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A reprodução é essencial para caracterizar a vida, pois permite a perpetuação das espécies. Um
organismo é um ser vivo, capaz de interagir com o ambiente e se reproduzir, garantindo a continuidade
da espécie. A reprodução, seja sexuada ou assexuada, assegura que novas gerações surjam,
superando o envelhecimento natural dos indivíduos. Sem a reprodução, a espécie eventualmente
enfrentaria a extinção, já que não haveria novas gerações para manter a continuidade e adaptação ao
ambiente. Assim, a reprodução é fundamental para a sobrevivência e perpetuação das espécies.
A reprodução pode ser sexuada ou assexuada. A reprodução sexuada envolve fecundação, gerando variabilidade genética por
recombinação, que é a mistura de material genético durante a meiose ou fecundação, e mutação, que são mudanças espontâneas ou
induzidas no DNA. A reprodução assexuada ocorre sem gametas, com variabilidade apenas por mutações. A variabilidade genética é
importante para a adaptação das espécies a mudanças no ambiente, garantindo sua sobrevivência e perpetuação através da seleção natural.
A reprodução assexuada ocorre sem a
participação de gametas e, portanto,
não há troca ou recombinação
genética. Uma de suas principais
vantagens é a rapidez, já que um único
indivíduo pode se reproduzir sem a
necessidade de outro, gerando clones.
Isso é vantajoso em ambientes
estáveis ou para fins comerciais, onde
se busca uniformidade, como na
agricultura. No entanto, a
desvantagem é que, por serem clones,
todos os indivíduos têm a mesma
resposta genética. Assim, se uma
praga ou mudança ambiental afeta um,
ela tende a afetar toda a população.
ReproduçãoReprodução
Os seres vivos se reproduzem
Tipos de reprodução
Reprodução Assexuada ou AgâmicaReprodução Assexuada ou Agâmica
 Não ocorre formação de gametas e não há troca de material genético. 
 Gametas/Material genético???? 
 Vantagens e desvantagens da reprodução assexuada: 
É um processo rápido; um só indivíduo pode colonizar habitats de
condições semelhantes, sem a intervenção de um segundo indivíduo.
Desvantagens: sendo que os indivíduos são clones,
a diversidade dos mesmos é praticamente nula e,
assim, não favorece a evolução das espécies.
Exemplos de reprodução agâmicaExemplos de reprodução agâmica
Reprodução assexuada por bipartição
A divisão binária, onde uma célula se
divide em duas idênticas. Isso é comum
em bactérias e protozoários, como a
ameba, e é chamada de mitose clássica.
Em bactérias, o processo é conhecido
como fissão binária, sem a participação
de estruturas como o fuso acromático,
visto nas células eucarióticas.
Regeneração
Alguns organismos, como
planárias e estrelas-do-mar,
têm uma notável capacidade
de regeneração. Se uma
planária for cortada em
pedaços, ela pode regenerar
novas partes, desde que cada
pedaço tenha uma quantidade
suficiente de células-tronco.
As estrelas-do-mar também
regeneram suas partes, e
esse processo, quando não
bem compreendido, pode até
aumentar a população, como
foi observado por pescadores
que cortavam estrelas-do-mar
e as jogavam de volta ao mar.
Brotamento
No brotamento, pequenas cópias do organismo surgem e se destacam,
formando novos indivíduos. Isso é comum em esponjas do mar e hidras
(quinidários). Essas miniaturas são clones do organismo original, e esse
processo também é considerado um tipo de reprodução assexuada.
Esporulação
A esporulação é um processo onde
são formados esporos, que são
células haploides capazes de se
desenvolver em novos indivíduos
sem a necessidade de fecundação.
Esse tipo de reprodução é comum
em fungos e plantas, e os esporos,
ao germinar, formam organismos
geneticamente idênticos ao original.
Esquizogonia é um tipo de divisão celular múltipla que
ocorre no ciclo de vida do plasmódio, o protozoário
causador da malária. Nesse processo, várias divisões
do núcleo (cariocinésias) acontecem sem que haja
divisão do citoplasma (citocinésia) inicialmente.
Somente após as múltiplas divisões nucleares, os
citoplasmas são divididos simultaneamente, formando
vários novos plasmódios de uma vez só.
A reprodução sexuada envolve a troca e
recombinação de material genético, o que aumenta
a variabilidade genética através de mutações e
mistura de genes entre indivíduos. Essa
variabilidade é uma vantagem, pois permite
adaptações em ambientes em constante mudança.
