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Ricardo Mollo, MBA Decisões Financeiras Empresariais Aula 4 Objetivos da aula • CFM 1.2.3.7 - Comparar e selecionar os produtos de captação de recursos financeiros de dívida no longo prazo. • CFM 1.2.3.8 - Analisar alternativas de captação de recursos de terceiros pela ótica bancária, do mercado de capitais e das companhias. Crédito Bancário ü Cria a possibilidade das empresas aumentarem seu nível de atividade, estimula o consumo influenciando a demanda, ajuda as pessoas a obterem moradia, bens e alimentos e facilita a execução de projetos. Logo o crédito tem uma função social também. ü O crédito inclui noções de confiança, de risco e tempo. É relacionado a adiantamento e recebimento futuro com remuneração. Crédito Bancário ü Serve para no caso de PF para compra de bens, reforma de imóveis, empréstimos emergenciais, gastos com saúde, educação e lazer. No caso de PJ, para compra de insumos, equ ipamentos , ins ta lações , financiamento de clientes, comércio exterior e investimentos diversos. ü O risco é proporcional a probabilidade de recebimento futuro e a remuneração desejada. Crédito Bancário ü A análise do negócio está ligada a sua capacidade de geração de caixa, criação de valor, rentabilidade e continuidade. ü O limite de captação de recursos financeiros de uma empresa deve ser o limite de sua geração excedente de caixa menos a remuneração de acionistas. Necessidade de recursos h As companhias tem geralmente 2 tipos de desafio de captação de recursos para: Ø Capital de Giro Ø Investimentos (expansão, novos projetos, compra de companhias, etc.) Captação via Financiamentos h Encontrar a linha de financiamento adequada é chave para o sucesso da estratégia de captação. Exemplos: h Construtora – Plano empresário h Fazendeiro – Crédito rural h PF imóvel – SFH ou carteira hipotecária h Small business comércio – desconto de recebíveis h Small business indústria – conta garantida e vendor h Siderúrgica – Finame e Trade Finance h Projeto nova planta papel e celulose – BNDES e Agências multilaterais, combinado com emissões em Mercados de Capitais. h O mesmo acontece com operações de Mercado de Capitais. É necessário encontrar a solução de mercado mais adequada. Análise de crédito ü Analisar a capacidade de pagamento da companhia ü Projetar fluxos de caixa considerando cenários econômicos e operacionais ü O nível de risco da empresa interessa para o banco ou investidores? Em que condições? Com quais garantias? Em que momento? Análise de crédito ü Demonstrações Financeiras ü Índices ü Vertical e Horizontal ü Concorrência ü Setorial ü Macroeconômica ü Gerência e Administração ü Nível de Tecnologia ü Inserção no Mercado O que é importante o CFO saber? ü Como maximizar valor da empresa ü Como Mercado Financeiro e de Capitais funcionam ü Como as taxas de juros são formadas ü Como funciona o sistema fiscal ü Como analisar e fazer orçamentos e fluxo de caixa ü Como analisar o risco e viabilidade de oportunidades de investimento O que é importante o CFO saber? ü Como usar as Demonstrações contábeis e gerenciais § Balanço Patrimonial § Demonstração de Resultados do Exercício § Fluxo de Caixa Balanço Patrimonial ü O que cada conta se refere? ü Longo Prazo e Curto Prazo ü Liquidez dos ativos Balanço Patrimonial ü Capital Próprio – é representado pelo capital dos acionistas, o Patrimônio Líquido total. (não é somente a conta Capital) ü Capital de Terceiros – é representado pelas contas de Passivo. (Circulante e ELP) Balanço Patrimonial ü Ativos e Passivos Operacionais – utilizados para gerar resultados operacionais dentro da atividade fim da companhia. ü Ativos e Passivos não Operacionais – ativos e passivos que podem ou não gerar resultados em atividades não operacionais e fora da atividade fim da empresa. Ex: aluguel de imóveis não utilizados na operação. Balanço Patrimonial ü E n d i v i d a m e n t o o n e r o s o – É o endividamento que paga juros. Ex. f inanciamentos, tí tulos emitidos e empréstimos de acionistas. ü Endividamento não oneroso – Recursos de terceiros que entram na companhia e são devidos, mas não pagam juros. Ex. fornecedores e impostos a pagar. Demonstração de Resultado ü Quais são as contas de resultado ü O que é EBITDA e EBIT ü O que é operacional e o que é não operacional ü Quais os impostos que incidem sobre as atividades da empresa Demonstração de Resultado do Exercício DRE Para que serve o EBITDA? Como analisamos? Fluxo de Caixa ü Geração operacional de caixa ü Geração não operacional de caixa ü Depreciação e amortização Análise de Índices Análise de índices financeiros ü Liquidez ü Endividamento ü Produtividade ü Rentabilidade Fazer comparações com outros períodos, benchmark e média do setor • Quais variações são relevantes? • Evite analisar um índice isoladamente. Procure cruzar informações. • Entender não se subiu ou desceu, mas porque isto aconteceu. Índices de Liquidez ü Liquidez Corrente ⇒ AC / PC ü Liquidez Seca ⇒ (AC – Est.) / PC ü Liquidez Geral ⇒ (AC - RLP) / (PC- ELP) ü Liquidez Imediata ⇒ Disponibilidades / PC ü Capital Circulante Líquido (CCL) ⇒ AC - PC Índices de Endividamento ü Endividamento Geral ⇒ (PC+ELP) / AT ü Endividamento Oneroso ⇒ Emp. Fin. / AT ü Capitalização ⇒ PL / AT ü Endividamento de LP ⇒ ELP / AT ü Endividamento de CP ⇒ PC / AT ü Dívidas Financeiras / EBITDA ü Despesas Financeiras / EBITDA ü Cobertura de Juros ⇒ (EBIT + DF – RF) / (DF-RF) Índices de Produtividade ü Evolução de Vendas ⇒ ((R1/R0)-1)*100 ü Giro de Ativos ⇒ R. Líquida / Ativo total ü Giro de Estoques ⇒ R. Líquida / Estoques ü Giro de Permanente ⇒ R. Líquida / AP ü P M Recebimento ⇒ ((C.Rec.- PDD) / R) * 365 ü P M Fornecedores ⇒ Fornecedores / CPV * 365 ü P M Estocagem ⇒ Estoque / CPV * 365 ü Ciclo Op. ⇒ PMF – PME - PMR Índices de Rentabilidade ü ROE ⇒ LL / PL ü ROA ⇒ LL / Ativo Total ü Margem Operacional ⇒ Lucro Operacional / Receitas ü Margem Líquida ⇒ LL / Receitas ü Margem Bruta ⇒ Lucro Bruto / Receitas ü EBITDA % ⇒ EBITDA / Receitas ü EBIT % ⇒ EBIT / Receitas ü Obs: LL = Lucro Líquido e Receitas = Receitas Líquidas Outros Índices ü P/E ⇒ Preço da Ação / LPA ü Book Value ⇒ PL / quantidade de ações emitidas ü Market Capitalization ⇒ Valor por Ação * quantidade de ações emitidas Mercado de Capitais h Mercado de capitais é absolutamente importante na captação de recursos para investimentos. h É ainda disponível principalmente para grandes empresas pelos custos e exigências dos investidores. Mas este cenário está mudando, o que pode gerar enormes oportunidades. h Necessita de ajustes e desenvolvimento para dar acesso a mais companhias, baixar custos, novos players em research e captação em novos bolsões de recursos. h Com a estabilidade do Brasil a tendência é que mais empresas tenham acesso à capital, principalmente capital de investidores institucionais e estrangeiros. Mercado de Capitais Produtos em Mercado de Capitais • Renda Fixa: NP, Debêntures, Debêntures Incentivadas, Securitizações, FIDC, CRI e Bonds. • Renda Variável: IPO, Follow on e OPA. • Financiamento de projetos – Project Finance • Private Equity e Venture Capital Mercado de Capitais h Os principais títulos emitidos no país e fora do país são: Ø Debêntures (conversíveis ou não) Ø CRIs Ø FDICs Ø NPs Ø Ações Ø ADRs e BDRs Ø Bonds Captações em Renda Fixa h Operações de longo prazo para grandes e médias companhias para investimentos – Isenção de IR. h Considerar despesas de advogados, bancos estruturadores, publicações e registros. Dados do Mercado de RendaFixa Brazil – negative perspective for 2015 (Fitch and Moody’s) Brazil’s Credit Rating Investment Grade in 2008 