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Enfermagem do trabalho 
 
2 
www.estetus.com.br 
SUMÁRIO 
HISTÓRIA DA ENFERMAGEM DO TRABALHO ................................................................... 3 
NO BRASIL ............................................................................................................................ 3 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES................................................................................................. 4 
ASPECTOS POLÍTICOS ....................................................................................................... 7 
LEGISLAÇÃO BÁSICA EM SAÚDE DO TRABALHADOR .................................................... 9 
ASPECTOS LEGAIS ........................................................................................................... 11 
NR 1 – DISPOSIÇÕES GERAIS .......................................................................................... 12 
NR 4 – SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM 
MEDICINA DO TRABALHO (SESMT) ................................................................................. 15 
NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES ..................................... 22 
NR 6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI .............................................. 23 
QUAIS EQUIPAMENTOS? .................................................................................................. 24 
TIPOS DE EPI ..................................................................................................................... 24 
MANUTENÇÃO E TROCA ................................................................................................... 25 
NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL..................... 26 
EXAMES MÉDICOS ............................................................................................................ 26 
ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL – ASO ................................................................ 27 
EXAMES ADMISSIONAIS E DEMISSIONAL ...................................................................... 28 
NR 8 - EDIFICAÇÕES ......................................................................................................... 30 
NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS .................................... 32 
NR 17 – ERGONOMIA......................................................................................................... 34 
NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE ................. 37 
DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO ......................................................................................... 39 
PERFUROCORTANTES ..................................................................................................... 40 
DA VACINAÇÃO DOS TRABALHADORES ........................................................................ 41 
DOS RISCOS QUÍMICOS ................................................................................................... 41 
LOCAIS PARA REFEIÇÃO .................................................................................................. 43 
DA LIMPEZA E CONSERVAÇÃO ....................................................................................... 43 
AGENTES BIOLÓGICOS .................................................................................................... 44 
MATERIAIS PERFUROCORTANTES ................................................................................. 45 
RISCOS AMBIENTAIS / OCUPACIONAIS .......................................................................... 45 
MAPA DE RISCOS .............................................................................................................. 49 
 
Enfermagem do trabalho 
 
3 
www.estetus.com.br 
 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA DOS ACIDENTES E DOENÇAS RELACIONADOS AO 
TRABALHO
 ............................................................................................................................................. 5
3 
ACIDENTES (TÍPICO/TRAJETO) E DOENÇAS DE TRABALHO ........................................ 58 
ACIDENTE COM MATERIAL BIOLÓGICO .......................................................................... 59 
FLUXO DO ACIDENTE COM MATERIAL BIOLÓGICO PARA SERVIDORES DA SMS ..... 59 
ERGONOMIA ....................................................................................................................... 66 
A IMPORTÂNCIA DA ERGONOMIA PARA A SAÚDE DO TRABALHADOR ...................... 68 
ERGONOMIA X SOLUÇÕES CRIATIVAS ........................................................................... 68 
ORIENTAÇÃO ERGONÔMICA NA POSIÇÃO SENTADA: ................................................. 71 
ATENDIMENTO AS DOENÇAS OCUPACIONAIS .............................................................. 72 
TOXICOLOGIA OCUPACIONAL ......................................................................................... 79 
SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO ......................................................................... 84 
PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL ............................................................................ 91 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 100 
Enfermagem do trabalho 
 
4 
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HISTÓRIA DA ENFERMAGEM DO TRABALHO 
 
A enfermagem do trabalho surge 
quando as primeiras leis de acidente do 
trabalho se originaram na Alemanha, em 
1884, estendendo-se logo a vários países 
da Europa, até chegar ao Brasil por meio do 
Decreto legislativo nº.3.724 de 15 de janeiro 
de 1919, a fim de dar parâmetros legais 
para os trabalhadores que estão expostos aos riscos do dia a dia. 
O cuidado de enfermagem profissionalizado veio à tona para ser dirigido aos 
trabalhadores desde uma simples palestra de educação em saúde, primeiros 
socorros, e até a reduzir o consumo de mão de obra desampara por aspectos ético- 
legais, fazendo com que surja a enfermagem do trabalho. 
A enfermagem do trabalho é um ramo da enfermagem de saúde pública e, 
como tal utiliza os mesmos métodos e técnicas empregadas na saúde pública visando 
à promoção da saúde do trabalhador; proteção contra os riscos decorrentes de suas 
atividades labora; proteção contra agentes químicos, físicos e biológicos e 
psicossociais; manutenção de sua saúde no mais alto grau de bem-estar físico e 
mental e recuperações de lesões, doenças ocupacionais ou não-ocupacionais e sua 
reabilitação para o trabalho. 
 
 
No Brasil 
 
 
No Brasil a primeira escola de enfermagem foi criada e 1890 no hospício de 
Pedro 2º, atualmente o UNI-RIO. O exercício de enfermagem no Brasil foi 
regulamentado em 1931. Em 1955 foi aprovada a Lei do exercício Profissional de 
Enfermagem no Brasil. Em 1959 aconteceu uma Conferência Internacional do 
Trabalho e, nesta, houve a recomendação de número 112 da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT) que conceituou a Medicina do Trabalho, mas 
limitando-se a intervenção médica. 
Enfermagem do trabalho 
 
4 
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Em 1963 foi incluído nos cursos médicos o ensino de medicina do trabalho. 
Com a OIT as normas sobre a proteção a saúde e integridade física do trabalhador 
ganharam forças, contribuindo bastante na prevenção de acidentes e doenças do 
trabalho. Logo em seguida, em 1964, (UERJ) incluiu a disciplina de saúde ocupacional 
no curso de graduação. 
O auxiliar de enfermagem do trabalho foi incluído na equipe de saúde 
ocupacional em 1972 pela portaria n.º 3.237 do ministério do Trabalho. Empresas com 
mais de 100 empregados, centralizada ou não num mesmo local, a existência de um 
Serviço de Saúde Ocupacional, composto, pelos seguintes profissionais; 
Médico do Trabalho; 
Engenheiro de Segurança; 
Técnicos em Segurança; 
Auxiliar de Enfermagem do Trabalho. 
A enfermagem do trabalho tem, nesta área, um vasto campo para 
desempenhar suas funções, quer na prestação de assistência de enfermagemvestimentas utilizadas em suas atividades 
laborais. 
Os Equipamentos de Proteção Individual – EPI, descartáveis ou não, deverão 
estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja 
garantido o imediato fornecimento ou reposição. 
O empregador deve assegurar capacitação aos trabalhadores, antes do início 
das atividades e de forma continuada, devendo ser ministrada: 
a) sempre que ocorra uma mudança das condições de exposição dos trabalhadores 
aos agentes biológicos; 
b) durante a jornada de trabalho; 
c) por profissionais de saúde familiarizados com os riscos inerentes aos agentes 
biológicos. 
Os trabalhadores devem comunicar imediatamente todo acidente ou incidente, 
com possível exposição a agentes biológicos, ao responsável pelo local de trabalho 
e, quando houver, ao serviço de segurança e saúde do trabalho e à CIPA. 
O empregador deve informar, imediatamente, aos trabalhadores e aos seus 
representantes qualquer acidente ou incidente grave que possa provocar a 
disseminação de um agente biológico suscetível de causar doenças graves nos seres 
humanos, as suas causas e as medidas adotadas ou a serem adotadas para corrigir 
a situação. 
Os colchões, colchonetes e demais almofadados devem ser revestidos de 
material lavável e impermeável, permitindo desinfecção e fácil higienização. 
 
Perfurocortantes 
Enfermagem do trabalho 
 
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Os trabalhadores que utilizarem objetos perfurocortantes devem ser os 
responsáveis pelo seu descarte. 
As empresas que produzem ou comercializam materiais 
perfurocortantes devem disponibilizar, para os trabalhadores dos serviços de 
saúde, capacitação sobre a correta utilização do dispositivo de segurança. 
 
Da vacinação dos trabalhadores 
 
 
A todo trabalhador dos serviços de saúde deve ser 
fornecido, gratuitamente, programa de imunização ativa 
contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO. 
Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os 
trabalhadores estão, ou poderão estar, expostos, o empregador deve fornecê-las 
gratuitamente. 
 
Dos riscos químicos 
 
 
Deve ser mantida a rotulagem do fabricante na embalagem original dos 
produtos químicos utilizados em serviços de saúde. 
Todo recipiente contendo produto químico manipulado ou fracionado deve ser 
identificado, de forma legível, por etiqueta com o nome do produto, composição 
química, sua concentração, data de envase e de validade, e nome do responsável 
pela manipulação ou fracionamento. 
Enfermagem do trabalho 
 
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É VEDADO o procedimento de reutilização das embalagens de produtos 
químicos. 
O local deve dispor, no mínimo, de: 
a) sinalização gráfica de fácil visualização para identificação do ambiente, respeitando 
o disposto na NR-26; 
b) equipamentos que garantam a concentração dos produtos químicos no ar abaixo 
dos limites de tolerância estabelecidos nas NR-09 e NR-15 e observando-se os níveis 
de ação previstos na NR-09; 
c) equipamentos que garantam a exaustão dos produtos químicos de forma a não 
potencializar a exposição de qualquer trabalhador, envolvido ou não, no processo de 
trabalho, não devendo ser utilizado o equipamento tipo coifa; 
d) chuveiro e lava-olhos, os quais deverão ser acionados e higienizados 
semanalmente; 
e) equipamentos de proteção individual, adequados aos riscos, à disposição dos 
trabalhadores; 
f) sistema adequado de descarte. 
Os cilindros contendo gases inflamáveis, tais como hidrogênio e 
acetileno, devem ser armazenados a uma distância mínima de 8 metros daqueles 
contendo gases oxidantes, tais como oxigênio e óxido nitroso, ou através de barreiras 
vedadas e resistentes ao fogo. 
Para efeito desta NR, consideram-se medicamentos e drogas de risco aquelas 
que possam causar genotoxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade 
séria e seletiva sobre órgãos e sistemas. 
Toda trabalhadora gestante só será liberada para o trabalho em áreas com 
possibilidade de exposição a gases ou vapores anestésicos após autorização por 
escrito do médico responsável pelo PCMSO, considerando as informações contidas 
no PPRA. 
Toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades 
com radiações ionizantes, devendo ser remanejada para atividade compatível com 
seu nível de formação. 
Os trabalhadores envolvidos na manipulação de materiais radioativos e 
marcação de fármacos devem usar os equipamentos de proteção recomendados no 
PPRA e PPR. 
Enfermagem do trabalho 
 
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Os 
Para os recipientes destinados a coleta de material perfurocortante, o limite 
máximo de enchimento deve estar localizado 5 cm abaixo do bocal. 
Os recipientes de transporte com mais de 400 litros de capacidade devem 
possuir válvula de dreno no fundo. 
Em todos os serviços de saúde deve existir local apropriado para 
o armazenamento externo dos resíduos, até que sejam recolhidos pelo sistema de 
coleta externa. 
 
Locais Para Refeição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
estabelecimentos com até 300 trabalhadores devem ser dotados de locais para 
refeição, que atendam aos seguintes requisitos mínimos: 
a) localização fora da área do posto de trabalho; 
b) piso lavável; 
c) limpeza, arejamento e boa iluminação; 
d) mesas e assentos dimensionados de acordo com o número de trabalhadores por 
intervalo de descanso e refeição; 
e) lavatórios instalados nas proximidades ou no próprio local; 
f) fornecimento de água potável; 
g) possuir equipamento apropriado e seguro para aquecimento de refeições. 
 
 
Da Limpeza e Conservação 
 
 
Os trabalhadores que realizam a limpeza dos serviços de saúde devem ser 
capacitados, inicialmente e de forma continuada, quanto aos princípios de higiene 
Enfermagem do trabalho 
 
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pessoal, risco biológico, risco químico, sinalização, rotulagem, EPI, EPC e 
procedimentos em situações de emergência. 
Para as atividades de limpeza e conservação, cabe ao empregador, no mínimo: 
a) providenciar carro funcional destinado à guarda e transporte dos materiais e 
produtos indispensáveis à realização das atividades; 
b) providenciar materiais e utensílios de limpeza que preservem a integridade física 
do trabalhador; 
c) proibir a varrição seca nas áreas internas; 
d) proibir o uso de adornos. 
Os serviços de saúde devem: 
a) atender as condições de conforto relativas aos níveis de ruído previstas na NB 95 
da ABNT; 
b) atender as condições de iluminação conforme NB 57 da ABNT; 
c) atender as condições de conforto térmico previstas na RDC 50/02 da ANVISA; 
d) manter os ambientes de trabalho em condições de limpeza e conservação. 
 
 
Agentes biológicos 
 
 
Os agentes biológicos são classificados em 4 classes de riscos: 
 
 
Classe de risco 1: baixo risco individual para o trabalhador e para a 
coletividade, com baixa probabilidade de causar doença ao ser humano. 
 
Classe de risco 2: risco individual moderado para o trabalhador e com baixa 
probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças ao ser 
humano, para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. 
 
Classe de risco 3: risco individual ELEVADO para o trabalhador e 
com probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças e 
infecções graves ao ser humano, para as quais NEM sempre existem meios 
eficazes de profilaxia ou tratamento. 
Enfermagem do trabalho 
 
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Classe de risco 4: risco individual elevado para o trabalhador e 
com probabilidade elevada de disseminação para a coletividade. Apresenta grande 
poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro. Podem causar doenças graves 
ao ser humano, para as quais NÃO existem meios eficazes de profilaxia ou 
tratamento. 
 
Materiais perfurocortantesMateriais perfurocortantes são aqueles utilizados na assistência à saúde 
que têm ponta ou gume, ou que possam perfurar ou cortar. 
O dispositivo de segurança é um item integrado a um conjunto do qual faça 
parte o elemento perfurocortante ou uma tecnologia capaz de reduzir o risco de 
acidente, seja qual for o mecanismo de ativação do mesmo. 
A adoção das medidas de controle deve obedecer à seguinte hierarquia: 
a) substituir o uso de agulhas e outros perfurocortantes quando for tecnicamente 
possível; 
b) adotar controles de engenharia no ambiente (por exemplo, coletores de descarte); 
c) adotar o uso de material perfurocortante com dispositivo de segurança, quando 
existente, disponível e tecnicamente possível; e 
d) mudanças na organização e nas práticas de trabalho. 
 
 
 
RISCOS AMBIENTAIS / OCUPACIONAIS 
 
Tem por base a frequência, o grau de probabilidade e as consequências da 
ocorrência de um determinado evento, por meio da ação de fatores de risco, isolados 
ou simultâneos, geradores de dano futuro imediato ou remoto à saúde do servidor, 
classificados, em função de sua natureza, concentração, intensidade e tempo de 
exposição como: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, mecânicos, de acidentes, 
psicológicos e sociais. 
 
Tipos de Risco: 
Enfermagem do trabalho 
 
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- Riscos Físicos: são representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de 
trabalho que podem afetar a saúde dos trabalhadores, como: 
 Ruídos; 
Vibrações; 
Radiações (ionizantes e não ionizantes); 
Frio; 
Calor; 
Pressões anormais; 
Umidade; 
 
- Riscos Químicos: são identificados pelo grande número de substâncias que podem 
contaminar o ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e mental dos 
trabalhadores, a exemplo: 
Poeiras; 
Fumos; 
Névoas; 
Neblinas; 
Gases; 
Vapores; 
Substâncias; 
Compostos ou outros produtos químicos; 
 
 
- Riscos Ergonômicos: estão ligados à execução de tarefas, como: 
Organização e às relações de trabalho; 
Esforço físico intenso; 
Levantamento e transporte manual de peso; 
Mobiliário inadequado; 
Posturas incorretas; 
Controle rígido de tempo para produtividade; 
Imposição de ritmos excessivos; 
 Trabalho em turno e noturno; 
 Jornadas de trabalho prolongadas; 
 Monotonia; 
Enfermagem do trabalho 
 
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 Repetitividade; 
 Situações causadoras de estresse. 
 
 
- Riscos de Acidentes (MECÂNICO): são muito diversificados e estão presentes no: 
Arranjo físico inadequado; 
Pisos pouco resistentes ou irregulares; 
Material ou matéria-prima fora de especificação; 
Máquina e equipamentos sem proteção; 
Ferramentas impróprias ou defeituosas; 
Iluminação excessiva ou insuficiente; 
Instalações elétricas defeituosas; 
Probabilidade de incêndio ou explosão; 
Armazenamento inadequado; 
Animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para 
a ocorrência de acidentes. 
 
- Riscos biológicos: assim como os agentes químicos, os agentes biológicos 
também penetram no organismo. A diferença é que o segundo é composto por 
seres vivos, ou seja, são outros organismos vivos: 
Bactérias; 
Protozoários; 
Vírus; 
Fungos; 
Parasitas. 
Enfermagem do trabalho 
 
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Análise dos Riscos nos Ambientes de Trabalho 
 
 
Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas 
características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a 
agentes físicos, químicos, biológicos, psicossociais, situações de deficiência 
ergonômica ou riscos de acidentes, podem comprometer a saúde e segurança do 
trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou 
a morte, além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a instituição. 
É importante salientar que a presença de produtos ou agentes nocivos nos 
locais de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. 
Isso vai depender da combinação ou interrelação de diversos fatores, como a 
concentração e a forma do contaminante no ambiente de trabalho, o nível de 
toxicidade e o tempo de exposição da pessoa. 
Desta forma, em qualquer tipo de atividade laboral, torna-se imprescindível a 
necessidade de investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão 
expostos os trabalhadores. 
 
Avaliação de riscos. 
 
 
É o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente e 
decidir se um risco é ou não tolerável. 
Enfermagem do trabalho 
 
49 
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Formas de avaliar os riscos 
 
 
Para investigar os locais de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar os 
riscos ambientais, existem duas modalidades básicas de avaliação. A avaliação 
qualitativa, conhecida como preliminar, e a avaliação quantitativa, para medir, 
comparar e estabelecer medidas de eliminação, neutralização ou controle dos riscos. 
A forma mais simples forma de avaliação ambiental é a qualitativa. Na 
avaliação qualitativa, utiliza-se apenas a sensibilidade do trabalhador/avaliador para 
identificar o risco existente no local de trabalho. 
Na avaliação quantitativa, é necessário o uso de um método científico e a 
utilização de instrumentos e equipamentos destinados à quantificação do risco. 
 
 
MAPA DE RISCOS 
 
É uma das modalidades mais simples de avaliação qualitativa dos riscos 
existentes nos locais de trabalho. É a representação gráfica dos riscos por meio de 
círculos de diferentes cores e tamanhos, permitindo facilmente elaboração e 
visualização. 
É um instrumento participativo, elaborado pelos próprios trabalhadores e de 
conformidade com as suas sensibilidades. O Mapa de Riscos está baseado no 
conceito filosófico de que quem faz o trabalho é quem conhece o trabalho. Ninguém 
conhece melhor a máquina do que o seu operador. 
As informações e queixas partem dos trabalhadores, que deverão opinar 
discutir e elaborar o Mapa de Riscos e divulgá-lo ao conjunto dos trabalhadores, 
através da fixação e exposição em local visível. Serve como um instrumento de 
levantamento preliminar de riscos, de informação para os demais trabalhadores e 
visitantes, e de planejamento para as ações preventivas que serão adotadas pela 
instituição. 
 
Objetivo do Mapa de Riscos 
 
 
Reunir as informações básicas necessárias para estabelecer o diagnóstico da 
situação da segurança e saúde no local de trabalho, e possibilitar, durante a sua 
Enfermagem do trabalho 
 
50 
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elaboração, a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como 
estimular sua participação nas atividades de prevenção. 
Benefícios da adoção do Mapa de Riscos 
 
 
Identificação prévia dos riscos existentes nos locais de trabalho aos quais os 
trabalhadores poderão estar expostos; conscientização quanto ao uso adequado das 
medidas e dos equipamentos de proteção coletiva e individual; redução de gastos com 
acidentes e doenças, medicação, indenização, substituição de trabalhadores e danos 
patrimoniais; facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho com aumento da 
segurança interna e externa; e melhoria do clima organizacional, maior produtividade 
e qualidade de vida no trabalho. 
 
