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O uso de 
medicação pode controlar os sintomas por vários anos. Porém, com o avanço da doença, 
estes sintomas ficam mais fortes e respondem menos às drogas disponíveis, mesmo com 
dosagens maiores. 
Com isso, muitas vezes os efeitos colaterais, como movimentos involuntários, se tornam 
tão ou mais incapacitantes do que os sintomas primários da doença. 
Além das medicações, há uma série de terapias complementares fundamentais para 
controlar os avanços da doença e garantir a independência do paciente por mais tempo. 
A fisioterapia ajuda a conservar a força e a flexibilidade dos músculos, melhora a 
mobilidade e alivia eventuais dores no corpo. 
 
Tratamento Medicamentoso 
Grande parte dos sintomas do Parkinson são provocados pela falta de dopamina no 
cérebro. Portanto, muitas medicações têm o objetivo de reproduzir os efeitos desse 
neurotransmissor, reduzindo o tremor, a rigidez muscular e melhorando a capacidade de 
coordenação de movimentos. 
Esses medicamentos costumam apresentar ótimos resultados conseguindo controlar os 
sintomas por anos. No entanto, com o passar do tempo, é necessário ajustar a medicação 
e até associar novas drogas para manter os mesmos efeitos. 
Em outras palavras, é importante que o tratamento medicamentoso seja regularmente 
revisado pelo neurologista responsável para que o paciente mantenha sua qualidade de 
vida. 
Existem diversas medicações disponíveis no Brasil que podem ser prescritos 
rotineiramente. As medicações têm tanto semelhanças como diferenças entre si e podem 
ser utilizadas tanto sozinhas (monoterapia) como em conjunto (politerapia). Os 
especialistas têm conhecimento e experiência para compor uma prescrição em que um 
medicamento tem melhor efeito determinados sintomas e frequentemente são utilizados 
em conjunto pois se complementam. 
Existem algumas regras gerais para o uso de medicamentos no tratamento da doença de 
Parkinson, veja abaixo: 
Horários: respeitar os horários das tomadas de cada medicação indicados pelo médico, 
isso pode fazer toda a diferença na melhora dos sintomas. Se os horários propostos pelo 
médico não se encaixarem em sua rotina de vida, você deve falar com o médico durante 
a consulta de acompanhamento e alternativas devem ser propostas. 
Alimentação: observe se a medicação pode ou não ser ingerida juntamente com 
alimentos. Muitos medicamentos devem ser ingeridos durante as refeições, outros não. 
Por exemplo o Levodopa (Prolopa), um dos medicamentos mais utilizados no tratamento 
da doença de Parkinson não deve ser ingerido com alimentos. Ao contrário, deve ser 
sempre ingerido com estômago vazio, pois assim é absorvido mais facilmente e terá mais 
efeito. 
Substituição de medicamentos: Nem sempre medicações com nomes parecidos tem 
efeitos semelhantes, assim na falta de medicações, sempre consulte o médico qual 
medicação poderia substituir a que está em falta. 
Efeitos esperados: converse com o médico e pergunte quais os efeitos esperados de cada 
medicação e porque está sendo prescrita naquela dose e horário. Frequentemente o 
paciente ou cuidador atribui um efeito a certo medicamento que não necessariamente 
ocorre. É importante saber os efeitos benéficos esperados e saber que também podem 
ocorrer efeitos incomuns. Sempre pergunte a seu médico. 
Efeitos adversos ou colaterais: Os medicamentos podem ter efeitos indesejáveis, mas na 
maior parte das vezes pode ser evitado ou reduzido. Mas para isso o médico deve sempre 
ser consultado, pois nem sempre o efeito que ocorre é relacionado a determinado 
medicamento. A bula também pode ser consultada, mas é importante sabermos que os 
efeitos mais raros e graves são listados ao lado de efeitos leves e comuns, muitas vezes 
sem que seja feita essa distinção. 
Medicamentos complementares: no tratamento da doença de Parkinson diversos 
medicamentos têm efeito de potencializar outro, ou seja, quanto tomados ao mesmo 
tempo o efeito é maior e mais prolongado. Um exemplo disso são o Levodopa e 
Entacapone que na maior parte das vezes devem ser ingeridos ao mesmo tempo para que 
o efeito do prolopa fique maior e mais prolongado. 
