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EDUCAÇÃO FINANCEIRA 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Palminor de Paula Bueno Sobrinho 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Prevenção e proteção 
Na vida, aparecem situações já esperadas, porém outras, não. São 
consideradas as principais fases da vida a infância: a adolescência; a fase 
adulta; e a velhice. No decorrer da caminhada, muitos eventos ocorrem, alguns 
bons e outros ruins. É evidente que os bons são sempre bem-aceitos e 
desejados, e os ruins não recebem o mesmo tratamento. Iremos tratar da 
prevenção e da proteção a essas situações ruins e dos preparativos para a fase 
da vida tão almejada por todos os trabalhadores: a aposentadoria. 
E ninguém melhor que você mesmo(a) para saber o que é bom para si. 
Aqui, veremos os seguintes itens: 
• riscos a que estamos expostos; 
• medidas de proteção e prevenção de riscos; 
• cuidados na contratação de seguros; 
• importância do planejamento da aposentadoria, quem precisa se 
preocupar e quando começar a se preocupar com ela; e 
• opções financeiras para a aposentadoria. 
Esperamos que, ao final, você seja capaz de: 
• praticar boas ações de prevenção aos riscos aos quais somos expostos 
diariamente, como dirigir com cuidado, fechar portas e janelas ao sair de 
casa, dentre outras; 
• considerar vários aspectos da vida ao planejar sua aposentadoria e 
preparar-se para o que fará antes de se aposentar – para manter a 
qualidade de vida atual e futura, você precisa estar sempre atento(a) às 
coisas que faz; 
• fazer simulações de planos de previdência e procurar variar o valor com 
que pretende contribuir, verificando as melhores condições para suprir as 
necessidades de hoje e do futuro; 
• começar imediatamente o seu plano de aposentadoria, pesquisar planos 
de previdência complementares, escolher a melhor opção e contratá-la o 
quanto antes; e 
 
 
3 
• avaliar vantagens e desvantagens de adquirir um plano autoadministrado 
de aposentadoria. 
TEMA 1 – RISCOS A QUE ESTAMOS EXPOSTOS 
A casualidade da vida nos faz enfrentar não só situações agradáveis, mas 
também alguns inconvenientes que temos obrigação de administrar. Entre as 
situações agradáveis, algumas podem ser repentinas, como um prêmio num 
sorteio de alguma loteria federal. Outro exemplo dessas situações é um convite 
para assumir uma vaga de emprego ou, ainda, no próprio emprego, a notícia do 
recebimento de uma oportunidade para assumir nova função em que o salário 
percebido aumentará. Já entre os acontecimentos inconvenientes, podemos ter 
problemas de saúde, ser vítimas de um acidente, de um sinistro de veículo, de 
uma demissão; ou, ainda, virmos a falecer. 
Podemos definir risco como um acontecimento incerto ou de data incerta, 
que independe da nossa precisão. Há três modos diversos de administrar os 
riscos: 
1. Nada fazer. 
2. Constituir uma poupança para usar em situações eventuais. 
3. Adquirir um seguro. 
Como qualquer um dos três modos implica uma consequência, cabe a nós 
mesmos decidirmos o que é mais viável para a nossa situação. O primeiro modo, 
nada fazer, diz respeito a não tomar atitude nenhuma. Nesse caso, estamos 
assumindo os riscos de algo ocorrer inesperadamente e, sem dúvida, caso 
ocorra, isso implicará provável perturbação a nossa estabilidade financeira. Caso 
nada ocorra, esse é o modo de escolha de menor despesa financeira, 
evidentemente. Por outro lado, o fato de não podermos prever o futuro contempla 
que a ocorrência de fatos inesperados seja mais frequente do que imaginamos. 
O segundo modo, constituir uma poupança para situações eventuais, tem 
riscos menores que o modo anterior, mas exige muito mais disciplina para 
praticá-lo. Nesse caso, decidimos formar uma reserva para podermos enfrentar 
situações inesperadas. Para que essa alternativa transcorra bem, é 
imprescindível que três situações aconteçam: 
1. Evitar cair no ímpeto de recorrer aos recursos para consumo. 
 
