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Prof. Thiago Leite, Prof. Matthaus Marçal Pavanini Cardoso
25 Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
Curso Interativo de Direito Ambiental para
Carreiras Jurídicas
Documento última vez atualizado em 28/06/2024 às 06:34.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Índice
25.1) Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25.1.1) Loteamento e Desmembramento
25.1.2) Contratos
25.1.3) Disposições Gerais, Penais e Finais
25.2) Lista de Questões
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
Disposições Preliminares
A Constituição Federal, ao tratar da organização do Estado, no capítulo correspondente 
aos municípios, no art. 30, inciso VIII, estabelece que compete ao Município promover, no 
que couber, o adequado ordenamento territorial, através do planejamento e controle do 
uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, sendo do mesmo modo, competente 
o Distrito Federal.
 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Como já estudado, o parcelamento do solo urbano é apresentado como um instrumento de 
execução política de desenvolvimento e expansão urbanos no âmbito do município, de acordo 
com a exegese do art. 2° do Estatuto da Cidade, com o objetivo de ordenar de forma plena o 
desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana.
Nesse sentido, o Município deverá planejar o desenvolvimento das cidades, a distribuição 
espacial da população e as atividades econômicas, visando evitar e corrigir os 
desvirtuamentos do crescimento urbano e possíveis efeitos negativos sobre o meio 
ambiente. Cumpre assinalar que é imprescindível distinguir a área urbana da área rural, pois 
essa definição determinará a norma aplicada, bem como o ente federativo competente para 
legislar acerca desta matéria.
As diretrizes gerais a respeito do parcelamento do solo urbano estão expostas na Lei 6.766/79. 
Vejamos o seu primeiro artigo:
Art. 1º. O parcelamento do solo para fins urbanos será regido por esta Lei.
Parágrafo único - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão estabelecer normas 
complementares relativas ao parcelamento do solo municipal para adequar o previsto nesta Lei 
às peculiaridades regionais e locais.
Percebe-se que os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão atuar de acordo 
com o interesse regional e local, evidentemente, em consonância com as normas gerais 
determinadas pela União.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Nessa senda, a partir do art.2°, verificamos nas disposições preliminares que o parcelamento do 
solo urbano poderá ser efetuado através do loteamento ou desmembramento.
Art. 2º. O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou 
desmembramento, observadas as disposições desta Lei e as das legislações estaduais e 
municipais pertinentes.
§ 1º Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com 
abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação 
ou ampliação das vias existentes.
§ 2º Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, 
com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de novas 
vias e logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já 
existentes.
§ 4º Considera-se lote o terreno servido de infraestrutura básica cujas dimensões atendam aos 
índices urbanísticos definidos pelo plano diretor ou lei municipal para a zona em que se situe. 
(Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 5° A infraestrutura básica dos parcelamentos é constituída pelos equipamentos urbanos de 
escoamento das águas pluviais, iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de 
água potável, energia elétrica pública e domiciliar e vias de circulação. (Redação dada pela Lei 
nº 11.445, de 2007).      
§ 6º A infraestrutura básica dos parcelamentos situados nas zonas habitacionais declaradas por 
lei como de interesse social (ZHIS) consistirá, no mínimo, de: (Incluído pela Lei nº 9.785, de 
1999)
I - vias de circulação; (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
II - escoamento das águas pluviais; (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
III - rede para o abastecimento de água potável; e (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
IV - soluções para o esgotamento sanitário e para a energia elétrica domiciliar. (Incluído pela 
Lei nº 9.785, de 1999)
§ 7º O lote poderá ser constituído sob a forma de imóvel autônomo ou de unidade imobiliária 
integrante de condomínio de lotes. (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)
§ 8º Constitui loteamento de acesso controlado a modalidade de loteamento, definida nos 
termos do § 1o deste artigo, cujo controle de acesso será regulamentado por ato do poder 
público Municipal, sendo vedado o impedimento de acesso a pedestres ou a condutores de 
veículos, não residentes, devidamente identificados ou cadastrados. (Incluído pela Lei nº 13.465, 
de 2017).
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Questão 2022 | 4000814547
(Prefeitura de Fortaleza – CE/Procurador do Município/CESPE-CEBRASPE – 2017) Com
relação a direitos reais, parcelamento do solo urbano, locação e registros públicos, julgue
o item seguinte.
Embora o município tenha o dever de �scalizar para impedir a realização de loteamento
irregular, ante a responsabilidade pelo uso e pela ocupação do solo urbano, a
regularização está no âmbito da discricionariedade, conforme entendimento paci�cado
no STJ.
Solução
Gabarito: Errado.
O loteamento vai exigir o prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes ou a 
abertura de novas vias e novos logradouros públicos. Por outro lado, o desmembramento não 
interfere nem para modificar, aumentar ou criar vias públicas ou logradouros públicos. Nesse 
caso, é necessário apenas da abertura de uma rua para que se trate de loteamento.
Ainda de acordo com o art. 2°, o lote é considerado como o terreno servido de infraestrutura 
básica cujas dimensões atendam aos índices urbanísticos definidos pelo plano diretor ou lei 
municipal para a zona em que se situe, enquanto a gleba é a área que ainda não foi objeto de 
desmembramento legal ou loteamento.
Além disso, é fixado os parâmetros quanto a infraestrutura básica dos parcelamentos, 
estabelecendo a necessidade da presença de equipamentos urbanos de escoamento das águas 
pluviais, iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água potável, energia 
elétrica pública e domiciliar e vias de circulação. Cumpre assinalar, que quando se tratar de 
zonas habitacionais declaradas por lei como de interesse social (ZHIS) deverá haver no 
mínimo, vias de circulação, escoamento das águas pluviais, rede para o abastecimento de água 
potável, e soluções para o esgotamento sanitário e para a energia elétrica domiciliar.              
A Lei nº 13.465, de 2017 acrescentou o parágrafo § 8°, definindo como loteamento de acesso 
controlado a modalidade de loteamento, definida nos termos do § 1o deste artigo, cujo controle 
de acesso será regulamentado por ato do poder público Municipal, sendo vedado o 
impedimento de acesso a pedestres ou a condutores de veículos, não residentes, devidamente 
identificados ou cadastrados.
Art. 3º Somente será admitido o parcelamento do solo para fins urbanos em zonas urbanas, de 
expansão urbana ou de urbanização específica, assim definidas pelo plano diretor ou aprovadas 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Questão 2022 | 4000814548
(Câmara de Serrana – SP/Procurador Jurídico/VUNESP – 2019) A Prefeitura recebeu três
requerimentos de aprovação de projetos de loteamento:
i)relacionados à validade do contrato 
de promessa de compra e venda. Nesse sentido, inicialmente cumpre mencionar que se 
admite tanto a escritura pública como a particular para a celebração dos compromissos de 
compra e venda, das cessões ou promessas de cessão.
Cumprindo a formalidade estabelecida no art. 18, VI, a minuta do contrato deverá ser 
apresentado pelo loteador quando do registro do Projeto de Aprovação de Loteamento, pois 
possui a natureza de contrato de adesão. A promessa, acompanhada da comprovação da 
quitação do preço é título apto ao registro definitivo da propriedade, nos termos do parágrafo 
sexto do art. 26.
Além disso, há permissivo para o estabelecimento de restrições urbanísticas, segundo o 
disposto no inciso VII do art. 26, onde poderá haver a atuação da vontade privada que será 
ratificada de acordo com as leis locais urbanísticas, no âmbito da ordem urbana.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 30/47
Além disso, entende-se na doutrina que o rol apresentado nos incisos do art. 26 é meramente 
exemplificativo, trazendo um conteúdo mínimo na minuta contrato de compra e venda. Entre 
eles, está a possibilidade da existência de cláusula penal no caso de inadimplência parcial do 
contrato.
Insta consignar, o disposto no parágrafo quinto, que dispõe a mutação da posse em 
propriedade em virtude do registro público da sentença oriunda do processo de 
desapropriação que determina o valor da indenização, trazendo consigo, dessa forma, 
maior garantia aos ocupantes do terreno.
Art. 26-A.  Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento 
devem ser iniciados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações constantes do 
art. 26 desta Lei:  (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
I - o preço total a ser pago pelo imóvel;                (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
II - o valor referente à corretagem, suas condições de pagamento e a identificação precisa de 
seu beneficiário;                (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
III - a forma de pagamento do preço, com indicação clara dos valores e vencimentos das 
parcelas;                   (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
IV - os índices de correção monetária aplicáveis ao contrato e, quando houver pluralidade de 
índices, o período de aplicação de cada um;                 (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
V - as consequências do desfazimento do contrato, seja mediante distrato, seja por meio de 
resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do loteador, 
com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução de 
valores ao adquirente;                (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
VI - as taxas de juros eventualmente aplicadas, se mensais ou anuais, se nominais ou efetivas, o 
seu período de incidência e o sistema de amortização;                                (Incluído pela Lei nº 13.786, 
de 2018)
VII - as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, 
do direito de arrependimento previsto no art. 49 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 
(Código de Defesa do Consumidor), em todos os contratos firmados em estandes de vendas e 
fora da sede do loteador ou do estabelecimento comercial;                                      (Incluído pela Lei nº 
13.786, de 2018)
VIII - o prazo para quitação das obrigações pelo adquirente após a obtenção do termo de 
vistoria de obras;                     (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
IX - informações acerca dos ônus que recaiam sobre o imóvel;                                      (Incluído pela Lei 
nº 13.786, de 2018)
X - o número do registro do loteamento ou do desmembramento, a matrícula do imóvel e a 
identificação do cartório de registro de imóveis competente; (Incluído pela Lei nº 13.786, de 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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2018)
XI - o termo final para a execução do projeto referido no § 1º do art. 12 desta Lei e a data do 
protocolo do pedido de emissão do termo de vistoria de obras.                                       (Incluído pela Lei 
nº 13.786, de 2018)
§ 1º Identificada a ausência de quaisquer das informações previstas no caput deste artigo, será 
concedido prazo de 30 (trinta) dias para aditamento do contrato e saneamento da omissão, 
findo o qual, essa omissão, se não sanada, caracterizará justa causa para rescisão contratual por 
parte do adquirente.                     (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
§ 2º A efetivação das consequências do desfazimento do contrato, mencionadas no inciso V do 
caput deste artigo, dependerá de anuência prévia e específica do adquirente a seu respeito, 
mediante assinatura junto a essas cláusulas, que deverão ser redigidas conforme o disposto no 
§ 4º do art. 54 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do 
Consumidor).                    (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
A Lei 13.786 de 2018, trouxe importantes inovações à Lei 6.766/79, através da inclusão do 
art. 26-A, acrescentando novas indicações, aos contratos de compra e venda, cessão ou 
promessa de cessão de loteamento, além das estabelecidas no art. 26. Tais alterações, 
visam disciplinar a resolução do contrato por inadimplemento do adquirente de unidade 
imobiliária em incorporação imobiliária e em parcelamento de solo urbano, fazendo sua 
regulação e adequação com o Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078, de 11 de 
setembro de 1990.
Art. 27. Se aquele que se obrigou a concluir contrato de promessa de venda ou de cessão não 
cumprir a obrigação, o credor poderá notificar o devedor para outorga do contrato ou 
oferecimento de impugnação no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de proceder-se ao registro 
de pré-contrato, passando as relações entre as partes a serem regidas pelo contrato-padrão.
§ 1o Para fins deste artigo, terão o mesmo valor de pré-contrato a promessa de cessão, a 
proposta de compra, a reserva de lote ou qualquer, outro instrumento, do qual conste a 
manifestação da vontade das partes, a indicação do lote, o preço e modo de pagamento, e a 
promessa de contratar.
§ 2º O registro de que trata este artigo não será procedido se a parte que o requereu não 
comprovar haver cumprido a sua prestação, nem a oferecer na forma devida, salvo se ainda 
não exigível.
§ 3o Havendo impugnação daquele que se comprometeu a concluir o contrato, observar-se-á o 
disposto nos arts. 639 e 640 do Código de Processo Civil.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 32/47
O art. 27 da Lei 6.766/79, traz a gestão do pré-contrato, fixando a possibilidade do seu registro 
público e estabelecendo que possuem a mesma natureza do pré-contrato a promessa de 
cessão, a proposta de compra, a reserva de lote ou qualquer, outro instrumento, do qual conste 
a manifestação da vontade das partes, a indicação do lote, o preço e modo de pagamento, e a 
promessa de contratar.
Cumpre assinalar, que considerando os valores envolvidos no pré-contrato, para o seu registro 
é necessário a comprovação de garantias ao promitente comprador, ou seja, não haverá 
registro se a parte que o requereu não comprovar haver cumprido a sua prestação, nem a 
oferecer na forma devida, salvo se ainda não exigível.
É importante o conhecimento de que os artigos citados no parágrafo 3° do art. 27, foram 
revogados, quando da entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil de 2015, sendo 
tratados atualmente no art. 501, do referido Código, que regula a adjudicação compulsória.
