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Fisiologia Humana Simplificada - Ensino Médio
Sistemas Digestório, Cardiovascular, Respiratório e Urinário.
Prof. Messias YazegyPerim.
Sistema Digestório
Sistema Digestório
Digestão e Absorção Enzimas digestivas
Digestão de Carboidratos
Absorção de Carboidratos
Os carboidratos ingeridos na alimentação podem
ser classificados em dois grupos principais:
polímeros de glicose (como amido e glicogênio) e
dissacarídeos (como maltose, sacarose e lactose).
 1. Digestão dos Carboidratos
 • O amido é o principal polímero de glicose
presente nos alimentos e sofre a ação das enzimas
amilases (entérica e pancreática), que o
transformam em maltose.
 • A maltose pode ser obtida do malte de cereais
(raramente) ou da hidrólise inicial do amido.
 • A sacarose vem do açúcar e das frutas,
enquanto a lactose vem do leite.
 • As enzimas maltase, sacarase e lactase,
presentes no suco entérico, quebram esses
dissacarídeos em monossacarídeos:
 • Maltose → duas moléculas de glicose
 • Sacarose → uma glicose e uma frutose
 • Lactose → uma glicose e uma galactose
 • A glicose e a galactose são estruturalmente
semelhantes, enquanto a frutose possui uma
estrutura química distinta.
 2. Absorção dos Carboidratos
 • A absorção ocorre no intestino delgado, onde
a presença de microvilosidades na borda em
escova aumenta a eficiência da absorção.
 • Os monossacarídeos são absorvidos pelas
células intestinais e transportados para o
sangue de diferentes formas:
Glicose e Galactose:
 • No ápice da célula intestinal, são absorvidas
junto com o sódio (transporte ativo secundário),
impulsionado pela bomba de sódio e potássio.
 • No domínio basolateral, ocorre a passagem
para o sangue por difusão facilitada.
 3. Destino da Glicose 
 no Organismo
 • Após a absorção, a
glicose é transportada
pelo sangue para
órgãos como o fígado
e os músculos, onde
será utilizada como
fonte de energia.
Frutose:
 • Como está sempre em
menor concentração na
célula intestinal, sua
absorção ocorre por
difusão facilitada no
ápice celular.
Digestão das Proteínas
A digestão das proteínas inicia-se com a
ação das proteases (ou endopeptidases),
que quebram as ligações internas da
proteína, transformando-a em peptídeos
menores. Entre essas enzimas,
destacam-se:
 • Pepsina (atua no estômago).
 • Tripsina e Quimiotripsina (presentes no
suco pancreático, atuam no duodeno).
No duodeno, ocorre a ação das
exopeptidases (também chamadas
simplesmente de peptidases), que atuam
nas extremidades dos peptídeos,
convertendo-os em aminoácidos livres.
Absorção das Proteínas
A absorção dos aminoácidos acontece
de maneira semelhante à da glicose:
 • No ápice da célula intestinal, são
absorvidos junto com o sódio (transporte
ativo secundário), impulsionado pela
bomba de sódio e potássio.
 • Na base da célula intestinal, passam
para o sangue.
Embora dipeptídeos e tripeptídeos
possam ser absorvidos em raros casos,
a forma predominante de absorção é na
forma de aminoácidos livres.
Absorção de vitaminas e sais minerais
As gorduras e o colesterol são dispersos
na água e sofrem a ação dos sais biliares,
que promovem a emulsificação. Esse
processo transforma grandes gotículas de
lipídios (“botonas”) em partículas
menores (“botins”), facilitando a digestão.
A bile atua como um detergente devido à
sua natureza anfipática, formando uma
mistura heterogênea que parece
homogênea, semelhante à maionese.
Após a emulsificação, as lipases (entérica
e pancreática) degradam os lipídios,
formando micelas, que liberam ácidos
graxos livres e colesterol.
A absorção dos lipídios ocorre por difusão
simples, já que os ácidos graxos e o glicerol
são anfipáticos e podem atravessar a
membrana sem transportadores. O colesterol
é absorvido por fagocitose. Dentro da célula
intestinal, os triglicerídeos e o colesterol são
reorganizados e formam quilomícrons, que
entram na circulação linfática e sanguínea.
No fígado, os quilomícrons são convertidos em LDL (lipoproteína
de baixa densidade) e HDL (lipoproteína de alta densidade):
 • LDL (mau colesterol): Transporta colesterol para os órgãos,
podendo acumular-se nas artérias e causar aterosclerose.
 • HDL (bom colesterol): Remove o colesterol dos tecidos,
incluindo placas de ateroma, reduzindo o risco de doenças
cardiovasculares, como infarto do miocárdio.
As vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) são absorvidas
junto com os lipídios. Um medicamento chamado Xenical
inibe a ação das enzimas lipases, impedindo a digestão e
absorção das gorduras, o que pode causar carência
dessas vitaminas a longo prazo. Por isso, seu uso deve
ser restrito a curtos períodos. O Enem já cobrou esse
tema quatro vezes, abordando o bloqueio da absorção de
vitaminas lipossolúveis como um risco de medicamentos
para emagrecimento.
Lactose e Intolerâncias:
Algumas pessoas perdem a enzima lactase, tornando-se incapazes de digerir a lactose. Como a lactose não é
absorvida, ela se acumula na luz intestinal, aumentando a pressão osmótica e provocando diarreia e cólicas.
Casos mais graves envolvem a galactosemia, em que o organismo absorve a lactose e a quebra em glicose e
galactose, mas não consegue metabolizar a galactose, que se acumula e pode causar catarata e problemas
neurológicos.
O leite é considerado um alimento nutritivo, mas pode ter potencial inflamatório para algumas pessoas,
especialmente aquelas com alergia às proteínas do leite, intolerância à lactose ou galactosemia. Algumas etnias
possuem maior capacidade de digerir a lactose do que outras.
As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas por
transporte imediato (difusão facilitada, transporte
passivo). Como o corpo sempre consome essas
vitaminas, sua absorção ocorre continuamente.
Destaque para a vitamina B12, que é absorvida no íleo e
depende do fator intrínseco, uma substância secretada
pelo estômago. A ausência desse fator impede a
absorção da B12, podendo levar à anemia perniciosa.
Pessoas que passam por cirurgia bariátrica
frequentemente precisam tomar suplementos de B12
porque a produção do fator intrínseco diminui.
A vitamina C é essencial para a absorção do ferro. O
leite, por conter substâncias que competem com a
absorção do ferro, deve ser evitado imediatamente antes
ou depois de consumir alimentos ricos em vitamina C.
Os sais minerais são absorvidos por transporte ativo,
principalmente no ápice das células intestinais. Já a
água é absorvida por osmose, acompanhando a
absorção de sais e carboidratos.
A vitamina A pode ser obtida na forma de pró-vitamina A
(betacaroteno), presente em vegetais como a cenoura.
No intestino, bactérias convertem o betacaroteno em
duas moléculas de vitamina A ativa.
A úvula, aquela pequena proposta
pendente no final do palato mole, atua
na deglutição e na prevenção da
entrada de alimentos nas vias
respiratórias. Já a faringe, que funciona
como uma passagem comum para o
sistema digestivo e infecções, contribui
para a condução dos alimentos até o
esôfago e do ar até a laringe.
Estrutura do dente de um mamífero
Os dentes dos mamíferos se implantam
no osso mandibular (inferior) ou
maxilar (superior) através da gengiva.
Eles não são anexos do osso, mas
estão presos a cavidades chamadas
alvéolos, por meio de fibras reticulares,
colágenos e especializações de
membrana (desmossomos).
Parte visível
acima da
gengiva.
Região de
transição
entre a coroa
e a raiz.
Parte inserida
na gengiva e
no osso.
 • Coroa anatômica: Acima do sulco gengival.
 • Coroa clínica: Inclui o colo e é a parte tratada pelos dentistas.
Camadas do Dente:
 • Esmalte: Camada externa da coroa
e do colo. Quanto mais denso, mais
branco o dente parece. Se for mais
translúcido, reflete a cor escura da
boca e pode parecer amarelado.
 • Dentina: Substância opaca e
densa que preenche o dente.
 • Polpa: Região interna contendo
nervos e tecido conjuntivo mucoso.
Na raiz, não há esmalte. A conexão
entre a gengiva e a raiz ocorre pelo
cemento, que recobre a dentina.
Os dentes possuem diferentes
quantidades de raízes:
 • Pré-molares: Geralmente duas raízes.
 • Molares: Três raízes.
 • Caninos e incisivos: Normalmentee o tecido conjuntivo na tônica
íntima das artérias. Esse acúmulo progressivo engrossa as paredes
arteriais, aumentando a pressão sanguínea e podendo obstruir
parcial ou totalmente o fluxo de sangue. A obstrução reduz o
suprimento de oxigênio (anóxia ou hipóxia), levando à morte celular.
A troponina é uma proteína encontrada nos sarcômeros musculares
do coração. Ela só é detectada no sangue quando ocorre a morte de
células cardíacas, pois essas células liberam suas proteínas na
corrente sanguínea. Assim, a presença de troponina no sangue é um
dos principais indicadores laboratoriais de infarto.
Neoangiogênese Cardíaca: O coração desenvolve novos vasos
sanguíneos (circulação colateral cardíaca), permitindo desviar o
fluxo sanguíneo das artérias parcialmente bloqueadas. Esse
mecanismo não está presente nos jovens, tornando o infarto mais
grave nessa faixa etária.
Ponte de Safena e Ponte de Mamária
Em casos graves, cria-se um desvio na circulação coronária com veias
safenas (perna) ou artérias mamárias, restaurando a irrigação do coração.
Embora o tecido muscular não se regenere, a cirurgia melhora a
circulação e previne complicações fatais.
Angioplastia com Colocação de Stent
Para obstruções parciais, um
cateterismo localiza o bloqueio e
insere um stent expansível.
Troca de fluido
no capilar
Volume de fluxo ▪↑ na pressão 
hidrostática capilar 
(Ex.: insuficiência 
cardíaca esq. – 
edema pulmonar)
▪↓ na concentração 
de ptns plasmáticas 
(Ex.: falência 
hepática)
▪↑ das ptns 
intersticiais 
(Ex.:inflamação)
Edema:
▪ Drenagem linfática 
inadequada Ex.: 
elefantíase
 ▪ Filtração excede a 
absorção:
Sistema linfático Funções:
1. Retorno de fluidos e proteínas filtrados para fora
dos capilares de volta ao sistema cardiovascular; 
2.Captação dos lipídeos absorvidos no intestino
delgado e transporte até o sistema cardiovascular; 
3.Captação e destruição de patógenos externos
Os vasos linfáticos são componentes essenciais da circulação
linfática e se originam em fundo cego, ou seja, não possuem um
circuito fechado como os vasos sanguíneos. Eles surgem no
tecido conjuntivo e correm paralelamente à circulação sanguínea.
Os vasos linfáticos apresentam dilatações em alguns pontos,
formando os linfonodos. Esses linfonodos são locais de proliferação
de células imunitárias e atuam como filtros para microorganismos e
outras substâncias indesejadas. Além dos linfonodos, outros órgãos
linfóides estão associados ao sistema linfático:
Baço: Responsável pela destruição de hemácias velhas e
armazenamento de sangue adicional, liberado em situações de
demanda aumentada, como durante o exercício físico.
