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Cinesiologia e 
biomecânica nos 
sistemas 
musculoarticulares e 
ósseos
•Compreender as adaptações estruturais e funcionais do sistema locomotor em diferentes 
cenários e aplicações. 
•Identificar os impactos dos movimentos nos biomateriais e suas consequências. 
•Fundamentar a atuação profissional na área do movimento humano. 
Objetivos
1.Sistema Muscular
•Descrever adaptações mecânicas em resposta a diferentes demandas de movimento. 
2.Sistema Articular
•Reconhecer a importância das articulações para a amplitude e possibilidades de 
movimento. 
3.Sistema Ósseo
•Identificar as adaptações estruturais e funcionais dos ossos para manter a integridade do 
sistema locomotor. 
Introdução
•O estudo do movimento humano exige a análise isolada de músculos, articulações e ossos.
•Áreas de estudo relevantes:
•Anatomia: Nomeclatura e estrutura muscular. 
•Fisiologia do Exercício: Hipertrofia e resposta muscular. 
•Cinesiologia e Biomecânica: Análise do movimento e adaptações do sistema 
locomotor. 
•Fatores mecânicos afetam diretamente a funcionalidade e a saúde do sistema locomotor. 
•Uma análise crítica desses fatores é essencial para a atuação profissional na área da saúde 
e do movimento. 
O Sistema Muscular e o Movimento do Corpo Humano
•O sistema muscular é essencial para a produção de movimento, pois gera força para 
executar ações motoras. 
•Segundo Hall (2013): “o músculo é o único tecido capaz de produzir tensão ativamente”. 
•O estudo das ações musculares permite entender: 
•Como diferentes estímulos afetam o movimento. 
•As adaptações dos músculos às demandas variadas. 
Importância da Cinesiologia e Biomecânica
•A Cinesiologia, baseada na Biomecânica, analisa: 
•As características musculares e sua influência na mobilidade. 
•O comportamento muscular diante de diferentes esforços e estímulos. 
Características Musculares Segundo a Cinesiologia e Biomecânica
1.Força Muscular
•Varia conforme as características estruturais e funcionais do músculo. 
•Importante para estimar a capacidade de geração de força. 
2.Comprimento Muscular no Momento da Estimulação
•Influencia a capacidade do músculo de gerar força. 
•A força depende do comprimento inicial do músculo antes da contração. 
3.Frequência de Estimulação Muscular
•Determina a velocidade da resposta muscular ao estímulo. 
•Influencia a qualidade do movimento e a fadiga muscular. 
4.Velocidade de Contração Muscular
•Depende da fisiologia muscular e do tipo de fibra predominante. 
•Influencia a aptidão para exercícios de resistência (movimentos lentos e prolongados) ou 
potência (movimentos rápidos e curtos). 
 Ação Muscular e Movimento Corporal
1. Contração Voluntária dos Músculos Estriados Esqueléticos (MEE)
1. Essencial para a realização dos movimentos do corpo humano.
2. O movimento ocorre como resposta à percepção de um estímulo.
2. Vocabulário Motor e Desenvolvimento
1. Indivíduos expostos a estímulos motores variados desde a infância tendem a desenvolver 
respostas mais eficazes.
2. A prática e a progressão na complexidade dos movimentos aprimoram a coordenação 
motora.
3. Papel dos Tendões no Movimento
1. Tendões conectam músculos aos ossos e transmitem a tensão gerada na contração 
muscular.
2. O movimento ocorre pela sequência: músculo → tendão → inserção → osso → 
articulação.
Ativação Muscular e Movimento
1.Ativação Parcial das Fibras Musculares
•Nem todas as fibras musculares de um músculo são ativadas simultaneamente. 
•A ativação ocorre conforme a necessidade do movimento e da força exigida. 
2.Componente Neural
•O aprendizado motor deve ser progressivo para construir uma base coordenativa eficiente. 
•Movimentos complexos precisam ser ensinados de forma gradual. 
3.Componente Morfológico
•A hipertrofia muscular contribui para a autonomia funcional. 
•O aumento da área de corte transversal das fibras musculares melhora o desempenho motor. 
4.Importância da Vivência Motora
•Quanto maior a experiência motora e a adaptação muscular, mais eficaz será o movimento. 
Organização Estrutural do Músculo Estriado Esquelético (MEE)
1.Estrutura Anatômica
•Ventre muscular: Parte central do músculo. 