 
4 
2. Torcer para que nada ocorra na fase em que acontecer a formação da 
poupança. 
3. Se acontecer alguma eventualidade, que ela não tenha um custo maior 
que o valor poupado para essas intercorrências. 
O terceiro modo, a contratação de um seguro, é uma escolha que deve 
ser aplicada especificamente a alguns imprevistos, como no seguro de vida, no 
seguro residencial, no seguro do automóvel, entre outros. 
TEMA 2 – MEDIDAS DE PROTEÇÃO E PREVENÇÃO DE RISCOS 
Não somos completamente impotentes diante das variadas situações que 
a vida nos oferece; só não temos o controle total sobre elas. Embora não 
tenhamos como saber se algo vai acontecer ou quando vai acontecer – por 
exemplo, se o nosso veículo será roubado ou se adoeceremos –, é certo que 
temos condições de encontrar alternativas para diminuir essas probabilidades ou 
os danos de uma ocorrência de algo eventual. Podemos lidar com isso mediante 
algumas atitudes, como se seguem. 
• Adoção de medidas de redução de riscos: agir de forma preventiva, ou 
minimizando riscos, consiste na adoção de atitudes que previnam, 
impeçam ou tornem difíceis as ocorrências de eventos adversos. 
Admitindo que você possua um carro, quais as precauções que poderia 
tomar para diminuir a possibilidade de que ele seja furtado? Evitar parar 
em locais ermos e instalar equipamentos que proporcionem maior 
proteção contra roubos e furtos são alguns exemplos de ações nesse 
sentido. Quais as medidas que poderíamos tomar para evitar nosso 
adoecimento? Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, 
manter as vacinas atualizadas são alguns exemplos disso. O que 
podemos fazer para evitar problemas com o cartão de crédito? Nunca 
emprestá-lo a outrem, conservá-lo em local seguro, jamais divulgar a 
senha do cartão a outra pessoa, realizar operações financeiras apenas no 
computador de uso pessoal, não esquecendo de instalar antivírus e 
atualizá-lo com frequência. 
• Contratação de seguros: o seguro é outra maneira de se preparar para as 
adversidades da vida. Seguro é um contrato no qual uma das partes, por 
meio da cobrança de um prêmio, indeniza a outra pela ocorrência de 
 
 
5 
certos eventos ou por qualquer dano previsto nos termos do contrato. A 
seguradora e o segurado são obrigados a manter, na apólice do seguro, 
a mais estrita boa-fé e a verdade sobre o segurado e as declarações. 
A seguir, relacionamos os elementos de um contrato de seguro. 
• Risco: evento acidental. 
• Segurado: pessoa física ou jurídica que contrata o seguro em seu 
benefício ou de terceiros. 
• Segurador: trata-se da instituição encarregada dos pagamentos de 
indenizações. 
• Prêmio: é o pagamento que o segurado faz ao segurador, ou seja, é o 
custo do seguro. 
• Indenização: é o pagamento de danos resultantes dos sinistros cobertos. 
A seguir, relacionamos alguns motivos para a contratação de um seguro. 
• Obter proteção pessoal e familiar. 
• Manter bens. 
• Conseguir atingir um estado de despreocupação. 
• Evitar perder mais do que seu orçamento pode pagar. 
• Impedir ou controlar adversidades. 
• Integrar as ações de diminuição de riscos. 
Os principais tipos de seguros são os que se seguem. 
• Seguro de vida: destina-se aos indivíduos que estão preocupados com 
seu próprio bem-estar e bem-estar familiar. Como resultado, esse tipo de 
seguro pode incluir coberturas e serviços que ajudarão seus beneficiários 
em situações difíceis, fornecendo-lhes apoio financeiro em caso de morte, 
doença ou invalidez do segurado. Portanto, um bom plano de seguro de 
vida deve permitir que os clientes adaptem-no posteriormente, 
adicionando proteções que atendam melhor às suas necessidades e aos 
entes queridos. 
• Seguro residencial: o objetivo do seguro residencial é fornecer mais 
segurança ao lar do cliente, a sua família e a seus bens. Assim, a moradia 
pode ser um apartamento, uma casa na cidade, uma casa na praia, no 
campo ou uma casa alugada ou própria. Aqueles que escolhem seguros 
residenciaispara proteger sua propriedade contra riscos significativos 
 