Art. 28. Qualquer alteração ou cancelamento parcial do loteamento registrado dependerá de 
acordo entre o loteador e os adquirentes de lotes atingidos pela alteração, bem como da 
aprovação pela Prefeitura Municipal, ou do Distrito Federal quando for o caso, devendo ser 
depositada no Registrode Imóveis, em complemento ao projeto original com a devida 
averbação.
No art. 28, é trazido a possibilidade de alteração parcial do loteamento. No entanto, 
diferentemente, do art. 17 da lei, que trata apenas da alteração dos espaços públicos e do artigo 
23 que fala do cancelamento total do parcelamento da gleba, no art. 28 esse alcance é 
ampliado. Insta consignar, que a mudança parcial do parcelamento, deverá ser averbada junto 
ao registro.
Art. 29. Aquele que adquirir a propriedade loteada mediante ato inter vivos, ou por sucessão 
causa mortis, sucederá o transmitente em todos os seus direitos e obrigações, ficando obrigado 
a respeitar os compromissos de compra e venda ou as promessas de cessão, em todas as suas 
cláusulas, sendo nula qualquer disposição em contrário, ressalvado o direito do herdeiro ou 
legatário de renunciar à herança ou ao legado.
A sucessão de adquirentes é forma lícita de transmissão de adquirentes, desde que 
convencionada na implantação do loteamento e que não descumpra as normas legais 
referentes a esse instituto. É imperioso mencionar, que as cláusulas devem estar presentes no 
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instrumento de compra e venda e do registro, visando obrigar os futuros adquirentes, seja por 
transmissão inter vivos ou causa mortis.
Nessa senda, as obrigações também serão transmitidas, tendo o sucessor que continuar com o 
ajuste, devendo respeitar o pagamento do preço ou assinando o contrato definitivo, não sendo 
possível reaver o bem cuja venda já fora anteriormente prometida.
Art. 30. A sentença declaratória de falência ou da insolvência de qualquer das partes não 
rescindirá os contratos de compromisso de compra e venda ou de promessa de cessão que 
tenham por objeto a área loteada ou lotes da mesma. Se a falência ou insolvência for do 
proprietário da área loteada ou do titular de direito sobre ela, incumbirá ao síndico ou ao 
administrador dar cumprimento aos referidos contratos; se do adquirente do lote, seus direitos 
serão levados à praça.
Com a decretação de falência, o legislador preocupou-se com o cumprimento do contrato de 
compromisso de compra e venda, de promessa de cessão. A falência ou insolvência não 
determinará a resolução dos contratos e se for do proprietário da área loteada ou do titular de 
direito sobre ela, incumbirá ao síndico ou ao administrador dar cumprimento aos referidos 
contratos; se do adquirente do lote, seus direitos serão levados à praça.
Art. 31. O contrato particular pode ser transferido por simples trespasse, lançado no verso das 
vias em poder das partes, ou por instrumento em separado, declarando-se o número do 
registro do loteamento, o valor da cessão e a qualificação do cessionário, para o devido registro.
§ 1o A cessão independe da anuência do loteador mas, em relação a este, seus efeitos só se 
produzem depois de cientificado, por escrito, pelas partes ou quando registrada a cessão.
§ 2o - Uma vez registrada a cessão, feita sem anuência do loteador, o Oficial do Registro dar-
lhe-á ciência, por escrito, dentro de 10 (dez) dias.
No art. 31, vemos o regulamento acerca da cessão dos contratos de promessa e compra e 
venda, podendo ser transferido via trespasse ou por instrumento independente, com a 
declaração do número do registro de loteamento, valor da cessão e a qualificação do 
cessionário, para que ocorra o registro.
Outra informação importante é a de que a transferência independe da anuência do loteador, 
sendo que em relação a este, os seus efeitos só serão efetivos após a sua ciência. É possível 
que seja realizada também a transferência a outrem do valor do crédito do preço do imóvel.
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Art. 32. Vencida e não paga a prestação, o contrato será considerado rescindido 30 (trinta) dias 
depois de constituído em mora o devedor.
§ 1º Para os fins deste artigo o devedor-adquirente será intimado, a requerimento do credor, 
pelo Oficial do Registro de Imóveis, a satisfazer as prestações vencidas e as que se vencerem 
até a data do pagamento, os juros convencionados e as custas de intimação.
§ 2º Purgada a mora, convalescerá o contrato.
§ 3º - Com a certidão de não haver sido feito o pagamento em cartório, o vendedor requererá 
ao Oficial do Registro o cancelamento da averbação.
Art. 32-A.  Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o 
disposto no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com 
base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço 
do imóvel, podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:                                            
(Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
I - os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta 
e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a 
partir da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao 
loteador;                     (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
II - o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, 
limitado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atualizado do contrato;                                        
(Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
III - os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente;    (Incluído 
pela Lei nº 13.786, de 2018)
IV - os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições 
condominiais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas 
vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição 
e/ou rescisão;                   (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
V - a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.                                      (Incluído 
pela Lei nº 13.786, de 2018)
§ 1º  O pagamento da restituição ocorrerá em até 12 (doze) parcelas mensais, com início após o 
seguinte prazo de carência:                (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
I - em loteamentos com obras em andamento: no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias 
após o prazo previsto em contrato para conclusão das obras;                                  (Incluído pela Lei nº 
13.786, de 2018)
II - em loteamentos com obras concluídas: no prazo máximo de 12 (doze) meses após a 
formalização da rescisão contratual.                (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
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25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 35/47
§ 2º  Somente será efetuado registro do contrato de nova venda se for comprovado o início da 
restituição do valor pago pelo vendedor ao titular do registro cancelado na forma e condições 
pactuadas no distrato, dispensada essa comprovação nos casos em que o adquirente não for 
localizado ou não tiver se manifestado, nos termos do art. 32 desta Lei.                                    (Incluído 
pela Lei nº 13.786, de 2018)
§ 3º  O procedimento previsto neste artigo não se aplica aos contratos e escrituras de compra 
e venda de lote sob a modalidade de alienação fiduciária nos termos da Lei n° 9.514, de 20 de 
novembro de 1997.                  (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
A partir do art. 32, vemos o disposto acerca da rescisão do contrato de promessa de compra e 
venda. Vencida e não paga a prestação, o contrato será considerado rescindido após 30 (trinta) 
dias da constituição em mora do devedor. É necessário que ocorra a intimação do devedor nos 
termos do art. 26, V da lei de parcelamento de solo.
A lei 13.176/2018 incluiu também o art. 32-A, novamente estabelecendo a adequação dos 
institutos dessa lei com o Código de Defesa do consumidor. Nesse sentido, estabeleceos 
parâmetros relacionados a resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o 
disposto no § 2º deste artigo, devendo ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com 
base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço 
do imóvel. Além disso, estabelece os prazos para pagamento da restituição e os procedimentos 
para a regularização de novo contrato de compra e venda dos lotes.
Art. 33. Se o credor das prestações se recusar recebê-las ou furtar-se ao seu recebimento, será 
constituído em mora mediante notificação do Oficial do Registro de Imóveis para vir receber as 
importâncias depositadas pelo devedor no próprio Registro de Imóveis. Decorridos 15 (quinze) 
dias após o recebimento da intimação, considerar-se-á efetuado o pagamento, a menos que o 
credor impugne o depósito e, alegando inadimplemento do devedor, requeira a intimação deste 
para os fins do disposto no art. 32 desta Lei.
No art. 33, há a possibilidade da utilização da consignação em pagamento, quando houver 
recusa, por parte do credor das prestações em recebê-las. A consignação abrange apenas as 
parcelas em atraso. Decorridos 15 (quinze) dias após o recebimento da intimação, considerar-
se-á efetuado o pagamento, a menos que o credor impugne o depósito e, alegando 
inadimplemento do devedor, requeira a intimação deste para os fins do disposto no art. 32 
desta Lei.
Art. 34. Em qualquer caso de rescisão por inadimplemento do adquirente, as benfeitorias 
necessárias ou úteis por ele levadas a efeito no imóvel deverão ser indenizadas, sendo de 
nenhum efeito qualquer disposição contratual em contrário.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 36/47
§ 1º  Não serão indenizadas as benfeitorias feitas em desconformidade com o contrato ou com 
a lei.                   (Redação dada pela Lei nº 13.786, de 2018)
§ 2º  No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador, na 
hipótese do caput deste artigo, obrigado a alienar o imóvel mediante leilão judicial ou 
extrajudicial, nos termos da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997.                                      (Incluído 
pela Lei nº 13.786, de 2018)
Com a rescisão por inadimplemento, surge a necessidade de estabelecer requisitos que 
permitam manter um equilíbrio entre as prestações. Isso porque, é possível a existência de 
benefícios durante o tempo em que havia a relação contratual. Diante disso, o art. 34, fixa 
regras quanto à indenização das benfeitorias necessários ou úteis que possam ter sido 
implementadas. Em qualquer caso de rescisão por inadimplemento do adquirente, as referidas 
benfeitorias serão indenizadas. Não serão indenizadas as benfeitorias realizadas em 
desconformidade com o contrato ou a lei, conforme o disposto no parágrafo 1° incluído pela Lei 
13.176/2018.
Também recentemente introduzido pela Lei 13.176/2018, o parágrafo 2° estipulou que passados 
60 (sessenta) dias após a constituição do devedor em mora, fica o loteador, na hipótese do 
caput deste artigo, obrigado a alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial, nos 
termos da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997.
Art. 35.  Se ocorrer o cancelamento do registro por inadimplemento do contrato, e tiver sido 
realizado o pagamento de mais de 1/3 (um terço) do preço ajustado, o oficial do registro de 
imóveis mencionará esse fato e a quantia paga no ato do cancelamento, e somente será 
efetuado novo registro relativo ao mesmo lote, mediante apresentação do distrato assinado 
pelas partes e a comprovação do pagamento da parcela única ou da primeira parcela do 
montante a ser restituído ao adquirente, na forma do art. 32-A desta Lei, ao titular do registro 
cancelado, ou mediante depósito em dinheiro à sua disposição no registro de 
imóveis.                   (Redação dada pela Lei nº 13.786, de 2018)
§ 1º Ocorrendo o depósito a que se refere este artigo, o Oficial do Registro de Imóveis intimará 
o interessado para vir recebê-lo no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de ser devolvido ao 
depositante.
§ 2º No caso de não se encontrado o interessado, o Oficial do Registro de Imóveis depositará 
quantia em estabelecimento de crédito, segundo a ordem prevista no inciso I do art. 666 do 
Código de Processo Civil, em conta com incidência de juros e correção monetária.
§ 3º  A obrigação de comprovação prévia de pagamento da parcela única ou da primeira 
parcela como condição para efetivação de novo registro, prevista no caput deste artigo, poderá 
ser dispensada se as partes convencionarem de modo diverso e de forma expressa no 
documento de distrato por elas assinado.                    (Incluído pela Lei nº 13.786, de 2018)
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 37/47
No mesmo caminho da sistemática introduzida pela Lei 13.786/18, houve alteração do disposto 
no artigo 35, recebendo alterações no caput e sendo incluído o parágrafo 3° à lei. São 
discutidos os procedimentos acerca dos valores anteriormente pagos, com a fixação da 
devolução dos valores pagos que excedam um terço do total. O valor até 1/3 (um terço) ficaria 
com o promitente vendedor à título de multa. Com a alteração promovida, foi inserido que 
somente poderá ser feito novo registro relativo ao mesmo lote, mediante apresentação do 
distrato assinado pelas partes e a comprovação do pagamento da parcela única ou da primeira 
parcela do montante a ser restituído ao adquirente, na forma do art. 32-A desta Lei, ao titular 
do registro cancelado, ou mediante depósito em dinheiro à sua disposição no registro de 
imóveis.
O parágrafo 3° estabelece uma ressalva à posição apresentada no caput ao mencionar que 
o encargo da comprovação prévia de pagamento da parcela única ou da primeira parcela 
como condição para efetivação de novo registro, poderá ser objeto de dispensa de acordo 
com convenção das partes e de forma expressa no documento de distrato por elas 
formalizado.
Art. 36. O registro do compromisso, cessão ou promessa de cessão só poderá ser cancelado:
I - por decisão judicial;
II - a requerimento conjunto das partes contratantes;
III - quando houver rescisão comprovada do contrato.
