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Maria Eduarda Ramos e Renata Marques - Medicina - turma 30D 
 
SP 3.1 → Tutoria 
 
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC): 
O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma das principais ferramentas, adotada inclusive pela Organização Mundial de Saúde 
(OMS), para calcular o chamado “peso ideal”. Obtido a partir do peso e da altura do indivíduo, o IMC também aponta níveis de 
magreza e obesidade, que são usados para nortear o trabalho de profissionais de saúde e de educadores físicos. 
De acordo com a faixa etária, outras medidas corporais também são recomendadas para um diagnóstico mais adequado, como 
perímetro da cintura, da panturrilha, entre outros. A classificação do estado nutricional por meio das medidas corporais é um 
dos subsídios para o diagnóstico do estado de saúde do indivíduo e, quando necessário, deve ser complementado com análise e 
outros aspectos (clínicos, sociais e ambientais) pelos profissionais de saúde. 
 
→ Cálculo do IMC: 
Divide-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. Diz-se que 
o indivíduo tem peso normal quando o resultado do IMC está entre 18,5 e 24,9. 
 
Em adultos, o padrão internacional para diagnóstico da obesidade é o IMC, mas 
em crianças e adolescentes, a classificação de sobrepeso e obesidade segundo o IMC é mais arbitrária, não se relacionando com 
morbidade e mortalidade da forma como se define obesidade em adultos, devido a massa óssea está sendo constantemente 
alterada pelos processos de puberdade e amadurecimento. Já os idosos possuem pontos de cortes de IMC diferenciados devido 
à alteração da sua composição corporal. 
 
DICA! Já caiu na prova: questão objetiva para fazer o IMC de um paciente e até o P3 será cobrado isso em questão. 
 
METABOLISMO: 
O metabolismo é a soma de todas as transformações químicas que ocorrem em um organismo. Ele é uma atividade celular 
altamente coordenada, em que muitas vias metabólicas cooperam para desempenhar suas funções básicas, são elas: 
1. Obter energia química do ambiente, por captura de energia solar ou por degradação de nutrientes; 
2. Converter moléculas de nutrientes em moléculas do próprio organismo; 
3. Polimerizar precursores monoméricos em produtos poliméricos (ex.: aminoácidos proteínas); 
4. Sintetizar e degradar biomoléculas requeridas em funções celulares especializadas. 
→ CATABOLISMO: 
O catabolismo consiste em processos relacionados a degradação de substâncias complexas com concomitante geração de 
energia. Parte dessa energia é conservada na forma de ATP e de transportadores de elétrons reduzidos; o restante é perdido 
como calor. Esses processos se baseiam na oxidação de moléculas, ou seja, na perda de elétrons. No entanto, é importante 
considerar que muitos substratos das vias anabólicas são formados como intermediários nos processos catabólicos e vice-versa. 
 
→ ANABOLISMO: 
O anabolismo consiste em processos que envolvem primariamente a síntese de moléculas orgânicas complexas a partir de 
precursores pequenos e simples. Esses processos necessitam de energia, geralmente na forma de potencial de transferência do 
ATP, e do poder redutor de transportadores de elétrons e baseiam-se na redução de moléculas (ganho de elétrons). 
NUTRIENTES: 
Nutrientes são todas as substâncias químicas que fazem parte dos alimentos e que são absorvidas pelo organismo, sendo 
indispensáveis para o seu funcionamento. Também podemos dizer que os nutrientes são os produtos dos alimentos depois de 
degradados. Assim, os alimentos são digeridos para que os nutrientes sejam absorvidos (processo pelo qual os nutrientes 
chegam ao intestino e, daí, passam para o sangue, agindo sobre o organismo). 
 
→ MACRONUTRIENTES: 
Os macronutrientes são os nutrientes dos quais o organismo precisa em grandes quantidades e que são amplamente 
encontrados nos alimentos. São especificamente os carboidratos, as gorduras e as proteínas. 
 
 
 Maria Eduarda Ramos e Renata Marques - Medicina - turma 30D 
 
→ MICRONUTRIENTES: 
Ao contrário dos macronutrientes, existem nutrientes que não precisamos absorver em grandes quantidades, embora eles sejam 
muito importantes para o bom funcionamento de nosso organismo. São os micronutrientes, encontrados nos alimentos em 
concentrações pequenas. Existem dois tipos de micronutrientes: as vitaminas e os minerais. 
 
