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INTRODUÇÃO A 
ENFERMAGEM 
Profº Renata Pimentel 
NECESSIDADES HUMANDAS BÁSICAS 
Estas são as necessidades mais básicas: 
1. Oxigênio, 
2. Hidratação, 
3. Nutrição, 
4. Temperatura, 
5. Excreção, 
6. Repouso 
7. Sexo 
• Uma vez satisfeitas estas necessidades passamos a nos 
preocupar com outras coisas. 
 
 
Necessidades 
fisiológicas: 
 
• No mundo conturbado em que 
vivemos procuramos fugir dos 
perigos, buscamos por abrigo, 
segurança, proteção, 
estabilidade e continuidade. 
 
 
 
Necessidades 
de segurança 
1.Família 
2.Moradia 
3.Estabilidade 
4.Crença 
5.Proteção 
 Necessidades sociais: 
 
O ser humano precisa amar e pertencer. 
 
O ser humano tem a necessidade de ser amado, querido por 
outros, de ser aceito por outros. 
 
Nós queremos nos sentir necessários a outras pessoas ou grupos 
de pessoas. 
 
Esse agrupamento de pessoas pode ser, no seu local de trabalho, 
na sua igreja, na sua família, no seu clube ou na sua torcida. 
 
Todos estes agrupamentos fazem com que tenhamos a sensação 
de pertencer a um grupo. 
 
 
Necessidades de "status" ou de estima: 
 
 
O ser humano busca ser competente, alcançar objetivos, obter 
aprovação e ganhar reconhecimento. 
 
 Necessidade de auto-realização: 
 
 
O ser humano busca a sua realização como pessoa, a 
demonstração prática da realização permitida e alavancada pelo 
seu potencial único. 
 
O ser humano pode buscar conhecimento, experiências estéticas 
e metafísicas, ou mesmo a busca de um “deus”. 
 
Os profissionais de saúde preocupam-se que estas
 necessidades básicas 
sejam proporcionadas aos pacientes que buscam assistência. 
 
1.Foco 
2.Autoestima 
3.Sonhos 
4.Trabalho 
5.Família 
 O HOSPITAL 
• Latim hospitalis, que significa "ser hospitaleiro", acolhedor. 
• Local onde se hospedam pessoas. 
• Segundo o Ministério da Saúde, hospital é definido como 
estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência 
sanitária em regime de internação a uma determinada clientela, 
ou de não- internação, no caso de ambulatório ou outros 
serviços. 
• Sistema de atenção à saúde que, no caso brasileiro, denomina-
se Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
• Neste sistema, os hospitais destacam-se por sua complexidade 
funcional, elevada resolubilidade e custos de implantação e 
operação. 
 
 
 
 
 
Classificação de hospitais quanto a especialidade 
existente: 
 
 
Quanto o Atendimento 
 
• Geral: 
E o hospital destinado a atender pacientes portadores de doenças 
das varias especialidade médicas. 
Clínica médica 
Clínica cirúrgica 
Clínica gineco-obstétrica 
Clínica pediátrica 
 
• Especializado: 
Limita-se a atender pacientes necessitados da assistência de 
determinada especialidade médica. Ex. Hospital do Câncer. 
 
 
 Quanto ao Aspecto Administrativo 
 • Beneficentes 
Finalidade não lucrativa. 
Mantido por contribuições e doações particulares. 
Membros da diretoria sem gratificação 
• Com Finalidades Lucrativas 
Empresa Privada 
Mantido por Convênios e Particulares. 
Os serviços prestados são pagos. 
• Públicos 
Mantidos por verbas Federais, Estaduais e/ou Municipais. 
 
 
 
Quanto a Localização ou Estrutura 
 
Horizontal 
Vertical 
Pavilhonar 
 
Quanto a Capacidade 
 
Pequeno Porte: Até 50 leitos 
Médio Porte: de 51 até 150 leitos 
Grande Porte: de 151 até 500 leitos 
Porte Especial: acima de 500 leitos 
 
Quanto a Permanência da Clientela 
 
Hospital Dia 
Hospital de Curta Permanência 
Hospital de Longa Permanência 
Hospital de Crônicas 
 
 
Área de Circulação dos Hospitais 
Área crítica : São aquelas que oferecem risco potencial para 
aquisição de infecções em decorrência á procedimentos 
invasivos frequentes, manejo de substâncias infectantes e por 
admitirem pacientes susceptíveis á infecções . 
 
