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Contexto Histórico 
Com o exponencial crescimento populacional paulistano na década de 1930 e o 
incentivo do mercado privado da construção civil, uma série de arquitetos foram 
convidados a projetarem edifícios com usos variados no centro da cidade. Álvaro Vital 
Brasil e Adhemar Marinho foram os responsáveis pela concepção do Edifício Esther, 
ícone na primeira fase de verticalização da Praça da República. 
Em decorrência da expansão demográfica urbana e verticalização em massa entre os 
anos 30 e 40, o elevado preço dos aluguéis e valorização da terra na região do centro 
expandido marcaram transformações no quadro residencial e urbano. Isso devido ao 
crescimento populacional, para isso foi realizado a verticalização imobiliária. 
Os edificios em primeiro momento foi usado para interesses comerciais e de 
escritorios. Restringindo as classes de baixa renda, projetos de interesse social e 
cortiços implicou resistência por parte da classe média em adaptar-se à ideia de 
ocupação. 
O trabalho examina a importância do Edifício Esther como exemplar pioneiro da 
Arquitetura Moderna Brasileira e discute as suas potencialidades quanto à reabilitação 
e como fator impulsionador de ações de recuperação do centro da Cidade de São 
Paulo. 
Inicialmente foi analisada a concepção do edifício identificando suas características 
inovadoras. Tais características não apenas testemunham uma obra notavelmente 
avançada para a época em que foi concebida, como evidenciam a atualidade de sua 
concepção. 
O estado atual de conservação do edifício é considerado em suas linhas gerais. Texto 
conclui que edifício Esther apresenta grande potencial a realização de uma experiência 
de reabilitação. 
 
Edifício Esther / Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho 
O edifício implanta-se em um lote com 2.100 metros quadrados no perímetro 
conflagrado pela Avenida Ipiranga (frente), Ruas Sete de Abril e Basílio da Gama 
(laterais) e Rua Gabus Mendes (fundo)Erguido em frente à Praça da República. 
Instituído em 1934, por meio de concurso organizado pelos proprietários e donos da 
Usina Açucareira Esther, com sede na cidade de Campinas, o projeto previa um 
edifício de uso misto, com salas comerciais, lojas e apartamentos. Na proposta de 
Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho, responsáveis pelo desenvolvimento de variados 
projetos e tipologias seguindo parte dos conceitos corbusianos, os arquitetos optaram 
pela divisão do programa integral em dois blocos distintos: Edifício Esther e Edifício 
Arthur Nogueira, em virtude da divisão do lote pela criação da Rua Gabus Mendes, 
permitindo qualidades urbanas e espaciais. 
Urbanisticamente, com a criação dos blocos distintos e aproveitamentos da legislação, 
isso permitiu maior e melhor fluxo dos pedestres, não obstruindo a circulação entre as 
ruas que ladeiam o prédio. Enquanto isso, do ponto de vista arquitetônico, possibilitou 
maior aproveitamento da iluminação natural e ventilação às células habitacionais. 
Na proposta, o edifício com 10 andares (1º ao 3º pavimento – comercial e 4º ao 10º 
pavimento – residencial) e cerca de 8 mil metros quadrados edificados e distribuídos 
entre e 103 unidades aos escritórios e apartamentos, dispõe de plantas variadas, de 
dimensões mínimas à apartamentos dúplex – edifício pioneiro na conformação deste, 
junto à áreas abertas e descobertas como observa-se nos andares superiores, 
conduzindo uma série de inovações espaciais em resolução à problemática das 
tipologias, anteriormente questionadas pelo público. 
No total de doze pavimentos – subsolo que abriga a garagem, térreo e outros dez 
pavimentos dedicados a salas comerciais e apartamentos, o acesso vertical é realizado 
por meio de cinco elevadores distribuídos linearmente pelo corredor que corta 
horizontalmente o bloco, além de volumes cilíndricos laterais com fechamentos em 
vidro que abrigam as escadas, permitindo a entrada de luz natural difusa. Na altura do 
quarto pavimento, as reentrâncias das varandas, num jogo de cheios e vazios, quebra 
o formalismo assumido. Na cobertura, além do ático, o coroamento ainda dispõe de 
apartamentos. 
Estruturalmente, é pioneiro como edifício de uso comercial a utilizar a armação do 
concreto no território nacional, permitindo liberdade na planta e melhor disposição dos 
ambientes. 
Seguindo influências plástico-estruturais apontadas por Le Corbusier, o edifício foi o 
primeiro a utilizar os princípios racionalistas (planta livre, pilares de seção circular, 
térreo sobre pilotis junto às galerias, escadas dispostas em volume cilíndrico 
envidraçado, terraço-jardim e janelas em fita), antecedendo o Ministério da Educação e 
Saúde (MEC) finalizado em 1936, ainda que o Esther tenha sido oficialmente concluído 
apenas em 1938. 
Na conformação plástica da fachada, a simetria que marca o rigor geométrico junto aos 
panos de vidro em abundância pelas janelas, sacadas e caixas de escada, emoldura a 
privilegiada vista à Praça. 
Tombado em 1990 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, 
Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), quinze anos após a saída da sede da Usina 
Açucareira do edifício, acarretando na interrupção ao processo de manutenção e 
parcial descaracterização ao projeto original. Na década de 1970, com o fim da 
Sociedade Predial Esther, e transferência dos custos em manutenção aos condôminos, 
passou por decadente processo. 
 
Referências Biblográficas 
https://www.archdaily.com.br/br/888147/classicos-da-arquitetura-edificio-esther-alvaro-v
https://www.archdaily.com.br/br/888147/classicos-da-arquitetura-edificio-esther-alvaro-vital-brasil-e-adhemar-marinho
ital-brasil-e-adhemar-marinho 
Edifício Esther. Disponível em: <http://www.arquivo.arq.br/edificio-esther>. Acesso em: 
02 Dez 2017. 
Edifício Esther. Disponível em: 
<http://refugiosurbanos.com.br/casas-predios/edificio-esther/>. Acesso em: 02 Dez 
2017. 
https://www.arcoweb.com.br/projetodesign-assinantes/memoria/edificio-esther-sao-paul
o 
LIRA, José. O visível e o invisível na Arquitetura Brasileira. São Paulo: DBA, 2017. P. 
32-33 
XAVIER, Alberto; LEMOS, Carlos; CORONA, Eduardo. Arquitetura moderna paulistana. 
São Paulo: Editora Pini, 1983. P.04 
Álvaro Vital Brazil: 50 Anos de Arquitetura, São Paulo, Livraria Nobel Editora, 1986 
http://docomomo.org.br/wp-content/uploads/2016/01/Marcos_carrilho.pdf 
 
Ficha Técnica 
Localização R. Basílio da Gama, 29 - República, São Paulo - SP, 01046-020, Brasil 
Construção: ARN Soc. Construtora 
Área Do Terreno: 2100.0 m² 
Área 8000.0 m2 
Ano do projeto 1938 
 
https://www.archdaily.com.br/br/888147/classicos-da-arquitetura-edificio-esther-alvaro-vital-brasil-e-adhemar-marinho
http://www.arquivo.arq.br/edificio-esther
http://refugiosurbanos.com.br/casas-predios/edificio-esther/
https://www.arcoweb.com.br/projetodesign-assinantes/memoria/edificio-esther-sao-paulo
https://www.arcoweb.com.br/projetodesign-assinantes/memoria/edificio-esther-sao-paulo
http://docomomo.org.br/wp-content/uploads/2016/01/Marcos_carrilho.pdf