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EDUCAÇÃO FINANCEIRA AULA 6 Prof. Palminor de Paula Bueno Sobrinho 2 CONVERSA INICIAL Prevenção e proteção Na vida, aparecem situações já esperadas, porém outras, não. São consideradas as principais fases da vida a infância: a adolescência; a fase adulta; e a velhice. No decorrer da caminhada, muitos eventos ocorrem, alguns bons e outros ruins. É evidente que os bons são sempre bem-aceitos e desejados, e os ruins não recebem o mesmo tratamento. Iremos tratar da prevenção e da proteção a essas situações ruins e dos preparativos para a fase da vida tão almejada por todos os trabalhadores: a aposentadoria. E ninguém melhor que você mesmo(a) para saber o que é bom para si. Aqui, veremos os seguintes itens: • riscos a que estamos expostos; • medidas de proteção e prevenção de riscos; • cuidados na contratação de seguros; • importância do planejamento da aposentadoria, quem precisa se preocupar e quando começar a se preocupar com ela; e • opções financeiras para a aposentadoria. Esperamos que, ao final, você seja capaz de: • praticar boas ações de prevenção aos riscos aos quais somos expostos diariamente, como dirigir com cuidado, fechar portas e janelas ao sair de casa, dentre outras; • considerar vários aspectos da vida ao planejar sua aposentadoria e preparar-se para o que fará antes de se aposentar – para manter a qualidade de vida atual e futura, você precisa estar sempre atento(a) às coisas que faz; • fazer simulações de planos de previdência e procurar variar o valor com que pretende contribuir, verificando as melhores condições para suprir as necessidades de hoje e do futuro; • começar imediatamente o seu plano de aposentadoria, pesquisar planos de previdência complementares, escolher a melhor opção e contratá-la o quanto antes; e 3 • avaliar vantagens e desvantagens de adquirir um plano autoadministrado de aposentadoria. TEMA 1 – RISCOS A QUE ESTAMOS EXPOSTOS A casualidade da vida nos faz enfrentar não só situações agradáveis, mas também alguns inconvenientes que temos obrigação de administrar. Entre as situações agradáveis, algumas podem ser repentinas, como um prêmio num sorteio de alguma loteria federal. Outro exemplo dessas situações é um convite para assumir uma vaga de emprego ou, ainda, no próprio emprego, a notícia do recebimento de uma oportunidade para assumir nova função em que o salário percebido aumentará. Já entre os acontecimentos inconvenientes, podemos ter problemas de saúde, ser vítimas de um acidente, de um sinistro de veículo, de uma demissão; ou, ainda, virmos a falecer. Podemos definir risco como um acontecimento incerto ou de data incerta, que independe da nossa precisão. Há três modos diversos de administrar os riscos: 1. Nada fazer. 2. Constituir uma poupança para usar em situações eventuais. 3. Adquirir um seguro. Como qualquer um dos três modos implica uma consequência, cabe a nós mesmos decidirmos o que é mais viável para a nossa situação. O primeiro modo, nada fazer, diz respeito a não tomar atitude nenhuma. Nesse caso, estamos assumindo os riscos de algo ocorrer inesperadamente e, sem dúvida, caso ocorra, isso implicará provável perturbação a nossa estabilidade financeira. Caso nada ocorra, esse é o modo de escolha de menor despesa financeira, evidentemente. Por outro lado, o fato de não podermos prever o futuro contempla que a ocorrência de fatos inesperados seja mais frequente do que imaginamos. O segundo modo, constituir uma poupança para situações eventuais, tem riscos menores que o modo anterior, mas exige muito mais disciplina para praticá-lo. Nesse caso, decidimos formar uma reserva para podermos enfrentar situações inesperadas. Para que essa alternativa transcorra bem, é imprescindível que três situações aconteçam: 1. Evitar cair no ímpeto de recorrer aos recursos para consumo. 4 2. Torcer para que nada ocorra na fase em que acontecer a formação da poupança. 