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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01
Nome e matrícula
Rita de Andrade Vieira
01436263
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Farmacotécnica
DADOS DO(A) ALUNO(A):
NOME: Rita de Andrade Vieira
MATRÍCULA: 01436263
CURSO: Farmácia POLO: São Bento
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Rubens Leite Ramalho
ORIENTAÇÕES GERAIS:
 O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
 concisa;
 O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
 Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
 Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
 Espaçamento entre linhas: simples;
 Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado).
TEMA DE AULA: ÁGUA BORICADA
RELATÓRIO:
A. Descreva qual a função farmacotécnica de cada componente da formulação.
Ácido bórico: Atua como princípio ativo da formulação, possuindo propriedades
antissépticas, bacteriostáticas e fungicidas.
Água purificada estéril: Atua como solvente e veículo, garantindo a dissolução do
ácido bórico e conferindo a consistência líquida necessária para a aplicação tópica
B. Por que foi necessário solubilizar o ácido bórico e metilparabeno sob aquecimento?
O ácido bórico e o metilparabeno foram solubilizados sob aquecimento para
aumentar a sua solubilidade e facilitar a quebra das interações intermoleculares,
permitindo melhor dispersão no solvente.
C. A fórmula preparada se classifica em que tipo de forma farmacêutica?
A fórmula preparada se classifica como uma solução, pois consiste em uma
dispersão homogênea de soluto (ácido bórico) em solvente (água purificada estéril).
D. Qual a indicação clínica da formulação?
A formulação de água boricada é indicada como antisséptico em oftalmites, sendo
utilizada para tratar infecções oculares e auxiliar no controle de irritações.
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
E. Quais ensaios são necessários para o controle de qualidade da formulação
preparado?
O controle de qualidade da formulação deve incluir:
1. Análises físico-químicas: Determinação de pH, densidade, solubilidade e
aspecto da solução.
2. Ensaios microbiológicos: Para verificar a ausência de contaminação
microbiológica.
3. Controle de esterilidade: Garantia de que a solução está livre de
microorganismos.
4. Verificação da integridade da embalagem e rotulagem​
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
TEMA DE AULA: SOLUÇÃO ANTISSÉPTICA
A. Qual a função terapêutica do triclosan?
O triclosan (TSC) é um antimicrobiano sintético que ganhou popularidade em 1972
devido à sua eficácia na limpeza de ambientes hospitalares, o que levou à sua
incorporação em diversos produtos de cuidados pessoais. Atualmente, o triclosan é
utilizado principalmente como conservante e estabilizante em uma ampla variedade
de produtos, como sabonetes, lenços de limpeza, cosméticos (como xampus,
sabonetes faciais e lenços umedecidos), enxaguantes bucais, géis de banho, géis
de barbear e brinquedos, garantindo a higienização dessas superfícies.
B. Por que é crucial a presença dos excipientes metilparabeno e propilparabeno na
formulação?
O metilparabeno e o propilparabeno são conservantes utilizados para prevenir a
contaminação microbiológica e prolongar a validade de produtos cosméticos e
farmacêuticos. O Metilparabeno, é um agente antimicrobiano com ação eficaz contra
bactérias, fungos e leveduras. É amplamente utilizado em cosméticos e
medicamentos. O Propilparabeno, auxilia na prevenção da contaminação
microbiológica dos medicamentos, garantindo a estabilidade e eficácia dos produtos
durante o armazenamento e uso.
C. Quais outros componentes/excipientes poderiam substituir o metilparabeno e
propilparabeno?
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
O sorbato de potássio, o benzoato de sódio e o ácido sórbico são alternativas que
podem substituir o metilparabeno e o propilparabeno, ambos conservantes
antimicrobianos pertencentes à classe dos parabenos. Esses conservantes são
amplamente utilizados em cosméticos e fármacos, sendo eficazes no combate a
bactérias, fungos e leveduras. Além de prolongarem a vida útil dos produtos, eles
garantem a segurança microbiológica. O sorbato de potássio, por exemplo, é mais
eficaz no controle do fungo Penicillium do que o metilparabeno. O benzoato de sódio
e o ácido sórbico, por sua vez, são conservantes comumente encontrados em
medicamentos líquidos.
D. De acordo com a formulação, identifique qual é o solvente e qual é o co-solvente.
No caso do triclosan, a água é o solvente principal, enquanto o etanol atua como co-
solvente. O etanol ajuda a melhorar a solubilidade do triclosan em determinadas
formulações, especialmente quando é necessário aumentar a dissolução do
composto em concentrações mais altas ou em sistemas específicos.
E. Qual a função farmacotécnica da sacarina na formulação?
A sacarina no triclosan desempenha a função de adoçante e mascarador de sabor.
Embora o triclosan não seja comumente utilizado com fins de sabor, a sacarina pode
ser adicionada para neutralizar o gosto amargo ou desagradável do composto,
especialmente em formulações de produtos de higiene bucal, como pastas de dente.
Dessa forma, a sacarina melhora a aceitação do produto pelo usuário, sem afetar a
eficácia do triclosan, que é um agente antimicrobiano.
F. Se no laboratório ou farmácia de manipulação não tivesse sacarina, qual outro
componente poderia ser utilizado para exercer a mesma função?
Caso a sacarina não esteja disponível, outro componente que poderia ser utilizado
para exercer a mesma função de adoçante e mascarador de sabor no triclosan é a
sucralose. A sucralose é um adoçante artificial, de sabor doce, que não tem sabor
residual amargo e é comumente usado em produtos farmacêuticos, incluindo
aqueles de uso oral, como pastas de dente. Outro substituto possível seria o
acelsulfame K, que também possui propriedades adoçantes e mascaradoras de
sabor, sem afetar a eficácia do triclosan.
G. Qual a embalagem adequada para a solução preparada? Qual o material dessa
embalagem?
A embalagem adequada para a solução preparada com triclosan dependerá do tipo
de produto e da sua utilização. Para soluções líquidas, como um gel ou uma loção, é
recomendada uma embalagem de plástico (PET ou polietileno) ou vidro âmbar, que
protege o produto da luz, especialmente se o triclosan for sensível à radiação UV. A
embalagem deve ser hermeticamente fechada para evitar a contaminação e a
evaporação, além de ser fácil de dosar, como em frascos com bico dosador ou pump.
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
H. De acordo com a legislação, qual o prazo de validade adequado para a
formulação preparada?
Para produtos manipulados, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
estabelece que o prazo de validade deve ser determinado com base em estudos de
estabilidade ou, na sua ausência, a partir de uma validade de até 30 dias, salvo em
situações específicas em que o farmacêutico responsável pela manipulação, com
base em critérios técnicos e na análise das características do produto, decida
prorrogar esse prazo.
Referência:
COSTA, Anderson Da Cunha et al. EFEITOS ANTIMICROBIANOS, IN VITRO, DE
SABONETES LÍQUIDOS CONTENDO TRICLOSAN FRENTE A CEPAS DE
ESCHERICHIA COLI E STAPHYLOCOCCUS AUREUS. Revista Prevenção de
Infecção e Saúde, v. 4, 2018
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
TEMA DE AULA: ÁLCOOL GEL
A. Qual a classificação farmacotécnica do Carbopol 940?
O Carbopol é um polímero hidrossolúvel obtido pela síntese e polimerização do
ácido acrílico sendo que, dependendo da cadeia carbônica e variação do grupo
carboxila, consegue-se obter diversos tipos de resinas, sendo o 940 o que possui
maiorviscosidade e é o mais utilizado para hidroalcoólicos claros e transparentes. O
Carbopol 940 tem a capacidade de produzir soluções e emulsões em qualquer
viscosidade até gel.
