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CICLO REPRODUTIVO FASES DO CICLO REPRODUTIVO FEMININO: CICLO MESTRUAL O ciclo menstrual corresponde a um ciclo de transformações que ocorrem no útero. Esse ciclo é responsável por preparar a parede uterina para o estabelecimento de um embrião, caso ocorra a gravidez. Esse processo possui três fases: fase proliferativa, fase secretora e fase menstrual. O ciclo menstrual é regulado por diversos hormônios, como os produzidos pelo ovário, sendo, assim, controlado pelo ciclo ovariano. Apresentauma duração de cerca de 28 dias. https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/utero.htm https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/gravidez-seus-acontecimentos.htm O que é o ciclo menstrual? O ciclo menstrual é o termo utilizado para designar as transformações cíclicas que ocorrem no útero, sendo também chamado de ciclo uterino. O ciclo menstrual tem duração de cerca de 28 dias, entretanto, podem ocorrer variações, como ciclos de 20 a 40 dias. O ciclo menstrual é controlado pela ação de hormônios produzidos pela hipófise e pelos ovários. A ação desses hormônios interliga o ciclo menstrual, responsável por preparar o revestimento uterino para o estabelecimento de um embrião em uma possível gestação, e o ciclo ovariano, que envolve o crescimento do folículo ovariano e a ovulação Fases do ciclo menstrual O ciclo menstrual inicia-se a partir do primeiro dia da menstruação e é controlado pela ação dos hormônios produzidos pelos ovários, como veremos a seguir. No entanto, para ficar mais claro, apresentaremos as fases do ciclo menstrual a partir da fase proliferativa, encerrando com a fase menstrual, quando ocorre a menstruação. https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/hormonios.htm O ciclo menstrual pode ser dividido em fase proliferativa, secretora e menstrual. •Fase proliferativa: a ação do hormônio estradiol, produzido pelo folículo em crescimento no ovário, estimula o espessamento da parede uterina (endométrio). •Fase secretora: assim que o folículo se rompe, liberando o ovócito, origina-se o corpo-lúteo, que secreta estradiol e a progesterona, estimulando a manutenção e o desenvolvimento da parede uterina, onde ocorrerá, por exemplo, o crescimento das glândulas do endométrio, responsáveis por secretar um líquido que nutrirá o embrião antes de ele se implantar na parede uterina. •Fase menstrual: se nenhuma embrião tiver sido implantado na parede uterina até o final da fase anterior, o corpo-lúteo irá se desintegrar, o que ocasionará uma queda na concentração dos hormônios ovarianos. A queda desses hormônios causa a constrição das artérias da parede uterina, o que desencadeia a desintegração de parte dessa parede, que é eliminada na menstruação. Ciclo ovariano Os ovários são as gônadas femininas, isto é, os responsáveis por produzir os gametas femininos, bem como os hormônios sexuais (estrógeno e progesterona). Ainda durante o período embrionário, os ovários produzem as ovogônias, que, por mitose, originam os ovócitos primários. Esses ovócitos iniciam o processo de meiose, no entanto, permanecem estacionados na etapa de prófase I. Assim, permanecem envolvidos por uma camada de células, sendo denominados de folículos primordiais. Ao longo da vida, desenvolvem-se, passando a ser chamados de folículos primários. O ciclo ovariano inicia-se com a liberação do hormônio gonadotrofina hipofisária (GnRH) pelo hipotálamo, estimulando a adeno-hipófise a secretar os hormônios folículo estimulante (FSH) e luteinizante (LH). O FSH, auxiliado pelo LH, estimula o crescimento do folículo primário, que passa a secretar pequenas quantidades do hormônio estradiol. https://www.biologianet.com/biologia-celular/gametas.htm https://www.biologianet.com/biologia-celular/mitose.htm https://www.biologianet.com/biologia-celular/meiose.htm A secreção do estradiol ajuda a manter os níveis de FSH e de LH baixos enquanto o folículo cresce e o ovócito