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SEE-SP-GEOGRAFIA-

Apostila de Conhecimentos Específicos — Geografia para Professor do SEE‑SP. Introduz o que o edital cobra, indica bibliografias, traz dicas de estudo (foco, organização, método, resumos, revisão), orientações sobre preparação e base teórica para resolução de questões.

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CÓD: SL-119MA-23
7908433236696
SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO 
DE SÃO PAULO
SEE-SP
Professor de Ensino Fundamental 
e Médio - GEOGRAFIA
a solução para o seu concurso!
Editora
EDITAL DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES Nº 01/2023
INTRODUÇÃO
a solução para o seu concurso!
Editora
Como passar em um concurso público?
Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro 
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como 
estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução 
preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
Então mãos à obra!
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter 
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você 
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma 
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito, 
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não 
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É 
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha 
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto 
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque 
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses 
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais 
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma 
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é 
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo 
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação 
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!
INTRODUÇÃO
a solução para o seu concurso!
Editora
O concurso SEE-SP é uma oportunidade única para quem deseja ingressar no serviço público como servidor da 
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Por isso, é importante se preparar adequadamente para enfrentar 
essa prova desafiadora. A Editora Solução se orgulha de apresentar uma apostila exclusiva para Conhecimentos 
Específicos - Especialidade, a fim de auxiliar os estudantes a alcançar seus objetivos.
Nosso material foi organizado de forma a introduzir o aluno no que é cobrado pelo edital e nas principais 
bibliografias indicadas para o concurso. Ressaltamos que a apostila é uma ferramenta introdutória e complementar 
aos estudos. Para obter um conhecimento completo, é fundamental que o estudante vá atrás de cada bibliografia e 
documento oficial indicado no edital.
Nossa apostila visa auxiliar na compreensão dos principais pontos cobrados no edital, assim como fornecer uma 
base teórica sólida para a resolução de questões. Acreditamos que, com dedicação e empenho, nossos alunos terão 
sucesso nesse desafio.
É importante lembrar que, além do conteúdo abordado na apostila, o edital do concurso SEE-SP também 
exige conhecimentos específicos em outras áreas. Por isso, é fundamental que o estudante busque informações 
complementares em outras fontes.
Por fim, ressaltamos a importância do estudo sério e constante, bem como a dedicação ao aprendizado. 
Desejamos a todos um excelente preparo e sucesso no concurso SEE-SP. A Editora Solução está à disposição para 
auxiliar no que for preciso.
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
Editora
Conhecimentos 
1. Princípios e fundamentos das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio e do Ensino Técnico ................................... 7
2. Do papel das comunidades tradicionais e dos povos originários na transformação do espaço geográfico .............................. 7
3. Dos processos e sujeitos envolvidos nos setores produtivos da economia, considerando diversas escalas geográficas (local, 
estadual, nacional, regional, global) .......................................................................................................................................... 8
4. Da urbanização e dinâmicas socioespaciais, incluindo aspectos econômicos, políticos, culturais e ambientais, além dos riscos 
e desastres e as políticas públicas de planejamento urbano. .................................................................................................... 8
5. Da linguagem cartográfica e geotecnologias (GPS, SIG, entre outros): leitura, interpretação e elaboração de mapas e demais 
produtos cartográficos acessíveis. ............................................................................................................................................ 8
6. Da formação, regionalização e mudanças do território brasileiro: aspectos econômicos, políticos, culturais, sociais/demográ-
ficos e ambientais ...................................................................................................................................................................... 12
7. Dos fluxos econômicos e indicadores socioeconômicos, demográficos e ambientais de diferentes territórios (IDH, IDHM, Gini, 
índice de desmatamento, entre outros) .................................................................................................................................... 13
8. Da população em diferentes lugares: deslocamentos (voluntários e forçados), demografia, formação (diversidade étnico-ra-
cial) e manifestações culturais ................................................................................................................................................... 14
9. Da América, África, Europa, Ásia e Oceania: território (aspectos físicos e políticos), regionalização, população, economia, 
cultura e modos de vida............................................................................................................................................................. 15
10. Da Geopolítica: organismos internacionais, tensões e conflitos, potências globais, acordos supranacionais,blocos econômi-
cos, entre outros. ....................................................................................................................................................................... 33
11. Da Globalização e sua influência na economia, sociedade, cultura, política e no meio ambiente. ........................................... 38
12. Das desigualdades nos territórios: aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais, incluindo os processos de 
segregação e exclusão, os movimentos urbanos e as políticas públicas .................................................................................... 39
13. Das redes de comunicação e transportes: relações com os fluxos materiais (objetos, mercadorias, pessoas) e imateriais (da-
dos, informação, comunicação) em diferentes escalas geográficas ........................................................................................... 40
14. Da industrialização: transformações espaciais, sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais, incluindo a produção 
e circulação de produtos, relações de trabalho, a atuação de corporações e o desenvolvimento científico e tecnológico, em 
diferentes escalas geográficas. .................................................................................................................................................. 41
15. Da Geografia agrária: as transformações espaciais no campo, o uso dos recursos naturais, as atividades econômicas, as rela-
ções de trabalho, as influências do agronegócio – incluindo a produção de alimentos, os fluxos das commodities e as relações 
com as problemáticas socioambientais (desmatamento, uso de agrotóxicos, queimadas, escassez hídrica, degradação do solo 
etc) –, em diferentes lugares...................................................................................................................................................... 42
16. Das práticas agroecológicas e sustentáveis realizadas por diferentes sociedades e grupos, em diferentes lugares. ................ 43
17. Das esferas terrestres: litosfera, atmosfera, biosfera, criosfera, hidrosfera, incluindo os elementos constitutivos e as conexões 
sistêmicas. ................................................................................................................................................................................. 44
18. Dos recursos naturais: água, energia, biodiversidade e solo, incluindo os aspectos relacionados ao uso, processos produtivos, 
gestão e políticas ambientais de conservação e preservação .................................................................................................... 44
19. Dos impactos socioambientais relacionados ao uso de recursos naturais e aos diferentes padrões de consumo, incluindo 
aspectos associados à adoção de hábitos, atitudes e comportamentos responsáveis e sustentáveis. ..................................... 45
20. Dos biomas e domínios morfoclimáticos e as relações com diferentes populações humanas: no território brasileiro e em 
outras regiões do mundo. ......................................................................................................................................................... 45
21. Dos processos exógenos do planeta Terra: zonas climáticas, padrões climáticos, circulação geral da atmosfera, fenômenos 
atmosféricos e climáticos, aquecimento global, mudanças climáticas e desastres, incluindo aspectos relacionados às estraté-
gias e instrumentos internacionais de políticas ambientais. ..................................................................................................... 46
22. Dos processos endógenos no planeta Terra: modelagem do relevo terrestre, Tectônica de Placas e tectonismo, vulcanismo, 
intemperismos e desastres. ....................................................................................................................................................... 46
23. Da Antártica: papel territorial e ambiental no contexto geopolítico. ....................................................................................... 47
Bibliografia Livros e Artigos
1. CARVALHO, Carolina Monteiro de; GIATTI, Leandro Luiz; JACOBI, Pedro Roberto (org.). Aprendizagem social e ferramentas 
participativas para o nexo urbano: aprendendo juntos para promover um futuro melhor. São Paulo: Faculdade de Saúde 
Pública /USP, 2019 ..................................................................................................................................................................... 57
2. CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Cartografia escolar e o pensamento espacial fortalecendo o conhecimento geográfico. 
Revista Brasileira de Educação em Geografia (online), v. 7, n. 13, p. 207–232, jan./jun. 2017 .................................................. 57
3. FELÍCIO, Munir Jorge. Gênese da Geografia Agrária no Brasil. Campo Território: Revista de Geografia Agrária, Uberlândia, v. 
14, n. 33, p. 32-52, ago. 2019 .................................................................................................................................................... 58
4. HAESBAERT, Rogério. Território e multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, Rio de Janeiro, v. 9, n. 17, p. 19-46, 2007 .. 58
5. JACOBI, Pedro Roberto; GRANDISOLI, Edson; COUTINHO, Sonia Maria Viggiani; MAIA, Roberta de Assis; TOLEDO, Renata 
Ferraz de. Temas atuais em mudanças climáticas: para os ensinos fundamental e médio. São Paulo: IEE/USP, 2015 .............. 58
6. MAGNONI JÚNIOR, Lourenço; MAGNONI, Maria da Graça Mello. Prevenir e antecipar para não remediar: o ensino de geo-
grafia, a redução do risco de desastres e a resiliência no mundo globalizado. In: MAGNONI JÚNIOR, Lourenço et al. Redução 
do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2020. p. 76-100 .............. 59
7. MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e da cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003 ......................................... 59
8. MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: HUCITEC, 1985 ........................................... 59
9. OLIVATO, Débora et al. Jovens na composição de diálogos cartografados sobre prevenção de desastres. In: MAGNONI JÚ-
NIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula 
Souza, 2020. p. 537-549 ............................................................................................................................................................. 60
10. PANZERI, Carla Gracioto et al. Campanha #aprenderparaprevenir: inspirações para reduzir riscos de desastres. In: MAGNONI 
JÚNIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula 
Souza, 2020. p. 10-26 ................................................................................................................................................................. 60
11. RUIZ, Luis Fernando Chimelo; SILVA JÚNIOR, Orleno Marques da; GUASSELLI, Laurindo Antonio. Google Earth como recurso 
midiático no ensino de geografia: estudo de caso das paisagens e dos impactos ambientais existentes nos domínios morfocli-
máticos do território brasileiro. In: MAGNONI JÚNIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio 
rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2020. p. 616-625 ................................................................................... 60
12. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 32. ed. Rio de Janeiro: Record, 
2021 ........................................................................................................................................................................................... 61
13. SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 22. ed. Rio deJaneiro: Record, 2021 ............. 61
14. SENA, Carla Cristina Reinaldo Gimenes de; CARMO, Waldirene Ribeiro do. Cartografia tátil: o papel das tecnologias na edu-
cação inclusiva. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, v. 99, p. 102–123, 2018 .................................................................. 62
Publicações Institucionais
1. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Educação. Currículo paulista: etapas da Educação Infantil e Ensino Fundamental. São 
Paulo: SEDUC, 2019. Área de Ciências Humanas e Componente Curricular de Geografia. p. 397 - 403; 405 – 448 .................. 65
2. SÃO PAULO (estado). Secretaria da Educação. Currículo paulista: etapa do Ensino Médio. São Paulo: SEDUC, 2020. p. 167-195 
e 229-239 ................................................................................................................................................................................... 87
7
a solução para o seu concurso!
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CONHECIMENTOS 
DOS CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA GEOGRÁ-
FICA: ESPAÇO GEOGRÁFICO, PAISAGEM, LUGAR, TERRITÓ-
RIO E REGIÃO, BEM COMO SUAS APROXIMAÇÕES E ELE-
MENTOS CONSTITUTIVOS 
Vamos definir alguns conceitos de acordo com a definição da 
geografia, ausentando-se das definições do senso comum.
Lugar: É uma porção do espaço geográfico que representa 
experiências pessoais.
Paisagem: São todos os elementos visíveis e um dado 
momento e em um determinado lugar. Diferentemente do senso 
comum, todos os elementos visíveis em um determinado lugar são 
paisagens, não importando seu aspecto, qualidades, etc.
O território está empreendido em determinadas relações de 
poder sobre um espaço e envolve delimitações, como as fronteiras.
A região é uma classificação do espaço por meio de 
características comuns que facilitam a administração regional.
O espaço geográfico é a resultante das relações dinâmicas en-
tre a natureza e a sociedade. A Geografia é a ciência que se dedica 
ao estudo desse espaço, buscando entender as relações que se es-
tabelecem entre os elementos naturais e sociais que o compõem. 
Neste texto, vamos abordar alguns aspectos fundamentais sobre o 
estudo do espaço geográfico.
— A abordagem da Geografia
A Geografia é uma ciência que aborda o espaço geográfico em 
sua totalidade. Isso significa que ela analisa a paisagem, as relações 
sociais, a economia, a política, a cultura e as questões ambientais 
em um mesmo espaço. Essa abordagem integrada é importante 
para compreender como os elementos se relacionam e se influen-
ciam mutuamente.
— A divisão do espaço geográfico
O espaço geográfico pode ser dividido em diferentes escalas 
de análise. A escala global é a mais ampla, e permite a análise das 
relações políticas, econômicas e culturais entre os países. Já a esca-
la regional permite a análise das características específicas de uma 
região, como a vegetação, o clima, a economia e a cultura.
A escala local é a mais próxima da vivência cotidiana das pes-
soas e permite a análise das características específicas de uma cida-
de, bairro ou comunidade. Essas diferentes escalas são importantes 
para entender como os elementos se relacionam em diferentes 
contextos, e como as transformações em um nível podem afetar 
outros níveis.
— A importância da Geografia para a compreensão do mundo
A Geografia é uma ciência fundamental para a compreensão do 
mundo em que vivemos. Por meio dela, é possível entender as re-
lações entre os seres humanos e a natureza, bem como as transfor-
mações que ocorrem no espaço geográfico. A Geografia contribui 
para a análise dos problemas ambientais, das desigualdades sociais, 
da distribuição das riquezas e do desenvolvimento econômico.
Além disso, a Geografia também é importante para a compre-
ensão das relações políticas internacionais, das migrações popula-
cionais, das culturas e das relações de poder. É uma ciência que 
permite entender como o espaço geográfico é construído e trans-
formado pelas ações humanas.
O estudo do espaço geográfico é fundamental para entender 
as relações entre a natureza e a sociedade, bem como as transfor-
mações que ocorrem no mundo em que vivemos. A Geografia é 
a ciência que se dedica a esse estudo, utilizando uma abordagem 
integrada que considera os elementos naturais e sociais em suas 
diferentes escalas. A compreensão do espaço geográfico é funda-
mental para a tomada de decisões que afetam a vida das pessoas e 
do planeta como um todo.
DO PAPEL DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS E DOS PO-
VOS ORIGINÁRIOS NA TRANSFORMAÇÃO DO ESPAÇO GE-
OGRÁFICO. 
O papel das comunidades tradicionais e dos povos originários 
na transformação do espaço geográfico é muito importante, pois 
eles contribuem para a manutenção da biodiversidade, das pai-
sagens naturais e do equilíbrio ecológico nos espaços que habi-
tam. Eles também possuem uma relação de respeito e dependência 
com os recursos naturais, que usam de maneira sustentável para 
sua sobrevivência física, cultural, econômica e política.
Os povos originários e as comunidades tradicionais são popu-
lações que possuem fortes laços com o lugar que habitam histori-
camente e dele dependem diretamente para sua subsistência. No 
Brasil, eles são representados por: quilombolas, caiçaras, comuni-
dades indígenas, núcleos de colonização imigrantes, agricultores 
familiares, pescadores tradicionais, entre outros.
Os povos originários do Brasil possuem uma grande diversida-
de. Vivem em seus territórios pelo país. São povos que vivem: no 
litoral, em florestas, no Cerrado e algumas comunidades habitam 
ambientes urbanos. 
Segundo o Decreto 6.040/2007, eles são grupos culturalmente 
diferenciados que têm suas próprias formas de organização social e 
que usam os territórios e recursos naturais como condição para sua 
reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica.
Eles são reconhecidos pela Política Nacional de Desenvolvi-
mento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) 
e pelo Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais 
(CNPCT).
No Brasil, existem 28 tipos de povos e comunidades tradicio-
nais oficialmente reconhecidos, como indígenas, quilombolas, cai-
çaras, pescadores artesanais, quebradeiras de coco babaçu, caatin-
CONHECIMENTOS
88
a solução para o seu concurso!
Editora
gueiros, extrativistas, entre outros.
Eles vivem em diferentes regiões e biomas do país, como o lito-
ral, as florestas, o Cerrado e as áreas urbanas. Eles possuem conhe-
cimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.
Esses povos e comunidades enfrentam desafios para garantir 
seus direitos à terra, à cultura e às políticas públicas, em meio a 
conflitos territoriais com fazendeiros, madeireiras e mineradoras. 
Eles também sofrem com a discriminação, a violência e a invisibi-
lidade social. Por isso, eles lutam pela demarcação de seus territó-
rios, pelo reconhecimento de sua identidade e pela valorização de 
sua cultura.
DOS PROCESSOS E SUJEITOS ENVOLVIDOS NOS SETORES 
PRODUTIVOS DA ECONOMIA, CONSIDERANDO DIVERSAS 
ESCALAS GEOGRÁFICAS (LOCAL, ESTADUAL, NACIONAL, 
REGIONAL, GLOBAL).
Os processos e sujeitos envolvidos nos setores produtivos da 
economia são aqueles que participam das etapas de produção, 
transformação e distribuição de bens e serviços em diferentes esca-
las geográficas. Eles podem ser classificados em três setores princi-
pais: primário, secundário e terciário.
O setor primário é aquele que extrai matéria-prima da nature-
za, como agricultura, pecuária, pesca e mineração. Os sujeitos en-
volvidos nesse setor são os produtores rurais, os trabalhadores do 
campo, os pescadores, os mineradores, entre outros.
O setor secundário é aquele que transforma a matéria-prima 
em produtos industrializados, como alimentos, roupas, máquinas, 
veículos e eletrônicos. Os sujeitos envolvidos nesse setor são os 
empresários industriais, os operários fabris, os engenheiros, os téc-
nicos, entre outros.
O setor terciário é aquele que presta serviços e comercializa 
os produtos dos outros setores,como educação, saúde, transporte, 
comunicação e comércio. Os sujeitos envolvidos nesse setor são os 
prestadores de serviços, os comerciantes, os professores, os médi-
cos, os motoristas, os jornalistas, entre outros.
Os processos e sujeitos dos setores produtivos da economia 
podem variar de acordo com a escala geográfica considerada. Por 
exemplo, em uma escala local, pode-se analisar a produção de uma 
determinada cultura agrícola ou de uma pequena indústria. 
Em uma escala estadual ou nacional, pode-se avaliar o desem-
penho econômico de um setor ou de um ramo de atividade. Em 
uma escala regional ou global, pode-se observar as relações comer-
ciais e as cadeias produtivas entre países ou blocos econômicos.
DA URBANIZAÇÃO E DINÂMICAS SOCIOESPACIAIS, 
INCLUINDO ASPECTOS ECONÔMICOS, POLÍTICOS, CULTU-
RAIS E AMBIENTAIS, ALÉM DOS RISCOS E DESASTRES E AS 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE PLANEJAMENTO URBANO.
 
A urbanização é o processo de crescimento das cidades em 
população e extensão territorial, que ocorre principalmente pela 
migração do campo para a cidade, chamada de êxodo rural. A ur-
banização está relacionada às dinâmicas socioespaciais, que são as 
transformações que ocorrem no espaço geográfico em decorrência 
das relações sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais 
que nele se desenvolvem.
As dinâmicas socioespaciais nas cidades envolvem diversos as-
pectos, como:
- Aspectos econômicos: referem-se às atividades produtivas 
que se realizam nas cidades, como indústria, comércio, serviços 
e finanças. Essas atividades geram empregos, renda, impostos e 
desenvolvimento para as cidades, mas também podem provocar 
desigualdades sociais, concentração de riquezas e dependência ex-
terna.
- Aspectos políticos: referem-se às formas de organização e 
gestão das cidades, como os poderes públicos, os partidos políticos, 
os movimentos sociais e as instituições participativas. Esses atores 
influenciam nas decisões sobre o planejamento urbano, as políticas 
públicas, a distribuição de recursos e a garantia de direitos para os 
cidadãos urbanos.
- Aspectos culturais: referem-se às manifestações artísticas, 
religiosas, linguísticas, gastronômicas e outras que expressam a di-
versidade e a identidade dos grupos sociais que vivem nas cidades. 
Essas manifestações contribuem para a valorização da cultura urba-
na, mas também podem gerar conflitos, preconceitos e exclusões.
- Aspectos ambientais: referem-se às condições naturais e an-
trópicas que afetam a qualidade de vida nas cidades, como o clima, 
a vegetação, a poluição, o saneamento básico e o uso do solo. Essas 
condições podem gerar benefícios ou problemas para os habitantes 
urbanos, como conforto térmico, áreas verdes, enchentes, ilhas de 
calor e deslizamentos.
As dinâmicas socioespaciais nas cidades também estão rela-
cionadas aos riscos e desastres urbanos, que são eventos adversos 
que podem causar danos materiais e humanos nas áreas urbanas. 
Esses eventos podem ser de origem natural ou antrópica (causados 
ou agravados pela ação humana), como terremotos, furacões, in-
cêndios, explosões e acidentes. Os riscos e desastres urbanos estão 
associados à vulnerabilidade social e ambiental das populações ur-
banas, especialmente as mais pobres e marginalizadas.
As políticas públicas de planejamento urbano são instrumentos 
que visam ordenar o espaço urbano e promover o desenvolvimento 
sustentável das cidades. Elas envolvem a elaboração de planos dire-
tores, leis de uso do solo, zoneamentos ambientais e outras normas 
que regulam as atividades urbanas. Elas também envolvem a imple-
mentação de obras e serviços públicos que atendam às demandas 
da população urbana em áreas como habitação, transporte, saúde, 
educação e lazer²⁵.
DA LINGUAGEM CARTOGRÁFICA E GEOTECNOLOGIAS
(GPS, SIG, ENTRE OUTROS): LEITURA, INTERPRETAÇÃO E 
ELABORAÇÃO DE MAPAS E DEMAIS PRODUTOS CARTO-
GRÁFICOS ACESSÍVEIS. 
Linguagem Cartográfica é um conjunto de técnicas, convenções 
e símbolos, usados para representar e comunicar informações geo-
gráficas em um mapa. É usada para transmitir características e suas 
relações espaciais de diferentes elementos presentes em um deter-
minado espaço geográfico.
CONHECIMENTOS
9
a solução para o seu concurso!
Editora
Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações cartográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot.com)
Alguns elementos da linguagem cartográfica:
-Simbologia: É utilizada para representar diferentes objetos, como: rios, estradas, edifícios, áreas urbanas e outros. Cada símbolo tem 
seu significado específico, permitindo assim, o leitor interpretar as informações apresentadas em um mapa.
-Cores: São utilizadas para representar diferentes fenômenos e características no mapa. Como por exemplo: a cor verde pode repre-
sentar áreas florestais, enquanto a cor azul pode ser utilizada para representar a água.
-Hachuras: São linhas cruzadas ou paralelas, que são utilizadas para representação das áreas com características semelhantes, como 
por exemplo: áreas montanhosas ou relevo acidentado.
-Legendas: São utilizadas para explicação do significado dos símbolos, cores e outros elementos presentes no mapa. Elas fornecem 
uma chave de interpretação para o leitor compreender o que está sendo representado.
Geotecnologias
São ferramentas e técnicas usadas para apresentar, analisar, coletar, armazenar e processar informações geográficas. Além do GPS e 
SIG, existem outras geotecnologias importantes, como por exemplo: Sensoriamento Remoto e Web Mapping, dos quais, seguem informa-
ções:
CONHECIMENTOS
1010
a solução para o seu concurso!
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Fonte da imagem: Geotecnologias | DendroTech
-GPS (Sistema de Posicionamento Global): Se trata de um sistema de navegação por satélite que permite determinar a localização 
exata de um objeto na Terra. Ele utiliza uma rede de satélites em órbita para cálculo das coordenadas precisas de latitude, longitude e tam-
bém altitude. Ele é amplamente usado para monitoramento de frota, navegação, mapeamento, georreferenciamento e outras aplicações 
relacionadas à localização.
-SIG (Sistema de Informação Geográfica): São sistemas computacionais projetados para capturar, armazenar, analisar, apresentar e 
manipular dados geográficos. Eles combinam informações espaciais (georreferenciadas) com dados descritivos (atributos) para permitir a 
análise e visualização de padrões e relacionamentos complexos no espaço. Eles são amplamente usados em diversas áreas, como: gestão 
ambiental, agricultura, gestão de recursos naturais, planejamento urbano e muitas outras.
-Sensoriamento Remoto: Envolve a aquisição de informações sobre a superfície terrestre por meio de análise de imagens capturadas 
por satélites, aeronaves, entre outros dispositivos. Imagens essas, que podem fornecer informações valiosas sobre vegetação, uso do solo, 
cobertura de nuvens, recursos hídricos e muito mais. O sensoriamento remoto é amplamente utilizado para mapeamento, detecção de 
mudanças, monitoramento ambiental e análise de padrões.
-Web Mapping: Refere-se à disponibilização de dados geográficos e mapas por meio da internet. Ele permite também, o acesso e a 
interação com informações geográficas em tempo real por meio de navegadores web. Um dos exemplos populares de serviços de web 
mapping incluem: Google Maps e o OpenStreetMap.
Leitura, Interpretação e Elaboração de Mapas
Envolvem diversas etapas e habilidades. Segue algumas orientações gerais:
-Leitura de Mapas: Ao ler um mapa, começa-se então, verificando sua legenda, para ter melhor compreensão dos símbolos e cores 
utilizados. Observa-se então, a escala para ter uma ideia melhor da relação entre as distâncias no mapa e no terreno real. Verifica-se 
também a orientação (norte) para compreensão da direção do mapa em relação ao mundo real. Além do mais, observe os elementos do 
mapa, como: as estradas, os rios, as fronteiras, a topografia, entre outros; tente identificar então padrões e relacionamentos espaciais.
-Interpretaçãode Mapas: Para isso, leva-se em consideração todo o contexto geográfico e também os seus elementos representados. 
Observa-se as variações das cores, símbolos e hachuras para identificação das diferentes características do terreno, como por exemplo: 
áreas urbanas, corpos d’água, vegetação, entre outros. A análise das relações espaciais entre os elementos, como a proximidade de uma 
estrada a um rio ou a presença de áreas mais inclinadas em uma representação de relevo, também é importante.
CONHECIMENTOS
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-Elaboração de Mapas: Para elaboração, podemos utilizar software de SIG, como por exemplo: ArcGIS, QGIS ou outros programas 
especializados. Comece então, selecionando os dados geográficos relevantes para o seu mapa, como camadas de estradas, hidrografia, 
relevo, limites administrativos, etc. Importe assim esses dados para o software SIG e defina a simbologia adequada para cada camada. Logo 
em seguida, posicione e ajuste os elementos do mapa, como por exemplo: título, legenda, escala, orientação, setas de norte, entre outros. 
Por fim então, exporte o mapa em um formato adequado para compartilhar e/ou imprimir.
Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações cartográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot.com)
CONHECIMENTOS
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DA FORMAÇÃO, REGIONALIZAÇÃO E MUDANÇAS DO TER-
RITÓRIO BRASILEIRO: ASPECTOS ECONÔMICOS, POLÍTI-
COS, CULTURAIS, SOCIAIS/DEMOGRÁFICOS E AMBIENTAIS
A formação, regionalização e mudanças do território brasileiro 
são influenciadas por diversos aspectos econômicos, políticos, cul-
turais, sociais/demográficos e ambientais. Como por exemplo:
Aspectos Econômicos
A nossa economia passou por diferentes fases ao longo de toda 
a sua formação e regionalização. No período colonial, por exemplo, 
a exploração do pau-brasil e a produção de cana-de-açúcar foram 
atividades econômicas dominantes. Posteriormente, a mineração, 
especialmente o ouro, teve também um papel importante. Foi no 
século XIX, que a agricultura, com destaque para a produção de 
café, tornou-se a principal atividade econômica. A industrialização 
no século XX trouxe assim, mudanças significativas, com o cresci-
mento do setor industrial e a urbanização.
Aspectos Políticos
O território brasileiro passou por processos de colonização: in-
dependência e a construção do Estado Nacional. A regionalização 
política ocorreu então, com a divisão do país em estados e muni-
cípios, onde cada um possui sua administração própria. Ao longo 
da nossa história, houve então mudanças nos modelos de gover-
no, dos regimes políticos e das divisões administrativas. Abaixo, um 
exemplo de mapa no aspecto político: aqueles que delimitam fron-
teiras (limites) nos espaços.
Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações car-
tográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot.
com)
Aspectos Culturais
O território brasileiro possui uma diversidade cultural significa-
tiva, resultado da miscigenação entre indígenas, europeus, africa-
nos e outras etnias. É essa diversidade que é expressa nas tradições, 
nas línguas, nas religiões, na culinária e nas manifestações artísticas 
presentes nas diferentes regiões do país. A nossa cultura brasileira 
é assim, muito rica e influente em nível nacional e internacional.
Fonte da Imagem: O mapa pictórico da Região Sul mostra três 
aspectos culturais da região. Quais? - Brainly.com.br
Aspectos Sociais/Demográficos
O território brasileiro possui uma população diversa e hetero-
gênea em termos étnicos, socioeconômicos e culturais. Sua distri-
buição demográfica é desigual, com concentração nas áreas urba-
nas e litorâneas, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Também 
há desigualdades sociais significativas, como acesso desigual à edu-
cação, saúde, moradia e emprego, além de diferenças regionais na 
qualidade de vida.
Abaixo, um exemplo de mapa no aspecto social (aquele relacio-
nado às atividades econômicas e a distribuição populacional sobre 
determinado espaço):
Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações car-
tográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot.
com)
CONHECIMENTOS
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Aspectos Ambientais
O território brasileiro possui uma grande variedade de biomas, como a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, entre outros. O nosso 
país abriga uma rica biodiversidade, mas também enfrenta desafios relacionados ao desmatamento, a degradação ambiental, as mudan-
ças climáticas e a gestão dos recursos naturais. A preservação ambiental e a sustentabilidade têm se tornado um dos temas cada vez mais 
importantes a serem discutidos. Abaixo segue um exemplo de mapa no aspecto ambiental:
Fonte da Imagem: Mapas para estudos ambientais | ServiceMap Geoprocessamento
É de suma importância ressaltar que esses aspectos estão interconectados e influenciam-se mutuamente na formação, na regionali-
zação e nas mudanças do nosso território brasileiro. O entendimento desses elementos é essencial para uma análise abrangente e mais 
profunda da realidade do nosso país.
DOS FLUXOS ECONÔMICOS E INDICADORES SOCIOECONÔMICOS, DEMOGRÁFICOS E AMBIENTAIS DE DIFERENTES TERRITÓ-
RIOS (IDH, IDHM, GINI, ÍNDICE DE DESMATAMENTO, ENTRE OUTROS)
Os fluxos econômicos e indicadores socioeconômicos, demográficos e ambientais são ferramentas importantes para compreensão e 
análise de diferentes territórios, pois fornecem informações sobre o desenvolvimento, as desigualdades, a qualidade de vida, os impactos 
ambientais, entre outros aspectos relevantes. Abaixo, alguns desses fluxos e indicadores:
Fluxos econômicos
Referem-se às transações comerciais, financeiras e de investimento entre diferentes territórios. Incluindo o comércio de bens e servi-
ços, fluxos de capital, investimentos estrangeiros, remessas de dinheiro, entre outros. Assim, esses fluxos econômicos são essenciais para 
entender as relações econômicas globais, bem como as interdependências entre diferentes países e regiões.
Indicadores socioeconômicos
São medidas quantitativas que refletem aspectos sociais e econômicos de um determinado território. Por exemplo: podem incluir o 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que medem o nível de desenvolvi-
mento humano com base em indicadores de educação, a saúde e a renda. O coeficiente de Gini é o indicador que mede a desigualdade 
de renda em um território específico. Outros indicadores socioeconômicos comuns são, por exemplo são: taxa de desemprego, taxa de 
pobreza, Produto Interno Bruto (PIB) e Inflação.
CONHECIMENTOS
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Indicadores demográficos
São utilizados para compreensão da estrutura e dinâmica populacional de um território. Incluindo indicadores como taxa de natali-
dade, a taxa de mortalidade, a taxa de crescimento populacional, a taxa de urbanização, a expectativa de vida e a migração. Assim, esses 
indicadores fornecem informações importantes sobre a composição da população, as tendências demográficas, o envelhecimento popu-
lacional, a distribuição espacial e a migração de pessoas entre diferentes territórios.
Indicadores ambientais
São usados para avaliação do estado do meio ambiente e dos impactos das atividades humanas. Incluindo assim, indicadores como: 
o índice de desmatamento, que mede a extensão da perda de cobertura florestal em uma determinada área, e o índice de qualidade do 
ar, que mede a poluição atmosférica. Outros indicadores ambientais importantes também, são: a pegada ecológica, a taxa de emissões de 
gases de efeito estufa, o consumo de água e a produção de resíduos.
Esses são apenas alguns exemplos de fluxos econômicos e indicadores socioeconômicos, demográficos e ambientais que são utiliza-
dos para a análise dos diferentes territórios. A disponibilidade desses dados pode variar entre os países e suas regiões, mas eles desem-
penham um papel crucial na compreensão dessesaspectos, auxiliando assim, na formulação de políticas e tomada de decisões, visando o 
desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades.
Fonte da Imagem: Mapa Indicadores Econômicos do Brasil - NerdProfessor
DA POPULAÇÃO EM DIFERENTES LUGARES: DESLOCAMENTOS (VOLUNTÁRIOS E FORÇADOS), DEMOGRAFIA, FORMAÇÃO 
(DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL) E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS
A geografia da população em diferentes lugares abrange uma série de aspectos relacionados a: os deslocamentos voluntários e for-
çados, a demografia, a formação étnico-racial e a manifestações culturais. São esses, elementos fundamentais para a compreensão da 
dinâmica das sociedades e as transformações que ocorrem nos territórios.
Deslocamentos populacionais
São fenômenos comuns que ocorrem ao redor de todo o mundo. Podendo ocorrer de forma voluntária, quando as pessoas decidem se 
mudar em busca de melhores oportunidades de trabalho, por estudo, por qualidade de vida ou por motivos familiares. Esses deslocamen-
tos podem resultar em migrações internas ou internacionais, contribuindo assim, para a diversidade cultural e a troca de conhecimentos 
entre os povos.
Deslocamentos forçados
Ocorrem devido a conflitos armados, como: em perseguições étnicas, em desastres naturais ou em outras condições adversas. Os 
então refugiados, nesse exemplo, são indivíduos que foram forçados a deixar suas casas e atravessar fronteiras em busca de proteção e 
segurança. São esses deslocamentos forçados, que representam um desafio para os países receptores, que necessitam assim, lidar com 
questões de acolhimento, integração e respeito aos direitos humanos.
CONHECIMENTOS
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Demografia 
Se trata de uma outra dimensão importante na geografia da 
população. Estudando a estrutura e as características da população, 
incluindo fatores como natalidade, mortalidade, crescimento popu-
lacional, envelhecimento e distribuição espacial, por exemplo. Essa 
análise da demográfica permite entender os padrões e as tendên-
cias populacionais, auxiliando assim, no planejamento de políticas 
públicas, como as relacionadas à: educação, saúde, previdência e 
urbanização.
Formação étnico-racial 
Ela também desempenha um papel significativo na geografia 
da população. Onde diferentes grupos étnicos e raciais possuem 
histórias, culturas e características específicas, contribuindo assim, 
para a diversidade e a pluralidade cultural em diferentes lugares. 
São fundamentais: a valorização e o respeito à diversidade étnico-
-racial para a construção de sociedades mais justas e inclusivas.
Manifestações culturais
Elas são expressões da identidade de um povo, também estão 
intrinsecamente ligadas à geografia da população. Como por exem-
plo: as danças, as músicas, os artesanatos, as festas e outras ma-
nifestações culturais que refletem as tradições, os costumes e os 
modos de vida de determinado grupo social. São essas expressões 
que podem fortalecer os laços comunitários, preservando assim, a 
memória coletiva e contribuindo para o turismo cultural e o desen-
volvimento econômico de determinadas regiões.
Em resumo, a geografia da população em diferentes lugares 
englobará uma ampla gama de aspectos: desde os deslocamentos 
voluntários e forçados até a demografia, a formação étnico-racial e 
as manifestações culturais. Compreender, portanto, essas dinâmi-
cas e processos será essencial para a análise e o planejamento de 
políticas públicas, bem como para a valorização da diversidade e a 
construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis.
DA AMÉRICA, ÁFRICA, EUROPA, ÁSIA E OCEANIA: TERRI-
TÓRIO (ASPECTOS FÍSICOS E POLÍTICOS), REGIONALIZA-
ÇÃO, POPULAÇÃO, ECONOMIA, CULTURA E MODOS DE 
VIDA
CONTINENTE AMERICANO1
O continente americano já era habitado há milhares de 
anos quando nele pisaram os primeiros europeus, no século 
XVI. Além disso, o processo de colonização deu-se de forma 
diferente em cada parte da América, e tudo isso influenciou 
na formação socioeconômica dos países americanos como 
os conhecemos hoje.
Regionalizações da América
A América pode ser regionalizada de diferentes formas, 
dependendo do aspecto que queremos ressaltar. Atualmente, 
são dois os critérios mais utilizados. Um é aquele que se ba-
1 FURQUIM JUNIOR, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição – São Paulo: Editora 
AJS, 2015.
seia na própria localização das terras do continente america-
no – critério geográfico.
Outro é o que tem como base o processo de coloniza-
ção e, consequentemente, sua influência no desenvolvimento 
econômico e na formação social dos países – critério histó-
rico, cultural e socioeconômico.
Critério Geográfico
O continente americano localiza-se inteiramente no He-
misfério Ocidental e é o segundo maior do mundo, com uma 
área territorial de 42.209.248 quilômetros quadrados. Cortado 
ao norte pelo Círculo Polar Ártico e pelo Trópico de Câncer, e 
ao sul pela Linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio, 
também é aquele que possui maior extensão latitudinal.
A divisão regional da América de acordo com o critério 
geográfico separa o continente em três partes: América do 
Norte, América Central e América do Sul.
A América do Norte está localizada no Hemisfério Norte e 
representa 55% da área total do continente. Apesar da grande 
extensão, esse território é dividido em apenas três países: 
Estados Unidos, Canadá e México, além de uma possessão 
europeia – a Groelândia – administrada pela Dinamarca.
A América Central também está localizada no Hemisfé-
rio Norte, e sua área corresponde a apenas 2% do total do 
continente; é formada por um arquipélago de ilhas conhecido 
como Caribe e uma porção continental dividida em sete pa-
íses.
Por fim, a América do Sul é cortada pela Linha do Equa-
dor, mas a maior parte de sua área localiza-se no Hemisfério 
Sul. Seu território corresponde a 43% da área total do con-
tinente americano e é formado por doze países mais uma 
possessão europeia, a Guiana Francesa, administrada pela 
França.
Critério Histórico, Cultural e Socioeconômico
A chegada dos europeus deu início a um longo processo 
de colonização que influenciou a formação dos países que 
integram o contente americano.
O critério histórico, cultural e socioeconômico divide a 
América em duas partes: América Latina e América Anglo-
-saxônica.
A América Latina é formada pelo México e os países da 
América Central e da América do Sul. Ela recebe esse nome 
porque foi colonizada por povos europeus cuja língua domi-
nante tem origem no latim: os portugueses e os espanhóis, 
embora também englobe países cuja colonização foi feita por 
outros povos, como a Jamaica (colonizada pelos holande-
ses). Isso ocorre porque o critério de regionalização também 
considera características socioeconômicas e culturais, como 
a predominância da religião católica, além do fato de que to-
dos são considerados países em desenvolvimento.
Já a América Anglo-Saxônica é formada pelos Estados 
Unidos e o Canadá e recebe esse nome porque esses países 
tiveram sua colonização majoritariamente empreendida por 
um país de origem anglo-saxônica, a Inglaterra. No entanto, 
ambos os países possuem regiões inicialmente colonizadas 
por países latinos, como a província de Québec, no Canadá 
(colonizada pelos franceses, motivo pelo qual o francês é a 
língua predominante nessa região), e os estados do Arizona, 
da Califórnia e do Novo México, nos Estados Unidos, coloni-
CONHECIMENTOS
1616
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zados pelos espanhóis.
Tanto o Canadá quanto os Estados Unidos apresentam al-
tos índices de qualidade de vida e se encontram no grupo dos 
países considerados desenvolvidos, diferentemente dos paí-
ses da América Latina, refletindo diferenças no modo como 
ocorreu o processo de colonização.
Enquanto na América Latina foram desenvolvidas colô-
nias de exploração, nas quais o objetivo era explorar os re-
cursos naturais da colônia, na América Anglo-Saxônica foram 
desenvolvidas colônias de povoamento, nas quais o objeti-vo era ocupar as terras para habitação.
ÁFRICA2
A África é considerada o berço da espécie humana e ne-
nhum outro continente possui tamanha diversidade de cultu-
ras, paisagens e riquezas naturais. No entanto, as notícias 
que nos chegam dos países africanos, em geral, mencionam 
apenas conflitos étnicos, pobreza e outros problemas que a 
maioria das pessoas logo associa ao continente.
Para compreender as particularidades desse continente 
tão cobiçado por suas grandes riquezas, é necessário ana-
lisar diversos aspectos, como a formação de seu território, a 
herança do período colonial, as características da população, 
da natureza e da economia africanas.
Regionalização da África
África: político
IBGE. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/
liv64669_cap3_pt1.pdf.
2 FURQUIM JUNIOR, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição – São Paulo: Editora 
AJS, 2015.
TERRA, Lygia. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil – Lygia Terra; 
Regina Araújo; Raul Borges Guimarães. 2ª edição. São Paulo: Moderna, 2010.
A África é um continente extenso, banhado por dois ocea-
nos (o Atlântico ao oeste e o Índico ao leste), pelo Mar Medi-
terrâneo e pelo Mar Vermelho, e possui um grande número de 
países (54 atualmente).
Os países africanos são, em geral, pouco industrializados, 
e suas economias estão baseadas na exportação de produtos 
agrícolas, petróleo e minérios, disponíveis em extensas reser-
vas ao redor do continente.
No entanto, os níveis de produtividade agrícola ainda 
são baixos, e o extrativismo, realizado tanto por empresas 
estrangeiras como por estatais, está relacionado a diversos 
impactos sociais e ambientais e não tem ajudado a resolver 
as desigualdades sociais no continente.
Principais Atividades Econômicas
A agropecuária e o extrativismo mineral e vegetal são as 
principais atividades econômicas realizadas o continente afri-
cano.
No entanto, a indústria e o setor de comércio e serviços 
também representam atividades importantes, sobretudo ao 
redor de grandes centros urbanos, e o turismo vem sendo 
explorado de maneira bem-sucedida em diversos países.
As Perspectivas da África
Apesar das inúmeras dificuldades, desde o início do sécu-
lo XXI o PIB africano apresenta um crescimento médio anual 
de 5% (acima da média mundial), impulsionado em função 
principalmente do aumento na demanda mundial por maté-
rias-primas.
No âmbito da política interna, os países da África têm bus-
cado fortalecer sua economia por meio da formação de blo-
cos regionais. O maior deles é a União Africana (UA), criada 
em 2002 para suceder a Organização da Unidade Africana, 
baseada no modelo da União Europeia e que tem como ob-
jetivos a unidade e a solidariedade africana e a integração 
econômica, além da cooperação política no continente.
Recentemente, a China tem se aproximado economica-
mente da África por meio de inúmeros investimentos, supe-
rando a Europa e mesmo os EUA, o que a torna o principal 
parceiro econômico do continente. Inúmeras empresas chine-
sas já se instalaram em países africanos e vêm financiando 
projetos em diversos setores, como os de infraestrutura, tele-
comunicações, geração de energia, modernização da agricul-
tura, entre outros – e concede empréstimos a esses países.
Dentre os maiores parceiros da China no continente po-
demos destacar nações que possuem grandes mercados e 
reservas de minérios e petróleo (cerca de 30% das importa-
ções de petróleo chinesas provém da África), como a Nigé-
ria, a Guiné Equatorial, a República Democrática do Congo e 
a República do Congo, além da Etiópia, onde investimentos 
chineses financiaram, entre outras obras, o prédio da sede da 
União Africana (UA).
Além da aproximação chinesa, a África continua sob a in-
fluência de países europeus e também dos Estados Unidos. 
No entanto, cada vez mais os países do continente têm es-
tabelecido relações comerciais com novos parceiros, como a 
Índia e o Brasil.
CONHECIMENTOS
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Conflitos e Riquezas
Um dos grandes desafios da África contemporânea é a so-
lução dos conflitos regionais étnicos ou relacionados ao con-
trole de reservas minerais importantes. A situação mais grave 
ocorre no leste da República Democrática do Congo, um dos 
países mais ricos sob o ponto de vista dos recursos naturais, 
mas cuja população está entre as mais pobres do continente.
Desde o conflito entre tutsis e hutus em 1994 (centrado 
em Ruanda) e a Segunda Guerra do Congo (também conhe-
cida como Guerra Mundial Africana), que se desenvolveu nos 
anos seguintes, a região leste do país vem sendo ocupada 
por inúmeras milícias armadas, das quais a maioria está in-
teressada somente em exercer controle sobre as reservas 
minerais abundantes, que são contrabandeadas e ajudam a 
manter esses grupos paramilitares.
Estrutura Geológica e Relevo
Há aproximadamente 300 milhões de anos, a África fa-
zia parte da massa continental denominada Gonduana, que 
também incluía estruturas rochosas do que é hoje a América 
do Sul, a Índia, a Austrália e a Antártida. Sendo constituído 
basicamente por blocos rochosos denominados crátons, for-
mados nos éons Arqueano e Proterozoico, o continente afri-
cano apresenta extensas superfícies de rochas cristalinas 
muito resistentes (magmáticas ou metamórficas) de tectônica 
estável e ricas em recursos minerais, ainda que muito des-
gastadas pela erosão. Essas rochas mais antigas podem ser 
agrupadas em quatro grandes crátons: da África Ocidental, 
do Congo, da Tanzânia e de Kaapvaal.
Parte dessas estruturas cratônicas foram recobertas por 
camadas de sedimentos, que deram origem a plataformas 
sedimentares. Quando Gonduana começou a se fragmentar, 
há cerca de 250 milhões de anos, novos depósitos sedimen-
tares se formaram sobre essas antigas estruturas rochosas, 
especialmente no noroeste do continente, onde sedimentos 
de origem marinha formaram as jazidas petrolíferas do Saara.