•Origens e inserções: Definem os pontos de fixação óssea. 
•Função: Pode ser motor primário (agonista) em um movimento específico. 
2.Organização Hierárquica (do maior para o menor):
•Músculo → Fascículos → Fibras musculares → Miofibrilas → Sarcômeros → 
Miofilamentos (actina e miosina). 
3.Interferência da Morfologia na Geração de Força
•O arranjo das fibras musculares impacta a capacidade de geração de força e a 
funcionalidade do músculo. 
•Diferentes padrões de ativação e estrutura determinam a eficiência do movimento. 
 Principais Considerações Sobre a Ativação do Músculo Estriado Esquelético (MEE)
1. Ativação Voluntária
1. O MEE responde ao estímulo conforme sua capacidade de percepção e 
processamento.
2. Quanto maior a habilidade do indivíduo em identificar e interpretar estímulos, melhor 
será o recrutamento seletivo das fibras musculares.
2. Fatores Determinantes na Contração Muscular
1. A tensão final gerada depende do número de fibras ativas.
2. Não há necessidade de ativação simultânea de todas as fibras do músculo.
3. O controle motor regula o número ideal de fibras recrutadas conforme a demanda do 
movimento.
4. A capacidade de encurtamento e alongamento muscular está ligada ao arranjo das 
fibras dentro do músculo.
•3 Organização Estrutural das Fibras Musculares
•Fibras musculares estão em paralelo dentro dos fascículos. 
•Miofibrilas seguem o mesmo padrão dentro das fibras musculares. 
•4 Sarcomêros são organizados em série dentro das miofibrilas. 
•Unidades Motoras e Ativação Muscular
•O número de unidades motoras ativadas influencia diretamente a quantidade de fibras 
musculares recrutadas, impactando a força e a eficiência do movimento.
Unidade Motora (UM) e Recrutamento
1.Definição de Unidade Motora (UM)
•Uma UM é composta por um neurônio motor e todas as fibras musculares que ele 
inerva. 
•As fibras de uma UM compartilham características funcionais semelhantes. 
2.Quantidade de Fibras Musculares por UM
•Varia de acordo com o tipo de movimento e o grau de controle necessário. 
•Movimentos finos e precisos (ex.: escrita) → UMs menores, com poucas fibras por 
neurônio motor. 
•Movimentos de força e potência (ex.: arremesso de um objeto pesado) → UMs
maiores, com muitas fibras por neurônio motor. 
3.Recrutamento de Unidades Motoras
•O corpo ajusta o número de UMs ativas conforme a demanda do movimento. 
•Movimentos leves requerem menos UMs, enquanto ações de maior força ativam um 
maior número de UMs simultaneamente. 
Unidades Motoras (UMs) Pequenas vs. Grandes
1. Unidades Motoras Pequenas
•Contêm poucas fibras musculares (aproximadamente 10 fibras por neurônio motor). 
•Especializadas em movimentos finos, precisos e bem controlados. 
•Encontradas em músculos responsáveis por atividades delicadas, como: 
•Teclar um notebook ou um celular. 
•Movimentos dos olhos e dedos. 
2. Unidades Motoras Grandes
•Contêm muitas fibras musculares (podendo chegar a 2000 fibras por neurônio motor). 
•Especializadas em movimentos de grande potência e força. 
•Encontradas em músculos que realizam esforços intensos, como: 
•Gastrocnêmios durante um salto vertical. 
•Quadríceps ao levantar peso. 
O tamanho e a quantidade de UMs ativadas determinam a precisão ou a força do movimento 
realizado.
Distribuição das Unidades Motoras (UMs) e Controle do Movimento
1.Fibras Musculares Entrelaçadas
•As fibras musculares de uma mesma unidade motora (UM) não são adjacentes, mas 
entremeadas com fibras de outras UMs. 
•Essa organização possibilita uma distribuição uniforme da tensão ao longo do 
músculo durante a contração. 
2.Ativação Conjunta de UMs Pequenas e Grandes
•Em movimentos que exigem força e priecisão, como um lance livre no basquete, 
ocorre ativação simultânea de diferentes UMs: 
•UMs pequenas → Refinam o movmento, garantindo controle e precisão (exemplo: 
ajuste finoda direção da bola). 