Exemplo: 
UTI 
CC 
Unidade de queimados 
 
Área de Circulação dos Hospitais 
Área semi-crítica : são todas aquelas ocupadas por 
pacientes que não exijam cuidados intensivos ou de 
isolamento . 
Exemplo: 
Enfermarias 
 
 
Área de Circulação dos Hospitais 
Área não crítica : São áreas que não são ocupadas por 
pacientes 
 
Exemplo: 
Almoxarifado 
Copa 
Farmácia 
 
A circulação interna do hospital deverá ser 
estudada de forma a: 
 A) Proteger de tráfego estranho ao serviço áreas como 
Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Unidade de 
Terapia Intensiva, Berçário e Unidades especiais de 
Isolamento; 
 
B) Evitar o cruzamento dos tráfegos limpo e 
contaminado; 
 
C) Evitar o cruzamento desnecessário de pacientes 
internos, externos e de visitantes 
 
 Ordem e Limpeza na Unidade 
 Ordem e Limpeza da Unidade 
Limpeza é a eliminação de todo o material estranho (resíduos, 
material orgânico, poeiras, entre outros), com uso de água, 
detergentes e ação mecânica. A limpeza antecede os 
procedimentos de desinfecção e esterilização 
O Serviço de Limpeza é de grande interesse nos hospitais e 
demais Serviços de Saúde, não só porque essa é a primeira 
impressão do serviço ao paciente, mas também pela importância 
no controle de infecções hospitalares . 
A enfermagem deve participar ativamente na manutenção da 
ordem e limpeza, quer atuando diretamente ou orientando o 
pessoal responsável por esse trabalho . 
 
 
 Ordem e Limpeza da Unidade 
Tipos de Limpeza: 
 
Limpeza geral ou terminal 
Limpeza diária ou concorrente 
 
 
 Ordem e Limpeza da Unidade 
Limpeza Geral ou Terminal 
 
É realizada pela equipe da limpeza. 
Consiste na limpeza geral e total do quarto e leito do 
paciente. 
Nesta limpeza, a enfermagem participa retirando 
mobiliários do quarto, limpando-os e recolocando-os 
novamente ao quarto. 
 
 
 
 Indicações da Limpeza Geral/Terminal 
Quando ocorre óbito; 
Quando o paciente é transferido para outra 
unidade; 
Quando o paciente tem alta hospitalar; 
Quando o paciente é acamado deve ser 
realizada a cada 15 dias, dependendo do caso, 
uma vez por semana; (paciente em isolamento 
de contato) 
 
Limpeza Concorrente ou Diária 
 
É realizada diariamente. 
Consiste na limpeza de partes do imobiliário do local, 
como cabeceira da cama do paciente, mesa de 
cabeceira, cadeiras, poltronas, posto de enfermagem, 
mesas, cadeiras, bandejas, pias, ETC. 
 
Objetivos: 
Manter o local limpo e organizado 
Impedir propagação de microorganismos no local 
 
Materiais: 
Álcool a 70% 
Panos de limpeza 
• Assepsia: Conjunto de práticas através das quais se evita a 
propagação de microorganismos em objetos. 
 
• Antissepsia: Medidas propostas para inibir crescimento de 
microorganismos em pele e mucosas, através da aplicação de 
soluções anti-sépticas 
 
Fontes ou reservatórios de microorganismos: 
 
Os microorganismos apresentam muitas fontes ou reservatórios para 
desenvolver-se, entre eles: 
O próprio organismo 
Insetos 
Animais 
Objetos inanimados 
Alimentos 
 
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR: 
 
Introdução: 
 
Pode-se considerar que a 
enfermagem sempre esteve 
voltada para atender as 
necessidades de assistência de 
saúde da sociedade. 
 