↪ GUIA ALIMENTAR E DIETA BALANCEADA: 
O Guia Alimentar reconhece e considera os princípios e diretrizes do Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional e 
do Marco de Referência da Educação Popular para as Políticas Públicas. Além deles, há cinco princípios incluídos no Guia 
Alimentar: 
 
1. Alimentação é mais que ingestão de nutrientes; 
2. Recomendações sobre alimentação devem estar em sintonia com seu tempo; 
3. Alimentação adequada e saudável deriva de sistema alimentar social e ambientalmente sustentável; 
4. Diferentes saberes geram o conhecimento para a formulação de guias alimentares; 
5. Guias alimentares ampliam a autonomia nas escolhas alimentares. 
 
A partir desses princípios, o Guia traz recomendações que orientam para a escolha de alimentos que componham refeições 
nutricionalmente balanceadas, saborosas e culturalmente apropriadas, e, ao mesmo tempo, promotoras de sistemas alimentares 
social e ambientalmente sustentáveis. A alimentação saudável é o mesmo que dieta equilibrada ou balanceada e pode ser 
resumida por três princípios: variedade, moderação e equilíbrio. 
Princípios da alimentação saudável: 
 
↦ Variedade: é importante comer diferentes tipos de alimentos pertencentes aos diversos grupos; a qualidade dos alimentos 
tem que ser observada. 
↦ Moderação: não se deve comer nem mais nem menos do que o organismo precisa; é importante estar atento à quantidade 
certa de alimentos. 
↦ Equilíbrio: quantidade e qualidade são importantes; o ideal é consumir alimentos variados, respeitando as quantidades de 
porções recomendadas para cada grupo de alimentos. Ou seja, “comer de tudo um pouco”. 
 
Além da ingestão de água, que tem vários benefícios. Dentre eles, destaca-se: transporte de nutrientes, ser o principal solvente 
(permitindo que reações químicas aconteçam), regulação da temperatura corporal e é essencial em processos fisiológicos, desde 
a digestão até a absorção e excreção de substâncias. 
E a ingestão de fibras, que não são consideradas nutrientes porque não são absorvidas pelo organismo, isto é, não vão para a 
corrente sanguínea. Mesmo assim, são essenciais para manter o bom funcionamento do intestino, prevenir o câncer intestinal, 
auxiliar na sensação de plenitude gastrointestinal (a sensação de fome passa mais rápido e a sensação de saciedade dura mais 
tempo), diminuir o açúcar do sangue (ajudando no tratamento e controle da diabetes) e reduzir os níveis do colesterol, entre 
outras funções. 
 
CARBOIDRATOS: 
Os carboidratos são nutrientes que fornecem energia para o nosso organismo. A ingestão de carboidratos evita que as proteínas 
dos tecidos sejam usadas para o fornecimento de energia. Quando isso ocorre, há comprometimento do crescimento e reparo 
dos tecidos, que são as funções importantes das proteínas. 
Os carboidratos podem ser simples ou complexos. 
1. Simples = são moléculas menores de carboidratos e estão presentes em alimentos como o açúcar e o mel. Podem também 
ser resultados da digestão dos carboidratos complexos. 
2. Complexos = são moléculas maiores, que levam mais tempo para serem absorvidas, já que, antes disso, precisam ser 
transformadas em carboidratos simples. Estão presentes nos pães, arroz, milho e massas. 
 
As cadeias de carboidrato podem variar de tamanho, e os carboidratos biologicamente importantes pertencem a três categorias: 
monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos. 
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1. MONOSSACARÍDEOS: São os açúcares que não podem ser hidrolisados em carboidratos mais simples. Podem ser 
classificados em trioses, tetroses, pentoses, hexoses e heptoses, dependendo do número de átomos de carbono (3 a 7), e 
como aldoses ou cetoses,em função dos grupamentos aldeídos ou cetona. 
2. DISSACARÍDEOS: São carboidratos compostos por duas moléculas de monossacarídeos ligadas entre si. Alguns exemplos 
de dissacarídeos incluem a sacarose (glicose + frutose), encontrada no açúcar de mesa e na cana-de-açúcar, e a lactose 
(glicose + galactose), encontrada no leite e seus derivados. 
 