B. Qual outro componente poderia ser utilizado no lugar do Carpobol para obtenção
de um gel?
A hidroxietilcelulose, a metilcelulose, a hidroxipropilmetilcelulose, o alginato de sódio
e a carboximetilcelulose sódica são alguns componentes que podem ser utilizados
no lugar do Carbopol para a obtenção de um gel. O Carbopol é um polímero que é
utilizado como espessante e formador de gel na indústria cosmética e farmacêutica.
C. O gel foi formado expontaneamente?
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
Não, o gel não se forma espontaneamente. A formação do gel ocorre por meio da
interação entre o polímero espessante e a fase líquida, geralmente contendo álcool
e água. Para que a estrutura de gel se desenvolva adequadamente, é necessário
um processo de neutralização, que pode ser feito com substâncias como a
trietanolamina (TEA). Esse ajuste de pH permite a hidratação das cadeias
poliméricas, resultando no aumento da viscosidade e na formação da textura
característica do gel. Além disso, a agitação controlada e a ordem de adição dos
componentes são fundamentais para garantir a estabilidade e a uniformidade da
formulação.
D. Porque é necessário ajustar o pH da formulação com trietanolamina?
O ajuste de pH com trietanolamina é essencial para garantir a estabilidade da
formulação e prolongar a vida útil do produto. A trietanolamina (TEA) é uma base
química fraca e altamente alcalina, amplamente utilizada como aditivo ajustador de
pH em formulações cosméticas e farmacêuticas. O pH da pele pode variar entre
ácido, neutro e alcalino, e cada formulação contém ingredientes específicos que
funcionam melhor em determinadas faixas de pH.
E. Na sua opinião, qual a etapa/processo mais crítico no preparo da formulação de
álcool em gel?
No preparo da formulação de álcool em gel, a etapa mais crítica é a
homogeneização dos ingredientes, especialmente a dispersão do agente
espessante antes da adição do álcool. Esse processo é essencial para garantir a
viscosidade adequada e evitar problemas como formação de grumos ou separação
de fases. Outro ponto crítico é o ajuste de pH, geralmente realizado com
trietanolamina (TEA) ou outro neutralizante. Se o pH não for ajustado corretamente,
a viscosidade do gel pode ser comprometida, tornando o produto muito líquido ou
instável.
F. Quais os ensaios necessários para o controle de qualidade da formulação de
álcool em gel?
Os ensaios necessários para o controle de qualidade da formulação de álcool em gel
englobam diferentes aspectos para garantir a eficácia e segurança do produto. A
avaliação organoléptica analisa características como cor, odor, sabor, aspecto e tato,
assegurando que o produto atenda aos padrões sensoriais esperados. Os testes
físico-químicos determinam parâmetros essenciais, como pH, densidade,
viscosidade e resistência à centrifugação, garantindo a estabilidade da formulação.
Os ensaios microbiológicos são realizados para verificar a eficácia antimicrobiana do
álcool em gel, assegurando sua capacidade de eliminar microrganismos. Além disso,
a espalhabilidade é testada para avaliar a capacidade do produto de se distribuir
uniformemente sobre uma determinada área, garantindo seu desempenho adequado
na aplicação.
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
G. Para evitar o uso indevido/ingestão do álcool por crianças, qual componente
deveria ser utilizado?
Para evitar o uso indevido ou a ingestão acidental do álcool por crianças, é
recomendada a adição de um desnaturante, como o benzoato de denatônio
(Bitrex®). Esse composto possui um sabor extremamente amargo, tornando o
produto desagradável ao paladar e desencorajando a ingestão. Além disso, outros
desnaturantes, como o t-butanol ou o acetato de etila, também podem ser utilizados
para esse fim, garantindo que o álcool em gel não seja ingerido acidentalmente,
especialmente por crianças.
Referência:
Melo, C. A. S., Domingues, R. J. S., & Lima, A. B. (Orgs.) Elaboração de géis e
análise de estabilidade de medicamentos. Belém: EDUEPA. 2018
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
TEMA DA AULA: PASTA D’ÁGUA
A. Qual a importância da etapa de trituração dos pós utilizados na formulação de
pasta d’água?
A trituração dos pós é uma etapa essencial na formulação da pasta d'água, pois
garante a uniformidade da mistura, a dissolução adequada dos ingredientes e a
estabilidade do produto. Esse processo assegura a distribuição homogênea dos
componentes, melhora a solubilização, aumenta a superfície de contato dos
ingredientes e otimiza sua interação e eficácia na pele. Além disso, evita a
sedimentação de partículas maiores, garantindo a estabilidade e a duração da pasta,
além de proporcionar um produto final homogêneo e em conformidade com as
especificações da farmácia e os compêndios oficiais. A pasta d'água é amplamente
utilizada em cuidados dermatológicos, sendo recomendada por suas propriedades
antissépticas, secativas e cicatrizantes.
B. Qual a função farmacotécnica da glicerina?
Na formulação da pasta d'água, a glicerina desempenha a função de umectante e
dispersante, ajudando a manter a umidade da preparação e evitando o
ressecamento da pasta ao longo do tempo. Além disso, melhora a textura e a
espalhabilidade, facilitando a aplicação sobre a pele. Sua presença também
contribui para a uniformidade da mistura, garantindo que os sólidos fiquem bem
distribuídos e reduzindo o risco de sedimentação. Dessa forma, a glicerina ajuda a
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
manter a estabilidade e a eficácia da pasta d'água, que é amplamente utilizada por
suas propriedades antissépticas, secativas e cicatrizantes.
C. Qual a aplicação terapêutica da formulação preparada (pasta d’água)?
A pasta d'água tem várias aplicações terapêuticas, especialmente no tratamento de
condições dermatológicas. Ela é frequentemente utilizada como antisséptico,
secativo e cicatrizante. Sua principal aplicação é no alívio de irritações cutâneas e
inflamações leves, sendo eficaz no tratamento de acne, erupções cutâneas, feridas
superficiais e picadas de insetos. Além disso, a pasta d'água pode ser aplicada em
casos de dermatites, eczema e queimaduras de primeiro grau, devido às suas
propriedades calmantes e de proteção. A ação secativa ajuda a controlar a
oleosidade da pele, enquanto o efeito cicatrizante contribui para a regeneração da
pele lesada. A combinação de seus ingredientes, como o óxido de zinco,
proporciona uma barreira protetora que ajuda a prevenir infecções, tornando-a um
tratamento eficaz para problemas dermatológicos leves.
D. Na sua opinião, qual a etapa mais crítica do processo de manipulação da
formulação (pasta d’água)?
Na minha opinião, a etapa mais crítica no processo de manipulação da pasta d'água
é a trituração dos pós. Essa fase é fundamental para garantir que todos os
componentes sejam distribuídos de forma homogênea, o que é essencial para a
dissolução adequada dos ingredientes e para a estabilidade da formulação. Se a
trituração não for realizada de maneira eficiente, pode haver sedimentação de
partículas, variações na eficácia terapêutica e problemas de textura, comprometendo
a qualidade e segurança do produto final.
