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Módulo 1: 2ª e 3ª Semanas
Prof. Luiz Teves
luizteves@souunisuam.com.br
MAR/2025
PONTOS DAS AULAS
1. Roma Antiga: as estruturas sócio-
políticas.
2. Direito romano: transformações da
jurisdição e das codif icações.
3. Legado romano: tradição romanista e
CIC.
UAs – 2ª e 3ª SEMANAS
1. A formação da Roma Antiga.
2. Lei das XII Tábuas e Corpus Iuris Civilis (CIC).
3. A República Romana.
4. O Direito e as estruturas políticas no Império
Romano
5. Institutos de Direito Romano
6. A transição para o medievo e o conceito de
Antiguidade Tardia.
ROMA ANTIGA
ROMA ANTIGA
27 a.C. – 395 d.C. (Divisão)
476 d.C. (Queda do IR Ocidente)
ROMA ANTIGA
 PERÍODOS
• Monarquia: 753 a.C. – 509 a.C. 
• República: 509 a.C. – 27 a.C. 
• Império: 27 a.C. – 476 d.C.
 FASES E MARCOS DO DIREITO
• Arcaico: 753 a.C. – II a.C.
 Lei das Doze Tábuas: 451 a.C.
• Clássico: II a.C. – III d.C.
 Pretores e Jurisconsultos.
• Pós-clássico: III d.C. – VI d.C. (565 
d.C.: morte de Justiniano)
 Copus Iuris Civilis: Codex, Digesto, 
Institutas e Novellae.
ROMA ANTIGA
 IMPORTÂNCIA
• Foram quase 12 séculos de 
existência.
• As instituições políticas, sociais e 
jurídicas criadas durante o 
período marcaram os séculos 
seguintes ao seu fim.
• Ajudaram a moldar grande parte 
das codificações civis (privadas) 
no mundo.
• Conseguiram criar um Direito que 
dizia respeito a uma 
multiplicidade de povos e culturas 
distintos: um Direito 
transnacional, caso pensemos a 
partir de hoje.
ROMA ANTIGA
 MITO DE FUNDAÇÃO
• Lenda de Rômulo e Remo: 
mitologia romana. 
• Circulava como conto oral da época.
• Remonta à organização político-
jurídica da região de Lácio, 
composta por povos latinos e 
etruscos (indo-europeus) e que 
recebeu a diáspora grega.
• Não há muitas informações precisas 
sobre essa fundação: tempos depois, 
Virgílio foi contratado por um 
Imperador para escrever a Eneida, 
que narrava o período antes do mito 
(formação da Alba Longa): eram 
comuns os reinados naquela região 
(pequenas vilas, poucas pessoas). 
ROMA ANTIGA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• A Roma antiga passou a ganhar em 
importância ao se expandir 
territorialmente. Mas, a questão 
que centrava o debate romano era a 
forma de manter controle sobre a 
extensão territorial e a variedade 
de cultura e classes.
• O Direito está sempre associado 
às relações de poder de uma 
época: a mudança da estrutura 
jurídica era o resultado de uma 
mutação da organização política. 
• Percurso: primeiro, veremos a 
formação das as estruturas sócio-
políticas e, depois, o Direito nas 
transformações da Roma Antiga.
509 a.C.
290 a.C.
241 a.C.
197 a.C.
121 a.C.
44 a.C.
14 d.C.
138 d.C.
Expansão da Roma Antiga
ESTRUTURAS
POLÍTICAS
MONARQUIA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICO-SOCIAL
• A tradição assinala a data da fundação de 
Roma nos anos 753 a.C. 
• Até ao século III a.C., Roma foi uma cidade-
Estado: um agrupamento de homens livres 
estabelecidos em um pequeno território que 
defendem e onde participam nas decisões 
respeitantes ao interesse comum através de 
órgãos políticos fundamentais.
• A economia era baseada na terra: plantação e 
pecuária.
• A sociedade era dividida entre plebeus,
patrícios e escravos: uma característica que 
perdurará até o final do Império. 
• Os patrícios eram os descendentes dos 
fundadores de Roma e grandes proprietários 
rurais: era como se fosse uma oligarquia.
MONARQUIA ROMANA
 PATRÍCIOS
• Os patrícios eram compostos por homens livres, 
eles se agrupavam em famílias. Tal era o núcleo 
primitivo social, a cujo chefe (pater familias) se 
submetiam as pessoas e as coisas (pater potestas: 
viver e morrer).
