Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

GINEAD
ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
PROFISSIONAL
Unidade 3 - Ética e 
responsabilidade social
2
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
UNIDADE 3
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
> Conhecer a
evolução histórica
da responsabilidade
social nas empresas.
> Entender a
relação sistêmica
das empresas com
seus parceiros e suas
implicações éticas.
> Discutir os
principais elementos
da Política de
Responsabilidade
Social das empresas.
> Reconhecer
as principais
certificações
internacionais em
responsabilidade
corporativa.
GINEAD
Todos os direitos reservados. 
Prezado(a) aluno(a}, este material de estudo é para seu uso pessoal, sendo 
vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, venda, 
compartilhamento e distribuição. 
3
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEADGINEAD
3 ÉTICA E RESPONSABILIDADE 
SOCIAL
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Esta unidade abordará uma reflexão sobre a ética no desenvolvimento profis-
sional e na vida empresarial, entendendo como ela pode ser aplicada, na prá-
tica, no universo organizacional e pensando em como os valores impactam 
na credibilidade e na reputação de uma empresa no mercado. 
Assim, o estudo apresentará algumas das principais certificações acerca da 
responsabilidade social empresarial, compreendendo como esse conceito 
deve ser trabalhado nas empresas. Além disso, esta unidade tratará da dua-
lidade entre o discurso e a prática da responsabilidade social, apresentando 
exemplos de empresas que adotam a SER.
3.1 RESPONSABILIDADE SOCIAL: CONSTRUÇÃO 
HISTÓRICA E CONCEITOS GERAIS 
Para que as atividades possam ser consideradas socialmente responsáveis, 
você acredita que são necessários parâmetros de atuação dentro de uma 
empresa? 
Moral, ética e cultura trarão justamente os valores que serão inseparáveis da 
noção de responsabilidade social. 
4
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
FIGURA 1 – VALORES E ÉTICA NO AMBIENTE EMPRESARIAL
Fonte: Plataforma Deduca (2019).
Por isso, responsabilidade e moralidade são 
noções importantes para que se possa che-
gar à responsabilidade social corporativa.
Nesse ponto, é necessário fazermos uma 
contextualização do cenário empresarial ao 
longo da história. O primeiro objetivo das 
corporações era o lucro para os acionistas. 
Após os efeitos da Grande Depressão e da 
Segunda Guerra Mundial (1945), a ideia de 
que a corporação deveria responder apenas 
a seus acionistas foi duramente criticada. Os 
acionistas eram considerados passivos pro-
prietários que abdicavam de controle e da 
responsabilidade em favor da diretoria da corporação. Em um contexto de 
expansão do tamanho das corporações e de seu poder sobre a sociedade, 
Dessa forma, pode-
se entender que a 
responsabilidade social 
das empresas se refere ao 
conjunto de mecanismos 
simbólicos utilizados para 
organizar a realidade. 
5
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
ocorrido pela necessidade de desenvolvimento econômico do pós-guerra, 
foram vistas diversas decisões nas cortes norte-americanas favoráveis às 
ações filantrópicas das corporações, uma vez que o entendimento de que 
as empresas precisavam devolver à sociedade parte do que com ela lucram 
começou a fazer parte do pensamento jurídico. 
Em um dos mais importantes litígios dos EUA 
acerca da filantropia empresarial, o caso A.P Smith 
Manufacturing Co. X Barlow, de 1953, retomou-
se o debate público sobre a responsabilidade 
social corporativa. Nesse caso, a interpretação da 
Suprema Corte de Nova Jersey quanto à inserção 
da corporação na sociedade e suas respectivas 
responsabilidades foi favorável à doação de 
recursos para a Universidade de Princeton, 
contrariamente aos interesses de um grupo de 
acionistas. A justiça determinou, então, que uma 
corporação pode buscar o desenvolvimento social, 
estabelecendo em lei a filantropia corporativa. 
A partir de então, defensores da ética e da responsabilidade social corpora-
tiva passaram a argumentar que se a filantropia era uma ação legítima da 
corporação, então outras ações que priorizavam objetivos sociais em relação 
aos retornos financeiros dos acionistas seriam de igual legitimidade, como o 
abandono de linhas de produtos lucrativos, porém nocivos ao meio ambiente 
natural e social. 
