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CÓD: SL-119MA-23 7908433236696 SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO SEE-SP Professor de Ensino Fundamental e Médio - GEOGRAFIA a solução para o seu concurso! Editora EDITAL DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES Nº 01/2023 INTRODUÇÃO a solução para o seu concurso! Editora Como passar em um concurso público? Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação. Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação. Então mãos à obra! • Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho; • Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área; • Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito, determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total; • Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo; • Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação. • Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame; • Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse. A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos. Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial. A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos! INTRODUÇÃO a solução para o seu concurso! Editora O concurso SEE-SP é uma oportunidade única para quem deseja ingressar no serviço público como servidor da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Por isso, é importante se preparar adequadamente para enfrentar essa prova desafiadora. A Editora Solução se orgulha de apresentar uma apostila exclusiva para Conhecimentos Específicos - Especialidade, a fim de auxiliar os estudantes a alcançar seus objetivos. Nosso material foi organizado de forma a introduzir o aluno no que é cobrado pelo edital e nas principais bibliografias indicadas para o concurso. Ressaltamos que a apostila é uma ferramenta introdutória e complementar aos estudos. Para obter um conhecimento completo, é fundamental que o estudante vá atrás de cada bibliografia e documento oficial indicado no edital. Nossa apostila visa auxiliar na compreensão dos principais pontos cobrados no edital, assim como fornecer uma base teórica sólida para a resolução de questões. Acreditamos que, com dedicação e empenho, nossos alunos terão sucesso nesse desafio. É importante lembrar que, além do conteúdo abordado na apostila, o edital do concurso SEE-SP também exige conhecimentos específicos em outras áreas. Por isso, é fundamental que o estudante busque informações complementares em outras fontes. Por fim, ressaltamos a importância do estudo sério e constante, bem como a dedicação ao aprendizado. Desejamos a todos um excelente preparo e sucesso no concurso SEE-SP. A Editora Solução está à disposição para auxiliar no que for preciso. ÍNDICE a solução para o seu concurso! Editora Conhecimentos 1. Princípios e fundamentos das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio e do Ensino Técnico ................................... 7 2. Do papel das comunidades tradicionais e dos povos originários na transformação do espaço geográfico .............................. 7 3. Dos processos e sujeitos envolvidos nos setores produtivos da economia, considerando diversas escalas geográficas (local, estadual, nacional, regional, global) .......................................................................................................................................... 8 4. Da urbanização e dinâmicas socioespaciais, incluindo aspectos econômicos, políticos, culturais e ambientais, além dos riscos e desastres e as políticas públicas de planejamento urbano. .................................................................................................... 8 5. Da linguagem cartográfica e geotecnologias (GPS, SIG, entre outros): leitura, interpretação e elaboração de mapas e demais produtos cartográficos acessíveis. ............................................................................................................................................ 8 6. Da formação, regionalização e mudanças do território brasileiro: aspectos econômicos, políticos, culturais, sociais/demográ- ficos e ambientais ...................................................................................................................................................................... 12 7. Dos fluxos econômicos e indicadores socioeconômicos, demográficos e ambientais de diferentes territórios (IDH, IDHM, Gini, índice de desmatamento, entre outros) .................................................................................................................................... 13 8. Da população em diferentes lugares: deslocamentos (voluntários e forçados), demografia, formação (diversidade étnico-ra- cial) e manifestações culturais ................................................................................................................................................... 14 9. Da América, África, Europa, Ásia e Oceania: território (aspectos físicos e políticos), regionalização, população, economia, cultura e modos de vida............................................................................................................................................................. 15 10. Da Geopolítica: organismos internacionais, tensões e conflitos, potências globais, acordos supranacionais,blocos econômi- cos, entre outros. ....................................................................................................................................................................... 33 11. Da Globalização e sua influência na economia, sociedade, cultura, política e no meio ambiente. ........................................... 38 12. Das desigualdades nos territórios: aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais, incluindo os processos de segregação e exclusão, os movimentos urbanos e as políticas públicas .................................................................................... 39 13. Das redes de comunicação e transportes: relações com os fluxos materiais (objetos, mercadorias, pessoas) e imateriais (da- dos, informação, comunicação) em diferentes escalas geográficas ........................................................................................... 40 14. Da industrialização: transformações espaciais, sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais, incluindo a produção e circulação de produtos, relações de trabalho, a atuação de corporações e o desenvolvimento científico e tecnológico, em diferentes escalas geográficas. .................................................................................................................................................. 41 15. Da Geografia agrária: as transformações espaciais no campo, o uso dos recursos naturais, as atividades econômicas, as rela- ções de trabalho, as influências do agronegócio – incluindo a produção de alimentos, os fluxos das commodities e as relações com as problemáticas socioambientais (desmatamento, uso de agrotóxicos, queimadas, escassez hídrica, degradação do solo etc) –, em diferentes lugares...................................................................................................................................................... 42 16. Das práticas agroecológicas e sustentáveis realizadas por diferentes sociedades e grupos, em diferentes lugares. ................ 43 17. Das esferas terrestres: litosfera, atmosfera, biosfera, criosfera, hidrosfera, incluindo os elementos constitutivos e as conexões sistêmicas. ................................................................................................................................................................................. 44 18. Dos recursos naturais: água, energia, biodiversidade e solo, incluindo os aspectos relacionados ao uso, processos produtivos, gestão e políticas ambientais de conservação e preservação .................................................................................................... 44 19. Dos impactos socioambientais relacionados ao uso de recursos naturais e aos diferentes padrões de consumo, incluindo aspectos associados à adoção de hábitos, atitudes e comportamentos responsáveis e sustentáveis. ..................................... 45 20. Dos biomas e domínios morfoclimáticos e as relações com diferentes populações humanas: no território brasileiro e em outras regiões do mundo. ......................................................................................................................................................... 45 21. Dos processos exógenos do planeta Terra: zonas climáticas, padrões climáticos, circulação geral da atmosfera, fenômenos atmosféricos e climáticos, aquecimento global, mudanças climáticas e desastres, incluindo aspectos relacionados às estraté- gias e instrumentos internacionais de políticas ambientais. ..................................................................................................... 46 22. Dos processos endógenos no planeta Terra: modelagem do relevo terrestre, Tectônica de Placas e tectonismo, vulcanismo, intemperismos e desastres. ....................................................................................................................................................... 46 23. Da Antártica: papel territorial e ambiental no contexto geopolítico. ....................................................................................... 47 Bibliografia Livros e Artigos 1. CARVALHO, Carolina Monteiro de; GIATTI, Leandro Luiz; JACOBI, Pedro Roberto (org.). Aprendizagem social e ferramentas participativas para o nexo urbano: aprendendo juntos para promover um futuro melhor. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública /USP, 2019 ..................................................................................................................................................................... 57 2. CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Cartografia escolar e o pensamento espacial fortalecendo o conhecimento geográfico. Revista Brasileira de Educação em Geografia (online), v. 7, n. 13, p. 207–232, jan./jun. 2017 .................................................. 57 3. FELÍCIO, Munir Jorge. Gênese da Geografia Agrária no Brasil. Campo Território: Revista de Geografia Agrária, Uberlândia, v. 14, n. 33, p. 32-52, ago. 2019 .................................................................................................................................................... 58 4. HAESBAERT, Rogério. Território e multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, Rio de Janeiro, v. 9, n. 17, p. 19-46, 2007 .. 58 5. JACOBI, Pedro Roberto; GRANDISOLI, Edson; COUTINHO, Sonia Maria Viggiani; MAIA, Roberta de Assis; TOLEDO, Renata Ferraz de. Temas atuais em mudanças climáticas: para os ensinos fundamental e médio. São Paulo: IEE/USP, 2015 .............. 58 6. MAGNONI JÚNIOR, Lourenço; MAGNONI, Maria da Graça Mello. Prevenir e antecipar para não remediar: o ensino de geo- grafia, a redução do risco de desastres e a resiliência no mundo globalizado. In: MAGNONI JÚNIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2020. p. 76-100 .............. 59 7. MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e da cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003 ......................................... 59 8. MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: HUCITEC, 1985 ........................................... 59 9. OLIVATO, Débora et al. Jovens na composição de diálogos cartografados sobre prevenção de desastres. In: MAGNONI JÚ- NIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2020. p. 537-549 ............................................................................................................................................................. 60 10. PANZERI, Carla Gracioto et al. Campanha #aprenderparaprevenir: inspirações para reduzir riscos de desastres. In: MAGNONI JÚNIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2020. p. 10-26 ................................................................................................................................................................. 60 11. RUIZ, Luis Fernando Chimelo; SILVA JÚNIOR, Orleno Marques da; GUASSELLI, Laurindo Antonio. Google Earth como recurso midiático no ensino de geografia: estudo de caso das paisagens e dos impactos ambientais existentes nos domínios morfocli- máticos do território brasileiro. In: MAGNONI JÚNIOR, Lourenço et al. Redução do risco de desastres e a resiliência no meio rural e urbano. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2020. p. 616-625 ................................................................................... 60 12. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 32. ed. Rio de Janeiro: Record, 2021 ........................................................................................................................................................................................... 61 13. SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 22. ed. Rio deJaneiro: Record, 2021 ............. 61 14. SENA, Carla Cristina Reinaldo Gimenes de; CARMO, Waldirene Ribeiro do. Cartografia tátil: o papel das tecnologias na edu- cação inclusiva. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, v. 99, p. 102–123, 2018 .................................................................. 62 Publicações Institucionais 1. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Educação. Currículo paulista: etapas da Educação Infantil e Ensino Fundamental. São Paulo: SEDUC, 2019. Área de Ciências Humanas e Componente Curricular de Geografia. p. 397 - 403; 405 – 448 .................. 65 2. SÃO PAULO (estado). Secretaria da Educação. Currículo paulista: etapa do Ensino Médio. São Paulo: SEDUC, 2020. p. 167-195 e 229-239 ................................................................................................................................................................................... 87 7 a solução para o seu concurso! Editora CONHECIMENTOS DOS CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA GEOGRÁ- FICA: ESPAÇO GEOGRÁFICO, PAISAGEM, LUGAR, TERRITÓ- RIO E REGIÃO, BEM COMO SUAS APROXIMAÇÕES E ELE- MENTOS CONSTITUTIVOS Vamos definir alguns conceitos de acordo com a definição da geografia, ausentando-se das definições do senso comum. Lugar: É uma porção do espaço geográfico que representa experiências pessoais. Paisagem: São todos os elementos visíveis e um dado momento e em um determinado lugar. Diferentemente do senso comum, todos os elementos visíveis em um determinado lugar são paisagens, não importando seu aspecto, qualidades, etc. O território está empreendido em determinadas relações de poder sobre um espaço e envolve delimitações, como as fronteiras. A região é uma classificação do espaço por meio de características comuns que facilitam a administração regional. O espaço geográfico é a resultante das relações dinâmicas en- tre a natureza e a sociedade. A Geografia é a ciência que se dedica ao estudo desse espaço, buscando entender as relações que se es- tabelecem entre os elementos naturais e sociais que o compõem. Neste texto, vamos abordar alguns aspectos fundamentais sobre o estudo do espaço geográfico. — A abordagem da Geografia A Geografia é uma ciência que aborda o espaço geográfico em sua totalidade. Isso significa que ela analisa a paisagem, as relações sociais, a economia, a política, a cultura e as questões ambientais em um mesmo espaço. Essa abordagem integrada é importante para compreender como os elementos se relacionam e se influen- ciam mutuamente. — A divisão do espaço geográfico O espaço geográfico pode ser dividido em diferentes escalas de análise. A escala global é a mais ampla, e permite a análise das relações políticas, econômicas e culturais entre os países. Já a esca- la regional permite a análise das características específicas de uma região, como a vegetação, o clima, a economia e a cultura. A escala local é a mais próxima da vivência cotidiana das pes- soas e permite a análise das características específicas de uma cida- de, bairro ou comunidade. Essas diferentes escalas são importantes para entender como os elementos se relacionam em diferentes contextos, e como as transformações em um nível podem afetar outros níveis. — A importância da Geografia para a compreensão do mundo A Geografia é uma ciência fundamental para a compreensão do mundo em que vivemos. Por meio dela, é possível entender as re- lações entre os seres humanos e a natureza, bem como as transfor- mações que ocorrem no espaço geográfico. A Geografia contribui para a análise dos problemas ambientais, das desigualdades sociais, da distribuição das riquezas e do desenvolvimento econômico. Além disso, a Geografia também é importante para a compre- ensão das relações políticas internacionais, das migrações popula- cionais, das culturas e das relações de poder. É uma ciência que permite entender como o espaço geográfico é construído e trans- formado pelas ações humanas. O estudo do espaço geográfico é fundamental para entender as relações entre a natureza e a sociedade, bem como as transfor- mações que ocorrem no mundo em que vivemos. A Geografia é a ciência que se dedica a esse estudo, utilizando uma abordagem integrada que considera os elementos naturais e sociais em suas diferentes escalas. A compreensão do espaço geográfico é funda- mental para a tomada de decisões que afetam a vida das pessoas e do planeta como um todo. DO PAPEL DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS E DOS PO- VOS ORIGINÁRIOS NA TRANSFORMAÇÃO DO ESPAÇO GE- OGRÁFICO. O papel das comunidades tradicionais e dos povos originários na transformação do espaço geográfico é muito importante, pois eles contribuem para a manutenção da biodiversidade, das pai- sagens naturais e do equilíbrio ecológico nos espaços que habi- tam. Eles também possuem uma relação de respeito e dependência com os recursos naturais, que usam de maneira sustentável para sua sobrevivência física, cultural, econômica e política. Os povos originários e as comunidades tradicionais são popu- lações que possuem fortes laços com o lugar que habitam histori- camente e dele dependem diretamente para sua subsistência. No Brasil, eles são representados por: quilombolas, caiçaras, comuni- dades indígenas, núcleos de colonização imigrantes, agricultores familiares, pescadores tradicionais, entre outros. Os povos originários do Brasil possuem uma grande diversida- de. Vivem em seus territórios pelo país. São povos que vivem: no litoral, em florestas, no Cerrado e algumas comunidades habitam ambientes urbanos. Segundo o Decreto 6.040/2007, eles são grupos culturalmente diferenciados que têm suas próprias formas de organização social e que usam os territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica. Eles são reconhecidos pela Política Nacional de Desenvolvi- mento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) e pelo Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT). No Brasil, existem 28 tipos de povos e comunidades tradicio- nais oficialmente reconhecidos, como indígenas, quilombolas, cai- çaras, pescadores artesanais, quebradeiras de coco babaçu, caatin- CONHECIMENTOS 88 a solução para o seu concurso! Editora gueiros, extrativistas, entre outros. Eles vivem em diferentes regiões e biomas do país, como o lito- ral, as florestas, o Cerrado e as áreas urbanas. Eles possuem conhe- cimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição. Esses povos e comunidades enfrentam desafios para garantir seus direitos à terra, à cultura e às políticas públicas, em meio a conflitos territoriais com fazendeiros, madeireiras e mineradoras. Eles também sofrem com a discriminação, a violência e a invisibi- lidade social. Por isso, eles lutam pela demarcação de seus territó- rios, pelo reconhecimento de sua identidade e pela valorização de sua cultura. DOS PROCESSOS E SUJEITOS ENVOLVIDOS NOS SETORES PRODUTIVOS DA ECONOMIA, CONSIDERANDO DIVERSAS ESCALAS GEOGRÁFICAS (LOCAL, ESTADUAL, NACIONAL, REGIONAL, GLOBAL). Os processos e sujeitos envolvidos nos setores produtivos da economia são aqueles que participam das etapas de produção, transformação e distribuição de bens e serviços em diferentes esca- las geográficas. Eles podem ser classificados em três setores princi- pais: primário, secundário e terciário. O setor primário é aquele que extrai matéria-prima da nature- za, como agricultura, pecuária, pesca e mineração. Os sujeitos en- volvidos nesse setor são os produtores rurais, os trabalhadores do campo, os pescadores, os mineradores, entre outros. O setor secundário é aquele que transforma a matéria-prima em produtos industrializados, como alimentos, roupas, máquinas, veículos e eletrônicos. Os sujeitos envolvidos nesse setor são os empresários industriais, os operários fabris, os engenheiros, os téc- nicos, entre outros. O setor terciário é aquele que presta serviços e comercializa os produtos dos outros setores,como educação, saúde, transporte, comunicação e comércio. Os sujeitos envolvidos nesse setor são os prestadores de serviços, os comerciantes, os professores, os médi- cos, os motoristas, os jornalistas, entre outros. Os processos e sujeitos dos setores produtivos da economia podem variar de acordo com a escala geográfica considerada. Por exemplo, em uma escala local, pode-se analisar a produção de uma determinada cultura agrícola ou de uma pequena indústria. Em uma escala estadual ou nacional, pode-se avaliar o desem- penho econômico de um setor ou de um ramo de atividade. Em uma escala regional ou global, pode-se observar as relações comer- ciais e as cadeias produtivas entre países ou blocos econômicos. DA URBANIZAÇÃO E DINÂMICAS SOCIOESPACIAIS, INCLUINDO ASPECTOS ECONÔMICOS, POLÍTICOS, CULTU- RAIS E AMBIENTAIS, ALÉM DOS RISCOS E DESASTRES E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE PLANEJAMENTO URBANO. A urbanização é o processo de crescimento das cidades em população e extensão territorial, que ocorre principalmente pela migração do campo para a cidade, chamada de êxodo rural. A ur- banização está relacionada às dinâmicas socioespaciais, que são as transformações que ocorrem no espaço geográfico em decorrência das relações sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais que nele se desenvolvem. As dinâmicas socioespaciais nas cidades envolvem diversos as- pectos, como: - Aspectos econômicos: referem-se às atividades produtivas que se realizam nas cidades, como indústria, comércio, serviços e finanças. Essas atividades geram empregos, renda, impostos e desenvolvimento para as cidades, mas também podem provocar desigualdades sociais, concentração de riquezas e dependência ex- terna. - Aspectos políticos: referem-se às formas de organização e gestão das cidades, como os poderes públicos, os partidos políticos, os movimentos sociais e as instituições participativas. Esses atores influenciam nas decisões sobre o planejamento urbano, as políticas públicas, a distribuição de recursos e a garantia de direitos para os cidadãos urbanos. - Aspectos culturais: referem-se às manifestações artísticas, religiosas, linguísticas, gastronômicas e outras que expressam a di- versidade e a identidade dos grupos sociais que vivem nas cidades. Essas manifestações contribuem para a valorização da cultura urba- na, mas também podem gerar conflitos, preconceitos e exclusões. - Aspectos ambientais: referem-se às condições naturais e an- trópicas que afetam a qualidade de vida nas cidades, como o clima, a vegetação, a poluição, o saneamento básico e o uso do solo. Essas condições podem gerar benefícios ou problemas para os habitantes urbanos, como conforto térmico, áreas verdes, enchentes, ilhas de calor e deslizamentos. As dinâmicas socioespaciais nas cidades também estão rela- cionadas aos riscos e desastres urbanos, que são eventos adversos que podem causar danos materiais e humanos nas áreas urbanas. Esses eventos podem ser de origem natural ou antrópica (causados ou agravados pela ação humana), como terremotos, furacões, in- cêndios, explosões e acidentes. Os riscos e desastres urbanos estão associados à vulnerabilidade social e ambiental das populações ur- banas, especialmente as mais pobres e marginalizadas. As políticas públicas de planejamento urbano são instrumentos que visam ordenar o espaço urbano e promover o desenvolvimento sustentável das cidades. Elas envolvem a elaboração de planos dire- tores, leis de uso do solo, zoneamentos ambientais e outras normas que regulam as atividades urbanas. Elas também envolvem a imple- mentação de obras e serviços públicos que atendam às demandas da população urbana em áreas como habitação, transporte, saúde, educação e lazer²⁵. DA LINGUAGEM CARTOGRÁFICA E GEOTECNOLOGIAS (GPS, SIG, ENTRE OUTROS): LEITURA, INTERPRETAÇÃO E ELABORAÇÃO DE MAPAS E DEMAIS PRODUTOS CARTO- GRÁFICOS ACESSÍVEIS. Linguagem Cartográfica é um conjunto de técnicas, convenções e símbolos, usados para representar e comunicar informações geo- gráficas em um mapa. É usada para transmitir características e suas relações espaciais de diferentes elementos presentes em um deter- minado espaço geográfico. CONHECIMENTOS 9 a solução para o seu concurso! Editora Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações cartográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot.com) Alguns elementos da linguagem cartográfica: -Simbologia: É utilizada para representar diferentes objetos, como: rios, estradas, edifícios, áreas urbanas e outros. Cada símbolo tem seu significado específico, permitindo assim, o leitor interpretar as informações apresentadas em um mapa. -Cores: São utilizadas para representar diferentes fenômenos e características no mapa. Como por exemplo: a cor verde pode repre- sentar áreas florestais, enquanto a cor azul pode ser utilizada para representar a água. -Hachuras: São linhas cruzadas ou paralelas, que são utilizadas para representação das áreas com características semelhantes, como por exemplo: áreas montanhosas ou relevo acidentado. -Legendas: São utilizadas para explicação do significado dos símbolos, cores e outros elementos presentes no mapa. Elas fornecem uma chave de interpretação para o leitor compreender o que está sendo representado. Geotecnologias São ferramentas e técnicas usadas para apresentar, analisar, coletar, armazenar e processar informações geográficas. Além do GPS e SIG, existem outras geotecnologias importantes, como por exemplo: Sensoriamento Remoto e Web Mapping, dos quais, seguem informa- ções: CONHECIMENTOS 1010 a solução para o seu concurso! Editora Fonte da imagem: Geotecnologias | DendroTech -GPS (Sistema de Posicionamento Global): Se trata de um sistema de navegação por satélite que permite determinar a localização exata de um objeto na Terra. Ele utiliza uma rede de satélites em órbita para cálculo das coordenadas precisas de latitude, longitude e tam- bém altitude. Ele é amplamente usado para monitoramento de frota, navegação, mapeamento, georreferenciamento e outras aplicações relacionadas à localização. -SIG (Sistema de Informação Geográfica): São sistemas computacionais projetados para capturar, armazenar, analisar, apresentar e manipular dados geográficos. Eles combinam informações espaciais (georreferenciadas) com dados descritivos (atributos) para permitir a análise e visualização de padrões e relacionamentos complexos no espaço. Eles são amplamente usados em diversas áreas, como: gestão ambiental, agricultura, gestão de recursos naturais, planejamento urbano e muitas outras. -Sensoriamento Remoto: Envolve a aquisição de informações sobre a superfície terrestre por meio de análise de imagens capturadas por satélites, aeronaves, entre outros dispositivos. Imagens essas, que podem fornecer informações valiosas sobre vegetação, uso do solo, cobertura de nuvens, recursos hídricos e muito mais. O sensoriamento remoto é amplamente utilizado para mapeamento, detecção de mudanças, monitoramento ambiental e análise de padrões. -Web Mapping: Refere-se à disponibilização de dados geográficos e mapas por meio da internet. Ele permite também, o acesso e a interação com informações geográficas em tempo real por meio de navegadores web. Um dos exemplos populares de serviços de web mapping incluem: Google Maps e o OpenStreetMap. Leitura, Interpretação e Elaboração de Mapas Envolvem diversas etapas e habilidades. Segue algumas orientações gerais: -Leitura de Mapas: Ao ler um mapa, começa-se então, verificando sua legenda, para ter melhor compreensão dos símbolos e cores utilizados. Observa-se então, a escala para ter uma ideia melhor da relação entre as distâncias no mapa e no terreno real. Verifica-se também a orientação (norte) para compreensão da direção do mapa em relação ao mundo real. Além do mais, observe os elementos do mapa, como: as estradas, os rios, as fronteiras, a topografia, entre outros; tente identificar então padrões e relacionamentos espaciais. -Interpretaçãode Mapas: Para isso, leva-se em consideração todo o contexto geográfico e também os seus elementos representados. Observa-se as variações das cores, símbolos e hachuras para identificação das diferentes características do terreno, como por exemplo: áreas urbanas, corpos d’água, vegetação, entre outros. A análise das relações espaciais entre os elementos, como a proximidade de uma estrada a um rio ou a presença de áreas mais inclinadas em uma representação de relevo, também é importante. CONHECIMENTOS 11 a solução para o seu concurso! Editora -Elaboração de Mapas: Para elaboração, podemos utilizar software de SIG, como por exemplo: ArcGIS, QGIS ou outros programas especializados. Comece então, selecionando os dados geográficos relevantes para o seu mapa, como camadas de estradas, hidrografia, relevo, limites administrativos, etc. Importe assim esses dados para o software SIG e defina a simbologia adequada para cada camada. Logo em seguida, posicione e ajuste os elementos do mapa, como por exemplo: título, legenda, escala, orientação, setas de norte, entre outros. Por fim então, exporte o mapa em um formato adequado para compartilhar e/ou imprimir. Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações cartográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot.com) CONHECIMENTOS 1212 a solução para o seu concurso! Editora DA FORMAÇÃO, REGIONALIZAÇÃO E MUDANÇAS DO TER- RITÓRIO BRASILEIRO: ASPECTOS ECONÔMICOS, POLÍTI- COS, CULTURAIS, SOCIAIS/DEMOGRÁFICOS E AMBIENTAIS A formação, regionalização e mudanças do território brasileiro são influenciadas por diversos aspectos econômicos, políticos, cul- turais, sociais/demográficos e ambientais. Como por exemplo: Aspectos Econômicos A nossa economia passou por diferentes fases ao longo de toda a sua formação e regionalização. No período colonial, por exemplo, a exploração do pau-brasil e a produção de cana-de-açúcar foram atividades econômicas dominantes. Posteriormente, a mineração, especialmente o ouro, teve também um papel importante. Foi no século XIX, que a agricultura, com destaque para a produção de café, tornou-se a principal atividade econômica. A industrialização no século XX trouxe assim, mudanças significativas, com o cresci- mento do setor industrial e a urbanização. Aspectos Políticos O território brasileiro passou por processos de colonização: in- dependência e a construção do Estado Nacional. A regionalização política ocorreu então, com a divisão do país em estados e muni- cípios, onde cada um possui sua administração própria. Ao longo da nossa história, houve então mudanças nos modelos de gover- no, dos regimes políticos e das divisões administrativas. Abaixo, um exemplo de mapa no aspecto político: aqueles que delimitam fron- teiras (limites) nos espaços. Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações car- tográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot. com) Aspectos Culturais O território brasileiro possui uma diversidade cultural significa- tiva, resultado da miscigenação entre indígenas, europeus, africa- nos e outras etnias. É essa diversidade que é expressa nas tradições, nas línguas, nas religiões, na culinária e nas manifestações artísticas presentes nas diferentes regiões do país. A nossa cultura brasileira é assim, muito rica e influente em nível nacional e internacional. Fonte da Imagem: O mapa pictórico da Região Sul mostra três aspectos culturais da região. Quais? - Brainly.com.br Aspectos Sociais/Demográficos O território brasileiro possui uma população diversa e hetero- gênea em termos étnicos, socioeconômicos e culturais. Sua distri- buição demográfica é desigual, com concentração nas áreas urba- nas e litorâneas, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Também há desigualdades sociais significativas, como acesso desigual à edu- cação, saúde, moradia e emprego, além de diferenças regionais na qualidade de vida. Abaixo, um exemplo de mapa no aspecto social (aquele relacio- nado às atividades econômicas e a distribuição populacional sobre determinado espaço): Fonte da Imagem: Geração Geografia : Representações car- tográficas: símbolos e tipos de mapas (geracaogeografia.blogspot. com) CONHECIMENTOS 13 a solução para o seu concurso! Editora Aspectos Ambientais O território brasileiro possui uma grande variedade de biomas, como a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, entre outros. O nosso país abriga uma rica biodiversidade, mas também enfrenta desafios relacionados ao desmatamento, a degradação ambiental, as mudan- ças climáticas e a gestão dos recursos naturais. A preservação ambiental e a sustentabilidade têm se tornado um dos temas cada vez mais importantes a serem discutidos. Abaixo segue um exemplo de mapa no aspecto ambiental: Fonte da Imagem: Mapas para estudos ambientais | ServiceMap Geoprocessamento É de suma importância ressaltar que esses aspectos estão interconectados e influenciam-se mutuamente na formação, na regionali- zação e nas mudanças do nosso território brasileiro. O entendimento desses elementos é essencial para uma análise abrangente e mais profunda da realidade do nosso país. DOS FLUXOS ECONÔMICOS E INDICADORES SOCIOECONÔMICOS, DEMOGRÁFICOS E AMBIENTAIS DE DIFERENTES TERRITÓ- RIOS (IDH, IDHM, GINI, ÍNDICE DE DESMATAMENTO, ENTRE OUTROS) Os fluxos econômicos e indicadores socioeconômicos, demográficos e ambientais são ferramentas importantes para compreensão e análise de diferentes territórios, pois fornecem informações sobre o desenvolvimento, as desigualdades, a qualidade de vida, os impactos ambientais, entre outros aspectos relevantes. Abaixo, alguns desses fluxos e indicadores: Fluxos econômicos Referem-se às transações comerciais, financeiras e de investimento entre diferentes territórios. Incluindo o comércio de bens e servi- ços, fluxos de capital, investimentos estrangeiros, remessas de dinheiro, entre outros. Assim, esses fluxos econômicos são essenciais para entender as relações econômicas globais, bem como as interdependências entre diferentes países e regiões. Indicadores socioeconômicos São medidas quantitativas que refletem aspectos sociais e econômicos de um determinado território. Por exemplo: podem incluir o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que medem o nível de desenvolvi- mento humano com base em indicadores de educação, a saúde e a renda. O coeficiente de Gini é o indicador que mede a desigualdade de renda em um território específico. Outros indicadores socioeconômicos comuns são, por exemplo são: taxa de desemprego, taxa de pobreza, Produto Interno Bruto (PIB) e Inflação. CONHECIMENTOS 1414 a solução para o seu concurso! Editora Indicadores demográficos São utilizados para compreensão da estrutura e dinâmica populacional de um território. Incluindo indicadores como taxa de natali- dade, a taxa de mortalidade, a taxa de crescimento populacional, a taxa de urbanização, a expectativa de vida e a migração. Assim, esses indicadores fornecem informações importantes sobre a composição da população, as tendências demográficas, o envelhecimento popu- lacional, a distribuição espacial e a migração de pessoas entre diferentes territórios. Indicadores ambientais São usados para avaliação do estado do meio ambiente e dos impactos das atividades humanas. Incluindo assim, indicadores como: o índice de desmatamento, que mede a extensão da perda de cobertura florestal em uma determinada área, e o índice de qualidade do ar, que mede a poluição atmosférica. Outros indicadores ambientais importantes também, são: a pegada ecológica, a taxa de emissões de gases de efeito estufa, o consumo de água e a produção de resíduos. Esses são apenas alguns exemplos de fluxos econômicos e indicadores socioeconômicos, demográficos e ambientais que são utiliza- dos para a análise dos diferentes territórios. A disponibilidade desses dados pode variar entre os países e suas regiões, mas eles desem- penham um papel crucial na compreensão dessesaspectos, auxiliando assim, na formulação de políticas e tomada de decisões, visando o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades. Fonte da Imagem: Mapa Indicadores Econômicos do Brasil - NerdProfessor DA POPULAÇÃO EM DIFERENTES LUGARES: DESLOCAMENTOS (VOLUNTÁRIOS E FORÇADOS), DEMOGRAFIA, FORMAÇÃO (DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL) E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS A geografia da população em diferentes lugares abrange uma série de aspectos relacionados a: os deslocamentos voluntários e for- çados, a demografia, a formação étnico-racial e a manifestações culturais. São esses, elementos fundamentais para a compreensão da dinâmica das sociedades e as transformações que ocorrem nos territórios. Deslocamentos populacionais São fenômenos comuns que ocorrem ao redor de todo o mundo. Podendo ocorrer de forma voluntária, quando as pessoas decidem se mudar em busca de melhores oportunidades de trabalho, por estudo, por qualidade de vida ou por motivos familiares. Esses deslocamen- tos podem resultar em migrações internas ou internacionais, contribuindo assim, para a diversidade cultural e a troca de conhecimentos entre os povos. Deslocamentos forçados Ocorrem devido a conflitos armados, como: em perseguições étnicas, em desastres naturais ou em outras condições adversas. Os então refugiados, nesse exemplo, são indivíduos que foram forçados a deixar suas casas e atravessar fronteiras em busca de proteção e segurança. São esses deslocamentos forçados, que representam um desafio para os países receptores, que necessitam assim, lidar com questões de acolhimento, integração e respeito aos direitos humanos. CONHECIMENTOS 15 a solução para o seu concurso! Editora Demografia Se trata de uma outra dimensão importante na geografia da população. Estudando a estrutura e as características da população, incluindo fatores como natalidade, mortalidade, crescimento popu- lacional, envelhecimento e distribuição espacial, por exemplo. Essa análise da demográfica permite entender os padrões e as tendên- cias populacionais, auxiliando assim, no planejamento de políticas públicas, como as relacionadas à: educação, saúde, previdência e urbanização. Formação étnico-racial Ela também desempenha um papel significativo na geografia da população. Onde diferentes grupos étnicos e raciais possuem histórias, culturas e características específicas, contribuindo assim, para a diversidade e a pluralidade cultural em diferentes lugares. São fundamentais: a valorização e o respeito à diversidade étnico- -racial para a construção de sociedades mais justas e inclusivas. Manifestações culturais Elas são expressões da identidade de um povo, também estão intrinsecamente ligadas à geografia da população. Como por exem- plo: as danças, as músicas, os artesanatos, as festas e outras ma- nifestações culturais que refletem as tradições, os costumes e os modos de vida de determinado grupo social. São essas expressões que podem fortalecer os laços comunitários, preservando assim, a memória coletiva e contribuindo para o turismo cultural e o desen- volvimento econômico de determinadas regiões. Em resumo, a geografia da população em diferentes lugares englobará uma ampla gama de aspectos: desde os deslocamentos voluntários e forçados até a demografia, a formação étnico-racial e as manifestações culturais. Compreender, portanto, essas dinâmi- cas e processos será essencial para a análise e o planejamento de políticas públicas, bem como para a valorização da diversidade e a construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis. DA AMÉRICA, ÁFRICA, EUROPA, ÁSIA E OCEANIA: TERRI- TÓRIO (ASPECTOS FÍSICOS E POLÍTICOS), REGIONALIZA- ÇÃO, POPULAÇÃO, ECONOMIA, CULTURA E MODOS DE VIDA CONTINENTE AMERICANO1 O continente americano já era habitado há milhares de anos quando nele pisaram os primeiros europeus, no século XVI. Além disso, o processo de colonização deu-se de forma diferente em cada parte da América, e tudo isso influenciou na formação socioeconômica dos países americanos como os conhecemos hoje. Regionalizações da América A América pode ser regionalizada de diferentes formas, dependendo do aspecto que queremos ressaltar. Atualmente, são dois os critérios mais utilizados. Um é aquele que se ba- 1 FURQUIM JUNIOR, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição – São Paulo: Editora AJS, 2015. seia na própria localização das terras do continente america- no – critério geográfico. Outro é o que tem como base o processo de coloniza- ção e, consequentemente, sua influência no desenvolvimento econômico e na formação social dos países – critério histó- rico, cultural e socioeconômico. Critério Geográfico O continente americano localiza-se inteiramente no He- misfério Ocidental e é o segundo maior do mundo, com uma área territorial de 42.209.248 quilômetros quadrados. Cortado ao norte pelo Círculo Polar Ártico e pelo Trópico de Câncer, e ao sul pela Linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio, também é aquele que possui maior extensão latitudinal. A divisão regional da América de acordo com o critério geográfico separa o continente em três partes: América do Norte, América Central e América do Sul. A América do Norte está localizada no Hemisfério Norte e representa 55% da área total do continente. Apesar da grande extensão, esse território é dividido em apenas três países: Estados Unidos, Canadá e México, além de uma possessão europeia – a Groelândia – administrada pela Dinamarca. A América Central também está localizada no Hemisfé- rio Norte, e sua área corresponde a apenas 2% do total do continente; é formada por um arquipélago de ilhas conhecido como Caribe e uma porção continental dividida em sete pa- íses. Por fim, a América do Sul é cortada pela Linha do Equa- dor, mas a maior parte de sua área localiza-se no Hemisfério Sul. Seu território corresponde a 43% da área total do con- tinente americano e é formado por doze países mais uma possessão europeia, a Guiana Francesa, administrada pela França. Critério Histórico, Cultural e Socioeconômico A chegada dos europeus deu início a um longo processo de colonização que influenciou a formação dos países que integram o contente americano. O critério histórico, cultural e socioeconômico divide a América em duas partes: América Latina e América Anglo- -saxônica. A América Latina é formada pelo México e os países da América Central e da América do Sul. Ela recebe esse nome porque foi colonizada por povos europeus cuja língua domi- nante tem origem no latim: os portugueses e os espanhóis, embora também englobe países cuja colonização foi feita por outros povos, como a Jamaica (colonizada pelos holande- ses). Isso ocorre porque o critério de regionalização também considera características socioeconômicas e culturais, como a predominância da religião católica, além do fato de que to- dos são considerados países em desenvolvimento. Já a América Anglo-Saxônica é formada pelos Estados Unidos e o Canadá e recebe esse nome porque esses países tiveram sua colonização majoritariamente empreendida por um país de origem anglo-saxônica, a Inglaterra. No entanto, ambos os países possuem regiões inicialmente colonizadas por países latinos, como a província de Québec, no Canadá (colonizada pelos franceses, motivo pelo qual o francês é a língua predominante nessa região), e os estados do Arizona, da Califórnia e do Novo México, nos Estados Unidos, coloni- CONHECIMENTOS 1616 a solução para o seu concurso! Editora zados pelos espanhóis. Tanto o Canadá quanto os Estados Unidos apresentam al- tos índices de qualidade de vida e se encontram no grupo dos países considerados desenvolvidos, diferentemente dos paí- ses da América Latina, refletindo diferenças no modo como ocorreu o processo de colonização. Enquanto na América Latina foram desenvolvidas colô- nias de exploração, nas quais o objetivo era explorar os re- cursos naturais da colônia, na América Anglo-Saxônica foram desenvolvidas colônias de povoamento, nas quais o objeti-vo era ocupar as terras para habitação. ÁFRICA2 A África é considerada o berço da espécie humana e ne- nhum outro continente possui tamanha diversidade de cultu- ras, paisagens e riquezas naturais. No entanto, as notícias que nos chegam dos países africanos, em geral, mencionam apenas conflitos étnicos, pobreza e outros problemas que a maioria das pessoas logo associa ao continente. Para compreender as particularidades desse continente tão cobiçado por suas grandes riquezas, é necessário ana- lisar diversos aspectos, como a formação de seu território, a herança do período colonial, as características da população, da natureza e da economia africanas. Regionalização da África África: político IBGE. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv64669_cap3_pt1.pdf. 2 FURQUIM JUNIOR, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição – São Paulo: Editora AJS, 2015. TERRA, Lygia. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil – Lygia Terra; Regina Araújo; Raul Borges Guimarães. 