Timo: Localizado à frente do coração, é o órgão de maturação dos
linfócitos T (TCD-4 e TCD-8), essenciais para a resposta imune.
Amígdalas: Situadas na garganta, funcionam como barreiras
iniciais contra patógenos presentes nos alimentos e no ar.
A linfa é um líquido semelhante ao plasma sanguíneo, contendo
glóbulos brancos, principalmente linfócitos. Diferentemente do
sangue, a linfa não apresenta glóbulos vermelhos, o que lhe
confere uma coloração translúcida, levemente amarelada.
Troca de Fluidos nos Capilares
Os capilares são responsáveis pela troca de fluidos
entre o sangue e os tecidos. Eles possuem uma
extremidade arterial (vinda das arteríolas) e uma
extremidade venosa (que converge para as vênulas).
Duas pressões regulam essa troca:
Pressão hidrostática: gerada pela pressão
arterial, empurra o fluido para fora do capilar.
Pressão coloidosmótica (oncótica): gerada
pela albumina, atrai a água de volta para o
capilar.
Na extremidade arterial, a pressão hidrostática (32
mmHg) é maior que a oncótica (25 mmHg),
causando extravasamento de fluidos para o tecido
conjuntivo. Já na extremidade venosa, a pressão
hidrostática diminui e a oncótica predomina, puxando
a água de volta para o capilar.
Contudo, as proteínas extravasadas não são
totalmente reabsorvidas pelos capilares. O sistema
linfático recupera essas proteínas e a água
associada, evitando o acúmulo de fluidos nos
tecidos.
▪
Funções do Sistema urinário.
1- Regulação do volume do fluido extracelular
2- Regulação da osmolaridade
3- Manutenção do equilíbrio iônico
4- Regulação homeostática do pH
5- Excreção de resíduos metabólicos e substâncias estranhas
6- Produção de hormônios: eritropoetina, renina e calcitriol
Excreção e Produtos do Catabolismo
Compostos Orgânicos para Inorgânicos: Glicose e
lipídeos são convertidos em CO2 e água.
Eliminação de CO2: Esse gás asfixiante precisa ser
eliminado pelo sistema respiratório, pois se liga à
hemoglobina mais facilmente que o oxigênio,
formando carbohemoglobina.
Excretas Nitrogenadas: Proteínas e ácidos nucleicos
contêm nitrogênio, eliminado na forma de amônia,
necessitando transformações químicas para excreção.
Origem das Excretas Nitrogenadas
As excretas nitrogenadas são produtos resultantes da
degradação de substâncias nitrogenadas, como:
Proteínas → liberam aminoácidos.
Ácidos nucleicos → liberam bases nitrogenadas.
Lipídeos específicos (ex.: bainha de mielina) e
vitaminas do complexo B também liberam
grupos NH2 ao serem degradados..
Tipos de Excretas Nitrogenadas
a) Amônia (NH3)
Excretada diretamente pelos peixes
ósseos (tanto de água doce quanto
salgada) e pela larva dos anfíbios
(girinos).
Altamente tóxica e solúvem em água.
Necessita de grande volume de água
para diluição, evitando intoxicação.
Organismos que excretam amônia
são chamados amonotélicos.
b) Ureia (CH4N2O)
Excretada por mamíferos, anfíbios
adultos e peixes cartilaginosos
(tubarões, arraias).
Formada pela combinação de CO2 e
duas moléculas de amônia.
Processo ocorre no fígado, através
do ciclo da ureia.
Menos tóxica que a amônia, requer
menos água para excreção.
Organismos que excretam ureia são
chamados ureotélicos.
c) Ácido ûrico (C5H4N4O3)
Excretado por aves, répteis, insetos, lesmas e caramujos terrestres.
Formado pela junção de duas a três moléculas de ureia com
carbonos provenientes da degradação de aminoácidos.
Pouco solúvem em água, sendo eliminado como cristais sólidos.
Permite grande economia de água.
Organismos que excretam ácido ûrico são chamados uricotélicos.
A conversão da amônia em ureia ocorre
no fígado e faz parte do ciclo da ureia.
Amônia: Mais tóxica, necessita de grande
quantidade de água para ser eliminada.
Ureia: Toxicidade intermediária, menor
perda de água na excreção.
Ácido ûrico: Menos tóxico, excretado em
forma sólida, minimizando a perda de água.
• Rins
–
–
Veia e artéria renais
Regiões cortical e medular
Sistema Urinário
• Vias urinárias
–
–
–
–
–
Cálices
Bacinetes
Ureteres
Bexiga 
Uretra
Noções anatômicas de rim humano
Anatomia Interna do Rim
Parânquima Renal: Constituição interna do rim.
Córtex Renal: Camada mais externa, contendo
estruturas filtrantes do sangue.
Medula Renal: Contém as pirâmides renais
(antigamente chamadas de Pirâmides de
Malpighi), onde ocorre a filtração da urina.
Circulação Renal:
Artéria Renal: Leva sangue arterial para o rim.
Veia Renal: Retira o sangue filtrado do rim e o
conduz à veia cava inferior.
Cálculos Renais (Nefrolitíase)
Formados por acúmulo de sais e minerais,
como sódio e ácido úrico.
Sintomas incluem dores intensas quando as
pedras obstruem o ureter.
Tratamento pode envolver dissolução natural,
intervenção cirúrgica (litotripsia) ou remoção
via sonda.
Evitar consumo excessivo de sódio, oxalato e
alguns ácidos pode prevenir sua formação.
Componentes
tubulares - Néfrons
Epitélio e Função Renal
O epitélio das vias urinárias é estratificado de
transição, com muitas camadas, e não realiza
absorção.
O epitélio renal, ao contrário, é simples,
permitindo trocas de substâncias.
No corpúsculo renal, o epitélio é simples
pavimentoso.
Nos túbulos renais, o epitélio é simples
cúbilo, permitindo reabsorção e excreção.
Estrutura Renal
Os rins possuem uma cápsula renal de tecido conjuntivo
denso, que impede sua deformação.
Internamente, os rins contêm néfrons, que são as unidades
filtradoras do sangue.
A veia cava inferior transporta o sangue filtrado parao corpo,
enquanto a artéria renal leva sangue aos rins para filtração.
Néfrons e sua Composição
Componente Vascular
(circulação sanguínea):
1.
A artéria renal se
ramifica até formar a
arteríola aferente.
A arteríola aferente entra
no glomérulo renal, uma
rede de capilares.
O sangue filtrado sai
pela arteríola eferente,
formando capilares peri-
tubulares, essenciais
para trocas de
substâncias.
O sangue venoso segue
para as vênulas renais,
depois para a veia renal
e, por fim, à veia cava
inferior.
2. Componente Tubular (formação da urina):
Cápsula de Bowman (ou cápsula do néfron): envolve o glomérulo e recebe o filtrado.
Túbulo contorcido proximal (TCP): primeira região tubular onde ocorre intensa reabsorção de substâncias importantes.
Alça de Henle: possui um ramo descendente e um ramo ascendente, influenciando na concentração da urina.
Túbulo contorcido distal (TCD): realiza ajustes finais na composição da urina antes do ducto coletor.
Ducto coletor: recebe a urina de vários néfrons e conduz até os ureteres
•
•
Néfrons
Justamedulares
–
Néfrons Corticais
–
Alça de Henle com 
maior comprimento
menor comprimento
Alça de Henle com 
Movimento de água e solutos no Néfron e Duto Coletor
Equilíbrio hídrico
e regulação do 
volume do FEC 
Mudanças na
pressão arterial e
na osmolaridade
desencadeiam os
reflexos do
equilíbrio hídrico.
Equilíbrio de Na+ e regulação de volume do FEC
Via Renina- Angiostensina -Aldosterona
A pressão arterial, a osmolaridade e os níveis
de K+ influenciam a secreção de aldosteronapossuem uma única raiz.
Cárie e Tratamento:
A cárie é causada por ácidos produzidos por bactérias, o
desgaste do esmalte do dente. Pode evoluir em três estágios:
 1. Cárie de pólvora: Apenas no esmalte, 
pode ser corrigida com escovação adequada.
 2. Dentina atingida: Necessário realizar uma restauração.
 3. Polpa atingida: Exige tratamento de canal, onde a polpa 
é removida e preenchida para evitar infecções.
Função dos Tipos de Dentes
Incisivos (4 superiores, 4 inferiores): Cortam
os alimentos.
Caninos (4 no total): Dilaceradores, usados
para rasgar alimentos, especialmente carne.
Pré-molares e molares: São os mastigadores,
responsáveis por triturar os alimentos.
Na mastigação, os alimentos são cortados
pelos incisivos, rasgados pelos caninos e
triturados pelos pré-molares e molares.Nº de dentes nos Animais
 • Oligodontia: Animais com poucos dentes, como
primatas (incluindo humanos), hipopótamos e a
maioria dos mamíferos. Esses dentes costumam ser
distintos, dividindo-se em incisivos, caninos, pré-
molares e molares, com funções de corte, dilaceração e
mastigação.
 • Anodontia: Animais que não possuem dentes.
Exemplos incluem ornitorrinco, equidna, tamanduás,
tatus e baleias de barbatana. Essa condição não é
exclusiva de mamíferos, pois algumas tartarugas
também são anodontes. • Poliodontia: Animais com
muitos dentes, geralmente
homodônticos, ou seja, com
dentes iguais e funções
similares. Esse grupo inclui
peixes carnívoros, a maioria
dos anfíbios, crocodilianos,
golfinhos e orcas
(odontocetos).
Implantação do Dente no Osso ou Cartilagem:
Homodontia
Heterodontia
Forma da dentição
“Para cada boca o seu bocado”
As múltiplas formas de heterodontia em mamíferos
 • Acrodonte: Dentes apenas colados ao
osso, sem aprofundamento. Presente em
condrictes (peixes cartilaginosos).
 • Pleurodonte: Implantação lateral dos
dentes, comum em anfíbios.
 • Tecodonte: Dentes completamente
implantados no osso, dentro de cavidades.
Presente na maioria dos répteis e em todos
os mamíferos, incluindo os humanos. As
aves não possuem dentes.
 • Heterodontia: Os dentes possuem diferentes
formas e funções, sendo divididos em: Incisivos,
Caninos e Pré-molares e molares
Esse tipo de dentição é característico de oligodontes.
 • Homodontia: Dentes com estrutura semelhante e
funções similares, comum entre poliodontes.
DIFIODONTIA (↑ Mamíferos)
POLIFIODONTIA
MONOFIODONTIA
Nº DE DENTIÇÕES
Estrutura do Trato Gastrintestinal (TGI) Paredes Gástrica e Entérica
 • Difiodontia: A maioria dos mamíferos tem
duas dentições:
|Dentição decídua (de leite): Coincide com a
fase de aleitamento, sendo mais clara e sem
pré-molares.
|Dentição permanente: Acrescenta pré-molares
e um terceiro molar (dente do siso), que pode
nascer entre os 15 e 18 anos ou não se formar
adequadamente.
 • Monofiodontia: Animais como os
odontocetos (ex.: orcas e golfinhos) possuem
apenas uma dentição ao longo da vida.
 • Polifiodontia: Dentes são constantemente
substituídos, como ocorre em crocodilos e
tubarões.
Áftas: Pequenas infecções na
mucosa oral, causadas por:
 • Refluxo gástrico, que lesiona
a faringe e o esôfago.
