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Biossegurança
Odontologia (Centro Universitário do Distrito Federal)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Biossegurança
Odontologia (Centro Universitário do Distrito Federal)
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Tipos de risco: 
o Risco químico: ácidos, resinas, mercúrio, 
poeira; 
o Risco biológico: secreções com bactérias, 
vírus e fungos; 
o Risco físico: ruídos, radiação, ultrassom; 
o Risco ergonômico: má postura, ritmo 
excessivo de trabalho; 
o Risco de acidente: equipamento sem 
proteção, armazenamento inadequado. 
Classificações dos riscos biológicos: 
Classe de risco 1: baixo risco individual e coletivo. 
É caracterizado por organismos que não causam 
doenças ao homem ou animal. Não são 
patogênicos e pertencem à flora normal. 
Classe de risco 2: moderado risco individual. É 
caracterizado por patógenos que causam doenças 
ao homem ou aos animais, mas que não 
consistem em sério risco a quem os manipula, à 
comunidade, aos seres vivos e ao meio ambiente. 
Ex: Staphylococcus aureus, Hepatites A, B, C, D e 
E. Leishnmaniose brasiziliensis e Paracoccidoides 
brasiziliensis. 
Classe de risco 3: alto risco individual e moderado 
risco para a comunidade. É caracterizado por 
patógenos que geralmente causam doenças 
graves ao homem ou aos animais e podem 
representar um sério risco a quem os manipula. 
Podem representar um risco se disseminados na 
comunidade, mas usualmente existem medidas 
de tratamento e de prevenção. Ex: 
Mycobacterium tuberculosis, Hystoplasma 
capsulatum, Hantavirus. 
Classe de risco 4: alto risco individual e alto risco 
para a comunidade. É caracterizado por 
patógenos que representam grandes ameaça 
para o ser humano e para os animais, 
representando grande risco a quem os manipula 
e tendo grande poder de transmissibilidade de 
um indivíduo a outro. Normalmente não existem 
medidas preventivas e de tratamento para esses 
agentes. Ex: Vírus Hamburg e Vírus Ebola. 
Pessoas infectadas podem apresentar as seguintes 
fases: 
o Fase de incubação: intervalo entre a 
exposição efetiva do hospedeiro 
susceptível a um agente biológico e o 
início dos sinais e sintomas clínicos da 
doença no mesmo. 
o Fase padrômica: é a fase que precede o 
aparecimento de sintomas de uma dada 
doença. 
o Fase aguda: fase onde os sintomas da 
doença são mais nítidos; 
o Fase de convalescença: período de 
recuperação da doença; 
Também é comum existir portadores de doenças 
que são assintomáticos, isto é, não apresentam 
sintomas. 
Hepatite B 
Fase prodrômica: Os sintomas são inespecíficos 
como anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa, 
cefaleia. 
Fase aguda: aparecimento da icterícia, em geral 
há diminuição dos sintomas prodrômicos. 
Ocorre hiperbilirrubinemia intensa e 
progressiva, com aumento da dosagem de 
bilirrubina. 
Convalescença: período que se segue ao 
desaparecimento da icterícia, quando retorna 
progressivamente a sensação de bem-estar. 
Local onde os microrganismos podem estar: 
humana (hospedeiro) e ambiental 
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(instrumentos não esterilizados, equipamentos 
não desinfetados, poeira, gotículas produzidas 
pela fala). 
Vias de transmissão: 
Secreções orais, podendo se: 
o Direta: por meio do contato direto com a 
cavidade bucal; 
o Indireto: por meio do contato indireto, 
por exemplo, os espirros; 
o Fômite: qualquer item, que possa 
disseminar infecção. Ex: Roupas de 
cama, vestuário, pratos e talheres. 
Pelo sangue, podendo ser: 
o Direta: secreção de sangue por 
machucados ou feridos; 
o Indireta: por meio do contato com 
instrumentais contaminados. 
A água e o ar também podem ser vias de 
transmissão. 
O que é uma infecção cruzada? 