2ª edição. São Paulo: Moderna, 2010. A África é um continente extenso, banhado por dois ocea- nos (o Atlântico ao oeste e o Índico ao leste), pelo Mar Medi- terrâneo e pelo Mar Vermelho, e possui um grande número de países (54 atualmente). Os países africanos são, em geral, pouco industrializados, e suas economias estão baseadas na exportação de produtos agrícolas, petróleo e minérios, disponíveis em extensas reser- vas ao redor do continente. No entanto, os níveis de produtividade agrícola ainda são baixos, e o extrativismo, realizado tanto por empresas estrangeiras como por estatais, está relacionado a diversos impactos sociais e ambientais e não tem ajudado a resolver as desigualdades sociais no continente. Principais Atividades Econômicas A agropecuária e o extrativismo mineral e vegetal são as principais atividades econômicas realizadas o continente afri- cano. No entanto, a indústria e o setor de comércio e serviços também representam atividades importantes, sobretudo ao redor de grandes centros urbanos, e o turismo vem sendo explorado de maneira bem-sucedida em diversos países. As Perspectivas da África Apesar das inúmeras dificuldades, desde o início do sécu- lo XXI o PIB africano apresenta um crescimento médio anual de 5% (acima da média mundial), impulsionado em função principalmente do aumento na demanda mundial por maté- rias-primas. No âmbito da política interna, os países da África têm bus- cado fortalecer sua economia por meio da formação de blo- cos regionais. O maior deles é a União Africana (UA), criada em 2002 para suceder a Organização da Unidade Africana, baseada no modelo da União Europeia e que tem como ob- jetivos a unidade e a solidariedade africana e a integração econômica, além da cooperação política no continente. Recentemente, a China tem se aproximado economica- mente da África por meio de inúmeros investimentos, supe- rando a Europa e mesmo os EUA, o que a torna o principal parceiro econômico do continente. Inúmeras empresas chine- sas já se instalaram em países africanos e vêm financiando projetos em diversos setores, como os de infraestrutura, tele- comunicações, geração de energia, modernização da agricul- tura, entre outros – e concede empréstimos a esses países. Dentre os maiores parceiros da China no continente po- demos destacar nações que possuem grandes mercados e reservas de minérios e petróleo (cerca de 30% das importa- ções de petróleo chinesas provém da África), como a Nigé- ria, a Guiné Equatorial, a República Democrática do Congo e a República do Congo, além da Etiópia, onde investimentos chineses financiaram, entre outras obras, o prédio da sede da União Africana (UA). Além da aproximação chinesa, a África continua sob a in- fluência de países europeus e também dos Estados Unidos. No entanto, cada vez mais os países do continente têm es- tabelecido relações comerciais com novos parceiros, como a Índia e o Brasil. CONHECIMENTOS 17 a solução para o seu concurso! Editora Conflitos e Riquezas Um dos grandes desafios da África contemporânea é a so- lução dos conflitos regionais étnicos ou relacionados ao con- trole de reservas minerais importantes. A situação mais grave ocorre no leste da República Democrática do Congo, um dos países mais ricos sob o ponto de vista dos recursos naturais, mas cuja população está entre as mais pobres do continente. Desde o conflito entre tutsis e hutus em 1994 (centrado em Ruanda) e a Segunda Guerra do Congo (também conhe- cida como Guerra Mundial Africana), que se desenvolveu nos anos seguintes, a região leste do país vem sendo ocupada por inúmeras milícias armadas, das quais a maioria está in- teressada somente em exercer controle sobre as reservas minerais abundantes, que são contrabandeadas e ajudam a manter esses grupos paramilitares. Estrutura Geológica e Relevo Há aproximadamente 300 milhões de anos, a África fa- zia parte da massa continental denominada Gonduana, que também incluía estruturas rochosas do que é hoje a América do Sul, a Índia, a Austrália e a Antártida. Sendo constituído basicamente por blocos rochosos denominados crátons, for- mados nos éons Arqueano e Proterozoico, o continente afri- cano apresenta extensas superfícies de rochas cristalinas muito resistentes (magmáticas ou metamórficas) de tectônica estável e ricas em recursos minerais, ainda que muito des- gastadas pela erosão. Essas rochas mais antigas podem ser agrupadas em quatro grandes crátons: da África Ocidental, do Congo, da Tanzânia e de Kaapvaal. Parte dessas estruturas cratônicas foram recobertas por camadas de sedimentos, que deram origem a plataformas sedimentares. Quando Gonduana começou a se fragmentar, há cerca de 250 milhões de anos, novos depósitos sedimen- tares se formaram sobre essas antigas estruturas rochosas, especialmente no noroeste do continente, onde sedimentos de origem marinha formaram as jazidas petrolíferas do Saara. O processo de fragmentação de Gonduana produziu uma imensa linha de falhas rochosas no interior do continente africano conhecida como Rift Valley, e também deu origem ao Mar Vermelho e à separação entre a África e a Península Arábica. Interior adentro, o Rift Valley se estende por cerca de 5.600 quilômetros, sendo pontilhado por cones vulcânicos e grandes crateras. Os grandes lagos do leste africano são resultado da acumulação da água das chuvas nas áreas re- baixadas formadas por esse sistema de falhas. Ngorongoro, na Tanzânia, é a maior cratera de vulcão extinto do mundo. Devido ao intenso processo erosivo das rochas mais anti- gas, grande parte do continente africano apresenta altitudes médias inferiores a 1.500 metros. No entanto, elevadas cor- dilheiras montanhosas de formação recente também estão presentes na África. No extremo norte, paralela ao litoral do Mar Mediterrâneo, destaca-se a Cadeia do Atlas. Os Montes Drakensberg, no extremo sul do continente, também são circundados por uma grande extensão de terras altas, mas os picos mais altos do continente situam-se nas elevações que emergiram nos pla- naltos da África Oriental. Esse é o caso do Monte Quiliman- jaro, ponto culminante do continente, com 5.895 metros de altitude, assim como do Monte Quênia, com 5.199 metros. Vulcões ativos e inativos formam essas elevações, compro- vando a existência de intensa atividade geológica na região. Diversidade Natural As paisagens naturais africanas apresentam-se de forma simétrica ao norte e ao sul do Equador. Nas latitudes próximas à linha do Equador, predomina o clima equatorial, marcado por chuvas abundantes. A partir daí os climas se tornam cada vez mais áridos até o domínio dos desertos: o do Saara, no hemisfério norte, e os desertos da Namíbia e de Kalahari, no hemisfério sul. A variação da alti- tude e a distância do litoral também interferem na distribuição das precipitações e temperaturas. A distribuição das principais formações vegetais na África está bastante relacionada com a variação climática latitu-dinal. A faixa de clima equatorial é dominada pelas florestas equatoriais; à medida que o clima se torna mais seco, obser- va-se uma sucessão de savanas, estepes e desertos. Tanto no extremo norte como no extremo sul, há a ocorrência de vegetação mediterrânea arbustiva e arbórea. O Deserto do Saara, atravessado pelo Trópico de Cân- cer, é o maior deserto contínuo do mundo. Em toda a sua extensão, apresenta imensas planícies denominadas reg, nas quais predominam areia e cascalhos. Na área mais ao sul, imensas dunas de areia, denominadas erg, compõem a paisagem. Em outras porções predominam os hamadas, constituídos de imensos planaltos pedregosos. Na vertente norte, por estreitos vales entre montanhas, denominadas wa- dis, passam rios de curta duração, pois ganham corpo ape- nas durante as chuvas. Em um continente atravessado por desertos, os rios ga- nham enorme importância para a renovação dos ciclos na- turais e a fixação humana. Entre os rios perenes africanos, destacam-se três: o Nilo, o Congo e o Níger. O Rio Nilo, o mais extenso da África, tem 6.695 km, de acordo com pesquisas recentes. O Congo é o segundo da África em volume e em extensão. O Rio Níger drena a porção ocidental do continente, desaguando num enorme delta na Nigéria. Nas últimas décadas, as florestas africanas têm sofrido intensa devastação, devido principalmente à extração de madeira realizada por grandes corporações voltadas para o abastecimento dos mercados asiáticos. Além disso, a adoção de práticas agrícolas intensivas nas regiões semiáridas, principalmente na zona meridional do Deserto do Saara, é responsável pelo processo de de- sertificação, na medida em que a retirada das formações ar- bustivas que protegem o solo da insolação direta aumenta a evaporação da água e o escoamento superficial das chuvas, diminuindo as reservas de água do subsolo. Nessas condi- ções, o solo perde grande parte da capacidade de suporte à vida. Há séculos a força de trabalho e os recursos naturais africanos vêm contribuindo para a acumulação de riquezas em outras partes do mundo, em especial na Europa. Desde o século XVI, quando teve início a colonização europeia da América, milhões de africanos foram levados à força para tra- balhar em regime de escravidão nas minas e nas fazendas americanas. No século XIX, quando o próprio continente africano foi CONHECIMENTOS 1818 a solução para o seu concurso! Editora repartido e colonizado, as potências europeias passaram a se apropriar também do fruto do trabalho dos povos africanos nas terras agrícolas e nas jazidas minerais do continente. Até hoje os minérios extraídos das imensas reservas de Angola, Zâmbia, Botsuana, Gabão, Guiné e Nigéria não são utilizados em favor dos povos africanos, mas seguem, em grandes quantidades, para os portos europeus, norte-ameri- canos e asiáticos. O caso do petróleo é bastante ilustrativo: 70% do óleo extraído na África é exportado, e 90% da energia utilizada no continente provém da lenha extraída das florestas e das formações arbustivas, contribuindo para o dramático quadro de desmatamento. A África Dividida A presença europeia na África rompeu de maneira dramá- tica o isolamento da África Subsaariana. Desde o século XVI, quando foram criadas as primeiras feitorias comerciais por- tuguesas na costa atlântica, a região integrou-se ao mundo como fornecedora de quantidades crescentes de escraviza- dos para as plantations americanas. Estima-se que a depor- tação forçada para a América tenha atingido 15 milhões de negros entre os séculos XVI e XIX, e que só a América por- tuguesa tenha recebido entre 3 e 5 milhões de cativos nesse período. No final do século XIX, iniciou-se uma segunda fase da dominação europeia, que envolveu também a África do Nor- te. Dessa vez, os europeus não queriam apenas o trabalho escravo, mas também o território e as riquezas naturais afri- canas. A Europa se industrializava e precisava de um, quanti- dade crescente de alimentos e matérias-primas. Em 1885, durante o Congresso de Berlim, foi decidido que o território africano seria partilhado entre as principais po- tências coloniais europeias, e que cada uma delas tinha de ocupar seu espaço o mais rápido possível sob pena de perder a possessão. O território africano, praticamente inexplorado nos séculos anteriores, foi então completamente retalhado: só a pequena Libéria e a Abissínia (atual Etiópia) continuaram independentes. Desde a Antiguidade, a Abissínia era uma região estraté- gica, pois possuía um dos portos mais importantes da África e era um reino reconhecido e respeitado pelos egípcios e gre- gos. As alianças que estabeleceu com os europeus desde do século XV restringiram o avanço do islamismo para o ociden- te. Por sua vez, a vitória na Batalha de Adwa (1896) foi a ga- rantia da manutenção de sua independência sob o reinado de Menelik Il, impedindo a conquista do território pelos italianos. A Libéria era a única porção do território africano sob in- fluência dos Estados Unidos. Criada em 1822 pela American Colonization Society, uma organização privada que financiou a sua colonização por ex- escravizados americanos libertos, já se encontrava organizada politicamente como uma Repú- blica desde 1847, inspirada no ideário da revolução america- na. Com exceção dessas duas situações, o mapa político da África no final do século XIX representava o esforço diplomá- tico e a intervenção militar das potências coloniais europeias após a Conferência de Berlim. Dentre os acordos diplomáti- cos, destaca-se o Tratado Germânico-Britânico de 1890, que assegurou à Alemanha o acesso ao Zambeze por um corre- dor de vinte milhas inglesas. Outro tratado importante foi o firmado entre França e Reino Unido, assinado no mesmo ano, que delimitou zonas de influência para regiões inexploradas e estabeleceu comissões binacionais para traçar as fronteiras coloniais nas diferentes regiões africanas. Esse esforço diplomático não significa que a partilha do continente africano tenha sido estabelecida de forma pacífi- ca. Ao contrário, apesar do tratado entre França e Reino Uni- do, essas potências coloniais se envolveram em uma série de conflitos, principalmente pela disputa do Canal de Suez e do vale do Nilo, o que por fim favoreceu o lado britânico. Outra forte zona de tensão entre os dois países foi a região do Lago Chade. O domínio francês de vastos territórios da África Oriental chocava-se com os interesses imperialistas britânicos. A conquista da República do Transvaal e Orange na Guerra dos Bôeres (1867-1902) facilitou a expansão bri- tânica para o norte. Assim, o Reino Unido tomou posse de territórios sob domínio francês que deram origem a Nigéria, Togo e Camarões. Mas os britânicos não entraram em choque apenas com os franceses. Eles também tiveram conflitos com os portu- gueses, pois tinham interesse pela posse da Rodésia. Para os portugueses, essa região central da África era estratégi- ca, uma vez que garantia a ligação entre Angola, na costa atlântica, e Moçambique, no Índico. Para os britânicos aquela região era fundamental, uma vez que eles pretendiam esta- belecer um eixo ferroviário entre o Cairo (no Egito) e o Cabo (na África no Sul), o que nunca foi executado. Por fim, a África Oriental foi quase completamente parti- lhada entre ingleses, franceses e alemães. Os italianos con- seguiram manter sob domínio a Eritreia. A Espanha teve menor participação na partilha. Couberam aos espanhóis apenas algumas ilhas e pontos dispersos pelo litoral, principalmente na atual Guiné Equatorial. As fronteiras coloniais surgidas no Congresso de Berlim foram traçadas de acordo com o poderio de cada potência colonial, e não de acordo com as realidades culturais existen- tes na África. Por isso, muitas vezes essas fronteiras separa- ram um mesmo povo em dois ou três territórios controlados por potências diferentes ou unificaram inimigos históricos em uma mesma colônia. A colonização europeia da África manteve-seaté o final da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa perdeu o poder político e militar para as novas potências (Estados Unidos e União Soviética). O novo mapa político que começou a ser definido após a Primeira Grande Guerra teve por base os limi- tes estabelecidos pelas potências coloniais europeias. A formação dos novos Estados no continente reuniu di- ferentes grupos étnicos, com poucos traços culturais em comum. Apenas na África Oriental, na região dos Grandes Lagos, e em Burkina Fasso e Mali, na costa atlântica, anti- gos reinos serviram de base para a formação dos territórios nacionais. Em geral, essa transformação política foi brutal. A maioria dos grupos étnicos, organizados em economias de subsistên- cia e comandados por autoridades do seu próprio clã, foram submetidos a transformações de práticas religiosas, assim como a substituição das tradições orais pela cultura letrada. Se no período colonial estes novos valores foram im- postos, visando aos interesses dos impérios coloniais, rapi- CONHECIMENTOS 19 a solução para o seu concurso! Editora damente transformaram-se nas principais bandeiras de luta pelos direitos desses povos durante o processo de descolo- nização, o que veio a fortalecer o movimento do pan-africa- nismo. O termo foi utilizado pela primeira vez em 1900, quan- do afrodescendentes originários das Antilhas e dos Estados Unidos organizaram em Londres a Primeira Conferência Pan-africana. O grupo tinha como objetivo protestar contra a ocupação da África pelas potências europeias. No perío- do entreguerras, o movimento pan-africano realizou quatro congressos: Paris (1919), Nova York (1927) e Londres (1921 e 1923). Para estes eventos foram enviados representantes das colônias africanas francesas e inglesas, que reivindica- ram liberdades civis e igualdade de condições entre negros e brancos. Esses congressos foram também espaços impor- tantes para o protesto contra o trabalho forçado, que ainda era comum nas colônias portuguesas de Angola e São Tomé e Príncipe. Dessa forma, não foi difícil associar o sentimento anticolo- nialista com o pan-africanismo. É o que pode ser observado na pauta do quinto congresso realizado em 1945, na Ingla- terra. As lideranças africanas de língua inglesa e francesa ali reunidas aprovaram a Declaração aos Povos Colonizados que, em síntese, afirmava a necessidade de esses povos as- sumirem o seu destino. O pan-arabismo foi outra corrente que aglutinou forças de oposição aos governos locais. Diferente do pan-africanis- mo, surgiu no contexto da crise do sistema colonial, a partir da junção das forças de resistência ao nazismo no Marrocos, na Líbia, na Tunísia, no Egito e no Sudão, com os grupos anticolonialistas da Arábia Saudita, do Iêmen, do Iraque, da Jordânia, do Líbano e da Síria. Tanto o movimento pan-africano como o pan-arabismo ga- rantiram que, em grande parte dos casos, a independência dos Estados africanos fosse negociada. Isso não quer dizer que o processo de descolonização também não tenha sido resultado de violentos conflitos armados, como ocorreu na Ar- gélia, em Angola e em Moçambique. A instabilidade política e as guerras civis que se alas- tram em muitos países desse continente são também uma herança do descompasso entre as territorialidades produzi- das pela colonização e as territorialidades locais. Desde a década de 1960, o continente foi castigado por mais de cem golpes de Estado e por milhares de episódios de guerra entre povos diferentes. Como resultado, milhões de refugiados vagam pela região, fugindo de guerras e per- seguições. A África no Mundo Globalizado Mais da metade dos 54 países africanos manteve forte ritmo de crescimento (acima de 6% ao ano) na década de 2000, embalados pela demanda por matérias-primas com preços elevados no mercado internacional, como petróleo e ouro. Este processo ocorreu de maneira desigual e aumentou o fosso entre os países que obtiveram maiores vantagens da economia globalizada, como a Nigéria, a África do Sul e o Sudão, e os países subsaarianos, cuja população passa fome e ainda precisa da ajuda dos organismos internacionais para enfrentar o quadro de miséria. O Produto Interno Bruto da África do Sul representa cerca de um quarto do PIB da África negra, o que equivale a aproxi- madamente 250 milhões de dólares (quase o dobro do PIB da Nigéria ou do Egito). As riquezas minerais e o desenvolvimen- to industrial em setores de ponta, como tecnologia nuclear e armamentos, asseguram à África do Sul uma posição de destaque entre as principais lideranças diplomáticas e econô- micas do continente. Um Continente na Encruzilhada Levando em conta a diversidade étnica e regional, uma alternativa para a consolidação dos Estados nacionais africa- nos tem sido o federalismo. Contudo, alguns conflitos bélicos persistem e tornam a agenda militar um tema importante para garantir a estabilida- de política. O atual mapa político da África mantém praticamente inal- terados os limites e as fronteiras estabelecidos no período colonial. Mas a formação dos atuais países do continente foi um processo difícil e com muitas contestações, principalmen- te entre 1956 e 1963. Em 1963 foi criada a Organização da Unidade Africana (OUA), tendo como princípio fundador a intangibilidade das fronteiras coloniais. Segundo esse princípio do direito inter- nacional, os países signatários da carta da OUA poderiam rei- vindicar a recuperação dos territórios perdidos pelas guerras e contestações dos vizinhos, desde que se respeitassem os limites do período colonial. Em parte, o sucesso do processo de independência, que ganhou novo impulso na década de 1960, pode ser atribuído ao respeito a esse princípio. No entanto, sua adoção reforçou a tendência de manutenção dos limites correspondentes aos antigos territórios coloniais. Num primeiro momento, as cartas constitucionais dessas novas nações foram escritas por constitucionalistas das an- tigas metrópoles, baseando-se nos modelos europeus. Aos poucos, a vida política desses países passou a ser exerci- da com base nas alianças de clãs e diferenciados grupos ét- nicos, promovendo a africanização do Estado. Em vários países, por exemplo, os topônimos impostos pelos europeus foram substituídos por denominações da língua local ou que recordavam fatos históricos do processo de independência. Assim, desde 1957, a Costa do Ouro passou a se cha- mar Gana, por referência ao antigo Império Oeste-Africano (que existiu naquele território entre os séculos VIII e XI). A República Democrática do Congo, formada em 1960 a partir do antigo Congo Belga, rebatizou a capital Léopoldville para Kinshasa e, em 1971, mudou o nome do país para Zaire (“o rio”, na língua kikongi). Da mesma forma, Dahomey passou a se chamar Benin, em 1975; a Guiné Portuguesa, Guiné Bis- sau, em 1976; e Haute-Volta, Burkina Fasso (“país dos ho- mens íntegros”), em 1984; entre outros exemplos. Um problema mais complexo foi a decisão pelas línguas oficiais do país. Uma vez que esses países são formados por numerosas comunidades linguísticas, qual delas escolher? Esse impasse foi a principal razão para a manutenção, em diversos casos, da língua dos colonizadores como língua ofi- cial do país. Apenas em alguns países foi adotado o sistema bilíngue (em Camarões, por exemplo, o inglês e o francês; em Madagascar, o malgache e o francês). A única região da África que recuperou a primazia linguística perdida durante a CONHECIMENTOS 2020 a solução para o seu concurso! Editora colonização europeia foi o norte, com predomínio da língua árabe. Tendo em vista a enorme diversidade étnica dos países africanos, o federalismo tem sido a forma predominante de gestão política, uma vez que nesse sistema político as uni- dades federadas mantêm autonomia entre si. É o que ocorre na Nigéria. Constituída em 1946 pela junção de três regiões colonizadas pelos britânicos, seu território tem sido sucessi- vamente subdividido para atender aosinteresses étnicos e religiosos locais, garantindo a repartição da renda do petróleo entre diferentes grupos de interesse. Atualmente, a Nigéria possui 36 unidades federadas, com relativa autonomia polí- tica. Ainda que as contestações da divisão territorial africana sejam pouco numerosas, cabe destacar a mudança do mapa político do continente com o processo de independência da Eritreia, que se separou da Etiópia em 1993. Trata-se de um retorno à situação existente até 1962, quando a antiga colônia italiana deixou de ser tutelada pelo Reino Unido e foi anexada pela Etiópia. Desde então, o gover- no etíope nunca conseguiu suprimir o movimento separatista. Em 1991, um referendo popular decidiu, com ampla maioria, pela separação dos dois países, ainda que o acordo entre as partes não tenha conseguido estabelecer a fronteira comum. A independência da Eritreia foi respeitada pelos etíopes, mas essas divergências fronteiriças romperam com o princí- pio da intangibilidade e geraram fortes conflitos após a ocu- pação da região de Badme pelas tropas da Eritreia, em 1998. Os dois países chegaram a um acordo de paz em dezem- bro de 2002, depois da perda de mais de 200 mil vidas, mas a situação está indefinida. Ainda que enviados da ONU tenham decidido que a cidade de Badme pertence à Eritreia, a Etiópia ainda ocupa a faixa de fronteira em litígio, pois não aceita essa determinação. Outra questão aberta no mapa político da África é a do Saara Ocidental, território em disputa pelo Marrocos e uma república saariana apoiada pela Argélia. Apesar do discurso da unidade africana, a OUA teme a ex- plosão de conflitos violentos, que de fato ocorreram nas pou- cas ocasiões em que grupos separatistas tentaram quebrar o princípio da intangibilidade das fronteiras coloniais: como em 1967, quando a tentativa frustrada de criação da República de Biafra no oeste na Nigéria resultou na morte de mais de um milhão de pessoas. É por isso que a vitória dos separatistas no referendo re- alizado na região sul do Sudão, em janeiro de 2011, pode ser considerada uma mudança fundamental no processo de for- mação territorial dos estados africanos. Cerca de 99% da po- pulação se manifestou a favor da independência, mesmo sem nunca ter sido objeto de uma delimitação colonial. A criação do Sudão do Sul poderá estimular outros movimentos sepa- ratistas existentes na África Subsaariana, abrindo um novo ciclo de criação de Estados e redesenhando as fronteiras do continente. Desde a independência em relação ao Império Britânico em 1956, o Sudão já era um país dividido do ponto de vista étnico e cultural. A região norte do país é majoritariamente árabe e muçulmana. Por sua vez, a população do sul mante- ve suas práticas religiosas animistas ou optou pela conversão ao cristianismo durante o período colonial. Essas diferenças históricas geraram diversas tensões e conflitos entre o norte e o sul, inclusive com a eclosão de duas guerras civis. A primeira teve início com a independência e perdurou até 1972. Esse longo conflito garantiu ampla autonomia aos povos do sul em relação à elite árabe do norte, que comandava o país. Com a descoberta de imensas reservas de petróleo na porção meridional do país, na década de 1980, o governo tentou intervir na área das reservas fechando o parlamento do território autônomo do sul, localizado em Juba. Essa in- tervenção provocou uma revolta que eclodiu em 1983, lidera- da pelo Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS). O novo ciclo de guerra civil deixou um saldo de pelo menos dois milhões de mortos e quatro milhões de refugiados. No referendo realizado em 2011, a grande maioria da população do sul optou pela independência, o que foi aceito pelas elites árabes do norte do Sudão e oficializado em 9 de julho do mesmo ano. Contudo, a fronteira entre os dois países ainda não foi definitivamente traçada e as áreas reivindicadas por ambas as partes são ricas em petróleo, o que gera insta- bilidade, visto que o sul dispõe da maior parte das reservas, mas não possui saídas marítimas e depende do norte para exportar o petróleo. Outra pendência entre os dois países é o regime de cidadania, especialmente para as populações que circulam do norte para o sul de acordo com a alternância de estações secas e chuvosas. Crescimento e Pobreza Apesar das desigualdades econômicas e dos bolsões de pobreza, o continente africano mantêm acelerado crescimen- to demográfico. Atraída pelos novos negócios da economia globalizada, a população migra para os grandes centros ur- banos. Rumos do Desenvolvimento A crise financeira de 2008 derrubou os preços de com- modities no mercado internacional, o que afetou diretamen- te a economia africana. A crise gerou desemprego e fuga de capitais nos países mais dependentes da exportação de matérias-primas. Por essa razão, diversos organismos de de- senvolvimento regional procuram unir os países africanos no enfrentamento destas dificuldades. EUROPA Europa é um dos seis continentes do mundo, sendo em extensão territorial o segundo menor. O continente é banha- do, ao norte, pelo Mar Ártico; ao sul, pelo Mar Mediterrâ- neo e o Mar Negro; a oeste, pelo Oceano Atlântico; e, a les- te, pelo Mar Cáspio. A Europa é também conhecida como o “Velho Mundo” e considerada o berço da cultura ocidental. A Europa limita-se territorialmente com a Ásia, a leste, sen- do considerada então um prolongamento da massa con- tinental do continente asiático, formando, assim, a Eurá- sia (massa continental formada pela Europa e pela Ásia). Os dois continentes são separados pela cordilheira chamada Mon- tes Urais. Devido ao seu contorno bastante irregular, o continente europeu apresenta, além de várias penínsulas e ilhas, muitos países com costa litorânea.” CONHECIMENTOS 21 a solução para o seu concurso! Editora “Mapa do continente europeu (Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)” “Regiões da Europa O continente europeu possui características bastante heterogêneas quando analisado todo o seu território. Para facilitar o estudo das áreas que o constituem, algumas classificações dividem-no em quatro regiões. Essas regiões foram estabelecidas segundo critérios de ordem espacial e econômica. São estas: Europa Ocidental: é composta pelas nações banhadas pelo Oceano Atlântico, como Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, e também por países que possuem relação com o Ocidente. Europa Meridional: é composta por nações banhadas pelo Mar Mediterrâneo situadas na Península Ibérica, como Espanha, Andorra, Grécia e Itália. Europa Centro-Oriental: é composta pelos países que formam a ex-União Soviética e tornaram-se independentes, como Bósnia, Herzegovi- na, Kosovo, Moldávia, Macedônia do Norte, entre outros. Europa Setentrional: é composta por países que se situam no extremo norte do continente, como os Países Nórdicos (Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia).” Economia da Europa Ao longo de um grande período, a Europa foi considerada o centro econômico do mundo, principalmente devido a sua localização ge- ográfica, estando no “centro do mundo”, ou seja, entre os demais continentes. Apesar de outras supereconomias, como os Estados Unidos (na América) e a China (na Ásia), na Europa ainda há grandes economias mundiais, como a Alemanha, que é a quarta do mundo; o Reino Unido, a quinta; a França, a sexta; e a Itália, a oitava. Em relação às importações, o continente europeu importa matérias-primas, minerais e manufaturados de alta tecnologia. Já as expor- tações feitas por ele contam com automóveis, produtos químicos, manufaturados, entre outros. A economia é impulsionada principalmente pela agropecuária, mineração e turismo. A indústria está relacionada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia nos setores de telecomunicações, eletrônicos, produtos farmacêuticos, siderurgia, aviões, entre outros. No continente europeu existe o maior bloco econômico do mundo, a União Europeia. Constituído por 28países, esse bloco representa a livre circulação de bens e mercadorias entre seus países membros, que adotaram uma única moeda, o euro. A União Europeia é atual- mente o maior mercado de exportação de bens, serviços e produtos. Aspectos geográficos Clima O clima predominante na Europa é o temperado (devido a sua localização geográfica), no qual pode ser observado variações conti- nentais e oceânicas. As áreas situadas na porção setentrional do continente apresentam temperaturas mais rigorosas no período do inverno, ao passo que as áreas situadas ao sul apresentam temperaturas mais amenas ao longo do ano e amplitudes térmicas menores quando comparadas aos países ao norte. Há regiões de clima semiárido, mediterrâneo e polar. Hidrografia O clima predominante na Europa é o temperado (devido a sua localização geográfica), no qual pode ser observado variações conti- nentais e oceânicas. As áreas situadas na porção setentrional do continente apresentam temperaturas mais rigorosas no período do inverno, ao passo que as áreas situadas ao sul apresentam temperaturas mais amenas ao longo do ano e amplitudes térmicas menores quando comparadas aos CONHECIMENTOS 2222 a solução para o seu concurso! Editora países ao norte. Há regiões de clima semiárido, mediterrâneo e polar. Penínsulas O continente europeu possui cinco importantes penínsulas: Escandinava Jutlândia Ibérica Itálica Balcânica” População Entre os seis continentes do mundo, a Europa é quarto no ranking de população, com mais de 740 milhões de habitantes. O continente é considerado o mais atrativo para migrantes vindos de todas as regiões do mundo, e, segundo relatório da Organização Internacional para Migrações, cerca de 70 m O país mais populoso da Europa é a Rússia, com um pouco mais de 144 milhões de habitantes, e o menos populoso é o Vaticano, com cerca de 800 habitantes. ”Fonte: SOUSA, Rafaela. “Europa”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/europa.htm. Acesso em 15 de maio de 2023. ÁSIA3 O continente asiático, por sua vasta extensão e rica história, possui imensa diversidade natural, cultural e religiosa. Tam- bém é marcado por muitas desigualdades sócio espaciais, choques e convivência entre o tradicional e o moderno. A Ásia é o maior e mais populoso dos continentes. Enquanto há áreas com elevadíssimas concentrações populacionais, há outras com baixíssimas densidades demográficas, como na Sibéria. Outro aspecto a ser notado se refere ás diferenças de clima e vegetação, ao se comparar a Sibéria com a floresta tropical na Índia. Também vale destacar os trajes utilizados pela mulher indiana e pelos iraquianos em reza. A questão da religiosidade, bastante diversificada no continente, é aqui representada pelo islamismo iraniano. Amplitude Geográfica do Continente Asiático 3 FURQUIM Junior, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição. São Paulo: Editora AJS, 2015. CONHECIMENTOS 23 a solução para o seu concurso! Editora A Ásia é o maior continente do mundo. Seu território, com extensão superior a 44 milhões de quilômetros quadrado, re- presenta cerca de 8% da superfície terrestre e por volta de 30% da área continental do planeta. Nele se encontram mais de 4 bilhões de habitantes, o que corresponde a aproximada- mente 60% de toda a população mundial. Devido a sua grande extensão, a Ásia possui uma grande variedade de climas, relevos e tipos de vegetação. Enquanto muitas de suas áreas são extremamente férteis e com clima propício para a ocupação humana em grande escala, esse continente também abriga grandes regiões desérticas e a maior cadeia de montanhas do mundo: o Himalaia. Por isso, apesar de apresentar as regiões mais densamente povoadas do planeta, a Ásia tem parte de seu território constituída por lugares de baixa densidade demográfica. O continente asiático abrange as áreas localizadas a leste da Europa. As principais fronteiras que o separam do territó- rio europeu são os Montes Urais, o Rio Ural, o Cáucaso e o Estreito de Bósforo. Na sua porção sudoeste, a Ásia também faz fronteira com a África. Esta se localiza no Egito, no Canal de Suez. A Rússia ocupa toda a sua região norte. É lá que se loca- liza a Sibéria, um dos locais mais frios do planeta. É também na Rússia que se encontra o ponto mais próximo entre a Ásia e a América. Esses dois continentes são divididos pelo Estrei- to de Bering, que possui um pouco menos de 100 quilômetros de extensão e separa o continente asiático do Alasca. Das áreas de planícies siberianas em direção ao centro do continente, as altitudes vão aumentando e o relevo torna-se montanhoso. Logo ao sul da Sibéria está localizado o Planal- to da Mongólia, onde há o Deserto de Gobi, o qual, além da Mongólia, também abrange parte do território chinês. Essa re- gião apresenta clima temperado continental, com baixo nível de umidade e temperaturas bem frias. Deserto de Gobi. http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/curiosidades/ turismo/sabia-que-existe-areias-cantantes-no-deserto-de-gobi--18463. asp. Ao sul do Planalto da Mongólia está a Cordilheira do Hi- malaia, a maior cadeia de montanhas do mundo e que ocupa a maior parte da região central do continente. É no Himalaia que se encontra o ponto mais elevado do planeta, com quase 9 mil metros de altitude: o Monte Everest, localizado no Nepal. Monte Everest, o pico mais alto do mundo. https://portaldobitcoin. com/ico-da-morte-alpinista-pode-ter-morrido-ao-ajudar-startup-a-es- conder-tokens-no-monte-everest/. Além do Nepal, o Himalaia abrange o território de outros quatro países: China, Índia, Paquistão e Butão. Por possuir clima extremamente frio, seco e com muitas ventanias, trata-se de uma das regiões menos povoadas de todo o continente, assim como a Sibéria, apresentando tam- bém grandes vazios demográficos. Mesmo assim, recebe um grande fluxo anual de turistas, muitos para praticar alpinismo. O derretimento da neve do Himalaia durante os períodos mais quentes é responsável pela formação das nascentes de importantes rios da Ásia, como o Ganges, localizado na Índia e cuja bacia hidrográfica abrange uma área habitada por mais de 400 milhões de pessoas que dependem de suas águas para consumo e produção de alimentos, isso sem contar sua importância religiosa. Ao sul e ao leste do Himalaia, o território asiático apresenta grandes áreas de planícies fluviais, como a dos rios Ganges e Indo, na Índia, e a do Rio Yang-Tsé-Kiang, na China. Em sua porção sul, o continente asiático apresenta quatro grandes penínsulas: Arábica, Indiana, da Indochina, e Malaia. A Península Arábica, que abrange grande parte do Oriente Médio, é caracterizada pela presença de um grande deserto, o da Arábia, que ocupa a maioria de seu território. Ao norte dessa península, onde hoje é o Iraque, há uma importante planície fluvial, conhecida como Planície da Mesopotâmia, que é banhada pelos rios Tigre e Eufrates. A região do Oriente Médio também se estende a noroeste e nordeste da Península Arábica. Ela abrange desde o Afega- nistão até a Turquia e o Egito, e é caracterizada pela grande presença de desertos em seu território. É no Oriente Médio que se localiza a região mais baixa do continente, na Planície do Mar Morto, que recebe esse nome em função da grande quantidade de sal de suas águas, o que dificulta o desenvol- vimento da vida. CONHECIMENTOS 2424 a solução para o seu concurso! Editora Imagem de satélite do Mar Morto. https://thoth3126.com.br/a-incri- vel-tecnologia-dos-antigos-6b/. O Mar Morto está localizado na fronteira entre Israel e Jordânia, situado à aproximadamente 400 metros abaixo do nível do mar. A Península Indiana se localiza ao sudeste do Himalaia e ao sul da planície Indo-Gangética, abrangendo toda a região sul da Índia. A vegetação local é caracterizada pela presença de florestas tropicais e/ou de clima temperado. Essa penín- sula faz parte da região chamada de Subcontinente Indiano, da qual também fazem parte Paquistão, Bangladesh,Nepal e Butão. Já a Península da Indochina e a Península Malaia se localizam na região do Sudeste Asiático. A primeira é formada por Vietnã, Laos, Camboja e Tailândia, Mianmar e Malásia. Além da região continental, a Ásia também abrange diver- sas ilhas. Algumas dessas ilhas e arquipélagos são Estados independentes, como Japão, Taiwan, Sri Lanka, Maldivas, Malásia, Indonésia, Timor Leste e Filipinas. Esses quatro úl- timos países se localizam na região asiática mais próxima da Oceania. Floresta Kim Giao, no Parque Nacional de Ba, Vietnã. http://welcometovietnam.com.vn/attractions/hai-phong/cat- -ba-national-park/. Diversidade Religiosa Devido a sua grande extensão, o continente asiático é habitado por uma grande diversidade de povos, sendo uma região de enorme heterogeneidade cultural e religiosa. Por isso, são muitos os aspectos que diferenciam os países asiá- ticos. A Ásia é o berço das maiores religiões do mundo: cris- tianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e budismo. Essas religiões se originaram no continente em diferentes épocas, apesar de algumas delas terem surgido em regiões próximas. O budismo surgiu na região do Subcontinente Indiano, por volta do século V a.C., com base nos ensinamentos de Sidarta Gautama, conhecido como Buda. A maior parte dos mais de 300 milhões de budistas que há no mundo se en- contra na Ásia, em países como China, Mianmar, Camboja, Tailândia, Butão, Laos, Mongólia, Nepal, Cingapura, Japão, Vietnã e Tibete. Templo budista no Tibete, China. https://algumlugardo- planeta.wordpress.com/2012/12/11/tibet-lhasa-monasterios- -e-templos/. O hinduísmo é uma das mais antigas religiões prove- nientes da Índia, surgida há cerca de pelo menos 3.500 anos. Trata-se da terceira maior religião do mundo, tendo um nú- mero aproximado de 1 bilhão de fiéis, dos quais mais de 800 milhões vivem na Índia. O hinduísmo também é majoritário no Nepal, onde mais de 80% de sua população é praticante. Um dos principais símbolos do hinduísmo na Índia é o Rio Gan- ges, considerado sagrado para os hindus. Indianos se banham no Rio Ganges, Índia. http://www.osul.com.br/ justica-indiana-declara-rios-ganges-e-yamuna-seres-vivos-com-direi- tos/. CONHECIMENTOS 25 a solução para o seu concurso! Editora A história do judaísmo está diretamente associada à do povo hebreu. Acredita-se que ele tenha surgido por volta do século XVIII a. C. no Oriente Médio e que seja a primeira reli- gião monoteísta do mundo. Além de viver no Estado de Israel, atualmente, a popula- ção judaica está espalhada pelo mundo todo. Muro das Lamentações (símbolo judeu) e, ao fundo, cúpula do Domo da Rocha, santuário muçulmano, em Jerusalém, Israel. https://istoe. com.br/milhares-de-judeus-se-reunem-diante-do-muro-das-lamenta- coes/. O cristianismo, religião com maior número de praticantes no mundo (com mais de 2 bilhões de fiéis), também surgiu no Oriente Médio, como uma dissidência do judaísmo – predo- minante na atual região de Israel até o início da Era Cristã. Porém, a sua difusão pelo mudo se deu por conta da influên- cia da cultura romana, que adotou o cristianismo – o qual se expandiu pela Europa e depois pelo restante do mundo. O islamismo é a mais recente dessas cinco religiões, surgindo a partir do século VII d.C na Península Arábica. Os muçulmanos (como são chamados seus adeptos) partem do pressuposto de que, Maomé foi o último profeta enviado por Deus – e por isso seguem os seus ensinamentos. O islamis- mo é a segunda religião com maior número de praticantes no mundo, com um pouco menos de 2 bilhões de fiéis, e está entre as que mais crescem atualmente. A maior parte da po- pulação muçulmana vive hoje na Ásia. Ao longo dos séculos, o islamismo se difundiu para outras regiões do continente e do mundo, sobretudo na África. As- sim, esse processo fez que o islamismo deixasse de ser uma religião restrita ao mundo árabe, sendo adotada por diferen- tes populações. Potências Demográficas da Ásia De acordo com estimativas da Divisão de População das Nações Unidas, das quase 7 bilhões de pessoas que habi- tam o planeta, mais da metade vive na Ásia. Nesse cená- rio, alguns países em especial concentram grande parte da população e apresentam densidades demográficas entre as mais elevadas do mundo, acarretando falta de disponibilidade de terras para o cultivo, impactos ambientais e um acelerado processo de urbanização, que resultou na formação de enor- mes aglomerados urbanos. O Continente Mais Populoso Atualmente há cerca de 4,4 bilhões de pessoas vivendo na Ásia, mais do que a população somada de todos os outros continentes. Somente a China, país mais populoso do pla- neta, tem mais de 1,3 bilhão de pessoas, aproximadamente 31% da população da Ásia, em seu território, mais do que quatro vezes a população da América do Sul, porém aglome- rada em uma área quase duas vezes menor. Na Índia, que figura em segundo lugar na lista dos paí- ses mais populosos do mundo, vivem aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas adensadas em uma área ainda menor do que a China. Trata-se de outro gigante demográfico que, em função de taxas de crescimento mais elevadas, deverá inclu- sive ultrapassar a China e se tornar a nação mais populosa da Terra até 2050, com cerca de 1,45 bilhão de pessoas. Além disso, alguns países pequenos em termos de área, como o Japão, Bangladesh e Cingapura, apresentam densi- dades populacionais entre as mais altas do planeta e ajudam à elevar a Ásia à condição de grande potência demográfica do planeta. Essa enorme população, fruto de um crescimento vertigi- noso durante o século XX, resultou em uma grande pressão sobre o uso das terras e dos recursos naturais do continente, em especial sobre o solo, que a partir de 1960 passou a apre- sentar uma degradação cada vez mais aceleradas, motivo pelo qual os governos asiáticos estão entre aqueles que mais se preocupam, historicamente, com o controle das taxas de natalidade. Em alguns países asiáticos, diversas políticas direcio- nadas à contenção do crescimento já foram desenvolvidas desde então, e muitas delas deram resultado. Somadas ao aumento na expectativa de vida e ao desenvolvimento econô- mico de muitas nações do continente, essas políticas resulta- ram em baixas taxas de crescimento populacional, próximas daquelas registradas no Ocidente, e no envelhecimento gra- dual da popular. No Japão, onde as taxas de mortalidade já superam as de natalidade, a população já está em visível declínio, sendo que o mesmo deve ocorrer com a China nas próximas décadas (o país deve perder, no mínimo, 400 milhões de habitantes até o fim do século XXI), e com a índia até 2060. No entanto, mesmo tendo perdido o posto de continente com as taxas mais aceleradas de crescimento, hoje ocupado pela África, a Ásia e sua enorme população ainda desem- penham um papel de grande desafio à sustentabilidade no continente. CONHECIMENTOS 2626 a solução para o seu concurso! Editora População total por continente em 2013 e 2050 (estimativa em bilhões de pessoas) https://assets.prb.org/pdf13/2013-population-data-sheet_eng.pdf. Ásia: sete países mais populosos em 2015 País População China 1,357 bilhão Índia 1,257 bilhão Indonésia 248,4 milhões Paquistão 183,9 milhões Bangladesh 154,5 milhões Japão 127,3 milhões Filipinas 98 milhões Distribuição da População A população da Ásia não se encontra distribuída de forma homogênea pelo continente: grandes regiões são praticamente desabitadas, sobretudo o norte e o leste da Rússia, o planalto tibetano e as áreas de deserto. As áreas de maior concentração populacional são o Subcontinente Indiano, principalmente ao longo do vale do Rio Ganges e em Bangladesh, as planícies do leste da China, o Japão e a Indonésia, sobretudo a ilha de Java. A concentração de pessoas nesses lugares, que representam, em geral, áreas em que as atividades humanas, principal- mente a agricultura, são favorecidas pelo clima, relevo, disponibilidade de água e ocorrência de solos férteis,acaba provocan- do problemas sociais e econômicos, além de graves impactos ambientais, sobretudo relacionados à poluição do ar, em áreas urbanas, da água e à erosão dos solos em áreas rurais. A Urbanização da População A Ásia e a África são os únicos dois continentes nos quais a população é predominantemente rural. No entanto, apesar das baixas taxas de urbanização, mais da metade da população urbana global vive em cidades asiáticas, e três dos cinco aglo- merados urbanos com mais de 20 milhões de habitantes no mundo se localizam no continente, assim como três dos quatro aglomerados urbanos com população entre 15 e 20 milhões de habitantes. É importante considerar, porém, que as taxas de urbanização da população variam entre os muitos países da Ásia, pois há desde países como Israel, Coreia do Sul e Cingapura, com altas taxas de urbanização, até outros como Índia, Nepal, Camboja e Vietnã, que apresentam taxas de urbanização inferiores a 30%. Além disso, como todos os dias novas famílias se deslocam de áreas rurais para as cidades do continente, atualmente a maior taxa de crescimento urbano se dá em aglomerados urbanos médios de até 1 milhão de habitantes na Ásia e África, o que faz que a população urbana cresça de tal maneira que, até 2030, esta terá ultrapassado a rural. Esse êxodo rural ocorre principalmente em função da disponibilidade cada vez menor de solo cultivável e do intenso pro- cesso de industrialização, características de alguns dos países asiáticos nas últimas décadas. Atraídas pelas oportunidades CONHECIMENTOS 27 a solução para o seu concurso! Editora de trabalho nos centros urbanos e impossibilitadas de praticar a agricultura de subsistência, muitas dessas famílias acabaram engrossando as já populosas cidades asiáticas. Dentre os grandes aglomerados urbanos do continente, formados por vários municípios conurbados ao redor de cidades principais, o maior é a área metropolitana de Tóquio, no Japão, cidade que passou por um acelerado processo de crescimento na segunda metade do século