6
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
FIGURA 2 – PARA ESTAR DE ACORDO COM A RESPONSABILIDADE SOCIAL, EMPRESAS 
DEVERIAM ABANDONAR PRODUTOS LUCRATIVOS QUE SÃO NOCIVOS AO MEIO 
AMBIENTE
Fonte: Plataform a Deduca (2019).
Assim, no final da década de 1960 começou-se a discutir, no meio empresarial 
e acadêmico, a importância da responsabilidade social corporativa pela ação 
de seus dirigentes e administradores.
Para compreender melhor esse contexto, assista 
ao filme O Poder e a Lei (2011), do diretor Brad 
Furman, e analise as semelhanças, as diferenças e 
os conflitos entre a lei e a ética. 
7
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
3.2 ABORDAGEM SISTÊMICA E CORRELAÇÃO 
COM A ÉTICA EMPRESARIAL
A responsabilidade social é uma prática que atesta o comprometimento da 
empresa com seu público e com a sociedade. Dessa forma, a visão de uma 
organização sobre suas responsabilidades está relacionada a como ela mede 
o desempenho dos recursos comprometidos para o atendimento dessas 
responsabilidades. 
Para que a ética se desenvolva no âmbito corporativo, é importante com-
preender a necessidade de que seu desenvolvimento envolva uma “liderança 
integrada (não basta que haja líderes, eles devem estar integrados por verda-
des comuns), tenha uma organização flexível ( o que significa que as estrutu-
ras estimulam a participação, a criatividade, a descentralização e a delegação 
de autoridade) e visão e ações estratégicas (permitindo o desenvolvimento da 
percepção diagnostica, ou seja, saber o que está acontecendo, e também o 
pensamento estratégico, para que se possa definir cenários e tomar decisões 
eficazes, como aponta Matos (2014, p. 3-4). 
O que se percebe é que, para que haja verdadeira ética empresarial, são 
necessárias uma visão, uma abordagem e uma atuação sistêmica, ou seja, 
que envolva todas as áreas da empresa, todos os seus colaboradores e todos 
as suas relações, internas e externas. 
Assim, é importante que as abordagens interna e externa estejam alinha-
das com a ética, permitindo o desenvolvimento da responsabilidade social 
empresarial. Nesse contexto, a conduta de cada corporação pode ser anali-
sada quanto ao estágio em que se encontra, considerando três dimensões 
das responsabilidades corporativas: social, econômica e ambiental (1 – requi-
sitos éticos mínimos, 2 – obrigações além do nível ético mínimo, 3 – aspirações 
para ideais éticos). 
Por exemplo, entender como se integram os processos internos e como é sua 
relação com o ambiente externo e como se exteriorizam as informações des-
ses processos é crucial não só para a reputação da empresa, como também 
para sua manutenção no mercado. 
8
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
FIGURA 3 – MODELO DOS TRÊS DOMÍNIOS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL 
EMPRESARIAL
(III) Exclusivamente ético
(II) 
Exclusivamente 
legal
(I) 
Exclusivamente 
econômico
(VI)
Econômico/ 
ético
(V)
Econômico/ 
legal
(VII)
Econômico/ 
legal/ético
(VI)
Legal/ético
Fonte: Research Gate (2019).
Assim, a visão sistêmica, que conceitualmente significa conseguir enxergar 
e compreender o todo vendo e analisando todas as partes que o formam, na 
verdade, é fundamental para a organização e também para todos os seus 
profissionais. Para esses últimos significa a possibilidade de se posicionar na 
estrutura organizacional, compreender seu papel como membros de uma 
equipe e desempenhar as tarefas inerentes aos seus cargos dentro das áreas 
organizacionais em que atuam de maneira legal, ética e responsável.
Segundo Machado (2006), e corroborando com a ideia de abordagem sis-
temática e ética empresarial, o argumento ético favorável à RSE diz que a 
empresa deve ser socialmente responsável porque é moralmente correto agir 
assim. Isso gera um forte comportamentonormativo, ou seja, cria normas éti-
cas que serão seguidas pela empresa. 
