Prévia do material em texto
ESPAÇO GEOGRÁFICO MUNDIAL AULA 3 Profª Wiviany Mattozo de Araujo 2 CONVERSA INICIAL Essa disciplina construiu até agora uma discussão a respeito de algumas análises, além de conceitos próprios da Geografia, como espaço, região, blocos econômicos, formas de desenvolvimento e teorias econômicas. Com isso, conhecimentos introdutórios a respeito da economia global e do fenômeno da globalização foram abordados, propiciando assim uma base mais sólida para compreender outros fatores no espaço mundial, principalmente sobre as atuais relações existentes em todo o mundo. Compreender as dinâmicas no espaço mundial é papel do geógrafo e do professor da geografia, e é o resultado de métodos que aprendemos a utilizar a partir das correntes de pensamento. Por isso são fundamentais durante a formação. As abordagens vistas anteriormente estão ligadas a outras áreas do conhecimento, como História e Sociologia, por exemplo. Durante a construção desta terceira aula da disciplina, será possível compreender aspectos paisagísticos do espaço mundial por meio do estudo dos continentes, o que posteriormente ajudará a entender dinâmicas econômicas, sociais e de redes em todo o cenário global. Para isso, a aula foi desenvolvida com o objetivo de contemplar os principais aspectos físicos e paisagísticos dos continentes, brevemente relacionados com as suas influências sociais em cada região. Compreender como as características paisagísticas de um lugar, a geomorfologia, o clima e a vegetação interferem em aspectos econômicos e culturais, como produção agrícola e tecnológica, além de exportações e importações, nos leva até as relações comerciais internacionais. Todas essas características justificam até mesmo a criação de determinados blocos econômicos, como visto antes. A aula está dividida em cinco temas, e cada tema apresenta pelo menos um continente. Utilizamos também o conceito de região e, dessa forma, Ásia, Américas, Europa, África e Oriente Médio e Oceania serão analisados com base nas áreas do conhecimento geográfico, como clima, vegetação e geomorfologia, considerando seus impactos nos modos de vida em cada continente. As principais referências são mapas – tão pertinentes para o estudo do geógrafo – e livros. Por fim, abordamos os aspectos práticos da aula e fazemos algumas considerações finais a respeito dos temas estudados. 3 TEMA 1 – ÁSIA E ORIENTE MÉDIO Neste primeiro tema de nossa aula, abordaremos os principais dados, referências e particularidades do continente asiático, o que é fundamental para entender o espaço geográfico mundial, já que ele é o maior continente do mundo em área, população e número de países. Isso posto, torna-se mais fácil compreender a importância da Ásia não apenas no que diz respeito à cultura, que é bastante diversa, mas também às possibilidades econômicas e à grande diversidade paisagística, já que é lá que se encontra o ponto mais alto do mundo, o Monte Everest, além do mar morto, o ponto mais baixo. Essa informação já nos possibilita imaginar a diversidade de vegetação e clima existente no continente e suas possibilidades quanto à agricultura, por exemplo. O Oriente Médio é uma porção de território situada ao norte da África subsaariana e que é bastante conhecida no mundo por suas grandes reservas de petróleo e por conflitos geopolíticos provocados por diferenças religiosas. Porém, a importância dos aspectos físicos do Oriente Médio é alta, já que são suas características físicas e localização que propiciam sua riqueza e a principal fonte de renda dos países ali localizados. É sabido que existem diversas formas de classificar o clima. A classificação Köppen-Geiger é internacionalmente reconhecida e propicia uma análise de muitos tipos de clima ao redor do globo, por considerar as variedades de regimes pluviométricos e a temperatura. Goulart e Fogaça (2018) destacam, com base em uma tabela, a diversidade de climas de acordo com a classificação Köppen-Geiger e suas distribuições pelo globo terrestre. No caso asiático, são ao menos doze tipos de climas, em geral frios pela proximidade do Círculo Polar Ártico. As características dos climas de temperaturas baixas, em sua maioria, podem apontar para diferentes perfis culturais e de agricultura, não por determinação do clima, mas porque ele condiciona alguns aspectos e fenômenos dessas áreas. Porém, ao sul da Ásia, à medida que nos aproximamos do norte da África, é possível destacar outros climas, como os de monções, com temperaturas mais altas e maiores índices pluviométricos. Esse é o caso da Índia e da Tailândia, por exemplo, que possuem ainda a natureza como um atrativo turístico (Atlas Geográfico Escolar, 2006). 