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Qualidade do Ar
Monitoramento da Poluição 
Atmosférica
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 identificar os níveis de poluição atmosférica;
•	 interpretar o monitoramento da poluição atmosférica;
•	 conhecer os padrões de qualidade do ar.
Caros(as) alunos(as)!
Nesta aula, vamos abordar as técnicas/ ferramentas 
utilizadas no monitoramento da poluição atmosférica.
Desejo a todos(as) uma excelente aula. Boa leitura!
Bons estudos!
8º Aula
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1 – Instrumentação para o Monitoramento do ar.
2 – Monitoramento de Material Particulado, Gases e 
Vapores.
3 – Monitoramento de Ruídos.
1- Instrumentação para o 
Monitoramento do ar
Conforme artigo 1º da RESOLUÇÃO CONAMA nº 3, 
de 28 de junho de 1990, são Padrões de Qualidade do Ar as 
concentrações de poluentes atmosféricos que, ultrapassadas, 
poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, 
bem	como	ocasionar	danos	à	flora	e	à	fauna,	aos	materiais	e	
ao meio ambiente em geral.
Visando	 simplificar	 o	 entendimento	 dos	 Padrões	 de	
Qualidade do Ar, a grande maioria das agências de regulação 
e controle do meio ambiente nacionais e internacionais 
adotaram o IQA (Índice de Qualidade do Ar) desenvolvido 
pela EPA - Agência de Proteção Ambiental dos Estados 
Unidos da América como uma ferramenta de controle.
O monitoramento da poluição do ar envolve a medição nas 
escalas	de	tempo	e	espaço.	Uma	vez	identificados	os	poluentes	
prioritários, os equipamentos de medição (monitores) devem 
ser capazes de garantir que os dados gerados atendam aos 
objetivos do monitoramento e, pincipalmente, possam ser 
comparados com os padrões legais de qualidade do ar.
Vários equipamentos e metodologias foram 
desenvolvidos para detectar a quantidade de material 
particulado e de gases tóxicos presentes no ar atmosférico. 
Esses equipamentos possuem sensores eletroquímicos que 
são responsáveis pelo monitoramento dos gases tóxicos. 
Como	 qualquer	 equipamento	 de	 medição,	 a	 confiabilidade	
dos valores obtidos depende da sensibilidade e da precisão do 
equipamento. 
A manutenção do equipamento é essencial para se ter 
resultados precisos, e detalhes como o intervalo de calibração 
devem ser sempre respeitados. Além disso, o operador do 
equipamento deve conhecer seu funcionamento e ser capaz 
de perceber quando o instrumento apresenta defeitos e erros.
Dentre os poluentes monitorados podemos ressaltar: 
Partículas Totais em Suspensão (PTS), Fumaça, Dióxido de 
Enxofre (SO2), Partículas Inaláveis (PM10), Monóxido de 
Carbono (CO), Dióxido de Nitrogênio (NO2) e Ozônio 
Seções de estudo
(O3), presentes na atmosfera (IMASUL, 2021).
Quanto aos métodos do monitoramento, poderão ser:
•	 Passivos;
•	 Ativos;
•	 Automáticos;
•	 Sensores remotos;
•	 Bioindicadores.
Segundo Derisio (2021), os principais objetivos da 
avaliação da qualidade do ar por monitoramento e/ou 
vigilância são:
•	 Fornecer dados para ativar ações de emergência 
durante períodos de estagnação atmosférica, 
quando os níveis de poluentes na atmosfera possam 
representar risco à saúde pública;
•	 Avaliar a qualidade do ar à luz de limites estabelecidos 
para proteger a saúde e o bem-estar das pessoas;
•	 Acompanhar as tendências e mudanças na qualidade 
do ar decorrentes de alterações nas emissões dos 
poluentes.
Para	atingir	esses	objetivos,	torna-se	necessária	a	fixação	
de padrões de qualidade do ar. O padrão de qualidade do 
ar estabelece o limite máximo para a concentração de um 
determinado componente atmosférico, de modo que garanta 
a proteção da saúde e o bem-estar das pessoas. 
Fica determinado como padrões primários, as 
concentrações de poluentes que, quando ultrapassadas, 
poderão afetar a saúde da população, entendidos como 
os níveis máximos toleráveis de concentração e poluentes 
atmosféricos permitidos. Já no padrão secundário de qualidade 
do	 ar	 as	 concentrações	 de	 poluentes	 atmosféricos	 ficam	
abaixo das quais se prevê o mínimo de efeito adverso sobre o 
bem-estar	da	população,	assim	como	o	mínimo	dano	à	flora	e	
à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral, podendo 
ser entendidas como níveis desejados de concentração de 
poluentes, constituindo-se em meta a ser alcançada em longo 
prazo.