Quando a transmissão dos microrganismos 
ocorre de pessoas para pessoas, por exemplo, 
entre pacientes e a equipe de trabalho e entre a 
equipe de trabalho dentro de um ambiente 
clínico, o processo é denominado infecção 
cruzada. 
Infecções bacterianas 
Agente: Estreptococos ß hemolíticos do grupo 
A de lancifield; 
Doenças: Faringite, otite, conjuntivite, 
escarlatina, piodermite, bacteremia e erisipela; 
Período de incubação: 2 a 4 dias; 
Fonte de infecção: Contato, secreções 
nasofaríngeas (tosses, espirros ou aerossóis 
odontológicos, fômites e vetores artrópodes); 
Tuberculose 
Agente: Mycobacterium tuberculosis 
(bactéria); 
Doenças: Tosse, sudorese noturna, perda de 
peso, lesões na mucosa oral; 
Período de incubação: 4 a 6 semanas forma 
primária e anos para pulmonar; 
Fonte de infecção: Via aérea (fala espirro, 
tosse); 
Pneumonia 
Agente: Streptococcus pneumoniae 
Doenças: Pneumonia, sinusite, otite média, 
meningite, e bacteremia. 
Fonte de infecção: Perdigotos (gotículas 
contaminadas com saliva); 
Profilaxia: Vacina 
Coqueluche 
Agente: Bordetella pertussis 
Doenças: Tosse espasmódica. 
Período de incubação: 7 a 10 dias 
Fonte de infecção: Secreções nasofaríngeas 
(altamente contagiosa na fase catarral e o risco 
de contágio reduz após três semanas). 
Profilaxia: Vacina tríplice bacteriana. 
Difteria 
Agente: Corynebacterium diphtherium 
Período de incubação: 2 a 5 dias 
Fonte de infecção: Contato e perdigotos. 
Profilaxia: Vacina tríplice bacteriana 
Tétano 
Agente: Clostridíum tetani (bacilo anaeróbico), 
sua toxina provoca espasmos musculares 
involuntários. 
Período de incubação: 3 a 21 dias 
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Fonte de infecção: Solo, poeira, fezes 
humanas, objetos contaminados, artigos Não 
esterilizados adequadamente. 
Profilaxia: Vacina tríplice bacteriana 
Meningite meningocócica 
Agente: Neisseria meningitidis (meningococos 
encapsulados) 
Doenças: Endotoxinas (parede celular) 
induzem a liberação de mediadores como o 
FNT (fator de necrose tumoral), provocando 
coagulação intravascular disseminada e 
choque. Apresenta predileção pelo SNC. 
Fonte de infecção: Contato, fômites, vias 
aéreas (tosse,etc). Em áreas endêmicas 10% da 
população podem ser portadores 
Profilaxia: Vacina. 
Doenças do legionários 
Agente: Legionella 
Doenças: Infecção pulmonar, podendo levar a 
morte. 
Fonte de infecção: Ar condicionado, 
umidificadores, equipamentos que liberam 
água, chuveiros, tanques de água quente, 
toalhas refrescantes, etc. 
Profilaxia: Não há vacinação disponível. 
Candidiase Oral 
Agente:Geralmente Cândida albicans 
(geralmente) 
Doenças: Pseudomembrana esbranquiçada 
(palato, mucosas labial, , dorso da língua e 
comissura labial) 
Fonte de infecção: Fômites; 
Profilaxia: Não há vacinação disponível. 
Dermatofitoses orofaciais 
Agente: Mycrosporum, Trichophyton e 
Epidermophyton (infecção fúngica); 
Doenças: micoses, lesões postulares, etc 
Fonte de infecção: Contato (pele, cabelo e 
unhas) 
Profilaxia: Não há vacinação disponível 
Histoplasmose 
Agente: Histoplasma capsulatum 
Doenças: micose com complicação orofacial e 
infecção pulmonar (semelhante à pneumonia). 
Em idosos e imunosuprimidos (úlceras na 
orofaringe, lesões granulomatosas nos 
pulmões, baço, fígado e linfonodos). 