Art. 36-A.  As atividades desenvolvidas pelas associações de proprietários de imóveis, titulares 
de direitos ou moradores em loteamentos ou empreendimentos assemelhados, desde que não 
tenham fins lucrativos, bem como pelas entidades civis organizadas em função da solidariedade 
de interesses coletivos desse público com o objetivo de administração, conservação, 
manutenção, disciplina de utilização e convivência, visando à valorização dos imóveis que 
compõem o empreendimento, tendo em vista a sua natureza jurídica, vinculam-se, por critérios 
de afinidade, similitude e conexão, à atividade de administração de imóveis.                                        
(Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)
Parágrafo único.  A administração de imóveis na forma do caput deste artigo sujeita seus 
titulares à normatização e à disciplina constantes de seus atos constitutivos, cotizando-se na 
forma desses atos para suportar a consecução dos seus objetivos.                                                (Incluído 
pela Lei nº 13.465, de 2017)
No artigo 36 temos as hipóteses de cancelamento do registro do compromisso, cessão ou 
promessa de cessão, demandando apenas uma percuciente leitura.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 38/47
Questão 2019 | 61973864
Considerando a legislação que dispõe sobre parcelamento do solo urbano, julgue o item
que se segue. 
Os contratos de promessa de cessão de loteamento �rmados em estandes de vendas e
fora da sede do loteador devem conter informações acerca da possibilidade de o
adquirente do imóvel exercer o direito de arrependimento previsto na legislação
consumerista. 
Solução
Gabarito: Certo.CERTA.
A questão exigiu o conhecimento da Lei n.º 6.766/1979 , com as novidades trazidas pela
Lei 13.786/2018:
"Art. 26-A. Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento
devem ser iniciados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações
constantes do art. 26 desta Lei:
(...)
VII - as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do
imóvel, do direito de arrependimento previsto no art. 49 da Lei n.º 8.078, de 11 de
setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), em todos os contratos �rmados em
estandes de vendas e fora da sede do loteador ou do estabelecimento comercial;"
Por sua vez, o art. 49 do CDC prevê que:
"Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a
contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do
estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste
artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de re�exão,
serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados."
Portanto, correta a questão. A pessoa que �rmar contrato de compra e venda, cessão ou
promessa de cessão de loteamento em estandes de vendas e fora da sede do loteador ou
Por outro lado, no artigo 36-A, verificamos a criação e cobrança de taxas para 
conservação de condomínios de fato por associações de moradores. Anteriormente 
discutida nos tribunais superiores – como, por exemplo, a Tese 882 de Jurisprudência do 
Tribunal Superior de Justiça - a matéria passou a ser regulada nesse artigo.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 39/47
de estabelecimento comercial poderá exercer o direito de arrependimento, nos termos
previstos no art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, e esse direito potestativo, a
partir da Lei 13786/2018, deve constar expressamente no quadro-resumo do instrumento
desses ajustes, nos termos do art. 26-A da Lei Lehmann (Lei 6766/1979).
Disposições Gerais, Penais e Finais
Disposições Gerais
A partir do art. 37, são elencadas as disposições gerais, senão vejamos:
Art. 37. É vedado vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento não 
registrado.
Art. 38. Verificado que o loteamento ou desmembramento não se acha registrado ou 
regularmente executado ou notificado pela Prefeitura Municipal, ou pelo Distrito Federal 
quando for o caso, deverá o adquirente do lote suspender o pagamento das prestações 
restantes e notificar o loteador para suprir a falta.
§ 1º Ocorrendo a suspensão do pagamento das prestações restantes, na forma do caput deste 
artigo, o adquirente efetuará o depósito das prestações devidas junto ao Registro de Imóveis 
competente, que as depositará em estabelecimento de crédito, segundo a ordem prevista no 
inciso I do art. 666 do Código de Processo Civil, em conta com incidência de juros e correção 
monetária, cuja movimentação dependerá de prévia autorização judicial.
§ 2º A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, ou o Ministério Público, 
poderá promover a notificação ao loteador prevista no caput deste artigo.
§ 3º Regularizado o loteamento pelo loteador, este promoverá judicialmente a autorização para 
levantar as prestações depositadas, com os acréscimos de correção monetária e juros, sendo 
necessária a citação da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, para integrar o 
processo judicial aqui previsto, bem como audiência do Ministério Público.
§ 4º Após o reconhecimento judicial de regularidade do loteamento, o loteador notificará os 
adquirentes dos lotes, por intermédio do Registro de Imóveis competente, para que passem a 
pagar diretamente as prestações restantes, a contar da data da notificação.
§ 5º No caso de o loteador deixar de atender à notificação até o vencimento do prazo 
contratual, ou quando o loteamento ou desmembramento for regularizado pela Prefeitura 
Municipal, ou pelo Distrito Federal quando for o caso, nos termos do art. 40 desta Lei, o 
loteador não poderá, a qualquer título, exigir o recebimento das prestações depositadas.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 40/47
No artigo 37, da Lei 6.776/79 estabelece a vedação legal de venda ou promessa de venda 
de parcela de loteamento ou desmembramento não registrado. Tal vedação, tem o objetivo 
de evitar a existência de construções com infraestrutura precária e fora dos ditames 
urbanísticos, além de se evitar também possível lesão a direito de terceiros.
No artigo 38, é disciplinado a possibilidade da suspensão do pagamento do lote pelo 
adquirente, diante de justa causa. É referida como justa causa, a verificação da irregularidade 
do lote, em casos que envolvam falta de registro ou desvios na execução.
Diante disso, é possível a execução judicial através da consignação em pagamento das 
prestações até a regularização do empreendimento. Atualmente, a matéria é disciplinada no 
art. 840, I do Código de Processo Civil.
Art.39. Será nula de pleno direito a cláusula de rescisão de contrato por inadimplemento do 
adquirente, quando o loteamento não estiver regularmente inscrito.
Art. 40. A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, se desatendida pelo 
loteador a notificação, poderá regularizar loteamento ou desmembramento não autorizado ou 
executado sem observância das determinações do ato administrativo de licença, para evitar 
lesão aos seus padrões de desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes de 
lotes.
§ 1º A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, que promover a 
regularização, na forma deste artigo, obterá judicialmente o levantamento das prestações 
depositadas, com os respectivos acréscimos de correção monetária e juros, nos termos do § 1º 
do art. 38 desta Lei, a título de ressarcimento das importâncias despendidas com equipamentos 
urbanos ou expropriações necessárias para regularizar o loteamento ou desmembramento.
§ 2º As importâncias despendidas pela Prefeitura Municipal, ou pelo Distrito Federal quando for 
o caso, para regularizar o loteamento ou desmembramento, caso não sejam integralmente 
ressarcidas conforme o disposto no parágrafo anterior, serão exigidas na parte faltante do 
loteador, aplicando-se o disposto no art. 47 desta Lei.
§ 3º No caso de o loteador não cumprir o estabelecido no parágrafo anterior, a Prefeitura 
Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, poderá receber as prestações dos 
adquirentes, até o valor devido.
§ 4º A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, para assegurar a 
regularização do loteamento ou desmembramento, bem como o ressarcimento integral de 
importâncias despendidas, ou a despender, poderá promover judicialmente os procedimentos 
cautelares necessários aos fins colimados.
§ 5o A regularização de um parcelamento pela Prefeitura Municipal, ou Distrito Federal, 
quando for o caso, não poderá contrariar o disposto nos arts. 3o e 4o desta Lei, ressalvado o 
disposto no § 1o desse último. (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 41/47
Considerando que ao falar do contrato de promessa e venda, estamos falando de um contrato 
comutativo, onde é necessário a observância de obrigações entre as partes. Diante disso, se 
porventura ocorrer inadimplência de uma delas, a outra poderá consequentemente deixar de 
cumprir a sua obrigação, sem que receba qualquer punição por isso. Evidentemente que só 
serão aplicadas estas medidas contratuais, se estivermos diante de um loteamento regular, ou 
seja, devidamente registrado e aprovado pela Prefeitura. Se porventura o loteamento for 
irregular, não há como o loteador rescindir o contratoem razão do não recebimento dos 
valores acordados, ou seja, o loteador irregular não poderá constituir em mora o comprador.
No art. 40 da Lei 6.766/79, verifica-se os aspectos relacionados à responsabilidade municipal, 
nos casos em que o lotador deixar de cumprir com a sua obrigação de implantar os serviços 
públicos necessários ao loteamento. A Prefeitura Municipal poderá levantar as prestações 
depositadas judicialmente pelos adquirentes e recebendo o restante dos loteadores ou receber 
diretamente dos promitentes compradores, visando o ressarcimento dos valores dispendidos 
para urbanizar o loteamento. Percebe-se nesse ponto, a indicação de exigências legais já 
assentes relacionadas com os casos em que o loteador foge de suas responsabilidades. Busca-
se então, mitigar os prejuízos causados com o passivo urbanístico gerado pela irregularidade do 
empreendimento.
Art. 41. Regularizado o loteamento ou desmembramento pela Prefeitura Municipal, ou pelo 
Distrito Federal quando for o caso, o adquirente do lote, comprovando o depósito de todas as 
prestações do preço avençado, poderá obter o registro, de propriedade do lote adquirido, 
valendo para tanto o compromisso de venda e compra devidamente firmado.
Art. 42. Nas desapropriações não serão considerados como loteados ou loteáveis, para fins de 
indenização, os terrenos ainda não vendidos ou compromissados, objeto de loteamento ou 
desmembramento não registrado.
Art. 43. Ocorrendo a execução de loteamento não aprovado, a destinação de áreas públicas 
exigidas no inciso I do art. 4º desta Lei não se poderá alterar sem prejuízo da aplicação das 
sanções administrativas, civis e criminais previstas.
Parágrafo único. Neste caso, o loteador ressarcirá a Prefeitura Municipal ou o Distrito Federal 
quando for o caso, em pecúnia ou em área equivalente, no dobro da diferença entre o total das 
áreas públicas exigidas e as efetivamente destinadas. (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
Art. 44. O Município, o Distrito Federal e o Estado poderão expropriar áreas urbanas ou de 
expansão urbana para reloteamento, demolição, reconstrução e incorporação, ressalvada a 
preferência dos expropriados para a aquisição de novas unidades.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 42/47
O artigo 41 prevê a hipótese em que não se exige a escritura definitiva de compra e venda para 
que seja efetivado o registro da propriedade, podendo ser apresentado apenas a promessa de 
compra e venda e a comprovação da quitação, não havendo a necessidade buscas meios 
judiciais.
Em hipóteses envolvendo desapropriação de terrenos nos quais o loteamento ainda não passou 
pelo registro, de acordo com o art. 42, não serão considerados os bens como um conjunto de 
lotes e sim uma unidade inteira não servida de infraestrutura urbana, o que influenciaria 
consideravelmente no valor da avaliação judicial para a fixação do preço da área.
De acordo com o art. 43, mesmo que ocorra a implantação de loteamento não registrado, a 
obrigação do loteador de doar áreas ao município não é afastada. Dessa forma, nessas 
hipóteses a lei estabelece como sanção o pagamento de valores ou a doação de terrenos em 
dobro da diferença entre o exigido pela lei e o de fato transferido como maneira de compensar 
a irregularidade ocorrida.
Ainda considerando as hipóteses de desapropriação, o artigo 44 da Lei 6.776/79, estabelece a 
possibilidade da desapropriação por interesse social, considerando que a propriedade objeto da 
expropriação será transferida a terceiros que demonstrem interesse. Nesses casos, de acordo 
com a lei, é estabelecido direito de preferência dos expropriados, havendo a possibilidade de, 
após a efetivação dos processos de urbanização local, eles readquiram a propriedade dos lotes.
Art. 45. O loteador, ainda que já tenha vendido todos os lotes, ou os vizinhos, são partes 
legítimas para promover ação destinada a impedir construção em desacordo com restrições 
legais ou contratuais.
Art. 46. O loteador não poderá fundamentar qualquer ação ou defesa na presente Lei sem 
apresentação dos registros e contratos a que ela se refere.
Art. 47. Se o loteador integrar grupo econômico ou financeiro, qualquer pessoa física ou 
jurídica desse grupo, beneficiária de qualquer forma do loteamento ou desmembramento 
irregular, será solidariamente responsável pelos prejuízos por ele causados aos compradores de 
lotes e ao Poder Público.
Art. 48. O foro competente para os procedimentos judiciais previstos nesta Lei será o da 
comarca da situação do lote.
Art. 49. As intimações e notificações previstas nesta Lei deverão ser feitas pessoalmente ao 
intimado ou notificado, que assinará o comprovante do recebimento, e poderão igualmente ser 
promovidas por meio dos Cartórios de Registro de Títulos e Documentos da Comarca da 
situação do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-las.
§ 1º Se o destinatário se recusar a dar recibo ou se furtar ao recebimento, ou se for 
desconhecido o seu paradeiro, o funcionário incumbido da diligência informará esta 
circunstância ao Oficial competente que a certificará, sob sua responsabilidade.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 43/47
§ 2º Certificada a ocorrência dos fatos mencionados no parágrafo anterior, a intimação ou 
notificação será feita por edital na forma desta Lei, começando o prazo a correr 10 (dez) dias 
após a última publicação.
