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Descrição morfológica do perfil de 
solo
Apresentação
O perfil do solo se constitui de uma janela de observação que permite conhecer as características 
dos solos e, assim, identificá-los. A descrição do perfil refere-se à avaliação de características que 
fornecem as informações essenciais para sua classificação.
O processo de descrição do perfil considera os aspectos internos e externos ao mesmo. A 
descrição externa refere-se ao local onde o perfil está situado, levando em conta parâmetros como 
o relevo, a altitude e a presença de vegetação. Estes estão intimamente relacionados com as 
características morfológicas internas do perfil, que permitem inferir sobre aspectos físicos, químicos 
e biológicos do solo, tais como a presença de matéria orgânica, a drenagem do perfil e seu uso 
agrícola.
Já a descrição interna do perfil é realizada por meio do estímulo dos sentidos, sendo necessário 
exercitar a sensação tátil e visual para identificar cor, textura e estrutura dos horizontes do solo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você entenderá como as características visualizadas na avaliação 
do perfil são relevantes na etapa de classificação do tipo de solo, bem como aprenderá como se dá 
a descrição dos horizontes do solo, além de saber como proceder para realizar a escolha e descrição 
do local para visualizar o perfil.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Importância da descrição morfológica para a classificação do solo.•
Identificar os passos para realizar a descrição morfológica interna.•
Distinguir os passos para a descrição morfológica externa.•
Desafio
A observação do perfil do solo e a análise de suas características morfológicas permitem inferir 
sobre as suas atribuições agrícolas e sobre o manejo que deve ser tomado para se evitar processos 
de degradação do solo. As características internas do perfil, como a cor, a textura, a estrutura e 
consistência são necessárias para a classificação dos solos, bem como o estudo da paisagem a que 
pertence o perfil (morfologia externa).
Analise a situação a seguir:
De acordo com a imagem obtida do perfil desse solo, responda ao questionamento: qual seria a sua 
análise técnica a respeito da morfologia do solo e com relação ao uso?
Infográfico
O perfil do solo apresenta características distintas em função dos processos que envolveram a sua 
formação, denominados processos pedogenéticos. Para identificar os solos, é realizado o estudo da 
morfologia dos horizontes ou camadas do solo.
Os parâmetros avaliados permitem concluir sobre diferentes aspectos relacionados à origem dos 
solos, sua drenagem, fertilidade natural, presença de matéria orgânica e resistência à penetração 
das raízes, entre outras propriedades físicas, químicas e biológicas.
Neste Infográfico, você acompanhará o passo a passo para realizar a descrição morfológica interna 
do perfil do solo.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/f2e133bc-b1a7-432f-81c8-73d78046e480/a6177c80-8d93-4801-9fb4-fc89d28e0d19.jpg
Conteúdo do livro
Os solos são formados por diferentes camadas, denominadas horizontes, são originados pelos 
processos pedogenéticos do solo e apresentam características distintas. Os horizontes ou camadas 
do solo se organizam um acima do outro e seu conjunto forma o perfil do solo.
As características de cada horizonte que compõem o perfil do solo possibilitam identificar o tipo de 
solo ao qual pertencem, além de conhecer suas propriedades físicas, químicas e biológicas, as quais 
têm ação direta em sua classificação.
O perfil do solo é analisado quanto às características morfológicas internas (dos horizontes) e 
externas, que devem relatar quais são as condições do ambiente no qual o solo está localizado, já 
que influi sobre os atributos internos do perfil.
No capítulo Descrição morfológica do perfil do solo, da obra Morfologia e gênese do solo, base 
teórica desta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá a relevância da caracterização da cor, 
textura, estrutura e consistência do solo. Além disso, aprenderá os passos para realizar as 
avaliações internas do perfil do solo e descobrirá como descrever o local no qual o perfil do solo 
pertence.
Boa leitura.
MORFOLOGIA E 
GÊNESE DO SOLO 
Camila Schwartz Dias
Descrição morfológica 
do perfil de solo
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer a importância da descrição morfológica para a classifi-
cação dos solos.
 � Identificar os passos para a realização da descrição morfológica interna 
do perfil do solo.
 � Distinguir os passos para a realização da descrição morfológica externa
do perfil do solo.
Introdução
Os horizontes ou camadas do solo são originados a partir dos processos 
pedogenéticos. Tais processos são responsáveis pelas diferenças entre 
os horizontes e, para avaliar essas diferenças, é necessário examinar o 
perfil do solo. 
O perfil do solo é a sequência paralela dos horizontes em relação à 
superfície do solo. A descrição morfológica interna do perfil possibilita 
identificar os horizontes do solo quanto aos atributos cor, textura, es-
trutura, consistência, material de origem, entre outros. Já a descrição 
morfológica externa busca caracterizar a paisagem na qual o perfil do 
solo está localizado. Essas duas descrições são fundamentais para a clas-
sificação dos solos.
Neste capítulo você vai estudar a descrição morfológica do perfil de 
solo e sua importância na classificação dos solos. Também vai ver quais 
são os passos para descrever as características morfológicas internas e 
externas do perfil do solo.
1 Descrição morfológica para 
a classificação dos solos
A formação dos solos ocorre por um lento processo, denominado intemperismo, 
que atua sobre a rocha matriz. Esse processo está intimamente relacionado 
com o clima de uma região e a ação dos organismos, os quais darão origem 
aos diferentes tipos de solos, que apresentam minerais e propriedades químicas 
distintas ao longo do tempo (PEREIRA et al., 2019). Os solos estão estruturados 
na forma de horizontes ou camadas, localizados ao longo do perfil do solo, de 
forma relativamente paralela à superfície (SCHROEDER, 2017).
Os horizontes do solo são originados a partir dos processos de formação do 
solo, como adição, perda, translocação e transformações, e por isso apresentam 
características diferentes. Esses fenômenos ocorrem ao mesmo tempo, em 
diferentes intensidades, originando horizontes distintos, que podem ser iden-
tificados por meio de suas propriedades morfológicas (PEREIRA et al., 2019).
O conjunto de atributos morfológicos presentes nos horizontes que formam 
o perfil do solo o classificam. Dessa forma, o estudo de tais características é 
fundamental para conhecer e caracterizar os solos (PEREIRA et al., 2019). 
A partir desse ponto, é possível identificar a capacidade de uso de um solo e 
possíveis variações no desenvolvimento de plantas, diagnosticar propriedades 
do solo que foram degradadas, etc. (STRECK et al., 2008).
A descrição morfológica demonstra as características do solo em seu local 
de origem a campo, identificadas pela visualização e também pela manipulação 
das amostras (STECK et al., 2008). Dessa forma, a identificação de um solo 
e sua classificação têm início no campo, na descrição do perfil do solo com 
seus horizontes detalhados, delimitados e identificados. 
Vejamos, a seguir, alguns dos atributos morfológicos que podem ser ob-
servados nos solos.
