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SINTOMA: DOR ABDOMINAL CRÔNICA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: ENDOMETRIOSE HISTÓRIA: MULHER 21 ANOS COM DISMENORREIA SINTOMA: LOMBOCIATALGIA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: SÍNDROME DO PIRIFORME HISTÓRIA: HOMEM JOVEM, EXCESSO DE EXERCÍCIO FÍSICO SINTOMA: DOR NEUROPÁTICA/CEFALEIA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: NEURALGIA DO TRIGÊMIO HISTÓRIA: NEURALGIA PÓS-HERPÉTICA + AVALIAÇÃO DE DERMÁTOMOS SINTOMA: DOR NA PERNA ESQUERDA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: DOR DO MEMBRO FANTASMA HISTÓRIA: AMPUTAÇÃO DE PERNA ESQUERDA HÁ 3 ANOS POR ACIDENTE DE MOTO, 19 ANOS, ABORDAR ASPECTO BIOPSICOSSOCIAIS TAMBÉM SINTOMA: DOR DIFUSA/PSICOGÊNICA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: FIBROMIALGIA PACIENTE COM LUPUS E COM HISTÓRICO DE DEPRESSÃO/ANSIEDADE SINTOMA: DOR ARTICULAR HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: SÍNDROME DA DOR PATELOFEMORAL JOVEM CORREDOR, LESÃO DE ESFORÇO REPETITIVO DOR ABDOMINAL CRÔNICA (HD: Endometriose) HISTÓRIA: MULHER 21 ANOS COM DISMENORREIA Avaliação dos papeis. O ‘médico’ se apresentou ao paciente e orientou o momento do exame? O ‘médico’ fez as perguntas corretas e completas? O paciente entendeu e soube caracterizar sua dor corretamente? O médico foi gentil e empático? Houve uma boa relação médico-paciente? Houve referência e contrarreferência? Anamnese e exame físico. A anamnese foi completa e seguiu o método centrado na pessoa? O exame físico foi dirigido ao sintoma principal? Houve algum erro na condução da entrevista clínica? Faltou abordar algum aspecto na entrevista clínica? Como é a caracterização da dor? A caracterização da dor foi correta? Cumpriu todos os critérios? Seguiu o decálogo da dor? Qual é o decálogo da dor? Localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade, duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes. Fez uso de escalas visuais para avaliar intensidade? Escala visual de dor Escala numérica de dor Escala de faces de Wong-Baker. Escala verbal de dor Escala de FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) O que é dor abdominal crônica? A dor abdominal crônica é uma dor localizada na região abdominal que persiste por um período prolongado, geralmente definido como três meses ou mais. O que é endometriose? A endometriose é uma condição ginecológica crônica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio (camada que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina. Esse tecido pode se fixar e crescer em locais como ovários, trompas de Falópio, superfície externa do útero, ligamentos pélvicos, bexiga, intestino e outras áreas da região pélvica e abdominal. Qual a fisiopatologia da dor da endometriose? Descreva brevemente. Essas células endometrióticas ectópicas proliferam e causam inflamação cíclica, sensibilizando os nervos periféricos, exacerbando a dor. A inflamação crônica promove a formação de tecido cicatricial e aderências entre órgãos pélvicos, como ovários, útero e intestinos. Essas aderências limitam a mobilidade dos órgãos e causam dor ao movimento ou distensão; as lesões de endometriose promovem o crescimento anormal de fibras nervosas ao redor do tecido endometriótico, aumentando a sensibilidade local. Esse aumento de inervação contribui para a sensação dolorosa constante; com o tempo, a exposição repetida à dor leva à sensibilização central, onde o sistema nervoso central se torna mais responsivo a estímulos dolorosos, perpetuando a dor mesmo na ausência de estímulos agudos. LOMBOCIATALGIA (HD: Síndrome do Piriforme) HISTÓRIA: HOMEM JOVEM, EXCESSO DE EXERCÍCIO FÍSICO Avaliação dos papeis. O ‘médico’ se apresentou ao paciente e orientou o momento do exame? O ‘médico’ fez as perguntas corretas e completas? O paciente entendeu e soube caracterizar sua dor corretamente? O médico foi gentil e empático? Houve uma boa relação médico-paciente? Houve referência e contrarreferência? Anamnese e exame físico. A anamnese foi completa e seguiu o método centrado na pessoa? O exame físico foi dirigido ao sintoma principal? Houve algum erro na condução da entrevista clínica? Faltou abordar algum aspecto na entrevista clínica? Como é a caracterização da dor? A caracterização da dor foi correta? Cumpriu