2- Monitoramento de Material 
Particulado, Gases e Vapores
Além do cuidado com os métodos analíticos e 
equipamentos de forma a produzir resultados apropriados 
aos propósitos a que se destinam, deve-se também levar em 
conta o número de estações de amostragem e a frequência de 
amostragem. Com relação à frequência de amostragem, a 
Agência	Americana	de	Controle	(EPA)	fixou	uma	frequência	
mínima para alguns parâmetros (Figura 1).
Figura 1. Frequência mínima de amostragem. Fonte: DERISIO, 2012.
48Qualidade do Ar
A escolha do método de amostragem dependerá muito 
do tipo de poluente que será monitorado e das condições de 
monitoramento, se é uma empresa, uma cidade ou um estado. 
Assim, vamos falar sucintamente de cada método:
•	 Amostradores	Passivos
Os amostradores passivos, também conhecidos como 
monitores ou dosímetros passivos, são dispositivos capazes 
de	fixar	compostos	gasosos	ou	vapores	da	atmosfera,	a	uma	
taxa controlada por processos físicos, tais como permeação e 
difusão, não envolvendo o movimento ativo do ar através do 
amostrador, ou seja, não necessitando de bomba de sucção 
para forçar o ar a ser amostrado (CRUZ e CAMPOS, 2002).
 
Figura 2. Tipos de amostradores passivos. Fonte: Google imagens, 2021.
•	 Amostradores	Ativos
Os	 amostradores	 ativos	 são	 equipamentos	 fixos	 nos	
quais o ar é succionado para o interior de um abrigo, através 
de	uma	bomba,	passando	por	um	filtro	de	fibra	de	vidro	ou	
por um meio coletor (normalmente um líquido em um frasco 
borbulhador)	 por	 um	 tempo	 específico,	 normalmente	 24	
horas (Figura 3).
São comumente usados para medir SO2 e MP, embora 
existam muitos métodos utilizados também para medir 
NO2, O3 e Pb. Ultimamente o uso desse equipamento 
tem sido reduzido devido à substituição, principalmente 
por analisadores automáticos, que são mais versáteis e não 
requerem que seja recolhida a amostra no local e levada ao 
laboratório para se realizar a análise.
Figura 3. Amostrado ativo de grande volume. Disponível em: . Acessado em: 19 de março de 2021.
•	 Amostradores	Automáticos
É o equipamento mais utilizado no monitoramento de 
poluentes atmosféricos, uma vez que ele fornece medidas com 
resolução temporal relativamente alta, normalmente médias a 
cada 30/ 60 minutos. Utilizam princípios eletroópticos, onde 
a amostra de ar é succionada a uma câmara de reação na qual 
a propriedade ótica do gás pode ser medida diretamente, ou 
uma reação química ocorre produzindo quimiluminescência 
ou	 luz	 fluorescente.	 Um	 detector	 de	 luz	 produz	 um	 sinal	
elétrico que é proporcional à concentração do poluente que 
está sendo medido (LISBOA e KAWANO, 2007).
Dentre os poluentes que são comumente monitorados 
pelos amostradores automáticos podemos mencionar SO2, 
NOx, NO, NO2, CO, Hidrocarbonetos (HC), O3 e Ps 
(Partículas em Suspensão).
Todos os dados gerados pelas estações de amostragem 
são enviados para uma unidade de tratamento (computador). 
Os	amostradores	automáticos	podem	ser	fixos	(instalados	em	
uma indústria ou cidade) e móveis, adaptados em um veículo 
(Figura 4).
Figura 4. Estações de monitoramento automático (fixa e móvel). Fonte: 
Google imagens, 2021.
•	 Sensores Remotos
Desenvolvidos mais recentemente, esse tipo de monitor 
fornece informações de concentrações de poluentes em 
pontos do espaço mais distantes do equipamento, por meio 
de técnicas avançadas de espectroscopia. 
Os dados são obtidos pela integração, ao longo de 
um caminho óptico, de uma fonte de luz e de receptor 
(normalmente a uma distância maior do que 100 metro). O 
49
equipamento pode trabalhar na faixa ultravioleta do espectro, 
como o equipamento DOAS(Differential Optical Absorption 
Spectroscopy), ou próximo ao infravermelho, como FTIR. Há 
ainda	equipamentos	sofisticados	baseados	em	laser	(LIDAR).
Esse tipo de equipamento pode ser particularmente 
útil para avaliação das concentrações de poluentes nas 
proximidades das fontes emissoras e para a obtenção de 
medidas de concentração vertical na atmosfera (LISBOA e 
KAWANO, 2007).
•	 Bioindicadores
Os Bioindicadores, de uma maneira geral, são seres vivos 
de natureza diversa (vegetais ou animais) que são utilizados 
para avaliação da qualidade de um ambiente, sendo de forma 
passiva, quando se procede uma avaliação dos seres que 
habitam a área de estudo, ou de uma forma ativa, expondo-se 
no ambiente espécies previamente preparadas. 