amadurece. Quando a secreção do estradiol aumenta, ocorre também um aumento nos níveis de FSH e de LH, levando a um pico nos níveis de LH. Em resposta a esses aumentos nos níveis hormonais, o folículo e a parede adjacente do ovário rompem-se, liberando o ovócito secundário (ovulação). O tecido folicular deixado no ovário transforma-se em corpo-lúteo, sob a ação do LH, e secreta progesterona e estradiol. A liberação desses hormônios desencadeia a redução da secreção de LH e FSH, o que evita a maturação de um novo folículo enquanto uma gravidez estiver em andamento. Se não houver gravidez em andamento, os baixos níveis de gonadotrofina levam a uma desintegração do corpo-lúteo, o que acarreta a queda dos níveis de estradiol e de progesterona. Assim, a hipófise passa a secretar FSH em quantidades suficientes para estimular o crescimento de um novo folículo no ovário, iniciando um novo ciclo ovariano. Período fértil Para calcular o período fértil, ou seja, o período mais propício para engravidar, é importante conhecer como ocorre o ciclo menstrual, cujo tempo de duração pode variar de mulher para mulher. Para isso, deve-se marcar em um calendário, durante pelo menos seis meses, o primeiro dia de cada menstruação (data que se inicia um novo ciclo), assim, é possível mensurar quantos dias durou cada ciclo. Para se calcular o período fértil, deve-se diminuir 18 dias do ciclo com duração mais curta, obtendo-se, assim, o primeiro dia do período fértil, e 11 dias do ciclo mais longo, obtendo-se, assim, o último dia do período fértil. A seguir, apresentamos um exemplo que pode ajudar a compreender melhor esse cálculo. Exemplo de cálculo do período fértil Após anotar por seis meses a duração de seus ciclos, uma mulher observou que seu menor ciclo tinha duração de 28 dias e o maior, de 30 dias. Para descobrir seu período fértil, fez os cálculos da seguinte maneira: •Diminuiu 18 do ciclo de menor duração: 28-18=10 •Diminuiu 11 do ciclo maior: 30-11=19 Assim, o período fértil dessa mulher corresponde ao período que vai do 10º ao 19º dia do seu ciclo menstrual. É importante destacar que esse método pode ser um aliado para quem quer programar uma gravidez, mas é um método pouco eficaz para se prevenir a gravidez. Isso se deve ao fato de muitas mulheres apresentarem ciclos irregulares, o que poderia levar a uma mudança no período fértil. Menopausa Com o passar dos anos, vai havendo uma perda gradativa de folículos primários, restando um número bastante reduzido após os 40 anos e praticamente acabando após os 50. A ausência desses folículos é a principal causa da menopausa. Na menopausa, a mulher para de ovular e menstruar, chegando ao fim de seu período reprodutivo. Durante o período que precede a menopausa e após seu início, a mulher pode sentir diversos desconfortos, decorrentes das alterações hormonais. Mudanças de hábitos na alimentação e a prática de atividades físicas podem ajudar a diminuir esses desconfortos. No entanto, é importante sempre conversar com um médico de confiança para receber orientações sobre a melhor forma de enfrentar esse período . DIA FÉRTIL Dia fértil é aquele em que a mulher está mais propícia a engravidar em seu período fértil, que é um intervalo correspondente a 72 horas antes da ovulação até 36 horas depois. Período fértil Cerca de cinco a sete dias após o primeiro dia de uma menstruação, um folículo maduro, contendo o ovócito secundário, torna-se o dominante desse novo ciclo reprodutivo. Esse folículo cresce até cerca de 20 mm de diâmetro e, então, libera o ovócito secundário que será captado pela trompa uterina. O ovócito secundário poderá ser fecundado em um período que vai de 24 a 72 horas após a sua liberação. No entanto, os espermatozoides podem permanecer vivos no sistema genital feminino por cerca 72 horas após a relação sexual. Assim, a mulher estará propensa a engravidar se tiver uma relação 72 horas antes da ovulação e até 36 horas depois, sendo este o seu período fértil. É