 • Mordidas cruzadas ou
traumas ao escovar os dentes.
O trato gastrointestinal é composto pelo esôfago, estômago e
intestino, sendo o tubo digestivo propriamente dito. O mesentério
é uma membrana serosa que une externamente as alças intestinais
e permite a chegada das artérias mesentéricas com sangue
oxigenado e a saída das veias mesentéricas com sangue venoso.
O esôfago é apenas um conduto
de passagem para o alimento,
onde ocorre a digestão do amido
até a chegada ao estômago,
onde é liberado o suco gástrico.
 1. Túnica mucosa:
 • Possui um epitélio cilíndrico, que pode ter microvilosidades
(no intestino delgado) ou não (no estômago e intestino grosso).
 • Contém glândulas que secretam suco gástrico no estômago e
suco entérico no intestino.
 • Abaixo do epitélio, há um tecido conjuntivo frouxo e uma
camada de tecido muscular, que varia ao longo do esôfago:
 • Início do esôfago → musculatura estriada esquelética.
 • Meio do esôfago → parte estriada esquelética e parte lisa.
 • Final do esôfago até o ânus → apenas musculatura lisa.
 4. Túnica serosa:
 • Formada por tecido conjuntivo
frouxo e tecido conjuntivo denso,
de onde se origina o mesentério. 3. Túnica muscular:
 • Composta por duas camadas musculares:
 • Circular interna → promove a contração do tubo digestivo.
 • Longitudinal externa → permite o movimento ao longo do
trato gastrointestinal.
 • No estômago, existe uma terceira camada muscular oblíqua
entre a circular interna e a longitudinal externa, aumentando a
força das contrações gástricas.
 2. Túnica submucosa:
 • Contém tecido conjuntivo
frouxo e pode apresentar
glândulas, principalmente no
intestino delgado.
O trato gastrointestinal é formado por túnicas (camadas de tecidos organizados):
Essas estruturas garantem a digestão
e a movimentação do alimento ao
longo do sistema digestório.
O pH varia ao longo do trato digestório:
 • Boca → Neutro
 • Estômago → Ácido
 • Intestino → Básico
O estômago digere 
proteínas através 
da enzima pepsina, 
uma protease que quebra peptídeos. A
pepsina é inicialmente secretada em sua
forma inativa, pepsinogênio, pois se fosse
ativa dentro da célula gástrica, digeriria
suas próprias proteínas. Quando em
contato com o HCl, o pepsinogênio se
converte na forma ativa, pepsina.
Essa variação de pH tem função:
 1. Especificidade enzimática – Diferentes
enzimas atuam em ambientes específicos.
 2. Ação bactericida – Cada pH elimina
determinadas bactérias, reduzindo a
contaminação alimentar.
Caso ocorra estase gástrica (paralisação
do alimento no estômago por tempo
excessivo), pode haver proliferação de
microrganismos, produção de toxinas e
sérias complicações, podendo levar à
morte em poucas horas.
O estômago é dividido em partes:
 • Cárdia – Boca do estômago, próxima ao coração.
 • Fundo – Região lateral, onde gases como CO₂ se acumulam.
 • Corpo – Principal região de armazenamento e digestão.
 • Antro – Início do funil que leva ao intestino.
 • Píloro – Região muscular que regula a passagem 
 do quimo para o duodeno.
Além da digestão proteica, o estômago possui:
 • Lipase gástrica – Atua sobre lipídios, mas de forma fraca.
 • Renina gástrica – Coagula o leite durante a fase de
lactação, mas tem pouca ou nenhuma função na fase adulta.
Gastrite e Úlceras
 • Gastrite é a inflamação da mucosa gástrica, podendo ser causada
por fatores psicológicos (gastrite nervosa) ou pela bactéria
Helicobacter pylori. O excesso de HCl e pepsina agride a mucosa,
causando dor intensa.
 • Se a lesão for superficial, é gastrite; se for profunda, formando
feridas na mucosa, é úlcera.
 • Quando a úlcera perfura a parede estomacal, é chamada de úlcera
perfurada, podendo espalhar gases pela cavidade abdominal.
Refluxo Gastroesofágico
O refluxo ocorre quando o suco
gástrico retorna ao esôfago, devido
ao relaxamento inadequado da
cárdia. Pode ser classificado como:
 • Refluxo baixo – Ácido gástrico
sobe apenas até a parte inferior do
esôfago.
 • Refluxo alto – O ácido atinge a
parte superior do esôfago e pode
até chegar à cavidade oral e nasal.
Intestino Delgado
Dividido em três partes:
 • Duodeno: Primeira porção, cerca de 12 dedos de comprimento. Principal local
da digestão, onde ocorrem reações com o suco entérico, suco pancreático e bile.
 • Jejuno: Nome vem do fato de estar vazio nos cadáveres analisados.
 • Íleo: Parte final, localizada dentro da bacia.
Bile e Fígado
 • O fígado produz a bile, que é armazenada na vesícula biliar.
 • O ducto hepático conduz a bile até o ducto cístico, que a
leva à vesícula biliar. Quando necessário, a bile é liberada
pelo ducto colédoco até o duodeno.
 • A bile contém sais biliares (emulsionam gorduras),
pigmentos biliares (bilirrubina e biliverdina, que derivam da
degradação da hemoglobina e dão a coloração verde à bile),
água e bicarbonato (neutralizam o pH ácido do estômago).
Suco Pancreático
Produzido pelo pâncreas e liberado no duodeno.• Contém água e bicarbonato (neutralizam a acidez do quimo).
 • Contém enzimas digestivas:
 • Proteases (tripsina e quimiotripsina) – digestão de proteínas.
 • Lipases – digestão de lipídios.
 • Nucleases – digestão de ácidos nucleicos.
 • Amilase pancreática – digestão de amido.
 • As enzimas são secretadas inativas para evitar a autodigestão celular.
Pancreatite: 
Inflamação do pâncreas causada pela
ativação precoce das enzimas pancreáticas
dentro do próprio órgão.
 • Ocorre por obstrução do ducto pancreático,
impedindo a liberação normal das enzimas.
 • Pode gerar destruição do tecido
pancreático e, em casos graves, comprometer
a função endócrina do pâncreas (produção de
hormônios como a insulina).
 • Pode ser tratada com drenagem e
administração de enzimas digestivas por
comprimidos.
Digestão e Absorção no Intestino
 • Duodeno: Principal local da digestão.
 • Jejuno e íleo: Absorção de nutrientes, água e sais minerais.
 • Intestino grosso: Absorção de água, sais minerais e
vitaminas, formação das fezes.
Esfíncter Anal
 • Interno: Musculatura lisa, involuntária.
 • Externo: Musculatura estriada, voluntária.
Permite controle da evacuação.
Hemorroidas
 • Inflamação da mucosa anal
e dilatação dos vasos
sanguíneos locais.
 • Associada à sensibilidade a
pimentas, não ao sexo anal.
O sistema digestório é regulado por três hormônios
principais: gastrina, secretina e colicistocinina (CCK).
 1. Gastrina:
 • Produzida no estômago
e liberada quando o
alimento chega ao órgão.
 • Estimula a produção do
suco gástrico e o envio do
quimo para o duodeno.
 2. Secretina:
 • Liberada pelo duodeno em
resposta à acidez do quimo.
 • Inibe a produção de gastrina
para evitar a secreção
excessiva de ácido.
 • Estimula o pâncreas a liberar
bicarbonato, que neutraliza a
acidez e torna o meio básico.
 3. Colicistocinina (CCK):
 • Liberada pelo duodeno em
resposta à presença de gorduras.
 • Estimula a liberação de bile pela
vesícula biliar e a liberação de
enzimas digestivas pelo pâncreas.
 • Assim como a secretina, inibe a
ação da gastrina, reduzindo a
motilidade gástrica e a sensação
de fome.
O sistema respiratório tem como função principal a
troca dos gases respiratórios, ou seja, a captação de
oxigênio (O₂) e a eliminação do dióxido de carbono
(CO₂). Além disso, ele também contribui para a
regulação do pH sanguíneo, uma vez que o CO₂ é um
óxido ácido e, ao se dissolver na água do organismo,
forma ácido carbônico (H₂CO₃), que se decompõe em
íons H⁺ e bicarbonato (HCO₃⁻). Isso significa que a
eliminação excessiva de CO₂ pode tornar o sangue
alcalino (alcalose), enquanto o acúmulo de CO₂ pode
levar à acidose, afetando a funcionalidade das
proteínas corporais.
Sistema Respiratório
O sistema respiratório também possui uma função
excretora, pois elimina o CO₂, que é um resíduo
metabólico do catabolismo celular. Embora o
sistema urinário seja o principal responsável pela
excreção de compostos nitrogenados como ureia,
amônia e ácido úrico, a eliminação do CO₂ ocorre
exclusivamente pelo sistema respiratório. Isso
acontece porque a degradação dos carboidratos e
lipídios gera principalmente CO₂ e água, enquanto
a degradação de proteínas libera também grupos
amina (NH₂), que se transformam em amônia (NH₃),
um composto extremamente tóxico.
A excreção de compostos nitrogenados varia entre os organismos:
 • Amonotélicos (excretam amônia diretamente): peixes ósseos e larvas de anfíbios.
 • Ureotélicos (excretam ureia, menos tóxica e solúvel em água): peixes cartilaginosos, mamíferos e anfíbios adultos.
 • Uricotélicos (excretam ácido úrico, altamente concentrado, economia de água): répteis, aves e mamíferos ovíparos.
Respiração Celular X
Respiração Externa 
•Respiração Externa:
•Ventilação: 
•inspiração e
expiração
•Trocas gasosas 
(difusão) entre 
pulmão e sangue
•Transporte dos gases
•Trocas gasosas entre 
o sangue e as células
•Oxidação da glicose 
que produz CO2, 
H2O e ATP
•Respiração Celular:
Constituintes do Sistema Respiratório Vias Aéreas: 
Sistema de Condução
Respiração Sistêmica (Externa ou Fisiológica)
Ventilação pulmonar (movimentos de inspiração e expiração);
Trocas gasosas entre pulmões e sangue (difusão de O₂ para o sangue e eliminação de CO₂);
Transporte de gases pelo sangue até os tecidos;
Trocas gasosas nos tecidos (O₂ entra nas células, CO₂ sai para o sangue).
A respiração sistêmica garante o
fornecimento de O₂ e a remoção de CO₂,
enquanto a respiração celular usa O₂ para
produzir ATP. O O₂ da respiração celular
vira água , e não CO₂, pois o CO₂ é gerado
no ciclo de Krebs, antes do consumo de O₂.
Sangue Arterial vs. Venoso
Sangue arterial (rico em O₂) → Vermelho vivo.
Sangue venoso (rico em CO₂) → Vermelho mais
escuro, representado didaticamente em azul.
O sistema respiratório é composto pelas vias aéreas e pelos pulmões. As vias aéreas são
responsáveis por conduzir o ar até os pulmões, enquanto os pulmões realizam as trocas gasosas.
Glote: Abertura para as
vias aéreas inferiores.
As vias aéreas começam na cavidade nasal , onde o ar entra pelo
nariz e é filtrado pelos pelos e pelo muco. A seguir, ou passe por:
Faringe (garganta): região compartilhada com sistema digestório.
Laringe : contém as cordas vocais e impede a entrada de
alimentos nas vias respiratórias.