Ela originou-se do desejo de 
manter as pessoas saudáveis, 
assim como propiciar conforto, 
cuidado e confiança ao enfermo. 
 
Saúde: É um estado de completo bem-estar físico, 
mental e social, não meramente a ausência de 
doença ou enfermidade. 
 
Doença: É um processo anormal no qual o 
funcionamento do organismo de uma pessoa está 
diminuído ou prejudicado em uma ou mais 
dimensões. 
 
Infecção: É uma ação exercida no organismo 
decorrente da presença de agentes patogênicos, 
podendo ser por bactérias, vírus, fungos ou 
protozoários 
Inflamação: Alteração tissular (de tecidos) ou de 
órgãos causada por lesão ou destruição dos tecidos 
com sinais e sintomas locais (dor, calor e edema) ou 
sistêmicos, não necessariamente
relacionada com 
processo infeccioso. 
 
 
Infecção Comunitária: É aquela 
constatada ou em incubação no ato da 
admissão do paciente, desde que não 
relacionada com internação anterior no 
mesmo hospital. 
 
Infecção hospitalar: É uma infecção 
adquirida durante a internação do 
paciente-cliente . Pode se manifestar 
durante a internação ou mesmo após 
alta hospitalar. 
Está associada com a hospitalização ou 
com procedimentos hospitalares. 
 
Fatores de risco para ocorrer a infecção: 
 
Idade 
Doenças de base 
Desnutrição 
Uso prolongado de medicamentos 
Tempo de hospitalização 
Procedimentos invasivos 
Técnica de uso e processamento de materiais inadequados 
 
 
Limpeza: Remoção mecânica da sujidade depositada em 
superfícies inanimadas 
 
Desinfecção: Processo aplicado á artigos, qual elimina 
microorganismos na forma vegetativa 
 
Esterilização: Processo de destruição total de 
microorganismos, inclusive esporulados 
 
 
Tipos de infecções: 
 
 
Endógena: Pode ocorrer quando parte da flora natural do 
paciente sofre alterações, convertendo-se em patógenos por 
modificação de sua estrutura. 
• Exemplo: candidíase vaginal 
 
Exógena: Resulta de microorganismos externos ao indivíduo 
que não fazem parte da flora natural . 
• Exemplo: bactérias, vírus, fungos, entre outros 
 
 
A transmissão por contato pode ser: 
 
 
Direta: Transferência física direta de um indivíduo infectado e 
um hospedeiro susceptível 
Exemplo: manusear um paciente infectado e logo em seguida 
manipular outro sem lavar as mãos (infecção cruzada) 
 
Indireta: Contato pessoal do hospedeiro susceptível com 
objetos inanimados contaminados . 
Exemplo: agulhas, roupas de camas, fômites (comadres, 
papagaios), entre outros 
 
Modos de transmissão: 
 
Contato: 
Exemplos de doenças que necessitam isolamento de contato: 
• Infecções por bactérias multiresistentes, 
• Difteria cutânea, 
• Enterovirus, 
• Hepatite A, 
• Herpes simples, 
• herpes zoster, 
• Impetigo, 
• Abscessos, celulite ou úlceras de decúbito, ou outras infecções por Staphylococcus aureus 
cutâneo, 
• Parainfluenza; 
• Rotavirus, 
• Escabiose, 
• Pediculose, 
Febre hemorrágica (Ébola) 
 
 Gotículas: o agente infeccioso entra em contato com mucosas 
nasal ou oral do hospedeiro susceptível, através de tosse ou espirro. 
 
Exemplo: 
 
Haemophilus influenza tipo b (meningite tipo b) 
Influenza (gripe) 
Rubéola 
Faringite ou pneumonia estreptocócica. 
 