difícil determinarexatamente o dia fértil, pois, embora se saiba que a ovulação ocorre cerca de 13 a 15 dias antes da próxima menstruação, os ciclos podem variar entre 21 e até 35 dias. https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/fecundacao.htm Características do período fértil Algumas mudanças fisiológicas, estimuladas por hormônios como estrogênio e a progesterona, podem ocorrer no período fértil, o que pode contribuir para que a mulher que deseja engravidar possa programar-se, como: •Aumento de cerca de 0,5 °C na temperatura corporal logo após a ovulação; •Aumento na produção de muco transparente alcalino e elástico; •Aumento do volume das mamas (torna-se máximo próximo à menstruação), entre outras. Essas características podem auxiliar a mulher a conhecer o próprio corpo e a programar-se para uma possível gravidez. Entretanto, essas características não devem ser consideradas para quem quer evitar a gravidez. Para isso, outros métodos contraceptivos, como as camisinhas masculina e feminina, são mais indicados. https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/hormonios.htm https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/estrogenio.htm https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/metodos-contraceptivos.htm https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/camisinha-masculina.htm https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/camisinha-feminina.htm FECUNDAÇÃO No dia da ovulação, a mulher libera de seu ovário um ovócito secundário, que é chamado popularmente de óvulo. Esse ovócito inicia uma migração em direção ao útero que demora cerca de oito dias para ser completada. O ovócito locomove-se graças às contrações da tuba uterina, uma vez que essa célula não é dotada de estruturas locomotoras. A fecundação, momento em que um ovócito secundário é penetrado por um espermatozoide, ocorre geralmente nas tubas uterinas, na sua porção distal. Diferentemente do óvulo, os espermatozoides chegam até esse local através de estruturas locomotoras, os chamados flagelos. Em média, após a ejaculação na vagina feminina, o espermatozoide demora cerca de cinco minutos para atingir as tubas. Para penetrar no ovócito, o espermatozoide tem que passar pela corona radiada, zona pelúcida e membrana plasmática dessa célula. A corona radiada é formada por células que faziam parte do folículo ovariano, enquanto a zona pelúcida é um material gelatinoso (glicoproteínas) que circunda o ovócito e não é formada por células. Ao encontrar um ovócito secundário, os espermatozoides liberam enzimas chamadas de acrossomiais que ajudam na penetração desse gameta pela corona radiada. Também são lançadas enzimas proteolíticas que atuam na perfuração da zona pelúcida. Isso ocorre porque a glicoproteína ZP3, presente no envoltório do ovócito, liga-se ao espermatozoide e faz com que seu acrossomo libere essas enzimas. Assim que o espermatozoide consegue entrar no interior do ovócito, sua cauda e mitocôndrias são destruídas e o material genético desse gameta forma o pronúcleo masculino. Nesse momento, a membrana plasmática do ovócito sofre modificações que impedem a penetração de outros espermatozoides. Esse fato ocorre graças ao chamados grânulos corticais, que liberam seu conteúdo na membrana, formando a chamada membrana de fecundação. O ovócito também termina a sua divisão meiótica após a penetração do espermatozoide, e é liberado o segundo glóbulo polar. É formado também o núcleo do ovócito, que é chamado de pronúcleo feminino. Os pronúcleo masculino e feminino aproximam-se até que fiquem bastante unidos. Os cromossomos paternos e maternos são liberados no citoplasma e inicia-se a separação das cromátides e a realização da mitose. Após esse processo de divisão, as células formadas apresentam 46 cromossomos, restabelecendo, assim, o número de cromossomos da espécie. A partir daí, inicia-se o desenvolvimento embrionário. https://www.biologianet.com/biologia-celular/meiose.htm