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INTRODUÇÃO A ENFERMAGEM Profº Renata Pimentel NECESSIDADES HUMANDAS BÁSICAS Estas são as necessidades mais básicas: 1. Oxigênio, 2. Hidratação, 3. Nutrição, 4. Temperatura, 5. Excreção, 6. Repouso 7. Sexo • Uma vez satisfeitas estas necessidades passamos a nos preocupar com outras coisas. Necessidades fisiológicas: • No mundo conturbado em que vivemos procuramos fugir dos perigos, buscamos por abrigo, segurança, proteção, estabilidade e continuidade. Necessidades de segurança 1.Família 2.Moradia 3.Estabilidade 4.Crença 5.Proteção Necessidades sociais: O ser humano precisa amar e pertencer. O ser humano tem a necessidade de ser amado, querido por outros, de ser aceito por outros. Nós queremos nos sentir necessários a outras pessoas ou grupos de pessoas. Esse agrupamento de pessoas pode ser, no seu local de trabalho, na sua igreja, na sua família, no seu clube ou na sua torcida. Todos estes agrupamentos fazem com que tenhamos a sensação de pertencer a um grupo. Necessidades de "status" ou de estima: O ser humano busca ser competente, alcançar objetivos, obter aprovação e ganhar reconhecimento. Necessidade de auto-realização: O ser humano busca a sua realização como pessoa, a demonstração prática da realização permitida e alavancada pelo seu potencial único. O ser humano pode buscar conhecimento, experiências estéticas e metafísicas, ou mesmo a busca de um “deus”. Os profissionais de saúde preocupam-se que estas necessidades básicas sejam proporcionadas aos pacientes que buscam assistência. 1.Foco 2.Autoestima 3.Sonhos 4.Trabalho 5.Família O HOSPITAL • Latim hospitalis, que significa "ser hospitaleiro", acolhedor. • Local onde se hospedam pessoas. • Segundo o Ministério da Saúde, hospital é definido como estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência sanitária em regime de internação a uma determinada clientela, ou de não- internação, no caso de ambulatório ou outros serviços. • Sistema de atenção à saúde que, no caso brasileiro, denomina- se Sistema Único de Saúde (SUS). • Neste sistema, os hospitais destacam-se por sua complexidade funcional, elevada resolubilidade e custos de implantação e operação. Classificação de hospitais quanto a especialidade existente: Quanto o Atendimento • Geral: E o hospital destinado a atender pacientes portadores de doenças das varias especialidade médicas. Clínica médica Clínica cirúrgica Clínica gineco-obstétrica Clínica pediátrica • Especializado: Limita-se a atender pacientes necessitados da assistência de determinada especialidade médica. Ex. Hospital do Câncer. Quanto ao Aspecto Administrativo • Beneficentes Finalidade não lucrativa. Mantido por contribuições e doações particulares. Membros da diretoria sem gratificação • Com Finalidades Lucrativas Empresa Privada Mantido por Convênios e Particulares. Os serviços prestados são pagos. • Públicos Mantidos por verbas Federais, Estaduais e/ou Municipais. Quanto a Localização ou Estrutura Horizontal Vertical Pavilhonar Quanto a Capacidade Pequeno Porte: Até 50 leitos Médio Porte: de 51 até 150 leitos Grande Porte: de 151 até 500 leitos Porte Especial: acima de 500 leitos Quanto a Permanência da Clientela Hospital Dia Hospital de Curta Permanência Hospital de Longa Permanência Hospital de Crônicas Área de Circulação dos Hospitais Área crítica : São aquelas que oferecem risco potencial para aquisição de infecções em decorrência á procedimentos invasivos frequentes, manejo de substâncias infectantes e por admitirem pacientes susceptíveis á infecções . Exemplo: UTI CC Unidade de queimados Área de Circulação dos Hospitais Área semi-crítica : são todas aquelas ocupadas por pacientes que não exijam cuidados intensivos ou de isolamento . Exemplo: Enfermarias Área de Circulação dos Hospitais Área não crítica : São áreas que não são ocupadas por pacientes Exemplo: Almoxarifado Copa Farmácia A circulação interna do hospital deverá ser estudada de forma a: A) Proteger de tráfego estranho ao serviço áreas como Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Unidade de Terapia Intensiva, Berçário e Unidades especiais de Isolamento; B) Evitar o cruzamento dos tráfegos limpo e contaminado; C) Evitar o cruzamento desnecessário de pacientes internos, externos e de visitantes Ordem e Limpeza na Unidade Ordem e Limpeza da Unidade Limpeza é a eliminação de todo o material estranho (resíduos, material orgânico, poeiras, entre outros), com uso de água, detergentes e ação mecânica. A limpeza antecede os procedimentos de desinfecção e esterilização O Serviço de Limpeza é de grande interesse nos hospitais e demais Serviços de Saúde, não só porque essa é a primeira impressão do serviço ao paciente, mas também pela importância no controle de infecções hospitalares . A enfermagem deve participar ativamente na manutenção da ordem e limpeza, quer atuando diretamente ou orientando o pessoal responsável por esse trabalho . Ordem e Limpeza da Unidade Tipos de Limpeza: Limpeza geral ou terminal Limpeza diária ou concorrente Ordem e Limpeza da Unidade Limpeza Geral ou Terminal É realizada pela equipe da limpeza. Consiste na limpeza geral e total do quarto e leito do paciente. Nesta limpeza, a enfermagem participa retirando mobiliários do quarto, limpando-os e recolocando-os novamente ao quarto. Indicações da Limpeza Geral/Terminal Quando ocorre óbito; Quando o paciente é transferido para outra unidade; Quando o paciente tem alta hospitalar; Quando o paciente é acamado deve ser realizada a cada 15 dias, dependendo do caso, uma vez por semana; (paciente em isolamento de contato) Limpeza Concorrente ou Diária É realizada diariamente. Consiste na limpeza de partes do imobiliário do local, como cabeceira da cama do paciente, mesa de cabeceira, cadeiras, poltronas, posto de enfermagem, mesas, cadeiras, bandejas, pias, ETC. Objetivos: Manter o local limpo e organizado Impedir propagação de microorganismos no local Materiais: Álcool a 70% Panos de limpeza • Assepsia: Conjunto de práticas através das quais se evita a propagação de microorganismos em objetos. • Antissepsia: Medidas propostas para inibir crescimento de microorganismos em pele e mucosas, através da aplicação de soluções anti-sépticas Fontes ou reservatórios de microorganismos: Os microorganismos apresentam muitas fontes ou reservatórios para desenvolver-se, entre eles: O próprio organismo Insetos Animais Objetos inanimados Alimentos CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR: Introdução: Pode-se considerar que a enfermagem sempre esteve voltada para atender as necessidades de assistência de saúde da sociedade. Ela originou-se do desejo de manter as pessoas saudáveis, assim como propiciar conforto, cuidado e confiança ao enfermo. Saúde: É um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não meramente a ausência de doença ou enfermidade. Doença: É um processo anormal no qual o funcionamento do organismo de uma pessoa está diminuído ou prejudicado em uma ou mais dimensões. Infecção: É uma ação exercida no organismo decorrente da presença de agentes patogênicos, podendo ser por bactérias, vírus, fungos ou protozoários Inflamação: Alteração tissular (de tecidos) ou de órgãos causada por lesão ou destruição dos tecidos com sinais e sintomas locais (dor, calor e edema) ou sistêmicos, não necessariamente relacionada com processo infeccioso. Infecção Comunitária: É aquela constatada ou em incubação no ato da admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. Infecção hospitalar: É uma infecção adquirida durante a internação do paciente-cliente . Pode se manifestar durante a internação ou mesmo após alta hospitalar. Está associada com a hospitalização ou com procedimentos hospitalares. Fatores de risco para ocorrer a infecção: Idade Doenças de base Desnutrição Uso prolongado de medicamentos Tempo de hospitalização Procedimentos invasivos Técnica de uso e processamento de materiais inadequados Limpeza: Remoção mecânica da sujidade depositada em superfícies inanimadas Desinfecção: Processo aplicado á artigos, qual elimina microorganismos