Cor
A cor do solo tem relação com suas propriedades, sendo um indicativo de seu 
comportamento. Solos que apresentam um maior conteúdo de matéria orgânica 
exibem uma coloração escura, a qual está relacionada à decomposição de restos 
vegetais e animais por microrganismos presentes no solo. A matéria orgâ-
nica, ao se decompor, recobre as partículas minerais do solo, escurecendo-as.A coloração escura também pode indicar presença de umidade no solo, já que 
Descrição morfológica do perfil de solo2
os solos úmidos têm coloração mais escura do que os solos secos. A umidade 
tem relação com a presença de oxigênio nos solos, que, por sua vez, influi 
sobre a presença de matéria orgânica no solo (BRADY; WEIL, 2013). Veja 
um exemplo de coloração escura do solo na Figura 1.
Figura 1. Perfil de organossolo.
Fonte: Santos et al. (2018, p. 352).
A cor de um solo também pode revelar aspectos relacionados a sua dre-
nagem. Solos identificados com coloração avermelhada e marrom intensa 
apresentam uma boa drenagem. Essa coloração é relacionada à oxidação 
de ferro (Fe) e manganês (Mn) presentes no solo. Já para os mal drenados, 
a coloração identificada é a cinzenta e azulada, que ocorre devido à redução 
dos compostos de ferro. Em ambientes onde predomina condições de excesso 
3Descrição morfológica do perfil de solo
de água no perfil e esse excesso permanece um período em anaerobiose, o ferro 
presente no solo é reduzido e demonstra a coloração cinza-claro. A redução 
e remoção do ferro cores cinzas, sendo essa uma característica dos solos de-
nominados gleizados (BRADY; WEIL, 2013). Observe exemplos na Figura 2.
Figura 2. Drenagem do perfil do solo: (a) gleissolo (drenagem insuficiente); (b) argissolo 
(boa drenagem).
Fonte: (a) Santos et al. (2018); (b) Streck et al. (2008).
Solos que têm coloração variada, como a presença dos mosqueados ama-
relos e vermelhos no solo, refletem uma zona de oscilação do lençol freático 
no solo, característica encontrada em solos classificados como planossolos. 
Veja o exemplo da Figura 3.
As cores claras ou esbranquiçadas que você vê na Figura 3 refletem a cor 
dos minerais do solo, principalmente o quartzo, e se devem à ausência de 
materiais pigmentantes, como a matéria orgânica e os óxidos de ferro. Dessa 
forma, as cores predominantes nos horizontes do perfil do solo são infor-
mações importantes no que diz respeito ao ambiente de cada solo (STRECK 
et al., 2008).
Descrição morfológica do perfil de solo4
Figura 3. Perfil de plintossolo argilúvico.
Fonte: Santos et al. (2018, p. 353).
Textura
Assim como a cor, a análise morfológica da textura do solo é uma importante 
característica dos solos, e representa a quantidade de areia, silte e argila que 
ele apresenta. Assim, solos que apresentam uma quantidade de areia acima de 
70% são denominados arenosos; solos que apresentam entre 15–35% de argila 
são de textura média; os que apresentam entre 35–60% são de textura argilosa; 
e solos com concentração maior do que 60% de argila são denominados de 
textura muito argilosa (COELHO et al., 2019 ). 
5Descrição morfológica do perfil de solo
A textura do solo é avaliada por meio da sensação tátil de uma amostra. 
Para a identificação dos componentes, deve-se comprimir o solo buscando a 
sensação de aspereza para identificar a areia; a sedosidade não pegajosa para 
identificar o silte; e a sedosidade plástica e pegajosa para identificar a argila. 
A identificação da textura dos horizontes ao longo do perfil do solo tem como 
objetivo identificar as variações que ocorrem entre os horizontes, as quais 
compõem os critérios de classificação de alguns solos. Alguns podem apresen-
tar textura uniforme ao longo do perfil, a exemplo dos latossolos e nitossolos. 
Outros demonstram uma transição em sua textura, como o que ocorre nos 
argissolos, plintossolos e planossolos, os quais apresentam um horizonte A 
com textura arenosa e um horizonte B com maior presença de argila; a esse 
fenômeno dá-se o nome de gradiente textural (SANTOS et al., 2015).
Os solos podem apresentar um gradiente textural caracterizado pela tran-
sição acentuada e abrupta, a qual pode ser observada no horizonte B textural 
(Bt), como o mostrado na Figura 4.
Figura 4. Perfil de argissolo vermelho distrófico.
Fonte: Streck et al. (2008, p. 22).
Descrição morfológica do perfil de solo6
Um horizonte A pouco espesso e com a presença de um horizonte com 
transição textural abrupta pode caracterizar um impedimento físico ao cresci-
mento das raízes ao longo do perfil do solo, prejudicando o desenvolvimento 
das culturas. Dessa forma, outras implicações podem ser observadas, como 
escorrimento superficial, erosão hídrica, deficiência temporária de oxigênio, 
que prejudicam e podem ocasionar a morte de plantas (STRECK et al., 2008).
Estrutura
A estrutura dos solos compreende a forma como a fração sólida está organizada, 
podendo estar solta na forma de grão simples, como a areia, ou formando os 
agregados. Os agregados podem ser do tipo laminar, granular, blocos angulares 
ou subangulares, prismático e colunar. A presença de estruturas específicas 
em determinados horizontes, como a presença de agregados do tipo prismá-
tico e colunar, são identificadas em horizontes B de solos classificados como 
planossolos e luvissolos (STRECK et al., 2008).
A presença de estruturas no solo está relacionada à presença de poros, bem 
como à capacidade de armazenamento e infiltração da água no solo. Algumas 
estruturas conferem maior suscetibilidade à erosão. 
A presença de blocos subangulares no horizonte B confere maior infiltração e armaze-
namento de água no solo, além de menor possibilidade de erosão, quando comparada 
com solos que apresentam estrutura laminar (STRECK et al., 2008).
7Descrição morfológica do perfil de solo
Resistência
A resistência dos solos demonstrada pela característica morfológica de consis-
tência, indicada pelas forças de coesão e adesão que um solo pode apresentar, 
está relacionada à textura, à presença de matéria orgânica, aos argilominerais 
e também ao manejo do solo. Sobre este último, a pegajosidade, demonstrada 
quando o solo está úmido, é uma das características que tem implicações diretas 
na execução das práticas de manejo do solo, pois o solo permanece aderido 
aos equipamentos agrícolas. Outra implicação é a umidade excessiva, a qual 
contribui para a compactação do solo (STRECK et al., 2008). 
A importância da descrição das características morfológicas é revelada 
na caracterização e classificação do solo. Algumas delas são indispensáveis 
para este fim, a exemplo do atributo cor, que deve ser avaliado em solo seco 
e úmido nos horizontes superficiais (H ou O, A e AB). As cores em solo 
úmido dos horizontes subsuperficiais, a textura, a estrutura, a cerosidade, 
a consistência, entre outras, são atributos indispensáveis na identificação dos 
solos, de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) 
(SANTOS et al., 2018). 