Elaboração do Mapa de Riscos 
 
 
São utilizadas cores para identificar o tipo de risco, conforme a tabela de 
classificação dos riscos ambientais. A gravidade é representada pelo tamanho dos 
círculos. 
 
Tabela de classificação de riscos 
 
 
 
GRUPO RISCO AGENTE 
 
I 
 
FÍSICO 
Ruído, vibração, radiação ionizante e não ionizante, 
temperaturas extremas (frio e calor), pressões 
anormais, umidade. 
 
II 
 
QUÍMICO 
Poeiras, fumos, neblinas, gases, vapores, 
substâncias compostas ou produtos químicos em 
geral. 
 
II 
 
BIOLÓGICOS 
Vírus, bactérias, fungos, parasitas, bacilos, 
protozoários, insetos, cobras, aranhas. 
 
 
 
IV 
 
 
 
ERGONÔMICOS 
Esforçofísico intenso, levantamento e transporte 
manual de peso, postura incorreta, controle rígido de 
produtividade, imposição de ritmos excessivos, 
trabalho em turno e noturno, jornada de trabalho 
prolongada, monotonia e repetitividade, treinamento 
inadequado ou inexistente, responsabilidade, 
conflito, tensões emocionais, outras situações 
causadoras de estresse físico e/ou emocional. 
Enfermagem do trabalho 
 
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V 
 
 
ACIDENTES 
(MECÂNICO) 
Arranjo físico inadequado, máquinas e 
equipamentos sem proteção, inadequados ou 
deficientes, ferramentas defeituosas, inadequadas 
ou inexistentes, eletricidade e iluminação deficiente, 
probabilidade de incêndio ou explosão, 
armazenamento inadequado, animais peçonhentos, 
outras situações de risco que poderão contribuir 
para a ocorrência de acidentes. 
 
Tabela de cores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Etapas de elaboração 
Conhecer o processo de trabalho do local avaliado: 
- Os trabalhadores - número, sexo, idade, queixas de saúde, jornada, treinamento 
recebido; 
Os equipamentos, instrumentos e materiais de trabalho; 
- Atividades exercidas; 
- O ambiente. 
Identificar os agentes de riscos existentes no local avaliado, conforme a tabela 
de classificação dos riscos ambientais. 
Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia referente a: 
- Proteção coletiva; 
- Organização do trabalho; 
- Proteção individual; 
- Higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouros, 
refeitórios, 
Enfermagem do trabalho 
 
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- Área de lazer 
 Identificar os indicadores de saúde: 
- Queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos 
mesmos riscos; 
- Acidentes de trabalho ocorridos; 
- Doenças profissionais diagnosticadas; 
- Causas mais frequentes de ausência ao trabalho. 
Elaborar o Mapa de Riscos, sobre uma planta ou desenho do local de trabalho, 
indicando através do círculo: 
- O grupo a que pertence o risco, conforme as cores classificadas; 
- O número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro 
do círculo; 
- A especificação do agente (por exemplo: amônia, ácido clorídrico, repetitividade, 
ritmo excessivo) que deve ser anotado também dentro do círculo; 
- Intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve 
ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos. 
- A Comissão de Saúde e Segurança dos Trabalhadores da SMS (CSST-SMS) 
deverá auxiliar os trabalhadores na elaboração do Mapa de Riscos. 
Enfermagem do trabalho 
 
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OBS: A elaboração do Mapa de Riscos será feita pelos trabalhadores, subsidiada pela 
CSST-SMS. 
 
 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA DOS ACIDENTES E DOENÇAS RELACIONADOS 
AO TRABALHO 
 
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) foi implantado de 
forma gradual em nosso país, a partir de 1993, como parte do conjunto de Sistemas 
de Informação em Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é alimentado por 
meio da notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da 
lista nacional de doenças de notificação compulsória, sendo facultado aos estados e 
municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região. 
A partir de 1998, o uso do SINAN foi regulamentado, tornando obrigatória a 
alimentação regular da base de dados nacional pelos municípios, estados e Distrito 
Federal. 
Somente onze anos depois do início de sua implantação, em 28/04/04, com a 
edição da Portaria MS.GM 777, os acidentes de trabalho e outros agravos 
ocupacionais passaram a ser de notificação compulsória em rede de serviços 
sentinela específica, e atualmente constam na Portaria MS.GM 104 01/11. 
De acordo com os princípios de integralidade e universalidade do SUS, todo 
trabalhador, de qualquer Município do Estado, com diagnóstico ou suspeita 
diagnóstica de um ou mais agravos ocupacionais de notificação compulsória, deverá 
ter garantido o atendimento no seu próprio Município ou nos recursos de saúde de 
referência, conforme acordado nos Colegiados Gestores Regionais. 
A definição dos serviços de saúde de referência e de unidades sentinela aos 
agravos relacionados ao trabalho de notificação compulsória será realizada pelo 
gestor municipal, em conjunto com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador 
(CEREST) Regional e pactuada nos Colegiados de Gestão Regional, em cumprimento 
às normas vigentes, respeitados os princípios de integralidade e universalidade do 
SUS, em cada território. 
Ainda segundo a Resolução, a Rede Sentinela para notificação compulsória de 
acidentes e doenças relacionados ao trabalho, no Estado de São Paulo, passa a ser 
constituída por serviços de referência diagnóstica, conforme segue: 
Enfermagem do trabalho 
 
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 Para todos os agravos ocupacionais de notificação: CEREST e outros serviços 
especializados em saúde do trabalhador, medicina do trabalho, saúde 
ocupacional, ou de denominação equivalente, da rede pública ou privada, 
inclusive os Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho 
(SESMT); 
Para os acidentes de trabalho (fatais, graves e ocorridos em pessoas com 
menos de 18 anos de idade), as intoxicações exógenas agudas e os acidentes 
com exposição a material biológico: hospitais, pronto-socorros e outros 
serviços de atendimento de urgência e emergência, da rede pública ou privada; 
Agravos específicos estabelecidos a critério dos gestores locais e pactuados 
nos Colegiados de Gestão Regional: outros serviços de saúde, 
independentemente de sua complexidade. 
 
A legislação sanitária, referindo-se à obrigatoriedade da notificação para 
qualquer agravo constante da relação, também determina que dentre outros, os 
responsáveis por estabelecimentos de assistência à saúde e instituições médico 
sociais de qualquer natureza, por laboratórios que executem exames, por locais de 
trabalho e por habitações coletivas onde se encontre o doente devem realizar a 
notificação, mesmo à simples suspeita e o mais precocemente possível. 
O preenchimento da ficha de investigação do SINAN, específica para cada 
agravo relacionado ao trabalho, pode ser efetuado por qualquer profissional de saúde 
do serviço de atendimento, com acesso ao diagnóstico clínico. 
Os médicos e demais profissionais de saúde que deixarem de notificar esses 
agravos à autoridade sanitária local incorrerão em crime doloso, segundo o Código 
Penal Brasileiro. 
A notificação e análise desses agravos são fundamentais para que se tenha 
um diagnóstico fidedigno da realidade e se possa planejar e executar de maneira 
eficiente as ações de vigilância em saúde do trabalhador e de assistência àqueles 
vitimados por acidentes e doenças relacionados ao trabalho. 
 
Comunicação Interna de Acidente de Trabalho – CIAT e Declaração de 
Acidente/PMF 
Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT/INSS 
Enfermagem do trabalho 
 
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Os acidentes de trabalho e as doenças relacionadas ao trabalho também 
devem ser notificadas pelos profissionais de saúde através do Sistema de Informação 
de Agravos de Notificação – SINAN conforme estabelece as Portarias GM/MS nº 
1.271/2014 e nº 1.984/2014. 
A Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT é um documento emitido para 
reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto bem como uma doença 
ocupacional, a CAT é um instrumento da Previdência Social que protege os 
trabalhadores com contrato de trabalho regidos pela Consolidação das Leis 
Trabalhistas – CLT. A empresa é obrigada a informar à Previdência Social todos os 
acidentes de trabalho ocorridos com seus empregados, mesmo que não haja 
afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e em 
caso de morte, a comunicação deverá ser imediata. 
Os servidores estatutários da PMF tem como instrumento de informação do 
acidente a ComunicaçãoInterna de Acidente no Trabalho – CIAT (Decreto nº 4811, e 
18 de abril de 2007), que denomina como acidente em serviço o dano físico ou mental 
sofrido pelo servidor que se relacione, mediata ou imediatamente, com o exercício das 
funções, atividades e atribuições do cargo por ele ocupado. 
Equiparam-se ao acidente em serviço: 
 
 
1. A Doença Profissional: assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo 
de atividade e constante de legislação específica de qualquer esfera. 
 
2. As Doenças do Trabalho: que, mesmo não constando de legislação específica, 
guarde perfeita relação de nexo causal com as atividades efetivamente 
desempenhadas ou com as condições ambientais ergonômicas inerentes ao exercício 
dessas atividades. 
 
3. A Doença do Trabalho Proveniente de Contaminação Acidental: no exercício de 
atividade ligada a agente biológico, com perfeita relação de nexo causal. 
 
4. O acidente sofrido pelo servidor, ainda que fora do local e do horário de trabalho, 
devidamente comprovado, nas seguintes condições: 
Enfermagem do trabalho 
 
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 Na execução de ordem ou realização de serviço por determinação de 
autoridade superior; 
 Na prestação espontânea de qualquer serviço à entidade, para lhe evitar 
prejuízo ou proporcionar proveito; 
No percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. 
 
 
5. O acidente sofrido pelo servidor no local de trabalho em consequência de: 
Ato de sabotagem, ofensa física, inclusive de terceiro, por qualquer motivo; 
Ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro, inclusive de 
companheiro de trabalho; 
Desabamento, inundação, incêndio ou outra eventualidade fortuita ou 
decorrente de força maior; 
Ato de pessoa privada do uso da razão. 
 
 
Parágrafo Único - Considera-se ainda acidente em serviço o período legalmente 
definido como descanso ou para refeição no próprio local de trabalho. 
 
Na ocorrência de acidente em serviço deverá a chefia imediata do servidor 
preencher o formulário Comunicação Interna de Acidente no Trabalho - CIAT e anexar 
laudos médicos ou qualquer outro documento que comprove o ocorrido, 
encaminhando-o posteriormente à Gerência de Perícia Médica e Saúde Ocupacional. 
 
FLUXOS: 
COMUNICAÇÃO INTERNA DE ACIDENTE DE TRABALHO – CIAT/PMF 
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO - CAT/INSS 
 
1. Servidores Municipais Estatutários – CIAT 
Comunicar o acidente à chefia imediata; 
A chefia imediata preenche “todos os campos” da CIAT e Declaração de 
Acidente, com exceção da parte relativa ao atendimento médico; 
 O médico que atendeu o caso deverá preencher “todos os campos” da parte 
relativa ao atendimento médico; 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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 Em casos de acidente com ou sem necessidade de afastamento do 
trabalhador, o servidor ou familiar deverá levar a CIAT e Declaração de 
Acidente, devidamente preenchidas, ao protocolo da Secretaria Municipal de 
Administração – SMA, para abertura de processo; 
A chefia imediata deverá encaminhar cópia da mesma por malote ou fax, ao 
setor de Saúde do Trabalhador da Assessoria em Gestão de Pessoas da SMS, 
para ser arquivada na pasta do servidor; 
Em caso de doença do trabalho, deverá ser agendada a Perícia Médica para 
confirmação do diagnóstico, enviando posteriormente, cópia da mesma por 
malote ou fax, ao setor de Saúde do Trabalhador da Assessoria em Gestão de 
Pessoas da SMS, para ser arquivada na pasta do servidor; 
 
2. Trabalhadores em Regime CLT /CTD – CAT/INSS: 
Comunicar o acidente à chefia imediata; 
A chefia Imediata imprime a CAT no site INSS e preenche todos os campos, 
com exceção da parte relativa ao atendimento médico; 
O médico que atendeu o caso deverá preencher todos os campos da parte 
relativa ao atendimento médico; 
A chefia imediata encaminha a CAT, devidamente preenchida, por malote ou 
fax, ao setor de Saúde do Trabalhador da Assessoria em Gestão de Pessoas 
da SMS. 
O setor de Saúde do Trabalhador da SMS repassará os dados para a CAT (on 
line) no site do INSS e, posteriormente, enviará cópias ao trabalhador, chefia 
imediata, Gerência de Perícia Médica e sindicato (SINTRASEM); 
 
3. Deverão preencher o formulário CIAT/PMF e CAT/INSS as seguintes ocorrências: 
3.1. CAT inicial - acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou 
do trabalho; 
3.2. CAT reabertura - reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão 
de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado 
anteriormente à Gerência de Perícia Médica ou INSS; 
3.3. CAT comunicação de óbito - falecimento decorrente de acidente ou doença 
profissional ou do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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ACIDENTES (TÍPICO/TRAJETO) E DOENÇAS DE TRABALHO 
 
1. Acidente do Trabalho 
É aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da instituição, e 
também no trajeto usual de ida e volta da residência para o trabalho, provocando lesão 
corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou a redução 
permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. 
 
2. Doença do Trabalho 
É a doença produzida, desencadeada ou agravada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade ou adquirida em função de condições especiais em 
que o trabalho é realizado. A análise do caso pelo médico perito é que irá determinar 
o Nexo Causal da doença com o trabalho. 
 
3. Doença Profissional 
É a doença produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a 
determinada atividade. 
 
4. Principais causas dos acidentes e doenças do trabalho 
Inúmeros são os fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes e 
doenças nos locais de trabalho. Geralmente, adotam-se concepções simples e 
erradas para aquilo que causou os acidentes ou doenças, buscando-se, muitas vezes, 
o consolo para os infortúnios através da alegação de que foi coisa do destino, má 
sorte, obra do acaso, castigo de Deus. Na verdade, todos os acidentes podem ser 
evitados se providências forem adotadas com antecedência e de maneira 
compromissada e responsável. 
 
5. Equipara-se ao acidente de trabalho 
5.1. O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja 
contribuído diretamente para a morte do trabalhador, para a redução ou perda da sua 
capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para sua 
recuperação; 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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5.2. O acidente sofrido pelo trabalhador no local e no horário do trabalho, em 
consequência de: 
 Ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou 
companheiro de trabalho; 
Ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa 
relacionada ao trabalho; 
Ato de imprudência (excesso de confiança), de negligência (falta de atenção) 
ou de imperícia (inabilitação) de terceiro ou de companheiro de trabalho; 
Ato de pessoa privada do uso da razão, por exemplo, o louco; 
Desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos (quedas de raios) 
ou decorrentes de força maior (enchentes); 
5.3. A doença proveniente de contaminação acidental do trabalhador no exercício de 
sua atividade. 
5.4. O acidente sofrido pelo trabalhador, ainda que fora do local e horário de trabalho: 
Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da 
instituição; 
Na prestação espontânea de qualquer serviço à instituição para lhe evitar 
prejuízo ou proporcionar proveito; 
Em viagem ou saída a serviço da instituição, inclusive para estudo quando 
financiada por esta, dentro de seus planos para melhorar qualificação, 
independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de 
propriedade do trabalhador; 
No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, 
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo depropriedade do 
trabalhador; 
Nos períodos destinados à refeição ou ao descanso, ou por ocasião da 
satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante 
este, o trabalhador é considerado no exercício do trabalho. 
 
 
ACIDENTE COM MATERIAL BIOLÓGICO 
 
FLUXO DO ACIDENTE COM MATERIAL BIOLÓGICO PARA SERVIDORES DA 
SMS 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Os acidentes de trabalho com exposição a material biológico são aqueles nos 
quais o indivíduo, durante seu trabalho, foi exposto a materiais biológicos 
potencialmente contaminados (sangue e/ou outros fluidos orgânicos). (Guia de 
Vigilância em Saúde, 2014) 
Todos os estabelecimentos de saúde devem buscar a prevenção deste tipo de 
acidente, através de adequado treinamento dos profissionais e instituição de rotinas 
de trabalho que minimizem o risco de sua ocorrência. Também é importante, para 
diminuir seu impacto, que os trabalhadores em estabelecimentos de saúde estejam 
adequadamente vacinados contra a hepatite B. 
Quando ocorrem, esses eventos devem ser tratados como emergências 
médicas, uma vez que, para se obter maior eficácia, as intervenções para profilaxia 
da infecção pelo HIV e Hepatite B (profilaxias pós-exposição - PEP) necessitam ser 
iniciadas logo após a ocorrência do acidente. (NT nº 01/2015/DIVE/SUV/SES) 
“A avaliação do status sorológico da pessoa exposta deve sempre ser realizada 
em situações de exposições consideradas de risco. Além disso, o status da pessoa 
fonte, sempre que possível, deve ser conhecido. A PEP não está indicada quando a 
pessoa exposta já se encontra infectada pelo HIV (infecção prévia à exposição) ou 
quando a infecção pelo HIV pode ser descartada na pessoa fonte. (...) entretanto uma 
vez que a PEP, seja indicada, deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras duas 
horas após a exposição, para que a eficácia seja maior. Nesse sentido, o uso de testes 
rápidos para o diagnóstico da infecção pelo HIV na avaliação da indicação de PEP é 
fundamental. O Teste Rápido (TR) é um dispositivo de teste de uso único, que não 
depende de infraestrutura laboratorial e que produz resultado em tempo igual ou 
inferior a 30 minutos (Protocolo PEP 2015). 
 
1. Condutas Após o Acidente 
1.1. Na Unidade de Origem do Acidentado 
O servidor vítima de acidente de trabalho com exposição a material biológico 
deve ser avaliado imediatamente após a ocorrência do acidente. A avaliação deve 
basear-se em uma adequada anamnese, caracterização do paciente fonte, análise do 
risco, notificação do acidente (SINAN e, se indicado, CAT1), e orientação de manejo 
e medidas de cuidado com o local exposto. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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OBS: Realizar o teste rápido no Centro de Saúde onde houve o acidente e, quando 
não estiver disponível, encaminhar o acidentado para realizar o teste no CS mais 
próximo. 
Acolhimento do acidentado 
Orientações e aconselhamento ao acidentado: 
Com relação ao risco do acidente 
Possível uso de quimioprofilaxia. 
Suporte emocional devido ao estresse pós-acidente. 
Consentimento para realização de exames sorológicos. 
Comprometer o acidentado com seu acompanhamento durante seis meses. 
Orientar o acidentado a relatar de imediato os seguintes sintomas: 
linfoadenopatia, rash, dor de garganta, sintomas de gripe (sugestivos de soro- 
conversão aguda). 
Reforçar a prática de biossegurança e precauções básicas em serviço. 
Cuidados com a área exposta: 
No caso de contato do material potencialmente contaminado com a pele ou 
exposição percutânea, lavar o local imediatamente com água e sabão. 
Se o contato foi com mucosas, lavar exaustivamente com água ou solução 
salina fisiológica. 
Embora não seja contra-indicado, não há evidência de que o uso de anti- 
sépticos reduza o risco de transmissão. A expressão do local do ferimento 
também não parece ter utilidade. 
Por outro lado, estão contra-indicados procedimentos que aumentem a área 
exposta, tais como cortes e injeções locais ou utilização de soluções irritantes 
(éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio). 
 