4 Relembrar a diversidade climática existente no continente asiático abre uma oportunidade para uma nova demanda desta aula: a de se pensar nos impactos na geomorfologia de toda a região, que é bastante variada, levando-se em conta, por exemplo, que a Cordilheira do Himalaia, que está localizada nos territórios de China, Índia, Nepal e Butão, afeta toda a dinâmica climática da Ásia (Atlas Geográfico Escolar, 2006). É importante lembrar também como a cordilheira é o resultado do movimento das placas tectônicas Eurasiática e Indiana, que fazem parte de um complexo de dobramentos jovens (alpinos) (IBGE, 2002a). Essa é uma característica bastante importante para entender não só a formação do relevo asiático, mas também os tipos de solos e, consequentemente, de vegetação existentes. A vegetação asiática, em decorrência do clima e do relevo, é bastante diversa, contando com catorze tipos de vegetação, entre elas taiga, estepe e zonas de semideserto, além de floresta mediterrânea (essas são as de maior destaque devido às dimensões de suas áreas). Por outro lado, é muito importante destacar a vegetação de alta montanha em toda a Cordilheira do Himalaia, assim como o deserto arábico, em que se encontra uma das maiores reservas de petróleo do mundo, de onde se extraem mais de 5 mil barris/dia (IBGE, 2014b), ao mesmo tempo que provê menos de 500m³ de água por habitante por ano (IBGE, 2014a), por exemplo. TEMA 2 – AMÉRICAS Entendendo a complexidade do continente asiático em termos de diversidade, chega a hora de entender os três continentes americanos. Porém, para facilitar a compreensão dessa regionalização, o continente será estudado em breve por meio da América Latina e do Caribe e da América Anglo-Saxônica. Faremos isso porque as características dos países assim regionalizados têm bastante em comum, e torna-se mais fácil analisá-los de forma integrada, considerando principalmente os aspectos paisagísticos. Mas é importante destacar a amplitude da América Latina em comparação com a América Anglo- Saxônica, já que a primeira conta com uma grande quantidade de países e uma grande área no espaço mundial, o que a torna bastante rica em conteúdo para discussões geográficas. 5 2.1 América Latina e Caribe A regionalização por meio da língua, como a que ocorre aqui, é bastante interessante, pois acaba por nos propiciar o entendimento de indivíduos pertencentes a um grupo maior e que fala uma ou mais línguas latinas, assim como a maior parte da América. Dessa forma, a análise torna o Brasil parte da América Latina pelo que ele tem em comum com os países vizinhos. O Caribe também é uma parte muito importante dessa análise, pois suas características físicas e paisagísticas se relacionam diretamente com suas economias, como será visto futuramente na disciplina. É importante destacar a relevância da vegetação e sua diversidade para essa região do mundo. Isso porque é na América Latina que se encontra a floresta amazônica, fundamental para a preservação de espécies e para a dinâmica do clima em todo o mundo. Além disso, há grandesreservas de recursos minerais no continente, que explicam outras relações econômicas existentes. Pode ser exemplificado pelo petróleo no Brasil e na Venezuela, bem como pela exportação de minérios de ferro e pela energia hídrica que também pode ser utilizada como fonte para geração de energia elétrica (IBGE, 2014a). A América Latina, certamente, se destaca pela diversidade, inclusive de recursos, sendo o México o país com menos disponibilidade de recursos hídricos de toda a América Latina (IBGE, 2014a), o que é facilmente explicado pela vegetação, já que é no México que se encontra a maior zona desértica de todo o continente. Já Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile e Paraguai apresentam uma potencialidade hídrica bastante alta, de mais de 10.000 m³/hab/ano (IBGE, 2014a). Essa diferença pode ser explicada pela localização do continente no mundo, entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio, incluindo todo o Equador, que também explica a diversidade como a de biomas, por exemplo. No Brasil, a floresta amazônica e a floresta subtropical auxiliam a regular o clima e o balanço hídrico da atmosfera; isso ajuda a compreender a diversidade climática do continente, como apontam Mendonça e Danni-Oliveira (2007), citando a predominância do clima de savana tropical na América do Sul, principalmente por causa da região amazônica, mas também pelos climas equatorial úmido e subtropical úmido. 