•UMs grandes → Geram a força necessária para lançar a bola a 4,6m de distância 
e 3,05m de altura. 
Essa combinação permite eficiência e controle, garantindo que o movimento seja executado 
com sucesso.
 Comportamento Mecânico dos Diferentes Tipos de Fibras Musculares
 Os músculos esqueléticos são compostos por fibras musculares com diferentes 
propriedades, o que influencia sua capacidade de geração de força, resistência e 
velocidade de contração.
 1. Tipos de Fibras Musculares
• Fibras Tipo I (Oxidativas, de Contração Lenta)
• Resistentes à fadiga
• Baixa capacidade de geração de força
• Predominantes em atividades aeróbicas e de longa duração (exemplo: corrida 
de longa distância)
• Fibras Tipo IIa (Intermediárias, Oxidativas-Glicolíticas)
• Maior capacidade de força que as fibras tipo I
• Resistência moderada à fadiga
• Atuam tanto em atividades aeróbicas quanto anaeróbicas (exemplo: corrida de média 
distância)
• Fibras Tipo IIx (Glicolíticas, de Contração Rápida)
• Produzem grande força em curto tempo
• Menor resistência à fadiga
• Predominantes em atividades explosivas e de alta intensidade (exemplo: saltos e 
levantamento de peso)
 Distribuição das Fibras Musculares e Função dos Músculos
 A proporção de fibras musculares Tipo I e Tipo II pode variar de pessoa para pessoa 
e entre diferentes músculos do corpo, de acordo com a função que 
desempenham.
 1. Músculos com Predomínio de Fibras Tipo I (Resistência e Controle Postural)
• Sóleo (panturrilha) → Atua na estabilização e na caminhada prolongada.
• Músculos paravertebrais → Mantêm a postura ereta ao longo do dia.
• Reto femoral (porção profunda) → Auxilia na sustentação do corpo.
 Esses músculos são ativados constantemente e precisam resistir à fadiga por longos 
períodos.
 2. Músculos com Predomínio de Fibras Tipo II (Força e Explosão)
• Gastrocnêmio (panturrilha) → Envolvido em saltos e arrancadas.
• Bíceps braquial → Ativo em movimentos rápidos e potentes.
• Vasto lateral (quadríceps) → Fundamental para impulsão e potência.
 Esses músculos entram em fadiga mais rapidamente e são essenciais para ações 
explosivas e de alta intensidade.
 Relação Entre Tipos de Fibras Musculares e Modalidades Esportivas
 A predominância de fibras musculares em um atleta influencia diretamente seu 
desempenho em diferentes modalidades.
 1. Esportes de Resistência – Predominância de Fibras Tipo I
• Exemplo: Maratonistas, ciclistas, nadadores de longa distância
• Características das fibras Tipo I: 
• Contração lenta
• Alta resistência à fadiga
• Uso predominante de metabolismo aeróbico
• Menor capacidade de gerar força explosiva
 Esses atletas treinam para maximizar a eficiência energética e a resistência 
muscular, mantendo o padrão de movimento constante por longos períodos.
 2. Esportes de Potência e Velocidade – Predominância de Fibras Tipo II
• Exemplo: Corredores de 100m rasos, levantadores de peso, saltadores
• Características das fibras Tipo II: 
• Contração rápida
• Maior produção de força e potência
• Uso predominante de metabolismo anaeróbico
• Fadiga mais rápida
 Atletas dessas modalidades treinam para otimizar a capacidade de gerar força 
máxima em curtos períodos, sendo essenciais em provas de explosão muscular.
 3. Esportes que Exigem Ambas as Capacidades
• Exemplo: Jogadores de futebol, basquete, tênis
• Exigem tanto resistência quanto potência, utilizando uma combinação equilibrada 
de fibras Tipo I e Tipo II.
 O treinamento adequado pode modificar ligeiramente essa proporção, permitindo 
adaptações específicas para cada modalidade esportiva.
 Biotipologia e Predisposição para Hipertrofia ou Resistência
 A biotipologia influencia diretamente o potencial de um indivíduo para 
desenvolver força e hipertrofia ou resistência muscular.