A classificação dos solos deve seguir as recomendações do SiBCS. O sistema se utiliza 
das características morfológicas observadas no perfil do solo e serve de referência 
para as análises e a identificação dos solos do Brasil, por isso é de grande importância 
na classificação dos solos. 
Se quiser consultar o SiBCS na íntegra, pesquise “Sistema Brasileiro de Classificação 
de Solos” em seu navegador da internet. Os primeiros resultados da busca serão do 
site da Embrapa — clicando em um deles, você chegará no manual do SiBCS.
Classificar os solos de acordo com a seus atributos morfológicos possibilita 
desenvolver estratégias de manejo e cultivo adequado para os diferentes tipos 
de solo. Dessa forma, os solos são preservados da degradação e erosão, além de 
proporcionarem um ambiente favorável para o desenvolvimento das culturas.
Descrição morfológica do perfil de solo8
2 Descrição morfológica interna 
do perfil do solo
A descrição morfológica dos solos tem como passo inicial, que é a observação 
das características ambientais onde o perfil está localizado. Essas particularida-
des irão contribuir com a classificação do solo e estão intimamente relacionadas 
com os atributos morfológicos a serem avaliados. Esses atributos, por sua vez, 
devem ser descritos conforme a metodologia estabelecida em manuais de coleta 
e descrição de solos (SANTOS et al., 2018). Essas características permitemque 
se faça inferências sobre o comportamento dos solos em relação ao seu uso 
agrícola (manejo e uso sustentável do solo, práticas agrícolas, erodibilidade 
etc.) (SANTOS et al., 2015).
Os parâmetros normalmente avaliados na morfologia dos solos são obser-
vados por meio da sensação do tato e da visualização do perfil. Tais sentidos 
são empregados para avaliar cor, textura, estrutura, porosidade, consistência 
e transição entre horizonte e/ou camadas. Essas avaliações são realizadas a 
campo e são imprescindíveis para a classificação dos solos, visto que algumas 
características têm sua avaliação prejudicada ou perdida quando se retiram 
amostras. Isso se deve ao fato de o solo ser descrito como um corpo dinâmico, 
com atributos que se modificam com o tempo, como a umidade, a temperatura, 
a população e a atividade microbiana, além de vegetação, raízes, organização 
estrutural, entre outros. Isso demonstra a importância desta etapa, a qual será 
complementada com as análises em laboratório (SANTOS et al., 2015). 
Para observarmos o perfil do solo, é necessário a abertura de uma trincheira, 
que permitirá avaliar as características, retirar amostras e fotografias. A aber-
tura da trincheira é realizada manualmente e, por isso, são necessárias algumas 
ferramentas, como as mostradas na Figura 5. O tamanho da trincheira pode 
ser variado, porém usualmente se utilizam as medidas de 1,20 m de largura, 
2,00 m de comprimento e 2,00 m de profundidade, semelhante à trincheira 
mostrada na Figura 6 (SANTOS et al., 2015; IBGE, 2015).
9Descrição morfológica do perfil de solo
Figura 5. Ferramentas utilizadas para abertura do perfil: (a) trado 
holandês; (b) trado de caneco; (c) facão; (d) ponteira de trado holandês; 
(e) martelo de borracha; (f) pá reta; (g) pá redonda grande; (h) picareta; 
(i) pá redonda pequena; (j) enxadão.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f )
(g)
(h)
(j)
(i)
Figura 6. Abertura de trincheira.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
Descrição morfológica do perfil de solo10
Para a abertura de trincheiras, podem ser utilizados barrancos, voçorocas 
e sulcos de erosão para realização de exames rápidos, como também para os 
exames em detalhe. Dessa forma, deve-se proceder à separação dos horizontes 
do perfil e à identificação das características necessárias para classificar o solo, 
além da coleta de amostras para o exame em laboratório. O aproveitamento 
dessa estrutura requer que sejam observados alguns pontos, como a deposição 
de material externo, resultado da escavação ou de outro processo. Dessa forma, 
é recomendado que se retire em torno de 40 cm de solo da face do perfil, 
a fim de expor uma camada mais interna sem ações externas (SANTOS et 
al., 2015; IBGE, 2015).
A abertura de trincheiras manualmente é indicada quando não há pos-
sibilidade de ser aproveitado um barranco ou uma beira de estrada para se 
observar o perfil do solo. Após a abertura da trincheira, inicia-se o processo 
de descrição morfológica interna, com o perfil do solo exposto. Nesta etapa, 
o primeiro passo é a separação do perfil em horizontes, sub-horizontes e 
camadas, os quais são diferenciados pelas características morfológicas (cor, 
textura, estrutura, consistência...) e devem ser avaliados de forma simultânea 
(SANTOS et al., 2015).
A utilização de instrumentos como faca e martelo auxilia na avaliação. 
É indicado que sejam retiradas pequenas amostras ao longo do perfil e sejam 
feitas comparações quanto à cor, forma das estruturas e consistência das 
amostras, assim identificando os diferentes horizontes. A observação das 
amostras do perfil permite reconhecer as diferenças de cores e transições 
entre os horizontes. Por meio da sensação do tato ao manusear uma amostra, 
é possível avaliar a sua consistência (SANTOS et al., 2015).
A descrição deve ser complementada com informações que possam ser 
visualizadas no momento da descrição, como presença de raízes nos horizontes 
e a sua distribuição no perfil, atividade biológica, presença de linha de pedra 
(stone line), concreções ou nódulos, acúmulo de sais minerais, compactação, 
etc. (SANTOS et al., 2015). 
Os horizontes e camadas principais do solo são escritos em letra maiúscula 
e são oito ao total: O, H, A, E, B, C, F e R. Entre esses, A, E B, são sempre 
definidos como horizontes. As designações O, H, C e F referenciam a evolução 
pedogenética, ou seja, qualificam as camadas e horizontes. A letra R identifica 
unicamente uma camada (PEREIRA et al., 2019)
11Descrição morfológica do perfil de solo
Após a separação dos horizontes ou camadas, inicia-se o processo de tomar 
as medidas de profundidade do perfil e espessura de cada horizonte. Para isso 
é necessário a utilização de uma régua, trena ou fita métrica, que deverá ser 
posicionada verticalmente no perfil. O “zero” deverá coincidir com a camada 
ou horizonte superior do perfil, e proceder à leitura de cima para baixo. Deve-se 
anotar a leitura correspondente ao limite superior e inferior que cada camada 
ou horizonte identificado ocupa dentro do perfil do solo (IBGE, 2015).
