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LABORATÓRIO DE PRÁTICA 
PEDAGÓGICA I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A tecnologia aplicada à Educação, como forma de incluir a todos no 
mundo globalizado em que vivemos, é um tema que está presente e vem 
despertando o interesse de educadores preocupados em transformar e 
adequar o seu saber fazer com excelência. 
Entender e dominar a tecnologia como produto é tão necessário nesse 
contexto cultural quanto compreender e atentar aos processos de sua 
produção, à disponibilização para comercialização, à aceitação social e ao 
que gera essa aceitação. Esses são elementos a serem tratados no espaço 
escolar, os quais aliam o uso crítico e consciente das tecnologias aos 
elementos do currículo escolar. 
O avanço tecnológico caminha para a integração dos mais variados 
meios que acabam por se concentrarem em páginas, sites e nos 
diversificados serviços inclusos na Internet e, dessa forma, conforme Moran 
(2000, p. 11), “a sociedade está mudando nas suas formas de organizar-se, 
de produzir bens, comercializá-los, de divertir-se, de ensinar e de aprender”. 
 
 
Bons estudos! 
AULA 5 – PRÁTICAS 
PEDAGÓGICAS E SUA 
RELAÇÃO COM AS 
TDICs 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesta aula, você vai conferir os contextos conceituais da psicologia, entenderá 
como ela alcançou o seu estatuto de cientificidade. Além disso, terá a oportunidade 
de conhecer as três grandes doutrinas da psicologia, behaviorismo, psicanálise e 
Gestalt, e as áreas de atuação do psicólogo. 
▪ Compreender o conceito de psicologia 
▪ Identificar as diferentes áreas de atuação da psicologia 
▪ Conhecer as áreas de atuação do psicólogo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neste módulo, você vai estudar as principais perspectivas pedagógicas 
de acordo com as tendências educativas. Além disso, vai aprender a 
relacionar tais perspectivas com as TDICs e identificar sua expressão em 
alguns exemplos práticos com o uso das TDIC. Ao final deste texto, você deve 
apresentar os seguintes aprendizados: 
 
• Identificar as perspectivas pedagógicas. 
• Relacionar as perspectivas pedagógicas com as TDICs. 
• Reconhecer as perspectivas pedagógicas na prática do uso das 
TDICs. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS E SUA RELAÇÃO COM AS TDICS 
 
Fonte: https://bityli.com/Wmxgo 
 
 A prática docente é repleta de perspectivas e atitudes que regem o 
comportamento dos professores em sala de aula. Na prática, docente, há práticas que 
se concentram ou se baseiam em várias perspectivas, incluindo a pedagogia Liberal e 
a pedagogia Progressista. A fim de compreender a relação entre as tecnologias de 
informação e comunicação e as perspectivas pedagógicas, vamos identificar e 
conceituar cada uma delas, pois o conhecimento das tendências educacionais 
aplicadas contribui para a prática docente, uma vez que essas tendências podem servir 
como guias para o trabalho pedagógico. 
De acordo com Luckesi (1994), não tem como a pedagogia ser bem entendida e 
praticada se ela não for clara e compreendida de significado, ou seja, buscar o sentido 
da prática docente. Toda prática educativa, está relacionada a prática pedagógica, mas 
também apresenta caraterísticas sócio-político - na linha de Libâneo (1990), segundo 
a qual as disposições pedagógicas envolvem o contexto e o fazer educativo. Quanto 
ao fazer pedagógico. 
Educar não significa simplesmente transmitir/adquirir conhecimentos. Existe, no 
processo educativo, um arcabouço de representações de sociedade e de homem que 
se quer formar. Através da educação as novas gerações adquirem os valores culturais 
e reproduzem ou transformam os códigos sociais de cada sociedade. Assim, não há 
um processo educativo asséptico de ideologias dominantes, sendo necessária a 
reflexão sobre o próprio sentido e valor da educação na e para a sociedade. (LUCKESI, 
 
 
1994). 
Nesse sentido, a educação não está indiferente à ideologia portanto, é cercada 
por questões sociais e políticas ao longo de sua prática. É, por isso, importante 
compreender as tendências e/ou perspectivas educativas, uma vez que incluem 
diferentes visões das pessoas e da sociedade, e mesmo diferentes pressupostos sobre 
o papel do ensino, aprendizagem e educação. 
Saviani (2009) fala sobre as reflexões, as tendências pedagógicas. Ele mostra 
que as principais orientações pedagógicas utilizadas na educação brasileira se dividem 
em duas grandes linhas de pensamento educacional. São elas: Tendências Liberais e 
Tendências Progressistas. Veja, no Quadro 1, as principais tendências e sua linha de 
ação, como se apresentam na prática docente. 
 