 1. Biotipos Corporais e Respostas ao Treinamento
• Ectomorfo
• Estrutura corporal magra e longilínea
• Dificuldade para ganhar massa muscular
• Maior facilidade em esportes de resistência (corrida, ciclismo)
• Mesomorfo
• Estrutura corporal atlética e musculosa
• Facilidade para ganho de massa muscular e força
• Ideal para esportes de potência e explosão (levantamento de peso, sprint)
• Endomorfo
• Estrutura corporal mais larga, tendência ao acúmulo de gordura
• Facilidade para ganho de massa muscular, mas maior dificuldade para definição
• Vantagem em esportes que exigem força bruta e resistência em curtos períodos (rugby, 
arremesso de peso)
 Unidade Musculotendínea e Aproveitamento da Força no Movimento
 A unidade musculotendínea é composta pelo ventre muscular, tendões e fáscias, 
que atuam em conjunto para otimizar a produção e transmissão de força.
 1. Componente Ativo: Sarcômero e Contração Muscular
• O sarcômero é a unidade funcional do músculo responsável pela contração ativa.
• Ele converte energia química em força mecânica, gerando movimento a partir da 
estimulação neural.
 2. Componentes Passivos: Tendões e Fáscias
• Tendões: Estruturas fibrosas que conectam o músculo ao osso, transmitindo a força 
gerada.
• Fáscias: Tecidos conjuntivos que envolvem os músculos, auxiliando na estabilidade 
e na distribuição da força.
• Apesar de serem passivos, influenciam na eficiência mecânica e na elasticidade 
muscular.
Adaptações mecânicas do sistema 
muscular em diferentes movimentos
 Unidade Musculotendínea
• Ventre muscular influencia na aplicação da força durante o 
movimento.
• Sarcômero contém as estruturas ativas da contração muscular.
• Contração muscular ocorre de forma voluntária, sob comando do 
Sistema Nervoso Central.
• Componentes passivos (tendões e fáscias) também impactam a 
eficiência da força e do movimento, mesmo sem ativação 
voluntária.
 Componente Contrátil
• Componente contrátil é responsável pela contração muscular.
• Contratilidade ocorre pela interação entre miofilamentos de actina 
e miosina.
• Sarcômero é a unidade funcional do músculo onde ocorre a 
contração.
• Ordenação em série dos sarcômeros na miofibrila permite a 
coordenação da resposta ao estímulo.
• Amplitude de movimento influencia na capacidade de geração de 
força – quanto maior a amplitude, maior a força produzida.
 Componente Elástico ou Passivo
• Possui duas propriedades principais:
• Propriedade elástica: semelhante a um elástico – quanto mais esticado, 
maior a energia armazenada; ao soltar, retorna com força.
• Tecido passivo: precisa do músculo para ser ativado.
• Formação:
• Deriva dos tecidos conjuntivos que envolvem o músculo: 
• Epimísio (reveste o músculo).
• Perimísio (envolve os fascículos musculares).
• Endomísio (cobre as fibras musculares).
• Esses tecidos formam os tendões, que transmitem força gerada pelo músculo 
aos ossos.
 Componentes Elásticos
• Divididos em dois tipos:
• Componente Elástico em Série (CES):
• Composto por tendões (95%) e pontes cruzadas (5%).
• Nomeado assim devido à sua ordenação em série, ou seja, dispostos um após o 
outro.
• Inclui tendões nas inserções proximal e distal e filamentos de miosina no 
sarcômero.
• Componente Elástico em Paralelo (CEP):
• Formado pelas membranas musculares: 
• Epimísio (reveste o músculo).
• Perimísio (envolve os fascículos musculares).
• Endomísio (cobre as fibras musculares).
• Dispostos em paralelo, garantindo suporte estrutural e contribuindo para a 
transmissão de força.
Elasticidade dos Tendões
•Elasticidade do tendão varia conforme sua proximidade com o 
músculo:
•Próximo ao músculo: Tendão mais elástico. 
•Próximo ao osso: Tendão menos elástico (maior rigidez). 
•Importância dessa variação:
•Influencia a capacidade de deformação do tendão. 
•Impacta no risco de lesão, pois tendões mais rígidos suportam 
menos estiramento. 
 Efeitos do Alongamento
• Estiramento rápido e intenso pode causar desconforto, dor e até lesão.
• Alongamento progressivo e lento reduz o desconforto após alguns 
segundos.
 Característica Viscoelástica
• Capacidade daestrutura miotendínea de se adaptar ao novo 
comprimento.
• Depende da velocidade e do tempo de aplicação da carga.