E. Qual o tipo de embalagem mais adequado para a formulação?
A embalagem ideal para a pasta d'água é aquela que preserva a integridade e a
estabilidade da formulação, garantindo proteção contra contaminação e facilitando a
aplicação. Geralmente, embalagens do tipo tubo colapsável, seja de alumínio ou de
plástico com fechamento hermético, são as mais indicadas. Esse tipo de embalagem
protege o produto da exposição ao ar e à luz, mantém a dosagem controlada e
oferece praticidade para o uso, atendendoaos requisitos de conservação e
segurança do produto.
Referênicia:
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 5, de 5
de março de 2020, que estabelece as boas práticas de fabricação e controle de
qualidade de medicamentos e produtos farmacêuticos. 2020
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
TEMA DA AULA: GEL PARA CONTUSÕES (GELOL)
A. O que aconteceu durante a mistura/trituração do mentol e cânfora? Explique o
fenômeno físico-químico envolvido no processo observado.
Durante o processo de mistura ou trituração do mentol e da cânfora, ocorre um
fenômeno físico-químico denominado sublimação. A sublimação é a transição direta
de uma substância do estado sólido para o gasoso, sem passar pelo estado líquido.
No caso do mentol e da cânfora, ambos têm a capacidade de sublimar em
temperaturas ambiente. Quando ocorre a trituração, a energia mecânica aplicada
aumenta a área de contato entre as partículas sólidas, facilitando a sublimação.
Esse processo resulta na liberação de vapores dos compostos, que se misturam de
maneira homogênea. Trata-se de uma mudança física, pois não há a formação de
novas substâncias, apenas uma reorganização das partículas.
B. Qual a função terapêutica do salicitato de metila, cânfora e mentol?
O salicilato de metila, a cânfora e o mentol são substâncias com funções
terapêuticas analgésicas, anti-inflamatórias e revulsivas. Elas são comumente
usadas em produtos tópicos para o tratamento de dores musculares, reumatismo,
nevralgias, torcicolos e contusões. O salicilato de metila é um anti-inflamatório não
esteroidal (AINE) que possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. Ele é
obtido das folhas de Gautheria procumbens e da casca da Betula lenta,
apresentando ação irritante e rubefaciente. A cânfora, extraída da planta
Cinnamomum camphora, possui ação analgésica, antisséptica e estimulante. Além
disso, tem ação irritante cutânea revulsiva, sendo útil no tratamento de processos
dolorosos em estruturas profundas, como fibrosite, mialgia e lumbago. O mentol,
extraído de diversas espécies de menta, é conhecido por suas propriedades
refrescantes e analgésicas. Ele provoca uma sensação de frio ao estimular
receptores específicos, seguida de uma leve anestesia.
C. Por que se faz necessário adicionar propilparabeno na formulação?
O propilparabeno é um conservante que é adicionado a formulações farmacêuticas e
cosméticas para prevenir a contaminação microbiana e prolongar a vida útil do
produto.
D. A formulação desenvolvida tem efeito terapêutico local ou sistêmico? Explique.
A formulação desenvolvida tem efeito terapêutico local. Isso ocorre porque esses
compostos atuam diretamente na área onde são aplicados, sem serem absorvidos
de maneira significativa pela corrente sanguínea. O salicilato de metila, a cânfora e o
mentol causam efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e revulsivos na pele e nos
tecidos subcutâneos, promovendo alívio de dores musculares, reumatismo e outras
condições locais. A ação ocorre principalmente pela estimulação da pele e dos
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
nervos periféricos, provocando sensações de alívio e aquecimento ou resfriamento,
sem atingir diretamente órgãos ou sistemas distantes.
Referência:
Farmácia do Trabalhador. (2016). Bula do medicamento (referência 11418).
http://200.199.142.163:8002/FOTOS_TRATADAS_SITE_14-03-
2016/bulas/11418.pdf Acesso em: 14/03/2025
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
TEMA DA AULA: POMADA PARA ASSADURA
A. Analisando a formulação, identifique e justifique qual(is) componente(s) da
formulação é/são princípio(s) ativo(s) e qual(is) é/são adjuvante(s)
farmacêutico(s).
Os princípios ativos de uma pomada para assadura podem incluir o retinol
(vitamina A) e o ergocalciferol (vitamina D). O retinol atua promovendo a
recuperação da pele e agindo como cicatrizante, enquanto o ergocalciferol alivia
desconfortos e proporciona um efeito calmante. Já os adjuvantes farmacêuticos,
como o óxido de zinco, o talco e o polietilenoglicol, desempenham funções
complementares. O óxido de zinco protege a pele, formando uma barreira que
evita irritações. O talco contribui para a consistência e facilita a aplicação do
produto, funcionando como excipiente. Por sua vez, o polietilenoglicol facilita a
dissolução de outros ingredientes na formulação, atuando como co-solvente.
B. A lanolina e vaselina podem ser classificadas em que tipo de base de pomada?
A lanolina e a vaselina são classificadas como bases oleaginosas ou lipofílicas de
pomadas. Essas bases têm uma natureza lipídica e são utilizadas em produtos
tópicos para a pele. Elas são compostas por hidrocarbonetos, como óleos vegetais,
silicones ou substâncias de origem animal, sendo imiscíveis em água. As bases
oleaginosas permanecem na pele por um período prolongado, prevenindo a perda
de umidade para a atmosfera. No entanto, são difíceis de remover da pele devido à
sua característica lipofílica.
C. Com base na composição da pomada, quais os mecanismos de hidratação que a
formulação pode promover à pele do paciente que fizer uso?
A formulação da pomada, com ingredientes como lanolina, vaselina, retinol,
ergocalciferol e óxido de zinco, promove hidratação à pele de várias formas. As
bases oleaginosas formam uma barreira protetora que evita a perda de água,
mantendo a umidade da pele. O polietilenoglicol facilita a dissolução dos
ingredientes, enquanto o retinol estimula a renovação celular, ajudando a reparar a
pele. O ergocalciferol contribui para a saúde da pele e o óxido de zinco previne
irritações e ajuda a manter a hidratação.
http://200.199.142.163:8002/FOTOS_TRATADAS_SITE_14-03-2016/bulas/11418.pdf
http://200.199.142.163:8002/FOTOS_TRATADAS_SITE_14-03-2016/bulas/11418.pdf
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
D. Na sua opinião, qual a etapa crítica da manipulação/preparação da formulação?
Na manipulação de uma pomada, a etapa mais crítica é a homogeneização dos
componentes. Essa fase envolve a incorporação adequada dos ingredientes ativos
na base oleaginosa, garantindo uma distribuição uniforme e a estabilidade do
produto final. Uma mistura inadequada pode resultar em inconsistências na
dosagem, comprometendo a eficácia terapêutica e alterando a textura e a
capacidade de retenção da umidade da pomada.