Traqueia : tubo que conduz o ar para os pulmões.
Brônquios : ramificações da traqueia que entram nos pulmões.
Divisão das Vias Aéreas
Superiores : cavidade nasal e faringe.
Inferiores : laringe, traqueia e brônquios.
O nariz é dividido pelo septo nasal, que pode apresentar desvio,
dificultando a passagem do ar e causando deformações ósseas internas.
A cavidade nasal possui conchas nasais (ou cornetos nasais), que
aumentam a superfície de contato para filtração e umidificação do ar.
Problemas como cornetos nasais hipertrofiados podem prejudicar a
respiração, aumentar a resistência do ar e favorecer o ronco, que, além
de prejudicar o sono, pode contribuir para o aumento da pressão arterial.
Outro problema é a adenoide, que são crescimentos benignos da mucosa
que dificultam a passagem do ar, podendo também causar ronco.
As vias aéreas têm funções
importantes além de condução do ar,
como umidificação, aquecimento e
filtração . A umidificação favorece a
dissolução dos gases, facilitando
sua difusão para o sangue. O
aquecimento do ar é necessário para
compatibilizar a temperatura dos
gases com a ação da hemoglobina,
que atua de forma ideal a 36°C . Já a
filtração é feita pelas narinas e pelo
muco presente na cavidade nasal.
O diafragma, embora faça parte
do sistema muscular, é essencial
para a mecânica ventilatória,
pois regula o processo de
inspiração e expiração.
A faringe é um órgão complexo que faz parte tanto do sistema respiratório
quanto do sistema digestório. Popularmente conhecida como garganta, ela se
comunica com a boca na porção superior e, na porção inferior, com o esôfago
(sistema digestório) e com as vias aéreas inferiores (sistema respiratório).
A faringe está dividida em duas porções:
Nasofaringe ou Rinofaringe – Parte superior, ligada às vias aéreas superiores.1.
Orofaringe – Parte inferior, por onde passa o alimento, conectando-se às vias aéreas posteriores.2.
A epiglote é uma cartilagem elástica que fecha a glote durante a
deglutição, impedindo que alimentos e líquidos entrem no sistema
respiratório. Quando engolimos, a epiglote desce e se fecha,
direcionando o alimento para o esôfago. Quando não estamos
deglutindo, ela permanece aberta, permitindo a passagem do ar.
Se algo que deveria ser engolido for aspirado
para as vias respiratórias, ocorre um reflexo
de defesa chamado reflexo de tosse, que
ajuda a expelir a partícula. O espirro também
é um reflexo protetor, mas relacionado à
limpeza das vias aéreas superiores.Durante um afogamento, a pessoa não "bebe"
água, mas sim aspira a água para os pulmões. Isso
prejudica as trocas gasosas e pode levar à morte.
A faringite é uma inflamação ou infecção da faringe, causando
dor de garganta. Outra complicação comum ocorre quando
alimentos ou líquidos são aspiradospara os pulmões, pois
eles podem conter bactérias, resultando em broncopneumonia.Laringe e Função na Fonação
A laringe é uma estrutura cartilaginosa
localizada abaixo da glote. Nela estão as pregas
vocais, que não são cordas como as de um
violão, mas sim pregas. Existem duas pregas
superiores e duas inferiores, que se abrem e
fecham para formar o aparelho fonador junto
com a língua, a cavidade nasal e oral, além dos
pulmões. A vocalização ocorre durante a
expiração , pois falamos enquanto o ar sai dos
pulmões. Dessa forma, a laringe, em conjunto
com a respiração, é essencial para a fonação.
A laringite é um agravamento da laringe e, em geral, causa
menos dor que a faringite, pois por ela passa apenas o ar, não
alimentos. No entanto, a laringite pode ser mais prejudicial à
voz, pois pode provocar lesões graves nas pregações vocais.
Por isso, ao apresentar laringite, é necessário poupar a voz ao
máximo, evitando falar até mesmo um simples "bom dia".
Traqueia e Função Respiratória
A traqueia fica localizada abaixo da laringe e é responsável por
conduzir o ar até os brônquios, que levam o ar aos pulmões
direito e esquerdo. Ela possui anéis de cartilagem hialina em
formato semilunar, que evitam seu distúrbio, garantindo a
passagem eficiente do ar. Algumas síndromes genéticas raras
impedem a formação desses anéis, causando dificuldades
respiratórias graves, muitas vezes incompatíveis com a vida.
Além disso, a traqueia apresenta um epitélio ciliado , que
contém ajustes em sua extremidade apical. Esses itens fazem
parte do aparelho mucociliar , que transporta o muco com
impurezas para a laringe, permitindo sua deglutição e posterior
eliminação pelo sistema digestivo. Durante infecções virais,
como resfriados, a produção de muco aumenta, resultando em
maior acúmulo no trato respiratório.
Tabagismo e Seus Efeitos
O tabagismo afeta gravemente o sistema
respiratório. Após seis meses de tabagismo, os
modificados do epitélio da traqueia são
destruídos e substituídos por um tecido
estratificado, que não deveria estar ali. Esse
aspecto é chamado de metaplasia e resulta no
acúmulo de muco, alcatrão e substâncias
tóxicas, como a nicotina. O cigarro contém
mais de 60 compostos cancerígenos, sendo
que os órgãos mais afetados são a cavidade
oral, a nasal e todo o sistema respiratório.
Além disso, as substâncias do cigarro viajam
pelo sangue e podem afetar outros órgãos,
como o pâncreas , a bexiga , a próstata e até o
fígado. Pessoas com histórico de tabagismo
devem realizar exames periódicos nesses
órgãos. Caso o fumante abandone o cigarro,
após seis meses a metaplasia pode ser
revertida, e os cílios da traqueia voltam a
crescer. Durante esse período de recuperação,
o fluxo de ex-fumante pode aumentar
temporariamente, pois o corpo tenta expelir as
impurezas acumuladas.
Fumo de primeira geração: Quando uma
pessoa pratica o tabagismo diretamente.
Fumo de segunda geração (passivo):
Quando uma pessoa inala a fumaça do
cigarro de outra pessoa.
Fumo de terceira geração: Quando uma
pessoa inala se compôs impregnada no
ambiente onde houve fumantes.
Brônquios e suas Funções
Os brônquios são os condutos que levam ao
ar da traqueia aos pulmões. Diferente da
traqueia, eles possuem musculatura lisa
desenvolvida, permitindo dois processos:
Broncoconstrição: Quando os brônquios
fecham, diminui o fluxo de ar.
Broncodilatação: Quando os brônquios
se abrem, facilitando a passagem do ar.
Asma e Broncoconstrição
A asma (ou bronquite asmática) é caracterizada por uma
hipersensibilidade dos brônquios a estímulos ambientais, como
pólen, esporos de fungos, pelos de animais (principalmente
gatos) e penas de aves. Essa ocorrência provoca a liberação de
histamina, que leva à broncoconstrição, diminuindo
significativamente a passagem do ar para os pulmões.
•
•
•
Epitélio peseudo-estratificado ciliado, com células caliciformes 
Na cavidade nasal epitélio olfativo e presença de pelos. 
Vias aéreas: umidificam, aquecem e filtram o ar inspirado
Histologia Funcional das Vias Aéreas
Vias Aéreas e sua Histologia
Funcional
As vias aéreas possuem epitélio
pseudoestratificado ciliado, com
células caliciformes produtoras de
muco, que lubrifica as vias aéreas. Os
cílios móveis movimentam o muco em
direção à faringe. Na cavidade nasal,
os cílios são imóveis e há também o
epitélio olfatório. Essas estruturas têm
a função de umidificar, aquecer e
filtrar o ar respirado.
Pulmões e suas Estruturas
Os pulmões são órgãos responsáveis pela respiração e contêm
brônquios, bronquíolos e alvéolos. Os bronquíolos são ramificações
menores dos brônquios e conduzem o ar até os alvéolos, que são
estruturas esféricas essenciais para as trocas gasosas (hematose).
Essa forma esférica maximiza o aproveitamento de ar, favorecendo a
oxigenação e a remoção de CO2 do corpo.
Membrana Respiratória
A membrana respiratória inclui os
obstáculos que os gases enfrentam
para realizar a hematose, como a
membrana do capilar sanguíneo, a
membrana alveolar, a lâmina basal
de ambas e o interstício entre elas.
Divisão
Pulmões
Os pulmões são órgãos pares e possuem
lóbulos. O pulmão direito tem três lóbulos
(superior, médio e inferior), enquanto o
esquerdo tem apenas dois lóbulos devido à
presença do coração, que induz a formação
de uma incisura para acomodá-lo.Hematose Estrutura Alvéolos
Os alvéolos são revestidos por epitélio simples pavimentoso e contêm
tecido conjuntivo e vasos sanguíneos, onde ocorre a troca gasosa
entre o sangue e o ar inspirado. Também possuem macrófagos, que
removem partículas inadequadas, e células produtoras de surfactante.
Histologia Funcional dos Alvéolos e Parênquima Pulmonar
• Membrana respiratória epitélios simples pavimentosos→–
–
–
–
–
Membrana do epitéio alveolar,
preenchidas por líquido surfactante 
Membrana basal alveolar 
Espaço intersticial 
Membrana basal do endotélio 
Membrana das células endoteliais
Função do Surfactante Pulmonar
O surfactante é uma substância que reduz a tensão superficial da
água nos alvéolos, facilitando a passagem dos gases e evitando o
colabamento alveolar. Ele cria pequenos vãos entre as moléculas
de água, reduzindo o esforço necessário para a inspiração e
expiração. Sem ele, a respiração se tornaria extremamente difícil.
Desenvolvimento do Sistema Respiratório
O sistema respiratório é o último a se formar no
desenvolvimento embrionário, pois o feto respira
via placenta. O principal risco de bebês prematuros
é a falta de produção de surfactante, o que pode
levar à síndrome do desconforto respiratório agudo.
Leis dos Gases
Os gases movimentam-se
de áreas de alta pressão
para áreas de baixa
pressão. 
Se o volume de um
recipiente de gás muda, a
pressão do gás irá mudar
de modo inverso (Lei de
Boyle).
A pressão total de uma
mistura de gases é a soma
das pressões individuais
dos gases que a compõem
(Lei de Dalton).
A quantidade de um gás
que irá se dissolver em
um líquido é determinada
pela pressão parcial do
gás e pela solubilidade do
gás no líquido (Lei de
Henry).
Membranas de Proteção
O pulmão e o coração possuem
membranas protetoras distintas.
O coração é envolvido pelo
pericárdio, enquanto os pulmões
são revestidos pela pleura, que é
dividida em pleura direita e
pleura esquerda.
•
•
•
•
Ventilação pulmonar
• Movimentação do diafragma durante a inspiração e a expiração.
• O fluxo de ar se deve ao gradiente de pressão criado pelo bombeamento.
Ventilação Pulmonar em humanos
• Respiração basal (repouso): 12-20 ciclos/ min.
• Respiração forçada (exercício): 30-40 ciclos/ min.
– Inspiração: contração dos músculos diafragma (60-75% da mudança
no volume); intercostais externos e escalenos (25-40%)
– Expiração: processo passivo, relaxamento dos músculos inspiratórios
– Inspiração: contração dos músculos diafragma, intercostais
externos, escalenos e esternocleidomastóideos 
– Expiração: processo ativo, contração dos músculos intercostais
internos e músculos abdominais
Pressão Atmosférica e Altitude
Ao nível do mar, a pressão
atmosférica é de 1 ATM. Em
locais elevados, a coluna de ar
é menor, resultandoem menor
pressão. Essa diferença
influencia a oxigenação do
corpo e pode causar hipóxia
em grandes altitudes.