Também pela adoção da RSE, argumenta-se que ela é instrumentalmente 
importante, uma vez que o comportamento socialmente responsável benefi-
ciará a empresa como um todo, no longo prazo. Isso pode ser visto, por exem-
plo, no cativo de novos clientes, que são atraídos à empresa justamente em 
razão de seu comportamento ético, ou até mesmo quando a empresa, com a 
adoção da ser, minimiza os riscos de perda da sua reputação e também gera 
um diferencial em relação aos competidores menos socialmente responsáveis.
http://www.researchgate.net/
9
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
A relação entre a abordagem sistêmica e a ética empresarial justifica-se por 
uma ação proativa da organização, que busca se conscientizar sobre ques-
tões culturais, ambientais e de gênero, tais como a adoção de energias sus-
tentáveis, contratação de pessoal buscando diminuir a desigualdade racial e 
de gênero, ou, ainda, interage externamente com a sua comunidade, fazendo 
ações comunitárias em seu local de atuação, entre outros movimentos. 
Ao agir assim, antecipa-se a possíveis sanções ou regulações restritivas do 
governo, e, ao mesmo tempo, diferencia seus produtos diante de competido-
res menos responsáveis. 
Para complementar seu conhecimento, leia o livro 
Responsabilidade social e governança: o debate e 
as implicações, de Cláudio Pinheiro Machado Filho. 
3.3 ÉTICA, CREDIBILIDADE E REPUTAÇÃO 
EMPRESARIAL
A preocupação com responsabilidade social é, atualmente, um diferencial 
fundamental para tornar as organizações mais produtivas (gerando menos 
custos com novas fontes de energia, por exemplo), garantir o respeito do 
público e sua própria viabilidade. 
Caso isso não seja colocado em prática, a empresa pode sentir impactos 
como a proliferação de comportamentos antiéticos, que podem ser prejudi-
ciais tanto para os indivíduos que dela fazem da organização, quanto para as 
relações com clientes, fornecedores e meio ambiente.
Cabe destacar que, além de reflexos nocivos pessoais, a proliferação de com-
portamentos antiéticos prejudica a imagem empresarial. Na medida em que 
esses atos se tornam públicos, fornecedores e clientes podem desenvolver um 
juízo de valor deturpado em relação à organização, e isso impacta de forma 
negativa na tomada de decisão desses agentes e na realização de transações, 
por exemplo.
10
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
No mercado globalizado, a reputação ética torna-se 
critério de garantia de competitividade. 
Outro fator relevante é a credibilidade diante da diretoria. Quando o com-
portamento antiético se torna uma prática comum, as ações e políticas dos 
colaboradores podem ser desacreditadas pela direção, que pode considerar 
possibilidade de existirem fraudes oclusas de auto favorecimento.
FIGURA 4 – O COMPORTAMENTO ANTIÉTICO DE COLABORADORES PODE INTERFERIR 
NA IMAGEM DA EMPRESA
Fonte: Plataforma Deduca (2019).
Definir e adotar posturas éticas nas empresas é uma maneira de assegurar a con-
tinuidade dos negócios. Por isso, a ética empresarial, profissional, política e pes-
soal, junto com a preocupação ambiental, já é uma grande exigência no cenário 
organizacional, que ganha cada vez mais destaque com o passar dos anos. 
11
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
É importante codificar os valores das organizações, em políticas éticas 
ou códigos de conduta. 
Afinal, a sociedade contemporânea espera da empresa o 
cumprimento de uma função social, ou seja, ela deixa de ser só 
produtora de vantagens econômicas que visa o lucro para seus 
proprietários ou acionistas, e passa a pensar e atuar levando em conta 
elementos sociais, contribuindo com o bem-estar da comunidade.
Para que isso ocorra, é preciso trabalhar na conduta moral e 
desenvolvimento do senso ético no quadro funcional. 