E. Quais os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação?
Primeiramente, realiza-se uma avaliação organoléptica, que verifica a aparência, cor,
odor e textura do produto. Em seguida, os testes físico-químicos são fundamentais,
incluindo a medição do pH, viscosidade, densidade e espalhabilidade, garantindo
que o produto atenda às especificações de estabilidade e performance. Além disso,
são realizados ensaios microbiológicos para confirmar a ausência de contaminação
e a eficácia antimicrobiana, quando aplicável. Por fim, testes de estabilidade são
conduzidos para assegurar que a formulação mantenha suas características ao
longo do tempo e sob diferentes condições ambientais.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
TEMA DA AULA: TALCO ANTISÉPTICO
A. Qual a aplicação terapêutica da formulação manipulada/preparada?
O talco antisséptico é utilizado terapeuticamente para prevenir e tratar problemas de
pele, como assaduras, brotoejas, frieiras, pruridos e odores. Ele também pode ser
aplicado como desodorante e antitranspirante. Além disso, o talco é eficaz no
combate aos odores da transpiração nas axilas e nos pés, ajudando a clarear a pele
nas axilas e virilhas, e prevenindo e tratando micoses entre os dedos dos pés.
B. A formulação desenvolvida tem efeito local ou sistêmico?
O talco antissépticotem efeito local. Ele atua diretamente na área onde é aplicado,
como na pele, sem ser absorvido de maneira significativa pela corrente sanguínea.
Seu efeito é restrito à superfície da pele, ajudando a aliviar irritações, combater
odores e tratar condições locais, como assaduras e pruridos, sem causar efeitos
sistêmicos.
C. Explique a motivação farmacotécnica envolvida na trituração dos pós em gral e
pistilo?
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 01
DATA:
______/______/______
A motivação farmacotécnica envolvida na trituração dos pós em gral e pistilo está
relacionada à uniformidade e à eficácia da formulação. Ao realizar a trituração, os
pós são reduzidos a partículas menores, o que aumenta a superfície de contato
entre as substâncias, facilitando a dissolução e a dispersão dos ingredientes na
base da formulação. Além disso, a trituração assegura que os ingredientes ativos
sejam bem distribuídos, garantindo que a dosagem seja homogênea e que o produto
final tenha maior estabilidade e eficácia terapêutica. Esse processo também evita a
formação de aglomerados e melhora a textura do produto, o que é essencial para a
aplicação tópica, proporcionando uma experiência mais agradável para o usuário.
D. Explique o processo de diluição geométrica e a importância deste no preparo da
formulação?
A diluição geométrica é um método de manipulação utilizado para garantir a
uniformidade na distribuição de pequenas quantidades de pó em uma mistura,
sendo amplamente empregado na farmácia de manipulação. Sua principal
importância está em assegurar a segurança e a precisão na pesagem de fármacos
com baixa dosagem, minimizando erros comuns ao pesar pequenas quantidades de
pó. Esse método permite manipular diferentes proporções de componentes,
contribuindo para a segurança do produto final ao garantir que todos os ingredientes
estejam distribuídos de maneira adequada. A diluição geométrica é o método mais
comum para obter misturas de dois ou mais componentes, sendo realizada por meio
da adição sequencial das substâncias no gral, o que facilita a obtenção de uma
mistura mais homogênea.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
RELATÓRIO DE PRÁTICA 02
Nome e matrícula
Rita de Andrade Vieira
01436263
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 02
DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Farmacotécnica
DADOS DO(A) ALUNO(A):
NOME: Rita de Andrade Vieira MATRÍCULA: 01436263
CURSO: Farmácia POLO: São Bento
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Rubens Leite Ramalho
ORIENTAÇÕES GERAIS:
 O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
 concisa;
 O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
 Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
 Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
 Espaçamento entre linhas: simples;
 Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado).
TEMA DA AULA: VASELINA SALICILADA
A. Qual a forma farmacêutica preparada?
A forma farmacêutica preparada é uma pomada.
B. Em qual base de pomada a vaselina sólida pode ser classificada?
A vaselina sólida pode ser classificada como uma base oleosa ou lipofílica, pois é
composta por substâncias oleosas que não se dissolvem em água.
C. Por que a formulação não foi adicionada de conservante?
A formulação não necessita de conservantes, pois a vaselina salicilada é preparada
para uso externo e as condições de armazenamento e a formulação em si (uso em
concentrações de ácido salicílico controladas) são suficientes para prevenir
contaminação e degradação. Além disso, os recipientes são mantidos
hermeticamente fechados e ao abrigo da luz e umidade.
D. Qual a aplicação terapêutica da fórmula preparada?
A vaselina salicilada tem ação queratoplástica (para concentrações abaixo de 2%) e
queratolítica (para concentrações acima de 2%), sendo indicada para o tratamento
de problemas de pele como calos, verrugas, e outras condições que exigem
esfoliação ou regeneração celular.
E. A formulação é de uso oral ou tópico?
O efeito é local ou sistêmico? A formulação é de uso tópico, ou seja, deve ser
aplicada na pele. O efeito é local, pois age diretamente nas áreas afetadas,
promovendo o tratamento da pele sem ação sistêmica.
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F. Quais os ensaios de controle de qualidade são necessários para a formulação?
Para o controle de qualidade da vaselina salicilada, são necessários ensaios
como:
 Controle de uniformidade de conteúdo (para garantir que a concentração do
ácido salicílico esteja conforme especificado).
 Testes de pH, pois a fórmula deve ter um pH adequado para a aplicação na pele.
 Teste de estabilidade para verificar como a pomada se comporta ao longo do
tempo sob diferentes condições de armazenamento.
 Teste de homogeneidade para garantir que a mistura entre os componentes
esteja bem distribuída.
F. Qual o mecanismo de hidratação da vaselina?
A vaselina tem um mecanismo de hidratação indireto. Ela forma uma camada
protetora sobre a pele, o que evita a perda de água pela evaporação, mantendo a
hidratação natural da pele. Essa barreira também ajuda a proteger a pele contra
fatores externos, como a poluição e a fricção.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019.
TEMA DA AULA: SUPOSITÓRIO DE GLICERINA
A. Qual a função farmacêutica da glicerina?
A glicerina tem função laxante quando utilizada na formulação de supositórios. Ela
age como um umectante, ajudando a amolecer as fezes e promovendo a evacuação.
B. Qual a função do estearato de sódio?
O estearato de sódio atua como um agente de base, ajudando a solidificar a fórmula
do supositório e proporcionando a consistência necessária para sua forma sólida à
temperatura ambiente.
C. Com base na formulação, explique e fundamente porque o supositório preparado
funde ao entrar em contato com o local de administração.
O supositório contém glicerina e estearato de sódio, que possuem um ponto de
fusão relativamente baixo (aproximadamente 50°C). Quando o supositório entra em
contato com a temperatura corporal (aproximadamente 37°C), ele começa a derreter
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ou se dissolver parcialmente, facilitando a liberação do princípio ativo (glicerina) para
a mucosa retal, onde atua como laxante.
D. A base do supositório preparada é hidrofílica ou lipofílica? Explique como a
composição da base pode influenciar na liberação e absorção do princípio ativo
presente no supositório.
A base do supositório preparada é hidrofílica, pois a glicerina, um composto
altamente solúvel em água, é o principal componente. Isso favorece a liberação
rápida do princípio ativo quando o supositório entra em contato com as secreções
aquosas da mucosa retal. A base hidrofílica também facilita a absorção do princípio
ativo pelas mucosas, promovendo um efeito laxante mais rápido.
E. Na sua opinião, qual a etapa mais crítica na obtenção dos supositórios?
A etapa mais crítica é a verificação da temperatura durante o preparo. O supositório
deve ser moldado enquanto a mistura ainda está quente (aproximadamente 50°C).