Conceito e Mecanismo
A ventilação pulmonar é o processo de inspiração e expiração, no qual os
principais músculos envolvidos são o diafragma e os intercostais. O diafragma
separa as cavidades torácica e abdominal e está presente em mamíferos e
crocodilianos. Os músculos intercostais, que unem as costelas, são divididos
em externos e internos.
Lei dos Fluidos e Pressão Intratorácica
Os gases se movem de regiões de alta pressão para baixa pressão. Durante a
inspiração, ocorre aumento do volume intratorácico, reduzindo sua pressão
abaixo da atmosférica e permitindo a entrada de ar. Na expiração, o volume
intratorácico diminui, aumentando a pressão e forçando a saída do ar.
Mecanismo Muscular
Na inspiração, o diafragma se contrai e abaixa, aumentando o diâmetro super-
inferior do tórax. Os intercostais externos expandem os diâmetros
anteroposterior e lateral-lateral. Durante a expiração, os intercostais externos e
o diafragma relaxam, diminuindo o volume torácico e elevando a pressão.
Pleura e Pressão Interpleural
A pleura é uma membrana serosa que reveste os
pulmões, formada por dois folhetos:
Visceral: interno, em contato com o pulmão.
Parietal: externo, em contato com as costelas.
Entre eles, existe o espaço interpleural, que
possui pressão negativa, facilitando a inspiração
ao reduzir o esforço necessário para a entrada de
ar nos pulmões.
Fisiologia do Mergulho e Riscos de Descompressão
Cada 10 metros de profundidade aumentam a pressão sobre o corpo em 1 atmosfera (ATM). Durante a descida,
a alta pressão dissolve mais gases no sangue. Na subida, se a descompressão não for gradual, os gases
dissolvidos podem formar bolhas dentro dos vasos sanguíneos, causando embolias e riscos graves como AVC
e tromboembolismo pulmonar. Por isso, a subida deve ser lenta, permitindo a liberação controlada dos gases.
Patologias Relacionadas
Pneumotórax: ocorre quando há rompimento da cavidade
torácica, igualando a pressão intratorácica com a
atmosférica, causando dificuldade respiratória.
Pleurite ou pleurisia: acúmulo de fluido na pleura,
alterando sua pressão negativa e dificultando a inspiração.
Efeito do COVID-19: a infecção pode gerar inflamação
pulmonar e tromboembolismo, aumentando a pressão
torácica, sobrecarregando a musculatura respiratória e
podendo levar à insuficiência respiratória.
inspiratórios
Os surfactantes e a tensão superficial
Os surfactantes são: 
lipoproteínas produzidas pelas células alveolares do tipo II que diminuem a tensão superficial
e, assim, impedem o colapso dos alvéolos e diminuem o esforço necessário para a inspiração.
Mudanças da pressão durante a ventilação em repouso
Pressão intrapelural: combinação da força que empurra a
caixa torácica para fora com a força que puxa os pulmões
para dentro cria uma pressão intrapelural (-3mmHg), que se
altera durante o ciclo respiratório.
Demanda energética durante a respiração•
• Cerca de 2-3% da energia corporal é utilizada na respiração em repouso. 
– Os principais fatores que determinam o gasto energético são: 
– Distensão dos pulmões na inspiração → Complacência pulmonar 
– Retorno dos pulmões na expiração → Elasticidade pulmonar 
– Resistência ao fluxo de ar → diâmetro das vias aéreas: R α Lη/ r 4
• Cerca de 90% da resistência das vias aéreas é atribuída à traquéia e aos brônquios,
estruturas rígidas cujo diâmetro não muda, porém o acúmulo de muco originado de infecções
e alergias pode aumentar a resistência. 
• Os bronquíolos contribuem pouco na resistência ao fluxo, porém seu diâmetro varia,
conforme controle do sistema nervoso autônomo parassimpático, hormônios e substâncias
parácrinas. – broncoconstrição ou broncodilatação
Transporte dos gases no sangue
Renovação do Ferro e Ferritina
A hemoglobina não é estável para sempre. O ferro do
grupo heme oxida com o tempo e precisa ser
substituído. Esse papel é feito pela ferritina, uma
proteína que armazena ferro e libera conforme
necessário para a renovação da hemoglobina.
Se a ferritina estiver baixa, pode ocorrer anemia, pois o
ferro não é reposto corretamente, mesmo que os níveis
de hemoglobina estejam normais.Curva de dissociação/saturação da HBO2
Transporte de Oxigênio:
O transporte de O2 no sangue ocorre
principalmente pela hemoglobina (98,5%) e uma
pequena parte dissolvida no plasma (1,5%).
A hemoglobina é uma proteína quaternária
composta por quatro cadeias proteicas e quatro
grupos heme, que contêm ferro.
O ferro se liga ao O2, formando a
oxiemoglobina. Essa ligação é instável e
depende da pressão de O2 no sangue.
A curva de dissociação/saturação da oxiemoglobina
(HbO₂) descreve a relação entre a pressão parcial de
oxigênio (PO₂) e a saturação da hemoglobina com
oxigênio. Essa curva reflete as propriedades da
hemoglobina (Hb) e sua afinidade pelo O₂.
Saturação da Hemoglobina: Indica a porcentagem
de sítios de ligação da Hb ocupados pelo O₂.
Quando todas as moléculas de Hb estão ligadas ao
O₂, a saturação é de 100%.
P50 - Indicador da Afinidade da Hb pelo O₂:
P50 é a PO₂ na qual a Hb está 50% saturada.
P50 maior indica menor afinidade da Hb pelo O₂,
exigindo mais O₂ para atingir 50% de saturação.
P50 menor indica maior afinidade, permitindo
que a Hb se ligue ao O₂ mais facilmente.
Curva Sigmoide (Forma em "S"):
Devido à cooperatividade da Hb, a ligação de
uma molécula de O₂ aumenta a afinidade pelos
próximos.
Em altas PO₂ (como nos pulmões, ~100 mmHg),
a saturação da Hb se mantém elevada (~97-
100%).
Em baixas PO₂ (como nos tecidos, ~20-40
mmHg), pequenas mudanças na PO₂ causam
grandes variações na saturação, facilitando a
liberação de O₂.
As trocas gasosas seguem um ciclo contínuo baseado
nas diferenças de pressão parcial de O₂ (PO₂):
Nos pulmões → O ar inspirado contém O₂ (~100
mmHg nos alvéolos). O sangue venoso chega com
~40 mmHg de PO₂, permitindo a difusão do O₂ para
o sangue.
1.
Transporte pelo sangue arterial → O sangue
oxigenado sai dos pulmões com ~100 mmHg de
PO₂ e viaja até os tecidos.
2.
Trocas nos tecidos → Nos tecidos, onde a PO₂ é
de 20 a 40 mmHg, o O₂ sai do sangue para as
células, que o utilizam na respiração celular.
3.
Retorno do sangue venoso → Após a troca, o
sangue retorna aos pulmões com ~40 mmHg de
PO₂, pronto para ser reoxigenado.
4.
Transporte do O₂
Dissolvido no plasma: 1,5%
Pigmento respiratório (98,5%):
Hemoglobina (Hb) + O₂ → Oxiemoglobina (HbO₂)
A hemoglobina pode ligar de 1 a 4 moléculas de
oxigênio: Hb(O₂)₁-₄
Conteúdo total de O₂ no sangue = Quantidade dissolvida
no plasma + Quantidade ligada à hemoglobina
Exemplo: 3 mL/L (dissolvido) + 197 mL/L (ligado à Hb) =
200 mL/L de sangue
Hemoglobina: Estrutura e Função
A hemoglobina é uma proteína quaternária, ou seja,
formada por quatro cadeias proteicas (duas alfa e duas
beta). Cada uma dessas cadeias contém um grupo
heme, que é responsável por se ligar ao oxigênio.
Ela também é uma proteína conjugada, pois além dos
aminoácidos, contém esse grupo heme ligado ao ferro.
O ferro no grupo heme é o que permite o transporte de
oxigênio no sangue. Hemoglobina fica dentro dos
glóbulos vermelhos.
Renovação do Ferro e Ferritina
Mioglobina:
A mioglobina é uma proteína presente nos
músculos, semelhante à hemoglobina, mas com
uma única cadeia proteica e um grupo heme.
Sua função é armazenar oxigênio para uso nos
músculos.
A curva de dissociação da mioglobina é
hiperbólica, indicando que ela tem uma maior
afinidade pelo O2 do que a hemoglobina,
principalmente em baixas pressões de oxigênio.
A mioglobina auxilia no suprimento de oxigênio
para os músculos durante o esforço físico.
Comparação das curvas de dissociação da
Hb e de outros pigmentos respiratórios
Hemoglobina Fetal vs. Materna:
A hemoglobina fetal tem maior afinidade pelo
oxigênio do que a hemoglobina materna.
Isso é essencial para o feto, pois ele não
respira ar e obtém oxigênio do sangue materno.
A curva de dissociação da hemoglobina fetal
mostra maior captação de O2 em pressões
menores comparada à hemoglobinamaterna.
Durante a gestacão, o oxigênio se transfere do
sangue da mãe para o feto devido à maior
afinidade da hemoglobina fetal pelo O2.
Importância da dissociação da Hemoglobina:
A hemoglobina libera oxigênio nos tecidos porque sua ligação
com o O2 é instável e sensível à pressão parcial do gás.
Essa liberação é essencial para garantir que o oxigênio chegue
às células, especialmente nos tecidos musculares, onde a
mioglobina armazena O2 para uso durante atividades intensas.
Efeito do pH na Afinidade pelo Oxigênio (Efeito Bohr)
A afinidade da hemoglobina pelo oxigênio varia com
o pH do meio:
pH mais alcalino (próximo aos pulmões, ~7,6):
Maior afinidade pelo O₂ → A hemoglobina
captura oxigênio nos pulmões.
pH mais ácido (próximo aos tecidos, ~7,2):
Menor afinidade pelo O₂ → A hemoglobina
libera oxigênio nos tecidos.
Isso ocorre porque o CO₂ reage com a água do
sangue, formando ácido carbônico (H₂CO₃), que se
dissocia em H⁺ e íon bicarbonato (HCO₃⁻). O aumento
de H⁺ torna o meio mais ácido, reduzindo a afinidade
da hemoglobina pelo oxigênio e favorecendo sua
liberação para os tecidos.
Efeito da Pressão Parcial de CO₂ 
Nos pulmões, onde há menos CO₂, a hemoglobina
tem alta afinidade pelo O₂ e se liga fortemente a ele.
Nos tecidos, onde há muito CO₂, a hemoglobina
perde afinidade pelo O₂ e o libera para os músculos.
Isso acontece porque a hemoglobina tem maior
afinidade pelo CO₂ do que pelo O₂.
Efeito da Temperatura
Temperaturas mais baixas (nos pulmões -
ventilação): Hemoglobina tem maior
afinidade pelo O₂.
Temperaturas mais altas (nos músculos -
atividade metabólica): Hemoglobina tem
menor afinidade e libera O₂ para os tecidos.