todos os critérios? Seguiu o decálogo da dor? Qual é o decálogo da dor? Localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade, duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes. Fez uso de escalas visuais para avaliar intensidade? Escala visual de dor Escala numérica de dor Escala de faces de Wong-Baker. Escala verbal de dor Escala de FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) O que é lombociatalgia? A lombociatalgia é uma condição caracterizada por dor na região lombar que se irradia ao longo do trajeto do nervo ciático, frequentemente descendo pela parte posterior da coxa até a perna e o pé. O que é a Síndrome do Piriforme? É uma condição em que o músculo piriforme, localizado na região glútea, comprime o nervo ciático, causando dor e desconforto na região glútea e podendo irradiar para a perna. É uma causa rara de ciatalgia, frequentemente associada a traumas, sobrecarga ou uso excessivo do músculo. Qual a fisiopatologia da dor da endometriose? Descreva brevemente. Espasmo e Tensão do Músculo Piriforme: O músculo piriforme, quando inflamado, tenso ou espástico, pode comprimir o nervo ciático, que passa próximo ou até mesmo através dele (em alguns casos anatômicos), gerando dor e sintomas neurológicos. Isquemia do Nervo Ciático: A pressão constante exercida pelo músculo piriforme sobre o nervo ciático reduz o fluxo sanguíneo local, resultando em isquemia e irritação do nervo, o que intensifica a dor e outros sintomas, como formigamento e queimação. Inflamação Local: A irritação crônica do nervo e do músculo piriforme leva à liberação de mediadores inflamatórios, perpetuando a sensibilidade à dor e ampliando o desconforto na região glútea e ao longo do trajeto do nervo ciático. DOR NEUROPÁTICA/CEFALEIA (HD: Neuralgia do Trigêmio) HISTÓRIA: NEURALGIA PÓS-HERPÉTICA + AVALIAÇÃO DE DERMÁTOMOS Avaliação dos papeis. O ‘médico’ se apresentou ao paciente e orientou o momento do exame? O ‘médico’ fez as perguntas corretas e completas? O paciente entendeu e soube caracterizar sua dor corretamente? O médico foi gentil e empático? Houve uma boa relação médico-paciente? Houve referência e contrarreferência? Anamnese e exame físico. A anamnese foi completa e seguiu o método centrado na pessoa? O exame físico foi dirigido ao sintoma principal? Houve algum erro na condução da entrevista clínica? Faltou abordar algum aspecto na entrevista clínica? Como é a caracterização da dor? A caracterização da dor foi correta? Cumpriu todos os critérios? Seguiu o decálogo da dor? Qual é o decálogo da dor? Localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade, duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes. Fez uso de escalas visuais para avaliar intensidade? Escala visual de dor; Escala numérica de dor; Escala de faces de Wong-Baker. Escala verbal de dor; Escala de FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) O que é dor neuropática? A dor neuropática é um tipo de dor causada por uma lesão ou disfunção no sistema nervoso, seja ele central (cérebro e medula espinhal) ou periférico (nervos fora do sistema nervoso central). O que é neuralgia trigeminal e qual relação com o quadro herpético? Ocorre devido à irritação ou compressão do nervo trigêmeo, que é um nervo craniano responsável pela sensibilidade da face. Na neuralgia trigeminal, essa lesão ou disfunção provoca episódios de dor intensa, em choques ou pontadas, que são desencadeados por estímulos leves na face, como falar, mastigar ou tocar o rosto; Quando o herpes-zóster reativa, ele pode infectar nervos específicos, incluindo o nervo trigêmeo, causando uma erupção cutânea dolorosa e inflamaçãono trajeto do nervo, em alguns casos, o dano nervoso persiste, e o paciente continua sentindo dor neuropática. Qual a fisiopatologia da dor neste contexto? Descreva brevemente. O processo ocorre devido à reativação do vírus da varicela-zóster, que, após uma infecção inicial, permanece latente e pode reativar, especialmente em situações de imunossupressão. A reativação destrói fibras nervosas e células ganglionares, levando a uma perda de função e à regeneração anormal dos axônios. A lesão e a inflamação nos nervos periféricos resultam na liberação de substâncias inflamatórias. Isso leva a uma hipersensibilidade à dor (hiperalgesia) e a uma resposta dolorosa a estímulos