 Importância na Prática
• Justifica diferentes tipos de alongamento.
• Reforça a necessidade de aquecimento antes das atividades físicas.
 Importância da Arquitetura Muscular
• A análise apenas da estrutura macroscópica não é suficiente para 
compreender o movimento.
• Conhecimento detalhado é essencial para entender a geração de 
força e a capacidade de alongamento muscular.
Motivo da Diferença entre Músculos Fusiformes e Penados
A diferença na capacidade de alongamento e geração de força entre músculos fusiformes 
e penados está relacionada à orientação das fibras musculares e à sua capacidade de 
contração.
Músculos Fusiformes
•Possuem fibras dispostas paralelamente ao eixo do músculo. 
•Como todas as fibras seguem na mesma direção, o músculo consegue se alongar mais. 
•Exemplos: Bíceps braquial e sartório. 
Músculos Penados
•Possuem fibras dispostas em ângulo em relação ao eixo do músculo, como 
as penas de uma folha. 
•Esse arranjo permite maior quantidade de fibras por área, resultando em 
mais força gerada. 
•No entanto, o ângulo das fibras limita o alongamento. 
•Exemplos: Gastrocnêmio e reto femoral. 
Aplicação
•Esse conhecimento ajuda a entender a função de cada músculo e a planejar 
exercícios de fortalecimento e flexibilidade de forma eficiente. 
 Propriedades comportamentais do tecido muscular 
 A capacidade que um MEE tem de responder aos diferentes tipos 
de cargas e a velocidade com que estas são aplicadas sobre o 
músculo estão relacionadas às propriedades comportamentais da 
MEE. 
Propriedades Comportamentais do Tecido Muscular
•A resposta do músculo às cargas e à velocidade de aplicação está relacionada às suas 
propriedades comportamentais. 
Principais Propriedades
1.Irritabilidade ou Excitabilidade
•Capacidade do músculo de responder a estímulos elétricos ou químicos. 
•Essencial para a ativação muscular e contração. 
2.Capacidade de Desenvolver Tensão
•O músculo pode gerar força ao responder a estímulos. 
•Importante para sustentação e movimentação do corpo. 
3.Contratilidade
•Capacidade do músculo de encurtar e gerar movimento. 
•Base da função muscular em atividades diárias e esportivas.
•
4.Extensibilidade
•Capacidade do músculo de se alongar sem sofrer danos. 
•Permite a adaptação a diferentes amplitudes de movimento. 
5.Elasticidade
•Habilidade do músculo de retornar ao comprimento original após 
ser alongado. 
•Essencial para evitar lesões e manter a eficiência do movimento. 
 Abordagem Mecânica das Ações Musculares
 Tipos de Ações Musculares
1. Ação Isométrica
1. Desenvolvimento de tensão sem alteração no comprimento muscular.
2. Exemplo: Segurar um peso sem movimentar a articulação.
2. Ação Concêntrica (Fase Positiva)
1. O músculo se encurta enquanto gera força.
2. O torque muscular vence a resistência.
3. Exemplo: Levantar um halter na rosca direta.
3. Ação Excêntrica (Fase Negativa)
1. O músculo se alonga enquanto gera força.
2. A resistência vence a força muscular.
3. Exemplo: Controlar a descida de um peso na rosca direta.
 Ações Musculares Específicas
4. Ação Isotônica
4. Movimentação de uma carga constante ao longo da amplitude do movimento.
5. Exemplo: Levantamento de pesos em exercícios comuns.
5. Ação Isocinética
4. Velocidade de movimento preestabelecida e controlada (necessita de 
dinamômetro isocinético).
5. Permite avaliar força e equilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas.
6. Utilizada para diagnóstico e reabilitação.
6. Ação Isoinercial
4. Minimiza a variação da força ao longo do movimento.
5. Utiliza equipamentos mecânicos com polia excêntrica (C.A.M.).
6. Exemplo: Aparelho de mesa flexora.
 Importância
• O conhecimento sobre ações musculares auxilia no planejamento do 
treinamento, na prevenção de lesões e na reabilitação muscular.
Funções Musculares
Definição
•Os músculos podem desempenhar diferentes funções durante o movimento, seja 
gerando força ou controlando a ação oposta. 
Principais Funções
1.Músculo Agonista (Motor Primário)
•Responsável pela execução do movimento. 