Se a temperatura não for controlada adequadamente, a mistura pode não ter a
consistência desejada ou não solidificar corretamente, o que comprometeria a
eficácia e a integridade do supositório.
F. Quais os ensaios de controle de qualidade são necessários para o supositório?
Os ensaios de controle de qualidade necessários incluem:
 Uniformidade de peso: verificar se os supositórios têm o peso adequado para
garantir a dosagem correta.
 Ponto de fusão: testar a temperatura na qual o supositório começa a derreter,
garantindo que ele se funda corretamente no local de administração.
 Liberação do princípio ativo: garantir que o supositório libere a quantidadeadequada de glicerina ao entrar em contato com o reto.
 Estabilidade: garantir que os supositórios se mantenham estáveis ao longo do
tempo, sem alteração na forma ou na eficácia.
G. Quais as condições de armazenamento adequadas?
Os supositórios devem ser armazenados em papel laminado ou blister, bem
fechados, ao abrigo da luz e da umidade, e em temperatura inferior a 25°C para
evitar que derretam ou percam a eficácia.
H. A formulação preparada é de uso local ou sistêmico?
A formulação é de uso local. O efeito é direcionado para a região retal, onde a
glicerina age de forma localizada, promovendo a evacuação. A absorção sistêmica
não é significativa.
Referência:
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FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira, 2ª
edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
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TEMA DA AULA: GEL BASE
A. A. Qual a classe farmacotécnica de cada componente da formulação?
 Gelificante (como carbômeros ou hidroxietilcelulose): Agente que forma a base
do gel, é um formador de gel.
 Água: Solvente, ou veículo.
 Trietanolamina ou outra base alcalina: Ajustador de pH.
B. O gel preparado é não-iônico ou aniônico? Fundamente sua resposta.
Se a formulação do gel contém carbômero ou outro polímero gelificante similar, ela é
provavelmente aniônica. Isso ocorre porque o carbômero, um tipo de polímero usado
frequentemente em géis, possui grupos ácidos que se ionizam em solução, tornando
o gel aniônico. A adição de uma base, como trietanolamina, neutraliza os grupos
ácidos, formando a rede de gel.
C. Por que é necessário o ajuste do pH com trietanolamina?
O ajuste do pH com trietanolamina é necessário porque a maioria dos gelificantes,
como o carbômero, necessita de um pH ligeiramente alcalino para se hidratar
adequadamente e formar o gel. A trietanolamina atua como um neutralizante,
ajustando o pH para um nível que favorece a formação da rede de gel, tornando o
produto mais estável e eficaz.
D. A formulação preparada é de uso interno ou externo?
A formulação de gel geralmente é de uso externo, especialmente se for destinada
para a pele, mucosas ou outra aplicação tópica. Géis de uso externo são comuns
em cosméticos, medicamentos dermatológicos, ou tratamentos locais.
E. Em comparação aos cremes e pomadas, o gel preparado tem maior ou menor
capacidade de permeação na pele? Além disso, o gel tem maior ou menor tempo de
permanência na pele? Por fim, a capacidade de hidratação através do gel é maior ou
menor? Justifique as suas respostas.
 Capacidade de permeação na pele: O gel geralmente tem maior capacidade de
permeação na pele em comparação com cremes e pomadas. Isso ocorre porque
o gel é tipicamente menos oleoso e tem uma base aquosa, facilitando a
absorção mais rápida dos princípios ativos.
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 Tempo de permanência na pele: O gel tem um menor tempo de permanência na
pele em comparação com pomadas, já que, sendo mais leve e com maior
conteúdo de água, tende a evaporar ou absorver rapidamente. As pomadas, por
sua vez, são mais espessas e têm uma base lipofílica, o que aumenta sua
permanência na pele.
 Capacidade de hidratação: O gel tem menor capacidade de hidratação em
comparação com pomadas ou cremes. Isso ocorre porque, embora os géis
possam ter água em sua composição, eles não formam uma barreira oleosa
sobre a pele como as pomadas, o que dificulta a retenção de umidade.
F. Quais conservantes foram utilizados na formulação?
A formulação típica de gel pode conter conservantes como fenoxietanol,
metilisotiazolinona ou cloreto de benzalcônio, dependendo do tipo de gel e sua
finalidade (cosmético ou farmacêutico). A escolha do conservante depende da
necessidade de proteger o produto contra a contaminação microbiológica, mantendo
sua estabilidade ao longo do tempo.
G. Na formulação, foi adicionado algum antiumectante? Se sim, qual foi este
componente?
Em muitas formulações de gel, um antiumectante pode ser adicionado para controlar
a umidade e evitar que o produto atraia água, o que pode afetar sua consistência e
estabilidade. Caso tenha sido adicionado um antiumectante, um exemplo comum
seria o silicato de sódio ou outro polímero de controle de umidade. No entanto, para
determinar exatamente se houve a adição de um antiumectante e qual seria esse
componente, seria necessário ver os ingredientes específicos da formulação.
H. Quais os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação?
Para garantir que a formulação do gel esteja dentro dos padrões de qualidade, os
seguintes ensaios são recomendados:
 Uniformidade de conteúdo: Verificar se a quantidade do princípio ativo é
distribuída de maneira uniforme em cada unidade de gel.
 pH: Testar o pH do gel, pois ele deve estar dentro da faixa adequada para o
gelificante (geralmente, pH entre 6 e 7 para géis à base de carbômero).
 Viscosidade: A viscosidade do gel deve ser medida para garantir a consistência
adequada, que deve ser suficiente para garantir que o gel permaneça na área de
aplicação sem escorrer.
 Tamanho das partículas (se aplicável): Para géis contendo partículas suspensas,
é necessário testar a uniformidade do tamanho das partículas.
 Teste de estabilidade: Avaliar a estabilidade do gel ao longo do tempo sob
diferentes condições de armazenamento (temperatura, luz, umidade) para
garantir que o gel mantenha suas propriedades.
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 Teste de dissolução/liberação: Para géis terapêuticos, é importante testar a taxa
de liberação do princípio ativo quando o gel é aplicado na pele ou outra área.
 Controle microbiológico: Garantir que o gel esteja livre de contaminação
bacteriana ou fúngica, através de testes como o teste de carga microbiana ou o
teste de esterilidade (dependendo do tipo de gel).
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: DILUIÇÃO GEOMÉTRICA 1:10
A. Qual a importância da diluição geométrica no preparado de formas farmacêuticas
sólidas?
A diluição geométrica é crucial no preparo de formas farmacêuticas sólidas, como
comprimidos ou pós, para garantir uma distribuição uniforme do princípio ativo. Esse
processo permite que pequenas quantidades de fármaco sejam misturadas de forma
homogênea com grandes volumes de excipiente (como amido ou lactose), evitando
a concentração excessiva de princípio ativo em qualquer parte do produto. Isso é
especialmente importante para fármacos que possuem uma atividade farmacológica
potente ou toxicidade em doses elevadas, pois uma mistura desigual poderia
resultar em uma dose errada e comprometer a segurança e a eficácia do
medicamento.