na forma vegetativa Esterilização: Processo de destruição total de microorganismos, inclusive esporulados Tipos de infecções: Endógena: Pode ocorrer quando parte da flora natural do paciente sofre alterações, convertendo-se em patógenos por modificação de sua estrutura. • Exemplo: candidíase vaginal Exógena: Resulta de microorganismos externos ao indivíduo que não fazem parte da flora natural . • Exemplo: bactérias, vírus, fungos, entre outros A transmissão por contato pode ser: Direta: Transferência física direta de um indivíduo infectado e um hospedeiro susceptível Exemplo: manusear um paciente infectado e logo em seguida manipular outro sem lavar as mãos (infecção cruzada) Indireta: Contato pessoal do hospedeiro susceptível com objetos inanimados contaminados . Exemplo: agulhas, roupas de camas, fômites (comadres, papagaios), entre outros Modos de transmissão: Contato: Exemplos de doenças que necessitam isolamento de contato: • Infecções por bactérias multiresistentes, • Difteria cutânea, • Enterovirus, • Hepatite A, • Herpes simples, • herpes zoster, • Impetigo, • Abscessos, celulite ou úlceras de decúbito, ou outras infecções por Staphylococcus aureus cutâneo, • Parainfluenza; • Rotavirus, • Escabiose, • Pediculose, Febre hemorrágica (Ébola) Gotículas: o agente infeccioso entra em contato com mucosas nasal ou oral do hospedeiro susceptível, através de tosse ou espirro. Exemplo: Haemophilus influenza tipo b (meningite tipo b) Influenza (gripe) Rubéola Faringite ou pneumonia estreptocócica. Pelo ar: Núcleos secos de gotículas, ou seja, resíduos de gotículas evaporadas que permanecem suspensas no ar, quando o indivíduo infectado espirra, fala, tosse, etc. • Exemplo: Tuberculose Sarampo Varicela COVID Por vetores: Exemplo Insetos Mosquitos Pulgas Carrapatos Piolhos Por veículos: ítens contaminados Exemplo: Sangue Secreções Soluções Artigos hospitalares: Artigos críticos : são os artigos que penetram o sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente conectados com este sistema. Exemplo: cateteres vasculares (scalp, jelcos) Equipos Tree way (torneirinhas) Artigos semi-críticos : entram em contato com mucosas íntegras ou pele não intacta. Exemplo: materiais de terapias respiratórias (cânula endotraqueal, sondas de aspiração, cateteres de O2) Endoscópios Sondas em geral Artigos não críticos : são aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra. Exemplo: Termômetros Esfignomanômetro Estetoscópios Comadre papagaio Classificação dos Resíduos: Grupo A: Potencialmente Infectantes Grupo B: Químicos Grupo C: Rejeitos Radioativos Grupo D: Resíduos Comuns Grupo E: Perfuro-cortantes Cuidados com materiais pérfuro-cortantes: Recomendações específicas devem ser seguidas durante a realização de procedimentos que envolvam a manipulação de material pérfuro- cortante: • Máxima atenção durante a realização dos procedimentos; • Jamais utilizar os dedos como anteparo durante a realização de procedimentos que envolvam materiais pérfuro cortantes; • As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, quebradas ou retiradas da seringa com as mãos; • Não utilizar agulhas para fixar papéis; • Todo material pérfuro-cortante (agulhas, scalp, lâminas de bisturi), mesmo que estéril, deve ser desprezado em recipientes resistentes à perfuração e com tampa; • Os recipientes específicos para descarte de material não devem ser preenchidos acima do limite de 2/3 de sua capacidade total, e devem ser colocados sempre próximos do local onde é realizado o procedimento. Cuidados com resíduos: O destino dos resíduos merece atenção especial, não por se constituir fonte de infecção, mas também pela possibilidade de reciclagem. Baseado na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) devem ser divididos em: Resíduos Infectantes: São todos os materiais contaminado com matéria orgânica e deve ser acondicionado em saco plástico branco leitoso, com símbolo de infectante. Exemplos: Swab, Compressas, Drenos e Curativos, etc. Resíduos Comuns: É o lixo domestico e deve ser