1.2. Avaliação do risco de contaminação 
Para avaliar o potencial risco de infecção relacionado ao acidente, é 
necessário: 
Estabelecer o material biológico envolvido: 
 São considerados de maior risco os acidentes que envolvem contato com 
sangue e/ou fluidos orgânicos potencialmente infectantes (sêmen, secreção 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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vaginal, liquor, líquido sinovial, líquido pleural, peritoneal, pericárdico e 
amniótico). 
 São considerados de baixo risco os acidentes que envolvem contato com 
fluidos orgânicos potencialmente não infectantes, como suor, lágrima, fezes, 
urina e saliva. Se algum destes materiais estiver contaminado com sangue, 
passa a ser considerado de maior risco. 
Estabelecer o tipo de acidente: 
São considerados de risco os acidentes perfurocortantes (lesões provocadas 
por instrumentos perfurantes e/ou cortantes como agulhas, bisturis ou vidrarias, 
por exemplo), aqueles nos quais há contato com mucosa (respingos em olhos, 
nariz e boca) ou contato com pele com solução de continuidade (presença de 
dermatite, feridas abertas, mordeduras humanas com a presença de sangue). 
As exposições de maior gravidade envolvem maior volume de sangue, lesões 
profundas provocadas por material cortante, presença de sangue visível no 
instrumento, acidentes com agulhas previamente utilizadas em veia ou artéria 
de paciente-fonte, acidentes com agulhas de grosso calibre ou agulhas com 
lúmen. 
Identificar o paciente-fonte: 
Sempre que possível, deve ser buscado identificar o paciente que deu origem 
ao material contaminado. Quando a identificação é possível, devem ser 
anotados os dados de identificação do mesmo para que possa ser contatado, 
caso não esteja mais no serviço de saúde onde ocorreu o acidente. 
 
1.3. Notificação do acidente no Infosaúde 
O acidente de trabalho com exposição a material biológico é de notificação 
obrigatória. A notificação deve ser feita no Infosaúde e encaminhada conforme 
fluxo estabelecido entre a Unidade e seu Distrito Sanitário. 
Lembrar que, se durante a investigação do acidentado ou paciente fonte for 
diagnosticado algum agravo de notificação compulsória (HIV, Hepatites) estes 
também devem ser notificados. 
 
1.4. Avaliação do paciente fonte 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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O paciente-fonte deverá ser avaliado quanto à infecção pelo HIV, hepatite B e 
hepatite C no momento da ocorrência do acidente. Quanto à sua identificação, podem 
ser encontradas as seguintes situações: 
Paciente-fonte conhecido, disponível para avaliação (paciente internado ou 
presente no serviço de saúde no momento do acidente). Nestes casos, os 
testes rápidos devem ser utilizados para identificação da sua situação 
sorológica. Na ausência de testes para Hepatites virais, solicitar sorologias e 
encaminhar o paciente para coleta no LAMUF ou postos de coleta 
descentralizados. Alternativamente, a coleta pode ser acordada com a equipe 
de Vigilância Epidemiológica do Distrito correspondente ou com a Gerência de 
Vigilância em Saúde (GVE). Lembrar que o mesmo deve ser orientado sobre o 
procedimento, razão da testagem, e deve concordar com a realização dos 
testes (consentimento informado). 
Paciente-fonte conhecido, comprovadamente infectado (registro de prontuário 
ou resultado de exame disponível): Se o paciente já é sabidamente infectado, 
o acidentado deve ser encaminhado o mais rapidamente possível à Unidade 
de Referência para as medidas de prevenção cabíveis; 
Paciente-fonte conhecido, mas não disponível para avaliação (não se encontra 
na unidade de saúde). Considerando que a PEP deve ser iniciada o mais 
rapidamente possível, não é justificável tentar localizar o paciente em seu 
domicílio ou outra medida semelhante. Se não há registro de infecção por HIV 
ouHepatites B ou C no prontuário ou exames que atestem a infecção, 
considerar como “fonte desconhecida”. Registros de resultados de sorologias 
negativas para estas doenças podem ser considerados apenas quando for 
possível descartar janela imunológica em pacientes com baixo risco de 
infecção. 
Paciente-fonte desconhecido. Ocorre quando o material biológico não tem 
origem estabelecida. 
 
1.5. Avaliação do acidentado 
 Visando preservar a privacidade dos servidores, a avaliação sorológica do 
acidentado deverá ser feita na Unidade de Referência. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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 Investigar a situação vacinal para Hepatite B (aproveitar a oportunidade para 
avaliar a caderneta de vacinas do adulto) 
Em nenhuma das situações acima exames de detecção viral são recomendados 
como testes de triagem. 
 
1.6. Definição da Necessidade de Encaminhamento para a Unidade de Referência 
De posse dos dados acima, o profissional que atende o acidentado deve avaliar 
a indicação de PEP para o HIV e\ou Hepatites Virais conforme as figuras 1 e 2. 
Se necessário o encaminhamento, orientar o acidentado sobre as possíveis 
medidas adotadas, e encaminhá-lo com cópia da ficha de investigação 
preenchida com todos os dados disponíveis no momento do atendimento. 
 
2. Unidade de Referência 
Receberá o acidentado encaminhado pela Unidade de Saúde na qual ocorreu 
o acidente, após avaliação do mesmo, conforme consta deste documento. 
Nos casos em que o paciente-fonte for positivo ou desconhecido para Hep B, 
será realizada avaliação para administração da imunoglobulina para Hep B 
e/ou vacina (figura 1). 
Nos casos em que o paciente-fonte for desconhecido ou apresentar teste 
rápido para HIV positivo, será realizada avaliação para dispensação de 
antirretroviral (figura 2). 
Também será realizado na Unidade Referência o seguimento ambulatorial do 
acidentado durante a quimioprofilaxia para HIV (primeiros 30 dias). 
Após o termino da quimioprofilaxia, o acidentado será reencaminhado à 
unidade de origem para seguimento sorológico e acompanhamento. 
 
3. Acompanhamento 
O acompanhamento será de responsabilidade da unidade de origem ou do 
serviço médico de escolha do servidor. Neste caso, deve ser informado à GVE qual o 
serviço de saúde que se responsabilizará pelo acompanhamento do servidor. 
Nos casos de paciente-fonte positivo ou desconhecido, a reavaliação 
sorológica do acidentado deverá ser realizada em 6, 12 e 24 semanas após o 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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acidente, conforme NT nº 01/2015/DIVE/SUV/SES e anexos (quadrinho hep b e c e 
HIV). 
Figura 1: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* Profissionais que já tiveram hepatite B estão imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. 
Tanto a vacina quanto a imunoglobulina devem ser aplicadas dentro do período de 7 dias após o acidente, 
idealmente na primeiras 24h após o acidente. 
** Uso associado de imunoglobulina hiperimune contra hepatite B está indicado se o paciente-fonte tiver alto risco 
para infecção pelo HBV, como: usuários de drogas injetáveis, pacientes em programas de diálise, contatos 
domiciliares e sexuais de portadores de HBsAg positivo, homens que fazem sexo com homens, heterossexuais 
com vários parceiros e relações sexuais desprotegidas, história prévia de doenças sexualmente transmissíveis, 
pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B, pacientes provenientes de 
prisões e de instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. 
*** IGHAHB (2x) = 2 doses de imunoglobulina hiperimune para hepatite B com intervalo de mês entre as doses. 
Esta opção deve ser indicada para aqueles que já fizeram 2 séries de 3 doses de vacina, mas não apresentaram 
resposta vacinal, ou apresentem alergia grave à vacina. 
 
Figura 2. Avaliação para indicação de PEP em casos de acidente com material 
biológico com risco de exposição ao HIV. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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ERGONOMIA 
 
Um ambiente de trabalho desorganizado, com problemas de iluminação, 
ventilação, sinalização, ruído, máquinas quebradas, com trabalhadores insatisfeitos e 
sem treinamento pode causar uma infinidade de doenças ocupacionais e/ou 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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provocar acidentes de trabalho, influenciando diretamente a capacidade produtiva e a 
saúde do trabalhador, é por isso que a Ergonomia no trabalho é importante. 
Com base em todos estes aspectos presentes nos ambientes de trabalho e em 
como eles podem afetar a saúde e a produtividade do colaborador, a Norma 
Regulamentadora – NR 17 é proposta com o objetivo de “estabelecer parâmetros que 
permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas 
dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e 
desempenho eficiente”. 
Ergonomia é o conjunto de disciplinas que estudam a organização do ambiente 
de trabalho e as interações entre o homem e as máquinas ou equipamentos, com o 
intuito de trazer conforto ao trabalhador, prevenir as doenças ocupacionais e realizar 
uma boa interação entre o ambiente de trabalho, as capacidades físicas e psicológicas 
do empregado e a eficiência do sistema. 
 
Origem e História 
 
 
A primeira vez em que foram documentadas as doenças e lesões relacionadas 
ao trabalho, foi no ano de 1700, quando o médico italiano, Bernardino 
Ramazzini, publicou o livro De Morbis Artificum, que relatava os riscos que produtos 
químicos, poeira, metais e mais alguns materiais encontrados em trabalhos da época, 
traziam à saúde do trabalhador. 
Após anos de descrições sobre doenças relacionadas ao trabalho, em 
1911, Frederick Taylor, publicou o livro Princípios da Administração Científica, onde 
ele procurava pela melhor maneira de executar um trabalho e as tarefas relacionadas 
à ele. 
Nesta época, Taylor reduziu o peso e o tamanho de pás de carvão e triplicou a 
quantidade de carvão que os trabalhadores carregavam num dia. 
Nessa mesma época, Frank Gilbreth e sua esposa Lilian, expandiam o que 
Taylor havia publicado e começavam a desenvolver o Estudo de Tempos e 
Movimentos, na intenção de eliminar ações desnecessárias para certa atividade no 
trabalho, aumentando a eficiência do trabalhador. 
Gilbreth foi o primeiro à observar que melhorias nas condições de trabalho 
preveniam lesões por esforço repetitivo e à longo prazo reduzia prejuízos. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Com base nos primeiros estudos de Taylor e do casal Gilbreth, com o avanço 
da tecnologia e as mudanças que passavam a ocorrer nos ambientes de trabalho, 
a ergonomia começou à se desenvolver, até que em 1959, em Oxford, foi fundada 
a Associação Internacional de Ergonomia e partir disso a ergonomia foi se ampliando 
e se tornando uma área de estudos. 
 
A Importância da Ergonomia para a Saúde do Trabalhador 
 
A ergonomia se preocupa com as condições do ambiente de trabalho. Afinal, 
uma das principais causas da baixa produtividade é o desconforto consequente da má 
adequação do corpo a um determinado equipamento de trabalho. 
São objetos de estudo da ergonomia fatores que podem causar problemas à 
saúde física e mental dos trabalhadores, bem como formas de minimizar seus efeitos. 
Entre esses fatores podemos citar a iluminação, o ruído e a temperatura. 
Um investimento em melhorias no ambiente de trabalho e nos instrumentos 
utilizados é indispensável para uma boa qualidade de vida do trabalhador, pois o uso 
da ergonomia contribui para uma diminuição do cansaço e tornam eficientes os 
procedimentos que tem como objetivo evitar lesões ao trabalhador. 
Assim, se por um lado, a ergonomia pode insinuar maiores gastos, por outro 
representa uma economia para empresa, ao resultarem uma melhoria significativa da 
saúde e da eficiência do trabalhador. 
 
ERGONOMIA X SOLUÇÕES CRIATIVAS 
 
A ergonomia é a adequação dos elementos do ambiente produtivo às características 
da pessoa com a finalidade de proporcionar uma interação confortável e segura, sem danos 
à sua saúde. 
De acordo com Associação Internacional de Ergonomia – IEA (2000) a Ergonomia (ou 
Fatores Humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações 
entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, 
dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do 
sistema. A palavra Ergonomia deriva do grego Ergon (trabalho) e nomos (normas, regras, 
leis). Trata-se de uma disciplina orientada para uma abordagem sistêmica de todos os 
aspectos da atividade humana. 
Os distúrbios e problemas músculo-esqueléticos encontram-se, atualmente, no topo 
dos indicadores de doenças ocupacionais, quando se enfocam as perturbações na saúde dos 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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trabalhadores. 
A maioria dos distúrbios ocupacionais pode ser solucionada com medidas simples 
como a adaptação do posto de trabalho e a adoção de posicionamentos mais funcionais e 
menos agressivos. No entanto, as estratégias preventivas passam pela educação em saúde 
que tem o foco centrado na reeducação postural e gestual no trabalho – sendo imprescindível 
a compreensão e a assimilação individual a respeito desses cuidados no dia a dia. 
De forma sistemática podemos descrever os fatores participantes dos distúrbios 
músculo- esqueléticos ocupacionais conforme o quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
TAREFA 
 
 
 
 
 
Carga Física 
- Levantamento de 
carga, realização de 
força, movimentos 
repetitivos 
 
- Posturas excêntricas 
(dinâmicas ou 
estáticas) 
 
Compressão mecânica, 
vibração, etc. 
 
Carga Mental 
- Concentração, 
responsabilidade, 
monotonia, estresse 
 
 
AMBIENTE 
 
 
Físico 
- Iluminação, 
temperatura, 
qualidade do ar 
Configuração espacial 
do posto de trabalho 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Sócio-organizacional 
 
- Ritmo acelerado, 
ausência de pausas, 
jornada prolongada, 
trabalho em turno 
 
- Exigência de 
produção, pagamento 
por produção, 
estímulo à 
competitividade 
 
Motivação, participação 
 
 
 
 
 
 
 
 
INDIVÍDUO 
 
 
 
 
Físicos 
Gênero, idade, 
obesidade, 
condicionamento físico, 
características 
antropométricas, saúde 
geral 
 
 
Psicossociais 
- Estrutura familiar, 
conflitos, equilíbrio 
emocional, auto-estima, 
psicopatias 
 
Não ocupacionais 
- Lazer, hábitos, 
diversão, etc. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Orientação Ergonômica na Posição Sentada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CERTO ERRADO 
 
 
Mantenha os ombros relaxados e alinhe os cotovelos à 90º, apoie os braços 
no apoio de braço da cadeira, ou na mesa se for no formato de “U”; 
Mantenha o olhar no terço superior do monitor; 
Os punhos devem permanecer retos, e nunca deixe o punho apoiado na 
borda da mesa; 
Ajuste o encosto da cadeira para acomodar a curva normal da coluna lombar, 
se a cadeira não tiver ajuste próprio, use um apoio lombar e mantenha seu 
quadril bem para trás, encostado na cadeira; 
O teclado e o mouse devem estar bem próximos ao seu corpo; 
Joelhos posicionados à 90 – 100º, assegure-se de que os joelhos estejam 
livres e não pressionados pela borda do assento; 
Os pés devem descansar firmemente no chão; use um apoio para os pés se 
necessário. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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ATENDIMENTO AS DOENÇAS OCUPACIONAIS 
 
 
As doenças ocupacionais – ou profissionais – são as complicações 
desencadeadas pelos exercícios do trabalhador em uma determinada função que 
esteja diretamente ligada à profissão. Elas são responsáveis pelo afastamento de 
milhares de trabalhadores de suas funções. Só em 2014, segundo o Ministério do 
Trabalho e Previdência Social registrou 251,5 mil afastamentos, todas por ordens 
médicas. 
A dorsalgia, popularmente conhecida como dor nas costas, é uma das doenças 
ocupacionais que mais afasta trabalhadores no Brasil. Só em 2016, 116 mil pessoas 
tiveram que se ausentar, no mínimo, por 15 dias por conta desse problema. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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✓ Ler/Dort – Lesões por esforços repetitivo/Distúrbios Osteomusculares 
relacionados ao Trabalho 
Atualmente, um profissional que desenvolve uma doença ocupacional tem, 
dentro da lei, os mesmos direitos do que os envolvidos em acidentes de trabalho. 
Trabalhadores e empresas devem ficar de olhos abertos para essa situação e saber 
como podem evitar esse tipo de doença. Sinais de desconforto físico ou mental podem 
ser indicio de alguma das doenças ocupacionais. 
A maioria delas não é reconhecida pelas empresas, mas sim pela perícia 
médica do INSS, ou seja, são registros sem emissão da CAT, documento utilizado 
para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto, quanto as doenças 
ocupacionais. 
Ainda há uma dificuldade em reconhecer a ligação da doença com trabalho, 
diferentemente dos acidentes, onde a lesão fica evidente. O diagnóstico é mais 
subjetivo, pois é preciso ter a certeza que foi o exercício da função profissional a causa 
da doença ocupacional. 
Aqui estão as principais doenças ocupacionais, suas causas e a melhor 
maneira de preveni-las: 
 
 
LER (Lesão por Esforço Repetitivo) não é propriamente uma doença. É uma 
síndrome constituída por um grupo de doenças – tendinite, tenossinovite, bursite, 
epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro 
torácico, síndrome do pronador redondo, mialgias –, que afeta músculos, nervos e 
tendões dos membros superiores principalmente, e sobrecarrega o sistema 
musculoesquelético. Esse distúrbio provoca dor e inflamação e pode alterar a 
capacidade funcional da região comprometida. A prevalência é maior no sexo 
feminino. 
Também chamada de DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), 
LTC (Lesão por Trauma Cumulativo), AMERT (Afecções Musculares Relacionadas ao 
Trabalho) ou síndrome dos movimentos repetitivos, LER é causada por mecanismos 
de agressão, que vão desde esforços repetidos continuadamente ou que exigem 
muita força na sua execução, até vibração, postura inadequada e estresse. 
 
Principais causas: 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Os principais sintomas de LER são: 
Dor nos membros superiores e nos dedos; 
Dificuldade para movimentá-los; 
Formigamento; 
Fadiga muscular; 
Alteração da temperatura e da sensibilidade; 
Redução na amplitude do movimento; 
Inflamação. 
É importante destacar que, na maioria das vezes, esses sintomas estão 
relacionados com uma atividade inadequada não só dos membros superiores, mas de 
todo o corpo, que se ressente, por exemplo, se houver compressão mecânica de uma 
estrutura anatômica, ou se a pessoa ficar sentada diante do computador ou tocando 
piano por oito, dez horas seguidas. 
 
Prevenção: 
Adequação do mobiliário, redução da necessidade do número de repetições; 
pausas e exercícios preparatórios e compensatórios. 
Definição de metas adequadas; boas relações interpessoais, clareza sobre o 
que é esperado de cada profissional. 
Programas de incentivo à prática regular de atividades físicas e ingestão 
frequente de líquidos. 
 
✓ Dorsalgias 
 Movimentos Repetitivos 
 Posturas Inadequadas 
 Pressão Psicológica 
 
 
 
A dorsalgia é a síndrome clínica caracterizada por dor na região torácica 
posterior. A dor nessa região pode estar relacionada às estruturas ósseas (12 
vértebras torácicas), à musculatura, aos tecidos adjacentes e às vísceras 
intratorácicas ou intra-abdominais. 
Enfermagem do trabalho75 
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A dorsalgia é mais frequentemente decorrente de alterações 
musculoesqueléticas, que podem estar relacionadas a alterações posturais para 
atividades da vida diária e do trabalho. 
Podem ainda ser decorrentes de lesões traumáticas (fraturas de vértebras, 
costelas ou luxações), inflamatórias, osteoporose e alterações degenerativas. 
 
Principais causas: 
Movimentos repetitivos e força com uso do tronco 
Levantamento e transportes de pesos 
Posturas inadequadas 
Obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente ocupacionais, porém 
muito significativos) 
Outras causas de dor podem estar relacionadas a osteomielite vertebral, 
anormalidades congênitas da coluna ou do tórax (escoliose, hipercifose), artrite 
infecciosa, doença de Paget, epifisite vertebral infecciosa, lesões vertebrais por 
tumores e herniação discal torácica. 
 
Prevenção: 
Adequação do mobiliário e equipamentos, fracionamento das cargas e do 
número de repetições (redução da velocidade de execução das tarefas). 
Pausas e exercícios preparatórios e compensatórios. 
Programas de incentivo à educação alimentar e à prática regular de atividades 
físicas. 
 
