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Formação Embrionária do Baço - Completa 1. Origem e Início do Desenvolvimento o baço não deriva do intestino primitivo, mas sim do mesênquima da mesoderme intraembrionária localizado no mesogástrio dorsal (mesentério do estômago em desenvolvimento). Seu desenvolvimento começa por volta da semana de gestação, como um aglomerado de células mesenquimais entre as duas camadas do mesogástrio dorsal. 2. Lobulação Inicial Nos estágios embrionários e no início do período fetal, baço tem uma aparência lobulada. Essa lobulação é transitória e resulta da formação de lóbulos separados, que se fundem gradualmente. Em alguns casos, resquícios da lobulação persistem na forma de fissuras ou sulcos superficiais, observados no baço de adultos - sendo uma variação anatômica 4. Função Hematopoiética Temporária De cerca da até a semana (5° mês), baço atua como órgão hematopoiético, produzindo células sanguíneas. Após o 5° mês, essa função é transferida para a medula óssea, e o baço passa a exercer seu papel como órgão linfático secundário, importante na resposta imune e na reciclagem de células sanguíneas envelhecidas. 5. Características Finais o baço termina seu desenvolvimento como um órgão sólido e bem vascularizado. Possui uma cápsula conjuntiva, trábeclas e parênquima com polpa branca (tecido linfático) e polpa vermelha (relacionada à filtração sanguínea). É irrigado pela artéria esplênica, ramo do tronco3. Rotação do Estômago e Posicionamento do Baço o estômago em desenvolvimento sofre duas rotações importantes: Rotações em torno do eixo longitudinal (sentido horário): movem a curvatura maior para a esquerda e a menor para a direita. Rotações em torno do eixo anteroposterior: giram estômago de modo que sua extremidade inferior vá para a direita e cima, e a superior para a esquerda e baixo. Essas rotações movem mesogástrio dorsal para a esquerda, levando baço junto. Como consequência: baço se posiciona no hipocôndrio esquerdo, entre estômago e rim esquerdo. alongamento do mesogástrio dorsal forma dois ligamentos: Ligamento gastroesplênico: conecta baço e estômago (contém vasos gástricos curtos). Ligamento esplenorrenal: conecta baço ao rim esquerdo (contém vasos esplênicos e a cauda do pâncreas). Quadro-Resumo Fase Evento semana Início do desenvolvimento no mesogástrio dorsal Embrionária/Fetal precoce Baço lobulado Rotação do estômago Mesogástrio dorsal deslocado para a esquerda, baço vai junto Formação de ligamentos Gastroesplênico e esplenorrenal 2° a 5° mês Função hematopoiética Após 5° mês Função linfática e imune Fase adulta Órgão sólido, com irrigação esplênica e função imunológica e hematológica A tonsila lingual se desenvolve a partir do epitélio endodérmico do 3° arco faríngeo, localizado na base da língua. o epitélio sofre invaginações, formando criptas superficiais. o tecido linfoide da tonsila é formado por linfócitos provenientes da mesoderme, principalmente da medula óssea fetal. o epitélio resultante é estratificado pavimentoso não queratinizado, que é típico dessa região da língua.A tonsila faríngea (adenoide) se desenvolve a partir do epitélio endodérmico da parede posterior da nasofaringe. A partir da a semana, epitélio se espessa e forma pregas superficiais. tecido linfoide da adenoide se de linfócitos provenientes da mesoderme, em especial da medula óssea fetal e do fígado fetal. o epitélio resultante é pseudoestratificado ciliado (respiratório). A tonsila palatina se desenvolve a partir do epitélio endodérmico da segunda bolsa faríngea, que prolifera e forma invaginações profundas conhecidas como criptas tonsilares. A partir do terceiro mês, ocorre infiltração de linfócitos, que têm origem na mesoderme lateral através da medula óssea e do fígado fetal, formando tecido linfoide secundário da tonsila. Ela é recoberta por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. Desenvolvimento Embrionário do Timo - Explicação Completa 1. Origem embrionária: o timo origina-se da porção ventral da terceira bolsa faríngea bilateral, por volta da semana de o epitélio endodérmico dessa região prolifera, formando cordões epiteliais bilaterais que penetram no mesênquima subjacente (derivado da mesoderme do mesênquima 2. Formação do esboço tímico: Cada cordão epitelial da bolsa alonga-se, cresce ventralmente e medialmente, perde sua conexão com a faringe e começa a migrar para tórax. Durante essa migração caudal, os dois esboços tímicos se aproximam e se fundem na linha média, formando uma estrutura única no mediastino anterior (região retroesternal). Durante a migração, pode haver restos do trajeto - chamado cordão tímico e até tecido tímico ectópico. 