Prévia do material em texto
Vamos colocar em prática os conteúdos estudados na disciplina de Epidemiologia? Agora que você já sabe como são realizados os estudos epidemiológicos e conhece os termos utilizados, pesquise no Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de arboviroses urbanas transmitidas pelo Aedes Aegypti (dengue, chikungunya e zika) do ano de 2020. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/11/boletim_epidemiologico_svs_48.pdf. Acesso em: 18 nov. 2021. a) Qual o período de maior incidência das arboviroses no Brasil? Qual o motivo da maior incidência neste período? As arboviroses são as doenças causadas pelos chamados arbovírus arbovírus, que incluem o vírus da DengueDengue, ZikaZika vírus e febre ChikungunyaA classificação “arbovírus” engloba todos aqueles transmitidos por insetos e aracnídeos (como aranhas e carrapatos). O mosquito Aedes aegyptiAedes aegypti é o vetor responsável pela transmissão da dengue, Zika vírus e febre Chikungunya. O inseto põe seus ovos em locais em que possam armazenar água, como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas e pratos sob vasos de plantas. O inseto se reproduz em ambientes com água parada e aproveita o calor para a eclosão dos ovos. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem e em cerca de 7 dias, dão origem a um novo mosquito. Por isso é sempre motivo de preocupação em período de chuvas. As manifestações destas doenças podem ser de leves a graves, dependendo do indivíduo. Evitando a proliferação Algumas ações podem evitar a proliferação do mosquito, como manter baldes, potes, bacias, tambores e caixa manter baldes, potes, bacias, tambores e caixa d’água limpos e vedados corretamente.d’água limpos e vedados corretamente. Mas em caso de contágio, é preciso ficar atento. Incidência de casos O intervalo entre as Semanas Epidemiológicas (SE) 1 e 26Semanas Epidemiológicas (SE) 1 e 26, que se estende de janeiro a junho / janeiro a junho, é considerado a época de sazonalidade época de sazonalidade das arboviroses. Ou seja, o período de maior incidência de casos. Isso acontece por serem meses de maior volume de chuva, mas também de temperaturas elevadas em grande parte do Brasil. O cenário é ideal para a reprodução do Aedes aegypti, que deposita os ovos em áreas deposita os ovos em áreas próximas à água e aproveita o calor para a eclosão dos ovos.próximas à água e aproveita o calor para a eclosão dos ovos. b) Qual a taxa de incidência de dengue registrada no país (por 100mil habitantes)? O número de casos prováveis de dengue no Brasil em 2024 chegou a 408 mil, segundo atualização de sexta-feira (9) no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Já o número de vítimas confirmadas da doença atingiu 62, enquanto outras 79 mortes suspeitas estão sendo investigadas. A média nacional aponta 201 casos de dengue por 100 mil habitantes. Mas, em alguns estados, esse coeficiente é bem maior. O Distrito Federal, por exemplo, registra mais de 1.700 casos por 100 mil habitantes. Na sequência proporcional de casos, aparecem Minas Gerais, Acre, Paraná e Goiás. Em número absoluto, Minas Gerais lidera, com mais de 143 mil pessoas registradas com dengue, seguido por São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Na outra ponta, com menos casos registrados, aparecem dois estados do Nordeste: Piauí e Paraíba. As mulheres são as mais afetadas, com 55% dos registros, contra 45% dos homens. O número de mortes, 62, praticamente não aumentou comparando as primeiras cinco semanas deste ano, com o mesmo período do ano passado, quando a dengue matou 61 pessoas. Já o número de casos graves mais do que triplicou. Nas cinco semanas deste ano, foram quase 4.600 casos, contra 1.355 registros, no mesmo período, em 2023. c ) Qual região do país apresentou maior incidência de dengue neste período e qual foi este valor de incidência (por 100 mil habitantes)? Pelo menos 10 estados e o Distrito Federal registraram mais casos de dengue nos primeiros três meses de 2024 do que todo ano de 2023. Além do DF, a lista é formada por: Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo. O Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de casos de dengue neste ano (são 2.010.896 no total, em atualização até o dia 21 de março). 682 pessoas morreram vítimas da doença. Outros 1042 óbitos estão em investigação pelo Ministério da Saúde para saber se há relação com a dengue. Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 676.758 até a última atualização. Em todo o ano de 2023, o estado mineiro teve 408.393 casos. Já como base o coeficiente de incidência para cada 100 mil habitantes, o Distrito Federal lidera a lista, com 5725,8 casos a cada 100 mil. Foram 161.299 casos no DF neste ano. Em comparação, em todo 2023, o Distrito Federal teve 38.584 registros. Lista com os estados que superaram os casos de 2023 · Amapá: 2.895 (2024) – 1.237 (2023) · Amazonas: 9.068 (2024) – 6.450 (2023) · Bahia: 70.529 (2024) – 48.039 (2023) · Distrito Federal: 161.299 (2024) – 38.584 (2023) · Goiás: 110.433 (2024) – 69.718 (2023) · Minas Gerais: 676.758 (2024) – 408.393 (2023) · Pará: 8.614 (2024) – 6.076 (2023) · Pernambuco: 10.388 (2024) – 8.916 (2023) · Rio de Janeiro: 149.797 (2024) – 49.330 (2023) · Roraima: 304 (2024) – 237 (2023) · São Paulo: 379.222 (2024) – 339.604 (2023) d)A partir da Semana Epidemiológica 12, foi observada uma diminuição no registro dos casos de dengue em comparação com a mesma semana no ano de 2019, qual o possível motivo desta diminuição? No entanto, a partir da SE 12, observa--se uma diminuição dos casos prováveis em relação ao ano de 2019. Esta redução pode ser atribuída a mobilização que as equipes de vigilância epidemiológica estaduais estão realizando diante do enfrentamento da emergência da pandemia do coronavírus (Covid-19), após a confirmação dos primeiros casos no Brasil em março de 2020, ocasionando em um atraso ou subnotificação para os casos das arboviroses.