• De um ancestral comum, as famílias passaram a 
ser reconhecidas como integrantes dos gens, no 
qual ficavam politicamente unidas sob a 
autoridade do pater gentis. Esse agrupamento 
era determinado pela ascendência familiar aos
fundadores de Roma (Julia, Cornelia etc.)
• Da agregação de várias gens nasceu a civitas
romana (cidadania das gentes).
• As gentes (clãs) tinham cidadania plena (votar, 
ser votado, servir nas legiões/exército etc.). 
Controlavam a política e os cargos 
administrativos da cidade. 
MONARQUIA ROMANA
 PLEBEUS, CLIENTES E ESCRAVOS
• Havia os plebeus, que eram pequenos 
proprietários de terras, comerciantes ou 
trabalhadores livres. Eram a classe (casta) 
inferior da sociedade Romana e não 
participavam na criação de leis. Eram 
considerados “estrangeiros” com relação à 
fundação de Roma (províncias próximas ou 
distantes).
• Existiam os clientes, que eram os plebeus 
apadrinhados (estrangeiros) por um Patrício. 
Ficavam submetidos ao pater familias. Mas, não 
detinha qualquer poder político.
• E, ao final da pirâmide, havia os escravos: os 
prisioneiros de guerras e os plebeus 
endividados. Eram uma propriedade, uma 
coisa (não confundir com os servos do 
feudalismo na Idade Média).
MONARQUIA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• A organização política compreendia três 
órgãos: 
• Rei (rex): era um monarca vitalício, mas 
eleito e não hereditário. Dirigia a civitas e 
cumpria funções religiosas, militares e 
judiciais. Distribuía as magistraturas 
(cargos públicos) e os cargos sacerdotais.
• Senado (senatus): 300 senadores oriundos 
das gens (os pater familias). Era um conselho 
dos anciões. Sua função era a de debater os 
assuntos públicos que interessavam aos 
habitantes da cidade. Também era um 
órgão de consulta do rei, confirmava os 
acordos celebrados, podendo até mesmo 
impor limites ao poder do rei, vetando leis 
apresentadas. Era responsável por apontar 
o novo rei. 
MONARQUIA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• A organização política compreendia três 
órgãos: 
• Assembleias das cúrias (Cúria era o nome 
dado em Roma para reunião de famílias): 
• Assembleias do populus romanus 
composta por 30 cúrias (patrícios e 
clientes em idade militar – até 45 anos). 
• Eram grupos de homens com poderes 
político-militares, assessorando o rei 
em causas militares.
• Também eram responsáveis por 
ratificar as leis instituídas pelo rei, 
organizar os recursos a serem 
empregados na jurisdição, bem como 
ratificar a eleição do próprio rei. 
REPÚBLICA ROMANA
 MUDANÇA NO EQUILÍBRIO DO PODER
• República (res publica), foi, nesse momento, 
usada como administração do bem público ou 
dos interesses públicos. Era o início da
separação entre a coisa pública e a coisa
privada (das famílias): ainda não é 
democrática, como pensamos atualmente.
• Em termos de estrutura do poder, o que 
aconteceu foi uma redistribuição: o último rei, 
Tarquínio, foi desposto por descontentamento 
dos patrícios por ações a favor dos plebeus. 
• No lugar do rei, os patrícios e o Senado 
colocaram um executivo transitório e 
desmembrado: dois cônsules.
• Os mandatos dos cônsules eram curtos, de até 1 
ano, enquanto o Senado tinha uma composição 
vitalícia (assumiram o poder).
REPÚBLICA ROMANA
 PERSISTÊNCIA DOS PLEBEUS
• Entretanto, essa transformação não impediu os 
plebeus. Continuaram não aceitando o fato das 
leis romanas não surtirem efeitos para eles, que 
eram a maioria da população e, além disso, a 
aplicação normativa era facilmente distorcida 
pelos intérpretes: a tradição oral era dominada
pelos patrícios em qualquer processo.
• A mudança veio progressivamente. Primeiro, 
pela capacidade de eleger seus próprios 
representantes (tribunos da plebe). Tinham o 
poder de vetar as decisões do Senado que 
fossem prejudiciais aos seus interesses.
• Depois, foi criada a Lei das XII Tábuas, entre os 
anos 451 e 449 a.C. Ela foi responsável por 
favorecer uma igualdade de classe, na medida 
em que as leis passaram a serem escritas e 
corriam menos riscos de serem manipuladas.