Quadro 1 – Principais tendências e linhas de ação 
 
Fonte: adaptada Saviani (2009). 
 
Na Pedagogia Liberal, os estudantes se adaptam à sociedade e ao fazer social. 
Nesse sentido, não são consideradas as individualidades dos sujeitos, e sim o coletivo. 
Como aponta Libâneo: 
[...] a pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função 
preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, conforme as 
aptidões individuais. Isso pressupõe que o indivíduo precisa adaptar-se aos 
valores e normas vigentes na sociedade de classe, através do desenvolvimento 
da cultura individual. Devido a essa ênfase no aspecto cultural, as diferenças 
entre as classes sociais não são consideradas, pois, embora a escola passe a 
difundir a ideia de igualdade de oportunidades, não considera a desigualdade 
de condições. (LIBÂNEO, 1990, p. 14), 
Ainda a Pedagogia Liberal é dividida em Pedagogia Tradicional, Renovada e 
 
 
Tecnicista. A característica mais marcante da educação tradicional era o aprendizado 
mecânico; ajudava a preparar o indivíduo para a prática social e para o mercado de 
trabalho, centrava-se nos padrões burgueses e procurava adequar o indivíduo a esse 
padrão, e o papel da escola era formar alunos disciplinados. 
Enquanto isso, a Pedagogia Renovada surge em meados do século XX; mais 
didática, a escola é vista como um ambiente que promove a pesquisa e a aprendizagem 
por meio da experimentação, tendo os professores como mediadores que ajudam os 
alunos a desenvolverem sua independência e aprender com a prática. 
Já a pedagogia tecnicista, dirige-se para o caráter de especialização, voltada 
para o mercado de trabalho, e caracteriza-se pela tendência dos professores em 
ensinar aos alunos, ou seja, os professores são os donos do conhecimento, o ensino 
se dá por meio de manuais, documentos e livros Saviani (2009). 
Por outro lado, a pedagogia progressista olha criticamente para a realidade 
social, permitindo que a educação parta de uma compreensão da realidade, portanto, 
vê os sujeitos como construtores de sua própria realidade e contexto social. Esta se 
divide em Pedagogia Libertadora, Libertária e Crítico-social. 
A característica mais importante da pedagogia libertadora é a educação como 
movimento de conscientização da transformação da realidade. Professores e alunos 
fazem parte do processo educacional em uma relação horizontal, onde o diálogo é 
facilitado para a construção do conhecimento. Por outro lado, a pedagogia libertaria 
espera que as escolas transformem os alunos. É defensora das práticas democráticas 
onde a consciência política se traduz para ganho social e onde o foco está na 
experiência e no trabalho em equipe. 
Por fim, a Pedagogia Crítico-social dos conteúdos, em sua vertente, é missão da 
escola, desenvolver uma consciência crítica do conhecimento científico baseada na 
dialética e no confronto dos conteúdos com a realidade social Libâneo (1990). 
 
5.1 Relação entre as perspectivas pedagógicas e as TDICs 
As perspectivas pedagógicas influenciam as práticas de ensino e o 
comportamento em sala de aula. No que se refere às tecnologias de informação e 
comunicação, elas podem estar presentes na concepçãodo processo educacional e na 
utilização de seus recursos e ferramentas. Nesse sentido, busca-se pensar como a 
perspectiva educacional se relacionam com as TDIC e seus recursos, e o potencial 
 
 
desses recursos para o desenvolvimento da educação, à luz das tendências já 
discutidas. 
Não pretendemos analisar exaustivamente todas as fontes, mas fornecer uma 
visão geral para identificar exemplos práticos que ligam TDICs e perspectivas. Como 
vimos, a pedagogia liberal (incluindo a pedagogia tradicional, a pedagogia renovada, e 
a tecnicista) adota um plano comum para o desenvolvimento das atividades sem 
considerar a individualidade do sistema, ou seja, orienta-se pelas normas sociais 
vigentes. Através do uso das TDICs, podemos fornecer alguns recursos e ferramentas 
com esses atributos. 
Do ponto de vista tradicional, memorização, podemos citar comandos para 
acessar os recursos do dispositivo, ou mesmo páginas de jogos que utilizam técnicas 
de memorização para se desenvolver, como, por exemplo, palavras-cruzadas, 
preenchimento de espaços em branco ou repetição, também é comum em alguns jogos 
de dos sete erros que não randomizam ou mudem os locais onde os erros estão 
dispostos. Assim, é fácil encontrar os erros após jogar algumas vezes. 
Outro exemplo é o jogo de colorir online Simon Memory (Figura 1), projetado 
para desenvolver e melhorar a memória seguindo padrões de luzes e sons e repetindo 
as mesmas combinações para avançar para a próxima rodada. Atividades usando 
TDICs que incorporam perspectivas tradicionais podem ser benéficas em algumas 
situações. Entretanto, a finalidade desse uso deve ficar clara para não refletir em todas 
as atividades educativas. 
 