Fonte de infecção: Inalação de spoors' 
(aerossois) 
Profilaxia: Não há vacinação disponível; 
Paracoccidioidomicose 
Agente: Paracoccidioides brasiliensis 
Doenças: Blastomicose – Infecção pulmonar , 
que pode disseminar para mucosa oral e nasal. 
Fonte de infecção: Inalação (atividades 
agrícolas) 
Profilaxia: Não há vacinação disponível. 
Influenza 
Agente: Ortomyxoviridae - influenza 
Doenças: Infecção respiratória aguda, febre, 
cefaleia, mialgia, e tosse. Podendo também 
provocar conjuntivites, náuseas, vômitos, 
pneumonias e síndrome de Reye. 
Período de incubação: Gotículas expelidas 
pela tosse e espirros 
Fonte de infecção: 18 a 36 horas 
Profilaxia: Vacina. 
Sarampo 
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Agente: Paramyxoviridae - morbillivirus 
Doenças: Infecção da conjuntiva, vias 
respiratórias, vias urinárias, pequenos vasos 
linfáticos e SNC. Sintoma característico 
exantema e lesões bucais características 
geralmente no estágio precoce da doença 
(manchas e Koplik) pápulas amarelo-brancas 
com vermelho escuro ao redor. 
Período de incubação: 10 a 14 dias 
Fonte de infecção: Gotículas ou contato direto 
com secreções nasais ou bucofaríngeanas 
(período de contágio vai de 4 dias antes de 
surgir os sintomas e 5 dias após o 
desaparecimento dos sintomas) 
Profilaxia: Vacina tríplice viral (MMR) ou 
vacina contra sarampo monovalente. 
Rubéola 
Agente: Togaviridae rubivirus 
Doenças: Adquirida: Criança (exantema) / 
adulto (artrite e artralgia). Congênita: 
malformações congênitas (cegueira, surdez e 
anomalias vasculares – aborto) 
Período de incubação: Na adquirida 12 a 23 
dias 
Fonte de infecção: Perdigotos (adquirida) ou 
via placentária (rubéola congênita) 
Profilaxia: Vacina tríplice viral (MMR). 
Gengivoestomatite herpética 
Agente: Vírus da herpes simples, família 
Herpesviridae / HSV-I Infecções bucais e HSV-II 
Lesões genitais 
Doenças: Primária - Ulceração bucal difusa, 
lábios com crostas avermelhadas e febre. Pode 
causar infecção ocular. Secundária – Ardor, 
vesículas pequenas que coalencem e originam 
lesões maiores. Panarício herpético - infecção 
cutânea que desenvolve vesículas dolorosas. 
Fonte de infecção: Contato direto e fômites. 
Disseminação assintomática (fluidos orgânicos, 
saliva e secreções genitais) ou lesões crostosas. 
Profilaxia: Não há vacinação disponível. 
Varicela 
Agente: vírus varicela zóster (VZV), família 
Herpesviridae. 
Doenças: Desenvolve lesões maculopapulares 
pruridosas nas costas, tórax e face. Porém, a 
área inicial da infecção é o trato respiratório 
superior (ulceração no palato e fauces). 
Distúrbios congênitos (primeiro e segundo 
trimestre de gestação) e em imunossuprimidos 
pode disseminar visceralmente e atingir o SNC. 
Em pacientes adultos pode afetar os nervos 
sensoriais e provocar dor de dente (se a divisão 
maxilar ou mandibular do trigêmeo for 
envolvida, antes que as lesões cutâneas e de 
mucosa apareçam). 
Fonte de infecção: Perdigotos 
Profilaxia: Vacina 
Virose por citomegalovírus 
Agente: Citomegalovirus (CMV), família 
Herpesviridae. 
Doenças: Causa viral mais prevalente de 
doença congênita (microcefalia, calcificação 
intracerebral e hepatomegalia). A doença se 
manifesta em adultos imunossuprimidos. 
Período de incubação: Infecções latentes em 
linfócitos e medula óssea. 
Fonte de infecção: Infecção congênita, contato 
sexual ou oral íntimo, transfusão de sangue, 
transplante de órgãos secreções orgânicas 
(leite, saliva, lágrima e urina) 
Profilaxia: Não há vacinação disponível. 
