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ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
1-COMPREENDER O MECANISMO 
FISIOLÓGICO DA SEDE NA FISIOLOGIA 
RENAL. 
VOLUME CORPORAL E CONTROLE DA 
OSMOLARIDADE E DA CONCENTRAÇÃO DE 
SÓDIO DO LÍQUIDO EXTRACELULAR 
A osmolaridade é uma medida da concentração de 
partículas que são osmoticamente ativas em uma 
solução. contribuem para a pressão osmótica da 
solução, ou seja, que possuem a capacidade de causar a 
movimentação de água através de uma membrana 
semipermeável. A osmolaridade é expressa em osmoles 
por litro (Osm/L), a qual representa o número total de 
partículas em uma solução 
Aproximadamente 70% do corpo humano é composto 
por água, sendo que esse volume de líquido é distribuído 
principalmente em 2 compartimentos, o líquido 
intracelular e extracelular. A água entra no corpo humano 
de duas formas principais, a via oral e a intravenosa, 
como pode acontecer em pacientes internados. Por sua 
vez, a água pode ser eliminada do corpo humano pela 
urina, fezes, vômitos, suor e via respiratória. 
O Líquido Intracelular refere-se ao fluido que está 
presente dentro das células do organismo. Este 
compartimento compreende aproximadamente 60% do 
peso corporal total em pessoas adultas saudáveis. 
O Líquido Extracelular é o fluido que está localizado fora 
das células, sendo composto, portanto, pelo líquido 
intersticial, plasma sanguíneo e demais fluídos, como o 
líquido cerebrospinal. Representa aproximadamente 
20% do peso corporal total em adultos sem condições 
patológicas associadas 
O Volume Circulante Efetivo se refere à porção do 
Líquido Extracelular que é responsável pela perfusão 
adequada dos tecidos e órgãos. É formado 
principalmente pelo volume de sangue circulante no 
sistema vascular, incluindo o plasma e as células 
sanguíneas. O VCE possui um papel fundamental na 
manutenção da pressão arterial e no débito cardíaco, 
garantindo assim uma adequada perfusão tecidual. 
A regulação da osmolaridade e a concentração de 
sódio do líquido extracelular estão intimamente 
relacionadas, já que o sódio é o íon mais abundante no 
compartimento extracelular. A concentração 
plasmática de sódio é normalmente regulada dentro 
de limites estritos de 140 a 145 mEq/L, com 
concentração média em torno de 142 mEq/L. A 
osmolaridade média gira em torno de 300 mOsm/L 
(cerca de 282 mOsm/L quando corrigida pela atração 
interiônica) 
• Hiponatremia 
• HIpernatrmia 
• SIADH 
• 
COMO CALCULAR A OSMOLARIDADE 
Osmolaridade, que corresponde a concentração de 
um soluto em um solvente. Os principais solutos que 
podem afetar a osmolaridade são o sódio, a ureia e a 
glicose. 
Osmolaridade= 2×[Na+] +[Uréia]/6+[Glicose]/18 
hiposmolaridade, ou seja, concentração de soluto 
menor no plasma e maior no meio intracelular, a água se 
desloca do plasma para o LIC na tentativa de diluir aquele 
ambiente e alcançar a homeostase. Da mesma forma, 
em ambiente hiperosmoslar, ou seja, concentração de 
soluto maior no plasma e menor no meio intracelular, a 
água se desloca do LIC para o plasma para que o 
equilíbrio seja alcançado. 
O PAPEL DA ANGIOTENSINA II E DA 
ALDOSTERONA NO CONTROLE DA 
OSMOLARIDADE 
A hormônio antidiurética (ADH), também conhecida como 
vasopressina, é uma molécula pequena mas poderosa que 
desempenha um papel crucial na manutenção da 
homeostase dos fluidos corporais. 
O ADH é sintetizado nos núcleos supraóptico e 
paraventricular do hipotálamo e é transportado para a 
hipófise posterior, onde é armazenado até ser liberado na 
corrente sanguínea. A liberação do ADH é estimulada 
principalmente por dois fatores: um aumento na 
osmolaridade plasmática e uma diminuição no volume 
sanguíneo efetivo. 
Os osmorreceptores localizados no hipotálamo são 
sensíveis a mudanças mínimas na osmolaridade do plasma. 
Quando a osmolaridade aumenta, esses receptores 
estimulam a liberação de ADH. Da mesma forma, os 
barorreceptores nos vasos sanguíneos e no coração 
detectam mudanças na pressão arterial que podem indicar 
uma redução no volume sanguíneo, desencadeando a 
liberação de ADH 
Nos rins, o ADH atua nos túbulos coletores para promover a 
reabsorção de água de volta para a corrente sanguínea. Ele 
faz isso aumentando a permeabilidade da membrana tubular 
à água, facilitando a sua reabsorção por osmose. Isso 
 
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concentra a urina e reduz a osmolaridade do sangue, 
trazendo-a de volta aos níveis normais. O ADH podem causar 
vasoconstrição para aumentar a pressão arterial e melhorar 
a perfusão dos órgãos vitais. 
SISTEMA RENINA -ANGIOTENSINA-
ALDOSTERONA (SRAA) 
é ativado quando há uma redução na pressão arterial, 
uma diminuição no volume de fluido intravascular ou 
uma diminuição na concentração de sódio no filtrado 
renal, que é detectada pelas células 
justaglomerulares dos rim 
ETAPAS DO SRAA 
1. Liberação de Renina: Em resposta aos estímulos 
acima, as células justaglomerulares liberam a enzima 
renina na circulação. 
2. Formação de Angiotensina I: A renina catalisa a 
conversão do angiotensinogênio, um alfa-2-globulina 
produzida pelo fígado, em angiotensina I, um 
decapeptídeo 
inativo. 
3. Conversão em Angiotensina II: A angiotensina I é 
convertida em angiotensina II pela enzima conversora 
de angiotensina (ECA), que está presente 
principalmente 
nos pulmões. 
4. Ações da Angiotensina II: A angiotensina II é um 
potente vasoconstritor que aumenta a resistência 
vascular periférica e, consequentemente, a pressão 
arterial. Além disso, estimula a liberação de 
aldosterona pelo córtex adrenal. 
5. Efeitos da Aldosterona: A aldosterona promove a 
reabsorção de sódio e a excreção 
de potássio pelos túbulos renais, o que leva à retenção 
de água e ao aumento do 
volume de fluido extracelular e da pressão arterial 
 
Aumento nos níveis desses hormônios estimula a 
reabsorção desse íon pelos rins e consequentemente 
evita maiores perdas, embora essa ingestão possa ser 
reduzida por até 10% do normal. 
FEEDBACK NEGATIVO 
O SRAA é regulado por um mecanismo de feedback 
negativo. Quando a pressão arterial e o volume de 
fluidos são restaurados aos níveis adequados, há uma 
diminuição na liberação de renina, o que reduz a 
atividade do sistema 
 
 
Existem dois motivos relevantes pelos quais as 
alterações da angiotensina II e da aldosterona não 
apresentam efeito importante sobre a concentração 
plasmática de sódio: 
1. Reabsorção conjunta de sódio e água: Esses 
hormônios aumentam tanto a reabsorção de 
sódio quanto de água pelos túbulos renais, 
resultando em um aumento do volume do 
líquido extracelular e da quantidade total de 
sódio, mas com pequena variação na 
concentração plasmática desse íon. 
2. Ação do ADH e do mecanismo da sede: Se o 
sistema do ADH e da sede estiver funcional, 
qualquer tendência ao aumento da 
concentração plasmática de sódio é 
compensada pelo maior consumo de água ou 
pelo aumento da secreção de ADH, diluindo o 
líquido extracelular e restaurando o equilíbrio. 
Regulação predominante do ADH e da sede: Sob 
condições normais, o sistema do ADH e da sede se 
sobrepõe ao sistema da angiotensina II e da 
aldosterona na regulação da concentração de sódio, 
mesmo em pacientes com aldosteronismo. 
FEEDBACK OSMORRECEPTOR-ADH 
Regulação da Osmolaridade pelo Sistema de 
Feedback do ADH 
Quando a osmolaridade plasmática (concentração de 
sódio) aumenta acima do normal, como em casos de 
déficit de água, o sistema de feedback do ADH entra em 
ação da seguinte forma: 
1. Detecção do aumento da osmolaridade: 
o A elevação da osmolaridade do líquido 
extracelular provoca o murchamento 
das células osmorreceptoras, 
localizadas no hipotálamo anterior, 
próximas aos núcleos supraópticos. 
2. Ativação dos núcleos supraópticos: 
o O murchamento estimula os 
osmorreceptores, que enviam sinais 
aos neurônios dos núcleos 
supraópticos. 
o Esses sinais são retransmitidosde sódio e, consequentemente, na secreção 
de potássio, levando ao efeito poupador de potássio. 
 
 
 
FARMACOCINÉTICA 
• Espironolactona: 
• É metabolizada no fígado e possui um 
início de ação mais lento, levando dias 
para um efeito total ser alcançado. 
• Amilorida e Triantereno: 
• A amilorida é excretada principalmente 
inalterada pelos rins, enquanto o 
triantereno é metabolizado no fígado e 
seus metabólitos são eliminados renais. 
O triantereno possui uma meia-vida 
mais curta, exigindo administração 
mais frequente em comparação com a 
amilorida. 
FARMACODINÂMICA 
Os diuréticos poupadores de potássio reduzem a 
reabsorção de sódio nos túbulos coletores, diminuindo a 
secreção de potássio. A sequência de eventos é a 
seguinte: 
1. Os antagonistas da aldosterona 
(espironolactona, eplerenona) ligam-se aos 
receptores nos túbulos coletores, impedindo os 
efeitos da aldosterona na reabsorção de Na⁺. 
2. A amilorida e o triantereno inibem diretamente a 
entrada de Na⁺ por meio dos canais de sódio, 
resultando em uma diminuição na secreção de 
K⁺. 
 