3. POLISSACARÍDEOS: São carboidratos complexos compostos por muitas moléculas de monossacarídeos ligadas entre si. 
Os polissacarídeos são classificados em dois grupos principais: 
a) Amido: É a forma de armazenamento de energia nas plantas. É encontrado em alimentos como arroz, batata, pão e 
massa. O amido é digerido no intestino delgado, sendo quebrado em moléculas de glicose para serem absorvidas. 
b) Celulose: É o principal componente estrutural das células vegetais. A celulose não pode ser digerida pelo organismo 
humano devido à falta de uma enzima específica para sua quebra. No entanto, desempenha um papel importante na 
saúde intestinal, fornecendo fibra alimentar e promovendo a saúde do sistema digestivo. 
 
PROCESSO DE DIGESTÃO DO CARBOIDRATO: 
Existe uma relação bastante estreita entre o metabolismo dos carboidratos e alguns órgãos. 
Desses, é preciso destacar a boca, o estômago e o intestino delgado. 
↪ BOCA: 
É na boca que se inicia o processo de metabolização dos carboidratos. Uma vez que um alimento é digerido, uma enzima 
chamada amilase salivar se encarrega em quebrar o amido em moléculas menores, como a maltose e a dextrina. Esse processo 
permite a transformação de carboidratos complexos em carboidratos mais simples para facilitar os processos que envolvem essa 
biomolécula. 
 
↪ ESTÔMAGO: 
A ação da amilase salivar é reduzida no estômago – devido ao ambiente ácido, esse órgão é primordial para o metabolismo por 
funcionar como local de transporte do alimento para o intestino delgado. Por isso, compreende-se que a acidez gástrica reduz a 
atividade da amilase salivar, provocando uma inativação parcial de sua atividade. 
 
↪ INTESTINO: 
É no intestino delgado que ocorre a maior parte da digestão e absorção dos carboidratos. No duodeno, a ação da bile é 
indispensável para o metabolismo dessa biomolécula. A bile produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar é liberada na 
presença do bolo alimentar para emulsificar a gordura e promover a ação enzimática que resulta na absorção dos carboidratos. 
O intestino delgado apenas consegue absorver os carboidratos na forma de monossacarídeos. 
 
E como funciona a digestão? Na dieta, os carboidratos estão presentes em forma de amido, dissacarídeos e monossacarídeos e 
eles necessitam de uma digestão química antes de sua absorção. Uma vez que o alimento sofre a ação da amilase salivar na 
boca, ele não necessita de nenhuma secreção de enzima gástrica. Contudo, os carboidratos, uma vez absorvidos, promovem a 
viscosidade do muco que protege a mucosa gástrica. 
A amilase pancreática tem um papel fundamental para a digestão dos carboidratos e atua em conjunto com as enzimas da 
superfície luminal do intestino delgado como as dipeptidases e dissacaridases para completar a digestão. O suco pancreático é 
um outro elemento importante para digestão dos carboidratos por ser rico em HCO3 e atuar em conjunto com as enzimas que 
completam a digestão intraluminal não apenas dos carboidratos, mas também de proteínas e gordura. As reservas pancreáticas 
do pâncreas exócrino produzem mais enzima do que o necessário para digerir uma refeição, principalmente para promover a 
digestão adequada dos carboidratos. 
E como funciona a absorção? Os carboidratos resultantes da digestão de membrana que ocorre pela ação da amilase salivar e 
pelas enzimas pancreáticas são absorvidos por processos de transporte específicos para cada monossacarídeo. Essas vias de 
transporte estão presentes na membrana apical das células apicais das vilosidades do intestino delgado. Os três 
monossacarídeos que se originam da digestão são a glicose, a galactose e a frutose e são captadas para as células apicais, 
levadas para a célula epitelial e posteriormente saem pela membrana basolateral, completando o processo de absorção. 
 
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O cotransportador SGLT1 é a proteína que capta a glicose e a galactose na membrana apical, enquanto o GLUT2 facilita o 
transporte dos três monossacarídeos pela membrana basolateral. No cólon, os ácidos graxos resultantes do catabolismo dos 
carboidratos que não foram absorvidos no intestino delgado são absorvidos pela microflora presente neste órgão. 
METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS: 
O metabolismo dos carboidratos acontece de muitas formas, dentre elas: 
↦ Glicólise: é um processo que quebra a glicose em ATP e piruvato, moléculas que são usadas no organismo para a produção de 
energia; 
↦ Glicogênese: é um processo em que se produz glicogênio para ser armazenado no fígado e, em menores quantidades, nos 
músculos. Este processo acontece após a ingestão de alimentos ricos em carboidratos; 
↦ Gliconeogênese: nessa via metabólica a glicose é produzida a partir de outras fontes além dos carboidratos, como glicerol, 
ácidos graxos, aminoácidos ou lactato. Esta via é ativada quando o organismo passa por um período de jejum prolongado; 
↦ Glicogenólise: é um processo em que o glicogênio armazenado no fígado e/ou nos músculos é quebrado para formar glicose. 
Esta via ativa-se quando o organismo requer um aumento de glicose no sangue. 
 
