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SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V DCNT- doenças crônicas não transmissíveis, essa nomenclatura foi substituída por: Dant- doenças e agravos não transmissíveis** Agravo é qualquer coisa que causa um dano à integridade física ou mental dos indivíduos. Os agravos estão relacionados com o comportamento e estilo de vida das pessoas, como violência no trânsito/ doméstico, acidentes, armas de fogo, são agravos que impossibilita a vida das pessoas. O plano de ação inclui também as mudanças climáticas, pois também é uma forma que pode influenciar na vida das pessoas, como enchentes, quedas de árvores, calor, ventanias. ODS- objetivo de desenvolvimento sustentável: metas internacionais, são estratégias para cada área, como a da saúde, que tem como objetivo reduzir doenças, mortalidade infantil, câncer de mama, doenças pulmonares, câncer de próstata, útero, etc. Fatores de risco para doenças crônicas -ambiente -ocupação -alimentação -genética/hereditariedade -estilo de vida -vícios: tabagismo,alcoolismo -risco biológico: tudo que estamos exposto ao trabalho, virus, bacteria, poeira-uso de máscara Pessoas com baixa renda, que não têm acesso ao serviço básico de saúde,ao saneamento básico, são as mais afetadas. Pirâmide de organização: Níveis de atenção primária: ESF, coordenadora e ordenadora da rede para outros níveis de atenção, dependendo da organização-hierarquização e regionalização; Algumas predisposições precisam tomar cuidado, como predisposição genética aliada a fatos alimentares e fumo/drogas/bebidas, podem aumentar os riscos Isso está ligado, a falta de atuação do sistema, ponto da desigualdade- dar mais a quem precisa de mais, ex de alimentação, pessoas com baixa renda, não tem uma alimentação saudável. Doenças Crônicas Doença aguda está relacionada com uma infecção mais recente, mas que pode evoluir para um quadro crônico. A doença crônica inclui: -Conjunto de condições crônicas -Causas múltiplas -Início gradual, de prognóstico incerto, com longa ou indefinida duração -Curso clínico ao longo do tempo -Períodos de agudização -Incapacidade e limitações -Principais causas de amputações e de perda de mobilidade (sexo masculino esta mais vulnerável) -Perda significativa da qualidade de vida Doenças mundiais de maior impacto mundial -Doenças do aparelho digestivo -Cânceres -Diabetes -Doenças do aparelho respiratório Ainda pode ser HAS Fatores de risco comportamentais para o adoecimento por DCNT -Fumo -Bebidas -Fast foods -Procrastinação São fatores que eu posso alterar Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 1 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Doenças e agravos não transmissíveis-Dant -responsável por mais da metade de mortes no Brasil -em 2019, 54,7% óbitos foram registrados por causas de DCNT e 11,5% são por agravos Transições epidemiológicas e demográficas -aumento progressivo na expectativa de vida, aumentando a proporção de idosos em relação aos demais grupos etarios -causas externas afetam mais homens jovens adultos (15 a 39 anos), reduzindo a expectativa de vida deles -aumento da importância das causas externas vem ocorrendo paralelamente ao declínio da mortalidade infantil e na infância Os determinantes sociais também impactam fortemente na prevalência das doenças crônicas. As desigualdades sociais, diferenças no acesso aos bens e aos serviços, baixa escolaridade e desigualdades no acesso à informação determinam, de modo geral, maior prevalência das doenças crônicas e dos agravos decorrentes da evolução dessas doenças. Ao centro temos fatores que não são modificáveis, e ao redor fatores que são modificáveis. Como a maioria nao tem oportunidades, quem garante o mínimo são os princípios do SUS- Lei 8.080 -O emprego tem grande influência sobre isso: quanto mais baixo o nível de escolaridade, geralmente mais filhos, não tem uma educação social, as vezes nao tem trabalho favorável, enfrentam o desemprego, tudo que se baseia em desigualdades -Pessoas com trabalho vulnerável, expostas a agentes como poeira, luz solar… -agravo também pode ser as condições de saúde mental, autocobrança, reservar momentos de lazer da qualidade de vida -SINAM: sistema que notifica os agravos -Impactos econômicos que as doenças crônicas tem para o país -Gastos por meio do SUS (hospitalizações de longo tempo é gasto) -Despesas gerada em função: ● do absenteísmo (ausência ou afastamento não programado de funcionários de seus locais de trabalho). ● da aposentadorias ● da morte da população economicamente ativa Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 2 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V -Segundo estimativas, em 2025, o Brasil terá mais de 30 milhões de indivíduos com 60 anos ou mais, e a maioria deles, cerca de 85%, apresenta pelo menos uma doença. 