3. Se acontecer alguma eventualidade, que ela não tenha um custo maior que o valor poupado para essas intercorrências. O terceiro modo, a contratação de um seguro, é uma escolha que deve ser aplicada especificamente a alguns imprevistos, como no seguro de vida, no seguro residencial, no seguro do automóvel, entre outros. TEMA 2 – MEDIDAS DE PROTEÇÃO E PREVENÇÃO DE RISCOS Não somos completamente impotentes diante das variadas situações que a vida nos oferece; só não temos o controle total sobre elas. Embora não tenhamos como saber se algo vai acontecer ou quando vai acontecer – por exemplo, se o nosso veículo será roubado ou se adoeceremos –, é certo que temos condições de encontrar alternativas para diminuir essas probabilidades ou os danos de uma ocorrência de algo eventual. Podemos lidar com isso mediante algumas atitudes, como se seguem. • Adoção de medidas de redução de riscos: agir de forma preventiva, ou minimizando riscos, consiste na adoção de atitudes que previnam, impeçam ou tornem difíceis as ocorrências de eventos adversos. Admitindo que você possua um carro, quais as precauções que poderia tomar para diminuir a possibilidade de que ele seja furtado? Evitar parar em locais ermos e instalar equipamentos que proporcionem maior proteção contra roubos e furtos são alguns exemplos de ações nesse sentido. Quais as medidas que poderíamos tomar para evitar nosso adoecimento? Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, manter as vacinas atualizadas são alguns exemplos disso. O que podemos fazer para evitar problemas com o cartão de crédito? Nunca emprestá-lo a outrem, conservá-lo em local seguro, jamais divulgar a senha do cartão a outra pessoa, realizar operações financeiras apenas no computador de uso pessoal, não esquecendo de instalar antivírus e atualizá-lo com frequência. • Contratação de seguros: o seguro é outra maneira de se preparar para as adversidades da vida. Seguro é um contrato no qual uma das partes, por meio da cobrança de um prêmio, indeniza a outra pela ocorrência de 5 certos eventos ou por qualquer dano previsto nos termos do contrato. A seguradora e o segurado são obrigados a manter, na apólice do seguro, a mais estrita boa-fé e a verdade sobre o segurado e as declarações. A seguir, relacionamos os elementos de um contrato de seguro. • Risco: evento acidental. • Segurado: pessoa física ou jurídica que contrata o seguro em seu benefício ou de terceiros. • Segurador: trata-se da instituição encarregada dos pagamentos de indenizações. • Prêmio: é o pagamento que o segurado faz ao segurador, ou seja, é o custo do seguro. • Indenização: é o pagamento de danos resultantes dos sinistros cobertos. A seguir, relacionamos alguns motivos para a contratação de um seguro. • Obter proteção pessoal e familiar. • Manter bens. • Conseguir atingir um estado de despreocupação. • Evitar perder mais do que seu orçamento pode pagar. • Impedir ou controlar adversidades. • Integrar as ações de diminuição de riscos. Os principais tipos de seguros são os que se seguem. • Seguro de vida: destina-se aos indivíduos que estão preocupados com seu próprio bem-estar e bem-estar familiar. Como resultado, esse tipo de seguro pode incluir coberturas e serviços que ajudarão seus beneficiários em situações difíceis, fornecendo-lhes apoio financeiro em caso de morte, doença ou invalidez do segurado. Portanto, um bom plano de seguro de vida deve permitir que os clientes adaptem-no posteriormente, adicionando proteções que atendam melhor às suas necessidades e aos entes queridos. • Seguro residencial: o objetivo do seguro residencial é fornecer mais segurança ao lar do cliente, a sua família e a seus bens. Assim, a moradia pode ser um apartamento, uma casa na cidade, uma casa na praia, no campo ou uma casa alugada ou própria. Aqueles que escolhem seguros residenciaispara proteger sua propriedade contra riscos significativos 6 também podem ter acesso a serviços de atendimento doméstico, o que os deixa mais tranquilos em relação aos imprevistos. • Seguro contra acidentes pessoais: esse tipo de seguro pessoal se concentra em proteger o segurado em caso de