No entanto, a reprodução sexuada é mais lenta que
a assexuada, pois requer a maturação dos
indivíduos, produção de gametas, e fecundação.
Apesar disso, é favorecida evolutivamente em
ambientes desafiadores, onde a falta de
diversidade genética pode ser prejudicial para
espécies que se reproduzem de forma clonal.
Os animais podem ser monóicos
os dois sexos no mesmo
indivíduo (hermafrodita), como
minhocas e tênias, com ambos
os sexos no mesmo indivíduo.
No caso da minhoca, ocorre a
fecundação cruzada entre dois
indivíduos, enquanto a tênia
consegue autofecundar-se.
Nos animais dióicos, como leões e
aves, há separação dos sexos, e
muitas vezes observa-se dimorfismo
sexual, com diferenças físicas entre
macho e fêmea. Por exemplo, nos
mamíferos, o macho geralmente é
maior, enquanto em aves e
invertebrados, a fêmea tende a ser
maior devido à presença de ovários.
A fecundação pode ser interna,
ocorrendo no corpo da fêmea,
com menor produção de
gametas, uma vez que a chance
de encontro é maior. Animais
com fecundação interna, como
mamíferos, geralmente têm
menos filhotes, mas investem
mais no cuidado parental. Já na
fecundação externa, os gametas
são liberados no ambiente, o que
requer a produção de grandes
quantidades devido à baixa
probabilidade de encontro.
Esquizogonia
Várias divisões no núcleo da célula, com posteriores divisões no citoplasma
O principal exemplo é o protozoário causador da malária (Plasmodium falciparum)
Reprodução Sexuada ou GâmicaReprodução Sexuada ou Gâmica
 Há troca de material genético ou a participação de gametas. 
 Vantagens e desvantagens da reprodução sexuada: 
Vantagens de proporcionar uma grande variabilidade
de características na descendência;
Desvantagens: é um processo lento, com um enorme
dispêndio de energia, tanto na formação dos gametas,
como nos processos que desencadeiam a fecundação.
Fecundação
Monoicos
Dioicos
Partenogênese
óvulo se desenvolve
sem ser fecundado
Ocorre em plantas,
animais vertebrados,
vermes e insetos
Em plantas ocorre a
partenorcarpia, como
na banana
É um processo de reprodução assexuada em que um
óvulo não fecundado desenvolve-se e origina um novo
indivíduo. Essa forma de reprodução é comum em
vermes, plantas, insetos, escorpiões e carrapatos,
muitas vezes resultando em populações compostas
apenas por fêmeas. Um exemplo conhecido é o
escorpião amarelo, que se reproduz por partenogênese,
assim como a maioria das espécies de carrapatos.
Nas abelhas, a partenogênese ocorre em um fenômeno
chamado heterogonia. Os óvulos não fecundados
desenvolvem-se em zangões, que são haploides (N), ou
seja, possuem metade do material genético da rainha. Já
os óvulos fecundados originam fêmeas diploides (2N), que
podem ser operárias estéreis ou rainhas férteis. A
diferença entre uma operária e uma rainha não está na
genética, mas na alimentação: larvas alimentadas com
geleia real tornam-se rainhas, enquanto as demais,
alimentadas apenas com mel e pólen, tornam-se operárias.
A pedomorfos é o fenômeno em que fases juvenis ou larvais de um organismo são capazes de se reproduzir.
Normalmente, espera-se que a reprodução ocorra em indivíduos adultos, mas, em casos de pedomorfose, a
reprodução ocorre em fases imaturas. Existem duas formas principais de pedomorfose: a pedogênese e a neotenia.
A pedogênese ocorre quando a larva se reproduz de forma assexuada. Um
exemplo clássico é o verme causador da esquistossomose, Schistosoma
mansoni. A larva desse verme, chamada de miracídio, penetra no
caramujo, onde se multiplica assexuadamente, originando milhares de
novas larvas chamadas cercárias, que saem do caramujo e infectam seres
humanos. Nesse processo, o caramujo serve como um hospedeiro
intermediário, abrigandoa fase de reprodução assexuada do parasita.
A neotenia ocorre quando a reprodução sexuada acontece em
indivíduos que permanecem em uma fase larval. Um exemplo é o
axolote uma espécie de salamandra aquática encontrada na Nicarágua.
O axolote nunca atinge a fase adulta terrestre típica dos anfíbios. Ele
permanece em sua forma larval durante toda a vida, mas ainda é capaz
de produzir gametas e se reproduzir sexuadamente, sem jamais
completar o ciclo de desenvolvimento para uma fase adulta madura.