O processo de fragmentação de Gonduana produziu uma 
imensa linha de falhas rochosas no interior do continente 
africano conhecida como Rift Valley, e também deu origem 
ao Mar Vermelho e à separação entre a África e a Península 
Arábica. Interior adentro, o Rift Valley se estende por cerca 
de 5.600 quilômetros, sendo pontilhado por cones vulcânicos 
e grandes crateras. Os grandes lagos do leste africano são 
resultado da acumulação da água das chuvas nas áreas re-
baixadas formadas por esse sistema de falhas. Ngorongoro, 
na Tanzânia, é a maior cratera de vulcão extinto do mundo.
Devido ao intenso processo erosivo das rochas mais anti-
gas, grande parte do continente africano apresenta altitudes 
médias inferiores a 1.500 metros. No entanto, elevadas cor-
dilheiras montanhosas de formação recente também estão 
presentes na África.
No extremo norte, paralela ao litoral do Mar Mediterrâneo, 
destaca-se a Cadeia do Atlas. Os Montes Drakensberg, no 
extremo sul do continente, também são circundados por uma 
grande extensão de terras altas, mas os picos mais altos do 
continente situam-se nas elevações que emergiram nos pla-
naltos da África Oriental. Esse é o caso do Monte Quiliman-
jaro, ponto culminante do continente, com 5.895 metros de 
altitude, assim como do Monte Quênia, com 5.199 metros. 
Vulcões ativos e inativos formam essas elevações, compro-
vando a existência de intensa atividade geológica na região.
Diversidade Natural
As paisagens naturais africanas apresentam-se de forma 
simétrica ao norte e ao sul do Equador.
Nas latitudes próximas à linha do Equador, predomina o 
clima equatorial, marcado por chuvas abundantes. A partir daí 
os climas se tornam cada vez mais áridos até o domínio dos 
desertos: o do Saara, no hemisfério norte, e os desertos da 
Namíbia e de Kalahari, no hemisfério sul. A variação da alti-
tude e a distância do litoral também interferem na distribuição 
das precipitações e temperaturas.
A distribuição das principais formações vegetais na África 
está bastante relacionada com a variação climática latitu-dinal. A faixa de clima equatorial é dominada pelas florestas 
equatoriais; à medida que o clima se torna mais seco, obser-
va-se uma sucessão de savanas, estepes e desertos. Tanto 
no extremo norte como no extremo sul, há a ocorrência de 
vegetação mediterrânea arbustiva e arbórea.
O Deserto do Saara, atravessado pelo Trópico de Cân-
cer, é o maior deserto contínuo do mundo. Em toda a sua 
extensão, apresenta imensas planícies denominadas reg, 
nas quais predominam areia e cascalhos. Na área mais ao 
sul, imensas dunas de areia, denominadas erg, compõem 
a paisagem. Em outras porções predominam os hamadas, 
constituídos de imensos planaltos pedregosos. Na vertente 
norte, por estreitos vales entre montanhas, denominadas wa-
dis, passam rios de curta duração, pois ganham corpo ape-
nas durante as chuvas.
Em um continente atravessado por desertos, os rios ga-
nham enorme importância para a renovação dos ciclos na-
turais e a fixação humana. Entre os rios perenes africanos, 
destacam-se três: o Nilo, o Congo e o Níger.
O Rio Nilo, o mais extenso da África, tem 6.695 km, de 
acordo com pesquisas recentes. O Congo é o segundo da 
África em volume e em extensão. O Rio Níger drena a porção 
ocidental do continente, desaguando num enorme delta na 
Nigéria.
Nas últimas décadas, as florestas africanas têm sofrido 
intensa devastação, devido principalmente à extração de 
madeira realizada por grandes corporações voltadas para o 
abastecimento dos mercados asiáticos.
Além disso, a adoção de práticas agrícolas intensivas 
nas regiões semiáridas, principalmente na zona meridional 
do Deserto do Saara, é responsável pelo processo de de-
sertificação, na medida em que a retirada das formações ar-
bustivas que protegem o solo da insolação direta aumenta a 
evaporação da água e o escoamento superficial das chuvas, 
diminuindo as reservas de água do subsolo. Nessas condi-
ções, o solo perde grande parte da capacidade de suporte à 
vida.
Há séculos a força de trabalho e os recursos naturais 
africanos vêm contribuindo para a acumulação de riquezas 
em outras partes do mundo, em especial na Europa. Desde 
o século XVI, quando teve início a colonização europeia da 
América, milhões de africanos foram levados à força para tra-
balhar em regime de escravidão nas minas e nas fazendas 
americanas.
No século XIX, quando o próprio continente africano foi 
CONHECIMENTOS
1818
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repartido e colonizado, as potências europeias passaram a 
se apropriar também do fruto do trabalho dos povos africanos 
nas terras agrícolas e nas jazidas minerais do continente.
Até hoje os minérios extraídos das imensas reservas de 
Angola, Zâmbia, Botsuana, Gabão, Guiné e Nigéria não são 
utilizados em favor dos povos africanos, mas seguem, em 
grandes quantidades, para os portos europeus, norte-ameri-
canos e asiáticos.
O caso do petróleo é bastante ilustrativo: 70% do óleo 
extraído na África é exportado, e 90% da energia utilizada 
no continente provém da lenha extraída das florestas e das 
formações arbustivas, contribuindo para o dramático quadro 
de desmatamento.
A África Dividida
A presença europeia na África rompeu de maneira dramá-
tica o isolamento da África Subsaariana. Desde o século XVI, 
quando foram criadas as primeiras feitorias comerciais por-
tuguesas na costa atlântica, a região integrou-se ao mundo 
como fornecedora de quantidades crescentes de escraviza-
dos para as plantations americanas. Estima-se que a depor-
tação forçada para a América tenha atingido 15 milhões de 
negros entre os séculos XVI e XIX, e que só a América por-
tuguesa tenha recebido entre 3 e 5 milhões de cativos nesse 
período.
No final do século XIX, iniciou-se uma segunda fase da 
dominação europeia, que envolveu também a África do Nor-
te. Dessa vez, os europeus não queriam apenas o trabalho 
escravo, mas também o território e as riquezas naturais afri-
canas. A Europa se industrializava e precisava de um, quanti-
dade crescente de alimentos e matérias-primas.
Em 1885, durante o Congresso de Berlim, foi decidido 
que o território africano seria partilhado entre as principais po-
tências coloniais europeias, e que cada uma delas tinha de 
ocupar seu espaço o mais rápido possível sob pena de perder 
a possessão. O território africano, praticamente inexplorado 
nos séculos anteriores, foi então completamente retalhado: 
só a pequena Libéria e a Abissínia (atual Etiópia) continuaram 
independentes.
Desde a Antiguidade, a Abissínia era uma região estraté-
gica, pois possuía um dos portos mais importantes da África 
e era um reino reconhecido e respeitado pelos egípcios e gre-
gos. As alianças que estabeleceu com os europeus desde do 
século XV restringiram o avanço do islamismo para o ociden-
te. Por sua vez, a vitória na Batalha de Adwa (1896) foi a ga-
rantia da manutenção de sua independência sob o reinado de 
Menelik Il, impedindo a conquista do território pelos italianos.
A Libéria era a única porção do território africano sob in-
fluência dos Estados Unidos. Criada em 1822 pela American 
Colonization Society, uma organização privada que financiou 
a sua colonização por ex- escravizados americanos libertos, 
já se encontrava organizada politicamente como uma Repú-
blica desde 1847, inspirada no ideário da revolução america-
na.
Com exceção dessas duas situações, o mapa político da 
África no final do século XIX representava o esforço diplomá-
tico e a intervenção militar das potências coloniais europeias 
após a Conferência de Berlim. Dentre os acordos diplomáti-
cos, destaca-se o Tratado Germânico-Britânico de 1890, que 
assegurou à Alemanha o acesso ao Zambeze por um corre-
dor de vinte milhas inglesas. Outro tratado importante foi o 
firmado entre França e Reino Unido, assinado no mesmo ano, 
que delimitou zonas de influência para regiões inexploradas 
e estabeleceu comissões binacionais para traçar as fronteiras 
coloniais nas diferentes regiões africanas.
Esse esforço diplomático não significa que a partilha do 
continente africano tenha sido estabelecida de forma pacífi-
ca. Ao contrário, apesar do tratado entre França e Reino Uni-
do, essas potências coloniais se envolveram em uma série 
de conflitos, principalmente pela disputa do Canal de Suez 
e do vale do Nilo, o que por fim favoreceu o lado britânico. 
Outra forte zona de tensão entre os dois países foi a região 
do Lago Chade. O domínio francês de vastos territórios da 
África Oriental chocava-se com os interesses imperialistas 
britânicos. A conquista da República do Transvaal e Orange 
na Guerra dos Bôeres (1867-1902) facilitou a expansão bri-
tânica para o norte. Assim, o Reino Unido tomou posse de 
territórios sob domínio francês que deram origem a Nigéria, 
Togo e Camarões.
Mas os britânicos não entraram em choque apenas com 
os franceses. Eles também tiveram conflitos com os portu-
gueses, pois tinham interesse pela posse da Rodésia. Para 
os portugueses, essa região central da África era estratégi-
ca, uma vez que garantia a ligação entre Angola, na costa 
atlântica, e Moçambique, no Índico. Para os britânicos aquela 
região era fundamental, uma vez que eles pretendiam esta-
belecer um eixo ferroviário entre o Cairo (no Egito) e o Cabo 
(na África no Sul), o que nunca foi executado.
Por fim, a África Oriental foi quase completamente parti-
lhada entre ingleses, franceses e alemães. Os italianos con-
seguiram manter sob domínio a Eritreia.
A Espanha teve menor participação na partilha. Couberam 
aos espanhóis apenas algumas ilhas e pontos dispersos pelo 
litoral, principalmente na atual Guiné Equatorial.
As fronteiras coloniais surgidas no Congresso de Berlim 
foram traçadas de acordo com o poderio de cada potência 
colonial, e não de acordo com as realidades culturais existen-
tes na África. Por isso, muitas vezes essas fronteiras separa-
ram um mesmo povo em dois ou três territórios controlados 
por potências diferentes ou unificaram inimigos históricos em 
uma mesma colônia. 
A colonização europeia da África manteve-seaté o final da 
Segunda Guerra Mundial, quando a Europa perdeu o poder 
político e militar para as novas potências (Estados Unidos e 
União Soviética). O novo mapa político que começou a ser 
definido após a Primeira Grande Guerra teve por base os limi-
tes estabelecidos pelas potências coloniais europeias. 
A formação dos novos Estados no continente reuniu di-
ferentes grupos étnicos, com poucos traços culturais em 
comum. Apenas na África Oriental, na região dos Grandes 
Lagos, e em Burkina Fasso e Mali, na costa atlântica, anti-
gos reinos serviram de base para a formação dos territórios 
nacionais. 
Em geral, essa transformação política foi brutal. A maioria 
dos grupos étnicos, organizados em economias de subsistên-
cia e comandados por autoridades do seu próprio clã, foram 
submetidos a transformações de práticas religiosas, assim 
como a substituição das tradições orais pela cultura letrada. 
Se no período colonial estes novos valores foram im-
postos, visando aos interesses dos impérios coloniais, rapi-
CONHECIMENTOS
19
a solução para o seu concurso!
Editora
damente transformaram-se nas principais bandeiras de luta 
pelos direitos desses povos durante o processo de descolo-
nização, o que veio a fortalecer o movimento do pan-africa-
nismo.
O termo foi utilizado pela primeira vez em 1900, quan-
do afrodescendentes originários das Antilhas e dos Estados 
Unidos organizaram em Londres a Primeira Conferência 
Pan-africana. O grupo tinha como objetivo protestar contra 
a ocupação da África pelas potências europeias. No perío-
do entreguerras, o movimento pan-africano realizou quatro 
congressos: Paris (1919), Nova York (1927) e Londres (1921 
e 1923). Para estes eventos foram enviados representantes 
das colônias africanas francesas e inglesas, que reivindica-
ram liberdades civis e igualdade de condições entre negros 
e brancos. Esses congressos foram também espaços impor-
tantes para o protesto contra o trabalho forçado, que ainda 
era comum nas colônias portuguesas de Angola e São Tomé 
e Príncipe. 
Dessa forma, não foi difícil associar o sentimento anticolo-
nialista com o pan-africanismo. É o que pode ser observado 
na pauta do quinto congresso realizado em 1945, na Ingla-
terra. As lideranças africanas de língua inglesa e francesa ali 
reunidas aprovaram a Declaração aos Povos Colonizados 
que, em síntese, afirmava a necessidade de esses povos as-
sumirem o seu destino.
O pan-arabismo foi outra corrente que aglutinou forças 
de oposição aos governos locais. Diferente do pan-africanis-
mo, surgiu no contexto da crise do sistema colonial, a partir 
da junção das forças de resistência ao nazismo no Marrocos, 
na Líbia, na Tunísia, no Egito e no Sudão, com os grupos 
anticolonialistas da Arábia Saudita, do Iêmen, do Iraque, da 
Jordânia, do Líbano e da Síria.
Tanto o movimento pan-africano como o pan-arabismo ga-
rantiram que, em grande parte dos casos, a independência 
dos Estados africanos fosse negociada. Isso não quer dizer 
que o processo de descolonização também não tenha sido 
resultado de violentos conflitos armados, como ocorreu na Ar-
gélia, em Angola e em Moçambique.
A instabilidade política e as guerras civis que se alas-
tram em muitos países desse continente são também uma 
herança do descompasso entre as territorialidades produzi-
das pela colonização e as territorialidades locais.
Desde a década de 1960, o continente foi castigado por 
mais de cem golpes de Estado e por milhares de episódios 
de guerra entre povos diferentes. Como resultado, milhões 
de refugiados vagam pela região, fugindo de guerras e per-
seguições.
A África no Mundo Globalizado
Mais da metade dos 54 países africanos manteve forte 
ritmo de crescimento (acima de 6% ao ano) na década de 
2000, embalados pela demanda por matérias-primas com 
preços elevados no mercado internacional, como petróleo e 
ouro. Este processo ocorreu de maneira desigual e aumentou 
o fosso entre os países que obtiveram maiores vantagens da 
economia globalizada, como a Nigéria, a África do Sul e o 
Sudão, e os países subsaarianos, cuja população passa fome 
e ainda precisa da ajuda dos organismos internacionais para 
enfrentar o quadro de miséria.
O Produto Interno Bruto da África do Sul representa cerca 
de um quarto do PIB da África negra, o que equivale a aproxi-
madamente 250 milhões de dólares (quase o dobro do PIB da 
Nigéria ou do Egito). As riquezas minerais e o desenvolvimen-
to industrial em setores de ponta, como tecnologia nuclear 
e armamentos, asseguram à África do Sul uma posição de 
destaque entre as principais lideranças diplomáticas e econô-
micas do continente.
Um Continente na Encruzilhada
Levando em conta a diversidade étnica e regional, uma 
alternativa para a consolidação dos Estados nacionais africa-
nos tem sido o federalismo.
Contudo, alguns conflitos bélicos persistem e tornam a 
agenda militar um tema importante para garantir a estabilida-
de política.
O atual mapa político da África mantém praticamente inal-
terados os limites e as fronteiras estabelecidos no período 
colonial. Mas a formação dos atuais países do continente foi 
um processo difícil e com muitas contestações, principalmen-
te entre 1956 e 1963.
Em 1963 foi criada a Organização da Unidade Africana 
(OUA), tendo como princípio fundador a intangibilidade das 
fronteiras coloniais. Segundo esse princípio do direito inter-
nacional, os países signatários da carta da OUA poderiam rei-
vindicar a recuperação dos territórios perdidos pelas guerras 
e contestações dos vizinhos, desde que se respeitassem os 
limites do período colonial.
Em parte, o sucesso do processo de independência, que 
ganhou novo impulso na década de 1960, pode ser atribuído 
ao respeito a esse princípio. No entanto, sua adoção reforçou 
a tendência de manutenção dos limites correspondentes aos 
antigos territórios coloniais.
Num primeiro momento, as cartas constitucionais dessas 
novas nações foram escritas por constitucionalistas das an-
tigas metrópoles, baseando-se nos modelos europeus. Aos 
poucos, a vida política desses países passou a ser exerci-
da com base nas alianças de clãs e diferenciados grupos ét-
nicos, promovendo a africanização do Estado. Em vários 
países, por exemplo, os topônimos impostos pelos europeus 
foram substituídos por denominações da língua local ou que 
recordavam fatos históricos do processo de independência.
Assim, desde 1957, a Costa do Ouro passou a se cha-
mar Gana, por referência ao antigo Império Oeste-Africano 
(que existiu naquele território entre os séculos VIII e XI). A 
República Democrática do Congo, formada em 1960 a partir 
do antigo Congo Belga, rebatizou a capital Léopoldville para 
Kinshasa e, em 1971, mudou o nome do país para Zaire (“o 
rio”, na língua kikongi). Da mesma forma, Dahomey passou a 
se chamar Benin, em 1975; a Guiné Portuguesa, Guiné Bis-
sau, em 1976; e Haute-Volta, Burkina Fasso (“país dos ho-
mens íntegros”), em 1984; entre outros exemplos.
Um problema mais complexo foi a decisão pelas línguas 
oficiais do país. Uma vez que esses países são formados por 
numerosas comunidades linguísticas, qual delas escolher? 
Esse impasse foi a principal razão para a manutenção, em 
diversos casos, da língua dos colonizadores como língua ofi-
cial do país. Apenas em alguns países foi adotado o sistema 
bilíngue (em Camarões, por exemplo, o inglês e o francês; 
em Madagascar, o malgache e o francês). A única região da 
África que recuperou a primazia linguística perdida durante a 
CONHECIMENTOS
2020
a solução para o seu concurso!
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colonização europeia foi o norte, com predomínio da língua 
árabe.
Tendo em vista a enorme diversidade étnica dos países 
africanos, o federalismo tem sido a forma predominante de 
gestão política, uma vez que nesse sistema político as uni-
dades federadas mantêm autonomia entre si. É o que ocorre 
na Nigéria. Constituída em 1946 pela junção de três regiões 
colonizadas pelos britânicos, seu território tem sido sucessi-
vamente subdividido para atender aosinteresses étnicos e 
religiosos locais, garantindo a repartição da renda do petróleo 
entre diferentes grupos de interesse. Atualmente, a Nigéria 
possui 36 unidades federadas, com relativa autonomia polí-
tica.
Ainda que as contestações da divisão territorial africana 
sejam pouco numerosas, cabe destacar a mudança do mapa 
político do continente com o processo de independência da 
Eritreia, que se separou da Etiópia em 1993.
Trata-se de um retorno à situação existente até 1962, 
quando a antiga colônia italiana deixou de ser tutelada pelo 
Reino Unido e foi anexada pela Etiópia. Desde então, o gover-
no etíope nunca conseguiu suprimir o movimento separatista. 
Em 1991, um referendo popular decidiu, com ampla maioria, 
pela separação dos dois países, ainda que o acordo entre as 
partes não tenha conseguido estabelecer a fronteira comum.
A independência da Eritreia foi respeitada pelos etíopes, 
mas essas divergências fronteiriças romperam com o princí-
pio da intangibilidade e geraram fortes conflitos após a ocu-
pação da região de Badme pelas tropas da Eritreia, em 1998.
Os dois países chegaram a um acordo de paz em dezem-
bro de 2002, depois da perda de mais de 200 mil vidas, mas a 
situação está indefinida. Ainda que enviados da ONU tenham 
decidido que a cidade de Badme pertence à Eritreia, a Etiópia 
ainda ocupa a faixa de fronteira em litígio, pois não aceita 
essa determinação.
Outra questão aberta no mapa político da África é a do 
Saara Ocidental, território em disputa pelo Marrocos e uma 
república saariana apoiada pela Argélia.
Apesar do discurso da unidade africana, a OUA teme a ex-
plosão de conflitos violentos, que de fato ocorreram nas pou-
cas ocasiões em que grupos separatistas tentaram quebrar o 
princípio da intangibilidade das fronteiras coloniais: como em 
1967, quando a tentativa frustrada de criação da República de 
Biafra no oeste na Nigéria resultou na morte de mais de um 
milhão de pessoas. 
É por isso que a vitória dos separatistas no referendo re-
alizado na região sul do Sudão, em janeiro de 2011, pode ser 
considerada uma mudança fundamental no processo de for-
mação territorial dos estados africanos. Cerca de 99% da po-
pulação se manifestou a favor da independência, mesmo sem 
nunca ter sido objeto de uma delimitação colonial. A criação 
do Sudão do Sul poderá estimular outros movimentos sepa-
ratistas existentes na África Subsaariana, abrindo um novo 
ciclo de criação de Estados e redesenhando as fronteiras do 
continente.
Desde a independência em relação ao Império Britânico 
em 1956, o Sudão já era um país dividido do ponto de vista 
étnico e cultural. A região norte do país é majoritariamente 
árabe e muçulmana. Por sua vez, a população do sul mante-
ve suas práticas religiosas animistas ou optou pela conversão 
ao cristianismo durante o período colonial.
Essas diferenças históricas geraram diversas tensões e 
conflitos entre o norte e o sul, inclusive com a eclosão de duas 
guerras civis. A primeira teve início com a independência e 
perdurou até 1972.
Esse longo conflito garantiu ampla autonomia aos povos 
do sul em relação à elite árabe do norte, que comandava o 
país.
Com a descoberta de imensas reservas de petróleo na 
porção meridional do país, na década de 1980, o governo 
tentou intervir na área das reservas fechando o parlamento 
do território autônomo do sul, localizado em Juba. Essa in-
tervenção provocou uma revolta que eclodiu em 1983, lidera-
da pelo Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS). O 
novo ciclo de guerra civil deixou um saldo de pelo menos dois 
milhões de mortos e quatro milhões de refugiados.
No referendo realizado em 2011, a grande maioria da 
população do sul optou pela independência, o que foi aceito 
pelas elites árabes do norte do Sudão e oficializado em 9 de 
julho do mesmo ano. Contudo, a fronteira entre os dois países 
ainda não foi definitivamente traçada e as áreas reivindicadas 
por ambas as partes são ricas em petróleo, o que gera insta-
bilidade, visto que o sul dispõe da maior parte das reservas, 
mas não possui saídas marítimas e depende do norte para 
exportar o petróleo. Outra pendência entre os dois países é o 
regime de cidadania, especialmente para as populações que 
circulam do norte para o sul de acordo com a alternância de 
estações secas e chuvosas.
Crescimento e Pobreza
Apesar das desigualdades econômicas e dos bolsões de 
pobreza, o continente africano mantêm acelerado crescimen-
to demográfico. Atraída pelos novos negócios da economia 
globalizada, a população migra para os grandes centros ur-
banos.
Rumos do Desenvolvimento
A crise financeira de 2008 derrubou os preços de com-
modities no mercado internacional, o que afetou diretamen-
te a economia africana. A crise gerou desemprego e fuga 
de capitais nos países mais dependentes da exportação de 
matérias-primas. Por essa razão, diversos organismos de de-
senvolvimento regional procuram unir os países africanos no 
enfrentamento destas dificuldades.
EUROPA
Europa é um dos seis continentes do mundo, sendo em 
extensão territorial o segundo menor. O continente é banha-
do, ao norte, pelo Mar Ártico; ao sul, pelo Mar Mediterrâ-
neo e o Mar Negro; a oeste, pelo Oceano Atlântico; e, a les-
te, pelo Mar Cáspio. A Europa é também conhecida como o 
“Velho Mundo” e considerada o berço da cultura ocidental. 
 A Europa limita-se territorialmente com a Ásia, a leste, sen-
do considerada então um prolongamento da massa con-
tinental do continente asiático, formando, assim, a Eurá-
sia (massa continental formada pela Europa e pela Ásia). 
 Os dois continentes são separados pela cordilheira chamada Mon-
tes Urais. Devido ao seu contorno bastante irregular, o continente 
europeu apresenta, além de várias penínsulas e ilhas, muitos países 
com costa litorânea.”
CONHECIMENTOS
21
a solução para o seu concurso!
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“Mapa do continente europeu (Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)”
“Regiões da Europa 
O continente europeu possui características bastante heterogêneas quando analisado todo o seu território. Para facilitar o estudo das áreas 
que o constituem, algumas classificações dividem-no em quatro regiões. Essas regiões foram estabelecidas segundo critérios de ordem espacial 
e econômica. São estas:
 Europa Ocidental: é composta pelas nações banhadas pelo Oceano Atlântico, como Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, e também por 
países que possuem relação com o Ocidente.
 Europa Meridional: é composta por nações banhadas pelo Mar Mediterrâneo situadas na Península Ibérica, como Espanha, Andorra, Grécia 
e Itália.
 Europa Centro-Oriental: é composta pelos países que formam a ex-União Soviética e tornaram-se independentes, como Bósnia, Herzegovi-
na, Kosovo, Moldávia, Macedônia do Norte, entre outros.
 Europa Setentrional: é composta por países que se situam no extremo norte do continente, como os Países Nórdicos (Noruega, Dinamarca, 
Suécia, Finlândia e Islândia).”
Economia da Europa
Ao longo de um grande período, a Europa foi considerada o centro econômico do mundo, principalmente devido a sua localização ge-
ográfica, estando no “centro do mundo”, ou seja, entre os demais continentes. Apesar de outras supereconomias, como os Estados Unidos 
(na América) e a China (na Ásia), na Europa ainda há grandes economias mundiais, como a Alemanha, que é a quarta do mundo; o Reino 
Unido, a quinta; a França, a sexta; e a Itália, a oitava.
 Em relação às importações, o continente europeu importa matérias-primas, minerais e manufaturados de alta tecnologia. Já as expor-
tações feitas por ele contam com automóveis, produtos químicos, manufaturados, entre outros.
 A economia é impulsionada principalmente pela agropecuária, mineração e turismo. A indústria está relacionada à pesquisa e ao 
desenvolvimento de tecnologia nos setores de telecomunicações, eletrônicos, produtos farmacêuticos, siderurgia, aviões, entre outros.
 No continente europeu existe o maior bloco econômico do mundo, a União Europeia. Constituído por 28países, esse bloco representa 
a livre circulação de bens e mercadorias entre seus países membros, que adotaram uma única moeda, o euro. A União Europeia é atual-
mente o maior mercado de exportação de bens, serviços e produtos. 
Aspectos geográficos 
Clima 
O clima predominante na Europa é o temperado (devido a sua localização geográfica), no qual pode ser observado variações conti-
nentais e oceânicas.
As áreas situadas na porção setentrional do continente apresentam temperaturas mais rigorosas no período do inverno, ao passo que 
as áreas situadas ao sul apresentam temperaturas mais amenas ao longo do ano e amplitudes térmicas menores quando comparadas aos 
países ao norte. Há regiões de clima semiárido, mediterrâneo e polar.
Hidrografia 
O clima predominante na Europa é o temperado (devido a sua localização geográfica), no qual pode ser observado variações conti-
nentais e oceânicas.
As áreas situadas na porção setentrional do continente apresentam temperaturas mais rigorosas no período do inverno, ao passo que 
as áreas situadas ao sul apresentam temperaturas mais amenas ao longo do ano e amplitudes térmicas menores quando comparadas aos 
CONHECIMENTOS
2222
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países ao norte. Há regiões de clima semiárido, mediterrâneo e polar. 
Penínsulas 
O continente europeu possui cinco importantes penínsulas: 
Escandinava 
Jutlândia 
Ibérica 
Itálica 
Balcânica” 
População 
Entre os seis continentes do mundo, a Europa é quarto no ranking de população, com mais de 740 milhões de habitantes. 
O continente é considerado o mais atrativo para migrantes vindos de todas as regiões do mundo, e, segundo relatório da Organização 
Internacional para Migrações, cerca de 70 m
O país mais populoso da Europa é a Rússia, com um pouco mais de 144 milhões de habitantes, e o menos populoso é o Vaticano, com 
cerca de 800 habitantes.
”Fonte: SOUSA, Rafaela. “Europa”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/europa.htm. Acesso em 15 de maio de 
2023.
ÁSIA3
O continente asiático, por sua vasta extensão e rica história, possui imensa diversidade natural, cultural e religiosa. Tam-
bém é marcado por muitas desigualdades sócio espaciais, choques e convivência entre o tradicional e o moderno.
A Ásia é o maior e mais populoso dos continentes. Enquanto há áreas com elevadíssimas concentrações populacionais, há 
outras com baixíssimas densidades demográficas, como na Sibéria.
Outro aspecto a ser notado se refere ás diferenças de clima e vegetação, ao se comparar a Sibéria com a floresta tropical 
na Índia. Também vale destacar os trajes utilizados pela mulher indiana e pelos iraquianos em reza. A questão da religiosidade, 
bastante diversificada no continente, é aqui representada pelo islamismo iraniano.
Amplitude Geográfica do Continente Asiático
3 FURQUIM Junior, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição. São Paulo: Editora AJS, 2015.
CONHECIMENTOS
23
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A Ásia é o maior continente do mundo. Seu território, com 
extensão superior a 44 milhões de quilômetros quadrado, re-
presenta cerca de 8% da superfície terrestre e por volta de 
30% da área continental do planeta. Nele se encontram mais 
de 4 bilhões de habitantes, o que corresponde a aproximada-
mente 60% de toda a população mundial.
Devido a sua grande extensão, a Ásia possui uma grande 
variedade de climas, relevos e tipos de vegetação. Enquanto 
muitas de suas áreas são extremamente férteis e com clima 
propício para a ocupação humana em grande escala, esse 
continente também abriga grandes regiões desérticas e a 
maior cadeia de montanhas do mundo: o Himalaia. Por isso, 
apesar de apresentar as regiões mais densamente povoadas 
do planeta, a Ásia tem parte de seu território constituída por 
lugares de baixa densidade demográfica.
O continente asiático abrange as áreas localizadas a leste 
da Europa. As principais fronteiras que o separam do territó-
rio europeu são os Montes Urais, o Rio Ural, o Cáucaso e o 
Estreito de Bósforo. Na sua porção sudoeste, a Ásia também 
faz fronteira com a África. Esta se localiza no Egito, no Canal 
de Suez.
A Rússia ocupa toda a sua região norte. É lá que se loca-
liza a Sibéria, um dos locais mais frios do planeta. É também 
na Rússia que se encontra o ponto mais próximo entre a Ásia 
e a América. Esses dois continentes são divididos pelo Estrei-
to de Bering, que possui um pouco menos de 100 quilômetros 
de extensão e separa o continente asiático do Alasca.
Das áreas de planícies siberianas em direção ao centro do 
continente, as altitudes vão aumentando e o relevo torna-se 
montanhoso. Logo ao sul da Sibéria está localizado o Planal-
to da Mongólia, onde há o Deserto de Gobi, o qual, além da 
Mongólia, também abrange parte do território chinês. Essa re-
gião apresenta clima temperado continental, com baixo nível 
de umidade e temperaturas bem frias.
Deserto de Gobi. http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/curiosidades/
turismo/sabia-que-existe-areias-cantantes-no-deserto-de-gobi--18463.
asp.
Ao sul do Planalto da Mongólia está a Cordilheira do Hi-
malaia, a maior cadeia de montanhas do mundo e que ocupa 
a maior parte da região central do continente. É no Himalaia 
que se encontra o ponto mais elevado do planeta, com quase 
9 mil metros de altitude: o Monte Everest, localizado no Nepal.
Monte Everest, o pico mais alto do mundo. https://portaldobitcoin.
com/ico-da-morte-alpinista-pode-ter-morrido-ao-ajudar-startup-a-es-
conder-tokens-no-monte-everest/.
Além do Nepal, o Himalaia abrange o território de outros 
quatro países: China, Índia, Paquistão e Butão.
Por possuir clima extremamente frio, seco e com muitas 
ventanias, trata-se de uma das regiões menos povoadas de 
todo o continente, assim como a Sibéria, apresentando tam-
bém grandes vazios demográficos.
Mesmo assim, recebe um grande fluxo anual de turistas, 
muitos para praticar alpinismo.
O derretimento da neve do Himalaia durante os períodos 
mais quentes é responsável pela formação das nascentes de 
importantes rios da Ásia, como o Ganges, localizado na Índia 
e cuja bacia hidrográfica abrange uma área habitada por mais 
de 400 milhões de pessoas que dependem de suas águas 
para consumo e produção de alimentos, isso sem contar sua 
importância religiosa. Ao sul e ao leste do Himalaia, o território 
asiático apresenta grandes áreas de planícies fluviais, como a 
dos rios Ganges e Indo, na Índia, e a do Rio Yang-Tsé-Kiang, 
na China.
Em sua porção sul, o continente asiático apresenta quatro 
grandes penínsulas: Arábica, Indiana, da Indochina, e Malaia. 
A Península Arábica, que abrange grande parte do Oriente 
Médio, é caracterizada pela presença de um grande deserto, 
o da Arábia, que ocupa a maioria de seu território. Ao norte 
dessa península, onde hoje é o Iraque, há uma importante 
planície fluvial, conhecida como Planície da Mesopotâmia, 
que é banhada pelos rios Tigre e Eufrates.
A região do Oriente Médio também se estende a noroeste 
e nordeste da Península Arábica. Ela abrange desde o Afega-
nistão até a Turquia e o Egito, e é caracterizada pela grande 
presença de desertos em seu território. É no Oriente Médio 
que se localiza a região mais baixa do continente, na Planície 
do Mar Morto, que recebe esse nome em função da grande 
quantidade de sal de suas águas, o que dificulta o desenvol-
vimento da vida.
CONHECIMENTOS
2424
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Imagem de satélite do Mar Morto. https://thoth3126.com.br/a-incri-
vel-tecnologia-dos-antigos-6b/.
O Mar Morto está localizado na fronteira entre Israel e 
Jordânia, situado à aproximadamente 400 metros abaixo do 
nível do mar.
A Península Indiana se localiza ao sudeste do Himalaia e 
ao sul da planície Indo-Gangética, abrangendo toda a região 
sul da Índia. A vegetação local é caracterizada pela presença 
de florestas tropicais e/ou de clima temperado. Essa penín-
sula faz parte da região chamada de Subcontinente Indiano, 
da qual também fazem parte Paquistão, Bangladesh,Nepal e 
Butão. Já a Península da Indochina e a Península Malaia se 
localizam na região do Sudeste Asiático. A primeira é formada 
por Vietnã, Laos, Camboja e Tailândia, Mianmar e Malásia.
Além da região continental, a Ásia também abrange diver-
sas ilhas. Algumas dessas ilhas e arquipélagos são Estados 
independentes, como Japão, Taiwan, Sri Lanka, Maldivas, 
Malásia, Indonésia, Timor Leste e Filipinas. Esses quatro úl-
timos países se localizam na região asiática mais próxima da 
Oceania.
Floresta Kim Giao, no Parque Nacional de Ba, Vietnã. 
http://welcometovietnam.com.vn/attractions/hai-phong/cat-
-ba-national-park/.
Diversidade Religiosa
Devido a sua grande extensão, o continente asiático é 
habitado por uma grande diversidade de povos, sendo uma 
região de enorme heterogeneidade cultural e religiosa. Por 
isso, são muitos os aspectos que diferenciam os países asiá-
ticos. A Ásia é o berço das maiores religiões do mundo: cris-
tianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e budismo. Essas 
religiões se originaram no continente em diferentes épocas, 
apesar de algumas delas terem surgido em regiões próximas.
O budismo surgiu na região do Subcontinente Indiano, 
por volta do século V a.C., com base nos ensinamentos de 
Sidarta Gautama, conhecido como Buda. A maior parte dos 
mais de 300 milhões de budistas que há no mundo se en-
contra na Ásia, em países como China, Mianmar, Camboja, 
Tailândia, Butão, Laos, Mongólia, Nepal, Cingapura, Japão, 
Vietnã e Tibete.
Templo budista no Tibete, China. https://algumlugardo-
planeta.wordpress.com/2012/12/11/tibet-lhasa-monasterios-
-e-templos/.
O hinduísmo é uma das mais antigas religiões prove-
nientes da Índia, surgida há cerca de pelo menos 3.500 anos. 
Trata-se da terceira maior religião do mundo, tendo um nú-
mero aproximado de 1 bilhão de fiéis, dos quais mais de 800 
milhões vivem na Índia. O hinduísmo também é majoritário no 
Nepal, onde mais de 80% de sua população é praticante. Um 
dos principais símbolos do hinduísmo na Índia é o Rio Gan-
ges, considerado sagrado para os hindus.
Indianos se banham no Rio Ganges, Índia. http://www.osul.com.br/
justica-indiana-declara-rios-ganges-e-yamuna-seres-vivos-com-direi-
tos/.
CONHECIMENTOS
25
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A história do judaísmo está diretamente associada à do 
povo hebreu. Acredita-se que ele tenha surgido por volta do 
século XVIII a. C. no Oriente Médio e que seja a primeira reli-
gião monoteísta do mundo.
Além de viver no Estado de Israel, atualmente, a popula-
ção judaica está espalhada pelo mundo todo.
Muro das Lamentações (símbolo judeu) e, ao fundo, cúpula do Domo 
da Rocha, santuário muçulmano, em Jerusalém, Israel. https://istoe.
com.br/milhares-de-judeus-se-reunem-diante-do-muro-das-lamenta-
coes/.
O cristianismo, religião com maior número de praticantes 
no mundo (com mais de 2 bilhões de fiéis), também surgiu no 
Oriente Médio, como uma dissidência do judaísmo – predo-
minante na atual região de Israel até o início da Era Cristã. 
Porém, a sua difusão pelo mudo se deu por conta da influên-
cia da cultura romana, que adotou o cristianismo – o qual se 
expandiu pela Europa e depois pelo restante do mundo.
O islamismo é a mais recente dessas cinco religiões, 
surgindo a partir do século VII d.C na Península Arábica. Os 
muçulmanos (como são chamados seus adeptos) partem do 
pressuposto de que, Maomé foi o último profeta enviado por 
Deus – e por isso seguem os seus ensinamentos. O islamis-
mo é a segunda religião com maior número de praticantes no 
mundo, com um pouco menos de 2 bilhões de fiéis, e está 
entre as que mais crescem atualmente. A maior parte da po-
pulação muçulmana vive hoje na Ásia.
Ao longo dos séculos, o islamismo se difundiu para outras 
regiões do continente e do mundo, sobretudo na África. As-
sim, esse processo fez que o islamismo deixasse de ser uma 
religião restrita ao mundo árabe, sendo adotada por diferen-
tes populações.
Potências Demográficas da Ásia
De acordo com estimativas da Divisão de População das 
Nações Unidas, das quase 7 bilhões de pessoas que habi-
tam o planeta, mais da metade vive na Ásia. Nesse cená-
rio, alguns países em especial concentram grande parte da 
população e apresentam densidades demográficas entre as 
mais elevadas do mundo, acarretando falta de disponibilidade 
de terras para o cultivo, impactos ambientais e um acelerado 
processo de urbanização, que resultou na formação de enor-
mes aglomerados urbanos.
O Continente Mais Populoso
Atualmente há cerca de 4,4 bilhões de pessoas vivendo 
na Ásia, mais do que a população somada de todos os outros 
continentes. Somente a China, país mais populoso do pla-
neta, tem mais de 1,3 bilhão de pessoas, aproximadamente 
31% da população da Ásia, em seu território, mais do que 
quatro vezes a população da América do Sul, porém aglome-
rada em uma área quase duas vezes menor.
Na Índia, que figura em segundo lugar na lista dos paí-
ses mais populosos do mundo, vivem aproximadamente 1,2 
bilhão de pessoas adensadas em uma área ainda menor do 
que a China. Trata-se de outro gigante demográfico que, em 
função de taxas de crescimento mais elevadas, deverá inclu-
sive ultrapassar a China e se tornar a nação mais populosa da 
Terra até 2050, com cerca de 1,45 bilhão de pessoas.
Além disso, alguns países pequenos em termos de área, 
como o Japão, Bangladesh e Cingapura, apresentam densi-
dades populacionais entre as mais altas do planeta e ajudam 
à elevar a Ásia à condição de grande potência demográfica 
do planeta.
Essa enorme população, fruto de um crescimento vertigi-
noso durante o século XX, resultou em uma grande pressão 
sobre o uso das terras e dos recursos naturais do continente, 
em especial sobre o solo, que a partir de 1960 passou a apre-
sentar uma degradação cada vez mais aceleradas, motivo 
pelo qual os governos asiáticos estão entre aqueles que mais 
se preocupam, historicamente, com o controle das taxas de 
natalidade.
Em alguns países asiáticos, diversas políticas direcio-
nadas à contenção do crescimento já foram desenvolvidas 
desde então, e muitas delas deram resultado. Somadas ao 
aumento na expectativa de vida e ao desenvolvimento econô-
mico de muitas nações do continente, essas políticas resulta-
ram em baixas taxas de crescimento populacional, próximas 
daquelas registradas no Ocidente, e no envelhecimento gra-
dual da popular.
No Japão, onde as taxas de mortalidade já superam as de 
natalidade, a população já está em visível declínio, sendo que 
o mesmo deve ocorrer com a China nas próximas décadas (o 
país deve perder, no mínimo, 400 milhões de habitantes até o 
fim do século XXI), e com a índia até 2060.
No entanto, mesmo tendo perdido o posto de continente 
com as taxas mais aceleradas de crescimento, hoje ocupado 
pela África, a Ásia e sua enorme população ainda desem-
penham um papel de grande desafio à sustentabilidade no 
continente.
CONHECIMENTOS
2626
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População total por continente em 2013 e 2050 (estimativa em bilhões de pessoas)
https://assets.prb.org/pdf13/2013-population-data-sheet_eng.pdf.
Ásia: sete países mais populosos em 2015
País População
China 1,357 bilhão
Índia 1,257 bilhão
Indonésia 248,4 milhões
Paquistão 183,9 milhões
Bangladesh 154,5 milhões
Japão 127,3 milhões
Filipinas 98 milhões
Distribuição da População
A população da Ásia não se encontra distribuída de forma homogênea pelo continente: grandes regiões são praticamente 
desabitadas, sobretudo o norte e o leste da Rússia, o planalto tibetano e as áreas de deserto.
As áreas de maior concentração populacional são o Subcontinente Indiano, principalmente ao longo do vale do Rio Ganges 
e em Bangladesh, as planícies do leste da China, o Japão e a Indonésia, sobretudo a ilha de Java.
A concentração de pessoas nesses lugares, que representam, em geral, áreas em que as atividades humanas, principal-
mente a agricultura, são favorecidas pelo clima, relevo, disponibilidade de água e ocorrência de solos férteis,acaba provocan-
do problemas sociais e econômicos, além de graves impactos ambientais, sobretudo relacionados à poluição do ar, em áreas 
urbanas, da água e à erosão dos solos em áreas rurais.
A Urbanização da População
A Ásia e a África são os únicos dois continentes nos quais a população é predominantemente rural. No entanto, apesar das 
baixas taxas de urbanização, mais da metade da população urbana global vive em cidades asiáticas, e três dos cinco aglo-
merados urbanos com mais de 20 milhões de habitantes no mundo se localizam no continente, assim como três dos quatro 
aglomerados urbanos com população entre 15 e 20 milhões de habitantes.
É importante considerar, porém, que as taxas de urbanização da população variam entre os muitos países da Ásia, pois há 
desde países como Israel, Coreia do Sul e Cingapura, com altas taxas de urbanização, até outros como Índia, Nepal, Camboja 
e Vietnã, que apresentam taxas de urbanização inferiores a 30%.
Além disso, como todos os dias novas famílias se deslocam de áreas rurais para as cidades do continente, atualmente a 
maior taxa de crescimento urbano se dá em aglomerados urbanos médios de até 1 milhão de habitantes na Ásia e África, o 
que faz que a população urbana cresça de tal maneira que, até 2030, esta terá ultrapassado a rural.
Esse êxodo rural ocorre principalmente em função da disponibilidade cada vez menor de solo cultivável e do intenso pro-
cesso de industrialização, características de alguns dos países asiáticos nas últimas décadas. Atraídas pelas oportunidades 
CONHECIMENTOS
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de trabalho nos centros urbanos e impossibilitadas de praticar a agricultura de subsistência, muitas dessas famílias acabaram 
engrossando as já populosas cidades asiáticas.
Dentre os grandes aglomerados urbanos do continente, formados por vários municípios conurbados ao redor de cidades 
principais, o maior é a área metropolitana de Tóquio, no Japão, cidade que passou por um acelerado processo de crescimento 
na segunda metade do século XX. Atualmente conta com aproximadamente, mais de 37 milhões de habitantes, segundo in-
formações das Nações Unidas em 2013. Na sequência estão as áreas metropolitanas de Nova Délhi (Índia) e Xangai (China), 
com aproximadamente, 25 e 23 milhões de habitantes, respectivamente.
Esse crescimento urbano de cidades já densamente habitadas, somado às desigualdades sociais que existem em alguns 
dos países do continente, configura um cenário no qual o planejamento urbano e a organização racional dos espaços têm se 
mostrado cada vez mais importantes para garantir a qualidade de vida da população.
Os principais problemas e dificuldades estão relacionados aos meios de transporte, à falta de habitação e aos impactos 
ambientais elevados, como a poluição atmosférica e das fontes de água. Além, disso, em países do continente nos quais a 
riqueza é distribuída de forma mais desigual, como a Índia e a Indonésia, a expansão das áreas ocupadas tem sido evidente, 
com o aumento das taxas de urbanização.
A Diversidade Étnica, Cultural e Religiosa
Em função de sua grande área, a diversidade do continente asiático sob o ponto de vista étnico e cultural é extremamente 
grande. A população do continente está dividida em uma quantidade significativa de povos muito diferentes entre si, como 
hindus, chineses, japoneses, mongóis, persas, turcos, malaios e muitos outros, o que resulta em grande diversidade física e 
cultural.
Da mesma forma, esses povos utilizam um número igualmente considerável de idiomas, com destaque para o mandarim 
na China, que representa a língua mais falada no mundo, o híndi, o árabe, o japonês, entre outros.
A Ásia é o berço das quatro religiões mais populares do planeta: o islamismo, o cristianismo, ambos originados no Oriente 
Médio, o hinduísmo e o budismo, além de inúmeras outras tradições religiosas locais, principalmente na China, e o fato de 
essas religiões terem nascido na Ásia e se espalhado pelo mundo evidencia como é antiga a coexistência de cristãos, muçul-
manos, budistas e hindus no continente.
Os principais países de população predominantemente muçulmana, além daqueles localizados no Oriente Médio e na Ásia 
Ocidental, localizam-se no Sudeste Asiático, enquanto os hinduístas se concentram no Subcontinente Indiano. Os budistas, 
por sua vez, estão adensados na China, no Japão e nos países do sul da Ásia, como Tailândia e Camboja, entre outros.