Figura 1 – Jogo de colorir online Simon Memory 
 
Fonte: https://www.coquinhos.com/simon-says/ 
 
 
Na lógica da Pedagogia Renovada, que preconiza a pesquisa e o aprendizado 
pela experimentação, podemos ter como exemplo de atividade a própria pesquisa, com 
o apoio da internet, para a elaboração de uma aula. Há também outras possibilidades 
como os objetos de aprendizagem (OA), que são recursos (digitais ou não digitais) que 
podem ser usados, reutilizados ou referenciados durante a aprendizagem assistida por 
tecnologia. Eles são geralmente fornecidos pela Internet para que várias pessoas 
possam acessá-los simultaneamente. Os OAs podem ser utilizados como experimentos 
ou simulações de situações reais, ou imaginárias, visando explorar conteúdos e 
conceitos, na prática, e simular a teoria. Já do ponto de vista tecnicista, podemos nos 
referir a vídeos no YouTube ou tutoriais disponíveis em sites especializados. 
Em uma pedagogia progressista que considera as realidades sociais cada vez 
mais criticamente, podemos citar as redes sociais como exemplo da perspectiva 
libertadora. Nela, o conhecimento pode ser construído em conjunto, professores e 
alunos são membros iguais de uma mesma comunidade, e cada um pode expressar 
suas opiniões e gerar ações mobilizadoras. 
A Pedagogia Libertária que privilegia o trabalho em equipe, além das redes 
sociais, um suporte também pode ser criado de forma colaborativa com a ajuda de 
ferramentas de compartilhamento de arquivos como Google Drive e Dropbox Paper, 
um editor colaborativo de documentos que utiliza tecnologia de armazenamento em 
nuvem. 
Sob a ótica da pedagogia crítico-social, podemos citar como exemplo mundos 
virtuais como o “Second Life”. Assim, sociedades podem ser criadas para enfrentar uma 
realidade que se repete no mundo virtual, comparada com a realidade dos sujeitos. 
Além disso, os jogos de estratégia podem envolver e promover o pensamento crítico, 
em comparação com conteúdo e realidades sociais, como, por exemplo, o Minecraft. 
Nele, o mundo pode ser criado a partir de blocos, e os jogadores devem conseguir 
comida e construir reservatórios de água para sobreviver conforme a população de seu 
mundo, ou seja, podem ser trabalhadas as questões da cadeia alimentar e do meio 
ambiente por meio de mundos compartilhados. 
5.2 Perspectivas pedagógicas na prática do uso das TDICs 
Ao analisar um OA disponibilizado no Portal do Professor e na Rede Interativa 
 
 
Virtual de Educação (RIVED — projeto do Ministério da Educação que tem como 
objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais), é um material fornecido pelo 
MEC e inclui um “Guia do Professor” com dicas e orientações para o uso do OA em 
sala de aula (BRASIL, 2017). 
Como o tema central do objeto de aprendizagem é osmose, a atividade é 
pensada para discutir o processo de osmose com o auxílio de animações, 
apresentando funções difíceis de serem realizadas na prática - principalmente devido 
ao longo tempo de execução e ao equipamento óptico necessário. Portanto, é uma 
atividade de simulação que pode ser combinada com a perspectiva da pedagogia 
liberal. (Figura 2). 
 