Estas vias metabólicas são ativadas de acordo com as necessidades do organismo e da situação em que se encontra. 
 
OBS.: ASSUNTO IMPORTANTE PARA ENTENDER O TBL ABAIXO! 
 
Referências: Prefeitura de São Paulo, Ministério da Saúde, Sanar, BVS, Khan Academy, Guia Alimentar. 
 
 
 
Cadeia respiratória e fosforilação → Tbl 
 
CADEIRA RESPIRATÓRIA: 
Durante a respiração celular, uma molécula de glicose é gradualmente decomposta em dióxido de carbono e água. Ao longo do 
caminho, alguns ATPs são produzidos diretamente nas reações que transformam a glicose. No entanto, mais tarde, muito mais 
ATP é produzido em um processo chamado de fosforilação oxidativa. A fosforilação oxidativa é alimentada pelo movimento de 
elétrons através da cadeia transportadora de elétrons, uma série de proteínas incorporadas na membrana interna da 
mitocôndria. 
 
Esses elétrons vêm originalmente da glicose e são levados à cadeia transportadora de elétrons por carreadores de elétrons NAD+ 
e FAD, que se tornam NADH e FADH2 quando recebem elétrons. Para ser claro, isto é o que está acontecendo no diagrama acima 
quando este mostra +NADH ou +FADH2. A molécula não está aparecendo do nada, ela está apenas sendo convertida em sua 
forma transportadora elétrons: 
 
 
 
 
 
Para ver como uma molécula de glicose é convertida em dióxido de carbono e como sua energia é armazenada em ATP e 
NADH/FADH2 em uma das células do seu corpo, vamos caminhar passo a passo através das quatro etapas da respiração celular. 
São elas: 
 
1. GLICÓLISE: Na glicólise, a glicose sofre uma série de transformações químicas. Ao final, é convertida em duas moléculas de 
piruvato, uma molécula orgânica de três carbonos. Nessas reações, produz-se ATP e NAD+ é convertido em NADH. 
 
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2. OXIDAÇÃO DO PIRUVATO: Cada piruvato da glicólise passa para a matriz mitocondrial. Lá, ele é convertido em uma 
molécula de dois carbonos ligada à Coenzima A, conhecida como acetil CoA. Libera-se dióxido de carbono e NAD é 
produzido. 
 
3. CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO: A acetil CoA produzida na última etapa combina-se com uma molécula de quatro carbonos e 
passa por um ciclo de reações, produzindo por fim a molécula de partida, de quatro carbonos. ATP, NADH e FADH2 são 
produzidos e o dióxido de carbono é liberado. 
 
4. OXIDAÇÃO FOSFORILATIVA: O NADH e o FADH2, produzidos nas outras etapas depositam seus elétrons na cadeia 
transportadora de elétrons, retornando à forma "pura" (NAD+ e FADH2). À medida que os elétrons descempela cadeia, 
libera-se energia que é usada para bombear prótons para fora da matriz, formando uma gradiente. Os prótons voltam para 
a matriz por meio de uma enzima chamada de ATP sintase, produzindo ATP. Ao final da cadeia transportadora de elétrons, o 
oxigênio recebe elétrons e adquire prótons para formar água. 
 
OBS.: A glicólise pode ocorrer sem oxigênio em um processo chamado fermentação. As outras três etapas da respiração celular — 
oxidação de piruvato, o ciclo do ácido cítrico e fosforilação oxidativa — requerem oxigênio para ocorrer. Somente a fosforilação 
oxidativa usa oxigênio diretamente, mas as outras duas etapas não funcionam sem a fosforilação oxidativa. 
 