acidente, como o nome sugere. Assim, os clientes do seguro de acidentes pessoais têm direito a assistência médica, além de garantia a indenização de seus dependentes e familiares em caso de morte por acidente. Ainda assim, embora a modalidade seja comparável ao seguro de vida, sua vantagem reside na cobertura de morte por acidente e dano por acidentes. Assim, a maioria dos seguros pessoais não cobre a morte natural. • Seguro de automóveis: aqueles que possuem um veículo, como um carro, moto ou caminhão, sabem que estão expostos diariamente às dificuldades de trânsito. Como resultado disso, o seguro de automóveis foi desenvolvido para cobrir danos causados principalmente por acidentes de trânsito, mas também por outras circunstâncias. Assim, os seguros de automóveis podem ser extremamente flexíveis, permitindo que suas coberturas sejam ajustadas aos riscos mais importantes, de acordo com o perfil do segurado. Ao comprar um seguro de automóvel, verifique se a empresa lhe oferece as proteções básicas necessárias e outras facilidades. • Seguro-saúde: é uma opção significativa para quem aprecia a liberdade de escolher um médico e fugir das mensalidades de um plano de saúde. O seguro-saúde oferece assistência médica, hospitalar, terapêutica e obstétrica com uma variedade de médicos e locais de atendimento. Ele é diferente de um plano de saúde: o cliente não paga mensalmente pelo seguro, mas apenas quando o utiliza. Após o uso, pode ser reembolsado parcialmente ou totalmente. Assim, ao escolher o melhor seguro-saúde para você, você deve pensar em várias coisas, como sua cobertura e quanto custa. TEMA 3 – CUIDADOS NA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS O mercado de seguros no país está crescendo, o que mostra que os brasileiros entendem o quanto é importante proteger o seu futuro e o da sua família. Por outro lado, também é evidente a necessidade de precaução na hora 7 de contratar um seguro, principalmente devido ao grande número de seguradoras que emergiram nos últimos anos. Mas, com tanta flexibilidade no formato de cobertura, como contratar o produto certo para a sua necessidade? Que erros podem afetar o pagamento da indenização, em caso de sinistro? A seguir, veremos os cuidados de segurança que você deve ter ao comprar um seguro, para fazer com que seu investimento em proteção valha a pena. Se você for comprar um seguro, a seguir estão algumas dicas importantes para você economizar dinheiro e, finalmente, efetivar um ótimo negócio. • Contrate um seguro adequado ao seu modelo de vida: como qualquer outro produto, a compra de um seguro, independentemente do tipo, requer planejamento e conhecimento do que se quer proteger. Embora possa parecer óbvio, muitas pessoas contratam planos sem verificar se os seus benefícios são adequados às suas necessidades. Cada item adicional tem um custo mais alto, o que pode reduzir a eficácia do custo de compra. É aqui que começam os cuidados na hora de contratar um seguro. Qual é o sentido de permitir que a cobertura completa seja incluída em sua apólice de seguro de automóvel se você não o usa para trabalho de transporte de passageiro? Ou de incluir devolução monetária de diárias de internações no seu seguro de vida, mesmo já pagando muito pelo seu plano de saúde? Ou, ainda, não ter noção de se está adquirindo um seguro residencial mais oneroso do que a média que existe no mercado, apenas porque ele oferece cobertura e assistência a computador de mesa e você utiliza apenas celular, não tendo computador de mesa pessoal? • Faça comparação de preços: lembre-se de que o seguro deve ser tratado como qualquer produto. Devemos ter cautela ao comparar seguros com características análogas, tais como valor do prêmio, coberturas e indenizações. • Compreenda o contrato do seguro: esteja atento(a) às cláusulas relativas a garantias e riscos excluídos do âmbito de cobertura do seguro. • Não omita informações: ao contratar um seguro, é importante que você entenda suas responsabilidades e forneça todas as informações