72% da causas de morte 6% de todo o ônus decorrentes de doenças no mundo 80% carga de doenças dos países em de envolvimento aderências às tratamentos de apenas 20% 52,6% dos homens e 44,7% das mulheres com mais de 18 anos estão acima do peso ideal O excesso de peso é responsável por 58% da carga de doenças relativa ao diabetes tipo I, 39% da doença hipertensiva 21% do infarto do miocárdio 12% do câncer de cólon e reto 8% do câncer de mama -Diabetes mellitus(DM) e hipertensão arterial (HA) atingem, respectivamente, 6,3% e 2,3% dos adultos brasileiros vermelho é os que tiveram doenças cardíacas: hipertensão, infarto, arritmias A atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas no contexto das redes de atenção à saúde é um aspecto crucial no sistema de saúde. A interconexão entre os prestadores de cuidados, a integridade de serviços e a coordenação de atendimentos são fundamentais para garantir atenção abrangente e eficaz. Isso envolve equipes multidisciplinares colaborando de forma integrada em um ambiente de apoio, visando oferecer um atendimento centrado no paciente e adaptado às suas necessidades específicas. RAS- atenção básica ●Porta de entrada do sistema ○ coordenação e integração dos serviços e ações ● Acesso e qualidade às pessoas ● Respostas de forma adequada e oportuna ● Impactos positivos às condições de saúde ● Desafios para as equipes de Atenção Básica ● Condições multifatoriais: ○ determinantes biológicos e socioculturais PSF->ESF Condições, Atos modificáveis: alimentação, exercícios, fumo, álcool, nossas condutas Os determinantes da saúde e seu impacto na saúde da população brasileira: 1) Fatores Determinantes ● Aspectos biológicos (sexo, hereditariedade), mas também os sociais, econômicos e ambientais ● impactos diretamente na saúde da população brasileira, influenciando a incidência de doença crônicas e outros desafios de saúde pública 2) Estratégias de intervenção ● Estratégias de intervenção e políticas de saúde pública destinada a enfrentar os desafios identificados ● abordagens preventivas e de promoção à saúde, bem como políticas sociais relacionadas à melhoria das condições de vida da população Nasf: núcleo ampliado de saúde da família,era uma solução RAS-rede de atenção em saúde Precisa ser estruturada, organizada seguindo os princípios doutrinários e organizativos. Precisa coordenação e ordenação que vai direcionar dentro da rede, em casos que um local não comporte Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 3 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V a necessidade do paciente. Como portador de cirurgias cardiovasculares. Além disso, precisa garantir que quando o indivíduo voltar para a sua cidade, ele mantenha os cuidados. Princípiosorganizativos do SUS: -hierarquização -regionalização -Descentralização Princípios doutrinários do SUS: -equidade -Integralidade -universalidade Dificuldades no acesso: -falta de gestão que contrata serviços (falta de serviços especializados) -sobrecarga -Infraestrutura -Humanização, acolhimento, educação No posto tem as vagas para consultas agendadas, porém, precisa ter vagas disponíveis para casos que aparecem de urgência na UBS. Acesso e acolhimento - Importância da organização dos serviços de atenção primárias, destacando a necessidade de um atendimento personalizado e humanizado - Estratégias que visam a melhoria do acesso e a qualidade do atendimento prestado à população - Humanização da atenção, buscando-se a efetivação de um modelo centrado no usuário e baseado nas suas necessidades de saúde Integralidade da Equipe - Colaboração entre profissionais de diferentes áreas para proporcionar uma abordagem abrangente e eficaz no cuidado dos usuários - Articulações entre os diversos serviços e ações de saúde - Integração e conectividade entre os diferentes pontos de atenção Uso da tecnologia (melhorias, benefícios) - Utilização de tecnologias inovadoras pode otimizar a organização dos serviços de atenção primária, permitindo uma comunicação mais eficiente e a gestão inteligente de saúde dos pacientes. Tecnologia leve: acolhimento, humanização. Componentes da Rede de atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas 1)Serviços e atenção básica/Atenção Primárias - Centro de comunicação da rede:ordenadora e coordenadora do cuidado - Cuidado integral e contínuo -Porta de entrada prioritária e organização do cuidado 2)Serviços de atenção