B. Qual a importância do corante no processo de diluição geométrica?
O corante, geralmente utilizado como marcador visual, tem a função de facilitar a
visualização e a verificação da homogeneização da mistura. Durante o processo de
diluição geométrica, o corante ajuda a garantir que o fármaco e o excipiente foram
bem misturados. Sua presença também pode indicar se houve alguma falha na
distribuição uniforme do princípio ativo, permitindo detectar erros no processo de
mistura que poderiam afetar a qualidade do produto final.
C. O que poderia acontecer se o fármaco fosse misturado no excipiente (amido) sem
o processo de diluição geométrica? Exemplifique os possíveis problemas de
qualidade que poderiam surgir.
Se o fármaco fosse misturado diretamente ao excipiente sem o uso de diluição
geométrica, poderiam ocorrer problemas de distribuição desigual do princípio ativo.
Isso significaria que algumas porções da forma farmacêutica poderiam conter
quantidades excessivas de fármaco, enquanto outras teriam doses insuficientes.
Esse erro pode levar a:
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 Overdose: O paciente pode receber uma dose muito alta dofármaco,
aumentando o risco de toxicidade ou efeitos adversos.
 Ineficácia: Por outro lado, se a dose do fármaco for insuficiente em algumas
unidades, o medicamento não terá efeito terapêutico adequado.
 Inconsistência de qualidade: A falta de homogeneização pode resultar em uma
qualidade inconsistente de lote para lote, o que compromete a segurança e
eficácia do produto.
D. Quais os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação?
Os ensaios de controle de qualidade essenciais para uma formulação farmacêutica
que passou por diluição geométrica incluem:
 Uniformidade de dose: Testar se a distribuição do princípio ativo está uniforme
em todas as unidades da forma farmacêutica (como comprimidos ou pós).
 Desintegração: Verificar se a forma farmacêutica se desintegra adequadamente
no corpo, facilitando a liberação do fármaco.
 Dissolução: Avaliar a taxa de liberação do princípio ativo quando a forma
farmacêutica entra em contato com o fluido corporal, para garantir que o fármaco
será liberado corretamente.
 Teste de pureza: Verificar a presença de impurezas ou substâncias
contaminantes que possam comprometer a segurança do produto.
 Estabilidade: Avaliar como o produto se comporta ao longo do tempo em
diferentes condições de armazenamento (umidade, temperatura) para garantir
sua durabilidade e eficácia.
 Granulometria (se aplicável): Em casos de pós ou comprimidos, medir o
tamanho das partículas para garantir que a mistura esteja bem distribuída e que
o produto tenha boa fluidez e compactação.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: CREME DE UREIA
A. Qual a função terapêutica da ureia?
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A uréia tem uma função terapêutica de hidratação e esfoliação da pele. Ela é um
umectante que atrai água para as camadas mais superficiais da pele, ajudando a
manter a pele hidratada. Além disso, a ureia também tem ação queratolítica,
promovendo a renovação celular e ajudando a suavizar áreas de pele espessa ou
ressecada, sendo útil no tratamento de condições como psoríase, ictiose,
hiperqueratoses, dermatite atópica, e eczema.
B. O creme base pode promover hidratação à pele por quais mecanismos?
O creme base pode promover hidratação à pele por dois mecanismos principais:
 Oclusão: Ao formar uma camada sobre a pele, o creme impede a perda de água
da pele para o ambiente, funcionando como uma barreira. Isso ajuda a reter a
umidade na pele.
 Hidratação direta: Muitos cremes base contêm água e outros umectantes que
ajudam a atrair a água para as camadas mais profundas da pele, promovendo
uma hidratação profunda.
C. Sobre o seguinte processo farmacotécnico “Em um gral, dispersar a ureia com q.s.
de propilenoglicol ou água destilada”, qual a função farmacotécnica do
propilenoglicol ou água destilada? Explique a importância deste processo.
A função farmacotécnica do propilenoglicol ou água destilada é atuar como
solventes para a ureia. O propilenoglicol é um umectante que ajuda a dissolver a
ureia de maneira eficaz, facilitando sua distribuição uniforme no creme base. Além
disso, o propilenoglicol também ajuda a aumentar a absorção da ureia pela pele. Já
a água destilada é utilizada para garantir que a ureia se dissolva adequadamente,
criando uma solução homogênea. Esse processo é importante para evitar a
precipitação de ureia e garantir que a concentração de fármaco na formulação seja
adequada, melhorando a eficácia do tratamento.
D. Com base na sua percepção da aula prática, qual a etapa mais crítica no
preparo/manipulação da fórmula de creme de ureia?
A etapa mais crítica no preparo/manipulação da fórmula de creme de ureia é a
homogeneização da mistura após a adição da ureia à água ou ao propilenoglicol.
Isso é crucial para garantir que a ureia se dissolva completamente e seja distribuída
uniformemente no creme base, evitando áreas com concentração excessiva ou
insuficiente do princípio ativo. A mistura inadequada pode resultar em ineficácia do
produto ou irritação da pele devido a uma distribuição desigual do fármaco.
E. Quais os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação?
Os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação de creme com
ureia incluem:
 Uniformidade de dose: Verificar se a quantidade de ureia está distribuída de
maneira uniforme no creme, garantindo a dose correta em cada aplicação.
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DATA:
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 pH: Testar o pH do creme para garantir que ele esteja dentro de uma faixa
adequada para a estabilidade e eficácia do produto (geralmente entre 4,5 e 7).
 Viscosidade: Medir a viscosidade do creme para garantir que ele tenha a
consistência desejada para a aplicação na pele.
 Estabilidade: Avaliar a estabilidade do produto ao longo do tempo, verificando se
a ureia se mantém estável e se o creme não sofre alteração de cor, odor ou
consistência.
 Teste de dissolução: Avaliar a liberação do princípio ativo (uréia) quando o
creme é aplicado na pele.
 Controle microbiológico: Testar o creme para garantir que esteja livre de
contaminação bacteriana e fúngica, o que é especialmente importante em
produtos de uso tópico.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: CREME BASE
A. Qual a função farmacotécnica do BHT? Explique a importância desse
componente na estabilidade da fórmula e elenque os problemas que poderiam
ocorrer caso não fosse adicionado à formulação.
O BHT (Butylated HydroxyToluene) é um antioxidante utilizado na formulação para
prevenir a oxidação de ingredientes sensíveis ao oxigênio, como óleos e gorduras.
Sua função farmacotécnica é proteger a fórmula contra a degradação causada pela
oxidação, o que poderia comprometer a estabilidade, cor, odor e até a eficácia do
produto. Caso o BHT não fosse adicionado, os problemas que poderiam ocorrer
incluem:
 Rancificação dos óleos presentes na formulação.
 Alteração do perfume ou sabor do produto.
 Redução da eficácia do produto devido à degradação dos componentes ativos.
 Perda de estabilidade e, consequentemente, encurtamento da vida útil do
produto.
B. Quais as funções farmacotécnicas da cera Lannete?
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A cera Lannete é um emulsificante utilizado para formar emulsões estáveis, além de
atuar como agente espessante e estabilizador de textura. Ela tem as seguintes
funções farmacotécnicas:
 Emulsificante: Facilita a formação de emulsões óleo-em-água, criando uma
barreira que ajuda a homogeneizar os ingredientes oleosos e aquosos na
formulação.
 Espessante: A cera Lannete contribui para a viscosidade do creme, garantindo a
consistência adequada e a facilidade de aplicação.