•Atua principalmente por contração concêntrica. 
•Exemplo: Bíceps braquial na flexão do cotovelo. 
2.Músculo Antagonista
•Atua no sentido contrário ao movimento principal. 
•É alongado durante a ação do agonista, podendo desacelerar ou interromper o 
movimento. 
•Exemplo: Tríceps braquial na flexão do cotovelo. 
Importância
•O equilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas é essencial para 
estabilidade articular, controle do movimento e prevenção de lesões. 
 Outras Funções Musculares
 1. Músculo Acessório ou Auxiliar
• Ajuda o agonista na execução do movimento, mas não é o principal motor.
• Exemplo: Gastrocnêmio auxilia os Isquiotibiais na flexão do joelho.
 2. Músculos Sinergistas
• Atuam em conjunto para um mesmo movimento.
• Exemplo: Bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso trabalham juntos na 
flexão do joelho.
 3. Músculo Estabilizador
• Mantém uma base firme para que outro músculo possa agir com eficiência.
• Exemplo: Eretores da coluna lombar estabilizam a coluna durante a flexão do 
ombro.
 4. Músculo Neutralizador
• Elimina ações indesejadas de outro músculo.
• Exemplo: Pronador redondo e pronador quadrado evitam a supinação indesejada 
do bíceps braquial na rosca inversa.
Comportamento Mecânico dos Músculos Biarticulares e Multiarticulares
1. Definição
•Biarticulares: atravessam duas articulações. 
•Multiarticulares: atravessam três ou mais articulações. 
2. Exemplos
•Músculo gastrocnêmio → Atua no tornozelo e joelho (biarticular). 
•Bíceps braquial (porção curta) → Atua no cotovelo, ombro e radioulnar
proximal (multiarticular). 
3. Insuficiência Ativa
•Quando um músculo está encurtado devido ao posicionamento das articulações 
que atravessa. 
•Reduz sua capacidade de gerar tensão. 
4. Aplicação Prática
•Importante para treinos e reabilitação. 
•Influencia na execução correta de alongamentos e exercícios. 
 Exemplo
 Ao realizar a flexão do cotovelo com a articulação radioulnar na 
posição supinada, a quantidade de força gerada é maior do que 
quando o mesmo movimento de flexão é realizado com a 
articulação radioulnar na posição pronada. Tudo isso devido à 
insuficiência ativa da cabeça longa do bíceps.
 Insuficiência Ativa e Passiva
 1. Insuficiência Ativa
• Ocorre quando um músculo está encurtado além do normal e não 
consegue gerar força suficiente.
• Acontece com músculos agonistas que atravessam duas ou mais 
articulações.
• Exemplo: O gastrocnêmio, ao estar encurtado, gera menos força na 
flexão plantar.
 2. Insuficiência Passiva
• Ocorre quando um músculo está alongado além do normal, 
aumentando sua resistência ao estiramento.
• Acontece com músculos antagonistas que atravessam duas ou mais 
articulações.
• Exemplo: Na extensão do joelho com o tornozelo em dorsiflexão, o 
gastrocnêmio já estirado dificulta o movimento.
 Aplicação Prática da Insuficiência Ativa e Passiva
 A compreensão da insuficiência ativa e passiva é essencial para otimizar o 
treinamento, prevenir lesões e melhorar o desempenho muscular. Veja 
como isso se aplica na prática:
 1. Influência no Treinamento de Força
 Insuficiência ativa pode limitar a geração de força, exigindo ajustes no 
exercício.
• Exemplo: No treino de flexão plantar (panturrilha) com o joelho muito 
flexionado, o gastrocnêmio não gera força máxima porque já está 
encurtado. Para otimizar o exercício, pode-se realizar a flexão plantar com 
o joelho estendido, permitindo que o músculo trabalhe melhor.
 Insuficiência passiva pode dificultar certos movimentos devido à 
resistência ao alongamento.
• Exemplo: Na cadeira extensora, se o tornozelo estiver em dorsiflexão, o 
gastrocnêmio já estará alongado, tornando mais difícil a extensão do 
joelho. Para facilitar o movimento, manter o tornozelo em posição neutra 
pode ser uma alternativa.
 2. Aplicaçãona Reabilitação
 Em fisioterapia, entender essas insuficiências ajuda na prescrição 
correta de exercícios para evitar sobrecarga e melhorar a mobilidade.