6 O caribe é uma região conhecida por suas belezas naturais, como a cor do mar, e pelo clima; encontra-se pouco acima da linha do equador. É uma região de litoral determinado pelos ventos alísios e com vegetação de florestas mistas (Atlas Geográfico Escolar, 2006) 2.2 América Anglo-Saxônica As questões envolvendo essa região da América são bastante distintas não só pela quantidade de países envolvidos, mas também pela quantidade de recursos e pela variedade de espécies que possui. Os diferentes tipos de clima, vegetação e relevo podem justificar o planejamento dos territórios estadunidense e canadense, por exemplo. Ambos os países se destacam no cenário mundial por diversos motivos, mas, principalmente, pela riqueza e pelos índices de desenvolvimento humano, temas de nossa próxima aula. De qualquer modo, é importante aprimorar o raciocínio quanto aos aspectos físicos do continente, que conta com desertos quentes e frios, florestas, campos e riquezas minerais, assim como a América Latina. Com uma área de 19.333.733 km² (Atlas Geográfico Escolar, 2006), o Canadá e os Estados Unidos possuem menos diversidade climática do que o restante da América, pois os climas predominantes são de poucas chuvas, com desertos, estepes e savanas (Mendonça; Danni-Oliveira, 2007). Assim, as vegetações correspondem ao clima; savanas, zonas desérticas, florestas mistas e de coníferas e tundras são as predominantes no país (Atlas Geográfico Escolar, 2006). As geleiras do norte do Canadá encobrem uma grande reserva de petróleo, o que levou o país, em 2014, a ser o 4º maior produtor de petróleo do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Arábia Saudita – em primeiro e segundo lugares, respectivamente. Essa característica é fundamental porque também explica a competitividade financeira da região e seus índices de desenvolvimento, como veremos em nossa próxima aula. TEMA 3 – EUROPA O velho continente, como é chamada a Europa, é de fato uma grande área de estudo também para a geografia física. Apesar de não ser tão grande quanto os dois continentes anteriormente estudados, apresenta uma grande diversidade de relevos devido à existência de montanhas. Além disso, quando se constroem 7 análises sobre as paisagens europeias, as cidades se destacam porque causam impacto no clima, na qualidade do ar, na vegetação e na hidrografia, e esses aspectos provocam transformações nas paisagens. Assim como ocorre com as Américas, existe uma regionalização principal para estudar o continente: Europa Ocidental, composta por países como França, Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Inglaterra e Irlanda, e Leste Europeu, que ganha destaque principalmente nos estudos de geopolítica, que serão desenvolvidos na Aula 4 desta disciplina. Foi no leste europeu que ocorreram grandes conflitos no último século, e os países que fazem parte dele passaram por diversos processos históricos que provocaram grandes mudanças. As vegetações europeias são como já dito anteriormente: menos variadas, até por conta da dimensão do continente, e predominam as florestas de coníferas, a taiga, pradarias e regiões de terrenos arenosos (Atlas Geográfico Escolar, 2006) com algumas ocorrências de vegetação de montanhas, principalmente na região dos Alpes. Na grande maioria dos países europeus, mais de 35% da área é destinada a algum tipo de cultivo (IBGE, 2013), porém, é importante considerar que os países têm em média menos território que parte de países americanos ou asiáticos. Considerando a vegetação, é possível compreender as relações entre chuvas e o clima da região, com predominância dos climas continental úmido, continental subártico e marítimo da costa ocidental (Mendonça; Danni-Oliveira, 2007). Em grande parte do continente as chuvas não ultrapassam os 500 mm anuais, mas nas costas e próximo ao mediterrâneo são registrados 2.000 mm anuais, o que também condiz com a proximidade do mar mediterrâneo. Grande parte da Europa se encontra em regiões mais íngremes (de 200 metros a 2 mil metros acima do nível do mar). Esse é o caso do sul da Europa, próximo aos mares Negro e Mediterrâneo, onde também se encontram países importantes como Itália, Portugal, França, Espanha, Grécia, Hungria e Áustria, enquanto a outra parte da Europa se localiza em regiões de terrenos mais baixos, com altitudes variando entre 0 e 200 metros acima do nível do mar (Atlas Geográfico Escolar, 2006). Dentre outros aspectos, é importante ressaltar a baixa distribuição de recursos hídricos na região, principalmente se comparada à dos demais continentes. A média da região é de apenas 750 m³/hab/ano (IBGE, 2014a). 