✓ Transtornos mentais (depressão/ansiedade/stress pós-traumático) 
 
 
Os transtornos mentais estão cada vez mais presentes no mundo do trabalho 
nos tempos atuais, os quais são provocados, como atestam médicos e psicólogos, 
pelo assédio moral e sexual, pelas jornadas exaustivas, exigência de metas abusivas, 
eventos traumáticos, perseguições aos trabalhadores por chefes despreparados e 
isolamento dos trabalhadores, entre outras formas engendradas com o objetivo de 
obtenção de mais lucro. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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O meio ambiente do trabalho adequado é uma forma de prevenir a saúde 
mental do trabalhador. É preciso que se busque um meio ambiente do trabalho 
psicologicamente hígido a partir da relação entre os riscos psicossociais laborais e os 
transtornos mentais ocupacionais, cujo tema é de extrema atualidade e importância 
no campo das relações de trabalho, especialmente no momento em que vive o Brasil, 
diante de verdadeira epidemia de doenças ocupacionais, com destaque para o 
aumento das doenças mentais que atingem os trabalhadores. 
Evitar transtornos mentais relacionados ao trabalho é desafio a ser enfrentado 
nas novas formas de organização do trabalho não apenas para garantir o direito dos 
trabalhadores à saúde, mas também como forma de diminuir os custos do trabalho e 
da Previdência Social, pois, no final das contas, trata-se de questão de ordem pública 
e de relevante interesse social. 
Entre os transtornos mentais mais comuns dos trabalhadores estão a 
demência, o delirium, o transtorno cognitivo leve, o transtorno orgânico de 
personalidade, o alcoolismo crônico, o episódio depressivo, o transtorno de estresse 
pós-traumático, a síndrome da fadiga, a neurose profissional, a síndrome do 
esgotamento profissional (burnout) e o suicídio. 
 
Principais causas: 
Alta demanda, imprecisão quanto às expectativas 
Metas inalcançáveis 
Trabalho extremamente monótono 
Percepção de trabalho “sem importância” 
Violência no trabalho 
Situações momentâneas e súbitas de alto nível de estresse 
Testemunha constante de sofrimento humano de terceiros (profissionais de 
saúde, assistentes sociais) 
Prevenção: 
Definição de metas adequadas; boas relações interpessoais; melhora da 
comunicação, reconhecimento do valor do trabalho realizado. 
Programas de prevenção da violência nas atividades com risco elevado de 
assaltos/envolvimento ou repressão de atos violentos. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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✓ Transtornos das articulações 
 Programa de apoio e acompanhamento de profissionais vítimas de violência no 
trabalho ou submetidos a situações de estresse agudo de alta intensidade e de 
profissionais que lidam constantemente com o sofrimento humano de terceiros. 
 
 
A dor limitada a apenas uma articulação é chamada dor monoarticular. A 
articulação pode estar apenas dolorida (artralgia) ou também pode estar inflamada 
(artrite). Geralmente, a artrite causa uma sensação de queimação, inchaço e, 
raramente, vermelhidão da pele. A dor pode ocorrer apenas quando a articulação é 
movimentada ou também em repouso. Pode-se acumular líquido dentro da articulação 
(derrame). 
Uma dor que parece vir da articulação, às vezes, origina-se em uma estrutura 
fora da articulação, como um ligamento, tendão ou músculo (consulte Introdução à 
biologia do sistema musculoesquelético). Exemplos de tais quadros clínicos são a 
bursite, tendinite, entorses e distensões. A dor causada por esses problemas 
geralmente não é tida como uma dor articular real. 
 
Principais causas: 
Posturas inadequadas 
Movimentos repetitivos associados a cargas (membros inferiores) 
Obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente ocupacionais, porém 
muito significativos) 
 
Prevenção: 
Adequação do mobiliário, redução da necessidade de uso da força e do número 
de repetições; pausas e exercícios preparatórios e compensatórios. 
Definição de metas adequadas; boas relações interpessoais, clareza sobre o 
que é esperado de cada um. 
Programas de incentivo à prática regular de atividades físicas e ingestão 
frequente de líquidos. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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podem conter processos capazes de desgastar o corpo determinando, em boa parte, 
crônica (IVC) de membros inferiores, principal distúrbio responsável pelo 
aparecimento dos sinais varicosos, acomete até 80% da população mundial nos casos 
de grau mais leve, de 20 a 64% em grau intermediário e até 9% nos casos mais 
graves2. Geralmente, suas causas relacionam-se com alguns hábitos de vida, como a 
postura e o tempo que as pessoas permanecem em pé (ortostase) no ambiente 
baixos e constantes de tensão muscular e, em estado prolongado de contração, há 
compressão de vasos sanguíneos, prejudicando a circulação sanguínea e linfática. 
Em decorrência disso, observa-se o surgimento de algumas perturbações nos 
✓ Varizes nos membros inferiores 
Sabe-se que o trabalho possui uma dupla característica paradoxal ao ser 
humano: por um ângulo, é fonte de realização, de prazer, de satisfação, sendo uma 
das bases para o processo de identidade dos sujeitos; por outro, transforma-se em 
 
 
o tipo de trabalho e a forma como é organizado. 
No que tange às patologias relacionadas ao trabalho, a insuficiência venosa 
 
 
 
 
 
laboral. 
Explica-se que, para a sustentação da postura estática em pé, ocorrem níveis 
 
 
 
membros inferiores, destacando-se as varizes. 
 
 
Principais causas: 
Trabalho em pé ou sentado com pouca movimentação 
Obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente ocupacionais, porém 
muito significativos) 
 
Prevenção: 
Análise ergonômica das tarefas para adequação do mobiliário e equipamentos, 
permitindo a alternância de posturas e mobilidade no posto de trabalho; 
exercícios preparatórios e compensatórios. 
Programas de incentivo à educação alimentar e à prática regular de atividades 
físicas de intensidade moderada. 
elemento patogênico ou nocivo à saúde. Assim, as atividades laborais cotidianas 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Exposição a ruídos 
Trabalho com produtos químicos, principalmente solventes (tinner, tolueno, 
xileno e similares) 
 
Prevenção: 
Proteção coletiva com isolamento das fontes de ruído (medida mais 
importante). 
Uso de protetor auditivo (medida complementar – não deve ser a única 
proteção). 
Ventilação exaustora e/ou isolamento dos processos com uso de solventes. 
Uso de máscaras de proteção: protetores respiratórios específicos para 
produtos químicos (medida complementar: não deve ser a única proteção). 
✓ Transtornos auditivos 
Perda auditiva induzida por ruído é uma perda auditiva causada por exposição 
prolongada a níveis altos de ruídos.E isso ocorre porque a audição é lesada, 
gradualmente, devido à exposição a ruídos. 
Perda auditiva induzida por ruídos e conhecida também como PAIR. E a 
exposição a ruídos, em excesso, é uma das causas mais comuns de perda auditiva. 
A pessoa tem perda auditiva induzida por ruídos porque a célula ciliada no 
ouvido interno foi lesada ao ser exposta a ruídos. E isso ocorre devido a redução da 
capacidade da célula de captar e transmitir sons para o cérebro. A perda auditiva 
induzida por ruídos é, portanto, um tipo de perda auditiva sensórioneural. 
 
Principais causas: 
 
 
 
TOXICOLOGIA OCUPACIONAL 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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A Toxicologia Ocupacional é 
eminentemente preventiva, sendo- 
lhe fundamental a correta avaliação 
do risco a que o trabalhador está 
exposto. Para isso, o primeiro passo 
é a informação qualitativa: qual(is) 
substância(s) está(ão) sendo 
utilizada(s) ou gerada(s) no processo. 
Este dado, todavia, é apenas um ponto de partida e não tem muito valor em 
Toxicologia, que é uma ciência essencialmente quantitativa, razão pela qual também 
é fundamental o detalhamento das características físico-químico da(s) substância(s) 
às quais há exposição. 
Para um bom trabalho nesta área, no entanto, é essencial que, a essas 
informações, some-se a observação atenta do cenário da exposição em termos de: 
geração de poeira, vapores, névoas, fumos, gases; capacidade do composto gerado 
ser absorvido pelo organismo e por quais vias isso pode ocorrer. 
É indispensável ao profissional de saúde e segurança do trabalho, em especial 
ao médico do trabalho e ao higienista, conhecer um pouco de química para abordar 
corretamente os riscos químicos nos ambientes de trabalho. A importância deste fato 
pode ser exemplificada pela necessidade de diferenciar a exposição a compostos de 
cromo hexavalente, carcinogênico, da exposição a compostos de cromo trivalente, 
não carcinogênicos, ou aos sais de chumbo muito hidrossolúveis mais facilmente 
absorvidos dos insolúveis e pouco absorvidos, ou a necessidade de se atentar para a 
pressão de vapor de solventes orgânicos para estabelecer o seu potencial de 
volatilidade em conjunto com a toxicidade. 
 
Termos relacionados com a Toxicidade: 
 
 
AGUDA: este termo será empregado no senso médico para significar “de curta 
duração”. Quando aplicado para materiais que podem ser inalados ou absorvidos 
através da pele, será referido como uma simples exposição de duração medida em 
segundos, minutos ou horas. Quando aplicado a materiais que são ingeridos, será 
referido comumente como uma pequena quantidade ou dose. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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CRÔNICA: este termo será usado em contraste com aguda, e significa de longa 
duração. Quando aplicado a materiais que podem ser inalados ou absorvidos através 
da pele, será referido como períodos prolongados ou repetitivos de exposição de 
duração medida em dias, meses ou anos. Quando aplicado a materiais que são 
ingeridos, será referido como doses repetitivas com períodos de dias, meses ou anos. 
O termo “crônico” não se refere ao grau (mais severo) dos sintomas, mas se importará 
com a implicação de exposições ou doses que podem ser relativamente perigosas, a 
não ser quando estendidas ou repetidas após longos períodos de tempo (dias, meses 
ou anos). Neste curso, o termo “crônico” inclui exposições que podem também ser 
chamadas de “subagudas”, como por exemplo algum ponto entre aguda e crônica. 
 
LOCAL: este termo se refere ao ponto de ação de um agente e significa que a ação 
ocorre no ponto ou área de contato. O ponto pode ser pele, membranas mucosas, 
membranas dos olhos, nariz, boca, traqueia, ou qualquer parte ao longo dos sistemas 
respiratório ou gastrintestinal. A absorção não ocorre necessariamente. 
 
SISTÊMICO: este termo se refere a um ponto de ação diferente do ponto de contato 
e pressupõe que ocorreu absorção. É possível, entretanto, que agentes tóxicos 
possam ser absorvidos através de canal (pele, pulmões ou canal gastrintestinal) e 
produzirem manifestações posteriores em um daqueles canais que não são um 
resultado do contato direto original. Desta maneira é possível para alguns agentes 
produzir efeitos perigosos em um simples órgão ou tecido como o resultado de ambas 
as ações “local e sistêmica”. 
 
ABSORÇÃO: diz-se que um material foi absorvido somente quando tenha alcançado 
entrada no fluxo sanguíneo e consequentemente poder ser carregado para todas as 
partes do corpo. A absorção necessita que a substância passe através da pele, 
membrana mucosa, ou através dos alvéolos pulmonares (sáculos de ar dos pulmões). 
Também pode ser se dar através de uma agulha (subcutânea, intravenosa, etc...), 
mas esta via não é de muita importância em Higiene Industrial. 
 
Uma explanação das classificações de toxicidade é dada nos seguintes parágrafos: 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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U (UNKNOWN - Desconhecida): esta designação se refere a substâncias que se 
enquadram numa das seguintes categorias: 
Informações toxicológicas não puderam ser encontradas na literatura e em 
outras fontes. 
Informações limitadas baseadas em experimentos com animais estavam 
disponíveis, mas, na opinião de peritos, estas informações não podem ser 
aplicadas para exposição humana. Em alguns casos, estas informações são 
mencionadas com que frequência que o leitor poderá saber que algum trabalho 
experimental foi desenvolvido. 
0 NÃO TÓXICO: esta designação se refere a materiais que se enquadram numa das 
seguintes categorias: 
Materiais que não causam risco algum sob qualquer condição de uso. 
Materiais que produzem efeitos tóxicos em humanos somente sob condições 
muito fora do comum ou através de dosagem excessivamente alta. 
 
1 LEVEMENTE TÓXICO: Aguda local. Materiais que, numa única exposição durante 
segundos, minutos ou horas causam apenas efeitos brandos na pele ou membranas 
mucosas indiferente da extensão da exposição. 
AGUDA SISTÊMICA: Materiais que podem ser absorvidos pelo corpo por 
inalação, ingestão ou através da pele e que produzem somente efeitos brandos 
seguidos de uma única exposição durante segundos, minutos ou horas; ou 
seguidos de ingestão de uma única dose, indiferente da quantidade absorvida 
ou da extensão de exposição. 
CRÔNICA LOCAL.: Materiais que, em exposições contínuas ou repetitivas, 
estendendo-se durante períodos de dias, meses ou anos, causam apenas 
danos leves para a pele ou membrana mucosa. A extensão de exposição pode 
ser grande ou pequena. 
CRÔNICA SISTÊMICA: Materiais que podem ser absorvidos pelo corpo por 
inalação, ingestão ou através da pele e que produzem somente efeitos brandos 
seguidos de exposições contínuas ou repetitivas durante dias, meses ou anos. 
A extensão da exposição pode ser grande ou pequena. Em geral aquelas 
substâncias classificadas como sendo levemente tóxicas, produzem mudanças 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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no corpo humano que são prontamente reversíveis e que desaparecerão ao 
término da exposição, com ou sem tratamento médico. 
 
2 MODERADAMENTE TÓXICO: Aguda local. Materiais que podem em 
simples exposição durante segundos, minutos ou horas, causar efeitos moderados na 
pele ou membranas mucosas. Estes efeitos podem ser o resultado de segundos de 
exposição intensa ou exposição moderada durante horas. 
AGUDA SISTÊMICA: Materiais que podem ser absorvidos pelo corpo por 
inalação, ingestão ou através da pele e que produzem efeitos moderados 
seguidos de simples exposição durante segundos, minutos ou horas, ou 
seguidos de ingestão de uma única dose. 
CRÔNICA LOCAL: Materiais que, em exposições repetitivas ou contínuas, 
estendendo-se a períodos de dias, meses ou anos, causam danos moderados 
para a pele ou membranas mucosas. Crônica sistêmica. Materiais que podem 
ser absorvidos pelo corpo por inalação, ingestãoou através da pele e que 
produzem efeitos moderados seguidos de exposição contínua ou repetitiva, 
estendendo-se por períodos de dias, meses ou anos. 
Aquelas substâncias classificadas como sendo moderadamente tóxicas, podem 
produzir mudanças irreversíveis, bem como reversíveis no corpo humano. Estas 
mudanças não são tão severas para ameaçarem a vida ou produzirem sérias 
incapacidades físicas permanentes. 
 
3 SEVERAMENTE TÓXICO: 
AGUDA LOCAL: Materiais que, em uma simples exposição durante segundos 
ou minutos, causam danos à pele ou membranas mucosas de severidade 
suficiente para ameaçarem a vida ou para causarem danos físicos 
permanentes ou até desfiguração. 
AGUDA SISTÊMICA: Materiais que podem ser absorvidos pelo corpo por 
inalação, ingestão ou através da pele e que podem causar danos de severidade 
suficiente para ameaçarem a vida, seguido de uma simples exposição durante 
segundos, minutos ou horas, ou seguido de ingestão de uma simples dose. 
 CRÔNICA LOCAL: Materiais que, em exposições contínuas ou repetitivas, 
estendendo-se por períodos de dias, meses ou anos, podem causar danos à 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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pele ou membranas mucosas de severidade suficiente para ameaçarem a vida 
ou para causarem danos físicos permanentes ou até desfiguração (mudanças 
irreversíveis). 
CRÔNICA SISTÊMICA: Materiais que podem ser absorvidos pelo corpo 
através de inalação, ingestão ou através da pele e que podem causar morte ou 
sérios danos físicos, seguido de exposições contínuas ou repetitivas a 
pequenas quantidades durante períodos de dias, meses ou anos. 
 
 
SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO 
 
De modo genérico, Higiene e 
Segurança do Trabalho compõem duas 
atividades intimamente relacionadas, 
no sentido de garantir condições 
pessoais e materiais de trabalho 
capazes de manter certo nível de 
saúde dos empregados. 
Do ponto de vista da Administração de Recursos Humanos, a saúde e a 
segurança dos empregados constituem uma das principais bases para a preservação 
da força de trabalho adequada através da Higiene e Segurança do trabalho. 
Segundo o conceito emitido pela Organização Mundial de Saúde, a saúde é um 
estado completo de bem-estar físico, mental e social e que não consiste somente na 
ausência de doença ou de enfermidade. 
A higiene do trabalho refere-se ao conjunto de normas e procedimentos que 
visa à proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos 
riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são 
executadas. 
Segurança e higiene do trabalho são atividades interligadas que repercutem 
diretamente sobre a continuidade da produção e sobre a moral dos empregados. 
Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, 
médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando as 
condições inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as pessoas da 
implantação de práticas preventivas. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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A atividade de Higiene do Trabalho no contexto da gestão de RH inclui uma 
série de normas e procedimentos, visando essencialmente, à proteção da saúde física 
e mental do empregado. 
Procurando também resguardá-lo dos riscos de saúde relacionados com o 
exercício de suas funções e com o ambiente físico onde o trabalho é executado. 
Hoje a Higiene do Trabalho é vista como uma ciência do reconhecimento, 
avaliação e controle dos riscos à saúde, na empresa, visando à prevenção de doenças 
ocupacionais. 
A higiene do trabalho compreende normas e procedimentos adequados para 
proteger a integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de 
saúde inerente às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. 
A higiene do trabalho está ligada ao diagnóstico e à prevenção das doenças 
ocupacionais, a partir do estudo e do controle do homem e seu ambiente de trabalho. 
Ela tem caráter preventivo por promover a saúde e o conforto do funcionário, 
evitando que ele adoeça e se ausente do trabalho. 
Envolve, também, estudo e controle das condições de trabalho. 
A iluminação, a temperatura e o ruído fazem parte das condições ambientais 
de trabalho. 
Uma má iluminação, por exemplo, causa fadiga à visão, afeta o sistema 
nervoso, contribui para a má qualidade do trabalho podendo, inclusive, prejudicar o 
desempenho dos funcionários. 
A falta de uma boa iluminação também pode ser considerada responsável por 
uma razoável parcela dos acidentes que ocorrem nas organizações. 
Envolvem riscos os trabalhos noturnos ou turnos, temperaturas extremas – que 
geram desde fadiga crônica até incapacidade laboral. 
Um ambiente de trabalho com temperatura e umidade inadequadas é 
considerado doentio. 
Por isso, o funcionário deve usar roupas adequadas para se proteger do que 
“enfrenta” no dia-a-dia corporativo. 
O mesmo ocorre com a umidade. Já o ruído provoca perca da audição e quanto 
maior o tempo de exposição a ele maior o grau da perda da capacidade auditiva. 
A segurança do trabalho implica no uso de equipamentos adequados para 
evitar lesões ou possíveis perdas. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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É preciso, conscientizar os funcionários da importância do uso dos EPIs, luvas, 
máscaras e roupas adequadas para o ambiente em que eles atuam. 
Fazendo essa ação específica, a organização está mostrando reconhecimento 
ao trabalho do funcionário e contribuindo para sua melhoria da qualidade de vida. 
Ao invés de obrigar os funcionários a usarem, é melhor realizar esse tipo de 
trabalho de conscientização, pois o retorno será bem mais positivo. 
Já ouvi muitos colaboradores falarem, por exemplo, que os EPIs e as máscaras 
incomodam e, algumas vezes, chagaram a pedir aos gestores que usassem os 
equipamentos para ver se era bom. 
Ora, na verdade os equipamentos incomodam, mas o trabalhador deve pensar 
o uso desses que é algo válido, pois o ajuda a prevenir problemas futuros. 
Na segurança do trabalho também é importante que a empresa forneça 
máquinas adequadas, em perfeito estado de uso e de preferência com um sistema de 
travas de segurança. 
É fundamental que as empresas treinem os funcionários e os alertem em 
relação aos riscos que máquinas podem significar no dia-a-dia. 
Caso algum funcionário apresente algum problema de saúde mais tarde ou 
sofra algum acidente, a responsabilidade será toda da empresa por não ter obrigado 
o funcionário a seguir os procedimentos adequados de segurança. 
Caso o funcionário se recuse a usar os equipamentos que o protegerão de 
possíveis acidentes, a organização poderá demiti-lo por justa causa. 
As prevenções dessas lesões/acidentes podem ser feitas através de: 
Estudos e modificações ergonômicas dos postos de trabalho. 
Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente adaptados ao 
trabalhador. 
Diminuição do ritmo do trabalho. 
Estabelecimento de pausas para descanso. 
Redução da jornada de trabalho. 
Diversificação de tarefas. 
Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho. 
 Maior participação e autonomia dos trabalhadores nas decisões do seu 
trabalho. 
 Reconhecimento e valorização do trabalho. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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 Valorização das queixas dos trabalhadores. 
É preciso mudar os hábitos e as condições de trabalho para que a higiene e a 
segurança no ambiente de trabalho se tornem satisfatórios. Nessas mudanças se faz 
necessário resgatar o valor humano. 
Qualquer empresa de hoje em dia conhece bem as implicações e requisitos 
legais quando se fala em HSST- Higiene, Segurança e Saúde no trabalho, tendo 
consciência de que uma falha neste âmbito dentro da empresa, pode gerar 
automaticamente o pagamento de uma multa por incumprimento legal. 
A Higiene, Segurança e Saúde no trabalho é um conjunto de ações que nasceu 
das preocupações dos trabalhadores da indústria em meadostrabalhadores da empresa e aos seus dependentes, quer assumindo funções 
administrativas, educativas, de integração e de pesquisa. Em 1973 criou-se o COFEN 
e COREN. 
A inclusão do enfermeiro do trabalho na equipe de saúde ocupacional 
aconteceu por meio da portaria n.º 3 460 do ministério do trabalho, em 1975. Neste 
mesmo ano criou-se no Rio Grande do Sul o primeiro sindicato de enfermagem. 
A história da enfermagem do trabalho no Brasil é bastante recente. Inicialmente 
a assistência de enfermagem do trabalho era vista mais como atendimento 
emergencial na empresa, o que não valoriza muito. Contudo, o espaço para o 
desempenho profissional, principalmente do enfermeiro do trabalho está se ampliando 
a cada dia, seja na assistência direta aos trabalhadores e familiares ou no 
desempenho de funções administrativa, educacionais, de integração ou de pesquisa. 
 