Intervalos: em geral os medicamentos no tratamento de doença de Parkinson devem ser 
ingeridos durante o dia, salvo quando orientado especificamente para serem tomados a 
noite. Assim, estes são sempre passados, por exemplo, 4x dia com intervalos de 4 horas, 
diferente de outros medicamentos como antibióticos que são prescritos, por exemplo, 6/6 
horas, ou seja, alguns dos horários pode coincidir com horários de tarde da noite ou 
madrugada. 
 
 Reabilitação 
Existe uma série de terapias complementares fundamentais para controlar os avanços da 
doença e garantir independência ao paciente. A fisioterapia, por exemplo, auxilia na 
conservação da força e flexibilidade dos músculos, melhorando a mobilidade e aliviando 
eventuais dores no corpo. 
A terapia ocupacional também é uma ótima ferramenta para o paciente realizar atividades 
rotineiras com mais tranquilidade, segurança e autonomia.Assim como a fonoaudiologia, 
que trabalha a força da voz para que o paciente mantenha o volume e clareza da fala, 
podendo assim continuar mantendo seus laços sociais e afetivos. 
É importante lembrarmos que a atividade física também é um fator primordial para os 
parkinsonianos, sendo também um pilar de tratamento para a doença de Parkinson. Logo 
que o paciente recebe o diagnóstico já deve escolher a prática de um exercício com a 
ajuda de um profissional. 
Além das terapias acompanhadas pela fisioterapeuta ou fonoaudióloga, é importante o 
paciente praticar atividade física regularmente com os seguintes propósitos: 
Condicionamento físico: o preparo físico é muito importante para todas as pessoas, mas, 
mais ainda para que sofre com alguma doença neurológica. Na doença de Parkinson, o 
preparo físico é fundamental, não para fazer competições mas para adequar seu corpo às 
necessidades do dia-a-dia, ou seja, que a pessoa tenha folego para passar pelas atividades 
diárias sem que se sinta cansada. Condicionar o físico para que a rotina diária fique leve 
para sua condição física. Em geral são indicadas atividades aeróbicas com intensidade 
levemente progressiva ao longo do tempo. 
Fortalecimento muscular: Os músculos devem ser sempre alongados e fortalecidos, 
principalmente no lado do corpo que a doença se iniciou ou trás mais dificuldade. 
Musculação leve e progressiva seguida ou precedida de alongamentos idealmente 
supervisionados, complementa e facilita o condicionamento físico. 
A atividade física regular, não só trás bem-estar, como é a única modalidade de 
tratamento que comprovadamente reduz a progressão da doença de Parkinson, 
considerada uma doença neurodegenerativa. Ou seja, as pessoas que fazem atividade 
física regularmente, além de terem bem estar ainda fazer a doença ser mais lenta em sua 
progressão. Em outras palavras, que se exercita vai ter menos dificuldades e sintomas no 
futuro do que quem não se exercita fisicamente. 
 
Cirurgia 
A cirurgia funcional para doença de Parkinson também tem se tornado cada vez mais 
acessível. Quando se refere à cirurgia de Parkinson, em geral, a Estimulação cerebral 
Profunda (DBS – deep brain stimulation do Inglês) é a técnica mais utilizada com 
vantagens diversas, por isso os termos são tratados quase como sinônimos na maioria dos 
países. 
O procedimento de implante de eletrodos cerebrais atualmente é considerada um 
tratamento seguro e efetivo. É indicada para pacientes que já responderam muito bem à 
medicação e com o tempo não conseguem mais os mesmos efeitos. 
Nesses casos, a cirurgia consegue retroceder alguns anos nos sintomas e na resposta a 
medicação, consequentemente ganhando em qualidade de vida e maior funcionalidade. 
A ideia não é interromper o tratamento medicamentoso, isso nem é considerado mais um 
objetivo dacirurgia. Em geral, as medicações e doses são reduzidas drasticamente, muitas 
vezes pela metade depois da cirurgia e permanecem em doses bem menores durante anos. 
O sintomas são reduzidos e a resposta do organismo à medicação potencializada. 
Assim é possível associar os diferentes tratamentos para aumentar o conforto e autonomia 
dos pacientes. É importante ressaltar que cada paciente tem suas características e 
manifestação da doença, fazendo com que as opções de tratamento sejam traçadas de 
acordo com cada quadro e fase da evolução da doença. Nunca há apenas um caminho a 
seguir! 
A tecnologia a favor dos pacientes de Parkinson! 