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3. O uso de antagonistas da aldosterona pode levar 
a acidose metabólica, uma vez que a secreção 
de H⁺ também é afetada. 
APROFUNDAMENTO NOS MECANISMOS 
A secreção de H⁺ (hidrogênio) nos túbulos renais está 
intimamente ligada à reabsorção de Na⁺ (sódio), e ambos 
os processos estão sob o controle de mecanismos 
semelhantes. Isso ocorre porque o transporte de sódio e 
hidrogênio nos túbulos renais é realizado por 
transportadores e mecanismos que atuam de forma 
acoplada, ou seja, quando um é alterado, o outro 
também pode ser afetado. 
MECANISMO DE SECREÇÃO DE H⁺ 
Nos túbulos renais, especialmente nos túbulos 
coletores, a secreção de hidrogênio ocorre 
principalmente através de bombeamento ativo para o 
lúmen tubular, e esse processo está interligado à 
reabsorção de sódio (Na⁺). A principal forma de 
transporte de sódio para dentro das células tubulares 
é a bomba Na⁺/K⁺-ATPase, que é responsável por 
transportar o sódio para o interstício e trocá-lo por 
potássio (K⁺), mantendo um gradiente de sódio no 
interior da célula tubular. 
Essa bomba Na⁺/K⁺-ATPase é indiretamente 
responsável pela secreção de H⁺, porque, para que o 
sódio seja transportado para fora da célula (da célula 
para o interstício), H⁺ é secretado para o lúmen 
tubular. Esse processo ocorre por meio de 
transportadores como a Na⁺/H⁺-antiporte (também 
conhecido como troca Na⁺/H⁺), que usa o gradiente de 
sódio para transportar hidrogênio para o lúmen 
tubular. 
EFEITO DA ALDOSTERONA NA SECREÇÃO DE H⁺ 
A aldosterona, quando se liga aos receptores nos túbulos 
coletores, aumenta a atividade da bomba Na⁺/K⁺-ATPase 
e do Na⁺/H⁺-antiporte, promovendo a reabsorção de 
sódio e secreção de hidrogênio. Como resultado, a 
retenção de sódio (e, consequentemente, de água) 
ocorre, mas ao mesmo tempo, hidrogênio é secretado 
no lúmen tubular. 
Portanto, quando a aldosterona está ativa, ela não só 
aumenta a reabsorção de Na⁺, mas também aumenta 
a excreção de H⁺, tornando a urina mais ácida. 
COMO OS DIURÉTICOS POUPADORES DE 
POTÁSSIO AFETAM A SECREÇÃO DE H⁺ 
Os diuréticos poupadores de potássio, como 
espironolactona (antagonista da aldosterona), amilorida 
e triantereno, atuam reduzindo a ação da aldosterona 
e/ou inibindo os canais de sódio no túbulo coletor. 
1. Antagonistas da aldosterona (Espironolactona, 
Eplerenona): Ao bloquear a aldosterona, esses 
fármacos reduzem a ativação da bomba Na⁺/K⁺-
ATPase e do Na⁺/H⁺-antiporte. Isso significa que 
a secreção de H⁺ é reduzida, porque o gradiente 
de sódio necessário para a troca com hidrogênio 
é diminuído. Portanto, a retenção de hidrogênio 
no corpo pode ocorrer, levando à acidose 
metabólica em alguns casos. 
2. Amilorida e Triantereno: Esses fármacos inibem 
diretamente os canais de sódio nos túbulos 
coletores, reduzindo a reabsorção de sódio e, 
consequentemente, a secreção de potássio e 
hidrogênio. Com isso, a secreção de H⁺ também 
é diminuída, embora a principal ação seja a 
preservação de potássio. 
POR QUE A ACIDOSE METABÓLICA PODE 
OCORRE? 
• Quando os diuréticos poupadores de potássio, 
especialmente os antagonistas da aldosterona, 
reduzem a secreção de H⁺, há um acúmulo de 
hidrogênio no sangue, o que leva a uma 
diminuição do pH sanguíneo. Esse fenômeno é 
conhecido como acidose metabólica. 
• Em situações normais, a secreção de H⁺ nos 
túbulos renais ajuda a regular o equilíbrio ácido-
base do corpo. Com a diminuição dessa 
secreção devido à ação dos diuréticos 
poupadores de potássio, o corpo pode se tornar 
mais ácido, resultando em um pH sanguíneo 
mais baixo do que o normal. 
RESUMO 
• Secreção de H⁺ e Reabsorção de Na⁺: O 
transporte de sódio e hidrogênio nos túbulos 
renais é interligado. A reabsorção de sódio cria o 
gradiente necessário para a secreção de 
hidrogênio. 
• Aldosterona: Estimula a reabsorção de sódio e 
aumenta a secreção de hidrogênio. 
• Diuréticos Poupadores de Potássio: Ao bloquear 
a ação da aldosterona ou inibir os canais de 
sódio, esses medicamentos reduzem a 
 
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secreção de H⁺, podendo levar a acidose 
metabólica devido à retenção de hidrogênio. 
Portanto, a diminuição na secreção de H⁺ com o uso 
desses diuréticos resulta em acidose metabólica, pois o 
excesso de hidrogênio fica retido no corpo. 
INDICAÇÕES CLÍNICAS 
Os diuréticos poupadores de potássio desempenham 
um papel crucial no tratamento de várias condições 
clínicas, particularmente em estados de 
hiperaldosteronismo, onde há uma secreção excessiva 
de mineralocorticoides. 
Os diuréticos poupadores de potássio são indicados em 
várias situações clínicas: 
1. Hiperaldosteronismo Primário: 
• Síndrome de Conn: Causada por um 
adenoma da glândula adrenal, levando 
a uma produção excessiva de 
aldosterona. 
• Produção ectópica de ACTH: Algumas 
neoplasias podem resultar na secreção 
excessiva de ACTH, que por sua vez 
estimula a secreção de aldosterona. 
2. Hiperaldosteronismo Secundário: 
• Em condições de insuficiência 
cardíaca, onde a hipoperfusão renal 
leva à ativação do sistema renina-
angiotensina, resultando em retenção 
de sódio e perda de potássio. 
• Cirrose hepática: A perda de volume 
intravascular efetivo estimula a 
secreção de aldosterona. 
• Síndrome nefrótica: Também se 
associa à hipervolemia e à retenção de 
sódio. 
3. Prevenção da Hipocalemia: 
• Nos casos onde outros diuréticos 
(tiazídicos ou de alça) são utilizados, os 
diuréticos poupadores de potássio 
ajudam a preservar os níveis de potássio 
no organismo. 
4. Insuficiência Cardíaca: 
• A eplerenona, em doses baixas (25 a 50 
mg/dia), pode retardar a progressão da 
albuminúria em pacientes diabéticos e 
melhorar a perfusão miocárdica após 
infarto do miocárdio. 
5. Síndrome de Liddle: 
• Uma condição rara, onde a amilorida é 
eficaz ao contrário da espironolactona. 
 
EFEITOS ADVERSOS 
Os diuréticos poupadores de potássio podem gerar 
diversas toxicidades, que devem ser monitoradas: 
1. Hiperpotassemia: 
• Os diuréticos poupadores de potássio 
geralmente reduzem a excreção urinária 
de potássio, podendo levar a níveis 
elevados de potássio no sangue. O risco 
é maior em pacientes com doença renal 
ou que utilizam fármacos que inibem o 
sistema renina-angiotensina. 
2. Acidose Metabólica Hiperclorêmica: 
• Este tipo de acidose pode surgir devido 
à inibição da secreção de íons de 
hidrogênio junto com o potássio. 
3. Ginecomastia: 
• A espironolactona pode causar 
hipertrofia e/ou hiperplasia das 
glândulas mamárias em homens devido 
à sua atividade nos receptores 
androgênicos, enquanto a eplerenona é 
mais seletiva e raramente causa esse 
efeito. 
4. Insuficiência Renal Aguda: 
• O uso de triantereno combinado com 
indometacina tem sido associado à 
insuficiênciarenal aguda. 
5. Cálculos Renais: 
• O triantereno tem baixa solubilidade e 
pode precipitar, levando à formação de 
cálculos renais. 
Contraindicações 
 
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Os diuréticos poupadores de potássio têm várias 
contraindicações: 
1. Insuficiência Renal Crônica: 
• O uso é arriscado, pois pode causar 
hiperpotassemia severa. 
2. Uso Concomitante de Suplementos de 
Potássio: 
• A administração de potássio deve ser 
evitada, pois aumenta o risco de 
hiperpotassemia. 
3. Uso de Fármacos que Inibem o Sistema 
Renina-Angiotensina: 
• O uso de β-bloqueadores, inibidores da 
ECA e bloqueadores do receptor da 
angiotensina Aumenta o risco de 
complicações. 
4. Doenças Hepáticas: 
• Podem afetar o metabolismo de 
fármacos como a espironolactona e o 
triantereno, necessitando ajuste na 
dosagem. 
5. Interações com Inibidores da CYP3A4: 
• Fármacos que inibem esta enzima (ex.: 
eritromicina, fluconazol) podem 
aumentar a farmacocinética da 
eplerenona. 
 
 
 
 
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pedículo da hipófise até a hipófise 
posterior. 
3. Liberação de ADH pela hipófise posterior: 
 
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o Os potenciais de ação estimulam a 
liberação do ADH, armazenado em 
vesículas secretoras nas terminações 
nervosas da hipófise posterior. 
4. Ação do ADH nos rins: 
o O ADH entra na corrente sanguínea e 
aumenta a permeabilidade à água da 
porção final dos túbulos distais, 
túbulos coletores corticais e ductos 
coletores medulares. 
5. Reabsorção de água e produção de urina 
concentrada: 
o A maior permeabilidade favorece a 
reabsorção de água, reduzindo o 
volume urinário e resultando na 
excreção de urina concentrada. 
o Isso conserva a água no organismo, 
enquanto o sódio e outros solutos 
continuam a ser excretados, 
promovendo a diluição do líquido 
extracelular e corrigindo a 
osmolaridade elevada. 
Resposta à Diminuição da Osmolaridade 
Quando o líquido extracelular está diluído (hipo-
osmótico), como em casos de ingestão excessiva de 
água, ocorre a sequência oposta: 
• Menor secreção de ADH → Redução da 
permeabilidade dos túbulos renais à água → 
Menor reabsorção de água → Maior produção 
de urina diluída. 
• Isso resulta na concentração dos líquidos 
corporais, restaurando a osmolaridade 
plasmática ao normal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECANISMO DO APETITE SAL E ÁGUA 
Existem indícios de que o consumo habitual elevado de 
sódio possa contribuir para distúrbios cardiovasculares, 
como a hipertensão. 
Em geral, os estímulos primários que aumentam o 
apetite por sal são os associados à deficiência de sódio 
(hiponatremia), à redução do volume sanguíneo ou à 
baixa pressão sanguínea, associados à insuficiência 
circulatória. 
O mecanismo neuronal do apetite por sal é análogo ao 
mecanismo da sede. Alguns dos centros neuronais 
similares na região AV3V do cérebro parecem estar 
envolvidos, já que lesões nessa área frequentemente 
acometem tanto o apetite pelo sal como a sede nos 
animais e ao mesmo tempo. Além disso, os reflexos 
circulatórios, gerados pela pressão sanguínea baixa ou 
pelo volume sanguíneo reduzido, influenciam o apetite 
pelo sal e a sede simultaneamente 
CENTROS DA SEDE 
Os centros de sede estão localizados ao longo da 
parede anteroventral do terceiro ventrículo. Essa 
região, além de promover a liberação do hormônio 
antidiurético (ADH), também estimula a sede. 
Dentro dessa área, há uma pequena região no núcleo 
pré-óptico, situada anterolateralmente, que, quando 
estimulada eletricamente, provoca sede imediata, 
persistindo enquanto durar a estimulação. 
O conjunto dessas áreas recebe o nome de centro da 
sede. Os neurônios dessa região respondem a 
injeções de soluções salinas hipertônicas, 
estimulando o comportamento de ingestão de água. 
Essas células atuam como osmorreceptores, ativando 
o mecanismo da sede da mesma forma que os 
osmorreceptores estimulam a liberação de ADH. 
Além disso, a osmolaridade elevada do líquido 
cefalorraquidiano no terceiro ventrículo também 
promove a sede, reforçando esse mecanismo de 
controle da homeostasia hídrica. 
ESTÍMULOS PARA A SEDE 
1. Aumento da osmolaridade do líquido 
extracelular 
 