 
Pelo ar: Núcleos secos de gotículas, ou seja, resíduos 
de gotículas evaporadas que permanecem suspensas no 
ar, quando o indivíduo infectado espirra, fala, tosse, etc. 
• Exemplo: 
Tuberculose 
Sarampo 
Varicela 
COVID 
 
Por vetores: 
Exemplo 
Insetos 
Mosquitos 
Pulgas 
Carrapatos 
Piolhos 
 
 Por veículos: ítens 
contaminados 
 Exemplo: 
 Sangue 
 Secreções 
 Soluções 
Artigos hospitalares: 
Artigos críticos : são os artigos que penetram o sistema vascular, bem 
como todos os que estejam diretamente conectados com este sistema. 
Exemplo: 
cateteres vasculares (scalp, jelcos) 
Equipos 
Tree way (torneirinhas) 
 
Artigos semi-críticos : entram em contato com mucosas íntegras ou pele 
não intacta. 
Exemplo: 
materiais de terapias respiratórias (cânula endotraqueal, sondas de 
aspiração, cateteres de O2) 
Endoscópios 
Sondas em geral 
 
Artigos não críticos : são aqueles que 
entram em contato apenas com a pele íntegra. 
 
Exemplo: 
Termômetros 
Esfignomanômetro 
Estetoscópios 
Comadre 
papagaio 
 
 
Classificação dos Resíduos: 
 
Grupo A: Potencialmente Infectantes 
Grupo B: Químicos 
Grupo C: Rejeitos Radioativos 
Grupo D: Resíduos Comuns 
Grupo E: Perfuro-cortantes 
 
Cuidados com materiais pérfuro-cortantes: 
 
Recomendações específicas devem ser seguidas durante a realização 
de procedimentos que envolvam a manipulação de material pérfuro-
cortante: 
• Máxima atenção durante a realização dos procedimentos; 
• Jamais utilizar os dedos como anteparo durante a realização de 
procedimentos que envolvam materiais pérfuro cortantes; 
• As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, quebradas ou 
retiradas da seringa com as mãos; 
• Não utilizar agulhas para fixar papéis; 
• Todo material pérfuro-cortante (agulhas, scalp, lâminas de bisturi), 
mesmo que estéril, deve ser desprezado em recipientes resistentes à 
perfuração e com tampa; 
• Os recipientes específicos para descarte de material não devem ser 
preenchidos acima do limite de 2/3 de sua capacidade total, e devem 
ser colocados sempre próximos do local onde é realizado o 
procedimento. 
 
Cuidados com resíduos: 
O destino dos resíduos merece atenção especial, não por se 
constituir fonte de infecção, mas também pela possibilidade de 
reciclagem. 
Baseado na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) 
devem ser divididos em: 
Resíduos Infectantes: São todos os materiais contaminado com 
matéria orgânica e deve ser acondicionado em saco plástico branco 
leitoso, com símbolo de infectante. 
Exemplos: Swab, Compressas, Drenos e Curativos, etc. 
Resíduos Comuns: É o lixo domestico e deve ser acondicionado em 
saco plástico comum preto. 
Exemplos: papel toalha, restos de alimentos, copos descartáveis. 
 
 
 
Materiais infectados e perfuro cortantes: 
A preocupação dos profissionais de saúde com os perfuro cortantes 
é antiga, pois estes representam riscos potenciais aos trabalhadores 
da área. 
Tipos de coletores 
O mais comumente utilizado em hospitais são os Descartex ou 
Descarpack. 
São caixas de papelão, amarelo, montados com proteções que 
evitam a liberação de materiais contaminados para seu exterior. 
 
 
Causas mais frequentes de acidentes ocupacionais: 
Locais inadequados para a fixação de coletores 
Descarte inadequado 
Reencapamento de agulhas usadas 
Falhas técnicas no procedimento 
Recomendações: 
Não ultrapassar linha demarcatória da caixa 
Após preenchimento, fechar a caixa e segurá-la pelas alças 
Posicionar a caixa em suporte adequado, evitando-se colocá-la no chão 
enquanto estiver sendo usada 
O coletor não deve ser posicionado muito alto, ou seja acima dos olhos do 
profissional . Deve se manter na altura dos olhos; 
Manter o coletor fora do alcance de respingos, ou seja, afastado de pias, 
torneiras e saídas de líquidos 
 
 
Isolamento e precauções: É uma forma aplicada a todos os 
pacientes com transmissão de microorganismos por aerossóis, 
por contato e via respiratória. 
O profissional deverá manter as Precauções Padrão, a todos os 
pacientes com doenças transmissíveis, que consiste em: 
Lavagem das mãos; 
O uso de luvas, 
Máscara 
Óculos; 
Cuidados no manuseio de materiais pérfuro-cortantes e 
equipamentos; 
Quarto privativo para os pacientes com doenças infecciosas, 
onde o ambiente também é considerado. 
 