No mundo atual, boas práticas trazem rendimentos à empresa. Fazer com 
que os colaboradores ajam de maneira íntegra favorece, por exemplo, a con-
solidação de uma imagem responsável, desenvolve o senso ético e gera e pre-
serva boas relações internas. 
Outro ponto do desenvolvimento ético de seus colaboradores é a possibilidade 
de atrair e manter em seu quadro de funcionários pessoas que adotam for-
tes valores morais. Além de auxiliar na potencialização de princípios éticos na 
empresa, isso também desestimula possíveis desvios morais, uma vez que a 
organização terá grande probabilidade de reter apenas pessoas de bom caráter. 
Todos esses fatores evidenciam as vantagens de se adotar uma conduta ética 
na administração de um negócio. No entanto, para que esses resultados 
sejam obtidos, a empresa precisa definir muito bem suas crenças e aonde ela 
quer chegar.
FIGURA 5 – EVOLUÇÃO DAS EXPECTATIVAS SOCIAIS
Sustentabilidade
Responsabilidade social
Gestão do meio ambiente
Qualidade
Agir de acordo com
... os limites da natureza
... as necessidades da comunidade
... a proteção ao meio ambiente
... as expectativas dos consumidores
... as necessidades dos empregados
... as leis, regulamentos e contratos
hoje
Práticas de negócios corretas, conformidade
Saúde, segurança no trablho e 
qualidade de vida no trabalho
Fonte: Ashley (2005). 
12
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
Vamos ver alguns exemplos de vantagens práticas da criação da RSE?
Veja algumas das vantagens da criação da RSE nas 
organizações.
• Minimização de acidentes, perigos e paradas de 
trabalho, por meio da sistematização de todas 
as atividades.
• Diminuição dos riscos de passivos trabalhistas e 
ações judiciais.
• Valorização da imagem da empresa, pelo 
comprometimento com a saúde e segurança 
do trabalhador.
• Satisfação do colaborador durante a jornada de 
trabalho.
• Melhoria da reputação da marca e ajuda no seu 
reconhecimento.
• Promoção da motivação e do engajamento no 
ambiente de trabalho.
• Aumento da competitividade.
• Aumento na atração de talentos.
Para ampliar seus conhecimentos no tema, 
leia o trabalho disponível no link: https://
re p o s i to r i o .u n i ce u b. b r/ j s p u i / b i t s t rea m / 
123456789/2234/2/20251890.pdf
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/123456789/2234/2/20251890.pdf
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/123456789/2234/2/20251890.pdf
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/123456789/2234/2/20251890.pdf
13
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
3.4 POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL 
EM UMA EMPRESA
Como foi possível perceber até aqui, refletir sobre as práticas da  empresa, 
como ela produz ou circula seus serviços, como se relaciona com os diversos 
stakeholders, considerando os aspectos econômicos, sociais e ambientais, é 
primordial para sua longevidade. 
Nesse contexto, a ética empresarial surge para orientar moralmente a cul-
tura organizacional para que todos os envolvidos com a corporação sejam 
tomados por um padrão integro e ajam com base no respeito aos direitos do 
próximo. Assim seria o comportamento da empresa quando ela age em con-
formidade com os princípios morais e as regras do bem proceder aceitas pela 
coletividade.
Hoje em dia, no mundo corporativo, a ética empresarial é considerada uma 
meta necessária a ser atingida. Mas cabe destacar que cada empresa possui 
sua forma de desenvolver uma política de RSE, que seja adequada aos seus 
valores, a sua missão e aos seus objetivos. O seu comprometido deve refletir 
esses ideais.