Síndrome da imunodeficiência adquirida 
(AIDS/SIDA) 
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Agente: Retrovírus denominado HIV (humana 
Immunodeficiency Virus) 
Doenças (visíveis a odontologia): Candidíase 
bucal, eritema gengival linear, herpes simples, 
leucoplasia pilosa, periodontite de progressão 
rápida, gengivite ulcerativa necrosante aguda e 
sarcoma de Kaposi 
Período de incubação: Período médio 10 
anos. 
Fonte de infecção na odontologia: Contato 
com o sangue – acidentes com materiais 
perfurocortantes, o não uso de luvas, o não uso 
de óculos de proteção e não uso de máscara 
Profilaxia: Não há vacinação disponível 
Hepatite A 
Agente: Vírus da Hepatite A (HAV), família 
Picornavidae 
Doenças: Febre, fadiga, náuseas, e dores 
abdominais, podendo desenvolver icterícia 
(letalidade em adultos 1,8%). 
Período de incubação: 15 a 45 dias. 
Fonte de infecção: Via orofecal, alimento ou 
água contaminada, a transmissão sanguínea é 
rara. 
Profilaxia: Vacina com vírus atenuado 
(intramuscular), com 94% em duas doses 
Hepatite C 
Agente: Vírus da hepatite C (HVC), família 
Flaviviridae 
Doenças: Esta relacionada a 90% dos casos 
NANBH e principal causa de hepatite pós-
transfusional, causa infecções persistentes não 
citolíticas ( doenças crônicas) e está 
relacionada carcinoma hepatocelular primário. 
Período de incubação: 14 a 180 dias 
Fonte de infecção: Sangue e contato sexual. 
Existe a possibilidade de transmissão pela 
saliva. 
Profilaxia: Não há vacinação disponível. 
Hepatite D 
Agente: Causada por agente Delta (HDV) – 
emprega o HBV e célula-alvo para se replicar. 
Doenças: Provoca hepatite fulminante em 80% 
dos casos. 
Período de incubação: 15 a 64 dias. 
Fonte de infecção: Sangue, sêmen e secreções 
vaginais. 
Profilaxia: A imunização do HBV protege 
contra HDV 
Hepatite E 
Agente: Semelhante ao calcivírus ou agente 
Norwalk. 
Doenças: Sintomas semelhantes ao HAV. 
Período incubação: de 15 a 50 dias. 
Fonte de infecção: Orofecal. 
Profilaxia: Não há vacinação disponível 
Infecção por Adenovirus 
Agente: Família Adenoviridae (A F) 
Doenças: Doenças respiratória que podem ser 
latentes, brandas e agudas, conjuntivite, 
distúrbios gastrointestinais e hepáticos. 
Fonte de infecção: Aerossóis, contato íntimo, 
via orofecal, mãos, materiais contaminados 
como: toalha, instrumentos dentários 
contaminados, piscinas inadequadamente 
cloradas. Após a infecção persiste no tecido 
linfóide (amídalas, adenoide e placas de Peyer) 
Profilaxia: Há vacinas para os sorotipos 4 e 7. 
Infecções por Coxsackie 
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Agente: Família Picornaviridae 
Doenças: síndromes clínicas, como as lesões 
vesiculares Herpangiana (Coxsackie A), úlceras 
vesiculares ao redor do palato mole e úvula., 
caracterizada por febre, dor de garganta, dor à 
deglutição, anorexia e vômitos. 
Fonte de infecção: Orofecal e perdigotos. 
 
Risco: probalidade de ocorrência de um evento 
não desejado (acidente de trabalho), o qual pode 
causar danos pessoais, como lesão corporal, 
perturbação funcional e doença. 
Ocupacional: relacionado aos procedimentos 
específicos à profissão desempenhada. 