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o Provoca desidratação intracelular nos 
centros da sede, ativando o desejo de 
beber. 
o Essa resposta ajuda a diluir os líquidos 
extracelulares e a restaurar a 
osmolaridade normal. 
2. Redução do volume do líquido extracelular e 
da pressão arterial 
o Estimula a sede independentemente da 
osmolaridade plasmática. 
o A hemorragia, por exemplo, pode 
induzir sede mesmo sem alteração na 
osmolaridade. 
o Esse efeito ocorre por meio dos 
barorreceptores arteriais sistêmicos 
e cardiopulmonares, que enviam 
impulsos neurais. 
3. Ação da Angiotensina II 
o Atua sobre o órgão subfornical e o 
órgão vasculoso da lâmina terminal. 
o Essas regiões estão fora da barreira 
hematoencefálica, permitindo a 
difusão da angiotensina II. 
o Como a angiotensina II é estimulada por 
fatores como hipovolemia e baixa 
pressão sanguínea, seu efeito sobre a 
sede auxilia no restabelecimento do 
volume e da pressão sanguínea. 
4. Ressecamento da boca e mucosas do esôfago 
o Pode causar a sensação de sede, que 
pode ser aliviada quase imediatamente 
após a ingestão de líquido. 
o Esse alívio ocorre antes mesmo da 
absorção da água pelo trato 
gastrointestinal e da sua ação na 
osmolaridade plasmática. 
o Estímulos gastrointestinais e 
faríngeos influenciam a sede, mas esse 
alívio é temporário. 
A sede só é completamente satisfeita quando a 
osmolaridade plasmática e/ou o volume sanguíneo 
retornam ao normal. Isso evita a hiper-hidratação e a 
diluição excessiva dos líquidos corporais. 
Após a ingestão de água, podem ser necessários 30 a 60 
minutos para que ela seja absorvida e distribuída pelo 
organismo. Se a sede não fosse temporariamente 
aliviada logo após beber água, o indivíduo continuaria a 
beber excessivamente, resultando em hiper-hidratação. 
DESIDRATAÇÃO 
A desidratação ocorre quando a perda de líquido no 
organismo é maior que a quantidade ingerida. Isso leva à 
redução do volume sanguíneo circulante e a 
alterações nos tecidos. 
Essa redução pode causar choque hipovolêmico, 
semelhante ao que ocorre em hemorragias. Algumas 
causas desse tipo de choque incluem: 
• Sudorese excessiva 
• Perda hídrica devido a diarreia grave ou vômitos 
• Excesso de perda de líquido pelos rins 
• Ingestão inadequada de líquidos e eletrólitos 
• Destruição dos córtices adrenais, levando à 
perda da secreção de aldosterona e à 
insuficiência renal na reabsorção de sódio, 
cloreto e água 
A desidratação pode ser classificada em: 
• Desidratação hipertônica, isotônica ou 
hipotônica 
 
TIPOS DE DESIDRATAÇÃO 
 
DESIDRATAÇÃO HIPERTÔNICA 
Ocorre quando há um déficit hídrico não compensado, 
geralmente devido ao consumo insuficiente de água ou 
sudorese excessiva. Isso provoca um aumento da 
osmolalidade do líquido extracelular, tornando-o 
hipertônico em relação ao espaço intracelular. 
Sinônimos: 
• Hiperosmótica 
• Intracelular 
• Perda de água 
• Baixa desidratação de consumo 
 
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DESIDRATAÇÃO ISOTÔNICA 
Ocorre quando há déficit hídrico com perda 
proporcional de sal, como no uso de diuréticos. Não há 
alteração na osmolalidade do fluido extracelular, que 
permanece isotônico em relação ao espaço 
intracelular. 
Vale ressaltar que uma perda excessiva de sal pode 
causar um estado hipotônico desidratado. 
Sinônimos: 
• Iso-osmótica 
• Extracelular 
• Perda de sal 
Obs.: O termo "hipovolemia" deve ser usado 
especificamente para se referir à redução do volume 
intravascular, que pode ser consequência da 
desidratação (mais comum na desidratação isotônica), 
mas não é sinônimo de desidratação. 
DESIDRATAÇÃO, CÃIBRAS E ESPASMOS 
MUSCULARES 
Uma disfunção muscular comum associada à 
desidratação é a cãibra muscular (também chamada de 
"Cavalo de Charley"). Trata-se de uma contração 
involuntária intensa, sustentada e dolorosa da 
musculatura esquelética. 
A hiperexcitabilidade dos neurônios motores 
somáticos pode ser a causa principal, fazendo com que 
as fibras musculares permaneçam contraídas por um 
longo período. Isso pode ocorrer devido a: 
• Uso excessivo dos músculos por tempo 
prolongado ou alta intensidade 
• Distúrbios do equilíbrio de água e sal 
As concentrações de eletrólitos intracelulares e 
extracelulares são essenciais para manter o potencial 
de membrana das células musculares e nervosas. 
Qualquer alteração nesse equilíbrio pode afetar a 
excitabilidade neuromuscular, favorecendo cãibras. 
FATORES RELACIONADOS ÀS CÃIBRAS 
MUSCULARES 
Alteração na concentração de potássio (K⁺) → Impacta 
o potencial de membrana das células excitáveis 
 Desregulaçãodo cálcio (Ca²⁺) → Afeta diretamente o 
mecanismo de contração muscular 
 Desidratação → Reduz a chegada de nutrientes às 
células musculares, tornando-as mais propensas a 
espasmos 
Uso de espironolactona → Pode causar cãibras 
musculares como efeito colateral 
ENTENDER O PAPEL DOS RINS NO EQUILÍBRIO 
ÁCIDO-BASE 
 
DEFINIÇÕES E SIGNIFICADOS DE ÁCIDOS E BASE 
Regulação ácido-base é necessária para manter o 
equilíbrio das funções corporais e celulares. 
• Ácido: Moléculas contendo átomos de 
hidrogênio que podem liberar íons hidrogênio 
são conhecidas como ácidos. 
• Ácido forte: se dissocia rapidamente e libera 
grandes quantidades de H+. (ex: HCl) 
• Ácido fraco: menor tendência de dissociação, 
liberando menos H+. (ex: H2CO3) 
• Base: A base é um íon ou uma molécula capaz 
de receber um H+ 
• Base forte: reage rapidamente com H+. (ex: OH-) 
• Base fraca: se liga ao H+ com menos força. (ex: 
HCO3
-) 
• Nas reações de regulação ácido-base, os 
participantes são ácidos e bases fracas. 
 
CONCENTRAÇÃO DE H+ : . 
• Comparado a outros íons o H+ possui uma 
concentração muito baixa. Comparando com o 
sódio, que no líquido extracelular possui uma 
concentração de 142 mEq/L, o íon hidrogênio é 
3,5 milhões de vezes menos concentrado, 
contando com apenas 0,00004 mEq/L. 
• Mesmo assim sua regulação é calculada e 
realizada de uma maneira extremamente 
precisa, devido a sua importância. 
• A variação de concentração, em condições 
normais, é mínima. 
 
 
 
6 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
• A concentração de H+ é definida pela unidade pH 
(definida em escala logarítmica). 
• Definida pelo cálculo: 
 
 
• O valor do pH é inversamente proporcional à 
quantidade de H+ , ou seja, um pH mais alto 
indica um ambiente alcalino (básico). 
• Limites de pH compatíveis com a vida: 
• 6,8 -> para acidose 
• 8,0 -> para alcalose 
• Concentração em diferentes partes do corpo: 
 
Sistemas tampõeS 
• Tampão é qualquer substância que possa se 
ligar irreversivelmente ao H+; 
• Existem três sistemas que irão fazer a regulação 
ácido-base, cada um com sua especificidade e 
tempo de reação: 
• São eles, em ordem de ação: 
• 1. Tamponamento químico; 
• 2. Regulação respiratória; 
• 3. Regulação renal. 
REGULAÇÃO ÁCIDO -BASE 
Os sistemas-tampão dos líquidos corporais agem 
rapidamente para minimizar alterações na concentração 
de H+, mas não acrescentam nem eliminam esses íons, 
apenas controlam seu equilíbrio. 
O sistema respiratório elimina CO2 e, portanto, H2CO3 
do corpo, atuando em minutos para regular o pH. 
Os rins, apesar de mais lentos, são os reguladores ácido-
básicos mais potentes, atuando em horas a vários dias 
para eliminar o excesso de ácido ou base do corpo. 
A regulação dos rins e pulmões é mais precisa: 
• Os rins regulam o HCO3- 
• Os pulmões controlam o CO2 
Essa regulação ajusta o pH extracelular através da 
adição ou remoção precisas de HCO3- pelos rins e da 
eliminação de CO2 pelos pulmões. Essa coordenação 
permite um controle preciso do pH extracelular, apesar 
das limitações aparentes do sistema tampão 
bicarbonato. 
AÇÃO DE TAMPÕES PARA CONTROLE DA 
CONCENTRAÇÃO DE H+ 
Os sistemas tampões não eliminam nem acrescentam 
íons H+ ao corpo, mas apenas os mantêm controlados 
até que o equilíbrio possa ser restabelecido. 
Os tampões são substâncias capazes de se ligar 
reversivelmente ao H+, minimizando alterações na sua 
concentração. A reação geral de tamponamento mantém 
o equilíbrio entre o tampão e o H+ livre. 
Considerando a baixa concentração de H+ nos líquidos 
corporais e a produção diária de ácidos pelo 
metabolismo, os tampões são essenciais para evitar 
grandes variações na concentração de H+. 
O sistema-tampão do bicarbonato é qualitativamente o 
mais importante do líquido extracelular, 
desempenhando um papel fundamental na regulação 
ácido-base. 
Regulação ácido-base 
Os sistemas-tampão dos líquidos corporais agem 
rapidamente para minimizar alterações na concentração 
de H+, mas não acrescentam nem eliminam esses íons, 
apenas controlam seu equilíbrio. 
O sistema respiratório elimina CO2 e, portanto, H2CO3 
do corpo, atuando em minutos para regular o pH. 
Os rins, apesar de mais lentos, são os reguladores ácido-
básicos mais potentes, atuando em horas a vários dias 
para eliminar o excesso de ácido ou base do corpo. 
A regulação dos rins e pulmões é mais precisa: 
 
7 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
• Os rins regulam o HCO3- 
• Os pulmões controlam o CO2 
Essa regulação ajusta o pH extracelular através da 
adição ou remoção precisas de HCO3- pelos rins e da 
eliminação de CO2 pelos pulmões. Essa coordenação 
permite um controle preciso do pH extracelular, apesar 
das limitações aparentes do sistema tampão 
bicarbonato. 
 