Para que possamos visualizar o desenvolvimento da responsabilidade 
social em uma empresa, vejamos como uma empresa mundialmente 
conhecida, como a Toyota, entende que deve realizar a sua 
responsabilidade social:
A Toyota Material Handling Mercosur é uma empresa 
comprometida com o desenvolvimento econômico, 
social e ambiental do país, atuando de forma ética nas 
suas relações com seus diferentes públicos. Para atender 
a este compromisso, a empresa segue os seguintes 
princípios:
– Condução dos negócios com responsabilidade social, 
vinculados ao conceito dedesenvolvimento sustentável 
e melhoria contínua no âmbito da empresa;
– Valorização dos funcionários, oferecendo 
boas condições e bom ambiente de trabalho, 
desenvolvimento profissional, estímulo à qualidade de 
vida e a promoção da saúde;
14
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
– Respeito aos direitos humanos, pautando suas ações 
em princípios de cidadania, inclusão social e não 
discriminação;
– Respeito à diversidade de raça, gênero e cultura no 
ambiente de trabalho;
– Respeito à legislação brasileira e órgãos regulatórios;
– Apoio à erradicação do trabalho infantil, escravo e 
degradante. (TOYOTA, 2019)
Veja agora o entendimento de responsabilidade social pela Petrobras:
1. Identificar, analisar e tratar os riscos sociais 
decorrentes da interação entre os nossos negócios, a 
sociedade e o meio ambiente e fomentar a gestão de 
aspectos socioambientais na cadeia de fornecedores.
2. Integrar as questões relacionadas à Responsabilidade 
Social na gestão do negócio e no processo decisório 
da companhia.
3. Respeitar os direitos humanos, buscando prevenir 
e mitigar impactos negativos nas nossas atividades 
diretas, cadeia de fornecedores e parcerias, e 
combatendo a discriminação em todas as suas 
formas.
4. Gerir o relacionamento com as comunidades 
situadas na área de abrangência, com base no 
diálogo contínuo e transparente, contribuindo para a 
viabilidade dos nossos negócios e o desenvolvimento 
local.
5. Investir em programas e projetos socioambientais, 
contribuindo para as comunidades onde atuamos 
e, de forma ampliada, para a sociedade, em 
alinhamento aos objetivos do negócio e colaborando 
para a conservação do ambiente e melhoria das 
condições de vida.
6. Estar preparados para atuar em situações de 
emergência e em potenciais conflitos e crises junto 
às comunidades da área de abrangência.
7. Comunicar com clareza, objetividade e transparência 
as informações relativas à nossa atuação em 
sustentabilidade, alcançando todos os públicos de 
interesse.
15
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
8. Contribuir para o desenvolvimento sustentável e 
para a mitigação da mudança do clima, atuando 
em alinhamento com os compromissos nacionais e 
internacionais dos quais somos signatários.
9. Promover o pleno conhecimento e o compromisso 
da força de trabalho com a Política de 
Responsabilidade Social, para que nossas atividades 
sejam realizadas de forma socialmente responsável. 
(PETROBRAS, 2019)
Você consegue perceber diferenças entre os dois? E semelhanças? 
O que se pode concluir é que no mundo corporativo atual a ética empresarial 
é considerada uma meta necessária a ser atingida, mas cada empresa possui 
sua forma de desenvolver uma política de RSE, adequada aos seus valores, a 
sua missão e aos seus objetivos. 
Para compreender melhor sobre responsabilidade 
social em uma empresa, escute o podcast disponível 
no link: https://radiojornal.ne10.uol.com.br/audio/
podcast/responsabilidade-social/2019/08/29/ouca-
como-empresas-podem-tornar-seus-negocios-
socialmente-responsaveis-15436.
3.5 NORMAS INTERNACIONAIS: ISO, NBR E OHSA
Até aqui falamos sobre o desenvolvimento da RSE e suas vantagens para 
os negócios. Mas quais ferramentas possibilitam que isso seja realizado, na 
prática? 
A ISO 26000 define as diretrizes em responsabilidade social. No Brasil, o 
INMETRO é o responsável pela implementação da norma, devendo buscar 
melhores práticas e identificar oportunidades e necessidades de melhorias 
das diretrizes.