A metagênese é a alternância de gerações em que há uma troca entre fases
sexuadas e assexuadas no ciclo de vida de um organismo. No caso das
águas-vivas, a fase sexuada é representada pela medusa, que produz gametas
e, após a fecundação, forma um zigoto. Esse zigoto se desenvolve em uma
larva que se fixa em um substrato, originando um pólipo, a fase assexuada.
O pólipo, por meio de estrobilização (divisões transversais), gera várias
novas medusas assexuadamente, como se cada parte do pólipo fosse
uma "taça" empilhada, que se desprende para formar novas águas-vivas.
Assim, há a alternância entre a fase assexuada (pólipo) e a fase sexuada
(medusa), um processo comum em águas-vivas e plantas terrestres.
Pedomorfose
Pedogênese
Neotenia
Desenvolvimento de óvulos em indivíduos
ainda na fase de larvas
Óvulos originam indivíduos por partenogênese
Ocorre em alguns insetos e vermes
Formação de gametas por meiose ainda no
estágio de larva com gônadas maduras)
Gametas são fecundados e originam zigotos
Ocorre em salamandras anfíbios)
Metagênese
Sistema Genital Masculino
Órgãos do sistema genital masculino
• Gônadas: Testículos.
• Bolsa escrotal ou escroto 
• Vias espermáticas: Epidídimos; Ductos
deferentes; Ductos ejaculatórios; Uretra; Pênis. 
• Glândulas associadas: Ampola (animais);
Vesículas seminais; Próstata; Glândulas bulbouret.
A gametogênese no sistema genital masculino é um processo complexo que envolve
várias etapas. Inicia-se com a multiplicação das células primordiais, que originam as
gônias. No caso masculino, essas são chamadas de estamatogônias. Após essa fase,
ocorre um período de crescimento e hipertrofia, onde as gônias se transformam em
espermátides primárias. A maturação se dá através da meiose, resultando na formação
de espermátocitos secundários, que posteriormente se transformam em espermátides.
As espermátides, que são células grandes, perdem parte do citoplasma e se compactam
para formar os espermatozoides, gametas masculinos capazes de fertilizar o óvulo.
Gametogênese
Testículos
• Dividido em lóbulos que abrigam os Túbulos
seminíferos → Túbulos retos → Rede testicular →
ductos eferentes → Epidídimo 
• Sede da espermatogênese 
• Célula de Leydig ou Intersticial: 
– Sensível à HCG no embrião e ao LH no adulto 
– Produz testosterona 
• No capilar: no embrião, diferenciação do
sistema genital masculino, já no adulto
características sexuais secundárias no macho,
bem como comportamento sexual. 
• Na célula de Sertoli: espermatogênese (meiose).
Célula de Sertoli • Sensível ao FSH → espermatogênese e
espermiogênese. 
• Formam a barreira hematotesticular: 
– Junções oclusivas: compartimentos
basal e adluminal. 
• fornecer suporte e controlar a nutrição
dos espermatozóides (sptz) em formação,
através da regulação da passagem dos
nutrientes trazidos pelo sangue. 
• Fagocitar e digerir, restos de citoplasma
que se desprende das espermátides. 
• Produz secreção fluída, que movimenta
os sptz para o túbulos retos, contendo
inibina que inibe a secreção de FSH.
Espermiogênese
Bolsa escrotal e condutos espermáticos
Escroto
• Abriga e protege os testículos 
• Resfriamento (de 4 a 7°C abaixo da temperatura
corporal) para que ocorra a espermatogênese,
em humanos e animais domésticos. 
Epidídimo
• Armazena e inicia a capacitação
do espermatozóide (sptz).
Ducto deferente
• Leva os sptz até o ducto
ejaculatórios na próstata
Ductos ejaculatórios
• Na próstata se fundem a uretra e
liberam o líquido da vesícula seminal
Uretra
• Função excretora (micção) 
• Reprodutora (emissão e ejaculação).
Glândulas acessórias
Vesículas seminais
• Ausentes no cão e no gato 
• Secreção de frutose, vitamina C,
potássio, citrato e antioxidadntes.
Prostaglandina F (contração uterina
facilitando a locomoção dos sptz).
Próstata
• Espermina (humanos), enzimas,
antiaglutinina espermática. Capacitação,
pH promovendo alcalinização
Glândulas bulbo-uretrais 
• Ausentes em cães 
• Lubrificação e limpeza pré-ejacuatória
Regulação neuroendócrina do Sistema Genital Masculino

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