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FACULDADEALFAUNIPAC ENFERMAGEM Tatiana Cardoso dos Santos Curso: Enfermagem Disciplina: Bioética e Biossegurança Tutora: Jaina Braga Analise Bioética do Filme Para Sempre Alice ARINOS -MG 2025 FACULDADEALFAUNIPAC ENFERMAGEM TATIANA CARDOSO DOS SANTOS Analise Bioetica do Filme Para Sempre Alice Trabalho apresentado à disciplina de Bioética e Biossegurança do curso de Enfermagem da UNIPAC, como requisito parcial para avaliação na referida disciplina. Tutora: Jaina Braga ARINOS -MG 2025 SUMARIO Introdução............................................................................................................................................1 Autonomia e Tomada de Decisão........................................................................................................1 Consentimento Informado e Vulnerabilidade.......................................................................................1 Dignidade Humana e Qualidade de Vida...............................................................................................1 Responsabilidade Familiar e Cuidado....................................................................................................2 Planejamento Antecipado de Decisões (Testamento Vital)...................................................................2 Sofrimento, Finitude e Sentido da Vida................................................................................................2 Conclusão............................................................................................................................................3 Referências.........................................................................................................................................4 Introducao O filme Para Sempre Alice (2014), dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, retrata a historia de Alice Howland, uma renomada professora de linguística diagnosticada com Alzheimer precoce. A obra aborda com sensibilidade e profundidade os desafios enfrentados por pacientes e familiares diante de uma doença neuro-degenerativa progressiva. Sob a ótica da bioética, o filme levanta questões sobre autonomia, consentimento, dignidade, responsabilidade familiar, planejamento antecipado de decisões e o sentido da vida. 1. Autonomia e Tomada de Decisão O diagnostico de Alzheimer precoce coloca em xeque a autonomia de Alice, que gradualmente perde a capacidade de decidir sobre sua vida e tratamento. Mesmo ciente de sua deterioração cognitiva, ela busca preservar sua liberdade, como demonstra ao gravar um vídeo com instruções sobre o que fazer quando não mais se reconhecesse. Discussão bioética: Respeitar a autonomia de um paciente com deterioração cognitiva progressiva e um desafio ético. O principio da autonomia deve ser preservado enquanto o paciente for capaz de compreender as consequência de suas decisões. A medida que a doença avança, o papel dos familiares e da equipe de saúde torna-se essencial para proteger os interesses do paciente, sem desconsiderar seus valores e desejos previamente expressos. 2. Consentimento Informado e Vulnerabilidade Com o avanço do Alzheimer, Alice perde gradualmente a capacidade de discernimento e compreensão, o que compromete a validade de seu consentimento em decisões medicas. Nesse contexto, surge a necessidade de equilibrar o principio da eficiência - agir para o bem do paciente - com o respeito a sua vontade. Discussão bioética: Quando o paciente perde a capacidade de decidir, o ideal e que as escolhas tenham sido antecipadas enquanto ainda havia lucidez. Caso contrario, o medico e a família devem agir em conjunto, guiados pelos valores e preferências que o paciente demonstrou anteriormente. O medico tem o dever de oferecer o tratamento mais adequado e humano, enquanto a família representa a voz afetiva e moral do paciente. 3. Dignidade Humana e Qualidade de Vida O Alzheimer não destrói apenas a memoria, mas também fragmenta a identidade. Alice, ao perceber suas falhas cognitivas, luta para manter sua dignidade como mulher, mãe e profissional. O filme evidencia o sofrimento causado pela perda da autonomia e da própria essência. Discussão bioética: A dignidade humana e um valor intrínseco e não depende da capacidade cognitiva. Prolongar a vida a qualquer custo pode, em certos casos, contrariar esse principio, quando o sofrimento se torna maior que o beneficio. Assim, o cuidado ético deve priorizar não apenas a longevidade, mas a qualidade e o sentido da vida. 4. Responsabilidade Familiar e Cuidado Com o avanço da doença, a família de Alice assume o papel de cuidadora, convivendo com angustia, impotência e desgaste emocional. O dilema ético surge entre o dever moral de cuidar e o direito de preservar a próprio vida e bem-estar. Discussão bioética: A obrigação moral da família e oferecer cuidado, presença e amor, mas sem anular sua própria saúde mental e social. O cuidado ético deve ser compartilhado com profissionais da saúde, garantindo suporte psicológico e orientação aos familiares. A culpa e o sofrimento devem ser acolhidos como parte do processo, e não como fardo isolado. 5. Planejamento Antecipado de Decisões (Testamento Vital) Ao perceber a progressão da doença, Alice busca registar suas vontades enquanto ainda possui lucidez. Essa atitude se relaciona com as diretivas antecipadas de vontade - instrumento ético e jurídico que assegura que decisões medicas futuras respeitem os desejos expressos anteriormente pelo paciente. Discussão bioética: O planejamento antecipado e uma forma de garantir o respeito a autonomia mesmo após a perda da capacidade cognitiva. Cabe a equipe medica e a família cumprir fielmente essas diretivas, assegurando que as escolhas do paciente sejam honradas e que o cuidado mantenha a coerência com seus valores de vida. 6. Sofrimento, Finitude e Sentido da Vida O filme convida a reflexão sobre a finitude humana e a aceitação do sofrimento inevitável. Alice, ao perder sua memoria, tenta encontrar significado no amor e nas relações humanas, mostrando que ainda há vida e dignidade mesmo diante da perda da razão. Discussão bioética: O papel dos profissionais de saúde e promover conforto, acolhimento e apoio emocional, reconhecendo que a cura nem sempre e p o s s í v e l , mas o cuidado sempre e. O alivio do sofrimento e h u m a n i z a ç ã o do atendimento são deveres éticos fundamentais na condução de doenças incuráveis. Conclusão Para Sempre Alice e uma obra que sensibiliza e humaniza o olhar sobre o Alzheimer. A trajetória da protagonista convida a reflexão sobre a autonomia, a dignidade e o cuidado integral, destacando a importância da empatia e do respeito as decisões do paciente. A bioética, ao orientar a pratica medica e familiar, reforça que viver com dignidade e mais importante do que simplesmente prolongar a existência. Referencias GLATZER, Richard; WESTMORELAND, Wash. Para Sempre Alice. EUA: Sony Pictures Classics, 2014. Filme (101 min). BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Resolucao nº 1.995/2012, que dispoe sobre as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes. Diario Oficial da Uniao, Brasilia, 31 ago. 2012. BEAUCHAMP, Tom L.; CHILDRESS, James F. Principio de ética biomédica. 7. ed. Sao Paulo: Loyola, 2013. Analise Bioética do Filme Para Sempre Alice TATIANA CARDOSO DOS SANTOS SUMARIO