FOSFORILAÇÃO: 
A cadeia transportadora de elétrons é uma série de proteínas e moléculas orgânicas encontradas na membrana interna da 
mitocôndria. Os elétrons são passados de um componente da cadeia transportadora para outro em uma série de reações redox. 
A energia liberada nestas reações é capturada na forma de um gradiente de prótons, o qual é usado para produzir ATP em um 
processo chamado quimiosmose. Juntas, a cadeia transportadora de elétrons e a quimiosmose formam a fosforilação oxidativa. 
As principais etapas desse processo, mostradas de maneira simplificada, incluem: 
 
1. Entrega de elétrons por NADH e FADH. Os carreadores reduzidos (NADH e FADH) das outras etapas da respiração celular 
transferem seus elétrons para moléculas próximas ao início da cadeia de transporte. No processo, eles voltam a ser NAD e 
FAD, que podem ser reutilizados em outras etapas da respiração celular. 
2. Transferência de elétrons e bombeamento de prótons. Conforme os elétrons passam pela cadeia, eles se movem de um nível 
de energia mais alta para um de mais baixa, liberando energia. Parte dessa energia é usada para bombear íons H, tirando-os 
da matriz celular e jogando-os no espaço intermembranar. Esse bombeamento estabelece um gradiente eletroquímico. 
3. Divisão do oxigênio, formando água. No final da cadeia de transporte de elétrons, os elétrons são transferidos para a 
molécula de oxigênio, que se divide ao meio e se junta ao H, formando água. 
4. Síntese de ATP causada pelo gradiente. Conforme os íons H, fluem a favor do gradiente para a matriz, eles passam por uma 
enzima chamada ATP sintase, que aproveita o fluxo de prótons para sintetizar ATP. 
CICLO DE KREBS: 
→ ETAPAS: Vamos seguir o ciclo passo a passo, observando como NADH, FADH2, e ATP/GTP são produzidos e onde as moléculas 
de dióxido de carbono são liberadas. 
 
- Etapa 1. Na primeira etapa do ciclo do ácido cítrico, o acetil CoA se liga a uma molécula com quatro carbonos, o 
oxaloacetato, liberando o grupo CoA e formando uma molécula com seis carbonos, chamada citrato. 
- Etapa 2. Na segunda etapa, o citrato é convertido em seu isômero, o isocitrato. Na realidade, este é um processo com duas 
etapas, que envolve primeiramente a remoção e em seguida a adição de uma molécula de água, por isso o ciclo do ácido 
cítrico é algumas vezes descrito como tendo nove etapas. 
- Etapa 3. Na terceira etapa, o isocitrato é oxidado e libera uma molécula de dióxido de carbono, restando uma molécula com 
cinco carbonos. Durante esta etapa, o NAD+ é reduzido, formando o NADH. A enzima catalisadora desta etapa, a isocitrato 
desidrogenase, é importante na regulação da velocidade do ciclo do ácido cítrico. 
- Etapa 4. A quarta etapa é semelhante à terceira. Neste caso, o alfacetoglutarato é oxidado, reduzindo o NAD+ a NADH e 
liberando uma molécula de dióxido de carbono no processo. A molécula restante, com quatro carbonos, se liga à Coenzima A, 
https://pt.khanacademy.org/science/biology/cellular-respiration-and-fermentation/variations-on-cellular-respiration/a/fermentation-and-anaerobic-respiration
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formando um composto instável, a succinil CoA. A enzima catalisadora desta etapa, a alfacetoglutarato desidrogenase, 
também é importante na regulação do ciclo do ácido cítrico. 
- Etapa 5. Aqui, o CoA do succinil CoA é substituído por um grupo fosfato, que em seguida é transferido ao ADP para formar 
ATP. Em algumas células, GDP é usada no lugar de ADP, formando GTP —guanosina trifosfato—como produto. A molécula de 
quatro carbonos formada nessa etapa é chamada de succinato. 
- Etapa 6. Na etapa seis, o succinato é oxidado formando outra molécula com quatro carbonos, chamada fumarato. Nessa 
reação, dois átomos de hidrogênios—com seus elétrons—são transferidos para FAD, produzindo FADH2. A enzima que realiza 
essa etapa se encontra inserida na membrana interna da mitocôndria, portanto FADH2 pode transferir seus elétrons 
diretamente para a cadeia transportadora de elétrons. 
- Etapa 7. Na etapa sete, a água é adicionada à molécula de fumarato, com quatro carbonos, convertendo-a em outra 
molécula com quatro carbonos, o malato; 
- Etapa 8. Na última etapa do ciclo do ácido cítrico, o oxaloacetato—composto de quatro carbonos inicial—é regenerado 
através da oxidação do malato. Outra molécula de NAD+ é reduzida a NADH no processo. 
 