 
6 
também podem ter acesso a serviços de atendimento doméstico, o que 
os deixa mais tranquilos em relação aos imprevistos. 
• Seguro contra acidentes pessoais: esse tipo de seguro pessoal se 
concentra em proteger o segurado em caso de acidente, como o nome 
sugere. Assim, os clientes do seguro de acidentes pessoais têm direito a 
assistência médica, além de garantia a indenização de seus dependentes 
e familiares em caso de morte por acidente. Ainda assim, embora a 
modalidade seja comparável ao seguro de vida, sua vantagem reside na 
cobertura de morte por acidente e dano por acidentes. Assim, a maioria 
dos seguros pessoais não cobre a morte natural. 
• Seguro de automóveis: aqueles que possuem um veículo, como um carro, 
moto ou caminhão, sabem que estão expostos diariamente às 
dificuldades de trânsito. Como resultado disso, o seguro de automóveis 
foi desenvolvido para cobrir danos causados principalmente por acidentes 
de trânsito, mas também por outras circunstâncias. Assim, os seguros de 
automóveis podem ser extremamente flexíveis, permitindo que suas 
coberturas sejam ajustadas aos riscos mais importantes, de acordo com 
o perfil do segurado. Ao comprar um seguro de automóvel, verifique se a 
empresa lhe oferece as proteções básicas necessárias e outras 
facilidades. 
• Seguro-saúde: é uma opção significativa para quem aprecia a liberdade 
de escolher um médico e fugir das mensalidades de um plano de saúde. 
O seguro-saúde oferece assistência médica, hospitalar, terapêutica e 
obstétrica com uma variedade de médicos e locais de atendimento. Ele é 
diferente de um plano de saúde: o cliente não paga mensalmente pelo 
seguro, mas apenas quando o utiliza. Após o uso, pode ser reembolsado 
parcialmente ou totalmente. Assim, ao escolher o melhor seguro-saúde 
para você, você deve pensar em várias coisas, como sua cobertura e 
quanto custa. 
TEMA 3 – CUIDADOS NA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS 
O mercado de seguros no país está crescendo, o que mostra que os 
brasileiros entendem o quanto é importante proteger o seu futuro e o da sua 
família. Por outro lado, também é evidente a necessidade de precaução na hora 
 
 
7 
de contratar um seguro, principalmente devido ao grande número de 
seguradoras que emergiram nos últimos anos. 
Mas, com tanta flexibilidade no formato de cobertura, como contratar o 
produto certo para a sua necessidade? Que erros podem afetar o pagamento da 
indenização, em caso de sinistro? A seguir, veremos os cuidados de segurança 
que você deve ter ao comprar um seguro, para fazer com que seu investimento 
em proteção valha a pena. Se você for comprar um seguro, a seguir estão 
algumas dicas importantes para você economizar dinheiro e, finalmente, efetivar 
um ótimo negócio. 
• Contrate um seguro adequado ao seu modelo de vida: como qualquer 
outro produto, a compra de um seguro, independentemente do tipo, 
requer planejamento e conhecimento do que se quer proteger. Embora 
possa parecer óbvio, muitas pessoas contratam planos sem verificar se 
os seus benefícios são adequados às suas necessidades. Cada item 
adicional tem um custo mais alto, o que pode reduzir a eficácia do custo 
de compra. É aqui que começam os cuidados na hora de contratar um 
seguro. Qual é o sentido de permitir que a cobertura completa seja 
incluída em sua apólice de seguro de automóvel se você não o usa para 
trabalho de transporte de passageiro? Ou de incluir devolução monetária 
de diárias de internações no seu seguro de vida, mesmo já pagando muito 
pelo seu plano de saúde? Ou, ainda, não ter noção de se está adquirindo 
um seguro residencial mais oneroso do que a média que existe no 
mercado, apenas porque ele oferece cobertura e assistência a 
computador de mesa e você utiliza apenas celular, não tendo computador 
de mesa pessoal? 
• Faça comparação de preços: lembre-se de que o seguro deve ser tratado 
como qualquer produto. Devemos ter cautela ao comparar seguros com 
características análogas, tais como valor do prêmio, coberturas e 
indenizações. 
• Compreenda o contrato do seguro: esteja atento(a) às cláusulas relativas 
a garantias e riscos excluídos do âmbito de cobertura do seguro. 
• Não omita informações: ao contratar um seguro, é importante que você 
entenda suas responsabilidades e forneça todas as informações 
corretamente, para que possa solicitar a cobertura do contrato sem 
problemas, se necessário. Uma dica é esclarecer as principais dúvidas 
 