Ação de tampões para controle da concentração 
de H+ 
 
Os sistemas tampões não eliminam nem acrescentam 
íons H+ ao corpo, mas apenas os mantêm controlados 
até que o equilíbrio possa ser restabelecido. 
Os tampões são substâncias capazes de se ligar 
reversivelmente ao H+, minimizando alterações na sua 
concentração. A reação geral de tamponamento mantém 
o equilíbrio entre o tampão e o H+ livre. 
Considerando a baixa concentração de H+ nos líquidos 
corporais e a produção diária de ácidos pelo 
metabolismo, os tampões são essenciais para evitar 
grandes variações na concentração de H+. 
O SISTEMA-TAMPÃO DO BICARBONATO 
 é qualitativamente o mais importante do líquido 
extracelular, desempenhando um papel fundamental 
na regulação ácido-base 
• Consiste em uma solução aquosa contendo: 
ácido fraco (H2CO3) e um sal bicarbonato (ex: 
bicarbonato de sódio NaHCO3); 
• A formação de ácido carbônico é proveniente da 
reação de CO2 + H2O, mediada pela enzima 
anidrase carbônica. Na ausência da enzima 
pouca quantidade é formada; 
 
• A enzima é abundante na parede dos alvéolos 
pulmonares e encontra-se também nas células 
epiteliais dos túbulos renais; 
 
 
• A ionização (fraca) do ácido carbônico libera um 
H+ e um HCO3
- 
• A ionização do bicarbonato de sódio, ocorre 
quase completamente, e libera bicarbonato + 
Na+; 
• Na presença de de um ácido forte o H+ em 
excesso vai ser tamponado pelo bicarbonato, da 
seguinte forma: 
 
• O excesso de CO2 circulante vai promover um 
aumento da respiração pulmonar, levando à 
ativação de outro sistema de regulação; 
• Numa situação inversa, como a presença de 
uma base forte (ex: NaOH), os níveis de ácido 
carbônico vão diminuir, pois o mesmo vai reagir 
com a base forte, a consequência disso é a 
necessidade do CO2 se combinar com água para 
formar o ácido carbônico, e assim recompor o 
ácido carbônico perdido; 
 
• A diminuição nas taxas de CO2 leva a uma 
diminuição de respiração, visto que não há 
necessidade de tanta expiração de dióxido de 
carbono; 
 
 
 
• O sistema tampão químico sozinho não é tão 
eficiente, visto a quantidade baixa dos 
elementos do sistema (CO2 e HCO3
-). Porém é o 
mais importante pois fundamenta a ação dos 
dois posteriores sistemas; 
 
 
 
 
8 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
Regulação Respiratória: . 
• A regulação da ventilação altera as 
concentrações de CO2 circulante, auxiliando no 
controle ácido-base; 
• O CO2 é obtido por conta dos processos 
metabólicos do corpo, e após chegar no sangue 
é levado ao pulmão onde vai induzir o processo 
de ventilação pulmonar, o qual vai transferi-lo 
para a atmosfera; 
• A taxa normal de CO2 encontrada nos líquidos 
extracelulares é cerca de 1,2 mol/L de CO2 
dissolvido, correspondendo à Pco2 de 40 mmHg; 
• A Pco2 vai definir o aumento ou a diminuição da 
ventilação pulmonar. Portanto, quando uma da 
variáveis aumenta, a outraconsequentemente 
aumenta também 
• Uma quantidade maior de dióxido de carbono 
circulante leva à diminuição do pH, pois a 
concentração de H2CO3 aumenta e 
consequentemente o H+ também 
• Relação entre a alteração da taxa de ventilação 
e o pH dos líquidos corporais: 
 
• A concentração de H+ é responsável por um 
feedback para aumento ou diminuição da 
ventilação pulmonar; 
• Essa regulação possui uma eficiência de 50% a 
75%. Então em aumento súbito do pH, o sistema 
respiratório consegue chegar próximo ao valor 
normal em uma curta fração de tempo; 
• Condições que comprometam a função 
respiratória também irão comprometer a 
regulação fisiológica de ácido-base. Nesses 
casos, os rins assumem uma importância maior 
para manter os índices nas taxas normais. 
Regulação Renal: . 
• O controle renal se dá pelos aspectos ácidos ou 
básicos da urina, ou seja, a depender da 
necessidade o pH do que for excretado vai ser 
alterado para manter a homeostase; 
• A excreção de HCO3
- ou de H+ vai definir esses 
parâmetros; 
• Por conta dos ácidos voláteis, cerca de 80 mEq, 
a excreção de H+ em condições normais já 
ocorre para manter o equilíbrio; 
• Nos rins o bicarbonato é filtrado e reabsorvido a 
uma taxa de 4320 mEq por dia; 
• Para que haja reabsorção de bicarbonato é 
necessário que exista a secreção de H+. Então, a 
quantidade de H+ secretada diariamente é 4400 
mEq; 
• A reabsorção é dependente da secreção de H+, a 
qual ocorre por meio de um transporte 
• ativo secundário (proteína trocadora sódio-
hidrogênio); 
• A dependência da secreção de H+ para 
reabsorção do bicarbonato (HCO3-) faz com que 
nos momentos de alcalose, o secreção de H+ 
seja reduzida, não havendo reabsorção de 
bicarbonato, ou seja, o líquido extracelular vai 
perdendo sua alcalinidade pela não reabsorção 
do bicarbonato; 
• Na acidose, há a excreção de H+ adicional e 
reabsorção total de bicarbonato; 
 
Reabsorção de bicarbonato: . 
 
9 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
 
 
• Ocorre em todas as partes dos túbulos, com 
exceção das porções finas da alça de Henle; 
 
• Mediada pela secreção de H+, a reabsorção 
ocorre por meio da reação com o que foi 
secretado 
• No lúmen tubular há a associação entre eles e a 
formação de ácido carbônico, o qual dá origem à 
dióxido de carbono + água; 
• Esse processo é necessário pois o bicarbonato 
não entra diretamente na célula. Assim pela 
formação de CO2 e pela sua entrada na célula, 
um novo bicarbonato vai ser formado e outro H+ 
também; 
• Processo descrito aqui: 
 
• Então, pode-se considerar que o bicarbonato 
filtrado não é o mesmo reabsorvido. 
Secreção de H+ nos túbulos distais e coletores: 
 
• Compreendendo apenas 5% da secreção total 
de íon hidrogênio, os túbulos distais e coletores 
participam principalmente da definição do pH 
urinário; 
• Nessa região, a secreção ocorre por transporte 
ativo primário pelas proteínas ATPase 
transportadora de hidrogênio e um 
transportador hidrogênio-potássio-ATPase; 
• As células intercaladas tipo A fazem a secreção 
de hidrogênio por um mecanismo parecido com 
as outras porções dos túbulos; 
 
• A secreção de hidrogênio nos demais segmentos 
podem alterar uma pequena porção da 
concentração de H+, mas já na parte final ela 
pode ser aumentada em 900 vezes; 
• O pH pode ser diminuído até 4,5, valor mínimo 
que os rins normais podem ser atingidos. 
CRIAÇÃO DE OUTROS 
TAMPÕES: . 
• Nem todo hidrogênio secretado vai ser 
excretado em sua forma ionizada na urina; 
• Se isso acontecesse, o pH da urina seria 
extremamente baixo e consequentemente 
causaria um impacto negativo nas estruturas 
renais; 
• Esse novo tamponamento ocorre quando toda a 
quantidade de bicarbonato for reabsorvida, 
tornando a combinação entre H+ e bicarbonato 
muito difícil; 
 
 
 
10 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
• Para isso, o hidrogênio pode combinar-se com o 
HPO4 e formar H2PO4
-. Após essa formação o H+ 
é excretado junto com um sal de sódio 
(NaH2PO4); 
• O bicarbonato formado nessa reação é ganho 
efetivo para o sistema, pois supera a quantidade 
reabsorvida e que já estava no líquido 
intersticial; 
 
Tampão amônia: . 
 
• Produto da síntese de aminoácidos, a glutamina 
dá origem ao íon amônio (NH4
+). Essa 
metabolização ocorre no interior das células e 
uma molécula de glutamina dá origem a dois 
amônios e dois bicarbonatos; 
• O amônio é secretado pelo transporte 
compartilhado com o sódio, que entra na célula; 
• O bicarbonato formado é absorvido em conjunto 
com o sódio; 
 
• Nos túbulos colectores o H+ se combina com 
com NH3 e forma o amônio, que vai ser 
excretado. 
 
• Devido o limite de H+ que deve ser excretado na 
urina, a quantidade de outros compostos 
contendo íon vai ser aumentada em distúrbio de 
ácido, como é o caso da acidose crônica; 
 
Quantificação ácido - base: . 
• A excreção renal total de ácido pode ser 
estimada pela soma: 
• Ácido excretado = ácido titulável + [NH4
+] − 
[HCO3-] 
• Se essa excreção for insuficiente, ocorre 
acidose metabólica. Se for excessiva, pode 
levar a alcalose metabólica. 
• A avaliação laboratorial do pH urinário, da 
concentração de bicarbonato, da excreção de 
NH₄⁺ e do ácido titulável são métodos usados 
para analisar o estado ácido-base nos fluidos 
renais. 
Regulação da secreção de íon hidrogênio: . 
 