especializada -Diversos pontos com diferentes densidades tecnológicas -Serviços de urgência e emergência -Ambulatoriais especializados -Hospitais -serviço de farmácias 3)Sistema de apoio -Sistemas de apoio diagnóstico e terapêutico (patologia clínica, imagens,entre outros) -assistência farmacêutica 4)Sistemas Logísticos -Sistema identificação (SINAN) e de acompanhamento dos usuários -Registro eletrônico em saúde -Sistema de transporte sanitários, e os sistemas de informação em saúde (ônibus, ambulância, casas de apoio) 5)Regulação -Componentes de gestão para qualificar a demanda e assistência prestadas -Otimizar a organização da oferta, promover a equidade o acesso e servicos -Auxiliar monitorização e avaliação dos pactos 6)Governança Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 4 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V -capacidade de intervenção -atores, mecanismos e procedimentos para a gestão regional compartilhada da referida rede AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS Agravos: qualquer dano à integridade física,mental, emocional, mental que prejudica principalmente grupos mais vulneráveis como: Mulheres e homens negros e pardos são vítimas mais frequentes de mortes por causas violentas - Violência , feminicídio, género, raça - Média e baixa escolaridade Os agravos são a 2a causa de morte no Brasil (a primeira causa é por causar doenças cardiovasculares). Acidentes de trânsito envolvimento motociclista - Incapacidades temporárias e permanentes (absenteísmo…) TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA NO BRASIL Panorama da mortalidade por doencas cronicas nao transmissiveis no Brasil - Redução da taxa de fecundidade - Elevadas índices de envelhecimento populacional - Transição epidemiológica: doenças crônicas, fatores de risco, crescimento das causas externas de morbimortalidade - Violência **prestar atenção doencas cronicas nao transmissiveis Homens: exposição, descuido, fatores de risco Mortalidade prematura:jovens ou adultos jovens, em idade economicamente ativa (30 aos 69 anos) Em 2019 foram registrados: - 738.371 óbitos por DCNT no Brasil - 41,8% (n=308.511) prematuro - entre 30 a 69 anos de idade - taxa padronizada de mortalidade de 275,5 óbitos prematuros a cada 100 mil habitantes - na população masculina, as doenças cardiovasculares foram responsáveis pelas maiores taxas de mortalidade - na população feminina, as doenças cardiovasculares foram responsáveis pelas maiores taxas de mortalidade até o ano de 2013 - a partir de 2014, a mortalidade por neoplasias malignas passou a ser maior causa de morte por DCNT entre as mulheres Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 5 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V As principais causas de morte e limitações na faixa etária de 30 a 69 anos são similares aquelas que acometem indivíduos em idades mais avançadas. Adoecem e geram despesas para a previdência social devido aos afastamentos de trabalho, sem produtividade ou ainda aposentadorias precoces por doenças. Até 30 anos, muitos ainda não trabalham, são dependentes economicamente de alguém ou já que possuem doenças crônicas. O que mais gera custo são populações economicamente ativa que não se espera a dependência da previdência, ou seja, os custos causados principalmente por doenças crônicas em idades que não são esperadas (a população idosa já está dentro os custos da previdência) Neoplasias Malignas -Representa a segunda causa de morte na maioria dos países -Em 2019, foram registrados no brasil, 120.994 óbitos por neoplasias malígnas, cujsindivoduos estao dentro de 30 a 69 anos -Na população masculina as doenças cardiovasculares foram responsáveis pelas maiores taxas de mortalidade em todo o período, embora tenha havido decréscimo em sua magnitude -Na população feminina, as doenças cardiovasculares foram responsáveis pelas maiores taxas de mortalidade até o ano de 2013 -A partir de 2014, a mortalidade por neoplasias malignas passou a ser maior causa de morte por DNCT entre as mulheres -Em 2019, foram registrados, no Brasil, 120.994 bitos por neoplasias malignas cujos indivíduos estavam na faixa etária de 30 a 69 anos ODS- Objetivos de desenvolvimento sustentável A mortalidade por neoplasias malignas tem crescido em todo o mundo e esta representa a segunda causa de morte na maioria dos países. Em 80% dos países a tendência da mortalidade prematura por câncer está prejudicando o progresso para o atingimento da meta 3.4 dos objetivos de desenvolvimento sustentável, que é a redução de 1/3 da mortalidade prematura de DCNT até 2030. (para manter o sistema de