A grande maioria dos países da Ásia apresenta, porém
, diversas minorias religiosas ativas, o que acaba agravando algumas tensões existentes, motivo pelo qual o continente 
asiático é hoje aquele que mais sofre em decorrência de ataques violentos ligados à motivos religiosos no mundo.
Na Indonésia, por exemplo, os cristãos representam menos de 10% da população, pouco mais de 20 milhões de indivíduos 
frente a mais de 90 milhões de muçulmanos, e são constantes as alegações de ataques e discriminação.
Já em Mianmar, um país do Sudeste Asiático de população majoritariamente budista, é a minoria muçulmana que sofre 
com ataques que já fizeram centenas de vítimas, levando até mesmo o Dalai Lama (grande líder espiritual budista) a condenar 
publicamente a violência contra os muçulmanos no país. Isso sem falar no conflito entre judeus e muçulmanos centrado na 
Palestina.
Riqueza e Pobreza na Ásia
A Ásia é um continente no qual as desigualdades econômicas entre os países são evidentes, considerando que sete 
apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado e outros sete estão entre aqueles de IDH mais baixo. Entre 
os países de desenvolvimento elevado se destacam Cingapura, Hong Kong – uma Região Administrativa Especial, ou RAE, 
da China -, Japão, Barein, Arábia Saudita e Malásia; já entre aqueles com menor IDH, é possível mencionar o Afeganistão, o 
Iêmen, Nepal e Mianmar.
Além disso, nos países de economia emergente, como a Índia e a China, recente potência global, as desigualdades inter-
nas são evidentes, com uma pequena parte da população concentrando grande parte da riqueza e as camadas mais pobres 
da sociedade vivendo em condições precárias, seja no meio rural ou em favelas nas grandes cidades, como Délhi, na Índia.
O luxo de Cingapura e de outras cidades asiáticas que estão entre as mais ricas do mundo é um dos símbolos da ascensão 
econômica da Ásia.
CONHECIMENTOS
2828
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Cingapura. https://oglobo.globo.com/boa-viagem/cingapura-a-cidade-mais-cara-do-mundo-pela-quinta-vez-consecutiva-22504585.
Essa disparidade de renda entre os países da Ásia e também entre as classes sociais em nações como a Índia e a China 
proporciona a existência de um grande contraste de paisagens, principalmente nos centros urbanos, onde a riqueza e a po-
breza convivem, muitas vezes, lado a lado. O modelo de desenvolvimento adotado por grandes cidades da Ásia, altamente 
adaptado à economia de mercado, faz desses grandes centros urbanos polos comerciais e financeiros do continente mais 
populoso do planeta.
O luxo de cidades como Hong Kong, Cingapura e Xangai, entre outras, é um símbolo da riqueza acumulada pelos países 
asiáticos nas últimas décadas, mas os índices de desenvolvimento humano de muitos países deixam a desejar.
Ásia: melhores e piores colocados no ranking global de IDH da ONU
Favela de Dharavi. https://pt.wikipedia.org/wiki/Favela.
CONHECIMENTOS
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A favela de Dharavi, em Mumbai, é uma das muitas fave-
las da Índia que não param de crescer.
Em função do rápido processo de urbanização vivenciado 
pelos países da Ásia, o desafio de enfrentar a miséria e a 
pobreza passará certamente pela necessidade de criar mais 
oportunidades de emprego e educação e desenvolver pro-
gramas de inclusão social, que visem à construção de novas 
habitações, entre outras medidas que devem ser adotadas 
pelos governantes.
O Sudeste Asiático
Atualmente esta região se coloca no cenário mundial como 
uma economia em desenvolvimento e, ao mesmotempo, com 
extremos contrastes sociais.
Os países do Sudeste Asiático representam característi-
cas naturais parecidas, além de várias desigualdades socio-
econômicas.
Ocupações Estrangeiras no Sudeste Asiático
O Sudeste Asiático é uma região formada por países 
continentais localizados na Península da Indochina – Laos, 
Camboja, Vietnã, Tailândia e Mianmar – e por países insula-
res – Cingapura, Malásia, Indonésia, Brunei, Filipinas e Timor 
Leste. A região é caracterizada por sua diversidade cultural e 
destaca-se por sua crescente força econômica na atualidade. 
Sua localização estratégica foi alvo de disputas armadas pelo 
poder de influência nos governos locais.
Sudeste Asiático: político. http://www.mapas-asia.com/
sudeste-politico.htm.
Por sua localização estratégica, entre os oceanos Pacífico 
e Índico, o Sudeste Asiático sofreu uma série de ocupações 
estrangeiras ao longo da História. Países europeus coloniza-
ram seus territórios desde o século XVI. Uma segunda onda 
colonizadora ocorreu no século XIX. Após terem passado por 
um intenso processo de industrialização, as potências euro-
peias partiram em busca de territórios fora de seu continente, 
a fim de criar novos mercados consumidores e fornecedores 
de matéria-prima. Esse processo ficou conhecido como neo-
colonialismo e atingiu principalmente a África e a Ásia.
Em meados do século XIX, os franceses haviam fundado 
a Indochina francesa (atualmente Laos, Camboja e Vietnã). 
Ao mesmo tempo, os britânicos se expandiram para o leste 
da Índia e dominaram a Birmânia (atual Mianmar), Cingapura 
e organizaram, na parte sul da região, uma faixa de pequenos 
protetorados. As Filipinas eram dominadas pelos espanhóis, 
mas passaram para as mãos dos EUA no final do século XIX.
A Tailândia era a única região a permanecer como Estado 
independente no Sudeste Asiático, apesar de ameaçada por 
franceses e ingleses.
Com as mudanças no jogo de poder mundial ocorridas 
após a Segunda Guerra Mundial, teve início o processo de 
descolonização do Sudeste Asiático. Marcado pela influência 
externa dos Estados Unidos e da União Soviética, as super-
potências da época, esse processo fez que alguns países da 
região se tornassem socialistas e aliados da União Soviética. 
Foi o caso de Laos, Camboja e Vietnã. Na Birmânia, atual 
Mianmar, país que se tornou independente da Inglaterra em 
1948, o socialismo foi usado como uma desculpa para a im-
plantação de um regime ditatorial que perdura desde 1962, 
quando ocorrera no país um golpe de Estado liderado pelo 
militar Ne Win.
Desde então, milhares de hindu-birmaneses e muçulma-
nos deixaram o país com medo das perseguições políticas. 
Em 1978, cerca de 200 mil refugiados migraram rumo ao vizi-
nho Bangladesh e outros milhares têm-se refugiado também 
na vizinha Tailândia. Sob o novo regime político, o país teve 
sua economia arrasada e, hoje, o atual Mianmar é um dos 
países mais pobres do Sudeste Asiático.
Características Socioeconômicas do Sudeste Asiático
Embora atualmente os países da região venham passan-
do por uma intensificação do processo de urbanização, cer-
ca de 70% dos habitantes vivem no campo. No entanto, o 
aumento das cidades não é acompanhado de planejamento 
territorial ou de políticas públicas voltadas para atender às de-
mandas da crescente população urbana. Com isso, milhares 
de pessoas vivem sem acesso a saneamento básico, água 
tratada, eletricidade, entre tantos outros serviços básicos.
Embora a indústria e a alta tecnologia se desenvolvam 
intensamente na região, o setor primário ainda é muito rele-
vante no Sudeste Asiático e abarca mais da metade da popu-
lação economicamente ativa. A agricultura e o extrativismo, 
portanto, representam um importante papel na economia e na 
vida das pessoas.
Entre as atividades agrícolas desenvolvidas no Sudeste 
Asiático, o cultivo de arroz – ou rizicultura – é um dos desta-
ques. Cerca de 28% da produção mundial de arroz é prove-
niente dessa região e é a base da alimentação da população 
asiática.
CONHECIMENTOS
3030
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OCEANIA4
A Oceania foi o último continente a ser explorado pelos 
europeus, processo que se iniciou de fato a partir do final do 
século VXIII, capitaneado pelo Reino Unido.
Os dois principais países desse continente são Nova Ze-
lândia e Austrália.
Destaques Geográficos da Oceania
A Oceania é um continente composto por milhares de ilhas 
situadas entre os oceanos Índico e Pacífico. Entre essas ilhas 
estão a Austrália, a maior delas, que possui extensão conti-
nental; a Nova Zelândia; Papua-Nova Guiné; e as que com-
põem a Melanésia, a Micronésia e a Polinésia.
Observe o mapa.
http://www.geomapas.com.br/nossos-produtos/ref.217-07-oceania-
-politico-217-esc.07.html.
Trata-se do menor continente do mundo, uma vez que sua 
área comporta aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros 
quadrados. Além disso, apresenta baixa densidade demográ-
fica, com população absoluta de cerca de 37 milhões de habi-
tantes, o que a posiciona como o segundo continente menos 
populoso do mundo, perdendo apenas para a Antártida.
A denominação de novíssimo continente foi dada pelo ex-
plorador inglês James Cook no século XVIII, devido ao fato 
de até então essa ter sido uma região pouco explorada e 
conhecida pelos europeus. Nesse período, Cook comandou 
expedições de exploração e mapeamento de grande parte 
da região, reivindicando-a para o Reino Unido, que dela se 
apropriou. Por isso, muitas bandeiras de países da Oceania 
possuem a bandeira do Reino Unido em suas composições. 
Com exceção da Antártida, esse foi o último continente explo-
rado pelos europeus.
Apesar de sua enorme quantidade de ilhas, ao todo a 
Oceania possui apenas quatorze Estados independentes. 
Enquanto algumas delas integram esses Estados, a maioria 
4 FURQUIM Junior, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição. São Paulo: Editora AJS, 
2015.
ainda é de possessão europeia ou estadunidense. A França, 
por exemplo, possui parte do território da Polinésia, conheci-
da como Polinésia Francesa e que engloba ilhas como Taiti e 
Bora-Bora. A Nova Caledônia, arquipélago situado a leste da 
Austrália, na Melanésia, também é um território francês.
Devido à sua localização, na qual a maior parte de seu 
território situa-se na zona climática intertropical, entre os tró-
picos de Câncer e Capricórnio, as ilhas do continente ten-
dem a apresentar um clima quente e, por isso, atraem grande 
quantidade de turistas que buscam lazer em suas praias pa-
radisíacas, como retrata a imagem abaixo.
Ilha de Bora Bora, na Polinésia Francesa. 
https://www.tripadvisor.com.br/Tourism-g311415-Bora_Bora_Socie-
ty_Islands-Vacations.html.
Porém, a Nova Zelândia e a porção sul da Austrália lo-
calizam-se em latitudes acima do Trópico de Capricórnio, fa-
zendo que o clima subtropical temperado, com temperaturas 
mais amenas, estejam presentes no continente.
Por ter grande parte do seu território situado em uma re-
gião de borda de placa tectônica, a Oceania apresenta ativi-
dades sísmicas e vulcânicas intensas, o que levou à forma-
ção de muitas das ilhas locais. Por isso, o continente possui 
um grande número de vulcões e também está mais sujeito a 
terremotos.
A Nova Zelândia
A Nova Zelândia é um país independente desde 1907, 
quando ganhou autonomia política em relação ao Reino Uni-
do. Seu território é composto por diversas ilhas. No norte e 
no sul do país se localizam as duas maiores massas de terra 
neozelandesas. Observe o mapa a seguir.
CONHECIMENTOS
31
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https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2012/09/
nova-zelandia.gif.
A localização da Nova Zelândia impõe certo grau de iso-
lamento em relação aos países vizinhos. A distância entre 
sua capital, Wellington, e Camberra, capital da Austrália, por 
exemplo, é de aproximadamente 2.320 quilômetros.
Apesar de seu território ter sido mais amplamente explora-
do por James Cook no ano de 1769 e os britânicos terem se 
apropriado da região, foiapenas a partir de 1840 que ela foi 
formalmente declarada como colônia inglesa. Mesmo assim, 
ao longo desses mais de setenta anos, a região passou a 
receber exploradores e comerciantes europeus, bem como 
alguns estrangeiros que foram forçados a migrar para lá, so-
bretudo presos britânicos.
Assim como ocorreu em outras regiões colonizadas, a 
área onde hoje se constitui o território da Nova Zelândia já 
era habitada quando chegaram os primeiros europeus. As 
populações indígenas locais são conhecidas como maoris e 
povoaram a região há mais de mil anos, provavelmente vin-
das da Polinésia.
A partir do final do século XVIII e do início do XIX inten-
sificou-se o contato dos maoris com europeus, por meio da 
chegada de exploradores, baleeiros, degredados e também 
missionários cristãos. Esse contato teve como consequência 
a grande diminuição da população maori. Além dos conflitos 
intertribais e da transmissão de doenças, os maoris se en-
volveram em uma série de conflitos por terra com coloniza-
dores britânicos ao longo do século XIX. Da mesma forma, 
a chegada de missionários católicos e protestantes fez que 
grande parte da população remanescente se tornasse cristã, 
abandonando suas religiões tradicionais.
Atualmente, os maoris representam cerca de 14% da po-
pulação neozelandesa. Por isso, apesar do quase extermínio 
e dos impactos culturais ocorridos ao longo do século XIX, a 
sua cultura ainda está presente de diferentes formas no país 
– seja por meio de seu idioma, como também de sua arte e de 
suas tradições e lendas.
O fluxo migratório de ingleses em direção à Nova Zelân-
dia se intensificou a partir de 1840, quando foi formalizada a 
colonização do Reino Unido na região. Com as sucessivas 
levas migratórias de europeus e o extermínio de grande parte 
da população maori, a população branca se tornou maioria 
na Nova Zelândia. Dados de 2013 estimavam que, naquele 
ano, 71,2% dos mais de 4,5 milhões de neozelandeses eram 
de origem europeia. Enquanto isso, além dos maoris, que re-
presentam o segundo maior grupo étnico local, há também 
um expressivo grupo de habitantes de origem asiática, que 
compõem 11,3% dos moradores na Nova Zelândia.
Atividades Econômicas
Desde os tempos coloniais, a agricultura e a pecuária ti-
veram importância na economia neozelandesa. Ao longo do 
século XX o país se consolidou como um grande produtor e 
exportador mundial de carne, sobretudo de ovelha – que tam-
bém possibilita a produção de lã. O país é o segundo maior 
exportador de lã do mundo, atrás apenas da Austrália.
A pecuária possibilitou à Nova Zelândia o desenvolvimen-
to de uma importante indústria de laticínios. O principal produ-
to da pauta de exportação neozelandesa é o leite concentra-
do, que em 2012 representou 15% das exportações do país 
e gerou uma receita superior a 5 bilhões de dólares. Além 
disso, destacam-se as exportações de manteiga e queijo, que 
ocuparam, respectivamente, o terceiro e o sétimo lugar das 
exportações do país nesse mesmo ano.
O setor primário também está presente em grande esca-
la na economia local por meio da extração e exportação de 
madeira – que ocupou a quarta colocação no ranking de ex-
portações do país em 2012. Os principais destinos das expor-
tações neozelandesas são a Austrália, a China, os Estados 
Unidos e o Japão.
As atividades industriais que mais se destacam estão li-
gadas à construção civil e às atividades primarias, como a 
pesca industrial, a atividade madeireira, a transformação de 
minérios, a manufatura, a produção de vinho, além das indús-
trias associadas à agropecuária, como a de laticínios, a de lã 
e a de frigoríficos.
O turismo possui relevante participação na economia ne-
ozelandesa. Devido à sua riqueza natural, a Nova Zelândia 
costuma atrair um grande número de turistas estrangeiros to-
dos os anos. Em 2014, o país recebeu aproximadamente 2,8 
milhões de turistas, quase a metade proveniente da Austrá-
lia. Entre as atrações turísticas locais, chamam a atenção as 
atraentes passagens que envolvem diversos picos e monta-
nhas que se encontram na cordilheira conhecida como Alpes 
do Sul, localizada na ilha do Sul, com destaque para o Monte 
Cook/Araoki, como também as belas praias, os cânions, os 
vulcões e os fiordes, entradas de mar entre montes rochosos, 
localizados no país.
Observe a imagem.
CONHECIMENTOS
3232
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http://www.seviagens.com.br/paises.php?pais=165.
Austrália
A Austrália é o maior país em área e população da Oceania. Em sua área territorial de 7.692.024 quilômetros, possuía em 
2015 aproximadamente 24 milhões de habitantes. Também apresenta o maior grau de desenvolvimento socioeconômico do 
continente. Em 2013 teve o segundo maior IDH e registrou o décimo segundo maior PIB do mundo. Mesmo assim, o território 
australiano é um dos menos povoados do planeta, com densidade demográfica de 3,2 habitantes por quilômetro quadrado, 
devido ao fato de que a maior parte do país é ocupada por desertos e savanas, além de possuir vastas áreas com solo pouco 
rico e um clima seco.
Assim como no caso da Nova Zelândia, no início do povoamento europeu, a Austrália transformou-se em uma colônia pe-
nal. A partir da segunda metade do século XIX, a imigração europeia se intensificou na região, motivada em primeira instância, 
pela descoberta de ouro em terras australianas.
Após a Segunda Guerra Mundial, os sucessivos governos passaram a estimular a imigração de trabalhadores estrangeiros 
qualificados, visando suprir a carência de mão de obra especializada devido à pequena população, o que ainda ocorre nos 
dias de hoje. Em 2014, o Departamento de imigração australiano divulgou formalmente quais eram as profissões em deman-
da no país. Com isso, o Estado australiano incentiva profissionais do mundo todo a se candidatarem à obtenção do visto de 
residência e, com isso, pode selecionar aqueles que possuem o perfil profissional desejado.
Clima e Agricultura
Apesar de o país contar com modernas técnicas de irrigação, que possibilitam o aumento da produtividade, a agricultura 
é responsável por menos de 5% do PIB local. A maior parte do território australiano é composta por zonas áridas. Por isso, 
a prática da agricultura acaba sendo limitada às regiões litorâneas do país, sobretudo no leste, onde as condições são mais 
propícias. Observe o mapa abaixo.
Zonas climáticas da Austrália
http://www.bom.gov.au/iwk/climate_zones/map_1.shtml.
CONHECIMENTOS
33
a solução para o seu concurso!
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Entre os principais produtos agrícolas cultivados na Aus-
trália, é possível destacar: algodão, trigo, cevada, cana-de-
-açúcar e frutas de clima temperado, como ameixa, pêssego, 
maçã, cereja, blueberry e uva.
A indústria de alimentos e bebidas também está entre as 
principais atividades econômicas na Austrália. Pode-se desta-
car a produção de vinho, uma vez que o país é o quarto maior 
exportador do mundo dessa bebida.
A produção de cana-de-açúcar se concentra no litoral nor-
deste do país, onde o clima tropical favorece o seu cultivo. 
Na região leste predomina a produção de algodão e mais ao 
sul a de trigo, respectivamente segundo e primeiro produtos 
agrícolas mais exportados pela Austrália em 2012.
Pecuária e Minérios
A Austrália possui o maior rebanho de ovelhas do mundo 
e é o maior produtor e exportador mundial de lã. É um grande 
criador de gado, tendo ocupado o segundo lugar na exporta-
ção mundial de carne bovina congelada em 2012, atrás ape-
nas do Brasil.
A Austrália possui importantes reservas de recursos mine-
rais, fazendo que sua extração e a indústria de transformação 
estejam muito presentes na economia local. Por isso, o país 
possui uma importante indústria de base. Os principais pro-
dutos exportados são recursos minerais em estado bruto ou 
transformados, como ferro, carvão, petróleo, zinco e manga-
nês. A Austrália também é o principal exportador mundial de 
sal. Além da transformação de minérios, a economia austra-
liana também apresenta uma importanteindústria química e 
de máquinas e equipamentos.
O setor industrial é responsável por um pouco menos de 
30% do PIB local e os principais polos concentram-se nas 
regiões metropolitanas das maiores cidades, como Sidney, 
Melbourne, Adelaide, Newcastle e Perth.
Contudo, a maior parte do PIB australiano, entre 60% e 
70%, provém do setor de serviços. Isso ocorre em função 
do grande número de turistas que o país recebe anualmen-
te, como também devido à diversidade e à modernidade dos 
serviços oferecidos em suas cidades, que envolvem os seto-
res de comércio, telecomunicações e gastronomia. Esta, por 
sinal, é favorecida pela abundância de recursos pesqueiros 
no extenso litoral do país e pela grande diversidade cultural 
que a imigração proporcionou, estimulando o surgimento de 
grandes polos gastronômicos em cidades como Melbourne e 
Sidney.
Também merece ser destacada a presença do setor finan-
ceiro no país. A Bolsa de Valores de Sidney é a principal da 
Oceania e está entre as mais importantes do mundo.
DA GEOPOLÍTICA: ORGANISMOS INTERNACIONAIS, TEN-
SÕES E CONFLITOS, POTÊNCIAS GLOBAIS, ACORDOS SU-
PRANACIONAIS, BLOCOS ECONÔMICOS, ENTRE OUTROS.
A geopolítica refere-se às relações territoriais e econômicas 
envolvendo os países no plano internacional. Dentro deste contexto 
vamos estudar os itens abaixo:
— O espaço como produto do ser humano
A geografia estuda o espaço geográfico, podemos dizer que 
espaço geográfico é o espaço natural modificado pelo trabalho 
do homem. Neste contexto percebemos que a sociedade interage 
com este espaço, desta forma o ser-humano modifica e constrói o 
espaço geográfico.
— Elementos que constituem o espaço geográfico
Paisagem: Em geografia a definição de paisagem é tudo que 
está ao alcance dos olhos seja algo natural ou construído.
Sociedade: são os seres humanos com suas interações que 
continuamente estamos modificando e construindo paisagens.
Em linhas gerais o espaço geográfico é produto da ação 
humana.
— Capitalismo
Capitalismo é um sistema econômico, isto é, determina 
como a sociedade se organiza (economicamente, socialmente e 
culturalmente). Surgiu entre os séculos XIV e XV como substituição 
do Feudalismo.
O capitalismo não é um sistema homogêneo, ele possui 
particularidades específicas de acordo com o contexto, mas existem 
princípios imutáveis, tais como:
– Propriedade privada dos meios de produção;
– Economia de mercado;
– Sociedade dividida em classes sociais;
– Objetivo do lucro.
Desenvolvimento e subdesenvolvimento
Temos no mundo os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos
Caraterísticas dos países desenvolvidos
– Elevado nível de desenvolvimento econômico;
– Baixo índice de analfabetismo;
– Boa qualidade de vida;
– Elevada renda per capita;
– Baixa mortalidade infantil;
– Elevada expectativa de vida.
Características dos países subdesenvolvidos
– Países pobres;
– Baixa expectativa de vida;
– Alta mortalidade infantil;
– Baixa renda per-capita;
– Elevado índice de analfabetismo;
– Forte dependência econômica.
CONHECIMENTOS
3434
a solução para o seu concurso!
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Economia do pós-guerra
A segunda guerra foi o maior conflito registrado na história do planeta e resultou em inúmeras mudanças estruturais nos países e 
consequentemente afetando várias áreas, sobretudo a econômica, como veremos a seguir:
Consequências da segunda guerra
– Enfraquecimento econômico da França e Reino Unido e outros países europeus;
– Redução do poder colonial de países europeus;
– Surgimento do mundo bipolar (capitalismo (EUA) e socialismo (URSS). (Guerra Fria);
– Surgimento de novos mercados consumidores.
Após a Segunda Guerra e com a queda do Muro de Berlim, ocorreu a expansão do capitalismo de forma global, segundo o quadro 
abaixo:
— O Brasil, a Nova Ordem Mundial, a Globalização, o Mercosul
A Nova Ordem Mundial é uma nova configuração geopolítica do mundo após a Guerra Fria. Dentro desse contexto o mundo foi divido 
em dois blocos conforme a figura abaixo:
— O comércio internacional
A globalização da economia ampliou a circulação mundial de diversos tipos de fluxos: mercadorias, capitais, informações e pessoas. O 
Fluxo do comércio internacional parte da China (líder no comércio) seguido de países como EUA, Inglaterra, Alemanha e França. A América 
Latina destaca-se pela exportação agropecuária, a Rússia abastece o mercado com gás natural, o Oriente Médio com petróleo e a África 
com riquezas minerais.
CONHECIMENTOS
35
a solução para o seu concurso!
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Neste cenário a tecnologia é um diferencial no aumento das 
exportações.
— O Mercosul 
O Mercosul é um bloco de integração regional político-jurídica, 
que surgiu no final da década de 80 visando a reaproximação 
dos países da América Latina no contexto de uma expansão 
mercadológica.
Inicialmente tínhamos os países fundadores que são: Brasil, 
Argentina, Paraguai e Uruguai. A Venezuela aderiu ao bloco em 
2012, mas encontra-se atualmente suspensa, por descumprimento 
de cláusulas de adesão.
Os demais países sul-americanos estão vinculados como 
Estados Associados. A Bolívia ainda está em processo de adesão. A 
Criação do MERCOSUL visou à ampliação dos mercados nacionais 
de cada país visando a aceleração do desenvolvimento econômico.
Objetivos do MERCOSUL
– Melhor aproveitamento dos recursos disponíveis;
– Preservação do meio ambiente;
– Melhora das interconexões;
– Regulação de políticas macroeconômicas.
— A economia mundial e do Brasil
Podemos dividir a economia do Brasil da seguinte forma:
– Ciclo do pau Brasil;
– Ciclo da cana de açúcar;
– Ciclo do Ouro;
– Ciclo do Café.
Principais atividades econômicas do Brasil atualmente
Região Sudeste
– Fábricas e conglomerados industriais (SP);
– Indústria petrolífera , centros comerciais e industriais (RJ);
– Recursos Minerais e centros industriais (MG).
Região Sul
– Criação de Suínos e aves;
– agricultura, uva e grãos;
– Complexos industriais (RS).
Região Nordeste
– Turismo;
– Centros comerciais;
– Produção de petróleo;
– Produção de sal marinho;
– Centros comerciais e industriais.
Região Centro-Oeste
– Pecuária
– Centros industriais e Agroindustriais (Anápolis, Aparecida de 
Goiânia, Gôiania)
Região Norte
– Polo Industrial (atividades como comercial, agropecuária);
– Atividades comercial, agropecuária e industriais.
Estatísticas da economia do Brasil
O PIB do Brasil em 2021, por exemplo, foi de R$ 8,7 trilhões. 
No último trimestre divulgado (1º trimestre de 2022), o valor foi 
de R$ 2249,2 bilhões. Veja uma tabela com o PIB das Unidades da 
Federação brasileiras. 
Unidades da Federação PIB em 2019 (1.000.000 R$ )
Acre 15.638
Alagoas 58.964
Amapá 17.497
Amazonas 188.181
Bahia 293.241
Ceará 163.575
Distrito Federal 273.614
Espírito Santo 137.346
Goiás 288.672
Maranhão 97.348
Mato Grosso 142.122
Mato Grosso do Sul 186.943
Minas Gerais 651.873
Paraná 466.377
Paraíba 67.986
Pará 178.377
Pernambuco 197.853
Piauí 52.781
Rio de Janeiro 779.928
Rio Grande do Norte 71.337
Rio Grande do Sul 482.464
Rondônia 47.991
Santa Catarina 323.264
Sergipe 44.689
São Paulo 2.348.338
Tocantins 39.356
O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla 
contagem. Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de 
trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os 
valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão. 
A economia mundial
Período Fases Característica
1450-1850 Primeira Expansionismo mercantilista
1850-1950 Segunda Industrial-imperialista-
colonialista
1950-1989 Terceira Descolonização –Guerra Fria – 
Reestruturação Produtiva
Pós 1989 Globalização Declínio do Estado-Nação-
Reestruturação do sistema 
Estatal
CONHECIMENTOS
3636
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Primeira Fase
A primeira fase do expansionismo mercantilista é a fase das 
grandes navegações e dos grandes impérios que comercializavam 
especiarias, grandes portos para fluxos internacionais e demais 
colonizações importantes.
Segunda Fase
A segunda fase se deu pela 1ª e 2ªrevoluções industriais, 
segundo as características dos quadros mostrados no quadro 
abaixo:
Quadro da 1ª Revolução Industrial
MATERIAL
Máquina de fiar, tear 
mecânico, máquina de vapor, 
ferrovia, descaroçador de 
algodão
ORGANIZACIONAL Produção fabril, trabalho assalariado
TRABALHO Semi-artesanal, qualificado, “poroso”, pesado, insalubre
VOLUME DE INVESTIMENTOS Baixo
RELAÇÃO INTEREMPRESAS Livre concorrência
ESCALA Local, nacional, interncional
DOUTRINA Liberalismo (Adam Smith, David Ricardo)
PRODUTIVIDADE Grande elevação
PRODUÇÃO Desencadeou ciclo de crescimento
CONSUMO Grande expansão
EMPREGO Forte expansão principalmente na indústria
REAÇÃO DOS 
TRABALHADORES
Perplexidade, quebra de 
máquinas, cooperativismo, 
primeiros sindicatos
Quadro da 2ª Revolução Industrial
MATERIAL
Eletricidade, aço, 
eletromecânica, motor 
a explosão, petróleo, 
petroquímica
ORGANIZACIONAL
Produção em série, linha 
de montagem, rigidez, 
especialização, separação 
gerência-execução
TRABALHO
Especializado, fragmentado, 
não-qualificado, intenso, 
rotineiro, insalubre, 
hierarquizado
VOLUME DE INVESTIMENTOS Alto
RELAÇÃO INTEREMPRESAS Monopólio, forte verticalização
ESCALA Nacional, internacional
DOUTRINA Liberalismo até 1930; Keynesianismo pós-1930
PRODUTIVIDADE Grande elevação
PRODUÇÃO Desencadeou ciclo de crescimento
CONSUMO Grande expansão 
EMPREGO Forte expansão principalmente na grande indústria
REAÇÃO DOS 
TRABALHADORES
Perplexidade, reforço dos 
sindicatos, conquistas sociais 
(salários, previdência, jornada 
de trabalho, contrato coletivo)
Terceira Fase
CARRO-CHEFE
Indústria automobilística e 
eletroeletrônica
MATERIAL
Informática, máquinas 
CNC- Controle Numérico 
Computadorizado, robôs, 
sistemas integrados, 
telecomunicações, novos 
materiais, biotecnologia
ORGANIZACIONAL
Produção flexível, ilha de 
produção, “just in time”, 
qualidade total, integração 
gerência-execução
TRABALHO
Polivalente, integrado, em 
equipe, intensíssimo, flexível, 
estressante, menos hierarquia
VOLUME DE 
INVESTIMENTOS
Altíssimo
RELAÇÃO INTEREMPRESAS
Monopólio, forte 
horizontalização (terceirização), 
formação de megablocos 
comerciais
ESCALA Internacional, global
DOUTRINA Neoliberalismo (Thatcher, Reagan)
PRODUTIVIDADE Grande navegação em ritmo vertiginoso
PRODUÇÃO Não desencadeou ciclo de crescimento 
CONSUMO Tendência à estagnação
EMPREGO
Forte retração principalmente 
na indústria, trabalho parcial, 
precário, informal
REAÇÃO DOS 
TRABALHADORES
(até o momento) Perplexidade, 
dessindicalização, fragmentação, 
tendência à “parceria” assumida 
ou conflitiva 
CONHECIMENTOS
37
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— O problema dívida externa
A origem da dívida externa vem da independência do Brasil, mas 
nos anos da ditadura que ela se elevou muito, depois dos governos 
FHC e LULA a dívida se estabilizou. A dívida externa contraída pelo 
Brasil corresponde a valores de credores internacionais.
Esses valores tomados emprestados são fruto de má gestão, 
na qual os impostos arrecadados não conseguiram suprir as 
despesas públicas. Desta forma o governo lança mão de credores 
internacionais
A dívida externa também é um indicador de confiança perante 
a comunidade internacional, sendo paga em dólar, o que fragiliza 
muito a economia visto a desvalorização da moeda local.
Vamos analisar a figura abaixo para ver alguns valores:
— Energia e transporte
A energia e transporte são fundamentais para o fluxo de 
informações diante da econômica moderna, as práticas humanas 
de modificaram e com a evolução do capitalismo.
Abaixo vamos listar características sobre a energia e transporte 
atualmente:
– Interdependência entre os sistemas de transporte;
– Globalização;
– A transformação do espaço geográfico;
– Evolução do capitalismo;
– Tecnologias, funções e formas aplicadas;
– Evoluções dos meios de energia.
Evolução dos transportes, segundo a lista abaixo:
– Transportes marítimos
– Invensão da máquina a vapor
– Desenvolvimento rodoviário e transporte aéreo.
Hoje temos uma divisão internacional do trabalho, pois termos 
meios de transportes eficazes e rápidos. Outro item importante é 
a tecnologia da informação agilizando a comunicação através de 
e-mails, mensagens, reuniões agilizando os processos de forma 
geral.
— A agropecuária
A economia globalizada fez com que o fluxo de exportações 
atingisse um âmbito mundial. Os bens e serviços de forma geral 
transitam entre os países de forma facilitada. Este cenário também 
atinge a agropecuária que atua em diversos países do globo.
Os efeitos da globalização atingiram indústrias fazendo com que 
os grandes exportadores mecanizarem seu agronegócio atingindo 
assim um grande fluxo de exportações.
A América Latina destaca-se no cenário internacional no 
segmento do agronegócio. A tecnologia é uma grande diferencial 
do agronegócio, mecanizando e informando o segmento.
— O comércio
O comércio é essencialmente troca, troca econômica, compra e 
venda de bens, serviços e/ou valores por outros bens, serviços e/ou 
valores, intermediada hoje em dia, em sua quase totalidade, pela 
moeda ou documento que a represente.
Atualmente o comércio também é atingido pelo processo de 
globalização onde os a maioria dos produtos advém da China e a 
minoria de outros países.
A dispersão espacial da indústria fez com que os produtos 
sejam produzidos em lugares mais econômicos fazendo com que o 
comerciante adquira produtos mais baratos podendo assim praticar 
preços mais variados e menores.
O início do comércio no BRASIL se deu com as grandes 
navegações onde se vendiam e levavam matérias primas para 
Inglaterra, França e Portugal.
— A Indústria
Com o fenômeno da globalização as empresas expandiram 
seus mercados, atuando, portanto, em diversos países, expandindo 
seus mercados consumidores além do seu país origem.
Países como China, México entre outros receberam indústrias 
com incentivos fiscais e mão de obra barata, além de estarem perto 
das matérias primas. Devido a este processo o preço final de seus 
produtos caiu daí então temos as indústrias transacionais.
Por exemplo: Um veículo no Brasil é fruto de várias peças 
produzidas em outros países. Este veículo é montado e vendido no 
Brasil.
— Os serviços
Serviço é uma atividade humana e nesse conjunto temos 
os serviços básicos e os serviços especializados. Em um mundo 
globalizado os serviços estão cada vez mais estão especializados, 
pois temos tecnologias diversas na sociedade, além dos serviços 
básicos e essenciais.
Tipos de serviço
– Públicos;
– Profissionais Liberais;
– Produção tecnológica.
— As relações de trabalho
As relações de trabalho foram se modificando ao longo da 
história devido a fatores sociológicos, econômicos, etc.
Sendo assim vamos avaliar em linhas gerais as relações de 
trabalho no decorrer da história:
CONHECIMENTOS
3838
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1ª Revolução 
Industrial
- Máquina de fiar
- Tear mecânico
- Máquina a vapor
- Ferrovia
- Descaroçador de algodão
- Produção Fabril
- Trabalho assalariado
2ª Revolução 
Industrial
- Eletricidade, aço, eletromecânica, motor a 
explosão, petróleo, petroquímica
- Produção em série
- Linha de Montagem
- Rigidez
- Especialização
- Separação Gerencia-execução-in
- Especialização
- Fragmentação
- Trabalho não qualificado
- Trabalho intenso, rotineiro e insalubre
- Trabalho hierarquizado
3ª Revolução 
Industrial
- Industria automobilista e eletrônica
- Informática, máquinas CNC, computador, 
robôs, -Sistemas integrados, telecomunicações
- Biotecnologia
- Produção Flexível
- Just in time
- Qualidade total
- Integração gerencia-execução
- Trabalho polivalente, integrado
- Trabalho em equipe, intense
- Trabalho estressante, flexível
- Menos Hierarquia
— As desigualdades sociais e a explora humana. (*)
A desigualdade social é um aspecto presente em todas as 
sociedades é também conhecida como desigualdade econômica. 
Ao longo da história de acordo com o contexto da sociedadeda 
época, surgiram as diversas classes.
As classes sociais
As classes sociais demonstram a desigualdade da sociedade, 
essas desigualdades estabelecem privilégios, vantagens e 
desvantagens.
Podemos resumir as classes sociais em:
- Alta
- Baixa
- Média
Vamos ver no quadro abaixo três momentos da história, que se 
estabelece classes sociais com suas desigualdades:
1ª Revolução Industrial
– Criação de máquinas
– Criação de Ferrovias
– Trabalhadores
2ª Revolução Industrial
– Advento da eletricidade, 
petróleo e motor.
– Produção em série
– Trabalhadores
– Trabalho com hierarquia.
– Separação entre a gerência 
e a execução
3ª Revolução Industrial
– Indústria automobilista e 
eletrônica
– Informática, máquinas 
CNC, computador, robôs.
– Sistemas integrados, 
telecomunicações.
– Trabalhadores, 
empresários, etc..
— A revolução técnico-científica 
A revolução técnico-cientifica está vinculada ao 
desenvolvimento da informática, biotecnologia, robótica, 
telecomunicações, genética, cibernética, etc.
– Século XVI Copérnico, disse que a terra se move ao redor do 
sol;
– Século XVII mecânica de Newton, que deu explicações 
perfeitas para fenômenos físicos comuns;
– Século XVIII Invenção de máquinas e máquinas a vapor, que 
trouxe a vida mecanizada;
– Século XIV A teoria da evolução, que apresentou uma 
explicação da origem humana Invenção de geradores e motores 
elétricos, que levou à eletrificação da sociedade humana;
– Século XX Nascimento da teoria da relatividade e da teoria 
quântica, que nos deu as novas ideias sobre o mundo;
– Século XXI Regeneração Humana: quatro formas de seres 
humanos Viagem Espacial.
DA GLOBALIZAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NA ECONOMIA, SO-
CIEDADE, CULTURA, POLÍTICA E NO MEIO AMBIENTE.
 
— O que é Globalização
Globalização é o fenômeno de integração do espaço geográfico 
através dos avanços tecnológicos inseridos nos meios de comunica-
ção, economia e transporte que, após a Terceira Revolução Indus-
trial, se modernizaram rapidamente, promovendo uma aceleração 
nos processos de transporte de mercadorias, pessoas, informações 
e capitais entre os países do mundo todo. 
No entanto, esse processo ocorre em diferentes escalas e tem 
consequências distintas em diferentes países, sendo os países ricos 
os principais beneficiários da globalização porque estão ampliando 
seus mercados de consumo por meio de suas corporações transna-
cionais.
— Tipos de globalização
• Globalização Econômica: processo de integração da econo-
mia, num contexto de capitalismo financeiro. Sua principal carac-
terística é a presença de muitas empresas multinacionais por todo 
o planeta e a padronização dos meios de produção. Os países de-
senvolvidos levam filiais de grandes empresas em países subdesen-
volvidos, o que além de manter as matrizes nos países de primei-
CONHECIMENTOS
39
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ro mundo, expande o mercado consumidor dos países de terceiro 
mundo. 
• Globalização Cultural: A globalização permitiu conexões rá-
pidas entre diferentes partes do planeta, mesmo as mais distintas. 
De certa forma, também interveio e potencializou a proliferação de 
tradições e tendências cotidianas em diferentes lugares. Nisso, cul-
turas do mundo todo se mesclam entre si, compartilhando aspectos 
como a culinária, vestimenta, música e até crenças religiosas e valo-
res morais. Um exemplo é a influência da cultura norte-americana 
nas músicas atuais do pop brasileiro. 
— Cultura mundial
Por conta da globalização, os sistemas de comunicação, trans-
porte e informação se ampliaram e ficaram cada vez mais rápidos. 
A internet, o maior meio de comunicação que temos hoje em dia, 
permite que informações sejam passadas de um lado do planeta a 
outro de forma instantânea. Isso facilitou a transmissão de valores 
culturais, de forma que diferentes culturas interagem entre si. Mui-
tos dizem que a globalização pode causar uma hegemonização de 
culturas, padronizando o modo de vida e as ações dos indivíduos a 
partir de uma referência dominante, tornando o sistema subjugado 
dos valores locais e tradicionais. 
A velha e a nova divisão do trabalho
A velha divisão do trabalho pode ser dividida em 2 fases, con-
forme o quadro abaixo:
Capitalismo Comercial (Séculos XV XVI)
Colônias Metrópoles
Extração de produtos 
primários, trabalho escravo e 
especiarias
Produção e exportação de 
produtos manufaturados
Capitalismo Industrial (Séculos XVII, XVIII e IX)
Colônias e ou países 
subdesenvolvidos
Metrópoles e ou países 
desenvolvidos
Fornecimento de matérias 
primas e produtos primários 
(agrícolas e minerais)
Transformação da matéria 
prima em produtos 
industrializados
A nova divisão do trabalho
A nova divisão do trabalho é resumida em 2 fases, segundo o 
quadro abaixo:
Capitalismo financeiro (Século XX em diante)
Países subdesenvolvidos Países desenvolvidos
Produtos industrializados e 
matérias primas 
Produtos Industrializados, alta 
tecnologia e investimento
Revolução Técnico-Científica-Informacional
Países emergentes Países desenvolvidos
Grandes exportados de recursos 
naturais e matérias primas, 
altamente consumidores 
de Internet, grandes 
multinacionais, etc...
Atuantes na globalização 
mundial
Alta tecnologia Informacional
Formação dos grandes mercados mundiais
O cenário atual globalizado, no qual a tecnologia é aplicada 
intensamente, e a evolução no sistema financeiro fortaleceram a 
divisão internacional do trabalho.
Desta forma surgiram vários mercados mundiais espalhados 
pelo mundo, onde existem consumidores diversos. Também temos 
as multinacionais dominantes da tecnologia, com diversos centros 
de produção espalhados pelo Mundo.
Globalização e seus problemas
Apesar da globalização, oferecer inúmeras vantagens como as 
tecnologias que aproximam as pessoas, o acesso a mercadorias, o 
acesso à informação, o acesso a diversas tecnologias, o aumento da 
produção, gera vários problemas, conforme abaixo:
— Desigualdade social;
— Perda da Identidade Cultural (Influência Internacional);
— Concentração de riqueza nos países ricos;
— Instabilidade financeira mundial;
— Problemas com o meio ambiente.
Inúmeras vantagens vieram principalmente com o advento da 
Internet, mas em contrapartida essa voracidade das informações 
e esse dinamismo temporal imposto trouxeram vários problemas 
para o mundo.
DAS DESIGUALDADES NOS TERRITÓRIOS: ASPECTOS SO-
CIAIS, POLÍTICOS, ECONÔMICOS, CULTURAIS E AMBIEN-
TAIS, INCLUINDO OS PROCESSOS DE SEGREGAÇÃO E EX-
CLUSÃO, OS MOVIMENTOS URBANOS E AS POLÍTICAS 
PÚBLICAS
.
A geografia das desigualdades nos territórios abrange uma sé-
rie de aspectos sociais, tais como: políticos, econômicos, culturais 
e ambientais. Essas, influenciam a distribuição desigual de recur-
sos, oportunidades e poder entre as diferentes áreas geográficas. 
São essas desigualdades, o resultado de processos complexos que 
envolvem segregação e exclusão, movimentos urbanos e políticas 
públicas.
Desigualdades sociais 
Elas se manifestam de diversas maneiras nos territórios. Essa 
distribuição desigual de renda, de acesso a serviços básicos, como: 
a saúde, a educação, e as oportunidades de trabalho, por exemplo, 
são desigualdades sociais que podem ser observadas em diferentes 
regiões do país e do mundo. Além disso, fatores como: etnia, gênero 
e idade também influenciam as disparidades sociais nos territórios.
Contexto político
As desigualdades podem estar relacionadas também, ao aces-
so diferenciado aos processos de tomada de decisão e participação 
CONHECIMENTOS
4040
a solução para o seu concurso!
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política. Alguns grupos sociais podem ser marginalizados ou exclu-
ídos dos espaços de poder, o que ampliará as desigualdades políti-
cas. A falta de influência e representatividade desses grupos pode 
agravar as disparidades sociais e econômicas existentes.
Desigualdades econômicas 
São visíveis nos territórios através da concentração de recur-
sos, investimentos e atividades econômicas em determinadas áre-
as, enquantoem outras regiões, se enfrenta carências e a falta de 
oportunidades econômicas. Exemplos de desigualdades econômi-
cas que podem ocorrer entre diferentes territórios: a falta de infra-
estrutura, a escassez de empregos e a precariedade das condições 
de trabalho.
Desigualdades culturais 
Elas estão relacionadas à diversidade cultural e à valorização 
das diferentes manifestações culturais em um determinado terri-
tório. Certos grupos, como: étnicos, religiosos ou linguísticos, por 
exemplo, podem enfrentar: discriminação, estigmatização e a ex-
clusão, resultando nessas desigualdades culturais. A promoção da 
diversidade cultural e do respeito às identidades étnicas e culturais 
é fundamental para combater esse tipo de desigualdade.
Desigualdades ambientais 
Elas são observadas em determinados territórios através da 
distribuição desigual de recursos naturais, dos impactos ambientais 
negativos concentrados em determinadas áreas e da falta de acesso 
a serviços ambientais de qualidade. Comunidades vulneráveis po-
dem estar mais expostas a riscos ambientais, como: a poluição, os 
desastres naturais e a falta de acesso à água potável, acentuando 
assim, as desigualdades socioambientais.
Processos de segregação e exclusão
São esses processos que desempenham um papel importante 
nas desigualdades nos territórios. A segregação espacial, por exem-
plo, ocorre quando grupos sociais são separados geograficamente, 
resultando na formação de áreas de exclusão e guetos. Essa segre-
gação então, pode estar relacionada a fatores socioeconômicos, 
étnicos ou culturais. A exclusão social, por sua vez, envolverá a ne-
gação de direitos e oportunidades a certos grupos sociais, intensifi-
cando assim, as desigualdades.