 Estabilizador de fase: Ajuda a estabilizar a emulsão, evitando que as fases
aquosa e oleosa se separem.
C. Explique a importância do aquecimento durante o preparo do creme.
O aquecimento durante o preparo do creme é importante para:
 Facilitar a fusão dos componentes sólidos (como ceras e gorduras) com os
líquidos, permitindo que se misturem mais facilmente.
 Ajudar na homogeneização da emulsão, tornando mais fácil a incorporação de
ingredientes como óleos e emulsificantes.
 Acelerar a dissolução de alguns ingredientes, garantindo que a mistura seja
uniforme.
 Melhorar a distribuição dos componentes ativos na fórmula e aumentar a
estabilidade da emulsão, evitando a separação das fases. A temperatura deve
ser controlada para não comprometer a qualidade de ingredientes sensíveis ao
calor.
D. Quais os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação?
Os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação de creme base
incluem:
 pH: Verificar se o pH da fórmula está adequado para a pele (geralmente entre
4,5 e 7).
 Viscosidade:Avaliar a consistência do creme para garantir que ele seja
adequado para a aplicação e tenha a textura desejada.
 Estabilidade: Testar a estabilidade do creme sob diferentes condições de
armazenamento (temperatura, luz e umidade) para garantir que ele não sofra
alterações ao longo do tempo.
 Uniformidade de conteúdo: Garantir que os ingredientes ativos e excipientes
estejam uniformemente distribuídos na formulação.
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DATA:
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 Teste de dissociação (se aplicável): Verificar se o creme se dissolve ou libera
seus componentes de maneira eficaz quando aplicado na pele.
 Controle microbiológico: Testar a formulação para garantir que não haja
contaminação bacteriana ou fúngica, especialmente em produtos tópicos.
E. A forma farmacêutica preparada pode ser utilizada para uso interno ou externo?
A forma farmacêutica preparada, sendo um creme, é de uso externo. Cremações
são aplicadas sobre a pele, com o objetivo de proporcionar hidratação, tratamento
de condições dermatológicas ou melhorar a barreira cutânea, entre outras funções
tópicas. Não deve ser utilizada para uso interno, pois os ingredientes podem não ser
seguros para ingestão.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: CÁPSULAS DE RANITIDINA
A. Qual o material da cápsula utilizada? E qual o seu mecanismo de liberação?
O material da cápsula utilizada é geralmente a gelatina, que é o material mais
comum para cápsulas duras. A gelatina é uma substância derivada do colágeno e
tem a capacidade de se dissolver rapidamente no trato gastrointestinal. O
mecanismo de liberação da cápsula é dependente da dissolução da cápsula no
estômago, permitindo que o fármaco (cloridrato de ranitidina) seja liberado. Para as
cápsulas de liberação imediata, o fármaco é liberado de maneira rápida e uniforme
após a dissolução da cápsula. No caso de cápsulas de liberação retardada ou de
liberação controlada, a cápsula pode ter um revestimento especial que altera a
velocidade com que o fármaco é liberado no organismo.
B. Qual a importância da mistura do fármaco (cloridrato de ranitidina) com o
excipiente (amido) antes do processo de encapsulamento?
A mistura do fármaco com o excipiente amido tem a função de melhorar a
uniformidade da dose e garantir uma distribuição homogênea do fármaco nas
cápsulas. O amido pode atuar como um diluente ou aglutinante, além de ajudar a
dar a consistência adequada ao pó para que o processo de encapsulamento seja
mais eficiente. Ele também pode ajudar a evitar a compactação excessiva do
fármaco, o que poderia interferir na liberação do medicamento e na facilidade de
ingestão da cápsula.
C. Qual a análise de controle de qualidade deveria ter sido conduzida após o
preparo das cápsulas?
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Após o preparo das cápsulas de ranitidina, as seguintes análises de controle de
qualidade deveriam ser conduzidas:
 Uniformidade de conteúdo: Verificar se a quantidade de cloridrato de ranitidina
em cada cápsula está dentro da faixa especificada, garantindo que todas as
cápsulas tenham a mesma dose do fármaco.
 Dissolução: Realizar testes de dissolução para verificar se as cápsulas se
dissolvem corretamente no meio fisiológico, liberando o fármaco conforme
esperado.
 Peso médio das cápsulas: Avaliar o peso médio das cápsulas para garantir que
estão dentro da especificação e que não há variação significativa de peso entre
as cápsulas.
 Integridade e aspecto: Verificar a aparência das cápsulas para garantir que não
há defeitos, como rachaduras ou quebras, que poderiam comprometer a
liberação do fármaco.
D. De acordo com a sua percepção da prática, qual a etapa mais crítica no preparo
das cápsulas de ranitidina? Embase a sua resposta.
A etapa mais crítica no preparo das cápsulas de ranitidina é a mistura do fármaco
com o excipiente (amido). Essa etapa é fundamental para garantir que o fármaco
seja distribuído de maneira uniforme nas cápsulas. Se a mistura não for homogênea,
pode haver cápsulas com quantidades inadequadas de cloridrato de ranitidina, o que
comprometeria a precisão da dosagem e a eficácia do medicamento. Além disso,
uma mistura inadequada pode levar a falhas no processo de encapsulamento e à
formação de cápsulas mal preenchidas.
E. Quais os ensaios de controle de qualidade necessários para a formulação?
Os ensaios de controle de qualidade necessários para as cápsulas de ranitidina
incluem:
 Uniformidade de conteúdo: Garantir que cada cápsula contenha a quantidade
exata de cloridrato de ranitidina.
 Testes de dissolução: Verificar a velocidade e a eficiência com que o fármaco é
liberado da cápsula no meio simulado do trato gastrointestinal.
 Peso médio: Avaliar se todas as cápsulas estão dentro do intervalo de peso
especificado.
 Testes de integridade da cápsula: Verificar se as cápsulas estão intactas, sem
rachaduras ou danos.
 Ensaios de umidade: Medir o teor de umidade nas cápsulas para garantir que a
umidade seja controlada, o que é importante para a estabilidade do produto.
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 Verificação de tamanho e forma: Garantir que as cápsulas sejam de tamanho
uniforme e possuam a forma esperada.
Referência:
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edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: POMADA BASE
A. Quais as funções farmacotécnicas da vaselina e da lanolina?
 Vaselina: A vaselina é um emoliente e oclusivo. Sua função farmacotécnica é
formar uma camada protetora sobre a pele, prevenindo a perda de umidade e
melhorando a hidratação da pele. Ela também ajuda a lubrificar e proteger a pele
contra agentes irritantes externos.
 Lanolina: A lanolina é um emoliente e hidratante natural que, além de ajudar a
suavizar e amaciar a pele, também possui a capacidade de reter água na pele.
Ela age como uma substância que facilita a hidratação da pele, criando uma
barreira protetrora que impede a perda de água e ajuda na restauração da
umidade cutânea.
B. Qual a importância do BHT para a estabilidade da formulação?
O BHT (Butylated HydroxyToluene) é um antioxidante utilizado na formulação para
prevenir a oxidação de ingredientes sensíveis ao oxigênio, como óleos e gorduras.