Na mensuração de solos que apresentam em sua superfície um horizonte 
orgânico (O), o zero da fita deverá coincidir com a superfície do horizonte A 
(mineral), e deve-se proceder à leitura de baixo para cima, ou seja, do horizonte 
A para a superfície. A presença de horizonte orgânico O ou H é um item de 
classificação para identificar os organossolos; neste caso, deve-se proceder às 
medições normalmente, conforme é para os horizontes minerais. Da mesma 
forma é realizada a medição do horizonte H, encontrado acima do horizonte 
Cg nos solos classificados como gleissolos (SANTOS et al., 2015).
Quando a transição entre os horizontes for ondulada, irregular, descontí-
nua ou quebrada, deve-se ponderar a profundidade predominante e anotar as 
variações máximas e mínimas. Caso a medição da profundidade do horizonte 
não seja completa, deve-se proceder à anotação do valor obtido e acrescentar 
o sinal “+” no limite inferior, como mostra a Figura 7, para indicar que o 
horizonte apresenta uma maior profundidade (SANTOS et al., 2015).
Figura 7. Tomada de profundidade e espessura de um 
perfil de solo.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
Profundidade 
dos horizontes
Espessura 
dos horizontes
A — 0–28 cm
E — 28–56 cm
EB — 56–78 cm
B — 78–110 cm+
A — 28 cm
E — 28 (22–50 cm)
EB — 22 (16–28 cm)
B — 32 cm+
Descrição morfológica do perfil de solo12
A descrição da transição dos horizontes deverá ser feita com relação a sua 
nitidez (Quadro 1) ou contraste e a sua topografia (Figura 8).
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
Nitidez Espessura da faixa de separação
Abrupta 2,5 cm e 7,5 cm e 12,5 cm
Quadro 1. Classificação quanto à nitidez da transição dos horizontes
Figura 8. Diferentes transições entre horizontes.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
13Descrição morfológica do perfil de solo
A transição entre os horizontes pode ser classificada ainda da seguinte 
maneira (IBGE, 2015):
 � Plana: quando a faixa que separa os horizontes apresenta-se horizontal 
e paralela à superfície do perfil.
 � Ondulada: quando a separação é sinuosa, com presença de desníveis, 
que se apresentam mais largos que profundos.
 � Irregular: quando os desníveis são maiores em profundidade e menores 
em largura.
 � Descontínua: quando ocorrem falhas na transição, ou apresentam partes 
desconectadas no horizonte.
A transição entre os horizontes está relacionada à origem dos solos e tam-
bém aos fatores que afetam o uso agrícola dos mesmos, como a erodibilidade, 
a organização dos poros ao longo do perfil e o desenvolvimento das raízes 
das plantas (SANTOS et al., 2015).
Cor
A cor é uma das características de maior facilidade na execução de identifica-
ção de um solo, sendo um importante indicativo do comportamento químico, 
físico e biológico dos solos (SANTOS et al., 2015). Para a determinação da 
cor do horizonte ou camada, é importante que haveruma boa iluminação e 
inclinação dos raios solares, para que não se formem sombras e se tenha uma 
melhor percepção das cores que compõem o solo (IBGE, 2015). 
A cor de uma camada ou horizonte é determinada por comparação da 
amostra com a carta de cores denominada Carta de Cores Munsell (Figura 9). 
A nomenclatura da coloração deverá ser composta pelo código correspondente 
da carta, o qual é composto pela designação da matiz, valor e croma e a umi-
dade em que a amostra se encontrava (IBGE, 2015). O matiz corresponde ao 
espectro dominante da cor (vermelho, amarelo, azul, verde e púrpura), o valor 
indica a tonalidade da cor e o croma, a saturação da cor (SANTOS et al., 2015).
Descrição morfológica do perfil de solo14
Figura 9. Carta de Cores de Munsell e esquema demonstrando croma, matiz e valor.
Fonte: Pereira et al. (2019, documento on-line).
A cor de uma amostra é variável com relação ao grau de umidade e, por-
tanto, deve ser indicada no momento de classificar a cor do horizonte — por 
exemplo, amarelo-brunado (10YR 6/8, úmida). O procedimento adequado para 
avaliar a coloração do horizonte é o seguinte (IBGE, 2015):
1. Realizar a determinação da cor com a amostra úmida para todos os 
horizontes que compõem o perfil.
2. No horizonte A, registrar a cor em amostra úmida e seca.
3. Na determinação da coloração em horizonte E, quando em dúvida, 
proceder a avaliação em amostra seca também.
4. Em horizontes hísticos, a avaliação com a mostra úmida é suficiente.
5. Restringir ao máximo a interpolação de cores.
Os solos podem apresentar manchas, as quais são denominadas mosque-
ados ou variegados. Geralmente ocorrem em horizontes ou camadas do solo, 
quando o material de origem do solo se faz presente, podendo ter sofrido o 
processo de intemperismo ou não. Os mosqueados também podem estar as-
sociados a drenagem imperfeita ou acúmulo de material orgânico ou mineral. 
O mosqueado apresenta uma cor predominante ou pode demonstrar várias 
machas sem haver uma cor predominante. Para sua avaliação, é considerada a 
quantidade e o tamanho das manchas, conforme os parâmetros do Quadro 2, 
e o contraste, o qual pode ser caracterizado como (SANTOS et al., 2015):
15Descrição morfológica do perfil de solo
 � Difuso: quando o mosqueado é indistinto, sem variar muito com relação 
à cor principal.
 � Distinto: quando é possível verificar o mosqueado facilmente. 
 � Proeminente: quando a diferença de coloração do mosqueado é várias 
unidades distinta da predominante.
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
Quanto à quantidade
Pouco > 2% do volume
Comum 2 a 20% do volume
Quanto à forma
Pequeno Eixo maior inferior a 5 mm
Médio Eixo maior do que 5 a 15 mm
Grande Eixo maior superior a 15 mm
Quadro 2. Classificação dos mosqueados do solo
Textura
A textura do solo é caracterizada pela presença das partículas que constituem 
o solo, que são separadas por tamanho, como mostra o Quadro 3. As classes 
texturais indicam a presença do conteúdo das frações areia, silte e argila, 
sendo sua classificação obtida por meio do triângulo textural, apresentado 
na Figura 10.
Descrição morfológica do perfil de solo16
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
ArgilaFigura 16. Classe da estrutura prismática.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
23Descrição morfológica do perfil de solo
A terceira avaliação quanto à estrutura é com relação ao seu grau de 
desenvolvimento. Os graus de estrutura podem ser divididos nos seguintes:
 � Sem estrutura: são identificados com relação à coesão entre as unidades, 
podendo ser grão simples quando não apresenta coesão e maciça em 
presença de coesão. 
 � Com estrutura: esta característica é avaliada com relação a maior ou 
menor facilidade em separar as unidades estruturais, variando conforme 
o grau de desenvolvimento, que você pode ver no Quadro 4.
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
Grau de 
desenvolvimento
Características
Fraca Agregados pouco nítidos, de difícil percepção tanto in 
loco (no barranco) quanto em amostra destacada e com 
proporção muito inferior a de material não agregado. 