Movimentos urbanos 
São expressões da luta por direitos e por melhores condições 
de vida nas cidades. Movimentos como: as ocupações de terra, as 
reivindicações por moradia digna e os protestos por políticas públi-
cas mais inclusivas buscam assim, enfrentar as desigualdades urba-
nas e promover a justiça social nos territórios.
Políticas públicas 
Elas desempenham um papel essencial na redução das desi-
gualdades nos territórios. Por meio de ações governamentais, por 
exemplo, será possível promover a equidade, garantir o acesso 
igualitário a serviços básicos, como: saúde e educação, fomentar o 
desenvolvimento econômico em áreas desfavorecidas e promover 
a inclusão social. Entretanto, é importante que essas políticas sejam 
abrangentes, efetivas e voltadas para a superação das desigualda-
des estruturais presentes nos territórios.
Em suma, todas desigualdades nos territórios abrangem aspec-
tos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais. A aten-
ção e compreensão dessas desigualdades é essencial para o pla-
nejamento e a implementação de políticas públicas mais justas e 
inclusivas, visando sempre à promoção da equidade e o combate às 
disparidades entre os diferentes territórios.
DAS REDES DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTES: RELA-
ÇÕES COM OS FLUXOS MATERIAIS (OBJETOS, MERCADO-
RIAS, PESSOAS) E IMATERIAIS (DADOS, INFORMAÇÃO, CO-
MUNICAÇÃO) EM DIFERENTES ESCALAS GEOGRÁFICAS
 
As redes de comunicação e transportes desempenham um 
papel essenciais nas relações de fluxos materiais e imateriais em 
diferentes escalas geográficas. São essas redes as responsáveis por: 
a conexão das pessoas, as mercadorias, os objetos, os dados e infor-
mações, permitindo assim, a circulação e intercâmbio de recursos 
e conhecimentos.
Redes de transporte 
Primeiramente, são as responsáveis por viabilizar a movimen-
tação de mercadorias, das pessoas e dos objetos físicos. Elas podem 
ser compostas por diferentes modais, tais como: o rodoviário, o fer-
roviário, o aéreo, o marítimo e o fluvial. Essas redes conectam as re-
giões, os países e os continentes, possibilitando assim, o comércio, 
a indústria e a circulação de bens de consumo. A infraestrutura de 
transporte, tais como: as estradas, as ferrovias, os portos e os ae-
roportos, desempenham, portanto, um papel crucial na eficiência e 
na integração das redes.
Redes de comunicação 
São responsáveis pelo fluxo de dados, das informações e da 
comunicação em escala global. A evolução tecnológica e a dissemi-
nação da internet têm sido fatores cruciais nesse processo. A conec-
tividade digital e as redes de fibra óptica permitem a transmissão 
instantânea de informações, possibilitando assim, a comunicação 
em tempo real entre diferentes partes do mundo. As redes sociais, 
os aplicativos de mensagens e os serviços de streaming são exem-
plos de como as redes de comunicação transformaram as relações 
sociais e a forma como as pessoas acessam essas informações e se 
comunicam.
Essas duas redes: de comunicação e de transportes, estão in-
terligadas e mutualmente se influenciam. Por exemplo: a disponi-
bilidade de infraestrutura de transporte eficiente e acessível é es-
sencial para a expansão das redes de comunicação, uma vez que os 
cabos de fibra óptica e os equipamentos de transmissão de dados 
precisam ser instalados e mantidos. Dessa mesma forma: a comuni-
cação instantânea e o acesso a informações em tempo real facilitam 
o planejamento logístico, a coordenação de cadeias de suprimentos 
e a otimização dos fluxos materiais.
Essas suas redes não estão limitadas às escalas globais, mas 
também são importantes em escalas regionais e locais, por assim 
dizer. Em nível regional, as redes de transporte interligam cidades, 
regiões metropolitanas e áreas industriais, promovendo assim, a in-
tegração econômica e social. Em nível local, as redes de transporte 
público são fundamentais para o deslocamento diário das pessoas 
dentro das cidades, reduzindo assim, a dependência de veículos 
CONHECIMENTOS
41
a solução para o seu concurso!
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particulares, podendo contribuir para a sustentabilidade urbana.
Entretanto, é importante ressaltar que as redes de comuni-
cação e transportes nem sempre são igualmente distribuídas. Em 
diversos casos, existem disparidades entre regiões e países, com 
áreas mais remotas ou economicamente desfavorecidas, que en-
frentam dificuldades de acesso e de conectividade. Isso poderá 
agravar as desigualdades sociais e econômicas, limitando o acesso 
a oportunidades e recursos.
Em suma, são as redes de comunicação e transportes as res-
ponsáveis por conectar e integrar territórios em diferentes escalas 
geográficas. Elas, portanto, viabilizam os fluxos materiais e imate-
riais, facilitando assim, o comércio, a circulação de pessoas, a trans-
missão de dados e a comunicação global. Entretanto, é necessário 
garantir a equidade e a acessibilidade dessas redes para promoção 
do desenvolvimento mais justo e sustentável.
 
DA INDUSTRIALIZAÇÃO: TRANSFORMAÇÕES ESPACIAIS, 
SOCIAIS, ECONÔMICAS, POLÍTICAS, CULTURAIS E AM-
BIENTAIS, INCLUINDO A PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE 
PRODUTOS, RELAÇÕES DE TRABALHO, A ATUAÇÃO DE 
CORPORAÇÕES E O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TEC-
NOLÓGICO, EM DIFERENTES ESCALAS GEOGRÁFICAS.
A industrialização é um processo que envolve transformações 
como: as espaciais, as sociais, as econômicas, as políticas, as cul-
turais e as ambientais, com impactos significativos em diferentes 
escalas geográficas. As revoluções econômicas e sociais estão rela-
cionadas à produção em larga escala, à organização do trabalho, ao 
desenvolvimento científico e tecnológico, à circulação de produtos 
e ao papel das corporações.
Industrialização espacial
Implica em mudanças, pois envolverá a concentração de ati-
vidades industriais em determinados locais. A formação de polos 
industriais, por exemplo, como regiões metropolitanas e zonas in-
dustriais, é bem comum nesse processo. Essas áreas são caracte-
rizadas pela presença de: fábricas, infraestrutura de transporte e 
logística, e concentram a mão de obra qualificada. A industrializa-
ção também pode gerar o crescimento urbano desordenado, com 
impactos na expansão das cidades e no surgimento de problemas 
socioambientais.
Industrialização social
Tem impactos maisprofundos nas relações de trabalho. Com a 
mecanização e a introdução de tecnologias, por exemplo, ocorre a 
substituição de mão de obra humana por máquinas, podendo gerar 
desemprego e transformação das formas de trabalho. O trabalho 
nas indústrias comumente é organizado em turnos e em linhas de 
produção, o que requer especialização e disciplina. Além disso, a 
industrialização pode gerar desigualdades socioeconômicas, com 
disparidades salariais e condições precárias de trabalho em alguns 
setores.
Industrialização econômica
Impulsiona o crescimento econômico e a geração de riquezas. 
A produção em massa e a melhoria da eficiência produtiva aumen-
tam, portanto, a oferta de bens e serviços, impulsionando o con-
sumo e o comércio. A industrialização está associada também ao 
desenvolvimento de setores auxiliares, como o de transporte e o 
de serviços, que são essenciais para a circulação e distribuição dos 
produtos.
Industrialização política
Nesse campo político, a industrialização está muitas vezes as-
sociada ao papel das corporações e ao seu poder econômico, poder 
esse que elas exercem. Essas grandes empresas e conglomerados 
industriais podem influenciar políticas públicas e ter uma atuação 
significativa em tomada de decisões. Essas corporações afetam po-
tencialmente as dinâmicas sociais, econômicas e ambientais, tanto 
em escala local como global.
Industrialização cultural
A industrialização promove também transformações culturais, 
haja vista que novos hábitos, valores e modos de vida podem então, 
surgir em decorrência do processo industrial. Mudanças na forma 
de consumo, nas relações de trabalho e nas aspirações individuais 
são algumas das muitas manifestações culturais associadas à indus-
trialização.
Industrialização ambiental
No meio ambiente, a industrialização pode ter impactos ne-
gativos, como a degradação ambiental e a emissão de poluentes. 
Com o aumento da produção industrial gera-se maior demanda por 
recursos naturais, energia e água, podendo causar esgotamento 
de recursos naturais e também problemas ambientais, como por 
exemplo: poluição do ar, da água e do solo. Entretanto, a industria-
lização por sua vez, também pode impulsionar o desenvolvimento 
de tecnologias e práticas cada vez mais sustentáveis, visando a re-
dução dos impactos ambientais e também, a busca por alternativas 
mais limpas e eficientes.
Em resumo, a industrialização é todo um processo com sua 
complexidade, que afeta diversos aspectos da sociedade e do 
ambiente. As suas transformações espaciais, sociais, econômicas, 
políticas, culturais e ambientais ocorrem em diferentes escalas ge-
ográficas, moldando assim, territórios e trazendo desafios e oportu-
nidades para as comunidades e para o desenvolvimento sustentável 
também.
Ela é um processo fundamental na história da humanidade, 
trouxe consigo profundas transformações na produção e circulação 
de produtos, nas relações de trabalho, na atuação de corporações e 
também no desenvolvimento científico e tecnológico em diferentes 
escalas geográficas.
Produção e circulação de produtos 
São elementos centrais da industrialização. Surgindo as fábricas 
e o avanço das técnicas de produção em massa, houve um aumen-
to significativo na capacidade de produção de bens de consumo. A 
adição de máquinas e tecnologias nas linhas de produção permitiu 
uma maior eficiência e rapidez na fabricação desses produtos, re-
sultando em um aumento na oferta e diversidade de mercadorias.
CONHECIMENTOS
4242
a solução para o seu concurso!
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Relações de trabalho 
Essas relações também passaram por transformações signifi-
cativas com a industrialização. O trabalho artesanal e agrícola, por 
exemplo, foi substituído pela organização fabril, caracterizada pelo 
trabalho assalariado e pela divisão das tarefas. Os trabalhadores 
passaram a desempenhar funções cada vez mais específicas em um 
processo produtivo em constante aceleração, exigindo assim, dis-
ciplina e especialização. Surgiram então as condições de trabalho 
adversas, como longas jornadas e baixos salários, levando assim à 
luta por melhores condições e direitos trabalhistas.
A atuação das corporações
Nesse contexto, as corporações tiveram seu papel de destaque. 
As grandes empresas e conglomerados industriais surgiram, assu-
mindo uma posição de poder econômico e influência política. As 
corporações exercem, portanto, um impacto significativo na eco-
nomia global, controlando as cadeias produtivas, estabelecendo es-
tratégias de mercado e buscando a ampliação de sua presença em 
diferentes regiões do mundo. Essa atuação, em escala global diver-
sas vezes gera desafios relacionados à desigualdade, concentração 
de poder e seus impactos ambientais.
Desenvolvimento científico e tecnológico 
São características marcantes da industrialização. Através dos 
avanços científicos e tecnológicos impulsionaram-se a eficiência 
produtiva, permitindo o desenvolvimento de novas tecnologias, de 
processos e de produtos. E essa inovação tecnológica contribuiu, 
portanto, para a automação dos processos de produção, a melhoria 
da qualidade dos produtos e a redução dos custos. Assim também, 
o desenvolvimento científico e tecnológico teve um impacto direto 
na diversificação da economia, na criação de empregos qualificados 
e na competitividade dos países em um mundo globalizado.
Diferentes escalas geográficas
Nesse contexto, a industrialização assume características es-
pecíficas, em nível global, onde existe uma interdependência eco-
nômica entre os países, com fluxos de comércio e investimentos 
que conectam diferentes regiões. Aqui, a industrialização tem sido 
um fator importante para urbanização, levando ao surgimento de 
grandes cidades e regiões metropolitanas como centros industriais. 
Quando em escalas nacionais, a industrialização pode levar à con-
centração de atividades industriais em determinadas regiões, en-
quanto as outras áreas podem ficar em desvantagem econômica. 
Em escalas locais, a industrialização pode, portanto, gerar impactos 
ambientais, sociais e culturais específicos, afetando diretamente as 
comunidades locais.
Em resumo, a industrialização é um processo multifacetado 
que envolverá a produção e circulação de produtos, suas relações 
de trabalho, sua atuação de corporações e o seu desenvolvimento 
científico e tecnológico. Seus efeitos, portanto, são sentidos em di-
ferentes escalas geográficas, moldando territórios e trazendo desa-
fios e oportunidades para as sociedades contemporâneas.
DA GEOGRAFIA AGRÁRIA: AS TRANSFORMAÇÕES ESPA-
CIAIS NO CAMPO, O USO DOS RECURSOS NATURAIS, AS 
ATIVIDADES ECONÔMICAS, AS RELAÇÕES DE TRABALHO, 
AS INFLUÊNCIAS DO AGRONEGÓCIO – INCLUINDO A PRO-
DUÇÃO DE ALIMENTOS, OS FLUXOS DAS COMMODITIES E 
AS RELAÇÕES COM AS PROBLEMÁTICAS SOCIOAMBIEN-
TAIS (DESMATAMENTO, USO DE AGROTÓXICOS, QUEI-
MADAS, ESCASSEZ HÍDRICA, DEGRADAÇÃO DO SOLO 
ETC) –, EM DIFERENTES LUGARES
Geografia Agrária é um ramo que se dedica ao estudo das 
transformações espaciais no campo, do uso dos recursos naturais, 
das suas atividades econômicas, das suas relações de trabalho e das 
suas influências do agronegócio. Esse campo de estudo aborda: à 
distribuição de terras, à organização dos espaços rurais, as dinâmi-
cas relacionadas à produção agrícola e aos impactos socioambien-
tais das práticas agrárias.
Transformações espaciais 
São resultado de processos históricos, tecnológicos, políticos 
e econômicos juntos. A agricultura passando por uma série de mu-
danças ao longo do tempo, desde os antigos sistemas de subsistên-
cia até a agricultura moderna baseada em tecnologias avançadas, 
onde fora levada à especialização das áreas rurais, ao surgimento 
de grandes propriedades e à concentração fundiária, o resultado 
disso, são diferentes modelos de uso da terra.
Uso dos recursos naturais 
Esse uso, é uma preocupação central na Geografia Agrária. 
Toda a utilização de técnicas agrícolas intensivas, como o uso de 
agrotóxicos e de fertilizantes químicos, pode ter impactossignifi-
cativos no meio ambiente, como a contaminação de solos e águas. 
Ademais, o desmatamento e a degradação de áreas naturais para a 
expansão agrícola são questões cada vez mais relevantes, especial-
mente em regiões de florestas tropicais.
Atividades econômicas 
As atividades econômicas relacionadas à agricultura são muitas 
e podem variar de acordo com as características de cada região. O 
cultivo dos alimentos, a produção de commodities agrícolas (como 
as de soja, do milho, do trigo e do algodão), a pecuária e a produção 
de biocombustíveis são, portanto, exemplos de atividades agrárias 
que desempenham um papel considerável na economia global.
As relações de trabalho 
No campo também, essas relações são objeto de estudo da Ge-
ografia Agrária. O trabalho agrícola pode abranger desde agriculto-
res familiares que realizam atividades de subsistência até trabalha-
dores assalariados em grandes propriedades rurais. Essas questões 
como: jornada de trabalho, condições laborais e informalidade no 
emprego, são os temas de interesse nesse campo de estudo.
O agronegócio
Representa a integração das atividades agrícolas com os seto-
res industriais, comerciais e de serviços, exercendo grande influên-
cia na Geografia Agrária. Ele está relacionado à produção em larga 
escala, também ao uso intensivo de tecnologia, à exportação de 
produtos agrícolas e à concentração de poder econômico nas mãos 
CONHECIMENTOS
43
a solução para o seu concurso!
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de grandes empresas. Esse modelo tem impactos significativos em 
toda a organização espacial do campo, em suas relações de traba-
lho e na distribuição de renda.
Em suma, a Geografia Agrária analisará as transformações es-
paciais no campo, o uso dos recursos naturais, as atividades econô-
micas, as relações de trabalho e suas influências no agronegócio. 
Entender essas dinâmicas é crucial para analisar criticamente e bus-
car alternativas sustentáveis para o desenvolvimento agrícola.
A produção de alimentos 
É uma atividade fundamental para o suprimento das necessi-
dades alimentares da população mundial. Entretanto, esse proces-
so está intimamente ligado a uma série de desafios socioambientais 
em diversos lugares diferentes. A produção em larga escala, a ex-
pansão agrícola, os fluxos das commodities e as práticas agrícolas 
inadequadas têm impactos significativos no meio ambiente e na 
sociedade.
Fluxos das commodities agrícolas
Como os da soja, do milho, do trigo, do algodão e do açúcar, 
ocorrem em escala global. Essas mercadorias, portanto, são produ-
zidas em diferentes regiões do mundo, diversas vezes distantes dos 
locais de consumo. O transporte dessas commodities envolve uma 
complexa rede de infraestruturas, como: portos, estradas e ferro-
vias, que conectam as áreas produtoras aos centros consumidores. 
Esses fluxos geram tantos benefícios econômicos, quanto desafios 
socioambientais.
Entretanto, esses fluxos também estão interligados a proble-
máticas socioambientais graves. O desmatamento, por exemplo, é 
uma das principais questões ambientais relacionadas à produção 
de alimentos. Em diversos lugares, a expansão agrícola ocorre às 
custas de áreas florestais, causando assim, perda de biodiversidade, 
alterações climáticas e destruição de ecossistemas mais frágeis.
Uso de agrotóxicos
Essa é uma prática interna comum na agricultura intensiva, ob-
jetivando aumentar a produtividade e combater pragas e doenças. 
Entretanto, o uso indiscriminado dessas substâncias pode, portan-
to, contaminar solos, águas e alimentos, representando riscos para 
a saúde humana e também para o meio ambiente.
As queimadas
São uma problemática associada à produção de alimentos, 
especialmente nas regiões de agricultura de corte e queima. Essa 
prática contribui, infelizmente, para a emissão de gases de efeito 
estufa, além de provocar danos à saúde das comunidades locais e 
à qualidade do ar.
A escassez hídrica 
É outra problemática socioambiental relacionada à produção 
de alimentos. O uso excessivo de água na irrigação, combinado 
com a falta de manejo adequado dos recursos hídricos, pode levar 
à degradação dos ecossistemas aquáticos e à redução da disponi-
bilidade de água para outros usos, como abastecimento humano e 
preservação dos rios.
Degradação do solo 
Esse tema também se torna uma consequência da produção de 
alimentos em larga escala. As práticas agrícolas inadequadas, como 
o uso intensivo de máquinas pesadas, bem como o manejo incor-
reto do solo, podem sim resultar na compactação, erosão e perda 
de nutrientes, comprometendo assim, a capacidade produtiva das 
terras e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.
Perante essas problemáticas, é essencial e imperativo, se ado-
tar abordagens sustentáveis na produção de alimentos, que levem 
assim em consideração a preservação do meio ambiente, bem 
como a saúde das comunidades rurais e urbanas e a garantia da 
segurança alimentar. Adotar técnicas agroecológicas, para o incen-
tivo à produção local, bem como o manejo adequado dos recursos 
naturais são medidas importantes e fundamentais para mitigar os 
impactos negativos da produção de alimentos e promover um de-
senvolvimento ainda mais sustentável
DAS PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS E SUSTENTÁVEIS REALI-
ZADAS POR DIFERENTES SOCIEDADES E GRUPOS, EM DIFE-
RENTES LUGARES.
Essas práticas têm se mostrado cada vez mais relevantes em di-
ferentes grupos e sociedades, ao redor do mundo. São essas abor-
dagens que valorizam a interação equilibrada entre os sistemas agrí-
colas, bem como os recursos naturais e a comunidade, promovendo 
a produção de alimentos mais saudáveis, bem como a conservação 
do meio ambiente e a justiça social. Em diversos locais, diferentes 
práticas agroecológicas vêm sendo aprimoradas, implementadas e 
adaptadas para enfrentar os desafios específicos de cada região.
Em diversos países e principalmente em comunidades rurais e 
indígenas, são adotadas práticas ancestrais de agricultura sustentá-
vel. São essas práticas que incorporam conhecimentos tradicionais 
sobre o manejo dos solos, a diversidade de cultivos, o controle na-
tural de pragas e doenças, bem como o respeito aos ciclos naturais. 
Essas abordagens estão intrínsecas e cada vez mais enraizadas nas 
tradições culturais e na conexão com a natureza, preservando as-
sim, a biodiversidade e a fertilidade dos solos ao longo do tempo.
Ademais, há iniciativas e movimentos que promovem a agroe-
cologia já em âmbito global. Por exemplo: a agricultura urbana, que 
surge como uma alternativa viável para a produção de alimentos 
em áreas urbanas densamente povoadas. São essas práticas que 
buscam a utilização dos espaços limitados, como: telhados, terraços 
e terrenos baldios, para cultivar alimentos de forma sustentável, re-
duzindo assim, a dependência de longas cadeias de suprimentos, 
bem como promovendo a segurança alimentar local.
Nos países em desenvolvimento, os projetos de agricultura fa-
miliar sustentável têm ganhado cada vez mais destaque. Essas ini-
ciativas objetivam fortalecer as comunidades rurais, promovendo 
assim, o acesso a recursos e conhecimentos, incentivando a diversi-
ficação de cultivos, a conservação de sementes crioulas, bem como 
a utilização de técnicas de manejo agroecológico. São essas práticas 
que contribuem para a segurança alimentar, a geração de renda e 
a resiliência dos agricultores frente às mudanças climáticas, bem 
como às pressões econômicas.
Ademais, a certificação dos produtos orgânicos e de sistemas 
agroflorestais também tem impulsionado práticas mais sustentá-
veis. São essas certificações que garantem que os produtos agríco-
las sejam produzidos de forma ambientalmente responsável, sem o 
CONHECIMENTOS
4444
a solução para o seu concurso!
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uso de agrotóxicos ou aditivos químicos prejudiciais à saúde, bem 
como, ao meio ambiente. Promovendo assim, a valorização dos 
agricultores que adotam práticas agroecológicas e incentivando a 
demanda por produtos sustentáveis por parte dos consumidores 
cadavez mais conscientes.
Em resumo, essas práticas agroecológicas e sustentáveis já têm 
ganhado cada vez mais espaço em diferentes locais, impulsionadas 
pela necessidade de promoção de sistemas alimentares mais equi-
tativos, saudáveis e ambientalmente responsáveis. São essas abor-
dagens que mais valorizam a interação harmoniosa entre os seres 
humanos e a natureza, buscando criar sistemas agrícolas com resili-
ência e socialmente justos, simultaneamente em que conservam os 
recursos naturais para futuras gerações.
DAS ESFERAS TERRESTRES: LITOSFERA, ATMOSFERA, BIOS-
FERA, CRIOSFERA, HIDROSFERA, INCLUINDO OS ELEMEN-
TOS CONSTITUTIVOS E AS CONEXÕES SISTÊMICAS. 
A Terra é um sistema complexo composto por várias esferas 
interconectadas, que desempenham entre si, papéis essenciais na 
manutenção da vida e na dinâmica do planeta. Cada esfera possui 
características próprias e interações constantes com as demais, for-
mando um sistema integrado. As principais esferas terrestres são a 
litosfera, atmosfera, biosfera, criosfera e hidrosfera.
Litosfera 
Camada sólida externa da Terra, é composta por minerais, ro-
chas e solo; abrange a crosta terrestre, bem como a parte superior 
do manto. É ela a responsável por sustentar a vida, bem como, abri-
gar diversas formações geológicas, como:
As montanhas, as planícies e os planaltos. Nessa esfera ocor-
rem os processos geológicos, como a formação de cadeias de mon-
tanhas, bem como os terremotos e vulcões.
Atmosfera 
Camada gasosa que envolve a Terra. É composta principalmen-
te por nitrogênio, oxigênio, vapor de água, bem como, o dióxido 
de carbono e outros gases. É ela que desempenha um papel vital 
na proteção do planeta, absorvendo parte da radiação solar, bem 
como, regular a temperatura global. Ademais, é nela que ocorrem 
os fenômenos meteorológicos, como ventos, chuvas, bem como, 
nuvens e tempestades.
Biosfera 
Esfera que comporta todos os seres vivos e seus habitats. É nela 
que a vida se desenvolve, desde os microrganismos até as plantas, 
bem como, os animais. Ela interage com as demais esferas terres-
tres, utilizando recursos da litosfera, água da hidrosfera e energia da 
atmosfera. Os seres vivos da biosfera exercem um papel essencial 
na ciclagem de nutrientes, bem como na manutenção do equilíbrio 
dos ecossistemas.
Criosfera 
Parte da Terra onde a água está em estado sólido, ou seja, nas 
regiões polares e nas geleiras de altitude. Isso inclui os mantos de 
gelo, as calotas polares, os icebergs, bem como, as geleiras. É ela 
que desempenha um papel importante no sistema climático global, 
refletindo a luz solar de volta para o espaço, influenciando também, 
o nível do mar.
Hidrosfera 
Ela engloba todas as formas de água presentes na Terra, como: 
os oceanos, os mares, os rios, os lagos, os lençóis subterrâneos, as 
geleiras, bem como o vapor de água na atmosfera. A água é essen-
cial para a vida e executa um papel fundamental na regulação do 
clima e na manutenção dos ecossistemas. É a hidrosfera que está 
em constante movimento, por meio do ciclo da água, que inclui eva-
poração, a condensação, a precipitação, bem como, o escoamento.
As esferas terrestres estão interconectadas e em constante in-
teração. Como por exemplo: a atmosfera fornece gases e nutrientes 
para a biosfera, assim a litosfera abriga os recursos minerais utiliza-
dos pelos seres humanos. A hidrosfera que está presente em todas 
as esferas, influenciando sempre o clima e sustentando a vida. Essas 
mudanças em uma esfera podem afetar as demais, como o aumen-
to da temperatura atmosférica causando o derretimento das gelei-
ras da criosfera e o aumento do nível do mar, por exemplo.
A compreensão dessas conexões sistêmicas para a análise dos 
processos naturais e das atividades humanas que impactam o pla-
neta, é de suma importância. O estudo das esferas terrestres, bem 
como, suas interações auxiliam na compreensão dos desafios am-
bientais e na busca por soluções sustentáveis para assim, garantir a 
conservação e o equilíbrio do nosso planeta.
DOS RECURSOS NATURAIS: ÁGUA, ENERGIA, BIODIVERSI-
DADE E SOLO, INCLUINDO OS ASPECTOS RELACIONADOS 
AO USO, PROCESSOS PRODUTIVOS, GESTÃO E POLÍTICAS 
AMBIENTAIS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO
Os recursos naturais são elementos presentes na natureza, são 
fundamentais para a sobrevivência e o desenvolvimento das socie-
dades. Eles incluem, portanto: água, energia, biodiversidade, bem 
como o solo, desempenhando assim, papéis essenciais no equilíbrio 
dos ecossistemas e no sustento de vida no planeta.
Água
Recurso vital, indispensável para a sobrevivência de todos os 
seres vivos. Também utilizada para o consumo humano, para a agri-
cultura, para indústria, na produção de energia, entre outros fins. 
Entretanto, seu uso desordenado e a poluição dos recursos hídricos 
têm levado à escassez, bem como à degradação da qualidade da 
água em muitas regiões. A gestão sustentável da água envolve, por-
tanto, sua conservação, o uso eficiente e a proteção dos recursos 
hídricos e a implementação de políticas de preservação dos ecos-
sistemas aquáticos.
Energia 
Recurso essencial para o desenvolvimento social e econômico. 
Podendo ser obtida, a partir de fontes renováveis, como: a solar, a 
eólica e a hidrelétrica, bem como, de fontes não renováveis, como: 
petróleo, carvão e o gás natural. Seu uso de fontes não renováveis 
tem impactos ambientais relevantes, como a emissão de gases de 
efeito estufa, bem como a degradação de ecossistemas. Buscar por 
alternativas sustentáveis de geração de energia e adotar políticas 
de eficiência energética são essenciais para a preservação dos re-
CONHECIMENTOS
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cursos naturais, bem como reduzir os impactos ambientais.
Biodiversidade 
Relativo à diversidade de vida existente no planeta, inclusive 
as plantas, os animais, os microrganismos, bem como seus habi-
tats. Essa biodiversidade desempenha um papel fundamental nos 
ecossistemas, fornecendo assim, serviços ecossistêmicos, como a 
polinização de plantas, a purificação do ar e da água, e a regulação 
do clima. Entretanto, sua perda é uma preocupação global, devido à 
destruição de habitats naturais, a introdução de espécies invasoras, 
bem como a exploração excessiva de recursos naturais. Por outro 
lado, sua conservação envolve não só a criação de áreas protegidas, 
mas o manejo sustentável dos recursos naturais, bem como a pro-
moção de políticas de preservação da fauna e da flora.
Solo
Recurso de vital importância para a produção de alimentos, 
bem como a sustentação dos ecossistemas terrestres. É ele que 
fornece os nutrientes essenciais às plantas, atua como filtro para a 
água e abriga uma grande diversidade de organismos. Entretanto, 
sua degradação, causada pela erosão, contaminação, uso intensivo 
e desmatamento, é uma preocupação ambiental. Adotar práticas 
agrícolas sustentáveis, bem como a implementação de técnicas de 
conservação do solo e a promoção de políticas de preservação, são 
importantes para a proteção desse recurso natural.
Gestão e conservação dos recursos naturais 
Requereram implementação de políticas ambientais efetivas, 
capazes de promoverem a utilização sustentável dos recursos, a re-
dução do consumo excessivo, o incentivo às energias renováveis, a 
proteção dos ecossistemas, bem como, a promoção da educação 
ambiental. Ademais, a participação ativa da sociedade civil e o en-
volvimento das comunidades locais são essenciais para garantir sua 
preservação, bem como a sustentabilidade dos recursos naturais 
em diferentes lugares.
DOS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS RELACIONADOS AO 
USO DE RECURSOS NATURAIS E AOS DIFERENTES PADRÕES 
DE CONSUMO, INCLUINDO ASPECTOS ASSOCIADOS À 
ADOÇÃO DE HÁBITOS, ATITUDES E COMPORTAMENTOS 
RESPONSÁVEIS E SUSTENTÁVEIS.
O uso de recursos naturais e os diferentes padrões de consumo 
têm impactado significativamente, tanto o meio ambiente, quanto 
as sociedades em que vivemos. São esses impactos socioambientais 
que estão diretamente relacionadosaos hábitos, atitudes e com-
portamentos adotados pela sociedade como um todo.
Um desses principais impactos socioambientais é, por exem-
plo: a degradação dos ecossistemas naturais. O consumo excessivo 
de recursos naturais, como: da água, de energia e da matéria-pri-
ma, resultará na exploração intensiva desses recursos, levando à 
sua escassez e esgotamento. Ademais, sua extração indiscriminada 
de recursos minerais e a exploração agrícola sem práticas sustentá-
veis contribuirão para a destruição de habitats naturais, a perda de 
biodiversidade, bem como a degradação do solo.
Os padrões de consumo têm impactos sociais também, como 
por exemplo: a geração de resíduos sólidos e poluição. O descar-
te inadequado de resíduos, principalmente plásticos, por exemplo, 
causa poluição nos ecossistemas terrestres e aquáticos, afetando a 
fauna e a flora como um todo. Ademais, a produção em larga esca-
la de certos produtos, como por exemplo: roupas e os eletrônicos, 
muitas vezes envolvem condições de trabalho precárias e a explo-
ração de mão de obra.
Os impactos socioambientais relacionados ao uso de recursos 
naturais e aos padrões de consumo estão associados também, às 
mudanças climáticas. A emissão excessiva de gases de efeito estufa 
provenientes da queima de combustíveis fósseis, por exemplo, con-
tribui para o aquecimento global e seus efeitos são cada vez mais 
negativos, como por exemplo: o aumento da temperatura média do 
planeta, eventos climáticos extremos, bem com o derretimento das 
calotas polares.
Combater esses impactos é essencial, assim, adotar hábitos, 
moldar atitudes e comportamentos responsáveis e sustentáveis, 
incluindo a redução do consumo excessivo, a reciclagem e o rea-
proveitamento de materiais, bem como, o uso consciente da água 
e da energia, também a preferência por produtos e serviços susten-
táveis, a adoção de uma alimentação mais equilibrada e a valoriza-
ção da biodiversidade e dos ecossistemas naturais, auxiliarão nesse 
aspecto.
Ademais, é de extrema importância que governos, empresas e 
sociedade civil trabalhem em sinergia na implementação de políti-
cas públicas e medidas regulatórias que possam promover as prá-
ticas sustentáveis. Isso poderá envolver incentivos à produção e ao 
consumo sustentáveis, investimento em energias renováveis, pro-
teção de áreas naturais, bem como o estímulo à economia circular.
 
DOS BIOMAS E DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS E AS RELA-
ÇÕES COM DIFERENTES POPULAÇÕES HUMANAS: NO TER-
RITÓRIO BRASILEIRO E EM OUTRAS REGIÕES DO MUNDO. 
Biomas e domínios morfoclimáticos são conceitos que se re-
ferem às grandes unidades paisagísticas que se formam pela inte-
ração de elementos naturais como clima, relevo, vegetação, solo e 
hidrografia¹. Eles são importantes para compreender a diversidade 
e a distribuição dos ecossistemas e das populações humanas no ter-
ritório brasileiro e em outras regiões do mundo.
Biomas são conjuntos de ecossistemas que possuem caracte-
rísticas semelhantes de flora, fauna e clima, e que ocupam uma ex-
tensa área geográfica². Eles são definidos principalmente pela vege-
tação predominante, que reflete as condições climáticas e edáficas 
(relativas ao solo) de cada região². Os biomas podem abranger mais 
de um país ou continente, como é o caso da floresta tropical ou da 
tundra².
Domínios morfoclimáticos são extensas regiões que possuem 
uma certa homogeneidade de paisagem, resultante da combinação 
e da interação de elementos como clima, relevo, vegetação, solo 
e hidrografia³. Eles são definidos principalmente pelo clima e pelo 
relevo, que influenciam na formação da vegetação e do solo³. Os 
domínios morfoclimáticos podem abranger mais de um bioma ou 
ecossistema, como é o caso do domínio amazônico ou do domínio 
dos mares de morros³.
No Brasil, existem seis biomas reconhecidos oficialmente: 
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal². 
Eles abrigam uma rica biodiversidade de fauna e flora, além de di-
ferentes populações humanas que se adaptaram às condições am-
bientais e culturais de cada região². Os biomas brasileiros sofrem 
CONHECIMENTOS
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com diversos problemas ambientais, como o desmatamento, as 
queimadas, a caça e a pesca predatórias, a poluição e a introdução 
de espécies exóticas².
No Brasil, também existem seis domínios morfoclimáticos 
propostos pelo geógrafo Aziz Ab’Saber: Amazônico, Caatinga, Cer-
rado, Mares de Morros, Araucárias e Pradarias³. Eles representam 
as grandes unidades paisagísticas do território nacional, que se 
diferenciam pelas formas de relevo, pelos tipos de clima e pelos 
padrões de vegetação e solo³. Entre os domínios morfoclimáticos 
existem áreas de transição, que apresentam características mistas 
ou intermediárias entre dois ou mais domínios³.
Em outras regiões do mundo, também existem biomas e domí-
nios morfoclimáticos que se relacionam com diferentes populações 
humanas. Alguns exemplos são:
- Floresta boreal: é um bioma que ocorre nas regiões de cli-
ma frio do hemisfério norte, como Canadá, Rússia e Escandinávia. 
É formado por florestas de coníferas (pinheiros), que se adaptam 
às baixas temperaturas e à neve. As populações humanas que vi-
vem nesse bioma são geralmente de origem indígena ou europeia, 
e praticam atividades como caça, pesca, extração de madeira e mi-
neração⁴.
- Deserto: é um bioma que ocorre nas regiões de clima árido 
ou semiárido do mundo, como África, Ásia e América. É formado 
por paisagens áridas ou semiáridas, com pouca vegetação e fauna 
adaptadas à escassez de água. As populações humanas que vivem 
nesse bioma são geralmente nômades ou sedentárias, e praticam 
atividades como pastoreio, agricultura irrigada, extração mineral e 
turismo⁵.
- Mediterrâneo: é um domínio morfoclimático que ocorre nas 
regiões de clima temperado mediterrâneo do mundo, como Europa 
meridional, África setentrional e Califórnia. É formado por paisa-
gens variadas, com relevo montanhoso ou planície litorânea, vege-
tação arbustiva ou florestal e solo fértil ou pobre. As populações 
humanas que vivem nesse domínio são geralmente urbanizadas ou 
rurais, e praticam atividades como indústria, comércio, serviços
DOS PROCESSOS EXÓGENOS DO PLANETA TERRA: ZONAS 
CLIMÁTICAS, PADRÕES CLIMÁTICOS, CIRCULAÇÃO GERAL 
DA ATMOSFERA, FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS E CLIMÁ-
TICOS, AQUECIMENTO GLOBAL, MUDANÇAS CLIMÁTICAS 
E DESASTRES, INCLUINDO ASPECTOS RELACIONADOS ÀS 
ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS DE 
POLÍTICAS AMBIENTAIS.
Os processos exógenos do planeta Terra são aqueles que ocor-
rem na superfície terrestre ou próximos a ela, e que são influen-
ciados por fatores externos, como a radiação solar, a gravidade e 
a ação dos seres vivos. Esses processos atuam sobre o relevo e as 
rochas, modificando-os ao longo do tempo. Alguns exemplos de 
processos exógenos são: intemperismo, erosão, transporte e sedi-
mentação¹.
Os processos exógenos estão relacionados às zonas climáticas, 
aos padrões climáticos, à circulação geral da atmosfera e aos fe-
nômenos atmosféricos e climáticos que ocorrem no planeta. Esses 
fatores afetam a temperatura, a umidade, a pressão, o vento e a 
precipitação na superfície terrestre, criando diferentes tipos de cli-
ma e de vegetação nas diferentes regiões do mundo.
As zonas climáticas são as grandes faixas que dividem o planeta 
de acordo com a incidência dos raios solares e a variação da tempe-
ratura ao longo do ano. Elas são: zona intertropical, zona temperada 
do norte, zona temperada do sul, zona polar do norte e zona polar 
do sul.
Os padrões climáticos são as características médias do clima 
de uma determinada região ou localidade, que podem ser influen-
ciados por fatores como latitude, altitude, continentalidade, mari-
timidade e correntes marítimas. Eles podem ser classificados em 
diversos tipos, como equatorial, tropical, subtropical, temperado, 
mediterrâneo, continental, polar e árido.
A circulação geral da atmosfera é o movimento dos ventos na 
superfícieterrestre e nas camadas superiores da atmosfera, que se 
deve ao aquecimento desigual da Terra pela radiação solar e à rota-
ção do planeta. Ela é responsável pela distribuição de calor e umida-
de pelo globo e pela formação de sistemas de alta e baixa pressão².
Os fenômenos atmosféricos e climáticos são os eventos que 
ocorrem na atmosfera e que afetam o clima de uma região ou do 
planeta. Eles podem ser de origem natural ou antrópica (causados 
ou influenciados pela ação humana). Alguns exemplos são: chuvas, 
neve, granizo, neblina, geadas, furacões, tornados, tempestades 
elétricas, frentes frias e quentes, El Niño, La Niña e Oscilação An-
tártica.
O aquecimento global é o aumento da temperatura média da 
superfície terrestre e dos oceanos nos últimos séculos, que se deve 
principalmente ao aumento da concentração de gases de efeito es-
tufa na atmosfera. Esses gases retêm parte da radiação solar que é 
refletida pela Terra, causando o efeito estufa.
As mudanças climáticas são as alterações nos padrões climáti-
cos de uma região ou do planeta ao longo do tempo. Elas podem 
ser causadas por fatores naturais ou antrópicos. Alguns exemplos 
de fatores naturais são: variações na órbita terrestre, atividade vul-
cânica e ciclos solares. Alguns exemplos de fatores antrópicos são: 
emissão de gases de efeito estufa, desmatamento e poluição.
Os desastres ambientais são os eventos que causam danos ma-
teriais ou humanos em uma determinada área ou população. Eles 
podem ser de origem natural ou antrópica. Alguns exemplos de 
desastres naturais são: terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, 
deslizamentos de terra e secas. Alguns exemplos de desastres an-
trópicos são: vazamentos de petróleo ou produtos químicos
DOS PROCESSOS ENDÓGENOS NO PLANETA TERRA: MO-
DELAGEM DO RELEVO TERRESTRE, TECTÔNICA DE PLACAS 
E TECTONISMO, VULCANISMO, INTEMPERISMOS E DESAS-
TRES.
Os processos endógenos no planeta Terra são aqueles que 
ocorrem no interior da Terra e que são responsáveis pela formação 
e transformação do relevo terrestre. Eles envolvem a movimenta-
ção das placas tectônicas, o vulcanismo, o tectonismo e os terre-
motos¹².
A modelagem do relevo terrestre é o resultado da ação dos 
processos endógenos e exógenos. Os processos exógenos são aque-
les que atuam na superfície da Terra e que provocam a erosão e o 
intemperismo das rochas. Eles são causados por agentes externos, 
como a água, o vento, o gelo e os seres vivos²³.
Os desastres são eventos naturais ou provocados pelo homem 
CONHECIMENTOS
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que causam danos à vida, ao meio ambiente ou à economia. Alguns 
exemplos de desastres relacionados aos processos endógenos são 
os terremotos, os tsunamis, as erupções vulcânicas e os desliza-
mentos de terra³.
A questão envolve o conhecimento dos conceitos de geomor-
fologia, geologia, tectônica de placas, vulcanismo, intemperismo e 
desastres naturais. Ela também requer a compreensão das relações 
entre esses fenômenos e as formas de relevo que eles originam ou 
modificam.
A geomorfologia é a ciência que estuda as formas de relevo e 
os processos que as originam e transformam¹. A geologia é a ciência 
que estuda a origem, a estrutura, a composição e a evolução da 
Terra¹. A tectônica de placas é a teoria que explica os movimentos 
da crosta terrestre em função das forças internas do planeta¹². O 
vulcanismo é o conjunto de fenômenos relacionados à emissão de 
magma, gases e materiais sólidos do interior da Terra para a super-
fície². O intemperismo é o conjunto de processos físicos, químicos e 
biológicos que atuam sobre as rochas, provocando sua desintegra-
ção e decomposição²³. Os desastres naturais são eventos extremos 
que causam danos à vida, ao meio ambiente ou à economia³.
Os processos endógenos são aqueles que ocorrem no interior 
da Terra e que são responsáveis pela formação e transformação do 
relevo terrestre. Eles envolvem a movimentação das placas tectô-
nicas, o vulcanismo, o tectonismo e os terremotos¹². Esses proces-
sos podem gerar formas de relevo como montanhas, cordilheiras, 
planaltos, ilhas vulcânicas, fossas oceânicas e riftes continentais¹²³.
Os processos exógenos são aqueles que atuam na superfície 
da Terra e que provocam a erosão e o intemperismo das rochas. 
Eles são causados por agentes externos, como a água, o vento, o 
gelo e os seres vivos²³. Esses processos podem modificar as formas 
de relevo existentes ou gerar novas formas, como vales, planícies, 
depressões, dunas, cavernas e deltas²³.
A questão dos processos endógenos no planeta Terra é impor-
tante para entender como o relevo se formou ao longo do tempo 
geológico e como ele continua se transformando ao longo do tem-
po histórico. Além disso, é importante para compreender os riscos 
e os impactos dos desastres naturais relacionados aos processos 
endógenos, como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas³.
DA ANTÁRTICA: PAPEL TERRITORIAL E AMBIENTAL NO 
CONTEXTO GEOPOLÍTICO. 
A Antártica é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta, 
com uma área de cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados, 
quase toda coberta por uma camada de gelo que chega a 4 quilô-
metros de espessura. Ela abriga cerca de 80% das reservas de água 
doce do mundo e é considerada um regulador térmico global, in-
fluenciando o clima e a circulação oceânica.
A Antártica não possui população permanente, apenas esta-
ções científicas de diversos países que realizam pesquisas nas áreas 
de geologia, glaciologia, biologia, meteorologia, oceanografia, entre 
outras. O Brasil mantém desde 1984 a Estação Comandante Ferraz 
na ilha Rei George, onde desenvolve projetos sobre a biodiversida-
de, a dinâmica do gelo e a interação entre a atmosfera e o oceano.
A Antártica é um território internacional dedicado à ciência e à 
paz, conforme estabelecido pelo Tratado da Antártica, assinado em 
1959 por 12 países que realizavam atividades na região. O tratado 
congelou as reivindicações territoriais existentes e proibiu qualquer 
atividade militar ou nuclear na Antártica. Atualmente, o tratado 
conta com 54 países membros, sendo 29 consultivos (com direito a 
voto) e 25 não consultivos.
A Antártica tem um papel geopolítico importante no cenário 
mundial, pois envolve interesses estratégicos, econômicos e am-
bientais de diversos países. Alguns dos temas em debate são: a pre-
servação da biodiversidade e dos recursos naturais; a regulação da 
exploração mineral e pesqueira; a gestão do turismo sustentável; a 
cooperação científica e tecnológica; a segurança da navegação ma-
rítima; e os impactos das mudanças climáticas sobre o continente 
e o planeta.
QUESTÕES
1. As comunidades tradicionais e os povos originários têm um 
papel fundamental na transformação do espaço geográfico, pois:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Contribuem para a degradação ambiental.
b) Promovem a urbanização desordenada.
c) Possuem um conhecimento ancestral sobre o meio ambiente 
e práticas sustentáveis.
d) São responsáveis pelo êxodo rural.
2. O reconhecimento e a valorização dos direitos das comuni-
dades tradicionais e dos povos originários contribuem para a:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Preservação do patrimônio cultural.
b) Padronização da cultura global.
c) Expansão da monocultura.
d) Homogeneização dos costumes.
3. As comunidades tradicionais e os povos originários têm um 
papel importante na conservação da biodiversidade, pois:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Utilizam práticas agrícolas intensivas.
b) Priorizam a exploração econômica desenfreada.
c) Vivem em harmonia com o ambiente natural.
d) Ignoram a importância da preservação ambiental.