que normalmente não causariam dor (alodinia). As mensagens de dor intensas e repetitivas levam a uma sensibilização das vias centrais. Isso resulta em amplificação da dor e na percepção de dor intensa. Com o tempo, ocorre uma redução da capacidade do cérebro em inibir a dor, levando a uma dor persistente e de difícil controle. DOR EM PERNA ESQUERDA (HD: Dor do membro fantasma) HISTÓRIA: Acidente de moto; amputação de perna E há 03 anos; aspectos biopsicossociais também Avaliação dos papeis. O ‘médico’ se apresentou ao paciente e orientou o momento do exame? O ‘médico’ fez as perguntas corretas e completas? O paciente entendeu e soube caracterizar sua dor corretamente? O médico foi gentil e empático? Houve uma boa relação médico-paciente? Houve referência e contrarreferência? Anamnese e exame físico. A anamnese foi completa e seguiu o método centrado na pessoa? O exame físico foi dirigido ao sintoma principal? Houve algum erro na condução da entrevista clínica? Faltou abordar algum aspecto na entrevista clínica? Como é a caracterização da dor? A caracterização da dor foi correta? Cumpriu todos os critérios? Seguiu o decálogo da dor? Quais aspectos psicossociais se deve considerar nesta anamnese? Percepção e Expectativas sobre a Dor: Explorar as crenças do paciente sobre a dor do membro fantasma, suas expectativas quanto ao tratamento e o impacto da dor em seu dia a dia; Impacto Emocional: Avaliar sintomas de ansiedade, depressão e angústia associados à perda do membro e à dor persistente; Estratégias de Enfrentamento (Coping): Investigar as estratégias que o paciente utiliza para lidar com a dor e com a amputação; Impacto na Atividade Profissional e Funcionalidade: Perguntar como a dor do membro fantasma afeta a capacidade do paciente de trabalhar, realizar atividades diárias e viver de forma independente; Aspectos Culturais e Espirituais; Qual é o decálogo da dor? Localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade, duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes. Fez uso de escalas visuais para avaliar intensidade? Escala visual de dor; Escala numérica de dor; Escala de faces de Wong-Baker. Escala verbal de dor; Escala de FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) O que é dor do membro fantasma? A dor do membro fantasma é uma dor percebida em uma área que foi amputada, ou seja, em um membro que já não existe fisicamente. Após a amputação, o cérebro ainda recebe ou gera sinais de dor como se o membro estivesse presente. Esse tipo de dor pode variar de leve a intensa e é geralmente descrito como uma sensação de queimação, formigamento, pontada, ou como se o membro estivesse sendo comprimido ou torcido Qual a fisiopatologia da dor do membro fantasma? Descreva brevemente. Reorganização do Córtex Sensorial: Após a amputação, o cérebro passa por uma reconfiguração das áreas associadas ao membro ausente, o que pode resultar em disparos anormais de dor; Memória de Dor Pré-Amputação: Se o membro amputado sofria de dor antes da cirurgia, o cérebro pode “lembrar” dessa dor, perpetuando a sensação após a remoção; Disparos Espontâneos nos Nervos: Os nervos que antes inervavam o membro amputado podem se tornar hiperexcitáveis e disparar sinais de dor sem qualquer estímulo real. A dor do membro fantasma é um tipo de dor neuropática e pode ser difícil de tratar, geralmente exigindo uma abordagem multidisciplinar que pode incluir medicamentos, terapias físicas e técnicas de manejo da dor. DOR DIFUSA/PSICOGÊNICA (HD: Fibromialgia) PACIENTE COM LUPUS E COM HISTÓRICO DE DEPRESSÃO/ANSIEDADE Avaliação dos papeis. O ‘médico’ se apresentou ao paciente e orientou o momento do exame? O ‘médico’ fez as perguntas corretas e completas? O paciente entendeu e soube caracterizar sua dor corretamente? O médico foi gentil e empático? Houve uma boa relação médico-paciente? Houve referência e contrarreferência? Anamnese e exame físico. A anamnese foi completa e seguiu o método centrado na pessoa? O exame físico foi dirigido ao sintoma principal? Houve algum erro na condução da entrevista clínica? Faltou abordar algum aspecto na entrevista clínica? Como é a caracterização da dor? A caracterização da dor foi correta? Cumpriu todos os critérios? Seguiu o decálogo da dor? Qual é o decálogo da