1. Transporte do Oxigênio (O₂)
O oxigênio é transportado de duas formas no sangue:
1,5% dissolvido no plasma sanguíneo
98,5% ligado à hemoglobina (Hb), formando oxiemoglobina (HbO₂)
2. Transporte do Dióxido de Carbono (CO₂)
O CO₂ é um resíduo da respiração celular,
produzido quando as células quebram
nutrientes (glicose, lipídios, aminoácidos)
para obter energia. Uma vez produzido, o
CO₂ precisa ser transportado para os
pulmões para ser eliminado. Esse
transporte ocorre de três formas:
7% dissolvido diretamente no plasma1.
23% ligado à hemoglobina, formando
carboemoglobina (HbCO₂)
2.
70% convertido em bicarbonato
(HCO₃⁻) dentro das hemácias
3.
2.1 Formação do Bicarbonato e Papel da Anidrase Carbônica
A maior parte do CO₂ (70%) entra nas hemácias, onde encontra a
enzima anidrase carbônica, que catalisa a seguinte reação:
CO₂ + H₂O → H₂CO₃ (ácido carbônico) → H⁺ + HCO₃⁻ (bicarbonato)
O H⁺ (próton) se liga à hemoglobina, formando hemoglobina
protonada (HHb), que atua como tampão para manter o pH do
sangue estável.
O HCO₃⁻ (bicarbonato) é removido da hemácia e trocado por
um íon Cl⁻ (cloreto) do plasma, para manter o equilíbrio
elétrico dentro da célula. Esse processo é chamado de
“deslocamento do cloreto”.
Se o bicarbonato ficasse dentro da hemácia, poderia se
recombinar com H⁺, formando novamente ácido carbônico e,
depois, CO₂. Isso aumentaria a quantidade de CO₂ livre, o que
seria prejudicial, pois ele poderia se ligar ainda mais à
hemoglobina, dificultando a chegada do oxigênio aos tecidos.3. Trocas Gasosas: Tecidos x Pulmões
3.1 Nos Tecidos (Entrada do CO₂ no Sangue)
O CO₂, gerado pela respiração celular,
difunde-se para os capilares porque sua
concentração nos tecidos é maior do que
no sangue.
7% do CO₂ permanece dissolvido no
plasma.
93% entra nas hemácias:
23% se liga à hemoglobina (Hb),
formando carboemoglobina (HbCO₂).
70% é convertido em bicarbonato
(HCO₃⁻) pela ação da anidrase
carbônica.
O bicarbonato é transportado no plasma
e o H⁺ se liga à hemoglobina, impedindo
a acidificação do sangue.
3.2 Nos Pulmões (Saída do CO₂ do Sangue para ser Expirado)
Nos alvéolos pulmonares, a pressão de CO₂ é menor do que
no sangue, o que faz com que ele se mova para os pulmões.
O CO₂ dissolvido no plasma difunde-se diretamente para os
alvéolos.
A carboemoglobina (HbCO₂) libera CO₂, permitindo que a
hemoglobina fique livre para se ligar ao oxigênio.
O bicarbonato (HCO₃⁻) volta para dentro das hemácias e
troca de lugar com o íon cloreto (processo reverso do
deslocamento do cloreto).
A anidrase carbônica catalisa a reação inversa:
 HCO₃⁻ + H⁺ → H₂CO₃ → CO₂ + H₂O
 O CO₂ formado difunde-se para os alvéolos e é expirado.
A hemoglobina livre pode então se ligar ao oxigênio,
formando oxiemoglobina (HbO₂), e o ciclo se reinicia.
4. Equilíbrio Ácido-Base e o Papel do Bicarbonato
O bicarbonato atua como um tampão, ajudando a
regular o pH do sangue.
Se há muito H⁺ (meio ácido), ele se combina
com bicarbonato, reduzindo a acidez.
Se há pouco H⁺ (meio alcalino), o ácido
carbônico se dissocia, liberando H⁺.
Se o bicarbonato se acumular em excesso, pode
levar à alcalose metabólica (pH sanguíneo muito
alto). Se houver acúmulo de H⁺ sem
tamponamento adequado, ocorre acidose
metabólica (pH sanguíneo muito baixo).
Acidose e Alcalose Respiratória
Acidose Respiratória1.
Ocorre quando há um aumento da pressão de
CO₂ no sangue.
Isso pode acontecer, por exemplo, em situações
de baixa ventilação pulmonar (hipoventilação).
Para compensar essa acidose, o organismo
aumenta a eliminação de CO₂ pelos pulmões e
também pode haver compensação renal.
Alcalose Respiratória2.
Ocorre quando há uma diminuição da pressão
de CO₂ no sangue.
Isso pode acontecer quando respiramos muito
rápido e profundamente por um longo período,
como ao soprar balões repetidamente.
A eliminação excessiva de CO₂ faz com que o
pH do sangue suba, tornando-o mais alcalino.
Essa alcalinização excessiva pode dificultar a
liberação de oxigênio para os tecidos.
Acidose e Alcalose Metabólica
Os fenômenos metabólicos estão relacionados ao
bicarbonato (HCO₃⁻), que é uma base conjugada ao ácido
carbônico (H₂CO₃). Diferente dos fenômenos
respiratórios, que envolvem diretamente o CO₂, os
fenômenos metabólicos estão mais ligados às atividades
celulares e processos digestivos.
Acidose Metabólica1.
Ocorre quando há uma perda excessiva de
bicarbonato ou um aumento na produção de
ácidos no organismo.
Um exemplo é quando temos diarreias intensas. O
intestino é um ambiente alcalino e contém muito
bicarbonato. Durante episódios de diarreia,
perdemos bicarbonato, o que faz com que o
sangue fique mais ácido.
Para compensar, o organismo tenta reduzir essa
acidez através da respiração, eliminando mais CO₂.
Alcalose Metabólica2.
Ocorre quando há um aumento na concentração
de bicarbonato no sangue.
Um exemplo prático é a "lombeira" que sentimos
após o almoço. Durante a digestão, o estômago
produz ácido clorídrico (HCl) para quebrar os
alimentos. Esse HCl é produzido a partir da
conversão de CO₂ em ácido carbônico, que se
dissocia em H⁺ e HCO₃⁻. O H⁺ vai para o suco
gástrico, e o bicarbonato vai para o sangue,
tornando-o mais alcalino.
Para equilibrar, a respiração se torna mais lenta e
profunda, ajudando a reter CO₂ e corrigir o pH.
Padrões de ligação da 
Hemoglobina aos gases 
respiratórios
Hb-CO, muito
estável, tóxico
Hb-CO2, estável
Oxi-hemoglobina
Carbo-hemoglobina
Carboxi-hemoglobina
Hb-O2, menos estável
Diferentes Formas de Ligação da Hemoglobina
Oxiemoglobina (HbO₂): Hemoglobina ligada ao
oxigênio. É a forma menos estável, o que facilita a
liberação de O₂ para os tecidos.
Carbohemoglobina (HbCO₂): Hemoglobina ligada ao
CO₂. É mais estável, mas não pode ser formada em
excesso para evitar problemas na oxigenação.
Carboxiemoglobina (HbCO): Hemoglobina ligada ao
monóxido de carbono (CO). É extremamente estável e
tóxica, impedindo o transporte de oxigênio.
Toxicidade do Monóxido de Carbono (CO)
O monóxido de carbono é produzido pela
combustão parcial de matéria orgânica (como
lareiras, escapamentos de carros e incêndios).
Ele se liga fortemente à hemoglobina,
formando carboxiemoglobina, que impede o
transporte de oxigênio no sangue e pode levar
à morte por asfixia.
O professor cita o caso de incêndios em locais
fechados, como a Boate Kiss, onde a inalação
de fumaça liberou grandes quantidades de
CO, resultando na mortede muitas pessoas
por asfixia. Como o CO se liga fortemente à
hemoglobina, o tratamento envolve a
administração de oxigênio puro para deslocar
o CO e restaurar a função da hemoglobina.
Intoxicação por Cianeto no Incêndio da Boate Kiss
Além do monóxido de carbono, a combustão da
espuma acústica no incêndio da Boate Kiss
também liberou cianeto (CN⁻), um gás altamente
tóxico. Diferente do CO, que afeta a transporte de
oxigênio no sangue, o cianeto inibe a respiração
celular nas mitocôndrias. Ele bloqueia a cadeia
transportadora de elétrons, impedindo a célula de
produzir energia (ATP), o que leva à morte celular.
Os sintomas da intoxicação por cianeto demoram
mais para aparecer do que os do monóxido de
carbono, por isso, muitas vítimas do incêndio
continuaram em estado crítico por semanas. O
tratamento inclui a administração de oxigênio puro
e substâncias que removem o cianeto das
mitocôndrias.
1. TRANSPORTE: gases (O2 e CO2 ), nutrientes,
resíduos (excretas), calor, hormônios, anticorpos; 
2. REGULAÇÃO: do pH dos líquidos corporais, da
temperatura, do conteúdo hídrico das células; 
3. PROTEÇÃO: coagulação sanguínea (plaquetas);
defesa pelos glóbulos brancos
Funções do sistema cardiovascular:
O coração tem um ritmo de bombeamento próprio, gerado por células cardíacas especializadas.
Seu funcionamento é mecânico, pois ele bombeia sangue por meio de contrações musculares.
Também é elétrico, contrações são controladas por impulsos elétricos gerados pelo próprio coração.
Estrutura do coração
Coração Anatomia funcional interna
1. Localização do Coração
Ele está situado na divisa entre
o tórax e o abdômen.
A base do coração (parte
superior) é onde se conectam
os grandes vasos sanguíneos.
O ápice do coração (parte
inferior e pontuda) está
levemente inclinado para a
esquerda. Isso dá a falsa
impressão de que o coração
está mais à esquerda do corpo.
O coração é envolvido por uma membrana chamada pericárdio.
O pericárdio é uma membrana de origem mesodérmica e tem
função protetora. Ele possui duas camadas:
Folheto visceral: camada interna, que está em contato
direto com o coração.
Folheto parietal: camada externa, que reveste o folheto
visceral e, na parte inferior, se liga ao diafragma (músculo
responsável pela respiração).
Entre essas camadas existe um espaço chamado espaço
interpericárdico, que normalmente não contém líquidos.
O pericárdio desempenha
funções essenciais para o
funcionamento do coração:
Evita o desgaste do
coração por atrito, já que o
órgão está em constante
contração.
Oferece isolamento elétrico,
garantindo que os impulsos
elétricos do coração não
sejam afetados por outros
órgãos.
Inflamação do pericárdio,
pericardite.
Em alguns casos, a
inflamação provoca o
acúmulo de líquido no
espaço interpericárdico.
Dificulta a contração do
coração, prejudicando o
bombeamento sanguíneo
e podendo levar a
complicações sérias.
O coração possui quatro cavidades:
Dois átrios (superiores)
Dois ventrículos (inferiores)
Nos átrios existem pequenas
projeções internas chamadas
aurículas". 
O coração possui três camadas
principais:
Epicárdio:1.
Camada mais externa.
Está em contato com o
folheto visceral do pericárdio
(a membrana que envolve o
coração).
Miocárdio:2.
É a camada muscular do
coração.
Responsável pelas
contrações que bombeiam o
sangue.
Inflamação do miocárdio =
miocardite.
Endocárdio:3.
Camada mais interna.
Reveste o interior do coração
e entra em contato direto
com o sangue.