XX. Atualmente conta com aproximadamente, mais de 37 milhões de habitantes, segundo in- formações das Nações Unidas em 2013. Na sequência estão as áreas metropolitanas de Nova Délhi (Índia) e Xangai (China), com aproximadamente, 25 e 23 milhões de habitantes, respectivamente. Esse crescimento urbano de cidades já densamente habitadas, somado às desigualdades sociais que existem em alguns dos países do continente, configura um cenário no qual o planejamento urbano e a organização racional dos espaços têm se mostrado cada vez mais importantes para garantir a qualidade de vida da população. Os principais problemas e dificuldades estão relacionados aos meios de transporte, à falta de habitação e aos impactos ambientais elevados, como a poluição atmosférica e das fontes de água. Além, disso, em países do continente nos quais a riqueza é distribuída de forma mais desigual, como a Índia e a Indonésia, a expansão das áreas ocupadas tem sido evidente, com o aumento das taxas de urbanização. A Diversidade Étnica, Cultural e Religiosa Em função de sua grande área, a diversidade do continente asiático sob o ponto de vista étnico e cultural é extremamente grande. A população do continente está dividida em uma quantidade significativa de povos muito diferentes entre si, como hindus, chineses, japoneses, mongóis, persas, turcos, malaios e muitos outros, o que resulta em grande diversidade física e cultural. Da mesma forma, esses povos utilizam um número igualmente considerável de idiomas, com destaque para o mandarim na China, que representa a língua mais falada no mundo, o híndi, o árabe, o japonês, entre outros. A Ásia é o berço das quatro religiões mais populares do planeta: o islamismo, o cristianismo, ambos originados no Oriente Médio, o hinduísmo e o budismo, além de inúmeras outras tradições religiosas locais, principalmente na China, e o fato de essas religiões terem nascido na Ásia e se espalhado pelo mundo evidencia como é antiga a coexistência de cristãos, muçul- manos, budistas e hindus no continente. Os principais países de população predominantemente muçulmana, além daqueles localizados no Oriente Médio e na Ásia Ocidental, localizam-se no Sudeste Asiático, enquanto os hinduístas se concentram no Subcontinente Indiano. Os budistas, por sua vez, estão adensados na China, no Japão e nos países do sul da Ásia, como Tailândia e Camboja, entre outros. A grande maioria dos países da Ásia apresenta, porém , diversas minorias religiosas ativas, o que acaba agravando algumas tensões existentes, motivo pelo qual o continente asiático é hoje aquele que mais sofre em decorrência de ataques violentos ligados à motivos religiosos no mundo. Na Indonésia, por exemplo, os cristãos representam menos de 10% da população, pouco mais de 20 milhões de indivíduos frente a mais de 90 milhões de muçulmanos, e são constantes as alegações de ataques e discriminação. Já em Mianmar, um país do Sudeste Asiático de população majoritariamente budista, é a minoria muçulmana que sofre com ataques que já fizeram centenas de vítimas, levando até mesmo o Dalai Lama (grande líder espiritual budista) a condenar publicamente a violência contra os muçulmanos no país. Isso sem falar no conflito entre judeus e muçulmanos centrado na Palestina. Riqueza e Pobreza na Ásia A Ásia é um continente no qual as desigualdades econômicas entre os países são evidentes, considerando que sete apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado e outros sete estão entre aqueles de IDH mais baixo. Entre os países de desenvolvimento elevado se destacam Cingapura, Hong Kong – uma Região Administrativa Especial, ou RAE, da China -, Japão, Barein, Arábia Saudita e Malásia; já entre aqueles com menor IDH, é possível mencionar o Afeganistão, o Iêmen, Nepal e Mianmar. Além disso, nos países de economia emergente, como a Índia e a China, recente potência global, as desigualdades inter- nas são evidentes, com uma pequena parte da população concentrando grande parte da riqueza e as camadas mais pobres da sociedade vivendo em condições precárias, seja no meio rural ou em favelas nas grandes cidades, como Délhi, na Índia. O luxo de Cingapura e de outras cidades asiáticas que estão entre as mais ricas do mundo é um dos símbolos da ascensão econômica da Ásia. CONHECIMENTOS 2828 a solução para o seu concurso! Editora Cingapura. https://oglobo.globo.com/boa-viagem/cingapura-a-cidade-mais-cara-do-mundo-pela-quinta-vez-consecutiva-22504585. Essa disparidade de renda entre os países da Ásia e também entre as classes sociais em nações como a Índia e a China proporciona a existência de um grande contraste de paisagens, principalmente nos centros urbanos, onde a riqueza e a po- breza convivem, muitas vezes, lado a lado. O modelo de desenvolvimento adotado por grandes cidades da Ásia, altamente adaptado à economia de mercado, faz desses grandes centros urbanos polos comerciais e financeiros do continente mais populoso do planeta. O luxo de cidades como Hong Kong, Cingapura e Xangai, entre outras, é um símbolo da riqueza acumulada pelos países asiáticos nas últimas décadas, mas os índices de desenvolvimento humano de muitos países deixam a desejar. Ásia: melhores e piores colocados no ranking global de IDH da ONU Favela de Dharavi. https://pt.wikipedia.org/wiki/Favela. CONHECIMENTOS 29 a solução para o seu concurso! Editora A favela de Dharavi, em Mumbai, é uma das muitas fave- las da Índia que não param de crescer. Em função do rápido processo de urbanização vivenciado pelos países da Ásia, o desafio de enfrentar a miséria e a pobreza passará certamente pela necessidade de criar mais oportunidades de emprego e educação e desenvolver pro- gramas de inclusão social, que visem à construção de novas habitações, entre outras medidas que devem ser adotadas pelos governantes. O Sudeste Asiático Atualmente esta região se coloca no cenário mundial como uma economia em desenvolvimento e, ao mesmotempo, com extremos contrastes sociais. Os países do Sudeste Asiático representam característi- cas naturais parecidas, além de várias desigualdades socio- econômicas. Ocupações Estrangeiras no Sudeste Asiático O Sudeste Asiático é uma região formada por países continentais localizados na Península da Indochina – Laos, Camboja, Vietnã, Tailândia e Mianmar – e por países insula- res – Cingapura, Malásia, Indonésia, Brunei, Filipinas e Timor Leste. A região é caracterizada por sua diversidade cultural e destaca-se por sua crescente força econômica na atualidade. Sua localização estratégica foi alvo de disputas armadas pelo poder de influência nos governos locais. Sudeste Asiático: político. http://www.mapas-asia.com/ sudeste-politico.htm. Por sua localização estratégica, entre os oceanos Pacífico e Índico, o Sudeste Asiático sofreu uma série de ocupações estrangeiras ao longo da História. Países europeus coloniza- ram seus territórios desde o século XVI. Uma segunda onda colonizadora ocorreu no século XIX. Após terem passado por um intenso processo de industrialização, as potências euro- peias partiram em busca de territórios fora de seu continente, a fim de criar novos mercados consumidores e fornecedores de matéria-prima. Esse processo ficou conhecido como neo- colonialismo e atingiu principalmente a África e a Ásia. Em meados do século XIX, os franceses haviam fundado a Indochina francesa (atualmente Laos, Camboja e Vietnã). Ao mesmo tempo, os britânicos se expandiram para o leste da Índia e dominaram a Birmânia (atual Mianmar), Cingapura e organizaram, na parte sul da região, uma faixa de pequenos protetorados. As Filipinas eram dominadas pelos espanhóis, mas passaram para as mãos dos EUA no final do século XIX. A Tailândia era a única região a permanecer como Estado independente no Sudeste Asiático, apesar de ameaçada por franceses e ingleses. Com as mudanças no jogo de poder mundial ocorridas após a Segunda Guerra Mundial, teve início o processo de descolonização do Sudeste Asiático. Marcado pela influência externa dos Estados Unidos e da União Soviética, as super- potências da época, esse processo fez que alguns países da região se tornassem socialistas e aliados da União Soviética. Foi o caso de Laos, Camboja e Vietnã. Na Birmânia, atual Mianmar, país que se tornou independente da Inglaterra em 1948, o socialismo foi usado como uma desculpa para a im- plantação de um regime ditatorial que perdura desde 1962, quando ocorrera no país um golpe de Estado liderado pelo militar Ne Win. Desde então, milhares de hindu-birmaneses e muçulma- nos deixaram o país com medo das perseguições políticas. Em 1978, cerca de 200 mil refugiados migraram rumo ao vizi- nho Bangladesh e outros milhares têm-se refugiado também na vizinha Tailândia. Sob o novo regime político, o país teve sua economia arrasada e, hoje, o atual Mianmar é um dos países mais pobres do Sudeste Asiático. Características Socioeconômicas do Sudeste Asiático Embora atualmente os países da região venham passan- do por uma intensificação do processo de urbanização, cer- ca de 70% dos habitantes vivem no campo. No entanto, o aumento das cidades não é acompanhado de planejamento territorial ou de políticas públicas voltadas para atender às de- mandas da crescente população urbana. Com isso, milhares de pessoas vivem sem acesso a saneamento básico, água tratada, eletricidade, entre tantos outros serviços básicos. Embora a indústria e a alta tecnologia se desenvolvam intensamente na região, o setor primário ainda é muito rele- vante no Sudeste Asiático e abarca mais da metade da popu- lação economicamente ativa. A agricultura e o extrativismo, portanto, representam um importante papel na economia e na vida das pessoas. Entre as atividades agrícolas desenvolvidas no Sudeste Asiático, o cultivo de arroz – ou rizicultura – é um dos desta- ques. Cerca de 28% da produção mundial de arroz é prove- niente dessa região e é a base da alimentação da população asiática. CONHECIMENTOS 3030 a solução para o seu concurso! Editora OCEANIA4 A Oceania foi o último continente a ser explorado pelos europeus, processo que se iniciou de fato a partir do final do século VXIII, capitaneado pelo Reino Unido. Os dois principais países desse continente são Nova Ze- lândia e Austrália. Destaques Geográficos da Oceania A Oceania é um continente composto por milhares de ilhas situadas entre os oceanos Índico e Pacífico. Entre essas ilhas estão a Austrália, a maior delas, que possui extensão conti- nental; a Nova Zelândia; Papua-Nova Guiné; e as que com- põem a Melanésia, a Micronésia e a Polinésia. Observe o mapa. http://www.geomapas.com.br/nossos-produtos/ref.217-07-oceania- -politico-217-esc.07.html. Trata-se do menor continente do mundo, uma vez que sua área comporta aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Além disso, apresenta baixa densidade demográ- fica, com população absoluta de cerca de 37 milhões de habi- tantes, o que a posiciona como o segundo continente menos populoso do mundo, perdendo apenas para a Antártida. A denominação de novíssimo continente foi dada pelo ex- plorador inglês James Cook no século XVIII, devido ao fato de até então essa ter sido uma região pouco explorada e conhecida pelos europeus. Nesse período, Cook comandou expedições de exploração e mapeamento de grande parte da região, reivindicando-a para o Reino Unido, que dela se apropriou. Por isso, muitas bandeiras de países da Oceania possuem a bandeira do Reino Unido em suas composições. Com exceção da Antártida, esse foi o último continente explo- rado pelos europeus. Apesar de sua enorme quantidade de ilhas, ao todo a Oceania possui apenas quatorze Estados independentes. Enquanto algumas delas integram esses Estados, a maioria 4 FURQUIM Junior, Laercio. Geografia cidadã. 1ª edição. São Paulo: Editora AJS, 2015. ainda é de possessão europeia ou estadunidense. A França, por exemplo, possui parte do território da Polinésia, conheci- da como Polinésia Francesa e que engloba ilhas como Taiti e Bora-Bora. A Nova Caledônia, arquipélago situado a leste da Austrália, na Melanésia, também é um território francês. Devido à sua localização, na qual a maior parte de seu território situa-se na zona climática intertropical, entre os tró- picos de Câncer e Capricórnio, as ilhas do continente ten- dem a apresentar um clima quente e, por isso, atraem grande quantidade de turistas que buscam lazer em suas praias pa- radisíacas, como retrata a imagem abaixo. Ilha de Bora Bora, na Polinésia Francesa. https://www.tripadvisor.com.br/Tourism-g311415-Bora_Bora_Socie- ty_Islands-Vacations.html. Porém, a Nova Zelândia e a porção sul da Austrália lo- calizam-se em latitudes acima do Trópico de Capricórnio, fa- zendo que o clima subtropical temperado, com temperaturas mais amenas, estejam presentes no continente. Por ter grande parte do seu território situado em uma re- gião de borda de placa tectônica, a Oceania apresenta ativi- dades sísmicas e vulcânicas intensas, o que levou à forma- ção de muitas das ilhas locais. Por isso, o continente possui um grande número de vulcões e também está mais sujeito a terremotos. A Nova Zelândia A Nova Zelândia é um país independente desde 1907, quando ganhou autonomia política em relação ao Reino Uni- do. Seu território é composto por diversas ilhas. No norte e no sul do país se localizam as duas maiores massas de terra neozelandesas. Observe o mapa a seguir. CONHECIMENTOS 31 a solução para o seu concurso! Editora https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2012/09/ nova-zelandia.gif. A localização da Nova Zelândia impõe certo grau de iso- lamento em relação aos países vizinhos. A distância entre sua capital, Wellington, e Camberra, capital da Austrália, por exemplo, é de aproximadamente 2.320 quilômetros. Apesar de seu território ter sido mais amplamente explora- do por James Cook no ano de 1769 e os britânicos terem se apropriado da região, foiapenas a partir de 1840 que ela foi formalmente declarada como colônia inglesa. Mesmo assim, ao longo desses mais de setenta anos, a região passou a receber exploradores e comerciantes europeus, bem como alguns estrangeiros que foram forçados a migrar para lá, so- bretudo presos britânicos. Assim como ocorreu em outras regiões colonizadas, a área onde hoje se constitui o território da Nova Zelândia já era habitada quando chegaram os primeiros europeus. As populações indígenas locais são conhecidas como maoris e povoaram a região há mais de mil anos, provavelmente vin- das da Polinésia. A partir do final do século XVIII e do início do XIX inten- sificou-se o contato dos maoris com europeus, por meio da chegada de exploradores, baleeiros, degredados e também missionários cristãos. Esse contato teve como consequência a grande diminuição da população maori. Além dos conflitos intertribais e da transmissão de doenças, os maoris se en- volveram em uma série de conflitos por terra com coloniza- dores britânicos ao longo do século XIX. Da mesma forma, a chegada de missionários católicos e protestantes fez que grande parte da população remanescente se tornasse cristã, abandonando suas religiões tradicionais. Atualmente, os maoris representam cerca de 14% da po- pulação neozelandesa. Por isso, apesar do quase extermínio e dos impactos culturais ocorridos ao longo do século XIX, a sua cultura ainda está presente de diferentes formas no país – seja por meio de seu idioma, como também de sua arte e de suas tradições e lendas. O fluxo migratório de ingleses em direção à Nova Zelân- dia se intensificou a partir de 1840, quando foi formalizada a colonização do Reino Unido na região. Com as sucessivas levas migratórias de europeus e o extermínio de grande parte da população maori, a população branca se tornou maioria na Nova Zelândia. Dados de 2013 estimavam que, naquele ano, 71,2% dos mais de 4,5 milhões de neozelandeses eram de origem europeia. Enquanto isso, além dos maoris, que re- presentam o segundo maior grupo étnico local, há também um expressivo grupo de habitantes de origem asiática, que compõem 11,3% dos moradores na Nova Zelândia. Atividades Econômicas Desde os tempos coloniais, a agricultura e a pecuária ti- veram importância na economia neozelandesa. Ao longo do século XX o país se consolidou como um grande produtor e exportador mundial de carne, sobretudo de ovelha – que tam- bém possibilita a produção de lã. O país é o segundo maior exportador de lã do mundo, atrás apenas da Austrália. A pecuária possibilitou à Nova Zelândia o desenvolvimen- to de uma importante indústria de laticínios. O principal produ- to da pauta de exportação neozelandesa é o leite concentra- do, que em 2012 representou 15% das exportações do país e gerou uma receita superior a 5 bilhões de dólares. Além disso, destacam-se as exportações de manteiga e queijo, que ocuparam, respectivamente, o terceiro e o sétimo lugar das exportações do país nesse mesmo ano. O setor primário também está presente em grande esca- la na economia local por meio da extração e exportação de madeira – que ocupou a quarta colocação no ranking de ex- portações do país em 2012. Os principais destinos das expor- tações neozelandesas são a Austrália, a China, os Estados Unidos e o Japão. As atividades industriais que mais se destacam estão li- gadas à construção civil e às atividades primarias, como a pesca industrial, a atividade madeireira, a transformação de minérios, a manufatura, a produção de vinho, além das indús- trias associadas à agropecuária, como a de laticínios, a de lã e a de frigoríficos. O turismo possui relevante participação na economia ne- ozelandesa. Devido à sua riqueza natural, a Nova Zelândia costuma atrair um grande número de turistas estrangeiros to- dos os anos. Em 2014, o país recebeu aproximadamente 2,8 milhões de turistas, quase a metade proveniente da Austrá- lia. Entre as atrações turísticas locais, chamam a atenção as atraentes passagens que envolvem diversos picos e monta- nhas que se encontram na cordilheira conhecida como Alpes do Sul, localizada na ilha do Sul, com destaque para o Monte Cook/Araoki, como também as belas praias, os cânions, os vulcões e os fiordes, entradas de mar entre montes rochosos, localizados no país. Observe a imagem. CONHECIMENTOS 3232 a solução para o seu concurso! Editora http://www.seviagens.com.br/paises.php?pais=165. Austrália A Austrália é o maior país em área e população da Oceania. Em sua área territorial de 7.692.024 quilômetros, possuía em 2015 aproximadamente 24 milhões de habitantes. Também apresenta o maior grau de desenvolvimento socioeconômico do continente. Em 2013 teve o segundo maior IDH e registrou o décimo segundo maior PIB do mundo. Mesmo assim, o território australiano é um dos menos povoados do planeta, com densidade demográfica de 3,2 habitantes por quilômetro quadrado, devido ao fato de que a maior parte do país é ocupada por desertos e savanas, além de possuir vastas áreas com solo pouco rico e um clima seco. Assim como no caso da Nova Zelândia, no início do povoamento europeu, a Austrália transformou-se em uma colônia pe- nal. A partir da segunda metade do século XIX, a imigração europeia se intensificou na região, motivada em primeira instância, pela descoberta de ouro em terras australianas. Após a Segunda Guerra Mundial, os sucessivos governos passaram a estimular a imigração de trabalhadores estrangeiros qualificados, visando suprir a carência de mão de obra especializada devido à pequena população, o que ainda ocorre nos dias de hoje. Em 2014, o Departamento de imigração australiano divulgou formalmente quais eram as profissões em deman- da no país. Com isso, o Estado australiano incentiva profissionais do mundo todo a se candidatarem à obtenção do visto de residência e, com isso, pode selecionar aqueles que possuem o perfil profissional desejado. Clima e Agricultura Apesar de o país contar com modernas técnicas de irrigação, que possibilitam o aumento da produtividade, a agricultura é responsável por menos de 5% do PIB local. A maior parte do território australiano é composta por zonas áridas. Por isso, a prática da agricultura acaba sendo limitada às regiões litorâneas do país, sobretudo no leste, onde as condições são mais propícias. Observe o mapa abaixo. Zonas climáticas da Austrália http://www.bom.gov.au/iwk/climate_zones/map_1.shtml. CONHECIMENTOS 33 a solução para o seu concurso! Editora Entre os principais produtos agrícolas cultivados na Aus- trália, é possível destacar: algodão, trigo, cevada, cana-de- -açúcar e frutas de clima temperado, como ameixa, pêssego, maçã, cereja, blueberry e uva. A indústria de alimentos e bebidas também está entre as principais atividades econômicas na Austrália. Pode-se desta- car a produção de vinho, uma vez que o país é o quarto maior exportador do mundo dessa bebida. A produção de cana-de-açúcar se concentra no litoral nor- deste do país, onde o clima tropical favorece o seu cultivo. Na região leste predomina a produção de algodão e mais ao sul a de trigo, respectivamente segundo e primeiro produtos agrícolas mais exportados pela Austrália em 2012. Pecuária e Minérios A Austrália possui o maior rebanho de ovelhas do mundo e é o maior produtor e exportador mundial de lã. É um grande criador de gado, tendo ocupado o segundo lugar na exporta- ção mundial de carne bovina congelada em 2012, atrás ape- nas do Brasil. A Austrália possui importantes reservas de recursos mine- rais, fazendo que sua extração e a indústria de transformação estejam muito presentes na economia local. Por isso, o país possui uma importante indústria de base. Os principais pro- dutos exportados são recursos minerais em estado bruto ou transformados, como ferro, carvão, petróleo, zinco e manga- nês. A Austrália também é o principal exportador mundial de sal. Além da transformação de minérios, a economia austra- liana também apresenta uma importanteindústria química e de máquinas e equipamentos. O setor industrial é responsável por um pouco menos de 30% do PIB local e os principais polos concentram-se nas regiões metropolitanas das maiores cidades, como Sidney, Melbourne, Adelaide, Newcastle e Perth. Contudo, a maior parte do PIB australiano, entre 60% e 70%, provém do setor de serviços. Isso ocorre em função do grande número de turistas que o país recebe anualmen- te, como também devido à diversidade e à modernidade dos serviços oferecidos em suas cidades, que envolvem os seto- res de comércio, telecomunicações e gastronomia. Esta, por sinal, é favorecida pela abundância de recursos pesqueiros no extenso litoral do país e pela grande diversidade cultural que a imigração proporcionou, estimulando o surgimento de grandes polos gastronômicos em cidades como Melbourne e Sidney. Também merece ser destacada a presença do setor finan- ceiro no país. A Bolsa de Valores de Sidney é a principal da Oceania e está entre as mais importantes do mundo. DA GEOPOLÍTICA: ORGANISMOS INTERNACIONAIS, TEN- SÕES E CONFLITOS, POTÊNCIAS GLOBAIS, ACORDOS SU- PRANACIONAIS, BLOCOS ECONÔMICOS, ENTRE OUTROS. A geopolítica refere-se às relações territoriais e econômicas envolvendo os países no plano internacional. Dentro deste contexto vamos estudar os itens abaixo: — O espaço como produto do ser humano A geografia estuda o espaço geográfico, podemos dizer que espaço geográfico é o espaço natural modificado pelo trabalho do homem. Neste contexto percebemos que a sociedade interage com este espaço, desta forma o ser-humano modifica e constrói o espaço geográfico. — Elementos que constituem o espaço geográfico Paisagem: Em geografia a definição de paisagem é tudo que está ao alcance dos olhos seja algo natural ou construído. Sociedade: são os seres humanos com suas interações que continuamente estamos modificando e construindo paisagens. Em linhas gerais o espaço geográfico é produto da ação humana. — Capitalismo Capitalismo é um sistema econômico, isto é, determina como a sociedade se organiza (economicamente, socialmente e culturalmente). Surgiu entre os séculos XIV e XV como substituição do Feudalismo. O capitalismo não é um sistema homogêneo, ele possui particularidades específicas de acordo com o contexto, mas existem princípios imutáveis, tais como: – Propriedade privada dos meios de produção; – Economia de mercado; – Sociedade dividida em classes sociais; – Objetivo do lucro. Desenvolvimento e subdesenvolvimento Temos no mundo os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos Caraterísticas dos países desenvolvidos – Elevado nível de desenvolvimento econômico; – Baixo índice de analfabetismo; – Boa qualidade de vida; – Elevada renda per capita; – Baixa mortalidade infantil; – Elevada expectativa de vida. Características dos países subdesenvolvidos – Países pobres; – Baixa expectativa de vida; – Alta mortalidade infantil; – Baixa renda per-capita; – Elevado índice de analfabetismo; – Forte dependência econômica. CONHECIMENTOS 3434 a solução para o seu concurso! Editora Economia do pós-guerra A segunda guerra foi o maior conflito registrado na história do planeta e resultou em inúmeras mudanças estruturais nos países e consequentemente afetando várias áreas, sobretudo a econômica, como veremos a seguir: Consequências da segunda guerra – Enfraquecimento econômico da França e Reino Unido e outros países europeus; – Redução do poder colonial de países europeus; – Surgimento do mundo bipolar (capitalismo (EUA) e socialismo (URSS). (Guerra Fria); – Surgimento de novos mercados consumidores. Após a Segunda Guerra e com a queda do Muro de Berlim, ocorreu a expansão do capitalismo de forma global, segundo o quadro abaixo: — O Brasil, a Nova Ordem Mundial, a Globalização, o Mercosul A Nova Ordem Mundial é uma nova configuração geopolítica do mundo após a Guerra Fria. Dentro desse contexto o mundo foi divido em dois blocos conforme a figura abaixo: — O comércio internacional A globalização da economia ampliou a circulação mundial de diversos tipos de fluxos: mercadorias, capitais, informações e pessoas. O Fluxo do comércio internacional parte da China (líder no comércio) seguido de países como EUA, Inglaterra, Alemanha e França. A América Latina destaca-se pela exportação agropecuária, a Rússia abastece o mercado com gás natural, o Oriente Médio com petróleo e a África com riquezas minerais. CONHECIMENTOS 35 a solução para o seu concurso! Editora Neste cenário a tecnologia é um diferencial no aumento das exportações. — O Mercosul O Mercosul é um bloco de integração regional político-jurídica, que surgiu no final da década de 80 visando a reaproximação dos países da América Latina no contexto de uma expansão mercadológica. Inicialmente tínhamos os países fundadores que são: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Venezuela aderiu ao bloco em 2012, mas encontra-se atualmente suspensa, por descumprimento de cláusulas de adesão. Os demais países sul-americanos estão vinculados como Estados Associados. A Bolívia ainda está em processo de adesão. A Criação do MERCOSUL visou à ampliação dos mercados nacionais de cada país visando a aceleração do desenvolvimento econômico. Objetivos do MERCOSUL – Melhor aproveitamento dos recursos disponíveis; – Preservação do meio ambiente; – Melhora das interconexões; – Regulação de políticas macroeconômicas. — A economia mundial e do Brasil Podemos dividir a economia do Brasil da seguinte forma: – Ciclo do pau Brasil; – Ciclo da cana de açúcar; – Ciclo do Ouro; – Ciclo do Café. Principais atividades econômicas do Brasil atualmente Região Sudeste – Fábricas e conglomerados industriais (SP); – Indústria petrolífera , centros comerciais e industriais (RJ); – Recursos Minerais e centros industriais (MG). Região Sul – Criação de Suínos e aves; – agricultura, uva e grãos; – Complexos industriais (RS). Região Nordeste – Turismo; – Centros comerciais; – Produção de petróleo; – Produção de sal marinho; – Centros comerciais e industriais. Região Centro-Oeste – Pecuária – Centros industriais e Agroindustriais (Anápolis, Aparecida de Goiânia, Gôiania) Região Norte – Polo Industrial (atividades como comercial, agropecuária); – Atividades comercial, agropecuária e industriais. Estatísticas da economia do Brasil O PIB do Brasil em 2021, por exemplo, foi de R$ 8,7 trilhões. No último trimestre divulgado (1º trimestre de 2022), o valor foi de R$ 2249,2 bilhões. Veja uma tabela com o PIB das Unidades da Federação brasileiras. Unidades da Federação PIB em 2019 (1.000.000 R$ ) Acre 15.638 Alagoas 58.964 Amapá 17.497 Amazonas 188.181 Bahia 293.241 Ceará 163.575 Distrito Federal 273.614 Espírito Santo 137.346 Goiás 288.672 Maranhão 97.348 Mato Grosso 142.122 Mato Grosso do Sul 186.943 Minas Gerais 651.873 Paraná 466.377 Paraíba 67.986 Pará 178.377 Pernambuco 197.853 Piauí 52.781 Rio de Janeiro 779.928 Rio Grande do Norte 71.337 Rio Grande do Sul 482.464 Rondônia 47.991 Santa Catarina 323.264 Sergipe 44.689 São Paulo 2.348.338 Tocantins 39.356 O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla contagem. Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão. A economia mundial Período Fases Característica 1450-1850 Primeira Expansionismo mercantilista 1850-1950 Segunda Industrial-imperialista- colonialista 1950-1989 Terceira Descolonização –Guerra Fria – Reestruturação Produtiva Pós 1989 Globalização Declínio do Estado-Nação- Reestruturação do sistema Estatal CONHECIMENTOS 3636 a solução para o seu concurso! Editora Primeira Fase A primeira fase do expansionismo mercantilista é a fase das grandes navegações e dos grandes impérios que comercializavam especiarias, grandes portos para fluxos internacionais e demais colonizações importantes. Segunda Fase A segunda fase se deu pela 1ª e 2ªrevoluções industriais, segundo as características dos quadros mostrados no quadro abaixo: Quadro da 1ª Revolução Industrial MATERIAL Máquina de fiar, tear mecânico, máquina de vapor, ferrovia, descaroçador de algodão ORGANIZACIONAL Produção fabril, trabalho assalariado TRABALHO Semi-artesanal, qualificado, “poroso”, pesado, insalubre VOLUME DE INVESTIMENTOS Baixo RELAÇÃO INTEREMPRESAS Livre concorrência ESCALA Local, nacional, interncional DOUTRINA Liberalismo (Adam Smith, David Ricardo) PRODUTIVIDADE Grande elevação PRODUÇÃO Desencadeou ciclo de crescimento CONSUMO Grande expansão EMPREGO Forte expansão principalmente na indústria REAÇÃO DOS TRABALHADORES Perplexidade, quebra de máquinas, cooperativismo, primeiros sindicatos Quadro da 2ª Revolução Industrial MATERIAL Eletricidade, aço, eletromecânica, motor a explosão, petróleo, petroquímica ORGANIZACIONAL Produção em série, linha de montagem, rigidez, especialização, separação gerência-execução TRABALHO Especializado, fragmentado, não-qualificado, intenso, rotineiro, insalubre, hierarquizado VOLUME DE INVESTIMENTOS Alto RELAÇÃO INTEREMPRESAS Monopólio, forte verticalização ESCALA Nacional, internacional DOUTRINA Liberalismo até 1930; Keynesianismo pós-1930 PRODUTIVIDADE Grande elevação PRODUÇÃO Desencadeou ciclo de crescimento CONSUMO Grande expansão EMPREGO Forte expansão principalmente na grande indústria REAÇÃO DOS TRABALHADORES Perplexidade, reforço dos sindicatos, conquistas sociais (salários, previdência, jornada de trabalho, contrato coletivo) Terceira Fase CARRO-CHEFE Indústria automobilística e eletroeletrônica MATERIAL Informática, máquinas CNC- Controle Numérico Computadorizado, robôs, sistemas integrados, telecomunicações, novos materiais, biotecnologia ORGANIZACIONAL Produção flexível, ilha de produção, “just in time”, qualidade total, integração gerência-execução TRABALHO Polivalente, integrado, em equipe, intensíssimo, flexível, estressante, menos hierarquia VOLUME DE INVESTIMENTOS Altíssimo RELAÇÃO INTEREMPRESAS Monopólio, forte horizontalização (terceirização), formação de megablocos comerciais ESCALA Internacional, global DOUTRINA Neoliberalismo (Thatcher, Reagan) PRODUTIVIDADE Grande navegação em ritmo vertiginoso PRODUÇÃO Não desencadeou ciclo de crescimento CONSUMO Tendência à estagnação EMPREGO Forte retração principalmente na indústria, trabalho parcial, precário, informal REAÇÃO DOS TRABALHADORES (até o momento) Perplexidade, dessindicalização, fragmentação, tendência à “parceria” assumida ou conflitiva CONHECIMENTOS 37 a solução para o seu concurso! Editora — O problema dívida externa A origem da dívida externa vem da independência do Brasil, mas nos anos da ditadura que ela se elevou muito, depois dos governos FHC e LULA a dívida se estabilizou. A dívida externa contraída pelo Brasil corresponde a valores de credores internacionais. Esses valores tomados emprestados são fruto de má gestão, na qual os impostos arrecadados não conseguiram suprir as despesas públicas. Desta forma o governo lança mão de credores internacionais A dívida externa também é um indicador de confiança perante a comunidade internacional, sendo paga em dólar, o que fragiliza muito a economia visto a desvalorização da moeda local. Vamos analisar a figura abaixo para ver alguns valores: — Energia e transporte A energia e transporte são fundamentais para o fluxo de informações diante da econômica moderna, as práticas humanas de modificaram e com a evolução do capitalismo. Abaixo vamos listar características sobre a energia e transporte atualmente: – Interdependência entre os sistemas de transporte; – Globalização; – A transformação do espaço geográfico; – Evolução do capitalismo; – Tecnologias, funções e formas aplicadas; – Evoluções dos meios de energia. Evolução dos transportes, segundo a lista abaixo: – Transportes marítimos – Invensão da máquina a vapor – Desenvolvimento rodoviário e transporte aéreo. Hoje temos uma divisão internacional do trabalho, pois termos meios de transportes eficazes e rápidos. Outro item importante é a tecnologia da informação agilizando a comunicação através de e-mails, mensagens, reuniões agilizando os processos de forma geral. — A agropecuária A economia globalizada fez com que o fluxo de exportações atingisse um âmbito mundial. Os bens e serviços de forma geral transitam entre os países de forma facilitada. Este cenário também atinge a agropecuária que atua em diversos países do globo. Os efeitos da globalização atingiram indústrias fazendo com que os grandes exportadores mecanizarem seu agronegócio atingindo assim um grande fluxo de exportações. A América Latina destaca-se no cenário internacional no segmento do agronegócio. A tecnologia é uma grande diferencial do agronegócio, mecanizando e informando o segmento. — O comércio O comércio é essencialmente troca, troca econômica, compra e venda de bens, serviços e/ou valores por outros bens, serviços e/ou valores, intermediada hoje em dia, em sua quase totalidade, pela moeda ou documento que a represente. Atualmente o comércio também é atingido pelo processo de globalização onde os a maioria dos produtos advém da China e a minoria de outros países. A dispersão espacial da indústria fez com que os produtos sejam produzidos em lugares mais econômicos fazendo com que o comerciante adquira produtos mais baratos podendo assim praticar preços mais variados e menores. O início do comércio no BRASIL se deu com as grandes navegações onde se vendiam e levavam matérias primas para Inglaterra, França e Portugal. — A Indústria Com o fenômeno da globalização as empresas expandiram seus mercados, atuando, portanto, em diversos países, expandindo seus mercados consumidores além do seu país origem. Países como China, México entre outros receberam indústrias com incentivos fiscais e mão de obra barata, além de estarem perto das matérias primas. Devido a este processo o preço final de seus produtos caiu daí então temos as indústrias transacionais. Por exemplo: Um veículo no Brasil é fruto de várias peças produzidas em outros países. Este veículo é montado e vendido no Brasil. — Os serviços Serviço é uma atividade humana e nesse conjunto temos os serviços básicos e os serviços especializados. Em um mundo globalizado os serviços estão cada vez mais estão especializados, pois temos tecnologias diversas na sociedade, além dos serviços básicos e essenciais. Tipos de serviço – Públicos; – Profissionais Liberais; – Produção tecnológica. — As relações de trabalho As relações de trabalho foram se modificando ao longo da história devido a fatores sociológicos, econômicos, etc. Sendo assim vamos avaliar em linhas gerais as relações de trabalho no decorrer da história: CONHECIMENTOS 3838 a solução para o seu concurso! Editora 1ª Revolução Industrial - Máquina de fiar - Tear mecânico - Máquina a vapor - Ferrovia - Descaroçador de algodão - Produção Fabril - Trabalho assalariado 2ª Revolução Industrial - Eletricidade, aço, eletromecânica, motor a explosão, petróleo, petroquímica - Produção em série - Linha de Montagem - Rigidez - Especialização - Separação Gerencia-execução-in - Especialização - Fragmentação - Trabalho não qualificado - Trabalho intenso, rotineiro e insalubre - Trabalho hierarquizado 3ª Revolução Industrial - Industria automobilista e eletrônica - Informática, máquinas CNC, computador, robôs, -Sistemas integrados, telecomunicações - Biotecnologia - Produção Flexível - Just in time - Qualidade total - Integração gerencia-execução - Trabalho polivalente, integrado - Trabalho em equipe, intense - Trabalho estressante, flexível - Menos Hierarquia — As desigualdades sociais e a explora humana. (*) A desigualdade social é um aspecto presente em todas as sociedades é também conhecida como desigualdade econômica. Ao longo da história de acordo com o contexto da sociedadeda época, surgiram as diversas classes. As classes sociais As classes sociais demonstram a desigualdade da sociedade, essas desigualdades estabelecem privilégios, vantagens e desvantagens. Podemos resumir as classes sociais em: - Alta - Baixa - Média Vamos ver no quadro abaixo três momentos da história, que se estabelece classes sociais com suas desigualdades: 1ª Revolução Industrial – Criação de máquinas – Criação de Ferrovias – Trabalhadores 2ª Revolução Industrial – Advento da eletricidade, petróleo e motor. – Produção em série – Trabalhadores – Trabalho com hierarquia. – Separação entre a gerência e a execução 3ª Revolução Industrial – Indústria automobilista e eletrônica – Informática, máquinas CNC, computador, robôs. – Sistemas integrados, telecomunicações. – Trabalhadores, empresários, etc.. — A revolução técnico-científica A revolução técnico-cientifica está vinculada ao desenvolvimento da informática, biotecnologia, robótica, telecomunicações, genética, cibernética, etc. – Século XVI Copérnico, disse que a terra se move ao redor do sol; – Século XVII mecânica de Newton, que deu explicações perfeitas para fenômenos físicos comuns; – Século XVIII Invenção de máquinas e máquinas a vapor, que trouxe a vida mecanizada; – Século XIV A teoria da evolução, que apresentou uma explicação da origem humana Invenção de geradores e motores elétricos, que levou à eletrificação da sociedade humana; – Século XX Nascimento da teoria da relatividade e da teoria quântica, que nos deu as novas ideias sobre o mundo; – Século XXI Regeneração Humana: quatro formas de seres humanos Viagem Espacial. DA GLOBALIZAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NA ECONOMIA, SO- CIEDADE, CULTURA, POLÍTICA E NO MEIO AMBIENTE. — O que é Globalização Globalização é o fenômeno de integração do espaço geográfico através dos avanços tecnológicos inseridos nos meios de comunica- ção, economia e transporte que, após a Terceira Revolução Indus- trial, se modernizaram rapidamente, promovendo uma aceleração nos processos de transporte de mercadorias, pessoas, informações e capitais entre os países do mundo todo. No entanto, esse processo ocorre em diferentes escalas e tem consequências distintas em diferentes países, sendo os países ricos os principais beneficiários da globalização porque estão ampliando seus mercados de consumo por meio de suas corporações transna- cionais. — Tipos de globalização • Globalização Econômica: processo de integração da econo- mia, num contexto de capitalismo financeiro. Sua principal carac- terística é a presença de muitas empresas multinacionais por todo o planeta e a padronização dos meios de produção. Os países de- senvolvidos levam filiais de grandes empresas em países subdesen- volvidos, o que além de manter as matrizes nos países de primei- CONHECIMENTOS 39 a solução para o seu concurso! Editora ro mundo, expande o mercado consumidor dos países de terceiro mundo. • Globalização Cultural: A globalização permitiu conexões rá- pidas entre diferentes partes do planeta, mesmo as mais distintas. De certa forma, também interveio e potencializou a proliferação de tradições e tendências cotidianas em diferentes lugares. Nisso, cul- turas do mundo todo se mesclam entre si, compartilhando aspectos como a culinária, vestimenta, música e até crenças religiosas e valo- res morais. Um exemplo é a influência da cultura norte-americana nas músicas atuais do pop brasileiro. — Cultura mundial Por conta da globalização, os sistemas de comunicação, trans- porte e informação se ampliaram e ficaram cada vez mais rápidos. A internet, o maior meio de comunicação que temos hoje em dia, permite que informações sejam passadas de um lado do planeta a outro de forma instantânea. Isso facilitou a transmissão de valores culturais, de forma que diferentes culturas interagem entre si. Mui- tos dizem que a globalização pode causar uma hegemonização de culturas, padronizando o modo de vida e as ações dos indivíduos a partir de uma referência dominante, tornando o sistema subjugado dos valores locais e tradicionais. A velha e a nova divisão do trabalho A velha divisão do trabalho pode ser dividida em 2 fases, con- forme o quadro abaixo: Capitalismo Comercial (Séculos XV XVI) Colônias Metrópoles Extração de produtos primários, trabalho escravo e especiarias Produção e exportação de produtos manufaturados Capitalismo Industrial (Séculos XVII, XVIII e IX) Colônias e ou países subdesenvolvidos Metrópoles e ou países desenvolvidos Fornecimento de matérias primas e produtos primários (agrícolas e minerais) Transformação da matéria prima em produtos industrializados A nova divisão do trabalho A nova divisão do trabalho é resumida em 2 fases, segundo o quadro abaixo: Capitalismo financeiro (Século XX em diante) Países subdesenvolvidos Países desenvolvidos Produtos industrializados e matérias primas Produtos Industrializados, alta tecnologia e investimento Revolução Técnico-Científica-Informacional Países emergentes Países desenvolvidos Grandes exportados de recursos naturais e matérias primas, altamente consumidores de Internet, grandes multinacionais, etc... Atuantes na globalização mundial Alta tecnologia Informacional Formação dos grandes mercados mundiais O cenário atual globalizado, no qual a tecnologia é aplicada intensamente, e a evolução no sistema financeiro fortaleceram a divisão internacional do trabalho. Desta forma surgiram vários mercados mundiais espalhados pelo mundo, onde existem consumidores diversos. Também temos as multinacionais dominantes da tecnologia, com diversos centros de produção espalhados pelo Mundo. Globalização e seus problemas Apesar da globalização, oferecer inúmeras vantagens como as tecnologias que aproximam as pessoas, o acesso a mercadorias, o acesso à informação, o acesso a diversas tecnologias, o aumento da produção, gera vários problemas, conforme abaixo: — Desigualdade social; — Perda da Identidade Cultural (Influência Internacional); — Concentração de riqueza nos países ricos; — Instabilidade financeira mundial; — Problemas com o meio ambiente. Inúmeras vantagens vieram principalmente com o advento da Internet, mas em contrapartida essa voracidade das informações e esse dinamismo temporal imposto trouxeram vários problemas para o mundo. DAS DESIGUALDADES NOS TERRITÓRIOS: ASPECTOS SO- CIAIS, POLÍTICOS, ECONÔMICOS, CULTURAIS E AMBIEN- TAIS, INCLUINDO OS PROCESSOS DE SEGREGAÇÃO E EX- CLUSÃO, OS MOVIMENTOS URBANOS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS . A geografia das desigualdades nos territórios abrange uma sé- rie de aspectos sociais, tais como: políticos, econômicos, culturais e ambientais. Essas, influenciam a distribuição desigual de recur- sos, oportunidades e poder entre as diferentes áreas geográficas. São essas desigualdades, o resultado de processos complexos que envolvem segregação e exclusão, movimentos urbanos e políticas públicas. Desigualdades sociais Elas se manifestam de diversas maneiras nos territórios. Essa distribuição desigual de renda, de acesso a serviços básicos, como: a saúde, a educação, e as oportunidades de trabalho, por exemplo, são desigualdades sociais que podem ser observadas em diferentes regiões do país e do mundo. Além disso, fatores como: etnia, gênero e idade também influenciam as disparidades sociais nos territórios. Contexto político As desigualdades podem estar relacionadas também, ao aces- so diferenciado aos processos de tomada de decisão e participação CONHECIMENTOS 4040 a solução para o seu concurso! Editora política. Alguns grupos sociais podem ser marginalizados ou exclu- ídos dos espaços de poder, o que ampliará as desigualdades políti- cas. A falta de influência e representatividade desses grupos pode agravar as disparidades sociais e econômicas existentes. Desigualdades econômicas São visíveis nos territórios através da concentração de recur- sos, investimentos e atividades econômicas em determinadas áre- as, enquantoem outras regiões, se enfrenta carências e a falta de oportunidades econômicas. Exemplos de desigualdades econômi- cas que podem ocorrer entre diferentes territórios: a falta de infra- estrutura, a escassez de empregos e a precariedade das condições de trabalho. Desigualdades culturais Elas estão relacionadas à diversidade cultural e à valorização das diferentes manifestações culturais em um determinado terri- tório. Certos grupos, como: étnicos, religiosos ou linguísticos, por exemplo, podem enfrentar: discriminação, estigmatização e a ex- clusão, resultando nessas desigualdades culturais. A promoção da diversidade cultural e do respeito às identidades étnicas e culturais é fundamental para combater esse tipo de desigualdade. Desigualdades ambientais Elas são observadas em determinados territórios através da distribuição desigual de recursos naturais, dos impactos ambientais negativos concentrados em determinadas áreas e da falta de acesso a serviços ambientais de qualidade. Comunidades vulneráveis po- dem estar mais expostas a riscos ambientais, como: a poluição, os desastres naturais e a falta de acesso à água potável, acentuando assim, as desigualdades socioambientais. Processos de segregação e exclusão São esses processos que desempenham um papel importante nas desigualdades nos territórios. A segregação espacial, por exem- plo, ocorre quando grupos sociais são separados geograficamente, resultando na formação de áreas de exclusão e guetos. Essa segre- gação então, pode estar relacionada a fatores socioeconômicos, étnicos ou culturais. A exclusão social, por sua vez, envolverá a ne- gação de direitos e oportunidades a certos grupos sociais, intensifi- cando assim, as desigualdades. Movimentos urbanos São expressões da luta por direitos e por melhores condições de vida nas cidades. Movimentos como: as ocupações de terra, as reivindicações por moradia digna e os protestos por políticas públi- cas mais inclusivas buscam assim, enfrentar as desigualdades urba- nas e promover a justiça