LEI DAS 12 TÁBUAS
Tábua I – Dos chamamentos a juízo.
Tábua II – Dos julgamentos e dos furtos.
Tábua III – Dos direitos de crédito.
Tábua IV – Do pátrio poder e do casamento.
Tábua V – Das heranças e das tutelas.
Tábua VI – Do direito de propriedade e da posse.
Tábua VII – Dos delitos.
Tábua VIII – Dos direitosprediais.
Tábua IX – Do direito público.
Tábua X – Do direito sacro.
Tábuas XI e XII – Sem título.
LEI DAS 12 TÁBUAS
Tábuas I e II – Estabelecia normas dos processos, como se deve fazer a abertura 
e o encerramento de um julgamento, a obrigação do réu comparecer ao 
julgamento etc. Isso garantia aos plebeus que os processos ocorreriam dentro 
de normas precisas e não inventadas no momento.
Tábua III – Fala sobre o julgamento e das penas que deveriam ser aplicadas aos 
devedores. Uma das punições, por exemplo, afirmava que os credores poderiam 
vender o devedor para saldar a dívida contraída.
Tábua IV – Expõe os poderes do chefe de família, conhecido como pater 
familias. O pai detinha o direito de matar um filho que nascesse com alguma 
deformidade, por exemplo. Da mesma forma, podia vendê-lo como escravo.
Tábua V – Caracteriza as heranças. Indicava que se uma pessoa morresse sem 
herdeiros ou testamento, quem receberia seria o parente mais próximo.
LEI DAS 12 TÁBUAS
Tábua VI – Esta descrevia como deveria ser a compra e a venda de 
propriedades. Como as mulheres eram vistas como objetos, também aqui se 
explica as condições pelas quais o marido deve proceder ao rejeitar a esposa.
Tábua VII – Aborda os delitos cometidos contra a propriedade, seja um bem 
imóvel ou um escravo. Se alguém destruiu algo, deverá pagar ou ser punido..
Tábua VIII – Estabelecia as medidas entre as propriedade vizinhas e regras de 
convivência entre os vizinhos.
Tábua IX – Proibia a entrega de um concidadão ao inimigo.
Tábua X – Garantia o respeito aos túmulos e aos mortos.
Tábua XI – Determinava a proibição do casamento entre patrícios e plebeus.
Tábua XII – Regulava o direito privado, como furtos ou a apropriação indevida 
de objetos.
REPÚBLICA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• Três órgãos constitucionais: Magistratura, 
Assembleias Populares e Senado.
• Magistratura - era o encargo de governar 
(patrícios com base na renda) distribuído por 
competências específicas:
• Cônsules: desempenhavam as funções dos 
antigos reis. Gozavam do poder de 
soberania (imperium) que lhes permitia 
comandar o exército, presidir o Senado e as 
assembleias populares e administrar a 
justiça. Eram eleitos dois cônsules para o 
período de 1 ano.
• Censores: administravam os bens públicos, 
organizavam o recenseamento dos cidadãos 
romanos e tutelavam a moralidade romana. 
Eram dois censores por períodos de cinco 
anos.
REPÚBLICA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• Magistratura
• Pretores: eram aqueles que administravam
a justiça (iurisdictio: poder-dever do Estado 
de julgar) entre cidadãos romanos (pretor 
urbano) e entre estrangeiros e romanos nas 
províncias (pretor peregrino).
• A extensão do seu poder compreendia a
região sobre a qual atuava: a República 
romana chegou a ter 16 pretores, 
designados para ocuparem regiões, como as 
da capital e as mais de 40 províncias. 
• Não eram juízes, mas verificavam a 
veracidade das alegações das partes e 
impunham limites à disputa (1ª fase do 
processo, a produção de provas), que seria 
decidida por um juiz designado por ele.
Províncias da República na Roma Antiga
REPÚBLICA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• Magistratura
• Edil : fiscalizavam os mercados e a limpeza 
da cidade, ocupavam-se das vias e dos 
edifícios públicos, vigiavam o trânsito, 
regulamentavam os preços, vigiavam pesos 
e medidas, organizam espetáculos e 
guardam os arquivos do Estado. Detinham 
a jurisdição criminal nos delitos 
relacionados com as suas atribuições.