dor? Localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade, duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes. Fez uso de escalas visuais para avaliar intensidade? Escala visual de dor / Escala numérica de dor / Escala de faces de Wong-Baker / Escala verbal de dor Escala de FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) O que é dor psicogênica? A dor psicogênica é uma dor que tem origem principalmente em fatores psicológicos, em vez de uma causa física evidente. Embora a pessoa sinta dor real e muitas vezes intensa, os exames clínicos e diagnósticos não revelam uma lesão ou condição física que explique completamente o sintoma. Aqui, o sofrimento do paciente é genuíno, e os fatores emocionais e psicológicos não só desencadeiam como também amplificam a experiência dolorosa. O que é fibromialgia? A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada e sensibilidade em várias partes do corpo. Além da dor, os pacientes. A causa exata da fibromialgia ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos, ambientais e alterações no processamento da dor no sistema nervoso central. Ela é amplamente reconhecida como uma síndrome de dor crônica complexa e multifatorial. Qual a fisiopatologia da dor na fibromialgia? Descreva brevemente. Na fibromialgia, a dor psicogênica não é causada exclusivamente por fatores psicológicos, mas resulta da interação entre sensibilização central, alterações neuroquímicas e fatores emocionais. O SNC se torna hiper-responsivo a estímulos dolorosos e não dolorosos. Isso resulta em uma amplificação da dor, mesmo para estímulos leves, um fenômeno conhecido como sensibilização central. Os pacientes processam os sinais de dor de forma amplificada devido a uma regulação anormal dos neurotransmissores da dor, como a substância P (que aumenta a percepção de dor) e o glutamato; Os níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina – neurotransmissores relacionados ao humor, sono e resposta à dor – são frequentemente baixos na fibromialgia. Essas alterações contribuem para a intensificação da dor e afetam o humor e a resiliência emocional. A deficiência desses neurotransmissores está associada a sintomas emocionais, como ansiedade e depressão, que por sua vez amplificam a percepção de dor. DOR ARTICULAR (HD: Síndrome da Dor Patelofemoral) JOVEM CORREDOR, LESÃO DE ESFORÇO REPETITIVO Avaliação dos papeis. O ‘médico’ se apresentou ao paciente e orientou o momento do exame? O ‘médico’ fez as perguntas corretas e completas? O paciente entendeu e soube caracterizar sua dor corretamente? O médico foi gentil e empático? Houve uma boa relação médico-paciente? Houve referência e contrarreferência? Anamnese e exame físico. A anamnese foi completa e seguiu o método centrado na pessoa? O exame físico foi dirigido ao sintoma principal? Houve algumerro na condução da entrevista clínica? Faltou abordar algum aspecto na entrevista clínica? Como é a caracterização da dor? A caracterização da dor foi correta? Cumpriu todos os critérios? Seguiu o decálogo da dor? Qual é o decálogo da dor? Localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade, duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes. Fez uso de escalas visuais para avaliar intensidade? Escala visual de dor Escala numérica de dor Escala de faces de Wong-Baker. Escala verbal de dor Escala de FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) O que é síndrome da dor patelofemoral? Também conhecida como joelho de corredor, é uma condição caracterizada por dor na região anterior do joelho, ao redor ou atrás da patela (rótula). A SDPF ocorre devido a problemas no alinhamento ou ao atrito anormal da patela com o fêmur (osso da coxa) durante movimentos de flexão e extensão do joelho. É comum em pessoas que praticam atividades que exigem o uso repetitivo do joelho, como corrida, ciclismo, subir escadas ou agachamentos frequentes. Qual a fisiopatologia da dor da endometriose? Descreva brevemente. Na SDPF, a combinação de desalinhamento patelar, atrito excessivo, desgaste da cartilagem e inflamação resulta em um ciclo de dor e sensibilização. A dor na SDPF é, portanto, resultado de fatores estruturais (como a anatomia do joelho e o alinhamento), musculares (fraqueza e desequilíbrios) e neurológicos (sensibilização local e central), todos contribuindo para o agravamento da condição ao longo do tempo.