social nos territórios. Políticas públicas Elas desempenham um papel essencial na redução das desi- gualdades nos territórios. Por meio de ações governamentais, por exemplo, será possível promover a equidade, garantir o acesso igualitário a serviços básicos, como: saúde e educação, fomentar o desenvolvimento econômico em áreas desfavorecidas e promover a inclusão social. Entretanto, é importante que essas políticas sejam abrangentes, efetivas e voltadas para a superação das desigualda- des estruturais presentes nos territórios. Em suma, todas desigualdades nos territórios abrangem aspec- tos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais. A aten- ção e compreensão dessas desigualdades é essencial para o pla- nejamento e a implementação de políticas públicas mais justas e inclusivas, visando sempre à promoção da equidade e o combate às disparidades entre os diferentes territórios. DAS REDES DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTES: RELA- ÇÕES COM OS FLUXOS MATERIAIS (OBJETOS, MERCADO- RIAS, PESSOAS) E IMATERIAIS (DADOS, INFORMAÇÃO, CO- MUNICAÇÃO) EM DIFERENTES ESCALAS GEOGRÁFICAS As redes de comunicação e transportes desempenham um papel essenciais nas relações de fluxos materiais e imateriais em diferentes escalas geográficas. São essas redes as responsáveis por: a conexão das pessoas, as mercadorias, os objetos, os dados e infor- mações, permitindo assim, a circulação e intercâmbio de recursos e conhecimentos. Redes de transporte Primeiramente, são as responsáveis por viabilizar a movimen- tação de mercadorias, das pessoas e dos objetos físicos. Elas podem ser compostas por diferentes modais, tais como: o rodoviário, o fer- roviário, o aéreo, o marítimo e o fluvial. Essas redes conectam as re- giões, os países e os continentes, possibilitando assim, o comércio, a indústria e a circulação de bens de consumo. A infraestrutura de transporte, tais como: as estradas, as ferrovias, os portos e os ae- roportos, desempenham, portanto, um papel crucial na eficiência e na integração das redes. Redes de comunicação São responsáveis pelo fluxo de dados, das informações e da comunicação em escala global. A evolução tecnológica e a dissemi- nação da internet têm sido fatores cruciais nesse processo. A conec- tividade digital e as redes de fibra óptica permitem a transmissão instantânea de informações, possibilitando assim, a comunicação em tempo real entre diferentes partes do mundo. As redes sociais, os aplicativos de mensagens e os serviços de streaming são exem- plos de como as redes de comunicação transformaram as relações sociais e a forma como as pessoas acessam essas informações e se comunicam. Essas duas redes: de comunicação e de transportes, estão in- terligadas e mutualmente se influenciam. Por exemplo: a disponi- bilidade de infraestrutura de transporte eficiente e acessível é es- sencial para a expansão das redes de comunicação, uma vez que os cabos de fibra óptica e os equipamentos de transmissão de dados precisam ser instalados e mantidos. Dessa mesma forma: a comuni- cação instantânea e o acesso a informações em tempo real facilitam o planejamento logístico, a coordenação de cadeias de suprimentos e a otimização dos fluxos materiais. Essas suas redes não estão limitadas às escalas globais, mas também são importantes em escalas regionais e locais, por assim dizer. Em nível regional, as redes de transporte interligam cidades, regiões metropolitanas e áreas industriais, promovendo assim, a in- tegração econômica e social. Em nível local, as redes de transporte público são fundamentais para o deslocamento diário das pessoas dentro das cidades, reduzindo assim, a dependência de veículos CONHECIMENTOS 41 a solução para o seu concurso! Editora particulares, podendo contribuir para a sustentabilidade urbana. Entretanto, é importante ressaltar que as redes de comuni- cação e transportes nem sempre são igualmente distribuídas. Em diversos casos, existem disparidades entre regiões e países, com áreas mais remotas ou economicamente desfavorecidas, que en- frentam dificuldades de acesso e de conectividade. Isso poderá agravar as desigualdades sociais e econômicas, limitando o acesso a oportunidades e recursos. Em suma, são as redes de comunicação e transportes as res- ponsáveis por conectar e integrar territórios em diferentes escalas geográficas. Elas, portanto, viabilizam os fluxos materiais e imate- riais, facilitando assim, o comércio, a circulação de pessoas, a trans- missão de dados e a comunicação global. Entretanto, é necessário garantir a equidade e a acessibilidade dessas redes para promoção do desenvolvimento mais justo e sustentável. DA INDUSTRIALIZAÇÃO: TRANSFORMAÇÕES ESPACIAIS, SOCIAIS, ECONÔMICAS, POLÍTICAS, CULTURAIS E AM- BIENTAIS, INCLUINDO A PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE PRODUTOS, RELAÇÕES DE TRABALHO, A ATUAÇÃO DE CORPORAÇÕES E O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TEC- NOLÓGICO, EM DIFERENTES ESCALAS GEOGRÁFICAS. A industrialização é um processo que envolve transformações como: as espaciais, as sociais, as econômicas, as políticas, as cul- turais e as ambientais, com impactos significativos em diferentes escalas geográficas. As revoluções econômicas e sociais estão rela- cionadas à produção em larga escala, à organização do trabalho, ao desenvolvimento científico e tecnológico, à circulação de produtos e ao papel das corporações. Industrialização espacial Implica em mudanças, pois envolverá a concentração de ati- vidades industriais em determinados locais. A formação de polos industriais, por exemplo, como regiões metropolitanas e zonas in- dustriais, é bem comum nesse processo. Essas áreas são caracte- rizadas pela presença de: fábricas, infraestrutura de transporte e logística, e concentram a mão de obra qualificada. A industrializa- ção também pode gerar o crescimento urbano desordenado, com impactos na expansão das cidades e no surgimento de problemas socioambientais. Industrialização social Tem impactos maisprofundos nas relações de trabalho. Com a mecanização e a introdução de tecnologias, por exemplo, ocorre a substituição de mão de obra humana por máquinas, podendo gerar desemprego e transformação das formas de trabalho. O trabalho nas indústrias comumente é organizado em turnos e em linhas de produção, o que requer especialização e disciplina. Além disso, a industrialização pode gerar desigualdades socioeconômicas, com disparidades salariais e condições precárias de trabalho em alguns setores. Industrialização econômica Impulsiona o crescimento econômico e a geração de riquezas. A produção em massa e a melhoria da eficiência produtiva aumen- tam, portanto, a oferta de bens e serviços, impulsionando o con- sumo e o comércio. A industrialização está associada também ao desenvolvimento de setores auxiliares, como o de transporte e o de serviços, que são essenciais para a circulação e distribuição dos produtos. Industrialização política Nesse campo político, a industrialização está muitas vezes as- sociada ao papel das corporações e ao seu poder econômico, poder esse que elas exercem. Essas grandes empresas e conglomerados industriais podem influenciar políticas públicas e ter uma atuação significativa em tomada de decisões. Essas corporações afetam po- tencialmente as dinâmicas sociais, econômicas e ambientais, tanto em escala local como global. Industrialização cultural A industrialização promove também transformações culturais, haja vista que novos hábitos, valores e modos de vida podem então, surgir em decorrência do processo industrial. Mudanças na forma de consumo, nas relações de trabalho e nas aspirações individuais são algumas das muitas manifestações culturais associadas à indus- trialização. Industrialização ambiental No meio ambiente, a industrialização pode ter impactos ne- gativos, como a degradação ambiental e a emissão de poluentes. Com o aumento da produção industrial gera-se maior demanda por recursos naturais, energia e água, podendo causar esgotamento de recursos naturais e também problemas ambientais, como por exemplo: poluição do ar, da água e do solo. Entretanto, a industria- lização por sua vez, também pode impulsionar o desenvolvimento de tecnologias e práticas cada vez mais sustentáveis, visando a re- dução dos impactos ambientais e também, a busca por alternativas mais limpas e eficientes. Em resumo, a industrialização é todo um processo com sua complexidade, que afeta diversos aspectos da sociedade e do ambiente. As suas transformações espaciais, sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais ocorrem em diferentes escalas ge- ográficas, moldando assim, territórios e trazendo desafios e oportu- nidades para as comunidades e para o desenvolvimento sustentável também. Ela é um processo fundamental na história da humanidade, trouxe consigo profundas transformações na produção e circulação de produtos, nas relações de trabalho, na atuação de corporações e também no desenvolvimento científico e tecnológico em diferentes escalas geográficas. Produção e circulação de produtos São elementos centrais da industrialização. Surgindo as fábricas e o avanço das técnicas de produção em massa, houve um aumen- to significativo na capacidade de produção de bens de consumo. A adição de máquinas e tecnologias nas linhas de produção permitiu uma maior eficiência e rapidez na fabricação desses produtos, re- sultando em um aumento na oferta e diversidade de mercadorias. CONHECIMENTOS 4242 a solução para o seu concurso! Editora Relações de trabalho Essas relações também passaram por transformações signifi- cativas com a industrialização. O trabalho artesanal e agrícola, por exemplo, foi substituído pela organização fabril, caracterizada pelo trabalho assalariado e pela divisão das tarefas. Os trabalhadores passaram a desempenhar funções cada vez mais específicas em um processo produtivo em constante aceleração, exigindo assim, dis- ciplina e especialização. Surgiram então as condições de trabalho adversas, como longas jornadas e baixos salários, levando assim à luta por melhores condições e direitos trabalhistas. A atuação das corporações Nesse contexto, as corporações tiveram seu papel de destaque. As grandes empresas e conglomerados industriais surgiram, assu- mindo uma posição de poder econômico e influência política. As corporações exercem, portanto, um impacto significativo na eco- nomia global, controlando as cadeias produtivas, estabelecendo es- tratégias de mercado e buscando a ampliação de sua presença em diferentes regiões do mundo. Essa atuação, em escala global diver- sas vezes gera desafios relacionados à desigualdade, concentração de poder e seus impactos ambientais. Desenvolvimento científico e tecnológico São características marcantes da industrialização. Através dos avanços científicos e tecnológicos impulsionaram-se a eficiência produtiva, permitindo o desenvolvimento de novas tecnologias, de processos e de produtos. E essa inovação tecnológica contribuiu, portanto, para a automação dos processos de produção, a melhoria da qualidade dos produtos e a redução dos custos. Assim também, o desenvolvimento científico e tecnológico teve um impacto direto na diversificação da economia, na criação de empregos qualificados e na competitividade dos países em um mundo globalizado. Diferentes escalas geográficas Nesse contexto, a industrialização assume características es- pecíficas, em nível global, onde existe uma interdependência eco- nômica entre os países, com fluxos de comércio e investimentos que conectam diferentes regiões. Aqui, a industrialização tem sido um fator importante para urbanização, levando ao surgimento de grandes cidades e regiões metropolitanas como centros industriais. Quando em escalas nacionais, a industrialização pode levar à con- centração de atividades industriais em determinadas regiões, en- quanto as outras áreas podem ficar em desvantagem econômica. Em escalas locais, a industrialização pode, portanto, gerar impactos ambientais, sociais e culturais específicos, afetando diretamente as comunidades locais. Em resumo, a industrialização é um processo multifacetado que envolverá a produção e circulação de produtos, suas relações de trabalho, sua atuação de corporações e o seu desenvolvimento científico e tecnológico. Seus efeitos, portanto, são sentidos em di- ferentes escalas geográficas, moldando territórios e trazendo desa- fios e oportunidades para as sociedades contemporâneas. DA GEOGRAFIA AGRÁRIA: AS TRANSFORMAÇÕES ESPA- CIAIS NO CAMPO, O USO DOS RECURSOS NATURAIS, AS ATIVIDADES ECONÔMICAS, AS RELAÇÕES DE TRABALHO, AS INFLUÊNCIAS DO AGRONEGÓCIO – INCLUINDO A PRO- DUÇÃO DE ALIMENTOS, OS FLUXOS DAS COMMODITIES E AS RELAÇÕES COM AS PROBLEMÁTICAS SOCIOAMBIEN- TAIS (DESMATAMENTO, USO DE AGROTÓXICOS, QUEI- MADAS, ESCASSEZ HÍDRICA, DEGRADAÇÃO DO SOLO ETC) –, EM DIFERENTES LUGARES Geografia Agrária é um ramo que se dedica ao estudo das transformações espaciais no campo, do uso dos recursos naturais, das suas atividades econômicas, das suas relações de trabalho e das suas influências do agronegócio. Esse campo de estudo aborda: à distribuição de terras, à organização dos espaços rurais, as dinâmi- cas relacionadas à produção agrícola e aos impactos socioambien- tais das práticas agrárias. Transformações espaciais São resultado de processos históricos, tecnológicos, políticos e econômicos juntos. A agricultura passando por uma série de mu- danças ao longo do tempo, desde os antigos sistemas de subsistên- cia até a agricultura moderna baseada em tecnologias avançadas, onde fora levada à especialização das áreas rurais, ao surgimento de grandes propriedades e à concentração fundiária, o resultado disso, são diferentes modelos de uso da terra. Uso dos recursos naturais Esse uso, é uma preocupação central na Geografia Agrária. Toda a utilização de técnicas agrícolas intensivas, como o uso de agrotóxicos e de fertilizantes químicos, pode ter impactossignifi- cativos no meio ambiente, como a contaminação de solos e águas. Ademais, o desmatamento e a degradação de áreas naturais para a expansão agrícola são questões cada vez mais relevantes, especial- mente em regiões de florestas tropicais. Atividades econômicas As atividades econômicas relacionadas à agricultura são muitas e podem variar de acordo com as características de cada região. O cultivo dos alimentos, a produção de commodities agrícolas (como as de soja, do milho, do trigo e do algodão), a pecuária e a produção de biocombustíveis são, portanto, exemplos de atividades agrárias que desempenham um papel considerável na economia global. As relações de trabalho No campo também, essas relações são objeto de estudo da Ge- ografia Agrária. O trabalho agrícola pode abranger desde agriculto- res familiares que realizam atividades de subsistência até trabalha- dores assalariados em grandes propriedades rurais. Essas questões como: jornada de trabalho, condições laborais e informalidade no emprego, são os temas de interesse nesse campo de estudo. O agronegócio Representa a integração das atividades agrícolas com os seto- res industriais, comerciais e de serviços, exercendo grande influên- cia na Geografia Agrária. Ele está relacionado à produção em larga escala, também ao uso intensivo de tecnologia, à exportação de produtos agrícolas e à concentração de poder econômico nas mãos CONHECIMENTOS 43 a solução para o seu concurso! Editora de grandes empresas. Esse modelo tem impactos significativos em toda a organização espacial do campo, em suas relações de traba- lho e na distribuição de renda. Em suma, a Geografia Agrária analisará as transformações es- paciais no campo, o uso dos recursos naturais, as atividades econô- micas, as relações de trabalho e suas influências no agronegócio. Entender essas dinâmicas é crucial para analisar criticamente e bus- car alternativas sustentáveis para o desenvolvimento agrícola. A produção de alimentos É uma atividade fundamental para o suprimento das necessi- dades alimentares da população mundial. Entretanto, esse proces- so está intimamente ligado a uma série de desafios socioambientais em diversos lugares diferentes. A produção em larga escala, a ex- pansão agrícola, os fluxos das commodities e as práticas agrícolas inadequadas têm impactos significativos no meio ambiente e na sociedade. Fluxos das commodities agrícolas Como os da soja, do milho, do trigo, do algodão e do açúcar, ocorrem em escala global. Essas mercadorias, portanto, são produ- zidas em diferentes regiões do mundo, diversas vezes distantes dos locais de consumo. O transporte dessas commodities envolve uma complexa rede de infraestruturas, como: portos, estradas e ferro- vias, que conectam as áreas produtoras aos centros consumidores. Esses fluxos geram tantos benefícios econômicos, quanto desafios socioambientais. Entretanto, esses fluxos também estão interligados a proble- máticas socioambientais graves. O desmatamento, por exemplo, é uma das principais questões ambientais relacionadas à produção de alimentos. Em diversos lugares, a expansão agrícola ocorre às custas de áreas florestais, causando assim, perda de biodiversidade, alterações climáticas e destruição de ecossistemas mais frágeis. Uso de agrotóxicos Essa é uma prática interna comum na agricultura intensiva, ob- jetivando aumentar a produtividade e combater pragas e doenças. Entretanto, o uso indiscriminado dessas substâncias pode, portan- to, contaminar solos, águas e alimentos, representando riscos para a saúde humana e também para o meio ambiente. As queimadas São uma problemática associada à produção de alimentos, especialmente nas regiões de agricultura de corte e queima. Essa prática contribui, infelizmente, para a emissão de gases de efeito estufa, além de provocar danos à saúde das comunidades locais e à qualidade do ar. A escassez hídrica É outra problemática socioambiental relacionada à produção de alimentos. O uso excessivo de água na irrigação, combinado com a falta de manejo adequado dos recursos hídricos, pode levar à degradação dos ecossistemas aquáticos e à redução da disponi- bilidade de água para outros usos, como abastecimento humano e preservação dos rios. Degradação do solo Esse tema também se torna uma consequência da produção de alimentos em larga escala. As práticas agrícolas inadequadas, como o uso intensivo de máquinas pesadas, bem como o manejo incor- reto do solo, podem sim resultar na compactação, erosão e perda de nutrientes, comprometendo assim, a capacidade produtiva das terras e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Perante essas problemáticas, é essencial e imperativo, se ado- tar abordagens sustentáveis na produção de alimentos, que levem assim em consideração a preservação do meio ambiente, bem como a saúde das comunidades rurais e urbanas e a garantia da segurança alimentar. Adotar técnicas agroecológicas, para o incen- tivo à produção local, bem como o manejo adequado dos recursos naturais são medidas importantes e fundamentais para mitigar os impactos negativos da produção de alimentos e promover um de- senvolvimento ainda mais sustentável DAS PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS E SUSTENTÁVEIS REALI- ZADAS POR DIFERENTES SOCIEDADES E GRUPOS, EM DIFE- RENTES LUGARES. Essas práticas têm se mostrado cada vez mais relevantes em di- ferentes grupos e sociedades, ao redor do mundo. São essas abor- dagens que valorizam a interação equilibrada entre os sistemas agrí- colas, bem como os recursos naturais e a comunidade, promovendo a produção de alimentos mais saudáveis, bem como a conservação do meio ambiente e a justiça social. Em diversos locais, diferentes práticas agroecológicas vêm sendo aprimoradas, implementadas e adaptadas para enfrentar os desafios específicos de cada região. Em diversos países e principalmente em comunidades rurais e indígenas, são adotadas práticas ancestrais de agricultura sustentá- vel. São essas práticas que incorporam conhecimentos tradicionais sobre o manejo dos solos, a diversidade de cultivos, o controle na- tural de pragas e doenças, bem como o respeito aos ciclos naturais. Essas abordagens estão intrínsecas e cada vez mais enraizadas nas tradições culturais e na conexão com a natureza, preservando as- sim, a biodiversidade e a fertilidade dos solos ao longo do tempo. Ademais, há iniciativas e movimentos que promovem a agroe- cologia já em âmbito global. Por exemplo: a agricultura urbana, que surge como uma alternativa viável para a produção de alimentos em áreas urbanas densamente povoadas. São essas práticas que buscam a utilização dos espaços limitados, como: telhados, terraços e terrenos baldios, para cultivar alimentos de forma sustentável, re- duzindo assim, a dependência de longas cadeias de suprimentos, bem como promovendo a segurança alimentar local. Nos países em desenvolvimento, os projetos de agricultura fa- miliar sustentável têm ganhado cada vez mais destaque. Essas ini- ciativas objetivam fortalecer as comunidades rurais, promovendo assim, o acesso a recursos e conhecimentos, incentivando a diversi- ficação de cultivos, a conservação de sementes crioulas, bem como a utilização de técnicas de manejo agroecológico. São essas práticas que contribuem para a segurança alimentar, a geração de renda e a resiliência dos agricultores frente às mudanças climáticas, bem como às pressões econômicas. Ademais, a certificação dos produtos orgânicos e de sistemas agroflorestais também tem impulsionado práticas mais sustentá- veis. São essas certificações que garantem que os produtos agríco- las sejam produzidos de forma ambientalmente responsável, sem o CONHECIMENTOS 4444 a solução para o seu concurso! Editora uso de agrotóxicos ou aditivos químicos prejudiciais à saúde, bem como, ao meio ambiente. Promovendo assim, a valorização dos agricultores que adotam práticas agroecológicas e incentivando a demanda por produtos sustentáveis por parte dos consumidores cadavez mais conscientes. Em resumo, essas práticas agroecológicas e sustentáveis já têm ganhado cada vez mais espaço em diferentes locais, impulsionadas pela necessidade de promoção de sistemas alimentares mais equi- tativos, saudáveis e ambientalmente responsáveis. São essas abor- dagens que mais valorizam a interação harmoniosa entre os seres humanos e a natureza, buscando criar sistemas agrícolas com resili- ência e socialmente justos, simultaneamente em que conservam os recursos naturais para futuras gerações. DAS ESFERAS TERRESTRES: LITOSFERA, ATMOSFERA, BIOS- FERA, CRIOSFERA, HIDROSFERA, INCLUINDO OS ELEMEN- TOS CONSTITUTIVOS E AS CONEXÕES SISTÊMICAS. A Terra é um sistema complexo composto por várias esferas interconectadas, que desempenham entre si, papéis essenciais na manutenção da vida e na dinâmica do planeta. Cada esfera possui características próprias e interações constantes com as demais, for- mando um sistema integrado. As principais esferas terrestres são a litosfera, atmosfera, biosfera, criosfera e hidrosfera. Litosfera Camada sólida externa da Terra, é composta por minerais, ro- chas e solo; abrange a crosta terrestre, bem como a parte superior do manto. É ela a responsável por sustentar a vida, bem como, abri- gar diversas formações geológicas, como: As montanhas, as planícies e os planaltos. Nessa esfera ocor- rem os processos geológicos, como a formação de cadeias de mon- tanhas, bem como os terremotos e vulcões. Atmosfera Camada gasosa que envolve a Terra. É composta principalmen- te por nitrogênio, oxigênio, vapor de água, bem como, o dióxido de carbono e outros gases. É ela que desempenha um papel vital na proteção do planeta, absorvendo parte da radiação solar, bem como, regular a temperatura global. Ademais, é nela que ocorrem os fenômenos meteorológicos, como ventos, chuvas, bem como, nuvens e tempestades. Biosfera Esfera que comporta todos os seres vivos e seus habitats. É nela que a vida se desenvolve, desde os microrganismos até as plantas, bem como, os animais. Ela interage com as demais esferas terres- tres, utilizando recursos da litosfera, água da hidrosfera e energia da atmosfera. Os seres vivos da biosfera exercem um papel essencial na ciclagem de nutrientes, bem como na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. Criosfera Parte da Terra onde a água está em estado sólido, ou seja, nas regiões polares e nas geleiras de altitude. Isso inclui os mantos de gelo, as calotas polares, os icebergs, bem como, as geleiras. É ela que desempenha um papel importante no sistema climático global, refletindo a luz solar de volta para o espaço, influenciando também, o nível do mar. Hidrosfera Ela engloba todas as formas de água presentes na Terra, como: os oceanos, os mares, os rios, os lagos, os lençóis subterrâneos, as geleiras, bem como o vapor de água na atmosfera. A água é essen- cial para a vida e executa um papel fundamental na regulação do clima e na manutenção dos ecossistemas. É a hidrosfera que está em constante movimento, por meio do ciclo da água, que inclui eva- poração, a condensação, a precipitação, bem como, o escoamento. As esferas terrestres estão interconectadas e em constante in- teração. Como por exemplo: a atmosfera fornece gases e nutrientes para a biosfera, assim a litosfera abriga os recursos minerais utiliza- dos pelos seres humanos. A hidrosfera que está presente em todas as esferas, influenciando sempre o clima e sustentando a vida. Essas mudanças em uma esfera podem afetar as demais, como o aumen- to da temperatura atmosférica causando o derretimento das gelei- ras da criosfera e o aumento do nível do mar, por exemplo. A compreensão dessas conexões sistêmicas para a análise dos processos naturais e das atividades humanas que impactam o pla- neta, é de suma importância. O estudo das esferas terrestres, bem como, suas interações auxiliam na compreensão dos desafios am- bientais e na busca por soluções sustentáveis para assim, garantir a conservação e o equilíbrio do nosso planeta. DOS RECURSOS NATURAIS: ÁGUA, ENERGIA, BIODIVERSI- DADE E SOLO, INCLUINDO OS ASPECTOS RELACIONADOS AO USO, PROCESSOS PRODUTIVOS, GESTÃO E POLÍTICAS AMBIENTAIS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO Os recursos naturais são elementos presentes na natureza, são fundamentais para a sobrevivência e o desenvolvimento das socie- dades. Eles incluem, portanto: água, energia, biodiversidade, bem como o solo, desempenhando assim, papéis essenciais no equilíbrio dos ecossistemas e no sustento de vida no planeta. Água Recurso vital, indispensável para a sobrevivência de todos os seres vivos. Também utilizada para o consumo humano, para a agri- cultura, para indústria, na produção de energia, entre outros fins. Entretanto, seu uso desordenado e a poluição dos recursos hídricos têm levado à escassez, bem como à degradação da qualidade da água em muitas regiões. A gestão sustentável da água envolve, por- tanto, sua conservação, o uso eficiente e a proteção dos recursos hídricos e a implementação de políticas de preservação dos ecos- sistemas aquáticos. Energia Recurso essencial para o desenvolvimento social e econômico. Podendo ser obtida, a partir de fontes renováveis, como: a solar, a eólica e a hidrelétrica, bem como, de fontes não renováveis, como: petróleo, carvão e o gás natural. Seu uso de fontes não renováveis tem impactos ambientais relevantes, como a emissão de gases de efeito estufa, bem como a degradação de ecossistemas. Buscar por alternativas sustentáveis de geração de energia e adotar políticas de eficiência energética são essenciais para a preservação dos re- CONHECIMENTOS 45 a solução para o seu concurso! Editora cursos naturais, bem como reduzir os impactos ambientais. Biodiversidade Relativo à diversidade de vida existente no planeta, inclusive as plantas, os animais, os microrganismos, bem como seus habi- tats. Essa biodiversidade desempenha um papel fundamental nos ecossistemas, fornecendo assim, serviços ecossistêmicos, como a polinização de plantas, a purificação do ar e da água, e a regulação do clima. Entretanto, sua perda é uma preocupação global, devido à destruição de habitats naturais, a introdução de espécies invasoras, bem como a exploração excessiva de recursos naturais. Por outro lado, sua conservação envolve não só a criação de áreas protegidas, mas o manejo sustentável dos recursos naturais, bem como a pro- moção de políticas de preservação da fauna e da flora. Solo Recurso de vital importância para a produção de alimentos, bem como a sustentação dos ecossistemas terrestres. É ele que fornece os nutrientes essenciais às plantas, atua como filtro para a água e abriga uma grande diversidade de organismos. Entretanto, sua degradação, causada pela erosão, contaminação, uso intensivo e desmatamento, é uma preocupação ambiental. Adotar práticas agrícolas sustentáveis, bem como a implementação de técnicas de conservação do solo e a promoção de políticas de preservação, são importantes para a proteção desse recurso natural. Gestão e conservação dos recursos naturais Requereram implementação de políticas ambientais efetivas, capazes de promoverem a utilização sustentável dos recursos, a re- dução do consumo excessivo, o incentivo às energias renováveis, a proteção dos ecossistemas, bem como, a promoção da educação ambiental. Ademais, a participação ativa da sociedade civil e o en- volvimento das comunidades locais são essenciais para garantir sua preservação, bem como a sustentabilidade dos recursos naturais em diferentes lugares. DOS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS RELACIONADOS AO USO DE RECURSOS NATURAIS E AOS DIFERENTES PADRÕES DE CONSUMO, INCLUINDO ASPECTOS ASSOCIADOS À ADOÇÃO DE HÁBITOS, ATITUDES E COMPORTAMENTOS RESPONSÁVEIS E SUSTENTÁVEIS. O uso de recursos naturais e os diferentes padrões de consumo têm impactado significativamente, tanto o meio ambiente, quanto as sociedades em que vivemos. São esses impactos socioambientais que estão diretamente relacionadosaos hábitos, atitudes e com- portamentos adotados pela sociedade como um todo. Um desses principais impactos socioambientais é, por exem- plo: a degradação dos ecossistemas naturais. O consumo excessivo de recursos naturais, como: da água, de energia e da matéria-pri- ma, resultará na exploração intensiva desses recursos, levando à sua escassez e esgotamento. Ademais, sua extração indiscriminada de recursos minerais e a exploração agrícola sem práticas sustentá- veis contribuirão para a destruição de habitats naturais, a perda de biodiversidade, bem como a degradação do solo. Os padrões de consumo têm impactos sociais também, como por exemplo: a geração de resíduos sólidos e poluição. O descar- te inadequado de resíduos, principalmente plásticos, por exemplo, causa poluição nos ecossistemas terrestres e aquáticos, afetando a fauna e a flora como um todo. Ademais, a produção em larga esca- la de certos produtos, como por exemplo: roupas e os eletrônicos, muitas vezes envolvem condições de trabalho precárias e a explo- ração de mão de obra. Os impactos socioambientais relacionados ao uso de recursos naturais e aos padrões de consumo estão associados também, às mudanças climáticas. A emissão excessiva de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis, por exemplo, con- tribui para o aquecimento global e seus efeitos são cada vez mais negativos, como por exemplo: o aumento da temperatura média do planeta, eventos climáticos extremos, bem com o derretimento das calotas polares. Combater esses impactos é essencial, assim, adotar hábitos, moldar atitudes e comportamentos responsáveis e sustentáveis, incluindo a redução do consumo excessivo, a reciclagem e o rea- proveitamento de materiais, bem como, o uso consciente da água e da energia, também a preferência por produtos e serviços susten- táveis, a adoção de uma alimentação mais equilibrada e a valoriza- ção da biodiversidade e dos ecossistemas naturais, auxiliarão nesse aspecto. Ademais, é de extrema importância que governos, empresas e sociedade civil trabalhem em sinergia na implementação de políti- cas públicas e medidas regulatórias que possam promover as prá- ticas sustentáveis. Isso poderá envolver incentivos à produção e ao consumo sustentáveis, investimento em energias renováveis, pro- teção de áreas naturais, bem como o estímulo à economia circular. DOS BIOMAS E DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS E AS RELA- ÇÕES COM DIFERENTES POPULAÇÕES HUMANAS: NO TER- RITÓRIO BRASILEIRO E EM OUTRAS REGIÕES DO MUNDO. Biomas e domínios morfoclimáticos são conceitos que se re- ferem às grandes unidades paisagísticas que se formam pela inte- ração de elementos naturais como clima, relevo, vegetação, solo e hidrografia¹. Eles são importantes para compreender a diversidade e a distribuição dos ecossistemas e das populações humanas no ter- ritório brasileiro e em outras regiões do mundo. Biomas são conjuntos de ecossistemas que possuem caracte- rísticas semelhantes de flora, fauna e clima, e que ocupam uma ex- tensa área geográfica². Eles são definidos principalmente pela vege- tação predominante, que reflete as condições climáticas e edáficas (relativas ao solo) de cada região². Os biomas podem abranger mais de um país ou continente, como é o caso da floresta tropical ou da tundra². Domínios morfoclimáticos são extensas regiões que possuem uma certa homogeneidade de paisagem, resultante da combinação e da interação de elementos como clima, relevo, vegetação, solo e hidrografia³. Eles são definidos principalmente pelo clima e pelo relevo, que influenciam na formação da vegetação e do solo³. Os domínios morfoclimáticos podem abranger mais de um bioma ou ecossistema, como é o caso do domínio amazônico ou do domínio dos mares de morros³. No Brasil, existem seis biomas reconhecidos oficialmente: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal². Eles abrigam uma rica biodiversidade de fauna e flora, além de di- ferentes populações humanas que se adaptaram às condições am- bientais e culturais de cada região². Os biomas brasileiros sofrem CONHECIMENTOS 4646 a solução para o seu concurso! Editora com diversos problemas ambientais, como o desmatamento, as queimadas, a caça e a pesca predatórias, a poluição e a introdução de espécies exóticas². No Brasil, também existem seis domínios morfoclimáticos propostos pelo geógrafo Aziz Ab’Saber: Amazônico, Caatinga, Cer- rado, Mares de Morros, Araucárias e Pradarias³. Eles representam as grandes unidades paisagísticas do território nacional, que se diferenciam pelas formas de relevo, pelos tipos de clima e pelos padrões de vegetação e solo³. Entre os domínios morfoclimáticos existem áreas de transição, que apresentam características mistas ou intermediárias entre dois ou mais domínios³. Em outras regiões do mundo, também existem biomas e domí- nios morfoclimáticos que se relacionam com diferentes populações humanas. Alguns exemplos são: - Floresta boreal: é um bioma que ocorre nas regiões de cli- ma frio do hemisfério norte, como Canadá, Rússia e Escandinávia. É formado por florestas de coníferas (pinheiros), que se adaptam às baixas temperaturas e à neve. As populações humanas que vi- vem nesse bioma são geralmente de origem indígena ou europeia, e praticam atividades como caça, pesca, extração de madeira e mi- neração⁴. - Deserto: é um bioma que ocorre nas regiões de clima árido ou semiárido do mundo, como África, Ásia e América. É formado por paisagens áridas ou semiáridas, com pouca vegetação e fauna adaptadas à escassez de água. As populações humanas que vivem nesse bioma são geralmente nômades ou sedentárias, e praticam atividades como pastoreio, agricultura irrigada, extração mineral e turismo⁵. - Mediterrâneo: é um domínio morfoclimático que ocorre nas regiões de clima temperado mediterrâneo do mundo, como Europa meridional, África setentrional e Califórnia. É formado por paisa- gens variadas, com relevo montanhoso ou planície litorânea, vege- tação arbustiva ou florestal e solo fértil ou pobre. As populações humanas que vivem nesse domínio são geralmente urbanizadas ou rurais, e praticam atividades como indústria, comércio, serviços DOS PROCESSOS EXÓGENOS DO PLANETA TERRA: ZONAS CLIMÁTICAS, PADRÕES CLIMÁTICOS, CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA, FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS E CLIMÁ- TICOS, AQUECIMENTO GLOBAL, MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DESASTRES, INCLUINDO ASPECTOS RELACIONADOS ÀS ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS DE POLÍTICAS AMBIENTAIS. Os processos exógenos do planeta Terra são aqueles que ocor- rem na superfície terrestre ou próximos a ela, e que são influen- ciados por fatores externos, como a radiação solar, a gravidade e a ação dos seres vivos. Esses processos atuam sobre o relevo e as rochas, modificando-os ao longo do tempo. Alguns exemplos de processos exógenos são: intemperismo, erosão, transporte e sedi- mentação¹. Os processos exógenos estão relacionados às zonas climáticas, aos padrões climáticos, à circulação geral da atmosfera e aos fe- nômenos atmosféricos e climáticos que ocorrem no planeta. Esses fatores afetam a temperatura, a umidade, a pressão, o vento e a precipitação na superfície terrestre, criando diferentes tipos de cli- ma e de vegetação nas diferentes regiões do mundo. As zonas climáticas são as grandes faixas que dividem o planeta de acordo com a incidência dos raios solares e a variação da tempe- ratura ao longo do ano. Elas são: zona intertropical, zona temperada do norte, zona temperada do sul, zona polar do norte e zona polar do sul. Os padrões climáticos são as características médias do clima de uma determinada região ou localidade, que podem ser influen- ciados por fatores como latitude, altitude, continentalidade, mari- timidade e correntes marítimas. Eles podem ser classificados em diversos tipos, como equatorial, tropical, subtropical, temperado, mediterrâneo, continental, polar e árido. A circulação geral da atmosfera é o movimento dos ventos na superfícieterrestre e nas camadas superiores da atmosfera, que se deve ao aquecimento desigual da Terra pela radiação solar e à rota- ção do planeta. Ela é responsável pela distribuição de calor e umida- de pelo globo e pela formação de sistemas de alta e baixa pressão². Os fenômenos atmosféricos e climáticos são os eventos que ocorrem na atmosfera e que afetam o clima de uma região ou do planeta. Eles podem ser de origem natural ou antrópica (causados ou influenciados pela ação humana). Alguns exemplos são: chuvas, neve, granizo, neblina, geadas, furacões, tornados, tempestades elétricas, frentes frias e quentes, El Niño, La Niña e Oscilação An- tártica. O aquecimento global é o aumento da temperatura média da superfície terrestre e dos oceanos nos últimos séculos, que se deve principalmente ao aumento da concentração de gases de efeito es- tufa na atmosfera. Esses gases retêm parte da radiação solar que é refletida pela Terra, causando o efeito estufa. As mudanças climáticas são as alterações nos padrões climáti- cos de uma região ou do planeta ao longo do tempo. Elas podem ser causadas por fatores naturais ou antrópicos. Alguns exemplos de fatores naturais são: variações na órbita terrestre, atividade vul- cânica e ciclos solares. Alguns exemplos de fatores antrópicos são: emissão de gases de efeito estufa, desmatamento e poluição. Os desastres ambientais são os eventos que causam danos ma- teriais ou humanos em uma determinada área ou população. Eles podem ser de origem natural ou antrópica. Alguns exemplos de desastres naturais são: terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, deslizamentos de terra e secas. Alguns exemplos de desastres an- trópicos são: vazamentos de petróleo ou produtos químicos DOS PROCESSOS ENDÓGENOS NO PLANETA TERRA: MO- DELAGEM DO RELEVO TERRESTRE, TECTÔNICA DE PLACAS E TECTONISMO, VULCANISMO, INTEMPERISMOS E DESAS- TRES. Os processos endógenos no planeta Terra são aqueles que ocorrem no interior da Terra e que são responsáveis pela formação e transformação do relevo terrestre. Eles envolvem a movimenta- ção das placas tectônicas, o vulcanismo, o tectonismo e os terre- motos¹². A modelagem do relevo terrestre é o resultado da ação dos processos endógenos e exógenos. Os processos exógenos são aque- les que atuam na superfície da Terra e que provocam a erosão e o intemperismo das rochas. Eles são causados por agentes externos, como a água, o vento, o gelo e os seres vivos²³. Os desastres são eventos naturais ou provocados pelo homem CONHECIMENTOS 47 a solução para o seu concurso! Editora que causam danos à vida, ao meio ambiente ou à economia. Alguns exemplos de desastres relacionados aos processos endógenos são os terremotos, os tsunamis, as erupções vulcânicas e os desliza- mentos de terra³. A questão envolve o conhecimento dos conceitos de geomor- fologia, geologia, tectônica de placas, vulcanismo, intemperismo e desastres naturais. Ela também requer a compreensão das relações entre esses fenômenos e as formas de relevo que eles originam ou modificam. A geomorfologia é a ciência que estuda as formas de relevo e os processos que as originam e transformam¹. A geologia é a ciência que estuda a origem, a estrutura, a composição e a evolução da Terra¹. A tectônica de placas é a teoria que explica os movimentos da crosta terrestre em função das forças internas do planeta¹². O vulcanismo é o conjunto de fenômenos relacionados à emissão de magma, gases e materiais sólidos do interior da Terra para a super- fície². O intemperismo é o conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas, provocando sua desintegra- ção e decomposição²³. Os desastres naturais são eventos extremos que causam danos à vida, ao meio ambiente ou à economia³. Os processos endógenos são aqueles que ocorrem no interior da Terra e que são responsáveis pela formação e transformação do relevo terrestre. Eles envolvem a movimentação das placas tectô- nicas, o vulcanismo, o tectonismo e os terremotos¹². Esses proces- sos podem gerar formas de relevo como montanhas, cordilheiras, planaltos, ilhas vulcânicas, fossas oceânicas e riftes continentais¹²³. Os processos exógenos são aqueles que atuam na superfície da Terra e que provocam a erosão e o intemperismo das rochas. Eles são causados por agentes externos, como a água, o vento, o gelo e os seres vivos²³. Esses processos podem modificar as formas de relevo existentes ou gerar novas formas, como vales, planícies, depressões, dunas, cavernas e deltas²³. A questão dos processos endógenos no planeta Terra é impor- tante para entender como o relevo se formou ao longo do tempo geológico e como ele continua se transformando ao longo do tem- po histórico. Além disso, é importante para compreender os riscos e os impactos dos desastres naturais relacionados aos processos endógenos, como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas³. DA ANTÁRTICA: PAPEL TERRITORIAL E AMBIENTAL NO CONTEXTO GEOPOLÍTICO. A Antártica é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta, com uma área de cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados, quase toda coberta por uma camada de gelo que chega a 4 quilô- metros de espessura. Ela abriga cerca de 80% das reservas de água doce do mundo e é considerada um regulador térmico global, in- fluenciando o clima e a circulação oceânica. A Antártica não possui população permanente, apenas esta- ções científicas de diversos países que realizam pesquisas nas áreas de geologia, glaciologia, biologia, meteorologia, oceanografia, entre outras. O Brasil mantém desde 1984 a Estação Comandante Ferraz na ilha Rei George, onde desenvolve projetos sobre a biodiversida- de, a dinâmica do gelo e a interação entre a atmosfera e o oceano. A Antártica é um território internacional dedicado à ciência e à paz, conforme estabelecido pelo Tratado da Antártica, assinado em 1959 por 12 países que realizavam atividades na região. O tratado congelou as reivindicações territoriais existentes e proibiu qualquer atividade militar ou nuclear na Antártica. Atualmente, o tratado conta com 54 países membros, sendo 29 consultivos (com direito a voto) e 25 não consultivos. A Antártica tem um papel geopolítico importante no cenário mundial, pois envolve interesses estratégicos, econômicos e am- bientais de diversos países. Alguns dos temas em debate são: a pre- servação da biodiversidade e dos recursos naturais; a regulação da exploração mineral e pesqueira; a gestão do turismo sustentável; a cooperação científica e tecnológica; a segurança da navegação ma- rítima; e os impactos das mudanças climáticas sobre o continente e o planeta. QUESTÕES 1. As comunidades tradicionais e os povos originários têm um papel fundamental na transformação do espaço geográfico, pois: Marque a alternativa CORRETA: a) Contribuem para a degradação ambiental. b) Promovem a urbanização desordenada. c) Possuem um conhecimento ancestral sobre o meio ambiente e práticas sustentáveis. d) São responsáveis pelo êxodo rural. 2. O reconhecimento e a valorização dos direitos das comuni- dades tradicionais e dos povos originários contribuem para a: Marque a alternativa CORRETA: a) Preservação do patrimônio cultural. b) Padronização da cultura global. c) Expansão da monocultura. d) Homogeneização dos costumes. 3. As comunidades tradicionais e os povos originários têm um papel importante na conservação da biodiversidade, pois: Marque a alternativa CORRETA: a) Utilizam práticas agrícolas intensivas. b) Priorizam a exploração econômica desenfreada. c) Vivem em harmonia com o ambiente natural. d) Ignoram a importância da preservação ambiental. 4. Qual é o setor responsável pela extração de recursos natu- rais em uma determinada região? Marque a alternativa CORRETA: a) Setor Primário b) Setor Secundário c) Setor Terciário d) Setor Quaternário 5. Em qual escala geográfica o setor primário possui maior re- levância econômica? Marque a alternativa CORRETA: a) Escala local b) Escala estadual c) Escala nacional d)Escala global CONHECIMENTOS 4848 a solução para o seu concurso! Editora 6. Qual é o setor responsável pela transformação de matérias- -primas em produtos acabados? Marque a alternativa CORRETA: a) Setor Primário b) Setor Secundário c) Setor Terciário d) Setor Quaternário 7. Qual é o termo utilizado para descrever o crescimento da população urbana em proporção maior do que a população rural? Marque a alternativa CORRETA: a) Êxodo rural b) Urbanização c) Migração pendular d) Êxodo urbano 8. Qual dos seguintes fatores NÃO é uma causa comum da ur- banização? Marque a alternativa CORRETA: a) Industrialização b) Migração rural-urbana c) Melhoria das condições de vida no campo d) Acesso a serviços e oportunidades nas cidades 9. O termo “gentrificação” refere-se a: a) O processo de segregação espacial nas áreas urbanas b) A degradação socioeconômica de áreas urbanas c) O deslocamento de grupos de baixa renda por grupos de alta renda em áreas urbanas d) O desenvolvimento de novas áreas urbanas em regiões ru- rais 10. Cerrado é um dos principais biomas brasileiros, caracteri- zado por: Marque a alternativa CORRETA: a) Floresta tropical e alta diversidade biológica. b) Clima semiárido e vegetação adaptada à seca. c) Vegetação de gramíneas e árvores esparsas. d) Clima frio e presença de geleiras. 11. Qual é o domínio morfoclimático predominante na região amazônica? Marque a alternativa CORRETA: a) Domínio Amazônico. b) Domínio dos Cerrados. c) Domínio dos Mares de Morros. d) Domínio das Araucárias. 