corretamente, para que possa solicitar a cobertura do contrato sem problemas, se necessário. Uma dica é esclarecer as principais dúvidas 8 com o gestor antes de fechar o negócio, principalmente no que diz respeito às condições de recebimento de indenizações e aos riscos não cobertos pela apólice. Caso o contrato exija informações, nunca omita ou deturpe declarações. Caso haja alguma inverdade ou omissão em suas declarações, alguma indenização pode não ser, eventualmente, recebida. • Procure obter informações sobre a corretora que está contratando, quanto à sua legitimidade e confiabilidade: o ideal é adquirir um seguro por meio de um corretor, um profissional devidamente capacitado, que esclareça suas dúvidas e facilite seu relacionamento com a seguradora incumbida de lhe prestar assistência em caso de sinistro; e que ele garanta melhores soluções e ofertas que atendam às suas necessidades. • Pague rigorosamente em dia o seguro: caso ocorra sinistro e o pagamento do seguro não estiver rigorosamente em dia, não haverá cobertura. Trata- se essa de uma regra prevista no Código Civil (Brasil, 2002). TEMA 4 – IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DA APOSENTADORIA: QUEM PRECISA SE PREOCUPAR E QUANDO COMEÇAR A SE PREOCUPAR Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, citado por Agência de Notícias, 2019, 2020), a expectativa de vida de uma pessoa que nasceu em 2018 era de 76,3 anos, enquanto a expectativa de vida de uma pessoa que nasceu em 2019 era de 76,6 anos. Percebe-se claramente o aumento da expectativa de vida de um ano para o outro, prevendo-se um aumento a cada ano posterior. Embora estejamos tratando de média, podemos considerar a existência de algumas pessoas vivendo acima da média e outros abaixo da média prevista. De qualquer maneira, o envelhecimento é uma coisa natural. Como é desejado pela quase totalidade das pessoas, é importante nos prepararmos financeiramente para ele, pois todos queremos chegar lá com muita tranquilidade e com muita condição financeira para uma qualidade de vida razoável. Para que isso ocorra, devemos ter um preparo financeiro voltado à aposentadoria. Vamos depender do que queremos ter ou fazer, quando nos aposentarmos. Queremos apenas ter paz? Ou queremos apenas ter segurança? Queremos apenas fazer o que gostamos? Queremos viajar? Queremos continuar com o mesmo padrão de vida? Independentemente do seu anseio, há 9 necessidade de um bom preparo: você deve se preocupar com como atingir o objetivo pretendido, planejar-se para a aposentadoria, e isso exige a avaliação de diversos fatores, como as pretensões, os propósitos e as escolhas pessoais. Os objetivos desejados afetarão a parte financeira. Há três fatores relevantes que irão condicionar a sua aposentadoria. 1. O fato de não sabermos quantos anos iremos viver. Podemos prever viver 70 anos; mas, e se vivermos até os 90 anos? Estaremos preparados para esses anos a mais? Teremos qualidade de vida? Portanto, convém nos programarmos para viver mais e bem. 2. O aumento do custo de vida dos idosos. Muitas despesas aumentam, quando nos aposentamos. É o caso, por exemplo, dos gastos com plano geral de saúde e medicamentos. Claro que essa é outra situação, que varia de pessoa para pessoa, de família para família, e é mais um ponto a se estar atento na hora de planejar a aposentadoria. 3. Realização de sonhos de algumas pessoas, aposentar-se representa a efetuação de viagens, cursos, maior necessidade de entretenimento ou propósitos sociais.São projetos criados para além de manter o estilo de vida desejado. Então, se eles fazem parte do seu propósito de aposentadoria, é necessário pesquisar os custos envolvidos nisso, para realizá-los. Basicamente, todos devemos nos preocupar com a aposentadoria, não importa que idade tenhamos. Sabendo que o dinheiro tem valor ao longo do tempo e que os juros compostos fazem o valor crescer exponencialmente, é importante ter um bom planejamento de longo prazo e, quanto maior o prazo, mais os juros podem nos beneficiar. Portanto, um