saúde e previdenciário pode causar um colapso) Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 6 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Próstata- redução pode ser por negligência Destacam-se entre as cinco principais neoplasias malignas que levam homens e mulher ao óbito prematuro: -Relacionada ao aparelho digestivo: pancreas, estomago, esofago, colon, fígado e vesícula biliares -Transição dos principais tipos de câncer, com declínio daqueles associados à infecção e aumento daqueles relacionados a atitudes associadas a urbanização, tais como sedentarismo e alimentação inadequada Fatores de risco relacionados com a neoplasia malignas de cólon e reto e estômagos: -Obesidade -Inatividade física -Tabagismo -Alto consumo de carne processada -Alimentação pobre em frutas e hortaliças -Consumo excessivo de álcool Todos esses fatores são modificáveis. PANORAMA DE FATORES DE RISCO PARA DCNT NO BRASIL -Comportamentos da população -Impactos na saúde em todas as fases da vida -Condições em que as pessoas vivem e trabalham influenciam a qualidade de vida e saúde -A maioria das mortes prematuras está ligada a fatores de risco modificáveis, tais como: Obesidade, hábito alimentar, inatividade física, tabagismo, consumo de bebidasalcoólicas, poluição ambiental e saúde mental Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 7 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V PANORAMA DA PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO PARA DOENCAS CRONICAS NAO TRANSMISSIVEIS Na população adulta (> ou igual a 18 anos) -A frequência de consumo recomendado de frutas e hortaliça foi de 22,9% -A frequência de consumo de cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados de 18,2% e o consumo de bebidas adoçadas foi de 15.0 Tabagismo ● vários tipos de neoplasias malignas ● doenças do aparelho respiratório ● doenças cardiovasculares O tabagismo constitui grande ameaça à saúde pública, sendo responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo, das quais cerca de 1,2 milhão são decorrentes do fumo passivo. Ainda que a prevalência venha diminuindo ao longo dos anos, o tabagismo continua sendo responsável por um extenso número de mortes evitáveis. Estima-se, em 2015, tenha sido responsável por ● 156.216 mortes (428 mortes ao dia) ● representando 12,6% do total das mortes que ocorreram no Brasil ● relevância dos anos de vida perdidos ● a qualidade de vida associados ao tabagismo ● alto custo da assistência médica atribuível ao tabagismo O consumo do álcool ● a associação da substância com a mortalidade ● a ocorrência de uma ampla variedade de doenças crônicas, como neoplasias malignas, DCV ● em 2017, aproximadamente 6,2% de todos os óbitos ocorridos no Brasil estavam relacionados ao uso do álcool ● o uso de álcool foi o terceiro principal fator de risco comportamental para carga de doença no Brasil e o quarto no mundo ● contribuição na ocorrência ○ lesões intencionais e não intencionais, como acidentes de trânsito, quedas, afogamentos, intoxicações, violência interpessoal e auto provocada. Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 8 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Poluição do ar ● principal fator de risco ambiental para a saúde humana ● anualmente, 4,2 milhões de mortes prematuras atribuídas à poluição do ar ambiente no mundo ● exacerbação e pela morte por doenças crônicas e agudas ○ 58% de mortes prematuras por doenças cerebrovasculares e doenças isquêmica do coração ○ 18% por doença pulmonar obstrutiva crônica e infecção respiratória aguda baixa; ○ e 6% por câncer de pulmão, traqueia e brônquios ○ em crianças é significativo, apesar de não ser a única causa das doenças respiratórias, contribui para internações por esta causa em todo o País PANORAMA DE MORTALIDADES DE ACIDENTES E VIOLÊNCIA NO BRASIL ● problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento (LEMOS; JORGE; RIBEIRO, 2013) ● gravidade das lesões provocadas por acidentes e violências ● atendimento ambulatorial, internação hospitalar ou reabilitação relacionada às sequelas físicas e/ou psicológicas ● a maior parte das mortes por essa causa ocorre entre jovens ○ privação do potencial econômico e intelectual das vítimas em idade produtiva ○ impacto sobre a economia dos países ○ pressão sobre o sistema judiciário, previdenciário e serviços sociais Observar os maiores números. Lesões de trânsito ● principal causa de morte de crianças e adultos jovens de 5 a 29 anos (OMS 2019) ● grave e complexa questão de saúde pública ● segunda causa de morte entre as causas externas com maior ocorrência entre jovens e adultos de 15 a 39 