A entrada demicrorganismos pode ocorrer por 4 
tipos de exposições: 
1- Exposições percutâneas – lesões 
provocadas por instrumentos perfurantes 
e cortantes (p.ex. agulhas, bisturi, 
vidrarias); 
2- Exposições em mucosas – p.ex. quando 
há respingos na face envolvendo olho, 
nariz, boca ou genitália; 
3- Exposições cutâneas (pele não íntegra) – 
p.ex. contato com pele com dermatite ou 
feridas abertas; 
4- Mordeduras humanas – consideradas 
como exposição de risco quando 
envolverem a presença de sangue, 
devendo ser avaliadas tanto para o 
indivíduo que provocou a lesão quanto 
àquele que tenha sido exposto. 
Profissionais que passam mais de 8 horas no 
trabalho e que não possuem auxiliares são mais 
susceptíveis a sofrer acidente por principalmente 
cansaço, devido as muitas horas de trabalho. 
Quando ocorre infecção por HIV e hepatite B as 
medidas de intervenção precisam começar 
rapidamente. 
Após a exposição com o material cortante e com 
o microrganismo é necessário algumas medidas: 
 Lavagem exaustiva do local exposto com 
água e sabão nos casos de exposições 
percutâneas ou cutâneas. É recomendado 
a emprego de soluções a base de 
antissépticos (PVPI e Clorexidina); 
 No caso de exposição de mucosa ocular, 
irrigar abundantemente com soro 
fisiológico ou água boricada; 
 Procedimentos que aumentam a área 
exposta (cortes, injeções locais) é contra 
indicado a utilização de soluções irritantes 
como éter, hipoclorito ou glutaraldeído. 
Se houver indicação de sutura, ela poderá 
ser feita após os procedimentos de 
descontaminação. 
Cuidados que devem ser tomados para 
prevenir acidentes: 
• Manter as brocas inseridas nas peças de 
mão voltadas para o solo, evitando 
arranhões; 
• Evitar que agulhas fiquem fora dos 
limites da bandeja; 
• Usar luvas de borracha grossa para 
limpeza dos instrumentos; 
• Evitar pegar instrumentos cortantes com 
as mãos, usar pinças, alicates ou porta 
agulhas; 
• Não reencapar as agulhas com as mãos. 
Se quiser fazer isso, empregar pinça ou 
alicate para a pressão da tampa, evitando 
que a agulha fique apontada para o dedo. 
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Todo material perfurocortante , mesmo que 
estéril, deve ser descartado imediatamente 
nos recipientes específicos Os recipientes 
específicos para descarte de material não 
devem ser preenchidos acima do limite de 
2/3. 
Recomendações após a exposição ao HIV: 
1- Qual tipo de instrumental envolvido 
2- Gravidade e tipo de exposição: 
 + GRAVE = agulhas com lúmen/grosso calibre, 
lesão profunda, sangue visível no dispositivo 
usado ou agulha usada recentemente em 
artéria ou veia do paciente; 
-GRAVE = lesão superficial, agulha sem lúmen 
PEQUENO VOLUME = poucas gotas de 
material biológico de risco, curta duração. 
GRANDE VOLUME = contato prolongado 
ou grande quantidade de material 
biológico de risco 
 
Reagente = positivo / Não reagente = negativo 
O profissional de saúde infectado pelo HIV, 
deverá ser informado que: 
- Não há evidência de efeito benéfico 
adicional com a utilização da combinação 
de antirretrovirais, mas a sua 
recomendação baseia-se na possibilidade 
de maior potência antirretroviral e 
cobertura contra vírus resistentes; 
- O conhecimento sobre a eficácia da PEP é 
limitado; 
- O conhecimento sobre a ocorrência de 
toxicidade de antirretrovirais em pessoas 
não infectadas pelo HIV ainda é limitado. 
Acompanhamento sorológico do profissional: 
6 meses de acompanhamento, avaliar 
semanalmente da intolerância 
medicamentosa. 
Acompanhamento de pacientes infectados 
com hepatite B: 
 Para profissionais com vacinação 
prévia: solicitar o anti-HBs, se o 
resultado for maior que 10mUI/mL, 
não é preciso de acompanhamento. 
Para profissionais não vacinados ou com 
anti-HBs negativo: solicitar o HBsAG, anti-
HBc e HBe-AG, e repetir a sorologia após 6 
meses. 