preceito fundamental para planejar sua aposentadoria é começar a poupar assim que começar a receber um salário. Caso você não tenha ainda feito isso, nunca é tarde para começar! TEMA 5 – OPÇÕES FINANCEIRAS PARA A APOSENTADORIA Ao nos referirmos ao planejamento financeiro visando à aposentadoria, não nos limitamos a apenas uma opção. Há diversas formas de constituir fundos financeiros relacionados à aposentadoria. Não resta dúvida de que a primeira medida a tomarmos é termos um amplo conhecimento de todas as opções, pois, assim, poderemos elaborar um plano e escolher a opção mais adequada, 10 baseando-nos em nossas características e levando em consideração idade, perfil, renda e fonte de renda. Quanto aos tipos de regime da previdência nacional, no nosso país há três diferentes tipos de regime de previdência. São eles: 1. Regime Geral de Previdência Social (RGPS): regime administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é aplicado a todo trabalhador com carteira de trabalho assinada. Nesse regime, incluem-se os trabalhadores rurais, os trabalhadores urbanos, os empregados domésticos e os autônomos. 2. Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): é aplicado aos servidores públicos e mantido pela unidade de administração pública correspondente, que possui autonomia para definição das regras previdenciárias. 3. Regime de Previdência Complementar (RPC): conhecido como previdência privada, dá oportunidade ao trabalhador de ter uma garantia extra, para além das que lhe são ofertadas pelas contribuições obrigatórias. 5.1 Planos obrigatórios e planos complementares Há, pois, dois tipos principais de planos de previdência: 1. Planos obrigatórios: são os planos que não nos permitem escolher se vamos contribuir ou não para eles. Eles são vinculados ao regime de trabalho vigente na empresa em que estamos empregados. Temos, por exemplo, o trabalhador contratado pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o servidor público. Todo trabalhador de empresa privada, que trabalha com carteira assinada, automaticamente estará inscrito no RPPS. Nesse caso, a empresa é obrigada a recolher as contribuições ao INSS. Um servidor público está automaticamente inscrito no RPPS associado ao seu empregador e, no seu holerite, há o desconto do valor da sua contribuição. Nesse caso, o servidor é obrigado a participar do regime referente ao seu órgão governamental. É importante fazer uma análise do regime a que você está vinculado(a), para verificar se ele atenderá a todos os seus projetos quando estiver aposentado. Se 11 isso não ocorrer, aconselha-se providenciar uma complementação financeira. 2. Planos complementares: os planos chamados de planos complementares recebem esse nome pelo fato de serem complementares aos planos obrigatórios. Vão complementar as aposentadorias. Sua contratação é fruto do esforço de um indivíduo para manter ou aumentar sua renda financeira durante a aposentadoria. Há dois tipos de planos complementares: os fechados e os abertos. Os planos de previdência complementar fechada são patrocinados por empresas ou associações privadas que, por meio de vínculos empregatícios ou mesmo associativos, proporcionam aos seus empregados planos próprios de complementação de aposentadoria. Eles são geridos por fundações ou outros entes da sociedade civil e formam os chamados fundos de pensão. Normalmente, as empresas disponibilizam um valor igual ao valor depositado pelo empregado, até um determinado percentual, com a finalidade de incentivar o empregado a investir nesses recursos. Funcionários de empresas que oferecem planos de previdência complementar devem pesquisar com atenção essa possibilidade. É importante entender como o plano funciona. Para fazer isso, sugere-se responder a várias perguntas, cujas respostas podem otimizar sua escolha: • Quais planos estão disponíveis? • Com quanto a empresa contribui? • Qual é o procedimento para rescisão de contrato de trabalho? • Quais são as taxas? É de fundamental importância saber