→ PRODUTOS DO CICLO DE KREBS: 
Traçando o destino dos carbonos que entraram no ciclo do ácido cítrico e 
contando os carreadores de elétrons reduzidos— NADH e FADH2 — e ATPs 
produzidos. Em uma única volta do ciclo: 
● dois carbonos entram pela acetil CoA, e duas moléculas de dióxido 
de carbono são liberadas; 
● três moléculas de NADH e uma molécula de FADH2 são geradas; 
● uma molécula de ATP ou GTP é produzida. 
 
Esses valores são para uma volta do ciclo, correspondendo a uma molécula 
de acetil CoA. Cada glicose produz duas moléculas de acetil CoA, então 
temos que multiplicar esses números por 2, se quisermos o rendimento por 
glicose. A cada volta, dois carbonos do acetil CoA entram no ciclo do ácido 
cítrico e duas moléculas de dióxido de carbono são liberadas. No entanto, 
as moléculas de dióxido de carbono não contém os átomos de carbono do 
acetil CoA que acabou de entrar no ciclo. Em vez disso, os carbonos do 
acetil CoA são inicialmente incorporados nos intermediários do ciclo e 
liberados na forma de dióxido de carbono somente durante voltas mais 
tardias. Após um número suficiente de voltas, todos os átomos de carbono 
do grupo acetila do acetil CoA serão liberados na forma de dióxido de 
carbono. 
↪ EM SÍNTESE… Na primeira etapa do ciclo, o acetil CoA combina-se com uma molécula aceptora com quatro carbonos, o 
oxaloacetato, formando uma molécula de seis carbonos, chamada citrato. Após uma rápida reorganização, a molécula com seis 
carbonos libera dois carbonos na forma de dióxido de carbono em duas reações semelhantes, produzindo uma molécula de 
NADH por vez. As enzimas que catalisam essas reações são fundamentais na regulação do ciclo do ácido cítrico, acelerando ou 
diminuindo a velocidade da reação de acordo com a demanda energética da célula. 
 
A molécula de quatro carbonos restantes sofre uma série de reações adicionais, primeiro produz uma molécula de ATP — ou, em 
algumas células, uma molécula semelhante chamada GTP — em seguida, reduz o transportador de elétrons FAD a FADH2 e 
finalmente, gera outro NADH. Este conjunto de reações regenera a molécula inicial, oxaloacetato, e assim o ciclo pode se repetir. 
 
No geral, uma volta do ciclo do ácido cítrico libera duas moléculas de dióxido de carbono e produz três NADH, um FADH2, e um 
ATP ou GTP. O ciclo do ácido cítrico dá duas voltas para cada molécula de glicose que entra na respiração celular, pois são 
produzidos dois piruvatos—e, portanto, dois acetil CoA —por glicose. 
 
Referências: Khan Academy, Anotações da aula, Sanar, USP. 
 
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Sistema digestório→ Medicina Morfofuncional 
 
O sistema digestório consiste em cavidade oral, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso, que compõem o tubo digestório, 
e suas glândulas associadas (glândulas salivares, fígado e pâncreas). Sua função é obter as moléculas necessárias para a 
manutenção,o crescimento e as demais necessidades energéticas do organismo a partir dos alimentos ingeridos. Moléculas 
grandes, como proteínas, lipídios, carboidratos complexos e ácidos nucleicos, são quebradas em moléculas menores, e junto a 
água, vitaminas e minerais, também obtidos dos alimentos, são absorvidos por meio do revestimento do tubo digestório. A 
camada mais interna do tubo digestório constitui ainda uma barreira protetora entre o conteúdo luminal (meio externo) e o 
meio interno do organismo. 
 
Todos os componentes do tubo digestório apresentam certas características estruturais em comum. Trata-se de um tubo oco 
composto de um lúmen, ou luz, cujo diâmetro é variável, circundado por uma parede formada por quatro camadas distintas: 
mucosa, submucosa, muscular e serosa. 
 
A camada mucosa é composta de: um revestimento epitelial, uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo rico em vasos 
sanguíneos e linfáticos e células musculares lisas, algumas vezes apresentando também glândulas e tecido linfóide, e uma 
muscular da mucosa, que separa a camada mucosa da submucosa e geralmente consiste em duas subcamadas delgadas de 
células musculares lisas, uma circular interna e outra longitudinal externa. Essas subcamadas promovem o movimento da 
camada mucosa, independentemente de outros movimentos do sistema digestório, aumentando o contato da mucosa com o 
alimento. 
 