• O aumento da aldosterona leva a uma secreção 
maior de H+, por conta do trocador Na+-H+. 
Dessa forma um distúrbio na quantidade de 
aldosterona pode levar a uma alcalose, pelo 
excesso de troca de Na+; 
 
11 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
 
 
• A variação da concentração de potássio 
(hipocalemia ou hipercalemia) altera a secreção 
de H+, por conta do transporte mediado pela 
bomba H+-K+-ATPase. Ou seja, uma maior 
quantidade de potássio no sangue inativa essa 
bomba, diminuindo a secreção de H+. 
 
DISTÚRBIOS METABÓLICOS E 
RESPIRATÓRIOS: . 
• Os metabólicos estão relacionados 
principalmente à quantidade bicarbonato no 
sangue, onde vai ser fator primordial para 
diferenciar de um distúrbio respiratório, que vai 
ser definido pela Pco2, como definido na tabela: 
 
 
5. Conclusão: 
 
 
• Fatores que alterem as concentrações ácido-
base no sangue vão ativar mecanismos para 
manter o controle e equilíbrio das funções 
corporais. 
 
CONHECER A REGULAÇÃO DE POTÁSSIO (K), 
CÁLCIO, MAGNÉSIO E FOSFATO PELOS RINS 
 
EQUILÍBRIO HIDROELETROLÍTICO 
Ação da Aldosterona 
A reabsorção de Na+ nos túbulos distais e ductos 
coletores renais é regulada pelo hormônio esteroide 
aldosterona: ↑aldosterona ↑reabsorção Na+ 
↑secreção de K+ (promove a atividade da Na+K+- 
ATPase) 
O alvo primário da aldosterona são as células 
principais (células P), o principal tipo celular 
encontrado no epitélio do néfron distal. Elas são 
arranjadas com bombas Na+-K+-ATPase na 
membrana basolateral, e vários canais e 
transportadores na membrana apical 
A aldosterona entra nas células P por difusão simples, 
e uma vez no interior, se liga a um receptor 
citoplasmático. 
o A fase inicial ocorre com o aumento do 
tempo de abertura dos canais de Na+ e 
K+ na membrana apical. 
o Como consequência, o nível 
intracelular de Na+ aumenta, ativando 
a Na+/K+-ATPase, que transporta Na+ 
para o sangue e K+ para fora da célula. 
• A água não segue automaticamente o Na+; a 
vasopressina é necessária para tornar o epítelio 
do néfron distal permeável à água. 
 
REGULAÇÃO RENAL DE POTÁSSIO (K+) 
A aldosterona é essencial na homeostasia do potássio, 
equilibrando a excreção com a ingestão. 
Sob condiçõesnormais, o balanço das massas iguala 
a excreção de K+ com a sua ingestão. Se a ingestão 
excede a excreção e o K+ no plasma aumenta, a 
aldosterona é liberada para o sangue. A ação da 
aldosterona sobre as células P do néfron distal 
mantém os canais iônicos dessas células abertos por 
 
12 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
mais tempo e aumenta a atividade da bomba Na+-K+-
ATPase, aumentando a excreção renal de K+. 
- A regulação dos níveis de potássio no corpo é essencial 
para a manutenção de um estado de bem-estar. 
Mudanças nos níveis extracelulares de K+ afetam o 
potencial de repouso da membrana de todas as células 
• - Se a concentração de K+ diminuir 
(hipocalemia) → gradiente de concentração 
entre a célula e o LEC torna-se maior, mais K+ 
deixa a célula, eo potencial de repouso da 
membrana torna-se mais negativo 
• - Se a concentração de K+ aumentar 
(hipercalemia) → o gradiente de concentração 
diminui e mais K+ permanece nas células, 
despolarizando-as (pois dentro da célula vai 
ficar positivo e fora da célula negativo). 
Devido a seus efeitos em tecidos excitáveis, como o 
coração, os médicos estão sempre preocupados em 
manter a concentração plasmática de K+ dentro de sua 
faixa normal. 
• - A hipocalemia causa fraqueza muscular, uma 
vez que é mais difícil para neurônios e músculos 
hiperpolarizados dispararem potenciais de ação 
→ por isso as cãibras – fraqueza do músculo 
esquelético geralmente é significativa o 
bastante para levar os pacientes a buscarem 
tratamento antes que ocorram problemas 
cardíacos. 
• A hipercalemia é o distúrbio de potássio mais 
perigoso, porque, neste caso, a despolarização 
dos tecidos excitáveis os torna mais excitáveis. 
Subsequentemente, as células são incapazes de 
se repolarizar completamente e, na verdade, 
tornam-se menos excitáveis. Nesse estado, elas 
apresentam potenciais de ação que são 
menores do que o normal ou inexistentes. 
Alterações na excitabilidade do músculo 
cardíaco devido aalterações na concentração 
plasmática de K+ podem levar a arritmias 
cardíacas. 
A correção de distúrbios do pH requer cuidados 
especiais com os níveis plasmáticos de K+. Da mesma 
forma, a correção de desequilíbrios do K+ pode alterar o 
pH corporal 
 
REGULAÇÃO RENAL DE CÁLCIO (CA²+) 
Cerca de 50% do cálcio total presente no plasma (5 
mEq/L) estão na forma ionizada, que representa a forma 
biologicamente ativa nas membranas celulares. As 
alterações da concentração de íons hidrogênio no 
plasma podem influenciar o grau de ligação do cálcio 
com as proteínas plasmáticas (↑ácido, ↓ligações; 
↓ácido, ↑ligações) 
Um dos reguladores mais importantes da captação e da 
liberação de cálcio pelo osso é o PTH (Paratormônio). 
Quando a concentração de cálcio no líquido extracelular 
cai até níveis abaixo do normal, as glândulas 
paratireoides são diretamente estimuladas pelos baixos 
níveis de cálcio, para promover aumento da secreção do 
PTH. 
O PTH regula a concentração plasmática do cálcio por 
meio de três efeitos básicos: 
o 1 por estimular a reabsorção óssea; 
(aumentando a atividade osteoclástica) 
o 2 por promover a ativação da vitamina 
D, que aumenta a reabsorção intestinal 
de cálcio; e 
o 3 por aumentar, diretamente, a 
reabsorção de cálcio nos túbulos renais 
Apenas 60% do cálcio plasmático são ionizados. Assim, 
apenas 60% do cálcio plasmático podem ser filtrados 
pelo glomérulo. Normalmente, cerca de 99% do cálcio 
filtrado são reabsorvidos pelos túbulos, com excreção de 
apenas 1%. Aproximadamente 65% do cálcio filtrado são 
reabsorvidos no túbulo proximal, 25% a 30% na alça de 
Henle, e 4% a 9% nos túbulos distais e coletores. Esse 
padrão de reabsorção é semelhante ao do sódio. 
Grande parte da reabsorção de cálcio no túbulo proximal 
acontece pela via paracelular, dissolvido em água e 
carregado com o líquido reabsorvido à medida que flui 
entre as células. 
Na alça de Henle, a reabsorção de cálcio é restrita à parte 
ascendente espessa. Cerca de 50% da reabsorção de 
cálcio na porção ascendente espessa ocorrem pela via 
paracelular por difusão passiva, devido à pequena carga 
positiva do lúmen tubular em relação ao líquido 
intersticial. Os 50% remanescentes ocorrem por via 
 
13 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
transcelular, processo que é estimulado pelo PTH. No 
túbulo distal, a reabsorção de cálcio ocorre quase que 
inteiramente por transporte ativo através da membrana 
celular 
Um dos principais controladores da reabsorção tubular 
renal de cálcio é o PTH. Níveis elevados desse hormônio 
estimulam a reabsorção de cálcio nas alças ascendentes 
espessas de Henle e nos túbulos distais, o que reduz sua 
excreção urinária. De modo inverso, a redução do PTH 
promove a excreção de cálcio por diminuir sua 
reabsorção nas alças de Henle e nos túbulos distais. 
Outro fator que influencia a reabsorção do cálcio é a 
concentração plasmática de fosfato, uma vez que sua 
elevação estimula o PTH, o que aumenta a reabsorção do 
cálcio pelos túbulos renais e cálcio. 
 
 
 
 
REGULAÇÃO RENAL DO FOSFATO 
A excreção de fosfato pelos rins é controlada 
primariamente por mecanismo de extravasamento → os 
túbulos renais têm transporte máximo normal para a 
reabsorção de fosfato de cerca de 0,1 mmol/min. 
Quando existe quantidade de fosfato inferior a essa no 
filtrado glomerular, basicamente todo o fosfato 
filtrado é reabsorvido. Em presença de quantidade 
maior, o excesso é excretado. 
O túbulo proximal, nas condições normais, reabsorve 
75% a 80% do fosfato filtrado ocorre, principalmente, 
pela via transcelular. O fosfato entra na célula a partir do 
lúmen, por cotransportador de sódio-fosfato, e sai da 
célula pela membrana basolateral por um processo que 
não é bem compreendido, mas que pode envolver 
mecanismo de contra transporte, no qual o fosfato é 
trocado por um ânion. 
Sempre que o PTH plasmático estiver aumentado, 
ocorrerão diminuição da reabsorção tubular de fosfato e 
maior excreção de fosfato 
• - O PTH provoca a reabsorção óssea, lançando 
grandes quantidades de íons 
• fosfato, provenientes dos sais ósseos, no líquido 
extracelular 
• - O PTH diminui o transporte máximo de fosfato 
pelos túbulos renais, ocorrendo perda de maior 
proporção de fosfato na urina.. 
EXPLICAR COMO OCORRE A AVALIAÇÃO DA 
FUNÇÃO RENAL 
 
A creatinina, metabolizada no fígado e produto do 
metabolismo da creatina, é utilizada para avaliar a 
função renal por conta da sua característica -> ser 
filtrada completamente e não ser reabsorvida, secretada 
em pequenas quantidades. 
O padrão ouro para análise da função renal é a inulina, a 
qual vai ser injetada e posteriormente depurada, o que 
vai possibilitar a análise. Porém, por ser invasivo e mais 
caro, a inulina dá espaço para a creatinina, que é 
endógena e permite uma avaliação aproximada. 
Valores de referência de creatinina sérica: 
Faixa Etária Valores de Creatinina (mg/dL) 
0 a 1 mês 0,00 a 1,00 
1 mês a 1 ano 0,10 a 0,80 
1 a 16 anos 0,20 a 1,00 
 
14 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
> 16 anos (Mulher) 0,50 a 1,20 
> 16 anos (Homem) 0,60 a 1,30 
 