Inflamação do endocárdio =
endocardite.
O coração é dividido de duas formas:
✔ Longitudinalmente → Dividido pelo septo interatrial (entre os átrios) e pelo septo interventricular (ventrículos).
✔ Transversalmente → Dividido pelo septo atrioventricular, que separa os átrios dos ventrículos.
Válvulas Atrioventriculares (entre átrios e ventrículos)
Válvula mitral (ou bicúspide) → Fica do lado
esquerdo, entre o átrio esquerdo e o ventrículo
esquerdo.
Tem duas partes móveis (bico ou "cúspides").
Seu formato fechado lembra a mitra usada por
bispos, daí o nome "mitral".
Válvula tricúspide → Fica do lado direito, entre o
átrio direito e o ventrículo direito.
Possui três partes móveis.
Ambas as válvulas se conectam ao músculo cardíaco
por estruturas chamadas músculos papilares, que
controlam sua abertura e fechamento.
Válvulas Semilunares (entre os ventrículos e as artérias)
Elas regulam a saída do sangue do coração para as artérias.
Válvula pulmonar → Controla a passagem do sangue do
ventrículo direito para a artéria pulmonar.
Válvula aórtica → Controla a passagem do sangue do
ventrículo esquerdo para a artéria aorta.
Essas válvulas têm três abas (ou "bolsos") e são chamadas
semilunares porque lembram meias-luas.
As válvulas garantem que o sangue flua em uma única direção, impedindo refluxo.
Veias: São vasos aferentes, ou seja,
transportam sangue de volta ao coração.
Artérias: São vasos eferentes, que
transportam sangue para fora do
coração em direção aos órgãos. Elas
partem dos ventrículos.
O Caminho do Sangue no Coração
O coração tem quatro câmaras:
Átrio direito – recebe sangue venoso das veias cavas.1.
Ventrículo direito – bombeia esse sangue para a artéria pulmonar.2.
Átrio esquerdo – recebe o sangue arterial das veias pulmonares.3.
Ventrículo esquerdo – bombeia o sangue arterial para a artéria aorta, que distribui para o corpo.4.
O sangue passa por válvulas que impedem o refluxo:
Entre átrio direito e ventrículo direito → válvula tricúspide.
Entre ventrículo direito e artéria pulmonar → válvula pulmonar.
Entre átrio esquerdo e ventrículo esquerdo → válvula bicúspide ou mitral.
Entre ventrículo esquerdo e aorta → válvula aórtica.
Circulação Pulmonar e Sistêmica
Pequena circulação (Circulação Pulmonar)
O ventrículo direito bombeia sangue venoso
para os pulmões pela artéria pulmonar.
No pulmão ocorre a hematose (troca gasosa),
onde o sangue libera gás carbônico e recebe
oxigênio, tornando-se sangue arterial.
O sangue oxigenado retorna ao coração pelo
átrio esquerdo, através das veias pulmonares.
Grande circulação (Circulação Sistêmica)
O ventrículo esquerdo bombeia sangue
arterial para todo o corpo pela artéria aorta.
Nos tecidos, o sangue entrega oxigênio e
recolhe gás carbônico, tornando-se sangue
venoso.
O sangue venoso retorna ao coração pelo
átrio direito, fechando o ciclo.
No circuito sistêmico, as artérias
transportam sangue arterial e as
veias, sangue venoso.
No circuito pulmonar, ocorre o
inverso: a artéria pulmonar
transporta sangue venoso,
enquanto as veias pulmonares
transportam sangue arterial.
Estrutura do Coração e Pressão Sanguínea
As câmaras do coração têm diferentes
espessuras porque exercem pressões diferentes:
Os átrios têm paredes finas, pois apenas
enviam sangue aos ventrículos.
O ventrículo direito é mais espesso que os
átrios, mas menos espesso que o ventrículo
esquerdo, pois bombeia sangue para os
pulmões (trajeto curto e de baixa pressão).
O ventrículo esquerdo tem a parede mais
espessa, pois bombeia sangue para todo o
corpo, necessitando de maior força e pressão.
A pressão arterial tem valores normais de 120
mmHg (sistólica) / 80 mmHg (diastólica) na
circulação sistêmica. Já na circulação pulmonar,
a pressão é muito menor (cerca de 30/10 mmHg),
para evitar o edema pulmonar (acúmulo de
líquido nos pulmões).
Adaptação à Vida Terrestre
A circulação dupla e separada foi essencial para a conquista
do ambiente terrestre, pois evita o acúmulo de líquidos nos
pulmões. Em grandes altitudes, a pressão atmosférica reduzida
pode causar edema pulmonar, por isso alpinistas usam
medicamentos como a dexametasona para prevenir esse
problema.
1. Sístole e Diástole
Sístole: é a contração da câmara cardíaca, reduzindo
seu volume e aumentando sua pressão. Isso faz com
que o sangue seja impulsionado para outra região.
Diástole: é o relaxamento da câmara cardíaca,
aumentando seu volume e diminuindo sua pressão. Isso
permite que a câmara receba sangue de outra região.
A sístole e a diástole podem ser atriais (envolvendo os
átrios) ou ventriculares (envolvendo os ventrículos).
2. O Caminhodo Sangue no Coração
O coração tem duas metades, uma
direita e outra esquerda, que
trabalham separadamente:
Átrios (câmaras superiores)
recebem o sangue das veias.
Ventrículos (câmaras inferiores)
bombeiam o sangue para as
artérias.
O lado direito do coração recebe sangue
venoso das veias cavas e o bombeia para
os pulmões através da artéria pulmonar.
O lado esquerdo do coração recebe
sangue arterial dos pulmões e o bombeia
para o resto do corpo através da aorta.
O sangue do lado direito não se mistura
com o do lado esquerdo.
O médico usa o estetoscópio
para auscultar (escutar com
amplificação) os sons do
coração.
Válvulas Cardíacas 
•
• Semilunares:
Atrio-ventriculares (AV):
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Tricúspide
Mitral ou bicúspide
Fechadas durante a 
aos 
papilares 
cordas 
sístole ventricular
Associadas 
músculos 
pelas 
tendíneas.
Aórtica 
Pulmonar
Abertas durante a 
sístole ventricular
Não 
aos 
papilares.
são associadas 
músculos 
Três cúspides em 
forma de bolso.
A circulação funciona assim:
O átrio direito recebe sangue venoso (pobre
em oxigênio) das veias cavas.
1.
O átrio esquerdo recebe sangue arterial (rico
em oxigênio) das veias pulmonares.
2.
Quando os átrios entram em sístole, eles
empurram o sangue para os ventrículos
através das válvulas atrioventriculares:
3.
Sangue venoso: do átrio direito para o
ventrículo direito.
Sangue arterial: do átrio esquerdo para o
ventrículo esquerdo.
Quando os ventrículos estão em diástole, eles
recebem esse sangue.
4.
Quando os ventrículos entram em sístole, eles
bombeiam o sangue para fora do coração:
5.
O ventrículo direito envia o sangue venoso
para os pulmões pela artéria pulmonar.
O ventrículo esquerdo envia o sangue
arterial para o corpo pela artéria aorta.
Nesse momento, as válvulas
atrioventriculares (tricúspide e mitral) se
fecham, enquanto as válvulas semilunares
(pulmonar e aórtica) se abrem, permitindo a
saída do sangue.
6.
Quando os ventrículos relaxam (diástole
ventricular), as válvulas semilunares se
fecham para evitar refluxo e as válvulas
atrioventriculares se abrem para receber novo
sangue dos átrios.
7.
3. Alternância Entre Sístoles e Diástoles
Quando os átrios estão em sístole, os
ventrículos estão em diástole, e vice-versa.
O sangue nunca se mistura entre os lados
direito e esquerdo do coração.
4. Válvulas Cardíacas e Sopro Cardíaco
As válvulas controlam o fluxo do sangue e evitam refluxo.
O sopro cardíaco ocorre quando há fechamento
inadequado das válvulas, geralmente da válvula mitral.
Dependendo da gravidade, o sopro pode ser inofensivo
ou exigir cirurgia para substituir a válvula afetada.
A. Sístole Ventricular e Diástole Atrial
Quando os ventrículos estão em sístole, eles se
contraem e impulsionam o sangue para as artérias.
Nesse momento, as válvulas semilunares (aórtica e
pulmonar) estão abertas, permitindo a saída do
sangue para a aorta (lado esquerdo) e a artéria
pulmonar (lado direito).
Ao mesmo tempo, as válvulas atrioventriculares
(tricúspide e bicúspide/mitral) estão fechadas,
impedindo que o sangue volte para os átrios.
B. Sístole Atrial e Diástole Ventricular
Quando os átrios estão em sístole, eles empurram o
sangue para os ventrículos.
Nesse momento, as válvulas atrioventriculares
(tricúspide e bicúspide) estão abertas, permitindo a
passagem do sangue dos átrios para os ventrículos.
Enquanto isso, as válvulas semilunares (aórtica e
pulmonar) estão fechadas, impedindo que o sangue
volte das artérias para o coração.
Fibras musculares cardíacas
Estrutura do disco intercalar: A:
Zônula de aderência ancoram à
membrana filamentos de actina
terminais. B: Desmossomos, unir as
células durante os ciclos de
contração. C: junções comunicantes
permitem a passagem de íons.
Sistema de Condução
do Coração (células
auto-rítmicas)
Nódulo Sino-Atrial (SA) (marca passo) ⇒ Vias inter-
nodais ⇒ Nódulo Átrio-Ventricular (AV) ⇒ Feixe de
His ⇒ Fibras de Purkinjie
Ramificadas e podem conter um ou dois núcleos.
É estriado, apresenta estrias transversais
formadas pela sobreposição das miofibrilas
(actina e miosina).
Possui sarcômeros, que são responsáveis pela
contração, e uma grande quantidade de
mitocôndrias, energia para manter o
funcionamento contínuo do coração. 
Não se regenera, qualquer dano ao coração, pode
comprometer sua função de forma permanente.
O Papel do Disco Intercalar
Quando uma célula muscular cardíaca
encontra outra, existe uma estrutura
chamada disco intercalar, que
desempenha funções essenciais para
o funcionamento do coração. Ele
contém dois tipos de junções:
Junções de adesão (desmossomos): Mantêm as células unidas
e evitam que se descolem durante as contrações do coração.
Junções comunicantes (gap junctions ou nexus): Permitem a
passagem de corrente elétrica (íons) de uma célula para outra
de forma extremamente rápida.
Isso faz com que o tecido cardíaco funcione como um sincício
funcional, ou seja, um conjunto de células que age como uma
única célula grande, garantindo que as contrações ocorram de
forma sincronizada.
O coração é autorítmico, ou seja, gera e conduz seus
próprios impulsos elétricos sem depender do cérebro,
embora receba influência do sistema nervoso central
pelo nervo vago.
Principais Estruturas do
Sistema de Condução Cardíaco
Nódulo Sinoatrial (SA) – O marcapasso
natural do coração, localizado no átrio
direito, inicia os impulsos elétricos.
1.
Nódulo Atrioventricular (AV) – Atua
como um segundo ponto de controle,
conduzindo os impulsos para os
ventrículos.
2.
Feixe de His e Fibras de Purkinje –
Distribuem os impulsos para os
ventrículos, garantindo contrações
sincronizadas.
3.