 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES 
 
A Saúde do Trabalhador se destaca por ser uma área em construção na Saúde 
Pública. Sendo assim, estabelece-se como um campo que estuda e intervêm nas 
Enfermagem do trabalho 
 
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relações entre saúde-trabalho-doença na sua complexidade, por meio de atuação 
interdisciplinar, intersetorial e multiprofissional. 
Tem como objetivos a promoção e a proteção da saúde através da realização 
de ações de vigilância, assim como, visa à recuperação e reabilitação da saúde dos 
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho. 
Considerando as particularidades da saúde do trabalhador e os marcos 
orientadores do SUS, os princípios e diretrizes propostas são: 
Universalidade; 
Integralidade; 
Participação social; 
Equidade; 
Ética; 
Humanização do trabalho; 
Direito à informação; 
Articulação intra e intersetorial. 
 
Universalidade: contemplar todos os trabalhadores da SMS, independentemente 
de sua forma de contratação respeitando as especificidades de cada vínculo; 
 
Integralidade da atenção: articular ações individuais e coletivas de promoção e 
proteção da saúde, prevenção de riscos e agravos relacionados ao trabalho, com 
recuperação e atenção à saúde dos trabalhadores na rede do SUS; 
 
Participação social: instituição e manutenção de instâncias legítimas e representativas 
do conjunto de trabalhadores, compreendendo sua participação na identificação das 
demandas, no planejamento, na execução, acompanhamento e avaliação das ações 
relacionadas à saúde do trabalhador; 
 
Equidade: reconhecer o direito de cada trabalhador da SMS em suas especificidades 
e necessidades, levando-se em consideração o senso de justiça social; 
 
Ética: na atenção à saúde do trabalhador, respeitando o sigilo das informações 
relativas ao estado de saúde e a sua individualidade, bem como em relação a seus 
Enfermagem do trabalho 
 
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resultados, entendendo que o objetivo e justificativa da intervenção é a melhoria das 
condições de trabalho e saúde; 
 
Humanização do trabalho: pressupõe construir um novo tipo de interação entre os 
atores envolvidos na produção de saúde, favorecendo a autonomia dos sujeitos, a 
gestão participativa, a reflexão-ação dos trabalhadores sobre seus processos de 
trabalho, a construção de laços solidários, sentimentos de pertença e consolidação de 
cultura de equipe, bem como a valorização do trabalho e do trabalhador; 
 
Direito à informação: acesso a informações sobre os riscos nos ambientes e 
processos de trabalho, suas consequências na saúde e os resultados das 
intervenções; 
 
Articulação intra e intersetorial: compreende a interação com outras áreas, setores e 
atores sociais para articulação, formulação, implementação e acompanhamento das 
ações que tem impacto sobre os determinantes da saúde dos trabalhadores. 
 
No Brasil, o sistema público de saúde vem atendendo os trabalhadores ao 
longo de toda sua existência. Porém, uma prática diferenciada do setor, que considere 
os impactos do trabalho sobre o processo saúde/doença, surgiu apenas no decorrer 
dos anos 80, passando a ser ação do Sistema Único de Saúde quando a Constituição 
Brasileira de 1988, na seção que regula o Direito à Saúde, a incluiu no seu artigo 200. 
“Artigo 200 – Ao Sistema Único de Saúde 
compete, além de outras atribuições, nos termos 
da lei: (...) II- executar as ações de vigilância 
sanitária e epidemiológica, bem como as de 
saúde do trabalhador; (...). 
A Lei Orgânica da Saúde – LOS (Lei n.º 8.080/90), que regulamentou o SUS e 
suas competências no campo da Saúde do Trabalhador, considerou o trabalho como 
importante fator determinante/condicionante da saúde. 
O artigo 6º da LOS determina que a realização das ações de saúde do 
trabalhador siga os princípios gerais do SUS e recomenda, especificamente: 
Enfermagem do trabalho 
 
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 a assistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de 
doença profissional ou do trabalho; 
 a realização de estudos, pesquisa, avaliação e controle dos riscos e agravos 
existentes no processo de trabalho; 
a informação ao trabalhador, sindicatos e empresas sobre riscos de acidentes 
bem como resultados de fiscalizações, avaliações ambientais, exames 
admissionais, periódicos e demissionais, respeitada a ética. 
Nesse mesmo artigo, a Saúde do Trabalhador encontra-se definida como: 
“Um conjunto de atividades que se 
destina, através de ações de vigilância 
epidemiológica e sanitária, à promoção e 
proteção da saúde dos trabalhadores, assim 
como visa à recuperação e reabilitação da 
saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos 
e agravos advindos das condições de trabalho.” 
No seu conjunto (serviços básicos, rede de referência secundária, terciária e os 
serviços contratados/conveniados), a rede assistencial, se organizada para a Saúde 
do Trabalhador, a exemplo do que já acontece com outras modalidades assistenciais 
como a Saúde da Criança, da Mulher, etc., por meio da capacitação de recursos 
humanos e da definição das atribuições das diversas instâncias prestadoras de 
serviços, poderá reverter sua histórica omissão neste campo. 
Os últimos anos foram férteis na produção de experiências – centros de 
referências, programas municipais, programas em hospitais universitários e ações 
sindicais – em diversos pontos do país, e em encontros de profissionais/trabalhadores 
ou técnicos para a produção das normas necessárias à operacionalização das ações 
de saúde do trabalhador pela rede de serviços em ambulatórios e/ou vigilância. 
 
 
ASPECTOS POLÍTICOS 
 
O termo Saúde do Trabalhador refere-se a um campo do saber que visa 
compreender as relações entre o trabalho e o processo saúde/doença. Nesta 
acepção, considera a saúde e a doença como processos dinâmicos, estreitamente 
articulados com os modos de desenvolvimento produtivo da humanidade em 
Enfermagem do trabalho 
 
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determinado momento histórico. Parte do princípio de que a forma de inserção dos 
homens e mulheres nos espaços de trabalho contribui decisivamente para formas 
específicas de adoecer e morrer. O fundamento de suas ações é a articulação 
multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial. 
Em relação aos trabalhadores, há que se considerar os diversos riscos 
ambientais e organizacionais aos quais estão expostos, em função de sua inserção 
nos processos de trabalho. Assim, as ações de saúde do trabalhador devem ser 
incluídas formalmente na agenda da rede de atenção municipal à saúde. Dessa forma, 
amplia-se a assistência já ofertada aos trabalhadores, na medida em que passa a 
olhá-los como sujeitos a um adoecimento específico que exige estratégias, também 
específicas, de promoção, proteção e recuperação da saúde. 
A incorporação das boas práticas de gestão de saúde e segurança no trabalho 
contribui para a proteção contra os riscos presentes no ambiente de trabalho, 
prevenindo e reduzindo acidentes e doenças e diminuindo, consideravelmente, os 
custosdo século 20, pois as 
condições de trabalho nunca eram levadas em conta, mesmo que tal implicasse riscos 
de doença ou mesmo de morte dos trabalhadores. 
Numa época em que a indústria era a principal atividade económica em 
Portugal, os trabalhadores morriam ou tinham acidentes onde cavam impossibilitados 
para toda a vida por não terem os devidos processos de Higiene e Segurança do 
trabalho. 
Simplesmente porque a mentalidade corrente era a de que o valor da vida 
humana era para apenas útil para trabalhar e porque não existia qualquer legislação 
que protegesse o trabalhador. 
O cenário demorou tempo a mudar e apenas a partir da década de 50/60, 
surgiram as primeiras tentativas sérias de integrar os trabalhadores em atividades 
devidamente adequadas às suas capacidades, e dar-lhes conhecimento dos riscos a 
que estariam expostos aquando do seu desempenhar de funções. 
Atualmente a dimensão que encontramos neste âmbito é muito diferente, 
sobretudo porque a Lei-Quadro de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho faz 
impender sobre as entidades empregadoras a obrigatoriedade de organizarem os 
serviços de Segurança e Saúde no Trabalho. 
Desta forma, para além de análises minuciosas aos postos de trabalho a 
empresa tem que garantir também as condições de saúde dos trabalhadores (como a 
existência de um posto médico dentro de cada empresa) 
E ainda garantir que são objeto de estudo as investigações de quaisquer tipos 
de incidentes ocorridos, sendo sempre analisada a utilização ou não de equipamentos 
de proteção individual (vulgo EPI). 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Em resumo, todas as atividades de HSST se constituem como as atividades 
cujo objetivo é o de garantir condições de trabalho em qualquer empresa “num estado 
de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e 
enfermidade” (de acordo com a Organização Mundial de Saúde.) 
 
Analisando parcelarmente este tipo de atividades temos que: 
 
 
A higiene e saúde no trabalho 
procura combater de um ponto de 
vista não médico, as doenças 
profissionais, identificando os fatores 
que podem afetar o ambiente do 
trabalho e o trabalhador, procurando 
eliminar ou reduzir os riscos profissionais. 
A segurança do trabalho por outro lado, propõe-se combater, também dum 
ponto de vista não médico, os acidentes de trabalho, eliminando para isso não 
só as condições inseguras do ambiente, como sensibilizando também os 
trabalhadores a utilizarem medidas preventivas. 
Dadas as características específicas de algumas atividades profissionais, 
nomeadamente as que acarretam algum índice de perigosidade, é necessário 
estabelecer procedimentos de segurança, para que estas sejam desempenhadas 
dentro de parâmetros de segurança para o trabalhador. 
Nesse sentido, é necessário fazer desde logo um levantamento dos fatores que 
podem contribuir para ocorrências de acidentes, como sejam: 
 
Acidentes devido a ações perigosas; 
Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I.) 
Ligado à natureza do trabalho (erros na armazenagem) 
Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, manobrar empilhadores 
inadequadamente, distrações). 
Acidentes devido a Condições perigosas: 
 Máquinas e ferramentas; 
 Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, poeiras, ruído) 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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 Condições de organização (Layout mal feito, armazenamento perigoso, falta de 
Equipamento de Proteção Individual – E.P.I.) 
 
Legislação aplicada a higiene e segurança do trabalho 
A legislação da higiene e segurança do 
trabalho é bem específica e grande, sabendo 
disso iremos mostrar abaixo apenas os artigos 
e incisos principais. 
Acidentes (CIPA), de conformidade com 
instruções expedidas pelo Ministério do 
Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de 
obra nelas especificadas. 
As instruções do Ministério do Trabalho e Emprego correspondem à NR5, que 
trata especificamente das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPA. 
O item 5.1, da NR 5, estabelece que o objetivo da CIPA é a prevenção de 
acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível 
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do 
trabalhador. 
O emprego da palavra “permanentemente”, traz a ideia de “sem interrupção”. 
O item 5.2, da NR 5, dispõe que devem constituir CIPA, por estabelecimento, e 
mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de 
economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, 
associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam 
trabalhadores como empregados. 
O item 5.3 dispõe que as normas da NR5 se aplicam, no que couber, aos 
trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as 
disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos 
específicos. 
Sabemos que não existe vínculo empregatício, celetista, na relação de trabalho 
avulso. Sabemos, também, que as normas de SST, em regra, só se aplicam aos 
trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. 
Entretanto, no caso específico da NR5, suas disposições, quando não forem 
incompatíveis com as características do trabalho avulso, são plenamente aplicáveis 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Parágrafo único – O Ministério do Trabalho regulamentará as atribuições, a 
composição e o funcionamento das CIPA (s). 
Art. 164 – Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos 
empregados, de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na 
regulamentação de que trata o parágrafo único do artigo anterior. 
1º – Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serão por eles 
designados. 
2º – Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em 
escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, 
exclusivamente os empregados interessados. 
Escrutínio secreto significa votação secreta, sigilosa. 
 
 
Fatores que afetam a higiene e segurança do trabalho 
Dadas as especificidades 
de algumas atividades 
profissionais através da Higiene e 
Segurança do trabalho., as quais 
acarretam algum índice de 
perigosidade, é necessário que 
sobre as mesmas incidam procedimentos de segurança para que as mesmas sejam 
desempenhadas dentro de parâmetros de segurança para o trabalhador. 
Nesse sentido, é necessário fazer desde logo um levantamento dos fatores que 
podem contribuir para ocorrências de acidentes, como sejam: 
Máquinas e ferramentas; 
Condições de organização; 
Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, poeiras, ruído). 
 
 
Acidentes devido a Afecções perigosas: 
 
 
Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I); 
 Ligado à natureza do trabalho (Erros na armazenagem); 
 Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, manobrar empilhadores 
inadequadamente, distrações, brincadeiras). 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Fundamentos de higiene e segurança do trabalho 
 
 
É preciso mudar os hábitos e as 
condições de trabalho para que a higiene 
e a segurança no ambiente de trabalho se 
tornem satisfatórios. 
Nessas mudanças se faz 
necessário resgatar o valor humano 
através dos processos de higiene e 
segurança do trabalho. 
Nesse contexto, a necessidade de reconhecimento pode ser frustrada pela 
organização quando ela não valoriza o desempenho. 
Por exemplo, quando a política de promoção é baseada nos anos de serviço e 
não no mérito ou, então, quando a estrutura salarial não oferece qualquer 
possibilidade de recompensa financeira por realização como os aumentos por mérito. 
Se o ambiente enfatizar as relações distantes e impessoais entre os 
funcionários e se o contato social entre os mesmos for desestimulado, existirão menos 
chances de reconhecimento. 
ConformeArroba e James (1988) uma maneira de reconhecer os funcionários 
é admitir que eles têm outras preocupações além do desempenho imediato de seu 
serviço. 
Uma outra causa da falta de reconhecimento dos funcionários na organização 
são os estereótipos, pois seus julgamentos não são baseados em evidências ou 
informações sobre a pessoa. 
A partir do momento que as pessoas fazem parte de uma organização podem 
obter reconhecimento positivo ou negativo. 
 