acondicionado em saco plástico comum preto. Exemplos: papel toalha, restos de alimentos, copos descartáveis. Materiais infectados e perfuro cortantes: A preocupação dos profissionais de saúde com os perfuro cortantes é antiga, pois estes representam riscos potenciais aos trabalhadores da área. Tipos de coletores O mais comumente utilizado em hospitais são os Descartex ou Descarpack. São caixas de papelão, amarelo, montados com proteções que evitam a liberação de materiais contaminados para seu exterior. Causas mais frequentes de acidentes ocupacionais: Locais inadequados para a fixação de coletores Descarte inadequado Reencapamento de agulhas usadas Falhas técnicas no procedimento Recomendações: Não ultrapassar linha demarcatória da caixa Após preenchimento, fechar a caixa e segurá-la pelas alças Posicionar a caixa em suporte adequado, evitando-se colocá-la no chão enquanto estiver sendo usada O coletor não deve ser posicionado muito alto, ou seja acima dos olhos do profissional . Deve se manter na altura dos olhos; Manter o coletor fora do alcance de respingos, ou seja, afastado de pias, torneiras e saídas de líquidos Isolamento e precauções: É uma forma aplicada a todos os pacientes com transmissão de microorganismos por aerossóis, por contato e via respiratória. O profissional deverá manter as Precauções Padrão, a todos os pacientes com doenças transmissíveis, que consiste em: Lavagem das mãos; O uso de luvas, Máscara Óculos; Cuidados no manuseio de materiais pérfuro-cortantes e equipamentos; Quarto privativo para os pacientes com doenças infecciosas, onde o ambiente também é considerado. Tipos de isolamento e precaução: Precaução respiratória: São indicadas para pacientes portadores de microrganismos transmitidos por gotículas de tamanho superior a 5 microns, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação ou realização de diversos procedimentos. (Máscara cirúrgica). Precauções com aerossóis: São indicadas para pacientes com suspeita ou infecção comprovada por microrganismos transmitidos por aerossóis (partículas de tamanho por via aérea ou gotículas Isolamento por transmissão por contato Isolamento reverso: Este isolamento é estabelecido para proteger das infecções um indivíduo imunocomprometido. Materiais: Quarto privado Luvas de procedimentos Máscara comum Avental de manga longa Isolamento para transmissão por via aérea ou gotículas: Materiais: Quarto privado Caso não seja possível dar um quarto a cada doente, junte doentes com a mesma doença Use máscara N-95 se o doente tem tuberculose em fase contagiosa • Isolamento por transmissão por contato: Materiais: Quarto privado. Se não for possível, agrupe os doentes por doença. Use sempre luvas de procedimentos Lave as mãos antes e depois de retirar as luvas Use avental se vai estar em contato próximo com o doente Precauções universais: Precauções Universais, atualmente denominadas Precauções Básicas, são medidas de prevenção que devem ser utilizadas na assistência a todos os pacientes, na manipulação de sangue, secreções e excreções, e contato com mucosas e pele não- íntegra. Essas medidas incluem a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (E.P.I.), com a finalidade de reduzir a exposição do profissional a sangue ou fluidos corpóreos, e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais pérfuro- cortantes, contaminados por material orgânico. Têm por objetivo evitar a transmissão de infecções (conhecidas ou não) do paciente para o profissional de saúde. Cuidados com as mãos: • As mãos são as maiores responsáveis pela transmissão de microorganismos e, consequentemente, a infecção. • É necessário, portanto, uma boa higiene das mãos antes e após o contato com paciente ou depois de manusear materiais contaminados. • Devem-se manter unhas curtas e limpas, proteger lesões das mãos, não usar anéis ou jóias, que dificultará uma higiene correta das mãos Os equipamentos de proteção individual são: Bata ou jaleco Luvas, Máscaras, Gorros, Óculos de proteção, Capotes (aventais) Botas Luvas: Sempre