Em 2017, diversas empresas importantes no ramo da tecnologia desenvolveram 
equipamentos específicos para controlar os sintomas da doença de Parkinson e aumentar 
a qualidade de vida dos pacientes. Dentre elas: 
1 – Eletrodos direcionais: Atualmente os sistemas mais avançados de estimulação 
cerebral profunda, são eletrodos utilizados por meio de implantes cerebrais, que possuem 
o dobro de possibilidades de programações quando comparados aos antigos. 
Mas a grande diferença é que permitem que regiões próximas ao eletrodo possam ser 
menos estimuladas quando eventualmente haja efeitos colaterais, ou mais estimuladas 
quando os efeitos serem benéficos. Em outras palavras, o neurologista pode direcionar 
com maior precisão e detalhismo os impulsos elétricos no cérebro. 
Em nossa prática clinica, já utilizamos este tipo de eletrodos há 3 anos e fomos pioneiros 
no uso na América juntamente com centros no Canadá. Apenas recentemente os Estados 
Unidos iniciaram e outros países iniciaram seu uso. Na atualidade, temos visto ganhos 
reais em relação a tecnologia antiga, ou seja os resultados tem sido consistentemente 
melhores a cada dia. Essa tecnologia tem colocado a cirurgia de implante de eletrodos 
ainda mais a frente nos últimos anos. 
2 – A Klick Labs (empresa americana de tecnologia voltada à saúde) criou um 
equipamento via Bluetooth que, em tempo real, transmite para uma pessoa que não tem a 
doença os tremores característicos de quem possui a doença de Parkinson. 
O objetivo desse equipamento, chamado de SymPulse, foi promover a empatia entre 
familiares e fabricantes, pois ao saber como o paciente de Parkinson se sente, tanto 
tratamento como diagnóstico podem ser mais precisos, fazendo quem convive com a 
doença entender com mais clareza o que se passa com o paciente. 
3 – Satya Nadella (CEO da Microsoft), apresentou na conferência anual da empresa o 
protótipo de um relógio que elimina temporariamente os tremores da doença. O aparelho 
funciona através da ativação de técnicas de inteligência artificial que ajudam a controlar 
os sintomas. 
O relógio foi batizado de Emma em homenagem à designer da peça e parkinsoniana de 
início precoce Emma Lawton. O aparelho, em um segundo momento, será testado por 
neurocientistas em um grupo de pacientes. 
4 – Dois equipamentos que promovem estímulos visuais e auditivos foram testados e 
aprovados para melhorar a marcha dos parkinsonianos. Ambos estão disponíveis no 
Brasil para compra e locação: 
Andador virtual (ou óculos de realidade virtual): faz com que o visor projete, à frente, a 
imagem de uma esteira com quadrados brancos e pretos para guiar os passos dos 
pacientes. 
À medida em que a pessoa aumenta o ritmo, a “rolagem” da esteira também ganha 
velocidade. Simultaneamente a isso há um estímulo auditivo, pelos fones de ouvido, para 
dar ritmo à caminhada e, consequentemente, estabilidade. 
Bengala com laser: ao tocar um solo, a bengala emite um feixe de laser que projeta um 
traço luminoso vibrante no chão à frente. O paciente, por sua vez, se guia por esta luz e 
dá o passo por cima dela. 
O objetivo é que os passos fiquem maiores e mais ritmados com a prática. Dessa forma, 
o paciente ganha estabilidade corporal e segurança para caminhar. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A análise dos sintomas apresentados por Seu Park revela um quadro sugestivo de Doença 
de Parkinson em estágio inicial, com predomínio de sintomas não motores como hiposmia 
e perda do prazer alimentar, associados a bradicinesia discreta. O exame físico contribuiu 
para a identificação precoce do quadro. O reconhecimento de sintomas não motores é 
essencial para o diagnóstico precoce e intervenção adequada. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 14. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2021. 
KATZUNG, B. G. Farmacologia: Básica e Clínica. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2018. 
JANKOVIC, J. Parkinson’s disease: clinical features and diagnosis. Journal of 
Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, 2008. 
DOTY, R. L. Olfactory dysfunction in neurodegenerative diseases. The Lancet 
Neurology, 2017. 
MOVEMENT DISORDER SOCIETY. MDS Clinical Diagnostic Criteria for 
Parkinson’s Disease, 2015. 
BERARDI, A. et al. Olfactory dysfunction in Parkinson’s disease: An early biomarker? 
Frontiers in Neuroscience, 2020.

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