8 TEMA 4 – ÁFRICA O continente Africano é, de fato, uma área de estudo riquíssima para a Geografia nas mais diversas linhas de pensamento e análise. Foi ali que a humanidade se originou, além de ter sido palco de diversos outros fatos históricos. A África, mesmo com suas grandes dimensões e números de países, possui características climáticas, de vegetação e geomorfológicas talvez não tão diversas, porém fundamentais para toda a dinâmica climática do mundo. A África se destaca por sua longa história, comumente não contada por diversos historiadores e geógrafos. A diversidade de etnias e povos faz parte da importância do continente no cenário global, porém, quando tratamos de aspectos físicos, a diversidade acaba por parecer pequena se comparada à de outros lugares no mundo. Mesmo assim, se destaca, já que está relacionada a dinâmicas de fenômenos físicos em todo o mundo. É no continente africano que se localiza a maior ilha do mundo, Madagascar, que apesar de se tratar de um país pobre é bastante diverso em espécies vegetais e animais, principalmente por ser uma ilha que se desprendeu do continente durante o período Pré- Cambriano, tornando-se, então, berço de algumas espécies que se desenvolveram somente nela (IBGE, 2002a). Apesar de sua grande extensão territorial, a África tem sua diversidade um pouco reduzida em relação a outros continentes, porque uma grande parte de seu território corresponde ao deserto do Saara e a outra é composta de savana (Atlas Geográfico Escolar, 2006). É necessário ressaltar a importância da floresta temperada tropical, que também ocupa uma parte razoável do território e garante os níveis pluviais da África subsaariana e, consequentemente, a agricultura da região. Mendonça e Danni-Oliveira (2007) apontam os climasda África subsaariana: savana tropical, de deserto e estepe tropicais e equatorial úmido. Predominantemente, nessas localidades as chuvas registram até 2.000 mm anuais, podendo variar entre 500mm ou 1.000mm, a depender da região. É muito importante tratar do norte da África, mais especificamente da região do Deserto do Saara, porque é onde estão localizados grandes países como Argélia, Líbia e Egito. Apesar de sua pequena biodiversidade (IBGE, 2016), são países importantes na história da humanidade. O Egito estabeleceu- 9 se também por ser cortado pelo rio Nilo, propiciando a agricultura e, assim, o desenvolvimento da civilização na região. TEMA 5 – OCEANIA Na Oceania, a Austrália certamente se destaca por seu tamanho e por aspectos físicos, além de vegetação e reino animal – devido ao seu afastamento de outros continentes, ela possui espécies únicas. Aqui é interessante abordar a importância de demais ilhas da Oceania, localizadas nos oceanos Índico e Pacífico. Composta por apenas catorze países, a Oceania é bastante diversa em espécies, principalmente por ter grande parte de seu território formado por ilhas e pelo grande deserto da Austrália, sendo essas as principais características do continente. O clima e a vegetação variam, a depender da amplitude de áreas distribuídas ao longo dos oceanos, e determinam a importância do turismo na região e aquilo que é produzido, consumido, importado e exportado, por exemplo. A princípio, é fundamental compreender a grande área desértica da Oceania (localizada na Austrália) e o fato de se tratar do menor continente do mundo. Assim, em conjunto, esses dois aspectos fazem com que a diversidade climática do continente seja menor se comparada à dos demais continentes do mundo. As ilhas existentes têm, em geral, clima tropical úmido, enquanto a Austrália possui mais diversidade de climas, contando com tropical úmido e seco e árido na maior parte de seu território (referente ao deserto), o que sugere também uma savana no centro do país. A Nova Zelândia possui clima temperado úmido e florestas de coníferas, na maior parte de seu território. Além disso, a região é uma das mais que apresentam maior biodiversidade no planeta (IBGE, 2016). NA PRÁTICA Esta terceira aula de nossa disciplina Espaço Geográfico Mundial é, de fato, uma base para discussões propostas em aulas futuras. Assim, é bastante aplicável para o geógrafo e para o professor de Geografia porque, como já é sabido, pelos conhecimentos adquiridos em outros