• Questores: administram a justiça criminal, 
cobram multas e ocupam-se dos confiscos e 
do governo da tesouraria estatal.
• Ditadores: nomeado diante de um perigo 
extraordinário, assumindo todos os 
poderes durante 6 meses.
REPÚBLICA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• Assembleias Populares
• Composta de patrícios e plebeus, 
destinava-se à votação das leis e era 
responsável pela eleição dos cônsules. Era 
composta por quatro órgãos: Comícios das 
Cúrias, Comício das Centúrias, Comício das 
Tribos e Comício da Plebe.
• Comício da Plebe: eram assembleias da 
plebe convocadas e presididas por tribunos 
(imunidade de prisão, acusação e punição) 
que votam por plebiscitos. Em 287 a.C., 
tomaram-se verdadeiras assembleias 
legislativas. Seus plebiscitos tinham força 
de lei e atingiram o direito de veto das 
demais magistraturas. 
REPÚBLICA ROMANA
 ESTRUTURA POLÍTICA
• Senado
• Persiste como a assembleia dos homens 
considerados mais representativos por 
virtude da sua riqueza e autoridade 
(patrícios que exercem o pater familia). 
• Ganhou em escala e passou a ser composto 
por mais membros.
• Desempenhavam funções políticas de 
elevada importância: nas relações 
internacionais, na guerra, na 
administração pública, no culto religioso, 
na direção do exército, na designação de 
governadores das províncias, no processos 
legislativo.
IMPÉRIO ROMANO
 NOVA TRANSIÇÃO PELO DESEQUILÍBRIO
• A República foi o período de maior 
expansão territorial da Roma Antiga. 
• A transição para a forma do Império 
Romano veio atrelada a uma diminuição 
dessa expansão: era o período da Pax
Romana.
• Depois de Cônsules que deram mais 
poder aos plebeus, o Senado promoveu 
mudanças na composição política 
(período dos dois triunviratos). 
• Entretanto, o Senado perdeu força ao ver 
os novos eleitos se voltarem um contra o 
outro e também ao destronar, ou mesmo 
matar (Júlio César), aqueles indicados. 
IMPÉRIO ROMANO
 PRINCIPADO
• O Império iniciou como Principado 
(Otaviano Augusto), centralizando 
novamente o governo (27 a.C. – 285 d.C.). 
Nesse período, criou-se um duplo governo: 
monarquia fraca para Roma e absolutismo 
para as províncias imperiais.
• As magistraturas (cargos) permaneceram, 
mas perderam poder. Não tinham mais a 
representatividade, que passava a orbitar 
sobre a vontade do imperador.
• A administração se burocratizou com 
novos funcionários que dependiam 
diretamente do imperador: centralização 
das indicações e das decisões.
IMPÉRIO ROMANO
 QUESTÃO DO CRISTIANISMO
• Desde a República, a religião vinha perdendo 
força com relação ao poder do Estado. Havia 
um progressivo foco no setor político-
administrativo leigo e especializado, visando à 
expansão, e isto reverberou tanto em Roma, 
como nos seus territórios dominados. 
• Um grande exemplo que incomodou o domínio 
do Império foi o surgimento do cristianismo, 
que impactou e foi tratado como ameaça para o 
domínio político.
• A religião oficial do Império era politeísta, 
espelhando a Mitologia Grega.
• Entretanto, depois de tanto perseguir (jogando 
os cristãos no Coliseu), reconheceu como
religião oficial ao final do século IV, passando a 
adotar apenas o monoteísmo cristão.
IMPÉRIO ROMANO
 DOMINATO
• A última fase viria com a concentração maior
do poder. O Dominato: culmina na designação 
do Imperador pelas tropas das legiões romanas, 
Diocleciano (285 d.C. – 585 d.C.)
• Concentrou o poder inclusive para dentro de 
Roma. O Imperador passa a ter uma
investidura humana e divina. 
• Perda em importância da adaptação do Direito 
Romano baseado em precedentes: a adaptação 
caso a caso é substituída por um formalismo 
codificante das leis postas.
• Como derradeira produção do Império, passou-
se a consolidar todas as leis romanas com as 
atualizações apresentadas pelos jurisconsultos. 
Veremos: foi principalmente o Imperador 
Justiniano quem fez isso no século VI d. C.:
Corpus Iuris Civilis.