No art. 45 da Lei 6.776/79, percebemos uma remissão ao estabelecido no art. 26, VII, que 
prevê a possibilidade de acordo entre as partes acerca de restrições distintas das previstas em 
lei. Nesse sentido, é apresentado a consequência processual de tais convenções, ao 
estabelecer que o loteador possui legitimidade para questionar em juízo a observância do 
acordo avençado, mesmo que tenha alienado de forma integral sua propriedade. Tal 
legitimidade se estende aos vizinhos, tendo em vista a preservação da ordem urbana, o que 
permite que se englobe o objeto da disputa patrimonial.
Os requisitos da capacidade processual estão expressos nos art. 46, que escolheu como 
requisito de atuação processual a apresentação dos documentos que comprovem a 
regularidade do empreendimento. É evidente que aquele que viola as normas de organização 
urbana não poderá buscar o exercício da tutela jurisdicional.
Considerando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, nos termos do art. 28 do 
Código de Defesa do Consumidor, o art. 47, da Lei 6.776/79, permite a busca da 
responsabilização solidária com o ressarcimento pelo ilícito urbanístico, ao grupo empresarial 
no qual o loteador está inserido. Considerando a supremacia do interesse público, o Poder 
Municipal se solidariza com o loteador na implantação do loteamento de maneira regular, 
podendo posteriormente buscar o ressarcimento de valores despendidos.
Em consonância com o art. 47, do Código de Processo Civil, verificamos que foi estipulado o 
critério geográfico para a escolha do foro competente para ajuizamento de demandas judiciais 
envolvendo os empreendimentos de loteamento. Dessa forma, no art. 48, está expresso que a 
comarca competente é a da situação do lote.
Nesse ponto, o art. 49, da Lei 6.776/79, estabelece normas procedimentais voltadas aos atos de 
comunicação previstos nessa lei, bastando percuciente leitura do dispositivo legal, sendo 
oportuno destacar a possibilidade de as notificações ocorrerem através de carta com aviso de 
recebimento.
Disposições Penais
As disposições penais na Lei 6.776/79 são fixadas a partir dos art. 50:
Art. 50. Constitui crime contra a Administração Pública.
I - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo para fins 
urbanos, sem autorização do órgão público competente, ou em desacordo com as disposições 
desta Lei ou das normas pertinentes do Distrito Federal, Estados e Municípios;
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/7925. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 44/47
II - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo para fins 
urbanos sem observância das determinações constantes do ato administrativo de licença;
III - fazer ou veicular em proposta, contrato, prospecto ou comunicação ao público ou a 
interessados, afirmação falsa sobre a legalidade de loteamento ou desmembramento do solo 
para fins urbanos, ou ocultar fraudulentamente fato a ele relativo.
Pena: Reclusão, de 1(um) a 4 (quatro) anos, e multa de 5 (cinco) a 50 (cinqüenta) vezes o maior 
salário mínimo vigente no País.
Parágrafo único - O crime definido neste artigo é qualificado, se cometido.
I - por meio de venda, promessa de venda, reserva de lote ou quaisquer outros instrumentos 
que manifestem a intenção de vender lote em loteamento ou desmembramento não registrado 
no Registro de Imóveis competente.
II - com inexistência de título legítimo de propriedade do imóvel loteado ou desmembrado, 
ressalvado o disposto no art. 18, §§ 4o e 5o, desta Lei, ou com omissão fraudulenta de fato a ele 
relativo, se o fato não constituir crime mais grave.                                                (Redação dada pela Lei nº 
9.785, de 1999)
Pena: Reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa de 10 (dez) a 100 (cem) vezes o maior salário 
mínimo vigente no País.
De acordo com o disposto no art. 50, é tipificado como ilícito penal, a promoção de 
parcelamentos irregulares, assim como a ocultação de vícios nesses empreendimentos. A 
ordem urbanística é o bem jurídico tutelado, sob responsabilidade do poder público 
municipal e da sociedade.
Tal crime é classificado como crime de perigo abstrato – aquele que não necessita de prova 
do efetivo dano para demonstrar a sua ocorrência. De forma dolosa, a estrutura apresentada 
nos incisos I e II dificultam a possibilidade de se caracterizar sua modalidade tentada. Cumpre 
assinalar, que se trata de crime instantâneo.
Art. 51. Quem, de qualquer modo, concorra para a prática dos crimes previstos no artigo 
anterior desta Lei incide nas penas a estes cominadas, considerados em especial os atos 
praticados na qualidade de mandatário de loteador, diretor ou gerente de sociedade.
Parágrafo único. (VETADO)                              (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
Art. 52. Registrar loteamento ou desmembramento não aprovado pelos órgãos competentes, 
registrar o compromisso de compra e venda, a cessão ou promessa de cessão de direitos, ou 
efetuar registro de contrato de venda de loteamento ou desmembramento não registrado.
Pena: Detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa de 5 (cinco) a 50 (cinqüenta) vezes o maior 
salário mínimo vigente no País, sem prejuízo das sanções administrativas cabíveis.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 45/47
O artigo 51, fixou a hipótese de participação nos crimes previstos nesta Lei e fez consideração 
especial aos atos praticados na qualidade de mandatário, loteador, diretor ou gerente se 
sociedade.
No art. 52, temos um novo ilícito penal, relacionado com o registro de loteamento ou 
desmembramento que não foi aprovado, assim como realizar o registro de contratos que 
busquem alienar ou outorgar direitos em relação aos referidos empreendimentos irregulares.
Disposições Finais
Por derradeiro, a partir do art. 53 da Lei 6.776/79, estão expressas as disposições finais acerca 
do loteamento e parcelamento do solo urbano.
Art. 53. Todas as alterações de uso do solo rural para fins urbanos dependerão de prévia 
audiência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, do Órgão 
Metropolitano, se houver, onde se localiza o Município, e da aprovação da Prefeitura municipal, 
ou do Distrito Federal quando for o caso, segundo as exigências da legislação pertinente.
Art. 53-A. São considerados de interesse público os parcelamentos vinculados a planos ou 
programas habitacionais de iniciativa das Prefeituras Municipais e do Distrito Federal, ou 
entidades autorizadas por lei, em especial as regularizações de parcelamentos e de 
assentamentos.                          (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
Parágrafo único. Às ações e intervenções de que trata este artigo não será exigível 
documentação que não seja a mínima necessária e indispensável aos registros no cartório 
competente, inclusive sob a forma de certidões, vedadas as exigências e as sanções 
pertinentes aos particulares, especialmente aquelas que visem garantir a realização de obras e 
serviços, ou que visem prevenir questões de domínio de glebas, que se presumirão 
asseguradas pelo Poder Público respectivo.                       (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
Art. 54. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 55. Revogam-se as disposições em contrário.
A doutrina considera a existência de uma “zona cinzenta”, que consiste na região de 
transição presente nos municípios entre a área urbana e a área rural. De acordo com o art. 
53, compete ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, com 
acompanhamento da Prefeitura Municipal, a alteração definitiva da área rural para urbana.
O art. 53-A, incluído pela Lei nº 9.785, de 1999, apresentou a possibilidade de flexibilização 
na documentação para a realização de registro público do imóvel, sendo dispensado aqueles 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 46/47
Lista de Questões
Referências e links deste capítulo
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6
7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiia.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiib
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
https://cj.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/e843f0af-78b3-4a59-966f-
d6ac54973774/
https://cj.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/e843f0af-78b3-4a59-966f-
d6ac54973774/
https://cj.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/e843f0af-78b3-4a59-966f-
d6ac54973774/
https://cj.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/e843f0af-78b3-4a59-966f-
d6ac54973774/
considerados não-essenciais para tanto. A presente inclusão buscou fomentar os loteamentos e 
parcelamentos vinculados à programas habitacionais.
[4]
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 47/47
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https://cj.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/e843f0af-78b3-4a59-966f-d6ac54973774/Loteamento “A”, localizado num terreno alagadiço e sujeito a inundações, onde foram
realizadas obras que asseguram o escoamento das águas;
por lei municipal.  (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
Parágrafo único - Não será permitido o parcelamento do solo:
I - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para 
assegurar o escoamento das águas;
Il - em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que 
sejam previamente saneados;
III - em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), salvo se atendidas 
exigências específicas das autoridades competentes;
IV - em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação;
V - em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições 
sanitárias suportáveis, até a sua correção.
Nesse ponto, merece destaque especialmente a vedação do parcelamento em áreas de 
preservação ecológica ou onde a poluição não permita a existência de condições sanitárias 
mínimas. Além disso, novamente há distinção entre área urbana e rural, buscando vedar a 
existência de parcelamentos em áreas rurais, que serão divididas em glebas e não em lotes.
Cumpre assinalar que também há vedação de loteamentos em área de risco à saúde da 
população, que conjuntamente com o exposto no parágrafo anterior - vedação de loteamento 
em regiões de preservação - demonstram o embate entre desenvolvimento urbano e 
preservação do meio ambiente, assim como o conflito entre as regras urbanísticas 
estabelecidas pelos diferentes entes políticos.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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ii) Loteamento “B”, terreno com declividade de 25%;
iii) Loteamento “C”, localizado em terreno saneado que era utilizado para aterramento de
material nocivo à saúde.
Quanto aos pedidos, é correto a�rmar que
A) somente “A” e “B” podem ser indeferidos.
B) somente A” e “C” podem ser indeferidos.
C) somente “B e “C podem ser deferidos.
D) todos podem ser deferidos.
E) apenas “B” pode ser indeferido.
Solução
Gabarito: D) todos podem ser deferidos.
Loteamento e Desmembramento
 Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
Requisitos Urbanísticos para Loteamento
A partir do art. 4° da Lei 6.776/79, verificamos a presença dos requisitos urbanísticos exigidos 
para a realização de um Loteamento.
Art. 4º. Os loteamentos deverão atender, pelo menos, aos seguintes requisitos:
I - as áreas destinadas a sistemas de circulação, a implantação de equipamento urbano e 
comunitário, bem como a espaços livres de uso público, serão proporcionais à densidade de 
ocupação prevista pelo plano diretor ou aprovada por lei municipal para a zona em que se 
situem. (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
II - os lotes terão área mínima de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e frente 
mínima de 5 (cinco) metros, salvo quando o loteamento se destinar a urbanização específica ou 
edificação de conjuntos habitacionais de interesse social, previamente aprovados pelos órgãos 
públicos competentes;
III – ao longo das faixas de domínio público das rodovias, a reserva de faixa não edificável de, 
no mínimo, 15 (quinze) metros de cada lado poderá ser reduzida por lei municipal ou distrital 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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que aprovar o instrumento do planejamento territorial, até o limite mínimo de 5 (cinco) metros 
de cada lado.    (Redação dada pela Lei nº 13.913, de 2019)
III-A - [1] ao longo da faixa de domínio das ferrovias, será obrigatória a reserva de uma faixa não 
edificável de, no mínimo, 15 (quinze) metros de cada lado;
III-B - [2]  ao longo das águas correntes e dormentes, as áreas de faixas não edificáveis deverão 
respeitar a lei municipal ou distrital que aprovar o instrumento de planejamento territorial e que 
definir e regulamentar a largura das faixas marginais de cursos d´água naturais em área urbana 
consolidada, nos termos da  Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 [3], com obrigatoriedade de 
reserva de uma faixa não edificável para cada trecho de margem, indicada em diagnóstico 
socioambiental elaborado pelo Município;
IV - as vias de loteamento deverão articular-se com as vias adjacentes oficiais, existentes ou 
projetadas, e harmonizar-se com a topografia local.
§ 1º A legislação municipal definirá, para cada zona em que se divida o território do Município, 
os usos permitidos e os índices urbanísticos de parcelamento e ocupação do solo, que 
incluirão, obrigatoriamente, as áreas mínimas e máximas de lotes e os coeficientes máximos de 
aproveitamento.  (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 2º - Consideram-se comunitários os equipamentos públicos de educação, cultura, saúde, 
lazer e similares.
§ 3º Se necessária, a reserva de faixa não-edificável vinculada a dutovias será exigida no âmbito 
do respectivo licenciamento ambiental, observados critérios e parâmetros que garantam a 
segurança da população e a proteção do meio ambiente, conforme estabelecido nas normas 
técnicas pertinentes. (Incluído pela Lei nº 10.932, de 2004)
§ 4º No caso de lotes integrantes de condomínio de lotes, poderão ser instituídas limitações 
administrativas e direitos reais sobre coisa alheia em benefício do poder público, da população 
em geral e da proteção da paisagem urbana, tais como servidões de passagem, usufrutos e 
restrições à construção de muros.  (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)
§ 5º As edificações localizadas nas áreas contíguas às faixas de domínio público dos trechos de 
rodovia que atravessem perímetros urbanos ou áreas urbanizadas passíveis de serem incluídas 
em perímetro urbano, desde que construídas até a data de promulgação deste parágrafo, ficam 
dispensadas da observância da exigência prevista no inciso III do caput deste artigo, salvo por 
ato devidamente fundamentado do poder público municipal ou distrital.  (Incluído pela Lei nº 
13.913, de 2019)
Art. 5º. O Poder Público competente poderá complementarmente exigir, em cada loteamento, 
a reserva de faixa non aedificandi destinada a equipamentos urbanos.