Exemplo: alguns horizontes B incipientes e alguns 
horizontes B texturais de textura média.
Moderada Nitidez dos agregados intermediária ou razoável tanto 
in loco (no barranco) quanto em amostra destacada e 
com percentual equivalente entre unidades estruturais 
(agregados) e material não agregado.
Forte Agregação nítida, com separação fácil dos agregados 
e praticamente inexistência de material não agregado. 
Exemplo: estrutura tipo “pó de café” do horizonte B de 
alguns latossolos vermelhos e estrutura tipo “grãos de 
milho” de nitossolos.
Quadro 4. Grau de desenvolvimento de agregados
A avaliação dos graus de desenvolvimento dos agregados a campo é rea-
lizada indicando-se a proporção de estruturas agregadas e não agregadas na 
superfície do horizonte (SANTOS et al., 2015).
Descrição morfológica do perfil de solo24
Porosidade
Esta avaliação é caracterizada pela descrição do tamanho e da quantidade 
de poros presentes. Quanto ao tamanho, a porosidade da amostra pode ser 
classificada da seguinte maneira:
 � Sem poros visíveis: não é possível visualizar mesmo com lupa de au-
mento de 10×.
 � Poro muito pequeno: menos que 1 mm de diâmetro.
 � Poro pequeno: 1–2mm de diâmetro.
 � Poro médio: 2–5mm de diâmetro.
 � Grande: 5–10mm de diâmetro.
 � Muito grande: maior do que 10mm de diâmetro.
De modo a facilitar a classificação com relação à quantidade de poros, ela 
está associada aos horizontes, acompanhe:
 � Poucos poros: horizonte B de planossolo nátrico, Bf de plintossolo e 
Cg de gleissolo.
 � Poros comuns: horizonte B textural de textura argilosa.
 � Muitos poros: alguns horizontes B latossólicos e solos arenosos.
Cerosidade 
A cerosidade é uma avaliação que indica a presença de material inorgânico, ou 
seja, argilominerais ou óxidos de ferro, que confere aspecto lustroso e brilho 
à amostra do solo (PEREIRA et al., 2019). A campo, a presença de cerosidade 
deve ser observada na face dos agregados ou em partículas primárias grosseiras, 
pela observação direta na superfície da fração. Deve-se considerar cor, brilho 
e textura da porção interna dos agregados, comparando-os com a face super-
ficial, e assim proceder à sua classificação quanto à quantidade e ao grau de 
desenvolvimento, conforme você pode visualizar no Quadro 5 (IBGE, 2015).
25Descrição morfológica do perfil de solo
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
Caracterização quanto ao grau de desenvolvimento
Fraca
Pouco nítida e difícil percepção de contraste em relação à cor 
da matriz do solo, geralmente diagnosticada com o auxílio de 
lupa (10× ou mais).
Moderada
Percepção razoável e bom contraste em relação à matriz do 
solo, geralmente perceptível a olho nu.
Forte
Contraste e nitidez perceptíveis a olho nu com grande facili-
dade, não deixando qualquer tipo de dúvida para o examinador.
Caracterização quanto à quantidade
Pouca Ocorrência inexpressiva no horizonte, sendo a proporção de 
elementos ou agregados estruturais recobertos por cerosidade 
bem inferior à de elementos não recobertos.
Comum Ocorrência de quantidade considerável, sendo a proporção de 
elementos/agregados estruturais recobertos por cerosidade 
equivalente à de elementos não recobertos.
Abundante Presença ostensiva no horizonte, sendo a proporção de 
elementos ou agregados recobertos por cerosidade muito 
superior à de elementos/agregados não recobertos.
Quadro 5. Caracterização da cerosidade
Consistência 
Na determinação da consistência do solo, devem ser retirados das camadas ou 
horizontes torrões ou porções de amostras. A consistência é variável conforme 
a umidade do material, sendo necessária a avaliação em solo seco, úmido e 
molhado. A consistência da amostra em estado seco deverá ser determinada 
pela compressão do torrão com os dedos polegar e indicador. De acordo com 
a força aplicada, a classificação poderá ser a seguinte (IBGE, 2015):
 � Solta: quando a amostra não adere aos dedos.
 � Macia: quando fracamente coerente e frágil, originando grãos indivi-
duais ou materiais pulverizados.
Descrição morfológica do perfil de solo26
 � Ligeiramente dura: fracamente resistente à pressão, facilmente quebrável.
 � Dura: moderadamente resistente à pressão, quebrável nas mãos, mas 
difícil de quebrar com os dedos.
 � Muito dura: muito resistente à pressão, difícil de quebrar com as mãos.
 � Extremamente dura: extremamente resistente à pressão, não podendo 
ser quebrada com as mãos. 
A consistência de um solo úmido deverá ser obtida com o solo em um nível 
intermediário entre seco ao ar e a capacidade de campo. A forma correta de 
analisar a consistência de uma amostra úmida é tentar desmanchar a amostra 
entre os dedos polegar e indicador; a análise pode resultar na seguinte clas-
sificação (IBGE, 2015):
 � Solta: não coerente.
 � Muito friável: o material desliza sob leve pressão, agregando-se por 
compressão posterior.
 � Friável: a amostra desliza facilmente sob pressão moderada, porém 
apresenta resistência perceptível.
 � Muito firme: quando a amostra desliza sobre fácil pressão. Dificilmente 
esmagável entre os dedos.
 � Extremamente firme: a amostra somente desliza se ocorrer pressão muito 
forte. Não pode ser esmagada com os dedos, devendo ser fragmentada 
pedaço por pedaço. 
A consistência de uma amostra molhada deve ser determinada com a amos-
tra ligeiramente acima da capacidade de campo. A amostra deve ser coletada 
do horizonte ou camada e, estando em mãos, deve ser molhada aos poucos e 
ser pressionada ao mesmo tempo, com o objetivo de desfazer os agregados. 
É necessário ter atenção para não adicionar muita água e encharcar a amostra. 
O grau de plasticidade do material do solo deve ser modelado em formato de 
fio ou cilindro e classificado de acordo com o diâmetro e o comprimento do 
cilindro, como mostra o Quadro 6.
27Descrição morfológica do perfil de solo
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
Classes de 
plasticidade
Ligeiramente 
plástica
Plástica
Muito 
plástica
Não 
plástica
Diâmetro 
dos cilindros 
(mm)
 6 4 2
Nenhum 
cilindro 
se forma
Compri-
mento do 
cilindro
 4 cm
Quadro 6. Critério para determinação da plasticidade
Pegajosidade
A pegajosidade expressa a aderência da amostra de solo, sendo uma avaliação 
realizada em amostra molhada e homogeneizada. A amostra é classificada da 
seguinte maneira quanto à pegajosidade: 
 � Não pegajosa: quando é cessada a pressão, a amostra não apresenta 
aderência entre polegar e indicador.