que houver possibilidade de contato com sangue, secreções e excreções, com mucosas ou com áreas de pele não-íntegra (ferimentos, escaras, feridas cirúrgicas e outros). Máscaras, gorros e óculos de proteção: Durante a realização de procedimentos em que haja possibilidade de respingo de sangue e outros fluidos corpóreos, nas mucosas da boca, nariz e olhos do profissional. Capotes (aventais): Devem ser utilizados durante os procedimentos com possibilidade de contato com material biológico, inclusive em superfícies contaminadas. Botas: Proteção dos pés em locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante (centros cirúrgicos, áreas de necropsia e outros). A utilização de capotes (aventais) está indicada durante os procedimentos em haja possibilidade de contato com material biológico, como na realização de curativos de grande porte, em que haja maior risco de exposição ao profissional, como grandes feridas cirúrgicas, queimaduras graves e escaras de decúbito. O uso de óculos de proteção está recomendado somente durante os procedimentos em que haja possibilidade de respingo, ou para aplicação de medicamentos quimioterápicos. Higienização das mãos: A principal via de transmissão de infecção hospitalar são as mãos da equipe de saúde, sua adequada lavagem é de grande importância. Finalidade: • Eliminar microorganismos, consequentemente evitar propagação de infecções • Eliminar da pele substâncias tóxicas e medicamentosas • Proteger-se contra agressões do meio Materiais: • Sabonete líquido • Toalhas de papel Método: Abrir a torneira e molhar as mãos sem encostar na pia Ensaboar as mãos e pulsos, fazendo fricção com sabão por 30 segundos, especialmente nos espaços interdigitais, unhas, extremidades dos dedos Enxaguar em água corrente Secar as mãos com toalhas de papel Fechar a torneira utilizando papel toalha Observações: Retirar relógios, jóias Ao lavar as mãos NÃO encostar na pia ou torneira ( se isso ocorrer repetir todo o procedimento ) Existem torneiras manuais, com pedais As mãos são as partes mais contaminadas a serem lavadas, por isso a água deve fluir da área menos contaminada para a mais contaminada ( dos pulsos para as periferias ) Esfregar e friccionar mecanicamente Friccionar os dedos e polegares assegura que todas as superfícies estão sendo limpas Manter unhas cortadas e lixadas Ao secar as mãos deve-se iniciar da área mais limpa ( periferia ) para a menos limpa ( antebraço ) para evitar contaminação Luvas: As luvas são utilizadas com frequência pelos profissionais de saúde. Tipos: • Luvas de procedimentos: Utilizada para manipular pacientes, principalmente em possível contato com sangue ou fluídos corpóreos, assim como, em casos de contato com pele não íntegras ou mucosas . • É recomendada para todas as situações independentemente da presença ou ausência de doenças transmissíveis comprovadas . • Usada também em casos de isolamentos . • Finalidade: Reduzir a possibilidade da equipe entrar em contato com organismos infecciosos Reduzir a possibilidade da equipe transmitir sua flora endógena aos pacientes Reduzir a possibilidade da equipe tornar-se transitoriamente colonizada por microorganismos que possam ser transmitidos a outros pacientes (infecção cruzada) Luvas esterilizadas ou cirúrgicas: Agem como barreira para a transmissão bacteriana. As bactérias podem contaminar uma ferida ou objeto estéril. Método para calçar as luvas: Realizar a lavagem das mãos Remover o invólucro externo da embalagem, abrindo cuidadosamente as laterais Pegar a embalagem interna e colocá-la sobre uma superfície plana e limpa, logo acima do nível da cintura Identificar as luvas da mão direita e esquerda . Cada luva apresenta um punho de aproximadamente 5 cm de largura . Com o polegar e o dedo indicador da mão não dominante, pegar a borda do punho da luva da mão dominante (tocar somente a superfície interna da luva) Retirar do campo Puxar cuidadosamente a luva sobre a mão dominante, preocupando-se com o punho para a luva não enrolar, sem soltar o punho Com a mão dominante