Parágrafo único - Consideram-se urbanos os equipamentos públicos de abastecimento de água, 
serviços de esgotos, energia elétrica, coletas de águas pluviais, rede telefônica e gás canalizado.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 8/47
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiia.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiia.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiia.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiia.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiia.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiib
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiib
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiib
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiib
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm#art4iiib
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
No art. 4°, são fixados os requisitos que deverão ser atendidos para a implantação de um 
loteamento. Nesse ponto, a Lei 6.766/79 expressamente reconhece a competência 
municipal para definir o tamanho dos lotes urbanos, que poderá ser diferente dentro de um 
mesmo município, dependo da destinação econômico-social do imóvel ou também do 
adensamento demográfico.
Insta consignar a presença neste artigo do instituto do condomínio de lotes, modalidade de 
ocupação onde as vias de circulação não integram o patrimônio público,tratando-se de 
copropriedade dos adquirentes dos lotes. Há, no entanto, a determinação legal da possibilidade 
de o Poder Público instituir limitação administrativa ou direito real em seu favor, como forma 
de legitimar a atuação deste no local, oferecendo a prestação de serviços públicos.
Nesse diapasão, cabe ressaltar o disposto no inciso III do art. 4°, com a redação dada pela Lei 
nº 13.913, de 2019, que estabelece limitações administrativas, restringindo áreas onde é possível 
realizar construções. As limitações administrativas estão diretamente relacionadas com a tutela 
do interesse público, diferentemente das restrições civis, que visam resguardar os interesses 
particulares. Cumpre assinalar, que as limitações administrativas condicionam o uso da 
propriedade. São estabelecidas de forma genérica, não gerando indenização ao proprietário do 
imóvel, no entanto, havendo redução do aproveitamento econômico da propriedade, 
devidamente comprovado pelo proprietário, poderá ser requerida alguma indenização.
Diante do exposto no inciso IV do art. 4°, importa esclarecer o conceito do arruamento, que é 
o traçado que define as vias públicas e espaços livre da cidade, sendo requisito anterior ao 
loteamento, onde as ruas serão as vias de circulação, que permite a integração de diversos 
pontos do município. São bens de uso comum do povo e no caso de loteamentos particulares, 
serão de propriedade dos condôminos.
A legislação municipal também é responsável por definir o zoneamento da área urbana. O 
zoneamento define a destinação dos espaços da cidade, determinando as zonas residenciais, 
comerciais, industriais, mistas, entre outras. A natureza do zoneamento é de intervenção do 
Estado na ordem econômica e na propriedade, com o fito da supremacia do interesse coletivo.
O Zoneamento também é responsável por definir as áreas de uso conforme e as áreas de uso 
desconforme. Respectivamente, a primeira diz respeito do uso indicado para aquela região 
onde se situa o imóvel, gerando direito subjetivo para o seu titular. A segunda definição diz 
respeito a incompatibilidade do uso para aquele local, de acordo com o previsto no 
zoneamento municipal, não podendo o imóvel permanecer ali. É possível ainda a utilização de 
um mesmo imóvel de maneira a combinar mais de uso, desde que compatíveis entre si.
É importante mais uma vez frisar uma recente alteração legislativa na Lei 6.766/79, novamente 
incluída pela Lei nº 13.913, de 2019. No § 5º é estabelecido que as edificações que estão 
inseridas em áreas contíguas às faixas de domínio público dos trechos de rodovia que 
atravessem perímetros urbanos ou áreas urbanizadas que podem ser incluídas em perímetro 
urbano, desde que construídas até a data da inclusão do referido parágrafo na Lei 6.766/79, 
ficam dispensadas da observância da obrigatoriedade da reserva de uma faixa não edificável de, 
no mínimo, 15 (quinze) metros de cada lado. Tal ressalva é flexibilizada por ato devidamente 
fundamentado do poder público municipal ou distrital.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Questão 2022 | 4000814549
(Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho – PE/Procurador Municipal/IBFC – 2019) Foi
apresentado um projeto de loteamento com as seguintes características:
I) implantação em terreno já saneado onde funcionava um aterro sanitário;
II) inexistência de espaços livres de uso público;
III) lotes com área de 130 metros quadrados e frente de 5 metros;
IV) ausência de articulação das vias de loteamento com as vias adjacentes o�ciais,
existentes ou projetadas.
Pode-se corretamente a�rmar que impedem a aprovação do loteamento as
características:
A) I, II, III e IV.
B) I e III, apenas.
C) II e III, apenas.
D) I e IV, apenas.
E) II e IV, apenas.
Solução
O art. 5°, da Lei 6.766/79, demonstra mais um exemplo de intervenção do Poder Público na 
ordenação do poder urbano, ao estabelecer a possibilidade de complementarmente exigir que 
em cada loteamento ocorra a reserva de faixa non aedificandi – em que não poderá ser 
construído - destinada a equipamentos urbanos. Além disso, há o esclarecimento do que seriam 
tais equipamentos urbanos, compreendendo em tal conceito bens públicos voltados ao 
abastecimento de água, serviços de esgotos, energia elétrica, coletas de águas pluviais, rede 
telefônica e gás canalizado.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Gabarito: E) II e IV, apenas.
Projeto de Loteamento
Nesse capítulo da lei 6.776/79, são apresentados os dispositivos que nortearão a execução do 
Projeto de Loteamento e suas implicações no desenvolvimento da organização urbana do 
município.
Art. 6°. Antes da elaboração do projeto de loteamento, o interessado deverá solicitar à 
Prefeitura Municipal, ou ao Distrito Federal quando for o caso, que defina as diretrizes para o 
uso do solo, traçado dos lotes, do sistema viário, dos espaços livres e das áreas reservadas para 
equipamento urbano e comunitário, apresentando, para este fim, requerimento e planta do 
imóvel contendo, pelo menos:
I - as divisas da gleba a ser loteada;
II - as curvas de nível à distância adequada, quando exigidas por lei estadual ou municipal;
III - a localização dos cursos d’água, bosques e construções existentes;
IV - a indicação dos arruamentos contíguos a todo o perímetro, a localização das vias de 
comunicação, das áreas livres, dos equipamentos urbanos e comunitários existentes no local ou 
em suas adjacências, com as respectivas distâncias da área a ser loteada;
V - o tipo de uso predominante a que o loteamento se destina;
VI - as características, dimensões e localização das zonas de uso contíguas.
A partir do artigo acima exposto, a lei versa acerca da regulamentação do processo de 
loteamento de um imóvel, processo solene que envolve dois sujeitos: o Poder Público 
Municipal e o particular. 
O particular deverá informar à municipalidade suas pretensões de utilização da área, 
descrevendo com exatidão o imóvel, tendo em vista que o órgão municipal responsável, 
oriente as informações necessárias à elaboração do PLA (projeto aprovado de loteamento). Tais 
informações possibilitarão ulterior registro no Registro Geral de Imóveis do loteamento 
aprovado, o que gerará efeitos declaratórios com status de loteamento regular.
Cumpre assinalar com o disposto nos incisos V e VI do art.7°, que o projeto de loteamento deve 
necessariamente estabelecer seu uso predominante, a qual não poderá ser alterada 
posteriormente, devendo estar de acordo com o zoneamento da região apontando ainda as 
características, dimensões e localização das zonas de uso contíguas.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Art. 7º. A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, indicará, nas plantas 
apresentadas junto com o requerimento, de acordo com as diretrizes de planejamento estadual 
e municipal:
I - as ruas ou estradas existentes ou projetada, que compõem o sistema viário da cidade e do 
município, relacionadas com o loteamento pretendido e a serem respeitadas;
II - o traçado básico do sistema viário principal;
III - a localização aproximada dos terrenos destinados a equipamento urbano e comunitário e 
das áreas livres de uso público;
IV - as faixas sanitárias do terreno necessárias ao escoamento das águas pluviais e as faixas não 
edificáveis;
V - a zona ou zonas de uso predominante da área, com indicação dos usos compatíveis.
Parágrafo único. As diretrizes expedidas vigorarão pelo prazo máximo de quatro anos.    
(Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
A integração da cidade é fundamental para o desenvolvimento da política urbana de ordenação 
da ocupação do solo. Dessa forma, um novo loteamento deve estar adequado ao disposto no 
artigo acima destacado, visto que a municipalidade poderá, após a análise da documentação 
apresentadapelo loteador, indicar a infraestrutura presente na cidade que se adequem e 
integrem a nova ocupação com o já existente.
Além disso, considerando o caráter dinâmico do Direito Urbanístico, que busca acompanhar as 
novas demandas sociais e as novas configurações urbanas, não é concedido um prazo muito 
longo para os documentos e atos administrativos que determinem regras relacionadas com a 
organização urbana. Nesse caso, de acordo com o parágrafo único, do artigo 7° da Lei 
6.766/79, é de 04 (quatro) anos.
Art. 8º Os Municípios com menos de cinqüenta mil habitantes e aqueles cujo plano diretor 
contiver diretrizes de urbanização para a zona em que se situe o parcelamento poderão 
dispensar, por lei, a fase de fixação de diretrizes previstas nos arts. 6o e 7o desta Lei. (Redação 
dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
A Lei 6.766,79, busca estabelecer normas urbanísticas a serem observadas pelo Poder Público 
municipal, como parâmetros. Tendo em vista a grande quantidade de municípios em nosso 
país, assim como a singularidade e particularidade de cada um, no art. 8°, há previsão 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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legal de que se afaste requisitos administrativos para a implementação de loteamentos e 
desmembramentos em pequenas cidades, objetivando facilitar a trabalho das 
administrações locais que não possuam mecanismo técnicos necessário para essa tarefa.
Art. 9º Orientado pelo traçado e diretrizes oficiais, quando houver, o projeto, contendo 
desenhos, memorial descritivo e cronograma de execução das obras com duração máxima de 
quatro anos, será apresentado à Prefeitura Municipal, ou ao Distrito Federal, quando for o caso, 
acompanhado de certidão atualizada da matrícula da gleba, expedida pelo Cartório de Registro 
de Imóveis competente, de certidão negativa de tributos municipais e do competente 
instrumento de garantia, ressalvado o disposto no § 4º do art. 18. (Redação dada pela Lei nº 
9.785, de 1999)
§ 1º - Os desenhos conterão pelo menos:
I - a subdivisão das quadras em lotes, com as respectivas dimensões e numeração;
Il - o sistema de vias com a respectiva hierarquia;
III - as dimensões lineares e angulares do projeto, com raios, cordas, arcos, pontos de tangência 
e ângulos centrais das vias;
IV - os perfis longitudinais e transversais de todas as vias de circulação e praças;
V - a indicação dos marcos de alinhamento e nivelamento localizados nos ângulos de curvas e 
vias projetadas;
VI - a indicação em planta e perfis de todas as linhas de escoamento das águas pluviais.
§ 2º - O memorial descritivo deverá conter, obrigatoriamente, pelo menos:
I - a descrição sucinta do loteamento, com as suas características e a fixação da zona ou zonas 
de uso predominante;
II - as condições urbanísticas do loteamento e as limitações que incidem sobre os lotes e suas 
construções, além daquelas constantes das diretrizes fixadas;
III - a indicação das áreas públicas que passarão ao domínio do município no ato de registro do 
loteamento;
IV - a enumeração dos equipamentos urbanos, comunitários e dos serviços públicos ou de 
utilidade pública, já existentes no loteamento e adjacências.
§ 3º Caso se constate, a qualquer tempo, que a certidão da matrícula apresentada como atual 
não tem mais correspondência com os registros e averbações cartorárias do tempo da sua 
apresentação, além das consequências penais cabíveis, serão consideradas insubsistentes tanto 
as diretrizes expedidas anteriormente, quanto as aprovações consequentes.  (Incluído pela Lei 
nº 9.785, de 1999)
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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As exigências legais acerca do projeto de loteamento, são elencadas no art. 9°, visto que há 
documentos - certidão atualizada da matrícula da gleba, memorial descritivo, desenhos, 
cronograma de execução da obra - que precisam demonstrar entre outras características a 
regularidade fiscal e fundiária, além da viabilidade de execução do projeto. Um dos objetivos 
principais é evitar a grilagem de terras, estabelecendo instrumentos de controle.
Nesse sentido, deverão ser indicados a subdivisão das quadras em lotes, cumpre assinalar que a 
gleba é primeiramente dividida em quadras e então, cada quadra em lotes, que serão limitadas 
pelas ruas e área públicas.
Ainda dentro dos desenhos, devem ser apresentados o sistema de vias, as dimensões lineares e 
angulares do projeto, os perfis longitudinais e transversais de todas as vias de circulação e 
praças, a indicação em planta e perfis de todas as linhas de escoamento das águas pluviais. 