 
Tipos de isolamento e precaução: 
 
Precaução respiratória: São indicadas para pacientes portadores de 
microrganismos transmitidos por gotículas de tamanho superior a 5 
microns, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação ou 
realização de diversos procedimentos. (Máscara cirúrgica). 
 
Precauções com aerossóis: São indicadas para pacientes com suspeita 
ou infecção comprovada por microrganismos transmitidos por aerossóis 
(partículas de tamanho
por via aérea ou gotículas 
Isolamento por transmissão por contato 
Isolamento reverso: Este isolamento é estabelecido para proteger das 
infecções um indivíduo imunocomprometido. 
Materiais: 
Quarto privado 
Luvas de procedimentos 
Máscara comum 
Avental de manga longa 
 
Isolamento para transmissão por via aérea ou gotículas: 
 
Materiais: 
Quarto privado 
Caso não seja possível dar um quarto a cada doente, junte doentes 
com a mesma doença 
Use máscara N-95 se o doente tem tuberculose em fase contagiosa 
 
• Isolamento por transmissão por contato: 
 
Materiais: 
Quarto privado. Se não for possível, agrupe os doentes por doença. 
Use sempre luvas de procedimentos 
Lave as mãos antes e depois de retirar as luvas 
Use avental se vai estar em contato próximo com o doente 
 
Precauções universais: 
 
Precauções Universais, atualmente denominadas Precauções 
Básicas, são medidas de prevenção que devem ser utilizadas na 
assistência a todos os pacientes, na manipulação de sangue, 
secreções e excreções, e contato com mucosas e pele não- íntegra. 
Essas medidas incluem a utilização de Equipamentos de Proteção 
Individual (E.P.I.), com a finalidade de reduzir a exposição do 
profissional a sangue ou fluidos corpóreos, e os cuidados específicos 
recomendados para manipulação e descarte de materiais pérfuro-
cortantes, contaminados por material orgânico. 
Têm por objetivo evitar a transmissão de infecções (conhecidas ou 
não) do paciente para o profissional de saúde. 
 
Cuidados com as mãos: 
 
• As mãos são as maiores responsáveis pela 
transmissão de microorganismos e, consequentemente, 
a infecção. 
• É necessário, portanto, uma boa higiene das mãos 
antes e após o contato com paciente ou depois de 
manusear materiais contaminados. 
• Devem-se manter unhas curtas e limpas, proteger 
lesões das mãos, não usar anéis ou jóias, que 
dificultará uma higiene correta das mãos 
 
 
 
 
Os equipamentos de proteção individual são: 
Bata ou jaleco 
Luvas, 
Máscaras, 
Gorros, 
Óculos de proteção, 
Capotes (aventais) 
Botas 
 
 
Luvas: Sempre que houver possibilidade de contato com sangue, secreções e 
excreções, com mucosas ou com áreas de pele não-íntegra (ferimentos, escaras, 
feridas cirúrgicas e outros). 
Máscaras, gorros e óculos de proteção: Durante a realização de 
procedimentos em que haja possibilidade de respingo de sangue e outros fluidos 
corpóreos, nas mucosas da boca, nariz e olhos do profissional. 
Capotes (aventais): Devem ser utilizados durante os procedimentos com 
possibilidade de contato com material biológico, inclusive em superfícies 
contaminadas. 
Botas: Proteção dos pés em locais úmidos ou com quantidade significativa de 
material infectante (centros cirúrgicos, áreas de necropsia e outros). 
A utilização de capotes (aventais) está indicada durante os procedimentos em 
haja possibilidade de contato com material biológico, como na realização de 
curativos de grande porte, em que haja maior risco de exposição ao profissional, 
como grandes feridas cirúrgicas, queimaduras graves e escaras de decúbito. 
O uso de óculos de proteção está recomendado somente durante os 
procedimentos em que haja possibilidade de respingo, ou para aplicação de 
medicamentos quimioterápicos. 
 