4. Qual é o setor responsável pela extração de recursos natu-
rais em uma determinada região?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Setor Primário
b) Setor Secundário
c) Setor Terciário
d) Setor Quaternário
5. Em qual escala geográfica o setor primário possui maior re-
levância econômica?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Escala local
b) Escala estadual
c) Escala nacional
d)Escala global
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6. Qual é o setor responsável pela transformação de matérias-
-primas em produtos acabados?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Setor Primário
b) Setor Secundário
c) Setor Terciário
d) Setor Quaternário
7. Qual é o termo utilizado para descrever o crescimento da 
população urbana em proporção maior do que a população rural?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Êxodo rural
b) Urbanização
c) Migração pendular
d) Êxodo urbano
8. Qual dos seguintes fatores NÃO é uma causa comum da ur-
banização?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Industrialização
b) Migração rural-urbana
c) Melhoria das condições de vida no campo
d) Acesso a serviços e oportunidades nas cidades
9. O termo “gentrificação” refere-se a:
a) O processo de segregação espacial nas áreas urbanas
b) A degradação socioeconômica de áreas urbanas
c) O deslocamento de grupos de baixa renda por grupos de alta 
renda em áreas urbanas
d) O desenvolvimento de novas áreas urbanas em regiões ru-
rais
10. Cerrado é um dos principais biomas brasileiros, caracteri-
zado por:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Floresta tropical e alta diversidade biológica.
b) Clima semiárido e vegetação adaptada à seca.
c) Vegetação de gramíneas e árvores esparsas.
d) Clima frio e presença de geleiras.
11. Qual é o domínio morfoclimático predominante na região 
amazônica?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Domínio Amazônico.
b) Domínio dos Cerrados.
c) Domínio dos Mares de Morros.
d) Domínio das Araucárias.
12. O Pantanal é um bioma brasileiro conhecido por ser:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Uma região de elevada altitude e baixas temperaturas.
b) Um ecossistema marinho com rica biodiversidade.
c) Uma área de extensos campos alagados e grande diversidade 
de fauna.
d) Uma floresta tropical com grande quantidade de chuvas.
13. Qual é o bioma brasileiro que possui o maior número de 
espécies endêmicas, ou seja, exclusivas daquela região?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Mata Atlântica.
b) Caatinga.
c) Pampa.
d) Campos Sulinos.
14. Qual é o bioma característico do sertão nordestino, com 
vegetação adaptada à escassez de água?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Caatinga.
b) Pantanal.
c) Amazônia.
d) Cerrado.
15. Qual é a camada da atmosfera responsável por conter a 
maior parte dos gases que compõem o efeito estufa?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Troposfera
b) Estratosfera
c) Mesosfera
d) Termosfera
16. A Zona Intertropical é caracterizada por:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Altas latitudes e baixas temperaturas
b) Baixas latitudes e altas temperaturas
c) Altas latitudes e baixas precipitações
d) Baixas latitudes e altas precipitações
17. Qual é o principal fator responsável pela formação dos pa-
drões climáticos?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Variação da altitude
b) Correntes oceânicas
c) Latitudes
d) Massas de ar
18. O fenômeno El Niño é caracterizado por:
Marque a alternativa CORRETA:
a) O resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico Equa-
torial
b) O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equa-
torial
c) O aumento da pressão atmosférica nas regiões tropicais
d) A ocorrência de tempestades tropicais na região polar
19. O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional que busca:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Reduzir as emissões de gases de efeito estufa
b) Controlar a erosão do solo
c) Preservar a biodiversidade marinha
d) Regular o comércio internacional de produtos químicos
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20. Qual é o principal agente responsável pela modelagem do 
relevo terrestre?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Vento
b) Água
c) Gelo
d) Tectonismo
21. A teoria da tectônica de placas afirma que:
a) A Terra é composta por placas de gelo flutuando nos ocea-
nos.
b) A Terra é dividida em placas rígidas que se movem lentamen-
te sobre o manto terrestre.
c) A Terra é formada por placas de diferentes tipos de rochas.
d) A Terra é um sistema estático sem movimentos significativos.
22. Os limites convergentes de placas tectônicas são caracteri-
zados por:
Marque a alternativa CORRETA:
a) O afastamento das placas tectônicas.
b) O movimento paralelo das placas tectônicas.
c) O encontro e colisão das placas tectônicas.
d) O movimento lateral das placas tectônicas.
23. Quando duas placas tectônicas se movem uma em direção 
à outra, podendo resultar na formação de cadeias montanhosas, 
esse processo é conhecido como:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Rift continental
b) Acomodação de placas
c) Orogênese
d) Divergência
24. O vulcanismo é um processo relacionado com:
Marque a alternativa CORRETA:
a) O movimento das placas tectônicas.
b) A erosão dos solos.
c) A formação de rios.
d) O resfriamento da atmosfera.
25. Qual dos seguintes países não possui reivindicações territo-
riais sobre a Antártica?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Brasil
b) Estados Unidos
c) Rússia
d) China
26. Qual é o principal tratado internacional que regula as ativi-
dades na Antártica?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Tratado de Lisboa
b) Tratado de Versalhes
c) Tratado de Madrid
d) Tratado da Antártica
27. Quantos países são signatários do Tratado da Antártica?
Marque a alternativa CORRETA:
a) 12
b) 25
c) 50
d) 54
28. De acordo com o Tratado da Antártica, a Antártica é consi-
derada:
Marque a alternativa CORRETA:
a) Um território internacional
b) Um território pertencente à Argentina
c) Um território pertencente à Austrália
d) Um território pertencente à Rússia
29. Qual é o principal objetivo do Tratado da Antártica?
Marque a alternativa CORRETA:
a) Promover a exploração de recursos minerais na Antártica
b) Estabelecer a soberania de certos países sobre a Antártica
c) Proteger o ambiente antártico e proibir atividades militares
d) Estabelecer diretrizes para a colonização humana na Antár-
tica
30. (Concurso Público - Nível Médio) - O que é linguagem car-
tográfica?
a) Um conjunto de regras gramaticais utilizadas na elaboração 
de mapas.
b) Um sistema de posicionamento por satélite usado para cole-
tar dados geográficos.
c) Um conjunto de símbolos, cores e convenções utilizados na 
representação de informações geográficas em mapas.
d) Um método de coleta de dados sobre a superfície terrestre 
por meio de imagens de satélite.
31. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é a principal fun-
ção do Sistema de Informação Geográfica (SIG)?
a) Determinar a localização exata de um objeto na Terra.
b) Coletar dados sobre a superfície terrestre por meio de ima-
gens de satélite.
c) Armazenar e manipular informações geográficas para análise 
e visualização de padrões e relacionamentos no espaço.
d) Disponibilizar mapas e informações geográficas por meio da 
internet.
32. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a principal aplica-
ção do sensoriamento remoto?
a) Navegação por satélite.
b) Elaboração de mapas temáticos.
c) Análise de dados demográficos.
d) Monitoramento de condições atmosféricas.
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33. (Concurso Público - Nível Superior) - O que é web mapping?
a) Uma técnica de elaboração de mapas em software SIG.
b) Um método de coleta de dados geográficos por meio de ima-
gens de satélite.
c) A disponibilização de mapas e informações geográficas por 
meio da internet.
d) Um sistema de posicionamento por satélite utilizado para 
determinar a localização exata de um objeto na Terra.
34. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a importância da 
escala em um mapa?
a) Determinar a localização exata de um objeto na Terra.
b) Indicar a direção do norte geográfico.
c) Representar proporções entre as distâncias no mapa e no 
terreno real.
d) Identificar diferentes características do terreno, como áreas 
urbanas e corpos d’água.
35. (Concurso Público - Nível Médio) - 
Qual foi a principal atividade econômica durante o período co-
lonial no Brasil?
a) Mineração.
b) Produção de café.
c) Produção de cana-de-açúcar.
d) Exploração do pau-brasil.
36. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é a principalca-
racterística da distribuição demográfica no Brasil?
a) Concentração populacional nas áreas rurais.
b) Distribuição uniforme em todas as regiões do país.
c) Concentração populacional nas áreas urbanas e litorâneas.
d) Maior densidade demográfica na região Norte.
37. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os principais 
aspectos culturais do Brasil?
a) Influência europeia e asiática.
b) Diversidade étnica e religiosa.
c) Forte influência indígena.
d) Predominância da cultura africana.
38. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é o bioma brasi-
leiro de maior extensão territorial?
a) Amazônia.
b) Pantanal.
c) Mata Atlântica.
d) Cerrado.
39. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os desafios 
ambientais enfrentados pelo Brasil?
a) Poluição atmosférica e desertificação.
b) Falta de recursos hídricos e erosão do solo.
c) Desmatamento e degradação ambiental.
d) Poluição dos oceanos e escassez de energia.
40. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual indicador é utiliza-
do para medir a desigualdade de renda em uma determinada po-
pulação ou território?
a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal)
c) GINI (Coeficiente de Gini)
d) Índice de Desmatamento
41. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual indicador mede o 
desenvolvimento humano em diferentes países, levando em consi-
deração a saúde, educação e renda?
a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal)
c) GINI (Coeficiente de Gini)
d) Índice de Desmatamento
42. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual indicador é utiliza-
do para medir a perda de cobertura florestal em uma determinada 
área?
a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal)
c) GINI (Coeficiente de Gini)
d) Índice de Desmatamento
43. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual indicador é uti-
lizado para avaliar o desenvolvimento humano em nível municipal 
no Brasil?
a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal)
c) GINI (Coeficiente de Gini)
d) Índice de Desmatamento
44. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual indicador mede 
o nível de desenvolvimento humano com base em indicadores de 
educação, saúde e renda?
a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal)
c) GINI (Coeficiente de Gini)
d) Índice de Desmatamento
45. (Concurso Público - Nível Médio) - Os deslocamentos popu-
lacionais podem ocorrer de forma voluntária ou forçada. Qual é a 
principal diferença entre esses dois tipos de deslocamento?
a) Os deslocamentos voluntários são motivados por condições 
adversas, enquanto os deslocamentos forçados são motivados 
por oportunidades de trabalho e estudo.
b) Os deslocamentos voluntários ocorrem dentro do mesmo 
país, enquanto os deslocamentos forçados ocorrem entre paí-
ses diferentes.
c) Os deslocamentos voluntários são motivados por escolhas 
pessoais, enquanto os deslocamentos forçados ocorrem devi-
do a conflitos, perseguições ou desastres naturais.
d) Os deslocamentos voluntários são permanentes, enquanto 
os deslocamentos forçados são temporários.
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46. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual área de estudo 
da geografia analisa a estrutura e as características da população, 
incluindo fatores como natalidade, mortalidade, crescimento popu-
lacional, envelhecimento e distribuição espacial?
a) Geografia Urbana
b) Geografia Agrária
c) Geografia Física
d) Demografia
47. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é o termo utilizado 
para designar as expressões culturais que refletem as tradições, os 
costumes e os modos de vida de determinado grupo social?
a) Manifestações Folclóricas
b) Cultura Popular
c) Diversidade Cultural
d) Patrimônio Cultural Imaterial
48. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é a importância 
da valorização da diversidade étnico-racial na geografia da popula-
ção?
a) Contribui para o crescimento populacional.
b) Promove a integração econômica entre diferentes territó-
rios.
c) Fortalece os laços comunitários e preserva a memória cole-
tiva.
d) Estimula a urbanização e o desenvolvimento das cidades.
49. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os principais 
fatores que podem levar a deslocamentos forçados?
a) Oportunidades de trabalho e estudo.
b) Conflitos armados, perseguições étnicas, desastres naturais 
e condições adversas.
c) Acesso limitado a serviços básicos, como saúde e educação.
d) Mudanças nos padrões de consumo e estilos de vida.
50. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a principal carac-
terística das desigualdades sociais nos territórios?
a) Concentração de recursos naturais.
b) Distribuição igualitária de oportunidades de trabalho.
c) Disparidades no acesso a serviços básicos e renda.
d) Exclusão política de determinados grupos étnicos.
51. (Concurso Público - Nível Superior) - O que é segregação 
espacial nos territórios?
a) A valorização da diversidade cultural em determinadas re-
giões.
b) A distribuição igualitária de recursos naturais.
c) A separação geográfica de grupos sociais, resultando em áre-
as de exclusão.
d) A participação política efetiva de todos os grupos étnicos.
52. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é o objetivo dos mo-
vimentos urbanos relacionados às desigualdades nos territórios?
a) Promover a segregação espacial.
b) Acentuar as desigualdades socioeconômicas.
c) Reivindicar melhores condições de vida e direitos nas cida-
des.
d) Excluir determinados grupos culturais das áreas urbanas.
53. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é o papel das po-
líticas públicas nas desigualdades nos territórios?
a) Agravar as disparidades sociais e econômicas.
b) Reduzir a diversidade cultural e étnica.
c) Promover a segregação espacial.
d) Buscar a redução das desigualdades e a promoção da justiça 
social.
54. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os aspectos 
abrangidos pelas desigualdades nos territórios?
a) Apenas aspectos econômicos e políticos.
b) Apenas aspectos sociais e culturais.
c) Aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambien-
tais.
d) Apenas aspectos ambientais.
55. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a principal função 
das redes de transporte?
a) Facilitar a comunicação e o acesso à informação.
b) Promover a integração cultural entre diferentes regiões.
c) Viabilizar a movimentação de mercadorias e pessoas.
d) Reduzir as desigualdades socioeconômicas.
56. (Concurso Público - Nível Superior) - Como as redes de co-
municação e transportes estão interligadas?
a) A comunicação é um resultado direto da infraestrutura de 
transporte.
b) As redes de comunicação são fundamentais para o planeja-
mento logístico.
c) As redes de transporte dependem da disseminação da in-
ternet.
d) As redes de comunicação e transporte se influenciam mu-
tuamente.
57. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a importância das 
redes de comunicação e transportes em escalas locais?
a) Facilitam a comunicação entre diferentes países.
b) Promovem a integração econômica em regiões metropoli-
tanas.
c) Reduzem a dependência de veículos particulares em áreas 
rurais.
d) Contribuem para a sustentabilidade urbana e o deslocamen-
to diário nas cidades.
58. (Concurso Público - Nível Superior) - Quais são as possíveis 
desigualdades relacionadas às redes de comunicação e transpor-
tes?
a) Limitação no acesso à informação em áreas remotas.
b) Igualdade de oportunidades entre regiões metropolitanas.
c) Disponibilidade igualitária de infraestrutura de transporte 
em todo o país.
d) Aumento da conectividade digital em áreas economicamen-
te desfavorecidas.
CONHECIMENTOS
5252
a solução para o seu concurso!
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59. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a relação entre as 
redes de comunicação e transportes e a sustentabilidade?
a) As redes de transporte são prejudiciais ao meio ambiente.
b) A comunicação em tempo real é um desperdício de recursos.c) As redes de comunicação e transporte promovem a susten-
tabilidade urbana.
d) A conectividade digital não tem impacto na sustentabilidade.
60. Quais são as principais transformações relacionadas à pro-
dução e circulação de produtos decorrentes da industrialização?
a) Redução da diversidade de mercadorias e aumento da ofer-
ta.
b) Diminuição da eficiência produtiva e da capacidade de pro-
dução em massa.
c) Aumento da oferta e diversidade de mercadorias.
d) Desenvolvimento de técnicas artesanais e agrícolas.
61. Como as relações de trabalho foram afetadas pela indus-
trialização?
a) O trabalho artesanal e agrícola foi mantido, não havendo 
transformações significativas.
b) Houve a substituição do trabalho assalariado pelo trabalho 
autônomo.
c) Surgiu a organização fabril, com o trabalho assalariado e a 
divisão de tarefas.
d) A industrialização não teve impacto nas relações de traba-
lho.
62. Qual é o papel das corporações na industrialização?
a) Elas são responsáveis pela produção e circulação de produ-
tos em pequena escala.
b) As corporações têm um papel insignificante na economia 
global.
c) Elas controlam cadeias produtivas e exercem influência polí-
tica e econômica.
d) As corporações não possuem relevância nas transformações 
da industrialização.
63. Como o desenvolvimento científico e tecnológico contribui 
para a industrialização?
a) O desenvolvimento científico e tecnológico não está relacio-
nado à industrialização.
b) Ele não tem impacto na eficiência produtiva e na criação de 
empregos qualificados.
c) Permite a automação dos processos de produção, a melhoria 
da qualidade dos produtos e a redução dos custos.
d) O desenvolvimento científico e tecnológico aumenta os cus-
tos de produção.
64. Como a industrialização afeta diferentes escalas geográfi-
cas?
a) A industrialização não tem impacto em diferentes escalas 
geográficas.
b) Ela promove a concentração de atividades industriais apenas 
em áreas rurais.
c) A industrialização gera efeitos somente em escalas nacionais.
d) Em diferentes escalas geográficas, a industrialização afeta a 
economia, a urbanização e o meio ambiente.
65. -Quais são as problemáticas socioambientais frequente-
mente associadas à produção de alimentos em larga escala?
a) Desemprego e desigualdade social.
b) Poluição sonora e visual.
c) Escassez de combustíveis fósseis.
d) Desmatamento, uso de agrotóxicos, queimadas, escassez hí-
drica e degradação do solo.
e) Aumento da criminalidade nas áreas rurais.
66. Qual é o principal impacto ambiental relacionado à expan-
são agrícola?
a) Emissão de gases de efeito estufa.
b) Aumento da biodiversidade.
c) Preservação de ecossistemas frágeis.
d) Redução da erosão do solo.
e) Melhoria na qualidade do ar.
67. Quais são os principais problemas causados pelo uso indis-
criminado de agrotóxicos?
a) Contaminação de solos, águas e alimentos.
b) Aumento da produtividade agrícola.
c) Melhoria da saúde humana.
d) Preservação da biodiversidade.
e) Redução das doenças transmitidas por vetores.
68. Qual é a prática agrícola que contribui para a emissão de 
gases de efeito estufa e danos à qualidade do ar?
a) Uso de fertilizantes orgânicos.
b) Rotação de culturas.
c) Agricultura de corte e queima.
d) Agricultura de subsistência.
e) Agricultura familiar.
69. Qual é a consequência da degradação do solo na produção 
de alimentos?
a) Aumento da fertilidade do solo.
b) Melhoria da capacidade produtiva das terras.
c) Conservação dos recursos hídricos.
d) Compactação, erosão e perda de nutrientes.
e) Redução do uso de agrotóxicos.
70. O que são práticas agroecológicas e sustentáveis?
a) Métodos de produção agrícola intensiva que utilizam gran-
des quantidades de agrotóxicos.
b) Abordagens que valorizam a interação equilibrada entre os 
sistemas agrícolas, os recursos naturais e a comunidade.
c) Práticas de agricultura tradicional que não levam em consi-
deração a conservação do meio ambiente.
d) Técnicas de manejo do solo que priorizam o uso intensivo de 
fertilizantes químicos.
e) Métodos de cultivo que visam aumentar a produtividade 
agrícola sem levar em consideração a sustentabilidade.
CONHECIMENTOS
53
a solução para o seu concurso!
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71. O que a agricultura urbana busca promover?
a) Aumento da dependência de longas cadeias de suprimentos 
alimentares.
b) Redução da segurança alimentar em áreas urbanas.
c) Utilização de espaços limitados para a produção de alimen-
tos de forma sustentável.
d) Uso intensivo de agrotóxicos em áreas urbanas.
e) Desconexão entre a comunidade urbana e o meio ambiente.
72. Quais são os benefícios da certificação de produtos orgâni-
cos e agroflorestais?
a) Garantia de que os produtos foram produzidos com o uso 
intensivo de agrotóxicos.
b) Incentivo ao uso de aditivos químicos prejudiciais à saúde.
c) Promoção de sistemas agrícolas ambientalmente responsá-
veis.
d) Aumento da dependência de produtos importados.
e) Valorização de práticas agrícolas intensivas e prejudiciais ao 
meio ambiente.
73. Qual é a importância da agricultura familiar sustentável em 
países em desenvolvimento?
a) Redução da diversidade de cultivos.
b) Aumento da dependência de importações de alimentos.
c) Geração de renda e segurança alimentar para as comunida-
des rurais.
d) Aumento da dependência de agrotóxicos.
e) Preservação da biodiversidade nas áreas urbanas.
74. Qual é o objetivo das práticas agroecológicas e sustentá-
veis?
a) Aumentar a degradação do meio ambiente.
b) Promover sistemas alimentares mais equitativos, saudáveis 
e ambientalmente responsáveis.
c) Reduzir a diversidade de cultivos.
d) Incentivar o uso intensivo de agrotóxicos.
e) Ignorar a conexão entre os seres humanos e a natureza.
75. Qual é a esfera terrestre responsável por abrigar todos os 
seres vivos e seus habitats?
a) Litosfera
b) Atmosfera
c) Biosfera
d) Hidrosfera
76. Qual é a camada gasosa que envolve a Terra e é composta 
por nitrogênio, oxigênio, vapor de água, dióxido de carbono e ou-
tros gases?
a) Litosfera
b) Atmosfera
c) Criosfera
d) Hidrosfera
77. A camada sólida externa da Terra, composta por rochas, 
solo e minerais, é chamada de:
a) Litosfera
b) Atmosfera
c) Biosfera
d) Hidrosfera
78. Qual é a esfera terrestre onde a água está no estado sólido, 
incluindo regiões polares e geleiras de altitude?
a) Litosfera
b) Atmosfera
c) Criosfera
d) Hidrosfera
79. Qual é a esfera que engloba todas as formas de água na 
Terra, incluindo oceanos, rios, lagos e vapor de água na atmosfera?
a) Litosfera
b) Atmosfera
c) Biosfera
d) Hidrosfera
80. Qual recurso natural é essencial para a sobrevivência de 
todos os seres vivos e enfrenta desafios como a escassez e a degra-
dação da qualidade em diversas regiões?
a) Energia
b) Biodiversidade
c) Solo
d) Água
81. O que é biodiversidade?
a) Variedade de vida existente no planeta, incluindo plantas, 
animais e microrganismos
b) Recurso natural responsável pela geração de energia reno-
vável
c) Processo de conservação do solo em áreas agrícolas
d) Gestão sustentável dos recursos naturais
82. Qual recurso natural é fundamental para a produção de ali-
mentos e está sujeito à degradação causada por erosão, contami-
nação e desmatamento?
a) Energia
b) Biodiversidade
c) Solo
d) Água
83. Quais são as preocupações ambientais relacionadas à ener-
gia não renovável?
a) Escassez hídrica e degradação do solo
b) Perda de biodiversidade e desmatamento
c) Emissão de gases de efeito estufa e degradação de ecossis-
temas
d) Introdução de espécies invasoras e poluição do ar
84. O que é necessário para a gestão e a conservação dos re-
cursos naturais, incluindo o uso sustentável, a redução do consumo 
excessivo e a proteção dos ecossistemas?
a) Políticas ambientais efetivas e participação da sociedade civil
b) Investimento em tecnologia e exploração intensiva
c) Subsídios para corporações e indústrias
d) Desenvolvimento urbano sem restrições
CONHECIMENTOS
5454
a solução para o seu concurso!
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85. Qual é um dos principais impactos socioambientais relacio-
nados ao usode recursos naturais e padrões de consumo?
a) A escassez de matéria-prima
b) A redução da poluição atmosférica
c) O aumento da biodiversidade
d) A degradação dos ecossistemas naturais
86. O que causa a destruição de habitats naturais e a perda de 
biodiversidade?
a) A reciclagem de resíduos sólidos
b) A extração indiscriminada de recursos minerais
c) A adoção de hábitos sustentáveis
d) A redução do consumo excessivo
87. Qual é uma das consequências da emissão excessiva de ga-
ses de efeito estufa?
a) A redução da temperatura média do planeta
b) A diminuição dos eventos climáticos extremos
c) O aumento da biodiversidade
d) O aquecimento global
88. O que envolve a adoção de hábitos sustentáveis?
a) O consumo excessivo de recursos naturais
b) O descarte inadequado de resíduos sólidos
c) A redução do consumo excessivo e o uso consciente de re-
cursos
d) A exploração intensiva de recursos naturais
89. Além dos indivíduos, quem também deve atuar na promo-
ção de práticas sustentáveis?
a) A sociedade civil
b) As corporações multinacionais
c) Os governos locais
d) As indústrias poluentes
GABARITO
1 C
2 A
3 C
4 A
5 A
6 B
7 B
8 C
9 C
10 C
11 A
12 C
13 A
14 A
15 B
16 B
17 C
18 B
19 A
20 B
21 B
22 C
23 C
24 A
25 A
26 D
27 D
28 A
29 C
30 C
31 C
32 B
33 C
34 C
35 D
36 C
37 B
38 A
39 C
40 C
41 A
42 D
43 B
44 A
45 C
46 D
47 B
48 C
49 B
50 C
51 C
52 C
53 D
54 C
55 C
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56 D
57 D
58 A
59 C
60 C
61 C
62 C
63 C
64 D
65 D
66 A
67 A
68 C
69 D
70 B
71 C
72 C
73 C
74 B
75 C
76 B
77 A
78 C
79 D
80 D
81 A
82 C
83 C
84 A
85 D
86 B
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ANOTAÇÕES
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BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
CARVALHO, CAROLINA MONTEIRO DE; GIATTI, LEAN-
DRO LUIZ; JACOBI, PEDRO ROBERTO (ORG.). APRENDI-
ZAGEM SOCIAL E FERRAMENTAS PARTICIPATIVAS PARA 
O NEXO URBANO: APRENDENDO JUNTOS PARA PRO-
MOVER UM FUTURO MELHOR. SÃO PAULO: FACUL-
DADE DE SAÚDE PÚBLICA /USP, 2019
“Aprendizagem Social e Ferramentas Participativas para o Nexo 
Urbano: Aprendendo Juntos para Promover um Futuro Melhor” é 
uma obra organizadapor Carolina Monteiro de Carvalho, Leandro 
Luiz Giatti e Pedro Roberto Jacobi. Publicado em 2019, o livro é 
resultado de uma coletânea de estudos e reflexões sobre apren-
dizagem social e ferramentas participativas no contexto do nexo 
urbano.
A obra aborda questões relacionadas ao desenvolvimento sus-
tentável, participação cidadã e construção coletiva de soluções para 
os desafios urbanos. Os organizadores reuniram um conjunto diver-
sificado de autores e pesquisadores que exploram temas como ed-
ucação ambiental, governança participativa, justiça socioambiental 
e gestão sustentável das cidades.
O livro parte do pressuposto de que a aprendizagem social e o 
uso de ferramentas participativas são fundamentais para promov-
er a transformação social e construir um futuro melhor nas áreas 
urbanas. Essa abordagem reconhece a importância do diálogo, da 
troca de conhecimentos e da colaboração entre diferentes atores 
sociais, incluindo comunidades, gestores públicos, acadêmicos e or-
ganizações da sociedade civil.
Ao longo dos capítulos, os autores apresentam estudos de 
caso, experiências práticas e reflexões teóricas que demonstram 
como a aprendizagem social e as ferramentas participativas podem 
ser aplicadas em diversos contextos urbanos. Eles discutem a im-
portância da participação ativa da comunidade na tomada de de-
cisões, na elaboração de políticas públicas e na busca por soluções 
sustentáveis para os desafios enfrentados nas cidades.
Além disso, o livro destaca a relevância da educação ambiental 
e da conscientização para a construção de cidades mais sustentáveis 
e equitativas. Os autores enfatizam a necessidade de promover a 
educação ambiental de forma inclusiva e participativa, envolvendo 
diferentes grupos sociais e estimulando a reflexão crítica sobre as 
questões urbanas.
A obra também explora o papel das instituições acadêmicas e 
da pesquisa científica na promoção da aprendizagem social e no 
desenvolvimento de ferramentas participativas. Os autores dis-
cutem como a academia pode se engajar em parcerias com a so-
ciedade civil e os governos locais, contribuindo com conhecimentos 
científicos e técnicos para a construção de cidades mais suste-
ntáveis e participativas.
Em resumo, “Aprendizagem Social e Ferramentas Participa-
tivas para o Nexo Urbano: Aprendendo Juntos para Promover um 
Futuro Melhor” é uma obra que traz reflexões importantes sobre 
a construção de cidades sustentáveis e participativas. Os autores 
demonstram como a aprendizagem social e o uso de ferramentas 
participativas podem contribuir para a transformação social e a con-
strução de um futuro mais promissor nas áreas urbanas.
CASTELLAR, SONIA MARIA VANZELLA. CARTOGRAFIA 
ESCOLAR E O PENSAMENTO ESPACIAL FORTALECENDO 
O CONHECIMENTO GEOGRÁFICO. REVISTA BRASILEIRA 
DE EDUCAÇÃO EM GEOGRAFIA (ONLINE), V. 7, N. 13, P. 
207–232, JAN./JUN. 2017
O artigo “Cartografia Escolar e o Pensamento Espacial For-
talecendo o Conhecimento Geográfico”, escrito por S. M. V. Cas-
tellar e publicado na Revista Brasileira de Educação em Geografia 
em 2017, aborda a importância da cartografia no fortalecimento do 
conhecimento geográfico no contexto escolar.
O objetivo principal do estudo é discutir a relevância da car-
tografia como uma ferramenta educacional para desenvolver o 
pensamento espacial dos alunos e a compreensão das relações en-
tre espaço, sociedade e meio ambiente. A autora argumenta que a 
cartografia é uma linguagem visual poderosa que permite aos estu-
dantes interpretar e representar o espaço geográfico de forma mais 
significativa.
No artigo, Castellar explora diferentes abordagens e práticas 
pedagógicas que podem ser adotadas pelos professores para pro-
mover o uso da cartografia como um recurso didático eficaz. Ela 
destaca a importância de atividades práticas, como a leitura e inter-
pretação de mapas, a elaboração de representações cartográficas 
e a análise de imagens geográficas, que auxiliam os alunos a com-
preenderem conceitos geográficos complexos.
Além disso, a autora enfatiza a necessidade de abordar a car-
tografia de maneira integrada com outras disciplinas, relacionan-
do o conhecimento geográfico com aspectos históricos, socioeco-
nômicos e culturais. Isso contribui para ampliar a compreensão dos 
alunos sobre a complexidade e a dinâmica dos espaços geográficos 
em que vivem.
Castellar destaca também a importância do uso das tecnologias 
digitais no ensino da cartografia, como softwares de mapeamento e 
sistemas de informações geográficas. Essas ferramentas permitem 
que os estudantes explorem o espaço de forma interativa, realizem 
análises espaciais e desenvolvam habilidades de pensamento críti-
co e espacial.
Em suma, o artigo ressalta a relevância da cartografia escolar 
como um instrumento pedagógico fundamental para fortalecer o 
conhecimento geográfico dos alunos. Através da utilização da car-
tografia, os estudantes desenvolvem habilidades de interpretação, 
BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
5858
a solução para o seu concurso!
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análise e representação do espaço, contribuindo para uma com-
preensão mais profunda e significativa das relações entre socie-
dade, espaço e meio ambiente.
FELÍCIO, MUNIR JORGE. GÊNESE DA GEOGRAFIA AGRÁ-
RIA NO BRASIL. CAMPO TERRITÓRIO: REVISTA DE GE-
OGRAFIA AGRÁRIA, UBERLÂNDIA, V. 14, N. 33, P. 32-52, 
AGO. 2019
O artigo “Gênese da Geografia Agrária no Brasil”, escrito por 
M.J. Felício e publicado na revista Campo Território: Revista Agrária 
em agosto de 2019, aborda a origem e o desenvolvimento da 
Geografia Agrária como um campo de estudo no Brasil.
O objetivo principal do estudo é traçar um panorama histórico 
sobre a formação da Geografia Agrária no país, desde suas bases 
teóricas e metodológicas até suas principais contribuições para a 
compreensão do espaço rural brasileiro.
No artigo, Felício destaca a importância de entender a relação 
entre sociedade e natureza no contexto agrário, assim como a in-
fluência de fatores políticos, econômicos e sociais na organização 
do espaço rural. O autor ressalta que a Geografia Agrária surge 
como uma resposta às demandas de compreensão das dinâmicas 
espaciais do campo e das relações de poder envolvidas na produção 
agrícola.
O estudo aborda também os principais autores e obras que 
contribuíram para o desenvolvimento da Geografia Agrária no Bra-
sil, desde os precursores até os pesquisadores contemporâneos. 
São discutidas abordagens teóricas, como a teoria do campesinato, 
a análise dos sistemas agrários e os estudos sobre agricultura famil-
iar e agronegócio.
Felício destaca ainda a importância da Geografia Agrária como 
uma disciplina que busca compreender as desigualdades sociais e 
espaciais presentes no meio rural brasileiro, além de analisar os 
processos de desenvolvimento agrícola, as relações de trabalho e 
a distribuição de terras.
O autor ressalta a necessidade de uma abordagem multidisci-
plinar na Geografia Agrária, envolvendo diálogos com outras áreas 
do conhecimento, como a Economia, a Sociologia Rural e a Ecologia. 
Isso permite uma compreensão mais ampla das dinâmicas e dos 
desafios enfrentados no campo.
Em suma, o artigo “Gênese da Geografia Agrária no Brasil” 
apresenta um panorama histórico e teórico sobre a formação desse 
campo de estudo no país. O autor destaca sua importância na com-
preensão das dinâmicas espaciais do espaço rural, bem como na 
análise das relações sociais, econômicas e políticas envolvidas na 
produção agrícola brasileira.
HAESBAERT, ROGÉRIO. TERRITÓRIO E MULTITERRITO-
RIALIDADE: UM DEBATE. GEOGRAPHIA, RIO DE JANEI-
RO, V. 9, N. 17, P. 19-46, 2007
O artigo “Território e Multiterritorialidade: Um Debate”, escrito 
por R. Haesbaert e publicado na revista Geographia, em 2007, apre-
senta uma reflexão sobre o conceito de território e a emergência do 
fenômeno da multiterritorialidade.
O objetivo principal do artigo é discutir a complexidade do 
território no contexto contemporâneo, considerando as transfor-
mações sociais, políticase econômicas que têm impacto na con-
strução e na organização dos espaços territoriais.
Haesbaert argumenta que o conceito tradicional de território, 
baseado na ideia de controle e exclusividade de uma determina-
da área por parte de um grupo ou entidade, está sendo desafiado 
pela crescente interconectividade e interdependência dos espaços. 
Nesse sentido, o autor propõe o conceito de multiterritorialidade, 
que reconhece a coexistência de múltiplos territórios e as diversas 
formas de apropriação e reivindicação dos espaços.
No decorrer do artigo, Haesbaert explora diferentes aborda-
gens teóricas sobre o tema, discutindo a relação entre território, 
identidade, poder e pertencimento. Ele destaca a importância de 
considerar as dinâmicas socioespaciais, as relações de poder e as 
práticas territoriais que transcendem as fronteiras tradicionais.
O autor também aborda questões como a globalização, os 
fluxos transfronteiriços, as relações de escala e a multiplicidade de 
atores e interesses envolvidos na construção dos territórios. Ele 
ressalta a necessidade de compreender a territorialidade como um 
processo dinâmico e em constante transformação, influenciado por 
fatores sociais, culturais, políticos e econômicos.
Haesbaert argumenta que a multiterritorialidade desafia as 
noções tradicionais de soberania e delimitação espacial, eviden-
ciando a complexidade dos processos de construção, apropriação 
e transformação dos territórios. Ele defende a importância de uma 
abordagem crítica e reflexiva sobre o conceito de território, consid-
erando as múltiplas formas de pertencimento, as lutas territoriais e 
as relações de poder presentes nos diferentes espaços.
Em resumo, o artigo “Território e Multiterritorialidade: Um De-
bate” apresenta uma reflexão crítica sobre o conceito de território 
no contexto contemporâneo, discutindo a emergência da multi-
territorialidade e as transformações que desafiam as noções tradi-
cionais de territorialidade. O autor enfatiza a necessidade de com-
preender as dinâmicas espaciais complexas e as relações de poder 
presentes na construção e apropriação dos territórios.
JACOBI, PEDRO ROBERTO; GRANDISOLI, EDSON; COU-
TINHO, SONIA MARIA VIGGIANI; MAIA, ROBERTA DE 
ASSIS; TOLEDO, RENATA FERRAZ DE. TEMAS ATUAIS EM 
MUDANÇAS CLIMÁTICAS: PARA OS ENSINOS FUNDA-
MENTAL E MÉDIO. SÃO PAULO: IEE/USP, 2015
O livro “Temas Atuais em Mudanças Climáticas: Para os Ensinos 
Fundamental e Médio”, de autoria de Pedro Roberto Jacobi, Edson 
Grandisoli, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Roberta de Assis Maia e 
Renata Ferraz de Toledo, publicado em 2015, aborda questões rel-
acionadas às mudanças climáticas e sua relevância para o ensino 
fundamental e médio.
O objetivo principal da obra é fornecer subsídios e informações 
atualizadas sobre as mudanças climáticas, de forma a conscientizar 
e engajar os estudantes nesses temas. Os autores buscam apresen-
tar conteúdos relevantes e abordar questões como a origem das 
mudanças climáticas, seus impactos socioambientais e as medidas 
de mitigação e adaptação necessárias.
O livro está estruturado em capítulos que exploram diferentes 
aspectos das mudanças climáticas, como o papel das atividades 
humanas, as consequências para os ecossistemas e as soluções 
BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
59
a solução para o seu concurso!
Editora
propostas para lidar com o problema. Os autores utilizam uma lin-
guagem clara e acessível, de modo a facilitar a compreensão dos 
conceitos pelos estudantes.
Além disso, a obra conta com atividades práticas, sugestões de 
experimentos e propostas de discussões em sala de aula, com o in-
tuito de promover a participação ativa dos estudantes e estimular o 
pensamento crítico sobre o tema das mudanças climáticas.
O livro aborda também a importância da educação ambiental 
no contexto das mudanças climáticas, destacando a necessidade de 
desenvolver habilidades e competências nos estudantes para en-
frentar os desafios ambientais do século XXI.
Em resumo, o livro “Temas Atuais em Mudanças Climáticas: 
Para os Ensinos Fundamental e Médio” busca proporcionar uma 
abordagem educativa e atualizada sobre as mudanças climáticas, 
oferecendo subsídios para os professores e estimulando a conscien-
tização e ação dos estudantes em relação a esse importante tema.
MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO; MAGNONI, MARIA DA 
GRAÇA MELLO. PREVENIR E ANTECIPAR PARA NÃO RE-
MEDIAR: O ENSINO DE GEOGRAFIA, A REDUÇÃO DO 
RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊNCIA NO MUNDO 
GLOBALIZADO. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET 
AL. REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊN-
CIA NO MEIO RURAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: 
CENTRO PAULA SOUZA, 2020. P. 76-100
O texto “Prevenir e Antecipar para não Remediar: o Ensino de 
Geografia, a Redução do Risco de Desastres e a Resiliência no Mun-
do Globalizado”, escrito por Lourenço Magnoni Júnior e Maria da 
Graça Mello Magnoni, faz parte do livro “Redução do Risco de De-
sastres e a Resiliência no Meio Rural e Urbano”, publicado em 2020.
O texto aborda a importância do ensino de Geografia como 
ferramenta para a prevenção e redução do risco de desastres e o 
desenvolvimento da resiliência em um mundo globalizado. Os au-
tores destacam a necessidade de antecipar e adotar medidas pre-
ventivas para evitar a ocorrência de desastres e suas consequências 
negativas.
A obra discute os desafios enfrentados pelo meio rural e urba-
no em relação aos desastres naturais e antrópicos, enfatizando a 
importância da educação geográfica na formação de cidadãos con-
scientes e preparados para lidar com essas situações.
Os autores ressaltam a importância de abordar em sala de 
aula temas como os diferentes tipos de desastres, suas causas e 
consequências, bem como as estratégias de prevenção, mitigação 
e resiliência. Eles argumentam que o ensino de Geografia pode con-
tribuir para a formação de uma consciência crítica e responsável em 
relação aos riscos e desastres, incentivando a adoção de práticas 
sustentáveis e a participação ativa na construção de comunidades 
mais resilientes.
O texto apresenta também exemplos de boas práticas e ex-
periências educacionais que incorporam o ensino da Geografia e a 
redução do risco de desastres, destacando a importância da inter-
disciplinaridade e da participação da comunidade nesse processo.
Em suma, o texto ressalta a relevância do ensino de Geografia 
na promoção da prevenção, redução do risco de desastres e desen-
volvimento da resiliência em um mundo globalizado, enfatizando a 
necessidade de preparar os estudantes para enfrentar os desafios 
do presente e do futuro.
MARTINELLI, MARCELLO. MAPAS DA GEOGRAFIA E DA 
CARTOGRAFIA TEMÁTICA. SÃO PAULO: CONTEXTO, 
2003
O livro “Mapas da Geografia e da Cartografia Temática”, escrito 
por Marcelo Martinelli e publicado em 2003, aborda a importância 
dos mapas como ferramentas fundamentais para o estudo e com-
preensão da Geografia e da Cartografia Temática.
A obra explora os conceitos básicos relacionados à elaboração, 
interpretação e análise de mapas, apresentando de forma clara e 
didática os princípios cartográficos, as técnicas de representação 
espacial e os diferentes tipos de mapas utilizados na Geografia.
O autor discute o papel dos mapas como instrumentos de vi-
sualização e comunicação do conhecimento geográfico, destacan-
do sua relevância para a compreensão das relações espaciais, das 
dinâmicas territoriais e das características geográficas dos lugares.
O livro abrange diversos temas, como a leitura de mapas, a rep-
resentação dos fenômenos geográficos, a simbologia cartográfica, a 
cartografia temática e a utilização de softwares e tecnologias digi-
tais na produção de mapas.
Ao longo dos capítulos, Martinelli apresenta exemplos práticos 
e estudos de caso que ilustram a aplicação dos conceitos cartográf-
icos no contexto geográfico, fornecendo aos leitores uma base sóli-
da para a compreensão e a análise de mapas.
Em resumo, o livro “Mapas da Geografia e da Cartografia 
Temática” é uma obra de referência que aborda os fundamentosteóricos e práticos da cartografia e sua relação com a Geografia. O 
autor busca proporcionar ao leitor o domínio das técnicas e con-
ceitos cartográficos, possibilitando uma melhor compreensão do 
mundo por meio dos mapas.
MORAES, ANTONIO CARLOS ROBERT. GEOGRAFIA: PE-
QUENA HISTÓRIA CRÍTICA. SÃO PAULO: HUCITEC, 1985
O livro “Geografia: Pequena História Crítica”, escrito por An-
tonio Carlos Robert Moraes e publicado em 1985, apresenta uma 
análise crítica sobre a história e o desenvolvimento da disciplina de 
Geografia ao longo dos anos.
A obra aborda a evolução da Geografia como ciência e suas 
diferentes correntes teóricas, desde os primórdios até os debates 
contemporâneos. O autor faz uma análise dos principais conceitos, 
abordagens e métodos utilizados na Geografia, destacando suas 
transformações ao longo do tempo.
Moraes examina as contribuições de diversos geógrafos e esco-
las de pensamento, explorando suas visões e críticas em relação à 
forma como a Geografia tem sido estudada e ensinada. Ele aborda 
questões como as relações entre Geografia e poder, a influência do 
contexto social e político na produção do conhecimento geográfico 
e as perspectivas críticas da disciplina.
O autor também discute as transformações que a Geografia 
passou ao longo do tempo, acompanhando as mudanças no mundo 
e na sociedade. Ele aborda o papel da Geografia na compreensão 
dos problemas socioambientais, no estudo das desigualdades ter-
ritoriais e na busca por uma abordagem mais crítica e transforma-
dora da realidade.
BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
6060
a solução para o seu concurso!
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Ao longo do livro, Moraes apresenta exemplos e reflexões que 
ilustram as diferentes perspectivas e abordagens geográficas, bus-
cando estimular uma visão crítica da disciplina e sua relevância para 
a compreensão e transformação do mundo.
Em suma, “Geografia: Pequena História Crítica” é uma obra que 
oferece uma análise crítica e reflexiva sobre a história da Geografia, 
suas correntes teóricas e suas transformações ao longo do tempo. 
O autor convida os leitores a repensarem a disciplina e a sua relação 
com a sociedade, incentivando uma abordagem mais crítica e enga-
jada na compreensão do espaço e das relações humanas.
OLIVATO, DÉBORA ET AL. JOVENS NA COMPOSIÇÃO DE 
DIÁLOGOS CARTOGRAFADOS SOBRE PREVENÇÃO DE 
DESASTRES. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET AL. 
REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊNCIA NO 
MEIO RURAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: CENTRO 
PAULA SOUZA, 2020. P. 537-549
O capítulo “Jovens na Composição de Diálogos Cartografados 
sobre Prevenção de Desastres”, escrito por Débora Olivato e co-
laboradores, faz parte do livro “Redução do Risco de Desastres e a 
Resiliência no Meio Rural e Urbano”, organizado por Lourenço Mag-
noni Júnior e outros, publicado em 2020.
Nesse capítulo, os autores abordam o papel dos jovens na 
composição de diálogos cartografados relacionados à prevenção 
de desastres. Eles exploram as percepções e vivências dos jovens 
em relação aos riscos e desastres, bem como sua participação nas 
estratégias de redução do risco e resiliência em comunidades rurais 
e urbanas.
Os autores utilizam a metodologia da cartografia social, en-
volvendo os jovens no processo de mapeamento e diálogo com o 
intuito de promover uma compreensão mais ampla e participativa 
dos desastres. Eles destacam a importância de ouvir as vozes dos 
jovens e reconhecer suas contribuições na construção de políticas e 
ações efetivas de prevenção e mitigação de desastres.
No capítulo, são apresentados casos de estudo e experiências 
práticas que demonstram como os jovens podem se envolver ati-
vamente na prevenção de desastres, trazendo suas perspectivas e 
conhecimentos locais. Os diálogos cartografados se mostram como 
uma ferramenta valiosa para fortalecer a resiliência das comuni-
dades, permitindo a troca de informações e a identificação de áreas 
de risco.
Em suma, o capítulo “Jovens na Composição de Diálogos Car-
tografados sobre Prevenção de Desastres” destaca a importância 
da participação dos jovens nas ações de prevenção de desastres. Os 
autores evidenciam como a cartografia social pode ser uma ferra-
menta efetiva para ampliar o diálogo e promover uma abordagem 
mais inclusiva e participativa na redução do risco de desastres nas 
comunidades rurais e urbanas.