CLEARANCE DE CREATININA, DEPURAÇÃO 
(CRCL) : . 
• A depuração de creatinina serve para analisar a 
função renal a partir de um comparativo da 
quantidade sérica (no sangue) de creatinina e 
sua quantidade em uma amostra de urina 24h; 
• É utilizado tanto na avaliação da função renal 
quanto no acompanhamento de um progresso 
de algum tratamento renal; 
• Esse comparativo é necessário, pois a creatinina 
não é um marcador perfeito e pode apresentar 
um resultado um pouco diferente da realidade; 
• O cálculo é feito pela seguinte equação: 
• feito pela seguinte equação: 
 
 
• Onde: 
• CCr -> clearance de creatinina (mL/min) 
• UCr -> creatinina urinária (mg/dL) 
• PCr-> creatinina plasmática (mg/dL) 
• Volume (mL) 
• Para essa avaliação os valores de referência são: 
• Mulheres: 80 a 125 ml/min 
• Homens: 90 a 139 ml/min 
• Alguns fatores podem levar ao aumento ou 
diminuição desses índices: 
• Aumento: 
• Diabetes melito; 
• Desidratação; 
• Hipotireoidismo; 
• Infecções; 
• Diminuição: 
• Anemia; 
• Hipertireoidismo; 
• Doença renal policística; 
• Obstrução do trato urinário; 
• Limitações: 
• Esse cálculo é usado quando os níveis 
séricos de creatinina não podem ser 
acurados ou não são suficientes para 
avaliação. Ainda que a CrCl possa 
superestimar a TFG (taxa de filtração 
glomerular), pois ainda há quantidades 
de creatinina sendo secretadas 
• Alguns fármacos podem aumentar a CrCl (ex: 
enalapril, prednisona); 
• Alguns fármacos podem diminuir a CrCl (ex: 
ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, tiazídicos); 
• Erros de manejo das amostras podem interferir 
nos resultados (ex: amostra não refrigerada 
pode levar a decomposição da creatinina); 
• 
CREATININA COM TAXA DE FILTRAÇÃO 
GLOMERULAR ESTIMADA 
(TFGE): . 
• A taxa de filtração glomerular é igual ao total das 
taxas de filtração dos néfrons funcionais; 
• Esse cálculo é utilizado para: 
• Diagnosticar insuficiência renal; 
• Ajuste de dose de medicamentos; 
 
 
15 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
• Monitoramento de funcionamento renal após 
transplante; 
• Níveis séricos de creatinina indicam uma 
redução de massa muscular esquelética. 
• Níveis séricos elevados podem ser 
consequência de: dieta rica em proteínas, 
comprometimento da função renal, etc. Assim 
como níveis baixos indicam: secreção de 
creatinina inibida, entre outros fatores; 
• Existem três cálculos que são utilizados para 
essa taxa, são elas: 
FÓRMULA DE COCKCROFT GAULT 
• Estimativa mais simples para quantificar a taxa 
de filtração glomerular; 
• Usada principalmente para ajuste de 
medicamentos, pois tende a variar 
(superestimar ou subestimar) em alguns grupos 
específicos como obesos e idosos 
TFG = (140 - idade) peso (kg)72 Creatinina Sérica (mg/dL) 
• Nas mulheres o resultado deve ser multiplicado 
por 0,85, pois mulheres tendem a possuir uma 
massa muscular menor que a dos homens, 
sendo necessário fazer essa correção; 
IDMSTRACEABLE MDRD STUDY EQUATION: 
• Medida em mL/min/1,73 m2; 
• Medição mais específica e mais precisa para 
pacientes que possuam TFG abaixo de 60 
mL/min; 
• Taxa normal: >16 anos > 60ml/min/1,73 m2; 
• Utiliza-se 1,73m2 como padrão, não exigindo 
ajuste de altura ou peso; 
TFG (ml/min/1,73 m2 ) = 175 × (SCr) –1,154 × (Idade) –0,203 × 
(no caso de mulher 0,742) × (no caso de afrodescendente 
1,212) 
Valores de referência: 
TFGe 
(mL/min/1,73m²) 
Estágio da 
Doença 
Renal 
Interpretação 
Crônica 
(DRC) 
≥ 90 Estágio 1 Função renal 
normal ou 
levemente 
reduzida 
60 - 89 Estágio 2 Leve redução da 
função renal 
30 - 59 Estágio 3 Insuficiência renal 
moderada 
15 - 29 Estágio 4 Insuficiência renal 
grave 
urinário) entra na célula do TCP 
através do trocador Na⁺/H⁺ (NHE3). 
 
• Simultaneamente, um próton (H⁺) é 
transportado para fora da célula e lançado no 
lúmen. 
 
 
• Esse H⁺ reage com bicarbonato (HCO₃⁻) 
presente no filtrado, formando ácido 
carbônico (H₂CO₃). 
 
• A enzima anidrase carbônica quebra o H₂CO₃ 
em CO₂ e H₂O, que entram na célula. 
Dentro da célula, o CO₂ se combina com a água 
e forma novamente HCO₃⁻ e H⁺. 
 
• O bicarbonato (HCO₃⁻) é transportado para o 
sangue, enquanto o H⁺ volta para o lúmen, 
reiniciando o ciclo. 
O Na⁺ se move do interstício para os capilares 
peritubulares por difusão facilitada e transporte passivo, 
seguindo o gradiente de concentração. Esse transporte 
ocorre porque os capilares peritubulares possuem uma 
pressão oncótica elevada, resultado da alta 
concentração de proteínas no plasma. Dessa forma, 
tanto a água quanto o sódio são atraídos para os 
capilares, promovendo seu retorno à circulação 
sanguínea. 
A reabsorção do bicarbonato (HCO₃⁻) no túbulo 
contorcido proximal (TCP) é essencial para manter o 
equilíbrio ácido-base do organismo. Sem essa 
reabsorção, perderíamos grandes quantidades de 
bicarbonato na urina, levando à acidose metabólica 
 
 
ALÇA DE HENLE 
 A Alça de Henle é uma estrutura do néfron que tem 
papel fundamental na concentração da urina e no 
equilíbrio osmótico do organismo. Ela é composta por 
duas partes principais: Ramo Descendente e Ramo 
Ascendente, que se divide em: Segmento delgado e 
Segmento espesso 
✔ Néfrons justamedulares possuem alças de Henle 
longas, que funcionam como multiplicadores de 
contracorrente, aumentando a osmolaridade do 
interstício renal. 
✔ Vasos retos (vasa recta) atuam como trocadores de 
contracorrente, garantindo que os solutos permaneçam 
no interstício sem serem removidos rapidamente pela 
circulação sanguínea. 
O QUE ACONTECE EM CADA PARTE DA ALÇA DE 
HENLE? 
Ramo Descendente da Alça de Henle 
• Permeável à água, mas impermeável a 
solutos. 
Conforme o líquido tubular desce pela alça, a 
água sai por osmose para o interstício, deixando 
o fluido cada vez mais concentrado. 
 
• Quanto mais fundo na medula renal, maior a 
concentração do fluido tubular. 
• Resumo: Aqui ocorre a reabsorção de água, 
tornando o líquido tubular mais concentrado. 
RAMO ASCENDENTE DA ALÇA DE HENLE 
Impermeável à água, mas permeável a íons. 
Ocorre reabsorção ativa de solutos, sem arrastar água 
junto. Esse processo é fundamental para criar um 
 
18 
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 MEDICINA -UFAL 
gradiente osmótico necessário para a concentração da 
urina. 
 SEGMENTO DELGADO DO RAMO ASCENDENTE 
✔ Permite a saída passiva de íons Na⁺ e Cl⁻, ajudando a 
reduzir a osmolaridade do líquido tubular. 
 SEGMENTO ESPESSO DO RAMO ASCENDENTE 
• Cotransportador Na⁺/K⁺/2Cl⁻: Esse 
transportador leva Na⁺, K⁺ e 2Cl⁻ para dentro das 
células tubulares. 
• O gradiente de Na⁺, criado pela Na⁺/K⁺-ATPase 
na membrana basolateral, movimenta os íons 
para dentro da célula. 
• Parte do K⁺ retorna para o lúmen tubular através 
de canais apicais, enquanto o restante é 
reabsorvido. 
• Isso gera uma carga positiva na luz tubular, 
favorecendo a reabsorção de Ca²⁺ e Mg²⁺. Essa 
carga facilita a reabsorção de íons divalentes 
como Ca²⁺ e Mg²⁺ 
Resumo: O segmento espesso do ramo ascendente é 
chamado de "segmento diluidor", pois remove solutos 
da urina sem reabsorver água. Isso faz com que o líquido 
tubular fique hipotônico antes de entrar no túbulo 
contorcido distal. 
 
TÚBULO DISTAL 
No início do túbulo distal, o líquido tubular se torna 
ainda mais diluído devido à reabsorção de NaCl e à 
impermeabilidade à água da zônula ocludente entre as 
células. Essa impermeabilidade à água significa que 
água não é reabsorvida nesta parte do néfron, enquanto 
Na⁺ e Cl⁻ continuam a ser reabsorvidos, tornando o 
fluido mais hipotônico em relação ao plasma 
sanguíneo. 
Mecanismo de Reabsorção de Na⁺ e Cl⁻ 
1. Na+/K+-ATPase: 
Na membrana basolateral, a Na+/K+-ATPase 
bombeia Na⁺ para fora da célula e K⁺ para 
dentro, mantendo o gradiente de 
concentração de Na⁺ baixo dentro da célula. 
2. Entrada de Na⁺ e Cl⁻ na célula: 
Para compensar o baixo nível de Na⁺ dentro da 
célula, o Na⁺ entra a partir da luz tubular, a favor 
de seu gradiente de concentração, através de 
um cotransportador Na⁺/Cl⁻. Nesse processo, 
o Na⁺ é transportado para dentro da célula junto 
com o Cl⁻, movendo-se passivamente para 
equilibrar as concentrações. 
Regulação da Reabsorção de Ca²⁺ 
• A reabsorção de Ca²⁺ nesta parte do néfron é 
regulada por hormônios como paratormônio 
(PTH) e calcitriol (vitamina D ativa): 
PTH e calcitriol aumentam a reabsorção de Ca²⁺ no 
túbulo distal, favorecendo a sua entrada na célula e a 
sua reabsorção para o interstício, ajudando a manter 
os níveis adequados de cálcio no corpo. 
Resumo 
• No início do túbulo distal, o líquido tubular se 
torna mais diluído devido à reabsorção de 
NaCl, sem reabsorção de água. 
• A Na+/K+-ATPase na membrana basolateral 
ajuda a criar o gradiente de Na⁺, fazendo com 
que Na⁺ e Cl⁻ entrem na célula por meio de um 
cotransportador Na⁺/Cl⁻. 
• A reabsorção de Ca²⁺ é regulada por PTH e 
calcitriol, que aumentam sua reabsorção neste 
segmento do néfron. 
 