Sua importância para a estabilidade da formulação é proteger os ingredientes contra
a degradação causada pela oxidação, que pode alterar as propriedades físicas
(como cor e cheiro) e comprometer a eficácia do produto. Caso o BHT não fosse
adicionado, a formulação poderia sofrer alterações no tempo, como a rancificação
de componentes oleosos e a redução da vida útil do produto.
C. Qual o tipo de pomada base preparada, de acordo com a classificação da
Farmacopeia Americana USP?
De acordo com a classificação da Farmacopeia Americana USP, a pomada
preparada é tipicamente uma pomada oleosa ou pomada emulsionada, dependendo
dos excipientes utilizados. As pomadas oleosas geralmente são compostas por
substâncias emolientes como vaselina e lanolina, que são não emulsificadas. Já as
pomadas emulsionadas podem ser de tipo óleo em água ou água em óleo,
dependendo do tipo de emulsionante utilizado. Pela descrição, parece que a base da
pomada preparada é mais próxima da pomada oleosa, com predominância de
ingredientes como vaselina e lanolina.
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D. Explique as funcionalidades terapêuticas da base de pomada preparada,
incluindo os mecanismos de hidratação, tempo de permanência da pele e
capacidade de permeação cutânea.
 Mecanismos de hidratação: A pomada base preparada, com ingredientes como
vaselina e lanolina, atua principalmente como agente hidratante. A vaselina
forma uma barreira oclusiva na pele, o que previne a perda de umidade e
aumenta a retenção de água. A lanolina também age como um hidratante,mas
seu papel principal é capturar e manter a umidade dentro das camadas da pele,
promovendo hidratação prolongada.
 Tempo de permanência na pele: Devido à sua natureza oleosa, a base de
pomada tem alta capacidade de permanência na pele. A vaselina e a lanolina
criam uma camada protetora duradoura que retarda a evaporação da água e
ajuda a manter a hidratação por períodos prolongados, proporcionando efeito
contínuo.
 Capacidade de permeação cutânea: A permeação cutânea pode ser limitada em
pomadas com maior conteúdo de substâncias oleosas, como a vaselina. Embora
essas bases sejam ótimas para manter a hidratação e proteção, elas não são
tão eficazes para liberação transdérmica de fármacos, pois formam uma barreira
espessa na pele. A capacidade de permeação cutânea pode ser mais eficiente
se o medicamento presente na pomada for lipofílico e puder se difundir pela
camada oleosa da pele.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: GEL DE METRONIDAZOL 1%
A. Qual a função terapêutica da formulação preparada?
O gel de metronidazol 1% é utilizado principalmente para tratar infecções
bacterianas e parasitárias na pele. Ele possui propriedades antimicrobianas, sendo
eficaz contra uma variedade de bactérias e protozoários. É frequentemente indicado
para condições dermatológicas como rosácea e dermatite causada por infecções ou
inflamações, além de ajudar a reduzir a vermelhidão e o inchaço associados a essas
condições.
B. A formulação é de uso interno ou externo?
A formulação de gel de metronidazol 1% é de uso externo. É aplicada diretamente
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 02
DATA:
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na pele, nas áreas afetadas pela condição a ser tratada, sendo absorvida localmente
para atuar na infecção ou inflamação.
C. Qual a função do propilenoglicol na formulação?
O propilenoglicol atua como solvente e umectante na formulação. Ele ajuda a
dissolver o metronidazol, facilitando sua distribuição uniforme na base do gel. Além
disso, o propilenoglicol tem a capacidade de reter água, contribuindo para a
hidratação da pele e mantendo o gel em uma consistência adequada para aplicação.
D. Com base na sua percepção da aula prática, qual a etapa mais crítica do preparo
do gel de metronidazol? Embase a sua resposta.
A etapa mais crítica no preparo do gel de metronidazol é a homogeneização da
mistura. Durante a preparação, é essencial garantir que o metronidazol seja
uniformemente distribuído em toda a base do gel, para que a concentração de 1%
seja mantida em cada aplicação. Caso a mistura não seja bem feita, pode ocorrer
variabilidade na dosagem, comprometendo a eficácia do tratamento. Além disso, a
incorporação adequada do propilenoglicol e a manutenção da consistência do gel
são fundamentais para garantir que o produto final tenha as propriedades físicas
desejadas, como facilidade de aplicação e boa aderência à pele.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019
TEMA DA AULA: SABONETE LÍQUIDO ESFOLIANTE
A. Quais as funções terapêuticas dos extratos vegetais adicionados?
Os extratos vegetais adicionados ao sabonete líquido esfoliante têm várias funções
terapêuticas, dependendo do tipo de planta utilizada. Geralmente, esses extratos
são escolhidos por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e hidratantes,
além de promoverem a cicatrização e a proteção da pele. Exemplos incluem extratos
de camomila, que possuem ação calmante, ou extratos de aloe vera, que são
conhecidos por suas propriedades hidratantes e regenerativas. Esses extratos
ajudam a melhorar a saúde da pele, oferecendo benefícios adicionais além da
limpeza.
B. Qual a importância do Nipagin e Nipazol para a estabilidade da formulação?
Nipagin e Nipazol são conservantes utilizados para prevenir o crescimento de micro-
organismos (bactérias, fungos e leveduras) na formulação. Eles são fundamentais
para garantir a estabilidade microbiológica do sabonete líquido, evitando que o
produto se deteriore ou cause infecções cutâneas. Sem esses conservantes, a
formulação estaria mais suscetível à contaminação microbiana, o que reduziria sua
vida útil e comprometeria a segurança do consumidor.
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL
RELATÓRIO 02
DATA:
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C. Explique qual a importância da esfoliação da pele e qual a frequência de
esfoliação recomendada (ou seja, a frequência de uso do sabonete preparado).
A esfoliação da pele é importante porque ela ajuda a remover as células mortas da
camada superficial da pele, promovendo a renovação celular e melhorando a
aparência da pele. Ela também pode ajudar a desobstruir os poros, reduzindo a
formação de cravos e espinhas. A esfoliação pode estimular a circulação sanguínea
e melhorar a eficácia de outros produtos de cuidados com a pele. Contudo, a
esfoliação excessiva pode causar irritação ou ressecamento da pele. A frequência
recomendada de esfoliação é geralmente de 1 a 3 vezes por semana, dependendo
do tipo de pele. Para peles sensíveis, recomenda-se uma menor frequência,
enquanto para peles oleosas, uma esfoliação mais regular pode ser benéfica.
D. Com base na sua percepção da aula prática, qual a etapa mais crítica do preparo
do sabonete líquido esfoliante? Embase a sua resposta.
A etapa mais crítica no preparo do sabonete líquido esfoliante é a incorporação
homogênea dos grânulos esfoliantes na base líquida. Durante essa etapa, é
essencial garantir que os grânulos esfoliantes (geralmente de semente de frutas ou
polímeros sintéticos) sejam distribuídos de forma uniforme na formulação para
proporcionar uma esfoliação eficaz e sem risco de machucar a pele. Caso os
grânulos não sejam bem misturados, pode haver acentuação de áreas com excesso
de esfoliação, causando irritação ou desconforto ao usuário. Além disso, é
importante garantir que os extratos vegetais e os conservantes sejam bem
incorporados para manter as propriedades terapêuticas e a estabilidade do produto.
Referência:
FARMACOPEIA BRASILEIRA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira,
2ª edição Rev. 02. Brasília: ANVISA, 2019

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