IMPÉRIO ROMANO
 DESESTABILIZAÇÃO E QUEDA
• A estrutura estabelecida no Império começa a 
apresentar falhas e inconsistências, sendo 
ineficaz diante das novas realidades :
• As lutas políticas internas em matéria de 
sucessão dinástica; 
• O fato de muitas províncias pretenderem se 
equiparar politicamente a Roma; 
• A falta de prestígio da autoridade romana; 
• Os violentos conflitos entre o Império 
Romano e o cristianismo; 
• A crise econômica que assolava a 
população, submetida a altíssimos 
impostos; 
• A extraordinária extensão territorial do 
Impérioe a permanente migração dos 
povos, chamada de invasão dos bárbaros.
ESTRUTURAS
JURÍDICAS
DIREITO ROMANO ARCAICO
 PERÍODO: 753 a.C. – II a.C.
• O rei era o responsável pela jurisdição.
• Ele era assessorado por sacerdotes, 
apontados por ele e responsáveis por 
acompanhar a resolução dos problemas entre 
os indivíduos.
• O costume era a principal fonte para 
resolução de casos (mos maiorum). Então, o 
era Direito baseado nos hábitos (o que o 
tempo consagrou) com a aprovação geral 
(diferente da lei escrita). O sacerdote era o 
responsável por sua identificação e 
interpretação, a decisão cabia a um juiz
eleito pelas partes (não havia pretores).
• Sistema das Ações da Lei: era um sistema 
processual oral e com um apego excessivo a 
gestos, atos e rituais.
DIREITO ROMANO CLÁSSICO
 PERÍODO: II a.C. – III d.C.
• O sistema processual anterior caiu em 
desuso pelo seu excessivo rigor. Entra em 
cena o papel dos jurisconsultos e dos 
pretores, atuando em Roma e nas 
províncias (eram mais de 40), substituindo 
os sacerdotes.
• Pretores: tinham outros poderes, mas eram 
os principais responsáveis pela jurisdição, 
pela resolução de causas entre as partes.
• Jurisconsultos: Estudiosos de renome que 
emitiam pareceres jurídicos sobre os casos 
concretos. Além dos pareceres, também 
ajudavam as partes sobre como agirem em 
juízo e orientavam leigos em negócios 
jurídicos. 
 PERÍODO: II a.C. – III d.C.
• Processo Formulário: competia ao pretor, 
em uma primeira etapa, receber as partes, 
ouvir e expedir uma fórmula: diretriz para 
as possíveis resoluções com base nas leis 
(ou outras fontes), fixando os limites. 
• A segunda etapa do processo era a 
indicação pelo pretor de um juiz delegado 
(privado), para julgar a causa com base na 
sua fórmula.
• A coletânea das fórmulas integrava os
Editos dos Pretores, que atualizava o 
Direito a todo momento (precedentes).
• Assim, era um direito pragmático e
casuísta: variação e criação de Direito a 
cada causa.
DIREITO ROMANO CLÁSSICO
 PERÍODO: II a.C. – III d.C.
• Assim, a evolução do período clássico do 
direito romano se deu lentamente por 
modificações práticas, emanadas pelos 
pretores e jurisconsultos diante de casos 
concretos (Editos e pareceres). 
• Essa atividade deles supria as lacunas das 
normas vigentes ou mesmo as contrariava. 
Normas que eram editadas por magistrados 
ou pelas assembleias populares. Assim, era 
uma jurisdição descentralizada.
• Esse novo exercício da jurisdição acabava 
gerando o que os teóricos do Direito 
chamam hoje de um Direito em
construção ou vivo: a sociedade cria e 
aprimora o Direito ativamente.
DIREITO ROMANO CLÁSSICO
DIREITO ROMANO PÓS-CLÁSSICO
 PERÍODO: III d.C. – VI d.C.
• Centralização progressiva da produção 
do direito nas mãos do imperador: 
começam a surgir a Lex Regia e as
Constituições Imperiais (não eram 
submetidas ao Senado).
• Os jurisconsultos passam a assumir 
cargos oficiais: burocratização da 
justiça. 
• Era o fim do papel fundamental dos 
pretores e seus Editos, agora submissos 
ao imperador.
• Passamos a era do Édito Perpétuo: o 
imperador passou a ditar como seriam 
exercidas a jurisdição e a decisão.
 PERÍODO: III d.C. – VI d.C.