 
TÚBULO COLETOR 
O túbulo coletor e o ducto coletor desempenham 
funções cruciais na regulação do equilíbrio de água, 
 
19 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
eletrólitos e ácido-base do corpo. Essas estruturas 
possuem células especializadas com funções distintas e 
são reguladas por hormônios importantes, como a 
aldosterona e o hormônio antidiurético (ADH) 
 
Túbulo Coletor e Ducto Coletor: Estrutura e Função 
• O túbulo coletor é a última parte do néfron que 
processa o filtrado urinário antes de chegar ao 
ducto coletor. Ele coleta o fluido dos túbulos 
distais e o transporta para os ductos coletores, 
que se unem para formar os dutos renais, que 
por sua vez, drenarão a urina para a pelve renal. 
• As células principais no túbulo coletor são 
responsáveis pela reabsorção de Na⁺ e 
secreção de K⁺. Além disso, o túbulo coletor 
também contém células intercaladas α e β, que 
têm funções relacionadas ao controle do pH do 
sangue: as células α secretam H⁺ (ácidos) para 
reduzir a acidez do sangue, enquanto as células 
β secretam bicarbonato (HCO₃⁻) para 
neutralizar a acidez. 
• As células α secretam H⁺ e reabsorvem 
bicarbonato para corrigir a acidose. 
• As células β secretam bicarbonato e 
reabsorvem H⁺ para corrigir a alcalose. 
MECANISMOS DE TRANSPORTE E REGULAÇÃO 
Reabsorção de Na⁺ (Aldosterona) 
A reabsorção de sódio (Na⁺) no túbulo coletor é 
controlada principalmente pela aldosterona, um 
hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais. A 
aldosterona regula a quantidade de Na⁺ que é 
reabsorvida e K⁺ que é excretada, com dois principais 
mecanismos de ação: 
• Efeito rápido: A aldosterona age nos receptores 
na membrana das células principais do túbulo 
coletor, promovendo a troca Na⁺/H⁺ (sódio para 
hidrogênio). Esse efeito ajuda a reduzir a acidez 
do sangue e aumentar a concentração de sódio 
no sangue. 
• Efeito tardio: A aldosterona se liga a receptores 
nucleares nas células principais. Isso 
desencadeia a síntese de proteínas que ativam 
canais de sódio (Na⁺) localizados na membrana 
apical das células. Esses canais permitem a 
entrada de Na⁺ do fluido tubular para as células, 
aumentando a reabsorção de sódio. 
Essa reabsorção de Na⁺ também está ligada à secreção 
de K⁺, o que resulta na eliminação de potássio (K⁺) na 
urina. 
REABSORÇÃO DE ÁGUA (ADH) 
O hormônio antidiurético (ADH), também conhecido 
como vasopressina, regula a permeabilidade à água no 
túbulo coletor. Quando os níveis de ADH são elevados 
(por exemplo, em resposta a um aumento da 
osmolaridade sanguínea ou desidratação), ele promove 
a reabsorção de água: 
• OADH se liga a receptores específicos nas 
células do túbulo coletor, ativando a proteína 
quinase A (PKA). Isso resulta na inserção de 
canais de aquaporina-2 (AQP2) nas 
membranas apicais das células principais do 
túbulo coletor. 
• Os canais aquaporina-2 permitem a passagem 
de água de volta para a corrente sanguínea, 
promovendo a concentração da urina e a 
preservação de água no corpo. Sem ADH, a água 
não pode ser reabsorvida, resultando na 
excreção de uma urina diluída. 
3. Secreção de Ácido e Base (Células Intercaladas α e 
β) 
• Células α: Estas células são responsáveis pela 
secreção de H⁺ para a luz tubular. Esse 
processo ajuda a regular o pH do sangue, 
reduzindo a acidez quando necessário. O H⁺ 
secretado é geralmente trocado por Na⁺ ou, em 
alguns casos, combinado com bicarbonato 
(HCO₃⁻) na luz tubular, formando ácido 
carbônico, que se dissocia em CO₂ e H₂O. 
• Células β: As células β secretam bicarbonato 
(HCO₃⁻) para a luz tubular, ajudando a 
neutralizar a acidez do sangue, o que é 
particularmente importante durante estados de 
alcalose (excesso de bases no sangue). 
Resumo 
O túbulo coletor e o ducto coletor têm funções vitais na 
regulação do equilíbrio de sódio, potássio, cálcio, água, 
ácido-base e, em última análise, na concentração da 
urina. Eles são regulados por hormônios, como 
aldosterona (para sódio e potássio) e ADH (para água), 
além de manterem o pH sanguíneo adequado. Essas 
 
20 
ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA 
 MEDICINA -UFAL 
funções são fundamentais para a homeostase e a 
sobrevivência do organismo. 
DIURÉTICOS DE ALÇA - FUROSEMIDA 
Os diuréticos de alça são os fármacos diuréticos mais 
potentes e agem principalmente no ramo ascendente 
espesso da alça de Henle. Eles causam uma eliminação 
significativa de sódio (Na⁺), em torno de 15-25% do Na⁺ 
filtrado. 
MECANISMO DE AÇÃO 
Inibição do cotransportador Na⁺/K⁺/2Cl⁻ 
Os diuréticos de alça atuam especificamente inibindo o 
cotransportador Na⁺/K⁺/2Cl⁻ - (NKCC2) , que se 
localiza na membrana luminal das células do ramo 
ascendente espesso da alça de Henle. Este 
transportador é responsável por reabsorver sódio (Na⁺), 
potássio (K⁺) e cloreto (Cl⁻) para dentro das células 
tubulares. Ao bloquear essa bomba, o diurético impede a 
reabsorção desses íons, resultando em: 
• Diminuição da reabsorção de Na⁺, K⁺ e Cl⁻, e 
consequentemente, acúmulo de Na⁺, K⁺ e Cl⁻ 
na luz tubular. 
• Aumento do fluxo urinário, pois esses íons não 
podem ser reabsorvidos, e a água é arrastada 
para a urina devido ao gradiente osmótico 
alterado. 
2. Efeito diurético potente 
Devido à sua ação no ramo ascendente espesso, os 
diuréticos de alça causam uma grande eliminação de 
sódio, o que resulta em uma diminuição significativa do 
volume plasmático e um aumento do volume urinário, 
fenômeno conhecido como "fluxo urinário torrencial". 
Esse efeito é particularmente útil no tratamento de 
condições como edema e hipertensão. 
3. Ações vasodilatadoras 
Além do efeito diurético, os diuréticos de alça têm 
também efeitos vasodilatadores, ou seja, eles ajudam a 
relaxar os vasos sanguíneos, promovendo a redução 
da pressão arterial. No entanto, a mecânica exata dessa 
vasodilatação não é completamente compreendida, mas 
é acreditado que ela envolva a liberação de óxido nítrico 
(NO) e a dilatação das arteríolas aferentes, o que 
aumenta o fluxo sanguíneo renal e diminui a resistência 
vascular. 
4. Alcalose metabólica de contração 
O uso de diuréticos de alça pode levar a uma alcalose 
metabólica do tipo "alcalose de contração". Isso 
acontece porque, ao perder sódio e cloreto na urina, o 
volume plasmático diminui, o que aumenta a 
concentração de bicarbonato (HCO₃⁻) no plasma, 
causando um aumento do pH sanguíneo. Em resumo, a 
perda de cloreto sem a perda de bicarbonato resulta em 
um pH mais alto, ou seja, em alcalose. 
5. Perda de H⁺ e K⁺ 
Os diuréticos de alça aumentam a oferta de Na⁺ no 
túbulo distal, o que leva a uma perda de H⁺ (ácido) e K⁺ 
(potássio) na urina. A excreção de H⁺ ocorre devido ao 
aumento da atividade da troca Na⁺/H⁺ no túbulo distal, 
enquanto a excreção de K⁺ ocorre devido ao aumento da 
atividade da troca Na⁺/K⁺ no túbulo distal e no ducto 
coletor. Isso pode resultar em hipocalemia (níveis 
baixos de potássio no sangue) e, em alguns casos, 
acidose. 
6. Aumento da eliminação de Ca²⁺ e Mg²⁺ 
Os diuréticos de alça também aumentam a eliminação 
de cálcio (Ca²⁺) e magnésio (Mg²⁺), o que pode ser 
importante em condições como hipercalcemia (excesso 
de cálcio no sangue). Isso ocorre porque a reabsorção de 
cálcio e magnésio no ramo ascendente espesso da alça 
é parcialmente dependente do gradiente de cloreto 
que é afetado pela inibição do cotransportador 
Na⁺/K⁺/2Cl⁻. 
 
 
FARMACOCINÉTICA : 
A furosemida é absorvida de forma incompleta pelo trato 
gastrointestinal e distribuída amplamente pelo corpo, 
 
21 
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 MEDICINA -UFAL 
ligando-se fortemente às proteínas plasmáticas. Sua 
eliminação ocorre principalmente pelos rins, e sua meia-
vida é curta, mas pode ser prolongada em insuficiência 
renal. 
FARMACODINÂMICA : 
A furosemida age no ramo ascendente espesso da alça 
de Henle, inibindo o transporte de Na⁺, K⁺ e Cl⁻, 
resultando em diurese potente. Ela também tem efeitos 
vasodilatadores e pode alterar os níveis de cálcio, 
magnésio, e potássio no corpo. A natriurese e a diurese 
iniciam cerca de 30 minutos após dose oral e duram até 
6 horas. 
EFEITOS DA PROSTAGLANDINA 
Indução da COX-2: 
• Os diuréticos de alça induzem a 
expressão da cicloxigenase-2 (COX-2) 
nos rins. Esta enzima é responsável pela 
síntese de prostaglandinas a partir do 
ácido araquidônico. 
• A prostaglandina E2 (PGE2), uma das 
prostaglandinas produzidas, inibe o 
transporte de sal no RAE, 
contribuindo assim para os efeitos 
diuréticos do fármaco. 
Interferência com AINEs: 
• Os anti-inflamatórios não esteroides 
(AINEs), como a indometacina, inibem a 
atividade da COX-2 e, 
consequentemente, reduzem a 
produção de prostaglandinas. Isso pode 
interferir na eficácia dos diuréticos de 
alça, especialmente em pacientes com 
condições como síndrome nefrótica ou 
cirrose hepática, onde a produção de 
prostaglandinas pode ser fundamental 
para a resposta renal. 
EFEITOS HEMODINÂMICOS E VASCULARES 
Aumento do Fluxo Sanguíneo Renal: 
• A furosemida e outros diuréticos de alça 
aumentam o fluxo sanguíneo renal, 
possivelmente mediado por suas ações 
nas prostaglandinas que dilatam os 
vasos sanguíneos renais. 
Alívio da Congestão Pulmonar: 
• Esses diuréticos são eficazes na 
redução da congestão pulmonar e da 
pressão de enchimento do ventrículo 
esquerdo em pacientes com 
insuficiência cardíaca. Esse efeito pode 
ocorrer antes que haja um aumento na 
produção de urina, implicando que os 
diuréticos de alça têm efeitos 
vasodilatadores diretos. 
Tônus Vascular Periférico: 
• O efeito dos diuréticos de alça sobre o 
tônus vascular periférico é também 
atribuído à liberação de 
prostaglandinas, resultando na redução 
da resistência vascular e, 
consequentemente, na melhoria do 
fluxo sanguíneo. 
USOS CLÍNICOS: OS DIURÉTICOS DE ALÇA 
São usados (com cautela!), em combinação com 
restrição de sal na dieta e muitas vezes com outras 
classes de diuréticos, no tratamento de sobrecarga de 
sal e água associada a: 
• Edema agudo de pulmão; 
• Insuficiência cardíaca crônica; 
• Cirrose hepática complicada por 
ascite; 
• Síndrome nefrótica; 
• Insuficiência renal. 
Outras indicações clínicas incluem: 
• Tratamento de hipertensão complicada por 
comprometimento renal (os tiazídicos são 
preferidos, caso a função renal esteja 
preservada); 
• Tratamento de hipercalcemia após reposição 
do volume plasmático usando solução 
intravenosa de NaCl. 
EFEITOS ADVERSOS: 
São comuns os efeitos indesejáveis diretamente 
relacionados à ação renal dos diuréticosde alça: 
• Hipovolemia e hipotensão: especialmente em 
idosos; 
 