12. O Pantanal é um bioma brasileiro conhecido por ser: Marque a alternativa CORRETA: a) Uma região de elevada altitude e baixas temperaturas. b) Um ecossistema marinho com rica biodiversidade. c) Uma área de extensos campos alagados e grande diversidade de fauna. d) Uma floresta tropical com grande quantidade de chuvas. 13. Qual é o bioma brasileiro que possui o maior número de espécies endêmicas, ou seja, exclusivas daquela região? Marque a alternativa CORRETA: a) Mata Atlântica. b) Caatinga. c) Pampa. d) Campos Sulinos. 14. Qual é o bioma característico do sertão nordestino, com vegetação adaptada à escassez de água? Marque a alternativa CORRETA: a) Caatinga. b) Pantanal. c) Amazônia. d) Cerrado. 15. Qual é a camada da atmosfera responsável por conter a maior parte dos gases que compõem o efeito estufa? Marque a alternativa CORRETA: a) Troposfera b) Estratosfera c) Mesosfera d) Termosfera 16. A Zona Intertropical é caracterizada por: Marque a alternativa CORRETA: a) Altas latitudes e baixas temperaturas b) Baixas latitudes e altas temperaturas c) Altas latitudes e baixas precipitações d) Baixas latitudes e altas precipitações 17. Qual é o principal fator responsável pela formação dos pa- drões climáticos? Marque a alternativa CORRETA: a) Variação da altitude b) Correntes oceânicas c) Latitudes d) Massas de ar 18. O fenômeno El Niño é caracterizado por: Marque a alternativa CORRETA: a) O resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico Equa- torial b) O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equa- torial c) O aumento da pressão atmosférica nas regiões tropicais d) A ocorrência de tempestades tropicais na região polar 19. O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional que busca: Marque a alternativa CORRETA: a) Reduzir as emissões de gases de efeito estufa b) Controlar a erosão do solo c) Preservar a biodiversidade marinha d) Regular o comércio internacional de produtos químicos CONHECIMENTOS 49 a solução para o seu concurso! Editora 20. Qual é o principal agente responsável pela modelagem do relevo terrestre? Marque a alternativa CORRETA: a) Vento b) Água c) Gelo d) Tectonismo 21. A teoria da tectônica de placas afirma que: a) A Terra é composta por placas de gelo flutuando nos ocea- nos. b) A Terra é dividida em placas rígidas que se movem lentamen- te sobre o manto terrestre. c) A Terra é formada por placas de diferentes tipos de rochas. d) A Terra é um sistema estático sem movimentos significativos. 22. Os limites convergentes de placas tectônicas são caracteri- zados por: Marque a alternativa CORRETA: a) O afastamento das placas tectônicas. b) O movimento paralelo das placas tectônicas. c) O encontro e colisão das placas tectônicas. d) O movimento lateral das placas tectônicas. 23. Quando duas placas tectônicas se movem uma em direção à outra, podendo resultar na formação de cadeias montanhosas, esse processo é conhecido como: Marque a alternativa CORRETA: a) Rift continental b) Acomodação de placas c) Orogênese d) Divergência 24. O vulcanismo é um processo relacionado com: Marque a alternativa CORRETA: a) O movimento das placas tectônicas. b) A erosão dos solos. c) A formação de rios. d) O resfriamento da atmosfera. 25. Qual dos seguintes países não possui reivindicações territo- riais sobre a Antártica? Marque a alternativa CORRETA: a) Brasil b) Estados Unidos c) Rússia d) China 26. Qual é o principal tratado internacional que regula as ativi- dades na Antártica? Marque a alternativa CORRETA: a) Tratado de Lisboa b) Tratado de Versalhes c) Tratado de Madrid d) Tratado da Antártica 27. Quantos países são signatários do Tratado da Antártica? Marque a alternativa CORRETA: a) 12 b) 25 c) 50 d) 54 28. De acordo com o Tratado da Antártica, a Antártica é consi- derada: Marque a alternativa CORRETA: a) Um território internacional b) Um território pertencente à Argentina c) Um território pertencente à Austrália d) Um território pertencente à Rússia 29. Qual é o principal objetivo do Tratado da Antártica? Marque a alternativa CORRETA: a) Promover a exploração de recursos minerais na Antártica b) Estabelecer a soberania de certos países sobre a Antártica c) Proteger o ambiente antártico e proibir atividades militares d) Estabelecer diretrizes para a colonização humana na Antár- tica 30. (Concurso Público - Nível Médio) - O que é linguagem car- tográfica? a) Um conjunto de regras gramaticais utilizadas na elaboração de mapas. b) Um sistema de posicionamento por satélite usado para cole- tar dados geográficos. c) Um conjunto de símbolos, cores e convenções utilizados na representação de informações geográficas em mapas. d) Um método de coleta de dados sobre a superfície terrestre por meio de imagens de satélite. 31. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é a principal fun- ção do Sistema de Informação Geográfica (SIG)? a) Determinar a localização exata de um objeto na Terra. b) Coletar dados sobre a superfície terrestre por meio de ima- gens de satélite. c) Armazenar e manipular informações geográficas para análise e visualização de padrões e relacionamentos no espaço. d) Disponibilizar mapas e informações geográficas por meio da internet. 32. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a principal aplica- ção do sensoriamento remoto? a) Navegação por satélite. b) Elaboração de mapas temáticos. c) Análise de dados demográficos. d) Monitoramento de condições atmosféricas. CONHECIMENTOS 5050 a solução para o seu concurso! Editora 33. (Concurso Público - Nível Superior) - O que é web mapping? a) Uma técnica de elaboração de mapas em software SIG. b) Um método de coleta de dados geográficos por meio de ima- gens de satélite. c) A disponibilização de mapas e informações geográficas por meio da internet. d) Um sistema de posicionamento por satélite utilizado para determinar a localização exata de um objeto na Terra. 34. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a importância da escala em um mapa? a) Determinar a localização exata de um objeto na Terra. b) Indicar a direção do norte geográfico. c) Representar proporções entre as distâncias no mapa e no terreno real. d) Identificar diferentes características do terreno, como áreas urbanas e corpos d’água. 35. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual foi a principal atividade econômica durante o período co- lonial no Brasil? a) Mineração. b) Produção de café. c) Produção de cana-de-açúcar. d) Exploração do pau-brasil. 36. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é a principalca- racterística da distribuição demográfica no Brasil? a) Concentração populacional nas áreas rurais. b) Distribuição uniforme em todas as regiões do país. c) Concentração populacional nas áreas urbanas e litorâneas. d) Maior densidade demográfica na região Norte. 37. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os principais aspectos culturais do Brasil? a) Influência europeia e asiática. b) Diversidade étnica e religiosa. c) Forte influência indígena. d) Predominância da cultura africana. 38. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é o bioma brasi- leiro de maior extensão territorial? a) Amazônia. b) Pantanal. c) Mata Atlântica. d) Cerrado. 39. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os desafios ambientais enfrentados pelo Brasil? a) Poluição atmosférica e desertificação. b) Falta de recursos hídricos e erosão do solo. c) Desmatamento e degradação ambiental. d) Poluição dos oceanos e escassez de energia. 40. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual indicador é utiliza- do para medir a desigualdade de renda em uma determinada po- pulação ou território? a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) c) GINI (Coeficiente de Gini) d) Índice de Desmatamento 41. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual indicador mede o desenvolvimento humano em diferentes países, levando em consi- deração a saúde, educação e renda? a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) c) GINI (Coeficiente de Gini) d) Índice de Desmatamento 42. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual indicador é utiliza- do para medir a perda de cobertura florestal em uma determinada área? a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) c) GINI (Coeficiente de Gini) d) Índice de Desmatamento 43. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual indicador é uti- lizado para avaliar o desenvolvimento humano em nível municipal no Brasil? a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) c) GINI (Coeficiente de Gini) d) Índice de Desmatamento 44. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual indicador mede o nível de desenvolvimento humano com base em indicadores de educação, saúde e renda? a) IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) b) IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) c) GINI (Coeficiente de Gini) d) Índice de Desmatamento 45. (Concurso Público - Nível Médio) - Os deslocamentos popu- lacionais podem ocorrer de forma voluntária ou forçada. Qual é a principal diferença entre esses dois tipos de deslocamento? a) Os deslocamentos voluntários são motivados por condições adversas, enquanto os deslocamentos forçados são motivados por oportunidades de trabalho e estudo. b) Os deslocamentos voluntários ocorrem dentro do mesmo país, enquanto os deslocamentos forçados ocorrem entre paí- ses diferentes. c) Os deslocamentos voluntários são motivados por escolhas pessoais, enquanto os deslocamentos forçados ocorrem devi- do a conflitos, perseguições ou desastres naturais. d) Os deslocamentos voluntários são permanentes, enquanto os deslocamentos forçados são temporários. CONHECIMENTOS 51 a solução para o seu concurso! Editora 46. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual área de estudo da geografia analisa a estrutura e as características da população, incluindo fatores como natalidade, mortalidade, crescimento popu- lacional, envelhecimento e distribuição espacial? a) Geografia Urbana b) Geografia Agrária c) Geografia Física d) Demografia 47. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é o termo utilizado para designar as expressões culturais que refletem as tradições, os costumes e os modos de vida de determinado grupo social? a) Manifestações Folclóricas b) Cultura Popular c) Diversidade Cultural d) Patrimônio Cultural Imaterial 48. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é a importância da valorização da diversidade étnico-racial na geografia da popula- ção? a) Contribui para o crescimento populacional. b) Promove a integração econômica entre diferentes territó- rios. c) Fortalece os laços comunitários e preserva a memória cole- tiva. d) Estimula a urbanização e o desenvolvimento das cidades. 49. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os principais fatores que podem levar a deslocamentos forçados? a) Oportunidades de trabalho e estudo. b) Conflitos armados, perseguições étnicas, desastres naturais e condições adversas. c) Acesso limitado a serviços básicos, como saúde e educação. d) Mudanças nos padrões de consumo e estilos de vida. 50. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a principal carac- terística das desigualdades sociais nos territórios? a) Concentração de recursos naturais. b) Distribuição igualitária de oportunidades de trabalho. c) Disparidades no acesso a serviços básicos e renda. d) Exclusão política de determinados grupos étnicos. 51. (Concurso Público - Nível Superior) - O que é segregação espacial nos territórios? a) A valorização da diversidade cultural em determinadas re- giões. b) A distribuição igualitária de recursos naturais. c) A separação geográfica de grupos sociais, resultando em áre- as de exclusão. d) A participação política efetiva de todos os grupos étnicos. 52. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é o objetivo dos mo- vimentos urbanos relacionados às desigualdades nos territórios? a) Promover a segregação espacial. b) Acentuar as desigualdades socioeconômicas. c) Reivindicar melhores condições de vida e direitos nas cida- des. d) Excluir determinados grupos culturais das áreas urbanas. 53. (Concurso Público - Nível Superior) - Qual é o papel das po- líticas públicas nas desigualdades nos territórios? a) Agravar as disparidades sociais e econômicas. b) Reduzir a diversidade cultural e étnica. c) Promover a segregação espacial. d) Buscar a redução das desigualdades e a promoção da justiça social. 54. (Concurso Público - Nível Médio) - Quais são os aspectos abrangidos pelas desigualdades nos territórios? a) Apenas aspectos econômicos e políticos. b) Apenas aspectos sociais e culturais. c) Aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambien- tais. d) Apenas aspectos ambientais. 55. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a principal função das redes de transporte? a) Facilitar a comunicação e o acesso à informação. b) Promover a integração cultural entre diferentes regiões. c) Viabilizar a movimentação de mercadorias e pessoas. d) Reduzir as desigualdades socioeconômicas. 56. (Concurso Público - Nível Superior) - Como as redes de co- municação e transportes estão interligadas? a) A comunicação é um resultado direto da infraestrutura de transporte. b) As redes de comunicação são fundamentais para o planeja- mento logístico. c) As redes de transporte dependem da disseminação da in- ternet. d) As redes de comunicação e transporte se influenciam mu- tuamente. 57. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a importância das redes de comunicação e transportes em escalas locais? a) Facilitam a comunicação entre diferentes países. b) Promovem a integração econômica em regiões metropoli- tanas. c) Reduzem a dependência de veículos particulares em áreas rurais. d) Contribuem para a sustentabilidade urbana e o deslocamen- to diário nas cidades. 58. (Concurso Público - Nível Superior) - Quais são as possíveis desigualdades relacionadas às redes de comunicação e transpor- tes? a) Limitação no acesso à informação em áreas remotas. b) Igualdade de oportunidades entre regiões metropolitanas. c) Disponibilidade igualitária de infraestrutura de transporte em todo o país. d) Aumento da conectividade digital em áreas economicamen- te desfavorecidas. CONHECIMENTOS 5252 a solução para o seu concurso! Editora 59. (Concurso Público - Nível Médio) - Qual é a relação entre as redes de comunicação e transportes e a sustentabilidade? a) As redes de transporte são prejudiciais ao meio ambiente. b) A comunicação em tempo real é um desperdício de recursos.c) As redes de comunicação e transporte promovem a susten- tabilidade urbana. d) A conectividade digital não tem impacto na sustentabilidade. 60. Quais são as principais transformações relacionadas à pro- dução e circulação de produtos decorrentes da industrialização? a) Redução da diversidade de mercadorias e aumento da ofer- ta. b) Diminuição da eficiência produtiva e da capacidade de pro- dução em massa. c) Aumento da oferta e diversidade de mercadorias. d) Desenvolvimento de técnicas artesanais e agrícolas. 61. Como as relações de trabalho foram afetadas pela indus- trialização? a) O trabalho artesanal e agrícola foi mantido, não havendo transformações significativas. b) Houve a substituição do trabalho assalariado pelo trabalho autônomo. c) Surgiu a organização fabril, com o trabalho assalariado e a divisão de tarefas. d) A industrialização não teve impacto nas relações de traba- lho. 62. Qual é o papel das corporações na industrialização? a) Elas são responsáveis pela produção e circulação de produ- tos em pequena escala. b) As corporações têm um papel insignificante na economia global. c) Elas controlam cadeias produtivas e exercem influência polí- tica e econômica. d) As corporações não possuem relevância nas transformações da industrialização. 63. Como o desenvolvimento científico e tecnológico contribui para a industrialização? a) O desenvolvimento científico e tecnológico não está relacio- nado à industrialização. b) Ele não tem impacto na eficiência produtiva e na criação de empregos qualificados. c) Permite a automação dos processos de produção, a melhoria da qualidade dos produtos e a redução dos custos. d) O desenvolvimento científico e tecnológico aumenta os cus- tos de produção. 64. Como a industrialização afeta diferentes escalas geográfi- cas? a) A industrialização não tem impacto em diferentes escalas geográficas. b) Ela promove a concentração de atividades industriais apenas em áreas rurais. c) A industrialização gera efeitos somente em escalas nacionais. d) Em diferentes escalas geográficas, a industrialização afeta a economia, a urbanização e o meio ambiente. 65. -Quais são as problemáticas socioambientais frequente- mente associadas à produção de alimentos em larga escala? a) Desemprego e desigualdade social. b) Poluição sonora e visual. c) Escassez de combustíveis fósseis. d) Desmatamento, uso de agrotóxicos, queimadas, escassez hí- drica e degradação do solo. e) Aumento da criminalidade nas áreas rurais. 66. Qual é o principal impacto ambiental relacionado à expan- são agrícola? a) Emissão de gases de efeito estufa. b) Aumento da biodiversidade. c) Preservação de ecossistemas frágeis. d) Redução da erosão do solo. e) Melhoria na qualidade do ar. 67. Quais são os principais problemas causados pelo uso indis- criminado de agrotóxicos? a) Contaminação de solos, águas e alimentos. b) Aumento da produtividade agrícola. c) Melhoria da saúde humana. d) Preservação da biodiversidade. e) Redução das doenças transmitidas por vetores. 68. Qual é a prática agrícola que contribui para a emissão de gases de efeito estufa e danos à qualidade do ar? a) Uso de fertilizantes orgânicos. b) Rotação de culturas. c) Agricultura de corte e queima. d) Agricultura de subsistência. e) Agricultura familiar. 69. Qual é a consequência da degradação do solo na produção de alimentos? a) Aumento da fertilidade do solo. b) Melhoria da capacidade produtiva das terras. c) Conservação dos recursos hídricos. d) Compactação, erosão e perda de nutrientes. e) Redução do uso de agrotóxicos. 70. O que são práticas agroecológicas e sustentáveis? a) Métodos de produção agrícola intensiva que utilizam gran- des quantidades de agrotóxicos. b) Abordagens que valorizam a interação equilibrada entre os sistemas agrícolas, os recursos naturais e a comunidade. c) Práticas de agricultura tradicional que não levam em consi- deração a conservação do meio ambiente. d) Técnicas de manejo do solo que priorizam o uso intensivo de fertilizantes químicos. e) Métodos de cultivo que visam aumentar a produtividade agrícola sem levar em consideração a sustentabilidade. CONHECIMENTOS 53 a solução para o seu concurso! Editora 71. O que a agricultura urbana busca promover? a) Aumento da dependência de longas cadeias de suprimentos alimentares. b) Redução da segurança alimentar em áreas urbanas. c) Utilização de espaços limitados para a produção de alimen- tos de forma sustentável. d) Uso intensivo de agrotóxicos em áreas urbanas. e) Desconexão entre a comunidade urbana e o meio ambiente. 72. Quais são os benefícios da certificação de produtos orgâni- cos e agroflorestais? a) Garantia de que os produtos foram produzidos com o uso intensivo de agrotóxicos. b) Incentivo ao uso de aditivos químicos prejudiciais à saúde. c) Promoção de sistemas agrícolas ambientalmente responsá- veis. d) Aumento da dependência de produtos importados. e) Valorização de práticas agrícolas intensivas e prejudiciais ao meio ambiente. 73. Qual é a importância da agricultura familiar sustentável em países em desenvolvimento? a) Redução da diversidade de cultivos. b) Aumento da dependência de importações de alimentos. c) Geração de renda e segurança alimentar para as comunida- des rurais. d) Aumento da dependência de agrotóxicos. e) Preservação da biodiversidade nas áreas urbanas. 74. Qual é o objetivo das práticas agroecológicas e sustentá- veis? a) Aumentar a degradação do meio ambiente. b) Promover sistemas alimentares mais equitativos, saudáveis e ambientalmente responsáveis. c) Reduzir a diversidade de cultivos. d) Incentivar o uso intensivo de agrotóxicos. e) Ignorar a conexão entre os seres humanos e a natureza. 75. Qual é a esfera terrestre responsável por abrigar todos os seres vivos e seus habitats? a) Litosfera b) Atmosfera c) Biosfera d) Hidrosfera 76. Qual é a camada gasosa que envolve a Terra e é composta por nitrogênio, oxigênio, vapor de água, dióxido de carbono e ou- tros gases? a) Litosfera b) Atmosfera c) Criosfera d) Hidrosfera 77. A camada sólida externa da Terra, composta por rochas, solo e minerais, é chamada de: a) Litosfera b) Atmosfera c) Biosfera d) Hidrosfera 78. Qual é a esfera terrestre onde a água está no estado sólido, incluindo regiões polares e geleiras de altitude? a) Litosfera b) Atmosfera c) Criosfera d) Hidrosfera 79. Qual é a esfera que engloba todas as formas de água na Terra, incluindo oceanos, rios, lagos e vapor de água na atmosfera? a) Litosfera b) Atmosfera c) Biosfera d) Hidrosfera 80. Qual recurso natural é essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos e enfrenta desafios como a escassez e a degra- dação da qualidade em diversas regiões? a) Energia b) Biodiversidade c) Solo d) Água 81. O que é biodiversidade? a) Variedade de vida existente no planeta, incluindo plantas, animais e microrganismos b) Recurso natural responsável pela geração de energia reno- vável c) Processo de conservação do solo em áreas agrícolas d) Gestão sustentável dos recursos naturais 82. Qual recurso natural é fundamental para a produção de ali- mentos e está sujeito à degradação causada por erosão, contami- nação e desmatamento? a) Energia b) Biodiversidade c) Solo d) Água 83. Quais são as preocupações ambientais relacionadas à ener- gia não renovável? a) Escassez hídrica e degradação do solo b) Perda de biodiversidade e desmatamento c) Emissão de gases de efeito estufa e degradação de ecossis- temas d) Introdução de espécies invasoras e poluição do ar 84. O que é necessário para a gestão e a conservação dos re- cursos naturais, incluindo o uso sustentável, a redução do consumo excessivo e a proteção dos ecossistemas? a) Políticas ambientais efetivas e participação da sociedade civil b) Investimento em tecnologia e exploração intensiva c) Subsídios para corporações e indústrias d) Desenvolvimento urbano sem restrições CONHECIMENTOS 5454 a solução para o seu concurso! Editora 85. Qual é um dos principais impactos socioambientais relacio- nados ao usode recursos naturais e padrões de consumo? a) A escassez de matéria-prima b) A redução da poluição atmosférica c) O aumento da biodiversidade d) A degradação dos ecossistemas naturais 86. O que causa a destruição de habitats naturais e a perda de biodiversidade? a) A reciclagem de resíduos sólidos b) A extração indiscriminada de recursos minerais c) A adoção de hábitos sustentáveis d) A redução do consumo excessivo 87. Qual é uma das consequências da emissão excessiva de ga- ses de efeito estufa? a) A redução da temperatura média do planeta b) A diminuição dos eventos climáticos extremos c) O aumento da biodiversidade d) O aquecimento global 88. O que envolve a adoção de hábitos sustentáveis? a) O consumo excessivo de recursos naturais b) O descarte inadequado de resíduos sólidos c) A redução do consumo excessivo e o uso consciente de re- cursos d) A exploração intensiva de recursos naturais 89. Além dos indivíduos, quem também deve atuar na promo- ção de práticas sustentáveis? a) A sociedade civil b) As corporações multinacionais c) Os governos locais d) As indústrias poluentes GABARITO 1 C 2 A 3 C 4 A 5 A 6 B 7 B 8 C 9 C 10 C 11 A 12 C 13 A 14 A 15 B 16 B 17 C 18 B 19 A 20 B 21 B 22 C 23 C 24 A 25 A 26 D 27 D 28 A 29 C 30 C 31 C 32 B 33 C 34 C 35 D 36 C 37 B 38 A 39 C 40 C 41 A 42 D 43 B 44 A 45 C 46 D 47 B 48 C 49 B 50 C 51 C 52 C 53 D 54 C 55 C CONHECIMENTOS 55 a solução para o seu concurso! Editora 56 D 57 D 58 A 59 C 60 C 61 C 62 C 63 C 64 D 65 D 66 A 67 A 68 C 69 D 70 B 71 C 72 C 73 C 74 B 75 C 76 B 77 A 78 C 79 D 80 D 81 A 82 C 83 C 84 A 85 D 86 B 87 D 88 C 89 A ANOTAÇÕES ______________________________________________________ ______________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ CONHECIMENTOS 5656 a solução para o seu concurso! Editora _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ 57 a solução para o seu concurso! Editora BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS CARVALHO, CAROLINA MONTEIRO DE; GIATTI, LEAN- DRO LUIZ; JACOBI, PEDRO ROBERTO (ORG.). APRENDI- ZAGEM SOCIAL E FERRAMENTAS PARTICIPATIVAS PARA O NEXO URBANO: APRENDENDO JUNTOS PARA PRO- MOVER UM FUTURO MELHOR. SÃO PAULO: FACUL- DADE DE SAÚDE PÚBLICA /USP, 2019 “Aprendizagem Social e Ferramentas Participativas para o Nexo Urbano: Aprendendo Juntos para Promover um Futuro Melhor” é uma obra organizadapor Carolina Monteiro de Carvalho, Leandro Luiz Giatti e Pedro Roberto Jacobi. Publicado em 2019, o livro é resultado de uma coletânea de estudos e reflexões sobre apren- dizagem social e ferramentas participativas no contexto do nexo urbano. A obra aborda questões relacionadas ao desenvolvimento sus- tentável, participação cidadã e construção coletiva de soluções para os desafios urbanos. Os organizadores reuniram um conjunto diver- sificado de autores e pesquisadores que exploram temas como ed- ucação ambiental, governança participativa, justiça socioambiental e gestão sustentável das cidades. O livro parte do pressuposto de que a aprendizagem social e o uso de ferramentas participativas são fundamentais para promov- er a transformação social e construir um futuro melhor nas áreas urbanas. Essa abordagem reconhece a importância do diálogo, da troca de conhecimentos e da colaboração entre diferentes atores sociais, incluindo comunidades, gestores públicos, acadêmicos e or- ganizações da sociedade civil. Ao longo dos capítulos, os autores apresentam estudos de caso, experiências práticas e reflexões teóricas que demonstram como a aprendizagem social e as ferramentas participativas podem ser aplicadas em diversos contextos urbanos. Eles discutem a im- portância da participação ativa da comunidade na tomada de de- cisões, na elaboração de políticas públicas e na busca por soluções sustentáveis para os desafios enfrentados nas cidades. Além disso, o livro destaca a relevância da educação ambiental e da conscientização para a construção de cidades mais sustentáveis e equitativas. Os autores enfatizam a necessidade de promover a educação ambiental de forma inclusiva e participativa, envolvendo diferentes grupos sociais e estimulando a reflexão crítica sobre as questões urbanas. A obra também explora o papel das instituições acadêmicas e da pesquisa científica na promoção da aprendizagem social e no desenvolvimento de ferramentas participativas. Os autores dis- cutem como a academia pode se engajar em parcerias com a so- ciedade civil e os governos locais, contribuindo com conhecimentos científicos e técnicos para a construção de cidades mais suste- ntáveis e participativas. Em resumo, “Aprendizagem Social e Ferramentas Participa- tivas para o Nexo Urbano: Aprendendo Juntos para Promover um Futuro Melhor” é uma obra que traz reflexões importantes sobre a construção de cidades sustentáveis e participativas. Os autores demonstram como a aprendizagem social e o uso de ferramentas participativas podem contribuir para a transformação social e a con- strução de um futuro mais promissor nas áreas urbanas. CASTELLAR, SONIA MARIA VANZELLA. CARTOGRAFIA ESCOLAR E O PENSAMENTO ESPACIAL FORTALECENDO O CONHECIMENTO GEOGRÁFICO. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO EM GEOGRAFIA (ONLINE), V. 7, N. 13, P. 207–232, JAN./JUN. 2017 O artigo “Cartografia Escolar e o Pensamento Espacial For- talecendo o Conhecimento Geográfico”, escrito por S. M. V. Cas- tellar e publicado na Revista Brasileira de Educação em Geografia em 2017, aborda a importância da cartografia no fortalecimento do conhecimento geográfico no contexto escolar. O objetivo principal do estudo é discutir a relevância da car- tografia como uma ferramenta educacional para desenvolver o pensamento espacial dos alunos e a compreensão das relações en- tre espaço, sociedade e meio ambiente. A autora argumenta que a cartografia é uma linguagem visual poderosa que permite aos estu- dantes interpretar e representar o espaço geográfico de forma mais significativa. No artigo, Castellar explora diferentes abordagens e práticas pedagógicas que podem ser adotadas pelos professores para pro- mover o uso da cartografia como um recurso didático eficaz. Ela destaca a importância de atividades práticas, como a leitura e inter- pretação de mapas, a elaboração de representações cartográficas e a análise de imagens geográficas, que auxiliam os alunos a com- preenderem conceitos geográficos complexos. Além disso, a autora enfatiza a necessidade de abordar a car- tografia de maneira integrada com outras disciplinas, relacionan- do o conhecimento geográfico com aspectos históricos, socioeco- nômicos e culturais. Isso contribui para ampliar a compreensão dos alunos sobre a complexidade e a dinâmica dos espaços geográficos em que vivem. Castellar destaca também a importância do uso das tecnologias digitais no ensino da cartografia, como softwares de mapeamento e sistemas de informações geográficas. Essas ferramentas permitem que os estudantes explorem o espaço de forma interativa, realizem análises espaciais e desenvolvam habilidades de pensamento críti- co e espacial. Em suma, o artigo ressalta a relevância da cartografia escolar como um instrumento pedagógico fundamental para fortalecer o conhecimento geográfico dos alunos. Através da utilização da car- tografia, os estudantes desenvolvem habilidades de interpretação, BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS 5858 a solução para o seu concurso! Editora análise e representação do espaço, contribuindo para uma com- preensão mais profunda e significativa das relações entre socie- dade, espaço e meio ambiente. FELÍCIO, MUNIR JORGE. GÊNESE DA GEOGRAFIA AGRÁ- RIA NO BRASIL. CAMPO TERRITÓRIO: REVISTA DE GE- OGRAFIA AGRÁRIA, UBERLÂNDIA, V. 14, N. 33, P. 32-52, AGO. 2019 O artigo “Gênese da Geografia Agrária no Brasil”, escrito por M.J. Felício e publicado na revista Campo Território: Revista Agrária em agosto de 2019, aborda a origem e o desenvolvimento da Geografia Agrária como um campo de estudo no Brasil. O objetivo principal do estudo é traçar um panorama histórico sobre a formação da Geografia Agrária no país, desde suas bases teóricas e metodológicas até suas principais contribuições para a compreensão do espaço rural brasileiro. No artigo, Felício destaca a importância de entender a relação entre sociedade e natureza no contexto agrário, assim como a in- fluência de fatores políticos, econômicos e sociais na organização do espaço rural. O autor ressalta que a Geografia Agrária surge como uma resposta às demandas de compreensão das dinâmicas espaciais do campo e das relações de poder envolvidas na produção agrícola. O estudo aborda também os principais autores e obras que contribuíram para o desenvolvimento da Geografia Agrária no Bra- sil, desde os precursores até os pesquisadores contemporâneos. São discutidas abordagens teóricas, como a teoria do campesinato, a análise dos sistemas agrários e os estudos sobre agricultura famil- iar e agronegócio. Felício destaca ainda a importância da Geografia Agrária como uma disciplina que busca compreender as desigualdades sociais e espaciais presentes no meio rural brasileiro, além de analisar os processos de desenvolvimento agrícola, as relações de trabalho e a distribuição de terras. O autor ressalta a necessidade de uma abordagem multidisci- plinar na Geografia Agrária, envolvendo diálogos com outras áreas do conhecimento, como a Economia, a Sociologia Rural e a Ecologia. Isso permite uma compreensão mais ampla das dinâmicas e dos desafios enfrentados no campo. Em suma, o artigo “Gênese da Geografia Agrária no Brasil” apresenta um panorama histórico e teórico sobre a formação desse campo de estudo no país. O autor destaca sua importância na com- preensão das dinâmicas espaciais do espaço rural, bem como na análise das relações sociais, econômicas e políticas envolvidas na produção agrícola brasileira. HAESBAERT, ROGÉRIO. TERRITÓRIO E MULTITERRITO- RIALIDADE: UM DEBATE. GEOGRAPHIA, RIO DE JANEI- RO, V. 9, N. 17, P. 19-46, 2007 O artigo “Território e Multiterritorialidade: Um Debate”, escrito por R. Haesbaert e publicado na revista Geographia, em 2007, apre- senta uma reflexão sobre o conceito de território e a emergência do fenômeno da multiterritorialidade. O objetivo principal do artigo é discutir a complexidade do território no contexto contemporâneo, considerando as transfor- mações sociais, políticase econômicas que têm impacto na con- strução e na organização dos espaços territoriais. Haesbaert argumenta que o conceito tradicional de território, baseado na ideia de controle e exclusividade de uma determina- da área por parte de um grupo ou entidade, está sendo desafiado pela crescente interconectividade e interdependência dos espaços. Nesse sentido, o autor propõe o conceito de multiterritorialidade, que reconhece a coexistência de múltiplos territórios e as diversas formas de apropriação e reivindicação dos espaços. No decorrer do artigo, Haesbaert explora diferentes aborda- gens teóricas sobre o tema, discutindo a relação entre território, identidade, poder e pertencimento. Ele destaca a importância de considerar as dinâmicas socioespaciais, as relações de poder e as práticas territoriais que transcendem as fronteiras tradicionais. O autor também aborda questões como a globalização, os fluxos transfronteiriços, as relações de escala e a multiplicidade de atores e interesses envolvidos na construção dos territórios. Ele ressalta a necessidade de compreender a territorialidade como um processo dinâmico e em constante transformação, influenciado por fatores sociais, culturais, políticos e econômicos. Haesbaert argumenta que a multiterritorialidade desafia as noções tradicionais de soberania e delimitação espacial, eviden- ciando a complexidade dos processos de construção, apropriação e transformação dos territórios. Ele defende a importância de uma abordagem crítica e reflexiva sobre o conceito de território, consid- erando as múltiplas formas de pertencimento, as lutas territoriais e as relações de poder presentes nos diferentes espaços. Em resumo, o artigo “Território e Multiterritorialidade: Um De- bate” apresenta uma reflexão crítica sobre o conceito de território no contexto contemporâneo, discutindo a emergência da multi- territorialidade e as transformações que desafiam as noções tradi- cionais de territorialidade. O autor enfatiza a necessidade de com- preender as dinâmicas espaciais complexas e as relações de poder presentes na construção e apropriação dos territórios. JACOBI, PEDRO ROBERTO; GRANDISOLI, EDSON; COU- TINHO, SONIA MARIA VIGGIANI; MAIA, ROBERTA DE ASSIS; TOLEDO, RENATA FERRAZ DE. TEMAS ATUAIS EM MUDANÇAS CLIMÁTICAS: PARA OS ENSINOS FUNDA- MENTAL E MÉDIO. SÃO PAULO: IEE/USP, 2015 O livro “Temas Atuais em Mudanças Climáticas: Para os Ensinos Fundamental e Médio”, de autoria de Pedro Roberto Jacobi, Edson Grandisoli, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Roberta de Assis Maia e Renata Ferraz de Toledo, publicado em 2015, aborda questões rel- acionadas às mudanças climáticas e sua relevância para o ensino fundamental e médio. O objetivo principal da obra é fornecer subsídios e informações atualizadas sobre as mudanças climáticas, de forma a conscientizar e engajar os estudantes nesses temas. Os autores buscam apresen- tar conteúdos relevantes e abordar questões como a origem das mudanças climáticas, seus impactos socioambientais e as medidas de mitigação e adaptação necessárias. O livro está estruturado em capítulos que exploram diferentes aspectos das mudanças climáticas, como o papel das atividades humanas, as consequências para os ecossistemas e as soluções BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS 59 a solução para o seu concurso! Editora propostas para lidar com o problema. Os autores utilizam uma lin- guagem clara e acessível, de modo a facilitar a compreensão dos conceitos pelos estudantes. Além disso, a obra conta com atividades práticas, sugestões de experimentos e propostas de discussões em sala de aula, com o in- tuito de promover a participação ativa dos estudantes e estimular o pensamento crítico sobre o tema das mudanças climáticas. O livro aborda também a importância da educação ambiental no contexto das mudanças climáticas, destacando a necessidade de desenvolver habilidades e competências nos estudantes para en- frentar os desafios ambientais do século XXI. Em resumo, o livro “Temas Atuais em Mudanças Climáticas: Para os Ensinos Fundamental e Médio” busca proporcionar uma abordagem educativa e atualizada sobre as mudanças climáticas, oferecendo subsídios para os professores e estimulando a conscien- tização e ação dos estudantes em relação a esse importante tema. MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO; MAGNONI, MARIA DA GRAÇA MELLO. PREVENIR E ANTECIPAR PARA NÃO RE- MEDIAR: O ENSINO DE GEOGRAFIA, A REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊNCIA NO MUNDO GLOBALIZADO. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET AL. REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊN- CIA NO MEIO RURAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: CENTRO PAULA SOUZA, 2020. P. 76-100 O texto “Prevenir e Antecipar para não Remediar: o Ensino de Geografia, a Redução do Risco de Desastres e a Resiliência no Mun- do Globalizado”, escrito por Lourenço Magnoni Júnior e Maria da Graça Mello Magnoni, faz parte do livro “Redução do Risco de De- sastres e a Resiliência no Meio Rural e Urbano”, publicado em 2020. O texto aborda a importância do ensino de Geografia como ferramenta para a prevenção e redução do risco de desastres e o desenvolvimento da resiliência em um mundo globalizado. Os au- tores destacam a necessidade de antecipar e adotar medidas pre- ventivas para evitar a ocorrência de desastres e suas consequências negativas. A obra discute os desafios enfrentados pelo meio rural e urba- no em relação aos desastres naturais e antrópicos, enfatizando a importância da educação geográfica na formação de cidadãos con- scientes e preparados para lidar com essas situações. Os autores ressaltam a importância de abordar em sala de aula temas como os diferentes tipos de desastres, suas causas e consequências, bem como as estratégias de prevenção, mitigação e resiliência. Eles argumentam que o ensino de Geografia pode con- tribuir para a formação de uma consciência crítica e responsável em relação aos riscos e desastres, incentivando a adoção de práticas sustentáveis e a participação ativa na construção de comunidades mais resilientes. O texto apresenta também exemplos de boas práticas e ex- periências educacionais que incorporam o ensino da Geografia e a redução do risco de desastres, destacando a importância da inter- disciplinaridade e da participação da comunidade nesse processo. Em suma, o texto ressalta a relevância do ensino de Geografia na promoção da prevenção, redução do risco de desastres e desen- volvimento da resiliência em um mundo globalizado, enfatizando a necessidade de preparar os estudantes para enfrentar os desafios do presente e do futuro. MARTINELLI, MARCELLO. MAPAS DA GEOGRAFIA E DA CARTOGRAFIA TEMÁTICA. SÃO PAULO: CONTEXTO, 2003 O livro “Mapas da Geografia e da Cartografia Temática”, escrito por Marcelo Martinelli e publicado em 2003, aborda a importância dos mapas como ferramentas fundamentais para o estudo e com- preensão da Geografia e da Cartografia Temática. A obra explora os conceitos básicos relacionados à elaboração, interpretação e análise de mapas, apresentando de forma clara e didática os princípios cartográficos, as técnicas de representação espacial e os diferentes tipos de mapas utilizados na Geografia. O autor discute o papel dos mapas como instrumentos de vi- sualização e comunicação do conhecimento geográfico, destacan- do sua relevância para a compreensão das relações espaciais, das dinâmicas territoriais e das características geográficas dos lugares. O livro abrange diversos temas, como a leitura de mapas, a rep- resentação dos fenômenos geográficos, a simbologia cartográfica, a cartografia temática e a utilização de softwares e tecnologias digi- tais na produção de mapas. Ao longo dos capítulos, Martinelli apresenta exemplos práticos e estudos de caso que ilustram a aplicação dos conceitos cartográf- icos no contexto geográfico, fornecendo aos leitores uma base sóli- da para a compreensão e a análise de mapas. Em resumo, o livro “Mapas da Geografia e da Cartografia Temática” é uma obra de referência que aborda os fundamentosteóricos e práticos da cartografia e sua relação com a Geografia. O autor busca proporcionar ao leitor o domínio das técnicas e con- ceitos cartográficos, possibilitando uma melhor compreensão do mundo por meio dos mapas. MORAES, ANTONIO CARLOS ROBERT. GEOGRAFIA: PE- QUENA HISTÓRIA CRÍTICA. SÃO PAULO: HUCITEC, 1985 O livro “Geografia: Pequena História Crítica”, escrito por An- tonio Carlos Robert Moraes e publicado em 1985, apresenta uma análise crítica sobre a história e o desenvolvimento da disciplina de Geografia ao longo dos anos. A obra aborda a evolução da Geografia como ciência e suas diferentes correntes teóricas, desde os primórdios até os debates contemporâneos. O autor faz uma análise dos principais conceitos, abordagens e métodos utilizados na Geografia, destacando suas transformações ao longo do tempo. Moraes examina as contribuições de diversos geógrafos e esco- las de pensamento, explorando suas visões e críticas em relação à forma como a Geografia tem sido estudada e ensinada. Ele aborda questões como as relações entre Geografia e poder, a influência do contexto social e político na produção do conhecimento geográfico e as perspectivas críticas da disciplina. O autor também discute as transformações que a Geografia passou ao longo do tempo, acompanhando as mudanças no mundo e na sociedade. Ele aborda o papel da Geografia na compreensão dos problemas socioambientais, no estudo das desigualdades ter- ritoriais e na busca por uma abordagem mais crítica e transforma- dora da realidade. BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS 6060 a solução para o seu concurso! Editora Ao longo do livro, Moraes apresenta exemplos e reflexões que ilustram as diferentes perspectivas e abordagens geográficas, bus- cando estimular uma visão crítica da disciplina e sua relevância para a compreensão e transformação do mundo. Em suma, “Geografia: Pequena História Crítica” é uma obra que oferece uma análise crítica e reflexiva sobre a história da Geografia, suas correntes teóricas e suas transformações ao longo do tempo. O autor convida os leitores a repensarem a disciplina e a sua relação com a sociedade, incentivando uma abordagem mais crítica e enga- jada na compreensão do espaço e das relações humanas. OLIVATO, DÉBORA ET AL. JOVENS NA COMPOSIÇÃO DE DIÁLOGOS CARTOGRAFADOS SOBRE PREVENÇÃO DE DESASTRES. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET AL. REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊNCIA NO MEIO RURAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: CENTRO PAULA SOUZA, 2020. P. 537-549 O capítulo “Jovens na Composição de Diálogos Cartografados sobre Prevenção de Desastres”, escrito por Débora Olivato e co- laboradores, faz parte do livro “Redução do Risco de Desastres e a Resiliência no Meio Rural e Urbano”, organizado por Lourenço Mag- noni Júnior e outros, publicado em 2020. Nesse capítulo, os autores abordam o papel dos jovens na composição de diálogos cartografados relacionados à prevenção de desastres. Eles exploram as percepções e vivências dos jovens em relação aos riscos e desastres, bem como sua participação nas estratégias de redução do risco e resiliência em comunidades rurais e urbanas. Os autores utilizam a metodologia da cartografia social, en- volvendo os jovens no processo de mapeamento e diálogo com o intuito de promover uma compreensão mais ampla e participativa dos desastres. Eles destacam a importância de ouvir as vozes dos jovens e reconhecer suas contribuições na construção de políticas e ações efetivas de prevenção e mitigação de desastres. No capítulo, são apresentados casos de estudo e experiências práticas que demonstram como os jovens podem se envolver ati- vamente na prevenção de desastres, trazendo suas perspectivas e conhecimentos locais. Os diálogos cartografados se mostram como uma ferramenta valiosa para fortalecer a resiliência das comuni- dades, permitindo a troca de informações e a identificação de áreas de risco. Em suma, o capítulo “Jovens na Composição de Diálogos Car- tografados sobre Prevenção de Desastres” destaca a importância da participação dos jovens nas ações de prevenção de desastres. Os autores evidenciam como a cartografia social pode ser uma ferra- menta efetiva para ampliar o diálogo e promover uma abordagem mais inclusiva e participativa na redução do risco de desastres nas comunidades rurais e urbanas. PANZERI, CARLA GRACIOTO ET AL. CAMPANHA #APREN- DERPARAPREVENIR: INSPIRAÇÕES PARA REDUZIR RIS- COS DE DESASTRES. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET AL. REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊN- CIA NO MEIO RURAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: CENTRO PAULA SOUZA, 2020. P. 10-26 O capítulo “Campanha #AprenderParaPrevenir: Inspirações para Reduzir Riscos de Desastres”, escrito por Carla Gracioto Panzeri e colaboradores, faz parte do livro “Redução do Risco de Desastres e a Resiliência no Meio Rural e Urbano”, organizado por Lourenço Magnoni Júnior e outros, publicado em 2020. Nesse capítulo, os autores apresentam a campanha #Aprender- ParaPrevenir, que tem como objetivo promover a conscientização e ações preventivas em relação aos riscos de desastres. A campanha busca engajar a sociedade, incluindo estudantes, professores e co- munidades, na redução dos riscos e na construção de uma cultura de prevenção. Os autores destacam a importância do aprendizado e da edu- cação como ferramentas essenciais para a prevenção de desastres. Eles abordam temas como mapeamento de riscos, planejamento urbano, comportamento resiliente e adoção de medidas preventi- vas, fornecendo inspirações e exemplos práticos de ações que po- dem ser implementadas. Ao longo do capítulo, são apresentados casos de estudo e ex- periências bem-sucedidas relacionadas à campanha #Aprender- ParaPrevenir. Os autores enfatizam a participação ativa dos jovens e a importância de seu envolvimento na construção de uma cultura de prevenção de desastres, por meio de atividades educativas, en- gajamento comunitário e troca de conhecimentos. Em resumo, o capítulo “Campanha #AprenderParaPrevenir: In- spirações para Reduzir Riscos de Desastres” destaca a importância da conscientização e do aprendizado para a prevenção de desas- tres. Os autores apresentam a campanha como uma iniciativa inspi- radora que busca engajar a sociedade e promover ações efetivas na redução dos riscos de desastres no meio rural e urbano. RUIZ, LUIS FERNANDO CHIMELO; SILVA JÚNIOR, ORLE- NO MARQUES DA; GUASSELLI, LAURINDO ANTONIO. GOOGLE EARTH COMO RECURSO MIDIÁTICO NO ENSI- NO DE GEOGRAFIA: ESTUDO DE CASO DAS PAISAGENS E DOS IMPACTOS AMBIENTAIS EXISTENTES NOS DOMÍ- NIOS MORFOCLIMÁTICOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO. IN: MAGNONI JÚNIOR, LOURENÇO ET AL. REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES E A RESILIÊNCIA NO MEIO RU- RAL E URBANO. 