 
Higienização das mãos: 
 
A principal via de transmissão de infecção hospitalar são 
as mãos da equipe de saúde, sua adequada lavagem é de 
grande importância. 
 
Finalidade: 
• Eliminar microorganismos, consequentemente evitar 
propagação de infecções 
• Eliminar da pele substâncias tóxicas e medicamentosas 
• Proteger-se contra agressões do meio 
 
Materiais: 
• Sabonete líquido 
• Toalhas de papel 
 
Método: 
 Abrir a torneira e molhar as mãos sem encostar na pia 
 Ensaboar as mãos e pulsos, fazendo fricção com sabão por 30 segundos, especialmente nos espaços 
interdigitais, unhas, extremidades dos dedos 
 Enxaguar em água corrente 
 Secar as mãos com toalhas de papel 
 Fechar a torneira utilizando papel toalha 
Observações: 
Retirar relógios, jóias 
 Ao lavar as mãos NÃO encostar na pia ou torneira ( se isso ocorrer repetir todo o procedimento ) 
 Existem torneiras manuais, com pedais 
 As mãos são as partes mais contaminadas a serem lavadas, por isso a água deve fluir da área menos 
contaminada para a mais contaminada ( dos pulsos para as periferias ) 
 Esfregar e friccionar mecanicamente 
 Friccionar os dedos e polegares assegura que todas as superfícies estão sendo limpas 
Manter unhas cortadas e lixadas 
 Ao secar as mãos deve-se iniciar da área mais limpa ( periferia ) para a menos limpa ( antebraço ) para evitar 
contaminação 
 
Luvas: As luvas são utilizadas com frequência pelos profissionais de saúde. 
Tipos: 
• Luvas de procedimentos: Utilizada para manipular pacientes, principalmente em possível 
contato com sangue ou fluídos corpóreos, assim como, em casos de contato com pele não 
íntegras ou mucosas . 
• É recomendada para todas as situações independentemente da presença ou ausência de 
doenças transmissíveis comprovadas . 
• Usada também em casos de isolamentos . 
 
• Finalidade: 
Reduzir a possibilidade da equipe entrar em contato com organismos infecciosos 
Reduzir a possibilidade da equipe transmitir sua flora endógena aos pacientes 
Reduzir a possibilidade da equipe tornar-se transitoriamente colonizada por microorganismos 
que possam ser transmitidos a outros pacientes (infecção cruzada) 
 
 
Luvas esterilizadas ou cirúrgicas: 
Agem como barreira para a transmissão bacteriana. 
As bactérias podem contaminar uma ferida ou objeto estéril. 
 
Método para calçar as luvas: 
Realizar a lavagem das mãos 
Remover o invólucro externo da embalagem, abrindo cuidadosamente as laterais 
 Pegar a embalagem interna e colocá-la sobre uma superfície plana e limpa, logo acima do nível da cintura 
 Identificar as luvas da mão direita e esquerda . Cada luva apresenta um punho de aproximadamente 5 cm de 
largura . 
Com o polegar e o dedo indicador da mão não dominante, pegar a borda do punho da luva da mão 
dominante (tocar somente a superfície interna da luva) 
Retirar do campo 
 Puxar cuidadosamente a luva sobre a mão dominante, preocupando-se com o punho para a luva não 
enrolar, sem soltar o punho 
Com a mão dominante enluvada, colocar os dedos indicador, médio, anelar e mínimo sob o punho da 
segunda luva 
 Puxar cuidadosamente a segunda luva sobre a mão não dominante com cuidado evitando-se contaminação 
Uma vez que a segunda luva já tenha sido calçada, entrelaçar os dedos de ambas as mãos para que as 
luvas se ajustem 
Os punhos normalmente escorregam para baixo após colocação 
 