 � Ligeiramente pegajosa: após cessar a pressão, a amostra adere aos 
dedos, porém de desprende por completo.
 � Pegajosa: após a pressão, o material é aderido aos dedos, tendendo a 
se alongar um pouco quando os dedos são afastados.
 � Muito pegajosa: depois da compressão, o material fica aderido aos de-
dos e se alonga quando os dedos são espaçados, demorando a se romper.
Descrição morfológica do perfil de solo28
Cimentação 
Esta avaliação se refere à consistência quebradiça ou dura do material do solo 
que age como cimentante. O material pode ser classificado quanto à cimentação 
da seguinte maneira:
 � Fracamente cimentado: quando a massa é quebradiça, tenaz ou dura 
e quebrável com asmãos.
 � Fortemente cimentado: quando a massa é quebradiça e dura, não 
quebrável com as mãos, mas facilmente com o martelo.
 � Extremamente cimentado: quando a massa é quebradiça, sem alteração 
sob umedecimento, quebrável com uso de martelo e força. 
Outras avaliações
Nódulos e concreções minerais 
Refere-se à presença de corpos cimentados de composição variada que podem 
ser removidos da matriz do solo sem alterar sua estrutura. Os nódulos podem ser 
distinguidos das concreções por apresentarem organização interna ordenada. 
Podem ser classificados quanto a quantidade, tamanho, dureza, forma, cor e 
natureza (SANTOS et al., 2015).
Presença de minerais magnéticos
Para esta avaliação é necessário que se tenha um imã de bolso. A classificação 
é realizada com base na atração da amostra pelo imã, que pode ser forte, 
moderada ou fraca (SANTOS et al., 2015).
Presença de carbonatos 
Para identificar a presença de carbonatos, é necessário colocar algumas gotas 
do reagente HCl 10% e classificar a reação em ligeira, forte ou muito forte 
(SANTOS et al., 2015).
Presença de sulfetos
Algumas áreas úmidas associadas a rochas sedimentares podem dar origem 
aos sulfetos (SANTOS et al., 2015).
29Descrição morfológica do perfil de solo
Eflorescências 
Referem-se à presença de sais cristalinos na superfície de elementos estruturais, 
que estão associados a um longo período seco (SANTOS et al., 2015).
Coesão
Esta avaliação ocorre no perfil do solo, sendo necessário que a umidade esteja 
inferior à capacidade de campo. O perfil é avaliado quanto ao grau de coesão 
em moderadamente coeso e fortemente coeso (SANTOS et al., 2015).
Conhecer os passos para a avaliação da morfologia do solo auxilia no 
desenvolvimento do trabalho a campo. As características morfológicas per-
mitem que os técnicos realizem importantes inferências sobre os solos, o que 
possibilita um rápido diagnóstico a campo sobre os aspectos agrícolas dos solos.
3 Descrição externa do perfil do solo
O solo é o resultado da interação do fator ambiental que atua sobre a rocha 
matriz; sendo assim, os fatores do ambiente influenciam diretamente na for-
mação do solo. A interferência do ambiente revela características do perfil do 
solo e por isso a descrição do local onde o perfil do solo está localizado é de 
suma importância (PEREIRA et al., 2019).
De maneira geral, a descrição do perfil deve ser iniciada pela identificação 
do perfil por número, data e a classificação utilizada. No Brasil, a classificação 
dos solos a campo deve seguir as normas estabelecidas no Sistema Brasileiro 
de Classificação de Solos, como você já viu (SANTOS et al., 2015). A locali-
zação deve abordar as coordenadas obtidas por GPS, além do município e do 
país a qual pertence. Deve-se também adicionar informações que auxiliem no 
direcionamento ao local de observação do perfil, como estradas, rios e pontos 
de referência (IBGE, 2015). 
O próximo passo é identificar o perfil quanto à situação em que ele se 
encontra. Aqui deve ser abordado o tipo de paisagem e sua posição com 
relação a encosta, como explica a Figura 17 e o Quadro 7. Essas informações 
contribuem para indicar a evolução do solo (IBGE, 2015).
Descrição morfológica do perfil de solo30
Figura 17. Posição do solo em relação à encosta.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
Fonte: Adaptado de IBGE (2015).
Tipo de paisagem
Colina/morro Planalto/chapada
Depressão Planície
Escarpa Planície de inundação
Patamar Terraço fluvial
Posição na encosta
Terço inferior Terço superior
Terço médio Topo
Quadro 7. Aspectos da situação do perfil do solo
31Descrição morfológica do perfil de solo
A declividade do terreno deverá ser tomada, fazendo parte da caracteriza-
ção do relevo. A inclinação com a superfície do terreno deve ser classificada 
como declive ou aclive, e sua medição é feita por um instrumento chamado 
de clinômetro, que fornece os dados para preencher a seguinte equação 
(IBGE, 2015):
D(%) = 100 · EV / EH 
onde:
 � D: declividade.
 � EV: distância vertical.
 � EH: distância horizontal.
A presença de cobertura vegetal deve ser mencionada e identificada, assim 
como deve ser mencionado o uso atual do solo. Os dados referentes à altitude 
devem ser obtidos com auxílio de GPS, e o clima da região deve ser identificado 
de acordo com a classificação de Köppen. Devem ser abordadas a litologia da 
rocha ou sedimento que forma o substrato do perfil, bem como o período geo-
lógico e a formação geológica das rochas do substrato (SANTOS et al., 2015).
A rocha que dá origem ao solo tem uma íntima relação com o material 
de origem do solo, e essa relação é mais evidente em solos menos evoluídos. 
Portanto a observação mais a fundo de sua composição química, física e 
mineralógica auxilia na interpretação dos solos que se originaram a partir 
daquelas rochas. 
O material de origem se refere à natureza do material que originou o solo, 
que pode ser classificado em autóctone, pseudoautóctone (solo influenciado 
pelo material externo) ou alóctone (solo transportado) (IBGE, 2015). A presença 
de linhas de pedra com formato arredondado ou subarredondado, como o 
exemplo da Figura 18, geralmente indica a descontinuidade entre os solos e as 
rochas, porém pode ser consequência de outro condicionante, sendo necessário 
observar outras análises para comprovação da informação (IBGE, 2007).
Descrição morfológica do perfil de solo32
Figura 18. Stone line (pedras subarredon-
dadas) em perfil de argissolo vermelho-
-amarelo eutrófico típico (Anápolis, GO).
Fonte: IBGE (2007, documento on-line).
Quando o solo apresentar linhas de pedra, estas deverão ser descritas 
quanto a sua espessura, profundidade, constituição e formato. Também deve-se 
informar quando houver cobertura de origem coluvial, aluvial e influência 
marinha ou lacustre (SANTOS et al., 2015). 
A pedregosidade se refere à presença de frações do tamanho de calhaus 
(2–20 cm) e matacões (20–100 cm) ao longo da superfície ou subsuperfície. 