PANZERI, CARLA GRACIOTO ET AL. CAMPANHA #APREN-
DERPARAPREVENIR: INSPIRAÇÕES PARA REDUZIR RIS-
COS DE DESASTRES. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO 
ET AL. REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊN-
CIA NO MEIO RURAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: 
CENTRO PAULA SOUZA, 2020. P. 10-26
O capítulo “Campanha #AprenderParaPrevenir: Inspirações 
para Reduzir Riscos de Desastres”, escrito por Carla Gracioto Panzeri 
e colaboradores, faz parte do livro “Redução do Risco de Desastres 
e a Resiliência no Meio Rural e Urbano”, organizado por Lourenço 
Magnoni Júnior e outros, publicado em 2020.
Nesse capítulo, os autores apresentam a campanha #Aprender-
ParaPrevenir, que tem como objetivo promover a conscientização e 
ações preventivas em relação aos riscos de desastres. A campanha 
busca engajar a sociedade, incluindo estudantes, professores e co-
munidades, na redução dos riscos e na construção de uma cultura 
de prevenção.
Os autores destacam a importância do aprendizado e da edu-
cação como ferramentas essenciais para a prevenção de desastres. 
Eles abordam temas como mapeamento de riscos, planejamento 
urbano, comportamento resiliente e adoção de medidas preventi-
vas, fornecendo inspirações e exemplos práticos de ações que po-
dem ser implementadas.
Ao longo do capítulo, são apresentados casos de estudo e ex-
periências bem-sucedidas relacionadas à campanha #Aprender-
ParaPrevenir. Os autores enfatizam a participação ativa dos jovens 
e a importância de seu envolvimento na construção de uma cultura 
de prevenção de desastres, por meio de atividades educativas, en-
gajamento comunitário e troca de conhecimentos.
Em resumo, o capítulo “Campanha #AprenderParaPrevenir: In-
spirações para Reduzir Riscos de Desastres” destaca a importância 
da conscientização e do aprendizado para a prevenção de desas-
tres. Os autores apresentam a campanha como uma iniciativa inspi-
radora que busca engajar a sociedade e promover ações efetivas na 
redução dos riscos de desastres no meio rural e urbano.
RUIZ, LUIS FERNANDO CHIMELO; SILVA JÚNIOR, ORLE-
NO MARQUES DA; GUASSELLI, LAURINDO ANTONIO. 
GOOGLE EARTH COMO RECURSO MIDIÁTICO NO ENSI-
NO DE GEOGRAFIA: ESTUDO DE CASO DAS PAISAGENS 
E DOS IMPACTOS AMBIENTAIS EXISTENTES NOS DOMÍ-
NIOS MORFOCLIMÁTICOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO. 
IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET AL. REDUÇÃO DO 
RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊNCIA NO MEIO RU-
RAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: CENTRO PAULA 
SOUZA, 2020. P. 616-625
O tema selecionado é “Google Earth como Recurso Midiático 
no Ensino de Geografia: Estudo de Caso das Paisagens e dos Im-
pactos Ambientais Existentes nos Domínios Morfoclimáticos do Ter-
ritório Brasileiro”, escrito por Luis Fernando Chimelo Ruiz, Orleno 
Marques da Silva Júnior e Laurindo Antonio Guasselli. O capítulo 
está presente no livro “Redução do Risco de Desastres e a Resil-
BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
61
a solução para o seu concurso!
Editora
iência no Meio Rural e Urbano”, organizado por Lourenço Magnoni 
Júnior et al. e publicado em São Paulo, em 2020, pelo Centro Paula 
Souza.
No texto, os autores exploram o potencial do Google Earth 
como uma ferramenta midiática no ensino de Geografia. Eles reali-
zam um estudo de caso focado nas paisagens e impactos ambientais 
presentes nos diferentes domínios morfoclimáticos do território 
brasileiro. O Google Earth é utilizado como uma plataforma para a 
visualização e análise dessas paisagens, permitindo aos alunos uma 
compreensão mais abrangente e interativa da geografia do país.
Os autores argumentam que o uso do Google Earth no ensino 
de Geografia proporciona uma experiência de aprendizagem mais 
dinâmica e envolvente, permitindo aos estudantes explorarvirtual-
mente diferentes regiões do Brasil. Além disso, a utilização dessa 
ferramenta possibilita uma abordagem mais atualizada e contextu-
alizada dos temas geográficos, contribuindo para o desenvolvimen-
to do pensamento espacial dos alunos.
O estudo de caso apresentado no capítulo demonstra como o 
Google Earth pode ser aplicado na identificação e análise de dif-
erentes elementos geográficos, como relevo, clima, vegetação e 
impactos ambientais. Os autores destacam a importância de pro-
mover a conscientização sobre as questões ambientais e a relação 
entre as paisagens e os processos naturais, assim como os impactos 
causados pelas atividades humanas.
Em resumo, o capítulo aborda o uso do Google Earth como re-
curso midiático no ensino de Geografia, destacando sua aplicação 
no estudo das paisagens e dos impactos ambientais presentes nos 
domínios morfoclimáticos do território brasileiro. Os autores enfati-
zam a importância dessa ferramenta no desenvolvimento do pensa-
mento espacial dos alunos e na promoção de uma abordagem mais 
interativa e contextualizada do conhecimento geográfico.
SANTOS, MILTON. POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO: 
DO PENSAMENTO ÚNICO À CONSCIÊNCIA UNIVERSAL. 
32. ED. RIO DE JANEIRO: RECORD, 2021
O livro “Por uma Outra Globalização: Do Pensamento Único à 
Consciência Universal”, escrito por Milton Santos, aborda de forma 
crítica o fenômeno da globalização e propõe uma reflexão sobre os 
desafios e alternativas para a construção de um mundo mais justo e 
igualitário. Publicado em 2021, esta é a 32ª edição da obra.
Neste livro, o autor questiona a ideia do “pensamento único”, 
que se baseia na supremacia do modelo econômico neoliberal e 
na homogeneização cultural promovida pela globalização. Milton 
Santos defende a importância de se pensar em uma outra forma 
de globalização, que leve em consideração a diversidade cultural, 
social e econômica dos povos ao redor do mundo.
Ao longo das páginas, o autor explora temas como as desigual-
dades sociais, a concentração de poder, a degradação ambiental e 
os impactos negativos da globalização sobre as populações mais 
vulneráveis. Ele analisa as estruturas e dinâmicas do sistema cap-
italista global e sugere a necessidade de uma consciência universal 
que promova a solidariedade, a cooperação e a justiça social.
Milton Santos apresenta propostas e alternativas para enfren-
tar os desafios da globalização, como a valorização da diversidade 
cultural, a busca por modelos econômicos mais sustentáveis e in-
clusivos, a defesa dos direitos humanos e a participação cidadã ati-
va. Ele destaca a importância de fortalecer os movimentos sociais 
e promover a democratização do acesso aos recursos e benefícios 
da globalização.
Em resumo, “Por uma Outra Globalização: Do Pensamento Úni-
co à Consciência Universal” é uma obra essencial para aqueles que 
desejam compreender criticamente os processos globais contem-
porâneos e refletir sobre alternativas e caminhos para a construção 
de um mundo mais justo e sustentável. Através de uma abordagem 
crítica e propositiva, Milton Santos nos convida a repensar a global-
ização e a buscar uma consciência universal que promova a digni-
dade humana e a equidade social.
SILVEIRA, MARIA LAURA. O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIE-
DADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI. 22. ED. RIO DE JANEIRO: 
RECORD, 2021
O livro “O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI”, 
escrito por Maria Laura Silveira, aborda a relação entre território 
e sociedade no contexto brasileiro contemporâneo. Publicado em 
2021, esta obra apresenta uma visão atualizada sobre as transfor-
mações territoriais e sociais ocorridas no país nas últimas décadas.
A autora explora temas como urbanização, regionalização, 
desigualdades sociais, migrações, questões ambientais e políticas 
públicas. Ela analisa como esses elementos influenciam a organi-
zação do território brasileiro e impactam a vida da população.
Ao longo do livro, Silveira utiliza uma abordagem interdisciplin-
ar, combinando conceitos e metodologias da geografia, sociologia, 
economia e ciências políticas. Ela utiliza dados e estatísticas para 
embasar suas análises, fornecendo uma visão ampla e detalhada da 
realidade do Brasil no início do século XXI.
A obra destaca as características geográficas do país, como sua 
extensão territorial, diversidade natural, riquezas minerais e recur-
sos hídricos. Também aborda a formação histórica do território bra-
sileiro, desde o período colonial até os dias atuais, evidenciando as 
heranças culturais e as diferentes dinâmicas regionais.
Além disso, a autora discute as desigualdades sociais presentes 
na sociedade brasileira, enfatizando as disparidades econômicas, o 
acesso desigual a serviços públicos e as condições de vida nas áreas 
urbanas e rurais. Ela também analisa os desafios enfrentados pelo 
país em relação ao desenvolvimento sustentável e à preservação do 
meio ambiente.
“O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI” é uma 
obra que contribui para o entendimento da realidade brasileira 
contemporânea, oferecendo uma análise crítica e reflexiva sobre 
as questões territoriais e sociais que afetam o país. Através desse 
panorama abrangente, a autora busca promover uma compreensão 
mais ampla e aprofundada do Brasil e suas complexidades.
BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
6262
a solução para o seu concurso!
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SENA, CARLA CRISTINA REINALDO GIMENES DE; CAR-
MO, WALDIRENE RIBEIRO DO. CARTOGRAFIA TÁTIL: O 
PAPEL DAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. 
BOLETIM PAULISTA DE GEOGRAFIA, SÃO PAULO, V. 99, 
P. 102–123, 2018
O artigo intitulado “Cartografia Tátil: O Papel das Tecnologias na 
Educação Inclusiva”, de autoria de Carla Cristina Reinaldo Gimenes 
de Sena e Waldirene Ribeiro do Carmo, foi publicado no Boletim 
Paulista de Geografia, em 2018. O estudo aborda a importância da 
cartografia tátil como uma ferramenta para promover a inclusão de 
pessoas com deficiência visual no ensino de geografia.
O artigo discute a relevância da utilização de tecnologias 
acessíveis, como a impressão em relevo, para a representação car-
tográfica em relevo, possibilitando que os alunos com deficiência vi-
sual tenham acesso às informações geográficas de forma tátil. Essa 
abordagem visa garantir a participação plena e igualitária desses es-
tudantes nas aulas de geografia, estimulando seu desenvolvimento 
cognitivo, espacial e social.
Os autores apresentam diversos estudos de caso que demon-
stram a eficácia da cartografia tátil como uma ferramenta pedagógi-
ca inclusiva. Eles destacam a importância da adaptação de materiais 
cartográficos convencionais para a versão tátil, permitindo que os 
alunos possam explorar e compreender os elementos geográficos 
de maneira mais significativa.
Além disso, o artigo também aborda o papel das tecnologias 
digitais na educação inclusiva, destacando o uso de softwares e 
aplicativos que permitem a criação de mapas táteis de forma in-
terativa. Essas tecnologias ampliam as possibilidades de aprendiza-
gem e promovem a autonomia dos alunos, proporcionando uma 
experiência mais imersiva e dinâmica no estudo da geografia.
O estudo conclui ressaltando a importância de investir em 
práticas educacionais inclusivas e na formação de professores para 
o uso adequado da cartografia tátil e das tecnologias na sala de 
aula. A partir dessas abordagens, é possível ampliar o acesso ao 
conhecimento geográfico e garantir a participação de todos os estu-
dantes, independentemente de suas habilidades visuais.
Assim, o artigo “Cartografia Tátil: O Papel das Tecnologias na 
Educação Inclusiva” apresenta reflexões relevantes sobre a im-
portância da cartografia tátil e do uso das tecnologias no contex-
to da educação inclusiva, buscando promover uma aprendizagem 
geográfica mais acessível e igualitária para todos os alunos.
TEIXEIRA, WILSON; TOLEDO, M. CRISTINA MOTTA DE; 
FAIRCHILD, THOMAS RICH; TAIOLI, FABIO (ORG.). DE-
CIFRANDO A TERRA. 2. ED. SÃO PAULO: COMPANHIA 
EDITORA NACIONAL, 2009. CAP.1, 2, 3, 5, 8, 10 E 20
“Decifrando a Terra” é um livro organizado por Wilson Teixeira, 
M. Cristina Motta de Toledo, Thomas Rich Fairchild e Fabio Taioli. 
Publicado em 2009 pela Companhia Editora Nacional, a segunda 
edição dessa obra abrange os capítulos 1, 2, 3, 5, 8, 10 e 20.
O livro aborda diversos aspectos relacionados à geologia e à 
geografia física da Terra. Os autores apresentam de forma clara e 
acessível os principais conceitos e teorias relacionados à formação 
e evolução do planeta, além de explorar fenômenos geológicos, 
como a formação das rochas, os processos de erosão e as transfor-
mações da superfície terrestre ao longo do tempo.
Nos capítulos selecionados, são abordados temas como a es-
trutura interna da Terra, as placas tectônicas e os movimentos da 
crosta terrestre, o ciclo das rochas, os processos de erosão e sedi-
mentação, além do papel dos agentes externos na modelagem do 
relevo. Os autores também discutem a importância da geologia 
na compreensão dos recursos naturais e dos fenômenos naturais, 
como terremotos, vulcões e tsunamis.
Ao longo do livro, são apresentados exemplos e estudos de 
caso que ilustram os conceitos discutidos, além de imagens, gráfi-
cos e mapas que auxiliam na visualização dos processos geológicos. 
Os autores também destacam a importância da geologia na socie-
dade contemporânea, especialmente no planejamento urbano, na 
exploração de recursos minerais e energéticos, e na preservação do 
meio ambiente.
Em suma, “Decifrando a Terra” é uma obra fundamental para 
aqueles que desejam compreender os processos geológicos e a 
dinâmica do planeta. Por meio de uma abordagem didática e at-
ualizada, os autores proporcionam aos leitores um conhecimento 
sólido sobre a geologia da Terra, permitindo uma compreensão 
mais profunda dos fenômenos naturais e dos desafios ambientais 
enfrentados pela sociedade.
QUESTÕES
1.Qual é o principal objetivo do artigo “Cartografia Tátil: O Pa-
pel das Tecnologias na Educação Inclusiva”? 
(A) Discutir a importância da cartografia tátil na educação in-
clusiva. 
(B) Apresentar estudos de caso sobre o uso de tecnologias na 
educação inclusiva. 
(C) Explorar o uso de softwares e aplicativos na educação in-
clusiva. 
(D) Analisar o papel das tecnologias na representação cartográ-
fica em relevo.
2.Além da cartografia tátil, qual é outro recurso abordado no 
artigo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual? 
(A) Mapas em braille. 
(B) Softwares educacionais. 
C) Livros digitais. 
(D) Aplicativos móveis.
3.Quais são os principais temas abordados no livro “O Brasil: 
Território e Sociedade no Início do Século XXI”? 
(A) Urbanização, desigualdade de gênero e mudanças climáti-
cas. 
(B) Regionalização, migrações e desenvolvimento sustentável. 
(C) Políticas públicas, riquezas minerais e questões ambientais. 
(D) Globalização, extensão territorial e diversidade cultural.
4.Qual é a abordagem utilizada pela autora Maria Laura Silveira 
em seu livro? 
(A) Uma análise exclusivamente geográfica do território bra-
sileiro. 
(B) Uma visão histórica do Brasil desde o período colonial até 
BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS
63
a solução para o seu concurso!
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os dias atuais. 
(C) Uma abordagem interdisciplinar, combinando conceitos de 
diferentes áreas do conhecimento. 
(D) Uma crítica aos problemas sociais do país sem considerar os 
aspectos territoriais.
5.Qual é o principal questionamento abordado por Milton San-
tos em “Por uma Outra Globalização: Do Pensamento Único à Con-
sciência Universal”? 
(A) A supremacia do modelo econômico neoliberal. 
(B) A diversidade cultural dos povos ao redor do mundo. 
(C) Os impactos negativos da globalização sobre as populações 
vulneráveis. 
(D) A concentração de poder no sistema capitalista global.
6.Segundo Milton Santos, qual é a proposta para uma outra 
globalização? 
(A) A homogeneização cultural promovida pela globalização. 
(B) A valorização da diversidade cultural e a promoção da sol-
idariedade. 
(C) A defesa dos direitos humanos apenas em âmbito nacional. 
(D) A concentração de poder como forma de enfrentar os de-
safios globais.
7.Qual é o objetivo principal do estudo de caso apresentado 
pelos autores no capítulo? 
(A) Explorar as paisagens e impactos ambientais presentes nos 
domínios morfoclimáticos do território brasileiro. 
(B) Analisar o potencial do Google Earth como ferramenta de 
geoprocessamento. 
(C) Investigar as diferentes ferramentas midiáticas disponíveis 
para o ensino de Geografia. 
(D) Desenvolver um manual de instruções para a utilização do 
Google Earth em sala de aula.
8.De acordo com os autores, qual é uma das principais vanta-
gens do uso do Google Earth no ensino de Geografia? 
(A) Proporcionar uma experiência de aprendizagem dinâmica 
e envolvente. 
(B) Substituir o uso de mapas impressos e globos terrestres nas 
aulas. 
(C) Limitar a exploração geográfica apenas às áreas urbanas. 
(D) Fornecer informações atualizadas sobre os aspectos de-
mográficos do Brasil.
9.Qual é o objetivo principal da campanha #AprenderParaPre-
venir, apresentada no capítulo?
(A) Engajar a sociedade na redução dos riscos de desastres. 
(B) Promover a resiliência no meio rural e urbano. 
(C) Fornecer inspirações para a gestão de desastres naturais. 
(D) Criar uma cultura de prevenção de desastres nas escolas.
10. Qual é o papel dos jovens na campanha #AprenderParaPre-
venir, conforme destacado pelos autores?
(A) Desenvolver tecnologias avançadas para prevenção de de-
sastres. 
(B) Liderar as ações de resposta em casos de desastres naturais. 
(C) Engajar a comunidade e promover a cultura de prevenção. 
(D) Realizar pesquisas científicas sobre riscos de desastres.
11. Qual é o objetivo principal do capítulo “Jovens na Com-
posição de Diálogos Cartografados sobre Prevenção de Desastres”?
(A) Analisar os desastres ocorridos em comunidades rurais e 
urbanas. 
(B) Explorar a participação dos jovens na prevenção de desas-
tres. 
(C) Apresentar estratégias de mitigação de desastres em áreas 
de risco. 
(D) Discutir a importância da resiliência no meio rural e urbano.
12. Qual metodologia é utilizada pelos autores no capítulo para 
promover uma compreensão mais ampla e participativa dos desas-
tres?
(A) Cartografia social. 
(B) Análise de riscos. 
(C) Modelagem matemática. 
(D) Observação direta.
13. Qual é o objetivo principal do livro “Geografia: Pequena 
História Crítica”?
(A) Apresentar uma visão positivista da Geografia e suas técni-
cas de mapeamento. 
(B) Analisar criticamente a história e o desenvolvimento da dis-
ciplina de Geografia. 
(C) Examinar os principais problemas ambientais do século XX. 
(D) Discutir a relação entre Geografia e outras disciplinas 
científicas.
14. Segundo o livro, qual é a importância da Geografia na com-
preensão do mundo?
(A) A Geografia fornece informações precisas sobre os 
fenômenos naturais. 
(B) A Geografia estuda apenas as relações econômicas entre 
países. 
(C) A Geografia é uma disciplina desatualizada e sem relevância 
no mundo atual. 
(D) A Geografia permite compreender as desigualdades territo-
riais e a relação entre sociedade e espaço.
15. O que o autor destaca como a importância dos mapas no 
estudo da Geografia?
(A) A possibilidade de visualizar e comunicar o conhecimento 
geográfico. 
(B) A capacidade de representar de forma precisa os fenômenos 
naturais. 
(C) A exclusiva utilização de tecnologias digitais na produção 
de mapas. 
(D) A ênfase na simbologia cartográfica como elemento central 
na elaboração de mapas.
16. Qual é o principal foco do texto “Prevenir e Antecipar para 
não Remediar: o Ensino de Geografia, a Redução do Risco de Desas-
tres e a Resiliência no Mundo Globalizado”?
(A) Discutir os desafios do ensino de Geografia no meio rural. 
(B) Explorar estratégias para remediar desastres naturais. 
(C) Destacar a importância da educação geográfica na redução 
do risco de desastres. 
(D) Analisar o impacto da globalização no ensino de Geografia.
(A) 
(B) 
(C) 
BIBLIOGRAFIALIVROS E ARTIGOS
6464
a solução para o seu concurso!
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17. O texto menciona que o ensino de Geografia pode con-
tribuir para:
(A) Ignorar as causas dos desastres naturais. 
(B) Desenvolver uma consciência crítica em relação aos desas-
tres. 
(C) Isolar as comunidades dos problemas relacionados aos de-
sastres. 
(D) Reduzir a importância da participação da comunidade.
18. Qual é o principal objetivo do livro “Temas Atuais em Mu-
danças Climáticas: Para os Ensinos Fundamental e Médio”?
(A) Apresentar soluções definitivas para as mudanças climáti-
cas. 
(B) Promover o ensino de conceitos abstratos sobre mudanças 
climáticas. 
(C) Conscientizar e engajar estudantes nas questões das mu-
danças climáticas. 
(D) Explorar a origem histórica das mudanças climáticas.
19. O livro “Temas Atuais em Mudanças Climáticas” oferece:
(A) Atividades práticas e sugestões de experimentos. 
(B) Dicas para o ensino de matemática. 
(C) Um guia de viagem para locais afetados pelas mudanças 
climáticas. 
(D) Um estudo sobre mudanças climáticas na Idade Média.
20.Qual é o principal objetivo do livro “Território e Multiterrito-
rialidade: Um Debate”? 
(A) Discutir a relação entre território e identidade. 
(B) Apresentar estudos de caso sobre multiterritorialidade. 
(C) Analisar as transformações econômicas na construção dos 
territórios. 
(D) Explorar diferentes conceitos geográficos contemporâneos.
21.Segundo o autor, qual é o conceito proposto para superar as 
noções tradicionais de território? 
(A) Territorialidade. 
(B) Globalização. 
(C) Multiterritorialidade. 
(D) Soberania.
GABARITO
1 A
2 B
3 B
4 C
5 A
6 B
7 A
8 A
9 A
10 C
11 B
12 A
13 B
14 D
15 A
16 C
17 B
18 C
19 A
20 D
21 C
ANOTAÇÕES
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a solução para o seu concurso!
Editora
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. 
CURRÍCULO PAULISTA. SÃO PAULO: SEDUC, [2019]. P. 
397-403, 405–448.
Currículo paulista
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS
A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas no Currículo 
Paulista engloba os componentes de Geografia e História. Nessa 
área, o estudante terá a oportunidade de compreender as rela-
ções entre o tempo, o espaço, a sociedade e a natureza, de forma 
contextualizada e significativa.
Na Educação Básica, o ensino das Ciências Humanas indica ca-
minhos para o desenvolvimento de explorações sociocognitivas, 
afetivas e lúdicas, procedimentos de investigação, pensamento 
ético, criativo e crítico, resolução de problemas e interfaces com 
diferentes linguagens (oral, escrita, cartográfica, estética, técnica, 
entre outras), de modo a propiciar aos estudantes possibilidades 
para interpretar o mundo, compreender processos e fenômenos 
sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais e propor 
ações de intervenção a partir da sua realidade.
Assim, essa área visa contribuir para a formação integral dos 
estudantes, para que possam reconhecer suas responsabilidades 
na produção do espaço social, político, cultural e geográfico, e no 
cuidado consigo, com o outro e com o planeta.
Desse modo, o Currículo Paulista retoma as diretrizes da Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC), da área de Ciências Humanas, 
destacando alguns pontos fundamentais:
A área de Ciências Humanas contribui para que os alunos de-
senvolvam a cognição in situ, ou seja, sem prescindir da contex-
tualização marcada pelas noções de tempo e espaço, conceitos 
fundamentais da área.
Cognição e contexto são, assim, categorias elaboradas con-
juntamente, em meio a circunstâncias históricas específicas, nas 
quais a diversidade humana deve ganhar especial destaque, com 
vistas ao acolhimento da diferença. O raciocínio espaço-temporal 
baseia-se na ideia de que o ser humano produz o espaço em que 
vive, apropriando-se dele em determinada circunstância histórica. 
A capacidade de identificação dessa circunstância impõe-se como 
condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie 
os significados das ações realizadas no passado ou no presente, o 
que o torna responsável tanto pelo saber produzido quanto pelo 
controle dos fenômenos naturais e históricos dos quais é agente. 
(BRASIL, 2017, p.351)
Essa área pretende dialogar com a realidade da comunidade 
local, regional e global, à luz das características demográficas, na-
turais, temporais, políticas, econômicas, socioculturais e com os 
temas contemporâneos.
Na elaboração do Currículo foram considerados os seguintes 
temas transversais:
• Direitos da Criança e do Adolescente;
• Educação para o Trânsito;
• Educação Ambiental;
• Educação Alimentar e Nutricional;
• Processo de envelhecimento, respeito e valorização do 
idoso;
• Educação em Direitos Humanos;
• Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena;
• Desenvolvimento Sustentável dos povos e comunidades 
tradicionais;
• Saúde, vida familiar e social;
• Educação para o Consumo;
• Educação Financeira e Fiscal, trabalho, ciência e tecnolo-
gia e diversidade cultural;
• Educação para Redução de Riscos e Desastres;
• Relações de trabalho.
Essas temáticas são contempladas na área de Ciências Hu-
manas e em habilidades de componentes curriculares de outras 
áreas do conhecimento, cabendo às escolas, de acordo com suas 
especificidades, tratá-las de forma contextualizada. Nesse senti-
do, o trabalho com temas transversais é fundamental para que 
o estudante compreenda criticamente o mundo em que vive, 
propondo ações de intervenção para o desenvolvimento de uma 
sociedade justa, democrática, igualitária, inclusiva e sustentável.
Ao longo da Educação Básica, a área de Ciências Humanas 
contribui para que, de forma gradativa, os estudantes ampliem 
o repertório de leitura do mundo social e natural, tendo como 
ponto de partida (Anos Iniciais) a reflexão sobre a sua inserção 
singular e as suas relações no seu lugar de vivência, considerando, 
posteriormente, as conexões com tempos e espaços mais amplos 
(Anos Finais).
Na área de Ciências Humanas, os objetos de conhecimento 
das unidades temáticas de Geografia e História possuem alinha-
mento teórico-metodológico ao longo do Ensino Fundamental. 
Podemos observar que nos Anos Iniciais a unidade temática de 
Geografia “O sujeito e o seu lugar no mundo” e as unidades temá-
ticas de História “Mundo pessoal: meu lugar no mundo”, “Mundo 
pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo” e “O lugar em que 
vive”; priorizam seus estudos a partir do lugar de vivência do es-
tudante.
Nos Anos Finais o foco dos componentes está nas modifica-
ções da paisagem, nas relações sociais e dos seres humanos com 
a natureza, em diferentes tempos; questões sobre as transforma-
ções ocorridas no Brasil com os processos econômicos gerados 
pela colonização e a configuração do território; o reconhecimento 
da diversidade de povos na construção doBrasil; a transição do 
mercantilismo para o capitalismo; conflitos e transformações so-
ciais nos territórios brasileiro, latino-americano, europeu e africa-
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
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a solução para o seu concurso!
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no; questões de fronteiras; conflitos entre nações; resistência, di-
reitos universais e sustentabilidade, entre outros que possibilitam 
o desenvolvimento de um trabalho conjunto na área.
As competências específicas da área de Ciências Humanas as-
seguram, para os seus componentes, os direitos fundamentais de 
aprendizagem de modo pormenorizado que levam ao desenvolvi-
mento das competências gerais previstas pela BNCC para toda a 
Educação Básica.
Competências Específicas de Ciências Humanas para o Ensi-
no Fundamental
1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, 
de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plu-
ral e promover os direitos humanos.
2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técni-
co- -científico-informacional com base nos conhecimentos das 
Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no 
tempo e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se 
posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo.
3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser hu-
mano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade, a 
autonomia, o senso crítico e a ética, propondo ideias e ações que 
contribuam para a transformação espacial, ambiental, social e 
cultural de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida 
social.
4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com 
relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base 
nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promo-
vendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos 
e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e poten-
cialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo 
espaço e em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos 
diferentes no mesmo espaço e em espaços variados.
6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das 
Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que 
respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência so-
cioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo 
voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade 
justa, democrática e inclusiva.
7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e 
diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e 
comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço- -tempo-
ral relacionado a localização, distância, direção, duração, simulta-
neidade, sucessão, ritmo e conexão.
GEOGRAFIA
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS
GEOGRAFIA
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece para o 
componente de Geografia os conhecimentos, as competências e 
as habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam no 
decorrer do Ensino Fundamental, e os propósitos que direcionam 
a educação brasileira para a formação humana integral e para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
O contato intencional e orientado com os conhecimentos 
geográficos é uma oportunidade para compreender o mundo 
em que se vive, na medida em que esse componente curricular 
aborda as ações humanas construídas nas distintas sociedades 
existentes nas diversas regiões do planeta. Para fazer a leitura do 
mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, 
os estudantes precisam ser estimulados a pensar espacialmente, 
desenvolvendo o raciocínio geográfico.
Na Educação Básica, a Geografia permite ao estudante ler e 
interpretar o espaço geográfico por meio das formas, dos pro-
cessos, das dinâmicas e dos fenômenos e a entender as relações 
entre as sociedades e a natureza em um mundo complexo e em 
constante transformação.
[...] a Geografia, entendida como uma ciência social, que es-
tuda o espaço construído pelo homem, a partir das relações que 
estes mantêm entre si e com a natureza, quer dizer, as questões 
da sociedade, com uma “visão espacial”, é por excelência uma 
disciplina formativa, capaz de instrumentalizar o aluno para que 
exerça de fato a sua cidadania. [...] Um cidadão que reconheça o 
mundo em que vive, que se compreenda como indivíduo social 
capaz de construir a sua história, a sua sociedade, o seu espaço, 
e que consiga ter os mecanismos e os instrumentos para tanto. 
(CALLAI, 2001, p.134)
É importante reconhecer que o ensino de Geografia passou 
por crises e renovações. As tensões, contradições e inspirações 
advindas de diferentes concepções do pensamento geográfico, 
por meio da Geografia Clássica ou Tradicional, a Geografia Neopo-
sitivista - ou Positivismo Lógico ou Geografia Teórico-Quantitativa 
-, a Geografia Crítica e a Geografia Humanista e Cultural, entre 
outras, contribuíram para a consolidação da Geografia Escolar, 
refletindo-se no processo de ensino-aprendizagem e na constru-
ção de políticas públicas educacionais. Dessa forma, no ensino de 
Geografia, observa-se uma expressiva pluralidade de concepções 
teórico-metodológicas que orientam a prática docente e funda-
mentam a elaboração de propostas curriculares.
As transformações observadas apresentam pontos impor-
tantes para a reflexão sobre os conteúdos, as metodologias e as 
estratégias de avaliação e, sobretudo os caminhos para superar a 
dicotomia historicamente construída entre a Geografia Física e a 
Humana, que ainda persiste nos dias atuais, nas universidades e 
especialmente na Educação Básica.
No entanto, apesar do reconhecimento das diferentes con-
tribuições, o Currículo Paulista apresenta temáticas e abordagens 
próximas da Geografia Crítica, Humanista e Cultural, quando se 
opta por enfatizar a relação sociedade e natureza e a necessidade 
de se refletir, agir e fazer escolhas sustentáveis diante dos desafios 
contemporâneos.
O Currículo Paulista de Geografia do Ensino Fundamental está 
organizado com base nos princípios e conceitos da Geografia con-
temporânea. Ressalta-se que, embora o espaço seja o conceito 
mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os estu-
dantes dominem outros conceitos operacionais, que expressam 
aspectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, 
natureza e paisagem.
Diante da complexidade do espaço geográfico, o ensino de 
Geografia, na contemporaneidade, tem o desafio de articular teo-
rias, pressupostos éticos e políticos da educação, bem como cami-
nhos metodológicos; para que os estudantes aprendam a pensar 
e a reconhecer o espaço por meio de diferentes escalas e tempos, 
desenvolvendo raciocínios geográficos, o pensamento espacial e 
construindo novos conhecimentos.
Pensar espacialmente, compreendendo os conteúdos e con-
ceitos geográficos e suas representações, também envolve o 
raciocínio, definido pelas habilidades que desenvolvemos para 
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
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compreender, a estrutura e a função de um espaço e descrever 
sua organização e relação a outros espaços, portanto, analisar a 
ordem, a relação e o padrão dos objetos espaciais. (CASTELLAR, 
2017, p.164)
O raciocínio geográfico está relacionado com uma maneira de 
exercitar o pensamento espacial, por meio de princípios funda-
mentais:
- Analogia: um fenômeno geográfico sempre é comparável a 
outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográ-
ficos é o início da compreensão da unidade terrestre;
- Conexão: um fenômeno geográfico nunca acontece isolada-
mente, mas sempre em interação com outros fenômenos próxi-
mos ou distantes;
- Diferenciação: é a variação dos fenômenos de interesse da 
geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resul-
tando na diferença entre áreas;
- Distribuição: exprime como os objetos se repartem pelo es-
paço;
- Extensão: espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrên-
cia do fenômeno geográfico;
- Localização: posição particular de umobjeto na superfície 
terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um siste-
ma de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de 
relações espaciais topológicas ou por interações espaciais);
- Ordem: ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico 
de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do 
espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o pro-
duziu.
O ensino de Geografia mobiliza competências e habilidades 
por meio de diferentes linguagens, de princípios e dos conceitos 
estruturantes espaço geográfico, paisagem, lugar, território e re-
gião e outras categorias que contemplam a natureza, a sociedade, 
o tempo, a cultura, o trabalho e as redes, entre outros, conside-
rando as suas diversas escalas. Outro conceito estruturante refe-
re- -se à educação cartográfica, que deve perpassar todos os anos 
do Ensino Fundamental. Quanto às categorias, especialmente no 
que se refere à natureza e sociedade, é necessário aprofundar o 
estudo sobre os fundamentos do pensamento científico e filosó-
fico.
Para entender o ensino, a prática do ensino de Geografia, é 
preciso pensar, pois, nas bases da ciência de referência. Na atua-
lidade, a ciência geográfica tem passado por algumas mudanças. 
A Geografia é um campo do conhecimento científico multidimen-
sional, sempre buscou compreender as relações que se estabe-
lecem entre o homem e a natureza e como essas relações vêm 
constituindo diferentes espaços ao longo da história. Hoje, mais 
do que nunca, essa busca leva ao surgimento de uma pluralidade 
de caminhos. As relações sociais, as práticas sociais geram e são 
geradas por espacialidades complexas, que demandam diferen-
tes olhares, ampliando consideravelmente o campo temático e os 
problemas tratados pela Geografia. E o ensino dessa disciplina, o 
que tem a ver com essa realidade? As preocupações que orientam 
a produção científica da Geografia no âmbito acadêmico são as 
mesmas que norteiam a estruturação da disciplina escolar? Sim 
e não. Sim, porque as duas têm a mesma base epistemológica; 
não, porque na escola existem influências diversas que dão um 
contorno peculiar a essa área do conhecimento. O que valida a 
geografia escolar é a sua base, sua ciência de referência. (CAVAL-
CANTI, 2012, p.90)
O foco do ensino de Geografia hoje está no estudo do espaço 
geográfico, conceito que pode ser entendido como produto das 
relações sociais, econômicas, políticas, culturais, simbólicas e am-
bientais que nele se estabelecem. Nessa perspectiva, as relações 
definidas entre os elementos naturais e os construídos pela ativi-
dade humana, são regulados pelo “tempo da natureza” (proces-
sos bioquímicos e físicos, responsáveis pela produção e interação 
dos objetos naturais) e pelo “tempo histórico” (marcas acumula-
das pela atividade humana como produtora de artefatos sociais). 
O espaço geográfico ainda pode ser entendido como resultado da 
trama entre objetos técnicos e informacionais, fluxos de matéria 
e informação, que se manifestam e atuam sobre uma base física.
Para Santos (2008), a natureza do espaço é a soma do resul-
tado material acumulado das ações humanas através do tempo e, 
de outro, animado pelas ações atuais que lhe atribuem um dina-
mismo e uma funcionalidade. A paisagem tem sido tomada como 
um primeiro foco de análise, como ponto de partida para aproxi-
mação de seu objeto de estudo que é o espaço geográfico.
Pode ser definida como a unidade visível do real e que incor-
pora todos os fatores resultantes da construção natural, social e 
cultural. Para Santos (1997), a paisagem pressupõe, também, um 
conjunto de formas e funções em constante transformação, seus 
aspectos “visíveis”, mas, por outro lado, as formas e as funções 
indicam a estrutura espacial, em princípio, “invisível”, e resulta 
sempre do casamento da paisagem com a sociedade. Já para Vitte 
(2007), o conceito de paisagem se manifesta como polissêmico e 
resultado de uma representação filosófica e social; cada socieda-
de, por meio de sua cultura, imprime uma particular plasticidade 
à natureza que é produzida pela intencionalidade social. Já para 
Ab’Saber (2003), as paisagens têm sempre o caráter de herança 
de processos (fisiográficos e biológicos), de atuação antiga, re-
modelados e modificados por processos de atuação recente. São 
uma herança, um patrimônio coletivo dos povos que, historica-
mente, os modificaram ao longo do tempo e do espaço.
A definição de lugar está cada vez mais complexa, global e 
dinâmica. O lugar pode ser entendido como o espaço que se torna 
próximo do indivíduo, constituindo- -se como o lugar do perten-
cimento, encontros, experiência, dimensão afetiva, identidade, 
subjetividade e lugar do simbólico. No contexto atual, a sociedade 
depara-se com um conjunto de acontecimentos que ultrapassam 
as fronteiras do local, pois são eventos globais, mas sua repercus-
são se materializa no lugar. Aliás, o lugar é o depositário final dos 
eventos, de acordo com Santos (2003).
Ainda para o autor (2008), o lugar abarca uma permanente 
mudança, decorrente da própria lógica da sociedade e das ino-
vações técnicas que estão sempre transformando o espaço geo-
gráfico.
Com relação ao território, pode ser considerado sinônimo de 
espaço vivido, apropriado, usado, delimitado, que configura os as-
pectos políticos, econômicos, ambientais e culturais. O território 
não é apenas a configuração política de um Estado-Nação, mas 
sim o espaço construído pela formação social. Segundo Raffestin 
(1993), o território não poderia ser nada mais que o produto dos 
atores sociais. São eles que produzem o território, partindo da 
realidade inicial dada, que é o espaço. Ainda para o autor, o terri-
tório é definido com base em um sistema composto por nós e re-
des, que constrói uma estrutura conceitual, como limite, frontei-
ras, vizinhança, territorialidade, entre outros. Já para Haesbaert 
(2007), o território é sempre múltiplo, diverso, complexo e imerso 
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
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a solução para o seu concurso!
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em relações de dominação e/ou de apropriação sociedade-espa-
ço, desdobra-se da dominação político-econômica mais concreta 
e funcional à apropriação mais subjetiva e/ou cultural-simbólica.
Segundo Corrêa (1998), o conceito de região, tradicionalmen-
te, é entendido como uma parte da superfície da Terra, dimen-
sionada segundo escalas territoriais diversificadas, caracterizada 
pelos elementos da natureza ou como uma paisagem e sua exten-
são territorial, na qual se entrelaçam os componentes humanos 
e a natureza. Ao longo da história, o conceito foi reformulado e 
está associado à ideia de território amplo, regionalização, divisão 
do espaço, localização, extensão de um fenômeno, entre outros.
Outro conceito estruturante refere-se à educação cartográfi-
ca, visto que a linguagem cartográfica tem um papel importante 
no processo de aprendizagem em Geografia, no sentido de con-
tribuir para o desenvolvimento de habilidades necessárias para 
o entendimento das interações, dinâmicas, relações e dos fenô-
menos geográficos em diferentes escalas e para a formação da 
cidadania e da criticidade e autonomia do estudante.
A cartografia escolar vem se estabelecendo como um conhe-
cimento construído nas interfaces entre Cartografia, Educação e 
Geografia.
No entanto, a cartografia escolar abrange conhecimentos e 
práticas para o ensino de conteúdos originados na própria car-
tografia, mas que se caracteriza por lançar mão de visões de di-
versas áreas. Em seu estado atual, pode referir-se a formas de se 
apresentar conteúdos relativos ao espaço-tempo social, a concep-
ções teóricas de diferentes áreas de conhecimento a ela relacio-
nadas, a experiências em diversos contextos culturais e a práticas 
com tecnologias da informação e comunicação. (ALMEIDA, 2011, 
p.07) Para Castellar (2005), a cartografia é considerada uma lin-
guagem, um sistema de código de comunicação imprescindível 
em todas as esferas da aprendizagem em Geografia, articulandofatos e conceitos. Ressalta-se que também pode ser entendida 
como técnica e pode se tornar uma metodologia inovadora, na 
medida em que permite relacionar conteúdos, conceitos e fatos. 
As pesquisas desenvolvidas pela autora (2011 e 2017) revelam 
que a alfabetização cartográfica, ao ensinar a ler em Geografia, 
cria condições para que o estudante leia o espaço vivido e escre-
va sobre um determinado fenômeno observado. Ao apropriar-se 
da leitura, o estudante compreende a realidade vivida, consegue 
interpretar os conceitos implícitos no mapa e relacioná- -los com 
o real, aplicando o pensamento espacial e o raciocínio geográfico.
Esse processo de alfabetização cartográfica ocorre de forma 
gradual, em função da complexidade das relações, dinâmicas e 
dos fenômenos estudados, da faixa etária do estudante e da ne-
cessidade de construção de referenciais espaciais. Na infância, o 
estudante experimenta o grafismo como forma de expressão e o 
desenho pode ser considerado uma das primeiras manifestações 
do processo de alfabetização. Em seguida, com um repertório am-
pliado, representa cartograficamente o espaço, tendo como base 
elementos presentes no seu lugar de vivência. Desse modo, ao re-
conhecer os elementos constituintes do espaço e as inter-relações 
com outros espaços, o estudante amplia o seu repertório concei-
tual e metodológico, construindo os conhecimentos geográficos 
e cartográficos no decorrer do Ensino Fundamental e, posterior-
mente, no Ensino Médio.
As tecnologias no ensino de Geografia apresentam formas de 
observar o espaço em diversas escalas, subsidiando a compreen-
são das relações ambientais, sociais, econômicas, políticas e cul-
turais em diferentes tempos.
As Geotecnologias revelam potencial didático-pedagógico e 
têm possibilitado cada vez mais que o estudante tenha acesso a 
diferentes dados e representações gráficas e cartográficas produ-
zidas pelo Sensoriamento Remoto, por Sistemas de Informações 
Geográficas (SIG), pelo Sistema de Posicionamento Global (GPS) e 
pela Cartografia Digital.
Nesse conjunto de possibilidades para o fortalecimento do 
ensino de Geografia no Ensino Fundamental, destaca-se a contri-
buição da Cartografia Inclusiva para o processo de aprendizagem 
dos estudantes. Carmo e Sena (2018) em suas pesquisas apontam 
que os princípios da cartografia tátil que, originalmente, foram 
pensados para estudantes com deficiência visual, mas que, com 
o uso nas salas regulares, se mostraram interessantes para todos 
os estudantes.
Considerando os pontos destacados, a educação cartográfi-
ca contribui para a educação para a cidadania, por meio de uma 
aprendizagem significativa, contextualizada e inclusiva, em que os 
estudantes mobilizam diversas competências, habilidades e co-
nhecimentos para ler e interpretar o espaço geográfico.
Diante do exposto, é imprescindível que o professor se reco-
nheça como mediador no processo de ensino- -aprendizagem, de 
forma que possa contribuir para a formação de cidadãos refle-
xivos, críticos, autônomos e transformadores da realidade local, 
regional e global, para a ampliação de repertório teórico-meto-
dológico e para a formação integral dos estudantes. Para que isso 
ocorra, é importante a apropriação de novos caminhos metodoló-
gicos para um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, 
criativo e interessante. Nos dias atuais, as metodologias ativas 
(aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em 
problemas, ensino híbrido, gamificação, entre outras) são possi-
bilidades para o fortalecimento do ensino de Geografia, uma vez 
que apresentam estratégias para o desenvolvimento das compe-
tências específicas do componente, da área de Ciências Humanas 
e de enfoques interdisciplinares e transversais. Para o desenvolvi-
mento dessas estratégias, é imprescindível que o professor bus-
que aprimoramento constante da sua formação, de forma a con-
solidar a autonomia docente.
Ao mesmo tempo, é preciso que o estudante se reconheça 
como um sujeito que vive em um mundo contraditório e desa-
fiador bem como suas responsabilidades na construção de uma 
sociedade justa, igualitária e sustentável. Assim, os seus conheci-
mentos prévios, experiências, percepções e memórias individuais 
e coletivas são essenciais para a construção dos conhecimentos 
geográficos.
O desenvolvimento de conteúdos e temáticas relacionadas, 
por exemplo, à crise socioambiental, ao desenvolvimento econô-
mico, às relações internacionais, à globalização, à diversidade cul-
tural, aos desastres naturais, aos conflitos, ao agronegócio, às po-
líticas públicas territoriais, às correntes migratórias, às mudanças 
climáticas, aproximam os estudantes de outras escalas de análise 
e fenômenos geográficos. Assim sendo, ampliam o seu repertório 
de leitura de mundo e são estimulados a pensar espacialmente 
- tendo como referência os espaços cotidianos, espaços físicos e 
sociais - e a desenvolver os raciocínios geográficos baseados nos 
princípios da analogia, conexão, diferenciação, distribuição, ex-
tensão, localização e ordem.
Partindo desses pressupostos, é fundamental o desenvol-
vimento de atividades no decorrer do Ensino Fundamental que 
favoreçam a realização de estudos no entorno da escola e em ou-
tros lugares de referência para o estudante. O trabalho de campo 
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
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a solução para o seu concurso!