Método de retirada das luvas estéreis: 
 
Após o procedimento estéril, o profissional despreza as luvas das 
mãos, da seguinte maneira: 
Segurar o punho da luva da mão dominante, com os dedos 
polegar, indicador e médio da mão não dominante sem tocar a pele 
Retirar vagarosamente de modo que a mesma permaneça do lado 
avesso 
Segurá-la na mão não dominante 
Colocar o dedo indicador da mão dominante sem luva, sob o 
punho da luva da outra mão de modo a tocar somente abaixo da 
luva (na pele) 
Retirá-la de modo que fique no avesso desprezando em seguida 
em recipiente adequado (o par) 
 
 
 Direitos do paciente: 
É uma série de 35 garantias que devem ser levados em conta 
para preservar a ética na conduta profissional e a saúde dos 
pacientes, claro. 
 
Apesar de asseguradas por lei, essas normas são 
praticamente desconhecidas. Hospitais, clínicas e postos de 
saúde não têm obrigação de afixá-las em local de fácil 
visualização. 
 
O paciente tem direito a atendimento humano, atencioso e respeitoso, por 
parte de todos os profissionais de saúde. Tem direito a um local digno e 
adequado para seu atendimento. 
 
O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e sobrenome. Não deve 
ser chamado pelo nome da doença
ou do agravo à saúde, ou ainda de forma 
genérica ou quaisquer outras formas impróprias, desrespeitosas ou 
preconceituosas. 
 
O paciente tem direito a receber do funcionário adequado, presente no 
local, auxílio imediato e oportuno para a melhoria de seu conforto e bem-
estar. 
 
O paciente tem direito a identificar o profissional por crachá preenchido com 
o nome completo, função e cargo. 
 
O paciente tem direito a consultas marcadas, antecipadamente, de forma 
que o tempo de espera não ultrapasse a trinta (30) minutos. 
 
O paciente tem direito de exigir que todo o material utilizado seja rigorosamente 
esterilizado, ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção. 
 
O paciente tem direito de receber explicações claras sobre o exame a que vai ser 
submetido e para qual finalidade irá ser coletado o material para exame de laboratório. 
 
O paciente tem direito a informações claras, simples e compreensivas, adaptadas à 
sua condição cultural, sobre as ações diagnósticas e terapêuticas, o que pode 
decorrer delas, a duração do tratamento, a localização, a localização de sua patologia, 
se existe necessidade de anestesia, qual o instrumental a ser utilizado e quais regiões 
do corpo serão afetadas pelos procedimentos. 
 
O paciente tem direito a ser esclarecido se o tratamento ou o diagnóstico é 
experimental ou faz parte de pesquisa, e se os benefícios a serem obtidos são 
proporcionais aos riscos e se existe probabilidade de alteração das condições de dor, 
sofrimento e desenvolvimento da sua patologia. 
 
O paciente tem direito de consentir ou recusar a ser submetido à experimentação ou 
pesquisas. No caso de impossibilidade de expressar sua vontade, o consentimento 
deve ser dado por escrito por seus familiares ou responsáveis. 
 
O paciente tem direito a consentir ou recusar procedimentos, diagnósticos ou 
terapêuticas a serem nele realizados. Deve consentir de forma livre, voluntária, 
esclarecida com adequada informação. Quando ocorrerem alterações 
significantes no estado de saúde inicial ou da causa pela qual o consentimento 
foi dado, este deverá ser renovado. 
 
O paciente tem o direito de ter seu prontuário médico elaborado de forma 
legível e de consultá-lo a qualquer momento. Este prontuário deve conter o 
conjunto de documentos padronizados do histórico do paciente, princípio e 
evolução da doença, raciocínio clínico, exames, conduta terapêutica e demais 
relatórios e anotações clínicas. 
 
O paciente tem direito a ter seu diagnóstico e tratamento por escrito, 
identificado com o nome do profissional de saúde e seu registro no respectivo 
Conselho Profissional, de forma clara e legível. 
 