Cabelos: devem permanecer presos; 
Maquiagens: é grande fonte de partículas 
para o consultório; 
Perfume: devem ser evitados, pois pacientes 
podem apresentar intolerância; 
Unhas: não podem ultrapassar a "ponta dos 
dedos" e preferencialmente sem conter esmalte. 
O esmalte libera partículas, por micro fraturas, em 
cujas reentrâncias acomodam sujidade. 
Procedimentos clínicos: 
Semicrítico: são procedimentos que possuem 
secreções orgânicas (saliva) sem perda 
continuidade do tecido. Ex: avental, gorro, 
máscara, óculos. – para limpeza desses materiais 
deve ser utilizado luvas de borracha e avental 
impermeável. 
Baixado por Maria Júlia Mota (nty5pqsmxs@privaterelay.appleid.com)
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Crítico: são procedimentos onde existe a presença 
de sangue, pus ou matéria contaminada pela 
perda de continuidade do tecido. Ex: gorro, 
máscara, propés, óculos. 
Técnica de higienização básica das mãos: 
1-Antes de iniciar a lavagem das mãos precisa 
retirar anéis, pulseiras, relógios; 
2-Fique em posição confortável, sem tocar a pia; 
3-Abra a torneira de preferência com a mão não 
dominante; 
4-Use, de preferência, de 3 a 5 ml de sabão 
líquido com ou sem germicida. 
5-Molhe as mãos e ensaboe. Friccione-as por 15 
segundos, no mínimo, em todas as suas faces, 
espaços interdigitais, articulações, unhas e 
extremidades dos dedos. 
Friccionar as palmas entre si, o dorso dos dedos 
de uma mão com a palma da mão oposta, 
segurando os dedos e vice-versa, o polegar 
direito com o auxilio da palma da mão esquerda, 
utilizando movimento circular e vice-versa. 
Friccionar a palma da mão esquerda 
entrelaçando os dedos e vice-versa, as polpas 
digitais e unhas da mão esquerda contra a palma 
da mão direita, fazendo movimento circular e 
vice-versa. Além de friccionar os punhos com 
movimentos circulares. 
6-Enxágue as mãos retirando totalmente a 
espuma e resíduos de sabão, e enxugue-as com 
papel toalha descartável; 
7- Feche a torneira utilizando o papel toalha 
descartável. 
Higienização das mãos com álcool 70%, tem o 
objetivo de reduzir a carga microbiana, mas não 
substitui a higienização com água e sabonete se as 
mãos estiverem sujas. 
Preparo pré-operatório das mãos: eliminação da 
microbiota transitória e redução da microbiota 
residente das mãos do cirurgião e seus auxiliares. 
Recomenda-se o uso de escovas apropriadas com 
cerdas macias, descartáveis ou convenientemente 
esterilizadas. Antissépticos degermantes com boa 
ação germicida e efeito residual ajudam a manter 
a baixa contagem microbiana. As soluções 
degermantes à base de iodóforos ou clorexidina 
são indicadas. 
Desinfecção de jalecos e aventais: O avental 
reaproveitável deve ser transportado em saco 
plástico fechados para fins de transporte. Na 
lavanderia, deve ser mergulhado em solução de 
hipoclorito (uma parte de água sanitária, para 
quatro partes de água) por trinta minutos. Após a 
desinfecção, o jaleco deve ser lavado da forma 
habitual, porém separado das demais roupas da 
família. Recomenda-se que este procedimento 
deva ser realizado diariamente. 
Máscaras: Protegem contra os microrganismos 
presentes em respingos e gotículas maiores que 
5µm. Protege por tempo limitado, cerca de 20’, 
apesar de atender à maioria das situações. 
Escudos faciais não substituem a máscara. 
Cuidados necessários: deve estar bem adaptada, 
não puxar para região do pescoço, não reutilizar 
máscaras descartáveis, troca-las quando ficarem 
úmidas, não tocar nas mascaras. 
N 95: Deve ser colocada quando o cliente 
portador ou sob suspeita de tuberculose 
pulmonar bacilífera ou outras patologias 
transmitidas por patógenos menores que 5 micra 
(N95), como sarampo e varicela, devendo ser 
retirada depois de saída (precaução contra 
aerossóis). 