A camada submucosa é composta de tecido conjuntivo com muitos vasos sanguíneos e linfáticos e um plexo nervoso 
submucoso (plexo de Meissner). Essa camada pode conter também glândulas e tecido linfóide. 
 
 
 
 
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A camada muscular contém células musculares lisas orientadas em espiral, divididas em duas subcamadas, de acordo com o 
direcionamento principal. Na subcamada mais interna (próxima do lúmen), a orientação é geralmente circular; na subcamada 
externa, é majoritariamente longitudinal. Entre essas duas subcamadas, observam-se o plexo nervoso mioentérico (ou plexo de 
Auerbach) e o tecido conjuntivo contendo vasos sanguíneos e linfáticos. Assim, as contrações da camada muscular, geradas e 
coordenadas pelos plexos nervosos, impulsionam e misturam o alimento ingerido no sistema digestório. Esses plexos são 
compostos principalmente de agregados de células nervosas (neurônios viscerais multipolares) que formam pequenos gânglios 
parassimpáticos. Uma rede rica em fibras pré e pós-ganglionares do sistema nervoso autônomo e algumas fibras sensoriais 
viscerais possibilitam comunicação entre esses gânglios. 
 
A camada serosa é formada por uma camada delgada de tecido conjuntivo frouxo, revestida por um epitélio pavimentoso 
simples, denominado mesotélio. Na cavidade abdominal, a serosa que reveste os órgãos é chamada de peritônio visceral e está 
em continuidade com o mesentério (membrana delgada revestida por mesotélio nos dois lados), que suporta os intestinos, e com 
o peritônio parietal, uma membrana serosa que reveste a parede da cavidade abdominal. Em locais em que o órgão está unido a 
outros órgãos ou estruturas, no entanto, a serosa é substituída por uma adventícia espessa, que consiste em tecido conjuntivo 
e, em algumas regiões, por tecido adiposo também, contendo vasos e nervos. Nesse caso, não há mesotélio. 
 
As principais funções do revestimento epitelial da mucosa do tubo digestório são: prover uma barreira seletivamente 
permeável entre o conteúdo do lúmen e os tecidos do organismo; facilitar o transporte e a digestão do alimento; promover a 
absorção dos produtos dessa digestão; e produzir hormônios que regulam a atividade do sistema digestório. Algumas células 
contidas nessa camada produzem muco para lubrificação e proteção. 
 
OBS.: Cabe ressaltar que a lâmina própria, localizada logo abaixo do epitélio, é uma zona rica em macrófagos e células 
linfóides, e algumas dessas células produzem anticorpos ativamente. Esses anticorpos são principalmente do tipo 
imunoglobulina A (IgA), que é secretada para o lúmen ligada a uma proteína produzida pelas células epiteliais do revestimento 
intestinal. Esse complexo (sIgA) protege contra invasões virais e bacterianas. Além das células de defesa dispersas no tecido, há 
nódulos linfóides na lâmina própria e na camada submucosa, que protegem o organismo (em associação com o epitélio) da 
invasão bacteriana. A necessidade desse suporte imunológico é óbvia, porque todo o sistema digestório – com exceção da 
cavidade oral, do esôfago e do canal anal – é revestido por um epitélio simples, bastante vulnerável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências: Junqueira & Carneiro, anotações feitas em sala. 
 
 
 
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Exames de glicemia → Medicina laboratorial 
 
A glicose é um carboidrato simples considerado a fonte de energia do corpo humano. A insulina, produzida pelo pâncreas, 
permite que a glicose entre em nossas células, dando energia ao nosso corpo. No entanto, se houver algo de errado com o 
pâncreas, a produção de insulina pode ser deficiente, fazendo com que a glicose fique no sangue, causando seu aumento. Este é 
um dos motivos pelos quais uma pessoa pode desenvolver a diabetes. 
Por outro lado, os níveis de glicose no sangue também podem cair, em um quadro chamado de hipoglicemia, em geral causado 
por jejum prolongado que causa baixa oferta de glicose. 
 
O EXAME: 
Em todos os casos, para manter os níveis ideais de glicose, é importante adotar hábitos de vida saudável, inserindo atividades 
físicas regulares à sua rotina, mesmo que de baixa intensidade; incluindo refeições saudáveis, com frutas e verduras à sua 
alimentação; e evitando ficar horas sem se alimentar. Por isso, o exame de glicose, também chamado de “exame de glicemia”, 
serve para estudar os níveis desse carboidrato circulando pelo corpo e serve como uma ferramenta de diagnóstico da diabetes, 
podendo indicar se o paciente está com níveis normais de glicose, pré-diabético ou com diabetes confirmada. 
 