• Não existiam mais juízes delegados e 
privados inovando o Direito, mas a 
centralização da administração da justiça 
nos funcionários designados pelo 
imperador (juízes), com os estudiosos do 
Direito também servindo ao imperador 
(jurisconsultos).
• O modelo se torna objetivista: restrição 
àquilo que o imperador desejava. 
• De um Direito vivo e difuso do período 
Clássico, passamos a um Direito Público
Autocrático, centralizado: monismo
jurídico (ossificou o direito).
• Nesse período, o Direito Romano se apega 
mais à lei escrita e se torna rígido.
DIREITO ROMANO PÓS-CLÁSSICO
LEGADO
ROMANO
LEGADO ROMANO
 Corpus Iuris Civilis
• Obra organizada pelo imperador 
Justiniano. Foi a coletânea de 4 
conjuntos: Codex, Digesto, 
Institutas e as Novellae. 
• Foi Dionísio Godofredo quem 
batizou essa coletânea de Corpus 
Iuris Civilis, já no século XVI.
• A sua importância deriva do fato 
de que foi por seu intermédio 
que o Direito Romano foi 
preservado para ser a base de 
todo o Direito Ocidental que 
conhecemos hoje.
LEGADO ROMANO
 CIC: Codex
• Era a codificação de todas as leis e 
constituições produzidas pelos 
imperadores. 
• Dividida em 12 livros: 
• O Livro I faz invocação a Jesus 
Cristo e consagra as fontes do 
direito. Cuida do direito de asilo e 
das funções dos diversos agentes 
imperiais. 
• O Livro II trata principalmente do 
Direito Processual. 
• Os livros III a VIII tratam do 
Direito Penal. 
• Os livros X a XII cuidam do 
Direito Administrativo e do 
Direito Tributário.
LEGADO ROMANO
 CIC: Digesto
• Era a codificação de todos os pareceres 
dos jurisconsultos clássicos. 
• 50 livros dividido em 9 partes ou 
especialidades: 1. Parte Geral; 2. 
Direitos Reais; 3. Obrigações; 4. 
Direitos Pessoais; 5. Direito das 
Sucessões; 6. Direito Processual; 7. 
Obrigações Especiais; 8. Direito Penal; 
9. Direito Público.
 CIC: Institutas e Novellae
• As Institutas eram um manual de 
direito para estudantes. Uma obra 
simples, de linguagem clara e objetiva, 
com fins pedagógicos.
• Novellae: eram as novas leis publicadas 
por Justiniano ao longo de sua vida. 
LEGADO ROMANO
 Corpus Iuris Civilis
• No Brasil ainda há grande influência do 
direito romano, pois o mesmo possuiu 
importante papel na aplicação prática 
do direito no país. 
• Através das Ordenações de Portugal, o 
Direito Romano teve aplicações 
práticas no Brasil por muito tempo.
• Essas Ordenações (Filipinas) possuíram 
validade até a instituição do Código 
Civil de 1916, sendo este o primeiro 
conjunto de leis civis nacionais. 
• Entre todos os códigos civis instituídos 
no Brasil, destaca-se a grande 
influência do direito romano na 
elaboração da Constituição Federal e 
diversos outros normativos jurídicos 
nacionais.
LEGADO ROMANO
 INSTITUTOS: PESSOAS
• Os principais institutos do Direito 
Privado romano são: 1) Direito das 
Pessoas; 2) Direito de Família; 3) 
Direito das Coisas; 4) Direito das 
Obrigações; 5) Direito das Sucessões.
• 1) Direito das Pessoas: previa um 
sistema de status para afirmar uma 
capacidade civil plena (sujeito de 
direitos e obrigações). 
• Primeiro requisito: nascer vivo e ter 
forma humana.
• Segundo, era necessário reunir três 
status:
• Status libertatis (liberdade);
• Status civitatis (cidadania)
• Status familiae (independência).
LEGADO ROMANO
 INSTITUTOS: PESSOAS
• O primeiro status, chamado de status 
libertatis, correspondia à situação 
segundo a qual os homens (todas as 
pessoas) ou são livres ou são escravos. 
• Em Roma, a escravidão sempre foi 
regulada como regime de propriedade, 
e o escravo era considerado 
juridicamente uma res (coisa), que 
poderia ser libertado por vontade do 
seu senhor (o dominus). 
• O segundo status, chamado de status 
civitatis, correspondia à vinculação do 
indivíduo a uma comunidade 
organizada, a civitas. Dela derivavam 
direitos e deveres públicos e privados. 