• Exemplo: Em pacientes com encurtamento dos isquiotibiais, a 
insuficiência passiva pode limitar a extensão do joelho. Trabalhar a 
mobilidade de forma progressiva ajuda a reduzir essa limitação.
 3. Melhorando Alongamento e Mobilidade
 A insuficiência passiva pode ser utilizada para potencializar 
alongamentos.
• Exemplo: Para alongar o gastrocnêmio de forma eficiente, a 
dorsiflexão do tornozelo combinada com a extensão do joelho 
maximiza o estiramento do músculo.
 Fatores Mecânicos que Afetam a Força Muscular
• Área de Secção Transversal Fisiológica
• Quanto maior a área de corte transversal do músculo, maior a capacidade 
de gerar força.
• Músculos penados possuem mais fibras musculares por centímetro 
quadrado e geram mais força do que músculos fusiformes.
• A direção das fibras musculares influencia a eficiência da contração.
• Conclusão
• Músculos com maior área transversal e arquitetura penada são mais 
eficientes na produção de força.
 Ângulo de Inserção do Músculo e Aproveitamento da Força
• Influência do Ângulo de Inserção
• O ângulo em que o tendão se insere no osso muda conforme o movimento 
da articulação.
• Esse ângulo afeta diretamente o aproveitamento da força gerada pelo 
músculo.
• Torque e Eficiência da Força Muscular
• Ângulo de 90°: 100% da força é aproveitada para a rotação da articulação 
(componente de rotação).
• Ângulo menor que 90°: Parte da força faz a rotação, enquanto outra 
componente estabiliza a articulação (componente de estabilização).
• Ângulo maior que 90°: Parte da força gera rotação, mas outra 
componente tende a deslocar o osso para fora da articulação 
(componente de luxação).
• Conclusão
• O ângulo de inserção influencia diretamente a eficácia do movimento e a 
estabilidade da articulação.
Relação Comprimento x Tensão Muscular
•Composição da Tensão Muscular
•A tensão total do músculo resulta da soma da tensão ativa (gerada 
pelos sarcômeros) e da tensão passiva (energia elástica armazenada 
nos tecidos conjuntivos). 
•Influência do Comprimento Muscular
1.Comprimento de Repouso
•Tensão gerada exclusivamente pela atividade dos sarcômeros. 
•Não há energia elástica armazenada. 
2.Músculo Encurtado (Sem Tensão)
•Perda da eficiência na geração de força. 
•Necessidade de eliminar a frouxidão antes de gerar tensão efetiva. 
3.Músculo Ligeiramente Alongado (~20% além do repouso)
•Combina ótima conexão dos miofilamentos com energia elástica 
armazenada. 
•Permite a máxima tensão muscular. 
•Pode gerar alto estresse estrutural e deve ser aplicado apenas a 
indivíduos adaptados. 
•Conclusão
•O alongamento muscular pode otimizar a força gerada ao combinar 
componentes ativos e passivos. 
•O equilíbrio entre comprimento e tensão é essencial para desempenho e 
prevenção de lesões. 
Relação Força x Velocidade
•Princípio Geral
•Ação concêntrica: Quanto maior a carga, menor a velocidade do encurtamento 
muscular. 
•Ação excêntrica: Quanto maior a carga, maior a velocidade do alongamento 
muscular. 
•Demonstração Prática
•Levantar um peso muito alto → Movimento lento. 
•Levantar um peso leve → Movimento rápido. 
•Resistir a uma carga elevada na fase excêntrica → Velocidade de estiramento 
tende a ser alta. 
•Importância da Ação Excêntrica
•A força gerada na ação excêntrica pode ser 40% maior que na 
contração isométrica máxima. 
•Estímulos excêntricos intensos devem ser aplicados apenas a 
indivíduos adaptados. 
•Aplicação Prática
•Treinos excêntricos são eficazes para ganho de força, mas 
exigem cuidado para evitar lesões. 
 Relação Tempo x Tensão (Frequência de Estimulação)
• Definição: Refere-se à frequência dos estímulos 
elétricos no músculo e seu impacto na geração de 
tensão.
• Recuperação Completa (>100ms entre estímulos)
• Cada estímulo gera um pico de tensão semelhante 
ao anterior.
• O músculo tem tempo suficiente para recuperar a 
força.
• Somação Incompleta (

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