 
PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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É inegável a 
importância do 
desenvolvimento 
de exercícios no 
ambiente de 
trabalho, assim 
como em nossa 
vida, mas não da 
maneira como se 
colocam nos dias 
de hoje, devemos refletir sobre os resultados atribuídos somente a Ginástica Laboral. 
Para a eficácia dos programas de Ginástica Laboral, devemos separar seus 
objetivos e metas, bem como a forma com que o programa será aplicado e se existe 
a necessidade de outras ferramentas ergonômicas associadas. 
A ergonomia é uma ciência multidisciplinar que estuda a relação do homem 
com o seu trabalho, seu objetivo básico é a humanização e a melhoria da 
produtividade do sistema de trabalho. Desta forma seu objetivo principal é fornecer 
meios para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, adaptando o trabalho 
às características anatômicas, fisiológicas e psicológicas dos mesmos. As 
intervenções ergonômicas tem se mostrado bastante efetivas no que se diz respeito 
a redução da incidência e recidiva das DORT’s. 
A ginástica laboral quando bem orientada, pode contribuir com a ergonomia 
reduzindo as dores, fadiga, monotonia, estresse, acidentes e doenças ocupacionais 
dos trabalhadores. 
A literatura sobre a medicina do esporte, indica que esportes que envolvem 
atividades de natureza repetitiva ou que envolvem esforço (tais como o tênis e o 
baseball) estão relacionados ao aparecimento de afecções no sistema músculo- 
esquelético, ao invés de sua prevenção. É interessante notar que nas atividades 
esportivas profissionais os jogadores fazem um número maior de pausas para 
recuperação e a duração das tarefas intensas é bem menor do que ocorre nos locais 
de trabalho tradicionais, onde os trabalhadores devem realizar trabalhos repetitivos e 
cansativos por períodos de 8 horas durante 5 ou 6 dias na semana. Isso nos faz 
acreditar ainda mais que se faz necessário uma intervenção no trabalho desses 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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empregados e que os benefícios por mais que não sejam estatisticamente 
contabilizados existem. 
Segundo Pegado, algumas empresas experimentam resultados frustrantes em 
seus programas de exercícios porque os orientadores do programa não estavam 
preparados para conduzir e administrar adequadamente a ginástica laboral, porém, 
não faz distinção entre o uso de facilitador ou professor de educação física. 
A ginástica laboral adaptada para as necessidades impostas pelo tipo de 
trabalho, realizada sem sair do posto, em breves períodos de tempo, ao longo de todo 
o dia de trabalho, pode produzir resultados positivos para o empregado e o 
empregador. 
Esforços e posturas contraídas estáticas têm sido associados as algias, fadiga 
e distúrbios musculares. Mesmo em situações de baixas cargas, como aquelas sobre 
os ombros, na atividade em frente a um terminal de vídeo, a postura estática pode 
levar à dor e lesão. 
Podemos pensar então que momentos de pausas deverão ocorrer durante o 
período de trabalho, no intuito de uma recuperação da fadiga em que o organismo 
está sendo submetido. 
O ambiente de trabalho a pausa passiva é caracterizado quando o trabalhador 
interrompe suas atividades laborais e simplesmente descansa, sem acelerar a 
metabolização ou a excreção dos resíduos metabólicos. Já a pausa ativa representa 
um “repouso ativo” que ocorre com a utilização de exercícios físicos ativando a 
circulação sanguínea, diminuindo a concentração do ácido lático, promovendo 
reequilíbrio metabólico, na melhoria da oxigenação dos tecidos, na eliminação de 
substratos, na ativação de outras estruturas osteomusculoligamentares (alongamento 
e relaxamento das fibras musculares, melhora da viscosidade e lubrificação dos 
tendões) dentre outros aspectos importantes para a compensação psicofisiológica, 
como o relaxamento psicológico, diminuição da tensão/estresse, melhora do inter- 
relacionamento pessoal . 
O fato do insucesso da GL, em algumas empresas talvez não esteja somente 
ligada ao despreparo dos orientadores ou a incapacidade da própria atividade de 
chegar ao objetivo desejado, mas sim a falta de um olhar adequado a real necessidade 
do trabalhador e de seu posto de trabalho. 
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GINÁSTICA LABORAL UMA FERRAMENTA DE PESO PARA A MELHORIA DA 
QUALIDADE DE VIDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O corpo humano precisa estar em total equilíbrio para que o indivíduo 
desenvolva suas atividades diárias de forma adequada. Para isso se faz necessário 
estar gozando de saúde física, mental, psíquica e emocional. Não só no trabalho como 
em casa, devemos buscar estar bem com o nosso corpo e mente, procurando realizar 
atividades físicas, ter boas noites de sono além de uma alimentação saudável e 
balanceada. 
Havendo excesso ou carência de alguns fatores que influenciam os sistemas 
físicos, mentais e emocional, vão acarretar em um desequilíbrio da máquina humana. 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde pode ser 
comprometida por alguns fatores dentre eles; agentes agressivos também chamados 
de fatores de risco como ruídos, temperatura, mobiliário, iluminação não adequada; 
deficiência de fatores ambientais, falta de atividade muscular, falta de comunicação 
com outras pessoas, falta de diversificação em tarefas de trabalho e principalmente 
ausência de desafios intelectuais. 
Durante uma jornada de trabalho o corpo humano é submetido a uma 
diversidade de influenciadores como, pesos, posicionamentos, calor, frio, mudanças 
de altitudes, atenção, monotonia, estresse entre outros, que levam a uma desarmonia 
tanto do corpo quanto da mente. 
Os músculos são nutridos principalmente durante seu relaxamento, sendo que 
na contração muscular dinâmica deixa momentaneamente de receber aporte 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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sanguíneo, mas a partir do momento que relaxa e se alonga recebe o afluxo de sangue 
novamente. Já na contração isométrica ou estática na qual o músculo permanece 
contraído deixando de receber seu aporte sanguíneo onde os processos metabólicos 
passam a ocorrer por via anaeróbica tendo a produção e acúmulo de ácido lático que 
leva a irritação e dor nas terminações nervosas. 
Quando impomos ao organismo situações que fogem do equilíbrio ou quando 
sobrecarregamos de certa forma as estruturas do corpo, criamos consequências a 
máquina humana. No processo de trabalho podemos encontrar diversas situações 
que interferem na fisiologia da máquina humana, dentre elas, fadiga, monotonia, 
perturbações climáticas, iluminação inadequada, estresse e ruído. 
Todas as situações de esforço estático ou isométrico, tem como consequência 
primária a fadiga muscular, onde ocorre dor no segmento afetado devido ao acúmulo 
do ácido lático, essa fadiga pode ainda acarretar em aparecimento de tremores que 
podem contribuir para a ocorrência de erros na execução das atividades. 
Além da pura fadiga muscular existem sete outras formas, fadiga gerada pela 
exigência visual, fadiga provocada pela exigência física de todo o organismo (fadiga 
corporal geral), fadiga do trabalho mental, fadiga produzida pela exigência exclusiva 
das funções psicomotoras (fadiga da destreza ou nervosa), fadiga gerada pela 
monotonia do trabalho ou do ambiente, fadiga por somatório da influencias fadigantes 
prolongadas (fadiga crônica), fadiga circadiana ou nictemérica, geradapelo ritmo 
biológico do ciclo de dia e noite, que se instala periodicamente e conduz o sono. Uma 
vez instalada alguma destas fadigas o indivíduo pode apresentar, sonolência, lassidão 
e falta de disposição para o trabalho, dificuldades para pensar, diminuição da atenção, 
lentidão e amortecimento das percepções, diminuição da força de vontade, perdas de 
produtividade em atividades físicas e mentais. 
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Tarefas repetitivas e 
monótonas estão 
relacionadas com a baixa 
satisfação com o trabalho do 
que com trabalhos com um 
espaço de atividades mais 
amplo. O limitado espaço de 
manobra das operações 
repetitivas pode levar o 
indivíduo a atrofia mental e física dos órgãos, monotonia, risco de falhas e acidentes, 
diminuição da satisfação no trabalho, prejuízo no desdobramento das capacidades 
humanas e absenteísmo elevado, crescentes dificuldades para preenchimento de 
vagas. 
Todas as situações de esforço estático ou isométrico, tem como consequência 
primária a fadiga muscular, onde ocorre dor no segmento afetado devido ao acúmulo 
do ácido lático, essa fadiga pode ainda acarretar em aparecimento de tremores que 
podem contribuir para a ocorrência de erros na execução das atividades. 
Esses fatores fisiológicos sobre o corpo, são os que mais contribuem para as 
DORT’s, por esta razão exercícios de alongamentos direcionados durante 15 minutos 
realizados duas vezes para cada turno se tornam grandes aliados ao combate das 
doenças mais comuns do trabalho, pelo fato de melhorar a nutrição e oxigenação dos 
tecidos, reposicionar as estruturas do corpo, sair da monotonia, tirar o foco do estresse 
momentaneamente, diminui a exaustão causada pelo estresse e pelo trabalho 
contínuo, diminui o sedentarismo e estimula a procura por atividades físicas, melhora 
a atenção no trabalho, diminui o nível de acidentes melhorando o estado geral. 
Importante dar uma pausa para o organismo humano. Dentre os mecanismos 
que previnem as lesões, através da realização de pausas em atividades repetitivas, 
podemos destacar que: 
O fluxo de sangue normal retira as concentrações acumuladas de ácido lático 
muscular, evitando assim possíveis irritações nas terminações nervosas livres; 
 Os tendões retornam às suas estruturas normais, voltando a sua formação 
normal (viscoelasticidade e conformação); 
 A lubrificação dos tendões pelo líquido sinovial, evitando atrito Inter estrutural. 
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A influência benéfica da atividade física sobre a dimensão emocional da 
qualidade de vida, se dá sob múltiplos aspectos, especialmente os efeitos nocivos do 
estresse e o melhor gerenciamento das tensões próprias do viver. 
A população brasileira de um modo geral, por falta de estímulos, crescem 
adquirindo vícios dos mais diversos e deixando de lado a preocupação com a saúde, 
pois na maioria das vezes os efeitos não são sentidos imediatamente, só retornam a 
preocupação em relação a saúde e qualidade de vida na terceira idade, onde os 
problemas já se instalaram no decorrer dos anos, nossa intenção enquanto 
promotores de qualidade de vida é mudar essa percepção em relação a nós mesmos 
e contribuir para o estado de saúde geral do trabalhador. 
Segundo os conhecimentos relacionados a fisiologia humana, quando um 
indivíduo é imposto a trabalhos de grande estresse e atenção, ou pouco raciocínio e 
mais mecanização levando a um trabalho monótono, ou imposto a grandes esforços 
físicos, calor excessivo, frio excessivo, luminosidade alta ou baixa demais, posturas 
inadequadas, vai levar a um desgaste da máquina humana o que provavelmente irá 
gerar em desequilíbrio e futuros problemas tanto físicos quanto psicológicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deve-se entender portanto que a Ginástica laboral, quanto a seus objetivos de 
melhorar a nutrição e oxigenação dos tecidos, reposicionar as estruturas do corpo, 
sair da monotonia, tirar o foco do estresse momentaneamente, diminui a exaustão 
causada pelo estresse e pelo trabalho contínuo, diminui o sedentarismo e estimula a 
procura por atividades físicas, melhora a atenção no trabalho, diminui o nível de 
acidentes melhorando o estado geral do trabalhador atende as situações impostas 
durante a jornada de trabalho, quando realizado da forma adequada, respeitando os 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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momentos de pausa para a reconstituição dos tecidos. Além do fato de ser realizada 
adequadamente, não podemos esquecer que estamos lidando com pessoas que 
pensam e sentem e que para ser benéfica ao homem deve ser levado em 
consideração a sua vontade, sem situações que imponham ou causem 
constrangimentos. 
 
EFEITOS SOBRE AS EMPRESAS 
A mudança dos 
fatores de mudança social 
no Brasil em relação as 
condições ergonômicas 
acabam caindo sobre os 
empresários e com isso a 
dificuldade e o ônus com 
administração das 
DORT’s, a implantação da 
ginástica laboral acaba 
sendo o meio mais rápido, prático e menos custoso de dar início a solução dos 
problemas relacionados as lesões osteomusculares relacionadas ao trabalho. 
Através da implantação da Ginástica Laboral, a empresa se beneficia em 
alguns fatores já comprovados, entre eles a diminuição dos problemas de saúde do 
trabalhador e com isso um aumento na produtividade da empresa. Isso se dá em razão 
de uma diminuição das faltas por motivos médicos e também a redução dos acidentes 
de trabalho. 
O trabalhador também recebe benefícios, pois grande parte dos exercícios que 
são executados durante a terapia, visam reduzir o impacto e o estresse muscular que 
o indivíduo sofre durante sua jornada de trabalho. Isto significa que não só 
trabalhadores “braçais” ou funcionários da linha de produção necessitam da Ginástica 
Laboral, mas também trabalhadores administrativos (digitadores, secretárias, etc.) E 
externos (motorista, vendedores, entregadores, etc.). Estes tipos de trabalho 
(administrativo, produção e/ou externo) trazem sérios problemas posturais, 
musculares, mentais e visuais. Um programa de Ginástica Laboral visa minimizar as 
lesões osteomusculares e ergonômicas causadas por estas atividades. 
Enfermagem do trabalho 
 
 
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Na prática podemos observar a melhor integração entre os funcionários, na 
maioria das vezes melhor disposição para desenvolver as atividades laborais e um 
melhor clima organizacional no ambiente de trabalho, além da satisfação do 
funcionário em relação à empresa. 
A ginástica laboral assumiu definitivamente o papel de ferramenta contra ações 
cíveis (trabalhistas) para os empresários, retirando o dolo e culpa da empresa nessas 
reclamações. A implantação do programa prova perante à lei que a empresa se 
preocupa com a saúde e qualidade de vida do seu colaborador. Porém, não há até o 
momento nada que se refira a ginástica laboral como uma exigência legal na 
prevenção das DORT’s, portanto como ela está inserida dentro de uma medida 
ergonômica, e a ergonomia está inserida como exigência legal, podemos levar em 
consideração que seja uma medida paliativa. Por esta razão talvez a relação da GL 
como ferramenta contra as ações cíveis.
Enfermagem do trabalho 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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sobre a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador [Internet]. 
Brasília (DF): MS; 2009. 
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Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria Nº 1.471 de 24 de setembro de 
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Brasil. Ministério da Saúde. Portaria Federal n. º 1.271, de 06 de junho de 2014. 
Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e 
eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo 
o território nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. Diário 
Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 9 jun. 2014. Seção 1, p6e prejuízos aos trabalhadores e instituição. 
A análise preliminar das condições de trabalho permite a elaboração de 
estratégias que vão subsidiar as etapas de implantação do programa de gestão de 
saúde e segurança no trabalho, e é estabelecida com algumas indagações bem 
simples: 
1. O trabalhador está exposto a riscos no ambiente de trabalho? 
2. A quais tipos de riscos o trabalhador está exposto? 
3. Qual o tempo e a frequência do contato com esses riscos? 
Um modelo de segurança e saúde do trabalho deve contemplar uma 
metodologia voltada para a antecipação e a prevenção de acidentes e doenças 
relacionadas ao trabalho que alia a simplicidade da intervenção, e a profundidade das 
ações técnicas necessárias para sua efetividade, eficiência e eficácia: 
Redução dos riscos de acidentes de trabalho; 
Promoção em saúde do trabalhador; 
Prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, 
etc); 
 Participação dos trabalhadores na construção de políticas internas em Saúde 
do Trabalhador. 
Vantagens: 
Enfermagem do trabalho 
 
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 Previne e reduz os acidentes e doenças; 
 Protege a integridade física e mental dos trabalhadores; 
 Educa para adoção de práticas preventivas; 
Evita gastos e prejuízos (trabalhadores e instituição); 
Diminui o absenteísmo; 
Melhora, continuamente, os ambientes de trabalho; 
Potencializa as relações interpessoais; 
Otimiza o clima organizacional; 
Atende aos requisitos da legislação; 
Aumenta a produtividade. 
 
 
LEGISLAÇÃO BÁSICA EM SAÚDE DO TRABALHADOR 
 
Constituição da República Federativa do Brasil 
Art. 200 - Ao Sistema Único de Saúde, compete, além de outras atribuições, nos 
termos da lei... II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem 
como as de saúde do trabalhador; ... VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, 
nele compreendido o do trabalho. 
 
Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 
Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a 
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras 
providências. No seu artigo 6º, parágrafo 3º, regulamenta os dispositivos 
constitucionais sobre Saúde do Trabalhador. 
 
Portaria Nº 1.271, DE 6 de junho de 2014 
Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos 
de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território 
nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. 
 
 Portaria Nº 1.984, DE 12 de setembro de 2014 
Enfermagem do trabalho 
 
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Define a lista nacional de doenças e agravos de notificação compulsória, na forma do 
Anexo, a serem monitorados por meio da estratégia de vigilância em unidades 
sentinelas e suas diretrizes. 
 
Portaria Nº 1.206, de 24 de outubro de 2013 
Altera o cadastramento dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador no 
Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). 
 
Portaria Nº 1.378, de 9 de julho de 2013 - Sistema Nacional de Vigilância em 
Saúde e Sistema Nacional de Vigilância Sanitária 
Regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento 
das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, 
relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional de 
Vigilância Sanitária. 
 
Portaria nº 1.823, de 23 de agosto de 2012 
Institui a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. 
 
 
Portaria nº 3.120, de 1º de julho de 1998 
Aprovar a Instrução Normativa de Vigilância em Saúde do Trabalhador no SUS, na 
forma do Anexo a esta Portaria, com a finalidade de definir procedimentos básicos 
para o desenvolvimento das ações correspondentes. 
 
Portaria nº 1.339/GM, de 18 de novembro de 1999 
Institui a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, a ser adotada como referência 
dos agravos originados no processo de trabalho no Sistema Único de Saúde, para 
uso clínico e epidemiológico, constante no Anexo I desta Portaria. 
 
Portaria nº 1.679/GM de 19 de setembro de 2002 
Dispõe sobre a estruturação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do 
Trabalhador no SUS e dá outras providências. 
 
 Portaria nº 2.728/GM de 11 de novembro de 2009 
Enfermagem do trabalho 
 
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Dispõe sobre a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) 
e dá outras providências. 
 
Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 
Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde 
(SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área 
da saúde e dá outras providências. 
 
Lei nº 6.437 de 20 de agosto de 1977 
Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas 
e dá outras providências. 
 
Decreto nº 680, de 23 de novembro de 1998 
Institui o Código de Saúde do estado do Tocantins. Encaminhado para aprovação de 
revisão pelo Gabinete da Casa Civil desde 2012. 
 
Portaria Nº 248/ 2016. 
Dispõe sobre a designação dos servidores da Diretoria de Vigilância em Saúde 
Ambiental e Saúde do Trabalhador, para desenvolverem ações de Vigilância em 
Saúde do Trabalhador e Ambiental. 
 
Aspectos Legais 
 
 
A legislação brasileira que rege a área de Saúde e Segurança no Trabalho é 
regulamentada através da Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978, que aprova as 
Normas Regulamentadoras - NR, do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis 
do Trabalho - CLT, porém esta portaria é aplicada aos trabalhadores que têm contrato 
de trabalho em regime da CLT. 
As normas regulamentadoras (NR) são disposições complementares ao 
Capítulo V (Da Segurança e da Medicina do Trabalho) do Título II da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro 
de 1977. Consistem em obrigações, direitos e deveres a serem cumpridos por 
Enfermagem do trabalho 
 
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NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS; 
NR-4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA 
E EM MEDICINA DO TRABALHO; 
NR-5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES; 
NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI; 
NR-7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL; 
NR-8 - EDIFICAÇÕES; 
NR-9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS; 
NR-17 – ERGONOMIA; 
NR-32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE. 
empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir trabalho seguro e sadio, 
prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho. 
As primeiras normas regulamentadoras foram publicadas pela Portaria MTb nº 
3.214, de 8 de junho de 1978. As demais normas foram criadas ao longo do tempo, 
visando assegurar a prevenção da segurança e saúde de trabalhadores em serviços 
laborais e segmentos econômicos específicos. 
A elaboração e a revisão das normas regulamentadoras são realizadas, 
atualmente, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, adotando o sistema 
tripartite paritário, preconizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), por 
meio de grupos e comissões compostas por representantes do governo, de 
empregadores e de trabalhadores. 
Nesse contexto, a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) é a 
instância de discussão para construção e atualização das normas regulamentadoras, 
com vistas a melhorar as condições e o meio ambiente do trabalho. 
As principais NRs que devem ser observadas são: 
 
 
NR 1 – Disposições Gerais 
Enfermagem do trabalho 
 
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A NR 1 determina que as normas 
regulamentadoras, relativas à segurança e 
medicina do trabalho, torna-se obrigatória 
para todas as empresas privadas e públicas, 
além dos órgãos públicos da administração 
direta e indireta, desde que possuam 
empregados regidos de acordo com a CLT. 
O objetivo desta Norma é estabelecer as disposições gerais, o campo de 
aplicação, os termos eas definições comuns às Normas Regulamentadoras – NR 
relativas a segurança e saúde no trabalho e as diretrizes e os requisitos para o 
gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e 
Saúde no Trabalho – SST 
Este processo é muito importante e todas as disposições que estão inseridas 
dentro da NR 1 são aplicadas de acordo com o possível, aos trabalhadores avulsos 
(São aqueles que prestam serviços com a intermediação da entidade de classe, que 
tem o seu pagamento feito sob a forma de rateio), às entidades ou empresas que lhe 
tomem o serviço e aos sindicatos que representam tais categorias profissionais. 
 
Funções da empresa e empregador referente NR1 – Segurança e Medicina do 
Trabalho 
 
Mediante a NR 1 o empregador tem como função: 
a) Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre 
segurança e saúde no trabalho; 
b) Informar aos trabalhadores: 
o I. os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho; 
o II. as medidas de prevenção adotadas pela empresa para eliminar ou 
reduzir taisriscos; 
o III. os resultados dos exames médicos e de exames complementares de 
diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; e 
o IV. os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de 
trabalho. 
Enfermagem do trabalho 
 
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c) Elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando 
ciência aos trabalhadores; 
d) Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização 
dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; 
e) Determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou 
doença relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas; 
f) Disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à 
segurança e saúde no trabalho; 
g) Implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de acordo 
com a seguinte ordem de prioridade: 
I. eliminação dos fatores de risco; 
II. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas 
de proteção coletiva; 
III. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de 
medidas administrativas ou de organização do trabalho; e 
IV. adoção de medidas de proteção individual. 
 
 
Já ao empregado cabe: 
a) Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde 
no trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador; 
b) Submeter-se aos exames médicos previstos nas NR; 
c) Colaborar com a organização na aplicação das NR; e 
d) Usar o equipamento de proteção individual fornecido pelo empregador. 
É considerado ato faltoso a recusa injustificada do empregado caso as normas 
citadas não sejam cumpridas e acarretará ao empregador a aplicação das devidas 
penalidades pela legislação pertinente. 
Todas as empresas têm a obrigação do cumprimento das normas, com relação 
à matéria, que sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos 
Estados ou Municípios. 
Outra finalidade da NR 1 é determinar que a Secretaria de Segurança e Saúde 
no Trabalho (SSST) é órgão que tem como objetivo coordenar, orientar, controlar e 
supervisionar atividades relacionadas à segurança e medicina do trabalho. 
Enfermagem do trabalho 
 
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NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de 
Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) 
Outras aplicações e observações da NR1 
Quando uma ou mais empresas estiverem sob direção, controle ou 
administração de outra, serão responsáveis à empresa principal e cada uma das 
subordinadas. 
Outra aplicação da NR é referente à obra de engenharia, que será considerada 
como um estabelecimento, compreendendo ou não canteiro de obra ou frentes de 
trabalho, a menos que se disponha de forma diferente em NR específica. 
Não cumprindo a regra o empregador terá que aplicar as penalidades previstas 
na legislação. 
Um setor importante é a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), é responsável 
por executar as atividades relacionadas à segurança e medicina do trabalho: 
• Incluindo a Campanha Nacional de Prevenção dos Acidentes do Trabalho 
(CANPAT); 
• Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT); 
• Fiscalizar o cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre a 
segurança e medicina do trabalho; 
• Outras competências previstas na NR 1, por este órgão. 
 