Recomenda-se	a	utilização	de	bioindicadores	específicos	
para cada tipo de poluente atmosférico, de forma a permitir 
sua	 identificação	 através	 dos	 sintomas	 característicos	
apresentados pelos vegetais a eles expostos.
Podemos mencionar algumas espécies utilizadas no 
biomonitoramento como: 
•	 Bromélias e líquens de uma espécie tolerante à 
poluição são utilizados de forma sistemática, para 
detectar a presença de metais pesados no ar;
•	 Tradescantia pallida cv. Purpúrea tem sido empregada 
em	muitos	 trabalhos	 e	 pesquisas	 científicas	 a	 fim	
de expressar o potencial genotóxico dos poluentes 
atmosféricos;
•	 Oiti utilizados para avaliar o grau de contaminação 
do ambiente, uma vez que as folhas, na presença 
de contaminantes atmosféricos, apresentam 
alterações como necrose das folhas e clorose, que é 
o amarelamento das folhas;
•	 Os pardais, por serem uma espécie sedentária e que 
apresentam um deslocamento em um raio de no 
máximo 1 km, são utilizados no biomonitoramento. 
Os efeitos da poluição atmosférica são notáveis na 
fisiologia	do	animal	e	no	exame	de	sangue.
Agora que estudamos os métodos de monitorar a 
contaminação	 atmosférica,	 vamos	 verificar	 os	 benefícios	 e	
desvantagens de cada técnica (Figura 5).
Figura 5. Vantagens e desvantagens no uso de cada um dos tipos de equipamentos de amostragem de poluentes atmosféricos. Fonte: LISBOA e KAWANO, 2007.
3 - Monitoramento de Ruídos
Segundo Cavalcante et al. (2013), as normas brasileiras 
estabelecem como obrigatório, para todas as empresas, o 
monitoramento do ruído ocupacional e da condição auditiva 
dos trabalhadores, assim como garantias para a proteção do 
trabalhador, uma vez que o contato diário do trabalhar com o 
ruído constante é altamente prejudicial a sua saúde.
O monitoramento de ruído consiste na detecção do som 
emitido por algumas atividades, sejam elas industriais, trânsito 
ou construção civil, em que o som emitido é capturado por 
decibéis através do equipamento (decibelímetro) devidamente 
calibrado	e	em	atendimento	às	especificações	vigentes.
O monitoramento pode ser pontual, local e regional, 
e dependerá da dispersão da fonte de ruído no ambiente. 
Através desse levantamento é realizada a ponderação dos 
principais locais a serem monitorados, tal como dos pontos 
que irão apresentar a maior probabilidade de desconforto 
para a comunidade.
50Qualidade do Ar
Chegamos, assim, ao final de nossa oitava aula. Espera-
se que agora tenha ficado mais claro o entendimento 
de vocês sobre as metodologias e equipamentos 
utilizados no monitoramento da poluição atmosférica.
Vamos, então, recordar? 
Retomando a aula
1 – Instrumentação para o Monitoramento do ar
Discutimos a importância de se realizar o monitoramento 
da poluição do ar, de modo que este pode ser realizado 
em escalas de tempo e espaços diferentes e assim fornecer 
dados para ativar ações de emergência durante períodos de 
estagnação atmosférica, quando os níveis de poluentes na 
atmosfera possam representar risco à saúde pública; avaliar a 
qualidade do ar à luz de limites estabelecidos para proteger a 
saúde e o bem-estar das pessoas e acompanhar as tendências 
e mudanças na qualidade do ar decorrentes de alterações nas 
emissões dos poluentes.
2 – Monitoramento de Material Particulado, Gases 
e Vapores
Estudamos os métodos utilizados para se realizar o 
monitoramento da poluição atmosférica (Amostradores 
Passivos, Amostradores Ativos, Amostradores Automáticos, 
Sensores Remotos e os Bioindicadores), e abordamos que 
a escolha do método de amostragem dependerá muito do 
tipo de poluente que irá ser monitorado e das condições de 
monitoramento, se é uma empresa, uma cidade ou um estado.
3 – Monitoramento de Ruídos
Conceituamos as principais atividades emissoras de 
ruídos (industriais, trânsito ou construção civil), onde o 
monitoramento do ruído é realizado pela captura de decibéis 
através do equipamento (decibelímetro) devidamente 
calibrado	e	atendendo	às	especificações	vigentes.
CRUZ, L.P.S.; CAMPOS, V.P. Amostragem passiva de 
poluentes atmosféricos. aplicação ao SO2. Quím. Nova, v. 
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Vale a pena ler
Vale a pena
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Vale a pena assistir
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Vale a pena acessar
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52Qualidade do Ar
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