 
8 
com o gestor antes de fechar o negócio, principalmente no que diz 
respeito às condições de recebimento de indenizações e aos riscos não 
cobertos pela apólice. Caso o contrato exija informações, nunca omita ou 
deturpe declarações. Caso haja alguma inverdade ou omissão em suas 
declarações, alguma indenização pode não ser, eventualmente, recebida. 
• Procure obter informações sobre a corretora que está contratando, quanto 
à sua legitimidade e confiabilidade: o ideal é adquirir um seguro por meio 
de um corretor, um profissional devidamente capacitado, que esclareça 
suas dúvidas e facilite seu relacionamento com a seguradora incumbida 
de lhe prestar assistência em caso de sinistro; e que ele garanta melhores 
soluções e ofertas que atendam às suas necessidades. 
• Pague rigorosamente em dia o seguro: caso ocorra sinistro e o pagamento 
do seguro não estiver rigorosamente em dia, não haverá cobertura. Trata-
se essa de uma regra prevista no Código Civil (Brasil, 2002). 
TEMA 4 – IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DA APOSENTADORIA: 
QUEM PRECISA SE PREOCUPAR E QUANDO COMEÇAR A SE PREOCUPAR 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, citado por 
Agência de Notícias, 2019, 2020), a expectativa de vida de uma pessoa que 
nasceu em 2018 era de 76,3 anos, enquanto a expectativa de vida de uma 
pessoa que nasceu em 2019 era de 76,6 anos. Percebe-se claramente o 
aumento da expectativa de vida de um ano para o outro, prevendo-se um 
aumento a cada ano posterior. 
Embora estejamos tratando de média, podemos considerar a existência 
de algumas pessoas vivendo acima da média e outros abaixo da média prevista. 
De qualquer maneira, o envelhecimento é uma coisa natural. Como é desejado 
pela quase totalidade das pessoas, é importante nos prepararmos 
financeiramente para ele, pois todos queremos chegar lá com muita 
tranquilidade e com muita condição financeira para uma qualidade de vida 
razoável. Para que isso ocorra, devemos ter um preparo financeiro voltado à 
aposentadoria. Vamos depender do que queremos ter ou fazer, quando nos 
aposentarmos. Queremos apenas ter paz? Ou queremos apenas ter segurança? 
Queremos apenas fazer o que gostamos? Queremos viajar? Queremos 
continuar com o mesmo padrão de vida? Independentemente do seu anseio, há 
 
 
9 
necessidade de um bom preparo: você deve se preocupar com como atingir o 
objetivo pretendido, planejar-se para a aposentadoria, e isso exige a avaliação 
de diversos fatores, como as pretensões, os propósitos e as escolhas pessoais. 
Os objetivos desejados afetarão a parte financeira. 
Há três fatores relevantes que irão condicionar a sua aposentadoria. 
1. O fato de não sabermos quantos anos iremos viver. Podemos prever viver 
70 anos; mas, e se vivermos até os 90 anos? Estaremos preparados para 
esses anos a mais? Teremos qualidade de vida? Portanto, convém nos 
programarmos para viver mais e bem. 
2. O aumento do custo de vida dos idosos. Muitas despesas aumentam, 
quando nos aposentamos. É o caso, por exemplo, dos gastos com plano 
geral de saúde e medicamentos. Claro que essa é outra situação, que 
varia de pessoa para pessoa, de família para família, e é mais um ponto 
a se estar atento na hora de planejar a aposentadoria. 
3. Realização de sonhos de algumas pessoas, aposentar-se representa a 
efetuação de viagens, cursos, maior necessidade de entretenimento ou 
propósitos sociais.São projetos criados para além de manter o estilo de 
vida desejado. Então, se eles fazem parte do seu propósito de 
aposentadoria, é necessário pesquisar os custos envolvidos nisso, para 
realizá-los. 
Basicamente, todos devemos nos preocupar com a aposentadoria, não 
importa que idade tenhamos. Sabendo que o dinheiro tem valor ao longo do 
tempo e que os juros compostos fazem o valor crescer exponencialmente, é 
importante ter um bom planejamento de longo prazo e, quanto maior o prazo, 
mais os juros podem nos beneficiar. Portanto, um preceito fundamental para 
planejar sua aposentadoria é começar a poupar assim que começar a receber 
um salário. Caso você não tenha ainda feito isso, nunca é tarde para começar! 
TEMA 5 – OPÇÕES FINANCEIRAS PARA A APOSENTADORIA 
Ao nos referirmos ao planejamento financeiro visando à aposentadoria, 
não nos limitamos a apenas uma opção. Há diversas formas de constituir fundos 
financeiros relacionados à aposentadoria. Não resta dúvida de que a primeira 
medida a tomarmos é termos um amplo conhecimento de todas as opções, pois, 
assim, poderemos elaborar um plano e escolher a opção mais adequada, 
 