Merece destaque a necessidade de demonstração do alinhamento, que é a divisão entre a 
propriedade pública e privada, determinado pela Prefeitura, através do PAA (projeto aprovado 
de alinhamento).
O Memorial Descritivo é o documento que deve ser apresentado pelo proprietário do imóvel, 
contendo todas as restrições que incidirão no terreno, devendo apresentar pelo menos a 
descrição sucinta do loteamento, as condições urbanísticas do loteamento e as limitações que 
incidem sobre os lotes e suas construções, a indicação das áreas públicas que passarão ao 
domínio do município no ato de registro do loteamento, assim como a enumeração dos 
equipamentos urbanos, comunitários e dos serviços públicos ou de utilidade pública, já 
existentes no loteamento e adjacências.
Além disso, o projeto de loteamento deverá indicar a linha de escoamento das águas pluviais, 
objetivando a drenagem do solo, especialmente considerando a ocorrência de enchentes e 
desastres naturais.
Do Projeto de Desmembramento
A partir do art. 10, é fixada a documentação que deverá compor o projeto de 
desmembramento, que será submetida ao Poder Público municipal para posterior 
aprovação.
Art. 10. Para a aprovação de projeto de desmembramento, o interessado apresentará 
requerimento à Prefeitura Municipal, ou ao Distrito Federal quando for o caso, acompanhado 
de certidão atualizada da matrícula da gleba, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis 
competente, ressalvado o disposto no § 4o do art. 18, e de planta do imóvel a ser desmembrado 
contendo:  (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
I - a indicação das vias existentes e dos loteamentos próximos;
II - a indicação do tipo de uso predominante no local;
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 14/47
III - a indicação da divisão de lotes pretendida na área.
Art. 11. Aplicam-se ao desmembramento, no que couber, as disposições urbanísticas vigentes 
para as regiões em que se situem ou, na ausência destas, as disposições urbanísticas para os 
loteamentos.  (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
Parágrafo único - O Município, ou o Distrito Federal quando for o caso, fixará os requisitos 
exigíveis para a aprovação de desmembramento de lotes decorrentes de loteamento cuja 
destinação da área pública tenha sido inferior à mínima prevista no § 1o do art. 4o desta Lei.
O processo de desmembramento, descrito no art. 11 da Lei 6.766/79, é mais simplificado que o 
projeto de loteamento, por não gerar espaços públicos, possuindo tratamento legal mais 
suscinto.
O interessado deverá apresentar requerimento ao Poder Público Municipal, acompanhado de 
certidão atualizada da matrícula da gleba, expedida pelo CRI competente e de planta do imóvel 
a ser desmembrado contendo a indicação das vias existentes e dos loteamentos próximos, 
indicação do tipo de uso predominante no local e a indicação da divisão de lotes pretendida na 
área.
O município atuará mais efetivamente regulando os requisitos exigíveis para a aprovação de 
desmembramento de lotes decorrentes de loteamento cuja destinação da área pública tenha 
sido inferior à mínima prevista no § 1o do art. 4o desta Lei.
Da Aprovação do Projeto de Loteamento e Desmembramento
Nesse ponto, a Lei 6.776/79 apresenta os requisitos necessários para a aprovaçãodo projeto de 
desmembramento.
Art. 12. O projeto de loteamento e desmembramento deverá ser aprovado pela Prefeitura 
Municipal, ou pelo Distrito Federal quando for o caso, a quem compete também a fixação das 
diretrizes a que aludem os arts. 6º e 7º desta Lei, salvo a exceção prevista no artigo seguinte.
§ 1º O projeto aprovado deverá ser executado no prazo constante do cronograma de execução, 
sob pena de caducidade da aprovação. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)
  § 2º Nos Municípios inseridos no cadastro nacional de municípios com áreas suscetíveis à 
ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos 
ou hidrológicos correlatos, a aprovação do projeto de que trata o caput ficará vinculada ao 
atendimento dos requisitos constantes da carta geotécnica de aptidão à urbanização. (Incluído 
pela Lei nº 12.608, de 2012)    
§ 3º É vedada a aprovação de projeto de loteamento e desmembramento em áreas de risco 
definidas como não edificáveis, no plano diretor ou em legislação dele derivada. (Incluído pela 
Lei nº 12.608, de 2012)
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 15/47
A aprovação do Projeto de Loteamento e Desmembramento, após a entrega de toda a 
documentação cabível pelo particular, cabe ao órgão municipal a aprovação do projeto. A 
lei exige que após a aprovação, o projeto deve ser executado dentro do prazo estipulado, sob 
pena de caducidade da aprovação, o que acarretaria nova autorização da Prefeitura.
Cabe ressaltar que a Lei 12.608/12, acrescentou parágrafos à Lei 6.766/79, tratando acerca de 
regras aos municípios, relacionadas com áreas propícias a desabamentos de grande impacto, 
trazendo a necessidade de observância da carta geotécnica de possibilidade de urbanização do 
local. Houve também a introdução de vedação de parcelamento urbano em áreas de risco 
inedificáveis, tendo em vista que deve ser evitado em áreas de risco a ocupação do solo urbano.
Art. 13. Aos Estados caberá disciplinar a aprovação pelos Municípios de loteamentos e 
desmembramentos nas seguintes condições:  (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
I - quando localizados em áreas de interesse especial, tais como as de proteção aos mananciais 
ou ao patrimônio cultural, histórico, paisagístico e arqueológico, assim definidas por legislação 
estadual ou federal;
Il - quando o loteamento ou desmembramento localizar-se em área limítrofe do município, ou 
que pertença a mais de um município, nas regiões metropolitanas ou em aglomerações 
urbanas, definidas em lei estadual ou federal;
III - quando o loteamento abranger área superior a 1.000.000 m².
Parágrafo único - No caso de loteamento ou desmembramento localizado em área de 
município integrante de região metropolitana, o exame e a anuência prévia à aprovação do 
projeto caberão à autoridade metropolitana.
Art. 14. Os Estados definirão, por decreto, as áreas de proteção especial, previstas no inciso I do 
artigo anterior.
Art. 15. Os Estados estabelecerão, por decreto, as normas a que deverão submeter-se os 
projetos de loteamento e desmembramento nas áreas previstas no art. 13, observadas as 
disposições desta Lei.
Parágrafo único - Na regulamentação das normas previstas neste artigo, o Estado procurará 
atender às exigências urbanísticas do planejamento municipal.
A partir do art. 13, há permissão especial para que os Estados, em hipóteses previstas na lei, 
tendo em vista a presença de empreendimentos de grande porte, ou aqueles situados em 
locais de atenção excepcional, disciplinem o processo de aprovação de loteamento e 
desmembramento.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 16/47
Por meio de decreto, os Estados definirão as áreas de proteção especial e as normas que 
deverão submeter-se os projetos de loteamento e desmembramento. Evidentemente, de 
acordo com o disposto em toda legislação voltadas ao tema, na regulamentação dessas áreas, o 
Estado procurará atender às exigências urbanísticas do planejamento municipal, ou seja, ainda 
que o Estado possa exercer essa competência especial, é necessário a adequação com o 
disposto na sistemática legal municipal.
Art. 16. A lei municipal definirá os prazos para que um projeto de parcelamento apresentado 
seja aprovado ou rejeitado e para que as obras executadas sejam aceitas ou 
recusadas.                            (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 1o Transcorridos os prazos sem a manifestação do Poder Público, o projeto será considerado 
rejeitado ou as obras recusadas, assegurada a indenização por eventuais danos derivados da 
omissão.                       (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 2o Nos Municípios cuja legislação for omissa, os prazos serão de noventa dias para a 
aprovação ou rejeição e de sessenta dias para a aceitação ou recusa fundamentada das obras 
de urbanização.                 (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
Neste ponto, a legislação urbanística/ambiental outorgou de forma livre ao município o 
estabelecimento de prazos para a manifestação do Poder Público Municipal acerca da 
aprovação ou rejeição do projeto de loteamento e desmembramento e para que as obras 
executadas sejam aceitas ou recusadas.
Tendo em vista a possibilidade de o Poder Público Municipal permanecer silente em relação a 
definição dos prazos, a lei federal traz a definição dos prazos a serem seguidos. Isso se torna 
ainda mais importante, nos casos dos municípios que não possuem o aparato técnico 
necessário à produção legislativa urbanística.
Art. 17. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios 
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo, não 
poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a aprovação do loteamento, salvo as 
hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador, sendo, neste caso, observadas 
as exigências do art. 23 desta Lei.
No artigo 17, há relevante abordagem quanto aos efeitos da aprovação do projeto de 
loteamento, qual seja, a imutabilidade unilateral dos desenhos e das áreas que serão destinadas 
ao uso comum. Nesse sentido, se houver a necessidade de alteração desses parâmetros pelo 
loteador, o que deverá ocorrer é a submissão do projeto a um novo processo de aprovação.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 17/47
Questão 2019 | 657080599
A empresa “Lote Fácil” apresentou um projeto de loteamento na Municipalidade que foi aprovado.
Entretanto, antes do registro do loteamento, a empresa apresentou um pedido à Municipalidade para
suprimir uma das três praças e duas vias públicas existentes no projeto original. A razão do pedido
era transformar tais áreas em novos lotes.
A esse respeito, é correto a�rmar que
A)
é direito subjetivo do loteador realizar qualquer tipo de alteração antes do registro, razão pela qual
não pode a Municipalidade negar o pedido de supressão da praça e das vias públicas.
B)
caberá ao Município, discricionariamente, decidir acerca da conveniência e oportunidade do
atendimento do pedido do loteador.
C)
se não houver qualquer prejuízo à mobilidade e à quantidade mínima de áreas de lazer e convivência
pública, deve o pedido ser deferido.
D)
o pedido não pode ser deferido, tendo em vista que as vias e praças constantes do projeto e do
memorial descritivo não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador.
E)
deve o loteador apresentar um estudo de medidas compensatórias que possam garantir que a
mobilidade e a área de convivência suprimida será compensada com outras vantagens decorrentes do
aumento do número de lotes.
Solução
Gabarito: D)
o pedido não pode ser deferido, tendo em vista que as vias e praças constantes do
projeto e do memorial descritivo não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador.
A questão buscou conhecimento sobre as disposiçõesda Lei 6.766 de 1979, que cuidam
do parcelamento do solo urbano.
Fundamento básico é a diferenciação entre desmembramento e loteamento. Nos termos
do art. 2º, §1º, o loteamento é :
a subdivisão de gleba em lotes destinados a edi�cação, com abertura de novas vias de
circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modi�cação ou ampliação das
vias existentes.
E nos termos do §2º, o desmembramento é:
a subdivisão de gleba em lotes destinados a edi�cação, com aproveitamento do sistema
viário existente, desde que não implique na abertura de novas vias e logradouros
públicos, nem no prolongamento, modi�cação ou ampliação dos já existentes.
Portanto, alterou alguma das vias de circulação, é loteamento. Não alterou, será
desmembramento.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 18/47
A letra A está incorreta. INCORRETA
Inexiste direito subjetivo. A contar da aprovação do projeto, não é permitido ao loteador
alterar os espaços comuns e livres, de acordo com o art. 17 da Lei do Parcelamento:
Art. 17. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo,
não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a aprovação do loteamento,
salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador, sendo, neste caso,
observadas as exigências do art. 23 desta Lei.
A letra B está incorreta. INCORRETA
O art 17 da Lei 6.766 de 1979 autoriza apenas em casos de caducidade ou desistência do
loteador:
Art. 17. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo,
não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a aprovação do loteamento,
salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador, sendo, neste caso,
observadas as exigências do art. 23 desta Lei.
A letra C está incorreta. INCORRETA
Havendo a aprovação do projeto, as áreas comuns não podem ser alteradas,
independentemente de inexistência de prejuizo, é uma vedação expressa do art. 17 da
Lei6.766/79:
Art. 17. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo,
não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a aprovação do loteamento,
salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador, sendo, neste caso,
observadas as exigências do art. 23 desta Lei.
A letra D está correta. CORRETA
Exatamente. A realização de alterações não pode ser deferida, uma vez que o art. 17 da Lei
6.766 de 1979, veda expressamente:
Art. 17. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo,
não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a aprovação do loteamento,
salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador, sendo, neste caso,
observadas as exigências do art. 23 desta Lei.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 19/47
A letra E está incorreta. INCORRETA
Inexiste previsão para a realização de medidas compensatório, nos termos do art. 17 da Lei
6.766 de 1979:
Art. 17. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo,
não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a aprovação do loteamento,
salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador, sendo, neste caso,
observadas as exigências do art. 23 desta Lei.
Do Registro do Loteamento e Desmembramento
Após a aprovação do projeto de loteamento/desmembramento, estes deverão ser submetidos 
ao registro.