22 
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 MEDICINA -UFAL 
• Hipocalemia; 
• Alcalose metabólica; 
• Hiperuricemia: comum, pode precipitar gota 
aguda; 
• Hipomagnesemia: menos comum. 
Não são frequentes os efeitos indesejáveis não 
relacionados às ações 
renais dos fármacos: 
• Perda de audição relacionada à 
dose: ocorre com doses muitos 
altas e em uso concomitante de 
outros fármacos ototóxicos, como 
aminoglicosídeos; 
• Rashes; 
• Depressão da medula óssea. 
DIURÉTICOS TIAZÍDICOS 
Os diuréticos tiazídicos são uma classe de 
medicamentos desenvolvida em 1957 durante a busca 
por inibidores mais eficazes da anidrase carbônica. 
Durante esse processo, foi descoberto que os 
tiazídicos possuem uma ação mais eficiente na 
inibição do transporte de NaCl do que no de NaHCO₃, o 
que os diferencia dos inibidores da anidrase carbônica. 
Sua principal ação ocorre nos túbulos contorcidos 
distais (TCD) dos néfrons, onde promovem a excreção 
de sódio e água, reduzindo o volume extracelular e a 
pressão arterial. 
O protótipo dos diuréticos tiazídicos é a hidroclorotiazida 
(HCTZ), um dos medicamentos mais utilizados na prática 
clínica devido à sua eficácia e segurança. 
 
QUÍMICA E FARMACOCINÉTICA 
Todos os diuréticos tiazídicos possuem uma estrutura 
química que inclui um grupo sulfonamida não 
substituído, característica que compartilham com 
alguns inibidores da anidrase carbônica e diuréticos de 
alça. A via de administração principal é a oral, mas a 
absorção e o metabolismo variam entre os diferentes 
compostos da classe: 
• Hidroclorotiazida (HCTZ): Mais potente que a 
clorotiazida, permitindo o uso de doses menores 
para obter efeito diurético semelhante. 
• Clortalidona: Caracteriza-se por sua absorção 
lenta e efeito prolongado, sendo uma escolha 
preferida para controle sustentado da 
hipertensão. 
• Indapamida: Apresenta excreção 
predominantemente biliar, mas ainda é 
eliminada em quantidades suficientes pelos rins 
para exercer efeito diurético no TCD. 
Todos os tiazídicos são secretados nos túbulos 
proximais por meio do sistema de secreção de ácidos 
orgânicos. Como competem com a excreção do ácido 
úrico, podem elevar seus níveis séricos, o que pode ser 
relevante para pacientes com gota. 
FARMACODINÂMICA E MECANISMO DE AÇÃO 
Os tiazídicos inibem a reabsorção de NaCl ao 
bloquearem o transportador Na⁺/Cl⁻ (NCC) nas células 
epiteliais do TCD. Diferentemente dos diuréticos de alça, 
que atuam na alça de Henle e promovem a excreção de 
Ca²⁺ ao inibir o cotransportador Na⁺/K⁺/2Cl⁻ (NKCC2), 
os tiazídicos aumentam a reabsorção de cálcio, o que 
pode ser benéfico para certos grupos de pacientes. 
O aumento da reabsorção de Ca²⁺ ocorre por dois 
mecanismos principais: 
 
23 
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 MEDICINA -UFAL 
1. Túbulo Proximal: A redução do volume 
extracelular induzida pelos tiazídicos estimula a 
reabsorção de sódio via troca Na⁺/H⁺, o que 
aumenta o gradiente eletroquímico 
favorecendo a reabsorção passiva de cálcio no 
túbulo proximal por meio de vias paracelulares. 
2. Túbulo Contornado Distal: O bloqueio do NCC 
reduz os níveis intracelulares de Na⁺, ativando 
secundariamente o trocador Na⁺/Ca²⁺ na 
membrana basolateral. Esse mecanismo 
favorece a saída de Ca²⁺ da célula para o 
interstício, promovendo maior reabsorção de 
cálcio do lúmen tubular para dentro da célula 
epitelial e, consequentemente, para o 
sangue. 
Prevenção de Cálculos Renais 
Os cálculos renais de oxalato de cálcio são 
frequentemente associados à hipercalciúria, condição 
em que há excesso de cálcio na urina, favorecendo sua 
precipitação e formação de cristais. Os diuréticos 
tiazídicos ajudam a prevenir a formação de cálculos 
renais ao reduzirem a excreção urinária de cálcio. Isso 
ocorre porque: 
• Aumentam a reabsorção de cálcio no túbulo 
distal, diminuindo a quantidade de cálcio 
disponível para precipitação na urina. 
• Diminuem a supersaturação da urina por cálcio, 
prevenindo a nucleação e crescimento de 
cristais. 
Por esses motivos, os tiazídicos são frequentemente 
prescritos para pacientes com hipercalciúria idiopática e 
histórico de nefrolitíase recorrente. 
Considerações Clínicas 
Os diuréticos tiazídicos são amplamente utilizados no 
tratamento da hipertensão arterial e da insuficiência 
cardíaca leve a moderada. Além disso, sua capacidade 
de promover a reabsorção de cálcio os torna úteis na 
prevenção de cálculos renais em pacientes com 
hipercalciúria idiopática. No entanto, devem ser usados 
com cautela em pacientes com risco de hipocalemia, 
hiponatremia e hiperuricemia. 
USOS CLÍNICOS 
Os diuréticos tiazídicos são indicados principalmente 
para: 
• Hipertensão arterial 
• Insuficiência cardíaca leve (embora os 
diuréticos de alça sejam geralmente preferidos) 
• Edema resistente grave (especialmente a 
metolazona, usada em conjunto com diuréticos 
de alça) 
• Prevenção da formação recorrente de 
cálculos renais em pacientes com 
hipercalciúria idiopática 
• Diabetes insipidus nefrogênico 
EFEITOS ADVERSOS 
Os principais efeitos colaterais incluem: 
• Disfunção erétil (reversível e menos comum 
com doses baixas) 
• Hipocalemia e hipomagnesemia (perda de 
potássio e magnésio) 
• Hiperuricemia (excreção reduzida de ácido 
úrico) 
• Alcalose hipoclorêmica 
• Intolerância à glicose (a indapamida causa 
menos distúrbios metabólicos) 
• Hiponatremia 
• Reações cutâneas (rashes) e discrasias 
sanguíneas (raras, mas potencialmente graves) 
TIAZÍDICOS E DISFUNÇÃO ERÉTIL 
Redução do Volume Plasmático 
• Os tiazídicos promovem a diurese, diminuindo o 
volume sanguíneo circulante. 
• Isso pode levar a uma perfusão reduzida nos 
corpos cavernosos do pênis, dificultando a 
ereção. 
Diminuição do Débito Cardíaco e Pressão Arterial 
• Como esses fármacos reduzem a pré-carga e a 
pós-carga cardíaca, pode haver menor fluxo 
sanguíneo para o pênis, prejudicando a rigidez 
erétil. 
Desequilíbrios Eletrolíticos 
• A hipocalemia e a hipomagnesemia podem 
comprometer a condução nervosa e a função 
 
24 
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 MEDICINA -UFAL 
muscular lisa, dificultando o relaxamento 
adequado dos vasos penianos. 
DIURÉTICOS POUPADORES DE POTÁSSIO 
Os diuréticos poupadores de potássio são uma classe de 
medicamentos utilizados principalmente para 
aumentar a excreção de água e sódio na urina, 
minimizando a perda de potássio (K⁺), o que é 
particularmente importante em pacientes que já 
apresentam níveis baixos deste eletrólito ou que estão 
em risco de hipocalemia devido ao uso de outros 
diuréticos. 
MECANISMO DE AÇÃO 
Interferência com a Aldosterona: A principal ação dos 
diuréticos poupadores de potássio é o bloqueio dos 
efeitos da aldosterona, um hormônio responsável pela 
reabsorção de sódio e secreção de potássio nos 
túbulos coletores do néfron (a unidade funcional dos 
rins). 
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE 
MINERALOCORTICOIDES: 
Espironolactona e Eplerenona: Esses medicamentos 
atuam como antagonistas competitivos da aldosterona, 
ligando-se aos seus receptores e inibindo seus efeitos. A 
espironolactona é um esteroide sintético que, embora 
eficaz, pode ter efeitos colaterais associados, como 
ginecomastia, devido à sua atividade em outros 
receptores hormonais (androgênio e progesterona). A 
eplerenona, um análogo da espironolactona, tem um 
perfil de efeito colateral mais favorável, devido à sua 
maior seletividade pelos receptores de 
mineralocorticoides. 
INIBIDORES DIRETOS DE CANAIS DE SÓDIO : 
Amilorida e Triantereno: Esses fármacos atuam 
diretamente para inibir a entrada de sódio através dos 
canais epiteliais de sódio (CENa) na membrana apical 
dos túbulos coletores, sem interferir diretamente na 
aldosterona. Isso resulta em uma diminuição na 
reabsorção

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