https://radiojornal.ne10.uol.com.br/audio/podcast/responsabilidade-social/2019/08/29/ouca-como-empresas-podem-tornar-seus-negocios-socialmente-responsaveis-15436
https://radiojornal.ne10.uol.com.br/audio/podcast/responsabilidade-social/2019/08/29/ouca-como-empresas-podem-tornar-seus-negocios-socialmente-responsaveis-15436
https://radiojornal.ne10.uol.com.br/audio/podcast/responsabilidade-social/2019/08/29/ouca-como-empresas-podem-tornar-seus-negocios-socialmente-responsaveis-15436
https://radiojornal.ne10.uol.com.br/audio/podcast/responsabilidade-social/2019/08/29/ouca-como-empresas-podem-tornar-seus-negocios-socialmente-responsaveis-15436
16
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
A ISO 26000 foi lançada em Genebra, na Suíça, 
em 2010 e tem como objetivo orientar empresas 
de qualquer localização a incorporar as diretrizes 
socioambientais em seus processos. Com isso, 
as organizações passam a se responsabilizar 
pelos impactos causados por suas ações na 
sociedade e no meio ambiente. Vale lembrar que 
a sigla ISO significa International Organization for 
Standardization, ou Organização internacional de 
Normatização.
A norma em 27 definições, sete princípios e alguns temas centrais, conforme 
listadas pela ABNT (2010).
1. Governança organizacional: trata de processos e estruturas de 
tomada de decisão, delegação de poder e controle. O tema é, ao 
mesmo tempo, algo sobre o qual a organização deve agir e uma forma 
de incorporar os princípios e práticas da responsabilidade social à sua 
forma de atuação cotidiana.
2. Direitos humanos: inclui due dilligence, situações de risco para os 
DH; como evitar cumplicidade; resolução de queixas; discriminação e 
grupos vulneráveis; direito civis e políticos, direitos econômicos, sociais 
e culturais; princípios e direitos fundamentais do trabalho.
3. Práticas trabalhistas: refere-se tanto ao emprego direto quanto 
ao terceirizado e ao trabalho autônomo. Inclui emprego e relações do 
trabalho; condições de trabalho e proteção social; diálogo social; saúde 
e segurança no trabalho; desenvolvimento humano e treinamento no 
local de trabalho.
4. Meio ambiente: inclui prevenção da poluição; uso sustentável de 
recursos; mitigação e adaptação às mudanças climáticas; proteção do 
meio ambiente e da biodiversidade e restauração de habitats naturais.
5. Práticas leais de operação: compreende práticas anticorrupção; 
envolvimento político responsável; concorrência leal; promoção da 
responsabilidade social na cadeia de valor e respeito aos direitos de 
propriedade.
17
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
6. Questões dos consumidores: inclui marketing leal, informações 
factuais e não tendenciosas e práticas contratuais justas; proteção 
à saúde e à segurança do consumidor; consumo sustentável; 
atendimento e suporte ao consumidor e solução de reclamações 
e controvérsias; proteção e privacidade dos dados do consumidor; 
acesso a serviços essenciais e educação e conscientização.
7. Envolvimento e desenvolvimento da comunidade: refere-se 
ao envolvimento da comunidade; educação e cultura; geração de 
emprego e capacitação; desenvolvimento tecnológico e acesso a 
tecnologias; geração de riqueza e renda; saúde e investimento social.
FIGURA 7 – ISO 26000 É A PRIMEIRA NORMA INTERNACIONAL DE RESPONSABILIDADE 
SOCIAL EMPRESARIAL
Fonte: Plataforma Deduca (2019).
Já a ABNT NBR 16001 é uma norma nacional baseada na ISO 26000, tratando também de 
responsabilidade social. É uma norma de sistema de gestão, passível de auditoria, 
estruturada em requisitos verificáveis, permitindo que a organização busque 
a certificação por uma terceira parte, o que não ocorre com a ISO 26000. 
A NBR 16001 (ABNT, 2004) traz em seu bojo a definição de responsabilidade 
social.
18
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
Responsabilidade de uma organização pelos 
impactos de suas decisões e atividades na 
sociedade e no meio ambiente, por meio de um 
comportamento ético e transparente que:
• Contribua para o desenvolvimento sustentável, 
inclusive a saúde e o bem-estar da sociedade;
• leve em consideração as expectativas das 
partes interessadas;
• esteja em conformidade com a legislação 
aplicável e seja consistente com  as normas 
internacionais de comportamento e
• esteja integrada em toda a organização e seja 
praticada em suas relações.