2. ED. SÃO PAULO: CENTRO PAULA SOUZA, 2020. P. 616-625 O tema selecionado é “Google Earth como Recurso Midiático no Ensino de Geografia: Estudo de Caso das Paisagens e dos Im- pactos Ambientais Existentes nos Domínios Morfoclimáticos do Ter- ritório Brasileiro”, escrito por Luis Fernando Chimelo Ruiz, Orleno Marques da Silva Júnior e Laurindo Antonio Guasselli. O capítulo está presente no livro “Redução do Risco de Desastres e a Resil- BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS 61 a solução para o seu concurso! Editora iência no Meio Rural e Urbano”, organizado por Lourenço Magnoni Júnior et al. e publicado em São Paulo, em 2020, pelo Centro Paula Souza. No texto, os autores exploram o potencial do Google Earth como uma ferramenta midiática no ensino de Geografia. Eles reali- zam um estudo de caso focado nas paisagens e impactos ambientais presentes nos diferentes domínios morfoclimáticos do território brasileiro. O Google Earth é utilizado como uma plataforma para a visualização e análise dessas paisagens, permitindo aos alunos uma compreensão mais abrangente e interativa da geografia do país. Os autores argumentam que o uso do Google Earth no ensino de Geografia proporciona uma experiência de aprendizagem mais dinâmica e envolvente, permitindo aos estudantes explorarvirtual- mente diferentes regiões do Brasil. Além disso, a utilização dessa ferramenta possibilita uma abordagem mais atualizada e contextu- alizada dos temas geográficos, contribuindo para o desenvolvimen- to do pensamento espacial dos alunos. O estudo de caso apresentado no capítulo demonstra como o Google Earth pode ser aplicado na identificação e análise de dif- erentes elementos geográficos, como relevo, clima, vegetação e impactos ambientais. Os autores destacam a importância de pro- mover a conscientização sobre as questões ambientais e a relação entre as paisagens e os processos naturais, assim como os impactos causados pelas atividades humanas. Em resumo, o capítulo aborda o uso do Google Earth como re- curso midiático no ensino de Geografia, destacando sua aplicação no estudo das paisagens e dos impactos ambientais presentes nos domínios morfoclimáticos do território brasileiro. Os autores enfati- zam a importância dessa ferramenta no desenvolvimento do pensa- mento espacial dos alunos e na promoção de uma abordagem mais interativa e contextualizada do conhecimento geográfico. SANTOS, MILTON. POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO: DO PENSAMENTO ÚNICO À CONSCIÊNCIA UNIVERSAL. 32. ED. RIO DE JANEIRO: RECORD, 2021 O livro “Por uma Outra Globalização: Do Pensamento Único à Consciência Universal”, escrito por Milton Santos, aborda de forma crítica o fenômeno da globalização e propõe uma reflexão sobre os desafios e alternativas para a construção de um mundo mais justo e igualitário. Publicado em 2021, esta é a 32ª edição da obra. Neste livro, o autor questiona a ideia do “pensamento único”, que se baseia na supremacia do modelo econômico neoliberal e na homogeneização cultural promovida pela globalização. Milton Santos defende a importância de se pensar em uma outra forma de globalização, que leve em consideração a diversidade cultural, social e econômica dos povos ao redor do mundo. Ao longo das páginas, o autor explora temas como as desigual- dades sociais, a concentração de poder, a degradação ambiental e os impactos negativos da globalização sobre as populações mais vulneráveis. Ele analisa as estruturas e dinâmicas do sistema cap- italista global e sugere a necessidade de uma consciência universal que promova a solidariedade, a cooperação e a justiça social. Milton Santos apresenta propostas e alternativas para enfren- tar os desafios da globalização, como a valorização da diversidade cultural, a busca por modelos econômicos mais sustentáveis e in- clusivos, a defesa dos direitos humanos e a participação cidadã ati- va. Ele destaca a importância de fortalecer os movimentos sociais e promover a democratização do acesso aos recursos e benefícios da globalização. Em resumo, “Por uma Outra Globalização: Do Pensamento Úni- co à Consciência Universal” é uma obra essencial para aqueles que desejam compreender criticamente os processos globais contem- porâneos e refletir sobre alternativas e caminhos para a construção de um mundo mais justo e sustentável. Através de uma abordagem crítica e propositiva, Milton Santos nos convida a repensar a global- ização e a buscar uma consciência universal que promova a digni- dade humana e a equidade social. SILVEIRA, MARIA LAURA. O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIE- DADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI. 22. ED. RIO DE JANEIRO: RECORD, 2021 O livro “O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI”, escrito por Maria Laura Silveira, aborda a relação entre território e sociedade no contexto brasileiro contemporâneo. Publicado em 2021, esta obra apresenta uma visão atualizada sobre as transfor- mações territoriais e sociais ocorridas no país nas últimas décadas. A autora explora temas como urbanização, regionalização, desigualdades sociais, migrações, questões ambientais e políticas públicas. Ela analisa como esses elementos influenciam a organi- zação do território brasileiro e impactam a vida da população. Ao longo do livro, Silveira utiliza uma abordagem interdisciplin- ar, combinando conceitos e metodologias da geografia, sociologia, economia e ciências políticas. Ela utiliza dados e estatísticas para embasar suas análises, fornecendo uma visão ampla e detalhada da realidade do Brasil no início do século XXI. A obra destaca as características geográficas do país, como sua extensão territorial, diversidade natural, riquezas minerais e recur- sos hídricos. Também aborda a formação histórica do território bra- sileiro, desde o período colonial até os dias atuais, evidenciando as heranças culturais e as diferentes dinâmicas regionais. Além disso, a autora discute as desigualdades sociais presentes na sociedade brasileira, enfatizando as disparidades econômicas, o acesso desigual a serviços públicos e as condições de vida nas áreas urbanas e rurais. Ela também analisa os desafios enfrentados pelo país em relação ao desenvolvimento sustentável e à preservação do meio ambiente. “O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI” é uma obra que contribui para o entendimento da realidade brasileira contemporânea, oferecendo uma análise crítica e reflexiva sobre as questões territoriais e sociais que afetam o país. Através desse panorama abrangente, a autora busca promover uma compreensão mais ampla e aprofundada do Brasil e suas complexidades. BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS 6262 a solução para o seu concurso! Editora SENA, CARLA CRISTINA REINALDO GIMENES DE; CAR- MO, WALDIRENE RIBEIRO DO. CARTOGRAFIA TÁTIL: O PAPEL DAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. BOLETIM PAULISTA DE GEOGRAFIA, SÃO PAULO, V. 99, P. 102–123, 2018 O artigo intitulado “Cartografia Tátil: O Papel das Tecnologias na Educação Inclusiva”, de autoria de Carla Cristina Reinaldo Gimenes de Sena e Waldirene Ribeiro do Carmo, foi publicado no Boletim Paulista de Geografia, em 2018. O estudo aborda a importância da cartografia tátil como uma ferramenta para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual no ensino de geografia. O artigo discute a relevância da utilização de tecnologias acessíveis, como a impressão em relevo, para a representação car- tográfica em relevo, possibilitando que os alunos com deficiência vi- sual tenham acesso às informações geográficas de forma tátil. Essa abordagem visa garantir a participação plena e igualitária desses es- tudantes nas aulas de geografia, estimulando seu desenvolvimento cognitivo, espacial e social. Os autores apresentam diversos estudos de caso que demon- stram a eficácia da cartografia tátil como uma ferramenta pedagógi- ca inclusiva. Eles destacam a importância da adaptação de materiais cartográficos convencionais para a versão tátil, permitindo que os alunos possam explorar e compreender os elementos geográficos de maneira mais significativa. Além disso, o artigo também aborda o papel das tecnologias digitais na educação inclusiva, destacando o uso de softwares e aplicativos que permitem a criação de mapas táteis de forma in- terativa. Essas tecnologias ampliam as possibilidades de aprendiza- gem e promovem a autonomia dos alunos, proporcionando uma experiência mais imersiva e dinâmica no estudo da geografia. O estudo conclui ressaltando a importância de investir em práticas educacionais inclusivas e na formação de professores para o uso adequado da cartografia tátil e das tecnologias na sala de aula. A partir dessas abordagens, é possível ampliar o acesso ao conhecimento geográfico e garantir a participação de todos os estu- dantes, independentemente de suas habilidades visuais. Assim, o artigo “Cartografia Tátil: O Papel das Tecnologias na Educação Inclusiva” apresenta reflexões relevantes sobre a im- portância da cartografia tátil e do uso das tecnologias no contex- to da educação inclusiva, buscando promover uma aprendizagem geográfica mais acessível e igualitária para todos os alunos. TEIXEIRA, WILSON; TOLEDO, M. CRISTINA MOTTA DE; FAIRCHILD, THOMAS RICH; TAIOLI, FABIO (ORG.). DE- CIFRANDO A TERRA. 2. ED. SÃO PAULO: COMPANHIA EDITORA NACIONAL, 2009. CAP.1, 2, 3, 5, 8, 10 E 20 “Decifrando a Terra” é um livro organizado por Wilson Teixeira, M. Cristina Motta de Toledo, Thomas Rich Fairchild e Fabio Taioli. Publicado em 2009 pela Companhia Editora Nacional, a segunda edição dessa obra abrange os capítulos 1, 2, 3, 5, 8, 10 e 20. O livro aborda diversos aspectos relacionados à geologia e à geografia física da Terra. Os autores apresentam de forma clara e acessível os principais conceitos e teorias relacionados à formação e evolução do planeta, além de explorar fenômenos geológicos, como a formação das rochas, os processos de erosão e as transfor- mações da superfície terrestre ao longo do tempo. Nos capítulos selecionados, são abordados temas como a es- trutura interna da Terra, as placas tectônicas e os movimentos da crosta terrestre, o ciclo das rochas, os processos de erosão e sedi- mentação, além do papel dos agentes externos na modelagem do relevo. Os autores também discutem a importância da geologia na compreensão dos recursos naturais e dos fenômenos naturais, como terremotos, vulcões e tsunamis. Ao longo do livro, são apresentados exemplos e estudos de caso que ilustram os conceitos discutidos, além de imagens, gráfi- cos e mapas que auxiliam na visualização dos processos geológicos. Os autores também destacam a importância da geologia na socie- dade contemporânea, especialmente no planejamento urbano, na exploração de recursos minerais e energéticos, e na preservação do meio ambiente. Em suma, “Decifrando a Terra” é uma obra fundamental para aqueles que desejam compreender os processos geológicos e a dinâmica do planeta. Por meio de uma abordagem didática e at- ualizada, os autores proporcionam aos leitores um conhecimento sólido sobre a geologia da Terra, permitindo uma compreensão mais profunda dos fenômenos naturais e dos desafios ambientais enfrentados pela sociedade. QUESTÕES 1.Qual é o principal objetivo do artigo “Cartografia Tátil: O Pa- pel das Tecnologias na Educação Inclusiva”? (A) Discutir a importância da cartografia tátil na educação in- clusiva. (B) Apresentar estudos de caso sobre o uso de tecnologias na educação inclusiva. (C) Explorar o uso de softwares e aplicativos na educação in- clusiva. (D) Analisar o papel das tecnologias na representação cartográ- fica em relevo. 2.Além da cartografia tátil, qual é outro recurso abordado no artigo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual? (A) Mapas em braille. (B) Softwares educacionais. C) Livros digitais. (D) Aplicativos móveis. 3.Quais são os principais temas abordados no livro “O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI”? (A) Urbanização, desigualdade de gênero e mudanças climáti- cas. (B) Regionalização, migrações e desenvolvimento sustentável. (C) Políticas públicas, riquezas minerais e questões ambientais. (D) Globalização, extensão territorial e diversidade cultural. 4.Qual é a abordagem utilizada pela autora Maria Laura Silveira em seu livro? (A) Uma análise exclusivamente geográfica do território bra- sileiro. (B) Uma visão histórica do Brasil desde o período colonial até BIBLIOGRAFIA LIVROS E ARTIGOS 63 a solução para o seu concurso! Editora os dias atuais. (C) Uma abordagem interdisciplinar, combinando conceitos de diferentes áreas do conhecimento. (D) Uma crítica aos problemas sociais do país sem considerar os aspectos territoriais. 5.Qual é o principal questionamento abordado por Milton San- tos em “Por uma Outra Globalização: Do Pensamento Único à Con- sciência Universal”? (A) A supremacia do modelo econômico neoliberal. (B) A diversidade cultural dos povos ao redor do mundo. (C) Os impactos negativos da globalização sobre as populações vulneráveis. (D) A concentração de poder no sistema capitalista global. 6.Segundo Milton Santos, qual é a proposta para uma outra globalização? (A) A homogeneização cultural promovida pela globalização. (B) A valorização da diversidade cultural e a promoção da sol- idariedade. (C) A defesa dos direitos humanos apenas em âmbito nacional. (D) A concentração de poder como forma de enfrentar os de- safios globais. 7.Qual é o objetivo principal do estudo de caso apresentado pelos autores no capítulo? (A) Explorar as paisagens e impactos ambientais presentes nos domínios morfoclimáticos do território brasileiro. (B) Analisar o potencial do Google Earth como ferramenta de geoprocessamento. (C) Investigar as diferentes ferramentas midiáticas disponíveis para o ensino de Geografia. (D) Desenvolver um manual de instruções para a utilização do Google Earth em sala de aula. 8.De acordo com os autores, qual é uma das principais vanta- gens do uso do Google Earth no ensino de Geografia? (A) Proporcionar uma experiência de aprendizagem dinâmica e envolvente. (B) Substituir o uso de mapas impressos e globos terrestres nas aulas. (C) Limitar a exploração geográfica apenas às áreas urbanas. (D) Fornecer informações atualizadas sobre os aspectos de- mográficos do Brasil. 9.Qual é o objetivo principal da campanha #AprenderParaPre- venir, apresentada no capítulo? (A) Engajar a sociedade na redução dos riscos de desastres. (B) Promover a resiliência no meio rural e urbano. (C) Fornecer inspirações para a gestão de desastres naturais. (D) Criar uma cultura de prevenção de desastres nas escolas. 10. Qual é o papel dos jovens na campanha #AprenderParaPre- venir, conforme destacado pelos autores? (A) Desenvolver tecnologias avançadas para prevenção de de- sastres. (B) Liderar as ações de resposta em casos de desastres naturais. (C) Engajar a comunidade e promover a cultura de prevenção. (D) Realizar pesquisas científicas sobre riscos de desastres. 11. Qual é o objetivo principal do capítulo “Jovens na Com- posição de Diálogos Cartografados sobre Prevenção de Desastres”? (A) Analisar os desastres ocorridos em comunidades rurais e urbanas. (B) Explorar a participação dos jovens na prevenção de desas- tres. (C) Apresentar estratégias de mitigação de desastres em áreas de risco. (D) Discutir a importância da resiliência no meio rural e urbano. 12. Qual metodologia é utilizada pelos autores no capítulo para promover uma compreensão mais ampla e participativa dos desas- tres? (A) Cartografia social. (B) Análise de riscos. (C) Modelagem matemática. (D) Observação direta. 13. Qual é o objetivo principal do livro “Geografia: Pequena História Crítica”? (A) Apresentar uma visão positivista da Geografia e suas técni- cas de mapeamento. (B) Analisar criticamente a história e o desenvolvimento da dis- ciplina de Geografia. (C) Examinar os principais problemas ambientais do século XX. (D) Discutir a relação entre Geografia e outras disciplinas científicas. 14. Segundo o livro, qual é a importância da Geografia na com- preensão do mundo? (A) A Geografia fornece informações precisas sobre os fenômenos naturais. (B) A Geografia estuda apenas as relações econômicas entre países. (C) A Geografia é uma disciplina desatualizada e sem relevância no mundo atual. (D) A Geografia permite compreender as desigualdades territo- riais e a relação entre sociedade e espaço. 15. O que o autor destaca como a importância dos mapas no estudo da Geografia? (A) A possibilidade de visualizar e comunicar o conhecimento geográfico. (B) A capacidade de representar de forma precisa os fenômenos naturais. (C) A exclusiva utilização de tecnologias digitais na produção de mapas. (D) A ênfase na simbologia cartográfica como elemento central na elaboração de mapas. 16. Qual é o principal foco do texto “Prevenir e Antecipar para não Remediar: o Ensino de Geografia, a Redução do Risco de Desas- tres e a Resiliência no Mundo Globalizado”? (A) Discutir os desafios do ensino de Geografia no meio rural. (B) Explorar estratégias para remediar desastres naturais. (C) Destacar a importância da educação geográfica na redução do risco de desastres. (D) Analisar o impacto da globalização no ensino de Geografia. (A) (B) (C) BIBLIOGRAFIALIVROS E ARTIGOS 6464 a solução para o seu concurso! Editora 17. O texto menciona que o ensino de Geografia pode con- tribuir para: (A) Ignorar as causas dos desastres naturais. (B) Desenvolver uma consciência crítica em relação aos desas- tres. (C) Isolar as comunidades dos problemas relacionados aos de- sastres. (D) Reduzir a importância da participação da comunidade. 18. Qual é o principal objetivo do livro “Temas Atuais em Mu- danças Climáticas: Para os Ensinos Fundamental e Médio”? (A) Apresentar soluções definitivas para as mudanças climáti- cas. (B) Promover o ensino de conceitos abstratos sobre mudanças climáticas. (C) Conscientizar e engajar estudantes nas questões das mu- danças climáticas. (D) Explorar a origem histórica das mudanças climáticas. 19. O livro “Temas Atuais em Mudanças Climáticas” oferece: (A) Atividades práticas e sugestões de experimentos. (B) Dicas para o ensino de matemática. (C) Um guia de viagem para locais afetados pelas mudanças climáticas. (D) Um estudo sobre mudanças climáticas na Idade Média. 20.Qual é o principal objetivo do livro “Território e Multiterrito- rialidade: Um Debate”? (A) Discutir a relação entre território e identidade. (B) Apresentar estudos de caso sobre multiterritorialidade. (C) Analisar as transformações econômicas na construção dos territórios. (D) Explorar diferentes conceitos geográficos contemporâneos. 21.Segundo o autor, qual é o conceito proposto para superar as noções tradicionais de território? (A) Territorialidade. (B) Globalização. (C) Multiterritorialidade. (D) Soberania. GABARITO 1 A 2 B 3 B 4 C 5 A 6 B 7 A 8 A 9 A 10 C 11 B 12 A 13 B 14 D 15 A 16 C 17 B 18 C 19 A 20 D 21 C ANOTAÇÕES ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ 65 a solução para o seu concurso! Editora PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. CURRÍCULO PAULISTA. SÃO PAULO: SEDUC, [2019]. P. 397-403, 405–448. Currículo paulista ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas no Currículo Paulista engloba os componentes de Geografia e História. Nessa área, o estudante terá a oportunidade de compreender as rela- ções entre o tempo, o espaço, a sociedade e a natureza, de forma contextualizada e significativa. Na Educação Básica, o ensino das Ciências Humanas indica ca- minhos para o desenvolvimento de explorações sociocognitivas, afetivas e lúdicas, procedimentos de investigação, pensamento ético, criativo e crítico, resolução de problemas e interfaces com diferentes linguagens (oral, escrita, cartográfica, estética, técnica, entre outras), de modo a propiciar aos estudantes possibilidades para interpretar o mundo, compreender processos e fenômenos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais e propor ações de intervenção a partir da sua realidade. Assim, essa área visa contribuir para a formação integral dos estudantes, para que possam reconhecer suas responsabilidades na produção do espaço social, político, cultural e geográfico, e no cuidado consigo, com o outro e com o planeta. Desse modo, o Currículo Paulista retoma as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), da área de Ciências Humanas, destacando alguns pontos fundamentais: A área de Ciências Humanas contribui para que os alunos de- senvolvam a cognição in situ, ou seja, sem prescindir da contex- tualização marcada pelas noções de tempo e espaço, conceitos fundamentais da área. Cognição e contexto são, assim, categorias elaboradas con- juntamente, em meio a circunstâncias históricas específicas, nas quais a diversidade humana deve ganhar especial destaque, com vistas ao acolhimento da diferença. O raciocínio espaço-temporal baseia-se na ideia de que o ser humano produz o espaço em que vive, apropriando-se dele em determinada circunstância histórica. A capacidade de identificação dessa circunstância impõe-se como condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie os significados das ações realizadas no passado ou no presente, o que o torna responsável tanto pelo saber produzido quanto pelo controle dos fenômenos naturais e históricos dos quais é agente. (BRASIL, 2017, p.351) Essa área pretende dialogar com a realidade da comunidade local, regional e global, à luz das características demográficas, na- turais, temporais, políticas, econômicas, socioculturais e com os temas contemporâneos. Na elaboração do Currículo foram considerados os seguintes temas transversais: • Direitos da Criança e do Adolescente; • Educação para o Trânsito; • Educação Ambiental; • Educação Alimentar e Nutricional; • Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso; • Educação em Direitos Humanos; • Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena; • Desenvolvimento Sustentável dos povos e comunidades tradicionais; • Saúde, vida familiar e social; • Educação para o Consumo; • Educação Financeira e Fiscal, trabalho, ciência e tecnolo- gia e diversidade cultural; • Educação para Redução de Riscos e Desastres; • Relações de trabalho. Essas temáticas são contempladas na área de Ciências Hu- manas e em habilidades de componentes curriculares de outras áreas do conhecimento, cabendo às escolas, de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada. Nesse senti- do, o trabalho com temas transversais é fundamental para que o estudante compreenda criticamente o mundo em que vive, propondo ações de intervenção para o desenvolvimento de uma sociedade justa, democrática, igualitária, inclusiva e sustentável. Ao longo da Educação Básica, a área de Ciências Humanas contribui para que, de forma gradativa, os estudantes ampliem o repertório de leitura do mundo social e natural, tendo como ponto de partida (Anos Iniciais) a reflexão sobre a sua inserção singular e as suas relações no seu lugar de vivência, considerando, posteriormente, as conexões com tempos e espaços mais amplos (Anos Finais). Na área de Ciências Humanas, os objetos de conhecimento das unidades temáticas de Geografia e História possuem alinha- mento teórico-metodológico ao longo do Ensino Fundamental. Podemos observar que nos Anos Iniciais a unidade temática de Geografia “O sujeito e o seu lugar no mundo” e as unidades temá- ticas de História “Mundo pessoal: meu lugar no mundo”, “Mundo pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo” e “O lugar em que vive”; priorizam seus estudos a partir do lugar de vivência do es- tudante. Nos Anos Finais o foco dos componentes está nas modifica- ções da paisagem, nas relações sociais e dos seres humanos com a natureza, em diferentes tempos; questões sobre as transforma- ções ocorridas no Brasil com os processos econômicos gerados pela colonização e a configuração do território; o reconhecimento da diversidade de povos na construção doBrasil; a transição do mercantilismo para o capitalismo; conflitos e transformações so- ciais nos territórios brasileiro, latino-americano, europeu e africa- PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 6666 a solução para o seu concurso! Editora no; questões de fronteiras; conflitos entre nações; resistência, di- reitos universais e sustentabilidade, entre outros que possibilitam o desenvolvimento de um trabalho conjunto na área. As competências específicas da área de Ciências Humanas as- seguram, para os seus componentes, os direitos fundamentais de aprendizagem de modo pormenorizado que levam ao desenvolvi- mento das competências gerais previstas pela BNCC para toda a Educação Básica. Competências Específicas de Ciências Humanas para o Ensi- no Fundamental 1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plu- ral e promover os direitos humanos. 2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técni- co- -científico-informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo. 3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser hu- mano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade, a autonomia, o senso crítico e a ética, propondo ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, ambiental, social e cultural de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida social. 4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promo- vendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e poten- cialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados. 6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência so- cioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço- -tempo- ral relacionado a localização, distância, direção, duração, simulta- neidade, sucessão, ritmo e conexão. GEOGRAFIA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS GEOGRAFIA A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece para o componente de Geografia os conhecimentos, as competências e as habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam no decorrer do Ensino Fundamental, e os propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. O contato intencional e orientado com os conhecimentos geográficos é uma oportunidade para compreender o mundo em que se vive, na medida em que esse componente curricular aborda as ações humanas construídas nas distintas sociedades existentes nas diversas regiões do planeta. Para fazer a leitura do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, os estudantes precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o raciocínio geográfico. Na Educação Básica, a Geografia permite ao estudante ler e interpretar o espaço geográfico por meio das formas, dos pro- cessos, das dinâmicas e dos fenômenos e a entender as relações entre as sociedades e a natureza em um mundo complexo e em constante transformação. [...] a Geografia, entendida como uma ciência social, que es- tuda o espaço construído pelo homem, a partir das relações que estes mantêm entre si e com a natureza, quer dizer, as questões da sociedade, com uma “visão espacial”, é por excelência uma disciplina formativa, capaz de instrumentalizar o aluno para que exerça de fato a sua cidadania. [...] Um cidadão que reconheça o mundo em que vive, que se compreenda como indivíduo social capaz de construir a sua história, a sua sociedade, o seu espaço, e que consiga ter os mecanismos e os instrumentos para tanto. (CALLAI, 2001, p.134) É importante reconhecer que o ensino de Geografia passou por crises e renovações. As tensões, contradições e inspirações advindas de diferentes concepções do pensamento geográfico, por meio da Geografia Clássica ou Tradicional, a Geografia Neopo- sitivista - ou Positivismo Lógico ou Geografia Teórico-Quantitativa -, a Geografia Crítica e a Geografia Humanista e Cultural, entre outras, contribuíram para a consolidação da Geografia Escolar, refletindo-se no processo de ensino-aprendizagem e na constru- ção de políticas públicas educacionais. Dessa forma, no ensino de Geografia, observa-se uma expressiva pluralidade de concepções teórico-metodológicas que orientam a prática docente e funda- mentam a elaboração de propostas curriculares. As transformações observadas apresentam pontos impor- tantes para a reflexão sobre os conteúdos, as metodologias e as estratégias de avaliação e, sobretudo os caminhos para superar a dicotomia historicamente construída entre a Geografia Física e a Humana, que ainda persiste nos dias atuais, nas universidades e especialmente na Educação Básica. No entanto, apesar do reconhecimento das diferentes con- tribuições, o Currículo Paulista apresenta temáticas e abordagens próximas da Geografia Crítica, Humanista e Cultural, quando se opta por enfatizar a relação sociedade e natureza e a necessidade de se refletir, agir e fazer escolhas sustentáveis diante dos desafios contemporâneos. O Currículo Paulista de Geografia do Ensino Fundamental está organizado com base nos princípios e conceitos da Geografia con- temporânea. Ressalta-se que, embora o espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os estu- dantes dominem outros conceitos operacionais, que expressam aspectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e paisagem. Diante da complexidade do espaço geográfico, o ensino de Geografia, na contemporaneidade, tem o desafio de articular teo- rias, pressupostos éticos e políticos da educação, bem como cami- nhos metodológicos; para que os estudantes aprendam a pensar e a reconhecer o espaço por meio de diferentes escalas e tempos, desenvolvendo raciocínios geográficos, o pensamento espacial e construindo novos conhecimentos. Pensar espacialmente, compreendendo os conteúdos e con- ceitos geográficos e suas representações, também envolve o raciocínio, definido pelas habilidades que desenvolvemos para PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 67 a solução para o seu concurso! Editora compreender, a estrutura e a função de um espaço e descrever sua organização e relação a outros espaços, portanto, analisar a ordem, a relação e o padrão dos objetos espaciais. (CASTELLAR, 2017, p.164) O raciocínio geográfico está relacionado com uma maneira de exercitar o pensamento espacial, por meio de princípios funda- mentais: - Analogia: um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográ- ficos é o início da compreensão da unidade terrestre; - Conexão: um fenômeno geográfico nunca acontece isolada- mente, mas sempre em interação com outros fenômenos próxi- mos ou distantes; - Diferenciação: é a variação dos fenômenos de interesse da geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resul- tando na diferença entre áreas; - Distribuição: exprime como os objetos se repartem pelo es- paço; - Extensão: espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrên- cia do fenômeno geográfico; - Localização: posição particular de umobjeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um siste- ma de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais); - Ordem: ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o pro- duziu. O ensino de Geografia mobiliza competências e habilidades por meio de diferentes linguagens, de princípios e dos conceitos estruturantes espaço geográfico, paisagem, lugar, território e re- gião e outras categorias que contemplam a natureza, a sociedade, o tempo, a cultura, o trabalho e as redes, entre outros, conside- rando as suas diversas escalas. Outro conceito estruturante refe- re- -se à educação cartográfica, que deve perpassar todos os anos do Ensino Fundamental. Quanto às categorias, especialmente no que se refere à natureza e sociedade, é necessário aprofundar o estudo sobre os fundamentos do pensamento científico e filosó- fico. Para entender o ensino, a prática do ensino de Geografia, é preciso pensar, pois, nas bases da ciência de referência. Na atua- lidade, a ciência geográfica tem passado por algumas mudanças. A Geografia é um campo do conhecimento científico multidimen- sional, sempre buscou compreender as relações que se estabe- lecem entre o homem e a natureza e como essas relações vêm constituindo diferentes espaços ao longo da história. Hoje, mais do que nunca, essa busca leva ao surgimento de uma pluralidade de caminhos. As relações sociais, as práticas sociais geram e são geradas por espacialidades complexas, que demandam diferen- tes olhares, ampliando consideravelmente o campo temático e os problemas tratados pela Geografia. E o ensino dessa disciplina, o que tem a ver com essa realidade? As preocupações que orientam a produção científica da Geografia no âmbito acadêmico são as mesmas que norteiam a estruturação da disciplina escolar? Sim e não. Sim, porque as duas têm a mesma base epistemológica; não, porque na escola existem influências diversas que dão um contorno peculiar a essa área do conhecimento. O que valida a geografia escolar é a sua base, sua ciência de referência. (CAVAL- CANTI, 2012, p.90) O foco do ensino de Geografia hoje está no estudo do espaço geográfico, conceito que pode ser entendido como produto das relações sociais, econômicas, políticas, culturais, simbólicas e am- bientais que nele se estabelecem. Nessa perspectiva, as relações definidas entre os elementos naturais e os construídos pela ativi- dade humana, são regulados pelo “tempo da natureza” (proces- sos bioquímicos e físicos, responsáveis pela produção e interação dos objetos naturais) e pelo “tempo histórico” (marcas acumula- das pela atividade humana como produtora de artefatos sociais). O espaço geográfico ainda pode ser entendido como resultado da trama entre objetos técnicos e informacionais, fluxos de matéria e informação, que se manifestam e atuam sobre uma base física. Para Santos (2008), a natureza do espaço é a soma do resul- tado material acumulado das ações humanas através do tempo e, de outro, animado pelas ações atuais que lhe atribuem um dina- mismo e uma funcionalidade. A paisagem tem sido tomada como um primeiro foco de análise, como ponto de partida para aproxi- mação de seu objeto de estudo que é o espaço geográfico. Pode ser definida como a unidade visível do real e que incor- pora todos os fatores resultantes da construção natural, social e cultural. Para Santos (1997), a paisagem pressupõe, também, um conjunto de formas e funções em constante transformação, seus aspectos “visíveis”, mas, por outro lado, as formas e as funções indicam a estrutura espacial, em princípio, “invisível”, e resulta sempre do casamento da paisagem com a sociedade. Já para Vitte (2007), o conceito de paisagem se manifesta como polissêmico e resultado de uma representação filosófica e social; cada socieda- de, por meio de sua cultura, imprime uma particular plasticidade à natureza que é produzida pela intencionalidade social. Já para Ab’Saber (2003), as paisagens têm sempre o caráter de herança de processos (fisiográficos e biológicos), de atuação antiga, re- modelados e modificados por processos de atuação recente. São uma herança, um patrimônio coletivo dos povos que, historica- mente, os modificaram ao longo do tempo e do espaço. A definição de lugar está cada vez mais complexa, global e dinâmica. O lugar pode ser entendido como o espaço que se torna próximo do indivíduo, constituindo- -se como o lugar do perten- cimento, encontros, experiência, dimensão afetiva, identidade, subjetividade e lugar do simbólico. No contexto atual, a sociedade depara-se com um conjunto de acontecimentos que ultrapassam as fronteiras do local, pois são eventos globais, mas sua repercus- são se materializa no lugar. Aliás, o lugar é o depositário final dos eventos, de acordo com Santos (2003). Ainda para o autor (2008), o lugar abarca uma permanente mudança, decorrente da própria lógica da sociedade e das ino- vações técnicas que estão sempre transformando o espaço geo- gráfico. Com relação ao território, pode ser considerado sinônimo de espaço vivido, apropriado, usado, delimitado, que configura os as- pectos políticos, econômicos, ambientais e culturais. O território não é apenas a configuração política de um Estado-Nação, mas sim o espaço construído pela formação social. Segundo Raffestin (1993), o território não poderia ser nada mais que o produto dos atores sociais. São eles que produzem o território, partindo da realidade inicial dada, que é o espaço. Ainda para o autor, o terri- tório é definido com base em um sistema composto por nós e re- des, que constrói uma estrutura conceitual, como limite, frontei- ras, vizinhança, territorialidade, entre outros. Já para Haesbaert (2007), o território é sempre múltiplo, diverso, complexo e imerso PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 6868 a solução para o seu concurso! Editora em relações de dominação e/ou de apropriação sociedade-espa- ço, desdobra-se da dominação político-econômica mais concreta e funcional à apropriação mais subjetiva e/ou cultural-simbólica. Segundo Corrêa (1998), o conceito de região, tradicionalmen- te, é entendido como uma parte da superfície da Terra, dimen- sionada segundo escalas territoriais diversificadas, caracterizada pelos elementos da natureza ou como uma paisagem e sua exten- são territorial, na qual se entrelaçam os componentes humanos e a natureza. Ao longo da história, o conceito foi reformulado e está associado à ideia de território amplo, regionalização, divisão do espaço, localização, extensão de um fenômeno, entre outros. Outro conceito estruturante refere-se à educação cartográfi- ca, visto que a linguagem cartográfica tem um papel importante no processo de aprendizagem em Geografia, no sentido de con- tribuir para o desenvolvimento de habilidades necessárias para o entendimento das interações, dinâmicas, relações e dos fenô- menos geográficos em diferentes escalas e para a formação da cidadania e da criticidade e autonomia do estudante. A cartografia escolar vem se estabelecendo como um conhe- cimento construído nas interfaces entre Cartografia, Educação e Geografia. No entanto, a cartografia escolar abrange conhecimentos e práticas para o ensino de conteúdos originados na própria car- tografia, mas que se caracteriza por lançar mão de visões de di- versas áreas. Em seu estado atual, pode referir-se a formas de se apresentar conteúdos relativos ao espaço-tempo social, a concep- ções teóricas de diferentes áreas de conhecimento a ela relacio- nadas, a experiências em diversos contextos culturais e a práticas com tecnologias da informação e comunicação. (ALMEIDA, 2011, p.07) Para Castellar (2005), a cartografia é considerada uma lin- guagem, um sistema de código de comunicação imprescindível em todas as esferas da aprendizagem em Geografia, articulandofatos e conceitos. Ressalta-se que também pode ser entendida como técnica e pode se tornar uma metodologia inovadora, na medida em que permite relacionar conteúdos, conceitos e fatos. As pesquisas desenvolvidas pela autora (2011 e 2017) revelam que a alfabetização cartográfica, ao ensinar a ler em Geografia, cria condições para que o estudante leia o espaço vivido e escre- va sobre um determinado fenômeno observado. Ao apropriar-se da leitura, o estudante compreende a realidade vivida, consegue interpretar os conceitos implícitos no mapa e relacioná- -los com o real, aplicando o pensamento espacial e o raciocínio geográfico. Esse processo de alfabetização cartográfica ocorre de forma gradual, em função da complexidade das relações, dinâmicas e dos fenômenos estudados, da faixa etária do estudante e da ne- cessidade de construção de referenciais espaciais. Na infância, o estudante experimenta o grafismo como forma de expressão e o desenho pode ser considerado uma das primeiras manifestações do processo de alfabetização. Em seguida, com um repertório am- pliado, representa cartograficamente o espaço, tendo como base elementos presentes no seu lugar de vivência. Desse modo, ao re- conhecer os elementos constituintes do espaço e as inter-relações com outros espaços, o estudante amplia o seu repertório concei- tual e metodológico, construindo os conhecimentos geográficos e cartográficos no decorrer do Ensino Fundamental e, posterior- mente, no Ensino Médio. As tecnologias no ensino de Geografia apresentam formas de observar o espaço em diversas escalas, subsidiando a compreen- são das relações ambientais, sociais, econômicas, políticas e cul- turais em diferentes tempos. As Geotecnologias revelam potencial didático-pedagógico e têm possibilitado cada vez mais que o estudante tenha acesso a diferentes dados e representações gráficas e cartográficas produ- zidas pelo Sensoriamento Remoto, por Sistemas de Informações Geográficas (SIG), pelo Sistema de Posicionamento Global (GPS) e pela Cartografia Digital. Nesse conjunto de possibilidades para o fortalecimento do ensino de Geografia no Ensino Fundamental, destaca-se a contri- buição da Cartografia Inclusiva para o processo de aprendizagem dos estudantes. Carmo e Sena (2018) em suas pesquisas apontam que os princípios da cartografia tátil que, originalmente, foram pensados para estudantes com deficiência visual, mas que, com o uso nas salas regulares, se mostraram interessantes para todos os estudantes. Considerando os pontos destacados, a educação cartográfi- ca contribui para a educação para a cidadania, por meio de uma aprendizagem significativa, contextualizada e inclusiva, em que os estudantes mobilizam diversas competências, habilidades e co- nhecimentos para ler e interpretar o espaço geográfico. Diante do exposto, é imprescindível que o professor se reco- nheça como mediador no processo de ensino- -aprendizagem, de forma que possa contribuir para a formação de cidadãos refle- xivos, críticos, autônomos e transformadores da realidade local, regional e global, para a ampliação de repertório teórico-meto- dológico e para a formação integral dos estudantes. Para que isso ocorra, é importante a apropriação de novos caminhos metodoló- gicos para um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, criativo e interessante. Nos dias atuais, as metodologias ativas (aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em problemas, ensino híbrido, gamificação, entre outras) são possi- bilidades para o fortalecimento do ensino de Geografia, uma vez que apresentam estratégias para o desenvolvimento das compe- tências específicas do componente, da área de Ciências Humanas e de enfoques interdisciplinares e transversais. Para o desenvolvi- mento dessas estratégias, é imprescindível que o professor bus- que aprimoramento constante da sua formação, de forma a con- solidar a autonomia docente. Ao mesmo tempo, é preciso que o estudante se reconheça como um sujeito que vive em um mundo contraditório e desa- fiador bem como suas responsabilidades na construção de uma sociedade justa, igualitária e sustentável. Assim, os seus conheci- mentos prévios, experiências, percepções e memórias individuais e coletivas são essenciais para a construção dos conhecimentos geográficos. O desenvolvimento de conteúdos e temáticas relacionadas, por exemplo, à crise socioambiental, ao desenvolvimento econô- mico, às relações internacionais, à globalização, à diversidade cul- tural, aos desastres naturais, aos conflitos, ao agronegócio, às po- líticas públicas territoriais, às correntes migratórias, às mudanças climáticas, aproximam os estudantes de outras escalas de análise e fenômenos geográficos. Assim sendo, ampliam o seu repertório de leitura de mundo e são estimulados a pensar espacialmente - tendo como referência os espaços cotidianos, espaços físicos e sociais - e a desenvolver os raciocínios geográficos baseados nos princípios da analogia, conexão, diferenciação, distribuição, ex- tensão, localização e ordem. Partindo desses pressupostos, é fundamental o desenvol- vimento de atividades no decorrer do Ensino Fundamental que favoreçam a realização de estudos no entorno da escola e em ou- tros lugares de referência para o estudante. O trabalho de campo PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 69 a solução para o seu concurso! Editora e/ou atividades extraclasse, por exemplo, consistem em ativida- des curriculares que visam estimular a pesquisa e que contribuem para a construção de significados para o estudante acerca dos ar- redores da sua escola, residência e de lugares de vivência do seu município e/ou região. Os estudantes têm a oportunidade de vivenciar experiências pedagógicas significativas e dinâmicas, de forma a compreender na prática um conteúdo e/ou temática desenvolvido na sala de aula, por meio da investigação, reflexão, interação e da constru- ção de conhecimentos. Dessa forma, cabe à equipe gestora e ao professor planejar, com os estudantes, os roteiros dessas ativida- des. Assim, o trabalho de campo é uma proposta metodológica interdisciplinar e transversal, e não uma metodologia exclusiva da Geografia. Sendo assim, é imprescindível que a atividade seja de- senvolvida de forma integrada com outros componentes e áreas de conhecimento. O Currículo Paulista objetiva conversar com a realidade da comunidade, à luz de aspectos demográficos, naturais, políticos e econômicos e elementos socioculturais e com temas contempo- râneos em escala local, regional e global. Um dos caminhos para trabalhar com os temas contemporâ- neos e atender à legislação vigente tem como foco a incorporação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável - um conjun- to de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvol- vimento sustentável econômico, social e ambiental. A Agenda 2030 (ONU, 2015), a ser implementada no período 2016-2030, propõe 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas correspondentes. Sendo assim, é de suma im- portância que o professor incorpore em seu planejamento peda- gógico os temas transversais e a Agenda 2030, para garantir uma formação integral dos estudantes. A Geografia possibilita o desenvolvimento do domínio da es- pacialidade, o reconhecimento dos princípios e leis que regem os tempos da natureza e o tempo social, das conexões entre os componentes físico-naturais e, destes, com as ações antrópicas, a compreensão das relações entre os eventos geográficos em di- ferentes escalas, a utilização de conhecimentos geográficos para agir de forma ética e solidária, o reconhecimento da diversidade e das diferenças e a investigação e resolução de problemas da vida cotidiana, consolidando um processo de alfabetização científica e cartográfica em articulação com diferentes áreas do conhecimen- to e temas transversais. No contexto da aprendizagem do Ensino Fundamental – Anos Iniciais em Geografia, será necessárioconsiderar o que os estu- dantes aprenderam na Educação Infantil, em articulação com os saberes de outros componentes curriculares e áreas de conheci- mento, no sentido de consolidação do processo de alfabetização e letramento e de desenvolvimento de diferentes raciocínios. É importante, na