 
10 
baseando-nos em nossas características e levando em consideração idade, 
perfil, renda e fonte de renda. 
Quanto aos tipos de regime da previdência nacional, no nosso país há 
três diferentes tipos de regime de previdência. São eles: 
1. Regime Geral de Previdência Social (RGPS): regime administrado pelo 
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é aplicado a todo trabalhador 
com carteira de trabalho assinada. Nesse regime, incluem-se os 
trabalhadores rurais, os trabalhadores urbanos, os empregados 
domésticos e os autônomos. 
2. Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): é aplicado aos servidores 
públicos e mantido pela unidade de administração pública 
correspondente, que possui autonomia para definição das regras 
previdenciárias. 
3. Regime de Previdência Complementar (RPC): conhecido como 
previdência privada, dá oportunidade ao trabalhador de ter uma garantia 
extra, para além das que lhe são ofertadas pelas contribuições 
obrigatórias. 
5.1 Planos obrigatórios e planos complementares 
Há, pois, dois tipos principais de planos de previdência: 
1. Planos obrigatórios: são os planos que não nos permitem escolher se 
vamos contribuir ou não para eles. Eles são vinculados ao regime de 
trabalho vigente na empresa em que estamos empregados. Temos, por 
exemplo, o trabalhador contratado pelas regras da Consolidação das Leis 
do Trabalho (CLT) e o servidor público. Todo trabalhador de empresa 
privada, que trabalha com carteira assinada, automaticamente estará 
inscrito no RPPS. Nesse caso, a empresa é obrigada a recolher as 
contribuições ao INSS. Um servidor público está automaticamente inscrito 
no RPPS associado ao seu empregador e, no seu holerite, há o desconto 
do valor da sua contribuição. Nesse caso, o servidor é obrigado a 
participar do regime referente ao seu órgão governamental. É importante 
fazer uma análise do regime a que você está vinculado(a), para verificar 
se ele atenderá a todos os seus projetos quando estiver aposentado. Se 
 
 
11 
isso não ocorrer, aconselha-se providenciar uma complementação 
financeira. 
2. Planos complementares: os planos chamados de planos complementares 
recebem esse nome pelo fato de serem complementares aos planos 
obrigatórios. Vão complementar as aposentadorias. Sua contratação é 
fruto do esforço de um indivíduo para manter ou aumentar sua renda 
financeira durante a aposentadoria. Há dois tipos de planos 
complementares: os fechados e os abertos. 
Os planos de previdência complementar fechada são patrocinados por 
empresas ou associações privadas que, por meio de vínculos empregatícios ou 
mesmo associativos, proporcionam aos seus empregados planos próprios de 
complementação de aposentadoria. Eles são geridos por fundações ou outros 
entes da sociedade civil e formam os chamados fundos de pensão. 
Normalmente, as empresas disponibilizam um valor igual ao valor depositado 
pelo empregado, até um determinado percentual, com a finalidade de incentivar 
o empregado a investir nesses recursos. Funcionários de empresas que 
oferecem planos de previdência complementar devem pesquisar com atenção 
essa possibilidade. É importante entender como o plano funciona. Para fazer 
isso, sugere-se responder a várias perguntas, cujas respostas podem otimizar 
sua escolha: 
• Quais planos estão disponíveis? 
• Com quanto a empresa contribui? 
• Qual é o procedimento para rescisão de contrato de trabalho? 
• Quais são as taxas? 
É de fundamental importância saber que há um órgão governamental que 
fiscaliza as atividades das entidades fechadas de previdência complementar, 
que é a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Caso 
queira obter mais informações sobre esse órgão, acesse 
 (Previc, [S.d.]). 
Já os planos de previdência complementar aberta provêm de 
organizações geradas sob a forma de sociedade anônima e habilitadas a criar 
planos de previdência complementar aberta para ser comercializados por 
bancos, corretoras, seguradoras e outros entes. O mais famoso desses planos 
é o programa gerador de benefício livre (PGBL) e o vida gerador de benefício 
 