O paciente tem direito de receber medicamentos básicos, e também 
medicamentos e equipamentos de alto custo, que mantenham a vida e a 
saúde. 
 
O paciente tem o direito de receber os medicamentos acompanhados de bula 
impressa de forma compreensível e clara e com data de fabricação e prazo de 
validade. 
 
O paciente tem o direito de receber as receitas com o nome genérico do 
medicamento (Lei do Genérico) e não em código, datilografadas ou em letras 
de forma, ou com caligrafia perfeitamente legível, e com assinatura e carimbo 
contendo o número do registro do respectivo Conselho Profissional. 
 
O paciente tem direito de conhecer a procedência e verificar antes de receber 
sangue ou hemoderivados para a transfusão, se o mesmo contém carimbo nas 
bolsas de sangue atestando as sorologias efetuadas e sua validade. 
 
 
O paciente tem direito de saber com segurança e antecipadamente, através 
de testes ou exames, que não é diabético, portador de algum tipo de anemia, 
ou alérgico a determinados medicamentos (anestésicos, penicilina, sulfas, soro 
antitetânico, etc.) antes de lhe serem administrados. 
 
O paciente tem direito à sua segurança e integridade física nos estabelecimentos de 
saúde, públicos ou privados. 
 
O paciente tem direito de ter acesso às contas detalhadas referentes às despesas de seu 
tratamento, exames, medicação, internação e outros procedimentos médicos. 
 
O paciente tem direito de não sofrer discriminação nos serviços de saúde por ser portador 
de qualquer tipo de patologia, principalmente no caso de ser portador de HIV / AIDS ou 
doenças infecto-contagiosas. 
 
O paciente tem direito de ser resguardado de seus segredos, através da manutenção do 
sigilo profissional, desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública. Os 
segredos do paciente correspondem a tudo aquilo que, mesmo desconhecido pelo próprio 
cliente, possa o profissional de saúde ter acesso e compreender através das informações 
obtidas no histórico do paciente, exames laboratoriais e radiológicos. 
 
O paciente tem direito a manter sua privacidade para satisfazer suas necessidades 
fisiológicas, inclusive alimentação adequada e higiênica, quer quando atendido no leito, ou 
no ambiente onde está internado ou aguardando atendimento. 
 
 
O paciente tem direito a acompanhante, se desejar, tanto nas consultas, 
como nas internações. As visitas de parentes e amigos devem ser 
disciplinadas em horários compatíveis, desde que não comprometam as 
atividades médica. Em caso de parto, a parturiente poderá solicitar a 
presença de um acompanhante. 
 
O paciente tem direito de exigir que a maternidade, além dos profissionais 
comumente necessários, mantenha a presença de um neonatologista, por 
ocasião do parto. 
 
O paciente tem direito de exigir que a maternidade realize o "teste do 
pezinho" para detectar a fenilcetonúria nos recém- nascidos. 
 
O paciente tem direito à indenização pecuniária no caso de qualquer 
complicação em suas condições de saúde motivadas por imprudência, 
negligência ou imperícia dos profissionais de saúde. 
 
O paciente tem direito à assistência adequada, mesmo em períodos 
festivos, feriados ou durante greves profissionais. 
 
 
O paciente tem direito de receber ou recusar assistência moral, 
psicológica, social e religiosa. 
 
O paciente tem direito a uma morte digna e serena, podendo optar ele 
próprio (desde que lúcido), a família ou responsável, por local ou 
acompanhamento e ainda se quer ou não o uso de tratamentos dolorosos 
e extraordinários para prolongar a vida. 
 
O paciente tem direito à dignidade e respeito, mesmo após a morte. Os 
familiares ou responsáveis devem ser avisados imediatamente após o 
óbito. 
 
O paciente tem o direito de não ter nenhum órgão retirado de seu corpo 
sem sua prévia aprovação. 
 
O paciente tem direito a órgão jurídico de direito específico da saúde, 
sem ônus e de fácil acesso. 
 
• (Portaria do Ministério da Saúde nº1286 de 26/10/93- art.8º e nº74 de 04/05/94).

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