A confirmação da diabetes é feita a partir da verificação do resultado de vários exames laboratoriais que avaliam a quantidade 
de glicose circulante no sangue: o exame de glicemia em jejum, o teste de glicemia capilar, o teste de tolerância à glicose 
(TOTG) e o exame da hemoglobina glicada. 
 
→ GLICEMIA EM JEJUM: 
Esse exame é o mais solicitado pelo médico e a análise é feita a partir da coleta de uma amostra de sangue em jejum de pelo 
menos 8 horas ou de acordo com a recomendação do médico. No caso do valor ser acima do valor de referência, o médico pode 
solicitar a realização de outros exames, principalmente o exame da hemoglobina glicada, que indica a quantidade média de 
glicose nos três meses anteriores à realização do exame. 
Dessa forma, o médico pode avaliar se a pessoa tem risco ou possui a doença. 
 
→ GLICEMIA CAPILAR: 
O teste de glicemia capilar é o teste da picada no dedo, que é feito através da máquina de medição rápida de glicose, que pode 
ser encontrada em farmácias e dá o resultado na hora. Não é preciso fazer jejum para este teste e pode ser feito em qualquer 
momento do dia. 
Esse teste é mais utilizado pelas pessoas que já possuem o diagnóstico de pré-diabetes ou diabetes com o objetivo de controlar 
os níveis de glicose ao longo do dia. 
 
→ TOLERÂNCIA À GLICOSE (TOTG): 
O teste de tolerância à glicose, também conhecido como exame da curva glicêmica, é feito com o objetivo de avaliar o 
funcionamento do organismo frente às várias concentrações de glicose. Para isso, são realizadas três medições da glicose no 
sangue: a primeira é realizada em jejum, a segunda 1 hora após a ingestão da bebida açucarada, o dextrosol ou garapa, e a 
terceira 2 horas após a primeira medição. 
Esse exame é importante para ajudar no diagnóstico de diabetes, pré-diabetes, resistência à insulina e alterações pancreáticas, 
além disso, é muito solicitado na investigação da diabetes gestacional. 
 
→ HEMOGLOBINA GLICADA: 
O teste da hemoglobina glicadaou hemoglobina glicosilada é feito a partir da coleta de uma amostra de sangue em jejum e 
fornece informações sobre a quantidade de glicose circulante no sangue nos últimos 3 meses antes da realização do exame. Isso 
porque a glicose circulante no sangue se liga à hemoglobina e permanece ligada até que o tempo de vida da hemácia termine, 
que é de 120 dias. 
A hemoglobina glicada também pode ser usada para avaliar a melhora ou piora da doença, e quanto maior o valor, maior a sua 
gravidade e o risco de complicações. 
 Maria Eduarda Ramos e Renata Marques - Medicina - turma 30D 
 
 
DICA! Já foi questão de prova: Saber sobre os diferentes exames de glicemia + suas particularidades. 
VALORES DE REFERÊNCIA: 
 
GLICEMIA EM JEJUM menor que 99 = normal 
entre 100 e 125 pré-diabético 
maior que 126 = diabético 
GLICEMIA CAPILAR (2h pós refeição) menor que 200 = normal 
maior que 200 = diabético 
HEMOGLOBINA GLICADA menor que 5,6% 
entre 5,6% e 6,4% pré-diabético 
maior que 6,5% = diabético 
TOLERÂNCIA À GLICOSE menor que 140 = normal 
entre 141 e 199 = pré-diabético 
maior que 200 = diabético 
 
Através do resultado desses exames o médico consegue identificar a pré-diabetes e a diabetes e, assim, indicar o melhor 
tratamento para o paciente de modo a evitar complicações relacionadas com a doença, como a cetoacidose e a retinopatia, por 
exemplo. 
 
Quando é solicitado? Os exames que avaliam a quantidade de glicose no sangue são solicitados pelo médico quando a pessoa 
possui alguém na família com diabetes ou quando apresenta sintomas característicos da doença, como sede constante, vontade 
frequente de urinar ou perda de peso sem razão aparente, por favor. 
 
 
Referências: Anotações feitas em sala, Exames e Diagnósticos Ramos, Sociedade Brasileira de Diabetes.

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