 
A Norma Regulamentadora número 4, ou 
simplesmente NR 4, do Ministério do Trabalho e Emprego 
(MTE) estabelece critérios para organização dos Serviços 
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). 
A exigência dos SESMT, por sua vez, está na CLT. 
Assim, a NR 4 tem a finalidade de reduzir os acidentes de trabalho e as 
doenças ocupacionais, exigindo que os SESMT sejam compostos pelos seguintes 
profissionais: 
• Médico do trabalho 
• Engenheiro de segurança do trabalho 
• Enfermeiro do trabalho 
Enfermagem do trabalho 
 
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• Técnico de segurança do trabalho 
• Auxiliar de enfermagem do trabalho. 
 
 
A quantidade de profissionais exigida pela NR 4 para fazer parte dos SESMT 
muda de acordo com o número de trabalhadores da empresa e o risco da atividade. 
A NR 4 diz que o trabalho do SESMT é preventivo e de competência dos 
profissionais exigidos. Estes profissionais devem garantir a aplicação de 
conhecimentos técnicos de engenharia de segurança e de medicina ocupacional no 
ambiente de trabalho para reduzir ou eliminar os riscos à saúde dos trabalhadores. 
Faz parte das atividades dos SESMT, definidas pela NR 4, a análise de riscos 
e a orientação dos trabalhadores quanto ao uso dos equipamentos de proteção 
individual, assim como o registro adequado de eventuais acidentes de trabalho. 
Para empreiteiras ou empresas prestadoras de serviços, a NR 4 determina que 
o SESMT seja configurado de acordo com as características do estabelecimento onde 
ocorre a prestação de serviços, ou seja, no local onde efetivamente os seus 
empregados estiverem exercendo suas atividades. 
 
SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do 
Trabalho 
 
O SESMT tem como principal função proteger a integridade física dos 
trabalhadores. E assim evitar acidentes de trabalho por meio de alertas e instruções 
para os funcionários sobre o aparecimento de novas doenças ocupacionais e riscos 
relacionados à sua atividade de trabalho. 
A atuação do SESMT na prevenção de acidentes pode ser feita através de 
palestras em que sejam abordadas todas as maneiras de evitar desde pequenos 
acidentes até aqueles de grandes proporções. 
Além disso, é o SESMT que presta assistência aos trabalhadores vítimas de 
acidentes de trabalho ou com sintomas das doenças do trabalho. 
Entretanto, a criação do SESMT deve ser resultado de uma política de 
prevenção a acidentes que faça parte da cultura da empresa e não visar apenas ao 
atendimento da legislação, sem efeitos práticos. 
Enfermagem do trabalho 
 
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Atribuições do SESMT de acordo com a NR 4 
Conforme a NR 4, dentre as atribuições do SESMT, destacam-se: 
• Aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho 
ao ambiente do Trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas 
e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde 
do trabalhador; 
• Promover a realização de atividades de conscientização, educação e 
orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e 
doenças ocupacionais, tanto por meio de campanhas quanto de programas de 
duração permanente; 
• Esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e 
doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção. 
 
Os SESMT devem ser dimensionados de acordo com o risco da atividade principal da 
empresa, bem como do número total de colaboradores que ela possui. 
 
Classificação Nacional de Atividades EconômicasConfira como a NR 4 classifica o grau risco para cada uma das atividades 
realizadas em um canteiro de obras. Essa tabela organiza as atividades de acordo 
com os respectivos CNAEs (Códigos Nacionais de Atividade Econômica). 
Há um CNAE geral para a construção, que é o 45. Em seguida, há CNAEs para 
os grupos de concentração de atividades, como por exemplo Preparação de terreno, 
que é 45.1. Daí, para classificar corretamente o risco de cada atividade realizada no 
canteiro é preciso verificar o CNAE específico, que é indicado da seguinte maneira: 
45.11-0 – Demolição e preparação do terreno. 
Enfermagem do trabalho 
 
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Quadro I – Classificação Nacional de Atividades Econômicas 
Enfermagem do trabalho 
 
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Dimensionamento do SESMT 
 
 
Dimensionar o SESMT de uma empresa significa definir quais profissionais das 5 
categorias abaixo elencadas e em que quantidades comporão o grupo especializado 
em segurança do trabalho, responsável por promover a segurança e a saúde dos 
trabalhadores da empresa. 
• Técnico de Segurança do Trabalho 
• Engenheiro de Segurança do Trabalho 
• Auxiliar de Enfermagem do Trabalho 
• Enfermagem do Trabalho 
• Médico do trabalho 
Este dimensionamento do SESMT deve ser feito em apenas 05 passos: 
 
 
Passo 1 - Identificar quantos e quais estabelecimentos há em sua empresa 
O dimensionamento do SESMT deve ser feito por estabelecimento de 
trabalho e a norma regulamentadora n°1 (NR-1), em seu item 1.6.d, define 
“estabelecimento” da seguinte maneira: 
1.6 - Para fins de aplicação das Normas 
Regulamentadoras - NR, considera-se: 
d) estabelecimento, cada uma das unidades da 
empresa, funcionando em lugares diferentes, 
tais como: fábrica, refinaria, usina, escritório, 
loja, oficina, depósito, laboratório. 
Desta forma, é necessário que você identifique todos os 
estabelecimentos onde haja atividades em sua empresa. 
 
Passo 2 - Calcular quantos funcionários trabalham em cada estabelecimento, 
identificados os estabelecimentos, o próximo passo é calcular quantos 
funcionários trabalham em cada estabelecimento. 
Enfermagem do trabalho 
 
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Passo 3 - Identificar qual a atividade principal desempenhada naquele 
estabelecimento. 
É muito comum que em um mesmo estabelecimento existam atividades 
diversas. É necessário que se defina qual a atividade principal do 
estabelecimento. 
 
Passo 4 - Deve-se identificar o Grau de Risco da atividade principal do 
estabelecimento 
Para identificar o Grau de Risco da atividade principal do 
estabelecimento deve-se verificar a Relação da Classificação Nacional de Atividades 
Econômicas (CNAE) e seu respectivo Grau de Risco. 
A relação está dividida em 20 grupos de diversas atividades econômicas, a 
saber: 
• Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura; 
• Indústrias Extrativas; 
• Indústrias de Transformação 
• Eletricidade e Gás 
• Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação 
• Construção 
• Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas 
• Transporte, Armazenagem e Correio 
• Alojamento e Alimentação 
• Informação e Comunicação 
• Atividades Financeiras. de Seguros e Serviços Relacionados; 
• Atividades Imobiliárias 
• Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas 
• Atividades Administrativas e Serviços Complementares; 
• Administração Pública. Defesa e Serviço Social 
• Educação 
• Saúde Humana e Serviços Sociais 
• Artes, Cultura, Esportes e Recreação 
• Outras Atividades de Serviços 
• Serviços Domésticos 
Enfermagem do trabalho 
 
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• Organismos Internacionais e outras Instituições Extraterritoriais 
Você deve reconhecer o grupo no qual a atividade principal de seu 
estabelecimento melhor se encaixa, e buscá-la dentre as atividades elencadas. Na 
mesma tabela, você terá a indicação do Grau de Risco da atividade, o qual poderá 
variar entre valores de 1 a 4. O valor 4 indica o maior Grau de Risco. 
 
Passo 5 - Dimensionamento do SESMT 
Com os dados de Grau de Risco e número de funcionários no 
estabelecimento, você é capaz de fazer o dimensionamento do SESMT consultando 
o Quadro II da NR-4. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quadro II - SESMT - Dimensionamento de SESMT 
 
 
Diante do passo a passo apresentado acima, você deve ter percebido que, 
quando se dimensiona o SESMT, não se faz para empresa toda, e sim, para seus 
estabelecimentos. Desta forma, é importantíssimo que você conheça quais os 
Enfermagem do trabalho 
 
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estabelecimentos que compõem sua empresa, quais as atividades neles 
desempenhadas e quantos funcionários trabalham em cada um deles. 
A partir destas informações você será capaz de dimensionar corretamente o 
SESMT. 
 
 
NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes 
 
 
Em toda empresa que houver mais de 100 
funcionários, é obrigatória a criação de 
uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, 
ou simplesmente CIPA. A presença desta comissão 
é obrigatória nas empresas brasileiras deste tipo 
desde 1944, mas sua denominação e conceito 
surgiram em 1921 como uma opção para que as 
empresas tivessem pessoas dentro dela engajadas 
em desenvolver táticas para evitar acidentes 
internos na operação. 
As CIPAs devem ser formadas e mantidas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
de acordo com o artigo 163 da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Norma Regulamentadora 5, aprovada 
pela Portaria nº 08/99. 
Art. 163 ”Será obrigatória a constituição 
de Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes (CIPA), de conformidade com 
instruções expedidas pelo Ministério do 
TrabaIho, nos estabelecimentos ou locais de 
obra nelas especificadas.” 
 
É a CIPA quem organiza a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes 
de Trabalho) dentro das empresas. A SIPAT é uma semana separada pela empresa 
em que a CIPA desenvolve atividades diferentes para que os funcionários possam 
aprender mais sobre a prevenção de acidentes dentro da empresa. Aliás, este é o 
foco principal da CIPA, que deve buscar o máximo de excelência naquilo que é sua 
atribuição. 
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A CIPA age por meio de palestras, fiscalizações e incentivo à utilização de 
equipamentos de proteção individual (EPI) pelos funcionários. Isso porque 
a CIPA também é responsável por criar mecanismos que evitem a aparição de 
doenças provenientes do trabalho entre os funcionários. 
Por ser uma comissão com o objetivo de fiscalizar as operações a fim de 
encontrar problemas para a segurança dos funcionários e da empresa, a CIPA é 
comumente ligada a algo negativo pelos próprios funcionários. É fato que muitas 
pessoas não gostam de seguir regras de segurança, mas a CIPA age para o próprio 
bem dos funcionários. Para isso, conta com uma equipe com diversos membros 
escolhidos tanto pela empresa, quanto pelos funcionários. Tudo para que os dois 
lados da relação sejam representados e ouvidos. Desta forma, a sinergia permite que 
ações sejam tomadas de acordo com a vontade de todos e a empresa siga as normas 
de segurança ditadas pelo Ministério do Trabalho e pela CLT. 
É importante frisar que a CIPA deve estar presente em qualquer instituição, 
seja ela filantrópica, com fins lucrativos ou não, enfim, em qualquer instituição que 
houver mais de 100 pessoas trabalhando, é necessário ter uma CIPA formada. A 
segurança no trabalho é importante para manter a saúde de todos os envolvidos na 
operação e é dever da CIPA, atuar como agente de fiscalização e como 
desenvolvedora de métodos para evitar os acidentes. 
 
 
NR 6 - Equipamento de Proteção Individual - EPI 
 
 
 
A NR-06 ou norma regulamentadora 6 é uma 
norma criada pararegulamentar o uso 
de Equipamentos de Proteção Individuais os 
famosos EPI de modo que todas as empresas sejam 
obrigadas a adotar as mesmas medidas de proteção 
do funcionário em cenários semelhantes, isso 
significa que todas às pessoas exercendo as 
mesmas funções devem ter um mesmo 
equipamento de proteção padronizado que leve em 
consideração às normas legais exigidas para essa função em específico. 
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Quais Equipamentos? 
 
 
Cada função vai exigir equipamentos específicos apropriados para sua 
execução, é verdade, no entanto que diferentes funções podem acabar demandando 
o uso de equipamentos similares, entre os EPI mais comuns temos o capacete que é 
utilizado praticamente em qualquer ambiente de produção ou obras de construção. 
É obrigação da empresa fornece os equipamentos de proteção de forma 
gratuita para todos os funcionários, além disso é esperado que cada equipamento 
passe por uma inspeção de segurança de modo a garantir a qualidade do mesmo, em 
caso do não fornecimento deste equipamento ou de fornecimento de um equipamento 
defeituoso a empresa estará sujeita a repercussões legais que podem incluir multa ou 
dependendo do caso até mesmo a paralisação do funcionamento da empresa. 
Por sua vez o funcionário é responsável pelo uso em tempo integral dos EPI 
enquanto em exercício da função cabendo à empresa uma fiscalização constante para 
evitar que acidentes ou lesões possam acontecer pela falta do uso deste equipamento 
por parte do funcionário. 
 
Tipos de EPI 
 
 
Existem diferentes tipos de EPI com funções de proteção específicas a serem 
aplicadas em determinados tipos de trabalho que podem ou não se complementar, 
em alguns casos equipamentos específicos da profissão são necessários enquanto 
que em outros casos o uso de EPI se limita aos mais comuns como o capacete ou o 
Cinto de Segurança, de maneira geral os equipamentos de proteção podem ser 
divididos em categorias de acordo com aquilo que eles se propõem a evitar. 
 
Danos físicos - os equipamentos que protegem contra danos causados por 
ferimentos físicos são aqueles que protegem o funcionário de sofrer um ferimento ou 
trauma em decorrência da ação de algo no ambiente ou do ambiente em si, como é o 
exemplo dos capacetes que protegem a região da cabeça contra impactos em várias 
profissões ou cintos de segurança em profissões como às de um pintor de altitude 
como os que trabalham diariamente em monumentos, nesse caso o cinto é para 
Enfermagem do trabalho 
 
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proteger o funcionário de um dano físico que pode vir a ser causado pelo simples fato 
de estar naquele ambiente de risco. 
 
Químicos e biológicos - os equipamentos utilizados nessa categoria são aqueles em 
que o funcionário precisa para o exercício da função se expor a um ambiente em que 
existe a presença de um componente biológico como um vírus ou risco químico como 
um veneno, esses equipamentos estão normalmente ligados a funções onde o 
manuseio do risco seja um objetivo direto do trabalho, como no caso de um 
pesquisador de energia nuclear através dos trajes protegidos ou um médico com suas 
luvas e filtros do ar. 
 
Longo prazo - existem ainda os equipamentos que servem para amenizar os danos 
causados por uma exposição contínua a um ambiente em que seja inevitável os danos 
a longo prazo, nesse caso o equipamento serve para fornecer ao funcionário um 
ambiente menos nocivo e melhor a qualidade de vida a longo prazo, um exemplo 
bastante prático são os funcionários de aeroporto que precisam lidar com a 
manutenção de aviões e usam potentes protetores de ouvido para diminuir os danos 
auditivos. 
 
Manutenção e Troca 
 
 
Cada equipamento de proteção individual têm uma regra diferente referente a 
sua manutenção e/ou troca obrigatória, essa medida vai depender do uso do 
equipamento e também da função exercida pelo funcionário, no caso dos capacetes 
sua utilização é bastante duradoura uma vez que em teoria ele envelhece bem 
devagar se você não sofrer batidas na cabeça, por outro lado equipamentos mais 
sensíveis como as luvas de um médico podem chegar a ser classificados como 
descartáveis podendo ser utilizados apenas uma vez devido ao risco de contágio, 
assim é importante que tanto a empresa quanto o funcionário tenha um controle 
preciso sobre a validade de cada equipamento para evitar falhas no momento de 
realizar manutenção ou troca do equipamento. 
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NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional 
 
 
A NR7 estabelece a obrigatoriedade de 
elaboração e implementação, por parte de todos os 
empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, 
do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, com 
o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. 
É um programa que em conjunto com os demais somará forças em prol da 
saúde dos trabalhadores. 
Tem caráter de prevenção, mapeamento precoce e diagnóstico dos agravos a 
saúde dos trabalhadores, além da constatação dos casos de doenças profissionais ou 
danos irreversíveis causados por riscos do trabalho ou quaisquer situações ligadas ao 
ambiente de trabalho. 
O PCMSO também serve para que a empresa acompanhe através de exames, 
as ações de segurança têm sido eficientes ou não. 
PCMSO é obrigatório para toda e qualquer organização, independentemente 
do número de funcionários e do grau de risco do seu setor econômico. 
O programa tem caráter preventivo e deve ser implementado pelos 
empregadores sem nenhum ônus para os trabalhadores. 
Ele precisa conter um planejamento onde estejam previstas as ações de saúde 
a serem executadas na organização durante o ano todo, devendo constar num 
relatório anual. 
Esse relatório vai discriminar o número e a natureza dos exames médicos a 
serem realizados pelos funcionários, bem como avaliações clínicas e exames 
complementares solicitados. Também deve apontar os resultados considerados 
anormais, assim como o planejamento para o próximo ano. 
 
Exames Médicos 
 
 
O PCMSO prevê a realização obrigatória de exames médicos, que são os seguintes: 
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• Exame de admissão: ao ingressar na empresa, antes da contratação se 
efetivar, o trabalhador deve fazer um exame de avaliação do seu estado de 
saúde e da sua condição para exercer a função para a qual está sendo 
admitido. 
• Exame periódico: será feita uma revisão do exame com a periodicidade 
definida no PCMSO, com os intervalos mínimos de tempo abaixo 
discriminados: 
– Anual, para trabalhadores expostos a riscos que impliquem o desencadeamento ou 
agravamento de doença ocupacional e para os portadores de doenças crônicas. 
– Para os demais trabalhadores: anual, quando forem menores de 18 e maiores de 
45 anos de idade; a cada dois anos, para os trabalhadores entre 18 e 45 anos de 
idade. 
• Exame de retorno ao trabalho: quando o funcionário se manteve afastado por 
mais de 30 dias, devido a doença ou acidente ou em razão de parto, deverá 
ser realizado novo exame, logo no primeiro dia de trabalho, que avalie suas 
condições para retomada normal de suas atividades funcionais. 
• Exame de mudança de função: se o trabalhador for transferido de setor, 
assumindo uma função diferente, deverá fazer novo exame antes da mudança 
se efetivar. Principalmente, quando houver riscos à saúde diferentes do setor 
onde trabalhava inicialmente. 
• Exame para demissão: será feito antes do desligamento do funcionário, para 
homologação da demissão. O exame, deve atestar que está saindo em boas 
condições de saúde, apto a buscar um novo trabalho, se assim quiser. 
 
Atestado de Saúde Ocupacional – ASO 
 
 
Após os exames, o médico deve emitir Atestado de Saúde Ocupacional – ASO, 
em duas vias. A primeira via do ASO fica arquivadano local de trabalho do funcionário, 
inclusive canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho. 
A segunda via do ASO é entregue ao trabalhador, com seus dados pessoais, 
riscos ocupacionais, se existirem, e os procedimentos médicos realizados, incluindo 
os exames. 
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Por fim, deve constar a definição de apto ou inapto para a função específica do 
trabalhador na empresa, isto é, se está em condições de trabalhar ou não. 
A NR 7 determina que estes documentos referentes aos trabalhadores sejam 
mantidos em arquivo por pelo menos 20 anos, contados a partir do desligamento do 
trabalhador dos quadros da empresa. 
 
 
EXAMES ADMISSIONAIS E DEMISSIONAL 
 
Os exames admissionais e demissional são exames que devem ser solicitados 
pela empresa para avaliar a condição geral de saúde e verificar se a pessoa está apta 
para realizar determinada função ou se adquiriu alguma condição devido ao trabalho. 
Esses exames são realizados por um médico especializado em medicina do trabalho. 
Esses exames são previstos por lei e os custos são de responsabilidade do 
empregador, bem como o agendamento dos exames. Caso não sejam realizados, a 
empresa fica sujeita ao pagamento de multa. 
Além dos exames admissionais e demissionais, devem ser realizados exames 
periódicos para que seja avaliada a condição de saúde da pessoa durante o período 
trabalhado, havendo a possibilidade de correção de situações que possam ter surgido 
nesse período. Os exames periódicos devem ser realizados durante o período de 
trabalho, quando há mudança de função e quando o funcionário retorna ao trabalho, 
devido a férias ou afastamento. 
Os exames admissionais e demissionais devem ser realizados antes da 
admissão e antes da efetivação da demissão para que tanto o empregado quanto o 
empregador estejam seguros. 
 