Our credit risk is much better than in 2002 but still high Last emissions – May 2013 – 10 year Global Bond 4.2% ay 0.98% over US Treasury July 2014 – 30 year Global Bond 5.13% ay 1.87% over US Treasury Investment Grade 10Y BRL Global Bond – US Treasury + 1.58% py 10Y BRL Global Bond US Treasury + 1.78% py para 2.26% py Mercado de Capitais – Renda Fixa h Mercado doméstico principalmente para investidores institucionais e PF qualificados. Mercado de Capitais – Renda Fixa Local debt capital markets – very important Corporate funding source, but only 2.6% of GDP py average maturity 6 to 10 years – 2012 USA made 4.981 deals in 2012 with a volume of US$ 2,5 trillion - 15,9% of GDP Fonte:ANBIMA CVM 400 • Instrução que dispõe sobre ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos mercados primário ou secundário para empresas S/A de capital aberto. • Ofertas registradas na CVM • Necessidade de rating • Distribuição para todos os tipos de investidores do mercado • Processo completo com utilização de escritura pública de emissão, prospecto, anúncios e material publicitário. • Prazo de estruturação – em média 3 meses CVM 476 • Instrução que dispõe sobre ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários com esforços restritos nos mercados regulamentados • Dispensam registro na CVM • Destinadas a investidores qualificados • Ofertadas a no máximo 50 investidores e sendo subscrita por no máximo 20 deles • Documentação simplificada • Não há obrigatoriedade de prospecto • Não necessita de rating • Prazo de estruturação – em média 2 meses NP • Título de crédito que representa uma promessa de pagamento • Também chamadas de Commercial Paper • Emissor - empresas Ltda, S/A capital aberto ou fechado • Recursos utilizados geralmente para capital de giro • Prazo de 30 a 360 dias – 180 dias para Ltda e S/A fechada • Taxas – pré, pós, flutuante ou em dólares • Não tem incidência de IOF • Garantias – Real, Flutuante (70% do valor do ativo), Quirografária ou Subordinada (preferência sobre acionistas) • Covenants • Operacionalizadas no CETIP e negociadas no Bovespa Fix • Vantagens – rapidez, padronização, taxas de mercado, isenção de IOF • Acesso a investidores qualificados Debêntures • Título de crédito que representa uma promessa de pagamento • Emissor - empresas S/A de capital aberto ou fechado – não financeiras • Taxa prefixada, pós fixada, flutuante ou em dólares • Classes - simples ou conversíveis em ações • Recursos utilizados geralmente para investimentos ou capital de giro • Prazo – não há prazo máximo • Não tem incidência de IOF Debêntures • Garantias – Real, Flutuante (70% do valor do ativo) ou Subordinada (preferência sobre acionistas) • Covenants • Registrada no CETIP e CVM; e negociadas no Bovespa Fix • Vantagens – rapidez, padronização, taxas de mercado, isenção de IOF • Tem mercado secundário • Possibilidade de Green Shoe – 35% de aumento na oferta Debêntures Mercado de R$ 89 bi em 2012, R$ 69 bi em 2013 e R$ 57 bi em 2014 5,8 em 2013 5,3 em 2014 Securitização de recebíveis • Emissão de títulos com lastro dos recebíveis, geralmente pulverizados • Recebíveis - Títulos com direito de crédito originado de venda de bens, serviços, operação imobiliária ou agrícola e exportação • Pode-se criar uma SPE, securitizadora, que emite um título, por exemplo uma debênture, capta recursos, adquire recebíveis com deságio via cessão e os dá em caução para a debênture • SPE segrega o risco da empresa que toma os recursos Securitização de recebíveis • Exemplos de recebíveis – contratos de locação, pedágio de rodovias, contas de luz, faturas de cartão de crédito, exportações, mensalidades escolares, mensalidade de planos de saúde, carteira de crédito de bancos, etc. • Cessão irrevogável e irretratável • Separação do risco de crédito com o risco dos recebíveis • Estruturas auto liquidáveis FIDC • Fundo de Investimento em Direitos Creditórios • Também chamado de “Fundo de Recebíveis” • Recursos utilizados geralmente para capital de giro • Os direitos creditórios são direitos e títulos representativos de crédito, originários de operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços. • A aplicação em FIDC é restrita a investidores qualificados, nos termos do artigo 109, da Instrução CVM nº 409, de 18 de agosto de 2004 FIDC • Os fundos poderão ser abertos com resgate de suas cotas a qualquer momento ou fechados onde o resgate ocorre na sua liquidação. • Classes de cotas – Sênior – Subordinada - ao resgate das cotas seniores • Cotas subordinadas funcionam como uma espécie de garantia ou um “colchão” para eventuais inadimplências • Muitas vezes o rating dos fundos é melhor do que o da empresa • Permite a securitização de ativos não performados - prestação futura de serviços, contratos de fabricação e entrega futura. Source: FGV – Central Banks - Itaú Unibanco 62.2% in January 2015 Espaço para crescimento em imobiliário Fonte: FGV – Central Banks – Itaú Unibanco 10.5% in January 2015 CRI • Certificado de Recebíveis Imobiliários - Título de crédito, lastreado em créditos imobiliários ou aluguéis e “built to suit” • Contratos geralmente de longo prazo • É emitido exclusivamente pelas companhias securitizadoras • Pode ser adquirido por pessoas físicas e jurídicas • Geralmente comprada por investidor qualificado • Taxa prefixada, pós fixada ou flutuante • Isento de Imposto de Renda para investidores pessoas físicas CRI • Permite captação de recursos nos mercados financeiros e de capitais. • Único título que gera lastro para financiamentos imobiliários e garantia real ao investidor. • Propicia novas alavancagens financeiras para empresas incorporadoras, construtoras, imobiliárias e instituições financeiras. • Garantia – alienação fiduciária dos ativos imobiliários e recebíveis • Geralmente indexados ao IPCA – não podem ser indexadas ao dólar Fundos Imobiliários - FII • Criados em 1993 pela Lei nº 8.668/93. Res. 472. • Registrado na CVM pelas Res. 400 ou 476 • Em média vendido 77% para PF e 13% para Investidores Institucionais Títulos de renda fixa – emissões externas • Títulos lançados no exterior por empresa nacionais ou estabelecidas no país • Commercial Paper ou Bills (até 1 ano), Notes (até 10 anos), Bonds (acima de 10 anos) • Eurobonds - títulos denominados em dólar mas fora dos EUA • Fixed rate (vendidos ao par com deságio) ou Floting rate (treasury mais prêmio ou libor mais prêmio) Títulos de renda fixa – emissões externas • IOF de 6% na emissão com prazo menor que 5 anos • IR de 15% sobre remessa de juros ou 25% para paraísos fiscais • Emissão de put – possibilidade de venda ao emissor antes do resgate • Emissão de call - possibilidade de compra pelo emissor antes do resgate Sindicalização • Operação de financiamento estruturado onde um grupo de financiadores se junta para prover recursos para uma companhia. • Os financiadores dividem na proporção de sua participação no financiamento, os ganhos e eventuais perdas, bem como as garantias incluídas. • O estruturador da operação recebe uma comissão pela estruturação e pela distribuição da transação. Sindicalização • A complexidade da operação aumenta pela estrutura de garantias, covenants, controles, companh ias envo lv idas , ins t rumento de f inanciamento, necessidade de registros, necessidade de transparência, participantes internacionais, etc. • Regime de distribuição - geralmentefeitas com garantia firme, melhores esforços ou em club deals. Case Braskem • Analise estrategicamente (SWOT e Porter) e financeiramente a empresa e o projeto (índices e fluxo de caixa projetado) • Você concederia o empréstimo pedido pela companhia? Em quais condições?