Para possuí-la era ser cidadão da 
cidade, não simples peregrino ou 
desterrado (capacidade reduzida). 
LEGADO ROMANO
 INSTITUTOS: PESSOAS
• O terceiro status, chamado de status 
familiae, apesar de o nome remeter à 
família, diz respeito à condição de 
independência do sujeito.
• Podia ser sui juris, quando era 
independente (normalmente os 
chefes de família, o pater familias), ou 
alieni juris, quando estava submetido 
ao poder de um pater familias.
• Uma mulher em Roma poderia 
chegar a ser independente e ter um 
certo status familiae (capacidade para 
certos atos). Mas, quanto à chefia da 
família, a mulher jamais poderia ser 
pater familias e exercer a patria 
potestas (poder sobre os filhos e o 
patrimônio da casa).
LEGADO ROMANO
 INSTITUTOS: FAMÍLIA
• 2) Direito de Família: O conceito de 
família era compreendido como o 
conjunto de pessoas e de benssubmetidos a uma mesma potestas 
(poder), exercida única e 
exclusivamente por um homem livre 
e com todos os status, o pater 
familias. 
• Esse poder incidia sobre pessoas e 
bens e, por isso, dava uma noção 
patrimonial da família, quase que 
como uma propriedade. Por isso, a 
família romana não pode ser 
compreendida apenas como um 
grupo de pessoas, muito menos só 
do mesmo sangue, é muito maior, 
pois tem caráter patrimonial.
LEGADO ROMANO
 INSTITUTOS: FAMÍLIA
• Art. 1.591, Código Civil de 2002: 
São parentes em linha reta as 
pessoas que estão umas para com as 
outras na relação de ascendentes e 
descendentes. 
• Art. 1.592: São parentes em linha 
colateral ou transversal, até o 
quarto grau, as pessoas 
provenientes de um só tronco, sem 
descenderem uma da outra. 
• Art. 1.630: Os filhos estão sujeitos 
ao poder familiar, enquanto 
menores.
LEGADO ROMANO
 INSTITUTOS: OUTROS
• Atualmente, por influência do 
Direito Romano, o nosso Direito 
Civil disciplina:
• Os bens, nos arts. 79 a 103.
• A posse, nos arts. 1.196 a 
1.224.
• As obrigações do art. 223 ao 
853 (Livro I da Parte 
Especial).
• As sucessões, do art. 1.784 
ao 2.027 (Livro V da Parte 
Especial).
https://www.youtube.com/watch?v=5Zg4i0nmWqo&t=1s&ab_channel=OXicoExplica
https://www.youtube.com/watch?v=5Zg4i0nmWqo&ab_channel=OXicoExplica
https://www.youtube.com/watch?v=yjvMNwzjDHw&ab_channel=Profa.MarinaS.W%C3%BCnsch
	Módulo 1: 2ª e 3ª Semanas
	PONTOS DAS AULAS
	UAs – 2ª e 3ª SEMANAS
	ROMA ANTIGA
	Número do slide 5
	ROMA ANTIGA
	ROMA ANTIGA
	ROMA ANTIGA
	ROMA ANTIGA
	Número do slide 10
	ESTRUTURAS POLÍTICAS
	MONARQUIA ROMANA
	MONARQUIA ROMANA
	MONARQUIA ROMANA
	MONARQUIA ROMANA
	MONARQUIA ROMANA
	REPÚBLICA ROMANA
	REPÚBLICA ROMANA
	Número do slide 19
	Número do slide 20
	Número do slide 21
	REPÚBLICA ROMANA
	REPÚBLICA ROMANA
	Número do slide 24
	REPÚBLICA ROMANA
	REPÚBLICA ROMANA
	REPÚBLICA ROMANA
	IMPÉRIO ROMANO
	IMPÉRIO ROMANO
	IMPÉRIO ROMANO
	IMPÉRIO ROMANO
	IMPÉRIO ROMANO
	ESTRUTURAS JURÍDICAS
	DIREITO ROMANO ARCAICO
	DIREITO ROMANO CLÁSSICO
	Número do slide 36
	Número do slide 37
	DIREITO ROMANO PÓS-CLÁSSICO
	DIREITO ROMANO PÓS-CLÁSSICO
	LEGADO�ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	LEGADO ROMANO
	Número do slide 51
	Número do slide 52
	Número do slide 53