enluvada, colocar os dedos indicador, médio, anelar e mínimo sob o punho da segunda luva Puxar cuidadosamente a segunda luva sobre a mão não dominante com cuidado evitando-se contaminação Uma vez que a segunda luva já tenha sido calçada, entrelaçar os dedos de ambas as mãos para que as luvas se ajustem Os punhos normalmente escorregam para baixo após colocação Método de retirada das luvas estéreis: Após o procedimento estéril, o profissional despreza as luvas das mãos, da seguinte maneira: Segurar o punho da luva da mão dominante, com os dedos polegar, indicador e médio da mão não dominante sem tocar a pele Retirar vagarosamente de modo que a mesma permaneça do lado avesso Segurá-la na mão não dominante Colocar o dedo indicador da mão dominante sem luva, sob o punho da luva da outra mão de modo a tocar somente abaixo da luva (na pele) Retirá-la de modo que fique no avesso desprezando em seguida em recipiente adequado (o par) Direitos do paciente: É uma série de 35 garantias que devem ser levados em conta para preservar a ética na conduta profissional e a saúde dos pacientes, claro. Apesar de asseguradas por lei, essas normas são praticamente desconhecidas. Hospitais, clínicas e postos de saúde não têm obrigação de afixá-las em local de fácil visualização. O paciente tem direito a atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte de todos os profissionais de saúde. Tem direito a um local digno e adequado para seu atendimento. O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e sobrenome. Não deve ser chamado pelo nome da doença ou do agravo à saúde, ou ainda de forma genérica ou quaisquer outras formas impróprias, desrespeitosas ou preconceituosas. O paciente tem direito a receber do funcionário adequado, presente no local, auxílio imediato e oportuno para a melhoria de seu conforto e bem- estar. O paciente tem direito a identificar o profissional por crachá preenchido com o nome completo, função e cargo. O paciente tem direito a consultas marcadas, antecipadamente, de forma que o tempo de espera não ultrapasse a trinta (30) minutos. O paciente tem direito de exigir que todo o material utilizado seja rigorosamente esterilizado, ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção. O paciente tem direito de receber explicações claras sobre o exame a que vai ser submetido e para qual finalidade irá ser coletado o material para exame de laboratório. O paciente tem direito a informações claras, simples e compreensivas, adaptadas à sua condição cultural, sobre as ações diagnósticas e terapêuticas, o que pode decorrer delas, a duração do tratamento, a localização, a localização de sua patologia, se existe necessidade de anestesia, qual o instrumental a ser utilizado e quais regiões do corpo serão afetadas pelos procedimentos. O paciente tem direito a ser esclarecido se o tratamento ou o diagnóstico é experimental ou faz parte de pesquisa, e se os benefícios a serem obtidos são proporcionais aos riscos e se existe probabilidade de alteração das condições de dor, sofrimento e desenvolvimento da sua patologia. O paciente tem direito de consentir ou recusar a ser submetido à experimentação ou pesquisas. No caso de impossibilidade de expressar sua vontade, o consentimento deve ser dado por escrito por seus familiares ou responsáveis. O paciente tem direito a consentir ou recusar procedimentos, diagnósticos ou terapêuticas a serem nele realizados. Deve consentir de forma livre, voluntária, esclarecida com adequada informação. Quando ocorrerem alterações significantes no estado de saúde inicial ou da causa pela qual o consentimento foi dado, este deverá ser renovado. O paciente tem o direito de ter seu prontuário médico elaborado de forma legível e de consultá-lo a qualquer momento. Este prontuário deve conter o conjunto de documentos padronizados do histórico do paciente, princípio e evolução da doença, raciocínio clínico, exames, conduta terapêutica e demais relatórios e anotações clínicas. O paciente tem direito a ter seu diagnóstico e tratamento por