Art. 18. Aprovado o projeto de loteamento ou de desmembramento, o loteador deverá submetê-
lo ao registro imobiliário dentro de 180 (cento e oitenta) dias, sob pena de caducidade da 
aprovação, acompanhado dos seguintes documentos:
I - título de propriedade do imóvel ou certidão da matrícula, ressalvado o disposto nos §§ 4º e 
5º; (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999)
II - histórico dos títulos de propriedade do imóvel, abrangendo os últimos 20 (vintes anos), 
acompanhados dos respectivos comprovantes;
III - certidões negativas:
a) de tributos federais, estaduais e municipais incidentes sobre o imóvel;
b) de ações reais referentes ao imóvel, pelo período de 10 (dez) anos;
c) de ações penais com respeito ao crime contra o patrimônio e contra a Administração Pública.
IV - certidões:
a) dos cartórios de protestos de títulos, em nome do loteador, pelo período de 10 (dez) anos;
b) de ações pessoais relativas ao loteador, pelo período de 10 (dez) anos;
c) de ônus reais relativos ao imóvel;
d) de ações penais contra o loteador, pelo período de 10 (dez) anos.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 20/47
V - cópia do ato de aprovação do loteamento e comprovante do termo de verificação pela 
Prefeitura Municipal ou pelo Distrito Federal, da execução das obras exigidas por legislação 
municipal, que incluirão, no mínimo, a execução das vias de circulação do loteamento, 
demarcação dos lotes, quadras e logradouros e das obras de escoamento das águas pluviais ou 
da aprovação de um cronograma, com a duração máxima de quatro anos, acompanhado de 
competente instrumento de garantia para a execução das obras; (Redação dada pela Lei nº 
9.785, de 1999)
VI - exemplar do contrato padrão de promessa de venda, ou de cessão ou de promessa de 
cessão, do qual constarão obrigatoriamente as indicações previstas no art. 26 desta Lei;
VII - declaração do cônjuge do requerente de que consente no registro do loteamento.
§ 1º - Os períodos referidos nos incisos III, alínea b e IV, alíneas a, e d, tomarão por base a data 
do pedido de registro do loteamento, devendo todas elas serem extraídas em nome daqueles 
que, nos mencionados períodos, tenham sido titulares de direitos reais sobre o imóvel.
§ 2º A existência de protestos, de ações pessoais ou de ações penais, exceto as referentes a 
crime contra o patrimônio e contra a administração, não impedirá o registro do loteamento se o 
requerente comprovar que esses protestos ou ações não poderão prejudicar os adquirentes dos 
lotes. Se o Oficial do Registro de Imóveis julgar insuficiente a comprovação feita, suscitará a 
dúvida perante o juiz competente.
§ 3º A declaração a que se refere o inciso VII deste artigo não dispensará o consentimento do 
declarante para os atos de alienação ou promessa de alienação de lotes, ou de direitos a eles 
relativos, que venham a ser praticados pelo seu cônjuge.
§ 4º O título de propriedade será dispensado quando se tratar de parcelamento popular, 
destinado às classes de menor renda, em imóvel declarado de utilidade pública, com processo 
de desapropriação judicial em curso e imissão provisória na posse, desde que promovido pela 
União, Estados, Distrito Federal, Municípios ou suas entidades delegadas, autorizadas por lei a 
implantar projetos de habitação. (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 5º No caso de que trata o § 4o, o pedido de registro do parcelamento, além dos documentos 
mencionados nos incisos V e VI deste artigo, será instruído com cópias autênticas da decisão 
que tenha concedido a imissão provisória na posse, do decreto de desapropriação, do 
comprovante de sua publicação na imprensa oficial e, quando formulado por entidades 
delegadas, da lei de criação e de seus atos constitutivos. (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
No art. 18, da Lei 6.766/79 há fixação de normas voltadas para o registro do projeto de 
loteamento ou de desmembramento após a aprovação do projeto. Com a fixação do prazo parao registro, consequentemente estabeleceu-se a caducidade no caso de o loteador não observar 
o prazo previsto para o registro do projeto aprovado, sendo, portanto, prazo decadencial. Com 
isso, esgotado o prazo, opera-se a caducidade e então poderá haver a alteração das áreas 
destinadas a espaços públicos. Para eventual aproveitamento do antigo projeto, é necessário o 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 21/47
pedido de revalidação do ato administrativo de aprovação, sendo facultado a exigência de 
novas formalidades pelo município.
Nos incisos do referido artigo, há um rol de documentos que são exigidos para a registro do 
projeto aprovado de loteamento. A importância principal desses documentos está no fata de 
buscar-se evitar que se dívida ou transfira a terceiros imóveis que estejam afetados por dívidas 
ou que não pertençam ao loteador.
Nesse sentido, há restrições mais específicas que impedem o registro, como por exemplo o 
disposto no parágrafo segundo do artigo que estabelece que apenas as ações penais referentes 
a crime contra o patrimônio e contra a administração terão esse condão. As outras ações 
penais, ações pessoais ou protestos, não impedirão o registro, isso se não prejudicarem os 
adquirentes dos lotes. Essa análise será feita pelo Oficial de Registro de Imóveis.
Tendo em vista a natureza de direito real existente no direito que será transferido, é exigido 
pela lei a outorga uxória para o registro do loteamento e em todos os atos posteriores de 
alienação.
Cumpre assinalar que para que ocorra o registro do loteamento ou do desmembramento, é 
imprescindível que o loteamento esteja legalizado. O loteamento legalizado é aquele que fora 
aprovado pela Prefeitura Municipal, que é ato privativo do Poder Público Municipal. Há, no 
entanto, loteamentos considerados ilegais, seriam os irregulares e os clandestinos.
É considerado irregular o loteamento que, aprovado pela Prefeitura, não é alvo de registro 
público. No mesmo sentido, aqueles projetos que são implantados de forma distinta daquela 
aprovada pela Prefeitura e registrado no Registro Geral de Imóveis.
Por outro lado, os loteamentos clandestinos são aqueles instituídos sem nem receber o aval da 
Prefeitura. Evidentemente, considerando os princípios administrativos e ambientais, é regular a 
atuação do Poder Público Municipal, através do poder de polícia, com o objetivo de conter a 
implantação de loteamentos ilegais, estabelecendo a ordem urbana em toda cidade.
Como principal efeito do registro do Projeto de Loteamento ou Desmembramento é que, a 
partir do cumprimento desta formalidade, os lotes já poderão ser regulamente negociado. Por 
fim, insta consignar que se o terreno com a vistas a ser loteado estiver sendo objeto de ação 
judicial de desapropriação, a documentação exigida em relação à propriedade é dispensada, 
sendo, no entanto, exigida a documentação relacionada ao processo judicial.
Art. 19. Examinada a documentação e encontrada em ordem, o Oficial do Registro de Imóveis 
encaminhará comunicação à Prefeitura e fará publicar, em resumo e com pequeno desenho de 
localização da área, edital do pedido de registro em 3 (três) dias consecutivos, podendo este 
ser impugnado no prazo de 15 (quinze) dias contados da data da última publicação.
§ 1º - Findo o prazo sem impugnação, será feito imediatamente o registro. Se houver 
impugnação de terceiros, o Oficial do Registro de Imóveis intimará o requerente e a Prefeitura 
Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso, para que sobre ela se manifestem no prazo 
de 5 cinco) dias, sob pena de arquivamento do processo. Com tais manifestações o processo 
será enviado ao juiz competente para decisão.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 22/47
§ 2º - Ouvido o Ministério Público no prazo de 5 (cinco) dias, o juiz decidirá de plano ou após 
instrução sumária, devendo remeter ao interessado as vias ordinárias caso a matéria exija maior 
indagação.
§ 3º - Nas capitais, a publicação do edital se fará no Diário Oficial do Estado e num dos jornais 
de circulação diária. Nos demais municípios, a publicação se fará apenas num dos jornais 
locais, se houver, ou, não havendo, em jornal da região.
§ 4º - O Oficial do Registro de Imóveis que efetuar o registro em desacordo com as exigências 
desta Lei ficará sujeito a multa equivalente a 10 (dez) vezes os emolumentos regimentais 
fixados para o registro, na época em que for aplicada a penalidade pelo juiz corregedor do 
cartório, sem prejuízo das sanções penais e administrativas cabíveis.
§ 5º - Registrado o loteamento, o Oficial de Registro comunicará, por certidão, o seu registro à 
Prefeitura.
No art. 19, tendo em vista o regular registro do projeto de loteamento, o Oficial do Registro de 
Imóveis encaminhará comunicação à Prefeitura e fará publicar, em resumo e com pequeno 
desenho de localização da área, edital do pedido de registro em 3 (três) dias consecutivos, 
podendo este ser impugnado no prazo de 15 (quinze) dias contados da data da última 
publicação. A doutrina indica que a impugnação judicial que poderá ser apresentada, deve se 
fundar em direito real, com a existência de prova segura do alegado pelo terceiro que a opôs.
Admite-se também oposição com fundamento na defesa do patrimônio público e do meio 
ambiente. Tal impugnação deverá ser julgada no juízo cível ou ainda no de registros públicos, 
onde houver. A publicidade do registro do Projeto de Loteamento e Desmembramento ocorre 
devido ao efeito erga omnes inerentes aos registros públicos. Além disso, há importante 
previsão acerca da responsabilidade do oficial de registro que engendrar os atos de registro 
dos loteamentos que não acatem as normas de organização urbanísticas fixadas pela 
municipalidade.
Art. 20. O registro do loteamento será feito, por extrato, no livro próprio.
Parágrafo único - No Registro de Imóveis far-se-á o registro do loteamento, com uma indicação 
para cada lote, a averbação das alterações, a abertura de ruas e praças e as áreas destinadas a 
espaços livres ou a equipamentos urbanos.
O Projeto Aprovado de Loteamento receberá um registro próprio e a partir dele haverá a 
possibilidade de serem estabelecidas matrículas imobiliárias específicas para cada lote que 
será negociado. O interessante, é que a partir desse registro, também poderá ser realizada 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 23/47
consulta acerca das áreas indicadas para destinação pública, ruas e espaços sem 
construções.
Tendo em vista a necessidade de fiscalização por parte do poder público, realizado o registro 
de loteamento, o oficial do registro deve emitir certidão e enviá-la à prefeitura, com o objetivo 
de viabilizar a atividade de controle na implantação do parcelamento.
Art. 21. Quando a área loteada estiver situada em mais de uma circunscrição imobiliária, o 
registro será requerido primeiramente perante aquela em que estiver localizada a maior parte 
da área loteada. Procedido o registro nessa circunscrição, o interessado requererá, 
sucessivamente, o registro do loteamento em cada uma das demais, comprovando perante 
cada qual o registro efetuado na anterior, até que o loteamento seja registrado em todas. 
Denegado registro em qualquer das circunscrições, essa decisão será comunicada, pelo Oficial 
do Registro de Imóveis, às demais para efeito de cancelamento dos registros feitos, salvo se 
ocorrer a hipótese prevista no § 4º deste artigo.
§ 1o  Nenhum lote poderá situar-se em mais de uma circunscrição.
§ 2o - É defeso ao interessado processar simultaneamente, perante diferentes circunscrições, 
pedidos de registro do mesmo loteamento, sendo nulos os atos praticados com infração a esta 
norma.
§ 3o - Enquanto não procedidos todos os registros de que trata este artigo, considerar-se-á o 
loteamento como não registradopara os efeitos desta Lei.
§ 4o - O indeferimento do registro do loteamento em uma circunscrição não determinará o 
cancelamento do registro procedido em outra, se o motivo do indeferimento naquela não se 
estender à área situada sob a competência desta, e desde que o interessado requeira a 
manutenção do registro obtido, submetido o remanescente do loteamento a uma aprovação 
prévia perante a Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o caso.
No art. 21, da Lei 6.776/79, há a previsão dos procedimentos de registro dos Loteamentos 
Intermunicipais. Nessa modalidade o projeto de loteamento ou desmembramento abrange mais 
de um município. A lei determina que o loteador deve buscar o registro no município onde se 
localiza a maior parte do empreendimento, regularizando do maior para o menor. Insta 
consignar que registros simultâneos não podem ocorrer, sendo punidos com a nulidade dos 
atos praticados dessa maneira. Por derradeiro, nesse ponto, o lote deverá ficar restrito sempre 
há um município e o processo de autorização do loteamento só estará concluído após o último 
registro, ou seja, do loteamento menos abrangente.