Figura 2 – Objeto de aprendizagem “Aprendendo por Osmose”
 
Fonte: curriculomais.educacao.sp.gov.br 
 
A perspectiva da pedagogia progressista considera a realidade social e a 
capacidade do sujeito de mudar diante dessa realidade; portanto, baseia-se no diálogo 
e na reflexão sobre o contexto do desenvolvimento. Um projeto muito interessante que 
inclui essas perspectivas e continua a usar as TDICs para conectar estudantes de 
diferentes países ao redor do mundo é o Projeto Globe, onde os alunos estão 
ativamente envolvidos na pesquisa de questões políticas e científicas reais. 
O Projeto Globe foi lançado em 1992 pelo governo dos Estados Unidos com a 
NASA. No projeto, professores e alunos coletam informações ambientais de várias 
 
 
regiões do mundo, e também visa estimular a pesquisa científica e espacial. Como tal, 
o The Globe é um programa mundial de pesquisa e educação que oferece aos alunos 
e ao público em todo o mundo a oportunidade de participar da coleta de dados e do 
processo científico e contribuir significativamente para a compreensão do sistema 
global e meio ambiente (THE GLOBAL, 2017). 
As escolas participam do projeto por meio dos governos nacionais. Assim, no 
Brasil, o projeto começou a ser desenvolvido em 2015, com a participação de 118 
escolas de Brasília e São Paulo e cerca de 3 mil alunos. Eles coletam dados sobre o 
meio ambiente em sua região e os enviam a pesquisadores que fazem as análises e 
recomendações a professores e alunos sobre como usar os dados cientificamente na 
prática. Tanto os professores das escolas e participantes foram treinados ao longo do 
projeto para coleta de dados e aplicações científicas. Além disso, recursos de TDIC são 
usados para coletar e compartilhar as informações coletadas. 
As escolas participam do projeto por intermédio do governo de cada país. Dessa 
forma, no Brasil, o projeto começou a ser desenvolvido no ano de 2015, com 118 
escolas de Brasília e São Paulo e em torno de 3 mil estudantes envolvidos. Estes quais 
coletam dados sobre o meio ambiente de sua região e enviam aos cientistas, que os 
analisam e prestam assessoria para professores e estudantes sobre como utilizar os 
dados cientificamente, em sua realidade. Existe também uma capacitação para os 
professores das escolas participantes sobre o projeto como um todo, bem como sobre 
a coleta de dados e o seu uso científico. Além disso, são utilizados recursos das TDICs 
para coleta e compartilhamento das informações coletadas. 
As escolas participantes também podem trocar informações por meio de 
reuniões online e discutir sobre suas semelhanças e diferenças e realidades. Os Projeto 
Globe conectam estudantes, professores, acadêmicos e cidadãos de diferentes partes 
do mundo para realizar pesquisas acadêmicas e práticas referente ao ambiente que 
vivem em uma perspectiva global. 
Este é um bom exemplo do uso das TDIC na educação e de como perspectivas 
progressistas podem ser consideradas em atividades de sala de aula e/ou programas 
educacionais, em contextos locais, para refletir as necessidadesglobais. Alunos, 
educadores e profissionais de todo o mundo se reúnem em um projeto conjunto para 
enfrentar a realidade e refletir sobre a aplicabilidade da ciência no dia a dia de cada 
escola, distrito ou país para o benefício de todos ao redor do mundo. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRASIL. Secretaria de Educação a Distância. Rede Interativa Virtual de Educação. 
Aprendendo por osmose. 2017. 
BRASIL. Secretaria de Educação a Distância. Rede Interativa Virtual de Educação. 
Guia do professor. 2017. 
LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública. São Paulo: Loyola, 1990. 
LUCKESI, C. C. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1994. 
SAVIANI, D. Escola e democracia. 41. ed. Campinas: Autores Associados, 2009. 
THE GLOBE program: Brazil.1992 – 2017. 
 UNESCO. Tecnologias para a transformação da educação: experiências bem-
sucedidas e expectativas. 
 
. 
 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. 
Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. 
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf. Acesso em: 2 
out. 2021. FARIAS, I. M. S. et al. Didática e docência: aprendendo a profissão. Brasília: 
Liber livros, 2011. FERREIRA, F. Guia completo: o que é rotina na educação infantil? 
PROESC, 2020. Disponível em: http://www.proesc.com/blog/guia-completo-rotina-na-
educacao-infantil/. Acesso em: 2 out. 2021. 
 
, v. 4, p. 707–708, 2013. 
COSTA, A. R. O gênero textual artigo científico: estratégias de organização. 2003. 
Dissertação. (Mestrado em Linguística) – Programa de Pós-graduação em Letras, 
Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003. 
SWALES, J. M. Genre analysis: English in academic and research settings. 
Cambridge: Cambridge University, 1990. 
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 
2004.

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