que há um órgão governamental que fiscaliza as atividades das entidades fechadas de previdência complementar, que é a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Caso queira obter mais informações sobre esse órgão, acesse (Previc, [S.d.]). Já os planos de previdência complementar aberta provêm de organizações geradas sob a forma de sociedade anônima e habilitadas a criar planos de previdência complementar aberta para ser comercializados por bancos, corretoras, seguradoras e outros entes. O mais famoso desses planos é o programa gerador de benefício livre (PGBL) e o vida gerador de benefício 12 livre (VGBL). Embora seja um tipo de seguro, o VGBL pode ser usado como uma boa opção financeira para a aposentadoria. PGBL e VGBL têm características e designações semelhantes, mas estão sujeitos a diferentes restrições fiscais. É de fundamental importância saber que há um órgão governamental que fiscaliza as atividades das entidades abertas de previdência complementar. Esse órgão é a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Caso queira obter mais informações sobre essa instituição, acesse (Acesso em: 6 jun. 2023). 5.2 Estratégia independente de planejamento de aposentadoria: vantagens e desvantagens Outra possibilidade para a delineação da aposentadoria é seguir um método independente, que inclui a autogestão dos próprios investimentos, tendo em mente seus objetivos de aposentadoria. Ao seguir esse método, você se torna seu gestor de investimentos e é responsável por selecionar produtos e decidir quando comprar ou vender ativos. Ou seja, você poderá decidir se vai investir em poupança, em ações, em imóveis, entre outras possibilidades. Como tudo na vida, há vantagens e desvantagens em seguir esse método. Entre as vantagens, temos as que se seguem. • Oportunidade de obter melhor rendimento financeiro ao se eliminar intermediários. • Liberdade para gerenciar o próprio dinheiro. • Oportunidade de aprender – o investidor deve participar ativamente da gestão dos seus investimentos financeiros. Entre as desvantagens dessa opção, encontram-se as a seguir. • Risco de desvio de recursos para outros fins, por exemplo, adquirir um carro novo, viajar etc. • A má gestão de recursos pode levar à perda de dinheiro – sem conhecimento financeiro, você pode tomar decisões equivocadas. • Necessidade de muito empenho e estudo sobre questões financeiras. NA PRÁTICA 13 Primeira proposta: no tópico 2, analisamos as medidas de proteção e prevenção de riscos. Mostramos exemplos dos principais tipos de seguro e suas características. Que tal você ampliar esse conhecimento? Faça uma pesquisa sobre as características dos seguintes seguros: • seguro-viagem; • seguro patrimonial; • seguro odontológico; • seguro de equipamentos portáteis; e • seguro de cartão de crédito. Segunda proposta: no tópico 5 foi feita uma referência a PGBL e VGBL, que têm características e designações semelhantes, mas estão sujeitos a diferentes restrições fiscais. Amplie o seu conhecimento e faça uma pesquisa sobre o comportamento desses tipos de previdência complementar aberta. FINALIZANDO Estudamos os seguintes tópicos: • riscos aque estamos expostos. • medidas de proteção e prevenção de riscos. • cuidados na contratação de seguros. • importância do planejamento da aposentadoria – quem precisa se preocupar e quando começar a se preocupar. • opções financeiras para a aposentadoria. 14 REFERÊNCIAS BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília, 11 jan. 2002. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2023. EM 2019, expectativa de vida era de 76,6 anos. Agência IBGE Notícias, 26 nov. 2020. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2023. PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Brasília: Governo Federal, [S.d.]. Site institucional. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2023. SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. Brasília: Governo Federal, [S.d.]. Site institucional. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2023.