Gorro: protege o profissional (cabeloe orelha) 
contra aerossóis, gotículas. Para remoção elas 
devem ser puxadas pela parte superior central e 
descartadas em saco de lixo plástico banco leitoso 
de espessura de 10 micra . 
Óculos: o protetor ocular e/ou facial é fabricado 
com materiais rígidos (acrílico ou polietileno) e 
deve proteger contra traumas físicos, substâncias 
químicas e contaminação microbiana. 
Desvantagem dos óculos: de riscar e 
proporcionarem imagem destorcida. Uma solução 
seria o emprego de lente de cristal incolor. Devem 
ser posicionados após a adaptação da máscara ao 
rosto e caso embacem pela respiração deve-se, 
Baixado por Maria Júlia Mota (nty5pqsmxs@privaterelay.appleid.com)
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empregar uma fita adesiva antialérgica colocada 
na parte superior da máscara junto ao rosto. A 
desinfecção deve-se realizada empregando-se 
solução de hipoclorito (uma parte de água 
sanitária, para quatro partes de água) por trinta 
minutos e a limpeza dos protetores é realizada 
com água e sabão. 
Luvas: Barreira física que confere proteção ao 
profissional e paciente. O emprego de luvas não 
descarta a necessidade de lavar as mãos, antes e 
após os procedimentos clínicos. Recomenda-se 
uso contínuo máximo de 1 hora. 
 Luvas de procedimento: barreira física 
que confere proteção ao profissional e 
paciente. 
 Luvas cirúrgicas estéreis: Indicadas para 
procedimentos críticos, em caso que haja 
invasão do sistema vascular. 
 Sobreluva: são luvas esterilizadas e 
descartáveis empregadas para manipular 
materiais e equipamentos fora do campo 
de ação do profissional (fichas, 
radiografias, telefone). 
 Luvas de borracha: Devem ser 
empregadas no processamento de artigos 
contaminados, limpeza e desinfecção de 
áreas críticas e semicríticas e no manuseio 
de resíduos. 
 Propés: uso obrigatório para profissional, 
auxiliar, paciente e acompanhante nos 
procedimentos críticos e dispensável nos 
semicríticos . 
 Botas: Devem ser empregadas em locais 
úmidos ou com quantidade significativa 
de material contaminado. 
Como calçar as luvas: 
1. Retirar todas as joias, acessórios e lavar as 
mãos. 
2. Abrir o pacote de luvas sem contaminá-lo e 
deixá-lo sobre uma superfície plana. 
3. Abrir o invólucro interno e, tocando apenas na 
face externa, abrir ambas as dobras. 
4. Retira-se uma das luvas do pacote segurando-a 
pelo lado interno do punho, que deverá estar 
dobrado sobre o lado externo. 
5. Levante-a mantendo-a longe do corpo, acima 
da cintura, com os dedos da luva para baixo. 
6. Calça-se essa luva e, depois, se pega a outra, de 
modo a não tocar na parte interna. 
7. Deve-se aproveitar a dobradura do punho 
introduzindo quatro dedos e calçando-a. 
8. Pode-se agora acomodá-las melhor nas mãos, 
eliminando as dobras e as rugas. 
9. As luvas são colocadas de modo a cobrirem o 
punho do avental. 
10. Esse EPI não deve ser frouxo ou largo, mas 
deve se acomodar às mãos. 
Como remover as luvas: 
1. Segure uma das luvas pelo lado externo na região 
do punho, mantendo uma barreira entre superfícies 
contaminadas; 
2. Estique e puxe a extremidade da luva para baixo, 
enquanto a inverte durante a remoção; 
3. Introduza os dedos da mão sem luva dentro da 
extremidade interna da luva ainda calçada (punho do 
avental), propiciando contato direto com a superfície 
mais limpa da luva; 
4. Puxe a segunda luva de dentro para fora enquanto 
encapsula a primeira luva na palma da mão; 
5. Descarte as luvas em recipiente adequado; 
6. Lave as mãos imediatamente após a retirada das 
luvas. 
 
 
 
 
 
 
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