momentos do curso de Geografia, a geografia física é muito importante para a ciência geográfica. Além 10 disso, relacionar conhecimentos climatológicos, biogeográficos e geomorfológicos é fundamental para a formação do geógrafo e do professor de Geografia. Conhecer e relacionar esses aspectos pode abrir horizontes, fazendo-nos compreender também aspectos sociais e econômicos de cada região por dedução. A aplicação dos conhecimentos da geografia física é fundamental para o desenvolvimento do profissional da área geográfica porque aponta para novos paradigmas. O conhecimento apresentado e construído durante a aula é bastante prático, pois pode auxiliar nas análises pelas quais o geografo é responsável, possibilitando a compreensão de fenômenos geopolíticos como a Guerra do Vietnã, por exemplo, em que a técnica de guerrilha na floresta fechada possibilitou a saída das forças armadas dos Estados Unidos, ou então as famosas histórias das invasões de Napoleão e de Hitler durante o inverno na Rússia. Também elucida as situações econômicas da Venezuela e dos países do Oriente Médio, ligados diretamente a grandes reservas de petróleo. Além disso, o conhecimento sobre a vegetação ajuda a explicar as relações de importação e exportação de países como o Brasil, que tem seu PIB pautado na exportação de soja (que chegou aos campos brasileiros com a imigração japonesa no começo do século XX) e de minério de ferro (localizado principalmente no sudeste brasileiro, tendo recentemente causado dois desastres ambientais, poluindo o Rio Doce e o Rio Paraopeba, além de provocado relações de trabalho conflituosas entre mineradores e seus funcionários). O planejamento do território estadunidense também é fruto do conhecimento de geografia física, já que entender os tipos de espécies que podem ser plantadas, como e onde podem ser produzidas e para onde podem ser exportadas também entra nos estudos geográficos. A Geografia também se dedica, por exemplo, a entender as relações espaciais nos cinturões do milho e no Vale do Silício. As conexões apresentadas nesta aula são apenas algumas das diversas existentes, e podem e devem ser construídas ao longo da disciplina, pois abrem portas ainda para os conteúdos futuros, como as dinâmicas econômicas e os índices sociais dos continentes do mundo, análises existentes sobre o mundo pós-Guerra Fria e o meio técnico-científico-informacional. 11 FINALIZANDO Os temas trabalhados nesta aula são também revisões de diversas disciplinas ao longo do curso, o que torna a aula mais simples e prática por relembrar as dinâmicas climáticas em todos os continentes e as conexões existentes entre os tipos de clima e vegetação, por exemplo. Além disso, vimos a importância das Cordilheiras dos Andes e do Himalaia, e da geomorfologia nos fenômenos do clima. Foram abordados aspectos a respeito da vegetação dos continentes que explicam hábitos alimentares que, por sua vez, podem elucidar relações de exportação e importação ao redor do mundo, além das redes geográficas (de comunicação e transporte) existentes e dos blocos econômicos. Cada continente foi abordado de um modo diferente, considerando possíveis regionalizações para facilitar a compreensão de fenômenos existentes e, em aulas futuras, o entendimento dos resultados dos indicadores econômicos e de desenvolvimento. É fundamental lembrar de condições, limitações e evoluções físicas existentes em cada lugar do mundo porque quando estas não são determinantes, são, certamente, condicionantes de fenômenos sociais e por isso tão importantes para a nossa formação e também para nossa compreensão do mundo e dos países de maneira conexa e concisa. 12 REFERÊNCIAS ATLAS Geográfico Escolar. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2006. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estrutura geológica. Brasília: IBGE, 2002a. _____. Planisfério físico. Brasília: IBGE, 2002b. Escala 1:800.000. _____. Uso da terra: áreas cultivadas 2012. Brasília: IBGE, 2012. Escala 1:800.000. _____. Índice de desenvolvimento humano: IDH 2013. Brasília: IBGE, 2013. Escala 1:800.000. _____. Distribuição de recursos hídricos. Brasília: IBGE, 2014a. Escala 1:800.000. _____. Produção de petróleo de 2014. Brasília: IBGE, 2014b. Escala 1:800.000. _____. Nível de biodiversidade, 2016. Brasília: IBGE, 2016. Escala 1:800.000. GOULART, A. V; FOGAÇA, T. K. Introdução à climatologia: conceitos, pesquisas e ensino. Curitiba: InterSaberes, 2018. MENDONÇA, F. A.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.