anos ● 31.945 óbitos decorrentes de lesões de trânsito ○ 14,4 óbitos a cada 100 mil habitantes ● 77,6% dos óbitos por esta causa (n=24.798) ● a vítima do sexo masculino, perfazendo uma mortalidade de 24,7 óbitos por 100 mil habitantes ● para o sexo feminino, de 4,7 óbitos por 100 mil habitantes no mesmo ano Homicídios ● é definido como a morte ilegal causada a uma pessoa com a intenção de causar morte ou lesão grave ● considerados como homicídios os óbitos cuja causa básica tenha sido classificada com os códigos X85 a Y09 (agressões); Y22 a Y24 (disparo de arma de fogo, com intenção indeterminada); Y35 (intervenção legal); Y87.1 (sequela de agressão) e Y89.0 (sequela de intervenção legal) da CID-10. ● global - taxa de mortalidade, em 2017, de 6,2 homicídios a cada 100 mil habitantes ● a maior parte das vítimas era do sexo masculino, aproximadamente 81%, com maior risco de morte na faixa etária de 15 a 29 anos de idade Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 9 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Suicídio ● é um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo ● estima-se que quase 800 mil pessoas morram todos os anos vítimas de suicídio, o que representa uma morte a cada 40 segundos no mundo ● constitui a terceira maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos de idade ● taxa global de mortalidade por suicídio de 10,4 mortes por 100 mil habitantes, com tendência de redução ● 13.523 mortes, com taxa de mortalidade de 6,1 óbitos por 100 mil habitantes ● a Região Sul apresentou as maiores taxas de mortalidade por esta causa em todo o período analisado (2000 a 2019), as Regiões Norte, Nordeste e Sudeste apresentaram, alternadamente, as menores taxas no mesmo período ● Estima-se que mais de 90% das vítimas de suicídio apresentam algum transtorno mental, sendo a depressão o transtorno mais frequente ● indivíduos com transtornos mentais apresentam um risco oito vezes maior de cometer suicídio, em comparação a indivíduos sem transtornos mentais ● parcela importante da população com transtornos mentais e sem diagnóstico e tratamento adequado ● evidente a necessidade de expandir e democratizar o acesso à saúde mental no Brasil, bem como a importância da identificação precoce de transtornos mentais na atenção primária em saúde Pensar sempre que doenças, afastamentos, mortes da população economicamente ativa causa perdas previdenciárias Promoção da saúde e prevenção de doenças: intervenções comuns às doenças crônicas 1) Educação em saúde Importância da educação em saúde como base para a promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas,abordando estratégias de conscientização, hábitos saudáveis e autocuidado 2) Promoção de Estilos de vida saudáveis Implementação de programas e políticas que visam promover estilos de vida saudáveis, como a prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e combate ao tabagismo e alcoolismo 3) Rastreamento e diagnóstico precoce Importância do rastreamento de doenças crônicas e a detecção precoce, possibilitando intervenções mais eficazes e contribuindo para a redução de complicações associadas. Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 10 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Abordagens para a mudança de comportamento e autocuidado apoiado no cuidado à pessoa com doença crônica 1)Educação e Orientação Capacitar as pessoas com doenças crônicas a adotarem mudanças de comportamentos e a gerenciarem seu autocuidado de forma eficaz 2)Capacitação da equipe de saúde Capacitar a equipe de saúde para oferecer suporte e orientações adequadas aos pacientes, promovendo uma abordagem colaborativa e centrada no paciente 3)Integração de recursos comunitários: Apoiar a mudança de comportamentos e o autocuidado destacando parcerias e programas locais Arranjos Organizativos A.P.S -Concepção de saúde e modelos de atenção em saúde -Transição epidemiológica e desafios a estrutura assistencial -Elementos conceituais e constitutivos das redes de atencao a saude -Atenção primária e Território no contexto das redesde atenção 2 modelos de atenção à saúde: -hierárquica- dividida em baixa, média e alta complexidade, referência e contrarreferência -poliárquica- estrutura articulada em diferentes pontos e com pontos intersetoriais Modelos de atenção à saúde - combinação de tecnologias utilizadas nas intervenções sobre problemas e necessidades sociais de saúde (tecnologias leves, duras e leve duras- humanização/atendimento até uso de recursos específicos que vão garantir o acesso/diagnóstico/cuidado) - Não é padrão, não é exemplo, não é burocracia, é uma forma de gestão ou organização dos serviços de saúde - Modelo é uma razão de ser-uma racionalidade ESF modelo assistencial que predomina no nosso país, está dentro do nível hierarquizado. É uma atenção básica (forma de política nacional de 2017, como vai dirigir, coordenar e agir no âmbito da ESF que está dentro do nível hierarquizado). Baixa complexidade: ESF/UBS condições agudas como infecções virais (amigdalite, dengue, pneumonia), assistência eficiente, é a porta de entrada, uso da atenção primária. 