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e/ou atividades extraclasse, por exemplo, consistem em ativida-
des curriculares que visam estimular a pesquisa e que contribuem 
para a construção de significados para o estudante acerca dos ar-
redores da sua escola, residência e de lugares de vivência do seu 
município e/ou região.
Os estudantes têm a oportunidade de vivenciar experiências 
pedagógicas significativas e dinâmicas, de forma a compreender 
na prática um conteúdo e/ou temática desenvolvido na sala de 
aula, por meio da investigação, reflexão, interação e da constru-
ção de conhecimentos. Dessa forma, cabe à equipe gestora e ao 
professor planejar, com os estudantes, os roteiros dessas ativida-
des. Assim, o trabalho de campo é uma proposta metodológica 
interdisciplinar e transversal, e não uma metodologia exclusiva da 
Geografia. Sendo assim, é imprescindível que a atividade seja de-
senvolvida de forma integrada com outros componentes e áreas 
de conhecimento.
O Currículo Paulista objetiva conversar com a realidade da 
comunidade, à luz de aspectos demográficos, naturais, políticos 
e econômicos e elementos socioculturais e com temas contempo-
râneos em escala local, regional e global.
Um dos caminhos para trabalhar com os temas contemporâ-
neos e atender à legislação vigente tem como foco a incorporação 
da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável - um conjun-
to de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos 
das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvol-
vimento sustentável econômico, social e ambiental.
A Agenda 2030 (ONU, 2015), a ser implementada no período 
2016-2030, propõe 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 
(ODS) e 169 metas correspondentes. Sendo assim, é de suma im-
portância que o professor incorpore em seu planejamento peda-
gógico os temas transversais e a Agenda 2030, para garantir uma 
formação integral dos estudantes.
A Geografia possibilita o desenvolvimento do domínio da es-
pacialidade, o reconhecimento dos princípios e leis que regem 
os tempos da natureza e o tempo social, das conexões entre os 
componentes físico-naturais e, destes, com as ações antrópicas, 
a compreensão das relações entre os eventos geográficos em di-
ferentes escalas, a utilização de conhecimentos geográficos para 
agir de forma ética e solidária, o reconhecimento da diversidade e 
das diferenças e a investigação e resolução de problemas da vida 
cotidiana, consolidando um processo de alfabetização científica e 
cartográfica em articulação com diferentes áreas do conhecimen-
to e temas transversais.
No contexto da aprendizagem do Ensino Fundamental – Anos 
Iniciais em Geografia, será necessárioconsiderar o que os estu-
dantes aprenderam na Educação Infantil, em articulação com os 
saberes de outros componentes curriculares e áreas de conheci-
mento, no sentido de consolidação do processo de alfabetização 
e letramento e de desenvolvimento de diferentes raciocínios. É 
importante, na faixa etária associada a essa fase do Ensino Fun-
damental, o desenvolvimento da capacidade de leitura por meio 
de fotos, desenhos, plantas, maquetes e as mais diversas repre-
sentações. Assim, a partir dos lugares de vivência, os estudantes 
desenvolvem a percepção e o domínio do espaço, noções de per-
tencimento, localização, orientação e organização das experiên-
cias e vivências em diferentes locais, sendo que os conceitos arti-
culadores, como paisagem, região e território, vão se integrando 
e ampliando as escalas de análise.
No Ensino Fundamental – Anos Finais, pretende-se garantir 
a continuidade e a progressão das aprendizagens do Ensino Fun-
damental – Anos Iniciais, em níveis crescentes de complexidade 
conceitual, a respeito da produção social do espaço, da transfor-
mação do espaço em território usado, do desenvolvimento de 
conceitos estruturantes do meio físico natural, das relações entre 
os fenômenos no decorrer dos tempos da natureza e das altera-
ções ocorridas em diferentes escalas de análise. Assim, nos Anos 
Finais, por meio da articulação com a História e com outros com-
ponentes das áreas de conhecimento e da utilização de diferentes 
representações cartográficas e linguagens, ampliam-se caminhos 
para práticas de estudo provocadoras e desafiadoras, em situa-
ções que estimulem a curiosidade, a reflexão, a resolução de pro-
blemas e o protagonismo.
Considerando as diretrizes da BNCC e do Currículo Paulista, o 
ensino de Geografia requer materiais pedagógicos específicos no 
desenvolvimento das atividades, como: mapas - Mundo e Brasil, 
exemplos: político-administrativo, agricultura, indústria, biomas, 
clima, demografia, geomorfologia, geologia, hidrogeologia, urba-
nização, solos, terras indígenas, unidades de conservação, uso da 
terra, entre outros, incluindo mapas (táteis/Braille e no formato 
digital); globo terrestre - político e físico, incluindo globo (tátil/
Braille); maquetes (incluindo tátil); bússola; atlas geográfico es-
colar; jogos (incluindo os em formato digital); GPS; mostruário de 
rochas, minerais e solos; lupa; termômetros; pluviômetros; câme-
ra fotográfica; filmes e documentários; livros, revistas e jornais; 
equipamentos de multimídia (datashow, notebook, tablets e fer-
ramentas de realidade aumentada); programas de geoprocessa-
mento e cartografia digital; microcontroladores (arduino e senso-
res de temperatura, umidade e pressão atmosférica) entre outros.
O Organizador Curricular de Geografia foi estruturado a partir 
das competências específicas de Geografia, unidades temáticas, 
objetos de conhecimento/conteúdos e habilidades da BNCC do 
Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais, além das contribuições 
das consultas públicas realizadas no Estado de São Paulo.
É importante ressaltar que constam do organizador curricular 
as habilidades para cada ano do Ensino Fundamental e que cabe 
ao professor recorrer aos diferentes materiais de apoio e tipos de 
recursos pedagógicos, para ampliar as possibilidades de trabalho 
de acordo com as especificidades do componente e da área de 
conhecimento e para garantir a interdisciplinaridade, a integração 
com habilidades de outras áreas e a articulação com as competên-
cias gerais da BNCC.
As 10 competências gerais, as competências específicas da 
área de Ciências Humanas, e as competências específicas de Geo-
grafia para o Ensino Fundamental da BNCC apontaram caminhos 
para a construção do Organizador Curricular de Geografia e o de-
senvolvimento das habilidades de cada ano.
A seguir, apresentamos as competências específicas de Geo-
grafia que dialogam com os direitos éticos, estéticos e políticos 
presentes na BNCC, no sentido que asseguram o desenvolvimen-
to de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais 
para a vida no século XXI por meio das dimensões fundamentais 
para a perspectiva de uma educação integral: aprendizagem e co-
nhecimento, pensamento científico, crítico e criativo, repertório 
cultural, comunicação, cultura digital, trabalho e projeto de vida, 
argumentação, autoconhecimento e autocuidado, empatia e coo-
peração, e responsabilidade e cidadania.
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7070
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Competências Específicas de Geografia para Ensino Funda-
mental
1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a in-
teração sociedade/ natureza e exercitar o interesse e o espírito de 
investigação e de resolução de problemas;
2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conheci-
mento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos téc-
nicos para a compreensão das formas como os seres humanos 
fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história;
3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão 
e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação hu-
mana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analo-
gia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e 
ordem;
4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das lin-
guagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros tex-
tuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que 
envolvam informações geográficas;
5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimen-
tos de investigação para compreender o mundo natural, social, 
econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, 
avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológi-
cas) para questões que requerem conhecimentos científicos da 
Geografia;
6. Construir argumentos com base em informações geográfi-
cas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e 
promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversi-
dade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza;
7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, res-
ponsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo 
ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios 
éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
O Currículo Paulista de Geografia apresenta cinco unidades 
temáticas para o Ensino Fundamental, ao longo dos nove anos: “O 
sujeito e seu lugar no mundo”, “Conexões e escalas”, “Mundo do 
trabalho”, “Formas de representação e pensamento espacial” e 
“Natureza, ambientes e qualidade de vida”.
Para tanto, a abordagem dessas unidades temáticas deve ser 
realizada integradamente, uma vez que a situação geográfica não 
é apenas um pedaço do território, uma área contínua, mas um 
conjunto de relações. Portanto, a análise de situação resulta da 
busca de características fundamentais de um lugar na sua rela-
ção com outros lugares. Assim, ao se estudarem os objetos de 
aprendizagem de Geografia, a ênfase do aprendizado é na posição 
relativa dos objetos no espaço e no tempo, o que exige a com-
preensão das características de um lugar (localização, extensão, 
conectividade, entre outras), resultantes das relações com outros 
lugares. Por causa disso, o entendimento da situação geográfica, 
pela sua natureza, é o procedimento para o estudo dos objetos 
de aprendizagem pelos alunos. Em uma mesma atividade a ser 
desenvolvida pelo professor, os alunos podem mobilizar, ao mes-
mo tempo, diversas habilidades de diferentes unidades temáticas. 
(BRASIL, 2017, p.363)
As cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental fo-
ram organizadas visando a construção progressiva dos conheci-
mentos geográficos, segundo um processo pautado na investiga-
ção e na resolução de problemas, com ênfase na aprendizagem 
dos conceitos e princípios geográficos a partir de diferentes lin-
guagens. É fundamental uma atenção cuidadosa na transição do 
5º ano (Anos Iniciais) para o 6º ano (Anos Finais) e na transição do 
9º ano (Anos Finais) para a1ª série (Ensino Médio), no que se re-
fere à progressão das habilidades e à complexidade dos conceitos 
e conteúdos trabalhados na Geografia.
A unidade temática “O sujeito e seu lugar no mundo” tem 
como foco as noções de pertencimento e identidade. Nos anos 
iniciais, prioriza-se a alfabetização cartográfica e a relação do su-
jeito na escala da vida cotidiana e em comunidade, enquanto nos 
anos finais, o enfoque é a relação do sujeito e a ampliação de es-
calas, Brasil e Mundo, destacando a importância da formação do 
cidadão crítico, democrático e solidário.
A unidade temática “Conexões e escalas” tem como foco a 
articulação de diferentes espaços e escalas de análise e as rela-
ções existentes entre os níveis local e global. Nos anos iniciais, 
são abordadas as interações entre sociedade e meio físico-natu-
ral, enquanto nos anos finais, prioriza-se o estudo da produção do 
espaço geográfico a partir de diferentes interações multiescalares.
A unidade temática “Mundo do trabalho” tem como foco a 
reflexão sobre atividades e funções socioeconômicas e o impacto 
das novas tecnologias. Nos Anos Iniciais, são abordados os pro-
cessos e técnicas construtivas, o uso de diferentes materiais, as 
funções socioeconômicas e os setores da economia; nos Anos Fi-
nais, os processos de produção no espaço agrário e industrial, as 
novas tecnologias, a revolução técnico-científico-informacional e 
as diferentes representações utilizadas como ferramentas da aná-
lise espacial.
A unidade temática “Formas de representação e pensamen-
to espacial” tem como foco a ampliação gradativa da concepção 
do que é um mapa e de outras formas de representação gráfica, 
aprendizagens que envolvem o raciocínio geográfico. Nos Anos 
Iniciais, são trabalhados os princípios do raciocínio geográfico, 
destacando- -se as contribuições da alfabetização geográfica; nos 
Anos Finais, amplia-se o repertório do estudante por meio de dife-
rentes linguagens, priorizando o domínio da leitura e a elaboração 
de mapas e gráficos.
A unidade “Natureza, ambientes e qualidade de vida” tem 
como foco a articulação entre a geografia física e a geografia hu-
mana, com destaque para a discussão dos processos físico-natu-
rais do planeta Terra. Nos Anos Iniciais, prioriza-se o estudo da 
percepção do meio físico-natural, as intervenções na natureza e 
os impactos socioambientais, enquanto nos Anos Finais são traba-
lhados conceitos mais complexos para tratar da relação natureza e 
atividades antrópicas, nos contextos urbano e rural.
Portanto, de modo geral, nas unidades temáticas, os elemen-
tos estão relacionados ao exercício da cidadania, à proposição de 
ações de intervenção na realidade, ao protagonismo, ao projeto 
de vida, à aproximação com saberes científicos e a relações de 
alteridade, visando estimular os estudantes para continuar seus 
estudos e prepará-los para o enfrentamento dos desafios do mun-
do contemporâneo.
Prevê-se o alinhamento com os demais componentes da área 
de Ciências Humanas, componentes de outras áreas de conheci-
mento, temas integradores e transversais. A linguagem cartográfi-
ca perpassa todos os anos do Ensino Fundamental.
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UNIDADES TEMÁTICAS ANO HABILIDADES CURRÍCULO PAULISTA OBJETOS DE CONHECIMEN-
TO
 O sujeito e seu lugar 
no mundo
1º (EF01GE01) Observar e descrever características de seus 
lugares de vivência (moradia, escola, bairro, rua entre 
outros.) e identificar as semelhanças e diferenças entre 
esses lugares
O modo de vida das crianças 
em diferentes lugares
O sujeito e seu lugar 
no mundo
1º (EF01GE12*) Reconhecer nos lugares de vivência a 
diversidade de indivíduos e de grupos sociais como 
indígenas, quilombolas, caiçaras entre outros.
O modo de vida das crianças 
em diferentes lugares
O sujeito e seu lugar 
no mundo
1º (EF01GE13*) Observar trajetos que realiza no entorno 
da escola e/ou residência e formular hipóteses sobre as 
dificuldades das pessoas para se locomover/transitar em 
diferentes lugares.
O modo de vida das crianças 
em diferentes lugares
O sujeito e seu lugar 
no mundo
1º (EF01GE02) Comparar jogos e brincadeiras (individuais e 
coletivos) de diferentes épocas e lugares, promovendo o 
respeito à pluralidade cultural.
O modo de vida das crianças 
em diferentes lugares
O sujeito e seu lugar 
no mundo
1º (EF01GE03A) Reconhecer as funções do espaço público 
de uso coletivo, tais como as praças, os parques e a 
escola, e comparar os diferentes usos desses espaços. 
(EF01GE03B) Identificar os usos dos espaços públicos 
para o lazer e para a realização de outras atividades 
(encontros, reuniões, shows, aulas entre outras).
Situações de convívio em di-
ferentes lugares
O sujeito e seu lugar 
no mundo
1º (EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, acordos, 
regras e normas de convívio em diferentes espaços (casa, 
bairro, sala de aula, escola, áreas de lazer entre outros), 
considerando as regras gerais pré-existentes, o cuidado 
com os espaços públicos e os tipos de uso coletivo
Situações de convívio em di-
ferentes lugares
Conexões e escalas 1º (EF01GE05) Observar a paisagem e descrever os ele - 
mentos e os ritmos da natureza (dia e noite, variação 
de temperatura e umidade entre outros) nos lugares de 
vivência. 
Ciclos naturais e a vida coti-
diana
Conexões e escalas 1º (EF01GE14*) Reconhecer semelhanças e diferenças entre 
os lugares de vivência e os de outras realidades, descritas 
em imagens, canções e/ou poesias. 
Ciclos naturais e a vida coti-
diana
Mundo do trabalho 1º (EF01GE06) Identificar, descrever e comparar diferen - tes 
tipos de moradia em seus lugares de vivência e objetos 
de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliá - rios entre 
outros), considerando técnicas e materiais utilizados em 
sua produção.
Diferentes tipos de trabalho 
existentes no seu dia a dia
Mundo do trabalho 1º (EF01GE07) Identificar e descrever os tipos de ativi - 
dades de trabalho realizadas dentro da escola, no seu 
entorno e lugares de vivência.
Diferentes tipos de trabalho 
existentes no seu dia a dia
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
1º (EF01GE08) Identificar itinerários percorridos ou 
descritos em contos literários, histórias inventadas e/ 
ou brincadeiras, representando-os por meio de mapas 
mentais e desenhos
Pontos de referência
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
1º (EF01GE09) Utilizar e elaborar mapas simples para 
localizar elementos do local de vivência, considerando 
referenciais espaciais (frente e atrás, perto e longe, 
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e 
tendo o corpo como referência.
Pontos de referência
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Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
1º (EF01GE10) Identificar e descrever características físi - 
cas de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos 
da natureza (chuva, vento, calor entre outros).
Condições de vida nos luga-
res de vivência
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
1º (EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos 
alimentares em sua comunidade ao longo do ano, 
decorrentes da variação de temperatura e umidade no 
ambiente (estações do ano) e reconhecer diferentes 
instrumentos e marcadores de tempo.
Condições de vida nos luga-
res de vivência
O sujeito e seu lugar 
no mundo
2º (EF02GE01) Reconhecer e descrever a influência dos 
migrantes internos e externos que contribuíram para 
modificação, organização e/ou construção do espaço 
geográfico, no bairro ou comunidade em que vive.
Convivência e interações en-
tre pessoas na comunidade
O sujeito e seu lugar 
no mundo
2º (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferen 
- tes populações e grupos sociais inseridos no bairro ou 
comunidade em que vive, reconhecendo a importância 
do respeito às diferenças no que se refere à diversidade 
étnica, geográfica e cultural.
Convivência e interações en-
tre pessoas na comunidade
O sujeito e seu lugar 
no mundo2º (EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e 
de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre 
lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente 
e seu uso responsável. 
Riscos e cuidados nos meios 
de transporte e de comuni-
cação
O sujeito e seu lugar 
no mundo
2º (EF02GE12*) Identificar as normas e regras do trânsito 
dos seus lugares de vivência e discutir os riscos e as 
formas de prevenção para um trânsito seguro. 
Riscos e cuidados nos meios 
de transporte e de comuni-
cação
Conexões e escalas 2º (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos 
hábitos das pessoas (quilombolas, assentados, indígenas, 
caiçaras entre outros), nas relações com a natureza e no 
modo de viver em diferentes lugares e tempos
Experiências da comunidade 
no tempo e no espaço
Conexões e escalas 2º (EF02GE05) Identificar e analisar as mudanças e as 
permanências ocorridas na paisagem dos lugares de 
vivência, comparando os elementos constituintes de um 
mesmo lugar em diferentes tempos.
Mudanças e permanências
Mundo do trabalho 2º (EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos 
de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono 
entre outros), a partir da experiência familiar, escolar e/ 
ou de comunidade.
Tipos de trabalho em lugares 
e tempos diferentes
Mundo do trabalho 2º (EF02GE13*) Identificar os recursos naturais de diferentes 
lugares e discutir as diferentes formas de sua utilização.
Tipos de trabalho em lugares 
e tempos diferentes
Mundo do trabalho 2º (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, 
agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, e 
identificando os seus impactos ambientais bem como 
exemplos de práticas, atitudes, hábitos e comportamentos 
relacionados à conservação e preservação da natureza.
Tipos de trabalho em lugares 
e tempos diferentes
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
2º (EF02GE08) Reconhecer as diferentes formas de 
representação, como desenhos, mapas mentais, 
maquetes, croquis, globo, plantas, mapas temáticos, 
cartas e imagens (aéreas e de satélite) e representar 
componentes da paisagem dos lugares de vivência.
Localização, orientação e re-
presentação espacial
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
2º (EF02GE14*) Elaborar maquete da sala de aula e/ou de 
residência e de outros lugares de vivência.
Localização, orientação e re-
presentação espacial
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Formas de 
representação e 
pensamento espacial
2º (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência 
(escola, moradia entre outros) a partir da leitura de 
imagens aéreas, fotografias e mapas.
Localização, orientação e re-
presentação espacial
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
2º (EF02GE15*) Elaborar mapas de lugares de vivência, 
utilizando recursos como legenda, título entre outros.
Localização, orientação e re-
presentação espacial
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
2º (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição 
de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, 
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) 
por meio de representações espaciais da sala de aula, da 
escola e/ou de trajetos.
Localização, orientação e re-
presentação espacial
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
2º (EF02GE11A) Reconhecer a importância do solo e da água 
para as diferentes formas de vida, tendo como referência 
o seu lugar de vivência, e comparando com outros 
lugares. (EF02GE11B) Identificar os diferentes usos do 
solo e da água nas atividades cotidianas e econômicas (ex 
- trativismo, mineração, agricultura, pecuária e indústria 
entre outros), relacionando com os impactos socioam - 
bientais causados nos espaços urbanos e rurais.
Os usos dos recursos natu-
rais: solo e água no campo e 
na cidade
O sujeito e seu lugar 
no mundo
3º (EF03GE01) Identificar e comparar alguns aspectos 
culturais dos grupos sociais (povos indígenas, quilom - 
bolas, ribeirinhos, extrativistas, ciganos, entre outros) de 
seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo.
A cidade e o campo: aproxi-
mações e diferenças
O sujeito e seu lugar 
no mundo
3º (EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, 
marcas de contribuições culturais e econômicas de 
grupos sociais de diferentes origens.
A cidade e o campo: aproxi-
mações e diferenças
O sujeito e seu lugar 
no mundo
3º (EF03GE03) Reconhecer os diferentes modos de vida de 
povos e comunidades tradicionais em distintos lugares, 
a partir de diferentes aspectos culturais (exemplo: 
moradia, alimentação, vestuário, tradições, costumes 
entre outros)
A cidade e o campo: aproxi-
mações e diferenças
Conexões e escalas 3º (EF03GE04) Reconhecer o que são processos naturais e 
históricos e explicar como eles atuam na produção e na 
mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus 
lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.
Paisagens naturais e antrópi-
cas em transformação
Mundo do trabalho 3º (EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros 
produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando 
as atividades de trabalho (formais e informais e produção 
artística) em diferentes lugares
Matéria-prima e indústria
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
3º (EF03GE06) Identificar e interpretar imagens 
bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de 
representação cartográfica.
Representações cartográfi-
cas
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
3º (EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com 
símbolos de diversos tipos de representações em 
diferentes escalas cartográficas.
Representações cartográfi-
cas
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
3º (EF03GE08A) Associar consumo à produção de resíduos, 
reconhecendo que o consumo excessivo e o descarte 
inadequado acarretam problemas socioambientais, 
em diferentes lugares. (EF03GE08B) Propor ações para 
o consumo consciente e responsável, considerando a 
ampliação de hábitos, atitudes e comportamentos de 
redução, reuso e reciclagem de materiais consumidos em 
casa, na escola, bairro e/ou comunidade entre outros.
Produção, circulação e con-
sumo
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Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
3º (EF03GE12*) Identificar grupos sociais e instituições 
locais e/ou no entorno que apoiam o desenvolvimento 
de ações e ou projetos com foco no consumo consciente 
e responsável.
Produção, circulação e con-
sumo
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
3º (EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com 
destaque para os usos da água em atividades cotidianas 
(alimentação, higiene, cultivo de plantas entre outros), e 
discutir os problemas socioambientais provocados por 
esses usos.
Impactos das atividades hu-
manas
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
3º (EF03GE10A) Reconhecer a importância da água para 
múltiplos usos, em especial para a agricultura, pecuária, 
abastecimento urbano e geração de energia e discutir os 
impactos socioambientais dessa utilização, em diferentes 
lugares. (EF03GE10B) Identificar grupos e/ou associações 
que atuam na preservação e conservação de nascentes, 
riachos, córregos, rios e matas ciliares, e propor ações de 
intervenção, de modo a garantir acesso à água potável e 
de qualidade para as populações de diferentes lugares. 
Impactos das atividades hu-
manas
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
3º (EF03GE11) Identificar e comparar os diferentes impactos 
socioambientais (erosão, deslizamento, escoamento 
superficial entre outros) que podem ocorrer em áreas 
urbanas e rurais, a partir do desenvolvimento e avanço 
de algumas atividades econômicas.
Impactos das atividades hu-
manas
O sujeito e seu lugar 
no mundo
4º (EF04GE01) Identificar e selecionar, em seus lugares 
de vivência e em suas histórias familiares e/ou 
da comunidade, elementos de distintas culturas 
(indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, 
latino-americanas,europeias, asiáticas entre outros), 
valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua 
contribuição para a formação da cultura local, regional 
e brasileira.
Território e diversidade cul-
tural 
O sujeito e seu lugar 
no mundo
4º (EF04GE02) Descrever processos migratórios internos 
e externos (europeus, asiáticos, africanos, latino 
americanos, entre outros) e suas contribuições para a 
formação da sociedade brasileira.
Processos migratórios no 
Brasil
O sujeito e seu lugar 
no mundo
4º (EF04GE12*) Identificar as características do processo 
migratório no lugar de vivência e no Estado de São Paulo 
e discutir as implicações decorrentes.
Processos migratórios no 
Brasil
O sujeito e seu lugar 
no mundo
4º (EF04GE13*) Discutir e valorizar as contribuições dos 
migrantes no lugar de vivência e no Estado de São Paulo, 
em aspectos como idioma, literatura, religiosidade, 
hábitos alimentares, ritmos musicais, festas tradicionais 
entre outros.
Processos migratórios no 
Brasil
O sujeito e seu lugar 
no mundo
4º (EF04GE14*) Identificar elementos da organização 
político-administrativa do Brasil
Instâncias do poder público 
e canais de participação so-
cial
O sujeito e seu lugar 
no mundo
4º (EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do 
poder público municipal e canais de participação social 
na gestão do Município, incluindo a Câmara de Verea 
dores e Conselhos Municipais.
Instâncias do poder público 
e canais de participação so-
cial
Conexões e escalas 4º (EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a 
interdependência do campo e da cidade, considerando 
fluxos econômicos, de informações, de ideias e de 
pessoas.
Relação campo e cidade
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Conexões e escalas 4º (EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas 
oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da 
Federação e grande região), suas fronteiras e sua 
hierarquia, localizando seus lugares de vivência.
Unidades político-adminis-
trativas do Brasil
Conexões e escalas 4º (EF04GE15*) Reconhecer a partir de representações 
cartográficas as definições de limite e fronteira, em 
diferentes escalas.
Unidades político-adminis-
trativas do Brasil
Conexões e escalas 4º (EF04GE06) Identificar, descrever e analisar territórios 
étnico-culturais do Brasil, tais como terras indígenas, 
comunidades tradicionais e comunidades remanescentes 
de quilombos, reconhecendo a legitimidade da 
demarcação desses territórios no Brasil.
Territórios étnico-culturais
Mundo do trabalho 4º (EF04GE07) Comparar as características do trabalho no 
campo e na cidade em épocas distintas. 
Trabalho no campo e na ci-
dade
Mundo do trabalho 4º (EF04GE16*) Reconhecer e analisar as características 
do processo de industrialização, discutindo os impactos 
econômicos, sociais, culturais e ambientais dos processos 
produtivos (laranja, cana-de-açúcar, soja entre outros) no 
Estado de São Paulo e em diferentes regiões do Brasil.
Trabalho no campo e na ci-
dade
Mundo do trabalho 4º (EF04GE08) Descrever o processo de produção, circu - 
lação e consumo de diferentes produtos, reconhecendo 
as etapas da transformação da matéria-prima em pro - 
dução de bens e alimentos e comparando a produção 
de resíduos, no seu município, Estado de São Paulo e em 
outras regiões do Brasil.
Produção, circulação e con-
sumo
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
4º (EF04GE17*) Identificar os pontos cardeais, colaterais e 
subcolaterais como referenciais de orientação espacial, a 
partir dos lugares de vivência.
Sistema de orientação
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
4º (EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de 
componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e 
urbanas.
Sistema de orientação
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
4º (EF04GE10) Reconhecer e comparar tipos variados de 
mapas, identificando suas características, elaboradores, 
finalidades, diferenças e semelhanças entre outros 
elementos. 
Elementos constitutivos dos 
mapas
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
4º (EF04GE18*) Identificar e comparar diferentes formas de 
representação, como as imagens de satélite, fotografias 
aéreas, planta pictórica, plantas, croquis entre outros
Elementos constitutivos dos 
mapas
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
4º (EF04GE11) Identificar as características das paisagens 
naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, 
hidrografia entre outros) no ambiente em que vive, bem 
como a ação humana na conservação ou degradação 
dessas áreas, discutindo propostas para preservação e 
conservação de áreas naturais. 
Conservação e degradação 
da natureza
O sujeito e seu lugar 
no mundo
5º (EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais 
a partir do município e da Unidade da Federação, 
estabelecendo relações entre os fluxos migratórios 
internos e externos e o processo de urbanização e as 
condições de infraestrutura no território brasileiro.
Dinâmica populacional
O sujeito e seu lugar 
no mundo
5º (EF05GE13*) Compreender as desigualdades 
socioeconômicas, a partir da análise de indicadores 
populacionais (renda, escolaridade, expectativa de vida, 
mortalidade e natalidade, migração entre outros) em 
diferentes regiões brasileiras.
Dinâmica populacional
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
7676
a solução para o seu concurso!
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O sujeito e seu lugar 
no mundo
5º (EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-
culturais e desigualdades sociais entre grupos em 
diferentes territórios.
Diferenças étnico-raciais e 
étnico-culturais e desigual-
dades sociais
Conexões e escalas 5º (EF05GE03) Distinguir os conceitos de cidade, forma, 
função e rede urbana e analisar as mudanças sociais, 
econômicas, culturais, políticas e ambientais provocadas 
pelo crescimento das cidades.
Território, redes e urbaniza-
ção
Conexões e escalas 5º (EF05GE14*) Descrever o processo histórico e geográfico 
de formação de sua cidade, comparando-as com outras 
cidades da região e do Brasil, analisando as diferentes 
formas e funções.
Território, redes e urbaniza-
ção
Conexões e escalas 5º (EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e 
analisar as interações entre a cidade e o campo e entre 
cidades na rede urbana brasileira.
Território, redes e urbaniza-
ção
Conexões e escalas 5º (EF05GE15*) Identificar e interpretar as características 
do processo de urbanização no Estado de São Paulo e no 
Brasil, a partir das mudanças políticas, culturais, sociais, 
econômicas e ambientais entre a cidade e o campo.
Território, redes e urbaniza-
ção
Mundo do trabalho 5º (EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos 
tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na 
agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços 
em diferentes lugares.
Trabalho e inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE16*) Relacionar o papel da tecnologia e 
comunicação na interação entre cidade e campo, 
discutindo as transformações ocorridas nos modos 
de vida da população e nas formas de consumo em 
diferentes tempos.
Trabalho e inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE17*) Reconhecer, em diferentes lugares e regiões 
brasileiras, as desigualdades de acesso à tecnologia, à 
produção e ao consumo.
Trabalho e inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos 
meios de transporte e de comunicação, discutindo os 
tipos de energia e tecnologias utilizadas, em diferentes 
lugares e tempos.
Trabalho e inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia 
utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e 
no cotidiano das populações em diferentes lugares.
Trabalho e inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE18*) Reconhecer a matriz energética brasileira, 
comparando os tipos de energia utilizadas em diferentes 
atividades e discutir os impactos socioambientais em 
diferentes regiões do país.
Trabalhoe inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE19*) Identificar as principais fontes de energia 
utilizadas no seu município e no Estado de São 
Paulo, analisar os impactos socioambientais e propor 
alternativas sustentáveis para diversificar a matriz 
energética
Trabalho e inovação tecno-
lógica
Mundo do trabalho 5º (EF05GE20*) Identificar práticas de uso racional da 
energia elétrica e propor ações de mudanças de hábitos, 
atitudes e comportamentos de consumo, em diferentes 
lugares. 
Trabalho e inovação tecno-
lógica
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Formas de 
representação e 
pensamento espacial
5º (EF05GE08) Analisar transformações de paisagens 
nas cidades, comparando sequência de fotografias, 
fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas 
diferentes.
Mapas e imagens de satélite
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
5º (EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre 
diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e 
representações gráficas.
Representação das cidades e 
do espaço urbano
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
5º (EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da 
qualidade ambiental e algumas formas de poluição 
dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes 
industriais, marés negras entre outros), a partir de seu 
lugar de vivência.
Qualidade ambiental
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
5º (EF05GE11) Identificar e descrever problemas 
socioambientais que ocorrem no entorno da escola e da 
residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do 
patrimônio histórico entre outros), analisar as diferentes 
origens e propor soluções (inclusive tecnológicas) para 
esses problemas
Diferentes tipos de poluição
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
5º (EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais 
de participação social responsáveis por buscar soluções 
para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como 
meio ambiente, mobilidade, moradia, direito à cidade 
entre outros) e discutir as propostas implementadas por 
esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
Gestão pública da qualidade 
de vida
O sujeito e seu lugar 
no mundo
6º, (EF06GE01) Descrever elementos constitutivos das 
paisagens e comparar as modificações nos lugares de 
vivência e os usos desses lugares em diferentes tempos. 
Identidade sociocultural
O sujeito e seu lugar 
no mundo
6º, EF06GE14*) Analisar o papel de grupos sociais com 
destaque para quilombolas, indígenas entre outros na 
produção da paisagem, do lugar e do espaço geográfico 
em diferentes tempos.
Identidade sociocultural
O sujeito e seu lugar 
no mundo
6º, (EF06GE15*) Elaborar hipóteses para explicar as 
mudanças e permanências ocorridas em uma dada 
paisagem em diferentes lugares e tempos.
Identidade sociocultural
O sujeito e seu lugar 
no mundo
6º (EF06GE02) Analisar e comparar modificações de 
paisagens por diferentes tipos de sociedades, com 
destaque para os povos originários e comunidades 
tradicionais em diferentes lugares.
Identidade sociocultural
Conexões e escalas 6º (EF06GE03) Caracterizar os principais movimentos do 
planeta Terra e identificar as consequências (sucessão 
de dia e noite, as estações do ano, fusos horários entre 
outras). (EF06GE03B) Descrever as camadas da atmosfera 
e relacionar com circulação geral, zonas climáticas e 
padrões climáticos. (EF06GE03C) Diferenciar tempo e 
clima e analisar os fenômenos atmosféricos e climáticos 
em diferentes lugares. 
Relações entre os compo-
nentes físico-naturais
Conexões e escalas 6º, (EF06GE16*) Descrever as camadas da litosfera e analisar 
os processos endógenos e exógenos na formação e 
modelagem do relevo terrestre.
Relações entre os compo-
nentes físico-naturais
Conexões e escalas 6º, (EF06GE04A) Analisar a formação da hidrosfera, descrever 
o ciclo hidrológico e identificar as características do 
processo de infiltração e escoamento superficial.
Relações entre os compo-
nentes físico-naturais
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7878
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Conexões e escalas 6º, (EF06GE04B) Identificar os componentes da morfo - logia 
das bacias e das redes hidrográficas e analisar as relações 
com a cobertura vegetal, a topografia e a ocupação do 
solo urbano e rural.
Relações entre os compo-
nentes físico-naturais
Conexões e escalas 6º (EF06GE17*) Discutir a importância da água para 
manutenção das formas de vida e relacionar com a sua 
disponibilidade no planeta, tipos de usos, padrões de 
consumo e práticas sustentáveis para preservação e 
conservação.
Relações entre os compo-
nentes físico-naturais
Mundo do trabalho 6º (EF06GE06) Identificar e analisar as características 
das paisagens transformadas pela ação antrópica a 
partir dos processos de urbanização, industrialização e 
desenvolvimento da agropecuária em diferentes lugares.
Transformação das paisa-
gens naturais e antrópicas
Mundo do trabalho 6º (EF06GE18*) Caracterizar as atividades primárias, 
secundárias e terciárias e analisar as transformações 
espaciais, econômicas, culturais, políticas e ambientais 
em diferentes lugares.
Transformação das paisa-
gens naturais e antrópicas
Mundo do trabalho 6º (EF06GE07) Explicar as mudanças na interação entre 
diferentes sociedades e a natureza, o surgimento das 
cidades e as formas distintas de organização socioespacial.
Transformação das paisa-
gens naturais e antrópicas
Mundo do trabalho 6º (EF06GE19*) Relacionar o processo de urbanização com 
as problemáticas socioambientais e identificar os fatores 
de vulnerabilidade, riscos e desastres em diferentes 
lugares
Transformação das paisa-
gens naturais e antrópicas
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE20*) Reconhecer a importância da Cartografia 
como uma forma de linguagem para representar 
fenômenos nas escalas local, regional e global.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE21*) Identificar os pontos cardeais e colaterais 
e aplicar técnicas de orientação relativa e o sistema de 
coordenadas geográficas
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE22*) Distinguir os elementos do mapa, tais como 
título, legenda, escala, orientação, projeção, sistema 
de coordenadas, fontes de informação entre outros em 
diferentes representações cartográficas. 
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º, (EF06GE08) Analisar a diferença entre a escala gráfica e 
a escala numérica e medir distâncias na superfície pelas 
escalas gráficas e numéricas dos mapas.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE23*) Analisar fenômenos a partir das variáveis 
visuais e das relações quantitativas, de ordem e seletivas 
em diferentes representações cartográficas.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE24*) Aplicar técnicas de representação utilizadas 
na cartografia temática, em especial a diferença entre 
mapas de base e mapas temáticos.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE25*) Analisar os tipos de produtos do 
Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informações 
Geográficas (SIG), Sistema de Posicionamento Global 
(GPS) e Cartografia Digital e relacionar com a produção 
imagens de satélite e mapas digitais entre outros.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE26*) Identificar diferentes representações do 
planeta Terra e da superfície terrestre.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
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Formas de 
representação e 
pensamento espacial
6º (EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos-
diagramas e perfis topográficos e de vegetação para 
representar elementos e estruturas da superfície 
terrestre.
Fenômenos na - turais e so-
ciais representados de dife-
rentes maneiras
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE10) Explicar a importância dos solos para a 
manutenção da vida, identificar os fatores de formação, 
tipos e usos e relacionar com a permeabilidade e a 
disponibilidade de água, em diferentes lugares e tempos.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE27*) Identificar as técnicas para o manejo 
e conservação do solo e analisar diferentes práticas 
agroecológicas e as relações de consumo na sociedade 
contemporânea.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE28*) Relacionar o processo de degradação do 
solo com o desmatamento, queimadas, desertificação, 
uso de agrotóxicos, escassez hídrica entre outros e 
discutir ações para a preservação e conservação do solo 
em diferentes lugares. 
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE11) Analisar distintas interações das sociedades 
com a natureza, com base na distribuição dos 
componentes físico-naturais, incluindo as transformações 
da biodiversidade local, regional e global. 
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE29*) Relacionar as características do processo 
de urbanização com a ocorrência de desastres 
socioambientais (inundações, enchentes, rompimento 
de barragens, deslizamentos de encostas, incêndios, 
erosão entre outros) em diferentes lugares.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE12) Identificar as principais bacias hidrográficas 
do município, da região, do Estado de São Paulo, do 
Brasil, da América do Sul e do mundo e relacionar 
com a geração de energia, abastecimento de água e as 
principais transformações dos espaços urbanos e rurais.
Atividades humanas e dinâ-
mica climática
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE30*) Analisar os desastres socioambientais 
ocasionados pela construção de usinas hidrelétricas, 
barragens, desmatamento entre outros e discutir as 
consequências sociais, culturais, econômicas, políticas e 
ambientais em diferentes lugares.
Atividades humanas e dinâ-
mica climática
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF05GE31*) Identificar práticas de uso racional 
da energia elétrica, discutir as suas vantagens e 
desvantagens e propor ações de mudanças de hábitos, 
atitudes e comportamentos de consumo, em diferentes 
lugares
Atividades humanas e dinâ-
mica climática
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE32*) Diferenciar fenômenos naturais e 
fenômenos provocados pela ação humana e relacionar 
com os fenômenos climáticos (radiação solar, a radiação 
ultravioleta, Ilha de Calor, o aquecimento global, El Niño, 
La Niña, Efeito Estufa e Camada de Ozônio entre outros).
Atividades humanas e dinâ-
mica climática
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
6º (EF06GE13) Analisar causas e consequências das práticas 
humanas na dinâmica climática, discutir e propor ações 
para o enfretamento dos impactos decorrentes das 
alterações climáticas em diferentes lugares.
Atividades humanas e dinâ-
mica climática
O sujeito e seu lugar 
no mundo
7º (EF07GE01) Avaliar por meio de exemplos extraídos dos 
meios de comunicação, ideias e estereótipos acerca das 
paisagens e da formação territorial do Brasil.
Ideias e concepções sobre a 
formação territorial do Brasil
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
8080
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O sujeito e seu lugar 
no mundo
7º (EF07GE13*) Analisar o processo de formação do 
território brasileiro e identificar as demarcações de 
limites e fronteiras em diferentes tempos.
Ideias e concepções sobre a 
formação territorial do Brasil
O sujeito e seu lugar 
no mundo
7º (EF07GE14*) Identificar em registros histórico-
geográficos, as formas de organização político-
administrativa do Brasil em diferentes tempos e 
relacionar com a criação do Estado de São Paulo.
Ideias e concepções sobre a 
formação territorial do Brasil
O sujeito e seu lugar 
no mundo
7º (EF07GE15*) Analisar as divisões regionais do IBGE 
e outras propostas de regionalização tais como: os 
Complexos Regionais ou Regiões Geoeconômicas e 
descrever as características culturais, econômicas, 
naturais, políticas e sociais de cada região brasileira.
Ideias e concepções sobre a 
formação territorial do Brasil
O sujeito e seu lugar 
no mundo
7º (EF07GE16*) Analisar em diferentes produções culturais 
elementos das paisagens das regiões brasileiras, em 
especial a região sudeste.
Ideias e concepções sobre a 
formação territorial do Brasil
Conexões e escalas 7º (EF07GE02) Analisar a influência dos fluxos econômicos 
e populacionais na formação socioeconômica e 
territorial e discutir os conflitos e as tensões históricas 
e contemporâneas no Brasil, em especial no Estado de 
São Paulo.
Formação territorial do Bra-
sil
Conexões e escalas 7º (EF07GE17*) Identificar os processos migratórios internos 
e externos, reconhecendo as contribuições dos povos 
indígenas, africanos, europeus, asiáticos entre outros 
para a formação da sociedade brasileira, em diferentes 
regiões brasileiras, em especial no Estado de São Paulo. 
Formação territorial do Bra-
sil
Conexões e escalas 7º (EF07GE18*) Analisar as influências indígenas e africanas 
no processo de formação da cultura brasileira e relacionar 
com a atuação dos movimentos sociais contemporâneos 
no Brasil.
Formação territorial do Bra-
sil
Conexões e escalas 7º (EF07GE03A) Identificar e selecionar, em registros 
histórico-geográficos, características dos povos indígenas, 
comunidades remanescentes de quilombolas, povos das 
florestas e do cerrado, ribeirinhos e caiçaras, entre outros 
grupos sociais do campo e da cidade em diferentes 
lugares e tempos. (EF07GE03B) Analisar aspectos 
étnicos e culturais dos povos originários e comunidades 
tradicionais e a produção de territorialidades e discutir 
os direitos legais desses grupos, nas diferentes regiões 
brasileiras e em especial no Estado de São Paulo. 
Formação territorial do Bra-
sil
Conexões e escalas 7º (EF07GE04) Analisar a distribuição territorial da 
população brasileira, considerando a diversidade étnico-
racial e cultural (indígena, africana, europeia, latino-
americana, árabe, asiática entre outras) e relacionar com 
outros indicadores demográficos tais como: renda, sexo, 
gênero, idade entre outros nas regiões brasileiras. 
Características da população 
brasileira
Mundo do trabalho 7º (EF07GE05) Analisar fatos e situações representativas 
das alterações ocorridas entre o período mercantilista e 
o advento do capitalismo e discutir aspectos econômi - 
cos, políticos, sociais, culturais e ambientais associa - dos 
a esse período em diferentes lugares.
Produção, circulação e con-
sumo de mercadorias
Mundo do trabalho 7º (EF07GE19*) Aplicar conhecimentos geográficos para 
identificar fenômenos socioespaciais representativos 
das primeiras fases do processo de globalização em 
diferentes lugares
Produção, circulação e con-
sumo de mercadorias
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Mundo do trabalho 7º (EF07GE06) Analisar a apropriação dos recursos na - 
turais pelas diferentes sociedades e discutir como os 
processos produtivos, a circulação e o consumo de 
mercadorias provocam impactos socioambientais e 
influem nas relações de trabalho e na distribuição de 
riquezas em diferentes lugares. 
Produção, circulação e con-
sumo de mercadorias
Mundo do trabalho 7º (EF07GE20*) Explicar o conceito de desenvolvimento 
sustentável, identificar os seus indicadores econômi - 
cos, culturais, sociais, ambientais e políticose discutir as 
vantagens e desvantagens em diferentes lugares.
Produção, circulação e con-
sumo de mercadorias
Mundo do trabalho 7º (EF07GE21*) Relacionar os processos produtivos 
sustentáveis com as práticas de consumo consciente e 
responsável e discutir caminhos para a construção de 
sociedades sustentáveis.
Produção, circulação e con-
sumo de mercadorias
Mundo do trabalho 7º (EF07GE07A) Analisar o papel das redes de transporte 
e comunicação e estabelecer relações com os fluxos 
materiais (objetos, mercadorias, pessoas) e imateriais 
(dados, informação, comunicação) em escala global. 
(EF07GE07B) Categorizar as redes de transporte e 
comunicação e analisar influências nos processos 
produtivos e nas alterações na configuração do território 
brasileiro.
Desigualdade social e o tra-
balho
Mundo do trabalho 7º (EF07GE08) Estabelecer relações entre os processos 
de industrialização e inovação tecnológica e analisar as 
transformações socioeconômicas, políticas, culturais e 
ambientais do território brasileiro.
Desigualdade social e o tra-
balho
Mundo do trabalho 7º (EF07GE22*) Caracterizar os espaços industriais-tecno 
lógicos e discutir o papel das políticas governamentais e 
a criação e/ou expansão dos centros tecnológicos e de 
pesquisa, em diferentes regiões brasileiras, em especial 
no Estado de São Paulo.
Desigualdade social e o tra-
balho
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
7º (EF07GE09A) Interpretar e elaborar mapas temáticos com 
base em informações históricas, demográficas, sociais e 
econômicas do território brasileiro. (EF07GE09B) Aplicar 
tecnologias digitais para identificar padrões espaciais, 
regionalizações e analogias espaciais do território 
brasileiro, em especial do Estado de São Paulo.
Mapas temáticos do Brasil
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
7º (EF07GE10) Identificar e selecionar indicadores 
socioeconômicos e elaborar representações gráficas e 
comparar as regiões brasileiras em diferentes tempos.
Mapas temáticos do Brasil
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF07GE11) Identificar os domínios morfoclimáticos e 
relacionar com as dinâmicas dos componentes físico- 
-naturais no território brasileiro.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF07GE23*) Avaliar a importância da distribuição dos 
recursos naturais e da biodiversidade nos diversos 
biomas brasileiros.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF06GE24*) Identificar as generalidades e singularidades 
dos biomas brasileiros, em especial no Estado de São 
Paulo.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF06GE25*) Analisar as problemáticas socioambientais 
e discutir as ações para a preservação e conservação dos 
biomas brasileiros, em especial no Estado de São Paulo.