As frações são classificadas em (IBGE, 2015): 
 � Não pedregosa: quando em ausência de calhaus e matacões. 
 � Ligeiramente pedregosa: quando 0,01–0,1% da superfície apresenta 
calhaus e/ou matacões. 
 � Moderadamente pedregosa: quando calhaus e/ou matacões ocupam 
de 0,1–3% do solo ou superfície.
 � Pedregosa: quando ocupam 3–15% da massa do solo ou superfície.
 � Muito pedregosa: quando ocupam de 15–50% da massa do solo ou 
superfície do terreno.
 � Extremamente pedregosa: quando ocupam de 50–90% da superfície 
ou massa do solo, como o exemplo da Figura 19.
33Descrição morfológica do perfil de solo
Figura 19. Classe extremamente pedregosa.
Fonte: Adaptada de IBGE (2015).
Quanto à presença de rochosidade, caracterizada como sendo a exposição 
do substrato rochoso, a superfície do solo pode ser classificada em (IBGE, 
2015):
 � Não rochosa: quando a ocorrência for de 0–2%. 
 � Ligeiramente rochosa: 2–10% da superfície.
 � Moderadamente rochosa: 10–25% da superfície.
 � Rochosa: 25–50% da superfície.
 � Muito rochosa: 50–90% da superfície, como o exemplo da Figura 20.
 � Extremamente rochosa:comprometer seus atributos (SANTOS et al., 2015).
De acordo com o relevo local e regional, o relevo pode ser separados em 
(IBGE, 2015):
 � Plano: quando a topografia é lisa, os desníveis são pequenos e a decli-
vidade é menor do que 2%.
 � Suave ondulado: topografia ligeiramente movimentada, presença de 
colinas e vales e declividade de 3–8%.
 � Ondulado: topografia ondulada, colinas, vales encaixados, declividade 
de 8–20%.
 � Forte ondulado: topografia movimentada, presença de morros e vales 
profundos, desníveis e declives maiores do que 20–45%.
35Descrição morfológica do perfil de solo
 � Montanhoso: topografia vigorosa, presença de morros e montanhas, 
desníveis grandes e declives fortes ou muito fortes, maiores do que 
45–75%.
 � Escarpado: presença de superfícies íngremes superiores a 75%, vértices 
inclinados e fortes.
A erosão do solo também deve ser avaliada, pois é uma informação rele-
vante para inferir sobre a tendência do solo a sofrer esse processo (SANTOS 
et al., 2015). Com relação à presença de erosão em que se encontra o perfil do 
solo, ela é classificada de acordo com a porcentagem de remoção do horizonte 
A, podendo ser não aparente; ligeira (menos de 25%); moderada (25–75%); 
forte (mais de 75%); muito forte (horizonte A e parte do B comprometidos); 
extremamente forte (horizontes A e B removidos e C comprometido) (IBGE, 
2015).
A avaliação da drenagem do solo indica o comportamento da água no 
perfil do solo. Quando o perfil apresenta má drenagem, acumulando água por 
um período, favorece as reações de redução, enquanto a boa drenagem do solo 
favorece a reação de oxidação. Essas reações são percebidas no solo visual-
mente pela coloração do perfil, como você já viu. De acordo com a drenagem 
do solo, é possível classificar o solo conforme a presença de água e o tempo 
de permanência da água no perfil do solo da seguinte maneira (IBGE, 2015): 
 � Excessivamente drenado: a água é drenada muito rapidamente.
 � Fortemente drenado: a água é drenada rapidamente, há presença de 
muitos poros, que são muito permeáveis.
 � Acentuadamente drenado: a água é removida rapidamente, há presença 
de muitos poros permeáveis.
 � Bem drenado: a água é removida facilmente.
 � Moderadamente drenado: a drenagem é lenta.
 � Imperfeitamente drenado: a água é drenada lentamente, permanecendo 
o perfil molhado por tempo significativo.
 � Mal drenado: a água é drenada lentamente e o solo permanece úmido 
grande parte do ano.
 � Muito mal drenado: a água é drenada lentamente e o lençol freático 
fica próximo à superfície ou na superfície grande parte do ano. 
Descrição morfológica do perfil de solo36
A última etapa é a inserção do nome dos participantes da descrição do 
solo no campo “Descrito e coletado”, onde é adicionado o nome do técnico 
que realizou a descrição. 
A descrição externa do perfil possibilita a identificação das características 
internas do solo, estando intimamente relacionada com os atributos morfológi-
cos, como cor, textura, estrutura, entre outras. Isso a tornando indispensável 
para a classificação dos solos.
Eduardo é engenheiro agrônomo e atua como consultor comercial de uma empresa de 
fertilizantes na região de Pato Branco, Paraná. Eduardo foi solicitado por um produtor 
rural a identificar um possível problema de morte de plântulas de milho por “queima” 
do fertilizante. Ao chegar na área onde o produtor havia relatado a morte de plântulas, 
Eduardo verificou que o relevo do local era levemente ondulado e que a morte das 
plântulas se concentrava em locais baixos; nas regiões mais altas, as plantas tinham 
germinado bem e já estavam desenvolvidas.
Curioso com o fato, Eduardo solicitou ajuda do produtor rural para escavar uma 
trincheira e observar o perfil do solo. Nos primeiros horizontes, Eduardo avaliou a 
drenagem do perfil e verificou, pela cor dos horizontes, que o solo apresentava uma 
drenagem imperfeita, e logo visualizou um horizonte com a presença de mosqueados 
de cor amarela, característico da reação de oxirredução decorrente de problemas de 
drenagem do perfil. 
Eduardo explicou ao produtor que a morte das plântulas ocorreu devido à falta de 
oxigênio no solo e recomendou a construção de drenos para diminuir o problema 
na área. O conhecimento de Eduardo sobre as características morfológicas do perfil 
o ajudaram a identificar problemas e propor soluções para auxiliar o produtor rural.
BRADY, N. C.; WEIL, R. R. Elementos da natureza e propriedades dos solos. 3. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2013.
IBGE. Manual técnico de pedologia: guia prático de campo. Rio de Janeiro: IBGE, 2015.
IBGE. Manual técnico de pedologia. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. (Manuais Técnicos 
em Geociência, 4). Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/
liv37318.pdf. Acesso em: 11 jun. 2020.
37Descrição morfológica do perfil de solo
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
PEREIRA, M. G. et al. Formação e caracterização de solos. [S. l.], 2019. Disponível em: 
https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202369/1/Formacao-e-carac-
terizacao-de-solos-2019.pdf. Acesso em: 11 jun. 2020.
SANTOS, H. G. et al. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5. ed. Brasília, DF: 
Embrapa, 2018.
SANTOS, R. D. et al. Manual de descrição e coleta de solo no campo. 7. ed. Viçosa, MG: 
SBCS, 2015.