A norma adota a estrutura PDCA, que, em inglês, significa Plan – Do – Check 
– Act (ou planejar – fazer – verificar – agir), a partir da qual a empresa deve 
formular e implementarpolítica e objetivos que levem em conta seus com-
promissos com (ABNT, 2004):
a) a responsabilização (accoutability) a transparência;
b) o comportamento ético;
c) o respeito pelos interesses das partes interessadas;
d) o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos subscritos pela 
organização;
e) o respeito às normas internacionais de comportamento;
f)  o respeito aos direitos humanos e
g) a promoção do desenvolvimento sustentável.
A OHSAS 18001, de 2007, é uma norma de Sistema de Gestão de Segurança 
e Saúde Ocupacional (SGSSO) que consiste em uma série de diretrizes desen-
volvidas pelo BSI (British Standards Institution) com o objetivo de garantir um 
ambiente de trabalho seguro e saudável para os colaboradores de uma empresa.
19
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
FIGURA 8 – A OHSAS 18001 TEM O OBJETIVO DE GARANTIR UM AMBIENTE DE TRABALHO 
SEGURO E SAUDÁVEL
Fonte: Plataforma Deduca (2019).
Cabe destacar que em 2018 foi publicada a ISO 
45001, que trata do mesmo tema da OHSAS 
18001, e a tendência é que as empresas façam a 
transição e sejam certificadas pela nova norma. A 
sigla OHSAS significa Occupational Health and 
Safety Assessment Series, ou Série de Avaliação de 
Segurança e Saúde Ocupacional.
A OHSAS 18001 busca (ABNT, 2007):
1 – Estabelecer uma política de higiene, segurança e saúde no trabalho;
2 – Detectar perigos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e planejar 
a identificação, avaliação e o controle dos riscos existentes no trabalho, quer 
físicos, químicos, biológicos ou organizacionais;
3 – Estabelecer controle operacional para as atividades de risco;
4 – Cumprir a legislação vigente referente ao assunto em questão;
20
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
5 – Documentar os processos, definir os registros necessários e mantê-los;
6 – Avaliar a verificar permanentemente o sistema através de auditorias 
internas;
7 – Divulgar a política a todos os trabalhadores e demais partes interessadas 
da organização;
8 – Revisar a política de  gestão, mantendo-a apropriada à organização e 
promovendo a melhoria contínua da mesma, com o envolvimento dos 
trabalhadores e da direção da empresa.
A norma OHSAS 18001 foi recentemente integrada 
à certificação ISO. Veja mais no link: https://www.
abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=394661. 
3.6 RESPONSABILIDADE SOCIAL: DISCURSO E 
PRÁTICA
Atualmente, acompanhamos, com frequência, crises econômicas, políticas e 
sociais. E isso impacta nas atividades empresariais, trazendo consequências 
como a queda de consumo de produtos, a extinção de diversos negócios etc. 
Por isso, vamos analisar os pontos que a compõem na teoria e algumas manei-
ras práticas da sua aplicação. 
Nesse sentido, vamos considerar uma subdivisão da responsabilidade social 
como forma de referencial para a operacionalização dessas variáveis, porque 
seus conceitos variam em função do ambiente institucional. Assim, iremos 
ver as responsabilidades econômica, legal, ética e discricionária, segundo os 
ensinamentos de Machado (2006).
https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=394661
https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=394661
21
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
A responsabilidade econômica diz respeito 
à rentabilidade e produtividade de uma 
empresa. Devemos lembrar que uma 
corporação é uma unidade econômica da 
sociedade e, como tal, tem a responsabilidade 
de produzir bens e serviços conforme a 
demanda e, com isso, ter lucro. É importante 
lembrar que todos os demais papeis que 
a empresa vier a desempenhar estão 
condicionados a essa responsabilidade. 
A responsabilidade legal corresponde às 
expectativas de que as empresas cumpram 
suas obrigações segundo a lei. É esperado 
pelos membros da sociedade como um 
todo (cidadãos, governos etc.) que as 
empresas cumpram sua missão econômica, 
mas sempre respeitando a estrutura legal 
de onde se encontram. 