Art. 22. Desde a data de registro do loteamento, passam a integrar o domínio do Município as 
vias e praças, os espaços livres e as áreas destinadas a edifícios públicos e outros 
equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 24/47
Parágrafo único.  Na hipótese de parcelamento do solo implantado e não registrado, o 
Município poderá requerer, por meio da apresentação de planta de parcelamento elaborada 
pelo loteador ou aprovada pelo Município e de declaração de que o parcelamento se encontra 
implantado, o registro das áreas destinadas a uso público, que passarão dessa forma a integrar o 
seu domínio. (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)
Ainda dentro dos efeitos do registro do loteamento, o art. 22 trata acerca do concurso 
voluntário, que nada mais é, do que a transferência das áreas destinadas à logradouros públicos 
ao município. Cumpre salientar que a transferência de áreas ao patrimônio do município é um 
dos encargos estabelecidos pela lei para que ocorra a aprovação do loteamento. O documento 
que formaliza a incorporação é o próprio registro do Projeto Aprovado de Loteamento, ou seja, 
prescinde de título aquisitivo e de transcrição e tais áreas não serão passíveis de usucapião, 
pois são de natureza pública.
Na hipótese de loteamentos ilegais, considerando o parágrafo único incluído pela Lei nº 12.424, 
de 2011, o Município poderá requerer, por meio da apresentação de planta de parcelamento 
elaborada pelo loteador ou aprovada pelo Município e de declaração de que o parcelamento se 
encontra implantado, o registro das áreas destinadas a uso público, que passarão dessa forma a 
integrar o seu domínio.
Art. 23. O registro do loteamento só poderá ser cancelado:
I - por decisão judicial;
II - a requerimento do loteador, com anuência da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o 
caso, enquanto nenhum lote houver sido objeto de contrato;
III - a requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência da 
Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
§ 1º - A Prefeitura e o Estado só poderão se opor ao cancelamento se disto resultar 
inconveniente comprovado para o desenvolvimento urbano ou se já se tiver realizado qualquer 
melhoramento na área loteada ou adjacências.
§ 2o - Nas hipóteses dos incisos Il e III, o Oficial do Registro de Imóveis fará publicar, em 
resumo, edital do pedido de cancelamento, podendo este ser impugnado no prazo de 30 
(trinta) dias contados da data da última publicação. Findo esse prazo, com ou sem impugnação, 
o processo será remetido ao juiz competente para homologação do pedido de cancelamento, 
ouvido o Ministério Público.
§ 3o - A homologação de que trata o parágrafo anterior será precedida de vistoria judicial 
destinada a comprovar a inexistência de adquirentes instalados na área loteada.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Questão 2019 | 213053808
Pedro obteve o registro de um loteamento. Após a venda de 50 lotes, muito abaixo do
que ele esperava vender, decidiu cancelar o registro do loteamento. Face ao exposto, é
correto a�rmar: 
A)
a Prefeitura poderá se opor ao cancelamento se já se tiver realizado qualquer
melhoramento na área loteada ou adjacências. 
B)
em razão da realização de vendas de alguns lotes, não mais será possível o cancelamento
do loteamento, salvo mediante prévia autorização judicial. 
C)
a requerimento de Pedro, com anuência da Prefeitura, o loteamento poderá ser
cancelado, desde que restituídos os valores recebidos dos compradores, não sendo
necessária a anuência destes. 
D)
se todos os adquirentes dos lotes anuírem, poderá ser cancelado o loteamento,
independentemente de anuência da Prefeitura. 
E)
o cancelamento perante o Município e o Cartório de Registro de Imóveis, se atendidas as
exigências legais, independe de homologação judicial. 
Solução
Gabarito: A)
a Prefeitura poderá se opor ao cancelamento se já se tiver realizado qualquer
melhoramento na área loteada ou adjacências. 
A questão exige do candidato conhecimento acerca da Lei nº 6.766/1979, a qual trata
acerca do Parcelamento do Solo Urbano.
O Parcelamento do Solo Urbano consiste na divisão da terra em unidades juridicamente
independentes, com vistas à edi�cação, podendo ser realizado na forma de loteamento,
No art. 23, vemos as hipóteses que acarretarão o cancelamento do registro de loteamento e 
os procedimentos que deverão ser obedecidos, quando tais hipóteses ocorrerem. O 
cancelamento poderá ocorrer com a superveniência de decisão judicial, a requerimento do 
loteador, com anuência da Prefeitura, enquanto nenhum lote houver sido objeto de contrato e a 
requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência da 
Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
A Prefeitura e o Estado só poderão se opor ao cancelamento se disto resultar inconveniente 
comprovado para o desenvolvimento urbano ou se já se tiver realizado qualquer melhoramento 
na área loteada ou adjacências. As modificações decorrentes dessas mudanças, exige a 
publicidade dos atos para que ocorra a preservação dos direitos de terceiros.
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 26/47
desmembramento e fracionamento, observadas as disposições das legislações federais,
estaduais e municipais pertinentes, conforme prevê o art. 2º da Lei nº 6.766/1979.
A letra A está correta. CORRETA. 
O art. 23 da Lei nº 6.766/1979 prevê as possibilidades de cancelamento do registro do
loteamento, quais sejam:
Art. 23. O registro do loteamento só poderá ser cancelado:
I - por decisão judicial;
II - a requerimento do loteador, com anuência da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando
for o caso, enquanto nenhum lote houver sido objeto de contrato;
III - a requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência
da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
Contudo, o §1º do art. 23, da Lei nº 6.766/1979, que a Prefeitura e o Estado poderão se
opor a tal cancelamento, caso tenha sido realizado melhoramento na área loteada ou
adjacências:
§ 1º - A Prefeitura e o Estado só poderão se opor ao cancelamento se disto resultar
inconveniente comprovado para o desenvolvimento urbano ou se já se tiver realizado
qualquer melhoramento na área loteada ou adjacências.
Logo, a alternativa “a” está correta.
A letra B está incorreta. ERRADA.
O inciso III do art. 23, da Lei nº 6.766/1979, prevê que, caso já tenham sido vendidos alguns
lotes, poderá ser realizado o cancelamento do loteamento, DESDE QUE o REQUERIMENTO
seja feito de forma conjunta entre o loteadore de todos os adquirentes de lotes:
Art. 23. O registro do loteamento só poderá ser cancelado:
III - a requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência
da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
Ademais, veri�ca-se que, em tal hipótese, também é necessária a anuência da Prefeitura, ou
do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
Logo, a alternativa “b” está errada, visto que não é necessária prévia autorização judicial
para o cancelamento do loteamento, em razão da realização de vendas de alguns lotes.
A letra C está incorreta. ERRADA.
Em caso de loteamentos que já tenham tido lotes vendidos, é possível o cancelamento do
registro de tal loteamento, desde que presentes os seguintes requisitos:
 O requerimento seja feito conjuntamente pelo loteador e por todos os adquirentes de lotes,
portanto, deve sim ter a ANUÊNCIA destes.
 Tenha a anuência da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
Tal entendimento deriva do previsto no inciso III do art. 23, da Lei nº 6.766/1979:
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 27/47
Art. 23. O registro do loteamento só poderá ser cancelado:
III - a requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência
da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
A letra D está incorreta. ERRADA. 
É necessária a anuência da Prefeitura, conforme determina o inciso II do art. 23, da Lei nº
6.766/1979:
Art. 23. O registro do loteamento só poderá ser cancelado:
III - a requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência
da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
Há a possibilidade da Prefeitura ou do Estado não darem tal anuência, desde que respeitadas
as hipóteses do §1º do art. 23, da Lei nº 6.766/1979:
§ 1º - A Prefeitura e o Estado só poderão se opor ao cancelamento se disto resultar
inconveniente comprovado para o desenvolvimento urbano ou se já se tiver realizado
qualquer melhoramento na área loteada ou adjacências.
Logo, a alternativa “d” está errada.
A letra E está incorreta. ERRADA.
Como a situação da questão em comento se insere na hipótese do III, do art. 23, da Lei nº
6.766/1979, é NECESSÁRIA a homologação judicial para que haja o cancelamento
perante o Município e o Cartório de Registro de Imóveis, conforme veri�cado no §2º do
mesmo dispositivo:
Art. 23. O registro do loteamento só poderá ser cancelado:
(…)
III - a requerimento conjunto do loteador e de todos os adquirentes de lotes, com anuência
da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, e do Estado.
(…)
§ 2o - Nas hipóteses dos incisos Il e III, o O�cial do Registro de Imóveis fará publicar, em
resumo, edital do pedido de cancelamento, podendo este ser impugnado no prazo de 30
(trinta) dias contados da data da última publicação. Findo esse prazo, com ou sem
impugnação, o processo será remetido ao juiz competente para homologação do pedido de
cancelamento, ouvido o Ministério Público.
Logo, a alternativa “e” está errada.
Art. 24. O processo de loteamento e os contratos de depositados em Cartório poderão ser 
examinados por qualquer pessoa, a qualquer tempo, independentemente do pagamento de 
custas ou emolumentos, ainda que a título de busca.
Art. 25. São irretratáveis os compromissos de compra e venda, cessões e promessas de cessão, 
os que atribuam direito a adjudicação compulsória e, estando registrados, confiram direito real 
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
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Contratos
oponível a terceiros.
A Lei 6.766/79 tratou o parcelamento do solo a partir de uma perspectiva publicista. 
Porém, não houve o abandono dos aspectos civis, tendo em vista a alienação dos lotes e os 
direitos adquiridos por terceiros.
No art. 24, vemos a previsão da estabilidade dos contratos que tenham por objeto direito real. 
O contrato do promitente comprador é elencado no Código Civil em seu art. 1.225, VIII. Nesse 
contrato, de natureza preliminar ao contrato de compra e venda, é atribuído ao comprador, 
direito real à aquisição do imóvel, da mesma maneira que é previsto nos artigos 1.417 e .1418, 
ambos do Código Civil.
A partir do Art. 25, é estabelecida a possibilidade de adjudicação compulsória, em relação 
ao instituto da promessa de compra e venda, que possui natureza de direito real, e produz 
o mesmo efeito do contrato de compra e venda. Cumpre assinalar, a fixação da 
irretratabilidade dos compromissos de compra e venda, cessões e promessas de cessão, os que 
atribuam direito a adjudicação compulsória.
Art. 25. São irretratáveis os compromissos de compra e venda, cessões e promessas de cessão, 
os que atribuam direito a adjudicação compulsória e, estando registrados, confiram direito real 
oponível a terceiros.
Art. 26. Os compromissos de compra e venda, as cessões ou promessas de cessão poderão ser 
feitos por escritura pública ou por instrumento particular, de acordo com o modelo depositado 
na forma do inciso VI do art. 18 e conterão, pelo menos, as seguintes indicações:
I - nome, registro civil, cadastro fiscal no Ministério da Fazenda, nacionalidade, estado civil e 
residência dos contratantes;
II - denominação e situação do loteamento, número e data da inscrição;
III - descrição do lote ou dos lotes que forem objeto de compromissos, confrontações, área e 
outras características;
IV - preço, prazo, forma e local de pagamento bem como a importância do sinal;
V - taxa de juros incidentes sobre o débito em aberto e sobre as prestações vencidas e não 
pagas, bem como a cláusula penal, nunca excedente a 10% (dez por cento) do débito e só 
exigível nos casos de intervenção judicial ou de mora superior a 3 (três) meses;
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79
25. Lei do Parcelamento do Solo Urbano - Lei 6.776/79 29/47
VI - indicação sobre a quem incumbe o pagamento dos impostos e taxas incidentes sobre o 
lote compromissado;
VII - declaração das restrições urbanísticas convencionais do loteamento, supletivas da 
legislação pertinente.
§ 1º O contrato deverá ser firmado em 3 (três) vias ou extraídas em 3 (três) traslados, sendo um 
para cada parte e o terceiro para arquivo no registro imobiliário, após o registro e anotações 
devidas.
§ 2º Quando o contrato houver sido firmado por procurador de qualquer das partes, será 
obrigatório o arquivamento da procuração no registro imobiliário.
§ 3º Admite-se, nos parcelamentos populares, a cessão da posse em que estiverem 
provisoriamente imitidas a União, Estados, Distrito Federal, Municípios e suas entidades 
delegadas, o que poderá ocorrer por instrumento particular, ao qual se atribui, para todos os 
fins de direito, caráter de escritura pública, não se aplicando a disposição do inciso II do art. 134 
do Código Civil.                        (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 4º A cessão da posse referida no § 3o, cumpridas as obrigações do cessionário, constitui 
crédito contra o expropriante, de aceitação obrigatória em garantia de contratos de 
financiamentos habitacionais.                     (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 5º Com o registro da sentença que, em processo de desapropriação, fixar o valor da 
indenização, a posse referida no § 3o converter-se-á em propriedade e a sua cessão, em 
compromisso de compra e venda ou venda e compra, conforme haja obrigações a cumprir ou 
estejam elas cumpridas, circunstância que, demonstradas ao Registro de Imóveis, serão 
averbadas na matrícula relativa ao lote.                        (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
§ 6º Os compromissos de compra e venda, as cessões e as promessas de cessão valerão como 
título para o registro da propriedade do lote adquirido, quando acompanhados da respectiva 
prova de quitação.       (Incluído pela Lei nº 9.785, de 1999)
No art. 26, da Lei 6.766/79, são fixados os aspectos formais

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