SCHROEDER, D. Solos: fatos e conceitos. São Paulo: ANDA, 2017. Disponível em: http://
www.ufla.br/dcom/wp-content/uploads/2018/03/Solos-Fatos-e-Conceitos-final-
-final-1-1.pdf. Acesso em: 11 jun. 2020.
STRECK, E. V. et al. Solos do Rio Grande do Sul. 2. ed. Porto Alegre: Emater/RS, 2008.
Leitura recomendada
BLAYA, S. N.; GARCIA, G, N. Quimica agrícola: el suelo y los elementos químicos esenciales 
para la vida vegetal. 2. ed. Madrid: Mundi-Prensa Livros, 2003. 
Descrição morfológica do perfil de solo38
Dica do professor
As propriedades morfológicas do solo podem ser utilizadas como ferramentas para identificá-los e 
têm relação com suas características físicas, químicas e biológicas. Além disso, pode ser um 
indicativo de problemas que podem ser verificados no perfil, como acúmulo de água, problemas de 
drenagem, erosão, entre outros. A avaliação da cor dos solos permite inferir sobre vários aspectos 
dos solos.
Na Dica do professor, você aprenderá sobre a cor do solo, a importância da descrição dessa 
propriedade morfológica e os passos para realizar sua avaliação.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/0a5ebd07290e538f0bae89dde2232db5
Exercícios
1) Os horizontes do solo são formados por processos que incluem adição, perda, translocação e 
transformações, que confere características distintas a cada um deles.
Os processos pedogenéticos interferem nas características morfológicas do solo; dentre 
elas, é possível citar:
A) Solos que são formados na parte alta do relevo têm horizontes com cores mais claras, as quais 
refletem a coloração mineral do solo.
B) Solos localizados na parte baixa do relevo apresentam cores avermelhadas, devido à oxidação 
dos argilominerais presentes nos horizontes.
C) A presença de manchas amareladas nos horizontes subsuperficiais demonstra que o solo tem 
drenagem ineficiente.
D) O material de origem, quando presente nos horizontes ou camadas, indica que o solo sofreu 
intensos processos pedogenéticos.
E) Colorações claras revelam que o solo apresenta uma textura arenosa, que propicia uma 
intensa redução dos minerais de ferro.
2) As características morfológicas dos solos devem ser descritasde acordo com o sistema de 
classificação de solos do Brasil. Algumas características são particulares e os identificam.
Um solo que apresenta uma transição textural entre os horizontes superficiais, com 
presença de mosqueados ao longo do perfil e agregados do tipo prismático e colunar no 
horizonte B, é característico de:
A) Gleissolos.
B) Neossolos.
C) Latossolos.
D) Planossolos.
E) Organossolos.
3) Na abertura de uma trincheira para avaliação e identificação dos solos várias avaliações 
podem ser executadas. Uma dessas avaliações é a de coloração do solo. Assinale a 
alternativa que corresponde a essa prática e como é realizada: 
A) Deve pegar 500 gramas de solo e enviar para o laboratório e solicitar a análise química e física 
do solo. 
B) Deve se tomar uma amostra do solo umedecer, fazer uma ‘’minhoca’’ com o solo e observar 
se é moldável ou não. 
C) Deve se tomar uma amostra de um torrão do solo umedecido e abrir a cartilha de cores com o 
matiz que se assemelha ao torrão. Na página que contém a matiz se abre a página da cartilha 
e se verifica o valor referente a tonalidade do solo através de um dos números nela descrita e 
se busca então o croma que diz respeito a intensidade da cor. 
D) Deve se tomar uma amostra somente dos 20 centímetros que corresponde a camada arável, 
pois se estiver rico em matéria orgânica ficará de coloração extremamente avermelhada. 
E) Deve se tomar uma amostra e saturar a mesma com agua e com base na cor encontrada na 
solução, capturamos uma imagem e analisamos na cartilha de Magnus. 
4) A morfologia externa, ou seja, o ambiente no qual o perfil está localizado, possibilita fazer 
diversas relações sobre suas características internas e agrícolas.
Sobre essas características, é correto afirmar que:
A) O relevo pode inferir sobre o lençol freático e está relacionado à drenagem do perfil.
B) A altitude tem uma relação direta com o número de horizontes do solo, ou seja, quanto maior 
o número de horizontes, maior é a altitude onde está localizado o perfil.
C) O clima atua como condicionador do processo de intemperismo e, por isso, solos 
intemperizados apresentam uma maior proporção de material de origem em seus horizontes.
D) A maior declividade do solo favorece a acumulação de matéria orgânica e argila no horizonte 
A.
E) A presença de horizontes de O e H pode ser identificada em solos que apresentam vegetação 
primária típica de clima temperado, que é de baixa umidade e altas temperaturas.
5) 
A porosidade do solo se refere ao espaço ocupado por ar e água, condições essenciais para o 
desenvolvimento de raízes e da vida no solo. A porosidade está relacionada a outras 
características morfológicas e tem implicações diretas no manejo do solo.
Sobre a porosidade, avalie as alternativas e assinale a correta.
A) Está relacionada à densidade do solo, onde uma maior densidade indica a presença de mais 
poros.
B) Tem relação com a textura dos horizontes, onde uma maior proporção de argila e silte 
aumentam a quantidade e distribuição dos poros no solo.
C) A depender da estrutura do solo, é possível observar uma maior ou menor razão entre macro 
e microporos, onde os macroporos favorecem a percolação de água e os microporos 
costumam reter água, garantindo maior umidade
D) A drenagem do perfil tem uma relação inversamente proporcional à porosidade do solo.
E) A plasticidade e a pegajosidade proporcionam uma maior porosidade ao solo.
Na prática
O estudo das propriedades morfológicas possibilita conhecer as características dos solos pela 
avaliação da cor, textura, estrutura e consistência dos mesmos. Os tipos de solo estão relacionados 
às práticas de manejo, às limitações do cultivo agrícola e à interferência na fertilidade natural.
Veja, Na Prática, o trabalho da engenheira agrônoma Sandra, que trabalha como consultora 
comercial de uma empresa de sementes e utilizou os conhecimentos de morfologia do solo para 
identificar o problema de uma lavoura.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para 
acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/63ce7d1d-9d0f-4d17-b4b8-a73fc88a8e19/4d7f490d-4a14-4f8b-8769-6bd185f74155.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Solos - efeito de plantas de cobertura na agregação do solo
No vídeo a seguir, você vai encontrar informações sobre as características morfológicas do solo e 
sua relação com o desenvolvimento das plantas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Descrição do perfil de solos
O vídeo a seguir mostra aspectos práticos de como realizar a descrição morfológica do solo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Carta de Munsell (cores do solo)
No vídeo a seguir, você encontrará um passo a passo de como utilizar a Carta de Munsell para 
determinar a cor do solo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/AbGqExXAfmQ
https://www.youtube.com/embed/La7a94xnU4c
https://www.youtube.com/embed/rbXKimZx14k

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