Exame Admissional 
O exame admissional deve ser solicitado pela empresa antes da contratação 
ou assinatura da carteira de trabalho e tem como objetivo verificar as condições gerais 
de saúde do trabalhados e verificar se está apto para realizar determinadas atividades. 
Assim, o médico deve realizar os seguintes procedimentos: 
Entrevista, em que é avaliado história familiar de doenças ocupacionais e 
condições que a pessoa já foi exposta em empregos anteriores; 
 Medição da pressão arterial; 
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 Verificação da frequência cardíaca; 
 Avaliação da postura; 
 Avaliação psicológica; 
Exames complementares, que variam de acordo com a atividade que será 
exercida, como por exemplo exames de visão, audição, força e 
condicionamento físico. 
É ilegal a realização de teste de HIV, esterilidade e de gravidez no exame 
admissional, assim como no exame demissional, pois a realização desses exames é 
considerada uma prática discriminatória e não deve ser utilizado como critério para 
admitir ou demitir uma pessoa. 
Após a realização desses exames, o médico emite um Atestado Médico de 
Capacidade Funcional, em que constam informações sobre o funcionário e o resultado 
dos exames, indicando se a pessoa está apta ou não para realizar as atividades 
relacionadas ao emprego. Esse atestado deve ser arquivado pela empresa junto com 
os outros documentos do funcionário. 
 
Exame Demissional 
O exame demissional deve ser realizado antes da demissão do funcionário com 
o objetivo de verificar se houve o surgimento de qualquer condição relacionada ao 
trabalho e, assim, determinar se a pessoa está apta para ser demitida. 
Os exames demissionais são os mesmos que os admissionais e, após a 
realização do exame, o médico emite o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), em 
que constam todos os dados do trabalhador, cargo ocupado na empresa e estado de 
saúde do trabalhador depois da realização das atividades na empresa. Assim é 
possível verificar se houve o desenvolvimento de alguma doença ou o 
comprometimento da audição, por exemplo, devido ao cargo ocupado. 
Caso seja verificado alguma condição relacionada ao trabalho, no ASO consta 
que a pessoa está inapta para demissão, devendo permanecer na empresa até que a 
condição seja solucionada e novo exame demissional seja realizado. 
O exame demissional deve ser realizado quando último exame médico 
periódico tiver sido realizado há mais de 90 ou 135 dias, dependendo do grau de risco 
da atividade exercida. Esse exame, no entanto, não é obrigatório em casos de 
demissão por justa causa, ficando a critério da empresa a realização ou não do exame. 
Enfermagem do trabalho 
 
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NR 8 - Edificações 
 
 
A Norma Regulamentadora – NR 8 é composta por requisitos técnicos mínimos 
que devem ser rigidamente obedecidos para garantir a total segurança aos que 
trabalham em uma edificação. 
Quando o assunto é segurança do trabalho o momento da execução da obra é 
o que mais deve ser levado em consideração. É no canteiro o local onde há a maior 
quantidade de sujeira, máquinas armazenadas, materiais e diversos funcionários 
circulando no ambiente. É onde a atenção deve prevalecer para riscos e perigos. 
O objetivo de toda NR é sempre precaver os funcionários de qualquer risco 
iminente, garantindo a qualidade da segurança durante o desempenhar das 
atividades. 
Conheça a seguir os pontos principais da NR 8, como são dispostos na norma, 
e assegure a saúde e conforto dos trabalhadores em sua organização: 
1 – Circulação 
• Chão de canteiro de obra: não deve apresentar saliências nem depressões 
que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais. 
• Aberturas estruturais (chão e parede): devem ser protegidas de forma que 
impeçam a queda de pessoas ou objetos. 
• Pisos, Escadas e Rampas: devem oferecer resistência suficiente para 
suportar as cargas móveis e fixas, para as quais a edificação se destina. As 
rampas e as escadas fixas de qualquer tipo devem ser construídas de acordo 
com as normas técnicas oficiais e mantidas em perfeito estado de 
conservação. Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais 
de trabalho, onde houver perigo de escorregamento, serão empregados 
materiais ou processos antiderrapantes. 
• Andares acima do solo: devem dispor de proteção adequada contra quedas. 
De acordo com as normas técnicas e legislações municipais, atendidas as 
condições de segurança e conforto, conforme item 8.3 da norma. 
“ 8.3. Circulação. 
8.3.1. Os pisos dos locais de trabalho não devem 
apresentar saliências nem depressões 
Enfermagem do trabalho 
 
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que prejudiquem a circulação de pessoas ou a 
movimentação de materiais. 
8.3.2. As aberturas nos pisos e nas paredes devem ser 
protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas ou 
objetos. 
8.3.3. Os pisos, as escadas e rampas devem oferecer 
resistência suficiente para suportar as cargas móveis e 
fixas, para as quais a edificação se destina. 
8.3.4. As rampas e as escadas fixas de qualquer tipo 
devem ser construídas de acordo com as normas técnicas 
oficiais e mantidas em perfeito estado de conservação. 
8.3.5. Nos pisos, escadas, rampas, corredores e 
passagens dos locais de trabalho, onde houver perigo de 
escorregamento, serão empregados materiais ou 
processos antiderrapantes. 
8.3.6. Os andares acima do solo, tais como terraços, 
balcões, compartimentos para garagens e outros que não 
forem vedados por paredes externas, devem dispor de 
guarda-corpo de proteção contra quedas, de acordo com 
os seguintes requisitos: 
a) ter altura de 0,90m (noventa centímetros), no mínimo, 
a contar do nível do pavimento; 
b) quando for vazado, os vãos do guarda-corpo devem ter, 
pelo menos, uma das dimensões igual ou inferior a 0,12m 
(doze centímetros) 
c) ser de material rígido e capaz de resistir ao esforço 
horizontal de 80kgf/m2 (oitenta quilogramas-força por 
metro quadrado) aplicado no seu ponto mais 
desfavorável.” 
 
2 – Proteção Contra Intempéries• Partes externas: A parte 
externa deve estar de acordo 
com as normas vigentes 
relativas à resistência ao fogo, 
isolamento térmico, isolamento 
acústico, resistência estrutural e 
impermeabilidade. Durante o 
projeto da edificação evitar chuvas e insolação, deve ser prioridade durante o 
curso da obra, conforme o item 8.4. 
“ 8.4. Proteção contra intempéries. 
8.4.1. As partes externas, bem como todas as que 
separem unidades autônomas de uma edificação, ainda 
que não acompanhem sua estrutura, devem, 
obrigatoriamente, observar as normas técnicas oficiais 
relativas à resistência ao fogo, isolamento térmico, 
isolamento e condicionamento acústico, resistência 
estrutural e impermeabilidade. (108.012-1 / I1) 
8.4.2. Os pisos e as paredes dos locais de trabalho devem 
ser, sempre que necessário, impermeabilizados e 
protegidos contra a umidade. (108.013-0 /I1) 
Enfermagem do trabalho 
 
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8.4.3. As coberturas dos locais de trabalho devem 
assegurar proteção contra as chuvas. (108.014-8 / I1) 
8.4.4. As edificações dos locais de trabalho devem ser 
projetadas e construídas de modo a evitar insolação 
excessiva ou falta de insolação.” 
 
 
 
É de extrema importância ficar atento às leis municipais que regem todas as 
etapas da obra, além disso, dar preferência a profissionais qualificados no time de 
operários. Tudo isso, para evitar acidentes, o que acontece muito por empresas não 
disponibilizarem de treinamentos nos locais de trabalho. 
 
 
NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 
 
 
 
A Norma Regulamentadora 9, da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) 
relaciona-se diretamente ao Programa de Prevenção de Riscos ambientais (PPRA). 
Visto que a NR-09 estabelece a obrigatoriedade do PPRA às empresas que exercem 
atividades consideradas de risco à saúde do trabalhador. 
Para que uma empresa se enquadre nas diretrizes da NR-09, ela deve 
antecipar, reconhecer e também adequar todos os riscos ambientais possíveis que 
houver no espaço de trabalho. 
A Norma Regulamentadora 9 é bem abrangente, ela estabelece que o PPRA 
compreenda todos os riscos relacionados aos agentes físicos, químicos e biológicos 
que constam no ambiente de trabalho. 
o PPRA significa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, através 
da Norma Regulamentadora 9 da Portaria 3.214/78 foi implantado pela Secretaria de 
Segurança do Trabalho. 
 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 
O programa tem como objetivo principal a tomada de ações para garantir a 
saúde, segurança e integridade dos trabalhadores no ambiente de trabalho nos locais 
em que haja a presença de riscos ambientais. 
Segundo a NR-09, estes riscos ambientais englobam: 
• Agentes químicos: Como gases e poeira diversos. 
Enfermagem do trabalho 
 
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• Agentes biológicos: Como os vírus e bactérias, os bacilos e parasitas, além dos 
fungos e outros. 
• Agentes físicos: Como as radiações ionizantes e não ionizantes, o infrassom e 
ultrassom, as altas e baixas temperaturas, o ruído, vibrações e pressões 
anormais. 
Conforme o item 9.1.5 a NR-09 para ser considerado um risco ambiental, deve- 
se ainda levar em conta qual a natureza do risco, além da intensidade e tempo de 
exposição em que o trabalhador ficará exposto. 
Vale ressaltar ainda, que o PPRA, segundo consta no item 9.1.2 da Norma 
Regulamentadora 9, deve ser desenvolvido em cada setor da empresa, atentando- 
se a antecipação dos riscos, reconhecimento da existência dos riscos, a avaliação por 
meio de medições de concentração e exposição além do controle constante de sua 
ocorrência. 
De acordo com o item 9.1.3, o PPRA deve obrigatoriamente estar vinculado 
sempre ao PCMSO, que é o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. 
O PPRA trata-se de um programa obrigatório à todas as instituições e 
empresas, independente do número de trabalhadores, grau de risco ou área de 
atuação. 
Isso consta no item 9.1.1 da NR-09 em que diz: 
‘9.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a 
obrigatoriedade da elaboração e implementação, por 
parte de todos os empregadores e instituições que 
admitam trabalhadores como empregados, do Programa 
de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à 
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, 
através da antecipação, reconhecimento, avaliação e 
consequente controle da ocorrência de riscos ambientais 
existentes ou que venham a existir no ambiente de 
trabalho, tendo em consideração a proteção do meio 
ambiente e dos recursos naturais.’ 
 
O empregador é quem deve se responsabilizar do desenvolvimento do PPRA, 
entretanto sua implantação, controle e avaliação precisa ter a participação dos 
colaboradores da empresa, como indica no item 9.1.2 na NR-09. 
Mas é preciso lembrar também que é dever dos trabalhadores colaborar e 
participar da implantação e também do desenvolvimento do PPRA e seguir as 
instruções recebidas ao longo do programa. O trabalhador deve também, informar 
seus superiores de forma imediata, os possíveis riscos que observar em seu ambiente 
de trabalho. 
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A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação, são 
normalmente realizados pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e 
em Medicina do Trabalho (SESMT). 
No entanto, podemos observar através do item 9.3.1.1 que além do SESMT, o 
PPRA pode ser elaborado por ‘pessoa ou equipe de pessoas que, a critério do 
empregador, sejam capazes de desenvolver o disposto nesta NR.’. 
Entretanto, por se tratar de um programa sério que trata da saúde dos 
trabalhadores, vale a pena investir numa consultoria responsável e especializada para 
evitar erros ou trabalho mal feito que podem gerar prejuízos maiores. 
Podemos concluir, portanto, que é primordial que o profissional responsável 
pela elaboração do PPRA tenha amplo conhecimento a respeito de SST. 
O PPRA pode ainda ser cobrado pelos órgãos fiscais, então o mesmo deve 
sempre estar atualizado e também disponível às autoridades competentes. 
 
 
 
NR 17 – Ergonomia 
 
 
 
A norma regulamentadora nº 17 (Ergonomia) do Ministério do Trabalho e 
Emprego é regulamentada pela Portaria Nº 3.214, de 08 de Junho de 1978, que 
aprova as normas regulamentadoras do Capítulo V, Título II, da Consolidação das 
Leis do Trabalho – CLT, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. 
A NR17 trata de forma específica das questões ergonômicas no ambiente de 
trabalho. É importante frisar que a ergonomia é uma área que estuda as interações 
entre os seres humanos e outros elementos de um sistema, tendo como objetivo 
otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um determinado sistema. 
Os itens abordados nessa norma regulamentadora são: 
• Levantamento, transporte e descarga individual de materiais; 
• Mobiliário dos postos de trabalho; 
• Equipamentos dos postos de trabalho; 
• Condições ambientais de trabalho; 
• Organização do trabalho. 
O objetivo central da NR17 é definir parâmetros e procedimentos que 
assegurem as melhores condições de ambiente aos trabalhadores, preservando a 
Enfermagem do trabalho 
 
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segurança, conforto e favorecendo os melhores níveis de desempenho nas tarefas 
cotidianas. Em suma, a ergonomia visa melhorar as condições de trabalho e fazer 
com que todas as atividades da empresa sejam desempenhadas com maior 
qualidade. 
 
6 principais regras da NR17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Norma 1 
De acordo com as regras básicas da NR17, as condições de trabalho nas 
empresas abrangem aspectos associados ao levantamento, transporte e descarga de 
materiais, ao mobiliário, aos equipamentos utilizados, às condições no ambiente no 
trabalho e aos métodos e formas de organização do trabalho. 
Conforme estabelecido por essa norma, as empresas são responsáveis por 
analisar as questões ergonômicas do trabalho considerando as características doambiente, o tipo de função exercida e as características psicofisiológicas dos 
trabalhadores, tornando possível a plena adaptação do trabalhador ao ambiente no 
qual ele está inserido. 
 
Norma 2 
Enfermagem do trabalho 
 
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Na NR17 estão contidas as seguintes diretrizes básicas quanto ao transporte de 
cargas: 
• O transporte manual de cargas é definido como todo tipo de transporte em que 
o peso da carga é suportado totalmente por apenas um trabalhador, o que 
abrange também o levantamento e a deposição da carga; 
• O que define um transporte manual de cargas é toda atividade ou operação 
que é feita de forma contínua, ou que inclua (mesmo que de maneira não 
frequente), o transporte manual de cargas; 
• O trabalhador definido como jovem é aquele com idade menor que 18 anos e 
igual ou superior a 14 anos; 
• A atividade de transporte manual de cargas não deve ser exercida por pessoas 
nas quais o peso comprometa a segurança ou saúde do trabalhador; 
• Os trabalhadores responsáveis pelo transporte contínuo de cargas devem 
receber todo treinamento necessário para execução da tarefa de forma 
totalmente segura (de acordo com as regras definidas pela equipe de saúde e 
segurança do trabalho); 
• No caso de trabalhadores jovens e mulheres designados para fazer o 
transporte manual de cargas, o peso máximo das cargas sempre precisa ser 
menor que o peso aplicado às atividades de transporte manual de cargas 
exercidas por homens. 
• 
Norma 3 
A NR17 determina que, toda vez que um trabalho pode ser realizado na 
posição sentada, o local de trabalho precisa ser adaptado ou planejado para que o 
trabalhador possa desempenhar suas atividades nessa posição. 
 
Norma 4 
Todos os trabalhos manuais que são realizados em pé ou sentado devem ser 
planejados com o uso de mesas, bancadas, painéis e escrivaninhas que favoreçam 
uma boa postura, operação e visualização por parte dos trabalhadores. Além disso, 
de acordo com essa norma é preciso observar algumas regras básicas, que são: 
• A altura e tipo de superfície dos móveis deve ser compatível com o tipo de 
atividade realizada; 
Enfermagem do trabalho 
 
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• Deve ser observada uma distância adequada entre os olhos e o campo de 
trabalho; 
• A altura do assento deve estar adequada conforme altura do móvel e distância 
necessária para preservar os olhos; 
• A área de trabalho deve ser facilmente visualizada e alcançada pelo 
trabalhador; 
• As características dimensionais dos móveis devem possibilitar uma 
movimentação e posicionamento adequados do corpo (braços, pernas etc.). 
• 
Norma 5 
Conforme estabelece a NR17, todos os assentos usados no ambiente de 
trabalho precisam atender a esses requisitos: 
• A altura deve estar ajustada à estatura do trabalhador e precisa ser 
observado o tipo de atividade exercida; 
• O encosto deve ser adaptado para proteger a região lombar; 
• A borda frontal do assento deve ser arredondada. 
• 
Norma 6 da NR17 
A NR17 determina que a organização do trabalho leve em consideração os 
seguintes aspectos: 
• Normas específicas de produção; 
• Operações a serem realizadas; 
• Exigência de tempo; 
• Determinação do conteúdo de tempo; 
• Ritmo de trabalho; 
• Conteúdo das tarefas. 
 
 
 
NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde 
 
 
Instituída em 2005, por meio da Portaria 485 do Ministério do Trabalho e 
Emprego (MTE), a norma regulamentadora NR 32 estabelece medidas protetivas para 
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promover a saúde e a segurança de todas as pessoas que se encontram em um 
ambiente clínico ou hospitalar — colaboradores, pacientes, familiares, entre outras. 
Desde então, qualquer estabelecimento que promova a assistência, a 
recuperação, a pesquisa e o ensino em saúde — não importa o grau de complexidade 
— deve seguir com rigor as diretrizes descritas na NR 32. Ao cumprir as 
determinações, os hospitais e as clínicas garantem a integridade dos funcionários e 
evitam os acidentes e as doenças ocupacionais. 
No entanto, é importante ressaltar que essa norma regulamentadora não 
desobriga as instituições clínicas e hospitalares de atenderem às demais medidas de 
segurança em seus ambientes, como as previstas no Programa de Prevenção de 
Riscos Ambientais (PPRA) e no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
(PCMSO). 
As complexidades que fazem parte da rotina de quem trabalha na área da 
saúde não são poucas. Justamente por isso que a criação da NR 32 é um marco 
importante, pois as ações previstas nela têm como objetivo diminuir os riscos nesse 
cenário que envolve a manipulação de material biológico, agentes químicos, 
exposição a uma alta carga viral, entre outras particularidades. 
Contudo, para que a norma seja eficiente e cumpra o seu papel de diminuição 
e prevenção de riscos, as instituições de saúde precisam estar comprometidas com 
todas as ações necessárias e previstas pela NR 32. Gestores e colaboradores 
precisam trabalhar em conjunto para que regras sejam entendidas e seguidas todos 
os dias. 
Esta Norma Regulamentadora – NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes 
básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos 
trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de 
promoção e assistência à saúde em geral. 
Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer 
edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as 
ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde 
em qualquer nível de complexidade. 
Consideram-se agentes biológicos os microrganismos, geneticamente 
modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons. 
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O PPRA deve ser reavaliado 1 vez ao ano e: 
a) sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho, que possa 
alterar a exposição aos agentes biológicos; 
b) quando a análise dos acidentes e incidentes assim o determinar. 
 
 
Das medidas de proteção 
 
 
Em caso de exposição acidental ou incidental, medidas de proteção devem ser 
adotadas imediatamente, mesmo que não previstas no PPRA. 
A manipulação em ambiente laboratorial deve seguir as orientações contidas 
na publicação do Ministério da Saúde – Diretrizes Gerais para o Trabalho em 
Contenção com Material Biológico, correspondentes aos respectivos microrganismos. 
Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem 
afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de 
Trabalho – CAT. 
Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter 
lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, 
toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual. 
Os quartos ou enfermarias destinados ao isolamento de pacientes portadores 
de doenças infectocontagiosas devem conter lavatório em seu interior. 
O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que deve 
ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas. 
Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem 
iniciar suas atividades após avaliação médica obrigatória com emissão de documento 
de liberação para o trabalho. 
O empregador deve vedar: 
a) a utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos; 
b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de 
trabalho; 
c) o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho; 
d) a guarda de alimentos em locais não destinados para este fim; 
e) o uso de calçados abertos. 
A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado. 
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Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os 
equipamentos de proteção individual e as

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