85% tem seus problema resolvido, 15% migram para outros níveis de assistência, e resolutiva APS-doutrinários E Operacionais AB- ESF -Lei 8080/90: Estabelece os princípios do SUS como os princípios básicos como doutrinários e organizacionais, 35 anos de SUS -Lei 8142/90: participação popular A Crise dos sistemas - Se manifesta em maior ou menor grau em todos os países do mundo - Em países em desenvolvimento agrava-se por uma dupla ou tripla carga de doenças: ● Crescimento acelerado de doenças crônicas ● Persistência de doenças infecto-parasitárias ● Forte crescimento das causas externas - Sistemas de saúde reativos, fragmentos e com respostas episódicas a condições agudas ou agudizações de condições crônicas Decorre da incoerência entre uma situação de saúde de transição epidemiológica e demográfica e o formato de organização do sistema de saúde. Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 11 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Quando os problemas de saúde são crônicos, o modelo de tratamento agudo não funciona Desastre sanitário e econômico em todo o mundo Crise no modelo de organização dos serviços -Da decisão baseada em recursos e opiniões para a decisão baseada em evidências -Da gestão das condições agudas para a gestão da condições crônicas -Da gestão dos meios para a gestão dos fins: a gestão da clínica Alexandre Padilha: atual ministro da saúde, fez parte do governo Dilma. Entendedor , ele elaborou o plano mais médicos, pessoas que aceitam trabalhar em locais onde os médicos do país geralmente não querem trabalhar. CHA- conceito, habilidade e atitude Redes de atenção à saúde: Proposta: - Arranjos organizativos das ações e serviços de saúde, integrados por sistemas de apoio para garantir a integralidade do cuidado - Garantir a atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada para incrementar o desempenho dos sistemas de saúde e a qualidade de vida da população Governança da RAS -Sistema de Transporte em saúde -sistema de acesso regulado à atenção -Prontuário clínico -Cartão de identificação das pessoas usuárias -sistema de apoio diagnóstico e terapêutico -Sistema de assistência farmacêutica -Sistema de informacoes em saude Atenção Primária em saúde 1978- Conferência internacional sobre cuidados primários em saúde Declaração de Alma-ATA A conferência reafirma enfaticamente que a saúde -estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doenças e enfermidades- é um direito humano fundamental, e a consecução do mais elevado nível de saúde é a mais importante meta social mundial. Os cuidados de saúde primários são cuidados essenciais de saúde baseadas em métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentadas e social aceitáveis, colocadas ao alcance de todos indivíduos e famílias da comunidade, mediante sua plena participação… representam o primeiro nível de contato dos indivíduos da família e da comunidade com o sistema de saúde, devendo ser levados mais próximos possíveis dos lugares onde as pessoas vivem e trabalham, e constituem o primerio elementos de um processo continuado de assistência à saúde. Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 12 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V 8 Conferência Nacional de Saúde de 1986 Barbara Starfield- defensora da saúde pública da atenção primária que influencia vários sistemas de saúde no mundo como o SUS . Os 4 primeiros atributos são chamados de essenciais, pois são fundamentais para organização e funcionamento do sistema em saúde. O primeiro contato garante acesso, sendo que a atenção primária à saúde que são coordenados e ordenadora do cuidado, no sentido horizontal. A longitudinalidade significa cuidado ao longo do tempo, além de garantir a integralidade que são serviços pensando na prevenção, redução de danos, processo de tratamento e reabilitação. A coordenação está relacionada com a APS que é a porta de entrada ao sistema e também direciona para outros pontos com densidade tecnológica maior. Os últimos três atributos são chamados de derivadas, pois estão relacionados com os determinantes sociais de saúde, são ações que