Biodiversidade e ciclo hidro-
lógico
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
8282
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Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF07GE12) Descrever a organização do Sistema Nacional 
de Unidades de Conservação (SNUC), comparar os tipos 
de Unidades de Conservação e discutir as práticas de 
conservação e preservação da biodiversidade nas regiões 
brasileiras.
Biodiversidade brasileira
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF07GE26*) Identificar Territórios Quilombolas, 
Terras Indígenas e Reservas Extrativistas nas Unidades 
de Conservação, discutir o papel desses grupos na 
conservação e preservação da natureza e analisar 
conflitos e movimentos de resistência no Brasil, em 
especial no Estado de São Paulo.
Biodiversidade brasileira
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
7º (EF07GE27*) Analisar a atuação das instituições públicas 
e da sociedade civil organizada na formulação de políticas 
públicas socioambientais e identificar os diferentes 
instrumentos de gestão territorial do patrimônio 
ambiental no Brasil e no Estado de São Paulo.
Biodiversidade brasileira
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE25*) Descrever e distinguir os conceitos da 
demografia e analisar a aproximação com a Geografia 
das Populações na análise dos processos populacionais
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE01) Identificar e descrever as rotas de dispersão 
da população humana pelo planeta e os principais fluxos 
migratórios e analisar os fatores históricos, políticos, 
econômicos, culturais e condicionantes físico-naturais 
associados à distribuição da população humana, pelos 
continentes, em diferentes períodos.
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE02) Descrever e comparar as correntes e fluxos 
migratórios contemporâneos da população mundial e 
analisar fatos, situações e influências dos migrantes, em 
diferentes regiões do mundo, em especial no Brasil.
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE03) Analisar aspectos representativos 
da dinâmica demográfica, aplicar os indicadores 
demográficos e analisar as mudanças sociais, culturais, 
políticas, ambientais e econômicas decorrentes da 
transição demográfica, em diferentes regiões do mundo.
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE26*) Analisar a dinâmica populacional e 
relacionar com as transformações tecnológicas, indica - 
dores de qualidade de vida e nível de desenvolvimento 
socioeconômico e ambiental, de países distintos, em 
diferentes regiões do mundo.
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE27*) Comparar a formação territorial de países 
latino-americanos, a partir das influências pré-colombiana 
e colonial e estabelecer semelhanças e diferenças 
socioculturais entre as correntes de povoamento.
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
8º (EF08GE04A) Selecionar, comparar e analisar processos 
migratórios contemporâneos e discutir características dos 
movimentos voluntários e forçados, assim como fatores 
e áreas de expulsão e atração no continente americano, 
em especial na América Latina. (EF08GE04B) Analisar os 
fluxos de migração da América Latina e relacionar com 
os aspectos econômicos, políticos, sociais, culturais e 
ambientais, em diversos países do continente americano.
Distribuição da população 
mundial e deslocamentos 
populacionais
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
83
a solução para o seu concurso!
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Conexões e escalas 8º (EF08GE05) Aplicar os conceitos de Estado, nação, 
território, governo e país e analisar os conflitos e tensões 
na contemporaneidade, com destaque para as situações 
geopolíticas na América e na África e suas múltiplas 
regionalizações a partir do pós-guerra.
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE28*) Identificar fatos, dados, situações e/ou 
fenômenos do processo de globalização e avaliar as 
diferentes manifestações culturais, políticas, econômicas, 
ambientais e sociais, em diferentes lugares
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE06) Analisar a atuação das organizações mundiais 
nos processos de integração cultural e econômica, 
em especial nos continentes americano e africano, 
reconhecendo, em seus lugares de vivência, marcas 
desses processos.
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE07) Analisar os impactos geoeconômicos, 
geoestratégicos e geopolíticos da ascensão dos Estados 
Unidos da América no cenário internacional e discutir a 
sua posição de liderança global e a relação com os países 
que integram o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África 
do Sul, em especial com o Brasil e a China.
Corporações eorganismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE08) Analisar a situação do Brasil e de outros 
países da América Latina e da África, assim como da 
potência estadunidense na ordem mundial do pós - 
-guerra.
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE29*) Selecionar e organizar indicadores 
socioeconômicos de países da América Latina e da África 
e comparar com os de potências tradicionais e potências 
emergentes na ordem mundial do pós-guerra.
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE09) Identificar, comparar e analisar os padrões 
econômicos mundiais de produção, distribuição e 
intercâmbio dos produtos agrícolas e industrializados, 
tendo como referência os Estados Unidos da América e 
os países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África 
do Sul).
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE10) Distinguir e analisar conflitos e ações dos 
movimentos sociais brasileiros, no campo e na cidade, 
comparando com outros movimentos sociais existentes 
nos países latino-americanos.
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º EF08GE11) Identificar áreas de conflitos e tensões nas 
regiões de fronteira do continente latino-americano, 
analisar o papel de organismos internacionais e 
regionais de cooperação nesses cenários e discutir as 
consequências para as populações dos países envolvidos.
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Conexões e escalas 8º (EF08GE12) Analisar a importância dos principais 
organismos de integração do território americano, 
identificar as origens da formação de blocos regionais 
e comparar as características desses blocos, especial na 
América Latina. 
Corporações e organismos 
internacionais e do Brasil na 
ordem econômica mundia
Mundo do trabalho 8º (EF08GE14) Analisar e comparar os processos de 
desconcentração, descentralização e recentralização das 
atividades econômicas a partir do capital estadunidense 
e chinês em diferentes regiões no mundo, com destaque 
para o Brasil.
Os diferentes contextos e os 
meios técnico e tecnológico 
na produção
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
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Mundo do trabalho 8º EF08GE15) Analisar a importância dos principais 
recursos hídricos da América Latina e discutir os desafios 
relacionados à gestão e comercialização da água.
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial na América Latina
Mundo do trabalho 8º (EF08GE30*) Identificar as problemáticas socioambientais 
resultantes das formas predatórias dos múltiplos usos 
da água e discutir os desafios relacionados à gestão das 
águas na América Latina, em especial no Brasil
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial na América Latina
Mundo do trabalho 8º (EF08GE16A) Identificar, comparar e analisar as principais 
problemáticas sociais, econômicas, demográficas, 
culturais, ambientais, políticas entre outras e relacionar 
com o processo de urbanização das cidades latino-
americanas.
(EF08GE16B) Discutir as particularidades da distribuição, 
estrutura e dinâmica da população e relacionar com 
as condições de vida qualidade de vida e trabalho nas 
cidades latino-americanas, em especial no Brasil.
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial na América Latina
Mundo do trabalho 8º (EF08GE17) Analisar as diferenças na apropriação dos 
espaços urbanos, relacionando-as com os processos de 
exclusão social e segregação socioespacial e discutir as 
políticas públicas de planejamento urbano dos países 
latino-americanos, em especial do Brasil.
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial na América Latina
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
8º (EF08GE18) Elaborar mapas ou outras formas de 
representações cartográficas para analisar as redes e 
as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, 
contextos culturais, modo de vida e usos e ocupação do 
solo na América e na África.
Cartografia: anamorfose, 
croquis e mapas temáticos 
da América e África
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
8º (EF08GE19) Interpretar e elaborar cartogramas, mapas 
esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas com 
informações geográficas acerca da América e da África.
Cartografia: anamorfose, 
croquis e mapas temáticos 
da América e África
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE20A) Analisar características de países e grupos 
de países da América e da África no que se referem aos 
aspectos populacionais, políticos, sociais, econômicos 
e espaciais e comparar com características de países 
europeus e asiáticos.
(EF08GE20B) Analisar as desigualdades sociais e eco - 
nômicas de países e grupos de países da América e da 
África, relacionar com as pressões sobre a natureza e a 
apropriação de suas riquezas e discutir as consequências 
para as populações desses países e impactos para 
biodiversidade.
Identidades e intercultura-
lidades regionais: Estados 
Unidos da América, América 
espanhola e portuguesa e 
África
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE21) Analisar o papel ambiental e territorial da 
Antártica no contexto geopolítico, sua relevância para 
os países da América do Sul, em especial para o Brasil 
e discutir o seu valor como área destinada à pesquisa 
e à compreensão das alterações climáticas e do meio 
ambiente global.
Papel ambiental e territorial 
da Antártica no contexto ge-
opoítico
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE31*) Comparar dados e informações geográficas 
relevantes acerca dos recursos naturais e diferentes 
fontes de energia na América Latina.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na América Latina
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE22) Analisar a relevância dos principais recursos 
naturais e fontes energéticas e relacionar com processos 
de cooperação entre os países do Mercosul e outros 
blocos regionais da América Latina e do mundo.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na América Latina
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
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Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE32*) Analisar relações conflituosas e contradi - 
tórias na apropriação de recursos naturais e produção de 
energia na América Latina.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na América Latina
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE33*) Identificar áreas do planeta suscetíveis a 
impactos socioambientais decorrentes da extração de 
recursos naturais para geração de energia, em especial 
na América Latina e no Brasil.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na América Latina
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE23) Identificar paisagens da América Latina e 
associá-las, por meio de representações cartográficas, 
aos diferentes povos da região, com base em aspectos 
da geomorfologia, da biogeografia, da hidrografia e da 
climatologia.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na América Latina
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
8º (EF08GE24) Analisar as principais características 
produtivas dos países latino-americanos, estabelecer 
comparações entre a exploração mineral, agricultura, 
pecuária entre outras e relacionar com os indicadores de 
desenvolvimento econômico e social.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na América Latina
O sujeito e seu lugar 
no mundo
9º (EF09GE01) Analisar criticamente de que forma a 
hegemonia europeia foi exercida em várias regiões 
do planeta, notadamente em situações de conflitos, 
intervenções militares e/ou influência cultural, em 
diferentes tempos e lugares.
A hegemonia europeia na 
economia, na política e na 
cultura
O sujeitoe seu lugar 
no mundo
9º (EF09GE02) Analisar a atuação das corporações 
internacionais e das organizações econômicas mundiais 
e discutir as influências na vida da população em relação 
ao consumo, cultura, política, mobilidade, educação 
entre outros, em diferentes regiões do mundo.
Corporações e organismos 
internacionais
O sujeito e seu lugar 
no mundo
9º (EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais 
de minorias étnicas como forma de compreender a 
multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o 
princípio do respeito às diferenças.
As manifestações culturais 
na formação populacional
O sujeito e seu lugar 
no mundo
9º (EF09GE19*) Analisar as relações entre o local e o global 
e discutir a pluralidade de sujeitos em diferentes lugares.
As manifestações culturais 
na formação populacional
O sujeito e seu lugar 
no mundo
9º (EF09GE04) Relacionar diferenças de paisagens aos 
modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e 
Oceania e analisar identidades e interculturalidades 
regionais.
As manifestações culturais 
na formação populacional
Conexões e escalas 9º (EF09GE05) Analisar fatos e situações referentes à 
integração mundial econômica, política e cultural e 
comparar as características e fenômenos dos processos 
de globalização e mundialização.
Integração mundial e suas 
interpretações: globalização 
e mundialização
Conexões e escalas 9º (EF09GE06) Associar o critério de divisão do mundo 
em Ocidente e Oriente a partir do Sistema Colonial 
implantado pelas potências europeias e analisar as 
consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e 
ambientais para diferentes países.
Integração mundial e suas 
interpretações: globalização 
e mundialização
Conexões e escalas 9º (EF09GE07) Identificar os componentes físico-naturais 
da Eurásia e os determinantes histórico-geográficos de 
sua divisão em Europa e Ásia e analisar os processos de 
regionalização.
Integração mundial e suas 
interpretações: globalização 
e mundialização
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Conexões e escalas 9º (EF09GE08) Analisar transformações territoriais, 
considerando o movimento de fronteiras, tensões, 
conflitos e múltiplas regionalidades na Europa, na Ásia 
e na Oceania e relacionar com as implicações sociais, 
políticas, econômicas, ambientais e culturais em 
diferentes países. 
Integração mundial e suas 
interpretações: globalização 
e mundialização
Conexões e escalas 9º (EF09GE09) Analisar características de países e grupos 
de países europeus, asiáticos e da Oceania em seus 
aspectos populacionais, políticos, ambientais, urbanos 
e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais 
e econômicas e apropriação e pressões sobre seus 
ambientes físico-naturais.
Integração mundial e suas 
interpretações: globalização 
e mundialização
Mundo do trabalho 9º (EF09GE10) Analisar os impactos do processo de 
industrialização na produção e circulação de produtos e 
culturas na Europa, na Ásia e na Oceania
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial
Mundo do trabalho 9º (EF09GE20*) Identificar o papel dos setores primário, 
secundário e terciário na economia da Europa, Ásia e 
Oceania e discutir a relevância do desenvolvimento 
tecnológico para as economias dos países europeus e 
asiáticos.
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial
Mundo do trabalho 9º (EF09GE21*) Analisar a formação de blocos regionais 
da Europa e Ásia, comparar as suas características e 
relacionar com a atuação de blocos de outras regiões do 
mundo.
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial
Mundo do trabalho 9º (EF09GE11) Relacionar as mudanças técnicas e científicas 
decorrentes do processo de industrialização com as 
transformações no trabalho e analisar e discutir as 
potencialidades e fragilidades desse processo em 
diferentes regiões do mundo, em especial no Brasil.
Transformações do espaço 
na sociedade urbano-indus-
trial
Mundo do trabalho 9º (EF09GE12) Relacionar o processo de urbanização às 
transformações da produção agropecuária, à expansão 
do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital 
financeiro em diferentes países, com destaque para o 
Brasil.
Cadeias industriais e inova-
ção no uso dos recursos na-
turais e matérias--primas
Mundo do trabalho 9º (EF09GE22*) Relacionar as mudanças ocorridas na 
técnica e na ciência para os processos de produção 
em geral e relacionar as transformações da produção 
industrial e da agropecuária em diferentes regiões do 
mundo, em especial no Brasil
Cadeias industriais e inova-
ção no uso dos recursos na-
turais e matérias--primas
Mundo do trabalho 9º (EF09GE23*) Debater as origens e consequências 
dos problemas da desigualdade social, da fome e da 
pobreza na sociedade urbano-industrial, considerando a 
concentração de renda, dos meios de produção, de acesso 
aos recursos naturais e da segregação socioespacial, em 
diferentes regiões do mundo.
Cadeias industriais e inova-
ção no uso dos recursos na-
turais e matérias--primas
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
9º (EF09GE14A) Selecionar, elaborar e interpretar 
dados e informações sobre diversidade, diferenças e 
desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais.
(EF09GE14B) Analisar projeções cartográficas, 
anamorfoses geográficas e mapas temáticos relacionados 
às questões sociais, ambientais, econômicas, culturais, 
políticas de diferentes regiões do mundo.
Leitura e elaboração de ma-
pas temáticos, croquis e 
outras formas de represen-
tação para analisar informa-
ções geográficas
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Formas de 
representação e 
pensamento espacial
9º (EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões 
do mundo com base em informações populacionais, 
econômicas e socioambientais representadas em mapas 
temáticos e com diferentes projeções cartográfica
Leitura e elaboração de ma-
pas temáticos, croquis e 
outras formas de represen-
tação para analisar informa-
ções geográficas
Formas de 
representação e 
pensamento espacial
9º (EF09GE24*) Identificar e analisar os fluxos populacionais 
e de capitais, por meio de produção e interpretação de 
mapas de fluxos, cartogramas, gráficos, tabelas, imagens 
e textos multimodais.
Leitura e elaboração de ma-
pas temáticos, croquis e 
outras formas de represen-
tação para analisar informa-
ções geográficas
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
9º (EF09GE16) Identificar e comparar diferentes domínios 
morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da Oceania e 
discutir os impactos socioambientais decorrentes de 
diferentes atividades econômicas.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
9º (EF09GE25*) Investigar os fenômenos geodinâmicos 
existentes na Europa, Ásia e Oceania e analisar o 
potencial na geração de desastres e as consequências 
para as populações.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
9º (EF09GE26*) Identificar e analisar mapas temáticos 
relacionados à ocorrências de desastres socioambientais 
em diferentes regiões do mundo, em especial na Europa, 
Ásia e Oceania.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
9º (EF09GE17) Analisar e explicar as características físico-
naturais e a forma de ocupação e usos da terra em 
diferentes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
9º (EF09GE27*) Relacionar as diversas formas de ocupação 
do solo com os desastres sociambientais, em diferentes 
lugares da Europa, da Ásia e da Oceania.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida9º (EF09GE18) Identificar e analisar as cadeias industriais 
e de inovação e as consequências dos usos de recursos 
naturais e das diferentes fontes de energia (tais como 
termoelétrica, hidrelétrica, eólica, nuclear e geotérmica) 
em diferentes países da Europa, Ásia e Oceania.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
Natureza, ambientes e 
qualidade de vida
9º (EF09GE28*) Avaliar criticamente os usos de recursos 
naturais a partir das diferentes fontes de energia 
(termoelétrica, hidrelétrica, eólica, nuclear e geotérmica), 
analisar os impactos socioambientais decorrentes da 
utilização em diferentes países da Europa, Ásia e Oceania 
e relacionar com as fontes de energia utilizadas no Brasil 
e as práticas de uso racional de energia.
Diversidade ambiental e as 
transformações nas paisa-
gens na Europa, na Ásia e na 
Oceania
 
SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. CURRÍCULO PAULISTA: ETAPA ENSINO MÉDIO. SÃO PAULO: SEDUC, 
2020. P. 167-195, 229-239
CURRÍCULO PAULISTA
ETAPA ENSINO MÉDIO
Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
O propósito de organizar um currículo para o Estado de São Paulo na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, à altura dos 
compromissos assumidos pela Educação Básica ao aprovar a BNCC, levou os redatores ao desafio de dar tratamento qualificado a 
conceitos e princípios pronunciados por cada componente curricular da área – Filosofia, Geografia, História e Sociologia –, de forma 
articulada e orientada para atender às demandas do mundo contemporâneo, aos diferentes interesses pronunciados pelo estudante 
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS
8888
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da Educação Básica, a partir do aprofundamento e da ampliação 
das aprendizagens essenciais desenvolvidas no Ensino Fundamen-
tal para uma vivência ética no mundo contemporâneo, conforme 
expresso pela BNCC. Ou seja, um currículo capaz de expressar as 
exigências de formação de sujeitos com composição intelectual 
capaz de responder aos anseios e oportunidades de efetivação de 
seu projeto de vida, com autonomia e protagonismo, e que ao 
mesmo tempo sejam responsáveis, solidários e cientes da impor-
tância do debate público para o amadurecimento de ideias, bem 
como, aptos a julgar e propor soluções para problemas sociais, 
políticos e ambientais, conforme explicitado no Artigo 35 da LDB:
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos 
adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prossegui-
mento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do edu-
cando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se 
adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aper-
feiçoamento posteriores;
Essas exigências constituíram condições fundamentais na 
definição das orientações que compõem o Currículo Paulista Eta-
pa Ensino Médio, as quais seguiram as demandas indicadas pela 
BNCC, coadunando-as com as determinações das DCNEM, assim 
como as diferentes contribuições da sociedade civil e da consul-
ta pública. Ainda que nem todas essas contribuições possam ser 
identificadas à primeira vista neste documento, elas certamente 
inspiraram o aprimoramento das reflexões no processo da escrita.
As Ciências Humanas e Sociais Aplicadas dedicam-se a estu-
dar e pesquisar de forma rigorosa a dinâmica humana no tempo e 
no espaço, na produção dos valores, na vida material e na cultura. 
Nesse sentido, destacam-se as trocas, as influências e as disputas 
no que se refere a procedimentos para o estudo de questões cul-
turais, socioambientais, econômicas e políticas. Ainda, a formação 
de territórios e fronteiras e suas dinâmicas, os fatos históricos nas 
suas continuidades e/ou rupturas com consequências pessoais, 
locais, regionais e globais. Todas essas questões, orientam para a 
compreensão dos desafios de falar do mundo humano, seja a par-
tir da linguagem cotidiana e prática, para falar o como das coisas, 
seja utilizando uma linguagem que tenta ultrapassar a do cotidia-
no, para interpretar e atuar sobre os acontecimentos (JAPIASSU, 
2002). Dessa maneira, os instrumentos da crítica que caracteri-
zam as formas de falar do mundo humano devem, no contexto da 
área, buscar sempre uma articulação, sem perder a especificidade 
de cada componente, conforme explicitado no Artigo 35 da LDB:
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, in-
cluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia inte-
lectual e do pensamento crítico;
IV – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos 
dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no 
ensino de cada disciplina.
A Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza 
as DCNEM, orienta, no Art. 11 § 1º, que a organização por áreas 
tem o sentido de tornar mais sólidas as relações entre os saberes 
e, dessa forma, favorecer a contextualização para a apreensão e 
a intervenção na realidade. A partir desses pressupostos, que ba-
lizaram a redação do organizador curricular da área de Ciências 
Humanas e Sociais Aplicadas, tendo como referência estudos e 
práticas relacionados à Filosofia, Geografia, História e Sociologia, 
os redatores buscaram assegurar especificidades históricas, con-
ceituais e procedimentais dos diferentes componentes curricula-
res, o que garante diversidade de saberes e procedimentos e, ao 
mesmo tempo, a unidade de conjunto, que são reveladoras do 
valor políticoeducacional da área.
Componentes curriculares da área de Ciências Humanas e So-
ciais Aplicadas
FILOSOFIA
“Que Filosofia ensinar?” Com essa questão os Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCN) para o Ensino Médio de 1998 reco-
locam o ensino de Filosofia no contexto da Educação Básica e fo-
mentam o pensamento sobre quais competências e habilidades 
desenvolver nas aulas de Filosofia. Podemos reconhecer essa 
mesma comanda nas Orientações Curriculares para o Ensino Mé-
dio, de 2006.
Destacamos que os PCN e as Orientações Curriculares Nacio-
nais tiveram o sentido de nortear e parametrizar a Filosofia no 
Ensino Médio como componente curricular.
A partir da BNCC e das DCNEM, o campo filosófico composto 
pela História da Filosofia, Metafísica, Ética, Filosofia Política, Epis-
temologia, Teoria do Conhecimento, Lógica e Estética não deixou 
de lado as questões anteriores, mas ampliou-se para as indaga-
ções contemporâneas acerca da justiça, da solidariedade, da au-
tonomia, da liberdade, da compreensão e do reconhecimento das 
diferenças, respeito e responsabilidade consigo, com o outro e 
com o mundo comum que habitamos. A Filosofia nos textos, con-
textos, na sua expressão rigorosa, procura adentrar o complexo 
intervalo entre as palavras e o pensamento, entre o mundo que 
queremos e o mundo que construímos cotidianamente.
Atualmente, a Filosofia possui habilidades dentro de seis gru-
pos de competências específicas na área de Ciências Humanas e 
Sociais Aplicadas. A ampliação e o aprofundamento das aprendi-
zagens requeridas nesta etapa escolar fazem com que a articula-
ção dos saberes filosóficos seja cada vez mais recorrentes.
GEOGRAFIA
A Geografia Escolar é fruto de diferentes concepções do pen-
samento geográfico, o que se reflete nas visões teórico-metodoló-
gicas utilizadas nas práticas docentes e nos fundamentos dos cur-
rículos. O ensino de Geografia deve oferecer oportunidades para 
que o estudante compreenda as mudanças ocorridas no espaço 
geográfico, reconhecendo o seu papel de agente transformador 
nas dimensões geopolíticas, econômicas e socioambientais esta-
belecidas nas sociedades contemporâneas.
O estudo da Geografia no Ensino Médio pretende aprofun-
dar as habilidades que garantem os direitos de aprendizagem da 
Educação Básica, ou seja, aprofundar os saberes científicos e os 
processos e conceitos que atuam na formação das sociedades 
humanas e no funcionamento da natureza. Para tanto, utilizamos 
como referência a leitura do lugar e do território, a partir de sua 
paisagem, compreendendo o espaço geográficocomo manifesta-
ção territorial da atividade social, em todas as suas dimensões e 
contradições de ordem econômica, política, cultural e ambiental.
Outro ponto importante é o aprofundamento da Educação 
Cartográfica, considerada um instrumento indispensável no en-
tendimento das interações, relações e fenômenos geográficos.
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HISTÓRIA
São inúmeras as indagações e reflexões sobre o objetivo de 
estudar História enquanto disciplina. Diversas linhas de pesquisa e 
aspectos teóricos já se debruçaram sobre o debate, além da pers-
pectiva dos currículos e suas transformações ao longo da trajetó-
ria deste componente curricular. Soma-se a isso o desafio lançado 
pela BNCC, que estabelece novos paradigmas para a área de Ciên-
cias Humanas e, por consequência, para a História no Currículo 
Paulista do Ensino Médio.
A História deve estar articulada às competências gerais da 
área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, de forma a estabe-
lecer vínculos epistemológicos nas abordagens das habilidades e 
competências específicas para que, dessa maneira, possa dialogar 
com os demais componentes curriculares, em um ensino integral, 
sem perder sua especificidade nos recortes estabelecidos.
O Currículo Paulista etapa Ensino Médio, tem como proposi-
ção a ampliação dos conhecimentos adquiridos no Ensino Funda-
mental, de maneira a propiciar o aprofundamento do repertório 
conceitual e procedimental, além de atitudes e valores, no Ensino 
Médio. Diante do objetivo dessa ampliação da capacidade cogniti-
va do estudante, é possível a apreensão da autonomia intelectual 
em uma concepção na qual ele possa articular informações e de-
senvolver capacidades mais complexas diante do mundo contem-
porâneo, já que deve ser instigado a produzir ideias e respostas 
aos seus questionamentos.
Se por um lado, um dos objetivos do desenvolvimento do en-
sino de História, é a formação intelectual do estudante enquan-
to cidadão crítico e pertencente a determinada localidade com 
características e identidades próprias, processo que deve exigir a 
capacidade cognitiva da observação, da descrição, do estabeleci-
mento de relações entre o presente e o passado nos mais diferen-
tes espaços, na identificação das condições intrínsecas do tempo 
para a construção e desconstrução de significados; por outro lado, 
levam-se em consideração os pressupostos que dizem respeito 
às reflexões e aos estudos sobre as atuais condições humanas, 
permeando as singularidades e as diferenças, dentro das diver-
sas sociedades hoje existentes, e não somente das sociedades do 
passado, fazendo do ensino de História um processo vivo e dinâ-
mico na sua elaboração e constituição na abordagem curricular e 
metodológica.
SOCIOLOGIA
Dada a natureza científica da Sociologia, seus objetos e mé-
todos alinham-se com os métodos científicos. O “estranhamento” 
e a “desnaturalização do olhar”, importantes elementos de seu 
método, revelam-se estruturadores para sua aprendizagem no 
Ensino Médio. Ante os fatos sociais, tomados como corriqueiros, 
eles possibilitam ao estudante o interesse por questões da vida 
em sociedade para além do senso comum, levando-o a uma abor-
dagem científica da questão.
Os conceitos estruturadores da Sociologia nos Parâmetros 
Curriculares para o Ensino Médio serviram como norteadores de 
temas e objetos do conhecimento para o estudo deste compo-
nente curricular. Com o advento da BNCC, eles se ampliam nas 
categorias deste documento, consolidando a presença e o ensino 
da Sociologia no Ensino Médio, dentro do contexto da área.
As categorias apresentadas na BNCC, e adotadas neste Currí-
culo, apontam objetos do conhecimento a serem ensinados pelos 
professores e aprendidos pelo estudante, garantindo a especifi-
cidade da Sociologia, mesmo em um contexto de área. Além dis-
so, elas também facilitam o estudo e a abordagem que diversos 
autores da Sociologia tomam frente aos fatos sociais. Soma-se a 
isso, ainda, o alinhamento dos demais componentes curriculares 
da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas a essa configu-
ração didática, o que constitui uma forma de ensinar a Sociologia 
contextualizadamente, ampliando, inclusive, os recursos didáticos 
para sua aprendizagem pelo estudante.
Breves considerações sobre a articulação entre os componen-
tes da área
A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, no contexto 
da Educação Básica, apresenta sua força no interesse interrogati-
vo e, por isso, percorre os caminhos da polêmica. Afinal, o objeto 
das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas sente, pensa e fala a 
partir das suas experiências. Dessa forma, o desafio posto para a 
contextualização, interação e articulação dos componentes curri-
culares está na colaboração capaz de oportunizar condições para 
que o estudante desenvolva competências e habilidades cogniti-
vas e socioemocionais, conforme orientação na Resolução nº 3, 
de 21 de novembro de 2018, que atualiza as DCNEM:
Art. 7º O currículo é conceituado como a proposta de ação 
educativa constituída pela seleção de conhecimentos construí-
dos pela sociedade, expressando-se por práticas escolares que se 
desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, 
permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes 
dos estudantes e contribuindo para o desenvolvimento de suas 
identidades e condições cognitivas e socioemocionais.
§ 2º O currículo deve contemplar tratamento metodológico 
que evidencie a contextualização, a diversificação e a transdisci-
plinaridade ou outras formas de interação e articulação entre di-
ferentes campos de saberes específicos, contemplando vivências 
práticas e vinculando a educação escolar ao mundo do trabalho e 
à prática social e possibilitando o aproveitamento de estudos e o 
reconhecimento de saberes adquiridos nas experiências pessoais, 
sociais e do trabalho.
Na área de Ciências Humanas, a reflexão e o debate devem 
propiciar situações para o desenvolvimento do pensamento crí-
tico, capaz de produzir respostas e promover saberes criativos 
diante de questões como: é possível compatibilizar produção e 
consumo para todos e ao mesmo tempo preservar o meio am-
biente? Quais desafios éticos devemos enfrentar diante da atual 
dinâmica da produção tecnológica? Por que algumas pessoas são 
mais vulneráveis socialmente que outras? Responder a estas e 
outras questões, fazer novas perguntas, produzindo respostas e 
saberes criativos e éticos, deve estar no horizonte da contextua-
lização, integração e articulação de saberes e conhecimentos das 
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Nesse contexto, não bas-
ta descrever o fato ou as relações que podem ser observadas no 
mundo humano, mas deve-se também compreender que é possí-
vel produzir novos fatos e relações, ter a consciência de que inter-
pretar já instaura o processo a partir do qual é possível mudar as 
condições de existir no mundo.
A área envolve a valorização das diferentes experiências e 
vivências, e, consequentemente, o compartilhamento de múl-
tiplos saberes, a liberdade de expressão, a busca pelo consenso 
e o reconhecimento de que o dissenso faz parte da convivência 
democrática. Dessa forma, esses elementos que compõem uma 
aprendizagem colaborativa precisam ser acolhidos no contexto do 
ensinoaprendizagem. Ainda deve-se reconhecer a importância da 
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cultura digital como meio para favorecer a colaboração em uma 
dimensão/materialidade que deve ser propiciada pela experiên-
cia escolar.
A abertura para o mundo digital, no uso cada vez mais fre-
quente de tecnologias, especialmente no cotidiano mediado pela 
interação entre pessoas e entre pessoas e objetos, além da inter-
net das coisas7 , requer o uso com critérios deste ferramental. No 
campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, além da apren-
dizagem que orienta para o uso ético das tecnologias, para uma 
interação consciente, proveitosa para todose sustentável, deve-
-se considerar, ainda, que as inovações tecnológicas não precisam 
ser impostas de forma a marginalizar as práticas tradicionais; ao 
contrário, elas devem auxiliar na preservação das culturas, tendo 
condições, inclusive, de ampliar a divulgação e sua ressignificação 
em meio digital.
A partir da complexidade apresentada, o Currículo Paulista 
etapa do Ensino Médio, procura integrar conhecimentos, saberes 
e práticas que caracterizam a área buscando pontes de interação 
ou pelo menos de aproximação. Dessa forma, algumas escolhas 
precisam ser explicitadas:
▪ As competências e habilidades foram mantidas conforme 
apresentadas pela BNCC. Essa escolha reconhece a dinâmica do 
estudante e o direito de mobilidade entre escolas, modalidades e 
sistemas de ensino.
▪ Os objetos do conhecimento têm como referência funda-
mental as competências e as habilidades indicadas.
▪ Cada habilidade deverá ser desenvolvida ou mobilizada pelo 
estudante a partir dos objetos do conhecimento. Essa orientação 
tem o sentido de permitir mais do que um aprofundamento, pro-
piciando uma ampla visão do tema ou problema a ser abordado e, 
portanto, o enriquecimento do repertório cultural do estudante.
▪ Os objetos do conhecimento tendo como referência o de-
senvolvimento e a mobilização de habilidades, e para fins de di-
versificação e aprofundamento curricular, compreendem todos os 
componentes curriculares.
A transição da etapa do Ensino Fundamental para a etapa 
do Ensino Médio
A transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio está 
garantida na observação e realização das dez competências da 
Educação Básica. Essas competências orientam para uma educa-
ção envolvida com o seu tempo e com os desafios do mundo con-
temporâneo. Dessa forma, a articulação do Ensino Médio com o 
Ensino Fundamental está ancorada no desenvolvimento de com-
petências e habilidades a partir da aprendizagem contextualizada, 
integrada e articulada de conteúdos, conceitos e processos. Nesse 
sentido, parece fundamental certa clareza acerca desses concei-
tos, uma vez que eles nos encaminham para determinado percur-
so do trabalho pedagógico:
Competências: a competência refere-se ao processo de mo-
bilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para 
resolver questões e problemas referentes à vida cotidiana, assim 
como para o exercício da cidadania.
Habilidades: trata-se de práticas cognitivas e socioemocio-
nais, atitudes e valores que devem ser desenvolvidos e mobi-
lizados para viver e conviver no mundo contemporâneo. São 
aprendizagens essenciais que devem ser garantidas para todos os 
estudantes em diferentes contextos do Ensino Médio.
Objetos de conhecimento: trata-se de conteúdos, conceitos 
e processos que são apreendidos por meio do desenvolvimento 
das habilidades.
Área do conhecimento: explicita as particularidades no trata-
mento dos objetos de conhecimento e deve garantir a formação 
integrada do estudante.
Ao oportunizar o desenvolvimento de habilidades e compe-
tências, de forma progressiva, os conceitos e temas devem ser 
desenvolvidos e articulados por meio de processos que foram ini-
ciados no Ensino Fundamental, mediante comandas de identifica-
ção, análise, comparação e interpretação de ideias, pensamentos, 
fenômenos e processos históricos, geográficos, sociais, econômi-
cos, políticos e culturais que no Ensino Médio devem encontrar 
condições para o “aprofundamento e a ampliação da base concei-
tual e dos modos de construção da argumentação e sistematiza-
ção do raciocínio, operacionalizados com base em procedimentos 
analíticos e interpretativos” (BNCC, 2018, p.472).
Destacamos, ainda que a interconexão com o Ensino Funda-
mental pode ser observada a partir de abordagens indicadas nos 
objetos de aprendizagem, que, de forma geral, abordam os “te-
mas contemporâneos transversais”. Ou seja, os temas contempo-
râneos, presentes desde o Ensino Fundamental, são contempla-
dos nos objetos de aprendizagem na área de Ciências Humanas e 
Sociais Aplicadas, conforme orientação da BNCC:
(...) cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às esco-
las, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, in-
corporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem 
de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala 
local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e 
integradora. Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e 
do adolescente (Lei nº 8.069/1990), educação para o trânsito (Lei 
nº 9.503/1997), educação ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer 
CNE/CP nº 14/2012 e Resolução CNE/CP nº 2/2012), educação 
alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009), processo de enve-
lhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei nº 10.741/2003), 
educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer 
CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação das 
relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afrobrasileira, 
africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer 
CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004), bem como 
saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educa-
ção financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade 
cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 
7/2010). (BRASIL, 2018, p. 19)
No contexto da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, 
alguns temas apresentam destaque nos objetos de conhecimen-
to, como: ciência e tecnologia; direitos da criança e do adoles-
cente; diversidade cultural; educação ambiental; educação para 
valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e cultu-
rais brasileiras; educação em direitos humanos; educação para o 
consumo; processo de envelhecimento, respeito e valorização do 
idoso; trabalho e vida familiar e social.
Destacamos ainda a relevância do trabalho da educação para 
redução de riscos e desastres.
É importante destacar que os TCTs encontram sua demanda 
e sua ênfase nas questões da vida social, política, econômica e 
cultural que repercutem necessariamente no desenvolvimento 
pessoal. Dessa forma, há que se reconhecer o potencial desses 
temas para a efetivação da educação contextualizada e integral.
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A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e seu papel no acesso aos direitos de aprendizagem
A interface do Ensino Fundamental com o Ensino Médio constitui condição para o atendimento aos direitos de aprendizagem, 
uma vez que as aprendizagens devem se orientar pelas dez competências gerais da Educação Básica. Essas competências pronunciam 
e mobilizam conceitos, procedimentos, habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores capazes de resolver de-
mandas complexas da vida cotidiana, do efetivo exercício da cidadania e da compreensão e participação no mundo do trabalho.
No campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, as categorias “tempo e espaço”, “território e fronteira”, “indivíduo, natureza, 
sociedade, cultura e ética” e “política e trabalho” orientam para tematizar e problematizar a investigação e a aprendizagem. Ou seja, 
as categorias não se confundem com temas ou proposta de conteúdo, mas podem funcionar como eixos em torno dos quais circulam 
ideias, fenômenos e processos políticos, sociais, econômicos e culturais. Conforme explicitado na BNCC, a categoria “tempo e espaço” 
exige análises mais amplas de contexto. “Território e fronteira”, é uma categoria que traz certo ordenamento para o espaço em suas 
diferentes dimensões. A categoria mais complexa, pois agrega diferentes dimensões que atravessam a existência humana, “indivíduo, 
natureza, sociedade, cultura e ética”, promove análises de relação, articulação e contradições do humano. Por fim, a categoria “política 
e trabalho” orienta para análises sobre os desafios enfrentados pela sociedade como um todo, acerca do bem comum e da produção 
da vida material e seus desdobramentos.
Dessa forma, o organizador curricular da área seapresenta de maneira a tornar clara a interconexão entre competências de área, 
habilidades, categorias (que remetem a análises a serem empreendidas a partir dos objetos de conhecimento) e os objetos de conhe-
cimento. Essa articulação favorece o atendimento aos direitos de aprendizagem expressos no desenvolvimento de competências e 
habilidades de área, com o intuito de contemplar as competências gerais da Educação Básica.9
O organizador curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, considerando a BNCC e demais documentos orienta-
dores da Educação Básica, apresenta-se, no quadro a seguir, colunas, nas quais podem ser observadas as competências específicas, as 
habilidades, as categorias e os objetos de conhecimento. As Ciências Humanas e Sociais Aplicadas apresentam, na Educação Básica, 
etapa Ensino Médio, seis competências específicas e habilidades relacionadas, categorias de análise e uma distribuição equilibrada dos 
objetos de conhecimento para cada componente curricular: Filosofia, Geografia, História e Sociologia.
Para concretizar as propostas deste documento e para ultrapassar a dimensão dos objetivos de implementação do Currículo Pau-
lista, é fundamental o comprometimento do professor com o aprimoramento constante de sua formação, sempre amparada pelo 
arcabouço conceitual da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, inclusive para preservar e consolidar a necessária autonomia 
docente e alcançar o sucesso das aprendizagens pretendidas.
Espera-se que este documento curricular oriente práticas exitosas e que o estudante, ao vivenciar o aprofundamento das aprendi-
zagens propostas pela área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, possa entender a complexidade das relações que cada um esta-
belece consigo e com a comunidade em que vive. Dessa forma, poderá compreender a necessidade de ser responsável e protagonista 
na superação da condição individualista, egocêntrica e preconceituosa que ainda se faz presente na sociedade contemporânea e, ao 
mesmo tempo, reconhecer-se como principal agente na constituição de um projeto de vida amplo e sustentável, que não se limite ao 
campo pessoal, mas também contemple direitos e deveres cívicos.
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Organizador curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
COMPETÊNCIAS HABILIDADES CATEGORIA OBJETOS DE CONHECIMENTO
1. Analisar processos 
políticos, econômicos, 
sociais, ambientais e 
culturais nos âmbitos 
local, regional, 
nacional e mundial em 
diferentes tempos, a 
partir da pluralidade 
de procedimentos 
e p i s t e m o l ó g i c o s , 
científicos e 
tecnológicos, de 
modo a compreender 
e posicionar-se 
criticamente em 
relação a eles, 
c o n s i d e r a n d o 
diferentes pontos 
de vista e tomando 
decisões baseadas em 
argumentos e fontes de 
natureza científica. 
( E M 1 3 C H S 1 0 1 ) 
Identificar, analisar e 
comparar diferentes 
fontes e narrativas 
expressas em diversas 
linguagens, com 
vistas à compreensão 
de ideias filosóficas 
e de processos e 
eventos históricos, 
geográficos, políticos, 
econômicos, sociais, 
ambientais e culturais
TEMPO E 
ESPAÇO
Filosofia As origens da Filosofia e a atitude 
filosófica. Os períodos e os campos de investigação 
da atividade filosófica. Geografia As relações 
entre espaço, sociedade, natureza, trabalho e 
tempo. Transformações antrópicas no meio físico 
em diferentes sociedades. História Memória, 
cultura, identidade e diversidade. A produção do 
conhecimento histórico e suas narrativas na origem 
dos povos do Oriente Médio, Ásia, Europa, América 
e África. Sociologia Padrões e normas de distintas 
sociedades: na cultura, no poder, na cidadania e no 
trabalho.
1. Analisar processos 
políticos, econômicos, 
sociais, ambientais e 
culturais nos âmbitos 
local, regional, 
nacional e mundial em 
diferentes tempos, a 
partir da pluralidade 
de procedimentos 
e p i s t e m o l ó g i c o s , 
científicos e 
tecnológicos, de 
modo a compreender 
e posicionar-se 
criticamente em 
relação a eles, 
c o n s i d e r a n d o 
diferentes pontos 
de vista e tomando 
decisões baseadas em 
argumentos e fontes de 
natureza científica.
( E M 1 3 C H S 1 0 2 ) 
Identificar, analisar 
e discutir as 
c i r c u n s t â n c i a s 
h i s t ó r i c a s , 
geográficas, políticas, 
e c o n ô m i c a s , 
sociais, ambientais 
e culturais de 
matrizes conceituais 
( e t n o c e n t r i s m o , 
racismo, evolução, 
m o d e r n i d a d e , 
c o o p e r a t i v i s m o /
desenvolvim ento 
etc.), avaliando 
criticamente seu 
significado histórico 
e comparando-as 
a narrativas que 
contemplem outros 
agentes e discursos.
TEMPO E 
ESPAÇO
Filosofia O conceito de civilização, o projeto 
de modernidade, a “pós-modernidade” e 
suas contribuições para a compreensão das 
noções de civilização e barbárie. Geografia 
Sociedades tradicionais e urbano-industriais: 
as transformações da paisagem e do território 
pelo modo de vida e pela ocupação do espaço. 
História A construção do discurso civilizatório 
em diferentes contextos e seus desdobramentos 
(Iluminismo, Imperialismo e Neocolonialismo). 
Organização e funcionamento da sociedade na 
inter-relação entre indivíduo e coletividade a partir 
das diferentes matrizes conceituais (etnocentrismo, 
cultura, entre outras). Sociologia Discursos racista, 
etnocentrista e evolucionista e sua contraparte 
nas sociedades contemporâneas: a eugenia, o 
arianismo, o colonialismo, o relativismo cultural e o 
multiculturalismo.
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1. Analisar processos 
políticos, econômicos, 
sociais, ambientais e 
culturais nos âmbitos 
local, regional, 
nacional e mundial em 
diferentes tempos, a 
partir da pluralidade 
de procedimentos 
e p i s t e m o l ó g i c o s , 
científicos e 
tecnológicos, de 
modo a compreender 
e posicionar-se 
criticamente em 
relação a eles, 
c o n s i d e r a n d o 
diferentes pontos 
de vista e tomando 
decisões baseadas em 
argumentos e fontes de 
natureza científica
( E M 1 3 C H S 1 0 3 ) 
Elaborar hipóteses, 
s e l e c i o n a r 
evidências e compor 
argumentos relativos 
a processos políticos, 
econômicos, sociais, 
ambientais, culturais 
e epistemológicos, 
com base na 
sistematização de 
dados e informações 
de diversas naturezas 
(expressões artísticas, 
textos filosóficos 
e sociológicos, 
d o c u m e n t o s 
históricos e 
geográficos, gráficos, 
mapas, tabelas, 
tradições orais, entre 
outros). 
TEMPO E
 ESPAÇO
Filosofia A civilização científica e tecnológica em 
diferentes contextos: na ética e na liberdade, na 
cultura e na religião. Geografia A problemática 
socioambiental e a relação com as classes sociais 
e a estratificação social. A dinâmica da natureza e 
os impactos causados pela ação antrópica. História 
As mudanças do capitalismo, a partir da Revolução 
Industrial ao Imperialismo e frente a outros eventos 
históricos. Contribuições das revoluções Mexicana e 
Russa para as configurações históricas para o mundo. 
As lutas democráticas e a construção da democracia 
nas Américas. Sociologia Minorias nas sociedades 
do século XX: negros/índios e imigrantes/refugiados, 
entre outros.
1. Analisar processos 
políticos, econômicos, 
sociais, ambientais e 
culturais nos âmbitos 
local, regional, 
nacional e mundial em 
diferentes tempos, a 
partir da pluralidade 
de procedimentos 
e p i s t e m o l ó g i c o s , 
científicos e 
tecnológicos, de 
modo a compreender 
e posicionar-se 
criticamente em 
relação a eles, 
c o n s i d e r a n d o 
diferentes pontos 
de vista e tomando 
decisões baseadas em 
argumentos e fontes de 
natureza científica
( E M 1 3 C H S 1 0 4 ) 
Analisar objetos e 
vestígios da cultura 
material e imaterial 
de modo a identificar 
c o n h e c i m e n t o s , 
valores, crenças 
e práticas que 
caracterizam a 
identidade e a 
diversidade cultural 
de diferentes 
sociedades inseridas 
no tempo e no 
espaço.
TEMPO E 
ESPAÇO
Filosofia A arte como forma de

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