3. Colonização pelos linfócitos (timócitos): Por volta da semana, células hematopoiéticas de origem mesodérmica (vindas do fígado fetal inicialmente e depois da medula óssea) migram para 0 interior do esboço tímico. Essas células colonizam 0 estroma epitelial e se diferenciam em timócitos (células T imaturas).4. Colonização por linfócitos: A partir da semana, linfócitos de origem mesodérmica hematopoiética migram para o interior do timo e se instalam no estroma epitelial, dando origem aos 0 epitélio tímico forma uma rede tridimensional, criando o microambiente necessário à maturação dos linfócitos T. 5. Organização histológica: timo é dividido em lóbulos com: rico em timócitos imaturos. Medula: menos celular, com timócitos maduros e corpúsculos de Hassall (formações epiteliais exclusivas do timo). órgão é envolvido por uma cápsula conjuntiva que emite septos, separando os lóbulos. 6. Fase funcional e involução: 0 timo é funcional no período fetal e neonatal. Após a puberdade, inicia-se a involução tímica fisiológica, com substituição progressiva por tecido adiposo, embora parte da função imunológica persista.Embriologia do sistema linfático: o sistema linfático tem sua origem embrionária no mesoderma, desenvolvendo-se junto aos vasos sanguíneos, começa a se desenvolver ao final da sexta semana, aproximadamente duas semanas após serem reconhecidos os primórdios do sistema cardiovascular. Os vasos linfáticos realizam conexões com sistema venoso. Os capilares linfáticos iniciais unem-se para formar uma rede de linfáticos Veia jugular interna Saco jugular Saco Cisterna do quilo A Veia Saco Ducto direito jugular interna subclávia Veia cava superior Anastomose Ducto Ductos torácicos Cisterna do quilo Saco Saco FIGURA13-54 Desenvolvimento do sistema A Lado esquerdo de um de 7.5 semanas mostrando os sacos B. Vista ventral do sistema com 9 mostrando os ductos torácicos Mais tarde no periodo a formação do ducto torácico e do ducto Existem seis sacos linfáticos primários presentes ao final do período embrionário: Dois sacos linfáticos jugulares próximos à junção das veias subclávias com as veias cardinais anteriores (as futuras veias jugulares internas). Dois sacos linfáticos ilíacos próximos à junção das veias com as veias cardinais posteriores. Um saco linfático retroperitoneal na raiz do mesentério na parede abdominal posterior. Uma cisterna do quilo (chyle cisterna) localizada dorsal ao saco linfático retroperitoneal. Os vasos linfáticos logo se conectam aos sacos linfáticos e passam ao longo das principais veias da cabeça, pescoço e membros superiores a partir dos sacos linfáticos jugulares; para o tronco inferior e membros inferiores a partir dos sacos linfáticos e para intestino primitivo a partir do saco linfático retroperitoneal e cisterna do quilo. Dois grandes canais (ductos torácicos direito e esquerdo) conectam os sacos linfáticos jugulares com essa cisterna. Logo, uma grande anastomose se forma entre esses canais.Canais Torácicos Direito e Esquerdo: Formam-se dois condutos que se anastomosam (unem) criando conduto torácico primitivo. Desenvolvimento do Conduto Torácico: Surge da parte caudal do conduto torácico direito + parte cranial do conduto torácico esquerdo. Parte caudal do esquerdo regride, e parte cranial do direito também. conduto torácico definitivo vem da parte cranial do direito. Os dois condutos mantêm conexão com sistema venoso, drenando na junção da veia jugular interna com a subclávia. Desenvolvimento dos Gânglios Linfáticos: 3° mês - Origem: mesoderma Exceto na parte superior da cisterna do quilo, os sacos linfáticos se transformam em gânglios linfáticos: Células mesenquimais invadem os sacos linfáticos e formam uma rede de canais seios dos gânglios linfáticos. Formam trabéculas (fina e espessa), cápsula do gânglio e arcabouço reticular entre as trabéculas ficam os seios linfáticos. Desenvolvimento dos Linfócitos: Derivam de células progenitoras localizadas no mesênquima da umbilical, fígado e baço. Linfócitos primitivos migram para a medula óssea, onde se multiplicam e formam linfoblastos. Linfócitos que aparecem antes do nascimento vêm do timo (3° par de bolsas faríngeas). Os linfócitos B já amadurecem na medula. Os linfócitos T amadurecem no timo e vão para outros órgãos linfoides.

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