faixa etária associada a essa fase do Ensino Fun- damental, o desenvolvimento da capacidade de leitura por meio de fotos, desenhos, plantas, maquetes e as mais diversas repre- sentações. Assim, a partir dos lugares de vivência, os estudantes desenvolvem a percepção e o domínio do espaço, noções de per- tencimento, localização, orientação e organização das experiên- cias e vivências em diferentes locais, sendo que os conceitos arti- culadores, como paisagem, região e território, vão se integrando e ampliando as escalas de análise. No Ensino Fundamental – Anos Finais, pretende-se garantir a continuidade e a progressão das aprendizagens do Ensino Fun- damental – Anos Iniciais, em níveis crescentes de complexidade conceitual, a respeito da produção social do espaço, da transfor- mação do espaço em território usado, do desenvolvimento de conceitos estruturantes do meio físico natural, das relações entre os fenômenos no decorrer dos tempos da natureza e das altera- ções ocorridas em diferentes escalas de análise. Assim, nos Anos Finais, por meio da articulação com a História e com outros com- ponentes das áreas de conhecimento e da utilização de diferentes representações cartográficas e linguagens, ampliam-se caminhos para práticas de estudo provocadoras e desafiadoras, em situa- ções que estimulem a curiosidade, a reflexão, a resolução de pro- blemas e o protagonismo. Considerando as diretrizes da BNCC e do Currículo Paulista, o ensino de Geografia requer materiais pedagógicos específicos no desenvolvimento das atividades, como: mapas - Mundo e Brasil, exemplos: político-administrativo, agricultura, indústria, biomas, clima, demografia, geomorfologia, geologia, hidrogeologia, urba- nização, solos, terras indígenas, unidades de conservação, uso da terra, entre outros, incluindo mapas (táteis/Braille e no formato digital); globo terrestre - político e físico, incluindo globo (tátil/ Braille); maquetes (incluindo tátil); bússola; atlas geográfico es- colar; jogos (incluindo os em formato digital); GPS; mostruário de rochas, minerais e solos; lupa; termômetros; pluviômetros; câme- ra fotográfica; filmes e documentários; livros, revistas e jornais; equipamentos de multimídia (datashow, notebook, tablets e fer- ramentas de realidade aumentada); programas de geoprocessa- mento e cartografia digital; microcontroladores (arduino e senso- res de temperatura, umidade e pressão atmosférica) entre outros. O Organizador Curricular de Geografia foi estruturado a partir das competências específicas de Geografia, unidades temáticas, objetos de conhecimento/conteúdos e habilidades da BNCC do Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais, além das contribuições das consultas públicas realizadas no Estado de São Paulo. É importante ressaltar que constam do organizador curricular as habilidades para cada ano do Ensino Fundamental e que cabe ao professor recorrer aos diferentes materiais de apoio e tipos de recursos pedagógicos, para ampliar as possibilidades de trabalho de acordo com as especificidades do componente e da área de conhecimento e para garantir a interdisciplinaridade, a integração com habilidades de outras áreas e a articulação com as competên- cias gerais da BNCC. As 10 competências gerais, as competências específicas da área de Ciências Humanas, e as competências específicas de Geo- grafia para o Ensino Fundamental da BNCC apontaram caminhos para a construção do Organizador Curricular de Geografia e o de- senvolvimento das habilidades de cada ano. A seguir, apresentamos as competências específicas de Geo- grafia que dialogam com os direitos éticos, estéticos e políticos presentes na BNCC, no sentido que asseguram o desenvolvimen- to de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século XXI por meio das dimensões fundamentais para a perspectiva de uma educação integral: aprendizagem e co- nhecimento, pensamento científico, crítico e criativo, repertório cultural, comunicação, cultura digital, trabalho e projeto de vida, argumentação, autoconhecimento e autocuidado, empatia e coo- peração, e responsabilidade e cidadania. PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 7070 a solução para o seu concurso! Editora Competências Específicas de Geografia para Ensino Funda- mental 1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a in- teração sociedade/ natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas; 2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conheci- mento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos téc- nicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história; 3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação hu- mana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analo- gia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem; 4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das lin- guagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros tex- tuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas; 5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimen- tos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológi- cas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia; 6. Construir argumentos com base em informações geográfi- cas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversi- dade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza; 7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, res- ponsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. O Currículo Paulista de Geografia apresenta cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental, ao longo dos nove anos: “O sujeito e seu lugar no mundo”, “Conexões e escalas”, “Mundo do trabalho”, “Formas de representação e pensamento espacial” e “Natureza, ambientes e qualidade de vida”. Para tanto, a abordagem dessas unidades temáticas deve ser realizada integradamente, uma vez que a situação geográfica não é apenas um pedaço do território, uma área contínua, mas um conjunto de relações. Portanto, a análise de situação resulta da busca de características fundamentais de um lugar na sua rela- ção com outros lugares. Assim, ao se estudarem os objetos de aprendizagem de Geografia, a ênfase do aprendizado é na posição relativa dos objetos no espaço e no tempo, o que exige a com- preensão das características de um lugar (localização, extensão, conectividade, entre outras), resultantes das relações com outros lugares. Por causa disso, o entendimento da situação geográfica, pela sua natureza, é o procedimento para o estudo dos objetos de aprendizagem pelos alunos. Em uma mesma atividade a ser desenvolvida pelo professor, os alunos podem mobilizar, ao mes- mo tempo, diversas habilidades de diferentes unidades temáticas. (BRASIL, 2017, p.363) As cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental fo- ram organizadas visando a construção progressiva dos conheci- mentos geográficos, segundo um processo pautado na investiga- ção e na resolução de problemas, com ênfase na aprendizagem dos conceitos e princípios geográficos a partir de diferentes lin- guagens. É fundamental uma atenção cuidadosa na transição do 5º ano (Anos Iniciais) para o 6º ano (Anos Finais) e na transição do 9º ano (Anos Finais) para a1ª série (Ensino Médio), no que se re- fere à progressão das habilidades e à complexidade dos conceitos e conteúdos trabalhados na Geografia. A unidade temática “O sujeito e seu lugar no mundo” tem como foco as noções de pertencimento e identidade. Nos anos iniciais, prioriza-se a alfabetização cartográfica e a relação do su- jeito na escala da vida cotidiana e em comunidade, enquanto nos anos finais, o enfoque é a relação do sujeito e a ampliação de es- calas, Brasil e Mundo, destacando a importância da formação do cidadão crítico, democrático e solidário. A unidade temática “Conexões e escalas” tem como foco a articulação de diferentes espaços e escalas de análise e as rela- ções existentes entre os níveis local e global. Nos anos iniciais, são abordadas as interações entre sociedade e meio físico-natu- ral, enquanto nos anos finais, prioriza-se o estudo da produção do espaço geográfico a partir de diferentes interações multiescalares. A unidade temática “Mundo do trabalho” tem como foco a reflexão sobre atividades e funções socioeconômicas e o impacto das novas tecnologias. Nos Anos Iniciais, são abordados os pro- cessos e técnicas construtivas, o uso de diferentes materiais, as funções socioeconômicas e os setores da economia; nos Anos Fi- nais, os processos de produção no espaço agrário e industrial, as novas tecnologias, a revolução técnico-científico-informacional e as diferentes representações utilizadas como ferramentas da aná- lise espacial. A unidade temática “Formas de representação e pensamen- to espacial” tem como foco a ampliação gradativa da concepção do que é um mapa e de outras formas de representação gráfica, aprendizagens que envolvem o raciocínio geográfico. Nos Anos Iniciais, são trabalhados os princípios do raciocínio geográfico, destacando- -se as contribuições da alfabetização geográfica; nos Anos Finais, amplia-se o repertório do estudante por meio de dife- rentes linguagens, priorizando o domínio da leitura e a elaboração de mapas e gráficos. A unidade “Natureza, ambientes e qualidade de vida” tem como foco a articulação entre a geografia física e a geografia hu- mana, com destaque para a discussão dos processos físico-natu- rais do planeta Terra. Nos Anos Iniciais, prioriza-se o estudo da percepção do meio físico-natural, as intervenções na natureza e os impactos socioambientais, enquanto nos Anos Finais são traba- lhados conceitos mais complexos para tratar da relação natureza e atividades antrópicas, nos contextos urbano e rural. Portanto, de modo geral, nas unidades temáticas, os elemen- tos estão relacionados ao exercício da cidadania, à proposição de ações de intervenção na realidade, ao protagonismo, ao projeto de vida, à aproximação com saberes científicos e a relações de alteridade, visando estimular os estudantes para continuar seus estudos e prepará-los para o enfrentamento dos desafios do mun- do contemporâneo. Prevê-se o alinhamento com os demais componentes da área de Ciências Humanas, componentes de outras áreas de conheci- mento, temas integradores e transversais. A linguagem cartográfi- ca perpassa todos os anos do Ensino Fundamental. PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 71 a solução para o seu concurso! Editora UNIDADES TEMÁTICAS ANO HABILIDADES CURRÍCULO PAULISTA OBJETOS DE CONHECIMEN- TO O sujeito e seu lugar no mundo 1º (EF01GE01) Observar e descrever características de seus lugares de vivência (moradia, escola, bairro, rua entre outros.) e identificar as semelhanças e diferenças entre esses lugares O modo de vida das crianças em diferentes lugares O sujeito e seu lugar no mundo 1º (EF01GE12*) Reconhecer nos lugares de vivência a diversidade de indivíduos e de grupos sociais como indígenas, quilombolas, caiçaras entre outros. O modo de vida das crianças em diferentes lugares O sujeito e seu lugar no mundo 1º (EF01GE13*) Observar trajetos que realiza no entorno da escola e/ou residência e formular hipóteses sobre as dificuldades das pessoas para se locomover/transitar em diferentes lugares. O modo de vida das crianças em diferentes lugares O sujeito e seu lugar no mundo 1º (EF01GE02) Comparar jogos e brincadeiras (individuais e coletivos) de diferentes épocas e lugares, promovendo o respeito à pluralidade cultural. O modo de vida das crianças em diferentes lugares O sujeito e seu lugar no mundo 1º (EF01GE03A) Reconhecer as funções do espaço público de uso coletivo, tais como as praças, os parques e a escola, e comparar os diferentes usos desses espaços. (EF01GE03B) Identificar os usos dos espaços públicos para o lazer e para a realização de outras atividades (encontros, reuniões, shows, aulas entre outras). Situações de convívio em di- ferentes lugares O sujeito e seu lugar no mundo 1º (EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, acordos, regras e normas de convívio em diferentes espaços (casa, bairro, sala de aula, escola, áreas de lazer entre outros), considerando as regras gerais pré-existentes, o cuidado com os espaços públicos e os tipos de uso coletivo Situações de convívio em di- ferentes lugares Conexões e escalas 1º (EF01GE05) Observar a paisagem e descrever os ele - mentos e os ritmos da natureza (dia e noite, variação de temperatura e umidade entre outros) nos lugares de vivência. Ciclos naturais e a vida coti- diana Conexões e escalas 1º (EF01GE14*) Reconhecer semelhanças e diferenças entre os lugares de vivência e os de outras realidades, descritas em imagens, canções e/ou poesias. Ciclos naturais e a vida coti- diana Mundo do trabalho 1º (EF01GE06) Identificar, descrever e comparar diferen - tes tipos de moradia em seus lugares de vivência e objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliá - rios entre outros), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção. Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia Mundo do trabalho 1º (EF01GE07) Identificar e descrever os tipos de ativi - dades de trabalho realizadas dentro da escola, no seu entorno e lugares de vivência. Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia Formas de representação e pensamento espacial 1º (EF01GE08) Identificar itinerários percorridos ou descritos em contos literários, histórias inventadas e/ ou brincadeiras, representando-os por meio de mapas mentais e desenhos Pontos de referência Formas de representação e pensamento espacial 1º (EF01GE09) Utilizar e elaborar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, perto e longe, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência. Pontos de referência PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 7272 a solução para o seu concurso! Editora Natureza, ambientes e qualidade de vida 1º (EF01GE10) Identificar e descrever características físi - cas de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor entre outros). Condições de vida nos luga- res de vivência Natureza, ambientes e qualidade de vida 1º (EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente (estações do ano) e reconhecer diferentes instrumentos e marcadores de tempo. Condições de vida nos luga- res de vivência O sujeito e seu lugar no mundo 2º (EF02GE01) Reconhecer e descrever a influência dos migrantes internos e externos que contribuíram para modificação, organização e/ou construção do espaço geográfico, no bairro ou comunidade em que vive. Convivência e interações en- tre pessoas na comunidade O sujeito e seu lugar no mundo 2º (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferen - tes populações e grupos sociais inseridos no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças no que se refere à diversidade étnica, geográfica e cultural. Convivência e interações en- tre pessoas na comunidade O sujeito e seu lugar no mundo2º (EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. Riscos e cuidados nos meios de transporte e de comuni- cação O sujeito e seu lugar no mundo 2º (EF02GE12*) Identificar as normas e regras do trânsito dos seus lugares de vivência e discutir os riscos e as formas de prevenção para um trânsito seguro. Riscos e cuidados nos meios de transporte e de comuni- cação Conexões e escalas 2º (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos das pessoas (quilombolas, assentados, indígenas, caiçaras entre outros), nas relações com a natureza e no modo de viver em diferentes lugares e tempos Experiências da comunidade no tempo e no espaço Conexões e escalas 2º (EF02GE05) Identificar e analisar as mudanças e as permanências ocorridas na paisagem dos lugares de vivência, comparando os elementos constituintes de um mesmo lugar em diferentes tempos. Mudanças e permanências Mundo do trabalho 2º (EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono entre outros), a partir da experiência familiar, escolar e/ ou de comunidade. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes Mundo do trabalho 2º (EF02GE13*) Identificar os recursos naturais de diferentes lugares e discutir as diferentes formas de sua utilização. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes Mundo do trabalho 2º (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, e identificando os seus impactos ambientais bem como exemplos de práticas, atitudes, hábitos e comportamentos relacionados à conservação e preservação da natureza. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes Formas de representação e pensamento espacial 2º (EF02GE08) Reconhecer as diferentes formas de representação, como desenhos, mapas mentais, maquetes, croquis, globo, plantas, mapas temáticos, cartas e imagens (aéreas e de satélite) e representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. Localização, orientação e re- presentação espacial Formas de representação e pensamento espacial 2º (EF02GE14*) Elaborar maquete da sala de aula e/ou de residência e de outros lugares de vivência. Localização, orientação e re- presentação espacial PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 73 a solução para o seu concurso! Editora Formas de representação e pensamento espacial 2º (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola, moradia entre outros) a partir da leitura de imagens aéreas, fotografias e mapas. Localização, orientação e re- presentação espacial Formas de representação e pensamento espacial 2º (EF02GE15*) Elaborar mapas de lugares de vivência, utilizando recursos como legenda, título entre outros. Localização, orientação e re- presentação espacial Formas de representação e pensamento espacial 2º (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula, da escola e/ou de trajetos. Localização, orientação e re- presentação espacial Natureza, ambientes e qualidade de vida 2º (EF02GE11A) Reconhecer a importância do solo e da água para as diferentes formas de vida, tendo como referência o seu lugar de vivência, e comparando com outros lugares. (EF02GE11B) Identificar os diferentes usos do solo e da água nas atividades cotidianas e econômicas (ex - trativismo, mineração, agricultura, pecuária e indústria entre outros), relacionando com os impactos socioam - bientais causados nos espaços urbanos e rurais. Os usos dos recursos natu- rais: solo e água no campo e na cidade O sujeito e seu lugar no mundo 3º (EF03GE01) Identificar e comparar alguns aspectos culturais dos grupos sociais (povos indígenas, quilom - bolas, ribeirinhos, extrativistas, ciganos, entre outros) de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo. A cidade e o campo: aproxi- mações e diferenças O sujeito e seu lugar no mundo 3º (EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuições culturais e econômicas de grupos sociais de diferentes origens. A cidade e o campo: aproxi- mações e diferenças O sujeito e seu lugar no mundo 3º (EF03GE03) Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares, a partir de diferentes aspectos culturais (exemplo: moradia, alimentação, vestuário, tradições, costumes entre outros) A cidade e o campo: aproxi- mações e diferenças Conexões e escalas 3º (EF03GE04) Reconhecer o que são processos naturais e históricos e explicar como eles atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares. Paisagens naturais e antrópi- cas em transformação Mundo do trabalho 3º (EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho (formais e informais e produção artística) em diferentes lugares Matéria-prima e indústria Formas de representação e pensamento espacial 3º (EF03GE06) Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de representação cartográfica. Representações cartográfi- cas Formas de representação e pensamento espacial 3º (EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações em diferentes escalas cartográficas. Representações cartográfi- cas Natureza, ambientes e qualidade de vida 3º (EF03GE08A) Associar consumo à produção de resíduos, reconhecendo que o consumo excessivo e o descarte inadequado acarretam problemas socioambientais, em diferentes lugares. (EF03GE08B) Propor ações para o consumo consciente e responsável, considerando a ampliação de hábitos, atitudes e comportamentos de redução, reuso e reciclagem de materiais consumidos em casa, na escola, bairro e/ou comunidade entre outros. Produção, circulação e con- sumo PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 7474 a solução para o seu concurso! Editora Natureza, ambientes e qualidade de vida 3º (EF03GE12*) Identificar grupos sociais e instituições locais e/ou no entorno que apoiam o desenvolvimento de ações e ou projetos com foco no consumo consciente e responsável. Produção, circulação e con- sumo Natureza, ambientes e qualidade de vida 3º (EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas entre outros), e discutir os problemas socioambientais provocados por esses usos. Impactos das atividades hu- manas Natureza, ambientes e qualidade de vida 3º (EF03GE10A) Reconhecer a importância da água para múltiplos usos, em especial para a agricultura, pecuária, abastecimento urbano e geração de energia e discutir os impactos socioambientais dessa utilização, em diferentes lugares. (EF03GE10B) Identificar grupos e/ou associações que atuam na preservação e conservação de nascentes, riachos, córregos, rios e matas ciliares, e propor ações de intervenção, de modo a garantir acesso à água potável e de qualidade para as populações de diferentes lugares. Impactos das atividades hu- manas Natureza, ambientes e qualidade de vida 3º (EF03GE11) Identificar e comparar os diferentes impactos socioambientais (erosão, deslizamento, escoamento superficial entre outros) que podem ocorrer em áreas urbanas e rurais, a partir do desenvolvimento e avanço de algumas atividades econômicas. Impactos das atividades hu- manas O sujeito e seu lugar no mundo 4º (EF04GE01) Identificar e selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas,europeias, asiáticas entre outros), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira. Território e diversidade cul- tural O sujeito e seu lugar no mundo 4º (EF04GE02) Descrever processos migratórios internos e externos (europeus, asiáticos, africanos, latino americanos, entre outros) e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira. Processos migratórios no Brasil O sujeito e seu lugar no mundo 4º (EF04GE12*) Identificar as características do processo migratório no lugar de vivência e no Estado de São Paulo e discutir as implicações decorrentes. Processos migratórios no Brasil O sujeito e seu lugar no mundo 4º (EF04GE13*) Discutir e valorizar as contribuições dos migrantes no lugar de vivência e no Estado de São Paulo, em aspectos como idioma, literatura, religiosidade, hábitos alimentares, ritmos musicais, festas tradicionais entre outros. Processos migratórios no Brasil O sujeito e seu lugar no mundo 4º (EF04GE14*) Identificar elementos da organização político-administrativa do Brasil Instâncias do poder público e canais de participação so- cial O sujeito e seu lugar no mundo 4º (EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Verea dores e Conselhos Municipais. Instâncias do poder público e canais de participação so- cial Conexões e escalas 4º (EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas. Relação campo e cidade PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 75 a solução para o seu concurso! Editora Conexões e escalas 4º (EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência. Unidades político-adminis- trativas do Brasil Conexões e escalas 4º (EF04GE15*) Reconhecer a partir de representações cartográficas as definições de limite e fronteira, em diferentes escalas. Unidades político-adminis- trativas do Brasil Conexões e escalas 4º (EF04GE06) Identificar, descrever e analisar territórios étnico-culturais do Brasil, tais como terras indígenas, comunidades tradicionais e comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios no Brasil. Territórios étnico-culturais Mundo do trabalho 4º (EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade em épocas distintas. Trabalho no campo e na ci- dade Mundo do trabalho 4º (EF04GE16*) Reconhecer e analisar as características do processo de industrialização, discutindo os impactos econômicos, sociais, culturais e ambientais dos processos produtivos (laranja, cana-de-açúcar, soja entre outros) no Estado de São Paulo e em diferentes regiões do Brasil. Trabalho no campo e na ci- dade Mundo do trabalho 4º (EF04GE08) Descrever o processo de produção, circu - lação e consumo de diferentes produtos, reconhecendo as etapas da transformação da matéria-prima em pro - dução de bens e alimentos e comparando a produção de resíduos, no seu município, Estado de São Paulo e em outras regiões do Brasil. Produção, circulação e con- sumo Formas de representação e pensamento espacial 4º (EF04GE17*) Identificar os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais como referenciais de orientação espacial, a partir dos lugares de vivência. Sistema de orientação Formas de representação e pensamento espacial 4º (EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas. Sistema de orientação Formas de representação e pensamento espacial 4º (EF04GE10) Reconhecer e comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças entre outros elementos. Elementos constitutivos dos mapas Formas de representação e pensamento espacial 4º (EF04GE18*) Identificar e comparar diferentes formas de representação, como as imagens de satélite, fotografias aéreas, planta pictórica, plantas, croquis entre outros Elementos constitutivos dos mapas Natureza, ambientes e qualidade de vida 4º (EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, hidrografia entre outros) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas, discutindo propostas para preservação e conservação de áreas naturais. Conservação e degradação da natureza O sujeito e seu lugar no mundo 5º (EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais a partir do município e da Unidade da Federação, estabelecendo relações entre os fluxos migratórios internos e externos e o processo de urbanização e as condições de infraestrutura no território brasileiro. Dinâmica populacional O sujeito e seu lugar no mundo 5º (EF05GE13*) Compreender as desigualdades socioeconômicas, a partir da análise de indicadores populacionais (renda, escolaridade, expectativa de vida, mortalidade e natalidade, migração entre outros) em diferentes regiões brasileiras. Dinâmica populacional PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 7676 a solução para o seu concurso! Editora O sujeito e seu lugar no mundo 5º (EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico- culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios. Diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigual- dades sociais Conexões e escalas 5º (EF05GE03) Distinguir os conceitos de cidade, forma, função e rede urbana e analisar as mudanças sociais, econômicas, culturais, políticas e ambientais provocadas pelo crescimento das cidades. Território, redes e urbaniza- ção Conexões e escalas 5º (EF05GE14*) Descrever o processo histórico e geográfico de formação de sua cidade, comparando-as com outras cidades da região e do Brasil, analisando as diferentes formas e funções. Território, redes e urbaniza- ção Conexões e escalas 5º (EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana brasileira. Território, redes e urbaniza- ção Conexões e escalas 5º (EF05GE15*) Identificar e interpretar as características do processo de urbanização no Estado de São Paulo e no Brasil, a partir das mudanças políticas, culturais, sociais, econômicas e ambientais entre a cidade e o campo. Território, redes e urbaniza- ção Mundo do trabalho 5º (EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços em diferentes lugares. Trabalho e inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE16*) Relacionar o papel da tecnologia e comunicação na interação entre cidade e campo, discutindo as transformações ocorridas nos modos de vida da população e nas formas de consumo em diferentes tempos. Trabalho e inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE17*) Reconhecer, em diferentes lugares e regiões brasileiras, as desigualdades de acesso à tecnologia, à produção e ao consumo. Trabalho e inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação, discutindo os tipos de energia e tecnologias utilizadas, em diferentes lugares e tempos. Trabalho e inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações em diferentes lugares. Trabalho e inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE18*) Reconhecer a matriz energética brasileira, comparando os tipos de energia utilizadas em diferentes atividades e discutir os impactos socioambientais em diferentes regiões do país. Trabalhoe inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE19*) Identificar as principais fontes de energia utilizadas no seu município e no Estado de São Paulo, analisar os impactos socioambientais e propor alternativas sustentáveis para diversificar a matriz energética Trabalho e inovação tecno- lógica Mundo do trabalho 5º (EF05GE20*) Identificar práticas de uso racional da energia elétrica e propor ações de mudanças de hábitos, atitudes e comportamentos de consumo, em diferentes lugares. Trabalho e inovação tecno- lógica PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 77 a solução para o seu concurso! Editora Formas de representação e pensamento espacial 5º (EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes. Mapas e imagens de satélite Formas de representação e pensamento espacial 5º (EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas. Representação das cidades e do espaço urbano Natureza, ambientes e qualidade de vida 5º (EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras entre outros), a partir de seu lugar de vivência. Qualidade ambiental Natureza, ambientes e qualidade de vida 5º (EF05GE11) Identificar e descrever problemas socioambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico entre outros), analisar as diferentes origens e propor soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas Diferentes tipos de poluição Natureza, ambientes e qualidade de vida 5º (EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia, direito à cidade entre outros) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive. Gestão pública da qualidade de vida O sujeito e seu lugar no mundo 6º, (EF06GE01) Descrever elementos constitutivos das paisagens e comparar as modificações nos lugares de vivência e os usos desses lugares em diferentes tempos. Identidade sociocultural O sujeito e seu lugar no mundo 6º, EF06GE14*) Analisar o papel de grupos sociais com destaque para quilombolas, indígenas entre outros na produção da paisagem, do lugar e do espaço geográfico em diferentes tempos. Identidade sociocultural O sujeito e seu lugar no mundo 6º, (EF06GE15*) Elaborar hipóteses para explicar as mudanças e permanências ocorridas em uma dada paisagem em diferentes lugares e tempos. Identidade sociocultural O sujeito e seu lugar no mundo 6º (EF06GE02) Analisar e comparar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedades, com destaque para os povos originários e comunidades tradicionais em diferentes lugares. Identidade sociocultural Conexões e escalas 6º (EF06GE03) Caracterizar os principais movimentos do planeta Terra e identificar as consequências (sucessão de dia e noite, as estações do ano, fusos horários entre outras). (EF06GE03B) Descrever as camadas da atmosfera e relacionar com circulação geral, zonas climáticas e padrões climáticos. (EF06GE03C) Diferenciar tempo e clima e analisar os fenômenos atmosféricos e climáticos em diferentes lugares. Relações entre os compo- nentes físico-naturais Conexões e escalas 6º, (EF06GE16*) Descrever as camadas da litosfera e analisar os processos endógenos e exógenos na formação e modelagem do relevo terrestre. Relações entre os compo- nentes físico-naturais Conexões e escalas 6º, (EF06GE04A) Analisar a formação da hidrosfera, descrever o ciclo hidrológico e identificar as características do processo de infiltração e escoamento superficial. Relações entre os compo- nentes físico-naturais PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 7878 a solução para o seu concurso! Editora Conexões e escalas 6º, (EF06GE04B) Identificar os componentes da morfo - logia das bacias e das redes hidrográficas e analisar as relações com a cobertura vegetal, a topografia e a ocupação do solo urbano e rural. Relações entre os compo- nentes físico-naturais Conexões e escalas 6º (EF06GE17*) Discutir a importância da água para manutenção das formas de vida e relacionar com a sua disponibilidade no planeta, tipos de usos, padrões de consumo e práticas sustentáveis para preservação e conservação. Relações entre os compo- nentes físico-naturais Mundo do trabalho 6º (EF06GE06) Identificar e analisar as características das paisagens transformadas pela ação antrópica a partir dos processos de urbanização, industrialização e desenvolvimento da agropecuária em diferentes lugares. Transformação das paisa- gens naturais e antrópicas Mundo do trabalho 6º (EF06GE18*) Caracterizar as atividades primárias, secundárias e terciárias e analisar as transformações espaciais, econômicas, culturais, políticas e ambientais em diferentes lugares. Transformação das paisa- gens naturais e antrópicas Mundo do trabalho 6º (EF06GE07) Explicar as mudanças na interação entre diferentes sociedades e a natureza, o surgimento das cidades e as formas distintas de organização socioespacial. Transformação das paisa- gens naturais e antrópicas Mundo do trabalho 6º (EF06GE19*) Relacionar o processo de urbanização com as problemáticas socioambientais e identificar os fatores de vulnerabilidade, riscos e desastres em diferentes lugares Transformação das paisa- gens naturais e antrópicas Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE20*) Reconhecer a importância da Cartografia como uma forma de linguagem para representar fenômenos nas escalas local, regional e global. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE21*) Identificar os pontos cardeais e colaterais e aplicar técnicas de orientação relativa e o sistema de coordenadas geográficas Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE22*) Distinguir os elementos do mapa, tais como título, legenda, escala, orientação, projeção, sistema de coordenadas, fontes de informação entre outros em diferentes representações cartográficas. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º, (EF06GE08) Analisar a diferença entre a escala gráfica e a escala numérica e medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE23*) Analisar fenômenos a partir das variáveis visuais e das relações quantitativas, de ordem e seletivas em diferentes representações cartográficas. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE24*) Aplicar técnicas de representação utilizadas na cartografia temática, em especial a diferença entre mapas de base e mapas temáticos. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE25*) Analisar os tipos de produtos do Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), Sistema de Posicionamento Global (GPS) e Cartografia Digital e relacionar com a produção imagens de satélite e mapas digitais entre outros. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE26*) Identificar diferentes representações do planeta Terra e da superfície terrestre. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS79 a solução para o seu concurso! Editora Formas de representação e pensamento espacial 6º (EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos- diagramas e perfis topográficos e de vegetação para representar elementos e estruturas da superfície terrestre. Fenômenos na - turais e so- ciais representados de dife- rentes maneiras Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE10) Explicar a importância dos solos para a manutenção da vida, identificar os fatores de formação, tipos e usos e relacionar com a permeabilidade e a disponibilidade de água, em diferentes lugares e tempos. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE27*) Identificar as técnicas para o manejo e conservação do solo e analisar diferentes práticas agroecológicas e as relações de consumo na sociedade contemporânea. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE28*) Relacionar o processo de degradação do solo com o desmatamento, queimadas, desertificação, uso de agrotóxicos, escassez hídrica entre outros e discutir ações para a preservação e conservação do solo em diferentes lugares. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE11) Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade local, regional e global. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE29*) Relacionar as características do processo de urbanização com a ocorrência de desastres socioambientais (inundações, enchentes, rompimento de barragens, deslizamentos de encostas, incêndios, erosão entre outros) em diferentes lugares. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE12) Identificar as principais bacias hidrográficas do município, da região, do Estado de São Paulo, do Brasil, da América do Sul e do mundo e relacionar com a geração de energia, abastecimento de água e as principais transformações dos espaços urbanos e rurais. Atividades humanas e dinâ- mica climática Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE30*) Analisar os desastres socioambientais ocasionados pela construção de usinas hidrelétricas, barragens, desmatamento entre outros e discutir as consequências sociais, culturais, econômicas, políticas e ambientais em diferentes lugares. Atividades humanas e dinâ- mica climática Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF05GE31*) Identificar práticas de uso racional da energia elétrica, discutir as suas vantagens e desvantagens e propor ações de mudanças de hábitos, atitudes e comportamentos de consumo, em diferentes lugares Atividades humanas e dinâ- mica climática Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE32*) Diferenciar fenômenos naturais e fenômenos provocados pela ação humana e relacionar com os fenômenos climáticos (radiação solar, a radiação ultravioleta, Ilha de Calor, o aquecimento global, El Niño, La Niña, Efeito Estufa e Camada de Ozônio entre outros). Atividades humanas e dinâ- mica climática Natureza, ambientes e qualidade de vida 6º (EF06GE13) Analisar causas e consequências das práticas humanas na dinâmica climática, discutir e propor ações para o enfretamento dos impactos decorrentes das alterações climáticas em diferentes lugares. Atividades humanas e dinâ- mica climática O sujeito e seu lugar no mundo 7º (EF07GE01) Avaliar por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil. Ideias e concepções sobre a formação territorial do Brasil PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 8080 a solução para o seu concurso! Editora O sujeito e seu lugar no mundo 7º (EF07GE13*) Analisar o processo de formação do território brasileiro e identificar as demarcações de limites e fronteiras em diferentes tempos. Ideias e concepções sobre a formação territorial do Brasil O sujeito e seu lugar no mundo 7º (EF07GE14*) Identificar em registros histórico- geográficos, as formas de organização político- administrativa do Brasil em diferentes tempos e relacionar com a criação do Estado de São Paulo. Ideias e concepções sobre a formação territorial do Brasil O sujeito e seu lugar no mundo 7º (EF07GE15*) Analisar as divisões regionais do IBGE e outras propostas de regionalização tais como: os Complexos Regionais ou Regiões Geoeconômicas e descrever as características culturais, econômicas, naturais, políticas e sociais de cada região brasileira. Ideias e concepções sobre a formação territorial do Brasil O sujeito e seu lugar no mundo 7º (EF07GE16*) Analisar em diferentes produções culturais elementos das paisagens das regiões brasileiras, em especial a região sudeste. Ideias e concepções sobre a formação territorial do Brasil Conexões e escalas 7º (EF07GE02) Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação socioeconômica e territorial e discutir os conflitos e as tensões históricas e contemporâneas no Brasil, em especial no Estado de São Paulo. Formação territorial do Bra- sil Conexões e escalas 7º (EF07GE17*) Identificar os processos migratórios internos e externos, reconhecendo as contribuições dos povos indígenas, africanos, europeus, asiáticos entre outros para a formação da sociedade brasileira, em diferentes regiões brasileiras, em especial no Estado de São Paulo. Formação territorial do Bra- sil Conexões e escalas 7º (EF07GE18*) Analisar as influências indígenas e africanas no processo de formação da cultura brasileira e relacionar com a atuação dos movimentos sociais contemporâneos no Brasil. Formação territorial do Bra- sil Conexões e escalas 7º (EF07GE03A) Identificar e selecionar, em registros histórico-geográficos, características dos povos indígenas, comunidades remanescentes de quilombolas, povos das florestas e do cerrado, ribeirinhos e caiçaras, entre outros grupos sociais do campo e da cidade em diferentes lugares e tempos. (EF07GE03B) Analisar aspectos étnicos e culturais dos povos originários e comunidades tradicionais e a produção de territorialidades e discutir os direitos legais desses grupos, nas diferentes regiões brasileiras e em especial no Estado de São Paulo. Formação territorial do Bra- sil Conexões e escalas 7º (EF07GE04) Analisar a distribuição territorial da população brasileira, considerando a diversidade étnico- racial e cultural (indígena, africana, europeia, latino- americana, árabe, asiática entre outras) e relacionar com outros indicadores demográficos tais como: renda, sexo, gênero, idade entre outros nas regiões brasileiras. Características da população brasileira Mundo do trabalho 7º (EF07GE05) Analisar fatos e situações representativas das alterações ocorridas entre o período mercantilista e o advento do capitalismo e discutir aspectos econômi - cos, políticos, sociais, culturais e ambientais associa - dos a esse período em diferentes lugares. Produção, circulação e con- sumo de mercadorias Mundo do trabalho 7º (EF07GE19*) Aplicar conhecimentos geográficos para identificar fenômenos socioespaciais representativos das primeiras fases do processo de globalização em diferentes lugares Produção, circulação e con- sumo de mercadorias PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 81 a solução para o seu concurso! Editora Mundo do trabalho 7º (EF07GE06) Analisar a apropriação dos recursos na - turais pelas diferentes sociedades e discutir como os processos produtivos, a circulação e o consumo de mercadorias provocam impactos socioambientais e influem nas relações de trabalho e na distribuição de riquezas em diferentes lugares. Produção, circulação e con- sumo de mercadorias Mundo do trabalho 7º (EF07GE20*) Explicar o conceito de desenvolvimento sustentável, identificar os seus indicadores econômi - cos, culturais, sociais, ambientais e políticose discutir as vantagens e desvantagens em diferentes lugares. Produção, circulação e con- sumo de mercadorias Mundo do trabalho 7º (EF07GE21*) Relacionar os processos produtivos sustentáveis com as práticas de consumo consciente e responsável e discutir caminhos para a construção de sociedades sustentáveis. Produção, circulação e con- sumo de mercadorias Mundo do trabalho 7º (EF07GE07A) Analisar o papel das redes de transporte e comunicação e estabelecer relações com os fluxos materiais (objetos, mercadorias, pessoas) e imateriais (dados, informação, comunicação) em escala global. (EF07GE07B) Categorizar as redes de transporte e comunicação e analisar influências nos processos produtivos e nas alterações na configuração do território brasileiro. Desigualdade social e o tra- balho Mundo do trabalho 7º (EF07GE08) Estabelecer relações entre os processos de industrialização e inovação tecnológica e analisar as transformações socioeconômicas, políticas, culturais e ambientais do território brasileiro. Desigualdade social e o tra- balho Mundo do trabalho 7º (EF07GE22*) Caracterizar os espaços industriais-tecno lógicos e discutir o papel das políticas governamentais e a criação e/ou expansão dos centros tecnológicos e de pesquisa, em diferentes regiões brasileiras, em especial no Estado de São Paulo. Desigualdade social e o tra- balho Formas de representação e pensamento espacial 7º (EF07GE09A) Interpretar e elaborar mapas temáticos com base em informações históricas, demográficas, sociais e econômicas do território brasileiro. (EF07GE09B) Aplicar tecnologias digitais para identificar padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais do território brasileiro, em especial do Estado de São Paulo. Mapas temáticos do Brasil Formas de representação e pensamento espacial 7º (EF07GE10) Identificar e selecionar indicadores socioeconômicos e elaborar representações gráficas e comparar as regiões brasileiras em diferentes tempos. Mapas temáticos do Brasil Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF07GE11) Identificar os domínios morfoclimáticos e relacionar com as dinâmicas dos componentes físico- -naturais no território brasileiro. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF07GE23*) Avaliar a importância da distribuição dos recursos naturais e da biodiversidade nos diversos biomas brasileiros. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF06GE24*) Identificar as generalidades e singularidades dos biomas brasileiros, em especial no Estado de São Paulo. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF06GE25*) Analisar as problemáticas socioambientais e discutir as ações para a preservação e conservação dos biomas brasileiros, em especial no Estado de São Paulo. Biodiversidade e ciclo hidro- lógico PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 8282 a solução para o seu concurso! Editora Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF07GE12) Descrever a organização do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), comparar os tipos de Unidades de Conservação e discutir as práticas de conservação e preservação da biodiversidade nas regiões brasileiras. Biodiversidade brasileira Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF07GE26*) Identificar Territórios Quilombolas, Terras Indígenas e Reservas Extrativistas nas Unidades de Conservação, discutir o papel desses grupos na conservação e preservação da natureza e analisar conflitos e movimentos de resistência no Brasil, em especial no Estado de São Paulo. Biodiversidade brasileira Natureza, ambientes e qualidade de vida 7º (EF07GE27*) Analisar a atuação das instituições públicas e da sociedade civil organizada na formulação de políticas públicas socioambientais e identificar os diferentes instrumentos de gestão territorial do patrimônio ambiental no Brasil e no Estado de São Paulo. Biodiversidade brasileira O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE25*) Descrever e distinguir os conceitos da demografia e analisar a aproximação com a Geografia das Populações na análise dos processos populacionais Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE01) Identificar e descrever as rotas de dispersão da população humana pelo planeta e os principais fluxos migratórios e analisar os fatores históricos, políticos, econômicos, culturais e condicionantes físico-naturais associados à distribuição da população humana, pelos continentes, em diferentes períodos. Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE02) Descrever e comparar as correntes e fluxos migratórios contemporâneos da população mundial e analisar fatos, situações e influências dos migrantes, em diferentes regiões do mundo, em especial no Brasil. Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE03) Analisar aspectos representativos da dinâmica demográfica, aplicar os indicadores demográficos e analisar as mudanças sociais, culturais, políticas, ambientais e econômicas decorrentes da transição demográfica, em diferentes regiões do mundo. Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE26*) Analisar a dinâmica populacional e relacionar com as transformações tecnológicas, indica - dores de qualidade de vida e nível de desenvolvimento socioeconômico e ambiental, de países distintos, em diferentes regiões do mundo. Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE27*) Comparar a formação territorial de países latino-americanos, a partir das influências pré-colombiana e colonial e estabelecer semelhanças e diferenças socioculturais entre as correntes de povoamento. Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais O sujeito e seu lugar no mundo 8º (EF08GE04A) Selecionar, comparar e analisar processos migratórios contemporâneos e discutir características dos movimentos voluntários e forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração no continente americano, em especial na América Latina. (EF08GE04B) Analisar os fluxos de migração da América Latina e relacionar com os aspectos econômicos, políticos, sociais, culturais e ambientais, em diversos países do continente americano. Distribuição da população mundial e deslocamentos populacionais PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 83 a solução para o seu concurso! Editora Conexões e escalas 8º (EF08GE05) Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país e analisar os conflitos e tensões na contemporaneidade, com destaque para as situações geopolíticas na América e na África e suas múltiplas regionalizações a partir do pós-guerra. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE28*) Identificar fatos, dados, situações e/ou fenômenos do processo de globalização e avaliar as diferentes manifestações culturais, políticas, econômicas, ambientais e sociais, em diferentes lugares Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE06) Analisar a atuação das organizações mundiais nos processos de integração cultural e econômica, em especial nos continentes americano e africano, reconhecendo, em seus lugares de vivência, marcas desses processos. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE07) Analisar os impactos geoeconômicos, geoestratégicos e geopolíticos da ascensão dos Estados Unidos da América no cenário internacional e discutir a sua posição de liderança global e a relação com os países que integram o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em especial com o Brasil e a China. Corporações eorganismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE08) Analisar a situação do Brasil e de outros países da América Latina e da África, assim como da potência estadunidense na ordem mundial do pós - -guerra. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE29*) Selecionar e organizar indicadores socioeconômicos de países da América Latina e da África e comparar com os de potências tradicionais e potências emergentes na ordem mundial do pós-guerra. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE09) Identificar, comparar e analisar os padrões econômicos mundiais de produção, distribuição e intercâmbio dos produtos agrícolas e industrializados, tendo como referência os Estados Unidos da América e os países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE10) Distinguir e analisar conflitos e ações dos movimentos sociais brasileiros, no campo e na cidade, comparando com outros movimentos sociais existentes nos países latino-americanos. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º EF08GE11) Identificar áreas de conflitos e tensões nas regiões de fronteira do continente latino-americano, analisar o papel de organismos internacionais e regionais de cooperação nesses cenários e discutir as consequências para as populações dos países envolvidos. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Conexões e escalas 8º (EF08GE12) Analisar a importância dos principais organismos de integração do território americano, identificar as origens da formação de blocos regionais e comparar as características desses blocos, especial na América Latina. Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundia Mundo do trabalho 8º (EF08GE14) Analisar e comparar os processos de desconcentração, descentralização e recentralização das atividades econômicas a partir do capital estadunidense e chinês em diferentes regiões no mundo, com destaque para o Brasil. Os diferentes contextos e os meios técnico e tecnológico na produção PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 8484 a solução para o seu concurso! Editora Mundo do trabalho 8º EF08GE15) Analisar a importância dos principais recursos hídricos da América Latina e discutir os desafios relacionados à gestão e comercialização da água. Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial na América Latina Mundo do trabalho 8º (EF08GE30*) Identificar as problemáticas socioambientais resultantes das formas predatórias dos múltiplos usos da água e discutir os desafios relacionados à gestão das águas na América Latina, em especial no Brasil Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial na América Latina Mundo do trabalho 8º (EF08GE16A) Identificar, comparar e analisar as principais problemáticas sociais, econômicas, demográficas, culturais, ambientais, políticas entre outras e relacionar com o processo de urbanização das cidades latino- americanas. (EF08GE16B) Discutir as particularidades da distribuição, estrutura e dinâmica da população e relacionar com as condições de vida qualidade de vida e trabalho nas cidades latino-americanas, em especial no Brasil. Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial na América Latina Mundo do trabalho 8º (EF08GE17) Analisar as diferenças na apropriação dos espaços urbanos, relacionando-as com os processos de exclusão social e segregação socioespacial e discutir as políticas públicas de planejamento urbano dos países latino-americanos, em especial do Brasil. Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial na América Latina Formas de representação e pensamento espacial 8º (EF08GE18) Elaborar mapas ou outras formas de representações cartográficas para analisar as redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida e usos e ocupação do solo na América e na África. Cartografia: anamorfose, croquis e mapas temáticos da América e África Formas de representação e pensamento espacial 8º (EF08GE19) Interpretar e elaborar cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas com informações geográficas acerca da América e da África. Cartografia: anamorfose, croquis e mapas temáticos da América e África Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE20A) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se referem aos aspectos populacionais, políticos, sociais, econômicos e espaciais e comparar com características de países europeus e asiáticos. (EF08GE20B) Analisar as desigualdades sociais e eco - nômicas de países e grupos de países da América e da África, relacionar com as pressões sobre a natureza e a apropriação de suas riquezas e discutir as consequências para as populações desses países e impactos para biodiversidade. Identidades e intercultura- lidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e portuguesa e África Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE21) Analisar o papel ambiental e territorial da Antártica no contexto geopolítico, sua relevância para os países da América do Sul, em especial para o Brasil e discutir o seu valor como área destinada à pesquisa e à compreensão das alterações climáticas e do meio ambiente global. Papel ambiental e territorial da Antártica no contexto ge- opoítico Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE31*) Comparar dados e informações geográficas relevantes acerca dos recursos naturais e diferentes fontes de energia na América Latina. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na América Latina Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE22) Analisar a relevância dos principais recursos naturais e fontes energéticas e relacionar com processos de cooperação entre os países do Mercosul e outros blocos regionais da América Latina e do mundo. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na América Latina PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 85 a solução para o seu concurso! Editora Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE32*) Analisar relações conflituosas e contradi - tórias na apropriação de recursos naturais e produção de energia na América Latina. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na América Latina Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE33*) Identificar áreas do planeta suscetíveis a impactos socioambientais decorrentes da extração de recursos naturais para geração de energia, em especial na América Latina e no Brasil. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na América Latina Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE23) Identificar paisagens da América Latina e associá-las, por meio de representações cartográficas, aos diferentes povos da região, com base em aspectos da geomorfologia, da biogeografia, da hidrografia e da climatologia. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na América Latina Natureza, ambientes e qualidade de vida 8º (EF08GE24) Analisar as principais características produtivas dos países latino-americanos, estabelecer comparações entre a exploração mineral, agricultura, pecuária entre outras e relacionar com os indicadores de desenvolvimento econômico e social. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na América Latina O sujeito e seu lugar no mundo 9º (EF09GE01) Analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias regiões do planeta, notadamente em situações de conflitos, intervenções militares e/ou influência cultural, em diferentes tempos e lugares. A hegemonia europeia na economia, na política e na cultura O sujeitoe seu lugar no mundo 9º (EF09GE02) Analisar a atuação das corporações internacionais e das organizações econômicas mundiais e discutir as influências na vida da população em relação ao consumo, cultura, política, mobilidade, educação entre outros, em diferentes regiões do mundo. Corporações e organismos internacionais O sujeito e seu lugar no mundo 9º (EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças. As manifestações culturais na formação populacional O sujeito e seu lugar no mundo 9º (EF09GE19*) Analisar as relações entre o local e o global e discutir a pluralidade de sujeitos em diferentes lugares. As manifestações culturais na formação populacional O sujeito e seu lugar no mundo 9º (EF09GE04) Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e Oceania e analisar identidades e interculturalidades regionais. As manifestações culturais na formação populacional Conexões e escalas 9º (EF09GE05) Analisar fatos e situações referentes à integração mundial econômica, política e cultural e comparar as características e fenômenos dos processos de globalização e mundialização. Integração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização Conexões e escalas 9º (EF09GE06) Associar o critério de divisão do mundo em Ocidente e Oriente a partir do Sistema Colonial implantado pelas potências europeias e analisar as consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais para diferentes países. Integração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização Conexões e escalas 9º (EF09GE07) Identificar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes histórico-geográficos de sua divisão em Europa e Ásia e analisar os processos de regionalização. Integração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 8686 a solução para o seu concurso! Editora Conexões e escalas 9º (EF09GE08) Analisar transformações territoriais, considerando o movimento de fronteiras, tensões, conflitos e múltiplas regionalidades na Europa, na Ásia e na Oceania e relacionar com as implicações sociais, políticas, econômicas, ambientais e culturais em diferentes países. Integração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização Conexões e escalas 9º (EF09GE09) Analisar características de países e grupos de países europeus, asiáticos e da Oceania em seus aspectos populacionais, políticos, ambientais, urbanos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e apropriação e pressões sobre seus ambientes físico-naturais. Integração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização Mundo do trabalho 9º (EF09GE10) Analisar os impactos do processo de industrialização na produção e circulação de produtos e culturas na Europa, na Ásia e na Oceania Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial Mundo do trabalho 9º (EF09GE20*) Identificar o papel dos setores primário, secundário e terciário na economia da Europa, Ásia e Oceania e discutir a relevância do desenvolvimento tecnológico para as economias dos países europeus e asiáticos. Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial Mundo do trabalho 9º (EF09GE21*) Analisar a formação de blocos regionais da Europa e Ásia, comparar as suas características e relacionar com a atuação de blocos de outras regiões do mundo. Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial Mundo do trabalho 9º (EF09GE11) Relacionar as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de industrialização com as transformações no trabalho e analisar e discutir as potencialidades e fragilidades desse processo em diferentes regiões do mundo, em especial no Brasil. Transformações do espaço na sociedade urbano-indus- trial Mundo do trabalho 9º (EF09GE12) Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro em diferentes países, com destaque para o Brasil. Cadeias industriais e inova- ção no uso dos recursos na- turais e matérias--primas Mundo do trabalho 9º (EF09GE22*) Relacionar as mudanças ocorridas na técnica e na ciência para os processos de produção em geral e relacionar as transformações da produção industrial e da agropecuária em diferentes regiões do mundo, em especial no Brasil Cadeias industriais e inova- ção no uso dos recursos na- turais e matérias--primas Mundo do trabalho 9º (EF09GE23*) Debater as origens e consequências dos problemas da desigualdade social, da fome e da pobreza na sociedade urbano-industrial, considerando a concentração de renda, dos meios de produção, de acesso aos recursos naturais e da segregação socioespacial, em diferentes regiões do mundo. Cadeias industriais e inova- ção no uso dos recursos na- turais e matérias--primas Formas de representação e pensamento espacial 9º (EF09GE14A) Selecionar, elaborar e interpretar dados e informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais. (EF09GE14B) Analisar projeções cartográficas, anamorfoses geográficas e mapas temáticos relacionados às questões sociais, ambientais, econômicas, culturais, políticas de diferentes regiões do mundo. Leitura e elaboração de ma- pas temáticos, croquis e outras formas de represen- tação para analisar informa- ções geográficas PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 87 a solução para o seu concurso! Editora Formas de representação e pensamento espacial 9º (EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográfica Leitura e elaboração de ma- pas temáticos, croquis e outras formas de represen- tação para analisar informa- ções geográficas Formas de representação e pensamento espacial 9º (EF09GE24*) Identificar e analisar os fluxos populacionais e de capitais, por meio de produção e interpretação de mapas de fluxos, cartogramas, gráficos, tabelas, imagens e textos multimodais. Leitura e elaboração de ma- pas temáticos, croquis e outras formas de represen- tação para analisar informa- ções geográficas Natureza, ambientes e qualidade de vida 9º (EF09GE16) Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da Oceania e discutir os impactos socioambientais decorrentes de diferentes atividades econômicas. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania Natureza, ambientes e qualidade de vida 9º (EF09GE25*) Investigar os fenômenos geodinâmicos existentes na Europa, Ásia e Oceania e analisar o potencial na geração de desastres e as consequências para as populações. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania Natureza, ambientes e qualidade de vida 9º (EF09GE26*) Identificar e analisar mapas temáticos relacionados à ocorrências de desastres socioambientais em diferentes regiões do mundo, em especial na Europa, Ásia e Oceania. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania Natureza, ambientes e qualidade de vida 9º (EF09GE17) Analisar e explicar as características físico- naturais e a forma de ocupação e usos da terra em diferentes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania Natureza, ambientes e qualidade de vida 9º (EF09GE27*) Relacionar as diversas formas de ocupação do solo com os desastres sociambientais, em diferentes lugares da Europa, da Ásia e da Oceania. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania Natureza, ambientes e qualidade de vida9º (EF09GE18) Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências dos usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica, hidrelétrica, eólica, nuclear e geotérmica) em diferentes países da Europa, Ásia e Oceania. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania Natureza, ambientes e qualidade de vida 9º (EF09GE28*) Avaliar criticamente os usos de recursos naturais a partir das diferentes fontes de energia (termoelétrica, hidrelétrica, eólica, nuclear e geotérmica), analisar os impactos socioambientais decorrentes da utilização em diferentes países da Europa, Ásia e Oceania e relacionar com as fontes de energia utilizadas no Brasil e as práticas de uso racional de energia. Diversidade ambiental e as transformações nas paisa- gens na Europa, na Ásia e na Oceania SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. CURRÍCULO PAULISTA: ETAPA ENSINO MÉDIO. SÃO PAULO: SEDUC, 2020. P. 167-195, 229-239 CURRÍCULO PAULISTA ETAPA ENSINO MÉDIO Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas O propósito de organizar um currículo para o Estado de São Paulo na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, à altura dos compromissos assumidos pela Educação Básica ao aprovar a BNCC, levou os redatores ao desafio de dar tratamento qualificado a conceitos e princípios pronunciados por cada componente curricular da área – Filosofia, Geografia, História e Sociologia –, de forma articulada e orientada para atender às demandas do mundo contemporâneo, aos diferentes interesses pronunciados pelo estudante PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 8888 a solução para o seu concurso! Editora da Educação Básica, a partir do aprofundamento e da ampliação das aprendizagens essenciais desenvolvidas no Ensino Fundamen- tal para uma vivência ética no mundo contemporâneo, conforme expresso pela BNCC. Ou seja, um currículo capaz de expressar as exigências de formação de sujeitos com composição intelectual capaz de responder aos anseios e oportunidades de efetivação de seu projeto de vida, com autonomia e protagonismo, e que ao mesmo tempo sejam responsáveis, solidários e cientes da impor- tância do debate público para o amadurecimento de ideias, bem como, aptos a julgar e propor soluções para problemas sociais, políticos e ambientais, conforme explicitado no Artigo 35 da LDB: I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prossegui- mento de estudos; II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do edu- cando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aper- feiçoamento posteriores; Essas exigências constituíram condições fundamentais na definição das orientações que compõem o Currículo Paulista Eta- pa Ensino Médio, as quais seguiram as demandas indicadas pela BNCC, coadunando-as com as determinações das DCNEM, assim como as diferentes contribuições da sociedade civil e da consul- ta pública. Ainda que nem todas essas contribuições possam ser identificadas à primeira vista neste documento, elas certamente inspiraram o aprimoramento das reflexões no processo da escrita. As Ciências Humanas e Sociais Aplicadas dedicam-se a estu- dar e pesquisar de forma rigorosa a dinâmica humana no tempo e no espaço, na produção dos valores, na vida material e na cultura. Nesse sentido, destacam-se as trocas, as influências e as disputas no que se refere a procedimentos para o estudo de questões cul- turais, socioambientais, econômicas e políticas. Ainda, a formação de territórios e fronteiras e suas dinâmicas, os fatos históricos nas suas continuidades e/ou rupturas com consequências pessoais, locais, regionais e globais. Todas essas questões, orientam para a compreensão dos desafios de falar do mundo humano, seja a par- tir da linguagem cotidiana e prática, para falar o como das coisas, seja utilizando uma linguagem que tenta ultrapassar a do cotidia- no, para interpretar e atuar sobre os acontecimentos (JAPIASSU, 2002). Dessa maneira, os instrumentos da crítica que caracteri- zam as formas de falar do mundo humano devem, no contexto da área, buscar sempre uma articulação, sem perder a especificidade de cada componente, conforme explicitado no Artigo 35 da LDB: III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, in- cluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia inte- lectual e do pensamento crítico; IV – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. A Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as DCNEM, orienta, no Art. 11 § 1º, que a organização por áreas tem o sentido de tornar mais sólidas as relações entre os saberes e, dessa forma, favorecer a contextualização para a apreensão e a intervenção na realidade. A partir desses pressupostos, que ba- lizaram a redação do organizador curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, tendo como referência estudos e práticas relacionados à Filosofia, Geografia, História e Sociologia, os redatores buscaram assegurar especificidades históricas, con- ceituais e procedimentais dos diferentes componentes curricula- res, o que garante diversidade de saberes e procedimentos e, ao mesmo tempo, a unidade de conjunto, que são reveladoras do valor políticoeducacional da área. Componentes curriculares da área de Ciências Humanas e So- ciais Aplicadas FILOSOFIA “Que Filosofia ensinar?” Com essa questão os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o Ensino Médio de 1998 reco- locam o ensino de Filosofia no contexto da Educação Básica e fo- mentam o pensamento sobre quais competências e habilidades desenvolver nas aulas de Filosofia. Podemos reconhecer essa mesma comanda nas Orientações Curriculares para o Ensino Mé- dio, de 2006. Destacamos que os PCN e as Orientações Curriculares Nacio- nais tiveram o sentido de nortear e parametrizar a Filosofia no Ensino Médio como componente curricular. A partir da BNCC e das DCNEM, o campo filosófico composto pela História da Filosofia, Metafísica, Ética, Filosofia Política, Epis- temologia, Teoria do Conhecimento, Lógica e Estética não deixou de lado as questões anteriores, mas ampliou-se para as indaga- ções contemporâneas acerca da justiça, da solidariedade, da au- tonomia, da liberdade, da compreensão e do reconhecimento das diferenças, respeito e responsabilidade consigo, com o outro e com o mundo comum que habitamos. A Filosofia nos textos, con- textos, na sua expressão rigorosa, procura adentrar o complexo intervalo entre as palavras e o pensamento, entre o mundo que queremos e o mundo que construímos cotidianamente. Atualmente, a Filosofia possui habilidades dentro de seis gru- pos de competências específicas na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. A ampliação e o aprofundamento das aprendi- zagens requeridas nesta etapa escolar fazem com que a articula- ção dos saberes filosóficos seja cada vez mais recorrentes. GEOGRAFIA A Geografia Escolar é fruto de diferentes concepções do pen- samento geográfico, o que se reflete nas visões teórico-metodoló- gicas utilizadas nas práticas docentes e nos fundamentos dos cur- rículos. O ensino de Geografia deve oferecer oportunidades para que o estudante compreenda as mudanças ocorridas no espaço geográfico, reconhecendo o seu papel de agente transformador nas dimensões geopolíticas, econômicas e socioambientais esta- belecidas nas sociedades contemporâneas. O estudo da Geografia no Ensino Médio pretende aprofun- dar as habilidades que garantem os direitos de aprendizagem da Educação Básica, ou seja, aprofundar os saberes científicos e os processos e conceitos que atuam na formação das sociedades humanas e no funcionamento da natureza. Para tanto, utilizamos como referência a leitura do lugar e do território, a partir de sua paisagem, compreendendo o espaço geográficocomo manifesta- ção territorial da atividade social, em todas as suas dimensões e contradições de ordem econômica, política, cultural e ambiental. Outro ponto importante é o aprofundamento da Educação Cartográfica, considerada um instrumento indispensável no en- tendimento das interações, relações e fenômenos geográficos. PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 89 a solução para o seu concurso! Editora HISTÓRIA São inúmeras as indagações e reflexões sobre o objetivo de estudar História enquanto disciplina. Diversas linhas de pesquisa e aspectos teóricos já se debruçaram sobre o debate, além da pers- pectiva dos currículos e suas transformações ao longo da trajetó- ria deste componente curricular. Soma-se a isso o desafio lançado pela BNCC, que estabelece novos paradigmas para a área de Ciên- cias Humanas e, por consequência, para a História no Currículo Paulista do Ensino Médio. A História deve estar articulada às competências gerais da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, de forma a estabe- lecer vínculos epistemológicos nas abordagens das habilidades e competências específicas para que, dessa maneira, possa dialogar com os demais componentes curriculares, em um ensino integral, sem perder sua especificidade nos recortes estabelecidos. O Currículo Paulista etapa Ensino Médio, tem como proposi- ção a ampliação dos conhecimentos adquiridos no Ensino Funda- mental, de maneira a propiciar o aprofundamento do repertório conceitual e procedimental, além de atitudes e valores, no Ensino Médio. Diante do objetivo dessa ampliação da capacidade cogniti- va do estudante, é possível a apreensão da autonomia intelectual em uma concepção na qual ele possa articular informações e de- senvolver capacidades mais complexas diante do mundo contem- porâneo, já que deve ser instigado a produzir ideias e respostas aos seus questionamentos. Se por um lado, um dos objetivos do desenvolvimento do en- sino de História, é a formação intelectual do estudante enquan- to cidadão crítico e pertencente a determinada localidade com características e identidades próprias, processo que deve exigir a capacidade cognitiva da observação, da descrição, do estabeleci- mento de relações entre o presente e o passado nos mais diferen- tes espaços, na identificação das condições intrínsecas do tempo para a construção e desconstrução de significados; por outro lado, levam-se em consideração os pressupostos que dizem respeito às reflexões e aos estudos sobre as atuais condições humanas, permeando as singularidades e as diferenças, dentro das diver- sas sociedades hoje existentes, e não somente das sociedades do passado, fazendo do ensino de História um processo vivo e dinâ- mico na sua elaboração e constituição na abordagem curricular e metodológica. SOCIOLOGIA Dada a natureza científica da Sociologia, seus objetos e mé- todos alinham-se com os métodos científicos. O “estranhamento” e a “desnaturalização do olhar”, importantes elementos de seu método, revelam-se estruturadores para sua aprendizagem no Ensino Médio. Ante os fatos sociais, tomados como corriqueiros, eles possibilitam ao estudante o interesse por questões da vida em sociedade para além do senso comum, levando-o a uma abor- dagem científica da questão. Os conceitos estruturadores da Sociologia nos Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio serviram como norteadores de temas e objetos do conhecimento para o estudo deste compo- nente curricular. Com o advento da BNCC, eles se ampliam nas categorias deste documento, consolidando a presença e o ensino da Sociologia no Ensino Médio, dentro do contexto da área. As categorias apresentadas na BNCC, e adotadas neste Currí- culo, apontam objetos do conhecimento a serem ensinados pelos professores e aprendidos pelo estudante, garantindo a especifi- cidade da Sociologia, mesmo em um contexto de área. Além dis- so, elas também facilitam o estudo e a abordagem que diversos autores da Sociologia tomam frente aos fatos sociais. Soma-se a isso, ainda, o alinhamento dos demais componentes curriculares da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas a essa configu- ração didática, o que constitui uma forma de ensinar a Sociologia contextualizadamente, ampliando, inclusive, os recursos didáticos para sua aprendizagem pelo estudante. Breves considerações sobre a articulação entre os componen- tes da área A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, no contexto da Educação Básica, apresenta sua força no interesse interrogati- vo e, por isso, percorre os caminhos da polêmica. Afinal, o objeto das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas sente, pensa e fala a partir das suas experiências. Dessa forma, o desafio posto para a contextualização, interação e articulação dos componentes curri- culares está na colaboração capaz de oportunizar condições para que o estudante desenvolva competências e habilidades cogniti- vas e socioemocionais, conforme orientação na Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as DCNEM: Art. 7º O currículo é conceituado como a proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construí- dos pela sociedade, expressando-se por práticas escolares que se desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes e contribuindo para o desenvolvimento de suas identidades e condições cognitivas e socioemocionais. § 2º O currículo deve contemplar tratamento metodológico que evidencie a contextualização, a diversificação e a transdisci- plinaridade ou outras formas de interação e articulação entre di- ferentes campos de saberes específicos, contemplando vivências práticas e vinculando a educação escolar ao mundo do trabalho e à prática social e possibilitando o aproveitamento de estudos e o reconhecimento de saberes adquiridos nas experiências pessoais, sociais e do trabalho. Na área de Ciências Humanas, a reflexão e o debate devem propiciar situações para o desenvolvimento do pensamento crí- tico, capaz de produzir respostas e promover saberes criativos diante de questões como: é possível compatibilizar produção e consumo para todos e ao mesmo tempo preservar o meio am- biente? Quais desafios éticos devemos enfrentar diante da atual dinâmica da produção tecnológica? Por que algumas pessoas são mais vulneráveis socialmente que outras? Responder a estas e outras questões, fazer novas perguntas, produzindo respostas e saberes criativos e éticos, deve estar no horizonte da contextua- lização, integração e articulação de saberes e conhecimentos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Nesse contexto, não bas- ta descrever o fato ou as relações que podem ser observadas no mundo humano, mas deve-se também compreender que é possí- vel produzir novos fatos e relações, ter a consciência de que inter- pretar já instaura o processo a partir do qual é possível mudar as condições de existir no mundo. A área envolve a valorização das diferentes experiências e vivências, e, consequentemente, o compartilhamento de múl- tiplos saberes, a liberdade de expressão, a busca pelo consenso e o reconhecimento de que o dissenso faz parte da convivência democrática. Dessa forma, esses elementos que compõem uma aprendizagem colaborativa precisam ser acolhidos no contexto do ensinoaprendizagem. Ainda deve-se reconhecer a importância da PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 9090 a solução para o seu concurso! Editora cultura digital como meio para favorecer a colaboração em uma dimensão/materialidade que deve ser propiciada pela experiên- cia escolar. A abertura para o mundo digital, no uso cada vez mais fre- quente de tecnologias, especialmente no cotidiano mediado pela interação entre pessoas e entre pessoas e objetos, além da inter- net das coisas7 , requer o uso com critérios deste ferramental. No campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, além da apren- dizagem que orienta para o uso ético das tecnologias, para uma interação consciente, proveitosa para todose sustentável, deve- -se considerar, ainda, que as inovações tecnológicas não precisam ser impostas de forma a marginalizar as práticas tradicionais; ao contrário, elas devem auxiliar na preservação das culturas, tendo condições, inclusive, de ampliar a divulgação e sua ressignificação em meio digital. A partir da complexidade apresentada, o Currículo Paulista etapa do Ensino Médio, procura integrar conhecimentos, saberes e práticas que caracterizam a área buscando pontes de interação ou pelo menos de aproximação. Dessa forma, algumas escolhas precisam ser explicitadas: ▪ As competências e habilidades foram mantidas conforme apresentadas pela BNCC. Essa escolha reconhece a dinâmica do estudante e o direito de mobilidade entre escolas, modalidades e sistemas de ensino. ▪ Os objetos do conhecimento têm como referência funda- mental as competências e as habilidades indicadas. ▪ Cada habilidade deverá ser desenvolvida ou mobilizada pelo estudante a partir dos objetos do conhecimento. Essa orientação tem o sentido de permitir mais do que um aprofundamento, pro- piciando uma ampla visão do tema ou problema a ser abordado e, portanto, o enriquecimento do repertório cultural do estudante. ▪ Os objetos do conhecimento tendo como referência o de- senvolvimento e a mobilização de habilidades, e para fins de di- versificação e aprofundamento curricular, compreendem todos os componentes curriculares. A transição da etapa do Ensino Fundamental para a etapa do Ensino Médio A transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio está garantida na observação e realização das dez competências da Educação Básica. Essas competências orientam para uma educa- ção envolvida com o seu tempo e com os desafios do mundo con- temporâneo. Dessa forma, a articulação do Ensino Médio com o Ensino Fundamental está ancorada no desenvolvimento de com- petências e habilidades a partir da aprendizagem contextualizada, integrada e articulada de conteúdos, conceitos e processos. Nesse sentido, parece fundamental certa clareza acerca desses concei- tos, uma vez que eles nos encaminham para determinado percur- so do trabalho pedagógico: Competências: a competência refere-se ao processo de mo- bilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver questões e problemas referentes à vida cotidiana, assim como para o exercício da cidadania. Habilidades: trata-se de práticas cognitivas e socioemocio- nais, atitudes e valores que devem ser desenvolvidos e mobi- lizados para viver e conviver no mundo contemporâneo. São aprendizagens essenciais que devem ser garantidas para todos os estudantes em diferentes contextos do Ensino Médio. Objetos de conhecimento: trata-se de conteúdos, conceitos e processos que são apreendidos por meio do desenvolvimento das habilidades. Área do conhecimento: explicita as particularidades no trata- mento dos objetos de conhecimento e deve garantir a formação integrada do estudante. Ao oportunizar o desenvolvimento de habilidades e compe- tências, de forma progressiva, os conceitos e temas devem ser desenvolvidos e articulados por meio de processos que foram ini- ciados no Ensino Fundamental, mediante comandas de identifica- ção, análise, comparação e interpretação de ideias, pensamentos, fenômenos e processos históricos, geográficos, sociais, econômi- cos, políticos e culturais que no Ensino Médio devem encontrar condições para o “aprofundamento e a ampliação da base concei- tual e dos modos de construção da argumentação e sistematiza- ção do raciocínio, operacionalizados com base em procedimentos analíticos e interpretativos” (BNCC, 2018, p.472). Destacamos, ainda que a interconexão com o Ensino Funda- mental pode ser observada a partir de abordagens indicadas nos objetos de aprendizagem, que, de forma geral, abordam os “te- mas contemporâneos transversais”. Ou seja, os temas contempo- râneos, presentes desde o Ensino Fundamental, são contempla- dos nos objetos de aprendizagem na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, conforme orientação da BNCC: (...) cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às esco- las, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, in- corporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/1990), educação para o trânsito (Lei nº 9.503/1997), educação ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer CNE/CP nº 14/2012 e Resolução CNE/CP nº 2/2012), educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009), processo de enve- lhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei nº 10.741/2003), educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afrobrasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004), bem como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educa- ção financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/2010). (BRASIL, 2018, p. 19) No contexto da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, alguns temas apresentam destaque nos objetos de conhecimen- to, como: ciência e tecnologia; direitos da criança e do adoles- cente; diversidade cultural; educação ambiental; educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e cultu- rais brasileiras; educação em direitos humanos; educação para o consumo; processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso; trabalho e vida familiar e social. Destacamos ainda a relevância do trabalho da educação para redução de riscos e desastres. É importante destacar que os TCTs encontram sua demanda e sua ênfase nas questões da vida social, política, econômica e cultural que repercutem necessariamente no desenvolvimento pessoal. Dessa forma, há que se reconhecer o potencial desses temas para a efetivação da educação contextualizada e integral. PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 91 a solução para o seu concurso! Editora A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e seu papel no acesso aos direitos de aprendizagem A interface do Ensino Fundamental com o Ensino Médio constitui condição para o atendimento aos direitos de aprendizagem, uma vez que as aprendizagens devem se orientar pelas dez competências gerais da Educação Básica. Essas competências pronunciam e mobilizam conceitos, procedimentos, habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores capazes de resolver de- mandas complexas da vida cotidiana, do efetivo exercício da cidadania e da compreensão e participação no mundo do trabalho. No campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, as categorias “tempo e espaço”, “território e fronteira”, “indivíduo, natureza, sociedade, cultura e ética” e “política e trabalho” orientam para tematizar e problematizar a investigação e a aprendizagem. Ou seja, as categorias não se confundem com temas ou proposta de conteúdo, mas podem funcionar como eixos em torno dos quais circulam ideias, fenômenos e processos políticos, sociais, econômicos e culturais. Conforme explicitado na BNCC, a categoria “tempo e espaço” exige análises mais amplas de contexto. “Território e fronteira”, é uma categoria que traz certo ordenamento para o espaço em suas diferentes dimensões. A categoria mais complexa, pois agrega diferentes dimensões que atravessam a existência humana, “indivíduo, natureza, sociedade, cultura e ética”, promove análises de relação, articulação e contradições do humano. Por fim, a categoria “política e trabalho” orienta para análises sobre os desafios enfrentados pela sociedade como um todo, acerca do bem comum e da produção da vida material e seus desdobramentos. Dessa forma, o organizador curricular da área seapresenta de maneira a tornar clara a interconexão entre competências de área, habilidades, categorias (que remetem a análises a serem empreendidas a partir dos objetos de conhecimento) e os objetos de conhe- cimento. Essa articulação favorece o atendimento aos direitos de aprendizagem expressos no desenvolvimento de competências e habilidades de área, com o intuito de contemplar as competências gerais da Educação Básica.9 O organizador curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, considerando a BNCC e demais documentos orienta- dores da Educação Básica, apresenta-se, no quadro a seguir, colunas, nas quais podem ser observadas as competências específicas, as habilidades, as categorias e os objetos de conhecimento. As Ciências Humanas e Sociais Aplicadas apresentam, na Educação Básica, etapa Ensino Médio, seis competências específicas e habilidades relacionadas, categorias de análise e uma distribuição equilibrada dos objetos de conhecimento para cada componente curricular: Filosofia, Geografia, História e Sociologia. Para concretizar as propostas deste documento e para ultrapassar a dimensão dos objetivos de implementação do Currículo Pau- lista, é fundamental o comprometimento do professor com o aprimoramento constante de sua formação, sempre amparada pelo arcabouço conceitual da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, inclusive para preservar e consolidar a necessária autonomia docente e alcançar o sucesso das aprendizagens pretendidas. Espera-se que este documento curricular oriente práticas exitosas e que o estudante, ao vivenciar o aprofundamento das aprendi- zagens propostas pela área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, possa entender a complexidade das relações que cada um esta- belece consigo e com a comunidade em que vive. Dessa forma, poderá compreender a necessidade de ser responsável e protagonista na superação da condição individualista, egocêntrica e preconceituosa que ainda se faz presente na sociedade contemporânea e, ao mesmo tempo, reconhecer-se como principal agente na constituição de um projeto de vida amplo e sustentável, que não se limite ao campo pessoal, mas também contemple direitos e deveres cívicos. PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 9292 a solução para o seu concurso! Editora Organizador curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas COMPETÊNCIAS HABILIDADES CATEGORIA OBJETOS DE CONHECIMENTO 1. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos e p i s t e m o l ó g i c o s , científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, c o n s i d e r a n d o diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica. ( E M 1 3 C H S 1 0 1 ) Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais TEMPO E ESPAÇO Filosofia As origens da Filosofia e a atitude filosófica. Os períodos e os campos de investigação da atividade filosófica. Geografia As relações entre espaço, sociedade, natureza, trabalho e tempo. Transformações antrópicas no meio físico em diferentes sociedades. História Memória, cultura, identidade e diversidade. A produção do conhecimento histórico e suas narrativas na origem dos povos do Oriente Médio, Ásia, Europa, América e África. Sociologia Padrões e normas de distintas sociedades: na cultura, no poder, na cidadania e no trabalho. 1. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos e p i s t e m o l ó g i c o s , científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, c o n s i d e r a n d o diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica. ( E M 1 3 C H S 1 0 2 ) Identificar, analisar e discutir as c i r c u n s t â n c i a s h i s t ó r i c a s , geográficas, políticas, e c o n ô m i c a s , sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais ( e t n o c e n t r i s m o , racismo, evolução, m o d e r n i d a d e , c o o p e r a t i v i s m o / desenvolvim ento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos. TEMPO E ESPAÇO Filosofia O conceito de civilização, o projeto de modernidade, a “pós-modernidade” e suas contribuições para a compreensão das noções de civilização e barbárie. Geografia Sociedades tradicionais e urbano-industriais: as transformações da paisagem e do território pelo modo de vida e pela ocupação do espaço. História A construção do discurso civilizatório em diferentes contextos e seus desdobramentos (Iluminismo, Imperialismo e Neocolonialismo). Organização e funcionamento da sociedade na inter-relação entre indivíduo e coletividade a partir das diferentes matrizes conceituais (etnocentrismo, cultura, entre outras). Sociologia Discursos racista, etnocentrista e evolucionista e sua contraparte nas sociedades contemporâneas: a eugenia, o arianismo, o colonialismo, o relativismo cultural e o multiculturalismo. PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS 93 a solução para o seu concurso! Editora 1. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos e p i s t e m o l ó g i c o s , científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, c o n s i d e r a n d o diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica ( E M 1 3 C H S 1 0 3 ) Elaborar hipóteses, s e l e c i o n a r evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, d o c u m e n t o s históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros). TEMPO E ESPAÇO Filosofia A civilização científica e tecnológica em diferentes contextos: na ética e na liberdade, na cultura e na religião. Geografia A problemática socioambiental e a relação com as classes sociais e a estratificação social. A dinâmica da natureza e os impactos causados pela ação antrópica. História As mudanças do capitalismo, a partir da Revolução Industrial ao Imperialismo e frente a outros eventos históricos. Contribuições das revoluções Mexicana e Russa para as configurações históricas para o mundo. As lutas democráticas e a construção da democracia nas Américas. Sociologia Minorias nas sociedades do século XX: negros/índios e imigrantes/refugiados, entre outros. 1. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos e p i s t e m o l ó g i c o s , científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, c o n s i d e r a n d o diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica ( E M 1 3 C H S 1 0 4 ) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar c o n h e c i m e n t o s , valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço. TEMPO E ESPAÇO Filosofia A arte como forma de