escrito, identificado com o nome do profissional de saúde e seu registro no respectivo Conselho Profissional, de forma clara e legível. O paciente tem direito de receber medicamentos básicos, e também medicamentos e equipamentos de alto custo, que mantenham a vida e a saúde. O paciente tem o direito de receber os medicamentos acompanhados de bula impressa de forma compreensível e clara e com data de fabricação e prazo de validade. O paciente tem o direito de receber as receitas com o nome genérico do medicamento (Lei do Genérico) e não em código, datilografadas ou em letras de forma, ou com caligrafia perfeitamente legível, e com assinatura e carimbo contendo o número do registro do respectivo Conselho Profissional. O paciente tem direito de conhecer a procedência e verificar antes de receber sangue ou hemoderivados para a transfusão, se o mesmo contém carimbo nas bolsas de sangue atestando as sorologias efetuadas e sua validade. O paciente tem direito de saber com segurança e antecipadamente, através de testes ou exames, que não é diabético, portador de algum tipo de anemia, ou alérgico a determinados medicamentos (anestésicos, penicilina, sulfas, soro antitetânico, etc.) antes de lhe serem administrados. O paciente tem direito à sua segurança e integridade física nos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados. O paciente tem direito de ter acesso às contas detalhadas referentes às despesas de seu tratamento, exames, medicação, internação e outros procedimentos médicos. O paciente tem direito de não sofrer discriminação nos serviços de saúde por ser portador de qualquer tipo de patologia, principalmente no caso de ser portador de HIV / AIDS ou doenças infecto-contagiosas. O paciente tem direito de ser resguardado de seus segredos, através da manutenção do sigilo profissional, desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública. Os segredos do paciente correspondem a tudo aquilo que, mesmo desconhecido pelo próprio cliente, possa o profissional de saúde ter acesso e compreender através das informações obtidas no histórico do paciente, exames laboratoriais e radiológicos. O paciente tem direito a manter sua privacidade para satisfazer suas necessidades fisiológicas, inclusive alimentação adequada e higiênica, quer quando atendido no leito, ou no ambiente onde está internado ou aguardando atendimento. O paciente tem direito a acompanhante, se desejar, tanto nas consultas, como nas internações. As visitas de parentes e amigos devem ser disciplinadas em horários compatíveis, desde que não comprometam as atividades médica. Em caso de parto, a parturiente poderá solicitar a presença de um acompanhante. O paciente tem direito de exigir que a maternidade, além dos profissionais comumente necessários, mantenha a presença de um neonatologista, por ocasião do parto. O paciente tem direito de exigir que a maternidade realize o "teste do pezinho" para detectar a fenilcetonúria nos recém- nascidos. O paciente tem direito à indenização pecuniária no caso de qualquer complicação em suas condições de saúde motivadas por imprudência, negligência ou imperícia dos profissionais de saúde. O paciente tem direito à assistência adequada, mesmo em períodos festivos, feriados ou durante greves profissionais. O paciente tem direito de receber ou recusar assistência moral, psicológica, social e religiosa. O paciente tem direito a uma morte digna e serena, podendo optar ele próprio (desde que lúcido), a família ou responsável, por local ou acompanhamento e ainda se quer ou não o uso de tratamentos dolorosos e extraordinários para prolongar a vida. O paciente tem direito à dignidade e respeito, mesmo após a morte. Os familiares ou responsáveis devem ser avisados imediatamente após o óbito. O paciente tem o direito de não ter nenhum órgão retirado de seu corpo sem sua prévia aprovação. O paciente tem direito a órgão jurídico de direito específico da saúde, sem ônus e de fácil acesso. • (Portaria do Ministério da Saúde nº1286 de 26/10/93- art.8º e nº74 de 04/05/94).