Se essas estruturas perderem
sincronia, surgem arritmias cardíacas,
que podem ser corrigidas com
marcapassos artificiais.
Eletricidade e
Contração Cardíaca
O coração funciona como um sistema
eletromecânico, onde a eletricidade
gera as contrações e vice-versa.
A fibrilação ocorre quando o coração perde a
capacidade de se contrair corretamente,
podendo ser revertida com um desfibrilador
(choque elétrico).A massagem cardíaca mantém a circulação
sanguínea temporariamente até que um tratamento
adequado seja aplicado.
O soco precordial pode, em alguns casos, estimular
mecanicamente o coração a retomar sua função.
Sistêmica
Veias Cavas
Átrio Direito
Ventrículo
Esquerdo 
Aorta
Corpo 
Mecanismos de bombeamento
•
•
•
•
•
Contrações rítmicas do coração 
Retração elástica – artérias
Contrações peristálticas – vasos 
Compressão – vasos – movimento
 Papel principal - coração
Bombeamento eficiente
Circulação
Pulmonar e
Sistêmica 
Pulmonar
Ventrículo Direito
Artérias 
pulmonares
Átrio Esquerdo
Veias pulmonares 
Pulmões 
Outras estruturas que auxiliam no bombeamento:
Retração elástica das artérias: Quando o ventrículo
esquerdo bombeia sangue em alta pressão para a
aorta, esta se expande e, em seguida, se contrai,
impulsionando o sangue adiante.
Contrações peristálticas dos vasos: As veias e
artérias apresentam ondas de contração que
ajudam a empurrar o sangue.
Compressão dos vasos sanguíneos: Especialmente
nas veias, a contração da musculatura esquelética
auxilia o retorno venoso ao coração, funcionando
como um "segundo coração".
O Retorno Venoso
O sangue arterial é distribuído pelo corpo através das
artérias e, ao atingir os capilares, ocorre a troca de
gases e nutrientes.
O sangue retorna ao coração através das veias cavas.
Curiosamente, para cada artéria, existem
aproximadamente duas veias, o que faz com que a
maior parte do sangue no organismo seja venoso.
Como o sangue venoso tem baixa pressão, o retorno
ao coração ocorre por meio de:
Contração dos vasos
Contração muscular
Presença de válvulas 
nas veias, que evitam refluxo
 Nutrição do Miocárdio
Apesar de o coração estar constantemente cheio de
sangue, suas células não são nutridas diretamente pelo
sangue dentro dos átrios e ventrículos. A nutrição do
miocárdio ocorre através das artérias coronárias, que se
originam da aorta e irrigam o músculo cardíaco. O sangue
venoso resultante é drenado pelas veias coronárias e
retornaao coração.
Sistema Porta
Diferente do trajeto convencional, o Sistema Porta
envolve um segundo leito capilar antes de retornar
ao coração. O sangue passa por um órgão
intermediário antes de seguir para a veia cava. Esse
sistema ocorre em diferentes partes do corpo,
sendo os principais exemplos:
1. Sistema Porta Hepático
No sistema digestório, o sangue arterial irriga o intestino
através da artéria mesentérica, permitindo a absorção de
nutrientes. No entanto, ao invés de seguir diretamente
para a veia cava, esse sangue rico em nutrientes e
toxinas é coletado pela veia porta hepática, que leva o
sangue ao fígado. No fígado, ocorre:
Metabolização de nutrientes
Destoxificação de substâncias nocivas
Produção de bile e outras funções essenciais
Após passar pelo fígado, o sangue segue para a veia
hepática, que então se conecta à veia cava inferior,
retornando ao coração.
O fígado recebe duas fontes de sangue:
Veia porta hepática: sangue venoso rico em
nutrientes, mas pobre em oxigênio, vindo do
sistema digestório.
1.
Artéria hepática: sangue arterial rico em oxigênio,
oriundo da aorta.
2.
O sangue que sai do fígado é exclusivamente venoso
e segue pela veia hepática até a veia cava inferior.
Estrutura dos Vasos Sangüíneos 
Artérias
As artérias são vasos eferentes, ou seja,
transportam o sangue do coração para os
órgãos. Elas possuem alta pressão, pois
recebem sangue diretamente dos ventrículos
do coração. Na circulação sistêmica,
transportam sangue arterial (rico em oxigênio),
enquanto na circulação pulmonar carregam
sangue venoso (pobre em oxigênio). As
artérias também apresentam ramificações,
como a aorta e as artérias pulmonares, que se
dividem em arteríolas antes de alcançar os
capilares.
Estrutura
Compostas por três camadas:
Túnica Íntima: Constituída por endotélio
(epitélio simples pavimentoso) e tecido
conjuntivo frouxo.
1.
Túnica Média: Rica em fibras elásticas e
musculatura lisa, permitindo a expansão e
contração conforme a pressão sanguínea.
2.
Túnica Adventícia: Camada mais externa,
formada por tecido conjuntivo denso,
conferindo resistência estrutural.
3.
A túnica média é espessa, garantindo que as
artérias não colabem quando vazias. Além
disso, o fluxo sanguíneo nas artérias é pulsátil,
acompanhando as sístoles e diástoles do
coração.
Veias
As veias são vasos aferentes, ou
seja, transportam o sangue dos
órgãos de volta ao coração.
Diferentemente das artérias, operam
sob baixa pressão e contêm válvulas
para evitar o refluxo sanguíneo. As
veias pulmonares transportam
sangue arterial, enquanto as veias
sistêmicas carregam sangue venoso.
Estrutura
As veias possuem três camadas:
Túnica Íntima: Contém endotélio e
tecido conjuntivo frouxo.
1.
Túnica Média: Menos desenvolvida
do que nas artérias, contendo menos
fibras musculares.
2.
Túnica Adventícia: Maior que a das
artérias, conferindo suporte estrutural.
3.
A luz das veias é maior do que a das
artérias, permitindo maior volume
sanguíneo. Em casos de lesão, as veias
tendem a colabar, facilitando a
cicatrização.
Diferenças entre Artérias e Veias
Pressão: Artérias operam sob alta pressão; veias, sob baixa pressão.1.
Parede Vascular: Artérias têm paredes mais espessas e elásticas;
veias são mais delgadas e colabáveis.
2.
Fluxo Sanguíneo: O sangue arterial é bombeado em pulsos,
enquanto o sangue venoso flui de forma contínua.
3.
Presença de Válvulas: As veias possuem válvulas para evitar refluxo,
enquanto as artérias não necessitam dessas estruturas.
4.
Cor do Sangue: O sangue arterial é mais claro devido ao alto teor de
oxigênio, enquanto o venoso é mais escuro.
5.
Arteríolas, Vênulas e Capilares
Arteríolas: Pequenos vasos que
conectam as artérias aos capilares,
controlando o fluxo sanguíneo por
meio de vasoconstrição e
vasodilatação.
Vênulas: Coletam sangue dos
capilares e o direcionam para as
veias.
Capilares: Formados por endotélio
simples, são responsáveis pelas
trocas gasosas e de nutrientes entre
o sangue e os tecidos. São os vasos
mais finos do sistema circulatório.
Passagem do Sangue entre os Vasos
O sangue percorre um caminho contínuo dentro do sistema
circulatório. Inicialmente, é bombeado pelo coração para as
artérias, que se ramificam em arteríolas e posteriormente em
capilares. Nos capilares, ocorrem as trocas gasosas e de
nutrientes. Após essa etapa, o sangue desoxigenado segue
para as vênulas, que se unem formando veias maiores,
culminando na chegada do sangue ao coração pelas veias
cavas. Esse fluxo contínuo é regulado por gradientes de pressão
e pela presença de válvulas venosas.
Varizes: Causas e Tratamentos
Varizes são veias que perderam elasticidade,
tornando-se tortuosas e irregulares. Isso pode levar ao
extravasamento de sangue e formação de
hematomas. Qualquer vaso sanguíneo azul e
protuberante na pele pode ser considerado uma variz.
Casos leves de varizes podem ser tratados com
aplicações de substâncias necrosantes, que destroem
o vaso e redirecionam o fluxo sanguíneo. Quando as
varizes são mais graves, pode ser necessária uma
cirurgia para removê-las.
A remoção das varizes não afeta a circulação, pois o corpo possui
uma quantidade maior de veias do que artérias. Normalmente,
existe uma relação de duas veias para cada artéria, permitindo a
retirada de algumas veias sem prejuízo significativo.
Porém, após a remoção de varizes, a pressão nas veias
remanescentes pode aumentar, favorecendo o surgimento
de novas varizes. A perda de elasticidade das paredes
venosas pode piorar, tornando o problema recorrente.
As válvulas e a direção do fluxo sanguíneo
O retorno venoso para o coração é auxiliado pela existência
de válvulas ao longo de algumas veias, pela musculatura
esquelética (bombas de músculo esquelético) e pelos
movimentos inspiratórios (bombas respiratórias)
O Papel das Válvulas nas Veias
As veias dos membros inferiores possuem válvulas que
regulam o fluxo sanguíneo, semelhantes às válvulas
semilunares do coração, mas menos robustas.
Essas válvulas impedem o refluxo sanguíneo, fechando-se
no sentido descendente e abrindo-se no sentido
ascendente.
Como as veias operam sob baixa pressão, o retorno do
sangue ao coração ocorre com o auxílio da contração da
musculatura esquelética.
O Funcionamento da Bomba Esquelética
Quando a musculatura dos membros inferiores se contrai
durante o movimento, ela comprime as veias, aumentando
a pressão dentro delas.
Essa pressão empurra o sangue para cima, e as válvulas
evitam que ele retorne.
Esse mecanismo auxilia na circulação e é fundamental para
vencer a gravidade, que dificulta o retorno venoso.
A pressão arterial é a força exercida
pelo sangue contra as paredes das
artérias.
Pressão Sistólica (máxima):
Representa a pressão exercida
durante a sístole ventricular,
quando o coração ejeta o sangue
para as artérias. Em indivíduos
saudáveis, esse valor gira em
torno de 120 mmHg.
Pressão Diastólica (mínima):
Ocorre durante a diástole
ventricular, quando o ventrículo
relaxa e o sangue continua a fluir
devido à elasticidade das artérias.
O valor normal é
aproximadamente 80 mmHg.
O valor 120/80 mmHg é
frequentemente simplificado para 12
por 8, pois a medição pode ser feita
também em centímetros de mercúrio.
Valores Normais e Alterados da Pressão Arterial
Normal: 120/80 mmHg
Hipotensão: Abaixo de 90/60 mmHg
Hipertensão: Acima de 140/90 mmHg
Hipertensão leve: 140-159 / 90-99 mmHg
Hipertensão moderada: 160-179 / 100-109 mmHg
Hipertensão grave: Acima de 180/110 mmHg
A hipotensão pode causar tontura e desmaios, enquanto
a hipertensão é mais perigosa a longo prazo, pois pode
levar a complicações como AVC e insuficiência cardíaca.
Um aneurisma é uma fragilidade na parede de um vaso
sanguíneo, podendo ocorrer tanto em artérias quanto em
veias. Essa fragilidade causa um afinamento brusco da
parede do vaso, tornando-a mais fina e suscetível à
ruptura. Quando a pressão sanguínea aumenta, essa
área enfraquecida pode se romper, resultando
em um acidente vascular.
A principal causa do infarto é a formação de placas de ateroma,
que se acumulam entre o endotélio

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