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PROPOSTAS DE ESCRITA Escrita pelo professor O professor é referência de escritora para os estudantes, à medida que utiliza a escrita em situações cotidianas, escrevendo rotinas, bilhetes, nomes, textos, entre outros, levando todas a pensarem sobre os usos e as práticas de linguagem. Existem muitas possibilidades de realização das atividades de escrita com o grupo, mas aqui destacamos a produção oral com destino escrito. Nestas situações os estudantes ditam um texto e o professor escreve, ocupando o papel de escriba. Com esta proposta, os estudantes conseguem perceber a diferença entre o oral e o escrito, aprendem para que serve escrever e como se faz e praticam a escrita a partir do que pensam, construindo-a coletivamente. Também aprendem que a escrita requer uma série de procedimentos, pois além de utilizar as letras alinhadas da esquerda para a direita, é necessário inserir sinais de pontuação, cortar e separar palavras, frases, parágrafos etc.; ler e reler o que se escreve para verificar se não se esqueceu ou repetiu palavras e checar se há ordem lógica no texto produzido. O trabalho com produção de textos deve ser uma prática contínua buscando aproximar-se o máximo possível das práticas sociais, como escrever para não esquecer alguma informação, escrever uma mensagem a um destinatário ausente ou uma mensagem para que atinja um grande número de pessoas, escrever para identificar um objeto ou uma produção etc. Ao realizar uma produção oral com destino escrito, é importante que o professor escreva fielmente o que os estudantes ditam, sem mudar as palavras ou frases para que tenham sentido. Vale instigar as crianças a refletirem a respeito da escrita, fazendo perguntas como: “como eu escrevo essa palavra?”, “com que letra começa?”, “que outra palavra me ajuda a escrevê-la?”. Após a escrita, inicia-se a revisão, principalmente se a intenção é fazer com que o texto circule entre a comunidade escolar e os pais, como no caso de convites, registros de pesquisas, cartas e indicações literárias etc. É necessário discutir com os estudantes as marcas da oralidade como “aí, né etc.” realizando trocas por conectivos mais adequados à linguagem escrita e por expressões que marcam temporalidade, causalidade etc., como: “de repente, um dia, muitos anos depois” etc. Supervisão de Currículo, Inovação e Recursos Didáticos Supervisão de Currículo, Inovação e Recursos Didáticos Esse é um momento riquíssimo para a aprendizagem para os estudantes, pois a revisão dos textos produzidos coletivamente leva o estudante a aprender a conceber a escrita como um processo, começando a coordenar os papéis de produtor e leitor a partir da sua intervenção ou da parceria com outro estudante durante o processo de produção. Escrita pelo estudante Se considerarmos que os estudantes não alfabetizados podem escrever de acordo com suas próprias hipóteses, isso signi�ca pensar que supostamente poderiam escre- ver qualquer texto, desde que não seja esperado que o façam de forma convencional. Escrever com suas próprias hipóteses é fundamental para refletir sobre a escri- ta. Por isso, é importante criar momentos nos quais os estudantes possam escrever sozinhas, em duplas ou em pequenos grupos, colocando-as em situações de escritoras a partir de propostas que envolvem, por exemplo: • próprio nome e dos colegas; • diferentes tipos de listas; • escrita de títulos; • escrita de textos de memória, como parlendas, poema ou canção; • escrita de textos a partir de outros, como um bilhete ou carta de um persona- gem para outro; • escrita de convites; • escrita de bilhetes ou cartazes; • reescrita de contos e lendas conhecidas. Quando propomos uma atividade de escrita para os estudantes, estamos partindo do pressuposto que eles têm conflitos cognitivos a resolver e precisam utilizar todas as informações que possuem sobre a escrita. Precisam pensar sobre quantas quais letras devem colocar para escrever, usar o conhecimento disponível sobre o siste-ma de escrita e buscar material escrito que possa ajudar a decidir como grafar etc. Supervisão de Currículo, Inovação e Recursos Didáticos Como os estudantes encontram-se em momentos diferentes no processo de construção da escrita, essa diversidade pode resultar em ganhos no desenvolvimento do trabalho. Daí a importância de uma prática educativa que aceita e valoriza as diferenças individuais e alimenta a troca de experiências e conhecimentos entre eles. A formação de agrupamentos produtivos é uma estratégia potente para promover avanços das aprendizagens dos estudantes, realizados a partir de critérios como as hipóteses próximas de escrita. Recomenda-se o uso de letras maiúsculas (letra bastão) no período inicial da alfabetização, quando a maioria dos estudantes ainda não é alfabética. Referências SESI-SP. Orientações didáticas do movimento do aprender: Língua Portuguesa: 1 ano EF. São Paulo: SESI-SP, 2021. SESI-SP. Orientações didáticas do movimento do aprender no Sistema SESI-SP de Ensino: educação infantil. São Paulo: SESI-SP, 2013.