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Universidade Federal Fluminense Curso: de Administração Pública Disciplina: Filosofia e ética Nome do Aluno: Ademir Cassaro Matrícula:19213110166 Questões da Atividade a Distância 1) Compare o tratamento, de reforma geral das questões éticas em Aristóteles e em PLATÃO. Em Aristóteles, a ética, juntamente com a política, pertence ao domínio do saber prático, que pode ser contrastado com saber teórico. Enquanto no âmbito do saber teórico, inclui a metafísica, a matemática e as ciências naturais, sobre tudo a física, o objetivo é o conhecimento da realidade em suas leis e princípios mais gerais, no domínio do saber prático o intuito é estabelecer sob que condições podemos agir de melhor forma possível dendo em vista o nosso objetivo primordial que é a felicidade(eudaimonia), ou a realização pessoal. Esse saber prático é por vezes também denominado prudencial, por ter como faculdade definidora a prudência, como em alguns casos se traduz o termo grego phronesis,(que pode ser traduzido a inda como razão prática, ou capacidade de discernimento). No consiste essa felicidade e como é possível ao ser humano alcançá-lo são questões centrais da ética. Aristóteles define seu objetivo como eminentemente prático e critica(Ética a nicômaco,1e 6) a concepção platônica de forma, ou ideia, do Bem, por seu sentido genérico, abstrato e distante de experiência humana. 2)Como pode ser entender, segundo Aristóteles a felicidade como conceito ético? O termo eudaimonia pode ser entendido também como bem-estar, principalmente como bem-estar em relação a algo que se realiza. Portanto, na concepção aristotélica a felicidade estar relacionada a realização humana e ao sucesso naquilo que se pretende obter, o que só se dá se aquilo que se faz é bem-feito, ou seja, corresponde a excelência humana e depende de uma virtude(areté)ou qualidade de caráter que torna possível essa realização. A noção de felicidade é central à ética aristotélica , que por esse motivo é caracterizada como “ética eudemônica’’, caraterização que se entende às ética influenciadas por Aristóteles em geral e que, de maneira similar, atribuem fundamental importância ao conceituo de felicidade. 3)Para Aristóteles, a virtude ou, excelência moral resulta do habito de sua prática. Contraste essa visão com de a Platão no menom, examinado no capítulo anterior. Para determinar a essência da ação moral ou ação virtuosa, Aristóteles distingue ações involuntárias e voluntárias ,introduzindo um inovação de grande envergadura. Com efeito, Sócrates e Platão concebiam os apetites e desejos como involuntários porque racionais, passionais é fruto da ignorância do agente. Aristóteles ao contrário, os considera voluntários pois entende que a vontade como espontaneidade natural, isto é, aquilo que a natureza de um ser o leva naturalmente a querer e a realizar e, no caso do homem, aquilo que, além de espontâneo, é consciente (sei que sinto cólera, sei que sinto prazer ou dor, sei que faço algo para sentir uma certa emoção etc..). Qual a diferença entre um ato involuntário e voluntário? O ato involuntário é aquele realizado sob duas circunstância apenas: sobre constrangimento ou coação(quando somos forçados a uma ação pelo poder de uma força externa) ou por ignorância das circunstância nas quais agimos (Étipo mata e, voluntariamente um agressor e, involuntariamente mata Laio, seu pai, pois ignora ser seu filho). O ato involuntário, é realizado por escolha e não por necessidade natural. 4)Em que sentido, ‘’meio termo’’se caracteriza com um critério da conduta ética? Nessas duas passagens do livro segundo temos a definição aristotélica do meio-termo ou justa medida (mesotes), um dos princípios fundamentais de sua ética. A ação correta do ponto de vista ético deve evitar os extremos, tanto o excesso quanto a falta, caracterizando-se assim pelo equilíbrio, ou seja, medida. A sabedoria prática(phronesis) consiste na capacidade de discernir essa medida, cuja determinação pode variar de acordo com as, circunstância e situações envolvidas. No capítulo sete desse livro, Aristóteles apresenta um quadro das virtudes ou qualidades e dos vícios ou falta, e define a justa medida em cada caso. A moderação, ou temperança(sophrosyné), é a característica do indivíduo equilibrado no sentido ético. Referências bibliográficas: Assmann, Severino José, Filosofia é Ética, Florianópolis: Ufsc 2009.166p. Chaui, Marilena. Convínte á Filosofia, Editora Àrtica, São paulo,1994. Marcondes, Danilo. Textos básicos de Ética, de Platão a Faucault. Zahar,2007.