envolvemos na comunidade como no caso da orientação para a comunidade, como no PTS onde temos o acesso e contato, reconhecer os impactos coisas que influenciam na vida das pessoas, após isso fazemos um diagnóstico situacional. A centralidade da família é dar a competência necessária para a família pra que ela tenha autonomia no seu processo, fazer com que a pessoa seja participativa, pois assim é um forma de manter o tratamento. “Metade das pessoas com diabetes não são diagnosticadas, metade das pessoas diagnosticadas nao estao em tratamento e metade das que fazem tratamento não faz de forma adequada” Funções: Atenção primária-resolutiva em até 85 %. Comunicação é essencial, está relacionada com a ética e explicações. Humanização é uma forma de vínculo, ter credibilidade na equipe de saúde que vai atender. A responsabilização é da equipe e do usuário. Redução de danos, redução de sofrimentos, barreiras de acesso, barreiras de gestão, como dificuldades para adquirir medicamentos AS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE Rede de atenção: se sustenta em eixos horizontais. 5 redes temáticas de saúde pública de acordo com características de oferta de gestão de qualidade em Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 13 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V serviço. Então cada eixo na vertical, é uma rede temática. Os eixos horizontais sustentam as redes temáticas. A atenção básica é a porta de entrada, pode ter UBS, NASF, UPA, serviços de urgência e emergência, serviço especializados Regionalização-> central de vagas A rede de atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas estrutura plo seguintes componentes: I- Atenção básica II- Atenção especializada que divide em: a) Ambulatorial especializado b) hospitalar c) urgência e emergência III- Sistema de apoio IV- sistemas logísticos V- regulação VI- Governança (gestão) Princípios: -acesso e acolhimento, humanização -articulação entre serviços e ações -atuação territorial -autonomia dos usuários -equidades,DSS -formação profissional e educação permanente -regulação Objetivos estão relacionados com cada princípio, colocar equipes multidisciplinares, garantia para que o usuário tenha o autocuidado Ponto de cuidado da rede de atenção às doencas cronicas nao transmissiveis Ex: campus de Botucatu-Bom prato- não é um programa nacional e sim estadual, mas muitas pessoas acessam pois oferecem alimentos de qualidade para suprir a necessidade de pessoas carentes e com preço acessível Rede de combate à pessoas com deficiência: I-Atenção Básica II- Atenção especializada em reabilitação Auditiva, física, intelectual, Visual, Ostomia e em Multiplas Deficiências III-Atenção hospitalar e de Urgencia e emergencia Ex: marília centro de reabilitação Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 14 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Componentes da rede Alyne: 1. pré-natal 2. parto e nascimento 3. Puerpério e Atenção integral à saúde da criança 4. Sistema Logístico; Transporte sanitário e Regulação Reduzir a mortalidade materno infantil Componentes da rede de Atenção Psicossocial 1. Atenção básicas em saúde 2. Atenção Psicossocial 3. Atenção de urgência e Emergência 4. Atenção residencial de Caráter transitório 5. Atenção Hospitalar 6. Estratégias de desinstitucionalização 7. Estratégias de reabilitação Psicossocial Ocorre uma desinstitucionalização de locais como manicômios, hoje existem centros que colaboram com a reabilitação do paciente para que eles possam voltar a sociedade. Componentes da Rede de Urgencia e Emergencia 1.Promoçao, prevencao e vigilancia à saúde 2. Atencao Basica em saude 3. Serviço de atendimento movel de Urgencia (samu 192) e suas centrais de Regulação medica das Urgencias 4.Sala de estabilização 5. Força Nacional de Saúde do SUS 6.Unidades de pronto Atendimento (UPA 24H) e o conjunto de serviços de urgência 24 h 7.Hospitalar 8.Atençao domiciliar Estrutura Operacional-gestão-recursos para funcionar o sistema hierárquico/ poliárquico, precisa ser articulado, regionalizado Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 15 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V Sistema de Governança Modelos de Atenção Classificação de Risco- Manchester, não é diagnóstico Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 16 SERVIÇO DE SAÚDE NA COMUNIDADE V APS-> autocuidado*, manter tratamento Elaboração de Linhas de cuidados com estratificação de risco- são planos de cuidados, mudanças de comportamentos são os mais difíceis Escala de Coelho -estratificação de risco -Eventos Sentinelas Bianca Kobayashi Serv. Saúde V 17