 
12 
livre (VGBL). Embora seja um tipo de seguro, o VGBL pode ser usado como uma 
boa opção financeira para a aposentadoria. PGBL e VGBL têm características e 
designações semelhantes, mas estão sujeitos a diferentes restrições fiscais. 
É de fundamental importância saber que há um órgão governamental que 
fiscaliza as atividades das entidades abertas de previdência complementar. Esse 
órgão é a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Caso queira obter 
mais informações sobre essa instituição, acesse (Acesso em: 6 jun. 2023). 
5.2 Estratégia independente de planejamento de aposentadoria: 
vantagens e desvantagens 
Outra possibilidade para a delineação da aposentadoria é seguir um 
método independente, que inclui a autogestão dos próprios investimentos, 
tendo em mente seus objetivos de aposentadoria. Ao seguir esse método, você 
se torna seu gestor de investimentos e é responsável por selecionar produtos e 
decidir quando comprar ou vender ativos. Ou seja, você poderá decidir se vai 
investir em poupança, em ações, em imóveis, entre outras possibilidades. Como 
tudo na vida, há vantagens e desvantagens em seguir esse método. 
Entre as vantagens, temos as que se seguem. 
• Oportunidade de obter melhor rendimento financeiro ao se eliminar 
intermediários. 
• Liberdade para gerenciar o próprio dinheiro. 
• Oportunidade de aprender – o investidor deve participar ativamente da 
gestão dos seus investimentos financeiros. 
Entre as desvantagens dessa opção, encontram-se as a seguir. 
• Risco de desvio de recursos para outros fins, por exemplo, adquirir um 
carro novo, viajar etc. 
• A má gestão de recursos pode levar à perda de dinheiro – sem 
conhecimento financeiro, você pode tomar decisões equivocadas. 
• Necessidade de muito empenho e estudo sobre questões financeiras. 
NA PRÁTICA 
 
 
13 
Primeira proposta: no tópico 2, analisamos as medidas de proteção e 
prevenção de riscos. Mostramos exemplos dos principais tipos de seguro e suas 
características. Que tal você ampliar esse conhecimento? Faça uma pesquisa 
sobre as características dos seguintes seguros: 
• seguro-viagem; 
• seguro patrimonial; 
• seguro odontológico; 
• seguro de equipamentos portáteis; e 
• seguro de cartão de crédito. 
Segunda proposta: no tópico 5 foi feita uma referência a PGBL e VGBL, 
que têm características e designações semelhantes, mas estão sujeitos a 
diferentes restrições fiscais. Amplie o seu conhecimento e faça uma pesquisa 
sobre o comportamento desses tipos de previdência complementar aberta. 
FINALIZANDO 
Estudamos os seguintes tópicos: 
• riscos aque estamos expostos. 
• medidas de proteção e prevenção de riscos. 
• cuidados na contratação de seguros. 
• importância do planejamento da aposentadoria – quem precisa se 
preocupar e quando começar a se preocupar. 
• opções financeiras para a aposentadoria. 
 
 
 
14 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Diário Oficial da União, 
Brasília, 11 jan. 2002. Disponível em: 
. Acesso 
em: 6 jun. 2023. 
EM 2019, expectativa de vida era de 76,6 anos. Agência IBGE Notícias, 26 nov. 
2020. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2023. 
PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Brasília: 
Governo Federal, [S.d.]. Site institucional. Disponível em: 
. Acesso em: 6 jun. 2023. 
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. Brasília: Governo Federal, 
[S.d.]. Site institucional. Disponível em: . 
Acesso em: 6 jun. 2023.

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