A responsabilidade ética fala da necessidade 
de um comportamento apropriado, que 
atenda as expectativas da sociedade. Como 
ensina Machado (2006), “há comportamentos 
e atividades não cobertos por leis ou 
aspectos econômicos do negócio, mas que 
representam expectativas dos membros da 
sociedade”. Por isso, deve uma corporação 
sempre buscar fazer o que é certo e justo, 
evitando ou minimizando danos. 
22
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
A responsabilidade discricionária (também 
chamada de filantrópica) trata do desejo 
de que as empresas estejam envolvidas, de 
maneira ativa, na melhoria da sociedade. 
Pode ser visto, por exemplo, em empresas 
que se comprometem em ações e programas 
para promover o bem-estar humano, ou 
projetos de sustentabilidade, por exemplo.
Cabe destacar que, ao pensarmos no discurso e na prática da responsabili-
dade social na atualidade, devemos pensar também no meio ambiente. Para 
a Comissão da Comunidade Europeia, a responsabilidade social das empre-
sas é um conceito por meio do qual elas passam a integrar preocupações 
sociais e ambientais nas operações de seus negócios e nas interações com 
outras partes interessadas.
CONCLUSÃO
Esta unidade objetivou-se a fazer uma conexão entre a ética e a responsa-
bilidade social empresarial. O estudo apresentou o conceito da RSE, como 
ocorreu seu desenvolvimento histórico e fez correlações com a ética e os valo-
res que devem ser cultivados dentro do negócio, para seu desenvolvimento e 
expansão, bem como para evitar possíveis problemas com seus stakeholders, 
considerando a situação da contemporaneidade. 
Além disso, abordou as principais certificações internacionais existentes no 
âmbito da responsabilidade social e como deve ser desenvolvida a política 
empresarial com relação à sua responsabilidade. Por fim, tratou sobre a dife-
rença entre o discurso de responsabilidade e a sua pratica.
23
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
ANOTAÇÕES
24
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
GINEAD
REFERÊNCIAS 
ASHLEY, P. A. Ética e responsabilidade social nos negócios. São Paulo: Saraiva, 2005.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. NBR 16001: 2004. Responsabilidade social 
– Sistema da gestão – Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. Disponível em: http://www.inmetro.
gov.br/qualidade/responsabilidade_social/norma_nacional.asp. Acesso em: 2 out. 2019.
______. NBR ISO 26000. Diretrizes de Responsabilidade Social. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. Dispo-
nível em: http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/iso26000.asp. Acesso em: 
9 out.2019. 
______. NBR ISO 45001. Sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional. Substitui a BS 
OHSAS 18001. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
______. BS OHSAS 18001. Sistema de gestão da saúde e segurança ocupacional [2018]. Norma 
Traduzida. Rio de Janeiro: ABNT, 2007.
MACHADO F, C. P. Responsabilidade Social e Governança: o debate e as implicações. Thom-
son, 2006. 
MATOS, F. G. de. Ética na gestão empresarial: da conscientização à ação. 2. ed. São Paulo: Sarai-
va, 2014. 
PETROBRAS. Política de Responsabilidade Social. Disponível em: http://www.petrobras.com.
br/pt/sociedade-e-meio-ambiente/sociedade/politica-de-responsabilidade-social/. Acesso em: 15 
dez. 2019.
TOYOTA. Política de Responsabilidade Social. Disponível em: https://www.toyotaempilhadeiras.
com.br/sobre-nos/politica-de-responsabilidade-social/. Acesso em: 15 dez. 2019.
http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/norma_nacional.asp
http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/norma_nacional.asp
http://www.petrobras.com.br/pt/sociedade-e-meio-ambiente/sociedade/politica-de-responsabilidade-soci
http://www.petrobras.com.br/pt/sociedade-e-meio-ambiente/sociedade/politica-de-responsabilidade-soci
https://www.toyotaempilhadeiras.com.br/sobre-nos/politica-de-responsabilidade-social/.
https://www.toyotaempilhadeiras.com.br/sobre-nos/politica-de-responsabilidade-social/.

Mais conteúdos dessa disciplina